5.9.08

O que é uma cooperativa e quais são os princípios cooperativistas?


Uma cooperativa é uma associação autónoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais comuns, através de uma empresa de propriedade comum e democraticamente gerida.

As cooperativas são pessoas colectivas autónomas, de livre constituição, de capital e composição variáveis, que, através da cooperação e entreajuda dos seus membros, com obediência aos princípios cooperativos, visam, sem fins lucrativos, a satisfação das necessidades e aspirações económicas, sociais ou culturais daqueles.


As cooperativas, na prossecução dos seus objectivos, podem realizar operações com terceiros, sem prejuízo de eventuais limites fixados pelas leis próprias de cada ramo.

VALORES COOPERATIVOS

As cooperativas baseiam-se em valores de ajuda e responsabilidade próprias, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Na tradição dos seus fundadores, os membros das cooperativas acreditam nos valores éticos da honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação pelos outros.


PRINCÍPIOS COOPERATIVOS

Os princípios cooperativos são as linhas orientadoras através das quais as cooperativas levam à prática os seus valores.

1º PRINCÍPIO: ADESÃO VOLUNTÁRIA E LIVRE

As cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e dispostas a assumir as responsabilidades de membro, sem discriminações de sexo, sociais, políticas, raciais ou religiosas.

2º PRINCÍPIO: GESTÃO DEMOCRÁTICA PELOS MEMBROS

As cooperativas são organizações democráticas geridas pelos seus membros, os quais participam activamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Os homens e as mulheres que exerçam funções como representantes eleitos são responsáveis perante o conjunto dos membros que os elegeram. Nas cooperativas do primeiro grau, os membros têm iguais direitos de voto (um membro, um voto), estando as cooperativas de outros graus organizadas também de uma forma democrática.

3º PRINCÍPIO: PARTICIPAÇÃO ECONÓMICA DOS MEMBROS

Os membros contribuem equitativamente para o capital das suas cooperativas e controlam-no democraticamente. Pelo menos parte desse capital é, normalmente, propriedade comum da cooperativa. Os cooperadores, habitualmente, recebem, se for caso disso, uma remuneração limitada, pelo capital subscrito como condição para serem membros. Os cooperadores destinam os excedentes a um ou mais dos objectivos seguintes: desenvolvimento das suas cooperativas, eventualmente através da criação de reservas, parte das quais, pelo menos, será indivisível; beneficio dos membros na proporção das suas transacções com a cooperativa; apoio a outras actividades aprovadas pelos membros.

4º PRINCÍPIO: AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA

As cooperativas são organizações autónomas de entreajuda, controladas pelos seus membros. No caso de entrarem em acordos com outras organizações, incluindo os governos, ou de recorrerem a capitais externos, devem fazê-lo de modo a que fique assegurado o controle democrático pelos seus membros e se mantenha a sua autonomia como cooperativas.

5º PRINCÍPIO: EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO

As cooperativas promovem a educação e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos, dos dirigentes e dos trabalhadores, de modo a que possam contribuir eficazmente para o desenvolvimento das suas cooperativas. Elas devem informar o grande público particularmente, os jovens e os líderes de opinião, sobre a natureza e as vantagens da cooperação.

6º PRINCÍPIO: INTERCOOPERAÇÃO

As cooperativas servem os seus membros mais eficazmente e dão mais força ao movimento cooperativo, trabalhando em conjunto, através de estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais.

7º PRINCÍPIO: INTERESSE PELA COMUNIDADE

As cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentável das suas comunidades, através de políticas aprovadas pelos membros.



O refúgio ornitológico do estuário do rio Douro ( vulgo, o Cabedelo) passa a ser reserva natural. Salvem agora a Quinta Marques Gomes!

Agora só falta mesmo preservar e defender a bonita paisagem correspondente à Quinta Marques Gomes, junto ao Cabedelo, dos apetites imobiliários que não deixarão de passar ao lado mais esta oportunidade de fazer negócio à custa desta maravilha da natureza que é o estuário da foz do rio Douro.




Noticía do Jornal de Notícias:

O Refúgio Ornitológico do Estuário do Rio Douro, em Gaia, vai converter-se na primeira reserva natural local do país. A área protegida alarga-se à praia e a utilização indevida será mais fiscalizada com multas que podem chegar aos 37500 euros.

O novo regime jurídico de conservação da Natureza, publicado em Julho, abandonou a designação de refúgio ornitológico, mas dá às câmaras e às associações de municípios a possibilidade de classificarem áreas de interesse ambiental dentro do território que administram. Gaia aproveita, assim, para criar a primeira reserva natural local, por sugestão da Empresa Municipal do Parque Biológico de Gaia.

A decisão foi tomada, esta semana, em reunião do Executivo e a classificação deverá tornar-se oficial no próximo mês de Novembro, desde que mereça o aval da Assembleia Municipal. Manter-se-á sob a gestão do Parque Biológico de Gaia, que terá de cuidar de uma área maior. A praia, muito procurada pelos surfistas, também será integrada na reserva natural local, delimitada pela nova estrada marginal e ciclovia (a língua de areia do Cabedelo também é abrangida).
As actividades tradicionais de pesca desportiva e profissional e de apanha de moluscos bivalves e de minhocas serão permitidas. Não é certo, para já, que a autorização se estenda ao surf. "Depois de criada a reserva natural, vamos elaborar as normas de acesso e estabeleceremos áreas onde poderão prosseguir com a actividade piscatória. Teremos de analisar se é possível manter uma zona para os surfistas. Nas reservas, a conservação da Natureza passa a a ser a prioridade e tudo o resto tem de submeter-se a isso", explica Nuno Oliveira, presidente da empresa do Parque Biológico.
Até ao final do ano, serão colocados as vedações, os passadiços e o observatório de aves. O parque destacará uma pessoa para informar e acompanhar os visitantes que estará no Cabedelo.





Sobre a Quinta de Marques Gomes:
Localização :Canidelo - Vila Nova de GaiaVila
(na rua que sobe da Afurada para Canidelo, em frente ao Cabedelo/Foz do Douro )


É uma área que merece ser preservada pela sua situação e riqueza ecológica, enquadrada em ambiente urbano. A Quinta Marques Gomes tem uma área de 36 ha, na sua maioria arborizada. Faz parte dos cerca de 100 ha da Baía de S. Paio/Lavadores, integrados na REN - Reserva Ecológica Nacional. Toda a área da Quinta é um espaço com condições naturais, únicas em toda a área Metropolitana do Grande Porto, indispensáveis ao equilíbrio ambiental e à qualidade de vida de toda a zona urbana do concelho. O espaço da quinta constitui um «pulmão» de toda a zona oeste de VN Gaia e do Porto que poderá e deverá ser preservado como zona verde, adaptando-o a parque ambiental municipal, onde toda a população possa desfrutar de momentos de convívio e de lazer. O papel preponderante na purificação do ar e a própria riqueza de toda a flora envolvente da quinta (diversas vezes local preferido para estudos de botânica) são só por si mais do que motivos válidos para que se lute pela sua preservação. As ameaças à preservação da Quinta Marques Gomes são verdadeiramente alarmantes e preocupantes, não existindo mais nenhuma área verde comparável nesta região. Sendo parte integrante da REN, a sua desflorestação e construção de zonas habitacionais são completamente proibidas. A CM de Gaia aprovou a urbanização de toda aquela zona verde, permitindo inclusivé a desflorestação de zonas com árvores centenárias, em favor da construção de habitações e de escritórios. Para tal projecto ser legalizado e arrancar de imediato, a CM de Gaia solicitou ao governo, através de requerimento, a desanexação da quinta do PDM. No entanto, desconhece-se o parecer do governo para esta situação. Para a preservação do espaço, deveria tornar-se uma área aberta ao público com um acesso relativamente controlado pois se o acesso for totalmente livre, sem qualquer vigilância, a riqueza natural que existe naquele espaço também vai estar um pouco ameaçada. Naturalmente as pessoas não terão noção da importância de certas espécies e poderão afectá-las. Penso que este espaço deveria ter uma gestão ao estilo de uma zona preservada tipo um parque biológico ou mesmo uma mata nacional (como acontece na Serra de Sintra), por forma a que a população possa usufruir desta zona mas a que, paralelamente, o ecossistema ali desenvolvido naturalmente se mantenha protegido. A existência de um posto informativo também será de importância para os visitantes da Quinta Marques Gomes. As utilizações da Quinta Marques Gomes poderão ser diversas, desde que haja vontade e querer por parte das entidades governamentais, quer regionais quer nacionais. Há diversos planos para que o excelente palacete, que é uma verdadeira marca histórica de Canidelo, seja restaurado de forma a que nesse mesmo local sejam instaladas entidades de apoio à juventude e/ou idosos. No que toca às extensas zonas verdes, a melhor ideia é sem dúvida criar um verdadeiro parque ambiental, aberto ao público e em moldes idênticos aos do Parque da Cidade do Porto. A preservação da Quinta Marques Gomes é primordial. Todos temos de lutar pela sua requalificação e contra a sua destruição.


Fonte: este último texto foi retirado do website da Associação Campo Aberto

XXII Congresso de Medicina Popular ( em Vilar de Perdizes, Montalegre) entre 4 a 7 de Seembro



Na conhecida aldeia de Vilar de Perdizes, concelho de Montalegre, no norte de Portugal, está a decorrer deste ontem o XXII Congresso de Medicina Popular, com a presença do seu fundador e principal figura, Padre Fontes, e que por estas alturas atrai para aquela aldeia muita gente interessada nas práticas e superstições populares relacionadas com o quotidiano do nosso povo. Trata-se, sem dúvida, de um acontecimento anual único, sendo oportunidade excelente para tomarmos contacto com alguns aspectos da cultura e mentalidade popular, fora todos os aproveitamentos comerciais e manipulatórios, que se podem observar, e que são inevitáveis neste tipo de evento.

PROGRAMA


Quinta-feira dia 4

21 h. – Abertura do XXII Congresso de Medicina Popular
- Abertura da Feira de Medicina Popular
- Apresentação da Escola de Música de Vilar de Perdizes e do Rancho Folclórico de Vilar de Perdizes

Sexta-Feira dia 5

10 h./13 h. - Passeio de Autocarro ao Ecomuseu - Pólos de Pitões e Tourém (C. M.) (inscrições obrigatórias no secretariado)
10 h. - Abertura da Feira de Medicina Popular

15 h. / 19 h. - Palestras “Medicina Popular”
21 h./24 h. - Palestras “Medicina Popular”

o Lava - pés e Defumadouros, Maria Escaleira
o Saberes, Sabores e Aromas das Plantas, Helena Costa
o A sua saúde , Jorge Lage
o Etnografia e Medicina Popular (tese de Mestrado), Paula Alexandra Gonçalves
o Medicina Popular a Caminho da Índia (tese de Mestrado), Inês Manso
o Osteopatia e Massagens, Fernando Correia
o (tema a apresentar), João Gonçalves da Costa

Concerto - “Emsemble de metais da Banda de Parafita (C. M.)
Bruxas e Diabos à solta (grupo de teatro)

Sábado dia 06

10 h. – Rota do contrabando (inscrições obrigatórias no secretariado)
- Disponibilidade de alguns Burros de raça Mirandesa (C.M.)
– Animação do Percurso – (Associação de defesa do Património de Vilar de Perdizes e C.M.)
- Abertura da Feira de Medicina Popular

15 h./19 h - Palestras “Medicina Popular”
21 h. / 24 h - Palestras “Medicina Popular”

o Magia da hipnose na cura, Anabela Moura
o Diferença do Oculto e Esoterismo, Mestre Alves
o Aloé e seus derivados, Ernesto Marques
o Ciências Ocultas, Eduardo Garcia
o Contacto com a Natureza e Equilíbrio Psicológico, João Sanches
o O Aloé e a cura das úlceras varicosas, Manuel Augusto Pinho
o Recados para mais saúde, Garruncho Martins

Animação:

Ronda típica da Meadela – Viana do Castelo (C.M.)
Jantar de Bruxas e Bruxedos (animação C.M.)
Cortejo de Bruxas e espectáculo “Danças com fogo” (C.M.)
Queimada Esconjurada pelo Padre Fontes & sua equipa (C.M.)

Domingo - dia 07

10 h. - Abertura da Feira de Medicina Popular
11 h. – Missa em memória dos participantes, rezada pelo Padre Fontes
12:00 h. Encerramento do Congresso com Escola de Música de Vilar de Perdizes
Piquenique na Sra. da Saúde

15 h. – Rancho de Vilar de Perdizes
- Animação na aldeia com o Grupo de Concertinas “ Rapazões da Venda Nova” (C.M.)



4.9.08

Já saiu o nº 3 da Erva Daninha, a fanzine do GAIA (grupo de acção e intervenção ambiental)



Amamos e adoramos ervas daninhas!

São lindas, maravilhosas, de daninhas têm pouco ou nada, são muito desvalorizadas pela maioria, mas são mais que úteis e cheias de propriedades terapêuticas por descobrir.

Aparecem assim, aparentemente do nada, mas na verdade, vêm para alertar para o que está em desequilíbrio e colmatam falhas nutricionais do solo, alimentando-o no que lhe falta...

A Erva Daninha nº 3 é uma publicação do GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental.

E acabou de sair com um novo formato, muitas páginas...muitos estranhas ligações críticas mas nada crípticas....

E, já agora, apoiem-na, para que a Erva Daninha resistir-resistir-resistir-resistir!

Para adquirir a Erva Daninha, desloca-te a uma banca do GAIA mais perto de Ti ou envia um mail para ervadaninha@gaia.org.pt

Consultar:


Para baixar o nº 3 da Erva Daninha:
http://gaia.org.pt/system/files/erva+daninha+3web.pdf
(pode demorar algum tempo)


Grupo de Acção e Intervenção Ambiental
http://gaia.org.pt/

Jantar popular no grupo desportivo da Mouraria (hoje, 5ªfeira, dia 4, às 20h.) em Lisboa

O Jantar Popular regressa depois do Verão.
Hoje, a partir das 20h, um menu que prepara também o regresso do Outono, com batatas assadas e Feijão de Fim de Verão.

A partir das 22h, um programa para começar em grande: um documentário chamado "Hortogonal", e foi filmado por Sara Correia e Daniel Melim, em várias hortas da nossa cidade.

Apareçam

Grupo Desportivo da Mouraria
Travessa da Nazaré, 21 - 1° 1100-368 Lisboa
Telef. 218 870 058
Fax. 218 870 058

Já saiu o nº 25 da Utopia – revista anarquista de cultura e intervenção


A Utopia- revista anarquista de cultura e intervenção atingiu o bonito número de 25 revistas publicadas com a saída do último e mais recente número, correspondente ao semestre de Janeiro-Junho de 2008, com um grafismo sóbrio e o formato de sempre.

São 96 páginas preenchidas com textos e material gráfico demonstrativos que é possível observarmos o mundo e analisarmos os fenómenos sociais com uma outra perspectiva daquela a que se está habituado, uma perspectiva libertária e emancipatória.

Esta última edição contém um dossier sobre o desporto, onde se destacam texto como «O Desporto como Miséria e Espectáculo na era da Globalização» de José Maria Carvalho Ferreira, e «A sociedade industrial dificulta a actividade física» de José Janela.
A revista recorda ainda os acontecimentos de Maio de 68 com um texto extremamente interessante de Henrique Garcia Pereira sobre «O Outono Quente no IST em 1968» , e um outro sobre os Provos, o movimento contra-cultural holandês surgido pela mesma época. Ainda é possível ler um curioso «Glossário básico do anarquismo» ( por José Tavares), notícias várias , crítica de livros, e notas sobre o desaparecimento de Albert Cossery, Francisco Gomez «Paço», e António Manuel Anica.

A revista é editada pela Associação Cultural A Vida e nos seus princípios editoriais pode-se ler:

«UTOPIA define-se como revista anarquista de cultura e intervenção, o que significa a reivindicação do património das ideias libertárias e do movimento anarquista, ainda que à luz de um pensamento próprio, activo e actual, e no respeito face a outras interpretações desse património.

Ao definir-se como de cultura e intervenção, UTOPIA pretende-se como um espaço de tolerância, diálogo e criação, procurando contribuir para o aperfeiçoamento dos homens e para o alargamento das suas possibilidades de expressão e de invenção.

Ao definir-se como de intervenção, UTOPIA pretende-se como um espaço de análise e debate dos fenómenos sociais e políticos das sociedades contemporâneas, procurando contribuir para a emancipação e a liberdade dos indivíduos e dos grupos sujeitos a quaisquer situações de opressão, repressão e intolerância, assim como procurará opor-se aos sistemas e mecanismos conducentes a manter situações de constrangimento e desvantagem social e económica de indivíduos e grupos em relação a outros, e ao Estado, entendido como um poder a que todos os homens devem obedecer mesmo que em desacordo com ele. Nesta intervenção, UTOPIA será a expressão de lucidez e de revolta, assumindo plenamente o carácter utópico das tarefas a que se propõe.»

O preço da revista é de 5 euros
e pode ser encontrada em livrarias como:

Em Lisboa:
Livraria Letra Livra – Calçada do Combro, 139, Lisboa
Livraria Ler Devagar (loja sedeada na galeria ZDB) – rua da rosa 145, Lisboa

No Porto:
Livraria Utopia - R. das Oliveiras,72,Porto

Contacto: CulturalAVida@sapo.pt

Eclipse Total : 5º Festival Artes do Palco( de 2 a 30 de Setembro no Teatro da Vilarinha, Porto)

Eclipse Total : 5º Festival Artes do Palco
Um produção da Eclipse Arte
Teatro da Vilarinha
Rua da Vilarinha, 1386 (junto ao Parque da cidade)
4100-513 Porto
tel. 226 108 924


O festival é qualificado pela organização como "um espaço de encontro de sensibilidades e de oportunidades de mudança, redefinição e estabilização de cursos de vida e uma oportunidade de vivência de uma arte alternativa que pela sua capacidade de integração de artistas e espectadores numa mesma plataforma contemporânea, busca a criação de veículos artísticos".


O Eclipse Total apresenta-se ainda como "um espaço intensivo de criação e mostra de trabalhos elaborados pela equipa de criadores e produtores que dão o seu entusiasmo a esta iniciativa da Eclipse Arte".

Este ano, o festival agrega-se em torno do nascimento do movimento World Art - uma plataforma de intercâmbio cultural e artístico que pretende rodear os agentes envolvidos de condições dignas de trabalho.

Estas condições envolvem, salientam, "uma série de requisitos pré-estabelecidos, nomeadamente residência, alimentação ovo-lacto-vegetariana, capacidade de mobilização de artistas e públicos, visibilidade de trabalhos e condições de criação de riqueza e valorização dos objectos artísticos que se apresentam".

Estes objectos têm necessariamente um carácter transdisciplinar e uma linguagem universal.

Além dos espectáculos programados o festival prevê ainda várias oficinas de trabalho relacionadas com as artes de palco, assim como exposições.



ECLIPSE ARTE
ASSOCIAÇÃO CULTURAL
contacts: 351 96 014 01 82

sede: Rua Santa Joana Princesa, 35 4150–667 Porto

Espaço Eclipse Lisboa
Hiato - Espaço de Auto-Descoberta e Bem Estar
Rua Tenente Ferreira Durão , nº 68 Campo de Ourique

«Edificante» episódio duma rusga do SEF ( serviço português de estrangeiros e fronteiras) no comboio Vigo-Porto,em pleno território do…Estado espanhol

«Queixe-se que é para o meu chefe saber que eu ando a trabalhar» - desabafo de um inspector do SEF depois de ter sido interpelado a identificar-se perante um cidadão que pretendia queixar-se pela sua actuação.


O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal identifica passageiros do comboio Vigo-Porto estacionado na estação de Tui.

Não são apenas os emigrantes que tem queixas do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), a policia portuguesa que se ocupa da vigilância das fronteiras. Eu que sou cidadão comunitário, português de gema, lisboeta e branco, não obstante ter um «bronze» invejável que ganhei ao sol da Caparica, também acabei incomodado e alvo da arrogância desses agentes policiais. E para mais quando me encontrava ainda fora de Portugal e em território do Estado Espanhol. Passo a contar.

Vinha no comboio internacional procedente de Vigo com destino ao Porto na tarde do dia 20 de Agosto. O comboio parou em Tui, a cidade galega onde efectua a ultima paragem antes de atravessar o Rio Minho e entrar em Portugal. Após alguns minutos de espera nesta estação irrompem pelas carruagens uns senhores de colete verde que desatam a pedir a identificação a todos os passageiros. Uma rusga.

«Passaporte ou Bilhete de Identidade» gritavam arrogantemente aos viajantes. Quando percebi que eram agentes de autoridade portugueses recusei identificar-me. Afinal estava dentro de um comboio internacional ainda em território do Estado Espanhol. A minha recusa provocou a ira do inspector que brandindo o crachá de agente do SEF me ameaçou de detenção.

Perguntei-lhe se pedia contra mim alguma acusação ou se estava a cometer algum delito ao que ele respondeu que não acrescentando que tinha a obrigação de me identificar. Recusei mais uma vez e disse-lhe que apenas me identificaria a autoridades espanholas visto estar em território espanhol. E acrescentei com alguma irritação que ele não tinha autoridade para me identificar ou sequer incomodar em território estrangeiro.

O inspector secamente respondeu: «Sai comigo em Valença detido. E se quiser queixe-se às autoridades espanholas do que eu lhe estou a fazer». O revisor português, que já se encontrava no comboio, percebendo que o caldo se tinha entornado voltou cobardemente as costas e mudou de carruagem.

Nisto o comboio arranca, atravessa a fronteira e eu desço normalmente em Valença, meu destino naquela viagem. Mal ponho os pés em terra o inspector tenta lançar-me a mão e pede-me de novo a identificação. Faço-lhe o mesmo. Fiquei a saber que se tratava do inspector do SEF Edson Pinheiro.

Identifiquei-me dizendo-lhe que o fazia por já me encontrar em território português e que iria fazer relato do caso às autoridades espanholas. Respondeu com a mesma arrogância: «Queixe-se que é para o meu chefe saber que eu ando a trabalhar».

Pelos vistos o inspector do SEF Edson Pinheiro é um agente calaceiro que resolveu mostrar serviço naquela tarde da pior maneira. Incomodando os passageiros de um comboio internacional ainda estacionado em território estrangeiro.

3.9.08

Petição Contra a Chipação (colocação obrigatória de chips de vigilância nas matrículas dos veículos automóveis)




Foi lançada uma petição contra a chipação (colocação obrigatória de chips de vigilância nas matrículas dos veículos automóveis) que representaria, se for implementada, uma gravíssima intromissão na esfera privada e liberdade pessoal, traduzindo a emergência totalitária de uma «sociedade de controle» onde um Big Brother panóptico vigiará todas as deslocações dos automóveis com o pretexto estapafúrdio de garantir a segurança rodoviária….

Reproduz-se abaixo o teor da Petição, assim como o link onde poderá ser assinada.

PETIÇÃO

Foi recentemente anunciada a intenção do governo de criar o Sistema de Identificação Electrónica de Veículos (SIEV), que torna obrigatória a colocação de chips electrónicos nas matrículas de todos os veículos automóveis.

Estes chips, designados de Dispositivos Electrónicos de Matrícula, emitem um sinal (RFID), que é lido e identificado por leitores de vigilância presentes ao longo da estrada; permitindo a identificação de cada veículo que passa nas suas imediações.

Esta tecnologia dá duas capacidades aos serviços, estatais e privados, comissionados para operar o SIEV:
- controlar a circulação de automóveis nas vias sob monitorização, pela identificação de cada veículo;
- após detecção, fazer cobranças automáticas aos proprietários dos veículos pela circulação nessas vias.

As intenções do governo foram reforçadas a 18/06/2008, quando os votos solitários da maioria absoluta socialista no Parlamento fizeram aprovar o Decreto nº240/X, dando ao governo autorização para legislar sobre este assunto.
Como se procurará expor nos pontos abaixo, as premissas deste projecto são ambíguas e questionáveis:
- o SIEV parece ser inútil, até prejudicial, do ponto de vista da facilitação da vida do utente;
- o governo, e os seus parceiros privados neste projecto, passam a deter um poder excessivo e injustificado para controlar, e eventualmente taxar, os veículos;
- o direito à privacidade dos automobilistas é posto em causa;
- e, uma vez mais, pretende-se que os contribuintes portugueses sejam chamados a pagar um projecto governamental megalómano, dispensável, e potencialmente prejudicial para as suas liberdades e direitos elementares.

Analisemos mais detalhadamente o SIEV. As seguintes questões são fulcrais, e é essencial que sejam colocadas pelo público:


1) O SIEV não vai implicar apenas a colocação, intrusiva, de chips nas matrículas. Vai também forçar os contribuintes portugueses a verem o dinheiro dos seus impostos a ser gasto em todo um aparato infra-estrutural. E, como é de bom senso, o dinheiro público não pode ser gasto de um modo excêntrico e irresponsável pelos governantes. Assim, qual a necessidade real que justifica o dispêndio do dinheiro dos contribuintes neste sistema? Existe sequer uma necessidade real?


2) As necessidades alegadas pelo governo são listadas no Decreto nº240/X; e todas são frágeis e questionáveis:

2.1) “Fiscalização do cumprimento do Código da Estrada e demais legislação rodoviária”

Os sistemas de fiscalização existentes já cumprem estas funções eficazmente; como, aliás, é reconhecido internacionalmente. Senão, recorramos ao principal critério de eficácia neste campo – o da redução da sinistralidade rodoviária. Entre 2001 e 2007, Portugal reduziu a sua taxa de sinistralidade em 42% sendo, a par de França e Luxemburgo, considerado país-modelo pelo Conselho Europeu de Segurança Rodoviária.
Os sistemas actuais obtêm resultados inegavelmente bons e eficazes. Logo, não é razoável alegar que, para as mesmas funções, seja necessário adoptar toda uma infra-estrutura acessória que, além de dispendiosa, exercerá uma influência intrusiva e controladora sobre os indivíduos.

2.2) “Identificação de veículos para efeitos de reconhecimento de veículos acidentados, abandonados ou desaparecidos”

Os meios actuais já dão resposta a estas situações. Mas, e independentemente disso, seria irracional e absurdo alegar que, para precaver excepções, é legítimo controlar intrusivamente todos os veículos.

2.3) “Cobrança electrónica de portagens em conformidade com o Serviço Electrónico Europeu de Portagem bem como outras taxas rodoviárias e similares”

Repare-se que em Portugal já existe um sistema de cobrança electrónica de portagens – chama-se Via Verde. Como é natural e legítimo, a subscrição desse serviço foi sempre opcional. As pessoas que o vêm como vantajoso, subscrevem-no; e vice-versa. Não é nem o papel nem o direito do governo, o de procurar impor um sistema similar à Via Verde a todos aqueles que, por opção própria e legítima, optaram por não subscrever esse tipo de serviço.
Mas o ponto de maior interesse nesta alínea, é o modo como admite que o SIEV servirá para taxar o público – através da cobrança de portagens, mas também de «outras taxas rodoviárias e similares». Esta é, naturalmente, uma premissa perigosa. Como é demasiado evidente, dá ao governo – seja ao presente, seja a qualquer governo posterior – o espaço legal para aumentar taxas já existentes, ou mesmo para criar novas taxas; e para, depois, impor o pagamento destas taxas, com o SIEV.

Logo, nenhum destes motivos parece legitimar a implementação de um projecto dispendioso e intrusivo como o SIEV.
Mas as reservas em relação a este projecto não ficam por aqui, como os pontos seguintes procuram demonstrar.


3) Sendo um sistema de controlo/vigilância, o SIEV é, por definição, intrusivo na privacidade individual. Os dados recolhidos serão registados em bases de dados estatais e/ou privadas e submetidos a cruzamentos de informação, como é admitido pelo Decreto nº240/X; que estabelece que estas bases de dados serão partilhadas entre órgãos estatais, e cruzadas com outras bases, públicas ou privadas.
Mesmo assumindo que a primeira legislação aprovada pelo governo possa procurar salvaguardar a privacidade dos indivíduos – o que não é um dado adquirido –, o facto é que é criada toda uma infra-estrutura de controlo efectivo que, como tal, está sujeita a:
- Falhas potencialmente graves (p.ex., partilha ilegal de dados);
- Possíveis reenquadramentos legais no futuro, que o possam converter num sistema de controlo mais intrusivo do que aquele que já é pretendido.

O SIEV tem, claramente, um potencial de controlo demasiado elevado para que entidades estatais ou privadas, dele devam fazer uso. Não bastaria exigir que fosse bem utilizado por estas instâncias; é necessário antes que estas instâncias não possam sequer ter a possibilidade de usufruir desta caixa de Pandora.


4) O SIEV transformaria as estradas em gigantescas alfândegas de inspecção e vigilância indiscriminadas; fazendo dos automobilistas suspeitos até prova em contrário. E não é assim que funciona um Estado que se pretende livre e de direito.


Pelos motivos apresentados, o SIEV não parece ser apenas acessório e dispensável; mas também mais um encargo inútil para os contribuintes. E é um evidente tiro no escuro, que pode apresentar sérias implicações para as liberdades dos indivíduos. Não deve, portanto, ser levado a cabo.

Assim, enquanto cidadãos livres, consideramos que o governo tem de colocar um ponto final nas suas intenções, e parar este projecto de imediato. Não passá-lo intransigentemente; não perder mais o seu próprio tempo, e o do público, em campanhas de desinformação e de propaganda; e claro, não procurar passar o projecto de modo dissimulado, através de uma versão atenuada do mesmo.

Simplesmente, colocar um ponto final definitivo no SIEV.

Assinar a petição no seguinte endereço electrónico:

http://www.ipetitions.com/petition/siev/

2.9.08

A desigualdade social mata ( segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde)



O meio e o contexto social influenciam decisivamente a saúde de cada indivíduo, segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde agora divulgado

As diferenças quanto ao estado de saúde, bem assim quanto à esperança de vida, existente entre os cidadãos dos diferentes países, e inclusivamente dentro do mesmo país, são uma consequência do contexto social onde cada qual nasce, vive, cresce, amadurece e envelhece. Esta é a principal conclusão de um estudo elaborado pela Comissão sobre as condicionantes sociais da saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS) que analisou estes factores ao longo de três anos seguidos.

O relatório afirma que «a nefasta conjugação de políticas e normas económicas deficientes e de um má gestão são os responsáveis, em grande medida, pelo facto da grande maioria da população do mundo não gozar de um grau de saúde que seja biologicamente satisfatório».

E é a própria directora geral da OMS, Margaret Chan, que retira a conclusão mais óbvia: «a iniquidade sanitária é verdadeiramente uma questão de vida ou morte».

Outro dado a reter do estudo é que o nível de riqueza dos países não é decisivo, pois países com rendimentos baixos como é o caso de Cuba, Costa Rica ou Sri Lanka conseguem bons níveis de saúde.

Para além das desigualdades no acesso à saúde, existe outra série de variáveis que influenciam também na saúde. A causa das doenças transmitidas pela água, por exemplo, não é a falta de antibióticos, mas sim muito simplesmente pela insalubridade da água. Assim também as causas para as cardiopatias não resultam da carência de unidades de cuidados, mas antes do modo de vida da população; tal como o flagelo da obesidade advêm do excesso de alimentos ricos em açúcares


Dados sintomáticos recolhidos no estudo mostram a conexão entre as diferenças sociais e as doenças:

Assim, por exemplo, em Espanha os problemas de saúde mental entre os trabalhadores variam consoante o seu estatuto laboral: nos trabalhadores com contrato fixo, a percentagem de quem sofre esse tipo de doença está entre 5% e 15%, enquanto nos trabalhadores precários, sem contrato, a percentagem de quem sofre desse tipo de debilidades está entre 25% e 35%

Na Indonésia as mulheres da classe baixa morrem entre 3 e 4 vezes mais durante o parto do que as mulheres das classes superiores

Na Austrália os aborígenes australianos vivem 17 anos menos que qualquer outro indivíduo do mesmo país.

Nos Estados Unidos da América as taxas de mortalidade entre brancos e afro-americanos são muito diferenciadas, e o seu reequilíbrio poderia representar 886.202 mortes a menos.

No Quénia a mortalidade infantil entre as crianças dos bairros de barracas de Nairobi é multiplicada por 2,5 comparada com a que se regista com as crianças dos outros bairros da mesma cidade

Na Bolívia os bebés de uma mulher boliviana não instruída tem 10% de probabilidade de morrer comparado com os 0,4% dos bebés das mulheres instruídas.



Fonte: Publico.es

O relatório do estudo realizado:



Saruul Agvaandorj, líder do movimento ecologista da Mongólia, foi libertada, depois de ter sido presa durante uma acção de protesto


Saruul Agvaandorj, líder do movimento ecologista da Mongólia foi libertada, depois de ter sido presa durante uma acção pacífica de protesto realizada no passado dia 5 de Agosto pedindo a libertação de mais 200 pessoas detidas no início do mês de Julho, pouco depois das eleições, realizadas a 29 de Junho, quando se manifestavam para denunciar os resultados eleitorais fraudulentos que levaram ao poder o actual governo.

Foi para pedir a libertação destas pessoas que Saruu Agvaandorj, líder do Movimento verde da Mongólia, assim como Arslan Gombosuren, dirigente da «Frente por uma sociedade justa» realizaram uma acção de protesto pacífica no dia 5 de Agosto. A sua detenção prolongou-se até ao dia 19 de Agosto, dia em que foram libertados.

Fonte:
http://asiangypsy.blogspot.com/
http://www.globalgreens.org/

1.9.08

Dicas para os 40.000 professores portugueses lançados no desemprego pelo governo de Sócrates, e que queiram ensinar no Reino Unido e na Irlanda

Texto e Informação útil retirada do blog:
http://www.profblog.org/


Foram mais de 50 mil os candidatos não colocados. Para quem quiser tentar a sorte fora do país, deixo umas dicas sobre como procurar emprego na área da educação, no Reino Unido.

1. Só vale a pena tentar, se for fluente no inglês falado e escrito. Se tiver feito o exame Toefl, o acesso fica muito facilitado. Se tiver o diploma Proficiency também fica com a vida facilitada.

2. Inscreva-se nos websites de oferta de emprego no Reino Unido. Um dos websites com mais ofertas de trabalho na área da educação é o educationjobs: http://www.education-jobs.co.uk/

3. Inscreva-se e envie o seu CV online no website click4teachers: http://www.click4teachers.co.uk/

4. Faça o mesmo no website ESLjobster: http://www.esljosly.co.uk/

5. E num dos maiores portais de oferta de emprego do Reino Unido: http://www.experteer.com/

8. E o eteach: http://www.eteach.cm/
Se a sua vocação para ensinar for superior ao desastre, não desanime. Se fala e escreve fluentemente inglês, lembre-se de que é fácil conseguir uma colocação numa escola inglesa, recorrendo a um destes websites. Se o seu inglês não for forte, ainda está a tempo. Inscreva-se numa boa escola de línguas e faça o exame Toefl. De seguida, concorra a uma das muitas milhares de vagas existentes no Reino Unido.




A Irlanda tem falta de professores e educadores. Se você não ficou colocado e não tem esperanças de o ser por pertencer a um grupo de recrutamento onde há muitos horários zero, pense na possibilidade de concorrer a um lugar de professor na Irlanda. Para além de ir ganhar o dobro, livrar-se-á da burocracia imposta por MLR às escolas e aos professores portugueses. Há dois requisitos que tem de cumprir para concorrer: ter uma licenciatura ou mestrado que dê habilitação profissional para o ensino e ser fluente em Inglês.

Tome nota destas dicas:

1. Vá ao website de oferta de emprego jobs.ie: http://www.jobs.ie/ e escolha uma das 111 ofertas.

5. Procure também em jobsearch: http://www.jobsearch.ie/

6. Não fique parado à espera que apareça uma vaga em Portugal. Se não tiver condições para concorrer a uma vaga de professor na Irlanda, comece a pensar em mudar de profissão.

7. Se o curso que tirou não lhe abre perspectivas de emprego e não quer sair de Portugal, pense na possibilidade de fazer uma reconversão profissional, frequentando um dos muitos cursos de reconversão profissisonal que as Universidades criaram para jovens licenciados sem trabalho.

8. Faça uma pesquisa dos cursos de reconversão profissional nas páginas web das Universidades ou dirija-se à Direcção Geral do Ensino Superior a pedir informações.
9. Se ousar ir ensinar para a Irlanda e for contemplado com um lugar numa escola de Dublin ou de Cork, não pense que vai ficar muito longe de casa. A Ryan Air faz voos para a Irlanda a muito baixo custo. Do Porto, pode fazer a viagem para Dublin por apenas 50 euros. Em algumas alturas do ano, por muito menos. Eu já consegui bilhetes por 10 euros! E lembre-se de que a viagem demora apenas uma hora. No fundo, se você for ensinar para a Irlanda, ficará mais perto de casa do que se for ensinar para o Algarve, tendo casa e família em Bragança.

Ciclo de cinema asiático na sede do SOS Racismo no Porto durante o mês de Setembro


Próxima sessão:
7 de Setembro - 17 horas
DOLLS de TAKESHI KITANO
Japão - 2002 - 113’ - cor


DOLLS reagrupa três histórias de amor inspiradas no Bunraku, teatro de marionetas japonês.
Na primeira história, Matsumoto e Sawako são um casal feliz, mas as pressões das respectivas famílias obrigam-nos a escolher um destino trágico. Para proteger Sawako, Matsumoto liga-se a ela para sempre, unindo os corpos com uma faixa vermelha. Erram sem destino. Procuram aquilo que esqueceram. Uma viagem que vai durar o tempo de quatro estações.
Na segunda história, Hiro, um yakuza, regressa a um parque onde costumava encontrar a namorada. Trinta anos antes, era pobre e viu-se obrigado a separar-se da bela rapariga para abraçar o mundo do crime.
Na terceira história, Hakuma, cujo rosto está coberto com faixas, passa muito tempo a olhar o mar. Pouco tempo antes, ela era uma grande estrela da música que passava a vida a dar autógrafos e a aparecer na televisão. Nukui é o seu maior fã e está disposto a prová-lo.
Três histórias inspiradas nas emoções eternas do teatro Bunraku. Três histórias delicadamente enlaçadas pela beleza da tristeza. Três histórias de amor imortal.

O Kitano de hoje tem tudo o que amamos: um artista que procura renovar-se, encontrar novas formas de contar, de gerir o tempo cinematográfico, procurando o esboço mais do que a pureza, a ingenuidade mais do que a inocência, e que abre o seu cinema ao espectador evitando cuidadosamente toda e qualquer psicologia. Quase deixando para trás as história de yakusas que o tornaram célebre, Kitano realiza com DOLLS um filme em que se unem a dor e a beleza – cenários e guarda-roupa criados por Yohji Yamamoto – ingenuidade e violência interiorizada dos sentimentos, menos excessos que habitualmente.
No Teatro Nacional do Japão, assistimos a uma representação de bunraku (o teatro de marionetas japonesas). A peça interpretada é do dramaturgo Monzaemon Chikamatsu (1653-1724), o Shakespeare nipónico. Conta a história de dois amantes malditos. Na vida de hoje, um homem e uma mulher, o olhar vago, erram sem destino aparente, atados um ao outro por uma corda vermelha. Ela ficou louca no dia em que soube que ele por interesse iria casar-se com outra. A sua deambulação vai durar quatro estações. Paralelamente, um velho yakusa, sentindo a morte aproximar-se, regressa pela primeira vez ao jardim público onde, cinquenta anos antes, a noiva prometeu esperá-lo todos os sábados no mesmo banco... Noutra história, uma cantora de variedades tem um acidente de carro. Desfigurada, retira-se de cena. Mas um fã comete um acto radical...
Através destas três histórias alternadas, sombrias mas coloridas, embaladas pelo vento (Kitano é o mestre do vento), o realizador nipónico conta-nos com uma grande simplicidade três histórias de paixões malditas, de fidelidade e de amor, três histórias que terminam sempre mal, como seria de esperar. Os amantes são como bonecos, marionetas privadas de liberdade nas mãos do amor louco que as une, apanhadas entre o desejo e a pressão social. A paixão é uma prisão. A única saída é a morte.




SOS RACISMO no Porto:
Rua do Almada, 254 - 3º Dtº - Sala 34
4050-032 PORTO
sosracismoporto@gmail.com


...em Lisboa
Quinta da Torrinha
Zona 1, Lote 11, Loja A
1750 Lisboa Ameixoeira

Tel: 217552700
Fax: 217552709

3ª fase de candidaturas ao apoio ao arrendamento jovem começou hoje, depois das críticas anteriores à redução dos apoios do governo

A 3ª fase de candidaturas ao Programa Porta 65 Jovem começou hoje (1 de Setembro) e vai até 15 de Setembro.

Recorde-se que na anterior fase de candidaturas, de 23 de Abril a 23 de Maio passado, foram submetidas 5.508 candidaturas, tendo sido aprovadas 4.156, donde ressalta um aumento global de candidaturas, em relação ao período de Dezembro, na ordem dos 54,68 % e um crescimento de novas candidaturas subvencionadas na ordem dos 169,17 %.

Mas a verdade é que o orçamento para o arrendamento jovem foi cortado entre 2007 e 2008 em mais de 50%, o número de candidatos foi drasticamente reduzido, e não existem alternativas para apoio ao arrendamento jovem e o governo falha clamorosamente todos os objectivos para a habitação jovem definidos na legislação e na constituição

Depois de críticas e protestos que se fizeram ouvir, o Governo acabou por aumentar os tectos máximos das rendas a apoiar, que nalguns casos subiram mais de 80 por cento, e a taxa de esforço (peso da renda no rendimento mensal).

Informações e contestação ao novo modelo de incentivo ao arrendamento jovem:

http://porta65.blogspot.com/


Artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa

1. Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar.

2. Para assegurar o direito à habitação, incumbe ao Estado:
a) Programar e executar uma política de habitação inserida em planos de ordenamento geral do território e apoiada em planos de urbanização que garantam a existência de uma rede adequada de transportes e de equipamento social;
b) Promover, em colaboração com as regiões autónomas e com as autarquias locais, a construção de habitações económicas e sociais;
c) Estimular a construção privada, com subordinação ao interesse geral, e o acesso à habitação própria ou arrendada;
d) Incentivar e apoiar as iniciativas das comunidades locais e das populações, tendentes a resolver os respectivos problemas habitacionais e a fomentar a criação de cooperativas de habitação e a autoconstrução.
3. O Estado adoptará uma política tendente a estabelecer um sistema de renda compatível com o rendimento familiar e de acesso à habitação própria.
4. O Estado, as regiões autónomas e as autarquias locais definem as regras de ocupação, uso e transformação dos solos urbanos, designadamente através de instrumentos de planeamento, no quadro das leis respeitantes ao ordenamento do território e ao urbanismo, e procedem às expropriações dos solos que se revelem necessárias à satisfação de fins de utilidade pública urbanística.
5. É garantida a participação dos interessados na elaboração dos instrumentos de planeamento urbanístico e de quaisquer outros instrumentos de planeamento físico do território.

___________________________________________

Aproveitamos o ensejo para reproduzir o comunicado do Movimento Porta 65 Fechada do passado mês de Julho, quando foram conhecidos os resultados da segunda fase de candidatura ao programa Porta 65 Jovem


COMUNICADO DE JULHO DO MOVIMENTO PORTA 65 FECHADA


Porta 65 Jovem é embuste!

Após o falhanço da primeira fase de candidaturas o mesmo cenário volta a repetir-se na segunda fase: a esmagadora maioria dos jovens ficou fora da Porta 65.

4100 candidaturas aprovadas são sinais mais que evidentes de que há problemas graves no acesso ao programa. Neste momento, mais de 20.000 jovens, segundo dados do próprio IHRU, deveriam ter condições para se candidatar a apoios ao arrendamento, tal como é consagrado na Constituição, mas desde a sua implementação, apenas pouco mais de 5.000 conseguiram passar o crivo do Porta 65 Jovem, um programa que foi concebido de raiz para diminuir e dificultar o acesso a esses apoios. Desde há um ano, quando o programa Incentivo ao Arrendamento Jovem suspendeu novas candidaturas, que os jovens portugueses se vêm confrontados na prática com a quase total ausência de apoios no acesso à habitação. A propalada bolsa de habitação não existe e está contemplada na própria legislação do Porta 65!!, o mercado de arrendamento está longe de ser equilibrado e a única via de acesso é cortada por esta política antes de haver alternativas.


Confrontados com os números tão baixos apresentados pelo Porta 65 Jovem, o Movimento Porta 65 Fechada exige que seja feita uma avaliação urgente do programa que corrigir as falhas profundas que levaram a esta situação calamitosa. Têm que ser retiradas conclusões sérias dos fracos resultados do programa. Não aceitamos que o Secretário de Estado João Ferrão continue a fingir que está tudo bem, debitando para a imprensa informação irrelevante e enganadora para esconder o fracasso do Porta 65 Jovem no que deveria ser o seu objectivo primordial: apoiar os jovens no acesso à habitação, ao invés de promover um simples corte no orçamento

4100 candidaturas aprovadas é um resultado extremamente negativo e quem disser o contrário está certamente a mentir ou não tem noção da realidade da falta de acesso à habitação que os jovens enfrentam.

Estes são os vergonhosos resultados que o IHRU e o Programa Porta 65 Jovem apresentam, continuando a ignorar os milhares de jovens que ficam fora da Porta 65 e demonstrando que o mesmo foi criado apenas com o intuito de reduzir as despesas no apoio aos jovens, um corte que ascende a 70% do orçamento do IAJ (Incentivo ao Arrendamento Jovem), no ano de 2007. Com as dificuldades impostas ao simples acto da candidatura o Movimento Porta 65 Fechada teme que a lógica distorcida imposta leve a um maior corte no orçamento no próximo ano e estará atento a esta situação.

O Movimento considera que as regras deste concurso excluem quem mais precisa deste apoio. É paradigmático o caso das mulheres que tiveram filhos no ano de 2007 serem por norma impedidas de se candidatar por não poderem declarar o subsídio de maternidade como rendimento. A agravar esta situação está o facto de, frequentemente, as jovens mulheres que trabalham a recibos verdes, muitas vezes "falsos" recibos verdes, serem despedidas assim que se aproxima a altura do parto. Existem ainda casos de pais que são excluídos do Porta 65 por terem filhos, quando facilmente ficariam no primeiro escalão se concorressem sozinhos. Os jovens têm vindo a ser excluídos também por erros burocráticos e administrativos totalmente que lhes são totalmente alheios. Este programa é desfasado do tempo uma vez que a situação de estabilidade dos jovens é uma condição de acesso quando se sabe que esta é cada vez uma realidade distante.

O Movimento está empenhado em lutar contra o modelo do Porta 65, reivindicando a sua alteração profunda, procurando contribuir de forma positiva para a criação de políticas eficazes que consigam apoiar as famílias jovens e os jovens trabalhadores em início de carreira, criando condições mínimas para a sua inclusão e afirmação no mercado de trabalho e na sociedade.

O Movimento Porta 65 Jovem lança ainda um alerta à população em geral para o facto de o governo ter anunciado recentemente a intenção de alterar os regimes de apoio à habitação social para modelos semelhantes ao do Porta 65 Jovem, o que aos nossos olhos, considerando a situação de caos e precariedade agravada infligida aos jovens através da implementação deste programa, é visto com grande preocupação.

O programa Porta 65 Jovem é um claro retrocesso nas políticas de habitação do estado que vem agravar as condições de extrema precariedade vivida pelos jovens que estão a dar os primeiros passos no mercado de trabalho. Este programa continua a vedar o acesso à habitação à maioria dos jovens candidatos e reduzirá drasticamente o valor e a duração dos apoios concedido aos jovens seleccionados, pondo em causa os objectivos que supostamente pretende alcançar.


Movimento Porta 65 Fechada

31.8.08

Morreu Joaquim Castro Caldas, um dos raros poetas que teimava confundir a vida com a poesia

Faleceu hoje de madrugada, com 52 anos de idade, o poeta Joaquim Castro Caldas, que se tornou conhecido por divulgar, sentir e viver a poesia nas ruas ( em Paris, por exemplo, onde declamava poesia nos jardins e nas praças a troco de dinheiro), nos cafés e bares ( nas célebres noites de poesia às segundas-feiras no bar Pinguim, no Porto), e nas escolas de todo o país como declamador convidado.
Castro Caldas publicou 11 livros de poesia ao longo da sua vida. O último foi editado ainda este ano pela Deriva com o título «Mágoa das Pedras». Alguns dos outros livros são: "Português Suave", "Berlindes e abafadores", "Convém avisar os ingleses", "Só cá vim ver o Sol", "Colheita da época" e "Há".

Joaquim Castro Caldas é como alguém já escreveu «uma das últimas vozes da poesia em que o risco é companheiro da entrega à vida na sua dimensão mais intensa»

No seu último livro «Mágoa das Pedras ( editado pela Deriva) pode-se ler:

«Joaquim Castro Caldas, 52 anos, à parte dezenas de ofícios para sobreviver no Norte de África, na Europa, em Portugal e outros sítios esquisitos, desde que tem memória e se conhece que não fez nem faz outra coisa senão arte embrionária e terminal, entre centenas de aventuras, do luxo à valeta, vadio num longo percurso involuntariamente polémico de ida e volta fala-escrita ou vice-versa e documentado por registos corpo a corpo, terra a terra, sem objectivos d revelação concreta. Nada mais que esqueleto e artista, intérprete da vontade do pássaro, marginalizado irritantes porque em paz, claridade, sequer interessado em dar-se por anarka»


Num seu outro livro, «Convém Avisar os Ingleses», lê-se na contracapa:

«Nasceu em 1956, Lisboa, actor de poesia, saltimbanco, lunático praticante, diseur a tempo inteiro, teatro de vez em quando. Escola Ave-Maria, Colégio Militar, Conservatório Nacional, escola da morte e da vida, muita estrada no coração, na cabeça e no corpo. Com este, apenas 8 livros editados. A ver vamos. »




Poesia de Joaquim Castro Caldas

Devolução dos Cravos

um menino uma vez
o tal que há em nós
sujo de liberdade
todo na ponta dos pés
tentou enfiar um cravo
no cano de uma G-3

hoje um homem talvez
menino velho sem voz
democrata que se farta
mete o cravo na culatra
e puxa-a de pé atrás
com medo que o seu país

(do livro "Convém Avisar os Ingleses", Quasi Edições, 2002)




um sms

no tempo dos badalos, nos dentes do cocheiro as cartas eram sangues, levavam febrões de cavalos e freios nos segredos, atravessavam nevões e suores para mudar de mãos às descobertas e revoluções, eram sustento de escravos e romances de cortesãs, mote de folguedos e duelos afãs, as saias do mulherio armavam partos e escondiam medos, perguntava-se pelos amores e estimava-se por nós. hoje para chegar a tempo manda-se um silêncio a dizer morri, vivalma, nada, e deixam-se uns gemidos na bolsa marsupial dos cangurus, alguém é pago para ir lá buscá-los, não há órgãos, mãos e olhos, esporas e poros.

(do livro “Mágoa das Pedras”, edição Deriva, 2008

Exposição sobre as minas de Trás-os-Montes no Museu do Ferro em Torre de Moncorvo


Desde o dia 6 de Agosto encontra-se patente no Museu do Ferro em Torre de Moncorvo uma exposição fotográfica intitulada «Escombros» dedicada às Minas transmontanas, de autoria de José Luís Gonçalves, numa inestimável contribuição dos seus promotores para o levantamento da arqueologia industrial daquela região do nordeste português.

O mesmo Museu do Ferro promoveu ainda no passado dia 10 de Agosto um Encontro dos Antigos Trabalhadores da ex-Ferrominas, a empresa mineira de explorou as minas de ferro de Moncorvo, entre 1951 e 1986, que foi extinta em 1992 e integrada na EDM (Empresa de Desenvolvimento Mineiro), a actual proprietária do depósito mineral de Moncorvo.

Aproveitando o contexto desta Exposição, o Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, apresentará uma base de dados sobre Minas de Trás-os-Montes e Alto Douro, que estará disponível no Centro de Documentação do Museu.




MUSEU DO FERRO e da REGIÃO DE MONCORVO
Largo Dr. Balbino Rego
tel. 279252724

email: parmoncorvo@gmail.com

(tem visitas guiadas e um acervo valioso sobre a indústria mineira)





EXPOSIÇÃO «ESCOMBROS - MINAS TRANSMONTANAS»

A Exposição "Escombros - Minas transmontanas" resultou de um trabalho fotográfico de José Luís Gonçalves, realizado em 2005, num momento em que praticamente todas as minas de Trás-os-Montes se encontravam inactivas, com infra-estruturas em ruínas, mas ainda com muitos vestígios do que se pode considerar Arqueologia Industrial e Mineira. A opção fotográfica a preto & branco ajuda a salientar esse olhar trágico, hoje de desolação e silêncio, com a natureza já a cobrar os seus direitos, em sítios onde outrora se ouviu o ruído das máquinas, as explosões e a vozearia humana. Era esse o cenário quotidiano, feito de esforço insano, para retirar às entranhas da terra a riqueza mineral que fez a fortuna de alguns e deu para o remedeio de muitos outros.
Obviamente as minas representadas são uma pequena parte do vasto panorama mineiro de Trás-os-Montes, mas aí se encontram algumas das principais, com destaque para Argoselo (concelho de Vimioso), que já tiveram direito ao cinema, através do filme "A sombra do Abutre" de Leonel Vieira, Ervedosa (concelho de Vinhais), Jales, de que se volta a falar, na expectativa de uma nova "febre do ouro", Portelo e Coelhoso no concelho de Bragança, e as famosas minas de Ferro de Torre de Moncorvo. Aí se exploraram diversos minerais, desde o volfrâmio, ouro, chumbo, chelite, ferro.
Perante os problemas ambientais e sanitários de algumas dessas minas, a EDM (Empresa de desenvolvimento Mineiro), uma das patrocinadoras desta iniciativa, encetou trabalhos de recuperação ambiental em várias minas trasmontanas, entre as quais, algumas das que figuram nesta mostra. Assim, tendo, inclusivamente, já mudado a paisagem de algumas destas minas, podemos considerar que o olhar fotográfico de José Luís Gonçalves, como trabalho datado, se reveste também de alguma historicidade.
José Luís Gonçalves, o autor desta exposição, nasceu no Porto, em 1985, tendo passado a maior parte da sua vida em Bragança, onde concluíu o ensino secundário. Em 2003 ingressou na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, onde se licenciou em Design e Multimédia. Trabalha presentemente em Coimbra, na área de comunicação e multimédia.

GEOLOGIA NO VERÃO EM MONCORVO

Entretanto, entre os dias 26 de Agosto e 4 de Setembro de 2008, estão previstas várias acções em redor da geologia do concelho de Torre de Moncorvo, promovidas pela associação do Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo, em colaboração com o Museu do Ferro, e no âmbito do programa Ciência Viva/Geologia de Verão 2008.



Acção sobre O Trabalhar do Ferro no séc. XVIII - a Água como força motriz

Data: 2 de Setembro às 15:00 I

Descrição: Observação de vários pontos de interesse geológico, e explicitação da sua importância relativamente à actividade humana, ao longo dos tempos.

Ponto de encontro: Museu do Ferro e da Região de Moncorvo – Largo Balbino Rego, junto à Igreja Matriz





Acção sobre a Falha da Vilariça - Implicações Tectono-estruturais e o seu aproveitamento pelo Homem ao longo dos tempos

Data: 4 de Setembro às 15:00

Descrição: Observação de vários pontos de interesse geológico, e explicitação da sua importância relativamente à actividade humana, ao longo dos tempos.

Ponto de encontro: Museu do Ferro e da Região de Moncorvo – Largo Balbino Rego, junto à Igreja Matriz


Acção sobre as minas de Ferro de Moncorvo - Contextualização Geológica, Industrial e Humana
Data: 6 de Setembro às 15:00 Inscrição opcional

Descrição: Observação de vários pontos de interesse geológico, e explicitação da sua importância relativamente à actividade humana, ao longo dos tempos.

Ponto de encontro: Museu do Ferro e da Região de Moncorvo – Largo Balbino Rego, junto à Igreja Matriz

30.8.08

Série de acidentes nucleares atingiram vários países europeus ( Bélgica, França, Espanha, Alemanha, Áustria, Eslovénia, Ucrânia) neste Verão


Não é só a Espanha e a França que têm tido problemas com as suas centrais nucleares. Acidentes nas centrais nucleares também se verificaram neste Verão na Alemanha, Eslovénia, Áustria, Ucrânia e Bélgica.

Na Bélgica, por exemplo, um acidente de nível 3 ocorrido no passado 24 de Agosto no Institut dês Radioélements (IRE) em Fleures desencadeou um alerta e as suas consequências, apesar de serem minimizadas pela Agência federal belga de Controle Nuclear ( AFCN), levou à interdição do consumo de legumes e do leite nas redondezas do local onde se encontram as instalações daquele Instituto.

Em Espanha, no mesmo dia, ocorreu um importante incêndio na central nuclear de VandellosII ( situada na Catalunha), o que levou à sua paragem forçada. Note-se mesmo que desde o princípio deste ano já se produziram umas 30 ocorrências acidentais nas centrais espanholas.

Na Alemanha, em Asse, a população local tomou conhecimento no final do passado mês de Junho que uma contaminação de grande amplitude atingia as minas de sal desde há anos, a partir dos detritos nucleares armazenados.

Por sua vez, na Áustria, verificou-se um incidente na noite de 2 para 3 de Agosto nos laboratórios da Agência Internacional de energia atómica (AIEA) a 35km de Viena e que só por muita sorte não teve consequências de maior…

Também na Ucrânia uma fuga de água radioactiva obrigou à paragem de um reactor da central nuclear de Rivné no passado mês de Junho.

Nesta série de ocorrências devemos incluir ainda o caso verificado na Eslovénia a 4 de Junho deste ano na central nuclear de Krsko e que desencadeou inclusivamente um alerta europeu, não se sabendo ainda o que é que então se passou.

Por fim, na França deram-se vários e preocupantes incidentes como a grave figa de urânio ( a 7 de Julho) , a descoberta de contaminações por causa do rompimento de uma canalização (18 de Julho), a contaminação de 100 funcionários na Central nuclear EDF de Tricason ( 23 de Julho), a contaminação de 15 trabalhadores na central de Isère ( 20 de Julho), despejos ilegais de carbono 14 radioactivo ( a 6 de Agosto, na central Socatri-Areva), rompimento de uma canalização ( a 21 de Agosto, na central de Comurhex-Areva, situado em Pierrelatte, no Drôme)

Antes que uma catástrofe nuclear aconteça com consequências imprevisíveis, nunca é demais alertar a opinião pública para a gravidade das contaminações e dos perigos inerentes à indústria nuclear.

Fonte:
http://www.sortirdunucleaire.org/





O país precisa de mais professores: acção de luta (1 de Setembro em todo o país) contra o desemprego docente e a instabilidade profissional

Acção de luta contra o desemprego e a instabilidade profissional em 1 de Setembro

O desemprego e a precariedade resultam da acção do Governo

1 de Setembro é a data em que um maior número de professores entra, em simultâneo, na situação de desemprego. É um dia dramático para milhares deles e para as suas famílias; é um dia em que se tornam ainda mais visíveis, nesta área, os resultados das erradas opções de quem governa.

Por este motivo, a FENPROF volta a, nesta data, fazer a denúncia da situação, alertando a opinião pública para a inaceitável dimensão do desemprego docente e, ao mesmo tempo, denunciando a crescente precariedade em que milhares de profissionais qualificados para o exercício da profissão são obrigados a desenvolver a sua actividade.

Generaliza-se o recurso ilegal a recibos verdes e aumentam-se os horários de trabalho, reduz-se o direito a férias ou a licenças por doença. Deixa-se na mão dos empregadores concessionados pelas autarquias para as AEC a capacidade de empregar e de despedir sem fiscalização.

Já vários governantes fugiram à denúncia desta situação declarando, com cinismo, que o Governo não é uma "agência de emprego". Mas o que a FENPROF exige é que, de uma vez por todas, o actual Governo deixe de se portar como uma obstinada "agência para o desemprego" dos professores e que tome medidas de acordo com os interesses do país e tendo em conta os recursos humanos que este, afinal, e ao contrário de outros, ainda possui.

Nesse sentido, em todo o país a denúncia será feita à porta dos Centros de Emprego, no dia 1 de Setembro, locais onde serão distribuídos comunicados à população.

EM LISBOA, A ACÇÃO DECORRERÁ EM FRENTE À LOJA DO CIDADÃO DAS LARANJEIRAS, (Rua Abranches Ferrão), A PARTIR DAS 15.00 HORAS (COM A PRESENÇA DO SECRETÁRIO-GERAL DA FENPROF, MÁRIO NOGUEIRA).

Esta acção enquadra-se numa ampla campanha nacional de defesa do emprego público dos professores e educadores e de combate à precariedade, passando, designadamente, pela afixação de um "outdoor" que enquadra a perspectiva sindical de combate ao desemprego e ao emprego precário.

A FENPROF desde já convida os órgãos de comunicação social para acompanharem esta acção, onde será entregue um documento aos senhores jornalistas.

Locais da realização da acção de 1 de Setembro : nos CENTROS DE EMPREGO ESPALHADOS POR TODO O PAÍS



LISBOA
LOJA DO CIDADÃO DAS LARANJEIRAS
Rua Abranches Ferrão - 11H30
(com a presença do Sec.-Geral da FENPROF
a partir das 15H00)

AVEIRO
Centro de Emprego e Formação Profissional
Cais da Fonte Nova
9H00

BRAGA
Centro de Emprego e Formação Profissional
8H30

CASTELO BRANCO
Centro de Emprego e Formação Profissional
Rua Pedro Álvares Cabral
9H00

COVILHÃ
Centro de Emprego e Formação Profissional
Avenida 25 de Abril, 66
15H00

COIMBRA
Centro de Emprego e Formação Profissional
Avenida Fernão de Magalhães
9H00

GUARDA
Centro de Emprego e Formação Profissional
Rua Estádio Municipal
10H00

LEIRIA
Centro de Emprego e Formação Profissional
Rua de S. Miguel, Lote 1
9H00

PORTO
Loja do Cidadão das Antas
9H00
Praça da Batalha
(distribuição de comunicado à população)
15H00

SÃO JOÃO DA MADEIRA
Centro de Emprego e Formação Profissional
12H00

VISEU
Centro de Emprego e Formação Profissional
Rua D, José da Cruz Moreira Pinto, Lote 6
9H00