11.5.09

Ecomuseu do Seixal: actividades para o mês de Maio incluem passeios, encontro de embarcações tradicionais de todo o país (dias 22 a 26) e concertos



O EMS funciona como um conjunto de constituintes (núcleos e extensões) cujo aproveitamento museológico se destina ao cumprimento da missão e objectivos programáticos comuns, referentes ao território e à população do concelho do Seixal.Dependem ou interagem entre si e têm por base de funcionamento a circulação e partilha de informação e a gestão integrada de serviços.
Os núcleos são sítios ou espaços de propriedade e tutela municipais, musealizados ou com aproveitamento museológico.
As extensões são sítios ou patrimónios integrados em espaços de tutelas mistas, com parcial aproveitamento museológico.




Passeios no Tejo em barcos tradicionais


O Ecomuseu Municipal do Seixal, em parceria com o Museu de Marinha, promove a partir de Abril passeios fluviais no rio Tejo em embarcações tradicionais. Como complemento da visita ao Museu de Marinha, poderão os seus visitantes participar numa navegação, no Tejo e no tempo, a bordo de um dos últimos exemplares de embarcações tradicionais que em tempos coloriram este rio e as suas margens.
Os passeios terão lugar nas seguintes datas:
29 de Abril;
13 de Maio;
15 de Junho;
14 de Julho;
27 de Julho;
12 de Agosto;
26 de Agosto;
09 de Setembro;
24 de Setembro;
08 de Outubro.
As marcações são feitas através do Museu de Marinha:
telefone: 21 366 0224 / 21 362 00 19





Encontro de embarcações tradicionais na baía do Seixal


De 22 a 26 de Maio, o EMS reúne no Seixal dezenas de embarcações tradicionais oriundas de várias zonas do país e ainda da Galiza. Esta iniciativa decorre no âmbito do Maio Património, um conjunto de iniciativas que, no concelho do Seixal, assinala o Dia Internacional dos Museus, o 27º Aniversário do EMS e a Noite dos Museus.

O 3º Encontro de embarcações tradicionais na baía do Seixal, organizado pela Câmara Municipal do Seixal, através do seu Ecomuseu, tem como principais objectivos:
- A protecção e a valorização do património marítimo e fluvial, em particular das embarcações tradicionais, enquanto recursos de desenvolvimento, divulgando-os nos âmbitos nacional e internacional;
- A promoção da cultura marítima e a valorização do património natural e cultural do estuário do Tejo;
- A promoção de parcerias para o desenvolvimento de profissões ligadas ao mar com especial ênfase na importância da formação profissional para assegurar os saberes-fazer associados à navegação e à manutenção das embarcações tradicionais;
- O alargamento de públicos interessados em acontecimentos náuticos e em práticas de cultura associadas a espaços ribeirinhos e ao estuário do Tejo, nomeadamente a bordo de embarcações tradicionais e de recreio.



Em Maio, venha viver o património com o Ecomuseu Municipal do Seixal numa noite especial (16 e 18 de Maio)


Descubra o património de uma forma diferente, visitando os museus numa noite muito especial, a Noite dos Museus. A 16 de Maio, sábado, para comemorar, o Ecomuseu promove um concerto pelo Eire Trio, que terá lugar no Núcleo da Mundet, no Seixal. Eleonor Picas, na harpa, Flávio Azevedo, no violino e Rui Leal, no contrabaixo, animarão um serão diferente, que pode continuar com a visita às exposições em exibição.

No dia 18 de Maio, comemoramos o Dia Internacional dos Museus e o 27º Aniversário do Ecomuseu Municipal do Seixal, com um concerto pela Escola de Jazz e Música Moderna de Almada-Seixal, no Núcleo Naval, em Arrentela. Venha ouvir boa música e cantar os parabéns ao Ecomuseu. Contamos consigo!



O concelho de Vinhais passa a ser um ecomuseu


O concelho de Vinhais foi transformado em Ecomuseu, com o objectivo de melhor aproveitar os seus recursos naturais e humanos, passando o território a ser visto como um museu vivo

Trata-se de uma área com mais de 694 quilómetros quadrados e 35 freguesias, que a Câmara quer promover como um Ecomuseu, ou seja um espaço natural e um verdadeiro museu vivo.

O projecto do Ecomuseu tem como objectivo divulgar os principais recursos e a identidade do concelho, nomeadamente a natureza, as tradições, actividades económicas, o património arquitectónico e histórico. A ideia é levar os visitantes às aldeias e sítios onde estão essas riquezas.

As adegas de S. Jumil, os fornos de cal e a Lorga de Dine e o Cerro de Penhas Juntas são alguns dos elementos históricos do concelho de Vinhais que podem ser observados e conhecidos neste Ecomuseu. Este espaço, situado no cume da Ciradelha (um dos pontos mais altos do município), visa dar a conhecer os pontos de interesse turístico espalhados pelo Mundo Rural, através de painéis explicativos, convidando os visitantes a deslocarem-se aos locais.

O ecomuseu pretende fugir ao conceito de museu tradicional, mostrando as peças sem as tirar do seu ambiente natural.

Ao todo, serão divulgados cerca de duas dezenas de sítios com alguma história e com ligações profundas às raízes do concelho, como moinhos, complexos mineiros, templos, museus tradicionais e cozinhas tradicionais de fumeiro.

O Castro da Ciradelha, situados a noroeste da vila, guardam as memórias de um local estratégico defensivo, conhecido ao longo dos séculos como Cidadela. Este povoado, que assenta em estruturas proto-históricas, que remontam à Idade do Bronze, julga-se que terá dado origem ao povo de Vinhais.
Para encontrar mais vestígios sobre a ocupação castreja, a Câmara local já está a levar a cabo sondagens arqueológicas naquela área. O objectivo é encontrar materiais dessa época e classificá-los, para serem expostos no Centro Interpretativo.

Um novo roteiro turístico, designado “Destinos com História”, foi agora lançado, apresentando 24 monumentos e locais de interesse turístico do concelho.

No Roteiro são apresentados os solares, como o Solar da Corujeira, Solar dos Condes de Vinhais, dos Sarmento, de Estêvão de Mariz, a hospedaria de Rio de Fornos, que era o Solar dos Morgados de Rio de Fornos, os pelourinhos de Vinhais, Ervedosa e Vilar Seco de Lomba, o Castelo de Vinhais, a igreja de São Facundo, que é uma das mais antigas igrejas da diocese, o complexo do Seminário de Vinhais, as igrejas da Moimenta e Tuizelo, o Templo da Senhora dos Remédios, a casa dos antigos Paços Medievais, que já foi cadeia e é, actualmente, a Casa da Música de Vinhais. No guia está também a Casa da Vila.



10.5.09

Feira do Livro de Lisboa recebe hoje Joaquim Magalhães de Castro, autor do livro de viagens Mar das Especiarias


A Feira do Livro de Lisboa recebe hoje Joaquim Magalhães de Castro, autor do livro de viagens «Mar das Especiarias», edição da Presença ( nos Stands BII-07;BII-08;BII-09;BII-10;BII-11;BII-12;BII-13;BII-14 ) para uma sessão de autógrafos.

Mar das Especiarias é uma surpreendente narrativa de viagens pelas centenas ilhas que fazem parte da Indonésia, ligando o tempo presente através do testemunho vivido pelo autor e a herança cultural dos descobridores portugueses que no passado remoto percorreram aqueles mares e terras à procura de especiarias e de domínio militar absoluto. Uma típica obra de literatura de viagens, repleta de aventuras comuns, que cruzada com história colonial, permite traçar um quadro vivo do que é a actual Indonésia e a influência nela deixada pela presença colonial dos portugueses em muitas manifestações imateriais (vocábulos, músicas e ritmos) e património construído que quase todos nós pura e simplesmente desconhecemos. Uma surpresa, pois.


Como ilustração desta obra reproduzimos a seguir um excerto do livro, e ainda o respectivo Prefácio da autoria de Ana Gomes.


« Essa noite de lua quase cheia, faço uma visita ao Teddy’s Bar onde me cruzo com o Bob. Acompanham-no um grupo de jovens indonésias. Logo entendo a sua insistência para que eu ficasse alojado no Sea View. Bob, apesar do que é óbvio, não se considera proxeneta pois “só está ali para ajudar”. Enfim, para fazer o papel de tradutor e apresentá-las a possíveis clientes. –“Essa aí” – diz, apontando para a mais bonita, – “ontem fez 400 mil rupias.”
No fundo, Bob considera-se um relações públicas. E elas, “às vezes”, dão-lhe algum dinheiro que logo ele transforma em doações, como, por exemplo, idas à discoteca que fica num hotel dos caros. – “Les enfants doivent aussi s’amuser, n’est ce pas?” – remata.
Mas o negócio vai mal, pois os australianos de Darwin, os habituais turistas de Kupang, deixaram de aparecer. O grande mercado abastecedor de mulheres na Indonésia é agora Surabaya, em Java, para onde se desloca o pessoal da ONU destacado em Timor-Leste, para contratar umas “domésticas” que lhe arranjem a casa.

Teddy, um sorridente chinês naturalizado australiano, é como uma espécie de rajá local. Bob apresenta-mo e este chama o seu disc jokey, um body builder com o cinto por cima das calças vincadas. Vê-se logo que é timorense, até porque a música que passa é portu music, neste caso forró brasileiro com influência de vários estilos diferentes e até com temas do Quim Barreiros a intrometer-se no alinhamento.
Estou a falar de Eleutério da Luz Ferreira Corte Real. Da família do liurai Aleixo Corte Real, português feito herói em Ainaro durante a ocupação nipónica. O tal Corte Real de que me falara Francisco Magno, residente em Ainaro, dizendo que “ele vivia Kupang e não ousava regressar com medo das represálias”. E isto porque foi, como o próprio visado o confirma, um dos que apoiavam a integração. Aliás, “na família há gente de todos os quadrantes políticos”.
Eleutério conhece Eurico Guterres, mas garante que nada tem a ver com as milícias. Condena os crimes que cometeram, como também condena os timorenses de Lorosai “por estarem sempre de mão estendida à espera de algo”. Diz que Xanana falou com ele pessoalmente, pedindo-lhe que regressasse. E por isso, “devido ao pedido do presidente”, está a pensar fazê-lo, embora em Díli sejam ténues as perspectivas de emprego. – Deste lado sempre há mais oportunidades – admite. »
(in Mar das Especiarias, ed.Presença, de Joaquim Magalhães de Castro)


PREFÁCIO
(ao livro Mar das Especiarias)

O desfolhar das páginas do livro de Joaquim Magalhães de Castro No Mar dos Rajás proporciona um impressivo relato das mil e uma aventuras deste português que, no despontar do seculo XXI, se meteu intrepidamente pelo mar fora, seguindo as peugadas de muitos dos nossos antepassados, com o objectivo de encontrar vestígios por eles deixados no fabuloso arquipélago das especiarias que hoje constitui a República da Indonésia. O autor confronta-se – e confronta-nos – ora com testemunhos vivos da nossa História, ora com “estórias” que as brumas do tempo transformaram em quase realidade, permanecendo vivas no imaginário colectivo dos povos dessas longínquas paragens.

Partilhando as extraordinárias experiências do autor, o livro constitui um aliciante convite à aventura e à descoberta do que Portugal levou aos povos das ilhas indonésias - e do que também deles trouxe. Mas também nos interpela, como apelo à urgência de um trabalho técnico-científico de fundo, concertado entre especialistas indonésios e portugueses, que não deixe perder-se para sempre o que ainda resta dos traços daquelas decisivas passadas no processo de globalização económica e cultural de um mundo que, de repente, se tornara redondo....

Deliciam as conversas que espontaneamente suscitam comparações e conduzem à revelação de semelhanças em termos tão comuns como serdadu (soldado), almari (armário), kondi (conde), manina (menina), joget (joguete) ou tanjidor (aquele que tange um instrumento). Extasia o cuidado e empenho que Edmundus Pareira terá posto na redacção do discurso de boas vindas ao Embaixador de Portugal em Jacarta!

Foi com indizível prazer, embora roída de saudades das paisagens e gentes da Indonésia, que devorei o relato do saltitar a que o autor se sujeitou, ao longo de quase 7 mil quilómetros de mar e ilhas, transpondo inevitáveis e incontáveis dificuldades físicas e logísticas. Joaquim Magalhães de Castro foi muito além de anteriores cronistas, na insaciável curiosidade, na avidez de descobrir e na capacidade de registar. Ele faculta-nos hoje, quando estão prestes a completar-se 500 anos após a chegada dos primeiros portugueses àquelas paragens, um extensivo trabalho de recolha, não só dos testemunhos vivos do nosso ancestral destemor do desconhecido, como da nossa vocação para reconhecer o Outro e para estabelecer pontes de partilha de saberes, experiências e interesses.

Guardo como tesouro a recordação e as fotografias dos caminhos que percorri, das personagens com quem me cruzei, dos costumes e tradições que descobri ou reconheci, desde Lamno, na ponta do Aceh, em Sumatra, a Atambua, em Timor Ocidental; passando por Java, Bali, Lombok, Sumbas, Celebes, Flores, Molucas e o Bornéu. Caminhos por onde Joaquim Magalhães de Castro se aventurou também, em deambulação que o levou muito mais longe e que explorou muito mais a fundo. A minha missão na Indonésia durou apenas quatro curtos anos, entre 1999 e 2003, com obrigações que me impediam o afastamento prolongado de Jacarta. O admirável relato das explorações de Joaquim Magalhães de Castro espicaça-me o desejo de um dia voltar, mais liberta e demoradamente, para desfrutar do prazer de me entranhar de novo no verde de palmeiras e arrozais, nos azuis de ceús e mares, na altura fumegante dos vulcões e na planura das povoações acolhedoras, para saborear mais conversas com mulheres e homens de outras culturas e línguas que, contra ventos e marés, cuidam de preservar a memória que, sabem, lhes alargou os horizontes: a de Portugal e dos antigos portugueses.

Bruxelas, 29 de Janeiro de 2009
Ana Gomes
Eurodeputada e ex-Embaixadora de Portugal em Jacarta

Caminhada e visita ao projecto de reflorestação no Cabeço Santo ( Serra do Caramulo) promovida pela Quercus (no dia 23 de Maio)



Tomamos conhecimento através do blogue Ondas que se vai realizar no próximo dia 23 Maio, Sábado,a partir das 9h30, em Belazaima (concelho de Águeda), uma caminhada e visita ao projecto de requalificação florestal da Quercus no Cabeço Santo que já foi detalhadamente descrito neste blogue ( ver aqui).

Consultar para mais pormenores:
http://ecosanto.wordpress.com



Uma das actividades previstas no plano de trabalhos do projecto financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu é a demarcação de um percurso pedestre no Cabeço Santo, trabalho a realizar em 2010. Com o objectivo de colher contributos para a definição desse percurso mas também como oportunidade para uma visita de Primavera ao Cabeço Santo, propõe-se, no dia 23 de Maio (Sábado), uma jornada de visita. Esta jornada ocupará todo o dia e iniciar-se-á com um pequeno percurso por um carvalhal junto a Belazaima que tem vindo a ser recuperado ao longo de quase 20 anos.
Será uma visita onde se observarão formações em diferentes fases de evolução da vegetação espontânea e as acções desenvolvidas em cada uma delas. Depois partiremos para o Cabeço Santo, realizando um percurso ao longo das áreas onde se desenvolve o projecto. Será também uma visita bastante didáctica, pois na maior parte do percurso não se observarão panoramas extraordinários (bem pelo contrário) mas sim o resultado dos trabalhos realizados no âmbito do projecto desde 2006, e de forma mais intensa desde 2008 de maneira a que, dentro de 10 ou 20 anos, se possa ter desta área uma perspectiva radicalmente diferente, naturalmente, para melhor.
O ponto de encontro é pelas 9:30h na Junta de Freguesia de Belazaima. Os interessados deverão inscrever-se, enviando uma mensagem para cabsanto@gmail.com. A alimentação é ao cuidado dos participantes.

Mostra de documentários europeus termina hoje no CCB


Mostra de Documentários Europeus
DOC_EUROPA 27 países 27 filmes
8, 9 e 10 de Maio - Pequeno Auditório do CCB
27 documentários provenientes dos 27 países da União Europeia.

Programação e produção: Apordoc


ENTRADA GRATUITA


Nova Europa? Velha Europa? 27 Países, 27 filmes. Tudo se passa como se estivéssemos a inventar um jogo de adivinhas: quem é mais europeu, tu ou eu?
Que diferenças existem entre os europeus? Que diversidade, ou diversidades, a União Europeia pode comportar?
Através destes 27 filmes (de duração e estilo tão diferentes) percebemos depressa que a Europa não é um conceito político imaginário, nem artificial. Ao fim de alguns minutos de projecção, as diferenças linguísticas desvanecem-se e entramos num universo que não nos é estranho. Na Áustria descobrimos Portugal. Na Grécia encontramos a Polónia. Na Irlanda vemos o reflexo de todo o Continente.
Esta mostra é um convite a pensarmos sobre nós próprios. Cada filme funciona como um potencial espelho, em cujo reflexo ora nos reconhecemos, ora nos surpreendemos. Assim também podemos tentar compreender quem são os portugueses hoje e qual é a nossa realidade dentro da Europa dos 27


SEXTA-FEIRA, 8 DE MAIO
19.00 ITÁLIA l FRANÇA

Padre Nostro, Itália, 2008, 40’
Carlo Lo Giudice – com a presença do realizador
Padre Nostro é uma história de amor. Salvatore e o seu pai Vannino, de 90 anos, partilham tudo, até a cama. Todos os dias adormecem nos braços um do outro porque Vannino não consegue fechar os olhos sem que Salvatore lhe venha coçar as costas.

The Protestants, França, 2006, 85’
Clarisse Hahn
Uma família da alta burguesia francesa, retratada na intimidade por um dos seus membros. As gerações modelam-se umas às outras e mantêm valores religiosos, sociais, políticos. Os segredos da identidade protestante são revelados com alguma reserva, mas não sem humor.

21.30 SUÉCIA l ESPANHA l REINO UNIDO

Hidden, Suécia, 2002, 8’
Hanna Heilborn, David Aronowitsch, Mats Johansson
Animação documental que tem como ponto de partida uma entrevista a uma criança peruana refugiada na Suécia. Giancarlo ainda não tem visto de residência e descreve as perseguições a que foi sujeito.
The Taylor, Espanha, 2007, 25’
Óscar Perez
No Raval, um dos bairros mais emblemáticos de Barcelona, Mohamed, um alfaiate paquistanês, e Singh, o seu empregado indiano, costuram horas a fio. Mohamed é um homem temperamental a quem apenas interessa o negócio e a crença religiosa. Mas os clientes nem sempre parecem satisfeitos.
All White in Barking, Reino Unido, 2007, 72’
Marc Isaacs
Um quadro vivo do multiculturalismo no bairro britânico de Barking, onde o fluxo de imigrantes conhece uma das maiores taxas de entrada no país. Um documentário provocador e irónico que questiona preconceitos e estereótipos com notáveis resultados.

SÁBADO, 9 DE MAIO

14.30 LITUÂNIA l HOLANDA l LUXEMBURGO

Scarecrow, Lituânia, 2002, 9’
Rimantas Gruodis
Pequena obra poética sobre a importância dos espantalhos.
There Goes My Heart, Holanda, 2005, 59'
John Appel
O primeiro lar para idosos toxicodependentes da Holanda não é um hotel de luxo, mas oferece muito mais do que simples conforto. Os seus sete habitantes pertencem à velha geração de consumidores de drogas duras de Roterdão. Alguns estão viciados há mais de quarenta anos.
The Red Bridge, Luxemburgo, 2007, 21’
Geneviève Mersch
Uma ponte de aço pode ser um símbolo de desenvolvimento. O que se passa quando se transforma num local de eleição para suicidas?
17.00 HUNGRIA l ALEMANHA l IRLANDA

Strip Tease, Hungria, 2005, 7’
Attila V. Nagy
De onde vêm as penas dos nossos confortáveis edredons? Que semelhança poderá haver entre uma quinta de gansos e um campo de concentração?

Osman’s Land, Alemanha, 2007,28’ – com a presença do realizador
Cristóvão Reis
Osman, um imigrante de origem turca, começou a cultivar uma horta junto ao muro de Berlim em 1982. Ainda hoje tem lá a sua casa e um terreno de cultivo que desafia a lógica da metrópole alemã. Uma história de imigração, integração e sonhos.

Alive, Alive O – A requiem for Dublin, Irlanda, 2000, 55’
Sé Merry Doyle
Crónica ensombrada das ruas de Dublin: da destruição de bairros populares ao encerramento dos mercados tradicionais, passando pelo flagelo da heroína. Os velhos dubliners revelam toda a sua força de carácter face à adversidade.

19.30 CHIPRE l REP. CHECA l ESLOVÉNIA

Home sweet Hope, Chipre, 2007, 9’
Stella Karageorgi
Em 2003, quando a Linha Verde que divide Chipre há 29 anos foi aberta por um dia, refugiados de ambos os lados amontoaram-se junto à fronteira para visitar as suas antigas casas e famílias. Florentia, uma refugiada de Yialousa, faz planos para o regresso enquanto ouve o noticiário.

Trial of a Child Denied, Rep. Checa, 2008, 25' - com presença da realizadora
Michelle Coomber
Helena tinha apenas 19 anos. Durante o trabalho de parto do seu filho, deramlhe um documento para assinar. Só mais tarde percebeu que tinha autorizado a sua própria esterilização. Não é um caso único na Europa Central, onde a esterilização forçada a mulheres ciganas é regularmente denunciada.

Rubbed Out, Eslovénia, 2004, 45’
Dimitar Anakiev
Quando, em 1991, a Eslovénia se separou da Jugoslávia e se tornou um estado independente, 18.000 cidadãos de origem não-eslovena foram apagados de todos os registos oficiais. Este número é reconhecido pelo Estado, mas as estimativas da Helsinki Watch são muito superiores – entre 200.000 e 300.000. A Associação das Pessoas Apagadas foi criada para lutar
pelos direitos desta minoria.
21.30 GRÉCIA l ÁUSTRIA
The Box, Grécia, 2004, 11’ – com a presença da realizadora
Eva Stefani
Uma senhora idosa apaixona-se por um apresentador de televisão que só conhece através da «caixa mágica» onde o vê todos os dias.

Out of time, Áustria, 2006, 80’ – com a presença do realizador
Harald Friedl
As antigas lojas familiares de Viena estão a desaparecer lentamente. São os últimos dias da «Rainha dos Botões», da velha drogaria, do talho e da casa de peles. Dificuldades do presente e glórias do passado confundem-se por detrás de um amontoado de mercadorias, minuciosamente organizadas, obsessivamente limpas.


DOMINGO, 10 DE MAIO
14.30 BÉLGICA l ESTÓNIA l LETÓNIA
Parlez moi d’Amour, Bélgica, 2007, 14’
Alexia Bonta
Num quarto de hospital, duas mulheres perto do fim da vida falam do amor e dão conselhos à jovem realizadora. O amor como era dantes. O amor como é agora.
Jolly Old Farts, Estónia, 2009, 28'
Manfred Vainokivi
O fim do regime soviético alterou todas as formas de vida e de trabalho. Na Estónia, um velho realizador de cinema e um operador de câmara partilham um segredo: quando o trabalho escasseia, o melhor é divertirem-se.
Egg Lady, Letónia, 2000, 26’ – com a presença da realizadora
Una Celma
Todos os dias, Aina parte 20.000 ovos à mão numa fábrica de bolos. O seu trabalho pode parecer vazio de sentido, mas para Aina é gratificante: “passar o dia a partir ovos permite-me pensar muito na vida”.

17.00 MALTA l ESLOVÁQUIA
Kaxxa Infernali, Malta, 2001, 26’
Edward Said, Mark Samsone
Jean é um rapaz de 13 anos, fascinado pelos fogos de artifício da festa da sua aldeia. Uma manhã, enquanto observa os preparativos da festa, o sacristão da paróquia convida-o a entrar na igreja. “Kaxxa Infernali” é um registo de memórias experimental.

Blind Loves, Eslováquia, 2008, 77’
Juraj Lehotsky
Diferentes formas de amor entre pessoas cegas. Quatro indivíduos expõem a beleza dos seus valores, a visão que têm do amor e da sua necessidade. Uma viagem construída como uma poderosa reflexão a respeito dos íntimos sentimentos que marcam o universo dos cegos.

19.30 DINAMARCA l ROMÉNIA l BULGÁRIA

Hearing Boy, Dinamarca, 2007, 28’
Katrine Talks
Karen é surda, mas dá à luz uma criança que ouve. A relação com o filho obriga-a a enfrentar uma realidade que sempre preferiu ignorar: o mundo dos ouvintes. “Hearing Boy” é realizado pela irmã de Karen e revela-nos a intimidade de um mundo quase impenetrável

Independenta, Roménia, 2007, 33' – com a presença do realizador
Rasto Petrovic
Será que as condições de vida precárias, o trabalho pesado do pai, a ausência da mãe (emigrada), as dolorosas visitas ao dentista interferem no despertar dos sentimentos de um adolescente? Retrato de uma família normal na cidade de Independenta.

Goleshovo, Bulgária, 2008, 45'
Allian Metev, Metodi Metev
Goleshovo é uma aldeia quase abandonada, esquecida nas montanhas da Bulgária, onde um grupo de velhos luta pela sobrevivência. Um casal zanga-se com o seu burro. Um padre confunde os fieis. Uma mulher anima os amigos com canções. Não se sabe se os filhos alguma vez voltarão.

21.30 POLÓNIA l FINLÂNDIA l PORTUGAL


Behind the Fence, Polónia, 2005, 12’
Marcin Sauter
Regresso ao tempo mágico da infância, às férias e ao calor do Verão. Um número infinito de sensações. Um momento da vida em que cada instante de descoberta parece ser a eternidade.

Keidas, Finlandia, 2007, 19’
PV Lehtinen
Muitos finlandeses consideram a piscina olímpica ao ar livre a sua segunda casa e ali passam todo o Verão. Keidas é um retrato lírico dos clientes habituais da piscina.

Documento Boxe, Portugal, 2005, 52’ – com a presença do realizador
Miguel Clara Vasconcelos
Documento Boxe é uma surpreendente incursão no mundo do boxe português. A preparação nos balneários, as pesagens dos atletas, o convívio, os treinos, os ginásios e todos os elementos que rodeiam um combate nem sempre honesto.

Marcha Global da Marijuana de 2009 teve manifestações de rua no Porto, Lisboa, Braga e Coimbra


A Marcha Global da marijuana é uma iniciativa internacional que reivindica a legalização da marijuana. Realiza-se desde 1999 no primeiro sábado de maio e desde então já contou com a participação de 485 cidades por todo o mundo. Em Portugal, a primeira MGM aconteceu em 2006 na cidade de Lisboa. Este ano a Marcha teve acções de rua no Porto ( dia 2 de Maio) e em Lisboa, Braga e Coimbra ( dia 9 de Maio).


MANIFESTO Marcha Global da Marijuana – Portugal
(Manifesto conjunto da MGM Lisboa e MGM Porto)

O facto de a canábis ser considerada uma substância ilegal tem consequências sociais e sanitárias bem maiores do que se fosse um produto permitido, nomeadamente:

- A crescente probabilidade de adulteração dos produtos, muitas vezes com substâncias mais perigosas (especialmente quando fumadas) do que a canábis, com o perigo que isso implica para a saúde pública, dado o elevado número de consumidores.
- O fomento do tráfico, que alimenta uma economia paralela dinamizada por máfias, em que os grandes lucros ficam na mão de uns quantos, quando seria justo para os contribuintes e para o Estado poder beneficiar dos impostos que recairiam sobre essas actividades (muito lucrativas) se fossem regulamentadas.
- A limitação do uso terapêutico de uma substância que tem claros benefícios no tratamento de algumas doenças; e os impeditivos legais que a proibição supõe para o desenvolvimento de uma investigação rigorosa centrada nesta planta, devido à grande quantidade de licenças que são necessárias e ao perfil político e não-científico das entidades que podem autorizar tais investigações.
- A criminalização e penalização dos consumidores, só porque têm um determinado comportamento que não afecta outrem e que, mesmo a nível individual, não traz mais problemas potenciais que o consumo de álcool, tabaco ou outras substâncias legais e com as quais o Estado lucra bastante, apesar dos riscos assumidos.
- A inexistência de prevenção e de educação para a utilização de canábis.

Em Portugal o consumo da canábis foi descriminalizado em 2001. No entanto, a perseguição policial aos consumidores mantém-se e o risco de se ser tomado por traficante é demasiado grande, uma vez que a quantidade pela qual se pode ser acusado de tráfico é mínima. A saber: a lei portuguesa prevê que qualquer pessoa possa ter em sua posse, sem consequências jurídicas, óleo, resina ou “folhas e sumidades floridas ou frutificadas da planta” de canábis que “não poderão exceder a quantidade necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias” (Lei 30/2000 – “Descriminalização do Consumo de Drogas”).

De salientar que esta lei explicita que é “sem consequências jurídicas”, o que significa aquele que tenha até àquela quantidade não será considerado um criminoso, mas poderá ser será penalizado com uma contra-ordenação (multa) e poderá ter de se submeter a tratamento psicológico se o juiz de turno assim o entender.

E assim, oito anos depois da descriminalização, ainda há consumidores de canábis que são presos ou que são postos numa situação delicada face à justiça, vendo-se obrigados a provar que não são traficantes quando, muitas vezes, não há provas de que o são.

Além disso, não faz qualquer sentido estipular a quantidade permitida como a “necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias”, limite muito pouco claro, tendo em conta que nem toda a gente consome a mesma quantidade e que a maior parte dos consumidores preferem comprar mais de cada vez para não ter de estar sempre a recorrer aos “dealers”, com os riscos que isso supõe não só em termos de segurança, mas pela possibilidade de ser induzido a comprar drogas verdadeiramente perniciosas.

E resta destacar que, sendo permitido o consumo, como esperam as autoridades que o consumidor se abasteça sem estimular o tráfico, tendo em conta que tanto a venda como o cultivo de marijuana são ilegais? A proibição de cultivar esta planta obriga os consumidores a alimentar actividades criminosas. Assim, entendemos que o direito ao consumo deve contemplar a possibilidade de cada um cultivar as suas próprias plantas, podendo, desta forma, garantir a qualidade do produto que consome, o que não acontece quando se vê obrigado a recorrer ao mercado clandestino.Alterar a situação legal da canábis é corrigir um erro histórico que tem trazido mais consequências negativas para os consumidores e para a sociedade em geral do que o consumo. Décadas após é clara, a desadequação da lei é cada vez mais evidentes tendo em conta os benefícios múltiplos que esta planta tem.

O presidente do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT), Marcel Reimen, afirma que "é essencial compreender de que modo e por que razão os consumidores de canábis podem desenvolver problemas, a fim de planear as respostas e avaliar o impacto que a droga ilegal mais consumida na Europa poderá ter para a saúde". Perante isto, perguntamos: como é possível desenvolver respostas se não sabemos qual a composição dos produtos consumidos?!

No mercado português, a grande maioria do haxixe vendido tem diferentes e variáveis substâncias usadas para o cortar e fazer render mais. Para estudar a resposta ao impacto na saúde que tem essas substâncias têm, é necessário saber o que são e qual o seu impacto no organismo. Só a legalização pode garantir a qualidade do produto e assim desenvolver respostas em termos de saúde e só assim haverá a informação necessária para que exista um consumo consciente e responsável.

Todos os esforços feitos até agora para acabar com o tráfico e o consumo desta substância têm sido em vão e todo o dinheiro gasto tem sido um absoluto desperdício, visto que, de acordo com todos os relatórios oficiais da ONU e da União Europeia, cada vez há mais pessoas a lucrar com este negócio clandestino e cada vez há mais consumidores.

Em 2008 chega ao fim o prazo de 10 anos estipulado pelas Nações Unidas com a sua Estratégia para acabar com o tráfico de drogas no mundo (http://www.un.org/ga/20special/poldecla.htm ). Segue-se um ano de reflexão em que se vai analisar qual o impacto do acordo assumido pelas Nações Unidas e se, realmente, os objectivos de reduzir significativamente a procura e oferta de drogas foram atingidos.

De acordo com todos os relatórios oficiais, esta estratégia e as sucessivas políticas de combate às drogas falharam rotundamente, apesar dos milhões gastos com este tipo de iniciativas.
Por isto, como cidadãos, exigimos: mudem de estratégia!

Somos mesmo muitos
Segundo o relatório de OEDT de 2007, quase um quarto da população entre os 16 e os 64 anos de idade – cerca de 70 milhões de pessoas –, consome ou já consumiu canábis em algum momento das suas vidas. É um facto: a canábis existe e os seus consumidores também, toda a gente o sabe. Como já ficou provado, não é proibindo que vai deixar de se consumir.

Um apelo a ti
Embora a Canábis não seja inofensiva, os riscos do seu consumo são mínimos, principalmente quando comparada com outras substâncias largamente consumidas e aceites pela lei e pela sociedade. A proibição NÃO é do interesse público: põe em risco a saúde dos cidadãos, fomentando o mercado negro e a adulteração dos produtos e impedindo o Estado de arrecadar milhões de euros em impostos.

A experiência mostra-nos que o uso de Canábis não é uma grave ameaça nem aos consumidores, nem à sociedade. Cabe por isso ao Estado o dever de provar o contrário se pretende continuar a limitar a liberdade individual e a penalizar os consumidores.

Apelamos a toda a sociedade civil que se junte ao nosso protesto pela legalização da Canábis e o do seu cultivo para consumo pessoal ou para fins industriais ou com vista à investigação para fins medicinais.

Os nossos objectivos
• A legalização e regulamentação da canábis para todas as suas utilizações.
• A descriminalização total do consumo de Canábis por adultos, regulamentando modos de obtenção como o cultivo para consumo próprio ou a compra em estabelecimentos ou outros organismos autorizados e regulados.
• Encorajar o estudo e a pesquisa, públicos ou privados, das muitas utilizações benéficas da planta Cannabis Sativa L para o seu uso industrial, social, recreativo e medicinal.
As nossas propostas
• Remoção da canábis e de todos os produtos derivados da planta das listas de substâncias controladas, anexas à lei 15/93 e das respectivas adições a estas listas.
• Desburocratizar e dar prioridade ao cultivo e à indústria de canábis para a produção de energia renovável (biomassa; biodiesel; etanol) e para a produção de fibra e pasta de papel. Desde que esta produção seja feita de forma sustentável e com respeito pelas populações.
• Permitir que médicos e outros profissionais de saúde tenham a possibilidade de recomendar o uso de canábis no tratamento terapêutico, sintomatológico ou para a melhoria da qualidade de vida, nomeadamente, a doentes de SIDA, cancro, em tratamento de quimioterapia, esclerose múltipla, glaucoma ou doença de Chron, entre outros que com o seu uso possam ter melhorias de saúde e qualidade de vida.
• Despenalização da posse, consumo e cultivo de canábis e de todos os produtos derivados desta planta.
• Criação de regulamentação para o fornecimento, comércio e compra legal de canábis por adultos.
• Criação de regulamentação para estabelecimentos públicos onde o consumo de canábis por adultos seja permitido.

No Porto (2 de Maio de 2009)






Em Lisboa:

Em época eleitoral consideramos que é útil e urgente que os partidos se pronunciem e tomem posição sobre esta matéria. Porque a proibição da canábis é uma política errada, quem a defende deve ser capaz de a justificar, algo que ainda não foi feito.
O objectivo da nossa marcha é por isso o objectivo da petição que aproveitamos para lançar. Esta petição é dirigida à Assembleia da República e está disponível on-line em http://legalizacao.pt.vu/.
Petição à Assembleia da República solicitando a legalização da canábis para auto-cultivo (cultivo para consumo próprio) e a sua venda em estabelecimentos autorizados a maiores de idade. Não sendo inócua, a canábis é, das drogas ilegais, a mais consumida em todo o mundo. Apesar disso, a sua utilização não causa qualquer impacto negativo nos interesses colectivos da sociedade. E por isso, o Estado não tem o direito de proibir a sua utilização.
A proibição prejudica a saúde pública impedindo a aplicação de medidas de redução de riscos e fomenta a desinformação; promove o comércio ilegal financiando os grandes traficantes e desperdiça recursos na guerra ao tráfico e, apesar da descriminalização, continua a perseguir e a prender utilizadores. A proibição atenta contra a liberdade individual e o direito à não interferência do Estado na vida pessoal dos seus cidadãos. A legalização protege a saúde pública, assegurando a não adulteração das substâncias e o acesso a informação correcta e credível; permite reduzir drasticamente o tráfico e contribuir com impostos para a educação, investigação e prevenção; Por isso propomos a legalização da canábis para auto-cultivo (cultivo para consumo próprio) e a sua venda em estabelecimentos autorizados a maiores de idade.




Em Braga:

http://mgm-braga.blogspot.com/

Em Braga a Marcha começou com uma concentração às 15h no Arco da Porta Nova e depois seguiu pela Rua do Souto para terminar na Avenida Central





Em Coimbra:

http://mgm-coimbra.blogspot.com/

No Brasil:


Marcha Global:

9.5.09

Tertúlia do milagre de Fátima: conversa em torno de milagres, aparições e outras alucinações ( no bar Bacalhoeiro, dia 13 de Maio, às 22h.)

Clicar sobre a imagem para ampiar e ler em detalhe

Encontros do Tremoço

Tertúlia do milagre
Fátima: conversa em torno de milagres, aparições e outras alucinações

Dia 13 de Maio às 22h00

com a projecção das curtas-metragens
Em Fátima rezei por ti de Gonçalo C. Luz
Lucy de Nuno Costa e Cristiano van Zeller
“I got you under my skin”

Na manhã de 13 de Maio, o Jornal de Notícias publicava uma carta assinada por um devoto espírita, que anunciava um facto a respeito da guerra que iria impressionar muita gente. Algumas horas depois, uma pastorinha, Lúcia, num ambiente bucólico e verdejante, teria uma experiência de natureza enteógena e mística, através do consumo de um cogumelo, durante a qual acabaria por receber a visita de um Ser de Luz. Hoje, noventa anos depois, o local onde Lúcia recebeu a inusitada visita é considerado o Altar do Mundo para a maior parte dos crentes católicos. Afinal, a previsão espírita acabaria por confirmar-se.

Local:Bacalhoeiro

Rua dos Bacalhoeiros, 125 Lisboa

tel. 21 886 48 91

geral@bacalhoeiro.pt

www.bacalhoeiro.blog.com


O Bacalhoeiro é uma associação cultural sem fins lucrativos dedicada aos sócios. Traz um amigo também! Todos os eventos são grátis para os sócios, e a cada um é permitido trazer sempre um convidado mediante a apresentação do respectivo cartão.
O custo anual do cartão de sócio é de 8 euros que se destinam a compensar monetariamente o trabalho de todos os artistas que tornam possível a nossa programação

Noites de Sociologia (13 a 15 de Maio, no bar Labirinto, no Porto) vão ter como tema de debate a Cultura do Novo Capitalismo

Blogue de um grupo de estudantes de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto: http://espacolibertado.blogspot.com/



Realizam-se entre os próximos dias 13 e 15 de Maio as Noites da Sociologia, evento histórico organizado por estudantes de Sociologia da Faculdade de Letras, com o apoio do Departamento de Sociologia da mesma faculdade e do Instituto de Sociologia.
Este ano, as noites visitam o bar Labirinto, e abordam uma temática em voga nos dias de hoje, o sistema capitalista à escala internacional nas suas mais diversas dimensões.
Nesse âmbito, será promovido um debate pluridisciplinar onde, para além de oradores ligados à sociologia, marcarão presença convidados das áreas da economia, história, psicologia e da música.

13 de Maio - O Capital e os Capitais: sistema económico e sistemas sociais



- Carlos Manuel Gonçalves
- João Couto
- Manuel Loff

14 de Maio - Encruzilhadas da Política e do Consumo no Novo Capitalismo



- Rui Pereira
- José Mário Branco
- Claudino Ferreira

15 de Maio - Transformação do «Eu» na vida quotidiana das sociedades contemporâneas

- Susana Ralha
- Helena Vilaça
- Orador a anunciar da área da psicologia
E ainda música com os Godot!

Noites da Sociologia, de 13 a 15 de Maio, a partir das 21:30 no Bar Labirinto (Rua Nossa Senhora de Fátima, 334)

II Ciclo de Mulheres Palhaço no Chapitô ( de 2 a 31 de Maio)


De 2 a 31 de Maio de 2009 realiza-se no Chapitô, em Lisboa, o II Ciclo de Mulheres Palhaço, uma iniciativa que reúne cinco artistas que trabalham a arte mímica, o teatro, a música, a máscara, o circo e as técnicas clown: Cantaclown por Marta Carbayo (
2 a 5 de Maio), L'élégance et la beauté por Charlotte Saliou (7 a 10 de Maio), Elisabeth's Last Stand por Nola Rae (11 a 13 de Maio), Joana D'Arppo (Joana, a Brava) por Gardi Hutter (21 a 24 de Maio) e A Won Woman Show por Laura Herts (28 a 31 de Maio).

O lugar das mulheres no campo artístico, na cultura e na sociedade é uma questão presente no trabalho destas cinco mulheres palhaço, atravessado pelo humor, pela ironia e pelo riso. Com toda a importância de um certo modo palhaço de ser.

PROGRAMA DO CICLO

Marta Carbayo – Cantaclown
2 a 5 de Maio de 2009, 22h


Sobre Marta Carbayo

«Natural do Reino de Espanha, a residir na Dinamarca, Marta Carbayo trabalhou com os Palhaços Sem Fronteiras no Sri Lanka. Mais do que uma Mulher palhaço, Marta Carbayo tem presente no seu trabalho de clown preocupações sociais às quais dá forma através das actividades que desenvolve com um grupo de música constituído por pessoas portadoras de deficiência mental.»

Sobre Cantaclwon

«Espectáculo mímico a solo acompanhado por grandes clássicos da música nos seus diferentes géneros: pop, tradicional e clássica. 
Cantaclown já correu os mais variados festivais de Circo e Teatro da Europa como Espanha, Noruega, Dinamarca, Suécia, mas também já viajou por outros continentes.»

Duração: 55 minutos
Direcção: Marta Carbayo
Interpretação: Marta Carbayo

Charlotte Saliou – L'élégance et la beauté
7 a 10 de Maio de 2009, 22h

Sobre Charlotte Saliou

«Natural de França, Charlotte Saliou estudou Musicologia na Université Paris IV Sorbonne e Canto no Conservatoire Municipal des Lilás, no Conservatoire National de Région d'Aubervilliers - La Courneuve, na École Nationale de Musique de Pantin e na École du Samovar.
Tendo trabalhado com diversas companhias em óperas cómicas, como «Monsieur Chouf leur i» de Jacques Offenbach, «Phi-Phi» de Henri Christiné com a companhia Figaro & Co, «Valses de Vienne» de Johann Strauss, com a companhia Le Renouveau Lyr ique, Charlotte Saliou opta por seguir um percurso profissional ligado ao Circo e às Técnicas de Clown e Construção de Máscaras, construindo, em 2003, a personagem Jackie Star, com a qual tem viajado por todo o mundo, fazendo uma sátira à sociedade contemporânea.»

Sobre L'élégance et la beauté

«Depois de um acidente de viação, Jackie Star, uma ex-hospedeira de bordo da Força Aérea torna-se conferencista. Agora, ela vai discutir a elegância e a beleza.
Jackie Star deambula entre o riso, a insanidade e a sua dupla personalidade. Perfeita hospedeira de bordo, exausta comediante trágica, desarranjada cantora de ópera... mas profundamente ligada a nós.»

Duração: 60 minutos
Texto original: Charlotte Saliou
Texto adaptado: Charlotte Saliou e Michael Egard
Direcção: Charlotte Saliou
Interpretação: Charlotte Saliou e Delphine Saliou
Público-alvo: A partir dos 8 anos

Nola Rae – Elisabeth's Last Stand
11 a 13 de Maio de 2009, 22h

Sobre Nola Rae

«Natural de Sidney, emigrou para Londres muito nova. Estudou Ballet na Royal School em Londres para, mais tarde, tornar-se actriz mimo e aperfeiçoar as técnicas mímicas estudando em Paris com Marcel Marceau.
Amante de Shakespeare, Nola Rae trabalha com John Mowat, encenador da Companhia Chapitô, diversos textos do autor, transformando tragédias shakespearianas em comédias. 
Mas é a partir de 1990, com Elisabeth's Last Stand, que Nola muda radicalmente o seu estilo transformando personagens da comédia dramática em personagens contemporâneos, as quais reflectem os vícios e medos do dia-a-dia.»

Sobre Elisabeth's Last Stand

«No final da sua vida, quando tinha 70 anos, Isabel I de Inglaterra permaneceu de pé, durante 15 horas, no tribunal, período após o qual, persuadida pelos já exaustos pajens, sentou-se. Receosa, ela nunca mais se voltou a levantar. Esta é a imagem que inspirou o espectáculo e o seu título "Elisabeth's Last Stand".

Em todas as mulheres vive uma Isabel I. Uma mulher que é forte, poderosa, esperta, receosa, apaixonada e controladora. Até mesmo na tímida Betty (personagem baseada na avó paterna de Nola Rae) reside, à espreita, uma rainha.»

Duração: 1h30
Direcção: Simon McBurney
Coreografia: Nola Rae
Música: Peter West
Público-alvo: A partir dos 8 anos



Gardi Hutter – Joana D'Arppo (ou Joana, a Brava)
21 a 24 de Maio de 2009, 22h

Sobre Gardi Hutter

«Natural da Suíça, Gardi Hutter estudou na Academy of Dramatic Arts em Zurique e no CRT - Centro di ricerca per il teatro.
Enquanto actriz cómica representou peças de Aristófanes e como clown conta com mais de 2700 performances exibidas em mais de 22 países. Também escritora, publicou três obras para crianças e uma para adultos.»

Sobre Joana D'Arppo (ou Joana, a Brava)

«Uma desmazelada lavadeira sonha em tornar-se uma heroína tal como o foi Joana D'Arc, mas na ausência de temíveis inimigos ela transforma a sua lavandaria num grotesco campo de batalha.
Num estilo de comédia trágica, Joana D'Arppo é uma parábola aos dias de hoje pelas mãos de uma desgrenhada, furiosa, suja, louca, tocante e poética mulher-palhaço.»

Duração: 80 minutos
Texto original: Gardi Hutter e Ferruccio Cainero
Direcção: Ferruccio Cainero
Interpretação: Gardi Hutter
Público-alvo: A partir dos 8 anos



Laura Herts – A Won Woman Show
28 a 31 de Maio de 2009, 22h

Sobre Laura Herts

«Natural de Washington DC, descendente de uma família de imigrantes judeus da Alemanha, os Marx Brothers, célebres comediantes do período pós-guerra, Laura Herts cresceu entre o humor e o riso.
Cedo iniciou tournées artísticas e aos 19 anos descobre a paixão pela arte mímica promovendo os seus próprios espectáculos pela Europa, Israel e Estados Unidos da América. Apostada em combinar as Técnicas de Teatro com as Técnicas de Mímica, Laura Herts estou na School of Mime-Theatre Lassaad, na Bélgica, e fez formação em Teatro Físico, Clown com Máscara, Máscara Neutra e Objectos Mímicos para Teatro.
Em 2001 forma a Companhia "The Travelling Laughter Association" com a qual tem viajado por todo o mundo.»

Sobre A Won Woman Show

«Gladys vai ao teatro para ver um filme e depara-se ela mesma em palco, no filme da sua vida. Uma comédia dramática que se apresenta como a história de uma vulgar mulher de meia-idade, porém um pouco excêntrica, que acredita que o marido está presente, ainda que não esteja de facto.
À medida que Gladys vai caindo na realidade de um mundo difícil para as mulheres, ela consegue gerir e encontrar o verdadeiro sentido da vida por detrás da sua própria condição social, deixando que o destino lhe proporcione a experiência da descoberta da liberdade.»

Duração: 1h20
Texto original: Laura Herts
Direcção: Laura Herts, Jango Edwards e Raffaella Benini
Coreografia: Laura Herts
Interpretação: Laura Herts
Público-alvo: A partir dos 8 anos


http://chapito.org/?s=events&v=view&e=17
http://chapito.org/

Carta Aberta sobre Políticas de Imigração e convocação de uma Jornada Europeia pelos Direitos dos/as Migrantes (17 de Maio)


Foi lançada uma CARTA ABERTA sobre políticas de imigração, com o objectivo “promover um debate sério e construtivo, que envolva uma ampla participação da sociedade civil” em torno das políticas de imigração. Preocupados com o actual rumo e opções tomadas em matéria de imigração e comprometidos com a defesa dos direitos humanos e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, dezenas de personalidades públicas dos mais variados sectores da sociedade portuguesa, ligadas a movimentos cívicos/sociais, ao meio académico, às artes, líderes religiosos, defendem a “necessidade de equacionar políticas que assentem no respeito da dignidade humana e que promovam a igualdade de direitos entre as pessoas, independentemente do lugar onde tenham nascido”.

O documento lançado em conferência de imprensa por alguns dos seus subscritores, entre os quais Alípio de Freitas (jornalista e professor universitário), Carlos Trindade (dirigente da CGTP), Chullage (músico), Frei Francisco Sales (Director da Obra Católica Portuguesa para as Migrações) e Paula Teixeira da Cruz (advogada), refere alguns dos os principais problemas que actualmente enfrentam os imigrantes. Em Portugal, várias dezenas de milhares de pessoas mantêm-se à espera da regularização, sujeitas ao carácter excepcional e oficioso dalguns dispositivos da actual legislação. Em toda a Europa, a Directiva de Retorno (popularmente conhecida como da Vergonha) e o Pacto Sarkozy visam criminalizar os imigrantes e minar inclusivamente os seus direitos fundamentais.

A subscrição da carta aberta poderá ser feita para o email:
cartaabertaimigracao@gmail.com



JORNADA EUROPEIA PELOS DIREITOS DOS/AS MIGRANTES

Foi também anunciada a realização, no próximo dia 17 de Maio, uma JORNADA EUROPEIA PELOS DIREITOS DOS/AS MIGRANTES, sob o lema NÃO À EUROPA DA VERGONHA, a decorrer em vários países europeus. Em Portugal, a realizar-se-á uma concentração, a ter lugar pelas 15h, no Martim Moniz.


Carta Aberta sobre políticas de imigração

A todas as cidadãs
A todos os cidadãos
Aos responsáveis dos Órgãos de Soberania
Aos Partidos Políticos

O ano de 2009, ano para o qual está prevista a realização três actos eleitorais, é um momento decisivo para o debate sobre as opções a tomar em temas cruciais como é o caso das políticas de imigração. Mais de um ano após a entrada em vigor da nova Lei de Imigração, as expectativas criadas aquando da sua aprovação não foram cumpridas e, embora a nova lei visasse tentar minorar alguns dos aspectos mais gravosos verificados na anterior, são inúmeras as situações de injustiça com as quais os/as imigrantes se deparam no seu dia-a-dia, das quais destacamos:

• O carácter excepcional e oficioso dos mecanismos de regularização, a exigência de visto de entrada e o rotundo fracasso da política de quotas têm alimentado uma bolsa de indocumentados/as, que neste momento serão de mais de meia centena de milhar;
• Os crescentes entraves colocados ao reagrupamento familiar, à renovação de documentos e os exorbitantes valores das taxas pagas pelos/as imigrantes são outros dos problemas enfrentados.
Estas práticas e políticas em nada favorecem a inclusão dos/as imigrantes na sociedade portuguesa, contribuindo, pelo contrário, para o crescimento trabalho ilegal, para a desumanização das relações de trabalho e para acentuar as desigualdades sociais.

É também com uma enorme preocupação que temos acompanhado as últimas evoluções a nível Europeu. A Directiva de Retorno representa um enorme retrocesso civilizacional que envergonha a Europa. Permitir que uma pessoa (incluindo crianças) possa ficar detida, até 18 meses pelo único “delito” de ter migrado, promover as expulsões, perseguir migrantes, generalizar os centros de detenção, não são passos a seguir se queremos construir uma sociedade mais justa e inclusiva. A adopção formal daquela que foi apelidada por largos sectores da sociedade civil como a “Directiva da Vergonha” em pleno Ano Europeu para o Diálogo Intercultural, e, em particular, nas vésperas das comemorações da Declaração Universal dos Direitos Humanos, é sintoma de um gritante divórcio entre os discursos oficiais e a realidade.

Por outro lado, o Pacto Europeu sobre Imigração e Asilo é o programa político que visa consolidar medidas de criminalização e de desrespeito dos direitos dos/as migrantes, com o reforço e subcontratação do controle das fronteiras, o condicionamento do acesso ao reagrupamento familiar, a dificultação do acesso a vistos e a adopção do “Cartão Azul” (um esquema de recrutamento hiper-selectivo, em função das qualificações). Por fim, o pacto proíbe a realização de processos regularização de carácter generalizado, condenando à clandestinidade os cerca de 8 milhões de indocumentados/as que vivem na Europa e resumindo as suas possibilidades a uma análise “caso a caso”. O documento, instrumento de carácter programático que visa definir as linhas de acção para o próximo ciclo político – 2010 a 2015 -, contribui para consolidar o carácter repressivo na aplicação das políticas desenvolvidas pelos estados membros e condiciona o próximo “Governo” da UE, ainda antes da realização, em Junho, das próximas eleições para o Parlamento Europeu. Por um lado, é mais um entorse da democracia numa Europa virada de costas para os cidadãos; por outro, está a ser um instrumento de afirmação dos sectores mais xenófobos e populistas da Europa.

As migrações não são uma realidade nova, são tão antigas como a própria história da Humanidade, mas constituem uma característica fundamental da aceleração do processo de globalização verificado nas últimas décadas. Neste processo, a desregulação dos mercados e o aumento das desigualdades Norte-Sul estiveram na base da direcção e magnitude dos actuais fluxos migratórios. O envelhecimento demográfico e as acentuadas necessidades de mão-de-obra, tornaram o velho continente Europeu num pólo de atracção das migrações. No entanto, e apesar da Europa precisar destes/as migrantes, sempre dominou uma relutância hipócrita em reconhecê-lo. O resultado foi um modelo migratório restritivo que alimentou a migração clandestina e o tráfico humano, e que criou um contingente de mão-de-obra desprovida de direitos, descartável, vulnerável perante a exploração laboral e para trabalhar em sectores pouco atraentes para os europeus, com altos níveis de precariedade e de sinistralidade – uma experiência de resto bem conhecida dos milhões de portugueses/as que emigraram, e ainda o fazem, para todo o mundo.

A Europa, a encarar uma crise económica grave, de resto generalizada a todo o globo, tem usado os/as imigrantes para “explicar” o terrorismo, a insegurança, desemprego, enfim os vários males sociais. Preocupa-nos que hoje, tal como em anteriores crises, sejam eles/as o bode expiatório desta situação e as suas primeiras vítimas.

A solução para o impasse requer que se vá à raiz dos problemas.
O direito à residência - sem a qual a existência dos/as imigrantes é relegada a um limbo jurídico que só alimenta a exploração laboral e a exclusão social - é condição sine qua non para uma real inclusão dos/as imigrantes e para a coesão de toda a sociedade.

Mas, no caminho rumo a uma cidadania plena, há ainda muito a percorrer. O direito de voto dos/as estrangeiros/as residentes já existe nas eleições autárquicas para os comunitários e os abrangidos pelos acordos de reciprocidade. Esta situação é manifestamente discriminatória, sendo urgente o acesso ao direito de voto pelos imigrantes residentes, em todas as eleições. Deve-se ainda prestar especial atenção à vulnerabilidade acrescida que enfrentam as mulheres migrantes, assim como à realidade de muitos jovens descendentes, os quais, continuam a sofrer os efeitos da guetização e exclusão. Escutemos a insatisfação crescente que se vive nos bairros.
Lançamos um desafio: o de promover um debate sério e construtivo, que envolva uma ampla participação da sociedade civil, incluindo os/as imigrantes. É necessário equacionar políticas que assentem no respeito da dignidade humana e que promovam a igualdade de direitos entre as pessoas, independentemente do lugar onde tenham nascido.

Lisboa, 6 de Maio de 2009.

OS/AS SUBSCRITORES/AS:
Adelino Gomes, Jornalista
Alípio de Freitas, Jornalista
Ana Barradas, Editora
Ana Paula Beja Horta, Prof. Universitária
Anne Marie Delettrez, Pres. Ass. Geral da UMAR
António Avelãs, Presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa
António Pedro Dores, Prof. Universitário
Bonga, Músico
Carlos Trindade, Membro da Comissão Executiva da CGTP
Christiane Coêlho, Investigadora
Chullage, Músico
Dalila Rodrigues, Historiadora de Arte
Elizabete Brazil, Jurista
Fernando Nobre, Médico
Francisco Fanhais, Cantor e Professor
Francisco Keil do Amaral, Arquitecto
(Frei) Francisco Sales, Director da Obra Católica Portuguesa para as Migrações
Frederico Lobo, Realizador
Guadalupe Magalhães, Presidente da Ass. Abril
Helena Roseta , Arquitecta
Heloísa Perista, Prof. Universitária
(D.) Ilídio Leandro, Bispo de Viseu
Irene Pimentel, Historiadora
(D.) Januário Torgal Ferreira, Bispo
João Afonso, Músico
João Brites, Encenador
João Teixeira Lopes, Prof. Universitário
Jorge Malheiros, Prof. Universitário
José Bracinha Vieira, consultor jurídico
José Eduardo Agualusa, Escritor
José Mário Branco, Músico
José Mussuaili, Jornalista
Lira Keil do Amaral, Professora
Luanda Cozetti, Músico
Luís Calheiros, Pintor/professor de Estética
Manuel Carvalho da Silva, Secretário-Geral da CGTP-IN
Manuel Freire, Cantor e Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores
Maria Anadon , Cantora de Jazz
Maria Viana, Cantora de Jazz
Miguel Vale de Almeida, Prof. Universitário
Mito Elias, Pintor
Paula Teixeira da Cruz, Advogada
Pedro Bacelar Vasconcelos, Prof. Universitário
Pedro Joia, Guitarrista
Raquel Freire, Cineasta
Rui Tavares, Historiador
Sergio Trefaut , Realizador
Tito Paris, Músico
Vanessa de la Blétière, Investigadora
Xana, Cantora
Zé Pedro, Músico
ORGANIZAÇÕES PROMOTORAS DA CARTA ABERTA
Acção Humanista Cooperação e Desenvolvimento
Associação de Amigos da Mulher Angolana
Associação de Apoio ao Estudante Africano
Associação Caboverdeana de Lisboa
Associação de Cubanos Residentes em Portugal
Associação Khapaz
Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania
Associação de Melhoramentos e Recreativa do Talude
Associação José Afonso
Associação De Solidariedade Caboverdeana da Margem Sul
Associação dos Ucranianos em Portugal
Ballet Pungu Andongo
Casa do Brasil de Lisboa
Colectivo Mumia Abu-Jamal
Frente Anti-Racista
GAFFE – Grupo A Formiga Fora da Estrada
Obra Católica Portuguesa de Migrações
Olho Vivo – Associação para a Defesa do Património, Ambiente e Direitos Humanos
UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta
Solidariedade Imigrante – Associação para a Defesa dos Direitos dos Imigrantes
SOS Racismo

Ciclo de cinema «Gadjo é Gadjo, Cigano é Cigano» no Bacalhoeiro (de 5 a 26 de Maio)

De 5 a 26 de Maio de 2009 realiza-se na Associação Bacalhoeiro, em Lisboa, o Ciclo de Cinema "Gadjo é Gadjo, Cigano é Cigano", uma iniciativa com programação de Micol Brazzabeni (CRIA) e organizada com o apoio do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA). Em cada sessão serão projectados filmes por onde passam diferentes olhares sobre comunidades ciganas, com uma apresentação de Paulo Raposo (Departamento de Antropologia do ISCTE, CRIA), José Mapril (CRIA), Filipe Reis (Departamento de Antropologia do ISCTE, CRIA), Ruy Llera Blanes (ICS-UL) e Micol Brazzabeni (CRIA).

APRESENTAÇÃO

«Um filme e cinco documentários: o ciclo revela lugares, pessoas, emoções, estratégias, actividades, ironias, estereótipos e as suas desconstruções, formas de viver, alternativas a uma visão única, linear, condescendente e monocromática de estar.

Cada sessão tem um distinto olhar cinematográfico que varia entre o lirismo alucinado do filme “Vengo”; a narrativa desconcertante do “Pretty Dyana” e o tom intimista e quotidiano do “Everyday Life” e do “Gypsy summer”; “When the road bends”, um road movie de bandas ciganas e, concluindo, o “T’an bahktale! ‘Good fortune to you’”, um documentário etnográfico denso e multivocal.»

PROGRAMA

5 de Maio de 2009

Filme: Vengo
Apresentação do ciclo: Micol Brazzabeni
Apresentação do filme: Paulo Raposo

Título: Vengo
Realizador: Tony Gatlif
Ano: 2000
País: França, Espanha
Duração: 95'

«Andaluzia. Duas famílias ciganas, a do Caco e a dos Caravacas, duas famílias rivais. O enredo da narração envolve-nos para além da história, quase linear na sua construção. Entre pequenas ruas e paisagens rurais, as personagens feitas de rostos, corpos, música, canto e dança expressam formas de sentir a dor, o amor, a vingança, o destino, deixando-nos, como elas, inebriados.»

12 de Maio de 2009

Filmes: Gypsy summer, Everyday life of Roma children from Block 71 e Pretty Dyana. A Gypsy recycling saga
Apresentação: Filipe Reis e José Mapril

Título: Gypsy summer
Realizadora: Kristina Nikolova
Ano: 2006
Nação: Bulgaria
Duração: 12'

«Durante o período estival, uma família rom da Bulgária vive num acampamento pouco distante da praia onde há 25 anos trabalha recolhendo o lixo deixado pelos turistas. O breve documentário ilustra uma forma de trabalho sazonal alternativo nas estâncias balneares do Mar Negro, que se ajusta às poucas possibilidades laborais que se encontram na cidade.»

Título: Pretty Dyana. A Gypsy recycling saga
Realizador: Boris Mitic
Ano: 2003
País: Sérvia, Montenegro
Duração: 45'

«Um olhar divertido e desconcertante sobre o quotidiano de algumas famílias rom, refugiadas na periferia de Belgrado, que nos apresentam uma inesperada maneira de ganhar a vida: transformar carros Citroën clássicos 2cv e Dyane em veículos reciclados, estilo Mad Max, para recolher e transportar papéis, garrafas, restos metálicos. Muito mais eficientes que outros tipos de transportes, estes “modernos cavalos” significam muito mais que uma simple oportunidade de trabalho...Mas a polícia nem sempre acha estes estranhos veículos divertidos...enjoy it.»


Título: Everyday life of Roma children from Block 71
Realizadora: Ivana Todorovic
Ano: 2006
País: Sérvia
Duração: 23'

«No acampamento de barracas, o Bloco 71 em Belgrado, vivem os Stankovic, uma família rom emigrada do sul da Sérvia.
O documentário narra, através da voz da realizadora e, sobretudo, das crianças, pequenos excertos de vida, escapando a tons piedosos e vitimizadores. A aprendizagem dos miúdos é aqui descrita como um conjunto de possibilidades, trabalhos quotidianos, desejos, vivências e regras sociais, cujos limites se misturam com a densidade do dia-à-dia.»

19 de Maio de 2009

Filme: When the road bends… Tales of a Gypsy caravan
Apresentação: Ruy Blanes

Título: When the road bends… Tales of a Gypsy caravan
Realizadora: Jasmine Dellal
Ano: 2006
País: Estados Unidos
Duração: 110'

«Quarenta músicos rom de quatro diferentes países juntam-se para partilhar uma viagem musical de seis semanas passando pela Macedónia, a Roménia, a Índia e a Espanha, visitando lugares e parentes até chegar aos Estados Unidos cenário de 18 concertos. Última realização de Jasmin Dellal, este documentário acompanha de forma entusiasta e intrigante os shows e os backstage da Gypsy Caravan mostrando-nos a variedade musical, cultural e social das personagens envolvidas.»

26 de Maio de 2009

Filme: T’an bahktale! “Good fortune to you”
Apresentação: Micol Brazzabeni

Título: T’an bahktale! “Good fortune to you”
Realizadora: Alaina Lemon
Ano: 1996
Nação: Rússia
Duração: 75'

«Filmado na Rússia Central pós-soviética em 1993, depois de dois anos de trabalho de terreno com familías rom, kalderash e lovari, este documentário etnográfico revela as percepções (positivas e negativas) acerca dos rom nos discursos populares, através de entrevistas com pessoas comuns, romani performers, bem sucedidos negociantes e comerciantes pobres rom, assim como metalúrgicos descrevem o que significa ser “rom”.»


http://www.cria.org.pt/

O movimento de pescadores e cidadãos contra as praias privadas organiza debates/reuniões em Lisboa (9/5) no Porto (16/5) e em Fanhais (na Nazaré)

Lisboa: Sábado, dia 9 de Maio, Centro Social da Mouraria, 16 horas
Porto: Sábado, 16 de Maio, Casa da Horta, 17 horas
Fanhais: (Nazaré): Sábado, Liga dos Amigos de Fanhais, 21 horas


Debate/Reunião aberta com a presença de representantes do Movimento de Pescadores e Cidadãos contra as Praias Privadas

O Mar é Nosso!
(inclui a passagem do filme Filme O Mar é Nosso! com a realização de Tiago Cravidão)

Sucessivas leis têm vindo a privatizar o espaço público. Tenta-se proibir a pesca nos parques naturais, depois nas zonas costeiras, agora também em rios. Estas e outras leis são formas de privatização da propriedade, formas de expulsar as populações aí residentes, tirando-lhes os meios de subsistência para vender aquilo que era de todos – primeiro é um parque natural, uma reserva, depois passa para a gestão privada. Projectos turísticos e de agricultura intensiva estão previstos em toda a costa de Portugal, uns vendidos para resorts à filha do José Eduardo dos Santos ou ao Sousa Sintra, outros para marinas privadas. Já vedaram as Pedras d’el Rei para campos de golfe; deram entrada projectos para fazer o mesmo em Odeceixe, na foz do Alcoa na Nazaré, na Polvoeira… Do Minho a Sagres, como mostra o cartaz divulgado pelos movimentos. Um movimento de pescadores e outros cidadãos de todo o País está a lutar contra estas leis. A eles juntaram-se milhares de pessoas em todo o País que defendem o mar livre, são contra praias privadas e querem ter na costa um meio de lazer público. É urgente que em Lisboa nos juntemos a esta campanha contra a privatização da terra que é de todos, do mar que é nosso. A Rubra junta-se a todos aqueles que de Norte a Sul dizem Mar Privado? Não, Obrigado!
Fomos à Costa Vicentina e à Nazaré ouvir dezenas de testemunhos locais e fizemos um filme que mostra quem aí vive, como vive e todos os negócios escuros por trás de uma proibição de ir à pesca. Segue-se um debate/reunião aberta com representantes dos movimentos de pescadores e de cidadãos contra a privatização das praias e da orla costeira para o qual convidamos todos os indivíduos, movimentos e organizações, onde se vai decidir formas de participação na manifestação de 24 de Maio e outras formas de luta que se queiram apresentar.

Organização
Colectivo Revista Rubra
revistarubra@gmail.com
Em breve site disponível:
www.revistarubra.org

Locais:
Grupo Desportivo da Mouraria
Travessa da Nazaré, nº 21 – Entre o Largo das Olarias e a Calçada do Monte
http://gaia.org.pt/

8.5.09

O Rendimento Universal de Cidadania nas palavras de Bertrand Russell proferidas há já 90 anos atrás…


Bertrand Russell, filósofo, matemático, pensador político inconformista, militante pacifista e Prémio Nobel, defendeu o rendimento básico e universal de cidadania há já 90 anos. Eis o que ele escreveu, num pequeno livro intitulado Roads to Freedom, em 1918:

"(...) Em termos mais simples, o plano que defendemos consiste, essencialmente, no seguinte: que um certo pequeno rendimento, suficiente para as necessidades básicas, deve ser garantido a todos, quer queiram ou não trabalhar, e que um rendimento maior - tanto maior quanto possa ser garantido pela totalidade das mercadorias produzidas - deve ser dado àqueles que estejam dispostos a empenhar-se em alguma actividade que a comunidade considere de utilidade... Depois de concluída a educação, ninguém deve ser compelido a trabalhar e aqueles que escolherem não o fazer devem receber meios mínimos de subsistência e devem ser deixados completamente em paz."

traduzido de



Diário do drama da sobrevivência dos imigrantes na travessia do mar em pequenos barcos...






Mundial de Filosofia (Alemanha contra a Grécia)

O tempo que os filósofos passam a reflectir para que serve uma bola...

Para quem não teve ocasião de o encontrar no 1º de Maio, aqui temos…Vital Moreira



Acerta-lhe...

7.5.09

Manifestação anti-garraiada na Figueira da Foz ( hoje, dia 7, pelas 14h.) promovida pelo Grupo Ecológica da Associação académica de Coimbra


Manifestação Anti-Garraiada

7 de Maio , às 14horas

Praça de Touros da Figueira da Foz


“Tirem a tourada, e não ficam senão badamecos derreados da espinha…”
Eça de Queirós, in Os Maias, cap. IX

“O touro está ‘templado’, vai ao engano, todos os movimentos de capote e muleta servem para adormecê-lo, suavizá-lo. É então que entra num sonho e vai reconhecendo que chegou o seu fim. E chora. Muitas vezes, vemos lágrimas no touro.”
In Diário de Notícias, 22 Abril 89

“A última «faena» de um toureiro triunfador”.
José Júlio – Ex-matador de touros.


Nas touradas, assiste-se à clara violação dos direitos dos animais, consagrados na Declaração Universal dos Direitos dos Animais, aprovada pela UNESCO, em Outubro de 1987, nomeadamente nos artigos:

· Todo o animal tem direito a ser respeitado;

· Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a actos cruéis;

· O homem como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los;

· Se for necessário matar um animal, ele deverá ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia (como nas touradas);

· Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem;

· As exibições de animais e os espectáculos que usem animais são incompatíveis com a dignidade animal;

· Todo o acto que implique a morte de uma animal sem necessidade é um crime contra a vida.



Deste modo, o Grupo Ecológico da AAC condena actos bárbaros considerados espectáculos, como a tourada, garraiada e todos aqueles que infligem sofrimento a animais, assim como lamenta que instituições académicas, que têm como objectivo a formação intelectual e humanista do indivíduo, embarquem em tais espectáculos de violência medieval.

Neste sentido, propomos aos estudantes e demais pessoas que não colaborem de modo algum com a manutenção de tão vergonhoso “divertimento”!

Participe na Manifestação Anti-Garraiada, dia 7 de Maio, pelas 14 horas, na Praça de Touros da Figueira da Foz.


Para mais informações:
grupoecologico.aac@gmail.com