Uma anedota sobre o consumismo
Alterconsumidores versus hiperconsumidores
Haverá vida fora dos centros comerciais...?
Campanha por um eco-natal
8.8.07
Ciências Sociais e Humanas
Como é que os capitalistas se mantêm no Poder...ou como é que o Poder político-económico se reproduz.
O cosmopolitismo
Razão Sensível
Capital económico, linguístico e cultural
A Sociedade contra o Estado ( P. Clastres)
A epistemologia de Paul Feyerabend
Pierre Bourdieu, sociólogo de combate
A Sociologia é um desporto de combate - La sociologie est un sport de combat (2001)
O cosmopolitismo
Razão Sensível
Capital económico, linguístico e cultural
A Sociedade contra o Estado ( P. Clastres)
A epistemologia de Paul Feyerabend
Pierre Bourdieu, sociólogo de combate
A Sociologia é um desporto de combate - La sociologie est un sport de combat (2001)
Automóveis
O automóvel e a destruição planetária
A religião do automóvel e a liturgia do divino motor
O centro de Paris sem carros em 2012?
Porto - Por um Parque Oriental sem automóveis
Associação Para a Interdição dos Veículos Inutilmente Rápidos (APIVIR)
O tráfego automóvel reduz o desenvolvimento pulmonar
A pegada carbónica do Rali Lisboa-Dacar - leiam que é elucidativo...
Rali Lisboa-Dakar: Acelerar em áreas protegidas!!!
A religião do automóvel e a liturgia do divino motor
O centro de Paris sem carros em 2012?
Porto - Por um Parque Oriental sem automóveis
Associação Para a Interdição dos Veículos Inutilmente Rápidos (APIVIR)
O tráfego automóvel reduz o desenvolvimento pulmonar
A pegada carbónica do Rali Lisboa-Dacar - leiam que é elucidativo...
Rali Lisboa-Dakar: Acelerar em áreas protegidas!!!
Ateísmo e heresias
Heterodoxias versus dogmas
A Filosofia contra o Cristianismo
Tomás da Fonseca e os sermões da montanha
Campanha Primavera-Verão de Desbaptização
O homem mais odiado pela América
Bush exporta Deus
Humor apóstata
História da religião: 5000 anos de religião em 90 segundos
A Filosofia contra o Cristianismo
Tomás da Fonseca e os sermões da montanha
Campanha Primavera-Verão de Desbaptização
O homem mais odiado pela América
Bush exporta Deus
Humor apóstata
História da religião: 5000 anos de religião em 90 segundos
7.8.07
Artes plásticas
Que nasçam muitas Fridas
Arte contra os muros: Tijuana converte em arte o seu muro da vergonha
Uma Exposição de Arte sob o tema do Mal
Brevíssimo panorama das Artes Plásticas pós-1945
Um novo colectivo artístico de intervenção urbana
Exposição de arte na Tate Britain recria os protestos contra Blair e a guerra no Iraque
Arte contra os muros: Tijuana converte em arte o seu muro da vergonha
Uma Exposição de Arte sob o tema do Mal
Brevíssimo panorama das Artes Plásticas pós-1945
Um novo colectivo artístico de intervenção urbana
Exposição de arte na Tate Britain recria os protestos contra Blair e a guerra no Iraque
Anti-militarismo e Não-violência
Gandhi e o Dia da Não-Violência (30 de Janeiro)
O «humanitarismo» lucrativo
html
Vanunu, cientista e prisioneiro de consciência, foi eleito como reitor da Universidade de Glasgow
A Guerra é o mesmo que Terrorismo, mas com um orçamento maior!...
Contraste da ajuda do Estado norte-americano para as vítimas do Tsunami asiático e o custo de um bombardeiro militar
Louis Lecoin - Figura maior do pacifismo
Crise no recrutamento de soldados para a guerra
O vandalismo cultural do Exército norte-americano destrói os vestígios da Babilónia
Jornada Internacional de protesto contra Bush no dia 20/Janeiro
As Razões pelas quais me declaro desertor de qualquer guerra
A essência da Guerra ( por G. Orwell)
O Exército espanhol recruta estrangeiros imigrantes por falta de interesse dos espanhóis na tropa
Junta-te aos marines: procuram-se novos recrutas para trabalhos sujos. Paga-se bem.
100 exemplos de agressões militares norte-americanas
A destruição da cultura pela guerra e pelos exércitos(o caso do Iraque )
A nova arma de destruição maciça dos Estados Unidos: a manipulação do clima para fins militares
A Insubmissão como obra de arte
China aumenta o seu orçamento militar em 12,6%
Estados Unidos manipulam informações
Toda a guerra tem o inconveniente de precisar de um inimigo e, se possível, ter mais que um...
Abolição dos exércitos
Não a militarismo
A invasão americana no Vietname foi há 40 anos
Estados Unidos perdem aliados: 11 países já abandonaram o Iraque, e outros 7 anunciam a sua retirada parcial ou total.
Einstein e a paz
50 pequenas cidades do Estado de Vermont referendaram a favor da retirada das tropas americanas do Iraque
Vietnamitas processam empresas químicas norte-americanas por causa do «agente laranja»
Perguntas sobre o terrorismo ( para servirem de reflexão)
Marketing Militar recrutou apenas 7 voluntários
Alguns dados sobre armas e guerras para… não passarmos por idiotas
Nova arma americana visa causar máximo sofrimento sem matar
750 biólogos norte-americanos protestam contra o desvio de verbas de investigação científica para programas de bio-terrorismo
O escândalo das despesas militares no mundo!
Marcha contra a guerra do Iraque juntou mais de 100 mil em Washington
Exposição de arte na Tate Britain recria os protestos contra Blair e a guerra no Iraque
As Canções anti-Guerra ( Anti War Songs)
O «humanitarismo» lucrativo
html
Vanunu, cientista e prisioneiro de consciência, foi eleito como reitor da Universidade de Glasgow
A Guerra é o mesmo que Terrorismo, mas com um orçamento maior!...
Contraste da ajuda do Estado norte-americano para as vítimas do Tsunami asiático e o custo de um bombardeiro militar
Louis Lecoin - Figura maior do pacifismo
Crise no recrutamento de soldados para a guerra
O vandalismo cultural do Exército norte-americano destrói os vestígios da Babilónia
Jornada Internacional de protesto contra Bush no dia 20/Janeiro
As Razões pelas quais me declaro desertor de qualquer guerra
A essência da Guerra ( por G. Orwell)
O Exército espanhol recruta estrangeiros imigrantes por falta de interesse dos espanhóis na tropa
Junta-te aos marines: procuram-se novos recrutas para trabalhos sujos. Paga-se bem.
100 exemplos de agressões militares norte-americanas
A destruição da cultura pela guerra e pelos exércitos(o caso do Iraque )
A nova arma de destruição maciça dos Estados Unidos: a manipulação do clima para fins militares
A Insubmissão como obra de arte
China aumenta o seu orçamento militar em 12,6%
Estados Unidos manipulam informações
Toda a guerra tem o inconveniente de precisar de um inimigo e, se possível, ter mais que um...
Abolição dos exércitos
Não a militarismo
A invasão americana no Vietname foi há 40 anos
Estados Unidos perdem aliados: 11 países já abandonaram o Iraque, e outros 7 anunciam a sua retirada parcial ou total.
Einstein e a paz
50 pequenas cidades do Estado de Vermont referendaram a favor da retirada das tropas americanas do Iraque
Vietnamitas processam empresas químicas norte-americanas por causa do «agente laranja»
Perguntas sobre o terrorismo ( para servirem de reflexão)
Marketing Militar recrutou apenas 7 voluntários
Alguns dados sobre armas e guerras para… não passarmos por idiotas
Nova arma americana visa causar máximo sofrimento sem matar
750 biólogos norte-americanos protestam contra o desvio de verbas de investigação científica para programas de bio-terrorismo
O escândalo das despesas militares no mundo!
Marcha contra a guerra do Iraque juntou mais de 100 mil em Washington
Exposição de arte na Tate Britain recria os protestos contra Blair e a guerra no Iraque
As Canções anti-Guerra ( Anti War Songs)
Alternativas são possíveis
A Simplicidade Voluntária
Os conhecimentos tradicionais
Semana mundial da vida lenta (14 a 22 de Janeiro)
Renascimento rural
Comunidades rurais: o exemplo de Matavenero e Poibueño
Os conhecimentos tradicionais
Semana mundial da vida lenta (14 a 22 de Janeiro)
Renascimento rural
Comunidades rurais: o exemplo de Matavenero e Poibueño
Os dias da criação (22 e 23 de Setembro na Casa da Eira Longa, em Vilar, Boticas )
Nesta iniciativa estará a presença diversificada de criadores leoneses e transmontanos, nas distintas áreas da criação: Audiovisual, Escrita, Performance, Música, Pintura, Fotografia, Pensamento, Gravura, Teatro, Grafismos, Artesanato, Escultura, Contacontos.Apesar de se tratar de um encontro de âmbito regional não há qualquer segregação relativamente à presença de criadores que fisicamente tenham nascido noutras paragens. Assim, desde a Galiza ao Algarve, passando pela América Latina, este encontro é marcado pelo Aberto, pela infinitude do ómega.
programa:
22 Setembro, Sábado:
10h,03m -Casa da Eira Longa: Pensamento e Debate
Comunicações: abel neves, alexandre teixeira mendes, amadeu ferreira, antónio cabral, bento da cruz, silvia zayas, tomás sanchez santiago,
Distribuições e dinâmicas coloquiais: alberto augusto miranda, hermínio chaves fernandes.
15h,30-Casa da Eira Longa: Inauguração de uma exposição colectiva de artistas visuais de león e de trás-os-montes.
Exponentes: adriana henriques, agostinho chaves, alfredo cabeleira; ana luisa monteiro; andré gomes, antero de alda, antónio pizarro; anxo pastor; asun parrilla, bruno ruivo, carmen cierto, clara vale, daniel alonso, deborah nofret; dinis cortes; elisabete a. monteiro; elisabete pires monteiro; emanuel teixeira, gerardo queipo; inês abrantes, inma doval, isabel ribeiro; ivan almeida; joana caldelas, joaquim vieira, jorge linhares, josé moura; juan ondategui, juan rafa, katús otero, lola oviedo, manoel bonabal, mário castro, natalia gonzález devesa, nelson silva, paulo gaspar ferreira, pedro colaço, renato ferrão; sabela arias, sacha habermann, sindo cerviño, vânia ferreira;
16h30:– Casa da Eira Longa: Curtas-metragens
Apresentação de obras de: adriana perez, angelica liddell, jesus dominguez, koke vega, pedro colaço, pedro sena nunes, sara jess
18h00, Casa da Eira Longa: Actos Poéticos
Apresentação, por fernando martinho guimarães, do livro:
Tengo Algo De Arbol / Tenho Qualquer Coisa De Árvore
Selecta de poetas leoneses.
Poesia de: antonio gamoneda, gaspar moisés gómez, aldo z. sanz, tomás sánchez santiago, josé luís puerto, juan carlos mestre, ildefonso rodríguez, sílvia zayas, victor m. díez, eloísa otero, miguel suárez, ruben mielgo, jorge pascual.
Edição bilingue castelhano-português. Organização e selecção: sílvia zayas. Tradução: alberto augusto miranda. Ed. Intensidez.
Poesia dita por poetas: ana de sousa, ángel fernández benéitez, antónio cabral, concha rousia, eloisa otero, fracisco niebro, henrique dória, juan carlos mestre, juan manuel rodriguez tobal, máximo hernández, salviano ferreira, tomás sánchez santiago
21h30, Auditório de Boticas: Música, Performances, Teatro
Com: alberto augusto miranda, alexandra bernardo, aurelino costa, cova villegas, estibaliz espinosa, gonzalo ordás, hector rodriguez, ildefonso rodríguez, isabel fernandes pinto, manuel guimarães, pepa yañez anllo, sílvia zayas, victor m. díez,
23 Setembro 2007, Domingo:
10h -Casa da Eira Longa: MOSTRA DOS TRABALHOS AUDIOVISUAIS FEITOS IN LOCO:
Com: andré rodrigues, carlos marques, ivan terra, jaime mendes, joana lopes, joana magalhães, joão neiva, joaquim vieira, luis martins, michelle reis, nicole freitas, paulo pereira, pedro teixeira, raquel silva, rodrigo marcos, sandro sousa, sarah rego, tiago faifa, vânia ferreira, vitor leal
12h-Casa da Eira Longa: A Poesia Jovem latino-americana:
Com: estrella gomes (venezuela), geison garcia (venezuela), joaquín m. chávez (equador), pablo cruz (chile), raquel molina(venezuela)
14h – Almoço de encerramento
Todo o acontecimento é Público / entrada livre
informações:
+351. 960238922 (eira longa)
+351.965817337 (incomunidade)
email:
6.8.07
I Colóquio Internacional de Educação Libertária ( 7,8 e 10 de Setembro em São Paulo e Manaus)
O Instituto de Estudos Libertários - IEL, a Editora Imaginário, a EDUA e a Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas, com o intuito de fomentar o estudo, a reflexão de uma educação formadora de um ser humano livre e comprometido com a construção de uma sociedade justa e igualitária, organizam:
I COLÓQUIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA
Trazem aos educadores, e libertários em geral, a rica história de dois séculos de reflexão e experimentações em favor de uma educação fora da esfera estatal, capitalista e religiosa, voltada para a formação de um ser livre, participativo e combativo contra todas as forças coactoras e inibidoras de sua livre acção.
Coube-nos, uma vez mais, despender grande esforço para a realização deste evento. O colóquio acontecerá por meio de inscrição de 100 participantes que pagarão R$ 100,00 para cobrir os custos (passagens aéreas internacionais, hospedagem, alimentação, transporte e divulgação). Os participantes terão direito, durante o Colóquio em São Paulo, a um ou mais livros de educação recém-lançados, ao preço de capa, até o valor máximo de R$ 80,00. Caso a escolha dos títulos ultrapasse o valor acima citado, o participante efectuará o pagamento do complemento. Observamos que sob nenhuma hipótese haverá restituição do valor total ou parcial da inscrição tendo em vista seu emprego no financiamento do evento.
Garanta já a sua presença pois há somente 100 vagas.
Participantes
Hugues Lenoir (França)
Francesco Codello (Itália)
José Pacheco (Portugal)
Sílvio Gallo (Unicamp/IEL)
José Damiro de Moraes (IEL)
Alexandre Samis (IEL)
Helena Singer (Unicamp)
José Eduardo Valladares (Unicamp)
Ana Elisa Siqueira (EMEF Amorim Lima)
Organização
Instituto de Estudos Libertários - IEL
Editora Imaginário
EDUA/FACED/UFAM
Participantes estrangeiros
Hugues Lenoir
Professor e director de pesquisas de Ciências da Educação e director do Centro de Educação Permanente da Universidade Paris X.
Francesco Codello
Historiador da Pedagogia e director pedagógico em Treviso. Membro do IDEN (International Democratic Education Network) na Itália e redactor da revista italiana Libertaria.
José Pacheco
Pedagogo e fundador da Escola da Ponte, em Portugal.
Programação em São Paulo
7 de Setembro - Sexta-feira
9h30 - 12h30
Educação Democrática e Pedagogia Libertária
Francesco Codello
Helena Singer
14h30 - 17h30
Autogestão e Educação Permanente
Hugues Lenoir
Sílvio Gallo
18h30 - 21h00
Educação Libertária e Ensino Público
José Pacheco
Ana Elisa Siqueira
8 de setembro - Sábado
9h30 - 12h30
Os Anarquistas e a Educação na Europa e no Brasil
Francesco Codello
José Damiro de Moraes
14h30 - 17h30
Sindicalismo e Educação: Autogestão e Democracia na Escola
Hugues Lenoir
Alexandre Samis
Eduardo Valladares
INSCRIÇÃO
I Colóquio Internacional de Educação Libertária (São Paulo)
As inscrições devem ser feitas mediante depósito na seguinte conta bancária:
Banco Itaú - Agência 2925 ? c/c 00494-3
em nome de Plínio A. Coêlho
Após o depósito solicitamos o envio do comprovante por fax ou e-mail bem como a ficha de inscrição abaixo devidamente preenchida para
Fone: (11) 3864-3242 ou por e-mail
ed.imaginario@uol.com.br
I COLÓQUIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA
Trazem aos educadores, e libertários em geral, a rica história de dois séculos de reflexão e experimentações em favor de uma educação fora da esfera estatal, capitalista e religiosa, voltada para a formação de um ser livre, participativo e combativo contra todas as forças coactoras e inibidoras de sua livre acção.
Coube-nos, uma vez mais, despender grande esforço para a realização deste evento. O colóquio acontecerá por meio de inscrição de 100 participantes que pagarão R$ 100,00 para cobrir os custos (passagens aéreas internacionais, hospedagem, alimentação, transporte e divulgação). Os participantes terão direito, durante o Colóquio em São Paulo, a um ou mais livros de educação recém-lançados, ao preço de capa, até o valor máximo de R$ 80,00. Caso a escolha dos títulos ultrapasse o valor acima citado, o participante efectuará o pagamento do complemento. Observamos que sob nenhuma hipótese haverá restituição do valor total ou parcial da inscrição tendo em vista seu emprego no financiamento do evento.
Garanta já a sua presença pois há somente 100 vagas.
Participantes
Hugues Lenoir (França)
Francesco Codello (Itália)
José Pacheco (Portugal)
Sílvio Gallo (Unicamp/IEL)
José Damiro de Moraes (IEL)
Alexandre Samis (IEL)
Helena Singer (Unicamp)
José Eduardo Valladares (Unicamp)
Ana Elisa Siqueira (EMEF Amorim Lima)
Organização
Instituto de Estudos Libertários - IEL
Editora Imaginário
EDUA/FACED/UFAM
Participantes estrangeiros
Hugues Lenoir
Professor e director de pesquisas de Ciências da Educação e director do Centro de Educação Permanente da Universidade Paris X.
Francesco Codello
Historiador da Pedagogia e director pedagógico em Treviso. Membro do IDEN (International Democratic Education Network) na Itália e redactor da revista italiana Libertaria.
José Pacheco
Pedagogo e fundador da Escola da Ponte, em Portugal.
Programação em São Paulo
7 de Setembro - Sexta-feira
9h30 - 12h30
Educação Democrática e Pedagogia Libertária
Francesco Codello
Helena Singer
14h30 - 17h30
Autogestão e Educação Permanente
Hugues Lenoir
Sílvio Gallo
18h30 - 21h00
Educação Libertária e Ensino Público
José Pacheco
Ana Elisa Siqueira
8 de setembro - Sábado
9h30 - 12h30
Os Anarquistas e a Educação na Europa e no Brasil
Francesco Codello
José Damiro de Moraes
14h30 - 17h30
Sindicalismo e Educação: Autogestão e Democracia na Escola
Hugues Lenoir
Alexandre Samis
Eduardo Valladares
INSCRIÇÃO
I Colóquio Internacional de Educação Libertária (São Paulo)
As inscrições devem ser feitas mediante depósito na seguinte conta bancária:
Banco Itaú - Agência 2925 ? c/c 00494-3
em nome de Plínio A. Coêlho
Após o depósito solicitamos o envio do comprovante por fax ou e-mail bem como a ficha de inscrição abaixo devidamente preenchida para
Fone: (11) 3864-3242 ou por e-mail
ed.imaginario@uol.com.br
Revista e livros que serão lançados durante o evento:
* Pedagogia Libertária - Silvio Gallo
* Educar para Emancipar - Hugues Lenoir
* A Boa Educação: experiências libertárias e teorias anarquistas na
Europa, de Godwin a Neill vol. 1 - Francesco Codello
* A Pedagogia Libertária - Edmond-Marc Lipiansky
* Revista Educação Libertária: Experimentações Libertárias em Educação,
ontem e hoje
«Liberdade sem socialismo é privilégio e injustiça; socialismo sem liberdade é escravatura e brutalidade» ( Bakunine)
Contacto:
9511-0377 (João / coordenador do grupo)
ou gea_nec2@yahoo.com.br
Locais de realização do Colóquio:
SÃO PAULO
7 e 8 de Setembro de 2007
Acção Educativa - Rua Gen. Jardim, 660 - V. Buarque
MANAUS
10 de Setembro de 2007
Campus da Universidade Federal do Amazonas
O nº 23 da revista Utopia já está nas livrarias
Já está disponível, e à venda nas livrarias e nos locais habituais, o nº 23 (relativo ao semestre de Janeiro a Junho de 2007) da revista Utopia, que se define «como revista anarquista de cultura e intervenção, o que significa do património histórico das ideias e do movimento anarquista, ainda que à luz de um pensamento próprio, activo e actual, e no respeito face a outras interpretações desse património».
O tema principal desta edição é a educação com um texto inicial onde se pode ler o seguinte:
«Quando as escolas funcionam como “fiéis depositárias” de rebanhos de jovens, que estão ali como poderiam estar noutro sítio qualquer, enquanto os pais são também eles rebanhos numa qualquer fábrica ou empresa, é porque algo vai mal. Será apenas a educação ou todo um modelo de sociedade, de economia, de vida, que terá de ser posto em causa e discutido? Para não variar, a classe jornalística, e por arrastamento o país, preocupa-se mais com faits divers como o diploma e as habilitações do Sr. Eng., os dislates da ministra ou os processos disciplinares levantados por uma qualquer funcionária, também ela com direito aos seus quinze minutos de fama.»
O tema principal desta edição é a educação com um texto inicial onde se pode ler o seguinte:
«Quando as escolas funcionam como “fiéis depositárias” de rebanhos de jovens, que estão ali como poderiam estar noutro sítio qualquer, enquanto os pais são também eles rebanhos numa qualquer fábrica ou empresa, é porque algo vai mal. Será apenas a educação ou todo um modelo de sociedade, de economia, de vida, que terá de ser posto em causa e discutido? Para não variar, a classe jornalística, e por arrastamento o país, preocupa-se mais com faits divers como o diploma e as habilitações do Sr. Eng., os dislates da ministra ou os processos disciplinares levantados por uma qualquer funcionária, também ela com direito aos seus quinze minutos de fama.»
(excerto do editorial deste número)
O dossier sobre educação é composto por vários artigos: A pedagogia libertária face à crise do modelo educacional capitalista ( por José Maria Carvalho Ferreira), Alienação versus Educação ( por Ilídio dos Santos), Para os efeitos do presente despacho ( um artigo de Fernando Rebelo sobre o ensino artístico), A educação em Portugal ( por Mário Rui), A educação e a liberdade ( um texto clássico de um anarquista individualista, Manuel Devaldès), Greve na Universidade de São Paulo ( por Lúcia Bruno).
Para além destes incluem-se outros textos e várias notícias de interesse. Do seu sumário destacamos entre outros, os seguintes artigos: «R, o vampiro do Vaticano» por Cleber Rudy, «Biblioteca Popular José Ingenieros, apontamentos para a sua história» por Vicente Francomano e Antonio López, um texto do grupo de Paris do Movimento Surrealista intitulado «Para acabar com o espectro de deus»,
O nº 23 da revista termina com as duas rubricas habituais: uma com uma recensão crítica sobre alguns livros, e uma outra com as publicações recebidas pela redacção.
Preço: 6 euros
Contacto:
CulturalAVida@sapo.pt
Website:
www.utopia.pt
O dossier sobre educação é composto por vários artigos: A pedagogia libertária face à crise do modelo educacional capitalista ( por José Maria Carvalho Ferreira), Alienação versus Educação ( por Ilídio dos Santos), Para os efeitos do presente despacho ( um artigo de Fernando Rebelo sobre o ensino artístico), A educação em Portugal ( por Mário Rui), A educação e a liberdade ( um texto clássico de um anarquista individualista, Manuel Devaldès), Greve na Universidade de São Paulo ( por Lúcia Bruno).
Para além destes incluem-se outros textos e várias notícias de interesse. Do seu sumário destacamos entre outros, os seguintes artigos: «R, o vampiro do Vaticano» por Cleber Rudy, «Biblioteca Popular José Ingenieros, apontamentos para a sua história» por Vicente Francomano e Antonio López, um texto do grupo de Paris do Movimento Surrealista intitulado «Para acabar com o espectro de deus»,
O nº 23 da revista termina com as duas rubricas habituais: uma com uma recensão crítica sobre alguns livros, e uma outra com as publicações recebidas pela redacção.
Preço: 6 euros
Contacto:
CulturalAVida@sapo.pt
Website:
www.utopia.pt

Outra revista anarquista, editada pelo Centro de Cultura Libertária (CCL) de Almada, é a Húmus. O último número lançado no mês de Abril constituiu para nós uma agradável surpresa pois inclui um interessante conjunto de textos cuja leitura se recomenda. O nº 3 da revista Húmus encontra-se aqui em formato PDF.
Quem estiver interessado na sua aquisição pode contactar para o CCL Centro de Cultura Libertária, na Rua cândido dos Reis, 121, 1º Dto, Cacilhas, Almada.
e-mail: ateneu2000@yahoo.com
website:
http://culturalibertaria.blogspot.com/
6º Congresso de história local de Castro Laboreiro (Serra da Peneda, no Gerês)

O Núcleo de Estudos e Pesquisa dos Montes Laboreiro (NEPML) é uma instituição de índole cultural sem fins lucrativos – os custos das suas actividades são suportados pelos dois elementos fundadores – com o derradeiro e único propósito de divulgação dos múltiplos aspectos culturais dos antigos Montes Laboreiro.
Ou seja, do acervo cultural das montanhas graníticas de Entre-Lima-e-Minho que se estendem desde Celanova (Galiza) até Padrão de Sistelo e Soajo (Arcos de Valdevez). Tendo sempre como ponto de partida e de interesse fulcral as duas freguesias centrais desses vetustos Montes, que viram nascer os fundadores do NEPML – Lamas de Mouro e Castro Laboreiro
www.monteslaboreiro.com
Ou seja, do acervo cultural das montanhas graníticas de Entre-Lima-e-Minho que se estendem desde Celanova (Galiza) até Padrão de Sistelo e Soajo (Arcos de Valdevez). Tendo sempre como ponto de partida e de interesse fulcral as duas freguesias centrais desses vetustos Montes, que viram nascer os fundadores do NEPML – Lamas de Mouro e Castro Laboreiro
www.monteslaboreiro.com
O NEPML organiza no dia 11 de Agosto às 21:00 horas, na vila de Castro Laboreiro, o 6º Congresso de História Local.
Programa:
21:00: Abertura
21:10: Igreja Matriz de Castro Laboreiro – Subsídios históricos: José Domingues / Américo Rodrigues
21:40: Lançamento do Romance Histórico: Tomaz das Quingostas : José Alfredo Cerdeira
22:00: Sinais de modernidade em Castro Laboreiro no século XX: António “Bernardo”
Domingues
22:30: A vida de Tomaz das Quingostas - Joaquim Rocha
23:00: Debate Aberto / Encerramento
23:00: Debate Aberto / Encerramento
Notícia via:
http://incomunidade.blogspot.com/
http://incomunidade.blogspot.com/
4.8.07
O espírito da utopia em Ernst Bloch
Pensar significa ultrapassar
(in O Princípio da Esperança, de Ernst Bloch)
«O utópico encontra-se espalhado por todos os lados, não há uma só cultura conhecida que ignore a sua presença visto que se converteu numa "dimensão antropológica essencial". Uma sociedade sem utopia é tão impossível como a um ser humano não sonhar. »
(in O Princípio da Esperança, de Ernst Bloch)
«O utópico encontra-se espalhado por todos os lados, não há uma só cultura conhecida que ignore a sua presença visto que se converteu numa "dimensão antropológica essencial". Uma sociedade sem utopia é tão impossível como a um ser humano não sonhar. »
Ernst Bloch (8 de julho de 1885 - 4 de agosto de 1977) foi um filósofo alemão que dedicou uma atenção especial ao tema da utopia, vista como uma força revolucionária. As suas principais obras são «Princípio Esperança», «O Espírito da utopia», «Sujeito e Objecto em Hegel», todas elas abordando a problemática das utopias e a dimensão utópica da história humana: o homem não é só o produto do seu ser, mas está ainda dotado de um «excedente», de um «princípio de esperança», que se concretiza nas utopias sociais, económicas e religiosas, e se expressa nas artes e na música ("A relação com este mundo torna a música um sismógrafo social, ela reflete fracturas sob a superfície social, expressa desejos de transformação, convida à esperança. [...] O som exprime o que ainda está mudo no ser humano", afirma Bloch em O princípio esperança). O socialismo e o comunismo ilustrariam a capacidade de aplicação desse mesmo excedente humano.«O que lhe fascinava eram os elementos imaginativos, os "sonhos diurnos" de todos nós, e como eles tinham o poder de modelar o comportamento e a cultura dos homens. Afastando-se da pretensão científica do marxismo, procurou enfatizar o conteúdo messiânico que a revolução era portadora. Para ele, o atraente dela estava nos seus elementos emocionais-redentores e não na sua dimensão racionais-evolucionista como Marx defendia. »
Defendendo-se de acusações de perseguir o irrealizável, Bloch desenvolverá o conceito, aparentemente paradoxal, da "utopia concreta", distanciando-se assim tanto do puro sonho quanto do banimento de todas as esperanças para um mundo melhor num qualquer além transcendental.
À ideia freudiana do inconsciente como algo "não-mais-consciente", o filósofo justapõe a existência do "ainda-não-consciente". "Sobretudo nos dias de expectativa, em que predomina, não o que já foi, mas sim o que está por vir, na dor indignada, na gratidão da felicidade, na visão do amor [...], transpomos claramente as fronteiras de um saber ainda-não-conhecido."
Importa esclarecer o uso do conceito utopia por Bloch,que é utilizado por ele de maneira bem mais ampla e genérica do que é comum. A palavra utopia é sempre associada à descrição de uma sociedade inexistente, a algo ainda não concreto e que jamais houve de facto, como na dialéctica de Platão ("República") ou na narrativa de Thomas More ("Utopia"), e tantos outros narradores utópicos. Este uso afigura-se-lhe limitado, pois é apenas um dos aspectos de como o fenómeno utópico aparece.
A utopia de Bloch é algo difenrente. É, por assim dizer, todo e qualquer pensamento maravilhoso que brota da mente humana. Pode ser a constituição de uma sociedade perfeita, a arquitectura intelectual de uma infinidade de reformadores religiosos e de filósofos sociais, ou um simples desejo de que ocorram coisas melhores no futuro. Pode surgir igualmente nos versos de um poeta, no sonhar acordado de um Goethe, de um Hölderlin,ou ainda nos castelos no ar das histórias infantis e das aventuras.
Bloch recebe influência de Hegel e Marx, e é amigo de Lukács, mas o seu marxismo sai fora de qualquer ortodoxia e adquire uma tonalidade singular que faz do filósofo alemão uma das vozes únicas no panorama intelectual europeu do século XX, e é considerado uma das fontes de todas as movimentações de contestação social ocorridas ao longo dos anos 60. Influenciou, por sua vez, filósofos como Adorno, Walter Benjamin e Erich Fromm.
A sua primeira obra, O Espírito da utopia, aparecida no início dos anos 20, faz dele um dos principais teorizadores do conceito de utopia, graças à qual é possível repensar a história e constitui, segundo ele, uma forma de messianismo moderno, e não por acaso escreveu uma obra de divulgação e análise a Thomas Muntzer («Thomas Muntzer, teólogo da revolução»), uma personagem mítica que protagonizou um movimento herético de cariz messiânico. No espírito da utopia ele escreve: "O mundo existente é o mundo passado, porém o anseio humano, em ambas suas formas – como inquietude e como sonho acordado – é a vela que leva ao outro mundo".
Mas a sua obra principal é o seu «Princípio da Esperança» em 3 volumes. A pré-condição para que se supere a servidão e as estruturas hierárquicas da sociedade é o princípio vital da esperança. Este não se deixa abalar por uma decepção qualquer, pois o ser humano precisa de coragem e de disposição à luta, um "optimismo militante". Prescinde pois de toda a leninista para fazer a Revolução.
Pelos seus escritos e pela sua descendência judia teve de se refugiar nos Estados Unidos, durante o regime nazi, após o qual voltou à Alemanha, tendo preferido em 1949 ir para a Universidade Karl Marx em Leipzig preterindo uma regência para que tinha sido convidado na Universidade Goethe de Frankfort. Pelas suas posições anti-estalinistas e opiniões libertárias resolve abandonar a RDA em 1961, quando se começa a construir o Muro de Berlim, passando a ser professor na Universidade de Tubingen
Bloch saudou o movimento estudantil nos anos 60 como uma "revolta contra a repressão primária", capaz de pôr em desordem e movimento uma sociedade estagnada. "Os nossos senhores fazem, eles próprios, que o homem comum se torne seu inimigo e se indigne, e a isso eles chamam de rebelião."
Títulos originais dos seus livros :
• Kritische Erörterungen über Heinrich Rickert und das Problem der Erkenntnistheorie, Dissertation, 1909.
• Geist der Utopie, 1918.
• Thomas Müntzer als Theologe der Revolution, München, 1921.
• Spuren, Berlin, 1930.
• Erbschaft dieser Zeit, 1935.
• Freiheit und Ordnung, Berlin, 1947.
• Subjekt - Objekt, 1949.
• Christian Thomasius, 1949.
• Avicenna und die aristotelische Linke, 1949.
• Das Prinzip Hoffnung, 3 vol., 1954-1959.
• Naturrecht und menschliche Würde, 1961.
• Tübinger Einleitung in die Philosophie, 1963.
• Atheismus im Christentum, 1968.
• Politische Messungen, 1970.
• Das Materialismusproblem, seine Geschichte und Substanz, 1972.
• Experimentum Mundi. Frage, Kategorien des Herausbringens, Praxis, 1975.
Traduções francesas
• Traces, Paris, Gallimard, 1968 (1998, coll. Tel)
• Thomas Munzer: théologien de la révolution, Paris, UGE, 10/18, 1975.
• Droit naturel et dignité humaine, Paris, Payot, 1976.
• L'esprit de l'utopie, Paris, Gallimard, 1977.
• Héritage de ce temps, Paris, Payot, 1977.
• Sujet-Objet. Éclaircissements sur Hegel, Paris, Gallimard, 1977.
• L'athéisme dans le christianisme: la religion de l'Exode et du Royaume, Paris, Gallimard, 1978.
• Experimentum mundi: question, catégories de l'élaboration, praxis, Paris, Payot, 1981.
• Le principe espérance, 3 vol., Paris, Gallimard, 1976, 1982, 1991.
• La philosophie de la Renaissance, Paris, Payot, 1994.
http://www.bloch.de/
http://www.ernst-bloch.net/
Concentração contra o encerramento e a venda de consulados de Portugal em França (no Rossio, 9 de Agosto às 15h.)

Os Portugueses, Emigrantes em França, precisam e solicitam a compreensão e apoio de todos.
Concentração no Rossio ( em Lisboa) contra o encerramento dos Consulados Portugueses
O Governo português quer encerrar quatro Consulados de Portugal em França: os das áreas de Nogent-sur-Marne, Versalhes, Orleães e Tours e concentrar todos os Emigrantesdessas áreas e todos os serviços, num único Consulado, o de Paris.
Em França, esses consulados, abrangem uma zona geográfica, superior a todo o território de Portugal, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
Esses consulados, prestam um serviço público essencial a mais de 500 000 utentes, ou seja, a cerca de metade dos cidadãos portugueses e luso descendentes que residem em França.
Notícia via:
www.ocorencias.blogspot.com/
2.8.07
Cooperativa Torre Bela – estreia hoje em Lisboa o filme sobre uma das mais célebres ocupações de terras em Portugal
Está anunciada para hoje a estreia em Lisboa, depois de recuperado e restaurado devido à usura do tempo, o filme-documentário Torre Bela do cineasta alemão Thomas Harlan que relata a ocupação de uma herdade no concelho da Azambuja, Ribatejo, por parte de trabalhadores agrícolas e pequenos rendeiros durante o período revolucionário de 1974-75 em Portugal.A herdade chamava-se Torre Bela, era propriedade do Duque de Lafões, Dom Manuel de Bragança, e estava praticamente ao abandono, sendo utilizada para reserva de caça e proveito exclusivo dos seus donos, apesar da sua grande extensão. O documentário é um importante testemunho histórico dos acontecimentos da época e das contradições que então se viveram.
A ocupação da herdade deu-se a 23 de Abril de 1975 e prolongou-se por alguns anos. Criou-se então uma cooperativa agrícola para organizar a produção e distribuição dos produtos agrícolas das terras que passaram a ser cultivadas, produção que serviu ao longo de alguns meses como fonte de abastecimento aos mercados urbanos limítrofes ( de Lisboa, por exemplo) num circuito que pretendia escapar aos intermediários e à especulação de preços, apostando sobretudo no contacto directo entre produtor e consumidor.
Outro motivo de interesse desta ocupação de terras é que foi realizada à revelia dos aparelhos partidários, nomeadamente do Partido Comunista, e ao contrário da orientação política que dele saía quanto à Reforma Agrária, e que consistia em tentar «legalizar» e «estatizar» as ocupações de terras tornando-as em UCPs (unidades colectivas de produção), na directa dependência do Ministério da Agricultura, a Cooperativa Torre Bela sempre manteve a sua estrutura e gestão em termos cooperativos e autónomos face ao aparelho do Estado. Este facto despertou por isso bastante animosidade por parte das forças hegemónicas da época, e dos sucessivos Governos Provisórios, levando inclusive, na fase descendente da Revolução portuguesa, a uma invasão da Torre Bela por um força dos Comandos militares, sob a chefia de oficiais contra-revolucionários, com o pretexto de haver fortes suspeitas que os trabalhadores ocupantes estivessem armados e possuíssem armamento pesado, o que se veio a revelar ser falso e calunioso, não passando de mais uma manobra de intimidação e chantagem sobre os cooperantes e a Cooperativa Torre Bela.
Mas se a Cooperativa Torre Bela foi objecto de assédio repressivo e vítima da luta pelo poder das forças político-partidárias, ela não deixou de ser, por outro lado, uma referência importante para todos os que dentro e fora de Portugal lutavam pelo avanço da nossa Revolução, tendo-se tornado por isso um local de visita obrigatória para muitos revolucionários que então passaram pelo nosso país, como ainda um destino para onde rumaram muitos jovens portugueses que lutavam pelo avanço das lutas dos trabalhadores e do Poder Popular.
Não é pois de admirar, e dado até o circunstancialismo histórico em que se vivia, que não eram poucas as dificuldades e as contradições que se viveram durante o tempo de vida da Cooperativa. A câmara do realizador alemão , autor do documentário, mostra justamente algumas dessas contradições então vividas, nomeadamente, a falta de consciência social do sentido e significados das acções e iniciativas em curso por parte de alguns elementos envolvidos na ocupação das terras e na gestão cooperativa, as dificuldades do seu quotidiano, o desespero mas também as esperanças por uma vida melhor.
Curiosa e sintomaticamente, foi um governo do Partido «Socialista» - mais uma vez apostado na recuperação capitalista e na «normalização» da economia do capital - presidido por Mário Soares, e com sociólogo académico António Barreto à cabeça do Ministério da Agricultura que determinou a devolução das terras aos antigos proprietários, dando a machadada final a uma experiência cooperativa.
O filme a exibir, a partir de hoje, tem já uma longa história, com a passagem por vários certames internacionais e ciclos de cinema, sendo um importante contributo para a análise social e histórica do período revolucionário que se viveu em Portugal nos anos de 1974 e 1975. Conta com a participação de músicos como José Afonso, e Francisco Fanhais, e anti-fascistas envolvidos directamente no projecto como Camilo Mortágua, célebre militante da LUAR, organização que lutou contra o regime fascista anterior ao 25 de Abril.
São de Serge Daney, um reputado crítico de cinema, e redactor da conhecida revista Cahiers de Cinema, estas palavras acerca do filme-documentário Torre Bela:
"Raramente se terá visto melhor o fazer e o desfazer de uma colectividade singular, feita ela própria de singularidades, apanhada num processo político em que ela é a verdade cega e o ponto da utopia."
O filme pode ser visto a partir de hoje, 2 de Agosto, na sala de cinema King
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