22.11.07

Ordem judicial para demolir o «Shopping cidade do Porto»

Recorde-se que o «Shopping Cidade do Porto» foi construído ilegalmente sob a conivência dos ex-autarcas xuxialistas do Porto (Fernando Gomes e Cia)

Foi tornada pública hoje a decidão judicial nos autos que correm no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto de mandar demolir o edificio do Shopping Center do Bom Sucesso, perto da Rotunda da Boavista, na cidade do Porto. O prazo fixado para a demolição é de 42 meses.


O edifício foi construído à revelia das normas urbanísticas e do Plano de ordenamento da cidade do Porto, tendo a sua construção só sido possível com a conivência dos autarcas xuxialistas que se encontravam naquela época à frenta da Câmara Municipal do Porto, Fernando Gomes e Cia.

Anteriormente o tribunal considerou que a demolição do centro comercial era a única forma de reparar uma ilegalidade muito grave e calculou os custos da operação em 125 milhões de euros.

Uma vitória do arquitecto José Pulido Valente, que tem lutado nos tribunais pela reparação da ilegalidade, e que sempre se mostrou crítico à forma como os sucessivos autarcas geriam os assuntos urbanísticos da cidade.

Recorde-se que o processo judicial arrasta-se desde 1995. No início de 2002, o Supremo Tribunal Administrativo confirmou que o licenciamento municipal do shopping foi ilegal. A construção do Bom Sucesso violava algumas normas legais, nomeadamente o regulamento do Plano Director Municipal do Porto em vigor desde 1993.
Face a esta deliberação, o processo regressou ao Tribunal Administrativo do Porto. Em 2003, o juiz determinou a demolição do centro comercial, esgrimindo duras críticas à actuação do Município por não cumprir as regras que aprovou para regular a sua actividade. A sentença avalia em 125 milhões de euros a operação, que iria "devolver aos cidadãos da zona a qualidade de vida que brutalmente lhes foi roubada".

Após várias peripécias e manobras dilatórias o processo veio parar novamente ao Tribunal Administrativo que acabou de proferir a decisão de ordenar a demolição do edifício do Shopping do Bom Sucesso, um autentico monstro encravado numa área nobre da cidade.

Este desfecho deve-se por inteiro à luta e persistência do arquitecto José Pulido Valente que moveu a acção judicial no longíquo ano de 1995 pedindo a demolição do edifício por contrariar as mais elementares normas urbanísticas em vigor na cidade, e denunciando o conluio de ex-autarcas e construtores civis .

A rebeldia do arquitecto José Pulido Valente

Último livro do arquitecto José Pulido Valente:
A Remar Contra a Maré, da Fólio Edições

Outro Livro do autor:
Acuso - Crónicas de Urbanismo e Arquitectura



O texto seguinte foi retirado daqui


O amplo ateliê está tomado pelo silêncio e luz, suave, de Inverno. Há algumas maquetas sobre os estiradores, a brancura do cartão manchada pelo pó. Das paredes, entre muitas memórias, ressalta um cartaz, também ele marcado pelo tempo, com o rosto do Che Guevara e um recorte amarelecido de jornal com a fotografia do arquitecto que continua a remar contra a maré. A rebeldia, continuada, tem um preço. "Como vê estou sem trabalho, não toca o telefone, nem ninguém me bate à porta."

José Pulido Valente, arquitecto polémico, traço e voz próprios, foi dos primeiros a opor-se à construção do Prédio Coutinho, em Viana do Castelo. Mas os protestos caíram na indiferença da Comissão de Estética, "presidida pelo escultor Álvaro Rocha e uns merceeiros da terra": deu parecer favorável com o argumento de que na "horizontalidade da cidade ficava bem um elemento alto". Corria a década de setenta. O jovem arquitecto, na altura com ateliê em Viana, esgrimia contra os autores do mamarracho em artigos que assinava no jornal Aurora do Lima.

Perdeu essa batalha. Terá perdido outras, mas nunca baixou os braços. Ao longo da vida, espevitou a luta contra as ligações "mafiosas" entre autarquias e construtores civis e a dignificação do ofício da arquitectura. Um combate sem tréguas pela cidadania plena. Há dias, saiu mais um livro seu: A Remar Contra a Maré, com a chancela da Fólio Edições, que reúne crónicas publicadas na imprensa. Na sessão de lançamento, na Fnac de Santa Catarina, no Porto, "não apareceu nenhum" colega de profissão. Um facto banal, previsível, para José Pulido Valente.

"Grande parte dos arquitectos da cidade não fala comigo", diz. Os de Lisboa, cidade onde nasceu há 70 anos, seguem o mesmo caminho. Em 2001, na sessão de lançamento de Acuso - Crónicas de Urbanismo e Arquitectura, outro livro polémico do autor, na sede da Ordem dos Arquitectos, também não apareceu nenhum companheiro de ofício.

O Prédio Coutinho será, em breve, demolido. Enfim, a altura - descobriram décadas volvidas - destoava na "horizontalidade" da cidade. Pulido Valente discorda, no entanto, da solução encontrada para resolver o problema. "Eu lutei contra este prédio desde a sua construção, e agora estou contra o plano para a zona: é um crime o que estão a fazer." E o "crime", refere, começa com a destruição do Mercado de Viana, "um belíssimo projecto de João Andersen", para dar lugar a um edifício que albergará os desalojados do Coutinho.

E quem colabora neste "atentado" ao património? "Alves Costa, Siza Vieira, Souto Moura... Esses professores da faculdade tiveram a coragem de participar na destruição do mercado. Isso é mafia, é pornografia intelectual, moral e ética. E a Ordem dos Arquitectos não faz nada! Andam feitos uns com os outros", acusa. Pulido Valente defende para o Prédio Coutinho "a demolição apenas do que está a mais".

É muito crítico com os colegas e não menos com os autarcas. Entrou em divergências, que depois acabaram em tribunal, com vários. Foi ele que levantou a voz contra a construção do Centro Comercial Cidade do Porto, no tempo de Fernando Gomes. A obra avançou, anos depois o Supremo Tribunal dá razão ao arquitecto: "É ilegal e não há maneira de vir a ser legal." O caso baixou ao Tribunal Administrativo do Porto, e Pulido Valente espera que o juiz não utilize o Plano Director, aprovado anos depois, para decidir sobre algo que foi feito antes - "Isso seria o banditismo completo."

Pode acontecer "uma coisa espantosa", diz o arquitecto. Em Viana do Castelo, "o Prédio Coutinho, que formalmente está de acordo com as leis vigentes na altura, vai abaixo"; na cidade do Porto, "o Edifício do Bom Sucesso, que violava as leis vigentes quando foi construído, pode continuar de pé".

Mas José Pulido Valente não se dá por vencido: "Enquanto eu for vivo e tiver saúde, tudo farei para o Bom Sucesso ser destruído."
A rebeldia, continuada, tem um preço. "Estou sem trabalho e tenho um camarada que trabalha comigo há 30 anos que não quer deixar de trabalhar comigo mas também não arranjo trabalho para ele." Há um travo de amargura na voz do arquitecto.

21.11.07

A fábrica do conformismo – o tema para um número especial do Le Monde Diplomatique


Como é que o poder dominante produz (ou fabrica) o conformismo, a apatia e a inércia que paralisa e bloqueia a acção social dos indivíduos e dos grupos sociais nas nossas sociedades capitalistas?
Uma interrogação extremamente pertinente que nos reenvia para a poderosa indústria do divertimento, para o insidioso consumismo compulsivo e alienante, e ainda para as várias técnicas de management que explicam em grande medida o ambiente geral de amorfismo que se vive hoje nos países ocidentais.


Justamente a esse propóstio, chegou a Portugal o último número especial do Le Monde Diplomatique( em francês) dedicado à temática da produção social do conformismo.
Trata-se de uma recolha de textos e artigos relacionados com aquele tema e que ao longo dos últimos anos foram sendo publicados por aquele jornal francês.
Supondo nós que não haverá tradução para português, deixamos aqui o sumário deste número excepcional do Diplo.

SUMÁRIO

I. Captiver les masses

Art et argent, histoire d’une soumission
Armand Mattelart

Le désir asphyxié, ou comment l’industrie culturelle détruit l’individu
Bernard Stiegler

La « culture Disney » à l’assaut de l’Europe
Yves Eudes

Un cinéma à deux vitesses
Carlos Pardo

La science-fiction à hauteur d’époque
Valerio Evangelisti

MTV, la chaîne musicale qui zappe toute seule
Y. E.

Les écrans du mépris
Martin Winckler

Laboratoire russe pour un théâtre public
Béatrice Picon-Vallin


II. Séduire le client

Spectateur et publicité, un mariage forcé
François Brune

Publicis, héraut de la mondialisation heureuse
Marie Bénilde

Les enfants en première ligne
M. B.

Vraie et fausse gratuité
Jean-Louis Sagot-Duvauroux

Consommateurs sous influence : l’irrésistible perversion du besoin
Franck Mazoyer

Restaurants rapides pour société sans classes
Rick Fantasia

Rébellion en solde au centre commercial
Thomas Frank

L’« antipub », marché porteur
F. B.

De la résistance des choses peintes
John Berger


III. Motiver le travailleur

La tentation du « loft management »
Stéphane Haefliger

Joyeuse surexploitation aux Etats-Unis
Ibrahim Warde

Repenser la place du travail
Jacques Robin

Léon Tolstoï, consultant en entreprise
Christian Salmon

Ouvriers sous surveillance
Benjamin Coriat

Des salariés pris au piège du consensus
Danièle Linhart et Robert Linhart

Les syndicalistes français face à la logique participative
Maurice Najman

L’utopie au miroir de décembre 1995
Edgar Roskis

Un nouvel ordre
Herbert Marcuse


Biographies
Gilles Deleuze. Le théoricien des sociétés de contrôle (O. P.)
Theodor Adorno. Le père de l’école de Francfort (O. P.)
Asa Griggs Candler. Au nom de Dieu et de Coca-Cola (M. C.)
Edward L. Bernays. L’inventeur du marketing (M. C.)
George Elton Mayo. Le psychologue de la motivation (M. C.)
Daniel Goleman. Le culturiste émotionnel (M. C.)

Iconographie
Sauf mention contraire, les photographies qui illustrent ce numéro sont de Dolorès Marat.

Infographies
Cécile Marin
Des groupes multimédias omniprésents
Six mastodontes de la publicité


Dans les livres

Les Sentiments du capitalisme, d’Eva Illouz
L’ère des psychologues

L’Ecran et le Zoo, d’Olivier Razac
Téléréalité : l’art du dressage

Propagandes silencieuses, d’Ignacio Ramonet
En contrebande

La Société de consommation, de Jean Baudrillard
Attendre que le bonheur se pose

Les Boîtes, de René Péron
Zola même fut conquis...

Non-Lieux, de Marc Augé
Perdus dans l’« espace »

United Emmerdements of New Order, de Jean-Charles Massera
« L’imaginaire d’un cadre comme votre mari »

Produisez, consentez !, d’Etienne Rodin
Le mode d’emploi du cerveau

Documentation
Olivier Pironet
Essais
Sur la Toile

Consultar:
http://www.monde-diplomatique.fr/

Acção contra o aproveitamento abusivo do aumento do preço do petróleo por parte das empresas de distribuição de combustíveis em Portugal

Contra o cartel das empresas de distribuição de combustíveis, e o domínio oligopolístico que exercem sobre o mercado de combustíveis em Portugal

Chegou ao nosso conhecimento por mão amiga uma interessante proposta de acção contra o aproveitamento abusivo do aumento do preço do petróleo por parte das empresas de distribuição de combustíveis que operam em Portugal, e que passamos a reproduzir


Está previsto que o preço da gasolina irá ultrapassar brevemente os 1,40 Euros/litro e do gasóleo os 1,20 Euros/litro!! !

Você quer que os preços baixem? É preciso agir conjunta e solidariamente.

Os mercados internacionais aumentam constantemente os preços através de medidas especulativas

Mas parece existir uma cartelização no sector dos combustíveis em Portugal.

A Galp tem o monopólio da refinação e existe pouca importação directa pelas outras petrolíferas. Além disso, a Galp controla, também, uma série de infra-estruturas de armazenagem.

Assim, a falta de concorrência estrutural no mercado português é uma realidade.

Temos de actuar decididamente para lhes mostrar que, num mercado livre e concorrencial, são os compradores e os vendedores que, ambos, controlam os preços de mercado e não apenas um deles.

Face aos aumentos, por vezes até mais do que uma vez por semana, do preço dos combustíveis, devemos reagir como consumidores que somos.

A única forma de se verificar a queda do preço terá de passar por uma vontade firme em não comprarmos gasolina ou gasóleo a essas empresas petrolíferas

EIS A PROPOSTA:

NÃO COMPRAR UMA GOTA DE COMBUSTÍVEL ÀS TRÊS MAIORES EMPRESAS DE
COMBUSTÍVEIS NO PAÍS: GALP, BP e REPSOL .


( nota : EXISTEM OUTRAS EMPRESAS COMO A CEPSA, ELF, ESSO,etc. .... )

Se aquelas empresas virem as suas vendas de combustíveis reduzirem, serão obrigadas a baixar os seus preços, e romper o cartel.

Se uma delas baixar os seus preços, as outras empresas terão também de os baixar.

Mas para criar o tal impacte, temos de conseguir a compreensão e a
colaboração de milhões de clientes da Galp, BP Repsol.

A Internet dá-nos a possibilidade de conseguir isso. Se esta mensagem for distribuída e lida por outras pessoas, e se cada uma destas a transmitir a mais pessoas e assim por diante, esta mensagem será lida por milhões…

Em suma: o que temos de fazer é boicotar os postos daquelas 3 empresas petrolíferas no nosso país


E é tudo !

Se agirmos conjuntamente vamos conseguir a diferença!

Acredite que pode provocá-la e obrigar ao desmantelamento do cartel entre as empresas distribuidoras de combustíveis em Portugal.


NÃO SE PERDE NADA EM TENTAR.

O Vício da Liberdade: Jornais e Panfletos Anti-Napoleónicos (1807-1815) – exposição na Hemeroteca municipal de Lisboa

A Hemeroteca municipal de Lisboa tem vindo a desenvolver um trabalho digno de realce, um verdadeiro serviço público, ao colocar à disposição dos interessados um acervo importante de publicações que fizeram história. Contávamos dar conta do facto a propósito da digitalização de muitas publicações do período de 1974-75, mas surgiu agora uma mostra documental que, em breve, estará também online, sobre os jornais a panfletos anti-napoleónicos (1807-1815) sob o curioso título «O Vício da Liberdade».

Temos assim oportunidade de «revisitar a notável expansão que a imprensa periódica conheceu nesta época, primeiro com a “terrível invenção dos jornais de Londres”, depois com o aparecimento de novos periódicos no país, a par da disseminação de uma vasta e difusa literatura panfletária (folhas volantes, libelos, panfletos, manifestos, na sua maioria anti-franceses), num fenómeno sem precedentes na história editorial portuguesa»


Local: Átrio e Escadaria da Hemeroteca Municipal de Lisboa
Inauguração a 12 de Novembro; em exibição até 31 de Dezembro


Ciclo de Conferências

1.ª Conferência

Os Panfletos Anti-Franceses, subsídios para a sua história,
por António Ventura (UL/FL).

Data: 28 Novembro (quarta-feira), 18 horas.
Local: Sala do Espelho da Hemeroteca Municipal de Lisboa

2.ª Conferência

Invasões Francesas: o esgrimir das penas e os papéis incendiários,
por Rita Correia (CML/HML)

Data: 6 Dezembro (quinta-feira), 18 horas.
Local: Hemeroteca Municipal _ Sala do Espelho

Conteúdos Digitais
No âmbito do Bicentenário das Invasões Francesas (1807-2007), a Hemeroteca Municipal disponibilizará na Internet alguns documentos históricos relacionados com esta efeméride, como panfletos, manifestos e libelos, editados entre 1807 e 1815, na sua maioria contra a ocupação francesa,
uma introdução histórica ao tema, bibliografia que os investigadores e leitores poderão encontrar nas bibliotecas municipais de Lisboa, entre outros conteúdos informativos, como sites e blogues sobre as Invasões Francesas. Isto é, um manancial de dados e informações sobre este dramático episódio da História Contemporânea de Portugal, a partir do dia 27 de Novembro, na Hemeroteca Digital.

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/


A Hemeroteca Digital, sítio da Hemeroteca Municipal de Lisboa (HML), tem por objectivo a construção duma biblioteca digital de jornais e revistas caídos em domínio público. Com este projecto pretende-se criar um sítio de referência para a consulta em linha e difusão pública do universo fascinante da imprensa periódica portuguesa.

Disponibilizamos, assim, através da Internet, em formato HTML e PDF, diversos títulos de publicações periódicas, com destaque para as colecções digitais de periódicos do fundo local e histórico, completadas com fichas históricas de apresentação dos jornais e revistas, raridades bibliográficas relacionadas com a imprensa escrita, e bibliografia de referência para o estudo e consulta do acervo bibliográfico da HML.

Disponibilizamos ainda outros recursos informativos, resultantes da actividade cultural e científica da biblioteca, bem como o acesso a serviços electrónicos, que simplificam muito o contacto do utilizador com a HML.

Assembleia do Movimento de utentes dos Transportes da área Metropolitana do Porto (23 Nov às 21h.30)


MOVIMENTO DE UTENTES DOS TRANSPORTES DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO

O Movimento cívico dos utentes dos transportes da área metropolitana do Porto tem como objectivo principal contribuir para o desenvolvimento dos transportes públicos da Área Metropolitana do Porto.

Nesse sentido, este Movimento vai organizar uma Assembleia Pública no dia 23 de Novembro de 2007, pelas 21h30, na Junta de Freguesia de Massarelos subordinada ao tema "Balanço do Movimento" para a qual apela à participação da população interessada na defesa do serviço público de transportes.

Salientamos desde já alguns temas que serão abordados:
a.. Alterações conquistadas pelas justas reivindicações dos utentes.
b.. Modelo de funcionamento do sistema de transportes.
c.. Entre outros conforme o Debate decorrer


MUT-AMP
André Dias - 917 014 753
Domingos Alves - 966 526 528
José Ribeiro - 964 564 936

Greve dos trabalhadores dos STCP a partir de hoje

Os trabalhadores da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) iniciaram esta madrugada de quarta-feira uma greve parcial, que afectará as últimas horas de serviço.

A greve dos trabalhadores da STCP vai decorrer entre as 24:00 desta quarta-feira (dia 21) e as 02:00 de sexta-feira ( dia 23), prosseguindo depois entre as 24:00 de domingo e as 02:00 de segunda-feira e entre as 24:00 de segunda-feira e as 02:00 de terça-feira.


Segundo Jorge Costa, do Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM), a adesão ronda os 40 por cento, percentagem que se justifica pelo facto dos três sindicatos que emitiram o pré-aviso de greve terem dado indicações aos trabalhadores para apenas paralisarem nas últimas duas horas do seu turno de trabalho.
Manuel Alves, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN), confirmou os números de adesão, admitindo, contudo, que a adesão será maior a partir das 17:00.
«A greve será mais sentida a partir das 17:00», disse o sindicalista, acrescentando que é a partir do meio da tarde que «um maior número de turnos acabará».


As fontes sindicais afirmaram que em causa está o falhanço das negociações do Acordo de Empresa com três sindicatos do sector: STRUN, Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA) e SNM.
Manuel Alves afirmou que o Conselho de Administração da STCP «ataca direitos dos trabalhadores», designadamente através da imposição das férias, sem acordo dos trabalhadores.
«A administração pretende assegurar poucos direitos aos trabalhadores no activo, mas recusa-se a estendê-los a todos os que entrarem de novo na empresa», disse, considerando esta situação «inaceitável».

Sessão de apresentação do jornal Mudar de Vida no Grémio Lisbonense(22de Nov às 21h.30)


Sessões de apresentação do jornal Mudar de Vida


Lisboa, Grémio Lisbonense (Rossio), 22 Nov, 21:30h
RUA DOS SAPATEIROS Nº 226 1º 1100-581 LISBOA TEL: 213 420 266

Pinhal Novo, Soc. Filarmónica União Agrícola, 23 Nov, 21:30h
Aljustrel, Clube Aljustrelense, 24 Nov, 17:00h

http://jornalmudardevida.net/




NOTA: Já saiu entretanto a edição de Novembro do Mudar de Vida.

Assinem a petição do FERVE (fartos destes recibos verdes) para o extermínio dos falsos recibos verdes

Reportagem da RTP1 sobre o movimento FERVE




Consultem e assinem em:
http://www.fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com/




O FERVE - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes promove um abaixo-assinado, para apresentação à Assembleia da República.

Obrigada a todos/as e contamos convosco!


PETIÇÃO À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PARA NEUTRALIZAR A UTILIZAÇÃO DOS DENOMINADOS “FALSOS RECIBOS VERDES”

Os/As signatários/as desta petição solicitam à Assembleia da República, enquanto órgão constitucional representativo dos/as cidadãos/ãs portugueses/as, e ao abrigo da sua função de controlo, que, desencadeie e incremente as acções tendentes a corrigir todos os vínculos laborais constituídos directamente com a Administração Pública a recibos verdes, pela consideração de que, embora designados como prestações de serviço tout court, respeitadores dos regimes de contratação pública em vigor, são antes trabalho prestado por conta de outrem com características em tudo subsumíveis ao conceito de “contrato de trabalho”, vivendo de forma dissimulada pela desoneração que os laços precários trazem para o contratante público.

Defendem os/as signatários/as que cabendo à Assembleia da República, de acordo com o texto constitucional, a vigia do cumprimento da lei, lhe são devidos todos os actos de controlo da preservação dos institutos jurídicos da legislação portuguesa e, concretamente do cumprimento pela Administração Pública das normas jurídicas em vigor.

No universo laboral português, há milhares de pessoas que são contratadas para exercer funções em entidades públicas, sendo para tal recrutadas como trabalhadores/as independentes. Esta situação permite o seu fácil despedimento, sem que tenham direito a receber subsídio de desemprego e habilita o Estado a demitir-se de lhes assegurar o pagamento de subsídios de Natal e de Férias.

Consideramos que o Estado tem de se afirmar como um garante da legalidade e, no que concerne à contratação laboral, constituir-se como exemplo a seguir pelas entidades privadas. Neste sentido, tendo em conta que a situação dos “falsos recibos verdes” também se verifica em entidades privadas, o Estado deve agir de forma a fazer cumprir a lei.

Pelo exposto, solicitamos que a Assembleia da República legisle no sentido de fazer com que:

1) se regularizem, com a generalização de contratos individuais de trabalho, todas as situações de uso de “falsos recibos verdes” na Administração Pública;

2) pelo aperfeiçoamento dos mecanismos legais, se incremente a actividade da Inspecção Geral da Administração do Território de modo a que esta possa ser mais eficaz na verificação da utilização de "falsos recibos verdes” por parte de entidades públicas;

3) o Estado exija às entidades com as quais trabalha ou às quais solicita serviços que estas tenham a situação laboral dos/as seus/suas trabalhadores/as regularizada, certificando-se de que não recorrem à contratação com "falsos recibos verdes”;

4) pelo aperfeiçoamento dos mecanismos legais, se reforce o poder fiscalizador da Inspecção-Geral do Trabalho para que esta possa ser mais eficaz na verificação da utilização de "falsos recibos verdes” por parte de entidades privadas.

20.11.07

Sétimo dia de greve na ValorSul: trabalhadores continuam a sua luta por melhores condições de trabalho


Apesar da presença maciça da GNR, das ameaças e intimidações policiais, e de toda a campanha de intoxicação lançada pelo Governo Xuxialista contra a greve dos trabalhadores da empresa ValorSul, a greve mantém-se e chega hoje ao seu sétimo dia.


Durante este últimos dias os grevistas mantiveram-se junto ao aterro sanitário, procurando dissuadir os trabalhadores da recolha de lixo dos vários municípios servidos pela Valorsul. Alguns motoristas dos Serviços Municipalizados de Loures chegaram mesmo a recusar-se a entrar no aterro, merecendo os aplausos dos trabalhadores em greve. Tudo isto perante a presença intimidatória de dezenas de militares da GNR, que fez deslocar para o local três carros do corpo de intervenção rápida.

Um aparato policial que desagradava aos trabalhadores da Valorsul. "É a GNR que neste momento toma conta de todas as operações, dá ordens aos motoristas, aos encarregados, a toda a gente", dizia Adolfo Zambujo, dirigente sindical.

Está marcado para hoje um novo plenário dos trabalhadores que decidirão o rumo a tomar para a sua luta por melhores condições de trabalho.


Os trabalhadores insistem na importância do apoio da população ao piquete de Mato da Cruz, cientes de que a greve é uma prova de força e de resistência. Com efeito, a policia reprime os grevistas de forma sorrateira, dispersando o piquete assim que verifica que os trabalhadores estão sozinhos, são pouco numerosos ou estão cansados. Por isso, a solidariedade activa, no local, conta muito para denunciar e tentar impedir o uso da força por parte da polícia. E bem assim, para denunciar o pretexto da defesa do interesse público - invocado pelo governo e pela administração da Valorsul para usar a força policial - quando o que está em causa é a recusa da empresa em discutir as reivindicações dos trabalhadores.


Apelamos a que todos se desloquem para apoiar os grevistas. Por várias vezes, estes nos disseram “Venham! Venham! O vosso apoio é indispensável, seja a que horas for, dia e noite”. Neste caso, como em tantas outras pequenas-grandes lutas, “resistir é vencer”.

mais info:

www.jornalmudardevida.net/?p=354

www.jornalmudardevida.net/?p=354

www.jornalmudardevida.net/?p=334

www.jornalmudardevida.net/?p=330

Jaime Brasil, notável escritor e jornalista de ideais libertários

Fotografia e textos retirados do jornal O Primeiro de Janeiro




Artur Jaime Brasil Luquet Neto foi escritor e jornalista.
(N. Angra do Heroísmo, 1896 – m. Lisboa, 1966)

Cursou o liceu e, durante a Grande Guerra, a escola de oficiais milicianos, entrando para o Exército como alferes.

Jornalista brilhante, crítico literário e de arte, foi redactor do Primeiro de Janeiro, do Século, do Século da Noite, da República, do Diabo, dirigiu o jornal O Globo, de efémera duração, e muitos foram os jornais e revistas em que colaborou, sendo à data da sua morte chefe da delegação em Lisboa de O Primeiro de Janeiro, cuja excelente página «Das Artes, das Letras» organizou, desde início, durante muitos anos, e na qual colaboraram José Régio, Casais Monteiro, Gaspar Simões, Jorge de Sena, bem como inúmeros dos melhores autores das décadas de 40 e 50; as recensões críticas eram, nessa página – que passou a ser dirigida pelo poeta Alberto de Serpa –, assinadas com a letra A. (correspondente a Artur, de seu primeiro nome).

Grande amigo do seu patrício Vitorino Nemésio, ajudou-o quando este, em 1921, vindo dos Açores, se estreou no jornalismo profissional.

Jaime Brasil, para além de jornalista culto e probo, distinguiu-se como polemista, não poupando o adversário nas pugnas que travou (com o diário católico Novidades, a propósito do livro A Questão Sexual; com Agustina Bessa-Luís, acerca de Os Super-Homens, em 1950; e com um camilianista a quem chama «camelianista», em 1958).

Em 1925 fundou o Sindicato dos Profissionais de Imprensa de Lisboa, do qual foi o primeiro secretário-geral. Em Paris, onde residia desde 1937 e para onde voltou, algum tempo, no final dos anos 40, fundou em 1939 a Union des Journalistes Amis de la République Française.

Obras principais: O Problema Sexual, 1931; A Questão Sexual, 1932; Os Padres e a Questão Sexual, 1932; Os Órgãos Sexuais, 1933; A União dos Sexos, 1933; O Japão Actual, 1936; Diderot e a Sua Época, 1941; Vida e Obras de Zola (assinado A. Luquet), 1943; Rodin, 1944; Os Novos Escritores e o Movimento Chamado «Neo-Realismo», 1945; Vítor Hugo, 1940; Chalom…Chalom!... Uma Reportagem na Palestina, 1948; O Caso de «A Infanta Capelista» de Camilo Castelo Branco ou Como se Arrancam as Penas a Um Empavonado «Camelianista», 1958; Leonardo Da Vinci e o Seu Tempo, 1959; Velásquez, 1961; Ferreira de Castro.
A obra e o Homem, 1961; Zola – O Escritor e a Sua Época, 1966
-----------------------------------------------------------


JAIME BRASIL e o Suplemento Semanal Ilustrado de A Batalha

por Luís Garcia e Silva *

Artur Jaime Brasil Luquet Neto nasceu em Angra do Heroísmo a 22 de Janeiro de 1896 e fez parte duma plêiade de militantes libertários terceirenses seus contemporâneos que só viria a conhecer em Lisboa.

O mais velho, António José de Ávila, era na I República, o decano e figura tutelar dos anarquistas lisboetas, tendo falecido em 1923.(1) Adriano Botelho e Aurélio Quintanilha (nascidos em Angra, 1892) vieram estudar para o Continente e, embora mais velhos que Brasil, faleceriam muito depois dele, em 1983 e 1987 respectivamente. Os contactos com estes últimos afrouxaram durante a Guerra Civil espanhola e a II Guerra Mundial por Jaime Brasil ter ido para Espanha (escreveu de Madrid a Ferreira de Castro em Outubro de1937) e daí para Paris onde já se achava em princípios de Novembro. Ali foi secretário-geral da União dos Jornalistas Amigos da República Francesa. Manteve-se em Paris após a ocupação alemã (Junho de 1940) até final do ano, regressando para ocupar, no início de Janeiro de 1941, o lugar de redactor em O Primeiro de Janeiro. Detido, julgado e condenado a vinte meses de prisão, que cumpriu no Aljube e em Caxias, retomou em 1942 o seu lugar no jornal portuense, deslocando-se raramente à capital por motivos profissionais ou para conviver com os amigos íntimos. Quintanilha, afastado da docência por motivos políticos, seguiu para Lourenço Marques em 1943.

A colaboração de Brasil em A Batalha, da C.G.T., diz essencialmente respeito ao seu Suplemento Semanal. (2) A colaboração iniciou-se no nº 4 (24/12/1923) com uma série intitulada «Paradoxos Bárbaros» que abriu com o tema O Teatro. Esta coluna prosseguiu irregularmente até ao nº 51 tratando sucessivamente Do Desporto, Da Morte, Dos Brinquedos, Dos Livros, Do Ódio, Das Jóias, Da Língua e Da Moral


Jaime Brasil teve a seu cargo uma coluna de crítica literária intitulada «Através dos Livros» que se prolongou do nº 2 ao nº 135 (28/6/1926). Os três primeiros números dessa coluna não vinham assinados. (3) O quarto, já subscrito, foi inteiramente dedicado à apreciação de O Paço do Milhafre, colectânea de contos do seu conterrâneo (e jovem admirador) Vitorino Nemésio. Entre as obras revistas encontram-se algumas de Afonso Lopes Vieira, António de Cértima, Campos Lima, Ferreira de Castro, etc. Voltamos a ter de permeio colunas não assinadas (nos 82, 88, 114 e 115). Desta vez curtas apreciações dum maior número de títulos.
A crítica de livros não se confinou a esta coluna, podendo encontrar-se fora dela artigos mais extensos sobre obras e autores como Antero de Quental e os fariseus; Anatole France. A morte do grande escritor; O Senhor Rei D. Sebastião e o livro do Sr. António Sérgio, tema que prossegue com Camões e D. Sebastião e com Ainda o Sr. D. Sebastião; Cavalgada do Sonho, um novo livro de Julião Quintinha ou Um livro póstumo de Eça de Queiroz. A síntese admirável da mentalidade burguesa na actividade política (4)

Porém, a coluna que mais impacto teve no público leitor do Suplemento foi a «Voz que clama no deserto», série de 21 cartas sobre temas nacionais em tom que oscilou entre o profético e o irónico, atingindo por vezes causticidade extrema. São disso exemplo o Discurso sobre a política nacional, quando já se avizinhava o 28 de Maio: «Evidentemente que temos os generais e as forças vivas – temos a ditadura. Ditadura, porém, tem sido isto sempre, ora ditadura do rei, ora do executivo, ora do legislativo. Ditadura heróica com Afonso Henriques, ditadura doida com D. Sebastião, ditadura às direitas com Pombal, ditadura às esquerdas com Afonso Costa, ditadura civil com os Cabrais, ou com o António Maria, ditadura militar com o Sidónio ou com o Vitorino, ditadura de saias com a Srª D. Maria II, ditadura de botas e esporas com o sr. Manuel Maria, e até já os ditadores do Alcaide – essa terra famosa para homens bravos – foram experimentados e não deram resultado nenhum.»
Outro exemplo é o da Carta ao sr. António Maria da Silva sobre a teoria do saque e a higiene pública, onde, a dada altura, se pode ler: «Quando me decidi, contudo, a considerá-lo o segundo grande estadista de Portugal, foi ao pronunciar V. aquela afirmação célebre de que o país estava a saque. Fiz-me seu devoto, passei como todos nós, os bons portugueses, a tratá-lo carinhosamente, familiarmente, pelo Silva, pelo António Maria. A minha ternura vai a ponto de já o tratar na Farmácia cá de Redondo só por o António, e se não o trato simplesmente por Maria, é por receio de o confundir com a Imaculada.»
Mas os exemplos são muitos, como o da jocosa carta dirigida ao então presidente da República, Teixeira Gomes, Carta ao Presidente da Finelândia sobre uma campanha “moralizadora” da sua polícia, ou a diatribe contra as touradas na Carta ao sr. Governador Civil com um pedido particular.
«A Voz que clama no deserto», iniciada em 3 de Março de 1924, durou até 7 de Julho de 1926 sendo esta última carta, sobre os acontecimentos subsequentes ao 28 de Maio – Cartas da China. I Aspectos e impressões da vida na Celeste República – subscrita por Tsing-Wang-Li e não pela «Voz que clama no deserto» (para despistar a censura?).

Digna de realce é também a polémica com Raul Proença, intitulada «Em defesa do jornalismo». Suscitada pelo seareiro e alto quadro da Biblioteca Nacional que, proclamando-se “o primeiro jornalista da república” e declarando “escrever de graça” na Seara Nova considerava os jornalistas remunerados indignos de empunhar a pena. A refutação de Jaime Brasil corre por três artigos: O sr. Raul Proença e o seu soberano desprezo pelos que na imprensa trabalham; Ou a irritação produzida num polemista por quem não é polemista e Resposta à parte doutrinária dum artigo de polémica do sr. Raul Proença. Veemente mas educada embora o primeiro artigo conclua dizendo que “tanta altivez, tanta independência, tanta sinceridade temos nós ao escrever este artigo pago, como o sr. Raul Proença a dizer sandices de borla.” Exasperado com a contestação, Proença trata Brasil de “arrieiro analfabeto”, “rafeiro que ladra e morde nas canelas”, que uma “análise científica” devia revelar nele “ancestralidades de eguariços arremangados”. A resposta de Brasil foi contundente mas correctíssima, limitando-se a mencionar os insultos de que foi alvo – chamando assim a atenção para a falta de educação do interlocutor – e a pôr a nu a incongruência do seu palavrório.

Outra não menos interessante polémica foi a travada com António Sérgio, uma série de quatro artigos sobre «Os verdadeiros e reflexivos heróis no conceito do sr. António Sérgio». O primeiro destes artigos situava um problema que já vinha dos trabalhos críticos de Sérgio em O Desejado e Camões e D. Sebastião, que desmitificavam o monarca e eram dedicados à memória de Nun’Álvares, Infante D.Henrique e D.João II, qualificados de verdadeiros e reflexivos heróis. Qualificativos que Brasil contesta, aceitando o critério de herói de António Sérgio – um delineador consciente de planos de grande alcance com a inerente capacidade de os levar à prática, independentemente dos meios utilizados para o efeito. Ora é precisamente a existência desses planos de longo alcance e dos meios adequados à sua execução que Jaime Brasil refuta, reduzindo Nun’Álvares à condição de fidalgo medievo, teso e beato (compara-o até ao comandante da polícia Ferreira do Amaral) e o Infante D.Henrique à condição de mero “chatim negreiro”. A D.João II atribui o desejo obsessivo de lograr dote suficiente para casar o filho com a herdeira do trono de Castela, visando unificar a Península sob o ceptro do seu putativo sucessor. A estreiteza mental dos personagens retirava-lhes implicitamente a estatura de heróis.

Muito informativa é a série de 10 artigos denominada «Apontamentos sobre jornalismo» com dados históricos sobre o aparecimento do jornal e evolução deste e da profissão de jornalista fora e, sobretudo, adentro das fronteiras pátrias. É uma verdadeira Introdução à História do Jornal e do Jornalismo para ilustração dos leitores de A Batalha. Mencionaremos de relance os títulos específicos de cada um dos artigos. I – A insuficiência de trabalhos relativos à história da imprensa periódica; II – Onde e como surgiram os primeiros jornais; III – O desenvolvimento do periodismo na Europa no século XVII; IV – Os primeiros periódicos portugueses; V – A primeira gazeta portuguesa e quem foi o seu primeiro redactor; VI – A evolução do periodismo em Portugal; VII – O jornalismo português no século XIX; VIII – A primeira associação jornalística que houve em Portugal; IX – A organização corporativa da classe dos profissionais da Imprensa; X – A liberdade de imprensa na Rússia.

«Da profissão de Jornalista» é outra série dedicada à elucidação do quadro legal e condições materiais em que operam os jornalistas, como facilmente se depreende dos temas tratados: I – Onde se procura definir o que seja profissional do jornalismo; II – A situação dos que exercem a actividade jornalística em Portugal; III – A situação jurídica dos profissionais do jornalismo em Portugal; IV – A situação material e moral dos jornalistas em Inglaterra; V – O contrato de trabalho dos jornalistas italianos elaborado em 1919; VI – As concessões ferroviárias de que gozam os jornalistas italianos; VII – O código de honra dos profissionais do jornalismo.
Não deve estranhar este recorrente interesse pelo jornalismo quem conhecer, não só a dedicação e o brilho com que exerceu a profissão, como o seu empenhamento militante no associativismo da classe.

Resta-nos mencionar a coluna «Questões de ética», quatro artigos como segue: I – A moral nova deve ter por base as leis da biologia; II – O fundamento biológico da moral sexual; III – Ainda algumas palavras sobre moral sexual; IV – A moral biológica e o direito de matar. É quiçá a menos interessante, por mais desactualizada, das colunas de Jaime Brasil.

Cumpre agora recordar que, além do extenso material já referido, há uma vasta gama de artigos sobre temas tão diversos como «O caso jurídico de Germaine Berton»; «A Cantiga da Primavera»; «O diálogo do Amor e da Morte»; «A pena de degredo. O êxito duma campanha jornalística em França»; «O ‘Salão de Outono’ continua brilhantemente as tradições do Palácio das Belas-Artes»; «O direito de matar. Um julgamento do tribunal do Sena que o define insofismavelmente» ou «A semana da criança».

Se pensarmos que esta extensa e variada colaboração teve lugar entre Dezembro de 1923 e Julho de 1926, isto é, cerca de dois anos e meio, num Suplemento semanal de apenas oito páginas, ficamos com a noção, não apenas do enorme esforço desenvolvido pelo autor para a elevação cultural dos trabalhadores portugueses, mas também da importância relativa do seu contributo para este jornal, que não difere significativamente dos de Ferreira de Castro, Adolfo Lima, Nogueira de Brito, Mário Domingues ou Julião Quintinha, para só mencionar alguns de entre os mais constantes e activos colaboradores do Suplemento de A Batalha.


Notas
1 - A sua morte foi noticiada no 2º número (10/12/1923) do Suplemento e o seu funeral foi comovidamente relatado - «Atrás do caixão do Ávila» - no nº4 do mesmo Suplemento por Pinto Quartim, que foi chefe de redacção de A Batalha e mais tarde da delegação em Lisboa do Primeiro de Janeiro.

2 - O Suplemento, que saía à 2ª feira, visava, por um lado, permitir o descanso dominical do pessoal da redacção e da tipografia (uma vez que era composto ao longo da semana precedente), e por outro alargar os horizontes culturais da classe operária a que se destinava.

3 - Jaime Brasil foi responsável pela coluna de crítica literária «Através dos Livros» mas as suas três primeiras edições – nº 2, 5 e 13 – não vêm assinadas, ou porque a coluna ainda lhe não tivesse sido atribuída ou porque não desejasse subscrevê-la e mudasse depois de opinião. Se foi delas o ‘incógnito’ autor a sua colaboração no Suplemento remonta efectivamente ao nº 2 e não ao nº 4.

4 - Trata-se de O Conde d’Abranhos.


* Luís Garcia e Silva é da Direcção do Centro de Estudos Libertários de Lisboa, que edita o jornal «A Batalha»


-------------------------------------------------------------



O MENTOR DO POETA

por Luís Amaro

Entre os grandes injustiçados, ou injustamente esquecidos, escritores portugueses do século XX figura Jaime Brasil, de seu inteiro nome Artur Jaime Brasil Luquet Neto, n. Angra do Heroísmo, 1896 – m. Lisboa, 1966.

Notabilizou-se como jornalista, repórter (O Japão Actual, 1936; Chalom… Chalom!... Uma Reportagem na Palestina, 1948), crítico literário, biógrafo (Vítor Hugo, 1940; Diderot e a Sua Época, 1941; Vida e Obras de Zola, 1942; Rodin, 1944; Leonardo Da Vinci e o Seu Tempo, 1959; Velázquez, 1960; Ferreira de Castro – a Obra e o Homem, 1961), divulgador cultural e, até, científico (A Questão Sexual, 1932), tradutor (de Balzac, sobre quem escreveu também um informado “escorço”, e de Romain Rolland…). Foi, ainda, um polemista de guerra (Os Padres e a Questão Sexual, 1932, visando o diário lisboeta católico Novidades; carta Particular (com Vistas à Opinião Pública [...]), 1950; O Caso de “A Infanta Capelista” de Camilo [...] ou Como se Arrancam as Penas a um Empavonado “Camelianista”, 1958 (repare-se no “camelianista” [...]). A propósito da Carta Particular, dirigida a Agustina Bessa-Luís e suscitada pela reacção da Escritora à sua crítica, em “Das Artes, das Letras” de 2-8-50, ao romance Os Super-Homens, é preciso desmentir que Jaime Brasil veio para Lisboa, chefiar a delegação de O Primeiro de Janeiro, por causa dessa controvérsia: porque, além de em 5-10-49 ter saudado a excepcional estreia de Agustina no romance “Mundo Fechado”, só em finais de 50 o jornalista retornou à capital, onde permaneceu até morrer, ao serviço do Janeiro e trabalhando, incansavelmente, nas traduções de Balzac, para a Portugália Editora. A polémica referida não deixa de revelar, ou confirmar, o peso que tinham as recensões – que se contam por centenas na página literária do jornal portuense, por muitos considerado, nesse tempo já remoto – podemos testemunhá-lo… – o melhor do País, pela isenção e feitura exemplares a que Jaime Brasil não era alheio, mestre de jornalistas, sem formação universitária embora.

Cerca de seis anos mais velho que o seu patrício Vitorino Nemésio (n. 1901), e sendo este ainda criança, foi Jaime Brasil, em 1915, o “mentor de iniciação literária e agnóstica” do futuro e celebrado poeta e romancista, na terra natal de ambos. Seis anos, também, volvidos (1921), Jaime Brasil, já em Lisboa como alferes miliciano, acolheria e guiaria o juvenil amigo.



Curiosamente, mais seis anos após, no segundo romance publicado, Varanda de Pilatos (1927), Nemésio, que se transfigura em Venâncio, protagonista central da obra, retrata o antigo mestre e companheiro, mascarando-o de Abílio Bastos e intitulando assim o capítulo respectivo (p. 103 da primeira edição):
“Em que o leitor conhece uma personagem de vulto nesta verídica história. Fala-se do amor livre, e Venâncio decide converter-se à grei dos anarquistas.”


Em 1935, dedica-lhe a sua estreia poética adulta, em francês escrita, La voyelle promise (Coimbra, Edições Presença):
“Ao JAIME BRASIL, em bom português, pelo muito que lhe devo da minha formação na adolescência. E ainda por algum pão que o diabo não amassou em 1921.” (As maiúsculas no dedicatário e ao sublinhado na data constam da edição original.) Palavras bem expressivas da amizade que os unia e a que Jaime Brasil se manteve sempre fiel, bem como o fraterno Ferreira de Castro, igualmente injustiçado agora e que aquele nunca se cansou de exaltar.

Gostaria de, mais de espaço descrever a acção, diria histórica, de Jaime Brasil à frente da página literária de O Primeiro de Janeiro, “Das Artes * Das Letras” (com grande asterisco separativo), por ele concebida, creio que em 1942, no seguimento de outras suas iniciativas do género (o semanário O Globo, Lisboa, 1930; a página “República das Letras”, no diário República, ibid., 1935…). Todos quantos, no meu tempo, se interessavam por “artes e letras” liam sofregamente essa página e a aguardavam às quartas-feiras, porque nela confluíam muitos nomes prestigiosos, de várias gerações e diferentes sectores, que me seria difícil enumerar indiscriminadamente. E também porque não havia então novidade literária ou artística que Jaime Brasil não relevasse, em nótulas mais ou menos extensas e geralmente oculto (quantas vezes por inconfessáveis suspeições políticas…) sob a inicial A. a de seu nome Artur. Bastará, entretanto, acrescentar que a vida do nosso homem foi, nobremente, acidentada – conheceu, como tantos de igual craveira cívica, a prisão, a mordaça, o exílio; talvez, em certos períodos até (atendesse na dedicatória nemesiana) anteriores ao Estado Novo, a fome… E com que estóica dignidade ele suportou a luta!


Massamá, 12 – XI – 2007.

P.S. – Na bibliografia falta-nos citar a sua incursão, em 1937, no domínio erudito, ao reeditar, com prefácio, actualização ortográfica, anotações e revisão, a “Arte de Furtar”, cuja autoria, supostamente atribuída ao Padre António Vieira e ainda hoje problemática, Jaime Brasil questionou com documentada minúcia. A sua cultura era, para um autodidacta liceal, enciclopédica.


------------------------------------------------------


Jaime Brasil e Ferreira de Castro irmãos


por Joaquim de Montezuma de Carvalho (Portugal) e Jorge Tufic (Brasil)

Lembrar o açoriano Jaime Brasil (Angra do Heroísmo, 1896 – Lisboa, 1966) é realçar as melhores virtudes do açoriano, tipificadas em Antero de Quental (Ponta Delgada, 1842 – id, 1891), a verticalidade nas ideias de emancipação do homem e, simultaneamente, a doçura do trato que, em tantos ideólogos, inexiste. Ele, como Antero, cumpriu a receita espinosiana sintetizada em Pascal (1623–1662): “Dois excessos: - excluir a razão e só admitir a razão”, e que, hoje, o cientista neurologista António Damásio elevou aos píncaros da lua (e ainda bem).
Jaime Brasil está eliminado na formosa e insegura “História da Literatura Portuguesa” do duo António José Saraiva e Óscar Lopes porque estes sábios têm noção francesa e restritiva do que é ou não é literatura. Assim é o meu país de purificações sucessivas. Todavia, Jaime Brasil é o enérgico e vivaço escritor de maravilhosas biografias sobre Zola, Diderot, Ródin, Leonardo da Vinci, Velázquez e… Ferreira de Castro. São livros cheios de estilo, a explodir humanismo, a ler-se melhor do que os muitos “escritores” de novelas e poesias versados pelo duo míope. Quem perde é a cultura. O valor literário passou a estar mais na cultura do que nos inócuos formalismos dos chamados “géneros literários”. Jaime Brasil pertence a esta literatura culta que se não prende a “criar” contos, dramas, poemas, romances…

Fui muito amigo do Jaime Brasil e ele meu amigo. Sei que a sua devoção maior foi por Ferreira de Castro (Ossela, Oliveira de Azeméis 1898 – Porto, 1974). O seu livro “Ferreira de Castro, a obra e o homem”, de 1961, em parte reaparecido como intróito à edição das “Obras Completas” que a Círculo de Leitores lançou em dezoito volumes, em 1984, contém o exacto perfil do nosso tão luso-brasileiro novelista, alma desabrochada no Amazonas, daí lhe vindo a nomeada com “A Selva” (1930) e contém sobretudo dois elementos do maior significado e são igualmente o que foi Jaime Brasil para ele mesmo Jaime Brasil: “O caso de Ferreira de Castro é, portanto, diferente do de todos os outros escritores seus compatriotas. É o dum camponês, que passou a infância numa aldeia serrana e a adolescência no recesso da floresta virgem. O seu encontro com a civilização deu-se em centros que não gozam de grande prestígio intelectual. Foi, assim, o construtor da sua própria personalidade”, o que vale para Jaime Brasil, irmão nesse erguer-se de si próprio. O outro elemento do valor capitalino e estelar está no acertado pioneirismo: - “É Ferreira de Castro o primeiro escritor de sentido social aparecido em língua portuguesa. Antecedeu, de vários anos, os romancistas de temas sociais das literaturas da América, tanto do Norte como do Centro e Sul”. Nada mais exacto para quem esteja dentro destas literaturas pós-colombinas. Aqui chegou Ferreira de Castro, homem independente, por amante da liberdade e ser-lhe penoso testemunhar misérias sem apontar o rebelde grito do não corajoso e exemplar (outra faceta do irmão seu, o Jaime Brasil).

Nesta festa à memória de Jaime Brasil a Amazónia tinha de estar aqui presente com o poeta, contista, ensaísta e jornalismo Jorge Tufic, nascido em Serra Madureira, em 1930, e com mais de quarenta livros publicados, entre eles “Existe uma literatura amazonense?” E Jorge Tufic conhece a Amazónia de Ferreira de Castro como mais ninguém, Pedi-lhe o texto e ele veio rápido por saber que, no além, o Jaime Brasil irá ficar encantado nesta união de irmãos corajosos, independentes e belicosos no melhor sentido da cristandade. Aqui está, com o título de “Lembranças de Ferreira de Castro”:
- Há uma herma de Ferreira de Castro na Praça Heliodoro Balbi, em Manaus, homenagem da União Brasileira de Escritores (UBE–AM). Nos interiores amazónicos por onde andara e sofrera este homem, devem resistir ao tempo os seringais de sua infância e juventude. Mas há um prédio na rua Marechal Deodoro, com a placa em bronze da veterana firma J. G. Araújo, que simboliza todo esse período económico de grandeza e baixaria tão bem descrito por António Loureiro, sem seu livro “A Grande Crise”.

Numa dessas portas do vetusto escritório adentrara, com certeza, o Ferreira de Castro menino a que se refere um outro escritor do Amazonas, Abrahim Baze, na obra intitulada “Ferreira de Castro, um Emigrante Português na Amazónia”, talvez em busca dos primeiros contactos para conseguir trabalho. Terá, contudo, desistido, indo bater em outra porta, desta vez a do Comendador J. B. Aragão. Quis, no entanto, o destino que ele seguisse viagem até ao rio Madeira.

Algumas fotos, sempre repetidas, documentam o itinerário do autor de “A Selva” a partir do navio “Justo Chermont”, o Porto de Manaus, a avenida Eduardo Ribeiro, o Largo da Matriz, casas aviadoras, armazéns de borracha, a produção do látex nos seringais, tudo ao lado do escasso relicário afectivo deixado nos beiradões, gente humilde após uma caçada e porcos do mato (caitetus) estirados no chão.

São estas as facetas exteriores do escritor. Em seu íntimo, porém, cresciam os contrastes e avolumavam-se as imagens destinadas a transformar todos os aparentes fracassos em retumbantes sucessos literários. A vida sabe para onde joga, e as coisas sabem acontecer. O que seria dos injustiçados e da literatura amazonense, se Ferreira de Castro tivesse conquistado um título de seringalista ou proprietário de casa aviadora? Ou um canudo de bacharel em Direito?

Não sei porquê, mas sempre acho que sua vida e seu sofrimento ainda circulam nos ares de Manaus, valorizando os monumentos históricos. E qualquer fotografia dos horrores dos seringais tem muito a ver com os textos (conhecidos e desconhecidos) de Ferreira de Castro”.

Assim escreveram Joaquim de Montezuma de Carvalho e Jorge Tufic num abraço bem luso-brasileiro para dois irmãos da mesma espécie, os sempre recordados Jaime Brasil e Ferreira de Castro.

Hip-hop no Brasil e em Portugal: conversas sobre arte na periferia ( em Coimbra, dia 21 de Nov, às 14h.)



21 Novembro de 2007, 14:00 às 17:00,
Sala de Seminários do CES (2º Piso), Centro de Estudos Sociais, na Fac. de Economia, Universidade de Coimbra


Limite de inscrições: 35 pessoas



Iniciativa destinada a estudantes do ensino secundário



Todos os anos, em Novembro, durante a Semana da Ciência e da Tecnologia, instituições científicas, universidades, escolas, associações e museus abrem as suas portas para dar a conhecer as actividades que desenvolvem, através de um contacto directo com o público.




Este ano, o CES associa-se à Agência Nacional Ciência Viva, organizando um evento sobre Hip-Hop e a Arte na Periferia (em Portugal e no Brasil), destinado a jovens do ensino secundário.



Programa:



O CONTEXTO dos documentários, Andreia Moassab e Cristiano França (doutorandos CES)

DOCUMENTÁRIOS

Panorama: Arte na Periferia (2007/52¹), de Peu Pereira (Brasil)
Hip Hop com Dendê (2006/15¹) de Fabíola Aquino (Brasil)
Festa do Hip Hop (2005/ 8¹) de Célia Antonacci (Brasil)



CONVERSAS com João Francisco Barros (divulgador de hip-hop) e Teresa Fradique (investigadora e autora do livro 'Fixar o movimento: Representações da música Rap em Portugal')



DEBATE com os alunos
Organização: Marta Araújo, Andreia Moassab, Cristiano França, Ana Oliveira e Fernanda Vieira
Colaboração: Fabrice Schurmans, Priscila Vasconcelos

Curso livre sobre o Sufismo islâmico

De 20 de Novembro de 2007 a 26 de Fevereiro de 2008.

ISER - Instituto de Sociologia e Etnologia das Religiões(Presidido pelo Prof. Moisés Espírito Santo),
com sede na FCSH da UNL (Av. de Berna)
O SUFISMO ISLÂMICO E SUAS CONFRARIAS: ESPIRITUALIDADE E POLÍTICA
(curso livre de 3 meses = 12 sessões)

Docente: José Manuel Anes

1 – O Islão, seus esoterismos e suas heterodoxias
A (1 aula)– A “fitna” das origens: Sunismo e Xiismo. Dos desvios às margens do Islão.

B (1 aula) – Xiismo, esoterismo, profetismo e escalotologia: o imame escondido e a hiero-história. “Messianismo”: o Mahdi intercalar e o do fim dos tempos. O Ismaelismo fatimida, gnose e tempo cíclico. O Ismaelismo reformado de Alamut: dos “Assassinos” à “Grande Ressurreição”.

C (1 aula) – Hermetismo e Alquimia: Geber, Rhazés e a Enciclopédia dos “Irmãos da Pureza”.

D (1 aula) – De Avicena e o “relato visionário” ao “oriente das luzes” e ao “exílio ocidental” de Sohravardi e os “Ishraqiyn”.

2 – O Sufismo, seus mestres e suas confrarias

E (2 aulas) – Os mestres das origens e seus continuadores. Al-Hallaj, al-Ghazali, Ibn Massarra, Attar e o “Colóquio dos Pássaros”. Ibn’Arabi, o “Sheik al-Akbar” e a “imaginação criadora” como instrumento poético e noético. Rumi.

F (2 aulas) – As Confrarias sufis: A Qadiriya e a Chisti; a Sorawardiya, a Ribaiya, a Kubrawiya, a Shadiliya (e a Madaniya e a Alawiya), a Mawlawiya (e os “derviches rodopiantes”), a Naqshbandiya e os “mestres da sabedoria”. Os Bektashis e os Halevis. Ordens sufis ocidentais do século XX (Sufi Order, etc.)

3 – As confrarias sufis e a sua dimensão política

G (2 aulas) – Ásia Central e Hindustão, Turquia, Médio Oriente e Egipto, Maghreb, Sahel e África sub-sahariana e ocidental.

H (2 aulas) – O conflito entre o Wahabismo e o “salafismo radical jihadista”, por um lado, e o Sufismo e suas confrarias, por outro: os casos da Índia/Paquistão e do Sahel/África sub-sahariana.

Aulas às 3ª.s Fs. das 18,30h às 20,45h (15m de intervalo).

O 44º aniversário da UNICEPE, cooperativa livreira de estudantes do Porto


A Unicepe fez ontem 44 anos de existência. Uma cooperativa de estudantes universitários do Porto que serviu de ponto de encontro aos resistentes anti-fascistas ao longo da ditaura e que, hoje, resiste à tirania do mercado e à banalidade consumista.


Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRL
Praça Carlos Alberto, 128-A
4050-159 PORTO

Telefone 222 056 660



mailto:Unicepe@mail.telepac.pt

http://www.unicepe.com/





Noites de poesia e música - Evocações


Todas as quartas Quartas feiras de cada mês organiza-se uma tertúlia em que é lembrado um dos nossos sempre tão esquecidos autores



Em 2007:
Janeiro, dia 24 - João de Deus - José Alves Silva / Carlos Andrade
Fevereiro, dia 28 - José Afonso - José Silva
Março, dia 28 - António Nobre - Tino Flores
Abril, dia 25 - Ary dos Santos - José Ramalho e Daniel Pires
Maio, dia 23 - Adriano Correia de Oliveira - Carlos Andrade e Fernando Mendes
Junho, dia 27 - Camilo Castelo Branco - João Teixeira
Julho, dia 25 - Guerra Junqueiro - Agostinho Silva
Setembro, dia 26 - Júlio Dinis - Jorge e Nuno Gomes da Silva
Outubro, dia 24 - António Aleixo - Ana Ribeiro
Novembro, dia 28 - Fernando Pessoa - Francisco Carvalho
Dezembro, dia 26 - Teixeira de Pascoaes - Fernando Ribeiro


Plano para 2008:
Janeiro, dia 23 – Miguel Torga – Carlos Andrade
Fevereiro, dia 27 – Sebastião da Gama – Carlos Cunha
Março, dia 26 – Natália Correia – Tino Flores
Abril, dia 23 – Luís Veiga Leitão – José Ramalho e Daniel Pires
Maio, dia 28 – Agostinho da Silva – João Teixeira
Junho, dia 25 – Jorge de Sena – Jorge e Nuno Gomes da Silva
Julho, dia 23 – Sofia de Melo Breyner – Agostinho Silva
Setembro, dia 24 – Antero de Quental – Ana Ribeiro
Outubro, dia 22 – Florbela Espanca – Francisco Carvalho
Novembro, dia 26 – Bocage – Fernando Ribeiro


Apareça!... venha saborear, connosco, um porto Poças e dizer um poema.

19.11.07

Viver (bem) com menos

Por uma economia baseada nas necesidades sociais e não em função dos interesses do capital, isto é,por uma economia onde se produza o necesário e não o supérfluo


Quanto é o suficiente para se viver bem?
Esta simples pergunta não é nova, mas ganhou uma indiscutível pertinência e actualidade nos nossos dias. Com efeito, para avançarmos em direcção a uma sustentabilidade que não seja pura retórica é indispensável levar a cabo uma estratégia fundada na eficiencia, na coerência (biomímesis) e na suficiência, o que implica o levantamento e a operacionalização do que se deve entender por necesidades humanas, dos modelos antropológicos a seguir, da austeridade voluntária, da definição do conceito de vida boa, e do conteúdo da noção de felicidade.

O capitalismo consumista em que vivemos está a levar o planeta, mediante uma irremediável cegueira furibunda, em direcção ao abismo. Face a essa corrida auto-destrutiva é nosso dever resistir e agir em consequência com base nos princípios da eficiencia ( fazer mais com menos recursos), da coerência (usar tecnologías compatíveis com a naturaza, que aproveitem os ecossistemas sem os destruir) e da suficiência ( se os seres humanos querem preservar a Terra teremos que aprender a viver dentro dos seus limites).

O livro recentemente editado pela editora Icaria, de Barcelona, com o título «Viver (bem) com menos», é constituído por textos de três autores ( Jorge Riechmann, Manfred Linz e Joaquim Sempere), e é extremamente útil para dessacralizar o mito e o conceito de «crescimento económico» contemporâneo.

Para além das críticas certeiras, não deixam de ser apresentadas formas alternativas a esta economia do desperdício consumista.

Defende-se assim o primado do comunitário, políticas energéticas da procura e não do lado da oferta, a construção de uma economia baseada nas necesidades sociais e não em função dos interesses do capital (isto é, producir o necesario e não o supérfluo), a partilha do trabalho.

São textos que partem, pois, da teoria mas não se esquecem de apresentarem propostas tangíveis, com uma ideia comum e presente ao longo de todo o livro:

«O desenvolvimento sustentável foi uma boa ideia (…) Mas agora é demasiado tarde. Do que se trata agora é de organizar a retirada sustentável» e... aprender a viver (bem) com menos.

A árvore do Natal do Millenium é um monumento ao desperdício, ao despesismo e à mais obscena publicidade comercial

Comunicado da associação ecologista Terra Viva a propósito da «Árvore» do Capital, financiada pelo maior banco privado português, e montada no centro da cidade do Porto


O Porto tem falta de mais espaços verdes produtores de oxigénio, e de ÁRVORES concretas. Situando-se actualmente a média das grandes cidades europeias de ESPAÇOS VERDES POR HABITANTE entre os 16 e os 18 m2, o Porto está longe ainda dos 12 m2 por habitante que a Câmara Municipal do Porto diz desejar atingir , situando-se actualmente na fasquia entre os 7 e os 8 m2/habitante.

Dado este facto – e dado também o desprezo que têm sido votados a maior parte dos espaços verdes urbanos (parque das Virtudes fechado ao público há mais de um ano, projecto do Parque Oriental torpedeado e invadido por novas rodovias, etc., etc.) seria de todo desejável termos GRANDES E PEQUENAS árvores de Natal VIVAS nesta cidade em vez de qualquer avantesma de ferro... Por essa Europa fora é isso que se faz. Mas não AQUI. Aqui “valores mais altos se levantam”: os do VIL METAL …para alguns!

UM PRESENTE “DESINTERESSADO”?

É por isso que uma instituição tão desinteressada e benemérita (?) como o BANCO MILLENIUM BCP, resolve oferecer este presente “desinteressado” à cidade durante a próxima quadra festiva: UMA AVANTESMA com 280 TONELADAS DE FERRO, 76 METROS DE ALTURA e …3 MILHÕES DE LÂMPADAS! (onde está a poupança de energia? – sobretudo quando a actual seca se faz sentir há vários meses com as albufeiras bem abaixo dos níveis normais nesta época…).

Estamos perante uma GIGANTESCA OPERAÇÃO DE MARKETING do MILLENIUM BCP e não perante qualquer iniciativa “desinteressada”. Assim se promove a si próprio o Millenium BCP à custa de muito “ fogo de vista”! E quais as benesses da maioria da população do Porto? Essa , é convidada a participar com pompa e circunstância na inauguração da MAIOR ÁRVORE DE NATAL DA EUROPA, e a vir gastar os seus salários QUE SÃO OS MAIS BAIXOS DA EUROPA em compras que “revitalizam o comércio” na baixa e que…lhe esvaziam os seus já por si magros bolsos…

UM APOIO DE “SOLIDARIEDADE SOCIAL”?

Mas tanto o MILLENIUM BCP como o actual elenco da Câmara Municipal do Porto que apoiam esta grande operação de marketing comercial têm um “argumento de peso”… É que, dizem-nos, durante a “plantação” desta enorme avantesma de ferro, vão fazer um PEDITÓRIO para algumas instituições privadas de solidariedade social e com esse peditório diminuirão a actual situação de miséria de muitas famílias…

Então cabe perguntar: PORQUE NÃO POUPAR OS MILHÕES DE EUROS DAS 280 TONELADAS DE FERRO E ENTREGAR ESSE DINHEIRO ÀS INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE SOCIAL ? Já que o MILLENIUM BCP é tão “desinteressado”!...

TRAVAR O A ABANDONO E A DESERTIFICAÇÃO DO CENTRO?

Um outro “precioso argumento” de tão “desinteressados” senhores (actual elenco da Câmara Municipal do Porto aí incluídos ) é que com este mastodonte “de Natal” e a “animação cultural” realizada em volta dele (teremos que voltar a ouvir o “Serafim Saudade” a cantar “Ninguém, ninguém, poderá mudar o mundo”…Isto é que é “coltura”, sim senhor…) ,se “reanimará” o centro da cidade nesta quadra festiva (mas só!) .

Mas SERÁ QUE A MAIORIA DA POPULAÇÃO DO PORTO É COMPOSTA POR COMERCIANTES?

E onde é que estão os projectos (e as acções) que devolvam o CENTRO HISTÓRICO DO PORTO (Miragaia, São Nicolau, Sé, Vitória…) às populações ? – que o abandonam cada vez mais porque, entre outras razões, ninguém gosta de morar em ruínas (ou ao lado delas) e os projectos de “reabilitação” urbana da zona histórica são menos que insuficientes.
E que está a acontecer a esta zona da cidade (que também é centro) em vias de perder o seu estatuto de PATRIMÓNIO CULTURAL MUNDIAL pelo desprezo a que tem sido votado pelo actual elenco da Câmara Municipal?...

TRANSPORTES ESPECIAIS NA QUADRA NATALÍCIA. MAS SÓ!!!

Mas, como é preciso vir à baixa comprar e comprar, a Câmara Municipal do Porto dá-lhe uma ajuda: intercede para melhorar TEMPORÁRIAMENTE o funcionamento da chamada “Nova Rede” dos STCP… Será que vamos passar a : - ter menos transbordos? , - recuperar as antigas linhas dos autocarros? - passar a ter abrigos que faltam nas paragens ? - passar a ter os antigos tarifários e bilhética? - passar a ter o preço impresso dos bilhetes que adquirirmos nos autocarros ? … De facto o Natal será mágico… E em nome do santo lucrinho de alguns talvez venhamos a ter durante menos de dois meses AQUILO QUE DURANTE O ANO TODO NOS É NEGADO: UMA BOA QUALIDADE DE TRANSPORTES URBANOS…talvez, mas isso dependerá do dinheiro que se tenha para gastar neste Natal…

É POR TODOS ESTES MOTIVOS QUE ADERIMOS ÀS INICIATIVAS DE CONTESTAÇÃO E PROTESTO DO M.U.T (Movimento dos Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto) e do GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental)

APELANDO À POPULAÇÃO DO PORTO A QUE NÃO SE DEIXE ILUDIR POR INICIATIVAS QUE NÃO VISAM NEM A MELHORIA DA SUA QUALIDADE DE VIDA NEM DO AMBIENTE EM GERAL.

Porto, 17 de Novembro de 2007 - TERRA VIVA!/Terra Vivente
Associação de Ecologia Social
( Núcleo Porto Centro )

18.11.07

Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada: contra a violência do tráfego motorizado e o imperialismo do automóvel


Hoje é o dia mundial em memória das vítimas da estrada e do tráfego motorizado. E nada mais justificado que recordar aqui os 30 milhões de mortos e as centenas de milhões de feridos que os automóveis e as motas provocaram ao longo do século XX. E se a isto adicionarmos os terríveis efeitos colaterais (no ambiente, etc) do uso e abuso do automóvel nas nossas sociedades o balanço não pode ser mais aterrador.

A sinistralidade rodoviária e o massacre perpetrados pelos automóveis são-nos apresentados habitualmente como do foro individual dos condutores ora negligentes e temerários ora ineptos e impreparados, a quem são apontadas reponsabilidades quando se dá um acidente na estrada.

Mas esquece-se que se trata de um problema eminentemente social e até político. Basta para tanto recordar a insistência e pressa que os órgãos e responsáveis políticos revelam ao autorizar a venda e circulação de carros cada vez mais potentes, capazes de atingir velocidades inadmissíveis, assim como todo o afã das autoridades em construírem vias de circulação onde o alto valor da fluidez do trânsito supera em importância a própria segurança rodoviária, e, principalmente, no tipo de ordenamento do território planificado pelas esferas governamentais que leva cada vez mais as populações a ficarem dependentes do automóvel e do transporte particular.

Quantos mais automóveis há, mais a vida se torna desagradável, e menos úteis eles se mostram.

Vivemos hoje numa espiral de crescimento do transporte de pessoas e mercadorias. As indústrias do automóvel, da construção civil e dos combustíveis tornaram-se o primeiro poder económico e, em cumplicidade com os governos, modelam o território, a sociedade e as regras sociais em função dos seus interesses económicos em detrimento do inetresse geral e da prória saúde das pessoas.

Os condutores, esses, independentemente da sua consciência social e dos padrões éticos por que se regem, vão adaptando melhor ou pior a sua conduta em função percepção dos riscos que lhes são apresentados. E se estes diminuem, graças à tecnologia ou ao traçado e construção das vias, a tendência é para elevar o grau de risco do seu comportamento. Por isso é que a única solução para reduzir a mortalidade rodoviária é reduzir as deslocações e apostar numa economia de proximidade.

As indústrias envolvidas e os governos, seus cúmplices, têm plena consciência das consequências das suas opções e do modelo de crescimento económico que visa tão-só satisfazer os interesses empresariais na maximização do lucro a qualquer preço e custe o que custar.

Ora chegou o momento de imputar às empresas e aos governos a culpa pela autêntica guerra civil assassina que vai alastrando nas nossas estradas.






Ruas para as pessoas, não para os automóveis
15 Mandamentos da Cortesia ao Volante

retirado de:



1. Não utilizarás o veículo como instrumento de ameaça ou de agressão.

2. Se conduzires, não consumirás bebidas alcoólicas ou produtos que alterem o teu estado normal de consciência.

3. Darás sempre prioridade aos peões, mesmo fora das passadeiras ou antes de nelas entrarem.

4. Zelarás pelo transporte seguro dos ocupantes do teu veículo, em especial das crianças.

5. Aceitarás o ritmo de condução dos outros condutores e respeitarás os limites de velocidade legais.

6. Não utilizarás o telemóvel durante a condução.

7. Não estacionarás onde prejudicares a passagem e visibilidade dos peões, em especial crianças, idosos e deficientes.

8. Vigiarás o estado do veículo de modo a contribuir para a segurança e respeito de todos os utentes das estradas.

9. Não perderás a paciência quando a via se encontrar obstruída e não impedirás a ultrapassagem por outro veículo.

10. Pararás sempre nos sinais de Stop e abrandarás com o aparecimento da luz laranja.

11. Não estacionarás nas passadeiras de peões, faixas BUS, lugares de deficientes, e saídas de emergência.

12. Manterás a calma quando circulares atrás de um veículo de instrução.

13. Reduzirás a velocidade em locais de transito de peões.

14. Em auto-estrada ou via rápida, não conduzirás encostado à traseira do carro que circula à tua frente.

15. Adequarás a tua condução às condições atmosféricas e condições da via.



Apelo para uma greve geral dos consumidores a partir do dia 24 de Novembro

CONSOME, idiota!


Todos nós desempenhamos um papel económico bem mais importante como consumidores do que como trablhadores

Os direitos dos trabalhadores são sistematicamente esvaziados, quando não mesmo retirados e anulados nos últimos anos, e, por circunstâncias várias, as greves de trabalhadores não se têm revelado eficazes.

Por isso é urgente que as greves de trabalhadores sejam complementadas com uma greve geral de consumo como forma de demonstrar ao poder instituído a nossa determinação na luta por uma nova sociedade e um novo modo de viver.

Apelamos assim para que, a partir do dia 24 de Novembro, todos comprem o menos possível e para deixarem de fazer compras inúteis , o que teria indiscutivelmente uma grande repercussão em toda a economia e faria tremer o poder político e económico.


A greve das compras terá de ser articulada com a greve ao trabalho.

Uma greve geral ilimitada dos consumidores, a partir de 24 de Novembro, a ser adoptada por um número significativo de aderentes teria um impacto enorme e desencadearia uma dinâmica de transformações sociais e culturais.


Ver e consultar:
http://www.supermercadosnogracias.org/

15 coisas para fazer no hipermercado …

1. Agarra em 24 caixas de preservativos e põe em vários carrinhos, aleatoriamente, quando a pessoa estiver distraída.

2. Programa os despertadores para tocarem de 5 em 5 minutos.

3. Faz um rasto com molho de tomate até à casa de banho.

4. Aborda um funcionário e diz "Código vermelho na secção da loiça"... e vê o que ele faz!

5. Vai ao apoio a clientes e pergunta se te podem reservar um pacote de M&Ms.

6. Põe o sinal de "ATENÇÃO - PISO MOLHADO" ao pé da área dos tapetes.

7. Monta uma tenda na secção de campismo, diz aos outros clientes que vais passar a noite por lá. Convence as pessoas atraentes a trazerem almofadas da secção têxtil e juntarem-se a ti.

8. Quando um funcionário te perguntar se precisas de ajuda, começa a chorar e grita "Porque é que vocês não me deixam em paz?!?!!?!?"

9. Encontra uma câmara de vigilância e usa-a como espelho enquanto tiras macacos do nariz.

10. Procura uma faca de trinchar bem afiada. Leva-a contigo durante todo o percurso das compras e vai perguntando aos funcionários se ali vendem anti-depressivos.

11. Desliza pela loja com um ar suspeito, enquanto cantas o tema da "Missão Impossível".

12. Na secção de acessórios para os automóveis, pratica o teu "look Madonna" usando diferentes tipos de cones de sinalização.

13. Esconde-te atrás da roupa que está exposta em cabides e quando alguém estiver a ver os artigos grita "ESCOLHE-ME! LEVA-ME PARA CASA!"

14. Quando alguém anunciar seja o que for no altifalante, deita-te no chão, em posição fetal, e grita: "NÃÃÃO! As vozes! Outra vez as vozes!"

E, por fim:

15. Vai ao provador de roupa. Fecha a porta, aguarda um minuto e depois grita: "Onde é que está o papel higiénico?


Retirado de:
http://renatoamorim.blogs.sapo.pt/44337.html

O jornal El Pais abre os seus arquivos de textos e artigos publicados ao longo de 30 anos

Qualquer que seja a ideia que se tenha sobre o jornal El País e o grupo económico Prisa que o controla julgamos do maior interesse a abertura dos arquivos deste jornal e a sua disponibilização online a todos quantos estejam interessados na sua consulta.

São assim três décadas recheadas de factos históricos a que acrescem os milhares de artigos e reportagens que podem ser consultados via Internet e de forma totalmente gratuita.

Para tanto, bastará ir à
hemeroteca do ELPAÍS.com e começar a fazer as pesquisas desejadas