14.3.07

Tinariwen, a música rebelde dos touaregs

Composto por ex-rebeldes tuaregues, que chegaram a Tombuctu no final da rebelião, no início dos anos 90, de guitarra eléctrica e Kalachnikov, este grupo serve-se da sua música e poesia para expor as insatisfações em função do desrespeito da sociedade moderna através de canções originais com arranjos de guitarra actuais.
Vencedores do galardão de melhor formação world music, do continente africano, pela Rádio BBC em 2005, os Tinariwen marcaram presença no «Africa Live», festival da ONU destinado ao combate ao paludismo, que decorreu no Senegal no ano passado.
Particularmente ligados ao exílio do povo tuaregue e aos nómadas berberes do deserto do Sahara, os Tinariwen apelam à consciencialização política para problemas como o exílio, a repressão no Mali ou a extradição de pessoas da Algéria.
Partindo da tradição tuaregue, os Tinariwen deixam-se influenciar por Bob Marley ou Bob Dylan, assim como pelos rebeldes marroquinos da nova vaga, Nass El Ghiwane. Composto por cerca de 10 elementos, os melhores e mais famosos compositores e intérpretes da comunidade tuaregue da actualidade, os Tinariwen cantam o exílio e a oposição.
Depois de terem marcado presença no Rosskilde Festival e no Womad Rivermead Festival, o grupo do Mali traz-nos o registo que já foi considerado uma "obra-de-arte" e que, desde a sua edição em 2004, ainda não saiu do top musical europeu.
Recorde-se que os Tinariwen se destacaram internacionalmente quando ajudaram a organizar o Festival do Deserto, um evento anual que leva ao Norte de África fãs e celebridades de todo o Mundo, e que dá especial atenção ao povo tuaregue e, consequentemente, aos seus embaixadores musicais, os Tinariwen.
Composto por canções vivas, com coros profundos e verdadeiros, «Amassakoul» apresenta-se mais cuidado e polido que o anterior e registo de estreia «The Radio Tisdas Sessions».
Conhecidos como o primeiro grupo a fundir a música tradicional Tuaregue com guitarras eléctricas, em 1979, os Tinariwen continuam a ser liderados por Ibrahim Ag Alhabib, membro original da formação detentor de uma voz distinta um estilo de tocar guitarra único



12.3.07

Quilombo de Conceição das Crioulas

A saga das mulheres negras brasileiras pela liberdade, dignidade e protagonismo é exemplificada na fundação do quilombo Conceição das Crioulas, no sertão pernambucano, onde seis mulheres criaram o povoado fundamentado nesses princípios no início do século XIX.
Da lida na lavoura de algodão, o pequeno grupo deu origem a mais de 4 mil quilombolas que hoje lutam pela posse de mais de 17 mil hectares e desenvolvimento sustentável.



Da comunidade Conceição

A vocês quero falar
Onde o povo descobriu
Um jeito novo de trabalhar



Fugindo da escravidão
As crioulas aqui chegaram
Fiaram aquele algodão
E seu território compraram



Não sabiam que assim estavam
Fazendo seu artesanato
Povo simples de pequena cultura
O ofício que sempre desempenharam



Se antes alguém viu como insignificantes
Vejam agora um povo vitorioso
Que se assumem como negros
Bem felizes e importantes



Conceição das Crioulas é uma pequena comunidade no Pernambuco com cerca de 4 mil remanescentes de quilombos. Um detalhe: a grande maioria descende também de índios. Sua população vem resistindo à miséria ao longo dos anos. Ainda hoje, quando precisam de um médico ou algum outro serviço em Salgueiro, a cidade mais próxima, os moradores têm de pagar 9 reais pela viagem de ida e volta na carroceria de um caminhão, em cima da carga. O transporte sai só alguns dias por semana, pela manhã, e volta à tarde para a comunidade. A estrada é de chão batido e o lugar de difícil acesso. Para quem muitas vezes passa mais de um mês sem ver uma nota de 1 real, o preço da passagem é inacessível.A comunidade fica no chamado "Polígono da Maconha", onde persistem os casos de trabalho escravo em grandes propriedades que cultivam a erva e a grilagem de terras quilombolas.



Outro problema enfrentado pelos moradores de Conceição das Crioulas é o abastecimento de água. A lagoa de onde a população tira a água para consumo está praticamente seca. Os animais são raquíticos. Não há condições para plantar, mas as mulheres não esmorecem: saem de casa às 5 da manhã em direção a uma roça distante, onde, de forma comunitária, plantam milho e feijão de corda. Por volta do meio-dia elas estão de volta com sacos imensos e pesados nas costas. São mulheres de 50, 60, 70 anos que, ao chegarem da roça, passam a trabalhar como artesãs. Isso porque as mulheres da comunidade fazem do caroá, catulé (plantas típicas da região) e barri a matéria-prima para produzir bolsas, bonecas, tigelas e pratos.


Quilombo de mulheres


Mas se o cenário de seca impressiona quem chega a Conceição das Crioulas, a generosidade de seus moradores é um contraponto. Eles têm prazer em receber os visitantes em suas casas, oferecer com gosto um copo de umbuzeiro, contar como vivem, as dificuldades, as histórias quilombolas, a paixão pelo Esporte Clube Palmeiras - de cada 10 casas visitadas em Conceição das Crioulas, pelo menos 7 trazem na sala uma foto do time paulista.


A presença das mulheres na comunidade é histórica. Conceição teve início quando as escravas Francisca, Germana e Mendeira, fugidas dos Quilombos dos Palmares, em Alagoas, chegaram à região, no século 18. Daí em diante, é a força das mulheres que faz a diferença nesse distrito. Uma delas, Aparecida Mendes, coordenadora da Associação Quilombola de Conceição das Crioulas - fundada em julho de 2000 e formada por 10 associações de produtores e trabalhadores rurais vindos de diversas partes de Conceição -, roda o mundo levando a história de sua comunidade. Agora, o lugar está ganhando um presente valioso: a primeira biblioteca. Para isso, uma campanha está sendo realizada para que livros sejam mandados ao local, já que são pouquíssimos os exemplares por enquanto. Toda publicação é bem-vinda, mandam dizer os moradores.



História

Contam os mais velhos que, no início do século XIX, seis negras livres chegaram à região e arrendaram uma área de 3 léguas (1 légua = 6 km) em quadra. Com a produção e fiação do algodão que vendiam na cidade de Flores, conseguiram pagar a renda e ganharam o direito à posse das terras. Em 1802, as crioulas receberam a escritura com o carimbo da Torre, dezesseis selos, feita por José Delgado, escrivão do cartório de Flores.



Esta história é contada nos mais diversos sítios, ligando a identidade da comunidade de Conceição das Crioulas à descendência das suas fundadoras, que através do trabalho tomaram a iniciativa de legitimar o terreno, antes mesmo dos homens que também aqui vieram.



Um deles de nome Francisco José, fugido da guerra, trouxe consigo uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Ao encontrar-se com as crioulas, tiveram a idéia de construir uma capela e tornar a santa sua padroeira. Surgia assim o nome do povoado: Conceição das Crioulas.



A identidade quilombola



A identidade de "remanescente de quilombos" está intrinsecamente relacionada à origem das crioulas e às relações de cooperação entre os sítios que formam a comunidade. A descendência de determinadas famílias tradicionais é sempre resgatada de forma a confirmar o pertencimento e a participação na história de Conceição das Crioulas.



Ao contrário de outras comunidades negras que ainda lutam pelo reconhecimento como "remanescente de quilombos", Conceição não se utiliza de elementos que reportem à condição de escravos. Sempre a imagem das crioulas lembra o poder da autonomia e a articulação entre os sítios, reforçando o sentido de unidade e sua capacidade política-organizativa.



Tudo isso torna o povo de Conceição ciente da sua condição e do seu papel na sociedade, trazendo comprometimento com a construção de um novo futuro para a comunidade quilombola.


A economia que vem da terra



Em meio a uma vegetação composta por árvores de pequeno e médio porte, como juazeiro, baraúna, jurema preta, aroeira, caroá, catulé, está o povoado de Conceição das Crioulas. Até 1987 o algodão foi o sustentáculo da economia quilombola, mas com o ataque da praga do bicudo e a entrada dos fios sintéticos, a população assistiu a sua decadência. Hoje, através de uma agricultura de subsistência, seus habitantes sobrevivem plantando milho, feijão, mandioca, jerimum e melancia. Há também pequenos criatórios de ovinos, caprinos, bovinos e suínos.


Com o sucesso da ação voltada para a valorização e desenvolvimento do artesanato, três recursos naturais ganharam destaque, como o caroá, o barro e o catulé.


O caroá é uma bromélia da espécie neoglaziovia variegata que fornece uma fibra para tecelagem. De caule curto, o caroá possui espinhos em sua borda, com folhas dispostas em roseta. Em meados do século XX, existiu uma fábrica de caroá em Conceição, mas foi desativada com a concorrência do sisal.



O barro está presente até os dias atuais nos utilitários do povo de Conceição. Até a década de 50, aproximadamente, usava-se apenas louças de barro. Muitas dessas peças eram vendidas em feiras e lojas da cidades circunvizinhas como Cabrobó, Floresta e Salgueiro, em pequenos povoados e por encomenda de famílias influentes. Conhecidas como louceiras, as mulheres que trabalham com o barro pertencem todas a mesma família consangüínea e agregados através do matrimônio.



Palmeira silvestre da espécie rhapis pyramidata, bem comum no sertão, o catulé fornece uma amêndoa de onde se extrai óleo. A sua palha é aproveitada no artesanato, transformando-se em chapéus, cestas, bolsas, etc. Em Conceição, a palha de catulé sempre esteve presente na produção de vassouras e esteiras, sendo considerada, até o momento, uma atividade tipicamente dos mais velhos.



Associação quilombola



Fundada em 17 de julho de 2000, a Associação Quilombola de Conceição das Crioulas é uma sociedade civil sem fins lucrativos formada por 10 associações de produtores e trabalhadores rurais provenientes dos diversos sítios que compõe o povoado.



Nascida da necessidade de intensificar a luta pelo bem comum de Conceição das Crioulas, a AQCC tem com objetivos o desenvolvimento da comunidade - levando em conta sua realidade e sua história, a valorização das suas potencialidades, a conscientização do povo negro da sua importância para construção de uma sociedade justa e igualitária, a quebra da barreira do preconceito e discriminação racial. No momento, o maior empenho da Associação Quilombola é a batalha pela posse da terra, com área aproximada de 17.000 hectares, numa perspectiva sustentável.



A estrutura de funcionamento se dá através da Coordenação Executiva e de comissões formadas pelas lideranças da comunidade e, até o momento, a ACQC vem se mantendo com o trabalho voluntário dos seus sócios, não possuindo recursos financeiros suficientes para a sua perfeita atividade





Mulheres Guerreiras

Mulheres guerreiras
Chegaram em Conceição
Pra conseguir a liberdade
Plantaram algodão

O grande sonho
Virou verdade
Com força e união
Conquistaram a liberdade

Então os fazendeiros
Ricos e opressores
Invadiram Conceição
Se tornaram dominadores

Mas o povo de Conceição,
Meu irmão
Demonstraram
Resistência
E continuam resistindo
A todo o tipo de violência

Hoje a comunidade
É organizada
Busca seus direitos
Com força e coragem

Durante muito tempo
A educação
Foi um forte instrumento
A favor da opressão

É por isso que
Defendemos
Uma educação diferente
Que inclua nos currículos
A história da gente



Ver e consultar:
http://www.conceicaodascrioulas.org.br/

Rancière, Sloterdijk e Agamben vão estar no Porto nas Conferências de Serralves

CRITICA DO CONTEMPORÂNEO - CONFERÊNCIAS INTERNACIONAIS

1 Mar - 13 Dez 2007 -

das 21:30 às 23:00 - Auditório de Serralves


A realização do programa de conferências de 2007 trará a Serralves figuras importantes, a nível mundial, da filosofia, da biologia, da educação e do pensamento político actuais. Autores que têm em comum o facto de elaborarem, nas respectivas obras, em termos analíticos e conceptuais, a matéria cultural, social e política com que estamos confrontados. O objectivo destas Conferências é o de trazer a Serralves uma série de discursos que possam entrar na categoria dos diagnósticos do presente. Na verdade, as obras dos convidados têm a característica de se confrontarem com a contingência dos acontecimentos do nosso tempo, procurando traçar uma cartografia das tonalidades afectivas, políticas e sociais que nos governam, ajudar a perceber as transformações, as inflexões e as linhas de fuga que ocorrem em vários planos da nossa realidade.Cada conferencista prossegue, à sua maneira, uma tradição de pensamento crítico que, nas últimas duas décadas, tinha entrado em declínio. É também esta exigência de um pensamento crítico que lhes trouxe um sucesso extra-académico e os tornou pontos de referência em universos culturais muito alargados.
Comissários: António Amorim, António Guerreiro e Manuel Costa
Coordenador: Rui Mota Cardoso




Política


29 Mar - 08 Mai 2007 - das 21:30 às 23:00 - Auditório de Serralves

O programa do ciclo de quatro conferências sobre questões actuais de teoria política parte da ideia de que a matéria política com que estamos hoje confrontados implica um pensamento crítico das categorias tradicionais e uma reflexão teórica que vai no sentido inverso à despolitização generalizada da sociedade contemporânea, a partir do momento em que a política ficou submetida à regra do espectáculo e do pragmatismo técnico-económico que a reduz a meros actos governativos de gestão e administração. Em função desta ideia orientadora, foram convidados quatro filósofos de enorme renome internacional: Jacques Rancière (França), Peter Sloterdijk (Alemanha), Giorgio Agamben (Itália) e Giacomo Marramao (Itália). Todos eles são pensadores eclécticos e movem-se no cruzamento de vários saberes e disciplinas; todos eles têm contribuído para tornar mais inteligível o tempo em que vivemos. Nas obras destes quatro filósofos, a reflexão política é indissociável, no mais alto grau, da análise das questões sociais, culturais, estéticas e éticas que dão uma configuração (sempre em movimento, difícil de apreender) ao mundo contemporâneo. O horizonte em que se move o pensamento destes filósofos não é o de uma disciplina académica bem delimitada, mas o de um saber que atravessa muitas fronteiras e procura chegar a uma legibilidade das condições e das regras em que vivemos, e das grandes transformações da ordem do «político» que se têm dado nas últimas décadas. Em suma: este ciclo de conferências é orientado por uma ideia de diagnóstico e de análise crítica do presente. Por isso, convidámos quatro filósofos cujo pensamento do político significa a decifração da linguagem, do «idioma», dos sinais que caracterizam e dão forma à sociedade contemporânea.
António Guerreiro, Comissário das Conferências do bloco "Política"

29 MAR > GIACOMO MARRAMAO (IT)"O Mundo e o Ocidente, hoje. Sobre as formas do conflito na era global."
12 ABR > JACQUES RANCIÈRE (FR)"As desventuras contemporâneas do pensamento crítico"
3 MAI > PETER SLOTERDIJK (AL)"A técnica na sua relação com o humano"
8 MAI > GIORGIO AGAMBEN (IT)"A teologia política e económica do nosso tempo"

Comissário: António Guerreiro
Moderador: Guilherme de Oliveira Martins




Educação


15 Mai - 26 Jun 2007 - das 21:30 às 23:00 - Auditório de Serralves

Há uma certa permanência de crises e de reformas em torno da educação à escala do planeta (e, já agora, do país). Com e sem resultados, a Educação não escapa à mudança que compõe todo o mundo.Caleidoscópio da história, dos países, das sociedades, das instituições, do indivíduo, de células e até mesmo de moléculas, a educação é um ser particularmente complexo. O tempo presente é propício para a abordagem dessa complexidade. Uma nova interdisciplinaridade gizada em novos tipos de parcerias científicas, resulta em conhecimentos sistematizados em torno das questões essenciais: desde logo, "como é que o ser humano aprende?". O conhecimento disciplinar acumulado e uma atitude transgressora de fronteiras entre disciplinas, sofisticaram os arsenais metodológicos para compreender a educação. Emerge o equívoco dos isolamentos, alimentado entre as comunidades de professores, de educadores e de investigadores. Compreende-se melhor a fisiologia da educação.O ciclo de conferências debate sobre educação apresentará quatro fotogramas da contemporaneidade da educação. Ilustrará o papel do professor na investigação sobre como ensinar o que os alunos tradicionalmente não aprendem. Apresentará a importância da complexidade do mundo real para simplificar o processo de aprendizagem. Visitará o que só a sociedade pode ensinar a um indivíduo e espreitará os ganhos em conhecimento que emergem da sistematização rigorosa de estudos educativos. Os fotogramas serão instantes em caminhos de fim desconhecido por onde agora se caminha. Serão expostos por quem sobre eles trabalha, reflecte e escreve. Por quem, ao transgredir a disciplina onde inicialmente foi treinado, contribuiu e contribui com novas críticas a um tema tão exaustivamente criticado.
Manuel Costa, Comissário das Conferências do bloco "Educação"

15 MAI > ERIC MAZUR (EUA)"Confissões de um conferencista convertido"
29 MAI > JOHN R. JUNGK (EUA)"Estéticas alternativas: Arte & Biomatemática"
12 JUN > TOM SCHULLER (FR)"Os Benefícios sociais do ensino"
26 JUN > WILLIAM SCHMIDT (EUA) "Research that informs policy"
Comissário: Manuel Costa
Moderador: Alberto Amaral




Biologia


18 Out - 13 Dez 2007 - das 21:30 às 23:00 - Auditório de Serralves

É hoje um lugar comum dizer-se que os recentes avanços da Biologia são tão profundos como aqueles que ocorreram na área da Física. Ainda que esta revolução pacífica continue em curso, é pertinente partilhar algumas reflexões sobre os resultados que modificaram irreversivelmente a forma de olharmos para nós próprios. Uma vez que a genética desempenhou um papel fundamental nos mais recentes avanços faz todo o sentido organizar um ciclo de conferências dedicado ao impacto da genética (I) na percepção que temos da nossa identidade como seres biológicos e sociais, (II) a forma como as diferenças genéticas se encontram distribuídas entre os indivíduos e entre os grupos, (III) aquilo que nos torna geneticamente diferentes e (IV) como evoluímos até chegarmos a este estado de humanidade. São estas as questões gerais a abordar pelos oradores convidados, todos eles com resultados publicados sobre estes temas, e todos eles simultaneamente hábeis comunicadores e profundos (mas não necessariamente ortodoxos) pensadores.
António Amorim, Comissário das conferências do bloco "Biologia"

18 OUT> JAUME BERTRANPETIT (ESP)"Diversidade genética humana"
15 NOV> MICHAEL KRAWCZAK (AL)"Diversidade genética humana: a perspectiva da medicina"
29 NOV> TIM CROW (REINO UNIDO)"As origens genéticas do Homo Sapiens moderno"
13 DEZ > ROSALIND HARDING (REINO UNIDO)

Comissário: António Amorim
Moderador: Manuel Sobrinho Simões

Filo-café no Porto no próximo dia 24 de Março. Inscrevam-se e apareçam.

Consultar e informações:

Filo-Café: Ritos e Rituais
24 Março 2007, 21h 30
Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega, 22Porto
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Estão abertas as inscrições para o próximo filo-café.
As áreas de inscrição envolvem o Pensamento, Antropologia, Poesia, Música, Fotografia, Vídeo-criação, Performance
Durante o Filo-Café será apresentado o livro Amalaya (poesia, bilingue castelhano-português) de Sílvia Zayas.
As inscrições devem ser enviadas para incomunidade@yahoo.com.ar indicando nome, proveniência e área de inscrição. Também para o mesmo endereço podem ser enviadas criações, nas diversas possibilidades que o suporte blogue admite, para eventual publicação em pequeno dossier sobre o tema.
Todas as informações:00351.965817337
.
.
Instruções para comer terra
1. Chegar o ouvido à língua da terra:A sua história infeliz repete lagartos falantes. Aprendo a sua linguagem.
2. Reptar, deixar que entre:A minha boca mastiga terra. Recinto fechado sem mundo. Meço as minhas entranhas como quem mede um pássaro. Sento-me na pedra contorcionista com as pernas para o cume da montanha. Dói.
3. Avançar uns metros:Deixo espaço, imito o som da gravilha quando o vento brinca com ela. Fumo a poeira para cima, faço-me minúscula e plana. Alambrados rente a mim esburacam-me as costas com as suas fauces metálicas.
4. Olhar para cima com a boca cheia de terra:Tudo se alarma longe, grande. Reza inatingível o feixe de luz e não me remenda sacramento nenhum.
5. Medir o movimento:Tenho medo ao barulho do meu corpo.
6. Deixar-se estar em silêncio:Habito uma Madragoa com pelagens do mamífero que não esteve nunca. Cobre-me a mão da noite, com o mal que lhe tenha dado algum animal pré-histórico, quero deter o tempo como a mentira do chapeleiro que atascou os seus relógios à hora combinada, para acocorar-me em alguma estrela.
7. Fazer um ritual inútil com cardos e folhada (que não mudará o mundo):Golpeio madeira como louca, a louca da terra, a louca da raiz, a louca loucura.
8. Conhecer / amanhecer:Procuro um pássaro para alimentar-me do seu voo, com desejo exacto de ave e de segar o ar em tantos pedaços como pari a alma. Súbito e pele, caminha-me por cima o vesgo e olha para mim atravessado. Ata-me ao verso. Enfeitiça-me ao malefício do verso, ao seu estigma, à sua dificuldade de ser quotidiana.
9. Gritar AMALAYA:
Levanto-me atordoada. Malhayada*, decido o movimento. O vesgo é o poeta e dá-me o encantamento do olhar. Já não há prodígio nenhum que me devolva a cegueira.
10. Já de pé, avançar aos saltos pela circunferência do mundo.
Sílvia Zayas
.

Alberto Augusto Miranda
Rua Diogo Cão, 1239 - 3º Dto4200-262 Porto
Tm: (00351) 965817337

Porque é que as religiões fazem a guerra?


Acabou de sair um número especial do Courrier International, publicação semanal em língua francesa em forma de revista de imprensa mundial, dedicada às religiões e sob o tema «Porque é que as religiões fazem a guerra em nome de Deus».
Recomendamos a todos a sua leitura ( provavelmente haverá uma versão portuguesa, uma vez que a revista é traduzida e tem uma versão em Portugal) pois inclui textos de grande interesse para a desmistificação das igrejas e das seitas que pululam as nossas sociedades e que são verdadeiras máquinas de endoutrinamento para não dizer mesmo máquinas de guerra e de business...
Consultar o sumário aqui
.
Note-se que se trata de uma recolha de textos e artigos publicados por toda a imprensa mundial e por muitas fontes sobre a mesma problemática: porque é que as religiões fazem a guerra em nome de Deus?

A História mundial está aliás recheada de guerras por motivos religiosos e provocadas por dogmas ( crenças e afirmações consideradas irrefutáveis ) religiosos que são muitas vezes a causa de conflitos e de guerras protagonizadas por homens dogmáticos com muita pouca ginástica mental para descobrirem as raízes e a origem histórica assim como os contextos sociais dessas crenças e desses dogmas, as quais têm uma explicação histórica ligada à evolução das sociedades humanas.

10.3.07

A Europa tornou-se cristã por um simples capricho do Imperador Constantino

Um livro notável de um historiador contra as pretensas raízes cristãs da Europa


Um livro acabado de ser editado em França e cujo autor é Paul Veyne, QUAND NOTRE MONDE EST DEVENU CHRÉTIEN (ed. Albin Michel) desfaz quaisquer dúvidas caso ainda subsistissem: a Europa tornou-se cristã por uma contingência histórica, mais propriamente como resultado da vontade e de um mero capricho do Impereador Constantino. Um capricho de um poderoso Imperador, bem entendido. E que teve consequências históricas para o futuro ( até hoje, e o mais que se verá…). O capricho imperial foi ditado pela piedade: após a batalha da ponte Milvius a 28 de Outubro de 312 o Imperador Constantino persuadiu-se que o Deus único o tinha prendado com a vitória. Por causa desta forte impressão é que ele se tornou profundamente cristão, ao ponto de não admitir qualquer dúvida face a esta verdade face ao paganismo mairoritário. Note-se que nesta decisão não havia nenhum calculismo político, tanto mais que 90% dos habtantes do Império Romano eram então pagãos, sendo necessário muita determinação para ir contra a esmagadora maioria dos romanos, mesmo quando se tratava da palavra do Imperador.

Com esta tese o que se mostra é que sem a vontade e o capricho do Imperador Constantino não haveria lugar à cristianização da Europa. A escolha pessoal de Constantino provocou uma mudança radical no mundo europeu: enquanto em 312 o cristianismo era tolerado pelo gentio já em 324 quem se encontrava nessa situação era o paganismo. Mudou o Império mas também a Igreja, a qual se desenvolvera fora da esfera imperial e que agora assiste à intervenção pessoal do Imperador na gestão dos assuntos religiosos dentro da Igreja.
A esta mudança radical operada por um Imperador romano poder-se-ia opôr uma outra em sentido inverso. Foi justamente o que se passou com Juliano o Apóstata ( 361-363) que tentou descristinizar o Império mas a sua morte prematura deitou por terra aquela intenção.
O livro tem também o seu interesse porque aborda um sem número de questões como a natureza do antisemitismo cristão em comparação com o antijudaísmo pagão ( o pagão censurava ao judeu de ser o outro ao passo que o cristão condenava-o por ser só seu meio-irmão), as relações entre poder e vanguardismo, as ilusórias raízes cristãs da Europa, etc.
Um livro a ler, sem mais delongas, de um dos mais importante historiadores do Império Romano



Reproduzimos a seguir uma breve resenha do livro retirada da revista Lire


Christianisme, la Genèse

par Marc Riglet

Lire, mars 2007


Paul Veyne éclaire d'un jour nouveau les raisons de la conversion de l'Empire romain au christianisme
Dans des pages intimidantes, Edward Gibbon, l'immortel auteur de l'Histoire du déclin et de la chute de l'Empire romain (Bouquins/ Robert Laffont), nous explique comment et pourquoi notre monde est devenu chrétien. Sur le comment, tout le monde s'accorde. Le 29 octobre 312, l'empereur Constantin se convertit au christianisme. La veille, sous le signe, non de la croix comme on le retient communément, mais du chrisme - monogramme formé des deux premières lettres entrelacées du mot grec Khristos (Christ) - il avait vaincu, à la bataille du pont Milvius, Maxence, son païen de concurrent. Sur le pourquoi, Edward Gibbon suggère que l'empereur Constantin attendait du christianisme qu'il fournisse «les assises métaphysiques de l'unité et de la stabilité de l'Empire». La christianisation de l'Empire romain serait donc le fruit d'un calcul, qui se serait d'ailleurs révélé être un mauvais calcul, puisque, toujours selon Gibbon, c'est à l'influence du christianisme qu'il faut imputer la chute de l'Empire.

Un best-seller qui prend aux tripesCette thèse, et quelques autres encore, Paul Veyne, avec le phénoménal brio qu'on lui connaît, va les mettre en charpie. Tout d'abord, pour retenir la thèse de la conversion par calcul, il aurait fallu qu'il y eût un intérêt proprement politique à l'association de deux puissances, celle de l'Empire et celle de l'Eglise. Or, en 312, le christianisme n'est pas une puissance. Il touche à peine 10% du monde romain. S'il a gagné quelques franges des couches élevées de la société romaine, il reste pour la grande majorité des patriciens et surtout pour les lettrés un kit de croyances, au mieux insolites, au pire navrantes. N'imaginons pas un instant que le christianisme tire de son monothéisme une quelconque supériorité morale ou philosophique. D'abord, parce que le monothéisme chrétien est, avec son Père, son Fils et son Saint-Esprit, un bien curieux monothéisme. Il est, plus sûrement, nous dit Paul Veyne, un «polythéisme moniste». Et puis, surtout, le monothéisme n'impressionne guère. On se demande pourquoi diable il constituerait un «progrès» de la raison et, sur ce point, Paul Veyne souscrit à l'aphorisme de Spinoza: «Il est aussi naïf et superstitieux de croire sans raison qu'il n'y a qu'un seul dieu que de croire qu'il y en a plusieurs.»
Si, en ce début du IVe siècle, le christianisme est là, et même bien là, nul n'est en mesure d'imaginer sa gloire future. Si Constantin se convertit, ce n'est pas sous l'effet d'une anticipation visionnaire, c'est, tout simplement, par conviction. Car il y a de quoi vouloir être embarqué dans cette étrange religion dont le fondement est cette «passion mutuelle de la divinité avec l'humanité ou plus exactement avec chacun d'entre nous», cette religion «originale, pathétique, dynamique, qui ne laisse personne indifférent», bref, cette religion dont le succès peut être comparé à celui d'un best-seller qui «prend aux tripes» ses lecteurs. D'autres facteurs ont aussi joué. En 312, le christianisme est toujours une religion «nouvelle». Elle a la fraîcheur des commencements, elle a les séductions des avant-gardes. Le christianisme, en somme, est «moderne» et Constantin cède à la tentation de l'être.
Les métamorphoses d'une «secte pour virtuoses» Telles sont donc les solides et bonnes raisons, selon Paul Veyne, de la conversion de Constantin. Mais il ne nous plante pas là. Pour que cette conversion produise les conséquences historiques bouleversantes que nous savons, il faut encore qu'adviennent une série d'événements que nulle nécessité n'a commandés. Il faut que les successeurs immédiats de Constantin soient, eux aussi, chrétiens. Il faut que Julien l'Apostat ne dispose que de trop peu de temps pour restaurer le paganisme et ses promesses de liberté. Il faut, surtout, que le successeur de Julien, le païen Sallustius, d'abord choisi par les clans de l'armée, renonce au trône et qu'avec Jovien, Valentinien, Gratien puis Théodose s'engage la prodigieuse métamorphose d'une «secte pour virtuoses» en «religion pour tous», la «christianisation des masses» étant désormais assurée par le «vertueux devoir de faire comme tout le monde».
On a compris qu'il faut lire Paul Veyne pour au moins trois raisons. Parce qu'il n'a pas son pareil pour transformer l'érudition la plus haute en un récit haletant. Parce qu'il nous délivre de la pesante chape des causes profondes et des nécessités supposées de leurs effets. Enfin, parce qu'il exécute au passage quelques grands lieux communs, telle cette séparation entre Dieu et César que nous devrions au christianisme alors que «l'on n'avait pas attendu le Christ pour savoir que Dieu et César faisaient deux». Un bijou de livre.

Os livreiros propõem agitação cultural para enfrentar a crise

Juan Miguel Salvador tinha um sonho aos 20 anos: viver rodeado de livros. «E como era jovem e inconsciente, meti-me na aventura de abrir uma livraria», graceja agora, vinte anos depois, aquele que é dono da livraria Diógenes em Madrid. Apesar da crise do sector, e do encerramento de 75 livraria por ano, ele não se arrepende.
A sua aposta para renovar o mercado consiste na agitação cultural e na novidade tecnológica. Diógenes é uma das 30 livrarias que acabam de implantar o novo sistema informático CEGAL (Confederacion Espanola de Grémios y Asociaciones de Libreros) na Internet e que constitui a primeira base bibliográfica do género e que foi apresentada no XX Congresso Nacional de Livreiros que terminou ontem em Madrid.
O objectivo da rede é inovar e superar os prejuízos. O segredo consiste em partilhar as fichas informatizadas de todos os livros existentes e que se possam vender. Caso um cliente procure um exemplar de uma obra que só existe num certo estabelecimento, o programa identifica-o e faz o pedido.
Outra das propostas de difusão livreira é a que é protagonizada pela livraria Rafael Alberti em Madrid: «Isto não é um mero estabelecimento comercial onde se vendem livros, mas sim um espaço de convivência em torno da leitura e do pensamento. Alarga-se assim o leque de pessoas que acorrem à livraria.», declara Lola Larumbe, responsável pela livraria onde autores e leitores se encontram regularmente para a realização de tertúlias literárias.
A livraria Sintagma, no El Ejido, também realiza encontros com grandes autores, que se alternam com outros menos conhecidos. O seu responsável – Prémio Livreiro Cultural 2006 – afirma: «O nosso segredo é tornar participantes os clientes neste nosso projecto».
A aposta utópica chega de Málaga onde o veterano livreiro Francisco Puche propõe as «livrarias solares» onde só existam materiais reciclados e se utilizem as energias renováveis, como acontece com a sua Livraria Prometeo: «Falámos muito de crise, mas a mais grave de todas é a ecológica e o petróleo»

Fonte: El País de 10 de Março de 2007

http://www.traficantes.net/

http://www.libreriaalberti.com/

http://www.libreriaproteo.es/

Micro-crédito pela Internet a favor dos artesãos pobres: agora também tu podes ajudá-los!


Graças à Rede global da Net já possível a qualquer pessoa conceder um empréstimo, a partir do montante mínimo de 25 euros, a favor de qualquer artesão pobre dos países em vias de desenvolvimento, o que representará certamente uma ajuda valiosíssima para quem normalmente nada tem para lutar contra a pobreza e as doenças.

Quem torna possível esta pequena maravilha é uma organização não-lucrativa sedeada na Califórnia que apenas se oferece como mediadora dos intervenientes.

Consultar:

http://www.kiva.org/

http://www.kiva.org/about/how/


Para os interessados inserimos um artigo do
New York Times sobre o assunto:


Web-Based Microfinancing


The idea of microfinancing — small-scale loans to the entrepreneurial-minded poor — reached the front page this fall when the Bangladeshi economist Muhammad Yunus and his Grameen Bank won the Nobel Peace Prize. But now the San Francisco-based nonprofit Kiva.org may have taken the idea a step further: with just a few clicks of the mouse, most everyone can become a microfinancier. At Kiva.org, a schoolteacher in Kansas can partner with an expert seamstress in countries like Kenya, Mexico and Ecuador to jump-start a tailor shop.
The founders Matthew Flannery, a Stanford graduate, and his wife, Jessica Flannery, a Stanford M.B.A. candidate, came up with the idea for Kiva, which means “unity” in Swahili, after spending time in East Africa. They noticed that many people there had no access to affordable credit. By contrast, Kiva.org offers loans to handpicked microfinance institutions at zero percent interest. These microfinance institutions, in turn, screen local applicants and lend money to individuals at an average interest rate of about 19 percent, lower than the 35 percent worldwide average for microfinance loans.
On Kiva.org, a Web site that includes photos of loan recipients and stories about them, lenders can choose aspiring small-business owners and make their own loans. (The current average is about $70.) Since it went online last year, Kiva.org has worked with more than 20 microfinance institutions around the world and enabled more than $1 million in loans for more than 2,000 businesses. (Across the entire microfinance industry, recipients of loans meet their repayment obligations more than 95 percent of the time.)
Jessica Flannery says that one of the earliest small loans helped a Ugandan fish seller take a bus to the Nile River and buy fish for a fraction of the price she previously paid a distributor. “A $10 bus ticket,” Flannery notes, “separated her from vastly expanding her profit.”



9.3.07

Já nas bancas a edição portuguesa do Le Monde Diplomatique do mês de Março

Índice do número de Março da edição portuguesa do Le Monde Diplomatique

Voos secretos da CIA – por Ignacio Ramonet

Dossier:
Do Indígena ao imigrante
- O «grémio da civilização»: do indígena ao imigrante – por Miguel Bandeira Jerónimo e Nuno Domingos
- O luso-tropicalismo: um mito persistente – por Cláudia Castelo
- A Lusofonia, outra forma de colonialismo – Alfredo Margarido
-Os «enteados da naçã» - por Bruno Peixe Dias e Tiago Ralha Farinha
- Como se constrói um imigrante – Por Ana Bigote Vieira Hugo Maia


A Espanha atormentada pelo seu passado – por José Manuel Fajardo

O mapa escolar e as desigualdades sociais – Jean-Christophe François e Franck Poupeau

Israel-Palestina: chegou a hora de um Estado binacional – por Leila Farsakh

A obstinação da Casa Branca no Iraque - doutrina de contra-insurreição e escalada para protelar o desastre – põe Ibrahim Warde

Manual do soldado perfeito – Helena Cobban

Os Estados apoderam-se da arma petrolífera – por Jean-Pierre Séréni

A batalha do gás na Europa – por J.P.S.

Darfur, um «genocídio ambíguo» - por Gérard Prunier

Kapuscinski, ao serviço do mundo – por Marta Lança

Independência do Kosovo: uma bomba-relógio – por Jean-Arnault Dérens

O santuário Yasukuni ou a memória selectiva do Japão – por Tetsuya Takahashi


Ambiguidades nipónicas e ambiguidades europeias – por Émilie Guyonnet

O indivíduo e o individualismo – por Évelyne Pieiller

Literatura indiana: 4 milénios de empenhamento social – por Tirthankar Chanda

Das Vedas ao Kamasutra … - por T.C.

As faces plurais de edição –por Nuno Medeiros~

Lei da IVG: e agora? – por Ana Matos Pires

Escritos do mês: recensões críticas de livros



Debates durante o mês de Março com o apoio do Le Monde Diplomatique

16 de Março, às 21h.30 na livraria Ler Devagar, R. da Rosa 145
Tema: Do Indígena ao Imigrante
Participantes: Alfredo Margarido, Bruno P. Dias, Cláudia Castelo, Hugo Maia, Miguel B. Jerónimo, Nuno Domingos


28 e 29 de Março, às 21h e 15h. respectivamente, no auditório da Faculdade de Ciência e Tecnologia-Universidade Nova de Lisboa
Tema: Alterações climáticas e a questão energética.
Encontro em parceria com a associação ecologista GAIA

A fortuna dos bilionários cresce sete vezes mais que a economia mundial !

No ano em que a economia mundial deve crescer cerca de 5%, segundo as estimativas, o património total dos bilionários cresceu a um ritmo sete vezes mais acelerado, de acordo com a última lista da revista Forbes.

Juntos, o património dos bilionários saltou de US$ 2,6 triliões em 2005 para US$ 3,5 triliões no ano passado – um aumento de 35%, revelou a revista.
Parte do aumento explica-se pelo número recorde de bilionários no mundo.


A publicação identificou 946 pessoas com contas bancárias com recursos acima de US$ 1 bilhão, incluindo 178 pessoas que entraram pela primeira vez na lista.
Isto quer dizer que 20% dos bilionários do mundo alcançou este status pela primeira vez em 2006.


"Foi um ano cheio de trabalho para os caçadores de fortuna da Forbes", escreveram as editoras Luisa Kroll e Allison Fass na matéria que apresenta os ricaços.
"Mercados de acções aquecidos, combinados com preços ascendentes nos mercados imobiliário e de commodities expandiram as fortunas de Mumbai a Madrid."


Os países emergentes, como o Brasil, colaboraram com mais pessoas para a lista. O número de brasileiros chegou a 20, mas apareceram também russos (19), indianos (14), chineses (13) e espanhóis (10), além de bilionários de primeira viagem do Chipre, Omã, Roménia e Sérvia.
Novamente, como nos últimos 12 anos, a lista foi encabeçada pelo CEO da Microsoft, Bill Gates, detentor de um património de nada menos que US$ 56 biliões

O investidor internacional Warren Buffet ficou em segundo lugar, com US$ 52 biliões. Mas ele perdeu espaço para o mexicano Carlos Slim, dono da telefónica América Movil e o homem mais rico da América Latina.

A performance da América Movil e a força dos mercados accionários fizeram Slim ficar US$ 19 bilhões mais rico no ano passado, elevando sua fortuna para US$ 49 biliões e encostando em Buffet e Gates.

"Estas pessoas ganharam dinheiro com tudo, desde mídia e imóveis a café, comida chinesa e álcool combustível." – disseram as jornalistas

Segundo a Forbes, o bilionário de 2006 tem em média 62 anos – dois a menos que no ano anterior – sendo que os novos membros do clube têm em média 55 anos.
A revista identificou 33 bilionários abaixo de 40 anos, que comandam US$ 118 biliões. Cerca de metade deles herdou sua fortuna.

O mais jovem bilionário é o chinês William Ding, 36, criador do portal de Internet NetEase

Fonte: BBC

Cem ideias para criar um mundo de paz






1. Sê generoso com o teu sorriso.




2. Pratica todos os dias actos de bondade.




3. Respeita a Terra.




4. Caminha por um bosque.




5. Planta uma árvore.




6. Contempla una montanha.




7. Não poluas.




8. Vive com simplicidade.




9. Deixa de tomar uma refeição e envia uma contribuição a alguma organização que ajude quem sofra de fome.




10. Apaga da tua mente qualquer fronteira.




11. Anuncia a paz às crianças.




12. Lê a carta do chefe Seattle ao presidente dos Estados Unidos.




13. Sê honesto.




14. Exige honestidade ao teu governo.




15. Pensa nas consequências.




16. Compromete-te com a não-violência.




17. Apoia as soluções não-violentas a problemas globais.




18. Defende a vida do planeta.




19. Exige a redução dos gastos militares.




20. Sê justo.




21. Jura lealdade à Terra e a todas as suas formas de vida.




22. Pensa por ti mesmo.




23. Faz perguntas.




24. Reconhece o teu potencial único.




25. Une-te a una organização que lute pela paz.




26. Sê menos materialista.




27. Sê mais amoroso.




28. Apoia um Código de Conduta de Venda de Armamentos.




29. Opõe-te a que continue a existir armas de destruição massiva.




30. Assina as petições que peçam a abolição do comércio de armas




31. Apoia as acções por uma proibição internacional das minas terrestres.




32. Utiliza os teus talentos especiais em prol de um mundo mais harmonioso.




33. Escuta o teu coração.




34. Ajuda um necessitado.




35. Luta contra o militarismo.




36. Conhece as vidas dos heróis pacifistas.




37. Ajuda a criar um parque ou jardim comunitário.




38. Comemora na tua comunidade o Dia Internacional da Paz




39. Ajuda a fortalecer as Nações Unidas.




40. Apoia a criação de um Tribunal Criminal Internacional que responsabilize os líderes políticos pela prática de crimes contra a paz, crimes contra a humanidade e crimes de genocídio.




41. Lê a Declaração Universal dos Direitos Humanos, e exige que ao teu governo a cumpra.




42. Toma conhecimento dos direitos das gerações futuras. Assina a Carta de Direitos das Gerações Futuras da Sociedade Cousteau.






43. Toma decisões como se todas as situações da vida valessem a pena. Porque valem mesmo!




44. Envolve-te nalgum grupo de acção global.






45. Faz com que tua voz seja escutada ao falar da paz.




46. Ri com mais frequência.




47. Brinca com uma criança.




48. Pede que haja mais atenção médica, educação e artes em lugar de mais armamentos.






49. Ajuda a educar a próxima geração a ser mais activa e responsável.




50. Aceita uma responsabilidade pessoal para criar um mundo melhor.




51. Canta.




52. Escreve um poema.




53. Caso sejas religioso organiza na tua Igreja um serviço religioso com o tema da paz.






54. Aprende coisas sobre as outras culturas.




55. Ajuda a alguém.




56. Apoia ao Fundo da Infância das Nações Unidas (UNICEF).




57. Escala uma montanha.




58. Limpa a tua mente.




59. Respira profundamente.




60. Toma chá.




61. Expressa os teus pontos de vista perante os funcionários de teu governo.






62. Luta pelo meio-ambiente.




63. Celebra o Dia da Terra.




64. Pensa como os astronautas, reconhecendo que somente temos uma Terra.




65. Sê construtivo.




66. Toca sinos pela paz.




67. Planta sementes de paz.




68. Cultiva um jardim.




69. Transforma um inimigo potencial num amigo.




70. Vê mais filmes com temas pacifistas.




71. Reparte algo.




72. Sê mais pacífico.




73. Envia uma nota de agradecimento.




74. Mostra aos teus amigos o muito que eles representam para ti




75. Diz com mais frequência "amo-te".




76. Não toleres os preconceitos.




77. Exige uma melhor actuação dos governantes que elegestes.






78. Caminha ao longo de uma praia, de um rio, de um lago.




79. Reconhece que todos os seres humanos têm direito à vida.




80. Respeita a dignidade de toda a pessoa.




81. Sê um líder na luta pela decência humana.




82. Vê o filme "O Rei dos Corações".




83. Envia sementes de girassóis aos líderes mundiais e exige um mundo livre de armas nucleares.






84. Opõe-te às tecnologias que prejudicam o meio-ambiente.




85. Perde uma discussão com um ser querido.




86. Lê o livro "Hiroshima" de John Hersey.




87. Caminha com suavidade sobre a Terra.






88. Aprecia o poder do sol.




89. Sê uma voz a favor do desarmamento nuclear.




90. Apoia uma ordem mundial mais justa.




91. Anuncia a não-violência com o exemplo.






92. Recorda que "Nenhum homem é uma ilha"




93. Desfruta estar com a natureza.




94. Não compres brinquedos bélicos.




95. Sê agradecido com o milagre da vida.




96. Lê "Nada de novo na frente" ou "Tempo de amar e tempode morrer" de Erich Maria Remarque.




97. Recorda aos teus líderes que a paz é importante.






98. Opõe-te aos programas violentos de televisão em horários permitidos para crianças.




99. Escuta o "Hino à Alegria", de Beethoven.






100. Celebra a paz.




Os Crimes contra a Paz e os Princípios de Nuremberga

In 1950 U.N. International Law Commission adopted the Nuremberg Principles.
The basic premise of the principles is that no person, no matter what their office, stands above international law.

Principle I
Any person who commits an act which constitutes a crime under international law is responsible therefore and liable to punishment.

Principle II
The fact that internal law does not impose a penalty for an act which constitutes a crime under international law does not relieve the person who committed the act from responsibility under international law.

Principle III
The fact that a person who committed an act which constitutes a crime under international law acted as Head of State or responsible Government official does not relieve him from responsibility under international law.

Principle IV
The fact that a person acted pursuant to order of his Government or of a superior does not relieve him from responsibility under international law, provided a moral choice was in fact possible to him.

Principle V
Any person charged with a crime under international law has the right to a fair trial on the facts and law.

Principle Vl
The crimes hereinafter set out are punishable as crimes under; international law:
a. Crimes against peace:

i. Planning, preparation, initiation or waging of a war of aggression or a war in violation of international treaties, agreements or assurances;

ii. Participation in a common plan or conspiracy for the accomplishment of any of the acts mentioned under (i).

b. War crimes:
Violations of the laws or customs of war which include, but are not limited to, murder, ill-treatment or deportation to slave-labor or for any other purpose of civilian population of or in occupied territory, murder or illtreatment of prisoners of war, of persons on the seas, killing of hostages, plunder of public or private property, wanton destruction of cities, towns, or villages, or devastation not justified by military necessity.

c. Crimes against humanity:
Murder, extermination, enslavement, deportation and other inhuman acts done against any civilian population, or persecutions on political, racial or religious grounds, when such acts are done or such persecutions are carried on in execution of or in connection with any crime against peace or any war crime.

Principle VII
Complicity in the commission of a crime against peace, a war crime, or a crime against humanity
as set forth in Principles VI is a crime under international law.

8.3.07

A nossa acção de solidariedade para com Ungdomshuset

Boicotem TUBORG, CARLSBERG, LURPAK, LEGO,...

Boicotem todos os produtos dinamarqueses como forma de solidariedade para os activistas jovens do centro social Ungdomshuset, de Copenhaga!


Mostremos a nossa solidariedade para com os activistas sociais e alternativos de Copenhaga que defenderam enquanto puderam e de forma heróica o seu centro social alternativo face ao poder desmedido da polícia ao serviço do governo direitista e à Câmara social-democrata da capital da Dinamarca.

Na sequência do despejo e demolição do centro social foi lançado um apelo a nível internacional para boicotarmos os produtos de origem dinamarquesa como forma de contestar a arbitrariedade cometida pelos poderes políticos contra os jovens alternativos de Copenhaga e que levou à expulsão dos antigos utentes e subsequente demolição do centro social da juventude Ungdomshuset, assim como denunciar a detenção indiscriminada e abusiva de centenas de jovens activistas e manifestantes nas ruas da cidade de Copenhaga.
Os espaços auto-geridos autónomos de Copenhaga e arredores pertencem a toda a juventude insurgente e arternativa da Europa.


Recorde-se que no edifício que agora foi demolido, e que era o centro da juventude alternativa de Copenhaga, nesse mesmo local realizou-se em 1910 a Conferência Internacional das Mulheres Socialistas com a presença de Clara Zetkin onde se propôs que o dia 8 de Março fosse declarado o Dia internacional da mulher.
De facto, três anos antes que Emily Davison tentasse travar o cavalo do rei Jorge em Epson, tornando-se na primeira mulher mártir da luta pelo sufragismo (1913) e dois anos depois que 129 trabalhadores da fábrica Cotton Textile Factory de Nueva York, sendo a maior parte delas emigrantes, morreram num incêndio quando reivindicavam melhores condições de vida e de trabalho ( «Bread and Roses», 1908), Clara Zetkin cruzou as portas de entrada do edifício Ungdomhus empunhando um sombrero e perante mais de 100 companheiras chagadas de 17 países lhes propôs o estabelecimento do Dia Internacional da Mulher para o dia 8 de Março.

Ironicamente foi esse mesmo edifício com toda essa simbologia histórica, e verdadeiro património histórico da humanidade que a Câmara social-democrata de Copenhaga resolveu demolir depois de ter despejado os activistas que ocupavam o seu centro social.

Com a demolição o que se pretendeu foi acabar como o mal exemplo, a administração colectiva e autogestionária, quantas vezes sem recursos e com grande ânimo e voluntarismo, abafar os projectos, as oficinas, os concertos, a autoconsciência crítica e não remunerada, o antagonismo prática à «cidade-supermercado» a que nos querem condenar

Dia Internacional da Mulher

"Every time we liberate a woman, we liberate a man."
Margaret Mead

Consultar os textos já publicados neste blogue:
- A origem do dia internacional da mulher
- 8 de Março – Greve global das mulheres
- A mulher é o futuro do homem ( canção de Jean Ferrat sob inspiração de Aragon)

Femmes debout
( série de 5 episódios sobre a luta pela emancipação da mulher)


Parte 1







Parte 2







Parte 3







Parte 4







Parte 5







A MULHER E A RESISTÊNCIA

8 de Março – A Mulher e a Resistência

O Movimento Não apaguem a Memória vai promover no dia 8 de Março um colóquio subordinado ao tema “A Mulher e a Resistência”.

Vai decorrer na Biblioteca-Museu República e Resistência e desenvolver-se-á em duas partes, reservando para a noite uma sessão de convívio, a decorrer na Associação 25 de Abril:

Manhã – 10h:
Abertura por Nuno Teotónio Pereira, em representação do Movimento.

Contextualização histórica do período ditatorial do Estado Novo, por Irene Pimentel.
Comunicações de Vanessa Almeida sobre “As mulheres das casas clandestinas”;e de Sónia Ferreira, sobre “Resistência feminina em Almada”
Apresentação das outras instituições promotoras do colóquio

Tarde – 14h30:

Projecção de um documentário sobre o papel das mulheres na resistência, no caso o estatuto das enfermeiras, centrado na figura da Isaura Borges Coelho, da autoria de Susana Sousa Dias.Seguem-se depoimentos, em breves intervenções de 5 minutos, a partir do próprio auditório, com testemunhos do cárcere e da vida de resistência, das mulheres presas pela PIDE/DGS no período ditatorial do Estado Novo.Para uma melhor articulação da sessão e evitar quebras de ritmo, ordenam-se os testemunhos em quatro grupos:Clandestinas: Albertina Diogo; Domicília Correia da Costa; Ivone Dias Lourenço; Georgete Ferreira; Sofia Ferreira; Teresa Dias Coelho.Resistência legal: Isaura Borges Coelho; Hortênsia Campos Lima; Isabel do Carmo; Helena Pato; Luísa Irene Dias Amado; Maria Eugénia Varela Gomes; Maria Purificação Araújo; Maria Jesus Barroso; Estela Piteira Santos.Movimento estudantil: Gina Azevedo; Maria Emília Neves; Maria João Gerardo; Sara Amâncio.Mulheres do Couço: Maria Custódia Chibante.

Encerramento das actividades do colóquio na Biblioteca-museu República e Resistência às 17h30

Reabertura das actividades às 19h, na Associação 25Abril

Inauguração da banca de livros alusiva ao tema, com apoio da Ler Devagar, e preparação da sala para o convívio da noite.

Noite:Convívio com poesia, música e canções, no átrio da Associação 25 de Abril, com o Vítor Sarmento e companheiros do Erva de Cheiro, um jogo de jograis, a cargo da Maria Emília Neves.


Programa da Romagem a Coruche e ao Couço
(10 de Março – sábado)

8h30 – Saída de Lisboa. Concentração na Avenida de Berna, junto à entrada principal da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (diante da Igreja Nossa Senhora de Fátima.

10h – Chegada a Coruche. Sessão de boas-vindas no Museu Municipal pelo presidente da Câmara, Dionísio Mendes da Silva.
Evocação da resistência antifascista no concelho de Coruche, feita pelo presidente do município e pela antropóloga Paula Godinho
Visita à exposição em homenagem a Zeca Afonso

13h – Almoço, oferecido pela Câmara Municipal de Coruche

14h30 – Partida para o Couço e Azervadinha

15h – Visita à igreja da Azervadinha e relato do episódio sobre a estadia dos padres holandeses na década de 1960, que levou à sua expulsão do país.

15h30 – Viagem para o Couço

16h – Visita ao Couço e aos lugares simbólicos da resistência antifascista, guiada pela resistente Maria Custódia Chibante e pela antropóloga Paula Godinho

17h – Momento de convívio e de petiscos na Cooperativa “Conquista do Povo”

18h – Regresso a Lisboa

Preço da viagem: 10 euros
Preço solidário: 15 euros

N. B. – As inscrições estão a limitadas às primeiras 43 pessoas, devido à lotação do autocarro.
Podem fazer-se até 8 de Março (inclusive), para os seguintes contactos:
Grupo de Ligação – e-mail: contacto@maismemoria.org


Romagem a Coruche e ao Couço

As inscrições para a romagem de 10 de Março, sábado, vão encerrar no final do colóquio “A Mulher e a Resistência”, que decorre amanhã, 8 de Março, na Biblioteca-Museu República e Resistência.
Pede-se às pessoas inscritas que regulem no decorrer do colóquio a sua prestação financeira, pois a conta da deslocação do autocarro, já fretado à Barraqueiro, terá que ser liquidada na manhã de sexta-feira, 9 de Março.

No total estão reservados 34 lugares, para um total de 45 lugares



O nº 8 do Coice de Mula já está à venda

O nº 8 do jornal Coice de Mula ( preço de 2 euros) já está em circulação e à venda nos locais habituais e, como sempre, com um impecável aspecto gráfico.
A redacção e coordenação continuam a cargo de José Tavares e de Júlio Henriques


Deste número destaca-se um dossier sobre a agricultura industrial e a agricultura orgânica onde se incluem os seguintes textos:

- «Os sete mitos mortais da agricultura industrial» (extraído do livro Fatal Harvest: the tragedy of industrial agriculture, obra colectiva editada pela Island Press),
- «Guerra biológica contra a natureza» de Rachel Carson (bióloga e ensaísta, autora de Silent Spring, livro que contribuiu para a eclosão do movimento ecologista nos EUA), - - Hortas Urbanas ( de autoria do ornitólogo Paulo Barreiros),
- Nova agricultura: de biológica a biomercadológica ( por Maria José Macedo),
- Incêndio dos aspectos, Por detrás do fogo ( autor: Jorge Valadas).

Encontramos em seguida dois textos da crítica civilizacional, um de Marshall Sahlins, «A primeira sociedade da abundância», e um segundo que é um excerto do discurso de Russel Means proferido em Julho de 1980 perante vários milhares de pessoas que compareceram à Reunião para a sobrevivência internacional das Black Hills.
Acresce a isto um longo texto de Jacques Ellul retirado do seu livro Propagandes.

Encontramos também vários textos, crónicas e notícias brilhantemente escritas e sempre com um pendor de ironia e de crítica social, sem esquecer a sempre presente Banda Desenhada.
Finalmente, e como novidade, o jornal traz neste número um suplemento desporivo onde são desvendados alguns dos mais espantosos segredos do desporto nacional não fosse o título de um dos seus textos mais bem inpirados «Futebol e mais Massas».

Mais um número imperdível que simbolicamente é colocado sob o signo «da despoluição da arte contemporânea» como se pode ler na sua primeira página.


Do texto inicial, com o título A Nossa Civilização, escrito por Júlio Henriques respigamos este trecho:

«A civilização europeia é uma civilização do Ter. O seu único deus verdadeiro é o Dinheiro. Mostram-no as suas práticas mais comuns e revela-o à saciedade todo o processo colonial…»



O Coice de Mula encontra-se nomeadamente à venda nos seguintes locais:

Aljustral – no C.A. Gonçalves Correia
Almada – Centro de Cultura Libertária
Aveiro – Livraria O Navio dos Espelhos
Braga – Livraria Centésima Página
Coimbra – Café República; Livraria Nihil Obstat, Sé Vela
Évora – quiosque da Praça do Giraldo, e o da Praça Luís de Camões
Leiria – Livraria Arquivo
Lisboa – Livraria Letra Livre, livraria ler devagar e na BOESG
Montemor-O-Novo – Livraria Fonte de Letras
Ourém – Livraria Som da Tinta
Portalegre – Livraria Tavares, Livraria 8.6, quiosque do Parque
Porto – Livraria utopia, quiosquedo café Piolho
Setúbal – COSA


Informações e pedidos podem ser dirigidos para
jornal_coice_de_mula@hotmail.com