26.10.10

Apresentação no Porto (dia 27 de Out) e Braga (dia 28) do livro Noente Paradise da cantora galega Ugia Pedreira que dará um concerto na Casa da Música


Ugia Pedreira, cantora galega, dá um concerto, juntamente com a sua banda, Marful, na Casa da Música no Porto, no dia 29 de Outubro às 22h.

Entretanto, no dia 27 de Out. ( 4ª feira), na Livraria Leitura (Rua de Ceuta 88, Porto), Ugia Pedreira apresentará o seu livro Noente Paradise, editado pela Através Editora, e que constitui o primeiro poemário daquela cantora galega.

A mesma apresentação repetir-se-á no dia 28 de Out. em Braga, em colaboração com o Centro de Estudos Galegos da Universidade do Minho.









O livro-CD Noente Paradise é um dos primeiros da colecçom ATRAVÉS DAS LETRAS. Quem procurar um poemário encontrará, se calhar, um livro de cançons. Se procurar cançons, é possível que se surpreenda ao ler um poemário ou um manual de baile, explica Martázul Busto, ao tempo que aclara que Noente Paradise é «um híbrido». Em sua opiniom, Ugia Pedreira «atirou ao público, desde antes dos remotos tempos de Chouteira, voz e olhadas, mesmo sinais. Agora atira-se ela sem mediaçom».

Pedreira é umha artista polifacética. Tem musicado espectáculos teatrais, dirigido centros de folque com nomes cambiantes (aCentral), gerido, produzido, ordenado, desenhado... Com Noente Paradise cobre um espaço ainda nom explorado, o do papel. A cantora resgata as retóricas que arrouparam músicas eclécticas, marfulianas, nordestinas ou matraqueiras e acrescenta-lhes cantigas ainda nom musicadas, isto é, poemas à procura de melodias, recolhidos no CD que acompanha o livro.

É Noente Paradise «umha viagem polos mares do norte desde a entranha. Noente está nas praias do interior, segundo se passa por Cuba e se volta, sempre, a Galiza, à repetiçom da quotidiania delirante», conta Martázul Busto. «O paraíso está no vaivém contínuo da palavra ao som e do som ao texto».

Numha recente entrevista, Pedreira explica que no novo título da ATRAVÉS EDITORA há letras que compujo para grupos musicais e projetos como Nordestin@s, Marful, Descarga ao Vivo, GalegoZ, a Matraca Perversa... Segundo ela própria conta, «desde a adolescência fum escrevendo cançons ou poemas que fôrom tocados pola música». Perguntada acerca de se escrever poemas e cançons é o mesmo, a cantora reconhece que «interpreto e canto as minhas cançons-poemas. Como autora deles/as, é o espaço mais natural».

Nazaré contra a guerra, contra a NATO (colóquio no salão Mar Alto, dia 30 de Outubro às 16h.)


Sessão / Colóquio
Nazaré Contra a Guerra, Contra a NATO

Sábado, 30/10/2010 - 15:00

Local: Salão Mar-Alto, Nazaré

Colóquio sobre Mário Castelhano, uma vida militante pela liberdade, realiza-se no dia 30 de Out. às 16h. na Biblioteca-Museu República e Resistência


A Biblioteca Municipal República e Resistência e o Centro de Estudos Libertários promovem um Colóquio sobre Mário Castelhano.

A primeira sessão será no dia 30 deste mês pelas 16:00 h.

Local:
Câmara Municipal de Lisboa
Biblioteca-Museu República e Resistência
Rua Alberto de Sousa, 10 A, 1600-002 Lisboa
Telefone: 21 780 27 60
Fax: 21 780 27 88




Intervenções:
“Sindicalismo nos anos de promessa, controversias e repressão”, por Paulo Guimarães


“Resenha biográfica de Mário Castelhano”, por Luís Garcia e Silva




MÁRIO CASTELHANO
Mário Castelhano nasceu em Lisboa, em 1896 e faleceu no Tarrafal, Cabo Verde, a 12 de Outubro de 1940. Foi um destacado militante anarco-sindicalista dos anos 20 e 30. De origem modesta, começou a trabalhar aos 14 anos na Companhia Portuguesa dos Caminhos-de-Ferro, participado nas greves de 1911, 1918 e 1920, vindo a ser despedido pela sua participação na organização destas últimas greves. Passou então a ocupar-se em actividades de escrituração no Sindicato de Ferroviários de Lisboa, na Federação Ferroviária e na Confederação Geral do Trabalho. Membro da comissão executiva da Federação Ferroviária, ficou com o pelouro das relações internacionais e a responsabilidade de redactor-principal do jornal A Federação Ferroviária. Dirigiu também os jornais O Ferroviário e O Rápido. Participou na reorganização do Conselho Confederal da CGT, após o 28 de Maio de 1926, de onde saiu eleito responsável do novo secretariado e redactor-principal de A Batalha. Após a tentativa insurreccional de Fevereiro de 1927, a repressão policial acentuou-se, a CGT é ilegalizada e o jornal A Batalha assaltado, vindo Mário Castelhano a ser preso em Outubro do mesmo ano e deportado no mês seguinte para Angola, onde ficou dois anos. Em Setembro de 1930, foi enviado para os Açores e em Abril de 1931, para a Madeira, participando na insurreição desta ilha contra o Governo. Com a derrota deste movimento, foge da ilha, embarcando clandestinamente no porão do navio Niassa. Em 1933, estava de novo à frente do secretariado da CGT e faz parte do grupo que organiza o 18 de Janeiro de 1934. Preso a 15 de Janeiro, três dias antes do movimento, é condenado pelo Tribunal Especial Militar a 16 anos de degredo. Embarcou em Setembro de 1934, com destino à Fortaleza de S. João Baptista, em Angra do Heroísmo, e em Outubro de 1936, para o campo de concentração do Tarrafal, onde morreu. Foi condecorado postumamente com a Ordem da Liberdade.
Manuel Loff, Sofia Ferreira
Biografia retirada de: AQUI

Excerto do livro O segredo das prisões atlânticas, da autoria de Acácio Tomás de Aquino, onde se dá conta das condições que deram origem, no Tarrafal, ao agravamento de saúde e consequente morte de Mário Castelhano, secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho e Director do jornal A Batalha (órgão da CGT). Decorria o ano de 1940.


MORREU MÁRIO CASTELHANO


Mário Castelhano, desde o seu internamento na Fortaleza de São João Baptista na Ilha Terceira, nos Açores, vinha sofrendo dos intestinos, mas como em Angra o médico assistente não recusava receitar especialidades farmacêuticas necessárias ao tratamento dos presos doentes ali enclausurados, a doença do Mário não se agravou.
Assim que foi internado no Campo de Concentração do Tarrafal, quer pela deficiente alimentação quer pela falta de medicação adequada para atenuar ou curar a sua enfermidade, lentamente o seu mal foi-se agravando, até que, nos primeiros dias de Outubro de 1940, Mário Castelhano baixa à enfermaria com febre intestinal.
Ao fim de vários dias, como a dieta a que estava sujeito não o alimentasse convenientemente, o médico Esmeraldo Pratas Pais receitou-lhe outra dieta, como melhor alimentação no seu entender: papas de farinha.
Assim que o Mário começou a ingerir esta nova dieta, o seu estado de saúde agravou-se ainda mais.
Como eu nessa altura estivesse atravessando uma crise de dores no lumbago, crise que frequentemente me imobilizava, e desejando a todo o custo que o director soubesse do estado em que se encontrava o Mário, expus ao camarada Manuel Pessanha o meu desejo, para que ele transmitisse ao Rosinha, então criado do director, e este assim fez. O Rosinha transmitiu o caso à mulher do director, dizendo-lhe que o Mário já o tinha salvado da morte, assim como outros camaradas, exaltando as suas qualidades, e que naquele momento estava muito mal.
O director assim que a sua mulher lhe transmitiu o que se passava com o Mário, chamou a Rosinha, para que lhe explicasse melhor o assunto. Ao mesmo tempo pergunta-lhe quem teria sido o preso que lhe dera esse recado. O Rosinha, por engano, segundo afirmou, em vez de citar o nome do Pessanha disse-lhe que fora Tomás de Aquino.
O director, durante o pouco tempo do seu reinado, manifesta para comigo uma certa aversão, sem eu saber o motivo, mas vai imediatamente à Vila e traz o médico consigo, a fim de assistir ao que me desejava dizer, e ouvir o que eu lhe dissesse.
Já depois de ter tocado o recolher, abriram a porta da caserna e um guarda chama por mim e indica-me para ir ao portão falar ao director.
Quando cheguei, o director mandou-me encostar a um dos fortins, o que me fez desconfiar que alguém ali se encontrava escondido.
- Então o que se passa com o Mário Castelhano?
Apesar de não ter sido quem falara ao Rosinha a propósito da doença do Mário, não tive dúvidas em lhe responder, como se de facto fosse a minha pessoa que o tivesse feito.
- Senhor director, é um facto incontestável que o Mário Castelhano, desde que o médico lhe receitou papas de farinha como dieta, o seu estado de saúde agravou-se consideravelmente!
- Mas o que são essas ampolas de comer?- pergunta-me.
O Rosinha em vez de dizer ampolas bebíveis disse de comer.
- Deve ser engano, senhor director, eu falei ao Rosinha foi em ampolas bebíveis e não de comer. Tais ampolas bebíveis creio que são aconselháveis para as infracções intestinais!
Com azedume interpela-me:
- Mas o que é que você percebe de medicina? Você está a chamar assassino ao médico?
- Eu não lhe estou a chamar assassino. Eu, mais os meus camaradas do acampamento, estamos dispostos a comprar os medicamentos necessários para salvar o Mário, caso a farmácia da Colónia não os tenha!
- Mas quem é que lhe disse que as papas lhe faziam mal? Volta o director a interrogar-me em termos de censura.
- São todos os componentes do acampamento. Especialmente os que acompanham mais de perto a evolução da sua doença!
- Diga lá um nome? E apresta-se para registar.
- Sou eu um deles; disse-lhe peremptoriamente.
O director mandou chamar o enfermeiro Virgílio de Sousa. Percebendo a sua intenção, interpus:
- Senhor director, eu não disse que fosse ele!
O guarda não chegou a chamar o Virgílio, porque ele logo quis admoestar:
- Você, há tempos, quando foi marcar a casa junto à minha residência, fez lá um comentário desagradável à minha pessoa... Você queria era já uma tareia!
Voltando-se para o guarda, ordena-lhe:
- Leva já este sacana para a "Frigideira".
Quando regressei de lá baixei á enfermaria, e assim que o médico viu que eu já podia pôr-me de pé, o director mandou formar os presos e chama por mim e o Virgílio de Sousa.
Na presença do médico, o director começa por enaltecer as qualidades dele, a quem estava confiada a vigilância da nossa saúde, para depois desdenhar miseravelmente da dignidade e da competência profissional do abnegado enfermeiro Virgílio de Sousa. A meu respeito, com desdém aludiu a que eu, profissionalmente, nem servente de pedreiro era.
Dali segui para a "Frigideira".
Daí a dois dias, a 12 de Outubro de 1940, morre o Mário Castelhano, nos braços do nosso camarada Américo Martins Vicente, o que nos causou profunda consternação.
Alguns camaradas, supondo que teria havido uma provocação por parte do Rosinha para me prejudicar, fizeram um inquérito, sendo ouvidos o Pessanha, o Rosinha e eu. Verificou-se que nada houve em desabono do Rosinha.
Com a perda do camarada Mário Castelhano, não só a Organização Libertária Prisional, como também a organização anarco-sindicalista perdeu um dos seus melhores elementos.
Mário Castelhano foi um dos militantes mais prestigiosos do movimento operário, carácter íntegro, dotado de uma inconfundível tolerância, mas energicamente combativo em todos os momentos cruentos da luta contra a tirania. Defensor acérrimo e convicto das suas ideias anarco-sindicalistas, pelas quais sempre denodadamente combateu, foi várias vezes preso e várias vezes deportado.
Foi secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho, Director do jornal A Batalha, órgão da CGT, e colaborador activo do movimento revolucionário e grevista do 18 de Janeiro de 1934. Faleceu vítima da infecção intestinal, sem qualquer assistência médica.
Os camaradas que nessa altura estavam no serviço de saúde, Virgílio de Sousa, Leonildo Assunção Felizardo, Silvino Leitão, Fernando Costa e Américo Martins Vicente, este como doente crónico, e sempre um abnegado auxiliar, tentaram por todos os meios ao seu alcance arrancar às garras da morte o moribundo Mário Castelhano, mas toda a sua boa vontade, saber e dedicação foram baldados, em consequência da falta de medicamentos, sonegados criminosamente pelo famigerado médico carcereiro Esmeraldo Pratas Pais.
A estes quatro camaradas atrás citados, como a outros que mais tarde se incorporaram no serviço de saúde, não podemos deixar de registar o nosso mais vivo reconhecimento pelo seu inexcedível e abnegado afã na assistência aos muitos doentes prostrados nos leitos e aos que necessitavam dos seus cuidados permanentes.
Continuam os castigos acintosos com pretextos forçados ou insignificantes.
Alpedrinha é castigado com três dias por discutir com um guarda por causa de um púcaro de água.
Os presos voltam a usar o cabelo comprido. Domingos Tavares, Gabriel Pedro e Francisco Miguel são castigados, respectivamente, com seis, quatro e dois dias por não tirarem o chapéu ao guarda Velhinho, e Manuel Gomes por não ouvir a ordem de "Tirar chapéus" é castigado com 10 dias. Damásio Pereira é punido com quatro dias por conduzir a cama para o depósito de doentes sem autorização do guarda.
O guarda Carlos Silva é agredido pelo director por ele participar do seu criado Rosinha, mas entretanto este e Tomás Garcia passam duas noites na "Frigideira".
O guarda Teixeira apreende um par de botas que José de Almeida estava fazendo sem autorização, sendo castigado com 10 dias, e António Gonçalves Saleiro "Viana" também com 10 dias por tentar encobrir, e é agredido na secretaria.
Jacinto Vilaça baixa à enfermaria com uma biliosa".

De Caras, filme de Tiago Afonso sobre Camilo Mortágua, vai ser apresentado hoje à noite na Casa da Achada às 21h30


De Caras - apresentação do filme de Tiago Afonso sobre Francisco Mortágua
Hoje, 3ª feira, 26/10/2010, às 21:30
Local: Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, Lisboa

Projecção e apresentação do filme De Caras (2010, 75 min.), a partir de uma longa entrevista com Camilo Mortágua, com a presença do realizador, Tiago Afonso, e do entrevistado.

«Arrasta-se há mais de três anos aquilo a que eu chamava o projecto LUAR. Hoje apresento-o na Casa da Achada com o título “De Caras”. O que começou por ser uma investigação e conjunto de entrevistas à volta da Liga Unida de Acção Revolucionária centrou-se numa só personagem: Camilo Mortágua.

Filme de enorme simplicidade formal, trata-se de um depoimento montado no qual a personagem fala sobre o seu percurso desde o início dos anos sessenta até aos dias de hoje tendo como momentos essenciais as acções da organização antifascista e a aventura da Torre Bela, ocupação e consequente autogestão da herdade dos duques de Lafões, que se transformou num dos ícones do PREC por ter sido registado em filme pelo recém falecido realizador alemão Thomas Harlan.

A segunda dimensão do filme, ao nível da imagem, são desenhos feitos por PAM a partir do depoimento, sendo que apenas um ou outro tem características de ilustração. A maioria tende para a dispersão. Trata-se de interpretações subjectivas de palavras bastante objectivas.

Desde o início que entendo que o sítio ideal para apresentar pela primeira vez este projecto é a Casa da Achada - Centro Mário Dionísio, não só por certas afinidades políticas, mas também por ter sido com estas pessoas (Mário Dionisenses) que dei os meus primeiros passos na descoberta da história recente, mas forçosamente esquecida por muitos deste nosso malfadado país à beira mar encostado.»

Tiago Afonso

25.10.10

Fotos das manifestações e da contestação social em França


Não à Reforma

Escutai a Cólera do Povo






No cartaz pode-se ler:

A mãe sexagenária diz para a filha adolescente:
-Na tua idade já eu trabalhava!

E diz a filha adolescente para a mãe:
- Eu, quando tiver a tua idade, ainda estarei a trabalhar!







A polícia em moto para acompanhar os camiões de gasolina




O amor face à força policial





Assembleia Geral de estudantes numa Faculdade de Paris


Bloqueio na entrada de uma escola secundária





23.10.10

Declaração pública de Paulo Varela Gomes

Texto publicado no jornal Público de 23 de Outubro de 2010

Sobre Paulo Varela Gomes:
Licenciado em história pela Universidade Clássica de Lisboa (1978), mestre em história da arte pela Universidade Nova de Lisboa (1988), doutorado em história da arquitectura pela Universidade de Coimbra (1999). Docente do DARQ desde 1991, professor convidado do Dep. Autónomo de Arquitectura da Universidade do Minho desde 2001, docente convidado de outras universidades portuguesas e estrangeiras. A principal área de investigação e publicação tem sido a história da arquitectura e da cultura arquitectónica portuguesa dos séculos XVII e XVIII.


DECLARAÇÃO


As medidas que o Estado português se prepara para tomar não servem para nada. Passaremos anos a trabalhar para pagar a dívida, é só. Acresce que a dívida é o menor dos nossos problemas. Portugal, a Grécia, a Irlanda são apenas o elo mais fraco da cadeia, aquele que parte mais depressa. É a Europa inteira que vai entrar em crise.

O capitalismo global localiza parte da sua produção no antigo Terceiro Mundo e este exporta para Europa mercadorias e serviços, criados lá pelos capitalistas de lá ou pelos capitalistas de cá, que são muito mais baratos do que os europeus, porque a mão-de-obra longínqua não custa nada. À medida que países como a China refinarem os seus recursos produtivos, menos viável será este modelo e ainda menos competitiva a Europa. Os capitalistas e os seus lacaios de luxo (os governos) sabem isso muito bem. O seu objectivo principal não é salvar a Europa, mas os seus investimentos e o seu alvo principal são os trabalhadores europeus com os quais querem despender o mínimo possível para poderem ganhar mais na batalha global. É por isso que o “modelo social europeu” está ameaçado, não essencialmente por causa das pirâmides etárias e outras desculpas de mau pagador. Posto isto, tenho a seguinte declaração a fazer:

Sou professor há mais de 30 anos, 15 dos quais na universidade.

Sou dos melhores da minha profissão e um investigador de topo na minha área. Emigraria amanhã, se não fosse velho de mais, ou reformar-me-ia imediatamente, se o Estado não me tivesse já defraudado desse direito duas vezes, rompendo contratos que tinha comigo, bem como com todos os funcionários públicos.

Não tenho muito mais rendimentos para além do meu salário. Depois de contas rigorosamente feitas, percebi que vou ficar desprovido de 25% do meu rendimento mensal e vou provavelmente perder o único luxo que tenho, a casa que construí e onde pensei viver o resto da minha vida.
Nunca fiz férias se não na Europa próxima ou na Índia (quando trabalhava lá), e sempre por
pouco tempo. Há muito que não tenho outros luxos. Por exemplo: há muito que deixei de comprar livros.

Deste modo, declaro:

1) o Estado deixou de poder contar comigo para trabalhar para além dos mínimos indispensáveis. Estou doravante em greve de zelo e em greve a todos os trabalhos extraordinários;

2) estou disponível para ajudar a construir e para integrar as redes e programas de auxílio mútuo que possam surgir no meu concelho;

3) enquanto parte de movimentos organizados colectivamente, estou pronto para deixar de pagar as dívidas à banca, fazer não um, mas vários dias de greve (desde que acompanhados pela ocupação das instalações de trabalho), ajudar a bloquear estradas, pontes, linhas de caminho-de-ferro, refinarias, cercar os edifícios representativos do Estado e as residências pessoais dos governantes, e resistir pacificamente (mas resistir) à violência do Estado.

Gostaria de ver dezenas de milhares de compatriotas meus a fazer declarações semelhantes

Acção de teatro invisível sobre o desemprego na sala de espera de um centro de segurança social



Quebrando o Isolamento, Experimentando a Acção

Ensaio sobre o desemprego
na sala de espera de centro de segurança social



Na sequência de uma Oficina do Teatro Oprimido realizada nos dias 26, 27 e 28 de Setembro no Sindicato da Hotelaria do Sul, em Lisboa, realizou-se uma acção de teatro Invisível na Sala de Espera de um Centro da Segurança Social no dia 30 de Setembro. O vídeo que abaixo se reproduz dá conta dessa Acção de teatro Invisível.


A acção testemunhada neste vídeo realizou-se na manhã de 30 de Setembro de 2010, um dia após a divulgação do 3º pacote de medidas relativas ao Pacto de Estabilidade e Crescimento. Estava então a acabar o prazo para a entrega da prova de “condição de recursos” pelos beneficiários de prestações sociais. O PEC3 veio, entre outras medidas, anunciar aumento de impostos, um indicador de que sobreviver se tornará mais caro e mais difícil.

A iniciativa partiu dos/as participantes no “ensaio sobre o desemprego”, uma oficina de teatro forum/teatro do oprimido dirigida essencialmente a desempregados/as, mas também a trabalhadores/as precários/as. Pretendíamos realizar uma acção que ajudasse a dar visibilidade à burocracia que enfrentam as pessoas desempregadas, o pesadelo que é enfrentar uma máquina burocrática que nos olha com desconfiança. Resolvemos unir o útil, ao igualmente útil e necessário: alguns/mas de nós tinham de enfrentar a tal máquina burocrática, precisavam de ir recolher senha, esperar, e tentar não desesperar.

O vídeo não necessita de muitos comentários. As imagens e as palavras falam por si. Mas há algumas informações que podem ajudar a contextualizar. Segundo dados recolhidos no centro de atendimento em questão, a média de utentes em espera passou de 80 para 180 pessoas, após a entrada em vigor da exigência aos beneficiários de prestações sociais não contributivas, de prova de condições de recursos. Não temos dados sobre os tempos de espera, mas sabemos que muitos foram os dias em que às 10h/11h/12h, já não era sequer possível obter uma senha que habilitasse a ser atendido/a no mesmo dia







Oficina de Teatro d@ Oprimid@/Teatro Fórum
26, 27 e 28 de Setembro, Lisboa

Esta proposta de Oficina de Teatro do Oprimido foi elaborada na sequência da experiência do “Desempregados pelo trabalho justo” e, para defender a urgência de acção colectiva, parte-se da constatação do crescimento do desemprego, e do forte ataque de direitos e de dignidade a que têm sido sujeitas as pessoas desempregadas. O ambiente social é de pressão sobre quem tem trabalho, e de ostracismo relativamente a quem não o tem. O clima geral é o da promoção do medo, do salve-se quem puder, da acomodação. Neste contexto, e reconhecendo-se que há muito pouca reflexão sobre a experiência social do desemprego, pretende-se reunir pessoas que o vivenciam para ensaiar formas de o compreender, para ensaiar perspectivas de mudança. Pretende-se quebrar o isolamento – um dos principais obstáculos à construção de acção colectiva - e construir solidariedades, partindo de quem vive a experiência do desemprego.

O que se propõe é a realização um ensaio sobre o desemprego, em duas acepções do termo: ensaio enquanto esboço crítico; ensaio enquanto tentativa ou experiência de transformação social. Para isso será usado o método do teatro do oprimido, um método teatral que reúne exercícios, jogos e técnicas elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. O teatro é aqui encarado enquanto forma de conhecimento, enquanto instrumento de transformação da sociedade, o teatro na acepção mais arcaica da palavra: todos os seres humanos são actores, porque agem, e espectadores, porque observam. Com explica Augusto Boal, o teatro deve trazer felicidade, deve ajudar-nos a conhecermos melhor a nós mesmo e ao nosso tempo. (...) O teatro é uma forma de conhecimento e deve ser também ser um meio de transformar a sociedade. Pode nos ajudar a construir o futuro, em vez de mansamente esperarmos por ele. (Em Jogos para atores e não atores, de Augusto Boal). O objectivo imediato é o ensaio crítico, o empoderamento, a quebra de isolamento, mas objectivo mais vasto é o ensaio de acção colectiva.

http://ensaiosobreodesemprego.blogspot.com/

22.10.10

Oficina de Teatro do/da Oprimido/a na Escola Superior de Artes e Espectáculo no Porto (29, 30 e 31 de Outubro)


Oficina de Teatro d@ Oprimid@ no Porto
Organização de Gaiac (Agrupo de acção e intercâmbio artístico e cultural) e Grupo de Teatro legislativo Estudantes por empréstimo.
Mais info em: estetica.do.oprimido@gmail.com

dinamizada por
Olivar Bendelak, do CTO – Rio

29, 30 e 31 de Outubro 2010 na ESMAE, Escola Superior de Artes do Espectáculo, no Porto


Olivar Bendelak trabalha como o Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro e é um dos seus responsáveis, fazendo parte da sua equipa e elenco. Trabalhou activamente com Augusto Boal desde a década de 1990. Encenou vários grupos populares de Teatro do Oprimido: Grupo CORPO EnCENA, da comunidade da Pedreira em Costa Barros, que originou a primeira lei estadual do Teatro Legislativo; Grupo Marias do Brasil, em parceria com a Curinga Claudete Felix, formado por trabalhadoras domésticas que na luta pelos direitos da categoria fez apresentação no Congresso Nacional em Brasília. Foi um dos elementos da equipa do mandato de Augusto Boal, quando este foi eleito para a Assembleia dos Vereadores, no Rio de Janeiro. Olivar é desde 2000 o responsável pelo Teatro Legislativo no CTO-Rio.

Estética do Oprimido

é a mais recente pesquisa desenvolvida por Boal e a equipe do Centro de Teatro do Oprimido, é a seiva que alimenta a Árvore, desde as raízes passando pelo tronco, atravessando galhos e folhas. A Estética do Oprimido tem por fundamento a crença de que somos todos melhores do que supomos ser, e capazes de fazer mais do que aquilo que efetivamente realizamos: todo ser humano é expansivo. Trata-se do fundamento teórico e prático do Método do Teatro do Oprimido: através de meios estéticos – que proporcionam a descoberta das possibilidades produtivas e criativas, e da capacidade de representar a realidade produzindo Palavra, Som e Imagem – promover a sinestesia artística que impulsiona o autoconhecimento, a auto-estima e a autoconfiança; e o diálogo propositivo que estimula a transformação da realidade.”

2ª celebração da aldeia das amoreiras sustentável (23 e 24 de Outubro, em Odemira, Alentejo)



No fim-de-semana de 23 e 24 de Outubro o Centro de Convergência/ GAIA Alentejo apresenta a II Celebração da Aldeia das Amoreiras Sustentável, aberta a todas e todos aqueles que queiram festejar connosco!

Na Aldeia das Amoreiras, o Sábado começa com o já habitual Mercado de Produtos Locais (Largo da Amoreira às 10H), prosseguindo pela tarde com a inauguração da exposição biográfica de Salguery, mágico natural da Aldeia premiado internacionalmente, que estará presente para apresentar alguns Apontamentos Mágicos (Centro Social às 16H). Segue-se a apresentação dos resultados dos inquéritos, realizados no mês de Agosto a todos os habitantes da Aldeia das Amoreiras, ao longo da segunda fase do projecto Aldeia das Amoreiras Sustentável (Tenda junto ao Centro Social às 18H).

No Domingo convidamos todos os habitantes da Aldeia interessados em concretizar o sonho “Mais Espaços e Actividades para Crianças” para o encontro na Antiga Escola Primária, pelas 10H30.

Dia 24 reserva ainda a projecção dos documentários “Aldeia de Sonho” (realizado na Aldeia das Amoreiras) e “A Verdade Inconveniente” e o debate sobre Iniciativas de Transição, num evento de entrada livre a todos os habitantes e visitantes da Aldeia das Amoreiras (Sociedade Recreativa às 15h30).

Projecto Aldeia das Amoreiras Sustentável: Pretendemos facilitar a criação de uma estratégia de desenvolvimento sustentável para a Aldeia e capacitar a população para a auto-ajuda. Pretendemos também fazer educação ambiental e convidar pessoas experientes em Permacultura e outros domínios para ajudar a pensar e criar a Aldeia das Amoreiras Sustentável

Lançamento de Doutor Avalanche, o novo livro de Rui Manuel Amaral (amanhã, 23 de Out. às 18h30)




O lançamento no Porto de “Doutor Avalanche” terá lugar na Fnac do NorteShopping, sábado, dia 23 de Outubro, pelas 18h30.
A apresentação do livro será feita por Rui Reininho.
Mais informação:

Lançamento informal do nº 2 da revista de poesia Piolho ( amanhã, dia 23 de Out. às 16h. no café Piolho)


PIOLHO, revista de Poesia, número dois acaba de aparecer.

Uma edição Edições Mortas e a partir deste segundo número conta com a colaboração da Black Sun editores

PIOLHO, revista de Poesia, As Edições Mortas e a Black Sun editores têm o prazer de o/a convidar para o lançamento informal da revista de Poesia, Piolho, no próximo dia 23 de Outubro com inicio às 16h, no Café Piolho, local: Praça Parada Leitão nº45 Porto, Portugal

As Edições Mortas e a Black Sun editores têm o prazer de o/a convidar para o lançamento informal da revista de Poesia, Piolho,




Local: Praça Parada Leitão nº45

Portugal, os «mercados» e o empobrecimento generalizado

Portugal, os “mercados” e o empobrecimento generalizado
Ler o texto em:
www.slideshare.net/durgarrai/portugal-os-mercados-e-o-empobrecimento-generalizado

Sumário

1. Esperança que se some, revolta que aumenta

2. A soberania que emigrou para Bruxelas, Frankfurt, para os “mercados”

3. A delegação de poderes e a hierarquia de comando

4. O PEC III, a caminho do PEC IV, com o PEC V no horizonte. E o FMI?

5. Onde estão os ricos e quantos são?

População activa e inactiva
Composição da população activa
Composição da população inactiva
Repartição do rendimento gerado – 1
Repartição do rendimento gerado - 2
Desigualdades salariais

Este e outros textos em:
http://esquerda_desalinhada.blogs.sapo.pt/

Sessão de esclarecimento das amas da Segurança Social (amanhã, dia 22 de Outubro, às 17h 30, em Odivelas)

Sessão esclarecimento amas da Seg. Social - 23/10/2010 às 17.30h na Igreja de Patameiras – Odivelas

Na continuação da luta conjunta com as Amas da Segurança Social, vai realizar-se amanhã dia 23/10/2010 na Igreja de Patameiras – Odivelas, pelas 17.30h, a 2ª sessão de esclarecimento com a Presença da APRA (Associação Profissional do Regime de Amas), dos Precári@s Inflexíveis e o apoio das advogadas Mónica Catarino e Sara Dias de Oliveira.


A primeira reunião, ocorrida no Porto a 25/09/2010, permitiu que muitas amas tirassem as suas dúvidas e ficassem a conhecer muito melhor a realidade da sua situação ao nível legal. Desta forma, algumas amas já responderam ao nosso apelo e estão a contactar muitas outras amas para que todas tenham conhecimento e lutem pelos seus direitos, e inclusive já chegaram às mãos das nossas advogadas alguns processos para estas os avaliarem e poderem em conjunto com cada ama decidir a forma de actuação ao nível legal.



Mais uma vez relembramos que para que as advogadas possam averiguar os diferentes casos, é necessário que cada ama envie para a APRA a seguinte documentação:
- Cópia de todas as cartas recebidas da segurança Social;
- Cópia de contrato de prestação de serviços (caso exista);
- Cópia dos 3 primeiros e 3 últimos recibos verdes passados à entidade para a qual trabalham;
- Cópias dos acordos de pagamento da Segurança Social;
- Regulamentos, avaliações e ordens escritas;
- Nome, morada, contactos, NIF, nº de contribuinte;
- Breve resumo escrito da sua situação enquanto ama.


Se és ama da Segurança Social, se tens contacto ou conheces alguma, passa a mensagem!
Fonte: AQUI

Poema de agradecimento à corja , de Joaquim Pessoa

O Zé povinho, burro de carga dos ricaços, guiado pelos políticos vendidos ao poder económico


Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa

Biografia
Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948.
Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa.
O primeiro livro de Joaquim Pessoa foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada.
Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de capazes de comunicar com um vasto público.

A sua produção poética assumiu desde o momento da sua aparição, a década de 70, um compromisso ideológico e social, firmando como missão a denúncia satírica da imbecilidade e da miséria humanas. Filho do estilo livre e arrebatado de Álvaro de Campos, posto agora ao serviço de uma praxis cívica, a sua poesia, cultivando também a expressão do erotismo, não recusa ser datada, indignando-se permanentemente com a alienação do Homem, nunca perdendo a convicção de que "tudo/ ainda depende de nós".

Bibliografia: "O Pássaro no Espelho", "A Morte Absoluta", "Poemas de Perfil", "Amor Combate", "Canções de Ex cravo e Malviver", "Português Suave", "Os Olhos de Isa", "Os Dias da Serpente", "O Livro da Noite", "O Amor Infinito", "Fly", "Sonetos Perversos", "Os Herdeiros do Vento", "Caderno de Exorcismos", "Peixe Náufrago", "Mas.", "Por Outras Palavras", "À Mesa do Amor", "Vou me Embora de Mim".

20.10.10

O cúmulo das pensões de Cavaco Silva, Presidente da República de Portugal, um mau exemplo para os portugueses


Este nosso Portugal é um país em que infelizmente os cidadãos são carneirinhos, obedecem cegamente aos decisores políticos do Bipartido PS/PSD. Por isso, mereciam uma resposta adequada da população a exemplo do que está a acontecer em FRANÇA.

OS POLÍTICOS PS/PSD COMEM TODOS DO MESMO TACHO, MAS PEDEM SACRIFÍCIOS AOS OUTROS...

Até este cavalheiro...

O EXEMPLO PRESIDENCIAL, ANÍBAL CAVACO SILVA

Actualmente recebe três pensões pagas pelo Estado:

4.152,00 - Banco de Portugal.

2.328 ,00 - Universidade Nova de Lisboa.

2.876,00 - Por ter sido primeiro-ministro.

9.356,00 - TOTAL ( 1 875 709 $ 60 )

Podendo acumulá-las com o vencimento de P. R.


Porque será que não se cortaram estes PRIVILÉGIOS que este e outros ECONOMISTAS (e que passaram por governos e Banco de Portugal) acumulam descarada e vergonhosamente e ainda têm a desfaçatez e distinta lata de ir para as Televisões recomendar cortes nos salários de quem vive apenas do seu trabalho, redução de pensões (para os outros, claro!), para quem tem APENAS UMA pensão que lhe dê para viver com dignidade!!!!!!!!!

Afinal quem estará a provocar a "famigerada" falência da Segurança Social apregoada por esses senhores???

Novo livro do padre Mário, «O Novo Livro da Sabedoria», é lançado amanhã na Unicepe ( dia 21 de Out. às 21h.)


Apresentação de 'O Livro da Sabedoria', do Padre Mário de Oliveira - 21 de Outubro, quinta-feira, 21 horas , na UNICEPE, no Porto

A apresentaçãodo novo livro do Padre Mário, editado pelo ediumeditores, será feita por António Figueiredo de Oliveira.

Autor do Livro “Fátima Nunca Mais” e de outras obras polémicas, o Padre Mário de Oliveira bate-se por um cristianismo e por uma Igreja que sejam Boa Notícia para a Humanidade.

Sobre a obra:
Para estes novíssimos Tempos que são os nossos, de prolongada e generalizada Escolaridade Obrigatória, em que abundam, como cogumelos depois das chuvas, tantos Mestres e tantos Doutores, tantos Economistas e tantos Engenheiros, tantos Deputados e tantos Ministros, Tantas Leis e tantos Polícias, tantos Filósofos e tantos Psicólogos, tantos Biblistas e tantos Teólogos, tantos Cientistas e tantos Pastores de Igreja, tantos Gurus e tantos Astrólogos, tantos Ateus e tantos Agnósticos, tantos Crentes e tantas Fés, tantos Craques de Futebol e tantos Estádios de Futebol, tantos Milhões Acumulados /Concentrados e tantos Povos Crucificados, faz falta, como o pão para a boca, uma Palavra fecundamente Maiêutica como esta.

O Livro da Sabedoria, que a Edium Editores aqui dá à luz, é o mais recente trabalho do conhecido e saudavelmente não-alinhado Padre Mário de Oliveira, o mesmo Autor de Novo Livro do Apocalipse ou da Revelação (Setembro 2009).

Esta sua Obra Maior, de alcance universal, chega na Hora H.
Ponham sabiamente de lado Preconceitos e Boatos, postos cirurgicamente a circular contra o Autor e mastiguem cada um dos muitos versículos com que se tecem os 50 capítulos deste Livro, todo ele escrito de raiz para esta Hora.
Quem sabe se, ao procedermos assim, ainda vamos a tempo de Mudarmos de Ser-Viver-Actuar na História e, desse modo, garantimos Futuro ao nosso Presente, gritantemente à beira de Implosão?!


UNICEPE - Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRL
Praça de Carlos Alberto, 128-A
4050-159 PORTO
Telefone (351) 222 056 660
Unicepe@net.novis.pt
http://www.unicepe.blogspot.com/
http://www.unicepe.com/

Visita guiada à Mouraria (dia 23 de Outubro, às 10h.)


Sábado, 23 de Outubro, entre as 10:00 - 11:30

Visita guiada à Mouraria

Da sua origem à actualidade multicultural e bairrista – 900 anos de história - Percurso pela freguesia de São Cristóvão e São Lourenço.

Sem reservas. Basta aparecer. Partidas garantidas. Boa disposição garantida.

Walking Tours – no need to book – Just turn up.

Encontro: Às 10 h no largo Martim Moniz, junto à Igreja da Sra. da Saúde.

Preço: 7 euros por adulto.



O movimento Renovar a Mouraria surgiu da iniciativa de um grupo de moradores e amigos da Mouraria, bairro histórico de Lisboa, com o objectivo de chamar a atenção dos responsáveis políticos e sociais para a situação em que o bairro se encontra.



Cicloficina no Porto, todas 5ªfeiras da terceira semana de cada mês


Cicloficina - todas as vésperas da penúltima 6ª do mês

Local: Casaviva, Porto
Praça Marquês de Pombal, 167 - porto

Têm uma bicicleta em casa, mas não está boa para andar?
Gostavam de conhecer malta que gosta tanto de biclas como vocês?
Querem aprender a sujar as mãos e fazer as vossas próprias afinações e reparações?
A Cicloficina é isto tudo e muito mais, um punhado de utilizadores de bicicletas no dia-a-dia que aparece uma vez por mês na CasaViva para fazer coisas simples como mudar uma câmara de ar ou remendar um furo, encher os pneus, afinar os travões ou as mudanças, regular a altura do selim ou apertar umas porcas e parafusos.

http://cicloficina.wordpress.com

19.10.10

Mineiros chilenos dizem que não são heróis, mas vítimas de empresas que ganham milhões!


HINO DOS MINEIROS DE ALJUSTREL


Nas minas de Aljustrel...
Morreram muitos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu...

Trago a cabeça aberta...
Que me abriu uma barreira, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu...

Trago a camisa rota...
E sangue de um camarada, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu...

Santa Barbara bendita...
Padroeira dos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu...

Fonte:
http://farpakultural.blogspot.com/





Mineiros chilenos dizem que não são heróis, mas sim vítimas de empresas e empresários que ganham milhões, sem cuidar da segurança dos seus assalariados.
Para ler a notícia:
AQUI



Santa Bárbara - Hino dos Mineiros


Conversa com Jorge Valadas, e exposição de Ursula Zanger na Casa da Achada ( dia 23 de Outubro, às 16h.)


Sábado, 23 de Outubro, 17:00h
Itinerários - uma conversa com Jorge Valadas
Um percurso: de Lisboa a Paris, nos anos 60; hoje entre Paris e Tavira; do trabalho manual ao trabalho intelectual; mudar a vida, mudar o mundo – o emigrante, o imigrado, o militante, o autor de livros em francês, com ou sem pseudónimo, também sobre Portugal.


Sábado, 23 de Outubro, 16:00h
Inauguração da Exposição de Fotografia «Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes vistos por Ursula Zangger»
Com a presença da autora.

Até 8 de Novembro de 2010.

O Centro Mário Dionísio encontra-se na Casa da Achada, sedeada na Rua da Achada, nºs 11 r/c e 11B, em Lisboa, na Mouraria, na freguesia de S. Cristóvão e S. Lourenço, perto da Praça da Figueira.