28.4.10

1º de Maio em Aveiro, Porto, Braga, Castelo Branco, Lisboa e em mais 44 localidades num total de 93 acções promovidas pela CGTP


1º DE MAIO – É TEMPO DE MUDAR COM A LUTA DE QUEM TRABALHA

CGTP promove 93 iniciativas de comemorações em 18 capitais de distrito + regiões autónomas, em 39 concelhos e 44 localidades de todo o país

A CGTP-IN, através das suas estruturas regionais, assinala o 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, com manifestações, concentrações, convívios e iniciativas culturais, desportivas e lúdicas em 44 localidades do continente e das regiões autónomas. Sob o lema “É Tempo de Mudar com a Luta de quem Trabalha” muitos milhares de trabalhadores, de reformados e de jovens sairão, nesse dia, às ruas lutando por alternativas e exigindo:

A criação de emprego e o apoio aos desempregados;
O ataque eficaz à precariedade para o progresso do país;
O aumento dos salários como medida justa e inadiável;
O ataque às desigualdades e a necessidade de erradicar a pobreza.


Em Lisboa, realiza-se, na parte da manhã, às 10 horas, a tradicional Corrida Internacional do 1º de Maio (15 km), com partida e chegada no Estádio 1º de Maio. À tarde, a partir das 14:30 horas, haverá desfile entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, onde será promovido um comício sindical que terá como orador principal o secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva. A acção terminará com um espectáculo de música pelo grupo os “Quadrilha”.


No Porto, haverá igualmente uma prova de atletismo na parte da manhã, às 9 horas, e um comício às 15 horas, na Av. dos Aliados, onde intervirá, entre outros, João Torres, coordenador da União dos Sindicatos do Porto. A actuação do grupo musical “Trabalhadores do Comércio” encerrará as comemorações nesta cidade.


Lista completa das iniciativas da CGTP no 1º de Maio:
www.cgtp.pt/images/stories/imagens/2010/04/mapa1demaio2010.pdf



AVEIRO - 1º de Maio

A União dos Sindicatos de Aveiro/CGTP-IN, apela aos trabalhadores e ao povo do distrito de Aveiro, para que participem nas comemorações dos 120 anos do 1-º de Maio, contribuindo para fazer deste dia, um grande momento de indignação e de luta contra as injustiças sociais, e por melhores condições de vida, para os trabalhadores e o povo.
Documento da CGTP-In para distribuir (1,9 Mbytes).
Documento da União dos Sindicatos de Aveiro para distribuir (170 KBytes).

http://www.cgtpaveiro.org/



PORTO - 1º de Maio - Dia do Trabalhador!
9 horas
Hastear das Bandeiras dos Sindicatos
Corrida do 1º de Maio
15 horas
Comício/Desfile a partir da Avenida dos Aliados!
Concerto com "Trabalhadores do Comércio"
http://www.usporto.pt/News/View.aspx?Articleid=82



GUIMARÃES
Concentração dos trabalhadores de todo o distrito de Braga no Largo Toural, em Guimarães

http://usbraga.no.sapo.pt/


CASTELO BRANCO

1º de Maio no distrito de Castelo Branco em 5 localidades
A exemplo de anos anteriores a União dos Sindicatos de Castelo Branco organiza as comemorações do 1º de Maio em cinco localidades: Covilhã, Castelo Branco, Tortosendo, Unhais da Serra e Munas da Panasqueira.

As comemorações decorrem sob o lema "+emprego+salário+direitos, Mudar de Rumo-Dignificar os Trabalhadores.

A USCB/CGTP-IN informa ainda que, nesse dia, pelas 10,30 horas, realiza uma manifestação, na Vila do Tortosendo e Comícios Festa durante a tarde na Covilhã e em Castelo Branco.Como é natural a grave situação económica, social e laboral do Distrito e as dificuldades crescentes com que se debatem os trabalhadores estarão no centro das preocupações e nas intervenções que serão proferidas.Remetemos programas da Covilhã e Castelo Branco.

http://www.uscb.pt/noticias.php?id_noticia=281

27.4.10

Desabafos dos verdadeiros «donos» das terras do Brasil


Clicar por cima da imagem para ler em detalhe

A Nato ( com o Exército português) no Afeganistão converteu este país no maior produtor de ópio: aquilo é muita ganza ($$$) ...

O Afeganistão é o maior produtor mundial de ópio. No ano passado a produção atingiu as 6.900 toneladas o que corresponde a mais de 90 por cento do total mundial. Também em 2009 o país ocupado pela NATO e pelos americanos ultrapassou largamente a produção de haxixe de Marrocos ficando em primeiro lugar na tabela planetária. Estes números justificam plenamente a guerra de ocupação. Nenhum “padrinho” no seu perfeito juízo desprezava um negócio de quase sete mil toneladas de ópio. Aquilo é muita ganza! Depois digam que os americanos são malucos, cobóis, psicopatas, rambos e tal.

O Afeganistão dá mais dinheiro do que as falidas Ford, General Motors e o petróleo todo do Texas. Agora começamos a perceber porque razão o Bush teve tantos apoios para se lançar na guerra do Afeganistão e Obama ainda tem mais. O país é mais do que uma espécie de deserto poeirento e de montanhas escarpadas e nuas onde nem as águias fazem ninho.

Aquilo é uma fonte inesgotável de dinheiro proveniente do ópio e do haxixe. E ainda por cima a massa é lavada pelos bancos centrais dos países que guerreiam os pobres talibãs, que só querem comer uma tâmara sossegados, beber um dedal de água por semana e fumar uma cachimbada de ópio por dia. Mas que crueldade a dos padrinhos que andam à bulha pela droga do Afeganistão!


Texto retirado do jornal Voz da Póvoa
http://www.vozdapovoa.com/

Começa hoje o Curso de Cultura contemporânea Galega, promovido pela Associação Galega da Língua (AGAL) em Compostela ( de 27/4 a 5/5)


Hoje, terça-feira dia 27 de Abril, começa em Santiago o Curso de Cultura Contemporánea Galega (
CCCG) organizado pola Agal em parceria com a Cátedra UNESCO de Cultura Luso-Brasileira da USC e cujo desenho foi por conta de Holística, consultora para a Lusofonia.

Embora o prazo de inscriçom finalizou ontem, é possível participar de forma gratuita às diferentes actividades, que esta semana se componhem de:
Dia 27: Culturas Tradicionais
Dia 28: Culturas de Elite
Dia 29: Culturas de massas

Os professores da USC Carlos Quiroga, Elias Torres, Ramom Flores das Seixas e José Pereira Fariña e o director de UNINOVA Gustavo Marcos serám os encarregados da parte teórica do curso.
A parte presencial do CCCG integrará também umha série de mesas redondas em que participarám destacados agentes da cultura galega como Manuel Lourenzo, Séchu Sende, Anxo Quintela ou Sara Coleman e representantes de empresas e associaçons como A Central Folque, Vaca Films, a Sala NASA, o Xornal de Galicia, Xandobela, Etnoga, DeHistoria, Pazos de Galicia, Nove Grupo Gastronómico, AGASOL, Estaleiro Editora ou Komunikando.net.

O curso completará-se com 12 horas nom presenciais que compreenderám leituras, que serám entregues aos alunos polos organizadores, e a possibilidade de participaçom de um foro de debate na internet.

O CCCG é um espaço de reflexom acadêmica e profissional inter-disciplinar criado com os seguintes objectivos:

Apresentar a cultura galega contemporánea como um conjunto de produçons diverso, moderno, vivo e gerador de riqueza económica e artística.

Identificar os diferentes tipos de cultura predominantes na Galiza actual e conhecer alguns dos seus representantes e tendências.

Avaliar os pontos fortes e fracos das indústrias culturais galegas, compreendendo como a cultura pode representar um importante motor económico para umha comunidade.

Conhecer como e por que a cultura é empregue como uma ferramenta de coesom social.




Locais das aulas:
AUDITÓRIO DE GALIZA (Sala Mozart): 27 e 28 de abril, 5 e 6 de maio.
FACULDADE DE FILOLOGIA da USC (Salom de actos): 29 de abril.
FACULDADE DE CC. DA COMUNICAÇOM da USC (Salom de actos): 4 de maio.

PROGRAMA DO CURSO:


Contactos
AGAL: presidencia@agal-gz.org / 677692912.
HOLÍSTICA: info@holistica-consultora.com / 664445143.

Fazer a Festa - Festival Internacional de teatro - está a decorrer no Porto ( de 24/4 a 2 de Maio)


FAZER A FESTA- Festival Internacional de Teatro

29ª edição - 24 de ABRIL a 2 de MAIO de 2010
Locais dos espectáculos:
Jardins do Palácio de Cristal - Porto
Museu Nacional Soares dos Reis - Porto
Cine-Teatro Constantino Nery - Matosinhos


Programa

Dia 24 Abril, sabádo
[ 15.30h ]
"MARIONETAS NO JARDIM" ¬ INSTITUTO SUPERIOR JEAN PIAGET . Porto
[ 16.30h ]
"A CASA DA IMAGINAÇÃO" ¬ TEATRO DAS BEIRAS
[ 21.30h ]
"INÊS DE CASTRO, ATÉ AO FIM DO MUNDO" ¬ DRAGÃO 7 . São Paulo/ Brasil

Dia 25 Abril, domingo
[ 15.30h ]
"SEM MEDO PARA SONHAR" ¬ TEATRO DE PORTALEGRE
[ 16.00h ]
"BATUQUE DA ALEGRIA!" ¬ CIA HERDEIROS DA ARTE . Andradina, Brasil
[ 16.30h ]
"AS BOTAS DO SARGENTO" ¬ TEATRO TRIGO LIMPO / ACERT
[ 18.00h ]
"CHÃ DAS SEIS NO PALÁCIO: "HÁ TEATRO NA MADEIRA!"" ¬ DEBATE
[ 21.45h ] - ESTREIA
"VITIMA DA CRISE" ¬ TEATRO ART’IMAGEM / TERRA NA BOCA

Dia 26 Abril, segunda-feira
[ 10.00h e 14.30h ] (#)
"EU HEI-DE CRESCER E, DEPOIS, TU VAIS VER" ¬ AL-MASRAH
[ 21.30h ]
"ODITREVNIO, A ENFERMA E A SORTE GRANDE" ¬ PORVENTURA TEATRO
[ 21.45h ]
"VITIMA DA CRISE" ¬ TEATRO ART’IMAGEM / TERRA NA BOCA

Dia 27 Abril, terça-feira
[ 10.00h e 14.30h ] (#)
"BRINCAR AO TEATRO NO PALACIO DE CRISTAL" ¬ TEATRO ART’IMAGEM
[ 21.30h ]
"UM GRÃO CAÍDO NA TERRA" ¬ COMÉDIAS DO MINHO
[ 21.45h ]
"VITIMA DA CRISE" ¬ TEATRO ART’IMAGEM / TERRA NA BOCA

Dia 28 Abril, quarta-feira
[ 10.00h e 14.30h ] (#)
"HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR " ¬ TEATRO ART’IMAGEM
[ 18.30h ]
[MAD’10] ""
[ 21.30h ]
"OS FANTASMAS FAMILIARES" ¬ QUICO CADAVAL . Galiza / Espanha

Dia 29 Abril, quinta-feira
[ 10.00h ]
[ATINJ] "LENHEIRAS DE CUCA MACUCA" ¬ TEATRO MARIONETAS DE MANDRAGORA
[ 14.30h ]
"BRINCAR AO TEATRO NO PALÁCIO DE CRISTAL" ¬ TEATRO ART’IMAGEM
[ 18.30h ]
[MAD’10] ""
[ 21.30h ]
[ATINJ] "O REI VAI NU" ¬ TEATRO EXTREMO

Dia 30 Abril, sexta-feira
[ 10.00h ]
[ATINJ] "HISTÓRIA DO SÁBIO FECHADO NA SUA BIBLIOTECA" ¬ PÉ DE VENTO
[ 14.30h ]
"BRINCAR AO TEATRO NO PALÁCIO DE CRISTAL" ¬ TEATRO ART’IMAGEM
[ 18:30h ]
[MAD’10] ""
[ 21.30h ]
[ATINJ] "HISTÓRIA DA ILHA DO TESOURO DE STEVENSON" ¬ TEATRO ART’IMAGEM
[ 21.45h ]
"VITIMA DA CRISE" ¬ TEATRO ART’IMAGEM / TERRA NA BOCA

Dia 1 Maio, sábado
[ 15.30h ]
[ATINJ] "O MAMULENGO DE JOÃO REDONDO" ¬ TEATRO DE FORMAS ANIMADAS
[ 16:30h ]
"NATO PER VOLARE" ¬ ASSEMBELA TEATRO . Turim, Itália
[ 18:30h ]
[MAD’10] ""
[ 21.30h ]
[ATINJ] "IL COLOMBRE" ¬ ITACA TEATRO / QUINTA PAREDE . Itália / Portugal
[ 21.45h ]
"VITIMA DA CRISE" ¬ TEATRO ART’IMAGEM / TERRA NA BOCA

Dia 2 Maio, domingo
[ 15.30h ]
[ATINJ] "A RÃ PRINCESA" ¬ TEATRO DO ELEFANTE
[ 16:00h ]
"ESPECTÁCULOS DAS OFICINAS" ¬ CIA HERDEIROS DA ARTE . Andradina, Brasil
[ 16.30h ]
"SONHOS DE PALHAÇOS" ¬ OS PREGADORES DO RISO . Araçatuba, Brasil
[ 18.00h ]
"CHÃ DAS SEIS NO PALÁCIO: ATINJ" ¬ DEBATE
[ 21.45h ]
"VITIMA DA CRISE" ¬ TEATRO ART’IMAGEM / TERRA NA BOCA

(#) - marcação prévia



Actividades paralelas

[ exposição ] "ANTES DE COMEÇAR E DEPOIS – COMO SE CONSTRÓI UM ESPECTÁCULO TEATRAL" ¬ ATINJ

[ oficina ] "DANÇAS E RITMOS REGIONAIS BRASILEIRO – INTERFACE COM A TEATRALIDADE" ¬ CIA HERDEIROS DA ARTE

[ oficina ] "TEATRO DE RUA: PERNAS-DE-PAU E PIROFAGIA" ¬ CIA HERDEIROS DA ARTE
[ evocação ] "A FORMIGA NO CARREIRO – 80 ANOS DE ZECA" ¬ ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO



bilheteira
Preço (segunda a sexta, 10h00 e 14h30 - grupos escolares):
3 € - preço por aluno (gratuíto para professores e acompanhantes).

15.30h & MAD'10 - gratuíto
Restantes sessões - 3,00 € ou 5,00 €

Contactos

Bilheteira (durante o Festival)
tel. 00351 96 020 19 88 ou 00351 96 223 69 00

Teatro Art Imagem
Rua da Picaria, 89
4050-478 Porto
tel - 00351 22 208 40 14
tlm - 00351 96 020 88 19
fax - 00351 22 208 40 21
e-mail -
producao@teatroartimagem.pt

http://www.teatroartimagem.org/pt/art_img.htm

Acção da PAGAN no Porto no 25 de Abril - 36 anos depois, Uma no cravo, outra na guerra


36 anos depois, no Porto

Uma no cravo, outra na guerra

Assim que terminou o fogo de artifício nos céus sobre a câmara do Porto, no terreiro em frente soou uma invasora voz masculina: “Calma! Calma! Somos tropas amigas! Servimos no exército da NATO e matamos para vossa segurança! Assassinamos crianças de longe para dar prosperidade às tuas! Matamos quem for preciso para garantir que nunca faltará gasolina ao teu carro…” Os olhos ao alto de quem, nesses primeiros minutos do dia 25 de Abril, 36 anos depois de um outro que prometia a Liberdade, andava pela baixa descobriram então que a voz era reproduzida através de um megafone detido por um imponente oficial liderando um séquito de soldados de penico camuflado na cabeça. Pairou a surpresa, enquanto os ouvidos se concentravam no discurso. Soltaram-se risos e as mãos abriram-se para receber a informação que completava o desfile.

A ideia nunca foi brincar aos soldados ou às guerras. Bem pelo contrário. A paródia apenas pretendia chamar a atenção para um assunto muito sério, para o absurdo que qualquer guerra representa e para o absurdo da existência de um exército supostamente de paz, como o da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), do qual Portugal faz parte e que acolherá em Novembro, em Lisboa, uma cimeira decisiva para as suas futuras intervenções militares. A iniciativa foi preparada e realizada por elementos da PAGAN, plataforma anti-guerra, anti-NATO.

A data para a paródia não foi, obviamente, escolhida ao acaso, porque 36 anos depois é bom não esquecer que a razão fundamental para aquele dia de Abril foi a recusa generalizada de continuar a enviar soldados para uma guerra injusta e ilegal. Dissemos então nunca mais às guerras de agressão, às ocupações de territórios de outros, à conquista militar de matérias-primas e outras riquezas. E de repente, 36 anos depois, damos com o mesmo país a aumentar o seu contingente de tropas para o conflito militar no Afeganistão, um país que nunca agrediu nenhuma parte do mundo ocidental e que se mantém há nove anos sob ocupação da NATO.

Verdades escamoteadas e denunciadas na informação distribuída em forma de panfletos, enquanto o discurso prosseguia ao megafone: “Mataremos todos os que o teu consumo inconsciente condena à miséria e à procura desesperada duma vida melhor, longe da casa que ajudas a tornar inabitável. Mataremos todos os que tentarem fugir dos extremos climáticos a que o teu nível de vida os condena. Mataremos qualquer tentativa de alterar esta mistura perfeita de opulência e desgraça. Ocuparemos e destruiremos qualquer país que não actue em conformidade com os nossos interesses, pois nós somos os bons. Por tudo isto, estaremos em Lisboa, em Novembro, para decidirmos o futuro do planeta. Seremos os donos e senhores de toda a vida na terra…com a vossa ajuda! Mantenham-se, pois, serenos e apáticos. Só assim poderemos concretizar os nossos objectivos. Vida longa à guerra. Vida longa à NATO.”

O discurso foi reproduzido várias vezes, já não junto ao edifício da câmara municipal mas pelas ruas da nova movida do Porto, onde uma juventude sedenta de distracção ultrapassava em muito o número dos que desceram à baixa para comemorar a revolução dos cravos.

Na manhã seguinte foi preciso reproduzir mais panfletos, a pensar na tarde, no regresso à Avenida dos Aliados e na banca de informação da PAGAN, entre a qual constava a petição que visa a retirada do Afeganistão dos soldados portugueses. O Sol brilhou mas continuaram a ser poucos os que saíram à rua. O exército da noite anterior despiu as fardas e personificou vítimas mortais tombadas após uma aparente explosão, no intervalo de duas músicas de quem, a meio da tarde, no palco montado no terreiro, animava a malta. A representação durou curtos segundos mas voltou a surpreender quem estava próximo. E mais panfletos foram distribuídos, explicando, nomeadamente, porque somos contra a guerra. Porque matar um homem em defesa de uma ideia não é defender uma ideia, é matar um homem. Porque a guerra só é possível porque é lucrativa. Duas razões apenas que aqui ficam registadas, entre 26 elencadas.

Impossível de deixar de registar, infelizmente não fotografada, foi a saudação em fogo preso que antecedeu o fogo de artifício logo pela madrugada, em letras condizentes com as cores da bandeira portuguesa: 25 DE ABRIL SEMPE. Não, a ausência do R não é gralha de quem agora escreve. Curiosamente, voltaram a esquecer o mesmo R que, há anos, nas comemorações oficiais de Abril, sob o governo de Durão Barroso, desapareceu da palavra Revolução e que, por coincidência, corresponde às duas iniciais do nome de quem comanda os destinos do Porto. Como nos deixamos enganar… 36 anos depois.


PAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato

1º Maio Antiautoritário e Anticapitalista - Concentração - SETÚBAL - Largo da Misericórdia - 13:30h


1º Maio Antiautoritário e Anticapitalista
CONCENTRAÇÃO
SETÚBAL, Largo da Misericórdia, 13:30h

Tudo o que nos resta nestes 124 anos que nos separam das origens do 1º de Maio é o exemplo e a história daqueles milhões de trabalhadores, desempregados e oprimidos que pelo mundo inteiro se uniram e se levantaram para resgatar a dignidade roubada e encarcerada juntamente com aqueles 8 anarquistas de Chicago.

Aquilo que se aprendeu então, não foram as lições dos democratas e traidores de hoje em dia que nos prometem uma exploração mais humana, uma miséria mais tolerável, uma escravatura menos precária: foi, isso sim, o valor da solidariedade, da luta sem cedências, do assalto colectivo aos antros de poder e corrupção assim como de rebelião individual contra toda a autoridade.

Contra um 1º de Maio institucionalizado, que comemora a exploração laboral, a opressão e a hipocrisia dos sindicatos perante este sistema, contra uma sociedade capitalista e autoritária, de vencedores e vencidos, propomos a recuperação da rua enquanto espaço onde há um combate a travar por uma existência autónoma e, por isso, livre.

Divulga e Aparece!

Apresentação da FEL - Federação de Estudantes Libertários (as) no CCL em Almada ( dia 30/4)




Sexta, 30 de Abril, às 20:30
No Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, nº 121, 1º Dto, Cacilhas, Almada


A FEL é composta por pessoas que estão organizadas em grupos duma forma livre e estes têm um funcionamento autónomo. Nestes grupos, as decisões são tomadas na assembleia, que é o mais alto órgão decisório de cada grupo. Tanto nos diferentes grupos como a nível federal, as decisões são tomadas por consenso. Deste modo, asseguramos que todas as opiniões e posições são apreciadas e valorizadas de igual modo, e afastamo-nos da politiquice e das lutas internas grupusculares. Temos também de garantir que as decisões de um grupo, ou da federação, são apoiadas por todxs xs envolvidxs.


Os indivíduos que compõem os diferentes grupos que integram a FEL são partidários das ideias anarquistas e comprometem-se a divulgá-las. Além disso, marcam o seu posicionamento contra qualquer opressão de tipo político, económico, cultural, sexual, racial ou militar, ou seja, são totalmente contra o autoritarismo exercido por uma pessoa contra outra, independentemente da área onde ele se manifesta.

Como organização completamente independente, que é a FEL, não aceitamos nenhuma subvenção, venha ela de onde vier. Praticamos a auto-gestão, isto é, os meios materiais e financeiros de que dispomos provêm de contribuições dadas pelos indivíduos que integram cada grupo e/ou de actividades organizadas para os obter, tais como concertos, refeições, distribuição de materiais, etc.

A FEL fixou algumas metas para avançar, passo a passo, na conquista de uma sociedade autogestionária, com base no apoio mútuo, sem necessidade de Estados:

-Incentivar entre xs alunxs a auto-organização autónoma e horizontal.
-Criar espaços de debate e reflexão, tanto nas escolas como fora delas.
-Partindo de uma crítica radical do actual sistema de educação e suas futuras reformas, que condenam o indivíduo à satisfação das necessidades dos sistemas opressores, propomos como alternativa um modelo de aprendizagem anti-autoritário que facilite a construção de um conhecimento integral. Entendemos que este tipo de aprendizagem é uma ferramenta revolucionária não doutrinária, que nos fará avançar no caminho da liberdade.
-Incentivar a abstenção activa na eleição dos órgãos de “governo” das universidades, já que consideramos necessários outros meios de participação reais, horizontais e directos, pois pensamos que as eleições são uma falsa ferramenta de participação, que tem exclusivamente como fim a legitimação do sistema.
-A FEL declara-se anti-praxe. Pensamos que a hierarquia e o controle nunca podem ser o caminho para a formação de pessoas livres e conscientes. Que o único caminho para a liberdade é a prática sem limites desta e nunca a humilhação e o dirigismo. É por isso que temos a intenção de trabalhar contra a praxe até ao seu desaparecimento natural, pois não há nada que a justifique.
-Estabelecer laços entre estudantes libertários para a troca de informações, ideias e experiências, e para nos apoiarmos mutuamente.
-A FEL é contra todo o dogmatismo ideológico, aberta ao debate interno e a novas propostas, já que considera necessária a crítica construtiva para evoluir. Somos conscientes de que não existe uma poção mágica, e que só a prática da liberdade nos fará livres.


Federação de Estudantes Libertárixs
Web:
www.fel-web.org
Contacto:
fel@inventati.org
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CCL:
http://culturalibertaria.blogspot.com/

26.4.10

Libertação dos 6 Saharauis presos em Marrocos

Desde o passado dia 8 de Outubro de 2009 que seis activistas saharauis da paz e dos direitos humanos se encontram detidos pelas autoridades de Marrocos e que, apesar de serem civis, foram enviados a julgamento em tribunal militar marroquino.
Hoje, 26 de Abril, por iniciativa da CGTP-IN realiza-se, no auditório da sua sede, uma Sessão Pública de Solidariedade com os Trabalhadores e o Povo Saharauis, na qual serão oradores o Secretário-Geral da UGTSario (central sindical saharaui), Cheik Mohamed, também membro do Secretariado da Frente Polisario, e Manuel Carvalho da Silva, Secretário-Geral da CGTP-IN.


Desde o passado dia 8 de Outubro de 2009 que seis activistas saharauis da paz e dos direitos humanos se encontram detidos pelas autoridades de Marrocos e que, apesar de serem civis, foram enviados a julgamento em tribunal militar marroquino, julgamento de resto ainda não marcado apesar de passarem já 6 meses sobre a sua detenção. Entretanto, os seis activistas encontram-se neste momento em greve de fome, protestando contra a sua detenção sem julgamento.

Organizações sindicais, da paz, da solidariedade e dos direitos humanos de todo o mundo têm manifestado a sua veemente condenação destas medidas repressivas das autoridades de Rabat e a sua profunda preocupação pelo débil estado de saúde dos activistas saharauis, considerando que os mesmos correm sério risco de vida.

A CGTP-IN manifesta o firme protesto e condenação desta arbitrária acção das autoridades de Marrocos e exige a imediata e incondicional libertação destes presos de consciência e o seu regresso ao Sahara Ocidental.

A CGTP-IN reafirma a sua profunda solidariedade aos trabalhadores e ao povo saharaui e à Frente Polisario, sua representante legítima. Hoje, a CGTP-IN enviou uma carta à Embaixadora de Marrocos em Portugal, protestando pela situação e exigindo a libertação dos prisioneiros saharauis.

Esta sessão é aberta a todo o movimento sindical, a organizações da paz e solidariedade, ao público em geral e à Comunicação Social.

25.4.10

Manifesto «O 25 de Abril está Morto». É preciso fazer um novo 25 de Abril!

Quando a injustiça se torna Lei,
a Revolta passa a ser um dever!



Manifesto

O 25 de Abril está Morto!


Está morto porque deixamos os seus sonhos e esperanças por uma sociedade mais LIVRE, MAIS SOLIDÁRIA, MAIS JUSTA E FRATERNA morrerem ao escolher a via do consumo, do imediato e individualismo.

A Liberdade não existe para quem não faz um esforço para se tornar consciente, a liberdade está defunta porque não pagamos o seu verdadeiro preço, porque não nos tornamos vigilantes eternos e a vendemos em troca de entretenimento imediato, a liberdade morreu no momento em que a demos como garantida. Não existe liberdade numa sociedade vigiada só por alguns, apenas existe liberdade numa sociedade vigiada pela própria sociedade.


A Solidariedade é residual porque nos alienamos da realidade local para nos concertarmos nas noticias do distante mundo, não agimos no local e pensamos que podemos valer pelo estrangeiro, uma sociedade em que não conhecemos os vizinhos e os seus problemas, uma sociedade em que competimos com o próximo em vez de construir e interagir com este, não é uma sociedade solidária.

A Fraternidade está morta porque, não agimos, não nos manifestamos, não nos preocupamos com os nossos destinos. Para haver fraternidade tem de existir acção política colectiva, o esforço politico tem de estar na mão de todos e não só de alguns. Não existe fraternidade numa sociedade em que se entregou a política aos partidos, e se vendeu o direito de reivindicar uma sociedade melhor.

A Justiça é cega para os influentes e poderosos e é cruel e ríspida para os desprotegidos. Deixamo-nos viver numa sociedade com dois pesos e duas medidas em que julgamos rapidamente os outros pelo que nos parece e não pelo que é, não nos esforçamos por compreender, mas somos rápidos a julgar. Da justiça nem vale a pena falar, porque já não existe nem no estado nem em nós.

O 25 de Abril está morto, acima de tudo porque perdemos a esperança.

O regime "democrático" em que vivemos tirou-nos aquilo que o Estado Novo nunca conseguiu tirar, a esperança de que um amanhã melhor é possível.

Damos as injustiças como certas e justificamos porque achamos que tudo sempre foi assim e sempre será. Não acreditamos na mudança, nem aceitamos a mudança porque fomos convencidos que a mudança não é possível.

Vivemos numa sociedade apática que esqueceu o passado e não pensa no futuro, apenas se arrasta no presente .

A sociedade é mais desigual que nunca, podemos ter mais consumo, mas vendemos os valores e ideais, somos agora mais pobres de espírito do que nunca antes.

A contra revolução iniciada ao mesmo tempo que o 25 de Abril,está quase consumada e em breve seremos meramente escravos do sistema uma vez mais.

Porque o 25 de Abril não pode ser uma celebração de um dia,

Porque o 25 de Abril tem de ser uma atitude de vida,

Porque o 25 de Abril tem de estar presente em cada um de nós, antes de estar presente em toda a sociedade,

Homenageamos o 25 de Abril enterrando o seu corpo com a dignidade que merece, pois por tudo o que representa merece um funeral digno, e não ficar a feder nas ruas.

Novo 25 de Abril precisa-se, não um 25 de Abril de massas na rua, mas uma revolução interna, uma revolução da consciência e valores, através dos ideais de Abril.


Viva a Liberdade,
Viva a Justiça,
Viva a Solidariedade,
Viva a Fraternidade...



Viva o 25 de Abril!

Não deixe o 25 de Abril morrer....


Que o 25 de Abril se torne uma FENIX, e renasça das cinzas.


GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental

24.4.10

Viva o Poder Popular ( José Afonso)



Não há velório nem morto
Nem círios para queimar
Quando isto der prò torto
Não te ponhas a cavar

Quando isto der prò torto
Lembra-te cá do colega
Não tenhas medo da morte
Que daqui ninguém arreda

Se a CAP é filha do facho
Se o facho é filho da mãe
O MAP é filho do Portas
Do Barreto e mais alguém

Às aranhas anda o rico
Transformado em democrata
Às aranhas anda o pobre
Sem saber quem o maltrata

Às aranhas te vi hoje
Soldado, na casamata
Militares colonialistas
Entram já na tua casa

Vinho velho vinho novo
Tudo a terra pode dar
Dêm as pipas ao povo
Só ele as sabe guardar

Anda cá abaixo, ó Aleixo
Vem partir o fundo ao tacho
Quanto mais lhe vejo o fundo
Mais pluralista o acho

Os barões da vida boa
Vão de manobra em manobra
Visitar as capelinhas
Vender pomada da cobra

A palavra socialismo
Como está hoje mudada
De Colarinhos a Texas
Sempre muito aperaltada

Sempre muito aperaltada
Fazendo o V da vitória
Para enganar o proleta
Hás-de vir comigo a glória

O Willy Brandt é macaco
O Giscard é macacão
O capital parte o coco
Só não ri a emigração

De caciques e de bufos
Mandei fazer um sacrário
Para pôr no travesseiro
Dum cura reaccionário

Não sei quem seja de acordo
Como vamos terminar
Vinho velho vinho novo
Viva o Poder Popular

O Povo Unido Jamais Será Vencido, e Venceremos (duas canções do processo revolucionário de 1974 e 1975 em Portugal)

O povo unido jamais será vencido
( Luís Cília, com Quilapayun que são os autores da canção chilena)



De pé, cantar, que vamos triunfar
Avançam já bandeiras de unidade
Já vão crescendo brados de vitória
E tu verás teu canto e bandeira, florescer
A luz de um rubro amanhecer,
Milhões de braços fazendo a nova história.

De pé, marchar, que o povo vai triunfar
Agora já ninguém nos vencerá
Nada pode quebrar nossa vontade
E num clamor mil vozes de combate nascerão
Dirão, canção de liberdade;
Será melhor a vida que virá.

E agora, o povo ergue-se e luta
Com voz de gigante, gritando avante

O povo unido jamais será vencido

O povo está forjando a unidade
De norte a sul, na mina e no trigal
Somos do campo, da aldeia e da cidade
Lutamos unidos pelo nosso ideal, sulcando
Rios de luz, paz e fraternidade
Aurora rubra serás realidade

De pé, cantar, que o povo vai triunfar
Milhões de punhos impõem a verdade
De aço são, ardente batalhão
E as suas mãos levando a justiça e a razão
Mulher, com fogo e com valor
Estás aqui junto ao trabalhador.

E agora, o povo ergue-se e luta
Com voz de gigante, gritando avante

O povo unido jamais será vencido





VENCEREMOS



Samuel – Venceremos

23.4.10

Apoiem as pessoas que acham que o Professor de Direito Constitucional da FDL, Paulo Otero, devia ler o art. 13º da Constituição




Grupo no Facebook das pessoas que acham que o Professor de Direito Constitucional da Faculdade de Direito de Lisboa, Paulo Otero, devia ler o art. 13º da Constituição que consagra o Princípio da Igualdade - ver AQUI


O grupo no Facebook que contesta o Professor P. Otero tem actualmente 1256 fãs
O grupo de apoio ao Sr. Professor tem apenas 48 fãs

Nota: Hoje à noite, às 20h. no Jornal Nacional (TVI) vai passar uma peça sobre o teste de Direito Constitucional II do Prof. Paulo Otero.

O que o PEC precisa é de um PREC


O que o PEC precisa é de um PREC


Nota para esclarecimento da terminologia:
PREC – Processo Revolucionário em Curso
PEC - Programa de Estabilidade e Crescimento

Greve geral de todo o sector de transportes e comunicações ( dia 27 de Abril). Diz NÃO à imposição de mais sacrifícios a quem trabalha



Em reunião realizada no passado dia 29 de Março os Sindicatos representativos dos Trabalhadores do Sector dos Transportes, decidiram realizar uma Greve de 24 horas de todos os trabalhadores do sector de transportes no próximo dia 27 de Abril.

As razões que estão na origem destas greves convergentes, para o dia 27 de Abril, prendem-se com 3 aspectos que são comuns a todos os trabalhadores abrangidos:

Congelamento salarial nas empresas públicas política que está a ser seguida também pelo patronato no sector privado.

Bloqueamento generalizado da contratação colectiva no sector público e sector privado, onde todos os processos estão a ser encerrados pelas Associações Patronais e Administrações das Empresas, sem existirem negociações sobre as propostas sindicais apresentadas.

Privatizações nos sectores de transportes e comunicações, transformando em negocio privado a prestação de serviços públicos às populações, assim como a retirada ao Estado de importantes instrumentos que visam assegurar o direito à mobilidade dos cidadãos e o próprio
desenvolvimento do País.



A redução do valor real dos salários tem sido um objectivo constante das políticas dos governos nos últimos anos para, assim, criarem todas condições para o aumento dos lucros dos grupos económicos que suportam os governos com políticas de direita.
Este ano o termo utilizado foi outro, embora com o mesmo fim e, em vez de aumentos abaixo da inflação, vieram com o congelamento dos salários. Primeiro disseram que era para a função publica, mas logo estavam a pensar em todos os trabalhadores.
Na prática, este congelamento (ou aumento zero como alguns lhe chamam) significa que, com o aumento de impostos previstos no PEC, cada trabalhador deste sector, sofrerá uma redução real nos seus salários, na ordem dos 50€ mês. No dicionário do Governo, congelar e reduzir têm o mesmo significado.

Em vamos fazer para dizer NÃO à imposição de mais sacrifícios para quem trabalha

Dando expressão ao descontentamento generalizado dos trabalhadores dos sectores de transportes e comunicações, foram hoje declaradas greves num conjunto de empresas de transportes e comunicações para o dia 27 de Abril:

TST - Transportes Sul do Tejo - 24 horas – dias 14 e 27 de Abril
Sector de Transportes Pesados de Passageiros - 24 horas
Rodoviária da Beira Litoral - 24 horas
Rodoviária D’Entre Douro e Minho - 24 horas
Carris - 24 horas
CP - 24 horas
REFER - 24 horas
CP-Carga - 24 horas
EMEF - 24 horas
Fertagus - 24 horas
Metro do Porto - 24 horas
Metro de Mirandela
ViaPorto - 24 horas
Soflusa - 3 horas por turno
Transtejo - 3 horas por turno
Atlantic Ferries - 3 horas por turno
STCP - 24 horas
CTT’s – 24 horas



Esta luta constitui a oportunidade de, TODOS JUNTOS, dizermos NÂO;

ao congelamento dos salários;
ao bloqueamento da negociação colectiva;
às privatizações das empresas do sector.

Os pré-avisos de greve abrangem TODOS OS TRABALHADORES das empresas e todos devem fazer a greve no período que abrange a empresa a que pertencem. Está em causa o presente e futuro daqueles que laboram nas empresas do sector, pelo que a participação na GREVE é um dever de TODOS e é a forma de demonstrarmos o nosso descontentamento e aumentarmos a mobilização para as futuras lutas que, certamente, temos que desenvolver, para a mudança de rumo no País, em que as políticas estejam ao serviço dos trabalhadores e das pessoas em geral e não ao serviço dos interesses dos lucros dos grandes grupos económicos, que apenas acentuam as desigualdades sociais e vão acabando com direitos essenciais de quem trabalha.


Nenhum trabalhador é obrigado, antecipadamente, a declarar que vai ou não aderir à greve e todos podem aderir. Se algum trabalhador for abordado pela empresa, (verbal ou por escrito) a dizer que tem de vir trabalhar, só tem que responder que esse é um assunto que deve ser discutido com quem está a organizar a greve (O Sindicato) e é a ele que a empresa se deve dirigir.
A greve suspende o contrato de trabalho e, durante a mesma, o trabalhador não é obrigado a receber ordens da empresa. No dia da greve não devem atender telefonemas das empresas, pelo que o melhor, nesse dia, é desligarem os respectivos telefones.
Os trabalhadores em serviço nos comboios, após a greve devem apresentar-se na respectiva sede.

Durante a greve, não é permitida a substituição de trabalhadores em greve.

OS TRABALHADORES TÊM O DIREITO E O DEVER DE DEFENDEREM A SUA LUTA, ATRAVÉS DA PARTICIPAÇÃO EM PIQUETES DE GREVE.

O Sindicato vai organizar esses piquetes em diversos locais.

Participa nos piquetes defende a tua greve. Contacta o Sindicato, para saberes em que local deves estar.



Dia mundial do livro e da cultura livre (23 de Abril de 2010)



ÁRVORES E OS LIVROS

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.


E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.


As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».


É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.

Jorge Sousa Braga, Herbário, Lisboa, Assírio & Alvim, 1999

22.4.10

Sociologia e Anarquismo, análise de uma cultura política de resistência - livro de Raúl Ruano Bellido

Nos anos 30 do século XX, os anarquistas espanhóis edificaram toda uma cultura de resistência cultural face ao sistema vigente.

Para conhecer essa cultura é indispensável conversar com os velhos militantes libertários, os principais protagonistas dos factos daqueles tempos que foram determinantes na história de muitos europeus e até para toda a humanidade.

A partir das autobiografias escritas por operários anarquistas e de uma série de entrevistas em profundidade realizadas a velhos e velhas anarquistas, foi possível elaborar pequenas histórias de vida que ajudam a conhecer por dentro o mundo anarquista. Ao intento não é estranho o facto de naquela época o ser anarquista era vonsiderado uminequívoco sina de identidade.

Daí as interrogações: como se foi forjando essa identidade? O que levou a tantos trabalhadores a identificarem-se com o anarquismo? Quais foram os princípios e os valores que moviam os anarquistas? Que tipo d elutas e de sonhos desencadearam? Estas são apenas algumas questões que o livro pretende dar resposta.

Com a recuperação desta memóiria de resistência pretende-se também ajudar a prensar o presente, uma vez que, paradoxalmente, para se compreender o que hoje se passa torna-se necessário ouvir as vozes silenciadas, as vozes profundas dos velhos anarquistas esquecidos por uma sociedade que caminha sem rumo. A memória assim resgatada permite saber com maior acutilância de onde vimos e consequentemente decidir com maior liberdade para onde queremos e podemos ir.

Sociología y Anarquismo" de Rául Ruano
Edição de Fundación Anselmo Lorenzo

Arraial contra a guerra no Largo do Carmo ( desde o dia 23 até ao dia 25 de Abril)


Todos ao Largo do Carmo Sexta e Sábado, 23 e 24 de Abril!



PROGRAMA

Sexta -feira - 23 de Abril
14.00h. - 18.00h
Actividades com alunos do 1.º e 2.º ciclos, :
Teatro com a peça "A Bicicleta da República"
Pintura colectiva de um mural alusivo ao 25 de Abril e à paz
Jogo da Glória gigante, sobre o 25 de Abril, que será colocado e jogado no chão do Largo
Animação musical com a Banda "Os homens da luta"
Oficina sobre ambiente com o apoio da Associação Projecto 270
Pequena exposição de cartazes sobre o 25 de Abril

20.00h - 01.00h
20.00h - "Venham mais cinco"(Movimento Alternativo Rock)
20.30h - Hip hop com Royal Familia, Lord,
- Strike, Kas, Money (Moinho da Juventude)
21.00h - Inácio Canto e Castro , música e poesia de Abril
21.20h - "O canto da memória"
21.45h - Balé Brasil "Liberdade"(Assim Ser)
22.00h - Gordilho (Tertúlia Liberdade)
22.20h - Eugénia Bettencourt e Mingo Rangel,música e poesia (MPPM)
22.40h - Banda "Couple Coffee"
23.40h - Coro da "Casa da Achada"
01.00h- Encerramento

Sábado, 24 de Abril
19.00h - Poesia com Elsa de Noronha, Policarpo Nóbrega e Pétalas ao vento(Girassol Solidário)
19.25h - Grupo de Maracatu, (Casa do Brasil)
19.50h- Grupos de dança Wonderful Kova M e BempassaKunós (Moinho da juventude)
20.15h- Teatro "o bando"-Textos de Manuel António Pina
20.35h- Pedro Branco
20.55h -RefugiActo apresenta "Abrigo"
21.15h- Grupo de dança contemporânea Gestos: "as portas que Abril abriu"
21.45h- Rui Sequeira e Banda
22.15h- Música africana com Kalú Moreira, Sotavento 4 e Aires Silva
23.15h- O grupo galego Colectivo Xental e Ana Ribeiro
00.00h-Parabéns ao 25 de Abril!
0.45 - Bandas de rap ( Afroluso, Hezbollah, LBC)




Festa do 25 de Abril na Associação de Moradores de Massarelos, no Porto (dia 24/4 às 22h.)


25 de Abril na Associação de Moradores de Massarelos

Sábado, 24 de Abril de 2010 às 22:00


Local:
Associação de Moradores de Massarelos
Rua D. PedroV, nº2 (junto ao Museu do Carro Eléctrico)


A entrada é gratuita.

Vem e traz outro amigo também.

Toca Verde - um novo espaço alternativo no Porto para a jardinagen libertária, a ecologia e a intervenção urbana (street art, urban art,...)


potencial espaço/objectos degradados
street art / urban art / intervenção urbana
Acção!
Faz tu mesmo
2D + 3D
cinema não convencional
narrativa non sense
music / noise / sound
tipografia
YOUTH ATTACK
disfuncionalidade cerebral



A TOCA é um projecto interventivo e multidisciplinar que se foca essencialmente na temática do espaço. Reflecte sobre a potencialidade do lugar enquanto obra especifica. É um projecto que propõe uma alternativa de reestruturação do palco criativo, pela tentativa de conciliar meios e pessoas conscientes da importância do espaço morto e vedado ao cidadão comum. Assim, pretendemos criar uma rede alternativa de espaços ocupados e reutilizados, independentemente da natureza, dimensão ou utilidade dos mesmos.

Todas as areas interventivas são exploradas pela TOCA, pois esta não pretende afirmar-se artisticamente de forma isolada mas antes ser a receita de um conjunto de parcerias e relações com os demais projectos artisticos/culturais da cidade. O processo activo na recuperação dum espaço é para nós obra em si mesmo, sendo que a degradação é um fenomeno de mutação fisica único, no qual a contaminação organica e residual modifica a matéria, sendo este momento criativo que fundamenta a nossa actividade.

Mais do que suscitar o debate público, a TOCA incita á acção, invocando-a como válida por si, pois será sempre com o intuito de mobilizar o espaço público/privado que a criação ganha sentido, consideramos o acto interventivo indissociavel do acto reflectivo, isto é, que fazer é necessariamente pensar.

O projecto, embora nómada, pretende ter um ponto forte de apoio e é neste sentido que pretendemos continuar a trabalhar na Casa numero 61 da rua das Oliveiras, espaço com 3 séculos de existência, palco da intervenção diaria dos últimos 7 meses. Com este espaço pretendemos criar uma ancora para todo o projecto, um centro activo das artes, que possibilite á cidade do Porto um ponto de encontro entre projectos e vanguardas.

Nas ultimas semanas o nosso trabalho focou-se essencialmente na luta pela restruturação do jardim/horta. Contamos com 2000 metros quadrados de área verde, nos quais foi feito um enorme trabalho. Da década de abandono ao qual este espaço esteve sujeito, não era possível sequer a passagem de um ponto para o outro, as árvores, invisíveis por arbustos e silvas, alimentavam-se sobretudo de ácidos fortes, provenientes de uma fábrica de Candeeiros que neste terreno fez os seus despejos durante quase 20 anos.

Este espaço foi lavrado, tratado e plantado, encontra-se agora amplo e existem duas áreas destintas em desenvolvimento, uma horta e um jardim. Foram plantadas novas árvores e demos inicio á combustagem de residuos órganicos. Criamos uma semana de intervenção aberta que apesar de tudo foi bastante impossibilitada pela chuva. É por isso que vos propomos agora uma nova data em que para além do trabalho no campo, exista também uma jam a durar todo o dia onde se procurem utilizar instrumentos feitos ao longo do dia com os lixos ainda existentes no espaço. Apesar do nosso esforço, ainda são feitos despejos neste espaço e é com o intuito de provar a sua utilidade que vos convidamos a todos a aparecer, apoiar e utilizar.

Tragam-nos ideias, sementes e ajudem a divulgar porque trabalho de campo não é pêra doce.

Práticas de Resistência (medicina de prevenção e emergência para situações comuns e de rua): acção de formação na Casa Viva (24/4 às 15h.)


Práticas de Resistência
medicina de prevenção e emergência para situações comuns e de rua
sábado, 24 abril às 15h00
entrada livre

Local: CasaViva
Praça Marquês de Pombal, 167Porto
(é preciso bater à porta)

Partilha de conhecimentos e protocolos específicos para situações de emergência médica na rua vindos da prática de "Street medics", entre eles: prevenção e tratamentos de problemas de saúde comuns tais como, asma, ataques de pânico, queimaduras, mordeduras, cortes...e feridas emocionais.


"Street medics" ou médicas/os de acção são voluntárias/os, com diversos graus de treino/educação médica que participam em protestos e manifestações para providenciarem cuidados de saúde, tais como primeiros socorros.


A origem das/os "street medics" (médicas/os de rua) remonta aos estados unidos, anos 60, e aos movimentos pelos direitos civis de afro-americanos e anti guerra.

Quem partilha esta informação? Uma pessoa, " médica de rua ", promotora de saúde e estudante de medicina tradicional chinesa, cuja formação/treino começou em 2002, com vários seminários, partilhas, organização de uma clínica auto-gerida e formação em trauma emocional (1º nível).


Sobre os Street Medics, consultar:
http://en.wikipedia.org/wiki/Street_medic


Schneider, Edward L. & the Metropolitan Washington Chapter of the Medical Committee for Human Rights (1971-07). "


The Organization and Delivery of Medical Care During the Mass Anti-War Demonstration at the Ellipse in Washington, D.C. on May 9, 1970
." American Journal of Public Health 61(7):1434-1442


Hayman CR & Berkeley MJ (1971-10). "Health care for war demonstrators in Washington, April-May, 1971. A comparison with the riot and "Resurrection City" of 1968." The Medical Annals of the District of Colombia 40(10):633-7


Bivens, Matt. "
The Street Medics", The Nation
Price, Erin (2009-09-23). "Protestors demonstrate first-aid skills." Point Park News Service


O que são os médicos de rua?

Street medics, or action medics, are volunteers with varying degrees of medical training who attend protests and demonstrations to provide medical care such as first aid. Unlike regular emergency medical technicians, who work for state-sponsored institutions, street medics operate as civilians, and are not protected from arrest.

Street medics originated in the U.S. during the African-American Civil Rights Movement and anti-war movement in the 1960s. They conceived of medicine as self-defense, and provided medical support to the American Indian Movement (AIM), Vietnam Veterans Against the War (VVAW), Young Lords Party, Black Panther Party, and other revolutionary formations of the 1960s and 1970s. Street medics were also involved in free clinics developed by the groups they supported.



Uma organizaçãoPAGAN - Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato

21.4.10

O que aconteceu a Portugal, do PREC ao PEC? - filme e debate no Centro de Convergência na aldeia das amoreiras, em Odemira ( dia 25 de Abril, às 16h.)

Torre Bela, velha propriedade do Duque de Lafões, uma herdade do Ribatejo com dois mil hectares, a maior herdade murada de Portugal, é ocupada por trabalhadores agrícolas sem trabalho nem terra, que, num dos momentos quentes do PREC, decidem organizar-se em cooperativa. O filme “Torre Bela”, do realizador Thomas Harlan, acompanha o processo de ocupação e constituição da cooperativa.

Após o filme, os presentes que atravessaram o PREC no meio rural serão convidados a relatar as suas experiências. Um espaço de diálogo entre gerações, com vista à reflexão sobre esse período intenso e importante da história do país.

No Centro de Convergência / GAIA Alentejo
Aldeia das Amoreiras, Odemira
Domingo, 25 de Abril, 16h00-19h00


Nota:
PREC – Processo Revolucionário em Curso
PEC - Programa de Estabilidade e Crescimento

Festa Mayday no miradouro de S. Pedro de Alcântara, no Bairro Alto ( dia 24 de Abril entre as 16h. e as 20h.)


Depois de termos invadido o Colombo em protesto contra a precariedade, juntado tantas caras diferentes para pensar como nos organizamos (aqui) e bloqueado dezenas de call centers com centenas de apelos à participação (aqui), continuamos o caminho de convocação à parada MayDay no 1º de Maio.

No próximo dia 24 de Abril, Sábado, das 16-20h no Miradouro São Pedro de Alcântara (Bairro Alto), o MaydayLisboa organiza uma Festa/Concentração para fazer ouvir as vozes da precariedade!

Concertos, dança, música, jogos populares, performances, bancas, workshops, testemunhos de precariedade e de luta... e claro muita animação!

E já que estamos numa de festa, aparece também no Arraial do 25 de Abril no Largo do Carmo, nas noites de 23 e 24 de Abril pois o Mayday vai lá estar presente com uma banca. Temos pins, jornais e muita informação para trocar!

Vem fazer parte desta luta! Querem-nos calados mas não nos rendemos!

Vamos dar a volta à precariedade!

http://maydaylisboa.net/


Entretanto, hoje à noite realiza-se a
9ª Assembleia do MayDay

4ªf, 21 de Abril, 21h,
Local: Solim ( Rua da Madalena, nº8 2ºandar)

Hoje em Coimbra debate-se a precariedade, por iniciativa do MayDay ( 21 de Abril, às 21h30)


Serão projectados filmes sobre as acções e as manifestações de vários Mayday's nos anos anteriores e ensaiar-se-á uma reflexão sobre o caminho a seguir este ano.

Vamos pensar e organizar a luta contra as vidas que nos querem impor com a recriação de mais um grito que se vai fazer ouvir em 2010.


Mayday, Mayday!!

http://maydaycoimbra.blogspot.com/

Programa para o 25 de Abril de 2010 no Porto - O faz falta é defender e cumprir Abril


Festa popular a lembrar o cantor Zeca Afonso na celebração do 25 de Abril

A celebração do 25 de Abril no Porto estará associada, este ano, ao 80.º aniversário do nascimento do cantor Zeca Afonso. O poeta e música será lembrado na noite da festa popular, que antecede o dia do feriado nacional, pela voz de vários artistas.

A Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril reserva, ainda, uma surpresa para jovens com menos de 30 anos.

Pela primeira vez, como especifica João Torres, membro da referida comissão, realizar-se-á uma visita guiada às instalação da antiga PIDE na Rua do Heroísmo, no Porto. Esta viagem ao passado será conduzida pela dirigente sindical Maria José Ribeiro, que chegou a estar presa naquele local antes do 25 de Abril de 1974, e tem destinatários especiais.

"Esta visita é só para jovens até aos 30 anos. Foi pensado que as pessoas mais velhas, que viveram a Revolução dos Cravos, já têm um conhecimento do que foi a actuação da polícia política. Queremos ter uma atitude pedagógica em relação aos mais jovens que não experimentaram situações de falta de liberdade", sublinha João Torres. Os interessados poderão inscrever-se na Casa Sindical. A visita terá lugar às 15 horas de sábado e é limitada a 25 pessoas.

A noite será de festa popular na Avenida dos Aliados. A partir das 21.30 horas, haverá música e poesia com evocação de Zeca Afonso. O Coral de Letras, o Canto Décimo, José Luís Guimarães e Gabriela Marques serão alguns dos artistas presentes. A celebração fecha com fogo-de-artifício.

No dia seguinte, o Largo de Soares dos Reis será, às 14 horas, cenário da homenagem aos resistentes anti-fascistas. Daí partirá o desfile até à Avenida dos Aliados onde será feita uma intervenção pela Associação 25 de Abril. Também haverá música.

Fonte: http://vejambem.blogspot.com/

Preservativos ao Papa. Reuniões de preparação da acção de sensibilização para a luta contra a sida no Porto (dia 28/4) e Lisboa (30/4)

Em 2008, foi declarado que 35 milhões de pessoas eram seropositivas. Por ano, a SIDA mata 2.5 milhões de pessoas, das quais 350 mil são crianças. Mais de 3/4 dessas mortes ocorrem anualmente no continente africano.

Estudos científicos demonstram que a única forma de combater esta pandemia global é através da prevenção. O preservativo, em 2010, surge como a única pequena arma contra uma doença que continua a ameaçar a população humana.

Em 17 de Março de 2009, o Papa Bento XVI na sua primeira visita ao continente africano afirmou que a "SIDA é uma tragédia a nível mundial e que a Igreja Católica está a fazer de tudo para acompanhar e travar o desenvolvimento da pandemia mas que o USO DE PRESERVATIVOS NÃO ERA PARTE DA SOLUÇÃO PARA PREVENIR A SIDA, dado que os mesmos agravam a situação e contribuem para espalhar a doença e contaminar cada vez mais pessoas."

Perante tão grande desfasamento demonstrado pelo Papa com a realidade e perante tão graves consequências que tais declarações podem trazer na luta contra a SIDA, inúmeras acções de protesto simbólicas surgiram um pouco por todo mundo.

O Papa irá encontrar-se em Portugal no próximo mês de Maio:

11 de Maio - Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa
13 de Maio - Santuário de Fátima, Fátima
14 de Maio - Avenida dos Aliados, Porto


Em nome da luta contra a SIDA, em nome dos milhões que morrem anualmente por causa desta doença, em nome das 350 mil crianças, em nome de todos nós, vimos por este meio pedir que TODOS que se solidarizam com esta causa se juntem a nós.

Propomos que nesses dias em que o Papa vai estar em Portugal, conseguir o maior número possível de pessoas nos locais onde o Papa vai realizar as missas e distribuir preservativos e/ou folhetos informativos relativos à prevenção da SIDA pelo maior número de pessoas presentes nesses locais.

Não pretendemos desrespeitar o Papa nem as crenças religiosas de ninguém. Pretendemos sim de uma forma simbólica alertar para um tão grande problema que existe e que a Igreja Católica teima em ignorar.

Sabemos que não podemos mudar o Mundo, mas como alguém um dia o disse "não custa nada tentar". Sabemos que todos juntos poderemos fazer algo mais do que simplesmente nada fazer. Juntem-se a nós em nome desta causa!


Espalhem a notícia.

Não fiquem indiferentes! Juntos poderemos fazer algo!

Reitero que pretendemos fazer algo positivo, criando uma acção de sensibilização e consciência social. Afrontas, desafios e manifestações não fazem parte do nosso objectivo e propósito.



Reunião/Encontro no Porto e em Lisboa, dia 28 e 30 de Abril!

A Acção de Sensibilização “Preservativos “ao” Papa em Portugal” vai realizar duas “reuniões” em Lisboa e no Porto. O objectivo de tais encontros é juntar não só representantes das várias Associações e ONGs mas também reunir o maior número possível de voluntários/pessoas interessadas em participar nesta iniciativa. Será uma óptima forma de nos conhecermos todos melhor e permitir a apresentação de todo o funcionamento da iniciativa e explicar como decorrerá a mesma durante os dias de Maio. Obviamente em tom completamente informal, acho que será um momento interessante e mesmo divertido e nós, enquanto organização, esperamos ver-vos todos lá.



Porto - 28 de Abril às 18h no Pridebar, sito na Rua do Bonjardim, nº1121.
Lisboa - 30 de Abril às 18h na CrewHassan, sita na Rua das Portas de Santo Antão, nº159, 1º.


http://preservativospapa.blogspot.com/

19.4.10

Joaquim Magalhães de Castro, escritor e viajante que melhor conhece o Oriente luso, vai estar hoje na TSF (às 15h no programa Mais cedo ou Mais Tarde)

… e amanhã , 3ª feira ( 20 de Abril), às 15h., estará em Matosinhos nos encontros de Literatura em Viagem para participar na mesa-redonda sob o tema « A alegria do homem está em viajar», aproveitando a ocasião para às 16h. falar da sua obra «Mar das Especiarias», editada no ano passado pela Presença, e apresentar o seu novo livro, «Viajem ao Tecto do Mundo», onde narra as suas deambulações clandestinas pelo Tibete, no tempo em que o território estava fechado ao exterior por imposição das autoridades chinesas.



Mais cedo ou mais tarde (programa de rádio de João Paulo Menezes na estação TSF) : porque há outras ideias e outras pessoas que podiam ser notícia. E são.

Horário do Programa - de segunda a sexta, das 15h às 16h na TSF ( aqui )


Hoje, 19 de Abril de 2010, o programa Mais cedo ou mais tarde na TSF, entre as 15 e as 16h., entrevista Joaquim Magalhães de Castro, escritor e viajante que melhor conhece o Oriente luso .

Mar das Especiarias» é o título do livro editado no ano passado por Joaquim Magalhães de Castro, aquele que será o português que melhor conhece os locais do Oriente por onde se fez a história de Portugal.

Este livro é, no fundo, a viagem de um português pela Indonésia, mas Joaquim Magalhães de Castro tem outras obras: Os Bayingyis do Vale do Mu - Luso Descendentes na Birmânia (2001) e A Maravilha do Outro - No Rasto de Fernão Mendes Pinto (2004), Também é autor dos documentários televisivos A Outra Face da Birmânia (2001) e Dund - Viagem à Mongólia (2004).

Prestes a sair, também editado pela Presença, é o seu novo livro «Viagem ao Tecto do Mundo - O Tibete Desconhecido», a ser lançado na Feira do Livro de Lisboa no próximo mês de Maio, onde relata as suas viagens no Tibete.


Natural das Caldas de São Jorge, freguesia do concelho de Santa Maria da Feira, Joaquim Magalhães de Castro é jornalista freelancer, fotógrafo e investigador da História da Expansão Portuguesa. Colabora com a imprensa de Macau, onde também vive, e em Portugal.

Fonte: http://tsf.sapo.pt/blogs/maiscedo/default.aspx

18.4.10

O património rural é o tema deste ano do dia Internacional dos Monumentos e Sítios que é assinalado hoje (18 de Abril)

Hoje, dia 18 de Abril, comemora-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, tendo o ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios - ver: http://icomos.fa.utl.pt/ ; http://www.icomos.org/) designado como tema a celebrar, no presente ano, o Património associado à actividade agrícola e ao mundo rural em geral.


O ICOMOS-Portugal em associação com o IGESPAR colabora na organização de mais de 400 iniciativas por todo o país, consulte o
Programa Geral (aqui em PDF).


A abertura oficial do dia ocorrerá em Peso da Régua, no Museu do Douro, com o Encontro PATRIMÓNIO RURAL:TERRITÓRIO E PAISAGEM COMO RECURSO CULTURAL, seguido de uma Visita guiada a Ucanha e Persegueda.


O encerramento ocorrerá em Monsaraz no:: ENCONTRO ARTE E PATRIMÓNIO: RURALIDADES, CIÊNCIA E ARTE NAS TERRAS DE MONSARAZ, onde vamos recriar o ciclo da lã, com instalações e performances, almoço livre no patio do Monte do Barrocal, seguido de uma sessão de conversas e estórias escolhidas, no antigo lagar de azeite SEM-FIM, sobre o património rural, uma conversa entre Catedráticos, Prémios Pessoa, ganaderos, apanhadores de espargos, túberas e cilarcas, ouvindo os que ainda constroem diariamente o nosso património rural e os outros, aqueles que o estudam e investigam.


Seguem-se passeios a pé ao fim da tarde, em percursos do imaginário, caminhos propostos pela ADIM e baseados nas lendas e estórias locais, passeando entre menires e no romanzal, na rocha da noiva ou em Santa Catarina, apanhando laranjas nos Reboredos.
Tudo ali à volta só para fazer fome para o jantar, livre e com marcação prévia, no Lagar de Azeite/Restaurante SEM FIM, no Telheiro, ouvindo o Grupo Coral de Monsaraz, homens vestidos de fato domingueiro, bem dispostos que gostam de conversa e cante à volta de um ou vários copos de vinho, pão e queijo; apreciando as obras do escultor Gil Kaaliswart feitas a partir de peças ligadas ao património rural.

Organização: ICOMOS-Portugal, em conjunto com a Direcção Regional da Cultura do Alentejo, o Festival Escrita na Paisagem, e a ADIM. Apoios: Monte do Barrocal, Restaurante SEM-FIM, Município de Reguengos de Monsaraz, Município de Viana do Alentejo, Jornal Palavra, Rádio RC Alentejo (obtenha aqui o PROGRAMA EM PDF).


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