18.10.07

Começa hoje o DocLisboa 2007, com forte presença de documentários de cariz social e político



http://www.doclisboa.org/

O doclisboa é o único festival de cinema em Portugal exclusivamente dedicado ao documentário. Em 2006, na sua quarta edição, o doclisboa apostou na capitalização do renovado interesse dos espectadores portugueses pelo documentário e conseguiu trazer às salas da Culturgest um público muito numeroso e entusiasta.
O documentário “foi assunto” e criou-se uma nova consciência da sua enorme riqueza, diversidade e potencialidades. O doclisboa aposta também na descoberta de novos territórios, na grande diversidade, e na vitalidade do cinema do real.

Em 2007 o festival mantém os principais objectivos das edições anteriores:
• Mostrar ao público português filmes importantes e multi-premiados internacionalmente que ainda não chegaram às salas de Lisboa;
• Permitir uma reflexão mais aprofundada sobre temas contemporâneos e de actualidade;
• Dar a conhecer de forma mais sistemática a cinematografia de outros países;
• Organizar debates que mobilizem o público em torno de filmes importantes e de temas transversais, presentes em várias obras.
O doclisboa 2007 trará novamente a Lisboa, em primeira-mão, o melhor da produção nacional e internacional de documentário: onze dias de projecções em regime intensivo, ainda com mais filmes, mais secções e mais actividades complementares do que nas anteriores edições.

Em Outubro, o doclisboa será então outra vez um ponto de encontro privilegiado do público com realizadores e outros profissionais nacionais e estrangeiros do documentário (produtores, distribuidores, programadores, críticos...) e um fórum aberto de reflexão e discussão sobre o estado do mundo e a situação do cinema documental contemporâneo.



Programação diária dos primeiros quatro dias

18 DE OUTUBRO - QUINTA-FEIRA

18 OUT. 19.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
28 OUT. 11.00 - CINEMA SÃO JORGE (SALA 1)
Taxi to the Dark Side
de Alex Gibney
105´ EUA 2007

A morte de um taxista afegão detido por militares americanos é o ponto de partida deste documentário pertubador sobre aquilo que o governo de Bush designa por "técnicas de interrogação de suspeitos", mas que o realizador e as leis internacionais chamam pelo seu verdadeiro nome: tortura. A autópsia revelou que o taxista tinha sido pendurado ao tecto pelas mãos e que foi depois pontapeado brutalmente até à morte durante cinco dias. O novo filme do realizador de "Enron: The Smartest Guys in the Room" não poupa nada nem ninguém em busca de uma explicação para o facto de as forças americanas terem deixado de respeitar a Convenção de Genebra. Os depoimentos exclusivos de militares americanos e representantes da Administração Bush são fundamentais para dar a conhecer a nova política de segurança dos Estados Unidos, que legalizou e promoveu o uso da tortura no Afeganistão, no Iraque (Abu Ghrabi) e na base de Guantanamo. Só no Iraque
há centenas de casos de morte nas prisões reconhecidos tecnicamente pelos médicos do exército americano como homicídios.


18 OUT. 22.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
20 OUT. 14.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Enemies of happiness [VN]
de Eva Mulvad
58´Dinamarca 2006

Malalai Joya, uma mulher afegã de 28 anos, é candidata às eleições da assembleia nacional afegã. Trata-se da primeira eleição parlamentar democrática no Afeganistão em 30 anos. Rodeada de seguranças, a candidata tenta defender as suas ideias políticas apesar de ter sobrevivido a quatro tentativas de assassinato e receber constantemente ameaças de morte. Ao longo da campanha, encontra-se todos os dias com mulheres que lhe fazem parte da sua vida e das suas dificuldades diante da câmara. Um retrato único das condições de vida no Afeganistão, destruído pela guerra, e onde as tradições têm ainda um peso determinante. Como pode a democracia vingar num país onde os votos são comprados e onde as mulheres não têm condições para votar livremente? Um filme que nos recorda que a democracia não pode ser imposta pela simples presença de diplomatas e de soldados ocidentais. Vencedor do Grande Prémio do Júri no Festival de Sundance em 2007.


18 OUT. 22.00 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
Zoo [RE]
de Dan Berger
75´ EUA 2006

Na madrugada do dia 2 de Julho de 2005, um homem moribundo foi deixado nas urgências de um hospital numa zona rural dos Estados Unidos. Tendo identificado a matrícula do carro que o deixou no hospital através de uma câmara de vigilância, a polícia seguiu a pista até uma quinta onde foram descobertas centenas de cassettes de vídeo mostrando homens de todo o mundo fazendo sexo com puros-sangue árabes. A causa da morte do homem foi um cólon perfurado. Alvo de uma cobertura mediática sensacionalista, o caso foi abordado por Robinson Devor de maneira completamente diferente. "Zoo" adopta a perspectiva dos homens que frequentavam a quinta e obriga-nos a reflectir sobre os limites da perversão que estamos dispostos a tolerar nos outros.


26 OUT. 20.45 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
18 OUT. 18.30 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
East of Paradise
de Lech Kowalski
105´ França 2005

A biografia da mãe de Lech Kowalski é o último tomo da sua trilogia europeia intitulada "The Fabulous Art of Surviving", começada em 2000 com "The Boot Factory" e continuada em 2002 com "On Hitler's Highway". Um regresso às origens, primeiro através das memórias da sua mãe (num relato perturbante sobre como foi feita escrava num campo de trabalho na Sibéria durante a Segunda Guerra Mundial) e depois através das próprias vivências de Kowalski em Nova Iorque. Uma chave de entrada possível para o universo cinematográfico do realizador e uma análise controversa de uma biografia marcada pela sobrevivência.


26 OUT. 16.15 – CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
18 OUT. 21.00 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
My Body [VN]
de Margreth Olin 26´Noruega 2002

Neste seu "auto-retrato a nu", Margreth Olin despe-se literalmente em frente da câmara para contar a sua história de vida. "Os teus dentes são feios", "os teus pés são tortos", "as minhas orelhas..." Como é que ao longo da vida se criam e se ultrapassam complexos e vergonhas? A realizadora usa o seu corpo como um espelho e uma janela para as relações, acontecimentos e experiências que dão sentido às circunstâncias trágicas e felizes que fazem uma vida. Em todas as suas revelações Olin consegue transformar a sua própria história num filme que, apesar de tão privado, consegue ser também universal.


26 OUT. 16.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
18 OUT. 21.00 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
All about my father [VN]
de Even Benestad
71´Noruega/Dinamarca 2002

"All about my father" é o retrato íntimo de um respeitado médico e travesti de uma pequena cidade norueguesa muito religiosa. O documentário é particularmente perturbante por ser realizado pelo seu próprio filho: a pessoa mais indicada para contar esta história com afecto, humor e verdade. Usando uma pequena câmara de vídeo e velhos filmes de família em Super-8, Even Benestad tomou a iniciativa de contar a história do pai travesti, que é também uma celebridade mediática em toda a Noruega.


22 OUT. 18.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
18 OUT. 23.00 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
Family [VN]
de Sami Martin Saif e Phie Ambo
91´Dinamarca 2001
Após a morte da mãe e do irmão (dinamarqueses), o jovem Sami decide que precisa de conhecer o pai (iemenita), de quem já não tem qualquer memória. As primeiras etapas da sua procura são um quebra-cabeças sem solução mas, de repente, após uma de série de telefonemas (sequência absolutamente única na história do documentário). Sami e a namorada partem para o golfo pérsico e são adoptados por uma família muito calorosa e inesperada. Isto não quer no entanto dizer que Sami consiga encontrar logo o pai... "Family" é um dos filmes mais perturbantes alguma vez feitos sobre um individuo em busca das suas origens e da sua identidade. Vencedor do grande prémio Joris Ivens (IDFA) em 2001.


19 OUT. 14.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
18 OUT. 18.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Their Frozen Dream [VN]
de Jan Troell
60´Suécia, 1997
Na sequência de uma ficção multipremiada e nomeada para o Oscar de melhor filme estrangeiro ("Flight of the Eagle" - a história de três exploradores suecos que, no final do século XIX, tentaram atingir o pólo norte em balão), Jan Troel realizou o documentário "Their Frozen Dream", sobre o mesmo tema. Com a voz de Max von Sydow que lê excertos dos diários desta aventurosa viagem, o filme é construído a partir de documentos autênticos (cartas, fotografias e textos) descobertos em 1930, entre os vestígios da expedição numa ilha do Oceano Árctico, após 32 anos enterrados no gelo.


23 OUT. 23.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
18 OUT. 20.30 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Cherkasy [CI]
de Raúl Bartolomé Estebaranz
11´ Espanha 2006
"Cherkasy" é um silencioso filme-visita (que terá decorrido numa manhã) aos corredores e salas de um orfanato ucraniano, situado a poucos quilómetros de Chernobyl.


23 OUT. 23.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
18 OUT. 20.30 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Artel [CI]
de Sergei Loznitsa 20´ Rússia 2006

"Artel" mostra-nos um dia no quotidiano de uma comunidade piscatória no Mar Branco, um braço do Mar de Barents na costa noroeste da Rússia. Numa paisagem gelada, os homens consertam as redes. Ao fundo, apenas algumas cabanas. O retrato de uma actividade intemporal.


23 OUT. 23.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
18 OUT. 20.30 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Scythian Suite [CI]
de Alexander Gutman
26´ Rússia 2006

"The Scythian Suite" é a história de Nikolai Chukrov, um homem sem passado nem futuro. Nikolai nasceu num gulag e ainda hoje vive na zona onde se concentrava a maior parte daqueles campos de trabalho do tempo de Estaline. O realizador liga a biografia de Nikolai à história da preparação de um concerto onde seria tocada a "Suite Cita" de Sergei Prokofiev, que morreu no mesmo dia que Estaline, e ainda a um conjunto de imagens de arquivo mostrando a construção dos campos.


23 OUT. 23.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
18 OUT. 20.30 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
1937 [CI]
de Nora Martirosyan
44´Arménia/França 2007

"1937" conta a mesma história em duas épocas diferentes: primeiro, em 1937, as purgas estalinistas na aldeia de Erevan, na Arménia, então parte da União Soviética e a prisão do pai de Nora Dagabian, membro da oposição; e depois, em 2006, o relato pormenorizado daquela prisão feito por uma idosa, Baboulia, que se recorda da sua infância. Ao registo ficcional da primeira parte junta-se ao relato documental da segunda para nos proporcionar um filme fragmentário sobre a experiência da perda de um pai, sobre a memória e sobre a inevitabilidade do envelhecimento.


23 OUT. 18.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
18 OUT. 22.30 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Winners and Losers
de Lech Kowalski
80´ EUA/França 2007
Filme de encerramento do último Festival de Locarno. "Winners and Losers" mostra a final do Campeonato do Mundo de Futebol de 2006 exclusivamente a partir das reacções dos espectadores italianos e franceses que seguem a partida pela televisão. O mais recente filme de Lech Kowalski leva-nos a "rever" aquele jogo como se nos estivéssemos a ver ao espelho durante toda a partida.








20 DE OUTUBRO - SÁBADO

20 OUT. 14.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
24 OUT. 14.30 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
Three comrades [I]
de Masha Novikova
99´Holanda 2006

Ruslan, Ramzan e Islam eram três amigos chechenos que levavam vidas normais na Grozny do início dos anos noventa. Mas o colapso da União Soviética e a luta pela independência da Chechénia mudaram tudo: de um dia para o outro, os três amigos viram-se no meio de um dos conflitos mais violentos das duas últimas décadas. As suas principais preocupações passaram então a ser a protecção das respectivas famílias e a simples sobrevivência numa cidade em ruinas. Ruslan ajudou Ramzan (professional de televisão) a filmar os ataques russos e Islam trabalhou como médico num hospital onde também pôde testemunhar de perto as atrocidades da guerra. A guerra aproximou-os e separouos, levando dois deles para sempre. A partir de entrevistas aos seus familiares e das imagens filmadas por Ramzan, "Three Comrades" reconstitui o modo como a guerra da Chechénia destruiu uma geração.


20 OUT. 16.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
21 OUT. 14.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Convicções [P]
de Julie Frères
55´Portugal/França 2007

Em Fevereiro de 2007, os Portugueses foram chamados a votar pela ou contra a despenalização do aborto. Partindo do quotidiano de quatro mulheres de convicções totalmente opostas, o filme segue de perto a campanha do referendo, nos bastidores, na rua e nos media.


20 OUT. 18.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
22 OUT. 14.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Era preciso fazer as coisas [P]
de Margarida Cardoso
52´Portugal 2007

Alguns dias de Outono durante os ensaios de “O Tio Vânia” de Tchékhov. Actores e encenador procuram o caminho para a construção de qualquer coisa em comum. As suas vozes interiores, as suas dúvidas, confundem-se com as das personagens que tentam alcançar. A casa, o tempo, a idade, a frustração. Não estaremos todos à procura de sentido?


20 OUT. 18.30 – CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
22 OUT. 14.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Metamorfoses [P]
de Bruno Cabral
48´Portugal 2007

Tó e Tuxa fazem parte da Companhia Crinabel Teatro há 20 anos. Carolina é muito mais nova e tem muitas ambições. Nelson passou o casting para protagonizar a próxima peça, inspirada na “Metamorfose”, de Kafka. Os laços entre os membros desta companhia atípica são muito fortes: todos têm constrangimentos e fragilidades. Num ambiente de grande envolvimento, os ensaios começam.


20 OUT. 21.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
21 OUT. 16.30 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
Retour en Normandie [CI]
de Nicolas Philibert
109´ França 2006

Em 1975, Nicolas Philibert, então como 24 anos, foi assistente de realização de René Allio no filme "Moi, Pierre Rivière, ayant égorgé ma mère, ma soeur et mon frère...". Rodado na Normandia a partir do livro homónimo de Michel Foucault, o filme de Allio recorreu quase exclusivamente a actores não profissionais escolhidos entre os habitantes da região para recriar o triplo homicídio que ali tivera lugar 140 anos antes. O realizador de "Être et Avoir" regressa agora ao local da rodagem do seu mestre em busca destes não-actores. Mas o significado de "Retour en Normandie" é muito mais vasto. Ultrapassando o que poderia ser o tema inicial do filme (o re-encontro com o mestre Allio, com todo um percurso de vida, com pessoas que existem para além das personagens), Philibert conta-nos uma história de múltiplos níveis e
oferece claramente o seu auto-retrato enquanto cineasta.


20 OUT. 23.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
22 OUT. 18.30 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
Santiago [CI]
João Moreira Sales
80´ Brasil 2007

"Santiago" é um filme sem igual. Poderia ser um documentário sobre um filme falhado. Santiago era o mordomo argentino da luxuosa mansão onde o realizador cresceu no Rio de Janeiro. Em 1992, João Moreira Salles tentou fazer um primeiro filme sobre Santiago, mas não conseguiu. A sua relação com o antigo mordomo ainda estava presa ao passado e, durante toda a rodagem, Salles não parou de dar ordens e instruções a Santiago sobre como ele deveria comportar-se em frente da câmara. Anos depois, Salles regressa ao material rodado e tenta fazer um filme sobre a identidade, a memória e a própria natureza do documentário. Mas acaba também por construir uma homenagem (em forma de penitência) ao falecido mordono, figura tutelar da sua infância, transformando a obra no mais curioso dos auto-retratos.


20 OUT. 23.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
22 OUT. 18.30 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
The first day [CI]
de Marcin Sauter
20´ Polónia 2007

De uma beleza de cores e paisagens impressionante, "The First Day" é uma história sobre um dos momentos mais importantes na vida de qualquer pessoa, o primeiro dia de aulas. Neste caso trata-se de um internato onde um conjunto de crianças da tundra, habitadas a viver em tendas, entre animais e pescarias, descobrem que fazem parte de uma outra grande nação, multinacional, a Rússia, que tem um hino que aprendem a cantar e um grande presidente, Putin.


20 OUT. 11.00 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
Morceaux de conversation avec Jean-Luc Godard [SE]
de Alan Fleischer
125´ França 2007

Filmado na casa do realizador em Rolle (Suiça), no Studio National des Arts Contemporains em Le Fresnoy e no Centro Pompidou em Paris, "Morceaux de conversation avec Jean-Luc Godard" é uma sucessão de encontros entre JLG e Dominique Païni, André S. Labarthe, Jean Narboni, Jean-Marie Straub e Danièle Huillet onde se conversa sobre história, política, o cinema, as imagens e o tempo. Muitas das conversas têm como pretexto ou como referência mais imediata a preparação do projecto (entretanto abandonado) "Collage(s) de France, archéologie du cinéma, d'après JLG", pensado em parceria com a escola de Le Fresnoy (de que Alan Fleisher é director), bem como a preparação de "Voyage(s) en utopie", exposição em torno da obra de Godard comissariada por Païni no Centro Pompidou em 2006.


20 OUT. 14.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
Le Ravissement de Natacha [RE]
de Marcel Hanoun
22´França 2007

Seduzido pela história de Natacha Kampusch, a rapariga austríaca raptada durante oito anos, "Le Ravissement de Natacha" tenta imaginar o que terá pensado e sentido o raptor antes de se suicidar. Frente à câmara, uma mulher lê e interpreta um texto que o raptor poderia ter escrito, interrompida de vez em quando pela voz em off do realizador. Um exercício fiel não só aos princípios de economia narrativa que caracterizam os filmes de Marcel Hanoun, mas também à própria experiência do encarceramento de Natacha. Longe de explorar o lado mais psicológico e sensacionalista de um caso tão mediático, o filme sugere antes uma reflexão sobre o próprio acto cinematográfico, esboçando uma comparação entre a relação de poder que existe entre um realizador e o objecto filmado com a outra relação de poder que existiu entre Natacha e o seu raptor.


20 OUT. 14.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
Tentative d'epuisement d'un lieu parisien [RE]
de Jean Christian Riff
73´França 2007

Tendo como partida o texto homónimo de Georges Perec onde o escritor francês faz uma descrição meticulosa da Place Saint-Sulpice, em Paris, o filme de Jean-Christian Riff procura responder a uma pergunta aparentemente simples: o que pode acontecer "entre" aquele texto e a sua representação cinematográfica? À escrita perscrutadora de Perec e à sua atenção permanente aos mais pequenos detalhes, o realizador responde com um registo documental de uma banalidade obsessiva e de onde nenhum pormenor em particular parece poder destacar-se. Voluntariamente constrangido pelo tempo da leitura do texto de Perec e pela filmagem exacta daquilo que o mesmo descreve, "Tentative d'Épuisement d'un Lieu Parisien" é um trabalho sobre o intervalo entre a literatura e o cinema e uma dupla tentativa de exploração exaustiva, pelo texto e pela imagem, de um mesmo espaço.


20 OUT. 16.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
Sablé-sur-Sarthe, Sarthe [DF]
de Paul Otchakovsky-Laurens
95´ França 2007

Paul Otchakovsky-Laurens chegou a Sablé-sur-Sarthe muito novo e pouco tempo depois da morte do pai. Anos depois, descobre um segredo de família. Libertar-se do peso de um segredo implica normalmente expô-lo à vista de todos. Mas quando esse segredo se confunde com a forma de uma cidade é ela que se torna o obstáculo a ultrapassar e que é necessário exumar e desmontar pacientemente. O primeiro filme do fundador da editora francesa P.O.L., que apoiou a criação da revista "Trafic" por Serge Daney em 1999, é simultaneamente uma investigação sobre uma cidade de província, uma história familiar e um álbum de recordações autobiográficas.


20 OUT. 18.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
23 OUT. 21.00 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
Nocturno [RE]
de João Nisa
27´Portugal 2007

Descrição fragmentária do espaço abandonado da antiga Feira Popular de Lisboa, durante o período que decorreu entre o seu encerramento e a definitiva demolição das suas instalações. Um conjunto de longos planos fixos, atravessados por pequenos movimentos, apresenta alguns dos elementos existentes no local (fachadas encerradas ou semidestruídas, divertimentos parcialmente desmontados), reconstituindo através da sua sucessão um percurso no interior do recinto. Um trabalho que pretende forçar a concentração da percepção e explorar a relação entre a experiência temporal e o modo de apreensão visual e sonoro de um lugar específico.


20 OUT. 18.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
Posthume [RE]
de Ghassan Salhab
28´ Líbano 2007

"(Posthume)" é uma oração feita por um país morto, o Líbano. Filmado durante a ofensiva israelita de 2006, o último filme de Ghassan Salhab continua uma reflexão cinematográfica sobre o Líbano contemporâneo que o realizador vem fazendo desde "Terra Incognita" (1992), "Beyrouth Fantôme" (1988) e "Le Dernier Homme" (2006).


20 OUT. 18.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
Un jour à Marseille [RE]
de Mauro Santini
51´ Itália 2007

"Un Jour à Marseille" tem como ponto de partida "Flòr da Baixa", outro filme de Mauro Santini também rodado em Marselha. O realizador italiano organiza quatro histórias, ou quatro maneiras de ver a cidade, a partir de material rodado nas ruas, usando os transeuntes como actores involuntários do seu filme.


20 OUT. 20.45 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
Tentatives de se Décrire [DF]
de Boris Lehman
165´ Bélgica/França/Canadá 2005

O mais prolífico e provocador cineasta belga realizou dezenas de filmes, na sua esmagadora maioria ensaios autobiográficos. "Tentatives de se Décrire" é um filme sobre a representação. Sobre como é possível, através do cinema, descrevermo-nos a nós próprios e descrever os outros. Com a câmara como espelho e terceiro olho. Um filme epistolar, uma investigação e uma viagem concebidos como uma colagem, entre o documentário e a ficção. Um retrato de Boris Lehman entre 1989 e 1995.


24 OUT. 18.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
20 OUT. 14.30 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
Born to Lose: The Last Rock and Roll Movie
de Lech Kowalski
100´ EUA 2001

Vinte anos depois de "D.O.A.", Lech Kowalski voltou ao punk rock. "Born to Lose" conta-nos a história da vida do seu amigo Johnny Thunders, destacado protagonista da cena punk da Nova Iorque dos anos setenta e oitenta e percursor do som que influenciaria bandas punk de todo mundo. Guitarrista e vocalista, tocou com os New York Dolls, os The Heartbreaker e a solo. Dizia-se que o seu abuso de drogas envergonharia o próprio William Burroughs. Morreu vítima de uma overdose em 1991, em circunstâncias ainda não inteiramente esclarecidas. Uma personagem singular cuja vida ninguém poderia ter retratado melhor do que Kowalski.


22 OUT. 21.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
20 OUT. 16.30 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
Le Papier ne Peut pas Envelopper la Braise [SE]
de Rithy Panh
86´França 2006

O mais recente filme de Rithy Panh escuta um conjunto de jovens mulheres que vivem juntas na mesma casa, no centro de Phnom Penh. Todas elas têm de entregar à dona da casa o dinheiro que fazem ao venderem-se à noite aos homens que as procuram. Para o realizador cambodjano, o sinal mais evidente da falência social de um país devastado por décadas de guerra é o modo como são explorados económica e politicamente os corpos daqueles que não têm nada: os soldados mortos deixaram sozinhas crianças que se entregaram a trabalhos mal pagos ou à prostituição. "Le Papier ne Peut pas Envelopper la Braise" põe-nos em contacto com pessoas e não com personagens, contrariando através do cinema a objectificação dos seus corpos e permitindo que a sua própria voz reinvindique uma humanidade e uma individualidade que lhes é negada todos os dias.


24 OUT. 14.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
20 OUT. 18.30 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
On Hitler's Highway
de Lech Kowalski
81´ França/Polónia 2002

"On Hitler's Highway" é um "road-movie" filmado ao longo da estrada construída pelos nazis nos anos trinta para facilitar a invasão da Europa de Leste. Um olhar sobre o passado e o presente da Polónia e sobre as relações entre o Oriente e o Ocidente. Ao longo da estrada, Kowalski filma pessoas que tentam sobreviver como podem: um velho vende cogumelos, algumas crianças lavam os pára-brisas dos carros, prostitutas búlgaras fazem uma pausa para fumar um cigarro, um homem que vende gnomos de jardim recorda com saudade os tempos do comunismo. Prémio Especial do Júri no Festival Internacional de Cinema Documental de Amesterdão em 2003, "On Hitler's Highway" é o segundo tomo da trilogia europeia do realizador, "The Fabulous Art of Surviving", começada em 2000 com "The Boot Factory" e concluída com "East of Paradise" (2005).


20 OUT. 21.00 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
Sobre o Lado Esquerdo [SE]
de Margarida Gil
50´ Portugal 2007

O universo literário de Carlos de Oliveira é reconstruido em estúdio com os seus objectos pessoais e os seus manuscritos, e com Luís Miguel Cintra e Fernando Lopes, que o representam. Filmado com o objectivo de documentar a sua obra tal como Carlos de Oliveira documentou a sua Gândara de origem, este filme usa toda a liberdade expressiva que a nova tecnologia digital permite para recriar raccords visuais e sonoros, também presentes no trabalho poético do escritor e poeta.


20 OUT. 23.00 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
Karima [SE]
de Clarisse Hahn
98´França 2003

Clarisse Hahn acompanha durante um ano Karima, uma dominatrix argelina. O filme alterna as sessões de pedagogia sadomasoquista com cenas da vida familiar de Karima, sempre com uma televisão ligada em pano de fundo. Um retrato completo das relações pessoais, familiares e profissionais de uma jovem cujo trabalho está sujeito a diversos preconceitos sociais.


20 OUT. 14.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Beth's Diary [VN]
de Kent Klich e Mikala Krogh/Beth
33´Dinamarca 2006

O fotógrafo sueco Kent Klich documentou a vida de Beth, uma antiga prostituta e toxicodependente, durante mais de 20 anos. Recentemente, Beth manteve um video-diário durante um ano e partilhou com a câmara as suas antigas histórias de amor, drogas e abuso sexual. Combinando sequências animadas de fotografias e as imagens filmadas pela própria Beth, este filme, que lembra por vezes o universo da fotógrafa americana Nan Goldin, mostra-nos os esforços empreendidos por uma mulher para se convencer que ainda merece ser amada.


18 OUT. 22.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
20 OUT. 14.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Enemies of happiness [VN]
de Eva Mulvad
58´Dinamarca 2006

Malalai Joya, uma mulher afegã de 28 anos, é candidata às eleições da assembleia nacional afegã. Trata-se da primeira eleição parlamentar democrática no Afeganistão em 30 anos. Rodeada de seguranças, a candidata tenta defender as suas ideias políticas apesar de ter sobrevivido a quatro tentativas de assassinato e receber constantemente ameaças de morte. Ao longo da campanha, encontra-se todos os dias com mulheres que lhe fazem parte da sua vida e das suas dificuldades diante da câmara. Um retrato único das condições de vida no Afeganistão, destruído pela guerra, e onde as tradições têm ainda um peso determinante. Como pode a democracia vingar num país onde os votos são comprados e onde as mulheres não têm condições para votar livremente? Um filme que nos recorda que a democracia não pode ser imposta pela simples presença de diplomatas e de soldados ocidentais. Vencedor do Grande Prémio do Júri no Festival de Sundance em 2007.


19 OUT. 18.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
20 OUT. 16.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
The Monastery [VN]
de Pernille Rose Gronkjaer
84´Dinamarca 2006

"The Monastery" conta a história de um velho solteirão, o senhor Vig, que nunca se apaixonou e tem um desejo imperioso: transformar o seu castelo semi-abandonado, onde vive sozinho, num mosteiro ortodoxo. Escreve ao patriarca de Moscovo, que envia para a Dinamarca uma pequena embaixada de freiras russas com o objectivo de estudar o pedido do senhor Vig e negociar condições. O conflito entre caracteres e culturas é inevitável. Durante largos meses, o castelão dinamarquês e as freiras russas discutem os mais pequenos detalhes da transformação do local - desde os tubos de aquecimento até à localização do altar da Igreja. As freiras têm as suas próprias ideias e o senhor Vig é obrigado a perceber que o caminho para a concretização do seu sonho será bastante diferente daquilo que tinha imaginado. Vencedor do grande prémio Joris Ivens (IDFA) em 2006.


26 OUT. 11.00 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
20 OUT. 18.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Sin - A Documentary on Daily Offences [VN]
de Virpi Suutari e Susanna Helke
36´Finlândia 1996

"Sin" parte da ideia dos sete pecados mortais para apresentar uma sucessão de "confissões" filmadas de pessoas escolhidas através de um anúncio publicado na imprensa pelas realizadoras. Os "pecados" confessados para a câmara são delitos quotidianos mais ou menos banais. As "confissões", embora autênticas, foram cuidadosamente encenadas, transformando assim estes pecadilhos em verdadeiros "quadros vivos" da vida contemporânea na Finlândia.


26 OUT. 11.00 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
20 OUT. 18.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
The Idle Ones [VN]
de Virpi Suutari e Susanna Helke
81´Finlândia 2001

"The Idle Ones" acompanha um ano e meio da vida de um grupo de jovens que deram os estudos por terminados. Sem perspectivas de trabalho, os protagonistas têm entrevistas regulares no centro de emprego local e o resto do tempo vagueiam ociosamente pela cidade. Temperado com algum humor, "The Idle Ones" é um retrato de jovens cheios de vitalidade que atravessam um período de transição, à espera que aconteça qualquer coisa. Para alguns, a vida parece começar a reduzir-se a esse compasso de espera. Também é um filme crítico sobre as divisões sociais e económicas de um país que geralmente estamos habituados a ver como um caso de sucesso.


24 OUT. 14.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
20 OUT. 20.30 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
These Girls [CI]
de Tahani Tached
66´ Egipto 2006

Estreado no festival de Cannes 2006, "These Girls" leva-nos até ao universo das raparigas adolescentes que vivem nas ruas do Cairo. Estas mulheres, crianças ou mães - e por vezes tudo isso ao mesmo tempo - desafiam diariamente os mais variados perigos e preconceitos sociais.
As ruas e os jardins onde dormem são um universo de violência, medo e liberdade. As protagonistas expõem as suas emoções e surpreendemnos tanto pela força de carácter, como pelo sentido de humor. Têm sempre de se proteger dos rapazes que também vivem na rua, dos homens, da polícia, da família, das instituições e ganham pouco o nosso respeito. Apesar de se saberem marginalizadas, tentam viver cada dia como uma festa.


24 OUT. 14.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
20 OUT. 20.30 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
The mall [CI]
de Yonatan Ben Efrat
12´ Israel 2006

"The Mall" mostra-nos centenas de trabalhadores palestinianos ilegais vivendo seis pisos abaixo da superfície nas fundações de um centro comercial inacabado e abandonado nos arredores de Tel Aviv. Não têm electricidade, nem água, nem casas de banho. O ar é nauseabundo. De dia procuram trabalho no "mercado de escravos", perto dali. Aqueles seis pisos infernais permitem-lhes viverem invisíveis em Israel.


27 OUT. 14.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
20 OUT. 22.30 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
My Country, My country [I]
de Laura Poitras
90´EUA 2006

Nomeado para o Óscar de Melhor Documentário em 2007, "My Country, My Country" não é apenas um filme sobre o estado da democracia iraquiana, mas também é um inquérito sobre a pertinência da política exterior americana. Ao longo de oito meses, a realizadora segue os preparativos para as primeiras eleições no Iraque depois do afastamento de Saddam Hussein. A personagem principal do filme é o Dr. Riyadh, um médico sunita, que descobrimos na prisão de Abu Ghraib – onde presta apoio aos detidos. "Será possível organizar eleições democráticas num país em guerra? Poderá um exército militar estrangeiro impor uma democracia ocidental num país muçulmano?", pergunta, com ironia, o Dr. Riyadh. Muito crítico em relação à ocupação americana, mas em contradição com o seu grupo religioso (que decidiu boicotar as eleições) o Dr Ryadh não se cansa de defender a importância do acto eleitoral para o futuro do país, e obriga todos os que consegue a irem votar. Apesar do prédio tremer a toda a hora, apesar das más notícias que chegam de toda a parte (em casa e no consultório), apesar das ameaças de morte, a família Riyadh vive coesa, com visível esperança. O que lhe restaria como alternativa? Emigrar?





21 DE OUTUBRO - DOMINGO

21 OUT. 14.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
23 OUT. 16.30 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
He Fengming [CI]
de Wang Bing
184´ China 2007

Agasalhada com um casaco vermelho, uma mulher atravessa um bloco de apartamentos e entra em casa. Lá dentro, He Fengming, de 60 anos, instala-se num cadeirão e começa a recordar o passado. As suas memórias fazem-nos recuar até à revolução de 1949, ponto de partida para o relato de uma história de vida prodigiosa que se confunde com a própria história da China comunista. Filmado admiravelmente (limitando-se a um plano fixo quase ininterrupto de Fengming no seu cadeirão falando para a câmara), "He Fengming" é o segundo documentário de Wang Bing. Vencedor do Prémio Georges Beauregard no Festival Internacional de Documentário de Marselha em 2007.


21 OUT. 18.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
22 OUT. 20.30 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Adeus, até amanhã [P]
de António Escudeiro
60´Portugal 2007

António Escudeiro nasceu, cresceu e trabalhou em Angola, até ao dia em que se viu forçado a vir embora, contra a sua vontade. Jurou voltar. Mas esse regresso a casa só se tornou realidade 32 anos depois. "Adeus, até Amanhã" é o documentário deste regresso onde se cruzam e confrontam dois universos visuais. As memórias do realizador e a Angola hoje. Há tempos diferentes, encontros e reencontros. Alguns nunca imaginados. Escudeiro percorre, durante 25 dias, a sua geografia angolana - Lobito, Huambo, Huíla. Para no fim ficar a saber melhor o que já sabia: que Angola é a sua terra, que África é o seu continente.


21 OUT. 21.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
Sicko [SE]
de Michael Moore
74´EUA 2007

O novo filme de Michael Moore combina o humor com o horror para denunciar as debilidades do sistema de saúde americano, minado por décadas de subfinanciamento público e pela concorrência dos seguros privados. Recorrendo mais uma vez ao seu estilo de investigação muito particular, Moore revela os casos de doentes americanos cujas vidas foram destruídas e compara o sistema americano com o de outros países, como o Canadá, França ou Cuba, acabando por concluir que a melhor maneira de permanecer saudável nos Estados Unidos é mesmo não adoecer.


21 OUT. 23.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
24 OUT. 16.30 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
Umbrella [CI]
de Du Haibin
100´ China 2007

No passado, a agricultura era a principal actividade económica na China e a mais importante forma de subistência da sua população. Actualmente, a industrialização do país obriga milhares de pessoas a deixar os campos para procurar trabalho nas grandes cidades. "San" ("Umbrella") usa o chapéu de chuva, omnipresente devido ao caprichoso clima chinês, como fio condutor desta investigação sobre o modo como a modernização chinesa se fez à custa das condições de vida dos trabalhadores rurais, ainda maioritários no país, e aumentando cada vez mais o fosso entre ricos e pobres. Prémio da sessão horizontes do Festival de Veneza 2007.


21 OUT. 14.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
Notes on Marie Menken [RE]
de Martina Kudlacek
67´ Áustria/EUA 2006

"Notes on Marie Menken" explora a história quase esquecida de um dos nomes mais importantes do cinema underground americano entre os anos quarenta e sessenta, influenciando realizadores tão conhecidos como Stan Brakhage, Andy Warhol, Jonas Mekas ou Kenneth Anger. Musa inspiradora do romance "Who's Afraid of Virgina Wolf" de Edward Albee, Marie Menken (1909-1970) foi uma figura ímpar da cultura nova-iorquina, tendo realizado dezenas de filmes e participado em várias obras de Andy Warhol. Com música original de John Zorn, o documentário de Martina Kudlácek inclui vários filmes inéditos de Menken, incluindo um "duelo cinematográfico" entre a realizadora e Warhol.


21 OUT. 16.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
Elegy of Life: Rostropovich, Vishnevskaya [SE]
de Aleksandr Sokurov
110´Rússia 2006

O último filme de Sokurov (nona das elegias iniciadas em 1985) homenageia o lendário violoncelista Mstislav Rostropovich, falecido aos 80 anos em Abril passado, e a sua mulher, o soprano Galina Vishnevskaya. Numa sucessão de conversas com o realizador de "Mãe e Filho", o casal recorda alguns dos melhores e dos piores momentos de uma vida em comum em que a política foi quase tão importante como a música. Ponto incontornável desse percurso foi, em 1978, a revogação da cidadania de ambos pelo regime soviético devido ao apoio que tinham prestado a um dos mais famosos dissidentes russos, o romancista Alexandr Solzhenitsyn.


21 OUT. 18.15 – CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
Compilation, 12 Instants d'Amour non Partagé [DF]
de Frank Beauvais
40´França 2007

Quando Frank Beauvais conheceu Arno, apaixonou-se logo por ele. Arno não. Para voltar a vê-lo, convidou-o a participar no projecto que deu origem a este filme: todos os dias, durante três meses, Arno foi a casa de Frank para ouvirem música juntos. A música tornou-se a única forma de diálogo entre os dois, revelando os sentimentos de Frank e provocando, acalmando ou irritando ainda mais Arno.


21 OUT. 18.15 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
De son appartement [DF]
de Jean-Claude Rousseau
70´ França 2007

Vencedor do Grande Prémio do Festival Internacional de Documentário de Marselha em 2007, o último filme de Jean-Claude Rousseau aplica à letra o princípio dramático de "fazer uma tragédia com a maior simplicidade de acção possível" adoptado por Racine em Bérénice (1670). Igualmente fiel à simplicidade que caracteriza o cinema de Jean-Claude Rousseau, "De Son Appartement" mostra o realizador sozinho em casa, lendo trechos de Bérénice enquanto executa as suas tarefas domésticas.


21 OUT. 20.45 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
24 OUT. 22.30 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Ironeaters [CI]
de Shaheen Dill-Riaz's
85´ Alemanha 2007

Durante a sua infância, o local de brincadeiras preferido do realizador era a praia de areia branca de Chittagong, no Bangladesh. Hoje, a mesma praia é um gigantesco cemitério de navios onde trabalham milhares de pessoas, incluindo alguns dos seus amigos de infância, usando ferramentas improvisadas para retirar dos velhos cascos todos os materiais que ainda possam ter algum valor. A imagem poderosa que nos fica após a visão deste filme é quase infernal, a de centenas de homens-formigas a devorarem gigantescos barcos petroleiros cheios de ferrugem. "Quando tens fome, comes qualquer coisa", diz Karim, um antigo colega de escola de Shaheen, "até ferro." Enquanto os meios de comunicação ocidentais noticiam a destruição do meio ambiente e as perigosas condições de trabalho, para os "comedores de ferro", o mais importante é assegurar a sobrevivência diária.


21 OUT. 22.45 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
19 OUT. 18.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Ghosts of Cité Soleil [VN]
de Asger Leth e Milos Loncarevic
88´Dinamarca 2007

Rodado como um vídeo-clip num universo apocalíptico, o filme causou enorme polémica aquando da sua estreia nos Estados Unidos. Vários críticos perguntaram: "como é que o realizador sobreviveu à rodagem?". O bairro de lata "Cité Soleil", no Haiti, transformou-se durante os últimos meses da turbulenta presidência de Jean-Bertrand Aristide no local mais perigoso do planeta. Asger Leth, filho do realizador Jørgen Leth, acompanha dois irmãos cujos gangs, financiados e armados por Aristide, controlam pelo terror toda a população do bairro. "2pac" tem o rapper americano Tupac como modelo e parece começar a questionar a sua lealdade a Aristide; Billy é um apoiante incondicional do presidente e tem mesmo algumas aspirações políticas. À medida que a posição de Aristide é posta em causa, a situação dos dois irmãos torna-se cada vez mais perigosa.


24 OUT. 23.15 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
21 OUT. 14.30 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
At the datcha [CI]
de Thierry Paladino
26´Polónia 2006

"At the Datcha" acompanha uma família de surdos-mudos num fim-de semana passado fora da cidade, na sua "datcha". A felicidade de todos é manifesta e ninguém se parece importar muito com a falta de conforto. Um filme cómico e burlesco que se inspira nas comédias dos primeiros tempos da história do cinema e que vai revelando gradualmente o grande afecto que o realizador sente por esta família.


24 OUT. 23.15 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
21 OUT. 14.30 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
School Scapes [CI]
de David McDougall
77´Austrália 2007

Inspirado pelo cinema dos irmãos Lumière e pelas ideias do pedagogo indiano Jiddu Krishnamurti, o realizador australiano David MacDougall, nome fundamental do "cinema etnográfico", rodou este filme experimental na Rishi Valley School, no sul da Índia. Fundada por Krishnamurti, a escola é conhecida por aplicar os seus métodos de aprendizagem centrados na observação do mundo. Foi essa mesma premissa que marcou o início do cinema e que mais entusiasmou os primeiros espectadores. "Schoolscapes" tenta recapturar essa frescura da observação do mundo através de uma série de planos dedicados ao acto, tão simples, de olhar o que está à nossa volta.


20 OUT. 21.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
21 Out. 16.30 - Cinema Londres (Sala 1)
Retour en Normandie [CI]
de Nicolas Philibert
109´ França 2006

Em 1975, Nicolas Philibert, então como 24 anos, foi assistente de realização de René Allio no filme "Moi, Pierre Rivière, ayant égorgé ma mère, ma soeur et mon frère...". Rodado na Normandia a partir do livro homónimo de Michel Foucault, o filme de Allio recorreu quase exclusivamente a actores não profissionais escolhidos entre os habitantes da região para recriar o triplo homicídio que ali tivera lugar 140 anos antes. O realizador de "Être et Avoir" regressa agora ao local da rodagem do seu mestre em busca destes não-actores. Mas o significado de "Retour en Normandie" é muito mais vasto. Ultrapassando o que poderia ser o tema inicial do filme (o re-encontro com o mestre Allio, com todo um percurso de vida, com pessoas que existem para além das personagens), Philibert conta-nos uma história de múltiplos níveis e
oferece claramente o seu auto-retrato enquanto cineasta.


25 OUT. 16.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
21 OUT. 18.30 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
In the House of Angels [VN]
de Margreth Olin
97´Noruega 1998

"In the House of Angels" retrata de forma respeitadora e muito sensível a vida quotidiana num lar para a terceira idade na Noruega. É um local que oferece aparentemente condições excelentes, mas onde as pessoas sabem que esperam apenas a morte. As personagens aproximam-se da câmara e, uma vez sozinhas com a equipa de filmagem, usam-na como uma amiga a quem podem confessar-se, exprimir o seu desespero ou simplesmente as suas opiniões. Também é um filme provocador que confronta o público com a sua atitude em relação não apenas à velhice, mas também ao seu próprio humanismo. Um hino à terceira idade feito com humor e afecto e que questiona a ideia de estado providência. Será que a aparente incapacidade de tornar mais humana a vida quotidiana destas pessoas significa que o estado providência falhou?


21 OUT. 21.00 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
Não me Obriguem a Vir para a Rua Gritar [SE]
de Rui de Brito
61´Portugal 2007

"Eu sou aquilo que fiz." Zeca Afonso deu-nos tanto que agora é a nossa vez de lhe darmos algo. A SubFilmes convidou vários artistas de áreas criativas contemporâneas para criarem uma obra de arte especialmente para Zeca Afonso - um filme, uma música, um desenho, uma animação de motion graphics. Este filme-homenagem revela o quanto este autor está vivo e é referência para as novas gerações. Assim, temos uma colagem de um artista de street art, uma reinterpretação de um tema do Zeca ou uma produção de teatro. Rádio Macau, Nancy Vieira, Couple Coffee, Vicious 5, Raquel Tavares - na música; a companhia de teatro Primeiros Sintomas; a dupla de videojamming Daltonic Brothers; Target e Mosaik no street art; ou os Quebra-Diskos no turntablism.


23 OUT. 20.45 - CULTURGEST (PEQUENO AUDITÓRIO)
21 OUT. 23.00 - CINEMA LONDRES (SALA 1)
D.O.A./Dead on Arrival (A Right of Passage)
de Lech Kowalski
90´ EUA 1981

Depois dos seus trabalhos sobre a indústria de cinema pornográfico americano no final dos anos setenta, Lech Kowalski realizou "D.O.A.", que tinha como ponto de partida as suas filmagens não autorizadas da mítica tournée americana dos Sex Pistols. Tão caótico como os próprios concertos, "Dead on Arrival" reflecte a hostilidade dos públicos americanos, bem como a progressiva desagregação da banda inglesa até à sua ruptura definitiva, no final da tournée.


20 OUT. 16.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
21 OUT. 14.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Convicções [P]
de Julie Frères
55´Portugal/França 2007

Em Fevereiro de 2007, os Portugueses foram chamados a votar a favor ou contra a despenalização do aborto. Partindo do quotidiano de quatro mulheres de convicções totalmente opostas, o filme segue de perto a campanha do referendo, nos bastidores, na rua e nos media.


19 OUT. 16.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
21 OUT. 16.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
& etc [P]
de Cláudia Clemente
25´Portugal 2007

Fundada em 1973, a "& etc" é uma pequena editora que se rege por parâmetros únicos: não tem fins lucrativos, não publica obras comerciais e aposta em autores desconhecidos. Tornou-se ao longo dos anos uma referência no panorama nacional, conhecida tanto pelo lado plástico/estético dos seus livros quadrados, como pela singularidade dos autores que publica, entre os quais João César Monteiro, Adília Lopes ou Alberto Pimenta. Dois responsáveis desta editora, Vitor Silva Tavares e Rui Caeiro, recordam neste filme alguns episódios passados ao longo das três décadas de aventuras literárias.


19 OUT. 16.30 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
21 OUT. 16.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Poeticamente exausto, verticalmente só [P]
A História de José Bação Leal
de Luísa Marinho
56´Portugal 2007

"Poeticamente Exausto, Verticalmente Só" é uma aproximação à vida e obra de José Bação Leal, morto em Moçambique durante a Guerra Colonial, com apenas 23 anos, e que viria a transformar-se no símbolo de uma juventude por cumprir. A sua personalidade fascinante e o seu espírito vanguardista marcaram para sempre as pessoas que lhe estavam mais próximas. Este documentário revela um poeta e pensador corajoso, injustamente desconhecido, que contestou a ditadura dentro da própria instituição militar.


25 OUT. 21.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
21 OUT. 18.00 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Calle Santa Fe [CI]
de Carmen Castillo
163´ França/Chile/Bélgica 2007

O Movimento da Esquerda Revolucionária (MIR) foi fundado em Santiago do Chile em meados dos anos sessenta como a "vanguarda marxistaleninista da classe operária" chilena. Depois do golpe que derrubou Salvador Allende e levou o general Pinochet ao poder, o MIR passou à clandestinidade. No dia 5 de Outubro de 1974, Miguel Enriquez, então líder do movimento, foi assassinado em sua casa na rua Santa Fé. A sua mulher, Cármen Castillo, ficou gravemente ferida no mesmo ataque. Após 29 anos no exílio, a realizadora regressa pela primeira vez àquela casa, a partir da qual reconstituirá um novelo de memórias sobre o seu companheiro e sobre todas as outras vítimas da ditadura chilena. Terão aqueles actos de resistência valido a pena? Terão todas aquelas mortes sido em vão? O que é a condição de uma sobrevivente, mas exilada para toda a vida?


24 OUT. 21.00 - CULTURGEST (GRANDE AUDITÓRIO)
21 OUT. 22.30 - CINEMA LONDRES (SALA 2)
Cuba, Une Odysée Africaine [I]
de Jihan El Tahri
120´França/Reino Unido 2006

Entre 1961 e 1989, o continente africano foi um dos principais palcos da Guerra Fria. As nações africanas que tinham alcançado a independência, ou que lutavam ainda por ela, tiveram que enfrentar não apenas as antigas potências coloniais europeias, mas também as aspirações hegemónicas sobre o continente das duas super-potências: União Soviética e Estados Unidos. Integrando-se no bloco dos "não alinhados", os novos países africanos procuraram assumir o controlo dos seus próprios destinos e garantir a sua independência nacional através de alianças internacionais. Cuba teve um papel de liderança nesse processo, prestando auxílio aos jovens revolucionários africanos como Patrice Lumumba, Amílcar Cabral e Agostinho Neto. Da estadia frustrada de Che Guevara no Congo à batalha de Cuito Cuanavale, "Cuba, Une Odyssée Africaine" tenta compreender melhor a África contemporânea através da história destes



Para os restantes dias consultar o programa:
http://www.doclisboa.org/pt_programa_21.htm






Links interessantes de Cinema

International Film Festival Pusan (Coreia do Sul)
Cinéma du Réel (França)
Alba International Film Festival (Itália)
Visions du Réel (Suiça)
Festival International du Film Documentaire de Marseille (França)
Documenta Madrid (Espanha)
Festival de Cannes (França)
Festival dei Popoli, Firenze (Itália)
Festival International de Cinema, San Sebastiàn (Espanha)
IDFA _ international Documentary Festival Amsterdam (Holanda)
Internationale Filmfestpiele Berlin (Alemanha)
Internationales Leipziger Festival für Dokumentar- und Animationsfilm (Alemanha)
Mostra Internazionale del Cinema, Venezia (Itália)
Oslo International Film Festival (Noruega)
Sheffield International Documentary Festival (Inglaterra)
Docudays, Beirut Int. Documentary Festival (Libano)
Festival des Films du Monde, Montréal (Canadá)
FIDOCS, Festival Internacional de Documentales de Santiago (Chile)
HotDocs - Canadian Int. Documentary Festival, Toronto (Canadá)
Rencontres International du Documentaire, Montréal (Canadá)
Sundance Film Festival (Estados Unidos)
Taipei Goldenhorse Film Festival (Formosa)
Toronto International Filmfestival (Canadá)
Yamagata International Documentary Film Festival (Japão)
International Short Film Festival (Alemanha)
Karlovy Vary International Film Festival (República Checa)

13º festival internacional de cinema e vídeo de ambiente (Seia, 22 a 27 de Out.)

Cinema de temática ecológica e ambiental em Seia (Serra da Estrela)

Consultar:
http://cineeco-seia.blogspot.com/

http://www.cineeco.org/








Programa


Dia 22 Segunda Feira

CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela

10:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Bicho Preto Nasce Branco, de Ângelo Lima (Brasil) 14'
Pirinop, Meu Primeiro Contato, de Mari Correia, Karané Ikpeng (Brasil) 83'
14:30 Horas Apresentação da Exposição de Ilustração Cientifica
"Espécies e habitat's da serra da Estrela"

15:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Rapsódia do Absurdo, de Cláudia Nunes (Brasil) 15'
Multiplicadores, de Renato Martins e Lula Carvalho (Brasil) 20'
Profetas da Chuva e da Esperança, de Márcia Paraíso (Brasil) 15'
Discretas Afinidades, de Ana Neves (Portugal) 20'
O Fogo Controlado, de Francisco Manso (Portugal) 52'
A Casa, de Paulo Cartaxana (Portugal) 51'

18:00 Horas "Dão D' Honra" (prova gastronómica de produtos locais)


SALA DE HOMENAGENS
15:00 Horas Ciclo João Batista de Andrade:
WILSINHO GALILÉIA (1978) doc (proibido pelos militares em 1978)
GREVE! (1979) doc. de 35 minutos sobre a Greve dos Metalúrgicos que revelou Lula Prémio Especial do Júri, I Fest. Latino Americano de Havana, 1979)
18:00 Horas Homenagem a Ingmar Bergman:
SÉTIMO SELO
22:00 Horas Homenagem a Michelangelo Antónioni:
BLOW UP

Cine-Teatro da Casa Municipal da Cultura de Seia


10:00 Horas SÓ ANIMAÇÃO:
DIA DE SURF (Surf's Up), de Ash Brannon e Chris Buck (EUA, 2007), com vozes de Jeff Bridges, Zooey Deschanel, etc. M/4 anos; 85 minutos; Animação; Columbia TriStar Warner.
15:00 Horas OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES:
PLAYTIME - VIDA MODERNA (Playtime), de Jacques Tati (França, Itália, 1967), com Jacques Tati, Barbara Dennek, etc. M/12 anos; 155 minutos; Comédia; Atalanta Filmes.
18:00 Horas CINEMA PORTUGUÊS:
BELLE TOUJOURS, de Manoel de Oliveira (França, Portugal, 2007), com Michel Piccoli, Bulle Ogier, Ricardo Trêpa, Leonor Baldaque, etc. M/12 anos; 68 minutos; Drama; Atalanta Filmes. 21:30 Horas Cerimónia de abertura oficial do Cine'Eco.
Estreia de obra de Jorge Pelicano
Fados em 24 imagens por segundos, com Cátia Garcia.
Guitarra portuguesa: Samuel Cabral; Viola: Nel Garcia; Contrabaixo: João Penedo.



Dia 23 Terça Feira


CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela

10:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Portugal, Um Retrato Social, I, de Joana Pontes (Portugal) 61'
Portugal, a Social Portrait, 3, de Joana Pontes (Portugal) 53'
15:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Nascente, de Helvécio Marins Jr (Brasil) 16'
Corno de Bico, de Martin Dale (Portugal) 17'
Cerrado: Quanto Custa?, de Rosa Berardo, Murilo Berardo (Brasil) 40'
Neuneinhalb: Klimawandel (Nove e meia: mudança climatérica), de Tvision Gmnh (Alemanha) 10'
Fields of Demeter (Os Campos de Deméter), de Knut Krzywinski (Noruega) 46'
Ministry Messiah, de Gints Apsits (Letónia) 4'
18:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Los Pastores del Bosque Flotante (Os Pastores do Bosque Flutuante), de José
Carlos Diáz, Salvador Castillejos (Espanha) 60'
Galápagos en canchalagueras (Galápagos em canchalagueras), de Rosa Pérez
Almeida (Espanha) 72'
21:30 Horas Exibição de filmes a concurso
Ribbon of Sand (Fita de Areia), de John Grabowska (EUA) 27'
In The Twilight of Silence (No Crepúsculo do Silêncio), de Josef Cisarovsky
(R. Checa) 33'
Nigai Namida No Daichi Kara (Da Terra das Lágrimas Amargas), de Kana Tomoko
(Japão) 84'
CO2 or you? (CO2 ou Tu?), de Tama Gempton (Canadá) 1'


CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela - SALA DE HOMENAGENS

15:00 Horas Ciclo João Batista de Andrade:
PORTINARI, UM PINTOR DE BRODÓSQUI (1968) - Único filme sobre o grande pintor Candido Portinari. Curta-metragem, 10 minutos
O HOMEM QUE VIROU SUCO (1981) (Medalha de ouro, Melhor Filme Festival de Moscovo, 1981) (com José Dumont)
18:00 Horas Homenagem a Ingmar Bergman:
MORANGOS SILVESTRES
22:00 Horas Homenagem a Michelangelo Antónioni:
PROFISSÃO: REPÓRTER


Cine-Teatro da Casa Municipal da Cultura de Seia

10:00 Horas SÓ ANIMAÇÃO:
DIA DE SURF (Surf's Up), de Ash Brannon e Chris Buck (EUA, 2007), com vozes de Jeff Bridges, Zooey Deschanel, etc. M/4 anos; 85 minutos; Animação; Columbia TriStar Warner.
15:00 Horas OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES:
UMA FAMILIA À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS (Little Miss Sunshine), de Jonathan Dayton e
Valerie Faris (EUA, 2006), com Greg Kinnear, Toni Collette, Abigail Breslin, Alan Arkin, etc. M/12 anos;
101 minutos; Comédia; Filmes Castello Lopes.
18:00 Horas OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES:
O CAIMÃO (Il Caimano), de Nanni Moretti (Itália, França, 2007), com Silvio Orlando, Margherita Buy,
Jasmine Trinca, etc. M/12 anos; 112 minutos; Comédia; Atalanta Filmes.
21:30 Horas OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES:
LADY CHATTERLEY (Lady Chatterley), de Pascale Ferran (França, Inglaterra, Bélgica, 2007), com
Marina Hands, Jean-Louis Coullo'ch, Hippolyte Girardot, H


Dia 24 Quarta Feira


CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela

10:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Portugal, Um Retrato Social, 2, de Joana Pontes (Portugal) 61'
Portugal, a Social Portrait, 4, de Joana Pontes (Portugal) 53'
15:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Monte dos Carvalhos, de Tiago Delgado Cravidão (Portugal) 13'
Encontro com Milton Santos, de Sílvio Tendler (Brasil) 87'
3269 Daisy, de Kenneth Elvebakk (Noruega) 25'
Mariomotriz, de Filipa Macedo Baptista (Espanha) 18'
Ubojite Misli (Pensamentos de Guerra), de Stanka Gjuric (Croácia) 4'
18:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Burried at Sea (Enterrado no Mar), de John Wesley Chisholm (Canadá) 50'
Die Tiger und der Monch (O Tigre e Monge), de Harald Pokieser (Austria) 51'
Die Magie der Mongolei (Mongólia Selvagem), de Heina Leger (Áustria) 51'
22:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Thunderheads (Nuvens Carregadas), de Klaus Toft (Austrália) 52'
Juste Planète - Forêst, l' Espoir Certifié (Apenas Planeta -Floresta, a Esperança
Certificada), de Jean-Michel Vennemani (França) 52'
1907-2007 When the Vineyard sleeps... (1907-2007 Quando a vinha dorme...), de
François Manceaux (França) 58


CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela - SALA DE HOMENAGENS

15:00 Horas Ciclo João Batista de Andrade:
MIGRANTES (1973) Doc. sobre migrantes nordestinos em São Paulo. Prémio de Melhor filme, Jornada de Curtas Metragens, Salvador, Bahia, 1973
RUA SEIS, SEM NÚMERO (2002) ficção (com Marco Ricca)
18:00 Horas Homenagem a Ingmar Bergman:
A MÁSCARA
22:00 Horas Homenagem a Michelangelo Antónioni:
O GRITO

Cine-Teatro da Casa Municipal da Cultura de Seia


10:00 Horas SÓ ANIMAÇÃO:
SHREK, O TERCEIRO (Shrek the Third), de Chris Miller e Raman Hui (EUA, 2006), com vozes de Mike
Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Julie Andrews, etc. M/6 anos; 92 minutos;
Animação; Lusomundo.
15:00 Horas OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES:
GERAÇÃO FAST FOOD (Fast Food Nation), de Richard Linklater (EUA, Inglaterra, 2006); com Patricia
Arquette, Catalina Sandino Moreno, Greg Kinnear, Luis Guzmán, Ethan Hawke, etc. M/12 anos; 116
minutos; Drama; Lusomundo.
18:00 Horas CINEMA PORTUGUÊS:
O MISTÉRIO DA ESTRADA DE SINTRA, de Jorge Paixão da Costa (Portugal, Brasil, 2007), com
Ivo Canelas, António Cerdeira, Nicolau Breyner, José Pedro Vasconcelos, Rogério Samora, etc.
M/12 anos; Aventura/Mistério; Lusomundo.
21:30 Horas OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES:
SHORTBUS (Shortbus), de John Cameron Mitchell (EUA, 2006), com Sook-Yin Lee, Paul Dawson,
PJ DeBoy, Lindsay Beamish, Peter Stickles, etc. M/18 anos; 101 minutos; Drama; Lusomundo

Dia 25 Quinta Feira


CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela

10:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Portugal, Um Retrato Social, 5, de Joana Pontes (Portugal) 61'
Portugal, a Social Portrait, 6, de Joana Pontes (Portugal) 53'
15:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Fronteiras do Tempo, de Cláudia Rodrigues, Pedro Gancho, Francisco Veiga
(Portugal) 30'
Esta Água que Vos Deixo, de Clube Audiovisuais da Escola Abranches Ferrão / Seia
(Portugal) 15'
Xingu, a Terra Ameaçada, de Washington Novaes (Brasil) 60'
As Pessoas que vivem do Lixo, de André Cywinski e João Gomez (Brasil), 8'
Dans leur Peau (Na Pele Deles), de Arnaud Malherbe (França) 22'
18:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Global WARming (Aquecimento Global/Guerra Global), de Kathrin Gnorski
(Alemanha) 12'
Water Detectives (Detectives da Água), de David Springbett (Canadá), de 12'
Yandabad, de Mariano Agudo e Roi Guitián (Espanha) 58'
Keepers of Eden (Guardas do Paraíso), de Yoram Porath (EUA) 75'
22:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Moka, de M. e S. Fiocco, F. Minervini () 5'
The Meadow (A Campina), de Jan Haft (Alemanha) 43'
En Tannstikker Til Kina (Um Palito para a China), de Ingvild Sobstad (Noruega) 43'
Daruvonulás a Hortobágyon (Migração de Garças em Hortobágy), de Zsolt Cséke
(Hungria) 53'
Carpa Diem (Carpa Diem), de Sérgio Cannella (Itália), 2'


CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela - SALA DE HOMENAGENS

15:00 Horas Ciclo João Batista de Andrade:
RESTOS (1975) Doc. sobre catadores de lixo em SSP (proibido pela ditadura militar)
VIDA DE ARTISTA (2004) doc
18:00 Horas Homenagem a Ingmar Bergman:
FANNY E ALEXANDRE
22:00 Horas Homenagem a Michelangelo Antónioni:
A AVENTURA
Cine-Teatro da Casa Municipal da Cultura de Seia
10:00 Horas SÓ ANIMAÇÃO:
SHREK, O TERCEIRO (Shrek the Third), de Chris Miller e Raman Hui (EUA, 2006), com vozes de Mike
Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Julie Andrews, etc. M/6 anos; 92 minutos;
Animação; Lusomundo.
15:00 Horas ANIMAÇÃO:
OS SIMPSONS: O FILME (The Simpsons Movie), de David Silverman (EUA, 2007), com Dan Castellaneta,
Julie Kavner, Nancy Cartwright, Yeardley Smith, etc. M/6 anos; 87 minutos; Animação; Filmes Castello
Lopes.
18:00 Horas OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES:
A RAPARIGA MORTA (The Dead Girl), de Karen Moncrieff (EUA, 2006), com Toni Collette, Rose Byrne,
Mary Beth Hurt, Marcia Gay Harden, Brittany Murphy, etc. M/ 16 anos; 93 minutos; Mistério; Lusomundo.
21:30 Horas OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES:
DIÁRIO DE UM ESCÂNDALO (Notes on a Scandal); de Richard Eyre (Inglaterra, 2006), com Judy Dench,
Cate Blanchett, Bill Nighy, etc. M/16 anos; 92 minutos; Drama; Filmes Castello Lopes
24:00 Horas OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES:
INIMIGOS DO IMPÉRIO (Ye Yan ou Banquet), de Feng Xiaogang (China, 2006); com Ziyi Zhang, Daniel Wu,
Xun Zhou, You Ge, etc. M/ 12 anos; 131 minutos; Drama; Vitória Filmes.


Dia 26 Sexta Feira


CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela

10:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Portugal, Um Retrato Social, 7, de Joana Pontes (Portugal) 61'
O Fogo Contra o Fogo, de Francisco Manso (Portugal) 41'
O Fogo Controlado, de Francisco Manso (Portugal) 52'
15:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Vilarinho das Furnas, de Sofia Leite (Portugal) 27'
A Ponte de Todos, de Anabella Saint-Maurice (Portugal) 52'
Grande Hotel, de Anabella Saint-Maurice (Portugal) 52'
Tijmomenten (Momentos de Marés), de Janna Dekker (Holanda) 27'
18:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Beyond the Forest (Para lá da Floresta), de Yoni Bentovim e Emily Harris (Índia) 28'
Villsaven, Reven og Ksaerligheten (A Ovelha Selvagem, A Raposa e o Amor) de Anne
Magnussen (Noruega) 28'
Always Coca-cola (Sempre Coca-cola), de Inge Altemeier e Reinhard Hornung
(Alemanha) 30'
Heursdorfer Erde (Carvão, Terra, Casa), de Robert Harding Pittman (Alemanha) 40'
22:00 Horas Exibição de filmes a concurso
Tirol - Land der Wasser (Tirol - Terra de Água), de Joannes Koek (Áustria) 8'
My Life at 40 (A Minha Vida aos 40), de Laurie Hill (Inglaterra), 8'
Ine Svety (Outros Mundos), de Marko Skop (Eslováquia) 15'
Ol' Man River - Mighty Mississippi - I e II Parte (Ol' Man River - Poderoso
Mississipi - I e II Parte), de Michael Schlamberger, Steve Nichols (Austria) 2 x 50'


CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela - SALA DE HOMENAGENS

15:00 Horas Ciclo João Batista de Andrade:
VEIAS E VINHOS (2006) ficção (com Eva Wilma, Simone Spoladore)
17:00 Horas Homenagem a Ingmar Bergman:
LÁGRIMAS E SUSPIROS
19:00 Horas Homenagem a Ingmar Bergman:
SONATA DE OUTONO
22:00 Horas Homenagem a Michelangelo Antónioni:
A NOITE


Cine-Teatro da Casa Municipal da Cultura de Seia

10:00 Horas SÓ ANIMAÇÃO:
RATATUI (Ratatouille), de Brad Bird (EUA, 2007); com as vozes de Patton Oswalt, Lou Romano, Janeane
Garofalo, Ian Holm, Peter Sohn, etc. M/6 anos; 110 minutos; Animação; Lusomundo.
15:00 Horas ANIMAÇÃO:
OS SIMPSONS: O FILME (The Simpsons Movie), de David Silverman (EUA, 2007), com Dan Castellaneta,
Julie Kavner, Nancy Cartwright, Yeardley Smith, etc. M/6 anos; 87 minutos; Animação; Filmes Castello
Lopes.
18:00 Horas OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES:
AS VIDAS DOS OUTROS (Das Leben der Anderen), de Florian Henckel von Donnersmarck (Alemanha,
2006); com Martina Gedeck, Ulrich Mühe, Sebastian Koch, Ulrich Tukur, etc. M/ 16 anos; 137 minutos;
Drama; Vitória Filmes.
21:30 Horas OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES:
O VÉU PINTADO (The Painted Veil), de JOHN CURRAN (EUA, China, 2006), com Naomi Watts, Edward
Norton, Liev Schreiber, Toby Jones, Diana Rigg etc. M/ 12 anos; 125 minutos; Drama; Vitória Flmes.
24:00 Horas OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES:
A MALDIÇÃO DA FLOR DOURADA (Man cheng jin dai huang jin jia ou Curse of the Golden Flower), de
Zhang Yimou (China, 2006), com Yun-Fat Chow, Li Gong, Jay Chou, Ye Liu, etc. M/ 12 anos; 114 minutos; Drama; Vitória Filmes.



Dia 27 Sábado


CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela

Das 9:30 Horas às 17:30 Horas Conferência subordinada ao tema
"Ao Centro... Desenvolvimento Sustentável"
SALA DE HOMENAGENS
15:00 Horas Ciclo João Batista de Andrade:
CASO NORTE (1977) doc. de 38 minutos sobre migrantes nordestinos em São Paulo. Prémio da Imprensa, "Melhor Programa de TV "/1978)
VLADO, 30 anos depois (2005) doc
17:00 Horas Homenagem a Ingmar Bergman:
DA VIDA DAS MARIONETAS
19:00 Horas Homenagem a Ingmar Bergman:
SARABANDA
22:00 Horas Homenagem a Michelangelo Antónioni:
O ECLIPSE
DESERTO VERMELHO


Cine-Teatro da Casa Municipal da Cultura de Seia

10:00 Horas SÓ ANIMAÇÃO:
RATATUI (Ratatouille), de Brad Bird (EUA, 2007); com as vozes de Patton Oswalt, Lou Romano, Janeane
Garofalo, Ian Holm, Peter Sohn, etc. M/6 anos; 110 minutos; Animação; Lusomundo.
15:00 Horas OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES:
O TERCEIRO PASSO (The Prestige), de Christopher Nolan (Inglaterra, EUA, 2006); com Hugh Jackman,
Christian Bale, Michael Caine, Scarlett Johansson, etc. M/12 anos; 128 minutos; Mistério; Columbia
TriStar Warner.
21:30 Horas Cerimónia de Encerramento.
Entrega de Prémios. Concerto de Rão Kyao: "Porto Alto"

Sala 2 do CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela


De 22 a 26 de Outubro
Sessões às 15 Horas - Ciclo dedicado a Joana Pontes - Realizadora de "Portugal - Um Retrato Social"
Sessões às 18 Horas - Homenagem a Ingmar Bergman
Sessões às 22 Horas - Homenagem a Michelangelo Antonioni

* Programa sujeito a pequenas alterações

Jazz visto por dentro ( sob a forma de concertos comentados)


Esta série de concertos foi pensada para a Comunidade Académica da Universidade do Porto e para o público em geral, com o objectivo de contribuir para o fortalecimento do interesse, compreensão e apreciação deste este tipo de música.
Deseja-se que este evento seja uma abordagem inovadora do Jazz em Portugal e uma experiência profunda com uma forte componente de interactividade com o público.
Ao entendermos a História do Jazz e a sua evolução, procuraremos dar a conhecer o que o torna uma expressão musical tão única.
Desde as suas origens como marcha fúnebre em Nova Orleães, o Jazz transformou-se numa arte musical sem fronteiras.
Este evento - ancorado no conceito de Concerto Comentado - proporcionará uma visão educacional relativamente ao "como" e ao "porquê" de os músicos de Jazz tocarem como tocam, bem como uma nova abertura relativamente ao "som modificado" do Jazz.
Esta série de concertos explorará a evolução histórica do Jazz, o processo de improvisação e o desenvolvimento "do Som da Big Band".
São igualmente objectivos desta série de três Concertos, compreender o processo criativo no Jazz, aprender a escutar Jazz de uma forma mais inteligível e "compreender" o que se passa na mente dos músicos de Jazz durante as suas actuações.
Esta será uma oportunidade para dar a conhecer à Comunidade Académica e ao público em geral a excelência dos músicos de Jazz convocados para este evento e também o ensejo em criar uma ligação (que se desejar continuada) entre o Departamento de Jazz da ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo) - a única Escola em Portugal que confere um grau superior em Jazz - e a Universidade do Porto.

Michael Lauren
Coordenador do Curso de Jazz da ESMAE


PROGRAMA

Concerto I / 12 de Outubro '07 - 18h00
O rosto variável de Jazz: uma visão histórica sobre o desenvolvimento do Jazz (um olhar sobre as modificações do som e do papel dos instrumentos).

Concerto II / 19 de Outubro ‘ 07 - 18h00
Improvisação - o coração e a mente do Jazz (a expressão do "solo").


Concerto III / 26 de Outubro ‘ 07 - 18h00
O Som da Big Band - uma Comparação (Porquê uma Big Band? Evolução histórica do seu som).

Músicos: Carlos Azevedo, Hugo Alves, António Aguiar, Pedro Barreiros, Sérgio Carollino, Nuno Ferreira, Laurent Philipe, Pedro Guedes, Michael Lauren, Telmo Marques, Claus Nymark, Rogério Ribeiro, José Luís Rego, Mário Santos e a Big Band da ESMAE .

Direcção Artística do projecto: Michael Lauren, Coordenador do Curso de Jazz da ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo).

Preços:
UP: 1 Euro
Não UP: 2 Euros


Informações:
Ana Martins
anamartins@reit.up.pt
Tel. 22 0408193

17.10.07

Como é que o capitalismo nos infantiliza a todos

Nota prévia: texto publicado no jornal Le Monde a propósito do último livro de Benjamin Barber, editado em França, com o título no original «Consumed: How Markets Corrupt Children, Infantilize Adults, and Swallow Citizens Whole» (2007) . Barber é um autor bem integrado nos meios académicos e políticos dos Estados Unidos (foi conselheiro de Clinton) e que, não obstante, consegue dissecar alguns dos mais nefastos efeitos do actual capitalismo depradatório.


Ao levantarem-se cada manhã a maior parte dos executivos das empresas não têm outra obsessão que não seja a de saber se o consumidor americano irá fazer menos despesas do que na véspera.

Com efeito é graças a esse despesismo que a máquina económica mundial vai rolando ao ritmo impressionante de 5% de crescimento ao ano. Basta uma tímida tosse do consumidor norte-americano para, no outro lado do mundo, o operário chinês arriscar-se a ficar no desemprego para além de outras consequências em cadeia que ninguém está em condições de imaginar. Não é por acaso que o lema mais conhecido da rede de supermercados Wal-Mart é a de se o principal exportador chinês!

Para Benjamin Barber esta visão do mundo, puramente económica, é simplista, e até mesmo algo infantil. Na sua última obra, este conhecido universitário norte-americano – célebre por ter escrito em 1995 um livro com o premonitório título Djihad versus McWorld - tenta mostrar como o capitalismo nos infantiliza. A crítica é contundente. Para ele à «ética protestante» de que falava Max Weber sucedeu uma verdadeiro «ethos infantil». Na realidade, para sobreviver e garantir vendas cada vez maiores, o capitalismo socorre-se de duas soluções: infantilizar os adultos e transformar as crianças em consumidores. Da análise dos filmes produzidos em Hollywood até a uma minuciosa descrição do que os publicitários chamam de «kid empowerment», Benjamin Barber traça um panorama da estratégias de marketing das grandes marcas mundiais que, apesar de não ser totalmente novo, não deixa de ser arrepiante.

Para Barber o fenómeno é mais grave do que se crê, na medida em «o comportamento do consumidor se revela , dentro da cultura patológica da economia consumista, inconciliável com a evolução civilizacional»

As crianças grandes em que nos transformamos são incapazes de pensar o complexo. Por isso, tudo deve ser simples e rápido, seja a informação reduzida ao info-espectáculo, seja as regras de um jogo de basquetebol, ou então os trâmites do casamento tal como a compra de uma arma.

O consumidor-rei não se contenta de se assumir como um rapazote, ele é também assumidamente um egoísta, recusando cada vez menos os compromissos inerentes à vida em sociedade. O ódio ao Estado que deriva do todo-poderoso mercado é muito perigosa, declara Benjami Barber: «Quando se afirma que só as pessoas privadas são livres, e que só as escolhas pessoais como as que tomam os consumidores são autónomas, o certo é que tais ideias atacam não a ditadura mas a democracia»

Num dos capítulos mais interessantes do livro o autor denuncia a privatização por parte do governo norte-americano das habituais funções estaduais, nomeadamente no domínio quer da segurança exterior (o caso dos exércitos privados das empresas de mercenários no Iraque) quer da segurança interior (como se assistiu após o furacão Katrina). Não admira por conseguinte que o governo norte-americano gaste cada ano 100 mil milhões de dólares a mais, a fim de pagar os seus numerosos sub-contratantes, com prejuízo claro para os funcionários públicos cujos pagamento se vêem degradando. « É a própria soberania que se externaliza», conclui Benjamin Barber, que acrescenta ainda que com a privatização da educação, a política de habitação ou das reforma, os norte-americanos «são cada vez menos um povo como eram anteriormente»

Simpatizante de Rousseau, Benjamin Barber não se mostra optimista. Porém, «se a dialéctica tem algum sentido, então isso quer dizer que os consumidores têm eles mesmos as chaves para se libertarem do consumismo».

Referindo-se aos produtos locais, ao activismo anti-consumista, ao micro-crédito ou às empresas da economia social e solidária, o livro inventaria algumas das formas de resistência possível ao capitalismo dominante. Reconhecendo não ter receitas, Barber apela à emergência de «novas formas de governância cívica mundial», apesar de não alimentar muitas ilusões quanto a isso.


COMMENT LE CAPITALISME NOUS INFANTILISE de Benjamin Barber. Fayard, 526 pages

Trabalhar a tempo inteiro em Portugal não termina com a pobreza

Vergonhoso!

«Portugal é o único país da Europa a 15 onde o trabalho não liberta da pobreza. Há, por isso, muitos portugueses que, apesar de trabalharem a tempo inteiro, continuam a viver abaixo do limiar da pobreza (360 euros mensais de acordo com a bitola europeia). Para sobreviverem, estes portugueses têm de recorrer à ajuda de instituições sociais.»

(excerto de um texto publicado hoje no Diário Económico)

Levanta-te

(texto de João Wengorovius Meneses, publicado hoje no Diário Económico)

Hoje é o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Enquanto leu esta frase uma pessoa morreu de pobreza extrema – morre uma pessoa em cada 1,7 segundos. Na sua maioria crianças. Outra morreu, entretanto.

Segundo as Nações Unidas, 2,8 mil milhões de pessoas (quase metade da população mundial) vive com menos de 1,5 euros por dia. Para além disso, todos os dias, 50 mil pessoas morrem de pobreza extrema, metade das quais de fome ou causas relacionadas. Diariamente, mais de 800 milhões de pessoas vai para a cama com fome e, anualmente, 6 milhões de crianças morrem de subnutrição antes de completar os cinco anos de idade.

Pobreza é ter fome, é não ter casa, é estar doente e não ter acesso a um médico, é não ter escola, é não saber ler nem escrever, é ver morrer um filho devido a doenças vulgares, é não ter trabalho, é não dispor de qualquer tipo de poder, é não ter liberdade. Os pobres nada têm. Ou, noutro registo, como escreveu Eugenio Montale, “nós os pobres a nossa parte de riqueza / é o cheiro dos limões”.

A pobreza pode resultar de factores económicos (baixos rendimentos ou desemprego), sociais (habitação degradada, doença ou iliteracia), culturais (intolerância ou xenofobia), políticos (corrupção ou falta de sistemas de governo e participação) e ambientais (falta de água, desertificação ou perda de biodiversidade). Com diferentes expressões e graus de urgência, ela é um fenómeno transversal dos países mais ricos aos países mais pobres.

Em 2000, os governos assumiram nas Nações Unidas o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) de reduzir para metade a pobreza extrema, até 2015. Não é aceitável que este objectivo esteja em risco, quando os recursos para o conseguir são cada vez mais abundantes. É um contra-senso da nossa civilização.

No ano passado, 23,5 milhões de pessoas em todo o mundo assinalaram o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza “levantando-se”. Para quê? Para lembrar aos líderes dos países mais ricos as três promessas que fizeram de combate à pobreza – o perdão da dívida, mais e melhor ajuda externa e comércio mais justo –, e para lembrar aos líderes dos países mais pobres que devem tomar como prioridade combater as desigualdades e a corrupção e ser transparentes e responsáveis na forma como gastam o dinheiro.

Olhando para Portugal, cerca de 20% da população encontra-se em risco de pobreza. Portugal não tem conseguido criar mecanismos eficazes de combate à pobreza, apesar dos 25% do PIB dedicados todos os anos a despesas com a protecção social. É inquietante saber que antes de transferências sociais e pensões, a percentagem de população em risco de pobreza aumenta de 20% para 42%.

O Orçamento de Estado para 2008 procura assumir um maior compromisso com a coesão social, mas os passos são tímidos e insuficientes. Para aumentar, em Portugal, a eficácia das respostas às necessidades sociais seria necessário ultrapassar a burocracia do sector público, a brutalidade do sector privado e o amadorismo do terceiro sector. Para além disso, sector público, privado e terceiro sector teriam de ser capazes de se envolver em parcerias e ter maior propensão para continuamente desenvolver respostas com inovação social.

Segundo o economista Jeffrey Sachs, há recursos suficientes para acabar com a pobreza extrema no mundo, até 2025. Nós somos a primeira geração a quem é dada a oportunidade de acabar com essa afronta à dignidade humana. Estão em causa milhões de seres humanos, bem como todos os poemas de Sophia de Mello Breyner, todos os discursos de Ghandi, todas as conquistas individuais de cada ser humano que atravessou a História procurando ser melhor. Por todos eles, hoje “levanta-te”.

Acabar com a pobreza também depende de ti e de pequenos gestos. Hoje, regista-te em www.pobrezazero.org/levantate e depois “levanta-te”. É um gesto simbólico mas importante. Da minha parte, sempre que começo a achá-lo ridículo lembro-me do mais belo título de Susan Sontag – “Styles of a radical will” – e deixo-me de hesitações.

João Wengorovius Meneses, Gestor na ONG TESE

A pobreza não pára de aumentar em Portugal: há hoje mais de 4 milhões de portugueses pobres


Um quinto dos portugueses vive com menos de 360 euros por mês.
Mas o panorama é ainda pior: é que 32% da população activa entre os 16 e os 34 anos seria pobre se dependesse só do seu trabalho.
Os números são alarmantes. Um terço da população activa (entre os 16 e os 64 anos) seria pobre se dependesse apenas dos rendimentos do trabalho.

De acordo com as estatísticas ontem publicadas pelo INE, sem as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de quatro milhões de portugueses estariam em situação de pobreza


Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a percentagem de pobres subiu de 2004 para 2005.


Apesar das pensões de reforma e de sobrevivência e das transferências sociais do Estado português, há dois milhões de portugueses no limiar da pobreza, ou seja, com um rendimento de cerca de 360 euros mensais ou 4.321 euros anuais. O estudo do INE refere-se ao ano de 2005, apesar de esta ser uma tendência que se mantém há mais de dez anos


O fosso entre pobres e ricos em Portugal é, além disso, o maior no conjunto dos países da União Europeia. O rendimento dos dois milhões de portugueses mais ricos do país é quase sete vezes maior do que o rendimento dos dois milhões de pessoas mais pobres.

“A situação é alarmante”, garante Fernando Nobre, presidente da AMI (Assistência Médica Internacional). “No último ano, os cem portugueses mais ricos viram a sua fortuna aumentar cerca de um terço [33%], quando a média da população portuguesa só conseguiu aumentar o seu rendimento em cerca de 2% ou 2,5%”, conta o médico fundador da associação.


“A responsabilidade social das elites da sociedade portuguesa não é praticada e nem sequer é assumida”, acusa o presidente da AMI. “A situação é bastante grave: já se sabe, quanto maior é o índice de desigualdade de um país, menor é o seu índice de desenvolvimento”, remata Fernando Nobre.


Portugal está entre os dez países com maior risco de pobreza da UE

O relatório do Instituto Nacional de Estatística é taxativo: Portugal faz parte da lista negra dos países com uma taxa de pobreza superior à média europeia de 16%. A lista dos Estados com maior risco de pobreza é liderada pela Polónia e pelos três países bálticos – Estónia, Letónia e Lituânia, com valores entre os 18 e os 21%. Seguem-se Espanha, Grécia e Irlanda com um quinto da população em risco de pobreza e Portugal e Reino Unido, com uma taxa de limiar de pobreza de 19% e 18%, respectivamente. Os países com menos pessoas em risco de pobreza são precisamente os escandinavos (Suécia, Finlândia e Dinamarca), a República Checa e a Eslováquia.

Greve de estivadores leva à paragem do porto de Lisboa por 5 dias

Greve contra a precariedade e a falta de segurança

A adesão à greve é total.

Os estivadores de Viana de Castelo, Aveiro, Figueira da Foz e Setúbal fazem também greve de solidariedade para com os trabalhadores de Lisboa,


As cargas e descargas no Porto de Lisboa estão paradas desde as 00:00 de terça-feira devido ao primeiro de cinco dias de greve dos estivadores, informou o sindicato do sector.

As empresas que actuam no porto estimam prejuízos directos de 1,5 milhões de euros por dia. No global, as perdas estimadas pelos cinco dias de paralisação ascendem a 7,5 milhões

Em causa está " a precariedade no trabalho e a falta de segurança", afirmou o presidente do Sindicato dos Estivadores. Do total dos trabalhadores no porto apenas 350 têm vínculo laboral, número que não corresponde às reais necessidades durante os picos, diz Vítor Dias. Para fazer face às necessidades 37 trabalhadores têm laborado no porto e assinaram vários contratos a termo. É contra esta situação que o sindicato protesta. Vítor Dias minimiza os efeitos da greve, já que o pré-aviso foi entregue com "dez dias de antecedência". A Comunidade Portuária considera os motivos da paralisação "inconsistentes".


A paralisação, que termina às 00:00 de sábado, foi convocada pelo Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores de Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal, que exige da Comunidade Portuária de Lisboa, que agrega as entidades empregadoras A-ETPL e AOLP, a entrada imediata para o quadro de pessoal efectivo de sete trabalhadores contratados, que já fizeram formação adequada e que "prestam actividade profissional há mais de dois anos".
Em declarações à Agência Lusa, o presidente do sindicato, Vítor Dias, disse que os 350 estivadores que trabalham no Porto de Lisboa, incluindo contratados, aderiram à greve, pelo que "não há operações de carga e descarga a decorrerem".

Em média, relatou, atracam no Porto de Lisboa dez navios de carga por dia, a maioria provenientes da Madeira, Açores, África e Norte da Europa.

A paralisação obrigou a que as embarcações tivessem de desviar rotas, rumar para outros portos ou aguardar em terra pelo termo do protesto, adiantou o sindicalista.
Na quarta-feira e até domingo, os estivadores de Viana de Castelo, Aveiro, Figueira da Foz e Setúbal cumprem uma greve de solidariedade com os trabalhadores de Lisboa, sempre que a carga seja desviada da capital para aqueles portos.

Vítor Dias considera "revoltante" que não sejam admitidos sete estivadores, com contratos renováveis por um ano, quando os que trabalham no Porto de Lisboa são insuficientes para o volume de trabalho.
De acordo com o dirigente sindical, seriam necessários mais "oitenta a cem trabalhadores permanentes" para o Porto de Lisboa.

Trabalhadores da Maconde avançam para a greve

Os trabalhadores da Maconde, em Vila do Conde avançam para a greve se a empresa não lhes pagar os salários de Setembro.

A decisão foi tomada num plenário realizado à tarde nas instalações desta fábrica têxtil, cuja sobrevivência dependerá de um entendimento com o BCP, CGD e BPI.
Na quarta-feira foi noticiado que a empresa já tinha chegado a um acordo de princípio com esses bancos, assegurando assim a sua solvência.
O Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio de Vestuário e Artigos Têxteis (SINPICVAT), todavia, afirma desconhecer esse acordo e as suas possíveis consequências para os trabalhadores, quase 600, dos quais mais de 400 são mulheres.
A têxtil tem um passivo de 32 milhões de euros e segundo disse o presidente da mesa da assembleia geral, Leite Tavares, o acordo com a banca permitirá salvaguardar «a quase totalidade dos postos de trabalho», disponibilizando já 6,6 milhões de euros.
A dirigente sindical Carla Cunha, da Comissão de Trabalhadores, contou que, no plenário, «uma engenheira» garantiu em nome da empresa que, «com ou sem acordo», os ordenados serão pagos na terça-feira.
Os trabalhadores declaram-se «muito desconfiados» e estão prontos para a greve

16.10.07

Tributo a Adriano Correia de Oliveira

Canção tão simples (Quem poderá domar os cavalos do vento)
(letra de Manuel Alegre, cantada por Adriano Correia de Oliveira)


Quem poderá domar os cavalos do vento
quem poderá domar este tropel
do pensamento
à flor da pele?

Quem poderá calar a voz do sino triste
que diz por dentro do que não se diz
a fúria em riste
do meu país?

Quem poderá proibir estas letras de chuva
que gota a gota escrevem nas vidraças
pátria viúva
a dor que passa?

Quem poderá prender os dedos farpas
que dentro da canção fazem das brisas
as armas harpas
que são precisas?

-------------------------------


TROVA DO TEMPO QUE PASSA (letra de Manuel Alegre; música e voz de Adriano Correia de Oliveira))

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.

[Refrão]


Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

---------------------------------


PENSAMENTO


Meu pensamento
partiu no vento
podem prendê-lo
matá-lo não

Meu pensamento
quebrou amarras
partiu no vento
deixou guitarras
meu pensamento
por onde passa
estátua de vento
em cada praça

[Refrão]

Foi à onquista
de um novo mundo
foi vagabundo
contrbandista
foi marinheiro
maltês ganhão
foi prisioneiro
mas servo não

[Refrão]

E os reis mandaram
fazer muralhas
tecer as malhas
de negras leis
homens morreram
estátuas ao vento
por ti morreram
meu pensamento








Julian Boal dinamiza teatro do oprimido e o teatro-fórum

Reprodução de um texto de Ana Cristina Pereira publicado na edição de 15 de Out. no jornal Público com o título «Boal(filho) ou o teatro como espaço para ensaiar a mudança de atitude»


O Teatro do Oprimido cresce em toda a Europa, incluindo Portugal. Talvez seja "um sinal de que a democracia representativa não está a funcionar direito"

Os alunos, quase todos do sexo feminino, formam um círculo. O seu olhar alonga-se para Julian Boal, filho de Augusto Boal, monstro sagrado do Teatro do Oprimido (TO). Enquanto explica o exercício, dois improvisados assistentes colocam nomes de profissões e de figuras públicas atrás das costas de cada um. Cada um deverá tratar os outros como se fossem o que está escrito no papel.

Três coisas que o leitor deve saber antes de continuar a ler este texto:
a) isto é um workshop de TO, organizado pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto;
b) o teatro, segundo Augusto Boal, "é sempre uma acção política";
c) o TO é um conjunto de exercícios, jogos e técnicas que ambiciona "ensaiar a revolução".

Os alunos tentam adequar o seu comportamento a quem encontram. Há tapar de narizes frente ao lixeiro, olhares de desprezo para a prostituta, cuspidelas a Rui Rio, pedidos de autógrafo à Madonna... A partir das reacções que recebe, cada um tenta adivinhar a sua própria identidade. Nem todos conseguem. O polícia pensa que é ladrão, o Noddy pensa que é a Floribella, o gerente bancário pensa que é uma alta individualidade das finanças... Elucidativo?

O exercício pode originar um debate sobre conceitos e preconceitos. "O estereótipo é uma força efectiva", nota Julian Boal. "Ele não é verdadeiro na essência, é verdadeiro estruturalmente. O brasileiro não é em si malandro, mas o estereótipo também é uma força que projecta, que também faz com que a pessoa se conforme a esse estereótipo", exemplifica.

Nos primeiros anos, Julian trabalhava apenas como assistente do pai. Há seis anos, criou o seu próprio grupo de TO - emancipou-se, embora mantenha parcerias com o pai. Viaja muito. Faz workshops como este nas mais diversas partes do mundo. "Está a haver uma explosão" de TO. Talvez seja "um sinal de que a democracia representativa não está a funcionar direito". Em diversos países da Europa, "como a Alemanha, a França ou o Reino Unido, parece igual" votar num partido ou noutro. O TO seria então "uma reacção a essa falta de espaços democráticos".

O teatro-fórum

A técnica mais usada em todo o mundo é o teatro-fórum. Em que consiste? Há um espectáculo baseado em factos que, se não aconteceram, podiam ter acontecido; no fim, os espectadores, mediados por um "coringa", são convidados a entrar no espectáculo, podem mudar cena a cena, resolver o conflito. A ideia é transformar o espectador em protagonista da acção dramática e, desse modo, ajudá-lo "a preparar acções reais que o conduzam à libertação".

Julian mora em França. Trabalha há dois anos com imigrantes da Argélia e do Mali, a maior parte clandestinos, residentes num albergue. O seu grupo visitou-os umas 20 vezes antes de apresentar o primeiro tema: segurança laboral. A primeira sessão "foi intensa e maravilha ao mesmo tempo". No debate, um imigrante contou que lhe deram só uma luva para manipular material tóxico. "Ele disse: "O patrão é como amigo que dá comida, não se pode reclamar." Fiquei sem saber o que fazer, felizmente outro interrompeu e disse: "Não é assim, o trabalhador tem direitos"."

"Uma sessão só não basta" para ajudar a libertar um oprimido, como não basta ler um livro ou participar num debate. "Se eu abro o espaço da discussão política, sinto-me responsável por que as continuem a debater", refere, enquanto os alunos preparam outro exercício no tapete. "Não abro para fechar logo. Trabalho muito tempo com as pessoas".

O que consegui, afinal, ao fim de dois anos, no albergue? "Acho que há uma circulação de palavra que não havia. No início, uns não tomavam a palavra. Agora, tomam. Os mais para o branco com papéis ainda falam mais do que os não tão brancos sem papéis. Mas hoje há uma situação mais igualitária. Havia muita diferença e muito grande entre argelinos e malianos." Julian observa agora menos discriminação a diversos níveis, mais partilha.

A utopia

De que forma o TO muda a realidade? "Meu pai fala em ensaio da revolução." Ao entrar em cena, o espectador "aprende a detectar as armas do opressor e treina tácticas e estratégias de luta, treina para uma transformação". Essa força "tem de ser usada fora do fórum, porque é fora do fórum que se faz a mudança". Experiência mais marcante? "Talvez descobrir Jana Sanskriti", na Índia. "Usam o teatro do oprimido não só para se expressar, também para se emancipar." Isso "só tem paralelo no Brasil, com o Movimento dos Sem-Terra (MST). Mas o MST constituiu-se como movimento e criou grupos de TO, enquanto na Índia foi através de TO que eles se constituíram como movimento. É um movimento enorme. Há uma rede, na Índia inteira são três milhões".

A utopia é "o mundo parecer-se com um teatro-fórum". Tradução: "Um mundo em que as pessoas podem experimentar. Em que todas as relações podem ser discutidas, criticadas. Um mundo em que, de facto, a pessoa possa argumentar." Embora a comunicação esteja longe de resolver tudo.

15.10.07

Homenagem a Manuela Malpique e Stephen Stoer

Manuela Malpique

Duas das figuras cimeiras das ciências da educação em Portugal, Manuela Malpique e Stephen Stoer, vão ser homenageadas a partir do dia 18 de Outubro no Porto. O seu desaparecimento prematuro constitui uma perda irreparável para todos quantos se interessam pelas coisas da educação, muito especialmente a quem os conheceu como professores da Faculdade de Psicologia e das Ciências da Educação da Universidade do Porto.

No próximo dia 18 na galeria da biblioteca municipal Almeida Garret vai-se inaugurar (18 h.) uma exposição-homenagem evocativa da suas vidas e obras e que se prolongará até 3 de Dezembro. Esta previsto também para o mesmo dia a realização de uma perfomance pelas 19 horas a cargo do coreógrafo e bailarino Índio Queiroz em memória de Manuela Malpique



Na homenagem a Manuela Malpique destaca-se o seguinte programa:

MESA REDONDA: Dia 28 de Novembro
Auditório do antigo edifício da Reitoria (Rua D. Manuel II), 17h30

O imaginário nos labirintos da educação -
Presenças de.
Alberto Carneiro (Escultor e professor da FAUP)
Fernanda Flores (Psicoterapeuta)
Carolina Negreiros (Professora da Escola Secundária Filipa de Vilhena )
José Adriano Fernandes (Médico Psiquiatra, Hospital Conde Ferreira)


CONFERÊNCIA: Dia 2 de Dezembro
Galeria do Palácio, Biblioteca Almeida Garrett, 17h00
Presenças de:
Celeste Malpique (Médica Psiquiatra, Professora do ICBAS)
José Alberto Correia (Professor da FPCEUP)



MANUELA MALPIQUE (1932-1999)

Embora licenciada em Arquitectura (Escola Superior de Belas Artes do Porto), dedicou grande parte da sua vida ao Ensino.
Foi uma professora que, do ensino básico ao superior (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, doutorada em 1995), deixou profunda marca nos seus alunos, pelo rigor, pela empatia, pela liberdade criativa que era capaz de estimular.
O seu currículo na área da Pedagogia é exemplar.
A sua sensibilidade criativa e empática levou-a a conduzir durante mais de vinte anos uma experiência de psicoterapia de grupo através da livre expressão plástica, com crianças e adolescentes seguidos no Centro de Saúde Mental Infantil do Porto (Hospital de Magalhães Lemos). Fez formação pessoal em oniroterapia e, em 1987, foi admitida como membro titular da "Société Internationale des Téchniques d'lmagerie Mental et Onirothérapie" de Paris (SITIMO).

O domínio que possuía das técnicas do Imaginário levou-a a orientar experiências pedagógicas inovadoras na licenciatura em Ciências da Educação (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto) desde 1994, na disciplina anual que regia, "Desenvolvimento Sócio-Emocional e Técnicas de Expressão".

Ultimamente andava entusiasmada com "Histórias de Vida" enquanto proposta para enriquecer a formação dos professores através da vivência pessoal e relacional, na aproximação ao aluno.



Já quanto a Stephen Stoer está prevista a presença dos conhecidos professores da Universidade de Bristol, Roger Dale e Susan Robertson, que darão uma conferência em sua homenagem no dia 23 de Novembro, que será completada por uma concerto de jazz, uma outra grande paixão de Stoer.

Os temas das conferências:

-Producing the global knowledge-based economy: the role of the international agencies - Susan Robertson (University of Bristol)

-Substantiation and Instantiation of the Globally Structured Agenda for Education - Roger Dale (University of Auckland)


As conferências realizam-se todas às 17.30 no antigo edifício da Reitoria da UP, na Rua D. Manuel II

Consultar:

http://sigarra.up.pt/up/noticias_geral.ver_noticia?P_NR=4198

Primeiro aniversário da ocupação do Rivoli é comemorado hoje à noite com música ( na Praça D.João I, defronte ao Rivoli, às 22h.)

Faz hoje um ano que começou a ocupação das instalações do Teatro Municipal Rivoli, num protesto contra a política cultural do presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, que viria a acabar pouco mais de três dias depois. A passagem de 12 meses sobre essa iniciativa, então apelidada de "Rivolição", não ficará em claro e, hoje, pelas 22h00, alguns dos intervenientes de há um ano vão comemorar a data, com a actuação da cantora Ana Deus e da Fanfarra Colher de Sopa Criativa.

Será também distribuída alguma informação ao público e o actor Daniel Pinto lerá o último acto da peça Curto-Circuito, que esteve em cena até essa primeira noite de contestação contra a política cultural da Câmara do Porto.
Recorde-se que a 15 de Outubro do ano passado, cerca de 40 manifestantes ocuparam o Teatro Rivoli. O protesto começou no dia 15 e estendeu-se por 79 horas, tendo terminado na madrugada do dia 19, no momento em que a PSP obrigou os 13 manifestantes que, sem água, electricidade ou alimentos, ainda resistiam a abandonar o teatro municipal.

Entretanto, soube-se na passada terça-feira que a queixa-crime então apresentada pela Câmara do Porto contra esses 13 artistas foi arquivada.


PORQUE A PRAÇA É NOSSA...
...o Rivoli há-de voltar a sê-lo

Hermenêutica libertária

Convocatória para o primeiro congresso de hermenêutica libertária

"Desenvolvemos uma nova classe de conhecimento que seja humano, não porque incorpore uma ideia abstracta de humanidade, senão para que todo o mundo possa participar na sua construção e mudança, e empregamos este conhecimento para resolver os dois problemas pendentes na actualidade, o problema da sobrevivência e o problema da paz; por um lado, a paz entre os humanos e, por outro, a paz entre os humanos e todo o conjunto da natureza".

Paul Feyerabend

Com estas palavras ainda ressoando ao fundo, queremos dar inicio ao processo de convocatória e criação de laços em torno ao Primeiro Congresso de Hermenêutica Libertária, a realizar-se nos dias 6 e 7 de dezembro na Universidade de Santiago de Chile.

Esta convocatória, é um esforço conjunto de estudantes desta Casa de Estudos, assim como da Universidade de Chile, que interessados nos princípios libertários, decidem dar vida a este Encontro, num marco de discussão, análise e convergência multidisciplinar em torno aos conceitos de anarquismo, como método filosófico, como aposta social, como modo de vida, como trabalho científico, como que fazer intelectual, como estudo académico.


E fazemos questão em nos apoiarmos, alem disso, no desejo de actualizar o discurso, as formas, as discussões, as investigações. As situações estruturais e infra-estruturais tem mudado drástica e dramaticamente no último século. Este Encontro, então, perspectiva a ideia libertária desde o presente até ao futuro.

Este encontro multidisciplinar, convoca a todos aqueles académicos, estudantes, professores, investigadores, trabalhadores, intelectuais, anarquistas ou pessoas comuns que se sintam tocados pelas problemáticas do conhecimento e do avanço necessário que requeirem os conceitos libertários. Pretende dar conta de um novo ar que possuem estas ideias, nas novas condições de globalização, capitalismo avançado, internet e sociedades modernas ou pós-modernas (ou pré-modernas)

As áreas de trabalho e o apelo que fazemos enquanto organização do Congresso, é dirigido a aquelas pessoas que queiram desmascarar a sociedade, o conhecimento, a educação, o caos, desde qualquer uma das perspectivas que nos tem proporcionado historicamente o anarquismo. Ou seja, um trabalho integrador e académico, desde o que se pensa e o que já se está fazendo nestas matérias.

Reiteramos o convite a todo aquele que se sinta chamado por alguma das temáticas que pretende abordar o Congresso, sem necessariamente sentir-se anarquista ou libertário, e para isto só deve enviar uma email ao correio

congresolibertario@gmail.com
http://congresolibertario.wordpress.com



PRIMEIRO CONGRESSO DE HERMENÊUTICA LIBERTÁRIA

Conhecimento, Sociedade, Educação, Caos
Perspectivas em Autogestão, Autonomía, Solidariedade, Imprensa (Comunicação) e Acção Directa.

ORGANIZAM
Estudantes da USACH
Estudantes da Universidade de Chile

SEDE
Escuela de Periodismo USACH
Av. Ecuador 3650, Estación Central, Santiago de Chile
Metro Universidad de Santiago. Línea1
Salón de Bachillerato

*INSCRIÇÃO E INFORMAÇÕES*
congresolibertario@gmail.com
http://congresolibertario.wordpress.com

14.10.07

Filme Torre Bela em exibição no teatro do campo alegre no Porto( dia 15 há debate após a sessão das 22h.)

O filme Torre Bela que trata de uma das mais famosas ocupações de terras feitas em Portugal e da formação da cooperativa Torre Bela, no concelho de Azambuja, chegou às salas de cinema da cidade do Porto, e passa diariamente desde o passado dia 11 (sessões às 18h30 e 22h) na sala de cinema do teatro do Campo Alegre na cidade do Porto.

Na próxima segunda-feira, 15 de Outubro, após a sessão das 22h seguir-se-á um debate com João Teixeira Lopes (sociólogo e professor), Jorge Campos (documentarista e professor), Pedro Baptista (escritor e professor de Ciência Política), com moderação do jornalista Alberto Serra.


"Estamos perante um dos mais notáveis documentários feitos no imediato pós-25 de Abril." João Lopes, Première

Em Abril de 1975, camponeses sem terra e sem trabalho, analfabetos, deserdados ocuparam a herdade de Torre Bela, feudo do Duque de Lafões, mais de mil e quinhentos hectares onde nada se cultivava, e aí constituíram uma cooperativa. Foi uma acção espontânea, 572 dias que abalaram o Ribatejo, que contou com a colaboração do MFA. Por lá passara, Zeca, Sérgio Godinho, Vitorino. O alemão Thomas Harlan filmou os acontecimentos, e Torre Bela, o filme, é «um dos mais notáveis documentários feitos no imediato pós-25 de Abril».


Para saber mais do filme: ver aqui

Workshop - Ritmo, Movimento e dinâmica no espaço (ao longo do mês de Outubro no Porto)

A Casa Museu Abel Salazar organiza um Workshop de Ritmo , Movimento e dinâmica no espaço com início no próximo dia 15 de Outubro pelas 18h30m.

Aberto a todas as pessoas que já tenham uma primeira experiência artística, cenógrafos, actores, bailarinos, coreógrafos, artistas plásticos, arquitectos e todos os que se interessam pela relação do corpo com o espaço.

Para compreender as forças que organizam o espaço, utilizaremos o movimento. O corpo, como objecto dinâmico e poético, será o nosso instrumento. A análise de movimentos simples e a sua transposição para formas construídas em atelier, criam um espaço de reflexão sobre a concepção do espaço.
Através de uma série de exercícios, os alunos são incentivados a reflectir sobre a composição, a dinâmica, o ritmo do espaço.
As oposições, o vazio e o cheio, o equilíbrio e o desequilíbrio... Abordaremos igualmente as estruras em tensão, o equilíbrio de forças, as estruturas em auto-sustentação...



Material necessário:

x- Acto
4 folhas de cartão canelado tipo caixa 120x120
Pistola de cola
Tintas acrílicas
Pincéis
Grafites
Fio do norte
Cartolinas de cor
Bloco de Papel Cavalinho A3
Varinhas em Madeira

Formador: Tiago Barbosa
Formação em cenografia entre 1997 e 1999 no L.E.M., Laboratório de Estudo do Movimento, na Escola Internacional de Teatro Jacques Lecop em Paris. Como cenografo trabalhou entre outros, nos seguintes projectos:
S - tet;"oroject Oxas", Paris, Theatre Rue Pietonne, Strasbourg, CousCous Clown, Barcelona, " Em Tensão", Gravidade Zero, " A Companhia do Rei - Estórias aos Solavancos", Teatro Oficina, " Trio Maravilha ou o Cabaret Bazar da Madame Dióspiro", " A Carroça das Percussões", "Gigantones e Circaçudos"," A Tempestade" de W. Shakespeare, Old Mother Hubbert's Washed Stone Cupbord Theatre, Corpredy, Inglaterra.

INFORMAÇÕES GERAIS
a) Datas: 15, 16, 17, 18, 20, 22,23,24,25, 27 de Outubro
b) Nº pessoas: 15
c) Horário: 18h30 às 21h30
d) Estrutura do curso: prático
e) Valor: 50€ para pessoas ligadas à Universidade do Porto, 60€ Publico em Geral
f) Inscrições: Ana Martins
g) Contacto: anamartins@reit.up.pt; 220408193
H) Local: Antiga Reitoria da UP ( Rua D. Manuel II)

Workshop Dança do Ventre (20 de Outubro no Porto, na Faculdade do desporto)

Não percas esta oportunidade de contactar com a essência da cultura oriental, ao mesmo tempo que realizas uma viagem ao teu interior.

Neste workshop irás aprender a conhecer e a controlar melhor o teu corpo, através de um trabalho muscular mas também emocional. Com a realização de exercícios de respiração, alongamento e isolamento das diversas partes corporais, irás mergulhar nesta cultura com mais de 5.000 anos, numa viagem no tempo desde as lendas do antigo Egipto até ao urbanismo actual do estilo Tribal. Vem preparada para te libertares, mas acima de tudo, vem preparada para te divertires muito!"

As bailarinas da Dança Oriental realizam uma "dança dos músculos". Os movimentos surgem no interior do corpo e reflectem-se no exterior. São movimentos naturais do corpo que estavam adormecidos e que, perante um estímulo, reaparecem e mostram-se. A prática desta dança trabalha todas as partes do corpo e passa-se a ter um controlo sobre o mesmo muito mais consciente. Os movimentos da dança conferem à praticante uma sensação de descontracção e harmonia. Esta dança baseia-se no isolamento de grupos musculares específicos, ou seja, na capacidade de mover separadamente as diferentes partes do corpo. Muitas vezes, acreditamos que o nosso corpo é o responsável pelas dificuldades em executar determinados movimentos quando, na verdade, o factor determinante é o nosso cérebro. A Dança Oriental ajuda a eliminar bloqueios do foro físico e, por consequência, do foro psicológico. O nosso principal objectivo é aprender a movimentar cada parte do corpo separadamente, dissociar os movimentos e depois executá-los com clareza e muita delicadeza, usando o nosso ventre como centro propulsor de toda a energia, que daí é espalhada para todo o corpo.

Formadora: Sónia Costa

Nasceu no Porto em 1980. Iniciou o seu estudo de Dança Oriental em 2002, através de aulas regulares com a professora Diana Rego. Tem aperfeiçoado a sua técnica em vários workshops nacionais e internacionais com professoras como Eva Chacón, Farida Fahmy, Annie Nganou, Myriam Szabo, Renata Lobo, Prisca Diedrich, Raksan, Princess Farhana e ainda Rachel Brice, Ansuya e Sharon Kihara (membros das Bellydance Superstars). Participou no 1º Festival Internacional de Dança Oriental de Paris - Encontro Coreográfico, em Abril de 2004, onde teve aulas com Mahmoud Reda, Aida Nour, Fariza Sayed, Nawal Benabdallah e Julia Nesma. Desde 2004 que também pratica SwáSthya Yôga, pelo que as suas aulas são uma fusão da Dança Oriental com técnicas de alongamento, flexibilidade, respiração e relaxamento. Actualmente é docente de dança oriental na Academia de Bailado de Matosinhos. É licenciada em Jornalismo e Ciências da Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

As alunas devem trazer um colchão ou uma toalha para poderem fazer trabalho utilizando o chão e, isto sim é que é importante, trazer um lenço para atar na cintura.

Horário : 14h00 ás 17h00

Inscrições até dia 16 de Outubro : : Ana Martins: anamartins@reit.up.pt
tlf 220408193;
inscrições limitadas a 20 participantes

Preço: 10€ UPorto; 15 € Geral

13.10.07

A actual caça às bruxas em Portugal: durante o governo de Sócrates já foram processados 22 sindicalistas

Ofensiva do governo xuxialista de Sócrates contra o movimento sindical


Durante a vigência do Governo Sócrates já foram processados 22 sindicalistas. Por motivos vários, de entre os quais se destaca a organização de protestos, considerados ilegais, até acusações mais ou menos esotéricas como a de «desobediência qualificada»!!!


O secretário geral da CGTP, a maior e a mais importante confederação sindical portuguesa, denuncia o "ataque sistemático" ao movimento sindical por parte do actual Governo.

A reacção de Carvalho da Silva surge depois de, nesta semana, dois agentes policiais terem visitado a sede de um sindicato, para recolher informações sobre a organização de protestos a uma visita do primeiro-ministro.
O incidente deu origem à abertura de um inquérito governamental que chegou a conclusões pouco menos que ambíguas.

Carvalho da Silva anunciou um memorando com todos os casos de "abusos da autoridade sobre os sindicatos", em que se encontram visitas a sedes sindicais, assim como os 22 processos crime abertos contra dirigentes sindicais ao longo o tempo de vigência do actual Governo xuxialista de Sócrates

Note-se que até os partidos mais direitistas do espectro partidário, entre os quais o PSD, partido a que Sócrates esteve vinculado nos tempos da sua juventude, consideram que as conclusões do inquérito preliminar da Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) não permitem apurar a responsabilidade política da actuação da polícia no caso da Covilhã.
"O ponto essencial para o PSD é a responsabilidade política: criou-se um clima de intimidação, de limitação das liberdades e isso está a autorizar os quadros dirigentes a, por excesso de zelo, tomarem medidas de conteúdo político-administrativo", sublinhou o deputado social-democrata Paulo Rangel.

Por sua vez, para Francisco Louçã, dirigente do Bloco da Esquerda, "é preocupante" que o Governo "queira apresentar como corriqueiro um acto anormal" das forças de segurança e defendeu que o ministro das polícias, Rui Pereira deve esclarecer não só a actuação dos agentes da PSP assim como as "motivações políticas".

O projecto Novas Poéticas de Resistência

No âmbito das actividades do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES/UC) realizou-se ontem, dia 12 de Outubro de 2007, em Évora a Sessão de Apresentação do projecto "Novas Poéticas de Resistência: o século XXI em Portugal".

O projecto foi apresentado por Graça Capinha, professora do Grupo de Estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) e investigadora do CES/UC, com participação da Oficina de Poesia, com Feliciano de Mira e Filimone Meigos.

Políticas da linguagem, linguagens ausentes e emergentes, experimentalismo, teorias e práticas da tradução, multiculturalismo, migração, bilinguismo e linguagem em deambulação são algumas das questões em debate.

APRESENTAÇÃO
“O projecto Novas Poéticas de Resistência: o século XXI em Portugal é um projecto interdisciplinar que inclui quatro áreas de conhecimento: Estudos Literários, Estudos de Tradução, Sociologia e Linguística.


Este projecto usa a palavra “poética” a partir da sua raiz etimológica: o primeiro fazer da primeira forma – dar forma a partir da raiz da raiz do som. Como diz o poeta e principal teórico da L=A=N=G=U=A=G=E School, Charles Bernstein, a linguagem é “a primeira coisa forjada”, o primeiro extensão da forma do corpo: uma cópia e uma ilusão. A partir de desse primeiro momento, aquilo a que chamamos o real não é mais do que um real humana e socialmente “forjado”: um artifício cuja artificialidade se transforma em “objectividade fantasma” (Michael Taussig).

Tendo como cerne estas “formas de forjar o mundo”, este projecto procura as formas contra-hegemónicas deste fazer na linguagem. Isto significa que se centra em políticas de linguagem através da observação de alguns discursos que, das suas margens, produzem o centro, ao mesmo tampo que o desafiam e lhe resistem: “servindo o que não é” (Dante), re-inventando e investigando os violentos territórios do excesso (Jean-Jacques Lecercle) onde se encontram todas as formas da linguagem do desaprovado, do improvado e do ainda por provar (Susan Howe).


Nesse espaço se fundam as infinitas possibilidades para as sempre "novas poéticas de resistência": no experimentalismo; no esforço, simultaneamente inevitável e impossível, da tradução; no reconhecimento da incompletude de uma hermenêutica dia(multi)tópica exigida pelo multiculturalismo, pela emigração, pelo bilinguismo; na pesquisa etimológica – com base numa sociologia das ausências (Sousa Santos), na permanente e inevitável procura de uma linha de fuga (Deleuze e Guattari) que, porque sempre em processo dinâmico, só pode levar ao nomadismo, ao descentramento e à desterritorialização da língua e da identidade que nela se constrói.”

A memória biográfica surge aqui como evento da “escrita do corpo”, referência histórica e motor de identidades híbridas em que crenças multiculturais e a saudade acendem a imaginação e se transformam em elementos significativos de uma cultura portuguesa dinâmica que hoje enfrenta os novos desafios impostos pela globalização. Tentaremos participar numa epistemologia de presenças e ausências (Sousa Santos) oferecida pela transversalidade dos diferentes saberes.

Este projecto interdisciplinar cruza 4 áreas (Estudos Literários, Sociologia, Estudos de Tradução, Linguística) em 9 sub-projectos:
(a) “Poéticas para Novos Mudos”,
(b) “Observatório da Poesia Electrónica Portuguesa”,
(c) “Movimentos e Revistas de Poesia em Portugal”,
(d) “Resistir à Linguagem: a Tradução”,
(e) “Para uma Sociologia do Autor: o Áudio-Visual”,
(f) “A Poesia e o Design de Fernando: política, exílio e imigração”,
(g) “Semântica da Identidade na Palavra Migrante de Autoras Portuguesas em Paris e Montréal”,
(h) “Poética de Resistência e Literatura Oral — Vozes de Mulheres Judias nas Comunidades de Belmonte (Portugal) e Bom Fim (Brasil)”,
(i) “Letras, Identidades e Contextos: reciclagem discursiva, desenvolvimento e transformação identitária em dois contextos de escrita e leitura”.

A poesia constitui-se como núcleo principal (a resistência enquanto “erro” e “malformação” no experimentalismo com a voz, o corpo, a imagem e através das novas tecnologias), mas o campo analítico inclui uma perspectiva comparada com outras dimensões contextualizantes e problematizadoras (a resistência como “erro” e “malformação” no âmbito do exílio, da imigração, da etnicidade e da terapia anti-toxicodependência).

“Poéticas para Novos Mundos” funcionará em network com o projecto “pennsound”,
http://writing.upenn.edu/pennsound/ (áudio e video) e com o “Electronic Poetry Center”,
http://epc.buffalo.edu/authors/bernstein/blog/ (texto e links ),
dirigidos por Charles Bernstein da Universidade da Pennsylvania, Philadelphia, e ainda com um grupo de S. Paulo, no Brasil, à volta do poeta Régis Bonvicino e a revista de poesia Sibila,
http://lgpessoa.web.br.com/sibila2/.

A popularização das tecnologias electrónicas na produção e circulação de imagens re-equacionou a importância da dimensão material dessas imagens nas práticas sociais a elas associadas. Será que a internet cria práticas culturais mais democráticas? Olhando o poeta como actor social e a experiência da visualização como experiência situada pela materialidade das imagens e pelo seu poder, quais são os impactos sociais destas novas práticas culturais?

Tentaremos perceber de que forma a linguagem e a ideologia dominantes podem ser desterritorializadas através de novos fazeres poéticos que introduzem a malformação e o erro como possibilidade para uma cidadania em devir – em usos da palavra que procuram, não só referir, mas interferir na ordem do mundo.

48 anos de silêncio – e um poema visual era considerado subversivo – têm implicações nas práticas culturais portuguesas. Eles significaram a impossibilidade de desenvolver um debate, uma verdadeira troca democrática nos campos da cultura, da literatura e do pensamento sobre a língua portuguesa – uma língua cuja diversidade e potencial de transgressão permanecem por descobrir.

12.10.07

Em memória do estudante anti-fascista Ribeiro dos Santos




A 12 de Outubro de 1972, o estudante Ribeiro dos Santos, militante do MRPP, foi assassinado pela PIDE/DGS durante uma reunião de estudantes contra a repressão fascista de Marcelo Caetano na Faculdade de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa.

O funeral de Ribeiro dos Santos foi marcado pelos confrontos entre a PIDE e os estudantes que acorreram em massa.



Passam agora 35 anos deste acontecimento marcante na luta estudantil. Na Biblioteca-Museu República e Resistência decorre uma homenagem a prtir de hoje.

A Sexualidade no Mundo Antigo - colóquio na Fac. de Letras de Lisboa(24 - 26 de Out.)


O Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa anunciou a realizarção do Colóquio A Sexualidade no Mundo Antigo, que decorrerá no Anfiteatro III desta escola, entre 24 e 26 de Outubro próximo. A iniciativa reunirá investigadores da Universidade Católica e das Universidades do Minho, Porto, Coimbra e Lisboa (UL e UNL).


Aqui ficam os temas em perspectiva e respectivos conferencistas::

Foucault e a sexualidade no Mundo Antigo
Luís Filipe Barreto (Univ. Lisboa)

A pré-história do sexo
João Pedro Ribeiro/ Mariana Diniz (Univ. Lisboa)

Sexualidades mesopotâmicas: dos Sumérios aos Caldeus
Francisco Caramelo (Univ. Nova)

Direito e sexualidade na Mesopotâmia
António Ramos dos Santos (Univ. Lisboa)

A prostituição sagrada na Mesopotâmia
Maria de Lurdes Palma (Univ. Lisboa)

A expressão da sexualidade no Antigo Egipto
Luís Manuel de Araújo (Univ. Lisboa)

Sexualidade e sagrado entre os Egípcios
José das Candeias Sales (Univ. Aberta)

Amor e sexo na literatura egípcia
Rogério Ferreira de Sousa (Univ. Porto)

Os Hititas e a sexualidade
Carlos Casanova (Univ. Lisboa)

A sexualidade dos Cananeus
Célia do Carmo José (Univ. Lisboa)

A sexualidade no mundo fenício-púnico
Ana Margarida Arruda (Univ. Lisboa)

A sexualidade entre os Hebreus
José Augusto Ramos (Univ. Lisboa)

Sexualidade e mitologia grega
José Ribeiro Ferreira (Univ. Coimbra)

O sexo e o riso entre os Gregos
Maria de Fátima Silva (Univ. Coimbra)

A sexualidade na literatura grega
Maria do Céu Fialho (Univ. Coimbra)

O sexo e a cidade grega: norma e desvio
Delfim Ferreira Leão (Univ. Coimbra)

Homossexualidade masculina e cultura grega
Frederico Lourenço (Univ. Lisboa)

A intimidade pública: sexo e imagem na cultura grega
Luísa de Nazaré Ferreira (Univ. Coimbra)

Os Gregos e a sexualidade dos outros: dos reinos asiáticos à Pérsia
Carmen Leal Soares (Univ. Coimbra)

A sexualidade no Mundo Helenístico
Marília Futre Pinheiro (Univ. Lisboa)

Sexualidade e saberes médicos no mundo greco-romano
Ana Lúcia Curado (Univ. Minho)

Sexualidade e literatura latina republicana e imperial
Maria Cristina Pimentel (Univ. Lisboa)


Direito e sexualidade em Roma
Cláudia Teixeira (Univ. Évora)


Os submundos da sexualidade em Roma
Nuno Simões Rodrigues (Univ. Lisboa)

Sexo e poder na Roma imperial
José Luís Brandão (Univ. Coimbra)

Do grafito ao fresco: sexualidade e cultura popular entre os Romanos
Amílcar Guerra (Univ. Lisboa)


Do vocabulário às metáforas: o léxico da sexualidade romana
Carlos Ascenso André (Univ. Coimbra)

Sexualidade e ritual em Roma
Tatiana K. Resende (Univ. Lisboa)

A vida sexual no exército romano
José Varandas (Univ. Lisboa)

A Sexualidade no Novo Testamento
José Tolentino de Mendonça (Univ. Católica)

Sexualidade e cristianismo antigo
Paula Barata Dias (Univ. Coimbra)





Ver ainda, sobre cultura clássica, o excelente blogue