3.2.08

O casino de Chaves e a economia de casino

Usamos frequentemente a expressão «economia de casino». Com ela queremos normalmente caracterizar fenómenos como a financeirização da economia, as fortunas feitas na bolsa ou a especulação financeira desligada da economia real.

Mas a recente abertura de um casino em Chaves dá uma outra dimensão à expressão. Em dois anos, a fúria economicista do Governo mandou encerrar 50 escolas do 1º ciclo do ensino básico no concelho – mesmo criando um novo problema, reconhecido pela autarquia: a sobrelotação das 37 escolas existentes. A Maternidade pública fechou, mas um grupo de investidores já está a construir um hospital privado, mesmo ao lado do casino, com serviço de urgência 24 horas e maternidade, a inaugurar para o ano. Fala-se da possibilidade de encerrar o bloco operatório do Hospital Distrital durante a noite e de conceder a privados áreas como a medicina física e de reabilitação, as análises clínicas e a diálise. Os concelhos vizinhos da Régua, Alijó, Murça e Vila Pouca de Aguiar ficaram sem SAP. A agricultura é alvo da gula dos grandes interesses da Política Agrícola Comum. Os micro, pequenos e médios empresários tentam sobreviver à concorrência do lado de lá da fronteira - o IVA, 5% mais baixo em Espanha, arruina o comércio local.

Mas «Chaves abre as portas à diversão», como anuncia a publicidade do novo casino do Grupo Solverde. Que de resto também não faz cerimónia a explicar que o alvo não são propriamente as depauperadas populações de Trás-os-Montes e Alto Douro, mas antes os espanhóis, ali tão perto. A concessão de jogo ao Grupo Solverde é de 25 anos, o investimento de 40 milhões de euros e estão prometidos 220 postos de trabalho. 15% das receitas brutas do casino financiarão o turismo (que lhes trará mais jogadores), 1% irá para «entidades de relevância social» (a moderna forma da esmolinha ao pobre) e 4% para «requalificação ambiental» (que as autarquias da região já decidiram que servirá para pagar o aumento das taxas do lixo ao sistema multimunicipal).

O casino de Chaves e a realidade que o rodeia podiam servir de monumento à estratégia de desenvolvimento que o Governo do PS quer impor ao povo e ao país


Texto de Margarida Botelho retirado do jornal Avante

2.2.08

Acção de denúncia da precariedade foi realizada esta tarde no centro comercial Colombo pelos precários inflexíveis

Uma chuva de papelinhos de Carnaval com mensagens contra a precaridade no trabalho caiu no centro comercial Colombo em Lisboa.

A acção foi "reinvindicada" pelos Precários Inflexíveis, um colectivo que pretende chamar a atenção para a precariedade laboral, um problema que atinge cada vez mais portugueses.





Hoje à tarde houve festa no centro comercial Colombo, com papelinhos carnavalescos antiprecariedade.

http://www.precariosinflexiveis.blogspot.com/



O precariado está a acordar por aqui!


Notícia na RTP – aqui

Carnaval Animal no Bacalhoeiro( 4 Fevereiro, a partir das 21h)

Nota complementar e muito importante:

Pelas informações que nos chegaram o Bacalhoeiro foi obrigado a recolher os seus cartazes espalhados por Lisboa que anunciavam uma festa de Carnaval e onde se via um elemento da polícia de choque.
A este propósito transcrevemos o seguinte comentário:

«A razão apontada para a ordem de recolha dos cartazes é hilariante: violação da privacidade. Sim, o senhor da foto, apesar de estar em acção pública, tem direito constitucional a não ver a sua imagem divulgada.

Privacidade no país onde guardam a informação sobre a nossa utilização da internet e telefone durante um ano, no país onde Estado regista nomes e moradas de manifestantes e lhes tira fotos para mais tarde recordar.

Sim, rapidez e eficácia no país em que os homens de azul demoram horas a acorrer a uma queixa de violência doméstica (quando aparecem).»
(daqui)

http://bacalhoeiro.blog.com/


Rua dos Bacalhoeiros, 125 – 1º e 2º andar
Lisboa
Telef. 21 886 48 91
geral@bacalhoeiro.pt

O Bacalhoeiro é uma associação cultural criada em 2006.Tem como objectivo ajudar a criar uma rede de pessoas ligadas às artes e proporcionar um núcleo de expressão artística em Lisboa.Com uma programação variada que dedica um dia a cada disciplina artística, o Bacalhoeiro convida-te tanto a disfrutar do espaço como a mostrar o teu trabalho

Vai haver festa de Carnaval no 555 ( dia 4 à noite até ao romper do dia) e o peixinho da horta vai reabrir

O Peixinho da Horta vai butar a mascarilha e preparar uns pratos que vão ser uma maravilha!

Segunda-feira dia 4 a partir das 20:00h a peixaria tá pronta pa servir a iguaria, depois há festança na casa até ao romper do dia.

Apareçam mascarados e comam um rico jantar para ficarem pujantes e não pararem de bailar.

O Peixinho da Horta é um tasco vegan/vegetariano que aposta no consumo consciente, na comida góstózza e no consumo de binho com alguma moderação(se possivel). Quanto ao consumo consciente, o peixinho, opta pelas alternativas que contribuam para o bem estar humano, animal e ambiental. Para isso usa produtos de comércio justo, produtos de agricultura biológica (que por questões económicas aínda não são em maioria..), produtos artesanais, reutilização e reciclagem de materiais, tentando fugir a 7 pés das multinacionais e de grande parte dos produtores que não têm estas preocupações.


http://www.peixinhodahortavgt.blogspot.com/

O 555 é na Rua do Almada, nº 555
Porto

Jantar de amizade da Unicepe no próximo dia 6 com sermão de Santo António aos Peixes no 400º aniversário do Padre António Vieira

O próximo Jantar de Amizade da Unicepe, Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRL é no dia 6 de Fevereiro, próxima Quarta-feira, e servirá como homenagem a um grande vulto da história portuguesa, o Padre António Vieira, no dia em que se comemora o seu 400º aniversário.
JORGE LINO, um dos associados da cooperativa livreira pregará o SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO AOS PEIXES.
Contactos:
www.unicepe.com

Versos cantados em defesa do mercado do Bolhão

O Bolhão é nosso;
É nosso, e há-de ser;
O Bolhão é Nosso;
É Nosso até morrer!





Malhão

Ó Bolhão, Bolhão!
Que vida é a tua?

Se é pra vender
ó trim tim tim
vem lutar pra rua!

Ó Bolhão, Bolhão!
Que vida é a tua?

É pra preservar
ó trim tim tim
Ninguém o destrua.

Ó Bolhão, Bolhão!
Que vida é a tua?
Não é do Rui Rio
ó trim tim tim
é minha e é tua.

Ó Bolhão, Bolhão!
A alma do Porto

Centro Comercial
ó trim tim tim
é um Mercado Morto!




Canto ao Bolhão


OH MERCADO DO BOLHÃO, ) bis
ÀGUA O DEU DO CHÃO P’RA FORA )-
E NENHUM RIO PARVALHÃO )
TE HÁ-DE ARRUINAR AGORA ) -bis

I
Dizem que é o progresso
Que é grande evolução
Isto é mas é retrocesso )
E cega destruição ) -bis

II
Aqui a invicta cidade
Nunca passou tantos perigos
Cuidado! O Rio ‘inda há-de )
Vender a torre dos Clérigos ) -bis

III
Bolhão –mercado do povo
Dos pregões e vendedeiras!
Não mais um shopping novo )
Sem couves, tripas(*1) e alheiras ) -bis

IV
Bolhão das bancas abertas
E dos pregões convincentes
Grandes ganâncias despertas )
Aos tai$ que afiam os dentes ) -bis

V
E se eles afiam os dentes
É por causa salafrária
Que lhes põe as mãos tão quentes? )
Espéculação imobiliária! ) -bis

VI
Em vez do Bolhão do povo
Na baixa e zona central
Quer a Câmara um centro novo )
De lixo multinacional ) -bis

VII
E em vez das vendedeiras
E das pequenas lojinhas
Serão só” butiques” cheias )
De mil inúteis merdinhas ) -bis

VIII
Mas cá a gente do burgo
Que se impôs pelo Coliseu
VAI É MANDAR PASTAR O BURRO )
DO RIO PR’A LÁ DE VISEU (*2) ) -bis

IX
E este marco do Porto
Não deixemos destruir
O Bolhão não será morto )
Se nos soubermos unir! ) -bis


Zérpa –Jan.2008




Era sítio frequentado
por pobre ou remediado
por rico ou por meliante
E era natureza sua
o ser da gente da rua
o ser sítio cativante

Mas um dia os cifrões
mais gordos que os corações
para o mercado olharam
E um bando de bandalhos
torceram a rama aos alhos
e seu reino cobiçaram

Como precisava de obras
os cifrões viraram cobras
e o mercado sua presa
Decidiram em segredo
semear veneno e medo
para não haver defesa

Uma vez delineado
novo rumo p'ró mercado
marcaram demolição
Porém o povo tripeiro
tem afecto verdadeiro
pelo seu velho Bolhão...

Ponha aqui o seu pezinho
ó vizinha, ó vizinho
que nos roubam o mercado
Meta os butes ao caminho
venha mostrar o focinho
e mostrar seu desagrado

Já temos shoppings a mais
e outras lojas que tais
preferimos o Bolhão
Agora arrebenta a bolha
e há que fazer a folha
a quem quer demolição

Ó talhantes, ó peixeiras,
floristas e vendeiras
de hortaliça e de fruta
Aqui viemos dizer
que o nosso querer é poder
abaixo os filhos da puta

Nada somos separados
mas juntos somos danados
e já cresce o furacão
Não baixaremos os braços
fortes são os velhos laços
que nos ligam ao Bolhão

Esta casa que habitais
por peritos especiais
até foi classificada
Património construído
pela lei é protegido
em terra civilizada

Mas as pedras sem as gentes
são como chão sem sementes
nada criam nada falam
Se há malta que não se sente
filha é de fraca gente
gritai pois o que eles calam

Convosco faremos frente
à proposta indecente
de demolir o Bolhão
No fim faremos banquetes
mas segurai os foguetes
agora é preciso acção

Com teimosia e revolta
se dará talvez a volta
a esta pouca vergonha
Mas cautela, ó ocupante,
urge ser perseverante
porque os gajos vendem ronha

Aqui estamos e estaremos
muitos embora pequenos
e não arredamos não
Contra a corja de bandidos
de vendilhões presumidos
que cobiçam o Bolhão

Quando na cova estivermos
passados alguns Invernos
os vindouros pensarão
Obrigado companheiros
porque fostes altaneiros
na defesa do Bolhão

Acaba a canção de rua
mas a luta continua
até gritarmos vitória
O Bolhão não vai morrer
se a malta não ceder
porque é nossa esta história

Para cantar com a modinha açoreana «Ponha aqui o seu pezinho»)
Regina Guimarães








Ao Rui Rio! (musica de marco Paulo, a loira na mesa....)

Quando..
tu vens com essa cara
de presidente da câmara….
a olhar pr’a cidade

dá-me ...um arrepio na pele,

sinto a revolta do estômago,

só de pensar no que fazes!

mas tu não tens um pingo de vergonha,
queres vender o património,
nem perguntas a ninguém…
idealizando vendas e recursos,
só para o teu bolso,
vem falar para mim…

o bolhão ainda é nosso,
o ferreira Borges também,
o Rivoli escapou,
e tu fazes de conta...

mas na nossa cabeça
desvarios e loucuras
quando tu apareces
ninguém já nos segura….

rui rio
rui rio
não venhas
pr’a cá
com as tuas conversas
dar chá….

rui rio
rui rio
atira-te ó rio
não queremos contigo
vender
a cidade….





Reportagem da SIC sobre a acção realizada esta manhã às portas do mercado do Bolhão

1.2.08

Todos ao Mercado do Bolhão este Sábado (2 de Fever. às 10h)

O mercado do Bolhão corre o risco de desaparecer para sempre...

ESTE SÁBADO, 2 DE FEVEREIRO - A PARTIR DAS 10 H.
TODOS AO BOLHÃO!


O povo do Porto não está a dormir!
Este típico mercado da cidade do Porto, tem vindo a resistir ao longo dos anos, mas agora está ameaçado por fortes interesses económicos num edifício que está classificado como Património Nacional.

O presidente da Câmara do Porto, decidiu que a melhor forma de reabilitar este velho edifício era entregá-lo a uma empresa privada para o gerir nos próximos 50 anos!
A escolhida foi a multinacional holandesa TCN – Tramcrone que já está a elaborar um projecto para o mercado.

Esse projecto vai destruír o mercado tradicional, transformando este fantástico espaço em mais um Centro Comercial igual a muitos outros. Todo o interior do edifício será demolido para dar lugar à especulação imobiliária (supermercado, lojas, habitações...)

Este edifício começou a ser construído em 1851, e é actualmente o único mercado tradicional do centro da cidade, considerado a alma do Porto onde se podem ainda encontrar as típicas vendedeiras e as genuinas gentes do Porto.

Ajude-nos a salvar o mercado do Bolhão. Denuncie este atentado contra o património.

Escreva ao Presidente da Câmara do Porto:
Praça General Humberto Delgado
4049-001Porto
Email: geral@cm-porto.pt





A Baixa do Porto está triste e degradada.
A Câmara do Porto, é responsável pela manutenção dos espaços públicos e por desenvolver projectos de requalificação da cidade!

Não podemos ficar de braços cruzados a ver (des)acontecer!

Que futuro para o mercado do Bolhão?
Privatização? NÃO
Espaços públicos? SIM
Centro comercial? NÃO
Comercio tradicional? SIM
Especulação imobiliária? NÃO
Recuperação e reabilitação? SIM



Próximas vítimas: Mercado Ferreira Borges, Pavilhão Rosa Mota, Praça de Lisboa, Mercado do Bom Sucesso.

Vitimas do passado: Rivoli, Palácio do Freixo

2 de Fevereiro, 10h – ao Mercado do Bolhão: Leilão da cidade do Porto

Reunião de preparação do movimento Porta 65 Fechada (Sábado, 2 Fev, às 22h no café Piolho)

O movimento Porta 65 Fechada marcou para o fim de semana de 9 e 10 de Fevereiro uma jornada de mobilização e luta contra os condicionamentos e as reduções que foram impostas aos arrendamentos para jovens.
Para esse efeito vão realizar uma reunião final da preparação do MANI-FESTA-ACÇÃO.

O ponto de encontro será no Café Piolho este sábado, dia 2, às 22h00.

Iremos distribuir flyers e cartazes pela cidade e ultimar os preparativos. Como sempre o movimento precisa da ajuda e colaboração de todos,

Apareçam!


A fraude à lei praticada pelo primeiro-ministro: Sócrates assinava projectos de obras de que não era autor.

Um exemplo de uma casa cujo projecto tem a assinatura de Sócrates ( perdão, do Sr.Pinto de Sousa) e vejam se não tem mesmo aspecto de ser uma casa projectada à imagem do actual governo


Notícia de última hora do jornal Público:

Sócrates assinou durante uma década projectos da autoria de outros técnicos

José Sócrates assinou numerosos projectos de edifícios na Guarda, ao longo da década de 80, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele. Nalguns casos, esses documentos eram manuscritos com a letra de Fernando Caldeira, um colega de curso do actual primeiro-ministro que era funcionário do município e que, por isso, não podia assumir a autoria de projectos na área do concelho.

O primeiro-ministro diz que assume “a autoria e a responsabilidade de todos os projectos” que assinou e que a sua actividade profissional privada se desenvolveu “sempre nos termos da lei”. Embora se trate de uma prática sem relevância criminal, as chamadas “assinaturas de favor” em projectos de engenharia e arquitectura constituem uma “fraude à lei”, no entendimento do penalista Manuel Costa Andrade, e são unanimemente condenadas pelas organizações profissionais dos engenheiros técnicos e dos engenheiros.

31.1.08

Bilhete ao dr. A. Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados

Deixe que lhe endosse felicitações, doutor A.Marinho Pinto.

É minha convicção que, se V.Exa. continuar a falar alto e claro, vão triturá-lo, estragar-lhe a vida, insinuar que é um agitador senão mesmo um louco.

O sr. presidente do Sindicato dos magistrados já deu um sinal inquietante: V.Exa. não devia dizer o que disse, visto que de acordo com aquele notável cidadão e sindicalista, o doutor Marinho Pinto é um membro do Estado. Dadas as funções que desempenha, não devia dizer e cito de memória “o que se costuma dizer nos cafés”.

E eu direi: benditos cafés, onde pelos vistos se fura o bloqueio de negrume que começa a cobrir-nos.

E mais: pelo que se entende, é nos cafés que se dizem as coisas - que partem da convicção geral - que em certos lugares expressos e estatais não se dizem mas deviam dizer-se. E mesmo descriptar-se.

Pelo que, sr. doutor, não lhe almejo grande futuro - a não ser que como sempre sucede passem por alto as suas afirmações como se fossem fumo e, num passe de mágica ou numa finta, escondam esse “esqueleto”,que o senhor acaba de destapar, no mais profundo armário.

Seja como for e mesmo que no futuro próximo o cubram de véus ou de opróbrio, V.Exa já prestou um enorme serviço ao Povo Português: abrir como que uma fresta por onde se soltou um livre e luminoso grito de indignação.

Que as pessoas do Povo, A NÃO SER NOS CAFÉS, por medo ou desesperança, já não se atrevem a soltar!

Bem haja, sr. Bastonário da Ordem dos Advogados!

Nicolau Saião

Nota – O dr. António Marinho Pinto, actual Bastonário da Ordem dos Advogados (cargo a que na recente eleição acedeu por maioria absoluta) deu uma entrevista à rádio na qual chamava vivamente a atenção para as “ligações perigosas” entre políticos dos governos e empórios argentários e comerciais.

(Texto enviado como comentário, mas não publicado, como ultimamente costuma ser cada vez mais frequente em relação aos comentadores em geral, no Portugal Diário).

O texto supra foi encontrado em:
http://triplov.com/blog/?p=510

A engorda do capital com a ajudinha do xuxialista Pinto de Sousa (vulgo, Sócrates)

Milhões para o capital

Entre 2004 e 2006, os lucros da banca cresceram 135 por cento.

Em 2006, os lucros das 500 maiores empresas não financeiras aumentaram 67 por cento. Nesse ano, os lucros dos cinco maiores grupos bancários, somados aos da PT, e Sonae, ultrapassaram 5 mil milhões de euros. E em 2007 continuaram a subir (mais 22 por cento, só no primeiro semestre). Os bancos e seguradoras alcançaram os lucros mais elevados de sempre (2 721 e 704 milhões de euros, respectivamente).

Só no primeiro semestre de 2007, os lucros das grandes companhias petrolíferas aumentaram 71 por cento, relativamente ao mesmo semestre de 2006, enquanto os lucros dos bancos cresceram 25 por cento.

No final de 2007, a lista das cem pessoas mais ricas do País juntou fortunas no valor de 34 mil milhões de euros (mais 36 por cento do que 2006), o que representa quase um quarto da riqueza produzida em Portugal e equivale a um salário mensal de 500 euros, pago a um milhão de trabalhadores, durante 5 anos.

São generosamente recompensados vários «gestores de topo» (que, por regra, fazem carreira associados a grupos económicos e aos partidos do «centrão»).
Paulo Teixeira Pinto, ex-presidente do BCP, saiu com uma indemnização de 10 milhões de euros e uma pensão anual de 500 mil euros (mais de 35 mil euros por mês).
Excluindo as remunerações variáveis (que representam outro tanto!), Henrique Granadeiro e administradores da PT recebem quase 87 mil euros por mês; a Brisa paga 137 mil euros; o BCP, 211 mil euros; a Sonae, 65 mil; o BPI, 62 mil; o BES e a Semapa, 50 mil.


Dar a quem mais tem, essa foi a opção no Orçamento de Estado

No Orçamento de Estado para 2008, quase duplicaram os benefícios fiscais destinados ao off-shore da Madeira, que passaram de mil milhões de euros, em 2007, para 1 780 milhões. Esta verba representa 44 por cento do défice das contas públicas previsto para este ano.

Ficaram apartados 1 200 milhões de euros, para estudos e pareceres, muitos dos quais vão alimentar a clientela que gravita ao redor da oligarquia que tem o comando do País.
O mesmo Governo e o mesmo PS que decidiram estas benesses, impuseram aos reformados um novo agravamento dos impostos, colocaram os salários da Administração Pública a perder poder de compra pelo sétimo ano consecutivo


Subida dos preços acima da inflação

No início do ano ocorreu um novo aumento generalizado de preços, em regra superiores à inflação prevista pelo Governo e que é esgrimida para travar a justa actualização de salários.

Os portugueses têm que pagar mais 3,9 por cento nos transportes; até mais 30 por cento no pão; mais 5 a 10 por cento, nos restantes produtos alimentares (e ainda mais no leite e derivados); mais 2,9 por cento na electricidade; mais 4,3 a 5,2 por cento no gás; mais 2,6 por cento nas portagens.

Na saúde, em 2007, as despesas subiram em média 7,5 por cento, o triplo da inflação registada; só os custos dos serviços hospitalares cresceram 53,8 por cento; e o Governo tenciona aumentar as taxas moderadoras em 4 por cento.

O aumento das taxas de juro sobrecarrega os orçamentos de um milhão e seiscentas mil famílias com empréstimos para habitação, cujas taxas de juro subiram quase 25 por cento em 2007. No ano anterior, já tinham disparado 46 por cento. Esta subida das taxas, no ano passado, traduziu-se, em média, num aumento de cerca de 13 por cento nas prestações mensais, segundo uma estimativa do Diário de Notícias (2 de Janeiro).
Acresce a subida do preço dos combustíveis...


O desemprego não pára de subir, ainda por cima com menos apoio social

Os níveis de desemprego são os mais elevados desde Abril de 1974, afectando 451 mil trabalhadores (média dos três primeiros trimestres de 2007), com uma taxa de 8 por cento, em sentido restrito (em sentido lato, incluindo as categorias estatísticas dos «inactivos disponíveis» e do «subemprego visível», são 595 mil desempregados e 10,5 por cento).

A taxa anual de desemprego está em crescimento desde 2001, e desde 2002 sobe o desemprego de longa duração (12 meses ou mais).

Entre o 1.º trimestre de 2004 e o 3.º trimestre de 2007, o número de desempregados aumentou 29 por cento (de 347 200 para 444 400), mas passaram a receber subsídio de desemprego menos 9 por cento (de 290 200 para 264 200). A percentagem de desempregados com direito a subsídio desceu de 89,6 por cento para apenas 59,5 por cento.

Portugal é campeão da desigualdade na divisão de rendimentos

A parte dos salários no rendimento nacional, que atingiu 59 por cento em 1975, era de 40 por cento em 2004.

Em 2005, Portugal apresenta o maior nível de desigualdade de rendimentos entre os estados membros da UE27.
Na relação entre as partes recebidas pelos 20 por cento com maiores rendimentos e os 20 por cento com menores rendimentos, Portugal (e Lituânia) apresentavam um rácio de 6,9 (a média da UE25 era 4,9 e o rácio mais baixo pertencia à Finlândia, com 3,5). Em 2006, este indicador baixou... para 6,8.

Pobreza aumenta nos trabalhadores

Quase dois milhões de pessoas estão em risco de pobreza, com o INE a revelar, no dia 15, que esta situação abrangeu, no inquérito de 2006, 18 por cento da população residente (com rendimentos até 366 euros por mês, por adulto equivalente).

Em 2004, 12,2 por cento dos assalariados trabalhando a tempo completo recebiam menos de dois terços do ganho mediano (Quadros de Pessoal), uma indicação da incidência da pobreza laboral.

O estudo a «Pobreza em Portugal» revelou que 40 por cento dos pobres são trabalhadores por conta própria ou por conta de outrem. Em cada quatro assalariados a tempo inteiro, um aufere salário de base que não supera o salário mínimo nacional em mais de 15 por cento.

O salário mínimo afastou-se progressivamente do salário médio (de 68 por cento, em 1981, para menos de 50 por cento, em 2004).

Ainda mais grave se apresenta a situação das mulheres, cujo salário médio, em 2005, era de cerca de 77 por cento do dos homens. O indicador de baixos salários (até dois terços do ganho salarial mediano) teve no final do período analisado pela Comissão do Livro Branco (1995-2005), quando equivalia a 432 euros, o ponto mais elevado dos últimos sete anos (12,8 por cento do total de trabalhadores e trabalhadoras a tempo completo e com remuneração completa); mas era de 18,6 por cento, para as mulheres, e de 8,6 por cento, para os homens.

Migalhas e indignidade

As pensões (de reforma e outras) tiveram, este ano, aumentos diários médios que se situam entre 21 cêntimos e 32 cêntimos, no regime contributivo, e que foram de 16 cêntimos, no caso da pensão social, e 19 cêntimos, nos agrícolas. Graves perdas sofrem ainda com a aplicação da nova fórmula de cálculo e do «factor de sustentabilidade», que o Governo PS introduziu.

Em 2004, a pensão média de velhice das mulheres correspondia a 61 por cento da dos homens; no caso da pensão por invalidez, representava 75 por cento.


Fonte: aqui

Dia Nacional de luta dos estudantes do ensino secundário

No Dia Nacional de Luta dos Estudantes do Ensino Secundário, esta quinta-feira, 31 de Janeiro, realizaram-se várias manifestações, uma das quais em frente à Escola Secundária de Esmoriz, em Ovar. Os estudantes votaram um moção «exigindo um investimento sério da educação, contra o estatuto do aluno não-superior, contra os exames nacionais e por uma avaliação contínua e justa, pela implementação da educação sexual na escolas».
Para além de Ovar, outras manifestações decorreram em Espinho, Estarreja,
Fonte: aqui



Eram pouco mais de uma centena, mas fizeram-se ouvir. Concentrados em frente à Câmara Municipal do Porto, lugar habitualmente escolhido para estas «lutas», os alunos do ensino secundário protestaram contra a actual política da educação. Exigem o fim dos exames nacionais, das aulas de substituição, da privatização das escolas, do estatuto do aluno, a melhoria das condições das escolas e a disciplina de educação sexual. Seguiram depois até às instalações da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), onde voltaram a manifestar-se.

Em Lisboa, estiveram empenhadas no protesto as Secundárias Camões, Padre António Veiria, António Arroio e Gil Vicente, entre outras, e os estudantes concentraram-se no Marquês de Pombal.

Hoje, 31 de Janeiro, era o Dia Nacional de Luta do Ensino Secundário, onde se exigiu «uma educação pública, gratuita e de qualidade» e se defendeu «uma escola democrática».


Os ridículos personagens queirosianos da (pseudo)Justiça e do Direito

Eça de Queirós e a Justiça
(texto de J. A. Gonçalves Guimarães publicado no jornal Primeiro de Janeiro, 28/1/2008)


Bacharel em Direito, filho de magistrado, neto de magistrado, Eça de Queirós depressa aborreceu as leis e a prática de advogado. Sobre a justiça e os tribunais em abstrato quase nunca escreveu e se o fez foi de soslaio. Conhecia o sistema e sabia que cair-lhe nas garras era penoso, caro e de imprevisível desfecho; por mais razão que o cidadão tivesse, sabia que não era certo que vencesse e, ainda que o conseguisse, provavelmente ficaria arruinado.


Para Eça de Queirós «... a magistratura é um poder eminentemente conservador que entende perfeitamente tudo quanto não seja acrescentar a mínima inovação às coisas que ela estivera na véspera à noite a inventariar...» (As Farpas, coordenação de Maria Filomena Mónica, vol. I, 171/172).

Não se pode dizer que sobre os juizes tivesse a mesma opinião que tinha o Marquês de Sade, mas andava por lá perto.
Não criticando directamente o poder judicial (Eça não era homem de fortuna nem tinha alma de aventureiro!), é na descrição de alguns dos seus titulares que o escritor melhor nos apresenta a sua ideia sobre este órgão de soberania que, por mais tinta preta que lance na água, como faz o polvo quando quer fugir, só o é quando exerce a soberania em nome do Povo e não dos códigos em que este já não se revê, exactamente porque a vida é concreta e dinâmica e não um qualquer fóssil que possa ser catalogado pelas ciências jurídicas.


Na extensa galeria de tipos queirosianos da Justiça e do Direito encontramos

o desembargador Amado (O Conde d’Abranhos) que «tivera uma carreira singularmente fácil» e era «um ventre... e assinava... onde os colegas lhe indicavam com o dedo»;

o Dr. Margaride (A Relíquia) «aposentara-se, farto dos autos...» e gostaria de dar «... uma cacheirada mortal no ateísmo e na anarquia», como fez na sua última homilia de Natal o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa (estas coisas repetem-se que Diabo, perdão, que diabo!).


Quanto aos professores de Direito, então exclusivos da excelsa Coimbra e hoje disseminados pelas suas sucursais públicas e privadas, já então «a sua veneranda ciência, os seus achaques, os seus serviços de decano[s], inspiravam a todos os que admiram estes vetustos sábios, encanecidos nos comentários de vetustos compêndios, uma admiração simpática», diz Eça referindo-se ao lente Dr. Pascoal em O Conde de Abranhos.

Ora acontece que hoje há uma leva de juizes novos que era suposto renovarem a Justiça, mas que nem têm ainda ciência para tal, nem nos inspiram admiração nem, muito menos, simpatia.

Quanto aos advogados, o Dr. Vaz Correia (O Conde de Abranhos) era conhecido em Lisboa por ter «... saliente a barriguinha própera»; e no que diz respeito aos formados em Direito que dão pelo nome de juristas, tomemos como exemplo queirosiano o Pacheco de A Correspondência de Fradique Mendes, «dono de um imenso talento» que nunca serviu para nada.

Mesmo os estudantes de Direito, não são normalmente retratados pelo escritor pelo seus interesses intelectuais: Teodósio Margarido (A Capital), em vez de compêndios e tratados, fazia-se normalmente acompanhar de «uma moca enorme».

Podíamos continuar pelo resto do quadro do pessoal do Órgão de Soberania e ver como Eça retratou os escrivães e os outros funcionários judiciais, mas não vale a pena, até porque estes pouco riscam na tocata do órgão, a não ser na desafinação que calha ao cidadão que tem de lhes aturar a música.

Por isso leiam o que diz Eça de Queirós naquilo que ele realmente escreveu, e não no que outros acham que ele devia ter escrito, pois até já li um livreco de um professor de Direito de Coimbra a querer pôr o escritor muito contente, venerador e obrigado com o curso que ali frequentou. Volta António Ferro, que estás perdoado!


Obviamente que nem toda a Justiça do passado e do presente cabe na caricatura queirosiana; há ainda, e sempre houve, quem levasse a dita a sério e fizesse por exercê-la em nome do Povo, tirando a venda à senhora que joga à cabra-cega com os cidadãos que habitualmente a encontram na fachada, no átrio ou mesmo nas salas de audiência dos tribunais.

Queremos que ela nos veja bem e saiba ao que vamos. É que «... fora da observação dos factos e da experiência dos fenómenos, o espírito não pode obter nenhuma soma de verdade», como escreveu o jovem Eça de Queirós no Districto de Évora, já lá vão tantos anos. Mas ainda há quem tal não tenha percebido, provavelmente porque a clareza de pensamento não vem nos códigos.

J. A. Gonçalves Guimarães

O anarquismo de Tolstoi está entre as fontes do pensamento de Gandhi, para quem «tudo o que vive é o teu próximo»

Texto de Roberto das Neves retirado de:
http://betodasneves.multiply.com/journal/item/3
(website dedicado ao anarquista português Roberto das Neves)


Mahatma Gandhi: o filósofo da não-violência, para quem "tudo o que vive é o teu próximo"

(de Roberto das Neves. Publicado em “Entre Colunas: Ensaios sociológicos e filosóficos”. Editora Germinal, Rio de Janeiro, 1980)



Mohandas Karamchand Gandhi, o "Mahatma", nasceu a 2 de outubro de 1869, em Porbandar, pequena cidade da península de Kativar, na costa do imenso território da Índia. A ele, mais que a outrem, se deve a extraordinária epopeia que foi a emancipação daquele país, então com cerca de 250 milhões de habitantes, e actualmente com 550 milhões.

Para melhor se compreender esta pequena biografia, é conveniente recordar que a protecção à vaca é a característica do hinduísmo, na qual Ghandhi descortina uma das mais altas afirmações da evolução humana. O culto do animal sagrado dos hindus remonta, pelo menos, a três milénios. Vacas e macacos perambulam em liberdade pelas ruas e becos das cidades, onde os homens que lhes passam ao lado os acariciam, agradecendo-lhes a ajuda que, segundo os livros sagrados, os deuses receberam do mundo animal, de "todo o mundo inferior, com o qual o homem selou um pacto de aliança e confraternização". Na expressão do próprio Mahatma, este pacto "transporta o ser humano para além dos limites da sua espécie e afirma a identidade do homem com tudo o que vive". Espancar uma vaca ou um macaco seria terrível sacrilégio. Calcula-se que em Benares, cidade onde foi erigido um templo a esses animais, dezenas de milhares de vacas e macacos cruzam-se diariamente com os 40.000 brâmanes que ali habitam.

Gandhi, que vê "nos meigos olhos da vaca um poema de ternura", atribui a escolha desse animal precisamente ao facto de ser ela "a melhor companheira do homem e fonte de abundância". Para Romain Rolland (in "Mahaíma Gandhi"), o grande revolucionário hindu, cujo pensamento ninguém teria compreendido melhor que o santo de Assis, tem absoluta razão quando afirma que a protecção à vaca "é o presente da religião hinduísta ao mundo", pois ao preceito do Evangelho "ama teu próximo como a ti mesmo!" acrescenta este outro: "Tudo o que vive é o teu próximo!".

O PENSAMENTO DE GANDHI E SUAS FONTES

Mohandas distingue-se sempre, desde criança, por seu apaixonado amor à Verdade. Recorda, a propósito, um de seus biógrafos, que, um dia, na escola primária, estando um inspector britânico a interrogar os alunos sobre a ortografia de uma palavra inglesa, o professor a soprava para os ajudar. Mohandas, a quem tal ajuda repugnou, foi o único, por este motivo, a errar. Outros traços de carácter que os seus biógrafos coincidem em atribuir-lhe são: a marcha, como o seu mais agradável exercício físico; a jardinagem, como o seu predilecto passatempo; uma notável habilidade manual; a pertinácia, e a repugnância pela violência.

Não é difícil descobrir as raízes do pensamento e das inclinações de Gandhi nas tradições hindus. Uma das mais importantes destas é, sem dúvida, o jainismo, corrente fundada por Jinas, guerreiro de estirpe aristocrática, que se crê ter vívido entre 559 e 527 antes da nossa era e se tornou monge, asceta e pregador. À semelhança do budismo, o jainismo repele a autoridade dos Vedas, os sacrifícios e as castas. Os jainas, que se contam hoje por mais de 2 milhões, crêem na reencarnação das almas, mas rejeitam um Deus supremo. Os monges Jainas formulam cinco votos: não fazer mal a qualquer ser vivo, não mentir, não roubar, nada possuir e abster-se de relações sexuais.

Outra visível fonte do pensamento de Gandhi é o famoso poema Ramaiana, composto por Valmiki no século 5°. O autor, antigo bandido, chegou, mais tarde, à santidade, invocando o nome de Rama (protótipo da mais absoluta rectidão moral e sexta encarnação de Vixnu), cuja história, segundo se conta, uma voz baixada do Céu ordenara ao ex-bandido narrar. As derradeiras palavras pronunciadas por Gandhi, ao tombar ferido a tiro pelo seu assassino, foram as seguintes, da famosa oração hindu: "Senhor, perdoa os três pecados devidos às minhas limitações humanas; / Tu estás em toda a parte, mas eu Te adoro aqui; / Tu não tens forma, mas eu Te adoro nestas formas; / Tu não tens necessidade de louvor, mas eu Te ofereço / estas orações e esta minha saudação. / Senhor, perdoa os três pecados devidos às minhas limitações humanas!"

O VEGETARISMO COMO NORMA DAS RELIGIÕES ORIENTAIS E PRÁTICA DA MAIORIA DOS HABITANTES DO NOSSO PLANETA

O vegetarismo, ou seja a ausência da carne (por carne entende-se também peixe, aves e ovos) na dieta habitual da maioria dos habitantes da Terra, é antiquíssima norma devida, recomendada pelas mais seguidas das religiões e correntes filosóficas. Buda, Lao-Tsé, Pitágoras, Platão, Diógenes, Sócrates, Epícteto, Epicuro, Ovídio, Plutarco, Tertuliano, São João Crisóstomo, São Clemente de Alexandria, Leonardo Da Vinci, São Francisco de Assis, Cervantes, Spinoza, Descartes, Danvin, Voltaire, Rousseau, Tolstoi, Elisée Réclus, Ruskin, Lázaro Luís Zamenhof, Thoreau, Albert Shweitzer, Albert Einstein, Jean Rostand. G. Bernard Shaw, Han Ryner, E, Armand, Maria Lacerda de Moura, Anie Besant, Leadbeater, Krishnamúrti, José Oiticica, Alex Carrel, etc., etc., tantos dos mais notáveis homens de todos os tempos, foram ou são vegetarianos. Entre os cristãos, contam-se, além de outros, os Adventistas do Sétimo Dia, que desenvolvem em todo mundo fecunda actividade a favor do vegetarismo, e as ordens monásticas católicas Trapistas, Cartuxos e Cameldulenses.

CABRA BALANDO NO ESTÓMAGO DE GANDHI

Em sua "Autobiografia", recorda Gandhi que, antes da sua partida para Londres, onde se formaria em Direito e seria secretário da Sociedade Vegetariana, fez voto a sua mãe de manter-se fiel às tradições hindus, jamais ingerindo carne, da terra, do ar ou da água. Antes, porém, numa crise mental por que passara, decidiu, por influência de um companheiro de adolescência, comer carne. Demos a palavra ao próprio Mohandas: "Para tal fim, marcamos o dia da experiência. É difícil explicar nitidamente como eu me sentia. Assaltava-me, por um lado, o sentimento de entusiasmo por essa "reforma" e novidade do meu modus vivendi, reviravolta na minha vida; por outro, a vergonha de esconder-me, como um ladrão, para praticar um gesto de tamanho significado. Não sei dizer qual dessas duas sensaçõss prevalecia em mim. Saímos à procura de um lugar solitário, à beira de um rio, e aí vi carne pela primeira vez em minha vida. Era de cabra. Não me agradou. Era dura como couro. Não consegui sequer mastigá-la. Comecei a me sentir mal e parei de comê-la. Passei uma noite horrível. Horroroso pesadelo se apoderou de mim. Todas as vezes que eu procurava adormecer, parecia que uma cabra viva se agitava, balando, dentro de mim, e eu sentia vontade de levantar-me e fugir, roído de remorsos".

A ESPOSA ENSINA-LHE A NÃO-VIOLÊNCIA

De conformidade com os costumes da índia multi-secular, Mohandas ficou noivo, aos 13 anos, de Casturbai, da mesma idade. "Foi (conta ele em sua "Autobiografia") ela quem me ensinou a não-violência, quando tentei dobrá-la à minha vontade. A sua resistência obstinada, de um lado, e, do outro, a tranqüila submissão no sofrimento que padecia por causa da minha estupidez, agiu de tal modo em mim, que comecei a envergonhar-me e deixei de acreditar que tinha o direito de dominá-la. Destarte, ela se tornou o meu mestre de não-violência".

A CUMPLICIDADE DO CRISTIANISMO COM A VIOLÊNCIA

Apesar da sua simpatia pelo Sermão da Montanha, que comparou a uma poesia gujarati, Ghandi só conseguiu ler, de ponta a ponta, um livro da Bíblia, o Gênesis, pois todos os demais lhe provocaram sono. A propósito, escreve o Padrs Balducci, na apresentação do livro "Gandhi, la Forza delia Non Víolenza" de A. Sessa: "Se, não obstante sua ilimitada veneração por Cristo, jamais levou a sério a ideia de se tornar cristão, foi provavelmente porque nunca logrou descobrir que relação pudesse haver entre Cristo e o cristianismo das várias igrejas que, durante muitos séculos, foram cúmplices da lógica da violência". "Na Europa (acrescentou) milhões crêem no cristianismo, mas estão comprometidos contra os próprios ensinos de Jesus, numa orgia fratricida, que se traduz em crimes e derrame de sangue, o que significa negar o cristianismo".

É DO ANARQUISMO CRISTÃO DE TOLSTOI A MAIS FORTE INFLUÊNCIA RECEBIDA POR GÂNDI NO TERRENO DO PENSAMENTO SOCIOLÓGICO

Como assinala Giorgio Borsa, em sua obra sobre "Gandhi e o Ressurgimento Indiano", é do pensamento sociológico do filósofo, genial romancista e anarquista cristão russo Leon Tolstoi, a maior influência recebida pelo revolucionário hindu. Gandhi continua as suas leituras, sempre à procura de uma verdade religiosa. Lê o Corão e, de Max Miiller, "Índia: What can it teach us?" (Índia: que coisa pode ensinar-nos?). Relê os Upanishad e O Reino de Deus está Dentro de Nós, de Tolstoi. È a leitura deste último livro que lhe revela, de maneira clara e definitiva, o significado positivo e activo da não-violência, que o Bhagavad-Gíta e o Sermão da Montanha lhe tinham já deixado entrever.

A Satyagraha ("força da alma", literalmente) e o Ahimsa ("não violência") são como que "os pulmões espirituais" de Gandhi. A desobediência civil, um aspecto do Satyagraha, é uma violação civil, uma violação não-violenta das leis imorais do Estado. Outro aspecto do Satyagraha é a não-cooperação, a recusa de colaboração com o Estado, quando, na opinião do colaborador, ele se torna corrupto. A não-colaboração é acessível, segundo Gândi, até mesm aos de mentalidade mais infantil, e pode ser praticada pelas massas. Ela liberta o mundo das cadeias da violência, do alternar sem fim da ofensa e da vingança. A Justiça, na opinião de Lanza del Vasto, não é suficiente. "É necessária aquela Justiça não-abundante, que se chama não-Violência ou Bondade e que desabrocha no Amor".

O primeiro a aplicar a rejeição da violência como método de acção pública (resistência passiva, desobediência civil, boicote) foi Gandhi, nos anos de renascimento indiano. O mesmo método foi, mais tarde, aplicado, com igual êxito, nos Estados Unidos, por Martin Luther King (condecorado, em 1964, com o prémio Nobel da Paz), no movimento cm defesa dos direitos civis dos negros daquele país, e, na Itália, pelos anarquistas Aldo Capitani e. Danilo Dolci, na recusa do serviço militar.

O JEJUM, COMO INSTRUMENTO DE CURA FISIOLÓGICA E DE REPARAÇÃO MORAL

Gandhi utilizou o jejum como instrumento principal de prevenção e cura das doenças e como reparação moral. "Eu compreendia (explica em sua autobiografia) que o tutor ou professor é responsável pelas faltas dos seus discípulos. Percebia, ainda, que os culpados não podiam dar-se conta de todo o meu desgosto e do que significava o erro, se não me vissem fazer penitência por eles. Impus-me, por isso, um jejum de sete dias e jurei não mais fazer senão uma refeição diária durante quatro meses e meio. Outro incidente relacionado com esse obrigou-me a outro jejum de quatorze dias. Os resultados morais obtidos superaram todas as minhas perspectivas".

OS "ASHRANS" "PHOENIX" E "TOLSTOI"

Para melhor realização dos seus ideais pedagógicos e sociológicos, idealizou Gandhi os ashrans (colónias) "Phoenix" e, mais tarde, "Tolstoi". Na primeira teve como principais colaboradores o tipógrafo inglês Albert West, Henry Polak (jovem advogado israelita, que o aconselhou a ler o Unto this Last, a famosa obra do anarquista inglês Ruskin); o arquitecto alemão Hermann Kallenbaeh e o sul-africano católico e terciário franciscano Vicent Lawrence, que na velhice foi recebido e condecorado pelo papa João 23. Para a primeira, a "Phoenix", inspirou-se na experiência dos mosteiros trapistas, um dos quais existente em Marian Hill, perto de Durban, na África do Sul, onde Gandhi então vivia. Sabendo que os Trapistas, como outra comunidade católica, a dos Cartuxos, não comem carne, fora visitá-la, descrevendo-a, numa reportagem para a revista "The Vegetarian", órgão da Sociedade Vegetariana de Londres, de que era secretário, como "uma pequena e pacífica vila modelo, verdadeira república situada numa esplêndida localidade nas colinas em frente ao mar. A maior parte dos monges eram alemães, mas ali se vivia a mais absoluta igualdade racial". Gandhi, que conhecia o catolicismo apenas através da literatura protestante da época, acrescentou: "Se isso é catolicismo, tudo o que contra ele se diz não passa de dolorosa mentira". O ashram ou colónia "Phoenix" tinha uma população de seis famílias, européias e indianas. Era uma mini-república dirigida segundo o pensamento de Gandhi, onde se vivia uma vida de grande intensidade espiritual, e centro propulsor de nova vida.

A "Fazenda Tolstoi" surgiu perto de Johannesburgo, onde Gandhi tinha necessidade de um ashram, de uma comunidade que fosse exemplo vivo da sociedade que ele preconizava, um ambiente estável para as famílias do Satyagraha, continuamente em viagem e nas prisões, Seu devotado amigo, o arquiteto alemão Hermann Kallembach, que possuía uma fazenda de mil e cem hectares, próximo de Lawley, nas imediações de Johanesburgo, cedeu-a, gratuitamente, aos satyagraios. Foi, sob o nome de Tolstoi Farm, cópia fiel da Phoenix.

70% DE TERRAS DA ENORME EXTENSÃO DA ÍNDIA DOADAS ÀS COOPERATIVAS

Seguindo métodos totalmente distintos dos de Marx, em cujas teorias não acreditava, logrou Gandhi, com a colaboracão do seu amigo, o conhecido anarquista Vinoba, levar os proprietários dos maiores latifúndios da índia a doarem cerca de 70 % das terras às cooperativas fundadas pelos dois, tornando coleticvas enormes extensões de terra, que por muitos séculos haviam sido propriedade particular e fonte de crimes sem conta.

Desta maneira, pôde o Mahatma, esse homem de olhos escuros, pequenos e cheios de bondade, de pés descalços e de vestes simples, de palavras singelas e bondosas, que poderão parecer estranhas a muitos de nós, mas das quais Jesus e Francisco de Assis poderiam assumir a paternidade, derrubar o maior Império do mundo, e levar a cabo uma das maiores e mais pacíficas revoluções da História.
Bibliografia: M. Gandhi, "An Autobiography"; Romain Rolland, "Mahatma Gandhi"; Geoffrey Aske, "A Study in Revolution"; M. Biardeau, "India"; B. R. Nanda, "Gandhi, the Mahatma"; Taya Zinkin, "Gandhi, the heroe of the no-violence"; Louis Fischer, "A Vida de Gândi"; J. D. Brown, "India"; Eleanor Morton, "Womenbeind Mahatma Gandhi"; Padre Balducci, '"Gandhi, Ia Forza delia Non Violenza"; Jean Roracin, "Le Siècle de l’Asie".

30.1.08

Nos 60 anos da morte de Mahatma Gandhi

Passam hoje 60 anos que Gandhi foi assassinado pelo dogmatismo religioso e pelo fanatismo nacionalista. Aquele que levou a Índia à independência do império britânico tombava às mãos de quem desconhecia a tolerância, a convivência entre povos e o respeito mútuo que devem pautar as relações entre povos e culturas.

Para saber mais sobre Gandhi:
aqui, aqui, aqui


O dia escolar pela paz e pela não violência


Por iniciativa do educador, poeta e pacifista de Mallorca, Llorenç Vidal, assinala-se no dia em que morreu Gandhi, a 30 de Janeiro, o dia escolar pela paz e pela não-violência.. Há 60 anos Gandhi morreu, mas também há 60 anos se aprovou a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Numa altura em que assistimos ao relançamento armamentista e à desmultiplicação de exércitos e de guerras torna-se imperioso revitalizar e difundir a cultura da paz e da não-violência por todo o lado, a começar pelas escolas e pela educação dos mais jovens.


Mahatma Gandhi

Parte 1



Parte 2


Parte 3


Parte 4/


Parte 5


Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura em Coimbra!

Ler e subscrever o documento:
http://amigosdacultura2008.blogspot.com/

130 personalidades divulgam documento a contestar a política cultural da Câmara de Coimbra



Centro e trinta cidadãos de Coimbra, ligados aos meios culturais, académicos e políticos, contestam a acção cultural da Câmara Municipal num documento que apresentado na passada quarta-feira, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV).

Intervieram na conferência de imprensa, às 11:00, no café-teatro do TAGV, José Reis (professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e ex-secretário de Estado do Ensino Superior), Manuel Portela (director do Teatro Gil Vicente) e João Maria André (encenador da
companhia Bonifrates e antigo director do mesmo teatro).

Segundo os promotores da iniciativa, o documento "Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!" vem na sequência de um outro, intitulado "O saneamento básico da cultura", com que um conjunto de cidadãos de Coimbra se pronunciou, em Dezembro de 2005, "sobre a importância da política cultural no desenvolvimento da cidade".

"Este é um primeiro passo para a condenação da política cultural na cidade", declarou hoje à agência Lusa o encenador João André, professor de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Nos dois últimos anos, desde que foi divulgado o anterior documento, então assinado por 60 pessoas, "a situação não só não melhorou, como em alguns aspectos agravou-se de uma forma preocupante", disse.

Em 2005, o grupo de subscritores - que desta vez, segundo João André, "se alargou a outros sectores de opinião" de Coimbra - criticou a política cultural da Câmara Municipal, designadamente os cortes orçamentais para esta área, que estariam na altura "a ser alvo de um
ataque cerrado" da autarquia.

"Recusamo-nos a pactuar, com o nosso silêncio, com a humilhação" do TAGV, Escola da Noite e "todos os agentes que têm prestado um serviço público na cidade de Coimbra" no domínio cultural, afirmou, em Dezembro de 2005, o professor universitário Carlos Reis, que subscreveu o primeiro abaixo-assinado.

João André disse hoje que o núcleo promotor do primeiro documento manteve-se, no essencial, e foi alargado para 130 nomes.

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Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!


Em Dezembro de 2005, um conjunto de sessenta cidadãs e cidadãos de Coimbra manifestou publicamente a sua preocupação com a forma como estava a ser conduzida a política cultural da Câmara Municipal. Num documento intitulado “O saneamento básico da cultura”, chamava-se a atenção para dois aspectos fundamentais: o corte de 60% nas verbas destinadas à cultura no orçamento para 2006 e a falta de respeito por alguns dos agentes culturais da cidade, evidenciada nas expressões com que os responsáveis autárquicos a eles se referiam e nas suas atitudes reveladoras de uma visível e ofensiva falta de cultura democrática. Alertava-se para o péssimo prenúncio que tal comportamento configurava para o seu segundo mandato que então se iniciava.

Dois anos depois, as piores expectativas foram ultrapassadas. Coimbra é hoje uma cidade amarfanhada do ponto de vista cultural, que só não se tornou absolutamente insignificante a nível nacional graças à actividade que, no limiar da sobrevivência, os poucos agentes culturais que ainda restam conseguem ir desenvolvendo. A Câmara Municipal já não se limita a não apoiar devidamente a actividade cultural que aqui é feita; assume-se, pelo contrário, como um elemento dificultador e tendencialmente destruidor do potencial de criação artística que a cidade possui e que é uma das suas principais mais-valias.

O orçamento aprovado para 2008 é apenas o exemplo mais facilmente quantificável desse comportamento da autarquia. As verbas para a cultura sofreram um novo corte de 3 milhões de Euros, sendo hoje menos 80% do que em 2004. O investimento público na cultura atingiu, assim, o grau mais reduzido e insignificante. Uma cuidada análise do orçamento revela que as verbas com que este pulmão de vida e de cidadania de uma sociedade democrática e participativa deveria ser contemplado nem sequer atingem o limiar da simples manutenção. E os discursos com que os responsáveis autárquicos pretendem justificar-se, iludindo as questões e distraindo os munícipes, não passam de um mar de contradições, demonstrando um vazio total de ideias sobre o papel da cultura no desenvolvimento da cidade e no exercício da cidadania. Não há plano estratégico cultural a curto, médio e longo prazo para a cidade de Coimbra e para o seu município, não há definição de objectivos, não há definição nem quantitativa nem qualitativa de resultados a atingir, não há planificação dos recursos a mobilizar, não há definição nem de dinâmicas internas a desenvolver (sobre a cultura na cidade e no concelho), nem de dinâmicas externas a incentivar (sobre a ligação cultural de Coimbra a Portugal, à Europa e ao Mundo). Não há política de construção, de gestão e de programação de espaços culturais, quer para espectáculos de dança, música e teatro, quer para exposições de artes visuais, excepto se se considerar que a omissão e a alienação dessa capacidade de programação a entidades exteriores a Coimbra é uma forma de política. O programa e o regulamento de apoio à actividade cultural das colectividades já não é cumprido desde o ano das eleições autárquicas. Há, em contrapartida, uma asfixia dos recursos e dos agentes culturais e há um desbaratar do património constituído, numa demonstração paralisante de mediocridade e provincianismo, bem patente na falta de condições e dignidade com que é desenvolvida na Casa da Cultura uma parte significativa das suas actividades, entre o átrio das casas de banho transformado em espaço de exposições e uma garagem imunda e sucessivamente inundada a servir de entrada para um teatro-estúdio que só o esforço do grupo nele instalado consegue manter em funcionamento. As intersecções da cultura com a educação e o ensino e a política de bibliotecas, de arquivos e de promoção da leitura têm sido praticamente ignoradas em termos de planificação e algumas iniciativas avulsas não escondem a falta do investimento político nestas áreas.

Quem acredita que a Câmara Municipal fez algum esforço para ser Capital Europeia da Cultura, quando o investimento que está disposta a fazer nesta área é cada vez menor? Quem acredita que este executivo quer efectivamente instalar um novo Teatro Municipal no Convento de São Francisco, quando nem sequer consegue dar condições mínimas ao Centro de Artes Visuais e ao Teatro da Cerca de São Bernardo, recusando-se a pagar as despesas com a electricidade? Que incentivo sentirão os novos grupos e criadores (na área do teatro e da música, por exemplo) se a desastrosa gestão dos espaços municipais que existem continua a arredá-los de qualquer possibilidade, sequer, de partilharem um espaço? Que tipo de programação cultural se pode esperar, quando a Câmara deixou de ter qualquer protocolo com o TAGV, a principal sala de espectáculos da cidade e deixou cair ou abandonou os principais eventos que colocavam Coimbra na rota da cultura em Portugal?

Que tipo de política cultural se pode esperar de um executivo que insiste em amesquinhar publicamente os agentes culturais da cidade, denegrindo a actividade que desenvolvem, forçando-os a assinar protocolos que ameaçam a sua própria subsistência, procurando virá-los uns contra os outros e utilizando-os para acções de auto-homenagem? Chegou-se a um ponto em que, mais do que qualquer outra prerrogativa, é respeito aquilo que se reclama: respeito pelos que se dedicam à actividade cultural neste concelho – pelo seu direito à vida, à liberdade, à capacidade de acção; respeito pelo direito à cultura de uma cidade que se quis capital cultural do país e que se diz ser cidade do conhecimento; respeito pelo dever de cultura de quem, também em nosso nome, vai tendo a responsabilidade de a governar.

Em resposta às críticas que têm sido feitas, encontramos sempre duas linhas de argumentação: a do vereador da Cultura, que nas suas crónicas semanais de crítica aos “intelectuais” insiste na mais que ultrapassada dicotomia entre “cultura popular” e “cultura de elites”, agarrado a conceitos que já só fazem sentido na sua cabeça; e a do presidente da Câmara, que reserva para si próprio o anúncio dos “grandes projectos” e o facilitismo das acusações ao “discriminador” governo central, num exercício de auto-vitimização que se tornou slogan.

É manifestamente muito pouco para seis anos de mandato. É manifestamente muito grave nos efeitos que produz sobre a dinâmica e a oferta para quem vive nesta cidade. E é sobretudo muito triste que Coimbra continue espartilhada nesta forma de encarar a actividade cultural e a criação artística e amarrada a uma tão grande incompreensão sobre o papel destas actividades no desenvolvimento das pessoas e da comunidade.

Por isso tomamos esta posição pública. Para dizer que já chega. Para mostrar que não aceitamos com naturalidade a redução sistemática das verbas destinadas à cultura. Para apelar a uma urgente inversão de rumo, antes que seja demasiado tarde e Coimbra perca em definitivo qualquer possibilidade de se afirmar como o pólo cultural de referência que, para além dos rótulos balofos e das placas de auto-estrada, pode efectivamente ser.

Coimbra, 23 de Janeiro de 2008.

Abílio Hernandez, Adérito Araújo, Adília Alarcão, Adriana Bebiano, Albano da Silva Pereira, Alexandra Teles Monteiro, Alexandre Alves Costa, Alexandre Ramires, Amílcar Cardoso, Ana Cristina Macário Lopes, Ana Pires, André Ferrão, André Granjo, António Andrade, António Arnaut, António Augusto Barros, António Dias Figueiredo, António Jorge, António José Martins, António José Silva, António Marinho Pinto, António Sousa Ribeiro, António Tavares Lopes, Augusto Monteiro Valente, Boaventura de Sousa Santos, Carlos Antunes, Carlos Ascenso André, Carlos Fiolhais, Carlos Fortuna, Carlos Madeira, Carlos Reis, Catarina Martins, Claudino Ferreira, Conceição Berardo, Cristina Janicas, Cristina Martins, David Cruz, Deolindo Pessoa, Desirée Pedro, Eliana Gersão, Elísio Estanque, Emanuel Brás, Eneida Nunes, Ernesto Jorge Costa, Eugénia Cunha, Fátima Carvalho, Fernando Catroga, Fernando Martinho, Fernando Matos Oliveira, Fernando Meireles, Fernando Taborda, Francisco Allen Gomes, Francisco Amaral, Francisco Paz, Francisco Queirós, Gonçalo Barros, Gonçalo Luciano, Helder Wasterlain, Helena Faria, Helena Freitas, Henrique Madeira, Inês Borges, Isabel Calado, Isabel Campante, Isabel Craveiro, Isabel Cristina Pires, Isabel Maria Luciano, Joana Castanho Sobral, Joana Monteiro, João Bicker, João Curto, João Figueira, João Maria André, João Mesquita, João Miguel Lameiras, João Paulo Dias, João Paulo Janicas, João Pinto Ângelo, João Ramalho Santos, João Silva, João Vaz Silva, Joaquim Gomes Canotilho, Joaquim Machado, Jorge Alarcão, Jorge Pais de Sousa, Jorge Ribeiro, José Alberto Monteiro Gabriel, José António Bandeirinha, José Augusto Ferreira da Silva, José Bernardes, José Dias, José Faria e Costa, José Manuel Costa, José Manuel Pureza, José Miguel Gonçalves, José Reis, José Vieira Lourenço, JP Simões, Lúcio Cunha, Luís Januário, Luis Lobo, Luis Martinho do Rosário, Luis Quintais, Luís Reis Torgal, Luis Sousa, Luisa Lopes, Manuel Guerra, Manuel Portela, Manuel Rocha, Manuela Cruzeiro, Margarida Mendes Silva, Margarida Paiva, Margarida Viegas, Maria Helena Caldeira Martins, Maria Irene Ramalho, Maria João Seabra, Maria Manuel Almeida, Maria Manuela Vaz de Carvalho Berardo, Mário Montenegro, Mário Nogueira, Marisa Matias, Natércia Coimbra, Nuno Patinho, Nuno Porto, Nuno Rilo, Ofélia Libório, Osvaldo Silvestre, Paula Abreu, Paulo Abrantes, Paulo Bernaschina, Paulo Corte-Real, Paulo Fonseca, Paulo Furtado, Paulo Mora, Paulo Peixoto, Pedro Dias da Silva, Pedro Hespanha, Pedro Medeiros, Pedro Rodrigues, Ricardo Seiça, Rita Marnoto, Rita Marquito, Rui Bebiano, Rui Cunha Martins, Rui Damasceno, Rui Lobo, Rui Namorado, Rui Pena Reis, Rui Valente, Serafim Duarte, Sílvia Brito, Sofia Lobo, Susana Lobo, Susana de Matos Viegas, Susana Paiva, Teresa Portugal, Teresa Santos, Tiago André, Toni Fortuna, Vasco Pinto, Vital Moreira, Vitor Torres.

Clube dos Pinguins às 3ªs feiras no bar Pinguim (R. do Belomonte 67, Porto)

"Uma colónia de seres que se une para partilhar algo mais do que a vida do dia-a-dia - as paixões que nos movem e comovem..."



Nascido há poucos anos atrás a partir da simples ideia de em vez de se andar a emprestar filmes, livros e muitas outras paixões, encontrar-mo-nos regularmente e partilhar de uma só vez com toda a gente.
O Clube dos Pinguins é isso mesmo, um clube de partilha de paixões.

Aberto a todos e com regras muito simples, reune todas as terças-feiras às 23h no Pinguim Café e, em cada sessão há uma pessoa a partilhar uma das suas paixões.

Como todos são, felizmente, diferentes, as paixões partilhadas têm sido muitas e as descobertas também. Poesia, Cinema, culinária, Pesca, Física, Bioquímica, música, restauro, etc...


A cada terça-feira a surpresa acontece!


Querem mais motivos para aparecer?

Ver também

Apresentação do livro Mágoa das Pedras de Joaquim Castro Caldas no Clube Literário do Porto ( 31 de Janeiro às 18h)


Se há algum sentido na escolha da palavra coragem para adjectivar a poesia ela aplica-se sobretudo a Joaquim Castro Caldas, homem de muitos ofícios que desde sempre e em múltiplas geografias optou por uma vida verdadeiramente livre que se confunde com as palavras que lhe assomam.

Que tenha a forma de livro é esta a regra do jogo. Deste e de outros que distribuía em locais de uma verdadeira deriva experimental que o autor, felino, frequenta. Como ele diz, «escrevo à mão a quem se debruça ainda nas líricas impressas como as árvores curvadas sobre os lagos de água da chuva, marcando o livro com indisciplina, a quem ainda chira atinta, raízes e barro, a quem usa o romantismo para aliviar o tremor dos homens...».

O Clube Literário do Porto fica na
Rua Nova da Alfândega, 22 4050-430 PORTO
Telefone 222 089 228

Joaquim Castro Caldas é um poeta de acção: além de se ser declamador e actor, percorre as escolas do país para animar as aulas com a novidade das palavras.
Lisboeta de nascença, este poeta de 50 anos veio parar ao Porto para fazer uma pequena revolução no espectro das tertúlias de poesia
Na cidade do Porto, no Pinguim Café, o poeta Joaquim Castro Caldas, aproveitou a maré do filme "Clube dos Poetas Mortos" para iniciar em 1990 as suas "2as feiras líricas", encontros informais em que fundamentalmente se lia poesia mas também se faziamm performances e outras maluqueiras´.

Manifestação dos "milionários oprimidos" junto à sede do BCP (1 de Fevereiro às 13h na Rua Augusta, Lisboa)


MOMO - Movimento dos milionários oprimidos

Manifestação no dia 1 de Fevereiro, às 13h, Rua Augusta, Lisboa junto à sede do BCP

Traz o teu melhor fato escuro e gravata
( não vão os senhores do BCP pensar que tu trabalhas)



Quem acumula merece melhor
São negócio sujos, mas sempre foi assim!


Queres ir a Bora-Bora?
O teu Porsche já tem dois anos e queres um novo?
O Jacuzzi da tua mansão não funciona?

Faz como o Paulo Teixeira Pinto!
Ganha 2 milhões de contos ,e ainda 7 mil contos por mês. este é o mínimo para começar uma velhice condigna aos 47 anos!
Vem falar com o BCP!


Os recentes apelos, completamente irresponsáveis e despropositados, ao cumprimento da lei e à perseguição dos milionários e seus serventuários constituem um inaceitável ataque à economia de mercado e uma séria ameaça à acumulação capitalista em Portugal

Portugal, excepto nos anos ditatoriais de 1974 e 1975 em que tivemos que fugir, sempre foi um bom exemplo de liberdade e um paraíso para os ricos, os especuladores e os acumuladores capitalistas.

Além disso Portugal sempre gozou da fama de ser um paraíso fiscal. O controlo social da actividade dos milionários seria uma regressão civilizacional: um país que não admite a manutenção dos privilégios dos milionários e dos capitalistas, que não permite a livre acumulação das grandes fortunas, é um país condenado.

Aparece e vem dizer BASTA!
Colocamos Portugal no último lugar da Europa
Colocamos Portugal no grupo dos países com maiores desigualdades sociais!


Depois de toda esta obra feita, exigimos respeito!
Quem explora e lucra, merece continuar assim!
Queremos liberdade para continuar a explorar e lucrar!




Os 5 maiores bancos lucraram mais de 2.000 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2007, mais 13% que em igual período de 2006. Lucraram cerca de 8 milhões de euros por dia. O Banco Espírito Santo foi o que mais cresceu, com um aumento de cerca de 60%.Um dos factores que explica o aumento dos lucros dos bancos tem que ver com a subida em 11,8% das comissões cobradas aos clientes.

Denúncia das negociatas entre a hierarquia do Estado e os grandes grupos económicos

Marinho Pinto, o bastonário da Ordem dos Advogados disse hoje que se “fazem negócios de milhões com o Estado”, cujo objecto são bens do património público, “quase sempre com o mesmo restrito conjunto de pessoas e grupos económicos privilegiados”.


“Muitas pessoas que actuam em nome do Estado e cuja principal função seria acautelar os interesses públicos acabam mais tarde por trabalhar para as empresas ou grupos que beneficiaram com esses negócios”, afirmou António Marinho Pinto no discurso de abertura do Ano Judicial, que decorreu no Supremo Tribunal de Justiça, em Lisboa.


Na mesma linha das polémicas declarações proferidas sexta-feira e que levaram o procurador-geral da República a abrir um inquérito, o bastonário insistiu que “há pessoas que acumularam grandes patrimónios pessoais no exercício de funções públicas ou em simultâneo com actividades privadas, sem que nunca se soubesse a verdadeira origem do enriquecimento”.


No entender de Marinho Pinto, todos estes factos provocam “um sentimento generalizado na sociedade portuguesa de que o sistema judicial é forte e severo com os fracos, e fraco, muito fraco e permissivo com os fortes”.


Utilizando o exemplo das cadeias, onde a esmagadora maioria dos reclusos não tem recursos, o bastonário apresenta como contraponto “uma criminalidade de colarinho branco que se pratica quase impunemente na sociedade portuguesa”.


Fonte: jornal Público

Crónica de Manuel Antónia Pina sobre o que se vai passando em Portugal ou… como só não vê quem não quer ver

Crónica de Manuel António Pina, publicada no Jornal de Notícias de 29 de Janeiro de 2008

Revelou o "Sol" que uma sociedade "off shore" comprou, em 7 de Dezembro passado (quando já eram conhecidas por alguns "happy few" bem colocados as conclusões do LNEC sobre Alcochete), uma herdade na zona onde vai ser construído o novo aeroporto por 250 milhões de euros (6,52 euros o m2).

Imagine-se quanto passou a valer o terreno quando, um mês depois, o Governo divulgou a escolha, que, pelos vistos, os sócios da tal "off shore" (que, como os encapuzados que financiaram o estudo da CIP, são anónimos) já conheciam. Evidentemente que nunca haverá, no caso, prova de coisa nenhuma, muito menos de tráfico de influências.

O bastonário deve, pois, calar-se sobre o assunto, já que, não podendo ordenar escutas, realizar buscas, interrogar suspeitos ou inquirir testemunhas, não terá "provas" para apresentar. Também o ex-vice-presidente da Câmara do Porto, Paulo Morais, não tinha "provas". Nem o general Garcia dos Santos, que denunciou a corrupção na JAE, onde, apesar de uma auditoria ter revelado que "voaram" 108 milhões de contos, nunca se descobriram "provas" contra ninguém.

Hoje, em Portugal, só aparecem "provas" quando um Silva qualquer furta uma pasta de dentes num supermercado. As leis penais e processuais penais aprovadas pela AR encarregam-se disso.

Evocação da revolta do 3 de Fevereiro de 1927 no Porto contra a ditadura fascista

A 3 de Fevereiro de 1927 eclodia no Porto uma revolta militar de cariz repúblicano -participado por sectores civis armados -anarco-sindicalistas da antiga CGT, grupos anarquistas, comunistas e outros - contra o regime saído do "28 de Maio", de 1926.
A cidade do Porto, cercada pelas tropas do governo, começou a ser bombardeada do lado de Gaia. Sob a ameaça de bombardeamento ainda mais intenso, pesado, com obuses, esboçaram-se duas posições: uma, a dos chefes políticos e militares republicanos (o chamado "reviralho"), de RENDIÇÃO; outra, a dos sectores civis, sobretudo dos libertários e dos comunistas, de um ATAQUE à baioneta contra as baterias governamentais da Serra do Pilar (Gaia)que invertesse a situação -até porque o movimento estava a ser secundado em Lisboa.
A pretexto de que "isso seria um banho de sangue", os chefes republicanos do Porto decretaram a rendição...

O que se seguiu foi a repressão violentíssima da revolta -com fuzilamentos sumários e deportações para as prisões em África - que naturalmente se abateu sobretudo sobre os sectores civís armados.

Assinalando os 81 anos destes episódios -que constituíram a primeira grande acção de resistência contra a ditadura saída do 28 de Maio - e no sentido de não deixar branquear a MEMÓRIA HISTÓRICA SOCIAL (e a LIBERTÁRIA tampouco), a Terra Viva!AES através de duas das suas iniciativas, a "OFICINA DE HISTÓRIA VIVA" e o "Círculo de Estudos Sociais Libertários", vai levar a efeito as seguintes acções:


-sábado 2 de Fevereiro, 15 h. Praça de Batalha

Recriação histórica da "Trincheira da Morte" e percurso a pé da "Trilha do 3 de Fevereiro" (entre a Rua 31 de Janeiro e as Fontaínhas) com canções e trajes e adereços dessa época e distribuição de informação à população sobre os acontecimentos históricos.


-sexta 7 de Fevereiro, 21 h.na Terra Viva!AES (R.Caldeireiros, 213, à Cordoaria)

Sessão de Informação/debate "O 3 de Fevereiro de 1927:um primeiro "25 de Abril" falhado ou outra coisa?..."
Inclui audição do registo de depoimento de um participante, o anarco-sindicalista Manuel Reis (falecido em 2000).

Conta-se para estas duas actividades com o apoio e participação de
outros colectivos libertários bem como do Núcleo do Porto do
Movimento Cívico "NÃO APAGUEM A MEMÓRIA"

Em defesa dos residentes do bairro do fim do mundo ( em Cascais), vamos todos escrever ao Capucho!

APELO: VAMOS TODOS ESCREVER AO CAPUCHO!

No passado dia 22 de Janeiro a câmara de Cascais, ajudada pela policia de choque, demoliu 12 casas. Estão previstas mais demolições em Fevereiro.

As mulheres e os homens solteiros ou que vivem longe da sua família não têm direito a nada.

Para as mulheres, trabalhadoras das limpezas, foi lhes dito que iam ser alojadas por alguns dias numa pensão e que tinham de ir procurar depois um sitio para morar.
Para os homens, trabalhadores da construção civil, que vivem durante a semana no sitio das obras, disseram-lhes que tinham-se que desenrascar…
Cortaram a luz e a água em alguns sítios do bairro.
A proposta do Prohabita apresentada pelas técnicas do PER é brincar com a cara dos moradores, vistas as exigências absurdas na documentação exigida para se candidatar ao programa.
A Câmara de Cascais passou por cima dos moradores e simplesmente não os atente para uma nova reunião.

Mais 11 casas serão demolidas em Fevereiro, porque as obras do “Centro Paroquial Património dos Pobres” não podem atrasar! Que Igreja é esta que, para construir um parque social, expulsa as pessoas das suas casas.

Os moradores das Marianas e do Fim do Mundo estão a lutar.


Enviem uma carta de protesto à Câmara com suas denuncias e perguntas


A câmara vai ter que responder


Contactos da Câmara de Cascais:
gab.municipe@cm-cascais.pt


Fax Presidente da Câmara de Cascais
Sr. António Capucho: 00351 2148-31228



PARA CONSTRUIR UMA IGREJA MANDAM AS PESSOAS PARA A RUA!

Contra as demolições sem realojamento

A CÂMARA DE CASCAIS CONTINUA A DEMOLIR AS CASAS NO BAIRRO DO FIM DO MUNDO.

OS MORADORES SAO DESALOJADOS à FORCA.
NÃO TEM ALTERNATIVA DE HABITAÇÃO.

AS RENDAS SAO CARAS, OS SALÁRIOS BAIXOS
ENQUANTO A ESPECULAÇÃO ESTA A SER
APROVEITADA PELOS GRUPOS IMOBILIÁRIOS.


TRABALHAMOS PARA CONSTRUIR PORTUGAL
E DESTROEM AS NOSSAS CASAS.


CAPUCHO, VIVES NUMA MANSÃO
E DEITAS AS NOSSAS CASAS NO CHÃO!


Juntos na luta.




Direito à habitação
Habitação para todos

Estudantes do Secundário organizam-se contra o novo modelo de gestão escolar e os directores nas escolas (encontro dia 9 de Fevereiro)

Directores, não queremos NÃO Senhor!


Não ao novo modelo de Gestão Escolar!


Naquilo que consideramos ser um dos Maiores atentados ao Ensino Verdadeiramente Público e democrático, o Governo Socialista vem depois de sucessivas medidas de destruição da Escola Publica apresenta-nos agora um novo modelo de Gestão das Escolas.

Modelo este que na opinião dos Estudantes do Ensino Básico e Secundária tem como unico objectivo acabar com a Escola Democrática e participativa que hoje temos,um modelo que pretende instalar nas escolas a figura Autoritária do Senhor Director com poderes quase elimitados, que pretende afastar os professores da gestão das escolas, reduzir a participação dos Estudantes e restante Comunidade Educativa. Pretende acabar com os Conselhos Pedagógicos democraticos pois é esse mesmo Senhor Director que indica os seus menbros e é ao mesmo tempo seu presidente, acaba com as Assembleias de Escola e cria um Super Orgão a que chamam de Conselho Geral, onde não é permitida a prensença maioritaria de professores, onde nós Estudantes somos uma minoria e onde se chama a participar nesse orgão a dita "Comunidade Local" que não é eleita mas sim coptada (muito provavelmente um qualquer empresário amigo do Senhor Director...). Nós Estudantes do Ensino Básico e Secundário achamos que uma escola não é uma empresa, achamos que à frente da Escola devem estar professores e não Gestores, achamos que numa Escola deve reinar a política do tolerância e da participação e não a polícita do que QUERO, POSSO E MANDO, a politica do Senhor Director!

Por tudo isto estamos a organizar para o proximo dia 9 de Fevereiro um Encontro de Estudantes, Activistas e Dirigentes do Ensino Básico e Secundário (Associações de Estudantes, Representantes dos Estudante nas Assembleias de Escola e Concelho Pedagogico, delegados, Subdelegados e estudantes em geral) pelas 14h30 na Escola Secundária de Camilo castelo Branco em Carnaxide.


Pretendemos neste encontro descutir este Modelo de Gestão e lançar uma grande campanha nacional de recolha de 7.500 assinaturas de colegas de todo o país e outras formas de LUTA contra este Modelo, para as entregarmos depois a Senhora Ministra da Educação exigindo a não promologação deste diploma e a consequente aplicação deste Modelo!

-Chefes e Directores, Não queremos não Senhor!

-Em Defesa da Escola Pública e da Democracia Participativa!

-Contra Esta Ministra e Este Governo e as suas práticas autoritárias!


www.directoresnao.blogspot.com



O encontro realiza-se no dia 9 de Fevereiro pelas 14h30 na Escola Secundária de Camilo Castelo Branco em Carnaxide

O encontro destina-se a estudantes, activistas e dirigentes associativos do Ensino Básico e Secundário

O encontro tem como objectivo discutir o novo modelo de Gestão Escolar, posição dos estudantes face a ele, postura a adoptar pelos representantes dos estudantes nos orgãos de gestão da escola, formas de LUTA contra este modelo de gestão



Contactos:

• Luis Baptista ( Representante dos Estudantes no Concelho Pedagógico da Esclola Secundária de Camilo Castelo Branco ) - 961633317

• Tiago Flôr ( eleito na Assembleia de escola da Secundária de Camilo Castelo Branco) - 931133624

• Sofia Mouga ( Estudante da Escola Secundária de Linda-a-Velha ) - 919163284