Petition To Prosecute U.S. War Criminals:
PROSECUTION OF WAR CRIMES & WAR CRIMINALS:
We the undersigned, condemn the Bush Administration for it's illegal War on Iraq and the so-called War on Terror. We the undersigned, believe that the Bush Administration has no defense against violations of the War Crimes Act nor the Geneva Conventions, while administering the War on Iraq and Afghanistan, or the so-called War on Terror.
We the undersigned, do not recognize the Bush Administration's authority to conduct any illegal War, here or abroad, and refuse to support the War Criminals of the Bush Administration.
We the undersigned, demand that the Bush Administration must declare an end to the illegal occupation of Iraq forthwith, and demand an immediate withdrawal of all U.S. Troops, it's Mercenaries, it's Contractors and War Profiteers from the country of Iraq, immediately. Furthermore, we the undersigned, demand the immediate closure of all U.S. Military bases in Iraq, and that the U.S. Government shall be responsible for the toxic cleanup of all base closures, and that the stolen land shall be given back to the Iraqi people, forthwith.
We the undersigned, support and demand the immediate prosecution of the Bush Administration for War Crimes and Crimes Against Humanity, which are occurring in the War on Iraq and Afghanistan, in accordance with the Geneva Convention/s and Section 2441 [the War Crimes Act]. This includes, but is not limited to the illegal occupation of Iraq, the looting of Iraqi resources, the illegal dentention of Iraqi Citizens, the bombing and mass murder of Iraqi Citizens, torture, plus the outrages upon personal dignity and inhuman and degrading treatment of prisoners.
In addition, we the undersigned, demand that all War Profiteers of Iraq, including the Bush/Cheney families, arms manufacturers, contractors and mercenaries shall forthwith divest themselves of all assets and profits made by the illegal War on Iraq, and shall immediately return all assets and funds back to the U.S. Treasury.
Furthermore, we the undersigned, condemn the Bush Administration for violating human rights laws by abducting, interrogating, and detaining foreign nationals in secret overseas prisons, and demand that the U.S. Government's use of "extraordinary renditions", must end immediately.
In addition, we believe that the Bush Administration has no legal authority to exempt anyone, including alleged Taliban and Al Qaeda fighters or prisoners from the provisons of the Geneva Conventions.
We the undersigned, demand that Congress must immediately stop funding all overt and covert activies that are related to the War on Iraq and Afghanistan, and the so-called War on Terror.
In Addition: We the undersigned, demand that Congress stop funding all secret detention centers being run by the U.S. Federal Government, the C.I.A., or any of it's so-called mercenary/contractors, and that all secret prisons shall be shut down immediately.
We believe that the people of the world, Iraq and Afghanistan are due full reparations from the U.S. Government, for current, past and future damages that have been caused by the Bush Administration's so-called illegal War on Terror.
Click below to sign War Crimes Petition...
Para assinar esta petição sobre os crimes de guerra cometidos pela Administração Bush, clicar no seguinte link:
http://www.PetitionOnline.com/WarCrime/petition.html
18.12.05
Prisões Políticas Portuguesas (exposição de fotografia de Pedro Medeiros)
Encontra-se patente entre 29 de Outubro de 2005 e 29 de Janeiro de 2006 no Centro Português de Fotografia, situado na antiga Cadeia da Relação no Campo Mártires da Pátria, Porto, uma exposição de fotografias dePedro Medeiros (1969- ) sob o título «Voz do Silêncio: Prisões Políticas Portuguesas».
A Cadeia do Aljube, o Forte de Peniche, a Colónia Penal de Cabo Verde (conhecida mais prosaicamente pelo Tarrafal), e os Redutos Norte e Sul do Forte de Caxias são alguns dos locais que são convocados pelo autor nesta mostra.
Do desdobrável sobre a exposição respigámos o seguinte excerto, retirado do texto de apresentado assinado por Maria Manuela Cruzeiro, do Centro de Documentação 25 de Abril:
«Prender os opositores é ao mesmo tempo um acto de prepotência e uma clamorosa confissão de fraqueza. Por isso o confronto entre a vítima e o carrasco é o encontro fatal entre a fraqueza dos fortes e a força dos fracos»
17.12.05
Os brinquedos sexistas
O sexismo está presente em muitos dos nossos actos do quotidiano. Os seus estereótipos teimam em manter-se nas atitudes, mentalidades e estruturas sociais. A sua superação permitirá certamente a desmontagem de muitas estruturas de micro-poder que se impõem nas relações sociais.
Os brinquedos, na medida em que são excelentes veículos de valores e atitudes, constituem um dos meios mais privilegiado através dos quais o sexismo é reproduzido, muitas vezes de maneira imperceptível mas sempre com bastante força e que permite a perpetuação de preconceitos e modelos de comportamento discriminatórios. É o caso dos brinquedos que são associados a um ou a outro sexo e que geram mecanismos estereotipados de identidade sexual. Aos rapazes é-lhes incutido a vontade de domínio, enquanto para as raparigas está reservada a função de submissão.
Basta observarmos as centenas de brinquedos que se perfilam ao longo das prateleiras dos hipermercados para constatarmos uma permanente divisão sexual que se pretende assim reproduzir. Desde a divisão entre as cores azul ( para os rapazes) e o cor de rosa (para as raparigas) até ao género de brinquedos ( casas e bonecas para elas e comboios e carros para elas), passando pela parafernálias de super-heróis é toda uma vastíssima gama de dispositivos que são permanentemente actualizados no sentido de manter e reproduzir os estereótipos sociais ligados uma identidade sexual, presumida como fixa e inalterável, quando na verdade não passam de construções sociais que visam a manutenção de relações de poder e de valores e mentalidades conservadores.
Mal o rapaz e a rapariga saiam destes arquétipos sociais relativos à divisão sexual patriarcal mantida ao longo de séculos são imediatamente encarados com um olhar perscrutador de reprovação social, e objecto de cuidados correctivos de quem defende a velha ordem social.
Não poucas vezes são também incutidos valores que geram a homofobia, a submissão e uma atitude pró-activa relativamente à guerra, ao machismo, à submissão, obediência e docilidade. Consciente ou inconscientemente são transmitidas unilateralmente certas ideias-feitas sobre a «inevitabilidade» do casal heterossexual e do modelo familiar monoparental que explicam depois, no futuro, muitas das angústias e «desajustes» das personalidade em gestação relativamente aos modelos comportamentais impostos.
Para terminar toda essa formatação social de carácter unilateral que recai sobre as crianças e jovens importa, desde logo, dessacralizar os caducos padrões culturais que são utilizados e combater os respectivos métodos de execução.
Oferecendo brinquedos não-sexistas e jogos cooperativos ou que, pelo menos, não veiculem clichés sexistas, estamos a contribuir para a superação da velha ordem moral e o desmantelamento dos micro-poderes instituídos.
Contra os estereótipos, sejamos inventivos.
O espírito sinistro do catolicismo
Há em todos nós, por mais modernos que queiramos ser, há lá oculto, dissimulado, mas não inteiramente morto, um beato, um fanático ou um jesuíta! Esse moribundo que se ergue dentro de nós é o inimigo, é o passado. É preciso enterrá-lo por uma vez, e com ele o espírito sinistro do catolicismo de Trento.
Antero de Quental, in
Causas da decadência dos povos peninsulares, 27 de Maio de 1871
Antero de Quental, in
Causas da decadência dos povos peninsulares, 27 de Maio de 1871
13.12.05
Manifesto anti-militarista
Não queremos colaborar com o exército fazendo o serviço militar, por entender que se o cumpríssemos estaríamos a afirmar valores como a violência cega, o machismo, a dominação e o poder, estaríamos a colaborar com a chamada «ordem económica internacional», converter-nos-íamos em consumidores de orçamentos astronómicos que, travando o desenvolvimento, desviam os recursos do planeta para a guerra e a destruição. Não queremos ser parte do exército porque não queremos ser instância imprescindível da dominação de umas nações sobre outras. Do domínio de umas pessoas sobre outras.
Excerto do Manifesto dos Insubmissos do Estado espanhol, 1989
Carta aos reis magos
Autora: Paula Fuertes (1º Bach. F)
Fonte: www.mujerpalabra.net
Aqueles dias eram os piores do ano – diziam os reis magos. Havia muito trabalho e as primeiras cartas começaram a chegar logo pelo dia 20.
Bonecas, carrinhos, jogos…
O tipo de brinquedos pedidos era sempre o mesmo só com a diferença que cada ano os seus custos aumentavam de forma incrível.
Baltasar mexia num monte de cartas. Ainda bem que a natalidade está a diminuir – dizia ele para si – sim, porque as crianças de hoje em dia são cada vez mais caprichosas…
De repente encontrou uma carta sem remetente. Pegou nela. Estava escrita em papel reciclado, e com letras cuidadosamente escritas
Abriu-a cuidadosamente, para não a estragar.
Dizia assim:
Queridos Reis Magos:
Este ano não foi um ano bom para mim. Esta Primavera, uns senhores de uniforme ocuparam o nosso país. Guiavam uns carros muito estranhos. No início, estavam só para ali, e nós perguntávamos porquê. Sempre pensei que o meu pai sabia responder, mas ele nunca disse nada. Em certas noites ouvia a minha mãe a chorar silenciosamente no quarto.
Certo dia começaram a ouvir-se sirenes e bolas de fogo começaram a cair do céu sem parar. Eu tive medo e sai da escola a correr para casa.
Quando cheguei a minha mãe chorava, mas desta vez o seu choro não ficava só no seu quarto, pois espalhava-se por toda acasa. O meu pai tinha morrido. Foi atingido por uma daquelas bolas de fogo que arrasavam tudo à volta.
Desde aquele momento nasceu dentro de mim um sentimento que me devora todos os dias, e palavras como VINGANÇA ou JUSTIÇA soam permanentemente nos meus ouvidos doridos. E ecoam com mais força que o barulho das sirenes, e é mais forte que as explosões.
Não queria sentir isso, porque só gostava de viver em paz e meu desejo é que tudo voltasse a ser como antes. Queria ver o meu pai quando voltasse da escola; queria jogar futebol com ele, e que me ajudasse quando eu começasse a namorar…
Mas nada será assim porque o meu pai nunca mais regressará por ter sido morto pela ambição dos ricos.
É assim, queridos reis Magos, que só lhes peço que toda a dor, todo o horror, medo e impotência que senti, ou que ainda sinto, seja também experimentada por aqueles que qualificaram esta guerra como justa e necessária.
Com carinho e – quem sabe – até ao próximo ano.
Amed.
Baltasar, depois de ler a carta , lançou-a para o fogo da lareira, ao mesmo tempo que olhava para Gaspar que o interrogava:
- O que foi? Mais um a pedir coisas impossíveis?
Ao que Baltasar replicou:
- Pois claro! As crianças, hoje em, dia têm cá cada capricho!
Fonte: www.mujerpalabra.net
Aqueles dias eram os piores do ano – diziam os reis magos. Havia muito trabalho e as primeiras cartas começaram a chegar logo pelo dia 20.
Bonecas, carrinhos, jogos…
O tipo de brinquedos pedidos era sempre o mesmo só com a diferença que cada ano os seus custos aumentavam de forma incrível.
Baltasar mexia num monte de cartas. Ainda bem que a natalidade está a diminuir – dizia ele para si – sim, porque as crianças de hoje em dia são cada vez mais caprichosas…
De repente encontrou uma carta sem remetente. Pegou nela. Estava escrita em papel reciclado, e com letras cuidadosamente escritas
Abriu-a cuidadosamente, para não a estragar.
Dizia assim:
Queridos Reis Magos:
Este ano não foi um ano bom para mim. Esta Primavera, uns senhores de uniforme ocuparam o nosso país. Guiavam uns carros muito estranhos. No início, estavam só para ali, e nós perguntávamos porquê. Sempre pensei que o meu pai sabia responder, mas ele nunca disse nada. Em certas noites ouvia a minha mãe a chorar silenciosamente no quarto.
Certo dia começaram a ouvir-se sirenes e bolas de fogo começaram a cair do céu sem parar. Eu tive medo e sai da escola a correr para casa.
Quando cheguei a minha mãe chorava, mas desta vez o seu choro não ficava só no seu quarto, pois espalhava-se por toda acasa. O meu pai tinha morrido. Foi atingido por uma daquelas bolas de fogo que arrasavam tudo à volta.
Desde aquele momento nasceu dentro de mim um sentimento que me devora todos os dias, e palavras como VINGANÇA ou JUSTIÇA soam permanentemente nos meus ouvidos doridos. E ecoam com mais força que o barulho das sirenes, e é mais forte que as explosões.
Não queria sentir isso, porque só gostava de viver em paz e meu desejo é que tudo voltasse a ser como antes. Queria ver o meu pai quando voltasse da escola; queria jogar futebol com ele, e que me ajudasse quando eu começasse a namorar…
Mas nada será assim porque o meu pai nunca mais regressará por ter sido morto pela ambição dos ricos.
É assim, queridos reis Magos, que só lhes peço que toda a dor, todo o horror, medo e impotência que senti, ou que ainda sinto, seja também experimentada por aqueles que qualificaram esta guerra como justa e necessária.
Com carinho e – quem sabe – até ao próximo ano.
Amed.
Baltasar, depois de ler a carta , lançou-a para o fogo da lareira, ao mesmo tempo que olhava para Gaspar que o interrogava:
- O que foi? Mais um a pedir coisas impossíveis?
Ao que Baltasar replicou:
- Pois claro! As crianças, hoje em, dia têm cá cada capricho!
T.O.P.( sem título oficial pensado) – um colectivo de artistas recicladores
Foi recentemente fundado em Madrid um colectivo internacional de artistas recicladores.
O colectivo utiliza nas suas obras detritos e materiais usados como uma forma de crítica ao consumo exacerbado de bens materiais. Os princípios teóricos em que se baseia o seu trabalho são:
- dignificar os materiais residuais, usando-os como ponto de partida no processo criativo
-desenvolver projectos colectivos onde o espectador tenha a possibilidade de reflectir acerca do papel do consumidor dentro do sistema consumista em que vive, e nos quais possa participar de uma maneira activa, lúdica e crítica.
-Promover o colectivo enquanto iniciativa independente, que actua fora dos círculos elitistas da arte
- procurar mecanismos de financiamento para concretizar aqueles objectios recorrendo a organismos públicos, fundações ou empresas privadas
- apostar na produção artística com carácter multidisciplinar, abarcando aspectos que estejam fora da criação plástica como a música,o teatro, as acções de rua, a filosofia, a antropologia e a consciencialização ecológica.
-manter um carácter multicultural aberto a fimde lançar uma rede cosmopolita por onde circule tudo aquilo que denunciamos
- seguir uma linha de trabalho itinerante, como o melhor veículo para a divulgação na rua.
12.12.05
Alguns protagonistas de lutas ecologistas
Medha Patkar
Índia
Luta contra a barragem de Narmada
www.narmada.org
Mom Sakin
Cambodja
Destacou-se contra a desflorestação no Cambodja
www.globalwitness.org
Paul Watson
Canada
Conservacionista. Destacou-se na defesa dos golfinhos
http://www.seashepherd.org/news/media_050812_1.html
Gidon Bromberg
Israel
O seu lema é «Paz. Amor e água»
www.foeme.org
Odigha Odigha
Nigéria
Defensor da floresta
http://odighaodigha.8k.com/
Wangari Maathai
Quénia
Defensora da floresta
www.wangarimaathai.org
Isidro Baldenegro
Defensor da floresta
http://www.tierramerica.net/2004/0529/ppreguntas.shtml
Corneille Ewango
Republica Democrática do Congo
Defensor da biodiversidade
http://www.grist.org/news/maindish/2005/04/19/nijhuis-ewango/
Dener Giovanini
Brasil
Defensor dos animais selvagens
www.renctas.org.br
Biswajit Mohanty
Índia
http://www.rufford.org/rsg/Projects/BiswajitMohanty.html
Jean-Baptiste Chavannes
Haiti
Agrónomo e líder de um movimento camponês
http://www.theothernews.com/
Roy Sesana
Botswana
Indígena, defensor dos direitos dos bosquímanos
http://www.kalaharipeoples.org
Sheila Watt-Cloutier
Canada
Activista e defensora dos indígenas
http://www.thegreatwarming.com/localhero-interviewswcloutier.html
http://www.rollingstone.com/politics/story/_/id/8742369
Rigoberta Menchú
Guatemala
Defensora dos direitos do indígenas
www.frmt.org
Stephen Corry
Reino Unido
Activsta defendor dos direitos dos indígenas
www.survival.org
Stéphanie Roth
Roménia
Lutadora contra as minas
www.rosiamontana.org
Ka Hsaw Wa
Myanmar
Lutadora contra as minas
www.earthrights.org
Jean La Rose
Guiana
Lutadora contra as minas
http://www.goldmanprize.org/recipients/recipientProfile.cfm?recipientID=118
Alexis Massol-González
Porto Rico
Lutador contra as minas
www.casapueblo.org
Von Hernandez
Filipinas
Acitivista ecologista anti-incineradoras
http://www.grist.org/news/maindish/2003/04/15/antiburning/
http://www.goldmanprize.org/recipients/recipientProfile.cfm?recipientID=125
Zhao Hang
China
Activista que se destacou contra a poluição
www.sierraclub.org/globalwarming/cleancars
Rashida Bee
Índia
Conhecida activista que luta para que se faça justiça a propósito da catástrofe do Bhopal
www.bhopal.net
Michiko Ishimure
Japão
Activista conhecido pela luta contra a poluição provocado pelo mercúrio
http://www1.umn.edu/ships/ethics/minamata.htm
Kaicha Atakhanova
Cazaquistão
Bióloga e activista anti-nuclear
www.earthisland.org/cse
Eileen Kampakuta Brown
Austrália
Activista aborígene anti-nuclear
www.iratiwanti.org
Iouri Bandajevski
Activista anti-nuclear
www.comite-bandajevsky.org
Grigory Pasko
Activista anti-nuclear
www.index.org.ru/mayday/pasko_a.html
Aubrey Meyer
Reino Unido
Activista ecologista
http://www.gci.org.uk/main.html
John Adams
Estados Unidos
Advogado ecologista. Processou a Administração Bush por causa do aquecimento global do planeta
http://www.rollingstone.com/politics/story/_/id/8742348
http://www.commentarymagazine.com/Summaries/V62I1P80-1.htm
Arundhati Roy
Índia
Conhecida activista eco-feminista
http://website.lineone.net/~jon.simmons/roy/
Carlo Petrini
Itália
Fundador do movimento slow-food
www.slowfood.com
Nicanor Perlas
Filipinas
Activista ecologista e anti-globalização
www.cadi.ph
Serge Latouche
França
Economista e teorizador do decrescimento
www.decroissance.org
Edward Goldsmith
Reino Unido
Ecologista fundador da revista The Ecologist e da associação Survival
http://www.edwardgoldsmith.com/
Adam Wajrak
Polónia
Activista defensor da vida selvagem
www.gajanet.pl
José Bové
França
Fundador d Confederação Camponesa
http://www.confederationpaysanne.fr/index.php3
Laurie David
Estados Unidos
Jornalista eco-social
http://www.lauriedavid.com/
Robert Watson
Estados Unidos
Especialista em clamatologia
www.ipcc.ch
Mike Hands
Reino Unidos
The Rainforest Saver
http://www.theecologist.org/archive_detail.asp?content_id=424
www.rainforest.alliance.org
Ram Ouédraogo
Burkina Faso
Ecologista
www.ecolomagazine.bf
Pan Yue
China
Pan Yue
http://www.worldchanging.com/archives/002312.html
Claude martin
Suiça
www.wwf.org
http://www.euractiv.com/Article?tcmuri=tcm:29-117392-16&type=Interview
Klaus Toepfer
Alemanha
http://www.unep.org/Documents.Multilingual/Default.asp?DocumentID=43&ArticleID=3174&l=en
www.unep.org
Gerd Leipold
Alemanha
www.greenpeace.org
Raul Estrada Oyuela
www.unfccc.int
Camille Parmesan
www.pewclimate.org
(a lista foi realizada com base no dossier publicado no último nº do jornal francês Courrier International)
Índia
Luta contra a barragem de Narmada
www.narmada.org
Mom Sakin
Cambodja
Destacou-se contra a desflorestação no Cambodja
www.globalwitness.org
Paul Watson
Canada
Conservacionista. Destacou-se na defesa dos golfinhos
http://www.seashepherd.org/news/media_050812_1.html
Gidon Bromberg
Israel
O seu lema é «Paz. Amor e água»
www.foeme.org
Odigha Odigha
Nigéria
Defensor da floresta
http://odighaodigha.8k.com/
Wangari Maathai
Quénia
Defensora da floresta
www.wangarimaathai.org
Isidro Baldenegro
Defensor da floresta
http://www.tierramerica.net/2004/0529/ppreguntas.shtml
Corneille Ewango
Republica Democrática do Congo
Defensor da biodiversidade
http://www.grist.org/news/maindish/2005/04/19/nijhuis-ewango/
Dener Giovanini
Brasil
Defensor dos animais selvagens
www.renctas.org.br
Biswajit Mohanty
Índia
http://www.rufford.org/rsg/Projects/BiswajitMohanty.html
Jean-Baptiste Chavannes
Haiti
Agrónomo e líder de um movimento camponês
http://www.theothernews.com/
Roy Sesana
Botswana
Indígena, defensor dos direitos dos bosquímanos
http://www.kalaharipeoples.org
Sheila Watt-Cloutier
Canada
Activista e defensora dos indígenas
http://www.thegreatwarming.com/localhero-interviewswcloutier.html
http://www.rollingstone.com/politics/story/_/id/8742369
Rigoberta Menchú
Guatemala
Defensora dos direitos do indígenas
www.frmt.org
Stephen Corry
Reino Unido
Activsta defendor dos direitos dos indígenas
www.survival.org
Stéphanie Roth
Roménia
Lutadora contra as minas
www.rosiamontana.org
Ka Hsaw Wa
Myanmar
Lutadora contra as minas
www.earthrights.org
Jean La Rose
Guiana
Lutadora contra as minas
http://www.goldmanprize.org/recipients/recipientProfile.cfm?recipientID=118
Alexis Massol-González
Porto Rico
Lutador contra as minas
www.casapueblo.org
Von Hernandez
Filipinas
Acitivista ecologista anti-incineradoras
http://www.grist.org/news/maindish/2003/04/15/antiburning/
http://www.goldmanprize.org/recipients/recipientProfile.cfm?recipientID=125
Zhao Hang
China
Activista que se destacou contra a poluição
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Rashida Bee
Índia
Conhecida activista que luta para que se faça justiça a propósito da catástrofe do Bhopal
www.bhopal.net
Michiko Ishimure
Japão
Activista conhecido pela luta contra a poluição provocado pelo mercúrio
http://www1.umn.edu/ships/ethics/minamata.htm
Kaicha Atakhanova
Cazaquistão
Bióloga e activista anti-nuclear
www.earthisland.org/cse
Eileen Kampakuta Brown
Austrália
Activista aborígene anti-nuclear
www.iratiwanti.org
Iouri Bandajevski
Activista anti-nuclear
www.comite-bandajevsky.org
Grigory Pasko
Activista anti-nuclear
www.index.org.ru/mayday/pasko_a.html
Aubrey Meyer
Reino Unido
Activista ecologista
http://www.gci.org.uk/main.html
John Adams
Estados Unidos
Advogado ecologista. Processou a Administração Bush por causa do aquecimento global do planeta
http://www.rollingstone.com/politics/story/_/id/8742348
http://www.commentarymagazine.com/Summaries/V62I1P80-1.htm
Arundhati Roy
Índia
Conhecida activista eco-feminista
http://website.lineone.net/~jon.simmons/roy/
Carlo Petrini
Itália
Fundador do movimento slow-food
www.slowfood.com
Nicanor Perlas
Filipinas
Activista ecologista e anti-globalização
www.cadi.ph
Serge Latouche
França
Economista e teorizador do decrescimento
www.decroissance.org
Edward Goldsmith
Reino Unido
Ecologista fundador da revista The Ecologist e da associação Survival
http://www.edwardgoldsmith.com/
Adam Wajrak
Polónia
Activista defensor da vida selvagem
www.gajanet.pl
José Bové
França
Fundador d Confederação Camponesa
http://www.confederationpaysanne.fr/index.php3
Laurie David
Estados Unidos
Jornalista eco-social
http://www.lauriedavid.com/
Robert Watson
Estados Unidos
Especialista em clamatologia
www.ipcc.ch
Mike Hands
Reino Unidos
The Rainforest Saver
http://www.theecologist.org/archive_detail.asp?content_id=424
www.rainforest.alliance.org
Ram Ouédraogo
Burkina Faso
Ecologista
www.ecolomagazine.bf
Pan Yue
China
Pan Yue
http://www.worldchanging.com/archives/002312.html
Claude martin
Suiça
www.wwf.org
http://www.euractiv.com/Article?tcmuri=tcm:29-117392-16&type=Interview
Klaus Toepfer
Alemanha
http://www.unep.org/Documents.Multilingual/Default.asp?DocumentID=43&ArticleID=3174&l=en
www.unep.org
Gerd Leipold
Alemanha
www.greenpeace.org
Raul Estrada Oyuela
www.unfccc.int
Camille Parmesan
www.pewclimate.org
(a lista foi realizada com base no dossier publicado no último nº do jornal francês Courrier International)
A Biblioteca Ideal ( por Raymond Queneau)
No início dos anos 50 o escritor Raymond Queneau inventariou com a ajuda de outros autores uma lista de 100 livros que lhe serviu de base para o seu livro Pour une Bibliothèque Idéale (Gallimard, 1956).
Reproduzimos abaixo essa lista, independentemente de estarmos de acordo ou não com ela, e o facto de não se encontar actualizada ( a data da sua elaboração é de 1956).
De qualquer forma, julgamos interessante como documento de trabalho e pista para leituras...furiosas.
1. Shakespeare, Teatro
3. Proust, Em busca do tempo perdido
4. Montaigne, Ensaios
5. Rabelais, Os cinco livros
6. Baudelaire, As flores do mal
7. Pascal, Pensamentos
8. Molière, Teatro
9. J.-J. Rousseau, As Confissões
10. Stendhal, O Vermelho e o Negror
11. Platon, Diálogos
12. Stendhal, A Cartuxa de Parma
13. F. Villon, os Testamentos
14. Rimbaud, Obras poéticas ( incluindo as Illuminations)
15. Cardinal de Retz, Memórias
16. Tolstoi, Guerra e Paz
17. Saint-Simon, Memórias
18. Cervantes, Don Quixote
19. Racine, Teatro
20. Esquilo, Teatro
21. Dostoievsky, Os Irmãos Karamazov
22. Mallarmé, Poemas
23. La Fontaine, Fábulas
24. Goethe, Fausto
25. Apollinaire, Alcools
26. Flaubert, Educação Sentimental
27. Homero, Odissais
28. Corneille, Teatro
29. Dante, A Divina Comédia
30. Chateaubriand, Mémoires d’Outre-Tombe
31. Balzac, A Comédia Humana
32. Sófocles, Teatro
33. James Joyce, Ulysses
34. Laclos, As ligações perigosas
35. Swift, A viagens de Gulliver
36. Verlaine, Poemas
37. Flaubert, Madame Bovary
38. Rimbaud, Une Saison en Enfer
39. Descartes, Discurso do Método
40. Prévost, Manon Lescaut
41. Ronsard, Les Odes
42. Aristofanes, Teatro
43. Tácito, Anais e Histórias
44. Spinoza, Ética
45. Hoelderlin, Poemas
46. Gérard de Nerval, Les Filles du Feu (et les Chimères)
47. Defoe, Robinson Crusoe
48. Santo Agostinho, As Confissões
49. Lautréamont, Os cantos de Maldoror
50. Victor Hugo, Os Miseráveis
51. Lewis Carroll, Alice no país das Maravilhas
52. Musset, Comédias e Provérbios
53. Jules Renard, Journal
54. Homère, A Ilíada
55. Dostoievsky, O idiota
56. Emily Brontë, O monte dos vendavais
57. Dostoievsky, Os Possessos
58. Voltaire, Contos
59. W. Blake, Poemas
60. Dostoievsky, Crime e Castigo
61. Plutarque, Vida de homens ilustres
62. Mme de La Fayette, La Princesse de Clèves
63. Karl Marx, O Capital
64. Benjamin Constant, Adolphe
65. Beaumarchais, Teatro
66. Agrippa d’Aubigné, Les Tragiques
67. Alfred de Vigny, Les Destinées
68. Lorca, Poemas
69. Malraux, A Condição Humana
70. La Rochefoucauld, Máximas
71. La Bruyère, Les Caractères
72. Mme de Sévigné, Cartas
73. Littré, Dictionnaire de la Langue française
74. Jarry, Ubu roi
75. Valéry, Poemas
76. Pascal, Les Provinciales
77. T.E. Lawrence, O sete Pilares da Sabedorias
78. Mérimée, Nouvelles79. Valéry, Variété
80. Heraclito, Fragmentos
81. Marivaux, Teatro
82. V. Hugo, La Légende des Siècles
83. Kafka, Le Processo
84. Voltaire, Correspondência
85. Apollinaire, Calligrammes
86. André Gide, Journal
87. Andersen, Contos
88. Alexandre Dumas, Les Trois Mousquetaires
89. Casanova, Mémoires
90. As Mil e uma Noites
91. Conrad, Lord Jim
92. Novalis, Poesias e Fragmentos filosóficos
93. Nietzsche, Assim falava Zaratrusta
94. Claudel, Teatro
95. Tristan Corbière, Os amores amarelos
96. V. Hugo, Les Contemplations
97. Saint Jean de la Croix, La Nuit obscure de l’Âme
98. Gogol, As almas mortas
99. Virgile, A Eneida
100. Bernanos, Journal d’un Curé de Campagne
11.12.05
Contra os brinquedos de guerra
Se gostas de viver…, porquê então, jogar e brincar a matar os outros?
Quando falamos de violência de imediato vem à nossa mente as guerras, mortes, golpes militares, etc, mas há também aquela violência do quotidiano que nos aparece como se fosse normal e que se vai reproduzindo persistentemente.
O autoritarismo, a repressão, a exclusão assim como muitíssimas relações assimétricas resultantes das nossas sociedades machistas, adultocêntricas, homofóbicas e racistas, ilustram suficientemente aquela realidade.
A influência social dissemina-se por via da reprodução e transmissão social para todos os segmentos sociais, mas é nas crianças que ela se exerce com particular força até pela simples razão que aí se estabelece com bastante nitidez uma forte relação vertical.
Também quando os ensinamos a jogar ou a distrair-se não deixa de se exercer aquela influência social que conduz à reprodução social das ideias dominantes.
Desgraçadamente, quando pensamos em dar um brinquedo, o que cuidamos é saber se o seu destinatário irá ou não apreciar, e não nos lembramos que ele serve também para educar. Procuramos, por isso, em oferecer a última novidade tecnológica, o jogo da moda ou então o que estiver mais à mão.
Não prestamos atenção ao papel e função que o jogo ou o brinquedo podem assumir na sociedade e a muitos nem sequer reflectem sobre se aquele concreto brinquedo ( ou jogo) serve ou não para perpetuar um determinado modelo social. Ora se queremos mudar as nossas sociedades importa atender aos brinquedos que compramos para as crianças. É assim que os brinquedos bélicos iniciam a crianças numa atitude militarista inculcando-lhe hábitos e conotações de agressividade e violência. Através dos
brinquedos de guerra está-se a legitimar as instituições agressivas, já para não dizer que através daqueles se garante o contínuo rearmamento das sociedades.
Não é por via dos brinquedos de guerra que as crianças vão entender a realidade social da violência e da guerra. Apenas conseguem apreender estereótipos. E pior que isso, os brinquedos de guerra servem as mais das vezes para deformar e ocultar as verdadeiras causas das guerras e da violência social, ocultando ainda as suas consequências irreparáveis.
A ideia de ver o jogo como um ingrediente importante na formação infantil leva-nos à necessidade de procurar alternativas não violentas onde se promova e relações de cooperação e amizade, num processo mais abrangente que favoreça às crianças e aos jovens a perspectivação das relações sociais numa óptica diferente.
Com efeito, depende de nós todos saber qual é a sociedade que pretendemos.
Através dos brinquedos as crianças vão interiorizando e fazendo como seus os comportamentos sociais e os valores implícitos num jogo ou num brinquedo. Daí que não tenhamos dúvidas ao dizer que os brinquedos bélicos não são neutrais. Por seu intermédio pode ser perpetuado todo um sistema social baseado em modelos comportamentais competitivos, violentos, incentivadores de uma vontade de domínio como um fim em si mesmo. A violência torna-se então o árbitro das relações sociais: é o mais forte que triunfa, que tem sempre razão e a quem cabe o papel do bom da fita.
Os brinquedos bélicos são uma verdadeira iniciação ao modelo militar-machista prevalecente nas nossas sociedades. O rapazito descobre aos poucos que o seu futuro papel de homem é diferenciado do da mulher, procurando por conseguinte identificar-se com as figuras machistas do guerreiro.
Acontece que os brinquedos de guerra cumprem ainda a função de legitimar as instituições militares e repressivas, a cujo processo não é estranho a simplificação da divisão entre bons e maus.
Os videojogos mais não fazem que modernizar este esquema reprodutor de uma forma mais insidiosa e insolente.
Claro que há quem argumente que não se deve ocultar as realidades da violência social e das guerras. E não falta quem considere que os brinquedos bélicos respondem a uma necessidade das crianças em canalizar a sua agressividade.
A tais objecções há que alegar que os brinquedos de guerra, mais que a ajudar as crianças a entender a realidade, o que fazem realmente é ocultar as causas e as consequências daquele fenómeno.
Cabe também perguntar porque é que outras realidades sociais como os suicídios e a prostituição não fazem parte dos inúmeros jogos infantis, sabendo todos que são, ao lado da guerra e da violência social, factos civilizacionais incontornáveis.
Por outro lado, importa frisar que existem brinquedos muito mais adequados para orientar a criatividade natural da criança que não passam forçosamente pelos brinquedos de guerra. A tensão física poderá ser muito melhor compensada com exercícios corporais e outros movimentos.
Recorde-se que os brinquedos devem cumprir duas funções capitais, a saber: serem veículo de expressão da emotividade, imaginação e estado de espírito, e serem instrumento de aprendizagem de um determinado comportamento social. Sendo assim, a agressividade não deve ser eliminada, mas devendo antes garantir a sua livre expressão, através de um desenvolvimento positivo que não se reconduza à violação dos direitos dos outros nem ao seu domínio. Ou seja: a uma agressividade que não se traduza numa violência destrutiva.
A verdadeira razão para o desejo de ter brinquedos de guerra está na publicidade destilada ao jovem ou à criança indefesa.
Está pois nas nossas mãos estimular a posse e o uso dos brinquedos de guerra ou cortar o mal pela raiz, oferecendo brinquedos e jogos que tornem desnecessários objectos que promovam a guerra, a violência social e a dominação de uns sobre os outros.
MEMORANDUM
O Parlamento Europeu aprovou em 13 de Setembro de 1982 uma resolução sobreos brinquedos de guerra, alertando para a problemática
Imagine ( John Lennon, 1971)
Imagina que não há nenhum paraíso,
É fácil se tentares
Nenhum inferno por baixo de nós
Acima de nós só o céu
Imagina toda a gente Vivendo o momento presente
Imagina que não há países
Não é difícil fazê-lo
Ninguém para matar ou por quem morrer
Nem sequer religião
Imagina toda a gente
Vivendo a sua vida em paz
Imagina que não há propriedade
Pergunto-me se o consegues
Nenhuma necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade de homens
Imagina toda a gente
Compartilhando o mundo inteiro
É fácil se tentares
Nenhum inferno por baixo de nós
Acima de nós só o céu
Imagina toda a gente Vivendo o momento presente
Imagina que não há países
Não é difícil fazê-lo
Ninguém para matar ou por quem morrer
Nem sequer religião
Imagina toda a gente
Vivendo a sua vida em paz
Imagina que não há propriedade
Pergunto-me se o consegues
Nenhuma necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade de homens
Imagina toda a gente
Compartilhando o mundo inteiro
Decálogo da imbecilidade
- Pensar que a cor da pele faz de uns melhores do que outros
- acreditar que um ser humano tem mais valor se usar roupa de marca
- estar convencido que «homem» é sinónimo de humanidade
- pensar que os pobres são pobres porque querem
- vangloriar-se de ter prejudicado alguém igual ou inferior a si
- crer que os homens só pensam em sexo
- agir com base em preconceitos
- deixar-se ir pela corrente, repetindo e macaqueando o que está na moda
- estar convicto que ganhar é ser viril e ter desprezo pelos outros
- admirar e aspirar a repetir o modelo do «ganhador» em vez de saber confrontar-se com ele.
( adaptação feita a partir de um texto de Marcelo Colussi, in www.rebelion.org )
- acreditar que um ser humano tem mais valor se usar roupa de marca
- estar convencido que «homem» é sinónimo de humanidade
- pensar que os pobres são pobres porque querem
- vangloriar-se de ter prejudicado alguém igual ou inferior a si
- crer que os homens só pensam em sexo
- agir com base em preconceitos
- deixar-se ir pela corrente, repetindo e macaqueando o que está na moda
- estar convicto que ganhar é ser viril e ter desprezo pelos outros
- admirar e aspirar a repetir o modelo do «ganhador» em vez de saber confrontar-se com ele.
( adaptação feita a partir de um texto de Marcelo Colussi, in www.rebelion.org )
Caça de tigres na Estremadura !!!
Segundo notícias a circular pela imprensa estão a ser organizados safaris domésticos nas herdades e nos cotos privados da Estremadura espanhola ao ponto de terem sido caçados tigres e leões que previamente tinham sido traficados e largados ali pelos organizadores e que serviriam de alvo à caça grossa de indivíduos sem escrúpulos.
Segundo as mesmas notícias alguns dos participantes foram identificados pela guarda civil espanhola, depois de já terem morto um tigre.
7.12.05
No discurso de aceitação do Nobel, Harold Pinter pede que Blair vá a tribunal por crimes de guerra
No discurso que vai ser lido na cerimónia de entrega do Prémio no próximo Sábado, o escritor inglês Harold Pinter, Nobel de Literatura de 2005, pede com muita firmeza que o Primeiro-ministro inglês Tony Blair compareça no tribunal por crimes de guerra .
Ao longo das 5.000 palavras que compõem aquele discurso de aceitação, o dramaturgo britânico critica também ferozmente o governo norte-americano pelas prisões de Guantanamo e também a desestabilização que os norte-americanos desencadearam na Nicarágua nos anos de 1980.
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Todavia, reserva as suas críticas mais cerradas para o Reino Unido pela sua atitude «patética» de apoio aos Estados Unidos.
O corajoso escritor, indefectível activista anti-militarista, chega mesmo a declarar textualmente: «A invasão do Iraque foi um acto de bandidos, um acto de terrorismo de Estado, demonstrando a mais completa indiferença para com a lei internacional».
E acrescenta: « A invasão foi uma acção militar arbitrária, baseada nma série de mentiras e de grosseiras manipulações dos media e da opinião pública…um claro exemplo da responsabilidade da força militar pela morte e mutilação de milhares e milhares de pessoas inocentes»
Harold Pinter, de 75 anos, não poderá estar presente na cerimónia de entrega do Prémio Nobel de Literatura pela Academia Sueca em Estocolmo por causa do seu frágil estado de saúde, pelo que será substituído pelo seu editor. No entanto, o autor de «The Caretaker» e «The BorthdayParty» gravou o discurso num vídeo que será retransmitido naquela cerimónia.
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"How many people do you have to kill before you qualify to be described as a mass murderer and a war criminal? One hundred thousand? More than enough, I would have thought,"
(«Quantas pessoas terão de ser mortas antes daqueles políticos serem qualificados de assassinos de massa e de criminosos de guerra? Cem mil pessoas?») interroga-se o escritor a dado passo no discurso gravado.
(«Quantas pessoas terão de ser mortas antes daqueles políticos serem qualificados de assassinos de massa e de criminosos de guerra? Cem mil pessoas?») interroga-se o escritor a dado passo no discurso gravado.
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"Therefore it is just that Bush and Blair be arraigned before the international criminal court of justice. But Bush has been clever. He has not ratified the international criminal court of justice ...
But Tony Blair has ratified the court and is therefore available for prosecution. We can let the court have his address if they're interested: it is Number 10, Downing Street, London."
(«A justiça exige que Bush e Blair sejam presentes ao Tribunal Penal Internacional. Bush foi, no entanto, mais esperto ao não ter ratificado o tratado que institui aquele tribunal internacional. Mas o governo Blair ratificou, pelo que pode objecto de acusação. Podemos enviar ao Tribunal, desde já, o seu endereço se assim estiver interessado: é o nº 10 de Downing Street, London »)
But Tony Blair has ratified the court and is therefore available for prosecution. We can let the court have his address if they're interested: it is Number 10, Downing Street, London."
(«A justiça exige que Bush e Blair sejam presentes ao Tribunal Penal Internacional. Bush foi, no entanto, mais esperto ao não ter ratificado o tratado que institui aquele tribunal internacional. Mas o governo Blair ratificou, pelo que pode objecto de acusação. Podemos enviar ao Tribunal, desde já, o seu endereço se assim estiver interessado: é o nº 10 de Downing Street, London »)
Não à biometria ( por Giorgio Agamben)
(em apoio aos estudantes inculpados por terem destruído, no passado mês de Novembro, os dispositivos de biometria instalados no seu liceu, o filósofo Giorgio Agamben publicou no jornal Le Monde de 6 de Dezembro o texto que se segue, devidamente traduzido para português)
Quando no fim do século XIX, Galion começou as suas pesquisas sobre as impressões digitais na Inglaterra, e Bertllon, na França, inventou a fotografia judiciária para a identificação antropométrica ( termo da época), tais procedimentos estavam reservados exclusivamente para os criminosos reincidentes.
Hoje em dia perfila-se uma sociedade em que se propões aplicar a todos os indivíduos dispositivos que estavam, até ao momento, destinados aos delinquentes. Segundo um projecto que está em vias de ser aprovado a relação normal do Estado para com aqueles que Rousseau chamava os «membros do soberano» será a biometria, ou seja, a suspeita generalizada.
À medida que os indivíduos, sob a pressão da crescente despolitização das sociedades pós-industriais, se abstém de toda a participação política, cada vez mais são tratados como virtuais criminosos. O corpo político torna-se assim um corpo criminal.
Os perigos de uma tal situação são evidentes para todos salvo para aqueles que se recusam de ver. Já não bastou que as fotografias retiradas dos bilhetes de identidade e das cartas profissionais tivessem permitido às polícias nazis, dos países ocupados, identificar e registar os judeus e enviá-los para a deportação. O que é que se vai passar no dia em que um poder despótico disponha do registo biométrico de toda uma população?
Ora isto é tanto mais inquietante quanto os países europeus, depois de terem imposto o controle biométrico aos imigrantes, aprestam-se agora a impô-lo a todos os seus cidadãos. As razões securitárias invocadas a favor destas práticas odientas não se mostram convincentes pois que, se podem contribuir para impedir a reincidência, elas mostram-se inúteis para prevenir o primeiro delito ou um acto de terrorismo. Em contrapartida, ela são perfeitamente eficazes para o controle massivo dos indivíduos. No dia em que o controle biométrico seja generalizado e em que a videovigilância seja instalada em todas as ruas, toda a crítica e toda a dissidência serão impossíveis.
Os jovens estudantes que destruíram no passado dia 17 de Novembro os dispositivos biométricos na cantina do liceu de Gif-sur-Yvette mostraram, antes do mais, que se preocuparam bem mais com as liberdades públicas e a democracia do que aqueles que aceitaram e consentiram na instalação daqueles dispositivos.
Exprimo toda a minha solidariedade aos estudantes franceses e declaro publicamente que recusarei sujeitar-me a todo o controle biométrico e que, por isso, estou pronto a renunciar ao meu passaporte bem como de todo o documento de identificação
Revista Utopia; já saiu o nº 20 com um dossier sobre Artes & Anarquia
Já se encontra em distribuição o último número (nº 20) da revista Utopia, « revista anarquista de cultura e intervenção», editada pela Associação Cultural A Vida.
Além de um óptimo aspecto gráfico é de salientar o dossier «Artes & Anarquia», que ocupa grande parte do seu conteúdo, e que inclui textos sobre Teatro Anarquista, Os anarquistas no imaginário cinematográfico, e ainda sobre a arte e a sensibilidade anarquista. De destacar ainda um texto de Maria Luísa Malato Borralho intitulado «Não há Utopias Portuguesas?».
Refira-se que na contracapa da revista aparece uma citação do poeta António Maria Lisboa: » A Anarquia e a Poesia são uma obra de séculos e irrompe espontaneamente ou não irrompe» ( António Maria Lisboa, Abril de 1950)
Os pontos de distribuição da revista são os habituais, entre os quais se conta a Livraria Utopia, na Rua da Regeneração, 22, na cidade do Porto
Mais info:
www.utopia.pt
Transformar o mundo e Mudar a vida
«Transformar o mundo», disse Marx;
«mudar a vida», disse Rimbaud:
estas duas palavras de ordem são, para nós, uma só.
André Breton, in Discurso ao Congresso dos escritores, 1935
André Breton, in Discurso ao Congresso dos escritores, 1935
6.12.05
BELLA CIAO
( canto dos partisanos - resistentes anti-fascistas italianos - na II Guerra Mundial durante a ditadura de Mussolini)
Una mattina mi son svegliato
O bella ciao, bella ciao, bella ciao ciao ciao
Una mattina mi son svegliato
e~ho trovato l’invasor.
Oh partigiano, portami via
O bella ciao, …
Oh partigiano, portami via
che mi sento di morir
E se io moio da partigiano
O bella ciao, …
E se io moio da partigiano
Tu mi devi seppellir
E seppellire lassu~in montagna
O bella ciao, …
E seppellire lassu~in montagna
Sotto l’ombra di~un bel fior.
E tutti quelli che passerano
O bella ciao, …
E tutti quelli che passerano
Te diranno: che bel fior.
E quest’è~il fiore del partigiano
O bella ciao, …
E questo’il fiore del partigiano
Morto per la libertà
Tradução:
Numa manhã me levantei
E o invasor encontrei
Ó partisano leva-me
Que me sinto a morrer
E se eu morrer, partisano
Deves enterrar-me
Enterrar-me lá no alto, no cimo da montanha
Sob a sombra de uma bela flor
E todos os que por lá passarem
Te dirão: que bela flor
É a flor do partisano
Que morreu pela liberdade
Una mattina mi son svegliato
O bella ciao, bella ciao, bella ciao ciao ciao
Una mattina mi son svegliato
e~ho trovato l’invasor.
Oh partigiano, portami via
O bella ciao, …
Oh partigiano, portami via
che mi sento di morir
E se io moio da partigiano
O bella ciao, …
E se io moio da partigiano
Tu mi devi seppellir
E seppellire lassu~in montagna
O bella ciao, …
E seppellire lassu~in montagna
Sotto l’ombra di~un bel fior.
E tutti quelli che passerano
O bella ciao, …
E tutti quelli che passerano
Te diranno: che bel fior.
E quest’è~il fiore del partigiano
O bella ciao, …
E questo’il fiore del partigiano
Morto per la libertà
Tradução:
Numa manhã me levantei
E o invasor encontrei
Ó partisano leva-me
Que me sinto a morrer
E se eu morrer, partisano
Deves enterrar-me
Enterrar-me lá no alto, no cimo da montanha
Sob a sombra de uma bela flor
E todos os que por lá passarem
Te dirão: que bela flor
É a flor do partisano
Que morreu pela liberdade
330 desempregados todos os dias em Portugal
Ao contrário da tendência europeia, o desemprego em Portugal continua a crescer, pelo menos até 2007. Dados do Instituto Nacional de Estatística revelam uma subida de meio ponto percentual face ao segundo trimestre, situando-se nos 7,7 por cento. O que significa que o desemprego evoluiu, de Julho a Setembro, ao ritmo médio de 330 novos desempregados por dia.
"Prevê-se que a UE crie seis milhões de novos postos de trabalho entre 2005 e 2007." A perspectiva, radiosa, consta das previsões de Outono da Comissão Europeia e estriba-se na expectativa de um bom comportamento económico do espaço comunitário, que espera crescer 1,5 por cento este ano, 2,1 por cento em 2006 e 2,4 por cento em 2007.
Postas as coisas neste pé, Portugal parece fazer parte de outro universo. O desemprego está a crescer "sustentadamente" desde 2002 e, pelo menos até 2007, deverá subir ainda mais, ao arrepio da tendência europeia. A taxa do terceiro trimestre deste ano (2005) divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) deu um salto de meio ponto percentual face ao segundo trimestre, situando-se nos 7,7 por cento, a que corresponderão cerca de 430 mil desempregados, o que significa que o desemprego evoluiu, de Julho a Setembro, ao ritmo médio de 330 novos desempregados por dia (o chamado "desemprego registado", que contempla as inscrições nos centros de emprego do continente e regiões autónomas, ascendia em 31 de Outubro a 484.730 indivíduos.
Também nas previsões de crescimento, a economia portuguesa contraria a UE, devendo continuar até 2007 a crescer abaixo da média europeia, perfazendo um total de seis anos de empobrecimento face aos parceiros da União. Enfim, Portugal deixou, decididamente, de ser o "bom aluno" dos anos noventa, com a economia a crescer acima da média europeia e com baixas taxas de desemprego, para se constituir, no novo século, como o "patinho feio" e um dos fardos com que a União tem de carregar.
Correspondência entre Tolstoi e Gandhi
«Um exame(…) teve lugar, na primavera passada, numa das instituições femininas de Moscovo.O professor (…) e depois o padre presente interrogaram as raparigas sobre os Mandamentos, nomeadamente o sexto. Depois de qualquer resposta correcta a propósito deste último ( «Não matarás»), o padre fazia às vezes uma outra pergunta: o assassinato é sempre, em todas e quaisquer circunstâncias, proibido pela lei de Deus? E as pobres raparigas instruídas na mentira pelos mestres, deviam responder e respondiam assim: « Nem sempre. O assassinato é permitido na guerra e também para castigar os criminosos.» No entanto, uma delas, (…) respondeu peremptoriamente, muito comovida e corando: «O assassinato é sempre proibido, tanto pelo antigo Testamento como por Cristo; e não é só o assassinato, mas todo o mal cometido contra o próximo.» Foi então que o padre teve de se calar, porque a rapariga saíra vencedora.
( Tolstoi para Gandhi a 7 de Setembro de 1910)
«Permita-me que lhe chame a atenção para os acontecimentos que têm ocorrido no Transval, na África do Sul, de há três anos para cá.
Há nesse país uma colónia de indianos ingleses que forma uma população de cerca de treze mil habitantes. As leis privam de certos direitos esses hindus que trabalham há vários anos no Transval: preconceitos tenazes contra os homens de cor e mesmo contra os asiáticos, devidos, em relação a estes últimos, ao jogo da concorrência comercial.
Surgiram conflitos que atingiram o ponto culminante quando há três anos foi votada uma lei que atingia especialmente os trabalhadores vindos da Ásia (…) A submissão a tal lei, não podia estar de acordo, segundo penso, com o espírito da verdadeira religião. Alguns dos meus amigos e eu próprio acreditamos ainda completamente na doutrina da não-resistência ao mal.(…)Os indianos britânicos, a quem explicámos cabalmente a situação seguiram o nosso conselho de não se submeterem à legislação. (…) Cerca de duas mil e quinhentas pessoas deixaram-se prender, algumas já cinco vezes, em nome da sua consciência.»
(Gandhi para Tolstoi, a 1 de Outubro de 1909)
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