11.11.09

Nada melhor para celebrar o derrube de um muro que ajudar a derrubar outro muro: palestinianos derrubam parte do muro construído por Israel





Activistas palestinianos derrubam simbolicamnte segmentos do Muro Israelita: ler aqui

http://www.awalls.org/



Curso de Introdução ao Teatro Oprimido em Aveiro. São apresentadas hoje as experiências teatrais do mesmo curso realizado no Porto




Realiza-se hoje (11 de Nov. às 21h30) a apresentação final do Curso de Iniciação ao Teatro do Oprimido que se desenrolou na cidade do Porto

Local: Fábrica (Rua da Alegria nº 341, Porto)


Curso Introdução Teatro Oprimido em Aveiro

13 de Novembro das 18h30 às 23h.

14 de Novembro das 10h às 13h, 14h às 18h30.

15 de Novembro 10h às 13h, 14h às 17h.

Local: Performas, AVEIRO.

Info: oficinasemestre@gmail.com

Tlm 914309736 / 967889999

Oficina de agricultura biológica na Ecoteca de Olhão (14 de Nov.)



OFICINA DE AGRICULTURA BIOLÓGICA
14 de Novembro - 10h às 13h e 14h às 17h


A agricultura biológica é uma forma de contribuir para a sustentabilidade do planeta terra, respeitando o ambiente.

É uma alternativa fácil, acessível e mais barata de produzir produtos alimentares saudáveis e saborosos.
Se tem uma pequena horta ou apenas curiosidade, venha participar nesta actividade.

Inscrições abertas até dia 9 de Novembro através do tel. 289700940 ou email -
ecotecadeolhao@gmail.com

Conteúdos:
Noções de Agricultura Biológica
– Introdução à Agricultura Biológica
– Noções de Planeamento e Instalação
- Fertilidade dos solos e Fertilização. Compostagem

.Conhecer os princípios da Agricultura Biológica;
.Identificar os passos para elaborar um projecto e instalar uma horta;
.Identificar e Analisar o espaço e resolver alguns problemas;
.Conhecer a fertilidade dos solos e tipos de solos;
.Conhecer o processo de compostagem, identificar e resolver alguns problemas;
.Construir um compostor doméstico;

Prevenção e Protecção das Culturas
- Doenças e Pragas das culturas
– Algumas Técnicas de Prevenção e Protecção das Culturas

.Conhecer e combater as principais pragas e doenças;
.Conhecer os principais organismos auxiliares e limitação natural;
.Conhecer e utilizar plantas ou extractos para a protecção das plantas;
.Construir armadilhas e preparação de extractos;



Ecoteca de Olhão
Chalé João Lúcio, Pinheiros de Marim 8700-225 Olhão
Tel. 289700940 FAX: 289700948
ecotecadeolhao@gmail.com

http://www.ecotecadeolhao.blogspot.com

10.11.09

Pare, Escute, Olhe - o filme realizado em defesa da linha do Tua vai ser exibido em Mirandela à população que foi sua protagonista ( dia 14 de Nov.)




O documentário "Pare, Escute e Olhe", que defende a preservação da Linha do Tua, e que arrecadou seis prémios de cinema , vai ser exibido, em Mirandela, no próximo dia 14, aos próprios protagonistas que irão ver as suas estórias reflectidas numa tela.
Jorge Pelicano, realizador do filme/documentário "Ainda há pastores", passou dois anos, entre montes e vales, a filmar a beleza do vale do Tua e as suas gentes

Apresentação do filme aos protagonistas:

CINE H2O - em MIRANDELA, a 14 NOVEMBRO
17H e 21H30 no CENTRO CULTURAL DE MIRANDELA
[No final da sessão debate com o realizador Jorge Pelicano]



PROTAGONISTAS:
Fernanda vive numa estação abandonada.
Berta, utilizadora frequente do comboio, necessita do transporte para ir ao médico ou simplesmente comprar um litro de leite.
Pedro Couteiro, activista, um acérrimo defensor dos rios.
Jorge Laiginhas, escritor transmontano, conduz-nos às entranhas e beleza do vale.
Abílio Ovilheiro, ex-ferroviário, vive numa estação activa, autêntico sabedor de notícias da região.


Através do seu quotidiano, do acompanhamento das suas estórias de vida ao longo de dois anos e meio - PARE, ESCUTE, OLHE - é um documentário interventivo, que assume o ângulo do povo para traçar um retrato profundo de Trás-os-Montes.




Tendo a linha do Tua como fio condutor, entre Bragança e Foz Tua, “Pare, Escute, Olhe” comporta duas realidades: troço desactivado o e o troço activo. No primeiro, o comboio já não circula, os autocarros que vieram substituir os comboios há muito que desapareceram, aldeias sem um único transporte público, isoladas.
No troço activo, o anúncio da construção de uma barragem no Foz Tua, encaixada num património natural e ambiental único, ameaça o que resta da centenária linha.
O documentário começa com recuo temporal para ajudar a perceber as causas do
despovoamento e as medidas tomadas em torno da questão da via‐férrea do Tua: as promessas políticas, o encerramento da Linha do Tua entre Bragança e Mirandela (1991), o ‘roubo’ das automotoras pela calada da noite (1992), o fim do serviço público dos transportes alternativos.
Quinze anos depois, em 2007, no troço desactivo as aldeias estão isoladas e despovoadas. Durante os dois anos de filmagens (2007 a 2009), no troço activo, sucessivos acidentes, o anúncio da barragem, a incúria dos responsáveis na manutenção da linha, marcaram os acontecimentos.
“Pare, Escute, Olhe”, é um documentário interventivo, assume o ângulo do povo para traçar um retrato profundo de Trás‐os‐Montes. Por isso a estória, não tem propriamente um personagem principal, mas vários: utilizadores assíduos do comboio que necessitam do transporte para ir ao médico ou simplesmente comprar um litro de leite, um activista defensor da linha, um escritor transmontano que nos conduz às entranhas do vale do Tua, um ex‐ferroviário que vive numa estação activa, uma autêntico sabedor das notícias da região.
A acção desenrola‐se em Trás‐os‐Montes, Lisboa (centro de decisões do poder central) e Suíça, um bom exemplo de rentabilização e aproveitamento das vias‐férreas para o turismo e serviço às populações.


Conferência e lançamento de livros no Brasil sobre a obra e a pessoa do historiador e militante libertário Edgar Rodrigues


Conferência/Lançamento de Livro: Homenagem a Edgar Rodrigues no Brasil ( em São Paulo)

“História e militância anarquista: uma homenagem à Edgar Rodrigues
(1921-2009)”, conferência com Anna Gicelle Garcia Alaniz (Doutora em História Social pela USP e Pós-Doutora em Filosofia da Educação pela UNICAMP).

Lançamento do livro: A sementeira de idéias:
Edgar Rodrigues, uma vida dedicada à memória anarquista, de Anna Gicelle Garcia Alaniz, Rio de Janeiro: Achiamé editor, 2009, 108p.


Passados quase seis meses do falecimento do companheiro Edgar Rodrigues,ainda não está terminado o dimensionamento da importância de seu trabalhocomo pesquisador e militante do movimento libertário.

Um dos trabalhos que adiciona substância a essa empreita é o de Anna Gicelle Garcia Alaniz, para a faculdade de Educação da Universidade de Campinas (SP); “A Sementeira de Idéias – Edgar Rodrigues Uma Vida Dedicada A Memória Anarquista”, transformado em livro e editado pela Editora Achiamé (RJ), que terá olançamento no CCS em 21 de novembro, na conferência “História e militância anarquista: uma homenagem à Edgar Rodrigues (1921-2009)”.

Sábado, 21 de Novembro de 2009, 16h
Centro de Cultura Social - SP
Rua General Jardim, 253 Sala 22
Vila Buarque São Paulo – SP
CEP 01213-010
Próximo ao metrô Republica

http://anarkio.net/

L Brano de San Martino (passeio de burro) e Sabores de Outono em Terras de Miranda, em várias aldeias do Nordeste Transmontano (13-15 Nov.)



De 13 a 15 de Novembro de 2009
L BRANO DE SAN MARTINO
Vimioso - Miranda do Douro - Aldeia de São Joanico e aldeia de Paradela
Passeio de Burro - Magusto Musical
www.aepga.pt/portal/PT/111/EID/86/DETID/1/default.aspx


Chegou o Outono! Estação das folhas secas e amareladas que cobrem o chão dos lameiros, bosques e caminhos de mil e uma cores.....O Outono é a estação das frutas, do vinho novo, das hortaliças, do tempo fresco e das primeiras chuvas. É tempo de sabores e aromas variados, de paladares mais intensos, de comidas mais fortes. No Outono é também tempo de cogumelos, um pouco por todo o país, mas muito populares em Trás-os-Montes. Com as primeiras chuvas, a partir de Outubro, é vê-los a despontar em pinhais, carvalhais, estevais, terrenos arenosos, junto de sobreiros, azinheiras e nos lameiros. É também no Outono, que aparece o fruto mais popular da época, a castanha. Cozida ou assada no forno com sal grosso, na companhia de uma popular jeropiga ou de um requintado vinho do Porto, come-se quente, fria, de qualquer maneira. É tempo de festejar a época das colheitas, convidámo-lo(a) a colher castanhas por entre castanheiros centenários na companhia de um burrico e a participar no magusto e arraial tradicional que, de certeza, proporcionará um grande prazer a quem nos vier visitar. Venha deleitar-se com os sabores outonais e traga a família e amigos consigo, juntando-se a nós nesta festa do Outono.

Para mais informações, contacte 96 6151131/96 0050722.


PROGRAMA
Sexta-feira, 13 de Novembro
Serapicos (Vimioso)

21h30 – Cinema na aldeia



Sábado, 14 de Novembro
Serapicos e S. Joanico (Vimioso)

09h30 – Encontro dos participantes no largo da aldeia de Serapicos

10h00 – Inicio do Passeio de Burro até à aldeia de S. Joanico

13h00 – Almoço Campestre

15h30 - Oficinas de Outono:

- Licores;
- Compotas;
- Chás e Ervas;
- Elaboração de Velas com cera de abelha;
- Construção de Espantalhos;
- Construção de comedouros para aves silvestres;

20h00 – Jantar Micológico

22h30 – Magusto e Arraial Tradicional com as Adufeiras do Paul

(http://www.casapovopaul.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=53&Itemid=50)



Domingo, 15 de Novembro
Paradela (Miranda do Douro)

09h30 – Encontro dos participantes no largo da aldeia de Paradela

10h00 – Passeio de Burro até à capela de S. Martinico

13h00 – Almoço campestre em S. Martinico ao som da música tradicional do Nordeste Transmontano

15h30 – Regresso a casa dos participantes



De 13 a 15 de Novembro de 2009
Sabores de Outono
Aldeias de Vale de Algoso, S. Joanico e Paradela - Nordeste Transmontano
Gastronomia e Natureza
www.aepga.pt/portal/PT/111/EID/87/DETID/1/default.aspx

A paisagem mudou em Trás-os-Montes, chegou o Outono e com ele surgem os cogumelos que tanto apreciamos, e cujo conhecimento e utilizações permanece muitas vezes em segredo. Neste fim-de-semana gastronómico, revelamos os segredos da sua confecção e o seu reconhecimento no campo, com o acompanhamento de conhecedores desta actividade.

Aliamos o conhecimento gastronómico ancestral com a nova cozinha gourmet, com uma ementa especifica para os cogumelos existentes na região de Trás-os-Montes, um fim-de-semana dedicado à degustação destas iguarias os seus cheiros e texturas e também das belas paisagens pintadas com cores de Outono, com passeios pelo campo a pé ou de burro como forma de reconhecimento do habitat dos cogumelos. E palestras dedicadas à explicação da importância e formas de valorização das várias espécies de cogumelos.

Todos os cogumelos utilizados na confecção dos pratos são de origem certificada, os cogumelos recolhidos durante os passeios serão da responsabilidade dos participantes.

Para mais informações, contacte 96 6151131/96 9113124.


PROGRAMA

Sexta-Feira, 13 de Novembro
Aldeia de Vale de Algoso, concelho de Vimioso

Das 19h00 às 21h00: Recepção dos participantes na casa de turismo rural “Casa dos Pimenteis”

21h00: Jantar

Entrada: Sanchas (Lactarius deliciosus) no forno com Mozzarela e Alho
Prato: Frango do Campo com Cidreira e Repolgas
Sobremesa: Compota de Trompetas (Craterellus cornucopioides) com Queijo de Cabra


Sábado, 14 de Novembro
Aldeia de S. Joanico, concelho de Vimioso

9h30: Encontro dos participantes no largo da aldeia de S. Joanico

10h00: Passeio pedestre na companhia do Burro de Miranda, com experientes recolectores locais de cogumelos para observação e reconhecimento das principais espécies de cogumelos existentes na região

13h00: Almoço-Campestre, Lasanha de Bacalhau com Sanchas (Lactarius deliciosus)

15h00: Continuação do Passeio Pedestre de regresso à aldeia de S. Joanico

20h30: Jantar

Entrada: Almofadinhas Folhadas com Boletus e Nozes
Prato: Vitela Mirandesa Estufada com Cantarelas (Cantharellus cibarius)
Sobremesa: Tarte de Ananás com Cogumelos de Paris (Agaricus bisporus)

22h30: Arraial tradicional com as “ADUFEIRAS DO PAUL” integrado no magusto musical na aldeia de S. Joanico


Domingo, 15 de Novembro
Aldeias de Aldeia Nova e Paradela, concelho de Miranda do Douro


10h00 – Visita ao Miradouro de S. João das Arribas, aldeia de Aldeia Nova

11h00 – Visita ao Centro Interpretativo de Cogumelos de Rabanales (Espanha – 10km da Fronteira)

13h30 – Almoço

Posta de Vitela Mirandesa com molho de Amanita-dos-Césares (Amanita caesarea) e puré de batata transmontana

16h00 – Regresso dos participantes

Mercado mensal de agricultura familiar e tradicional em Penela ( Sábado, 14 de Nov., entre as 9h e as 13h.)


Mercado Mensal de Agricultura Familiar e Tradicional: 14 de Novembro de 2009
entre as 9h e as 13 h
é já no próximo Sábado

Querem despejar o CCL ( Centro de Cultura Libertária)

O Centro de Cultura Libertária, espaço anarquista existente há 35 anos, está a ser ameaçado de despejo por parte do proprietário.

O CCL é um ateneu cultural anarquista fundado em 1974 por velhos militantes libertários que resistiram à ditadura, ocupando desde então o espaço arrendado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. Tem sido um espaço fundamental para o anarquismo em Portugal acolhendo sucessivas gerações de libertários. O Centro possui uma biblioteca e um arquivo únicos em Portugal, com material anarquista editado ao longo dos últimos cem anos, assim como uma distribuidora de cultura libertária. Durante a sua existência, o Centro acolheu várias actividades, tais como debates, passagens de vídeo ou diversos ateliers. Diferentes publicações aqui se editaram, como a Voz Anarquista nos anos 70, a Antítese nos anos 80, o Boletim de Informações Anarquista nos anos 90 e o Húmus, mais recentemente.

Em Janeiro de 2009, foi instaurada por parte do proprietário do edifício uma acção de despejo contra o Centro. Esta acção foi contestada por vias legais, o que deu lugar a um julgamento que decorreu entre Setembro e Outubro. No dia 2 de Novembro, foi emitida a sentença que resultou na resolução do contrato de arrendamento, tendo sido dados 20 dias ao Centro para abandonar as suas instalações.


O Centro vai recorrer desta decisão. Nesta nova fase é preciso suportar custos que dizem respeito ao recurso e aos honorários do advogado. Até à data ainda não sabemos exactamente a quantia necessária mas, pelo que averiguámos, será necessário reunir umas largas centenas de euros.

O contexto que deu origem a este caso não diz respeito apenas ao Centro de Cultura Libertária, mas a todos aqueles que se vêm a braços com a falta de escrúpulos dos senhorios e restantes especuladores imobiliários. É importante relembrar que, ainda que este processo tenha sido iniciado sob alegações do ruído excessivo produzido pelos frequentadores do Centro, estão em causa outros interesses, nomeadamente o do senhorio em rentabilizar o espaço, alugando-o por um preço bastante mais elevado do que o praticado agora.

O desaparecimento deste Centro significaria a perda de um importante espaço de reflexão, debate, luta e resistência.

À semelhança dos/as companheiros/as que lutaram para que este espaço existisse, resistiremos uma vez mais, e NÃO perderemos o CCL nem às mãos dos tribunais, nem da especulação imobiliária nem por nada.

Continuaremos a lutar para que este espaço continue!

Toda a solidariedade e apoio que possam dar força à resistência do CCL é da máxima importância e urgência.

Saúde e Anarquia!!!

Centro de Cultura Libertária
07.11.09

Contactos:

E-mail: ateneu2000@yahoo.com

Correio:
Apartado 40
2800-801 Almada – Portugal

Blog: http://culturalibertaria.blogspot.com

Homenagem a João Martins Pereira


Amigos de João Martins Pereira juntam-se na Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, um ano depois da sua morte, na sexta-feira 13 de Novembro às 21h30.

A Casa da Achada é a sede do Centro Mário Dionísio.
Fica na Rua da Achada, nºs 11 r/c e 11B, em Lisboa, na Mouraria, na freguesia de S. Cristóvão e S. Lourenço, perto da Praça da Figueira, da Rua da Madalena, do Martim Moniz e do Castelo

«Talvez alguns, conheço casos, sejam capazes de gerir a vida como se gere uma empresa (estou a exagerar: a maioria das empresas são, elas também, geridas às apalpadelas…): estabelecer objectivos (uma carreira!), definir os meios necessários para os atingir, aplicá-los controlando a progressão, avaliando e corrigindo os desvios. Nunca o fiz – e talvez haja quem me julgue frio a esse ponto…
Foram sempre os pequenos prazeres do «logo à tarde» ou do «logo à noite» que me ajudaram a sobreviver, e não qualquer longínqua certeza ou desígnio. E se alguns planos fiz, foram sempre de curto prazo, para me libertar de tutelas insuportáveis e aumentar a margem desses pequenos prazeres. Pequenos, mas não diria fúteis: a conversa de café (ou a saborosa solidão do café), as leituras, os cinemas, os encontros, os amores passageiros, os passeios pela cidade, os pés de dança, mais tarde as viagens, as chamadas «acções colectivas» (não diria, no meu caso, militantes). Para não falar dos prazeres maiores, das amizades, dos amores «definitivos», e também da Gazeta e das escritas. Tudo isto foi a construção de mim próprio, num pano de fundo de enorme curiosidade pelo futuro, que sempre foi para mim uma aventura no desconhecido, nunca um projecto. »
João Martins Pereira, in O Dito e o Feito. Cadernos 1984-1987

Alguns dados biográficos

1932 – Nasce em Lisboa.
1951 – Entra para o Instituto Superior Técnico.
1954 - 1956 – Pertence à Direcção da Associação de Estudantes do IST, tendo participado nas lutas estudantis contra o 40900 e na criação da RIA (Reunião Inter-Associações).
1956 – Licencia-se em Engenharia Químico-Industrial pelo IST, em Lisboa. É engenheiro fabril e de projecto.
1956 - 1958 – Faz o serviço militar em Alcabideche.
1958 – Depois de uma curta passagem pela CUF (Barreiro), entra para a Siderurgia Nacional, onde será engenheiro-chefe da Aciaria.
1958 - 1960 - Faz estágios profissionais em fábricas siderúrgicas na Alemanha e na Áustria. É quando descobre Sartre, para sempre sua grande referência.
1961 – Participa no arranque da unidade do Seixal da Siderurgia Nacional.
1962 – Resolve sair da Siderurgia Nacional e parte para a Venezuela onde trabalha como director de produção numa fábrica de vidro impresso e garrafaria, em Guarenas.
1963 - 1964 – Está em Paris onde estuda Economia no Institut des Sciences Sociales du Travail, obtendo os certificados de «Sociologia do Trabalho», «Economia do Trabalho» e «Problemas do Trabalho em países em vias de desenvolvimento».
1965 - 1982 – Trabalha no Departamento de Estudos Económicos da PROFABRIL.
1967 - 1968 – Faz parte da redacção da revista Seara Nova.
1969 - 1971 – Faz parte do grupo que lançou a segunda série da revista O Tempo e o Modo.
1969 – Integra a equipa colectiva que publica o livro Alguns Aspectos do III Plano de Fomento (Ed. Seara Nova), com o pseudónimo Álvaro Neto.
1970 - 1972 – É assistente de Economia Industrial no ISCEF (actual ISEG).
1971 – Publica nas Publicações D. Quixote o seu primeiro livro, Pensar Portugal Hoje, que num mês esgota a edição (3000 exemplares).
1974 – Publica, nas Edições Afrontamento, Indústria, Ideologia e Quotidiano (ensaio sobre o capitalismo em Portugal). Colabora em Portugal pode viver sem as colónias? (Iniciativas Editoriais).
1974 - 1975 – É responsável pela secção económica da revista Vida Mundial, na altura em que Augusto Abelaira é director.
1975 – É durante 4 meses Secretário de Estado da Indústria e Tecnologia do IV Governo Provisório, presidido por Vasco Gonçalves, a convite de João Cravinho, Ministro da Indústria e Tecnologia. Cabe-lhe nacionalizar as grandes empresas industriais. Sai em 16 de Julho de 1975. Torna pública a sua carta de demissão. Publica, na editora Iniciativas Editoriais, Portugal 75: dependência externa e vias de desenvolvimento. Colabora em Debate sobre o Programa de Política Económica e Social (Moraes Editora) e em Portugal, momentos críticos (Zero S.A., Bilbao).
1976 – É apoiante de Otelo Saraiva de Carvalho, candidato à Presidência da República. Publica, na Bertrand, O Socialismo, a transição e o caso português. Foi feita a tradução para francês pelas Éditions Rupture que anunciaram a sua publicação no Outono de 1978, mas o livro não chegou a sair. Colabora em Le Portugal d’Otelo (org. Jean-Pierre Faye, Comité Russell/Lattès, Paris)
1976 - 1977 – É director interino do semanário Gazeta da Semana (Abril 76 a Dezembro de 77), um jornal sem publicidade, que acompanhou criticamente o que se ia passando em Portugal e no resto do mundo, dando particular atenção aos movimentos populares, feito por jornalistas (Jorge Almeida Fernandes – director-adjunto interino –, Adelino Gomes, Joaquim Furtado, António Salvador, entre outros) e não jornalistas, paginado por Zé d'Almeida e ilustrado por este e João Botelho, que promoveu «reuniões de leitores» e «grupos de apoio» em vários pontos do País.
1978 – Colabora em Solutions socialistes (org. Serge-Christophe Kolm, Ramsay, Paris).
1980 – É director da Gazeta do Mês, que retomou e transformou o projecto da Gazeta da Semana com os mesmos e outros e que durou três números. Publica (edição da Fundação Calouste Gulbenkian) Sistemas Económicos e Consciência Social – para uma teoria do socialismo como sistema global.
1983-1998 – Trabalha na TECNINVEST, empresa de projectos e consultadoria ligada à PROFABRIL, como director de projecto e consultor sénior. Também faz projectos e é consultor para diversas outras entidades, entre as quais o IAPMEI e o Instituto de Prospectiva.
1984 – Publica, na editora A Regra do Jogo, No Reino dos Falsos Avestruzes – um olhar sobre a política, onde afirma «aflige-me ver a sociedade portuguesa estirada no divã».
1987 – Entra para a redacção do jornal Combate, onde publicará, ao longo dos anos, numerosos artigos, crónicas e notas.
1989 – Publica, nas edições Salamandra, O Dito e o Feito – cadernos 1984 -1987, livro em forma de diário.
1993 – Coordena, com Francisco Louçã e João Paulo Cotrim, uma antologia de textos de vários autores publicados no jornal Combate, intitulada À Esquerda do Possível ( Edições Colibri).
1994 – Nos 20 anos do 25 de Abril, é um dos fundadores da Abril em Maio – Associação Cultural, onde colabora durante 10 anos. Faz uma conferência na Câmara Municipal de Matosinhos, em Abril, intitulada «Indústria e sociedade portuguesa hoje», que será publicada.
1999 – Participa, com uma intervenção de fundo, na convenção fundadora do Bloco de Esquerda.
2005 – Publica, na Imprensa de Ciências Sociais, Para a História da Indústria em Portugal, 1941-1965: Adubos azotados e siderurgia, resultado de um projecto de investigação que vinha muito de trás e que deixou incompleto, que consistia em fazer o estudo, sector a sector, da indústria portuguesa para tentar compreender as razões pelas quais a indústria portuguesa tem uma geração de atraso e as razões do fracasso da burguesia portuguesa como projecto económico e social.
2008 – Morre de cancro em Lisboa, em 13 de Novembro.
2008 -– As Edições Combate publicam As voltas que o capitalismo (não) deu, selecção de textos de João Martins Pereira publicados no jornal Combate entre 1988 e1999.

9.11.09

A psicologia de massas do fascismo segundo Wilhelm Reich

Porque é que há pessoas que seguem os fascistas?


Porque é que as pessoas actuam irracionalmente... $$$$$ ... ?


Porque é que as pessoas se tornam doentias ?


Porque é que as pessoas não se revoltam?




Não é por serem estúpidas, ignorantes e preguiçosas...



...até porque pessoas espertas, educadas e com um bom emprego se tornaram fascistas




A verdadeira razão está na repressão sexual que sofrem (ex: pureza, honra, abstinências,...)




Como é que a sexualidade é reprimida?




É reprimida através das familias autoritárias, ...



... através do autoritarismo religioso...


... e também através das economias autoritárias



... assim como por via do autoritarismo racial


O amor gera conhecimento



Seremos livres



Battle in Seattle, o filme de Stuart Towsend, vai ser projectado na Casa Viva (12 de Nov. às 22h.) quando passam 10 anos dos protestos em Seattle




Battle in Seattle, de Stuart Townsend (98')
(legendas em português)

Battle in Seattle é baseado no protesto activista de 1999 contra a Conferência da Organização Mundial do Comércio e mostra como a manifestação se iniciou de forma pacífica e acabou numa disputa civil contra o Departamento de Polícia de Seattle e a Guarda Nacional, proclamando-se, então, um Estado de Emergência. Primeiro filme dirigido pelo actor Stuart Townsend.





Local:
Casa Viva - Praça marquês pombal, 167 - Porto

8.11.09

José Afonso recordado na Galiza (Centro social da Gentalha do Pichel), em livro de Viriato Teles, e no canto de intervenção ( dia 13 de Nov. no Porto)



http://agal-gz.org/blogues/index.php/gent/2009/11/03/title-192

http://agal-gz.org/blogues/index.php/gent/



Dentro das actividades que a Gentalha está a promover junto com outros colectivos galegos e portugueses, insire-se a ediçom deste cartaz que será distribuido de graça desde o nosso centro social.
O José Afonso é, para a maioria de galegos e galegas, o mais conhecido cantor de intervençom português. Em Portugal, esta figura representa o compromisso em estado puro com a transformaçom social através da música. Dum lado e outro da raia, a qualidade das suas músicas e poemas é celebrada com entusiasmo, e muitas bandas contemporáneas versionam as suas cançons quase 25 anos depois da sua morte. Pouca gente sabe, no entanto, que também foi um grande amigo Galiza.
O José Afonso assumiu o papel de um duplo embaixador de luxo, da Revoluçom dos Cravos aquém Minho e da causa galega além Minho, onde dizia estar "farto de explicar por todo o lugar que a Galiza nom é Espanha".
Foi em Compostela que o Zeca tocou pola primeira vez o mítico hino ‘Grândola, Vila Morena’, e foi ele que deu a conhecer no mundo umha das mais bonitas cantigas populares galegas: ‘Achega-te a mim, Maruxa’. Em Agosto de 1985, quando já estava gravemente doente, o cantor português recebeu, no parque de Castrelos de Vigo, umha das mais emotivas homenagens que se lembram. Este ano, 80 desde o seu nascimento, voltamos a lembrar a quem nunca esquecemos.







Lançamentos do livro "As voltas de um andarilho" de Viriato Teles

Lisboa - dia 17 de Novembro, pelas 19h, no Museu da República e Resistência, com apresentação de João Paulo Guerra e intervenção musical dos Couple Coffee.

Porto - dia 5 de Dezembro, pelas 16h, no espaço Tane Timor (na Ribeira), com apresentação de Rui Pato e uma intervenção musical de João Teixeira.


http://andarilho.viriatoteles.net/


Pensado para ser apenas uma reedição do volume publicado em 1999 sob o título «Zeca Afonso: As voltas de um andarilho», o livro que aqui e agora se (re)apresenta sofreu algumas alterações significativas relativamente ao anterior que, embora insuficientes para fazer dele um trabalho radicalmente diferente, devem ser convenientemente assinaladas, mais que não seja por uma questão de elementar honestidade para com o leitor.
Convirá talvez explicar que a edição anterior deste livro teve uma primeira versão, significativamente mais curta, no ano de 1983, na colecção «Cadernos de Reportagem» da então recém-criada editora Relógio d’Água. A edição de 99, substancialmente alargada relativamente a esse primeiro esboço, incluía já um conjunto de outros textos, vários deles escritos no período que mediou entre essa primeira publicação e a morte de José Afonso, ou mesmo depois – como o relato da primeira grande homenagem póstuma que lhe foi prestada na Galiza ou a evocação de Zeca exemplarmente escrita pelo meu saudoso camarada Fernando Assis Pacheco.
Todos esses textos, com um ou outro ajuste e eventuais correcções de pormenor, se mantêm na presente edição, a que achei por bem acrescentar uma nova prosa preliminar, resultante da reformulação de dois outros textos, escritos e publicados por ocasião do vigésimo aniversário da morte de Zeca: o primeiro, uma crónica publicada na revista Cenas, da associação Ajagato, de Vila Nova de Santo André, a convite dos meus amigos Tília e João Pereira da Silva que, num tom deliberada e assumidamente pessoal, resume o essencial daquilo que entendo ser a importância de José Afonso, quer para mim próprio, quer de um modo geral para toda a minha geração; o segundo, escrito para a exposição «José Afonso: O que faz falta», organizada por iniciativa de uma instituição que fez história e ocupa um lugar de destaque no universo cultural português: o MC-Mundo da Canção, que desde há 40 anos tem desempenhado um papel central na divulgação da melhor música que se faz em Portugal e no Mundo – graças, essencialmente, ao espírito inconformista e generoso de Avelino Tavares, grande amigo e cidadão exemplar, que jamais se rendeu ao facilitismo consumista que inundou o nosso quotidiano.
Manteve-se, também, com a aquiescência do próprio, o prefácio escrito por Sérgio Godinho para a edição anterior e que continua a ser, do meu ponto de vista, uma síntese perfeita não apenas de tudo o que este livro representa, mas também da obra de Zeca, que o inspirou. Da mesma forma se manteve a belíssima crónica do meu amigo e mestre Fernando Assis Pacheco, e pelas mesmas razões de então: porque é um belíssimo texto e porque o Assis merece esta evocação – por tudo o que com ele aprendi, mas também pela sua generosidade, o seu companheirismo e a amizade que partilhámos durante dezena e meia de anos, dentro e fora das redacções do Se7e e de O Jornal.
Um conjunto de novas fotografias não incluídas nas edições anteriores, vem também enriquecer este trabalho. Várias delas provém dos arquivos de outro velho companheiro de profissão, também ele já desaparecido – o repórter Carlos Gil, fotógrafo de Abril e amigo de Zeca – e foram-me cedidas para este volume pelo filho Daniel, responsável pela organização do seu espólio.
Destaco também as fotos de Paulo Moura, algumas delas até agora inéditas, que registam a derradeira apresentação pública de José Afonso: em 25 Maio de 1983, no Coliseu do Porto, num grande espectáculo que repetiu, no essencial, aquele outro que se tinha realizado quatro meses antes no Coliseu do Recreios, em Lisboa, e que é por norma referido (erradamente) como tendo sido o último recital de Zeca. Efectivamente, porém, o concerto de despedida aconteceu mesmo no Porto. Depois disso, Zeca só voltou a cantar uma vez mais – e apenas um tema, o clássico «Saudades de Coimbra», de Edmundo Bettencourt – durante a cerimónia de atribuição da medalha da cidade de Coimbra, realizada no Parque de Santa Cruz dois dias depois do concerto do Porto.
Por último, e para complementar a «discografia anotada» de José Afonso que já fazia parte da edição anterior, decidi incluir ainda uma relação, tão completa quanto possível, das versões de temas de Zeca gravadas por outros intérpretes. Uma listagem que só foi possível na dimensão que aqui se apresenta graças ao apoio inestimável da Associação José Afonso – e, principalmente, de Miguel Gouveia, o incansável organizador do saite oficial e do blogue da AJA – que ao longo dos últimos anos têm levado a efeito um trabalho de pesquisa meticuloso em torno da obra gravada de Zeca.
Porém, e embora mais completo do que qualquer das versões anteriores, este livro continua a não ter a pretensão de ser uma biografia de José Afonso, mas apenas, tal como afirmei na nota introdutória à edição de 1999, um testemunho de alguém que – menos vezes do que desejou, mas certamente bastante mais do que a maioria das pessoas – acompanhou de perto algumas das suas andanças. Apenas isso, e já não é pouco.




CANTO DE INTERVENÇÃO

( dia 13 de Novembro) na sede do SINAPSA (Porto)

O SINAPSA - Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins, vai realizar um evento Sexta-Feira 13 de Novembro inserido nas comemorações dos "80 Anos de Zeca Afonso".


Conferência sobre Hassan Fathy e a Arquitectura para os pobres


'Hassan Fathy: A Sinfonia Esquecida - "Arquitectura para os Pobres" 40 anos depois'
Conferência pelo arquitecto espanhol Eloy Algorri García



Porto, 13 de Novembro 09
Sexta-feira, 22h
Cinema Passos Manuel

Hassan Fathy (1900-1989) era um homem notável: artista, músico e reformador social para os pobres do mundo. Com uma figura frágil, envolto por um ar de virtuosidade, projectava com vigor intelectual, tranquilidade e calma interior.

Hassan Fathy foi talvez o arquitecto egípcio mais importante do séc. XX. Licenciado pela Universidade de King Fuad I em 1926 (actual Universidade do Cairo), foi docente na Faculdade de Belas Artes do Cairo, onde chegou a ocupar o cargo de Director do Departamento de Arquitectura. Membro do Comité de Direcção do “Aga Khan Award for Architecture”, foi galardoado, em 1980, com os prémios “Balzan Prize for Architecture and Urban Planning” e ”Right Livelihood Award”.

As suas ideias, registos arquitectónicos e sociais têm como base a sua educação colonial e um profundo conhecimento “moldado” pela longa história do seu país, em especial da arquitectura, frequentemente controlada pela matemática e geometria mística. Seis princípios gerais guiaram-no durante toda a sua carreira: a primazia dos valores humanos no domínio da arquitectura; a importância de uma abordagem universal; o uso de tecnologia apropriada; a necessidade de um cunho social; a co-relação das técnicas de construção; o papel essencial da tradição e do restabelecimento do orgulho nacional através da construção. Fathy dedicou a sua carreira ao estudo da habitação dos “pobres” nos países em desenvolvimento. Utilizava métodos antigos de concepção e de materiais, ensinava os habitantes locais a fazerem os seus próprios materiais e a construírem as suas próprias habitações.

O livro mais emblemático de Hassan Fathy, “Arquitectura para os Pobres”, lembra a Nova Gourna, projecto onde culmina o seu empenho com a construção de uma cidade a partir de 1946 na localidade de Nova Gourna, perto de Luxor, no caminho da estrada que leva ao Vale dos Reis, um projecto destinado a albergar 7.000 pessoas. O projecto previa quatro bairros em torno de equipamentos urbanos colectivos, cada um organizado ao redor de uma praça rectangular cruzada por estreitas ruelas e por edifícios de dois pavimentos, todos diferentes. Uma cidade construída em tijolo de barro que falhou em grande parte devido à inércia burocrática e às rivalidades.

Partindo destes temas, o arquitecto espanhol Eloy Algorri reflectirá sobre “Arquitectura para os Pobres”, obra de Hassan Fathy que foi publicada 20 anos depois da construção frustrada de Nova Gourna. Trata-se de uma reflexão retrospectiva, enriquecida por experiências posteriores de Hassan Fathy, em particular pelo seu trabalho como consultor na empresa liderada pelo urbanista Doxiadis. Algorri defenderá o enquadramento de Hassan Fathy na escola que na década de 80 do século XX se denominou “regionalista” e, dentro dela, do seu eclectismo, pelo emprego selectivo dos seus precedentes históricos. Abordará também as ideias de Hassan Fathy sobre a tradição e a continuidade entre passado e presente, partindo da perspectiva proposta pelo pensador norte-americano D. Lowenthal.

Links úteis:
www.hassanfathy.webs.com/
www.universes-in-universe.de/car/venezia/bien50
www.archnet.org


Bilhete: 3,00 euros



Fonte: http://www.oasrn.org/cultura.php

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