13.10.09

Passam hoje 100 anos de um dos maiores crimes do Estado: o assassinato do pedagogo e livre-pensador Ferrer i Guàrdia, fundador da Escola Moderna




As características básicas da pedagogía de Ferrer:

Racionalismo,

Cientificismo,

Antidogmatismo,

Educação integral,

Coeducação de sexos na escola e nas turmas,

Laicismo.

Mas a Escola Moderna foi apenas um dos quatro aspectos que compõem o extraordinário legado pedagógico de Ferrer i Guàrdia:

- a criação da Escola Moderna

- a fundação de uma editorial vocacionada para a edição de obras e livros educativos

- a publicação do Boletim da Escola Moderna, onde se divulgava o ideário da escola moderna

- a abertura da escola dos pais, uma espécie de curso de extensão educativa, dirigido para o público adulto com temas de divulgação científica e social.

Hoje, dia 13 de Outubro, às 22h. a vida e obra da Ferrer I Guàrdia vão ser recordadas na Livraria-bar Gato vadio, no Porto, com a projecção de um Documentário seguido de debate.

Documentário + DebateFerrer i Guàrdia, una vida per la llibertat
(FERRER i GUÀRDIA, UMA VIDA PELA LIBERDADE)

Entrada Livre

LocaL. livraria-bar Gato Vadio
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016
email:
gatovadio.livraria@gmail.com
http://gatovadiolivraria.blogspot.com/


Na verdade, passam hoje 100 anos de um dos mais atrozes e crúeis crimes de Estado: o fuzilamento e execução de Ferrer i Guàrdia, o criador da Escola Moderna e autor de propostas educativas e pedagógicas ousadas para a época em que viveu (ensino racionalista, educação integral, turmas mistas, escolas inclusivas, etc), e que lhe valeram ódios, perseguições e até a própria morte, pois foi acusado pelo governo espanhol de ser o instigador e organizador de motins e tumultos populares o que levou a ser condenado à pena capital.
Frente ao pelotão de fuzilamento, a 13 de Outubro de 1909, Ferrer y Guàrdia não conteve o seu grito e deu voz à sua luta de sempre: VIVA A ESCOLA MODERNA.


Ferrer i Guàrdia é também uma referência na prática e no pensamento educativo e um dos nomes maiores da pedagogia libertária.


Viva la escuela moderna. Francisco Ferrer i Guardia



















12.10.09

ContraDança - festival de dança e movimento ( de 8 a 16 de Outubro na Covilhã e em Castelo Branco)



ASTA - Associação de Teatro e Outras Artes do Distrito de Castelo Branco, promove uma vez mais o “Contradança - Festival de Dança e Movimento”.
Nesta que é a 4ª edição, o festival vai acontecer nas cidades:
• da Covilhã e
• de Castelo Branco,
onde vão decorrer 21 espectáculos.
Na Covilhã serão realizados 12 espectáculos, entre 8 e 16 de Outubro de 2009, no Teatro-Cine, sempre às 21h45. Podes consultar o programa AQUI

Contradança é um festival onde a dança e o movimento são soberanos, com boas propostas em áreas variadas como:
• teatro,
• dança,
• performance,
• exposições e
• workshops.

O festival é, ainda, complementado com:
• Exposição “Pintar com Luz”
• “Mercado Negro”, uma feira de dimensões reduzidas onde é possível comprar e vender todo o tipo de produtos como:
o livros,
o cd’s,
o dvd’s,
o roupas,
o sapatos…
entre outros artigos já perdidos no tempo


Data: 08/10/2009 a 16/10/2009
Contactos: Tel. 275 081 775
Fax: 275 081 784
E-mail: contacto@aasta.pt
Local: Covilhã - Teatro-Cine
URL:
http://www.astateatro.blogspot.com/
Promotor: ASTA - Associação de Teatro e Outras Artes do Distrito de Castelo



“Creio que a arte deve ser praticada para ser apreciada, e ensinada em aprendizado íntimo. Creio que o mestre não deve ser menos activo que o aluno. Pois a arte não pode ser aprendida por preceito, por um instrução verbal qualquer. Ela é, falando com propriedade, um contágio, e se transmite como o fogo de espírito para espírito.” Herbert Read


A dança é a vibração da alma que a arte impulsiona sobremaneira.

O corpo é repositório de nossas experiências mantidas nos séculos de nossas existências.



Ballet Contemporâneo do Norte vai apresentar dois espectáculos no Festival ContraDança 13 Outubro- Covilhã

IPETERIX IPETERIDEX- 15h00
Espectáculo para a infância.

Nocturno- 21h45
Ipterix Ipteridex é uma pequenina viagem divertida e estimulante feita através do movimento, das cores e dos sons. Uma viagem por histórias sem palavras.
Nesta primeira abordagem da companhia à primeira infância, pretende-se traçar um percurso de experimentação, tendo em vista a simplicidade e a aproximação ao mundo dos mais pequenos, envolvendo-os, para que possam eles também fazer parte, de forma activa, dessa viagem.
Ipterix Ipteridex é uma intervenção informal que visa lançar, tão cedo quanto possível, raízes de apetência cultural, lançando o gosto pela dança contemporânea, através de um contacto directo e afectivo com os profissionais que a praticam, plantando uma semente de fascínio e interesse desde a mais tenra idade.

http://ballet-contemporaneo-norte.blogspot.com/

Comunicado das/os professoras/es das Actividades de Enriquecimento Curricular de música e inglês, no Porto

Os professores de Inglês e de Música das Actividades de Enriquecimento Curricular do Porto, particularmente preocupados com a Educação e o Ensino, com a imagem do Estado e com o bom uso dos dinheiros públicos, face ao completo caos que caracteriza o concurso público para a colocação dos docentes para o ano lectivo de 2009/2010 solicitam a V. Exas., a divulgação dos seguintes pontos que caracterizam a precariedade dos professores e a vergonha social do estado da educação deste país de forma a conduzir à resolução destes problemas.

Fazemo-lo pelos seguintes motivos:

- Alteração para pior das já precárias condições de trabalho dos professores de Inglês e de Música das AEC’s;- Passamos do vencimento por turma para um vencimento por hora;

- Passamos de um valor equivalente a 12.5€ hora para um vencimento de 11€ /hora apenas;

- Continuamos a trabalhar com os falsos recibos verdes quando em 3 de Setembro do corrente ano saiu o Decreto-Lei nº 212/2009 que estabelece que os municípios podem celebrar contratos de trabalho a termo resolutivo, integral ou parcial com os professores no âmbito das Actividades de Enriquecimento Curricular;

- Deixamos de auferir os feriados e período de interrupção escolar, nomeadamente interrupção do Natal, Páscoa e Carnaval.- Temos conhecimento que os professores da Actividade Física e Desportiva continuam a receber por turma e não à hora.

- Os professores das AECs de Inglês e Música foram recebidos numa oficina mecânica, designada por Auto-Brito em Matosinhos e saíram de lá com um horário na mão (distribuído aleatoriamente, sem respeitar graduações nem currículos).

- O contracto de trabalho de prestação de serviços ainda não foi celebrado. No entanto, os docentes já se encontram a leccionar nas escolas confiando apenas no acordo verbal.

- Mencionaram que não teríamos de planificar as aulas visto que as mesmas seriam fornecidas pela entidade promotora. As planificações anuais de Inglês foram de facto enviadas pelo correio electrónico, mas não contemplam a realidade da sala de aula. São orientações retiradas de um manual, contêm erros e não dão seguimento ao trabalho realizado pelos professores no ano anterior.

- Quando questionados relativamente às outras planificações (mensais e de articulação vertical), foi-nos dito que não teríamos de as fazer. No entanto as escolas e as professoras titulares exigem tal articulação, visto que faz parte dos objectivos gerais do ensino do Inglês e da Musica no 1º Ciclo.

Após anos de dedicação e esforço por parte dos professores acima citados, após termos trabalhado a recibos verdes continuamente, sem direito a subsídios de férias, de Natal, de alimentação e até a subsídio de desemprego, ou em casos mais graves, subsídio de doença, vêm agora retirar-nos o pouco que já tínhamos?

Sempre tivemos uma atitude profissional no desempenho da nossa actividade, mesmo quando passávamos meses sem receber e continuávamos a ir trabalhar diariamente e muitas vezes sem dinheiro para fazer face às despesas de deslocação. Não é justo que após quatro anos, o projecto em vez de evoluir e melhorar as condições de trabalho dos profissionais tenha regredido.

Somos tratados de formas diferentes dos docentes de Educação Física quando trabalhamos para as mesmas escolas e fins??

Toda esta situação está a levar ao êxodo de uma grande maioria dos professores para os municípios vizinhos com melhores condições de trabalho. Deixando a educação das crianças do Município do Porto à mercê de pessoas não qualificadas para tal e deixando também as crianças em muitas escolas sem as Actividades de Enriquecimento Curricular ao qual as mesmas tem direito e das quais os Encarregados de Educação dependem para organizar a sua vida.

Conscientes de que este pedido se fundamenta no exercício de uma cidadania empenhada e participativa, os signatários esperam de Vossas Excelências a tomada de medidas com a devida urgência que a gravidade da situação justifica.


10.10.09

Ruim por Ruim...Vota em Mim (Galo de Barcelos contra o eleitoralismo dos caciques autárquicos)



Sobre a vitória da abstenção

Numa época como a nossa o que separa as águas entre os que partilham a defesa do Sistema dos que querem a sua derrocada é a forma como se olha para o Estado e para a representação política. Vem isto a propósito da análise que pode ser feita sobre as recentes eleições que geraram toda uma verborreia omnipresente sobre vitórias e derrotas, sobre o crescimento da direita e da esquerda, sobre arranjos políticos e por aí fora. O que os profissionais políticos e os analistas, não menos profissionais, evitam referir é o facto mais evidente: a crescente perda de legitimidade dos donos do Poder, ante uma abstenção próxima dos 40%, superior à obtida pelo partido mais votado.

O crescimento da abstenção é tanto mais relevante quanto aparentemente o espectro eleitoral se abre, muito pluralisticamente, da extrema-direita à extrema-esquerda, com uma variedade de discursos e cores capaz de satisfazer todos os gostos. Soma-se a isso a propaganda insidiosa dos meios de uniformização da massas, bem como todas as autoridades político-religiosas, a apelar ao voto, tentando convencer o povo que estão nas suas mãos os destinos do país. Contra tudo isto levantou-se o muro da indiferença de quase quatro milhões de portugueses que se recusaram a votar e ao se recusar estão explicitamente a expor a sua desconfiança ante todas as formações e discursos políticos que disputam as eleições.

Esta evidência incomoda todos os que partilham crenças comuns sobre a democracia representativa e sobre o papel dos cidadãos domesticados que têm de se integrar em algum rebanho, mesmo que seja no das ovelhas ranhosas. Até os mais conservadores preferem um voto na extrema-esquerda à abstenção. Sendo a abstenção a grande ameaça à legitimidade dos donos do Poder há necessidade de desacreditar o comportamento abstencionista identificando-o com passividade, comodismo, irresponsabilidade, inconsciência e por aí fora usando todos os adjectivos depreciativos que se possam encontrar nos dicionários.

No entanto, a realidade não parece ser essa, resistir ao discurso da máquina de propaganda, manter uma postura contra-a-corrente não é um indicador de comodismo e indiferença. Mas não se espere, isso é óbvio, que o partido abstencionista possa ser visto com excesso de optimismo só lhe reconhecendo virtudes e atribuindo-lhe uma consciência contestatária que estaria ausente em todos os partidos da Situação. Não me parece ser assim. Na abstenção, como no voto, convergem diferentes razões, ideias e vontades, mas certamente que se poderão descobrir no acto abstencionista um potencial crítico e uma descrença no Sistema que dificilmente se encontrarão no acto do voto com todas as ilusões que lhe estão associadas sobre o papel das eleições na mudança social. Até porque o mero acto de votar significa desde logo reconhecer os mecanismos legitimadores dos donos do Poder.

Se uma coisa é possível concluir da história é que é nas ruas que se pode decidir o futuro das sociedades contra a vontade dos gestores políticos da Ordem. Até porque o Poder político não é determinado pelo voto mas pelos interesses dominantes numa dada sociedade. As políticas nacionais dependem cada vez menos dos deputados de São Bento e cada vez mais da vontade dos grupos que decidem os destinos dos povos e esses não se submetem ao voto popular mas actuam na sombra, seja em Portugal, seja em Bruxelas, seja em Washinghton.

Num momento em que os partidos políticos e as elites no poder desde o 25 de Abril estão a atingir o seu ponto mais baixo na credibilidade dos cidadãos, devido à sua patente natureza corrupta e mafiosa, não nos cabe a nós sermos defensores da lógica política-eleitoral e repudiar o abstencionismo eleitoral, ao lado das direcções partidárias, órgãos de poder e comissões eleitorais.

Na tradição libertária do uso da desobediência e do boicote como armas sociais, e de acordo com a nossa visão sobre o Estado e o poder, a única postura aceitável e consequente é a da abstenção eleitoral. Mais que em qualquer outra época, é na crítica do Estado, das elites políticas, e deste falso sistema democrático em que se decide a facção que se vai locupletar com a riqueza social que os anti-capitalistas mais razões têm para defender a abstenção, mesmo que a abstenção eleitoral não esgote a recusa do Sistema, nem seja um momento decisivo da luta social, não deixa de ser um indicador fundamental das ilusões (ou das desilusões) dos cidadãos em relação aos grupos dominantes. Por tudo isso a opção só pode ser recusar a colaboração com os donos do Poder nos seus rituais periódicos de legitimação.

Quanto ao que se costuma chamar de «participação política», no melhor estilo da linguagem insípida dominante, que é a ritual participação através do voto em eleições, melhor seria que se referisse à necessidade do envolvimento das pessoas, principalmente dos grupos dominados e excluídos, na luta social que foi, e continua a ser, o único meio dos de baixo forçarem as mudanças sociais como a história nos tem ensinado ao longo dos séculos. A renovação, teórica e prática, do pensamento anti-capitalista, não se dá pela sua adaptação ao discurso, e interesses, dos donos do Poder mas à defesa intransigente das ruas e da luta social como meio de combate às classes e elites dominantes e a defesa da ideia de que é possível outro tipo de sociedade baseada no auto-governo das comunidades.

Para nós, em síntese, o actual sistema democrático-capitalista, baseado na desigualdade económica, social e política, só pode continuar a merecer a crítica radical e uma boa dose de asco. A ida às urnas só se justificaria se fosse para vomitar dentro.



Texto de Manuel de Sousa, in

Diz não ( por Vergílio Ferreira; texto retirado do seu diário Contra Corrente)

Diz NÃO à liberdade que te oferecem, se ela é só a liberdade dos que ta querem oferecer. Porque a liberdade que é tua não passa pelo decreto arbitrário dos outros.

Diz NÃO à ordem das ruas, se ela é só a ordem do terror. Porque ela tem de nascer de ti, da paz da tua consciência, e não há ordem mais perfeita do que a ordem dos cemitérios.

Diz NÃO à cultura com que queiram promover-te, se a cultura for apenas um prolongamento da polícia. Porque a cultura não tem que ver com a ordem policial mas com a inteira liberdade de ti, não é um modo de se descer mas de se subir, não é um luxo de «elitismo», mas um modo de seres humano em toda a tua plenitude.

Diz NÃO até ao pão com que pretendem alimentar-te, se tiveres de pagá-lo com a renúncia de ti mesmo. Porque não há uma só forma de to negarem negando-to, mas infligindo-te como preço a tua humilhação.

Diz NÃO à justiça com que queiram redimir-te, se ela é apenas um modo de se redimir o redentor. Porque ela não passa nunca por um código, antes de passar pela certeza do que tu sabes ser justo.

Diz NÃO à verdade que te pregam, se ela é a mentira com que te ilude o pregador. Porque a verdade tem a face do Sol e não há noite nenhuma que prevaleça enfim contra ela.

Diz NÃO à unidade que te impõem, se ela é apenas essa imposição. Porque a unidade é apenas a necessidade irreprimível de nos reconhecermos irmãos.


Diz NÃO a todo o partido que te queiram pregar, se ele é apenas a promoção de uma ordem de rebanho. Porque sermos todos irmãos não é ordenando-nos em gado sob o comando de um pastor.

Diz NÃO ao ódio e à violência com que te queiram legitimar uma luta fratricida. Porque a justiça há-de nascer de uma consciência iluminada para a verdade e o amor, e o que se semeia no ódio é ódio até ao fim e só dá frutos de sangue.

Diz NÃO mesmo à igualdade, se ela é apenas um modo de te nivelarem pelo mais baixo e não pelo mais alto que existe também em ti. Porque ser igual na miséria e em toda a espécie de degradação não é ser promovido a homem mas despromovido a animal.

E é do NÃO ao que te limita e degrada que tu hás-de construir o SIM da tua dignidade.

in "Contra Corrente" de VERGÍLIO FERREIRA

Eu velida nom dormia (a cantiga de amigo de Pedro Eanes Solaz)



Eu velida nom dormia
lelia doura,
e meu amigo venia,
edoi lelia doura.

Nom dormia e cuidava
lelia doura,
e meu amigo chegava,
edoi lelia doura.

E meu amigo venia,
lelia doura,
e d'amor tam bem dizia
edoi lelia doura.

E meu amigo chegava,
lelia doura,
e d'amor tam bem cantava
edoi lelia doura.

muito desejei amigo,
lelia doura,
que vos tevesse comigo,
edoi lelia doura.

Muito desejei amado,
lelia doura,
que vos tevesse a meu lado,
edoi lelia doura.

Leli, leli, par Deus, leli
lelia doura,
bem sei eu que nom diz leli,
edoi lelia doura.

Bem sei eu quem nom diz leli,
lelia doura,
demo x'é quem nom diz lelia,
edoi lelia doura.


Pedro Eanes Solaz.
Séc. XIII.


Comentário: trata-se de uma cantiga de amigo de um poeta galego do séc.XIII que é objecto de estudo e alguma polémica pela presença de palavras com sentido enigmático, de origem árabe ( «Leli», «Leli doura»), e onde Herberto Helder foi buscar o título para uma antologia de poesia portuguesa de que foi o organizador ( «edoi lelia doura, "Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa"»).

Pelo ritmo e pelo refrão esta cantiga parece uma cantiga feita para bailar, tendo sido provavelmente cantada por uma soldadeira a um senhor mourisco, ou um músico árabe

Segundo certos autores, Leli significa «a minha noite»; edoy significa «e hoje»; Lelia significará «para mim»: doura significa « a minha vez». Se assim for « edoi lelia doura» quer dizer «agora é a minha vez». Mas a interpretação não é consensual entre os estudiosos.

O cantor e músico berciano Amancio Prada interpreta a cantiga d'Amigo de Pedro Eanes Solaz (Século XIII








Outra Cantiga de Pedro Eanes Solaz


Dizía la ben talhada:
«Agora viss'eu, penada,
ond'eu amor hei».

A ben talhada dizía:
«Penada, viss'eu un día
ond'eu amor hei.

Ca, se o viss'eu, penada,
non sería tan coitada,
ond'eu amor hei.

Penada, se o eu visse,
non ha mal que eu sentisse,
ond'eu amor hei.

Quen lh'hoje por mí dissesse
que non tardass'e veesse
ond'eu amor hei.

Quen lh'hoje por mí rogasse
que non tardass'e chegasse
ond'eu amor hei».


Nos Cancioneiros da Lírica Galego-Portuguesa Medieval conservam-se deste Jogral ou segrel três Cantigas d'Amigo e quatro d'Amor (uma delas paródica, dedicada a uma freira,e que poderia considerar-se de Escárnio: Non est a de Nogueyra a freyra que m'en poder ten)

9.10.09

II Passeio pela Memória Histórica Anarquista de Setúbal ( no Domingo, dia 11 de Outubro, com partida na Pr. do Bocage às 11h.)


Porque houve tempos em que a nossa terra não ia em cantigas eleitorais, porque houve alturas em que as nossas gentes sabiam que a polícia não era parte da solução mas sim do problema e porque sabemos que esses tempos não foram assim tão distantes, queremos relembrar e celebrar a Velha Setúbal, aquela que ainda hoje se opõe aos planos dos "grandes" e "poderosos", que resiste à "Nova Setúbal" dos Tróia Resorts, e Vales da Rosa.

Este passeio tem como objectivo relembrar as origens da cidade de Setúbal e algumas das histórias e processos de organização e lutas travadas pelas suas gentes. Esta experiência realizada pela primeira vez no ano de 2007, acontece uma vez mais durante as celebrações do aniversário da C.O.S.A e com a colaboração do companheiro Paulo Guimarães. Mais do que uma exaustiva apresentação do tema, propomo-nos a relembrar o pulsar anti-autoritário das veias Sadinas querendo estimular a curiosidade e a pesquisa daquela história que não é escrita pelos "vencedores".

Para lá dos bairrismos e localismos, para lá do nacionalismo populista que fala do povo e da sua cultura com sangue nas mãos, para lá de tudo isto está a partilha e o conhecimento de uma memória histórica rica em cultura que nos une enquanto indivíduos e comunidades, não debaixo de qualquer bandeira, fronteira ou grupo; mas sobre as ideias de Liberdade Autonomia e Solidariedade, partilhando espaços terras ou cidades.

Setúbal, 11 de Outubro de 2009

Anarquistas das terras do Sado.

Saída ás 11h de dia 11 na Pça do Bocage.

8.10.09

Ferrer i Guàrdia e a Escola Moderna vão ser recordados na livraria-bar Gato Vadio (dia 13 de Outubro, às 22h.), cem anos depois da sua morte


No próximo dia 13 de Outubro passam 100 anos de um dos mais atrozes e crúeis crimes de Estado: o fuzilamento e execução de Ferrer y Guàrdia, o criador da Escola Moderna e autor de propostas educativas e pedagógicas (ensino racionalista, educação integral, turmas mistas, escolas inclusivas, etc) ousadas para a época em que viveu, e que lhe valeram ódios, perseguições e até a própria morte, pois foi acusado pelo governo espanhol de ser o instigador e organizador de motins e tumultos populares o que levou a ser condenado à pena capital. Frente ao pelotão de fuzilamento, a 13 de Outubro de 1909, Ferrer y Guàrdia não conteve o seu grito e deu voz à sua luta de sempre: VIVA A ESCOLA MODERNA

Ferrer i Guàrdia é também uma referência na prática e no pensamento educativo e um dos nomes maiores da pedagogia libertária.

Documentário + Debate
Ferrer i Guàrdia, una vida per la llibertat
(FERRER i GUÀRDIA, UMA VIDA PELA LIBERDADE)

Terça-feira, dia 13 de Outubro, 22h
Entrada Livre

LocaL. livraria-bar Gato Vadio
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016


O documentário Ferrer i Guardia, una vida per la llibertat narra a vida do pedagogo e libertário Francisco Ferrer i Guàrdia e a construção do seu projecto de ensino da Escola Moderna.

Sobre o Centenário da sua morte:
http://www.centenario-ferreriguardia.org/

7.10.09

Terra de Ninguém, espaço anarquista em Lisboa


TERRA de NINGUÉM- Espaço Anarquista em Alfama

Este espaço é uma extensão do que somos e do que queremos.
Uma tentativa de encontrar e comunicar com companheiros e todos aqueles que anseiam por uma vida sem controlo. Um contexto onde a base de encontro seja a vontade de atacar as diferentes faces da dominação.
Longe de ser algo acabado e estático é algo com o qual queremos ir cada vez mais longe continuando a sua construção e a nossa enquanto indivíduos.
Através dos livros, discussões e encontros pretendemos descobrir e desenvolver métodos, partilhar perspectivas e práticas onde nos possamos continuar a inspirar e inspirar aqueles que, connosco, se cruzam na partilha do conflito, no anti autoritarismo e na informalidade das relações.
Tentaremos sempre, que o espaço não seja um fim em si mesmo e que não exista porque sim.

Terra de ninguém- espaço anarquista
Rua do Salvador 56 (à rua das escolas gerais)
Lisboa

www.terradninguem.blogspot.com
terraninguem@yahoo.com


Ciclo de cinema Fugas
( em algumas sextas-feiras dos meses de Outubro e Novembro)

Às 20h.

16.out.- Papillon (1973)

30.out.- The great escape (1963)

13.nov.- Expresso da meia-noite (1978)

27.nov- A man escaped (1956)



PROGRAMAÇÃO EM OUTUBRO




O mundo libertário ( recolha de textos publicados no jornal Le Monde Diplomatique sobre o anarquismo)




Estará o anarquismo em moda?

A questão levanta-se justificadamente nos dias de hoje quando observamos a obsessão com que a polícia e os meios de comunicação se referem aos anarco-autónomos e à importância que dão às bandeiras vermelho-negras nas multitudinárias manifestações realizadas por todo o mundo.

Mas afinal o que é o anarquismo?

Será um enquadramento teórico tal qual o que foi elaborado por Proudhon, de quem celebramos neste ano de 2009 o bicentenário do seu nascimento?

Ou será que o anarquismo é antes um ideologia das organizações tais como a Confederação Nacional do Trabalho (CNT) espanhola ou a Zenjiren japonesa, ambas organizações
profundamente comprometidas com os combates populares?

Ou o anarquismo é, sobretudo, uma corrente de pensamento algo difusa que irriga as lutas sociais e culturais, promovendo ora alguma radicalidade ora alguma dose reforçada de anti-autoritarismo nesses combates sociais ?


E não faltam até, para aumentar a polémica e o interesse pelo anarquismo, líderes políticos que se reclamam de libertários, assim como grupos sem ideologia que recorrem à violência cega em nome do anarquismo.

A verdade é que todas estas dimensões coexistem e ao facto não é certamente estranho o aparente paradoxo do nº reduzido de activistas que se proclamam anarquistas e a força e persistente e surpreendente presença das ideias libertárias e do pensamento anarquista no mundo actual.


O livro agora editado pela editora chilena «Ainda acreditamos nos sonhos» com o título «El Mundo Libertário, Anarquismo » recolhe o conjunto de textos sobre o anarquismo e o pensamento libertário que foram publicados no conhecido jornal Le Monde Diplomatique a que se acrescenta um texto do historiador chileno Sergio Grez sobre a teoria e a prática dos anarquistas chilenos nas lutas sociais nos primórdios do século XX.

Plataforma anti-Guerra e anti-Nato (PAGAN)



PLATAFORMA ANTI-GUERRA, ANTI-NATO (PAGAN)

Constiuída a 30 de Setembro de 2009, a Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato (PAGAN) é um movimento anti-militarista português integrado na campanha internacional «No to War, No to NATO».

Motivada pela circunstância de a próxima cimeira da NATO se realizar em Portugal em finais de 2010, a PAGAN foi criada com o propósito de manifestar pública e pacificamente o desagrado dos cidadãos portugueses com as políticas belicistas da NATO.

A PAGAN pretende também ser um veículo de informação sobre as alternativas anti-militaristas de que todos os cidadãos dispõem de forma a não compactuar com os interesses bélicos da NATO.

Este é um movimento aberto a todos os que pretendam afirmar o seu repúdio pela guerra e pelas instituições que a representam e patrocinam.

Em breve será realizado um encontro em Berlim, reunindo várias organizações anti-militaristas, na campanha «No to War, No to NATO». A plataforma agora criada participará no referido encontro.

http://www.antinatoportugal.wordpress.com

antinatoportugal@gmail.com

A propósito da manifestação anti-autoritária em 25 de Abril de 2007 e do julgamento de 11 manifestantes no próximo dia 7 de Dezembro


Este texto pretende relembrar a carga policial que aconteceu na manifestação Anti Fascista e Anti Capitalista no dia 25 de Abril de 2007 e apelar à solidariedade contra a farsa judicial montada em torno das onze pessoas que vão a julgamento dia 7 de Dezembro

No dia 25 de Abril de 2007 decorreu uma manifestação Antiautoritária contra o Fascismo e o Capitalismo em Lisboa que reuniu aproximadamente 500 pessoas. Tendo iniciado na Praça da Figueira em ambiente contestatário, mas festivo e sem incidentes, várias pessoas aderiram à manifestação ao longo do percurso Rossio, Rua do Carmo, Rua Garrett até ao Largo de Camões.

Após um breve período em que a manifestação permaneceu no largo Camões, esta continuou espontaneamente pela Rua Garrett em direcção ao Rossio. A presença constante da polícia durante a trajectória fez com que o clima entre as partes fosse de tensão. A meio da Rua do Carmo, duas hordas de elementos do corpo de intervenção da PSP e polícias à paisana encurralaram os manifestantes na rua fechando as saídas e, sem qualquer ordem ou aviso de dispersão, começaram a agredir brutal e indiscriminadamente manifestantes, transeuntes e até mesmo turistas.

A polícia não tentou dispersar ninguém, pelo contrário, quis bater, espancar e atacar os manifestantes. Pessoas que caíram no chão indefesas foram ainda agredidas por vários polícias à bastonada e ao pontapé. Houve perseguições por parte da polícia, levadas a cabo de forma bastante agressiva, no local onde decorria a manifestação e por toda a Baixa de Lisboa. Foram detidas onze pessoas e foi impossível contabilizar todos os feridos entre manifestantes e pessoas alheias ao protesto. Aos manifestantes juntaram-se, no fundo da rua do Carmo, vários transeuntes e lojistas contra a brutalidade policial.

Com o apoio dos media, as forças policiais criminalizaram o protesto, procurando encontrar legitimidade para a sua acção repressiva que é um tipo de conduta permanente por parte do Estado, como podem comprovar, a título de exemplo, os habitantes de bairros sociais. Assim sendo, a detenção dos onze manifestantes surge como modo de justificar mais uma carga policial.

Para além da detenção, estes manifestantes ficaram ainda sujeitos à medida de termo de identidade e residência, tendo sido acusados de agressão, injúria agravada e desobediência civil, acusações estas que, na verdade, caracterizam a actuação policial. Querem convencer-nos que o mundo é o inverso daquilo que realmente acontece, uma vez que as únicas agressões à polícia foram em legítima defesa, postura à qual não se deve renunciar.

No próximo dia 7 de Dezembro vai ser o julgamento dos onze acusados nas novas instalações judiciais localizadas no Parque das Nações/Oriente.

Apelamos à solidariedade em relação a esta situação em particular, enquadrada num contexto de exploração e opressão quotidiana que não deixaremos de combater.

alguns envolvidos no processo
(texto recebido por e-mail)

5.10.09

Ciclo de cinema Zapatista na Casa da Horta ( no Porto) ao longo do mês de Outubro (dias 8, 15 e 22 de Out.)




8 de Outubro

22:00h » Apresentação geral do movimento zapatista.

22:30h » Paroles Zapatistes contre l’injustice, 33 min / espanhol e tzeltal / legendado em inglês / México 2002.


O filme narra uma etapa recente da luta dos povos indígenas do México. Através da mobilização da caravana da dignidade de 2001 criou-se a força de um movimento para a autonomia, que se tornou nacional nos últimos anos. Neste filme são traçados paralelos entre as palavras do discurso Zapatista e a realidade nas comunidades de Chiapas. Este documentário mostra-nos testemunhos de pessoas cercadas pelo exército, perseguidas e agredidas por forças paramilitares. Um documentário fundamental para quem pretende entender o significado das recentes mobilizações.

23:00h » La lucha del agua, 15 min / México 2001 / Espanhol Tzeltal / legendado em inglês

Muitas comunidades indígenas em Chiapas não têm acesso a agua potável. “La lucha del agua” explora este problema grave e as estratégias das comunidades Zapatistas para o tentar solucionar. Apoiados pela educação e solidaridade internacional, muitas comunidades começam a construir os seus próprios sistemas de água. Pessoas destas comunidades falam da importância da água para a sua autonomia e como elemento básico na luta contra doenças. A construção desses sistemas serviu-lhes para reflectir sobre a necessidade de proteger os seus recursos de água e representa mais uma forma de resistir a projectos como o “Plan Puebla Panamá”.

15 Outubro

22:00h » Apresentação da cooperativa MutVitz

22:30h » Mut Vitz, l’effort indigène coopératif, 27 min / espanhol tzeltal / legendado em inglês


Este documentário fala-nos de uma cooperativa de cultura biológica de café, do processo de produção comunitária, dos problemas para ampliar a distribuição, dos seus produtos e da forma como comercializam o seu café, “cultivado com práticas ecológicas e elaborado com dignidade”.

22 Outubro
22:00h » Autonomía Zapatista: otro mundo es posible, 70 min / México 2008


Num dos comunicados do EZLN (Agosto 2004), o subcomandante Marcos declarou: “Por eso les digo que vengan, que caminen los pueblos y que ahora sí le pongan audio e imagem a este video” Em Janeiro de 2005 a Arte, Música e Vídeo, uma produtora independente, começou uma pesquisa documental sobre a Autonomia Zapatista. Cinco meses mais tarde, visitaram pela primeira vez o território zapatista com o ante-projecto na mão para o apresentar às “Juntas de Buen Gobierno”. Desde então, têm trabalhado em conjunto com as autoridades autónomas documentando os aspectos-chave deste heróico processo das comunidades indígenas organizadas.

Este projecto responde a esse convite por considerar que a autonomia indígena, a realização mais tangível e notável do movimento zapatista, é proposto como uma nova ordem política com base no princípio de mandar obedecendo, mostra ao mundo inteiro a possibilidade de construir novas relações sociais e um novo exercício politico democrático a partir da capacidade criativa de resistência. Em que consiste o projecto de autonomia zapatista, como se está a desenvolver, quais são as suas contribuições, avanços, conquistas e desafios … são algumas das questões discutidas aqui que incorporam a voz dos protagonistas.

Embora o documentário destaque as conquistas e avanços do processo de autonomia zapatista, não podemos ignorar o contexto em que é feito: a ocupação militar, os grupos paramilitares, a pressão e manipulação por parte dos governos federal, estadual e municipal, as ameaças e inimigos permanentes destas comunidades organizadas que, apesar de tudo, avançam e mostam-nos outra realidade.



Consultar:
Local:
Casa da Horta - associação cultural e restaurante vegetariano
Rua S. Francisco nº 12 A
(à ribeira do Porto, junto à Igreja de S. Francisco)
Porto

Concentração junto à Embaixada do México em Lisboa ( dia 12 Outubro) contra o cultivo de milho transgénico




Pela Soberania Alimentar e pela Cultura Tradicional de Milho do México

Convocamos a população a exigir que todos os alimentos que comemos diariamente sejam livres de transgénicos.
Convocamos os organismos internacionais a condenar ao governo do México por esta violação dos direitos ancestrais dos camponeses, da biodiversidade, da soberania alimentar e do princípio de precaução em centros de origem de um produto básico para a alimentação e a economia mundial.

Dia 12 de Outubro 2009, protesta na embaixada do México contra o cultivo de milho transgénico no México!




A Rede em Defesa do Milho está a promover uma declaração contra os campos de cultivo experimental de milho transgénico no México. Essa declaração já conta com cerca de 6500 assinaturas indiciduais e cerca de 1350 assinaturas de organizações de 74 países.
Gostávamos de ter também o vosso apoio.
Assina a declaração já!
http://endefensadelmaiz.org/Nao-ao-milho-transgenico.html


Porque esta chamada para agirmos dia 12 Outubro?

A Monsanto acabou de perder 18 dos 24 pedidos para cultivo experimental de milho transgénico em campo aberto nas regiões do norte do México. Estas regiões são muito importantes para a Monsanto, pois são áreas de cultivo comercial das variedades tradicionais de milho, de onde sai a maioria do milho que alimenta a população mexicana.
O risco de contaminação das variedades nativas de milho nestas regiões é enorme. A Monsanto está a pressionar o governo mexicano para utilizar essas áreas de cultivo para fazer testes experiementais de transgénicos em campo aberto, o que ainda não aconteceu, mas pode vir a acontecer muito brevemente...

No México, o dia 12 de Outubro é um feriado nacional em que se celebra o Dia da Raça. É um dia para se celebrar a cultura e tradições mexicanas, e nos últimos anos, este dia tem sido cada vez mais utilizado para reinvidicações sociais, protestos civis e em defesa das culturas indígenas.
As variedades de milho tradicionais do México têm um valor incalculável, sendo muito importante defendê-las e protegê-las, pela biodiversidade de variedades que representam e enquanto património cultural e social do México.
No presente contexto, devido à ameaça do milho e transgénico e das grandes corporações que produzem e comercializam estes transgénicos, as variedades tradicionais de milho do méxico estão muito fragilizadas e em risco de serem contaminadas e desaparecerem.
A Vía Campesina começou em Junho uma campanha chamada ““Fuera Monsanto y No al Maíz Transgénico” no México. De dia 11 a dia 16 de Outubro irão realizar diversos protestos em várias regiões do país. A Rede em Defesa do Milho apoia a Via Campesa e irá entregar dia 16 de Outubro as assinaturas obtidas na Declaração, que colocaram online, ao governo mexicano. Nesse dia irão também realizar-se uma série de acções e conferências de imprensa.

Devemos comunicar à Rede em Defesa do Milho as acções concretizadas dia 12 de Outubro em frente às embaixadas do governo do México, de modo a que as acções internacionais sejam notícia na imprensa e media mexicanos.

Neste momento, devido a um clima interno de grande tensão no México, as acções internacionais realizadas pela Europa e noutros pontos do mundo, podem aumentar exponencialmente a ressonância e pressão para com o governo mexicano de modo a não ceder aos desejos da Monsanto, e podem apoiar de forma incondicional os grupos de acção anti-transgénicos no México.

Age já!

Por favor, envie todos os comunicados de imprensa, fotos e outros materiais de acções realizadas dia 12 de Outubro em frente às embaixadas do México, e de outras acções relacionadas perto dessa data, para a Rede em Defesa do Milho (http://www.endefensadelmaiz.org ) para que possam divulgar essas acções no México.
Obrigado!
O seu apoio é precioso!


Manifesto – Em defesa do Milho

Ao povo do México
Aos povos do mundo
Ao governo do México
À Convenção sobre Diversidade Biológica / Protocolo Internacional de Cartagena sobre Biossegurança
À Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação / FAO

As organizações e comunidades indígenas e camponesas, ambientais, de educação popular, organizações de base, comunidades eclesiais, grupos de produtores, integrantes de movimentos urbanos, acadêmicos e cientistas, analistas políticos da Rede em defesa do milho
rejeitamos energicamente o cultivo de milho transgênico no México. Trata-se de um crime histórico contra os povos de do milho, contra a biodiversidade e contra a soberania alimentar, contra dez mil anos de agricultura camponesa e indígena que legaram esta semente para o bem de todos os povos do mundo.
Declaramos que o decreto presidencial do dia 6 de março de 2009, que permite o cultivo de milho transgênico, intencionalmente desconsidera que:
O México é o centro de origem e da diversidade do milho. Existem mais de 59 raças reconhecidas e milhares de variedades, que serão inevitavelmente contaminadas.
Os povos indígenas e camponeses são os que criaram e mantêm esse tesouro genético do milho, um dos principais produtos agrícolas dos quais depende a alimentação humana e animal do planeta.
O milho é o alimento básico da população mexicana. Em parte alguma nenhum lugar o seu consumo cotidiano e em grandes quantidades tem sido estudado como no México. Existem estudos científicos que, com níveis muito menores de consumo, reportam alergias e outros impactos à saúde humana e dos animais alimentados com transgênicos.
As variedades de milho transgênico que se pretendem pretende cultivar no país não resolvem os problemas da agricultura mexicana: são mais caros, pois o custo das sementes e da licença são maiores do que os cultivos convencionais; não aumentam os rendimentos: são iguais ou até diminuem, a menos que haja uma forte incidência de plagas pragas que não são freqüentes no México; requerem mais pesticidas agrotóxicos, pois emitem produzem constantemente a toxina Bt, gerando resistência e pragas secundárias que é preciso controlar com outros pesticidas agrotóxicos.
Provocarão danos à diversidade biológica e ao meio ambiente: sendo o México um país extremamente diverso, nenhum estudo realizado em outras condições é aplicável, porque as variáveis e interconexões aumentam exponencialmente.
Sendo um cultivo de polinização aberta, é impossível evitar a contaminação transgênica do milho quando ele é cultivado a em campo aberto. A contaminação ocorre, também, nos armazéns, no transporte e nas indústrias.
Os transgênicos não servem para a agricultura camponesa nem orgânica, mas irremediavelmente contaminarão as variedades nativas e crioulas de milho, além de constituir uma ameaça à produção orgânica, a qual perderá o seu nicho de mercado.
Todas as sementes transgênicas estão patenteadas e são controladas por seis multinacionais (Monsanto, Syngenta, DuPont, Dow, Bayer, Basf), resultando em uma dependência absoluta dos camponeses e agricultores nessas multinacionais e na criminalização das vítimas da contaminação.
Os povos originários do México criaram o milho e têm sido os guardiões e os criadores da diversidade de variedades que atualmente existem. A soberania alimentar e a preservação dessa diversidade dependem da integridade dos seus direitos. Por isso, a contaminação transgênica é uma ferida à identidade dos povos mesoamericanos e um atentado contra dez mil anos de agricultura. O cultivo do milho transgênico é um ataque frontal aos povos originários e camponeses e uma violação dos seus direitos.
O milho, para os povos que constituímos o México, não é uma mercadoria, mas a origem de uma civilização e a base do sustento das vidas e das economias camponesas.
Não permitiremos que as nossas sementes se percam ou sejam contaminadas por transgenes de propriedade de empresas transnacionais. Não acataremos as leis injustas que criminalizam as sementes e a vida camponesa. Continuaremos cuidando o do milho e a da vida dos povos.
Responsabilizamos pela perda e pelos danos ao milho mexicano às corporações produtoras de sementes transgênicas; ao poder legislativo que aprovou a Lei de Biossegurança e Organismos Geneticamente Modificados (Lei Monsanto) para benefício das empresas; ao governo do México; aos secretários de Agricultura, do Meio Ambiente e da Comissão Inter-secretarial de Biossegurança dos Organismos Geneticamente Modificados (CIBIOGEM), que são os responsáveis pelas medidas finais para eliminar toda proteção legal do milho.
Por todas essas razões:
Rejeitamos o cultivo experimental ou comercial do milho transgênico e exigimos sua proibição no México.
Rejeitamos a “Lei Monsanto”, seus regulamentos e quaisquer outras formas de criminalização das sementes camponesas.
Rejeitamos o monitoramento governamental das roças de milho camponesas, porque é utilizado como pretexto para eliminar ainda mais sementes camponesas.
Assumimos o compromisso e convocamos a todas as comunidades e povos indígenas e camponeses a defender as sementes nativas e a continuar cultivando, guardando, intercambiando e distribuindo suas próprias sementes, e a exercer o direito sobre os seus territórios e impedir o cultivo de milho transgênico.
Convocamos a população a exigir que todos os alimentos que comemos diariamente sejam livres de transgênicos.
Convocamos os organismos internacionais a condenar ao governo do México por esta violação dos direitos ancestrais dos camponeses, da biodiversidade, da soberania alimentar e do princípio de precaução em centros de origem de um produto básico para a alimentação e a economia mundial..

NÃO AO MILHO TRANSGÉNICO!
REDE EM DEFESA DO MILHO

9º aniversário da COSA (Casa Okupada de Setúbal Autogestionada)



9º aniversário da COSA

Sábado 10/10

15:00h: Conversa/Debate sobre Solidariedade Revolucionária a partir de um texto ("discussão sobre solidariedade revolucionária")

20:00h: Jantar “Bela Vida” [Traz comida e bebida]

Domingo 11/10
a partir das 15:00h: Churrascada, música e cinema na rua.

Casa Okupada de Setúbal Autogestionada
Rua Latino Coelho nº2,
Bairro Salgado,
Setúbal
(junto à estação dos autocarros)

Tabacaria ( de Álvaro de Campos) e O Oitavo Poema ( de Alberto Caeiro) interpretados por Nuno Meireles (9 de Out. no Museu do Carro Eléctrico)


Tabacaria (de Álvaro de Campos) + O Oitavo Poema de O Guardador de Rebanhos (de Alberto Caeiro)

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
Aparte isso tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Álvaro de Campos

Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Alberto Caeiro

Entre o sonho de ter tudo dentro de si e o sonho de ter visto Jesus Cristo descer à terra, "tornado outra vez menino" temos Campos e Caeiro. Temos o que podem muito bem ser os seus melhores poemas. Temos dois lados da mesma metafísica e dois lados do mesmo poeta. Temos aquelas palavras que são tão nossas por nunca terem sido realmente de ninguém.

Próxima sexta-feira, dia 9 de Outubro, em monólogo, às 22h, no Museu do Carro Eléctrico.

Duração aproximada
40 min

Entrada
3 €

Museu do Carro Eléctrico
Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, SA
Alameda Basílio Teles, 51
4150–127 Porto


Ficha Técnica

Encenação e Interpretação
Nuno Meireles


Ilustração do cartaz
António Santos
Design Gráfico do cartaz
Enzo Meireles

Apoios
Museu do Carro Eléctrico

Mercedes Sosa ( 9/7/1935 – 4/10/2009) cantora argentina e a grande voz da América Latina

Mercedes Sosa, a lendária cantora argentina, e uma das vozes mais escutadas da América Latina faleceu ontem aos 74 anos.


http://en.wikipedia.org/wiki/Mercedes_Sosa
http://es.wikipedia.org/wiki/Mercedes_Sosa

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercedes_Sosa

Tornou-se célebre a canção cantada por Mercedes Sosa , «Obrigado à vida (com letra de uma outra figura destacada da canção latino-americana, Violeta Parra)



GRACIAS A LA VIDA
( OBRIGADO À VIDA)

Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me dois olhos que, quando os abro
perfeitamente distingo o preto do branco
e no alto céu, o seu fundo estrelado
e nas multidões, o homem que eu amo.

Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me o ouvido que, em toda a amplitude,
grava, noite e dia, grilos e canários
martelos, turbinas, latidos, chuviscos
e a voz tão terna do meu bem amado.

Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me o som e o abecedário
e, com ele, as palavras com que penso e falo
mãe, amigo, irmão e luz iluminando
a rota da alma de quem estou amando.

Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me a marcha dos meus pés cansados
com eles andei por cidades e charcos,
praias e desertos, montanhas e planícies
pela tua casa, tua rua e teu pátio.

Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me o coração que todo se agita
quando vejo o fruto do cérebro humano,
quando vejo o bem tão longe do mal,
quando vejo no fundo do teus olhos claros.

Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me o riso e deu-me o pranto
assim eu distingo a felicidade da tristeza,
os dois materiais de que é feito o meu canto
e o canto de todos, que é o meu próprio canto

Obrigado à Vida
Obrigado à Vida
Obrigado à Vida
Obrigado à Vida







Mercedes Sosa canta Gracias a la Vida
(Letra de Violeta Parra )

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me dio dos luceros que cuando los abro
perfecto distingo lo negro del blanco
y en el alto cielo su fondo estrellado
y en las multitudes el hombre que yo amo.

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
me ha dado el oido que en todo su ancho
graba noche y dia grillos y canarios
martillos, turbinas, ladridos, chubascos
y la voz tan tierna de mi bien amado.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me ha dado el sonido y el abedecedario
con él las palabras que pienso y declaro
madre amigo hermano y luz alumbrando,
la ruta del alma del que estoy amando.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me ha dado la marcha de mis pies cansados
con ellos anduve ciudades y charcos,
playas y desiertos montañas y llanos
y la casa tuya, tu calle y tu patio.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me dio el corazón que agita su marco
cuando miro el fruto del cerebro humano,
cuando miro el bueno tan lejos del malo,
cuando miro el fondo de tus ojos claros.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me ha dado la risa y me ha dado el llanto,
asi yo distingo dicha de quebranto
los dos materiales que forman mi canto
y el canto de ustedes que es el mismo canto
y el canto de todos que es mi propio canto.

Gracias a la Vida
Gracias a la Vida
Gracias a la Vida
Gracias a la Vida





Duerme negrito
(Popular - Atahualpa Yupanqui)


Duerme, duerme negrito,
que tu mama está en el campo, negrito...

Duerme, duerme negrito,
que tu mama está en el campo, negrito...*

Te va a traer codornices para ti,
te va a traer rica fruta para ti,
te va a traer carne de cerdo para ti.
te va a traer muchas cosas para ti.
Y si negro no se duerme,
viene diablo blanco
y ¡zas! le come la patita,
¡chacapumba, chacapún…!

Duerme, duerme negrito,
que tu mama está en el campo, negrito...

Trabajando,
trabajando duramente, trabajando sí,
trabajando y no le pagan, trabajando sí,
trabajando y va tosiendo, trabajando sí,
trabajando y va de luto, trabajando sí,
pa'l negrito chiquitito, trabajando sí,
pa'l negrito chiquitito, trabajando sí,
no le pagan sí, va tosiendo sí
va de luto sí, duramente sí.

Duerme, duerme negrito,
que tu mama está en el campo, negrito...



DISCOGRAFÍA DE MERCEDES SOSA


EN SOLITARIO

Canta Mercedes Sosa/La voz de la zafra (Mercedes Sosa) [1959]
Canciones con fundamento (Mercedes Sosa) [1965]
Yo no canto por cantar (Mercedes Sosa) [1966]
Hermano (Mercedes Sosa) [1966]
Para cantarle a mi gente (Mercedes Sosa) [1967]
Con sabor a Mercedes Sosa (Mercedes Sosa) [1968]
Mujeres argentinas (Mercedes Sosa) [1969]
Navidad con Mercedes Sosa (Mercedes Sosa) [1970]
El grito de la tierra (Mercedes Sosa) [1970]
Homenaje a Violeta Parra (Mercedes Sosa) [1971]
Hasta la victoria (Mercedes Sosa) [1972]
Cantata Sudamericana (Mercedes Sosa) [1972]
Traigo un pueblo en mi voz (Mercedes Sosa) [1973]
A que florezca mi pueblo (Mercedes Sosa) [1975]
En dirección del viento (Mercedes Sosa) [1976]
Mercedes Sosa interpreta a Atahualpa Yupanqui (Mercedes Sosa) [1977]
Serenata para la tierra de uno (Mercedes Sosa) [1979]
A quien doy (Mercedes Sosa) [1980]
Gravado ao vivo no Brasil (Mercedes Sosa) [1980]
Mercedes Sosa en Argentina (Mercedes Sosa) [1982]
Mercedes Sosa (Mercedes Sosa) [1983]
Como un pájaro libre (Mercedes Sosa) [1983]
Recital (Mercedes Sosa) [1983]
Será posible el sur (Mercedes Sosa) [1984]
Vengo a ofrecer mi corazón (Mercedes Sosa) [1985]
Mercedes Sosa ´86 (Mercedes Sosa) [1986]
Mercedes Sosa ´87 (Mercedes Sosa) [1987]
Amigos míos (Mercedes Sosa) [1988]
La Negra (Mercedes Sosa) [1988]
En vivo en Europa (Mercedes Sosa) [1990]
De mí (Mercedes Sosa) [1991]
30 años (Mercedes Sosa) [1993]
Sino (Mercedes Sosa) [1993]
Gestos de amor (Mercedes Sosa) [1994]
Disco de oro (Mercedes Sosa) [1995]
Escondido en mi país (Mercedes Sosa) [1996]
Alta Fidelidad (Mercedes Sosa) [1997]
Al despertar (Mercedes Sosa) [1998]
Misa Criolla (Mercedes Sosa) [2000]
Acústico (Mercedes Sosa) [2002]
Corazón libre (Mercedes Sosa) [2005]
Cantora 1 (Mercedes Sosa) [2009]
Cantora 2 (Mercedes Sosa) [2009]

SINGLES Y EP

Niño de mañana (Mercedes Sosa) [1975]
O Cio da terra (Mercedes Sosa) [1977]
Si se calla el cantor / Guitarra de medianoche (Mercedes Sosa - Horacio Guarany) [1977]

COLECTIVOS

Romance de la muerte de Juan Lavalle (Obra colectiva) [1965]
Argentina canta así Vol 3 (Obra colectiva) [1972]
Argentina '72 (Obra colectiva) [1973]
Voices of Freedom Concert (Serenata Guayanesa - Hernán Gamboa - Mercedes Sosa) [1982]
Abril en Managua (Obra colectiva) [1983]
Homenaje a Picasso (Obra colectiva) [1983]
Si se calla el cantor (Mercedes Sosa y Gloria Martín) [1983]
La mémoire chantée de Régine Mellac (Obra colectiva) [1984]
14. Festival des politischen Liedes (Obra colectiva) [1984]
Corazón Americano (Mercedes Sosa - León Gieco - Milton Nascimento) [1985]
La paz del mundo comienza en Centroamérica - Olof Palme in memoriam (Obra colectiva) [1986]
17. Festival des politischen Liedes (Obra colectiva) [1987]
Convivencia (B.S.O.) (Obra colectiva) [1994]
Todas las voces todas (Obra colectiva) [1996]
Chiapas (Obra colectiva) [1996]
Homenaje a Jorge Cafrune (Obra colectiva) [1997]
Consagrados en Cosquín Vol. 1 (Obra colectiva) [1997]
Consagrados en Cosquín Vol. 2 (Obra colectiva) [1997]
Pampa del indio (Obra colectiva) [1998]
Armando Tejada Gómez (Obra colectiva) [1999]
Honrar la vida (Obra colectiva) [1999]
Yo tengo tantos hermanos. Homenaje a Yupanqui (Obra colectiva) [2001]
Canción para Vieques (Obra colectiva) [2001]
Argentina quiere cantar (Víctor Heredia - Mercedes Sosa - León Gieco) [2003]
Gieco Querido! Cantando al León Vol. 1 (Obra colectiva) [2008]

COLABORACIONES

América joven, vol II (César Isella) [1970]
El Santo de la Espada (B.S.O) (Ariel Ramírez) [1970]
Güemes (B.S.O) (Ariel Ramírez) [1971]
Ahora y aquí (Los Arroyeños) [1973]
Geraes (Milton Nascimento) [1976]
Sentinela (Milton Nascimento) [1980]
Traduzir-se (Raimundo Fagner) [1981]
Escondo mis ojos al sol (Nito Mestre) [1983]
Querido Pablo (Pablo Milanés) [1986]
Taki Ongoy (Víctor Heredia) [1986]
La cuca del hombre (Raul Ellwanger) [1986]
Beth (Beth Carvalho) [1986]
Si me voy antes que vos (Jaime Roos) [1986]
Bienvenido (Tomás González) [1988]
Cómplices (Alberto Cortez) [1989]
Diamonds & rust in the bullring (Joan Baez) [1989]
Corazón libre (Rafael Amor) [1989]
Singer in the storm (Holly Near) [1990]
17 songs (Maria Farantouri) [1990]
En tiempo real (Julia Zenko) [1991]
El amor después del amor (Fito Páez) [1992]
Otro sueño (Gabriel Ogando) [1993]
Señora cuénteme (Gian Marco) [1994]
Rock gitano (Pata negra) [1994]
Canción con todos... sus amigos (Gonzalo Rei) [1994]
Juntando almas II: La memoria del tiempo (Lito Vitale) [1995]
Borrando fronteras (Peteco Carabajal) [1995]
Nana latina (Nana Mouskouri) [1996]
Historias populares (Peteco Carabajal) [1996]
Argentina mía (Jairo) [1997]
Orozco (León Gieco) [1997]
Lo que me costó el amor de Laura (Alejandro Dolina) [1998]
19 nombres de mujer (Los Sabandeños) [1998]
La historia esta vol. 6 (León Gieco) [1998]
Cuerpo y alma (Pedro Aznar) [1998]
Spicy (Lagos - González - Lapouble Trío) [1998]
Algo más de amor (Francis Cabrel) [1999]
María (María Graña) [1999]
Eterno Buenos Aires (Rodolfo Mederos) [1999]
Caja de música (Pedro Aznar) [1999]
Cuando es preciso (María Soledad Gamboa) [1999]
Todos somos Chalchaleros (Los Chalchaleros) [2000]
Desde adentro (Dúo Coplanacu) [2000]
Amor (Rafael Amor) [2000]
En vivo (Víctor Heredia) [2000]
Cosas del corazón (Abel Pintos) [2001]
Sí (Detrás de las paredes) (Sui generis) [2001]
Flores y ayuno (Claudio Sosa) [2001]
Hierro forjado (Franco Battiato) [2001]
Sueños (Natalia Barrionuevo) [2001]
Canciones blindadas (Piero) [2001]
Stis Gitonies Tou Notou (Apurimac) [2001]
Tierra contada (Federico de la Vega) [2002]
Razones (Ricardo Flecha) [2002]
Tango Canción (Horacio Molina) [2002]
En vivo I (Víctor Heredia) [2003]
Chango sin arreglo (Chango Farías Gómez) [2003]
País (Coqui Sosa) [2004]
Parking Completo (David Broza) [2004]
La noche final (Los Chalchaleros) [2004]
El canto de los Karaí (Ricardo Flecha) [2005]
Sueños de un hombre despierto (Ismael Serrano) [2007]
Gracias a la vida (Guadalupe Pineda) [2007]
Almas en el viento (Juan Carlos Cambas) [2007]
Shake away (Lila Downs) [2008]
Igual a mi corazón (Liliana Herrero) [2008]

Ciclo A Paleta e o Mundo na Casa da Achada a partir do dia 24 de Outubro


O Ciclo A Paleta e o Mundo começa no dia 24 de Outubro.

Desta obra que levou mais de dez anos a escrever e que, publicada em fascículos, deu origem a dois grossos volumes ilustrados, com arranjo gráfico de Maria Keil, cuja publicação acabou em 1962, disse o autor: «não é uma história, não é um tratado, nem se dirige a especialistas. Quereria antes ser uma longa conversa».

De A Paleta e o Mundo disse José-Augusto França: «é uma proposta de cultura no domínio das artes picturais em que a crítica das obras e os factos biográficos se encadeiam com abundantes referências e citações de crónica especializada, revelando vastíssima bagagem de leitura.

Trabalho de largo fôlego, de uma envergadura ensaística nunca antes pretendida nas suas quase mil páginas, a obra de Mário Dionísio marca uma época».

A primeira parte do livro coloca e discute um conjunto de questões sobre a Arte e a sua relação com a Sociedade. Foi mais tarde publicada separadamente com o título Introdução à pintura.
As segunda, terceira e quarta partes percorrem a pintura ocidental desde o século XVIII até meados do século XX, altura em que o livro foi escrito.

Existe ainda no mercado uma edição em cinco volumes sem ilustrações, publicada no início dos anos 70, também pelas Publicações Europa-América.

http://noticias.centromariodionisio.org/?p=162

2.10.09

Curso sobre Teatro do Oprimido na Faculdade de Psicologia e das Ciências da Educação da Universidade do Porto ( abertas as inscrições)

Vem o Serviço para a Educação Contínua da FPCE.UP e o NTO-Porto Núcleo Teatro Oprimido do Porto informar os/as interessados/as que estão abertas as inscrições para o Curso de Formação:

TEATRO DO OPRIMIDO
(Curso de 36 Horas - 27/10/2009 a 11/11/2009), tendo como Responsável Científico o Professor Doutor Rui Trindade e como Formador Dr. Hugo Cruz.

Os conteúdos programáticos que irão ser abordados nas sessões:
- O Teatro do Oprimido (TO)

- Contextualização Histórica;
- O método do TO e suas técnicas;
- Noção de opressão e "espect-actor";
- A relação opressor-oprimido;
- Jogos e exercícios teatrais;
- O teatro-imagem e teatro-fórum;
- O papel do curinga/facilitador;
- Visualização e discussão de experiências de TO;
- Construção e discussão de cenas de fórum a partir de situações da realidade;
- Aplicações possíveis do TO em contextos diversos.

Para informações mais detalhadas, propina e inscrições desta acção, consulte o nosso site em www.fpce.up.pt/gec
SEC - Serviço para a Educação ContínuaFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto
e-mail: educacaocontinua@fpce.up.pt
Telefone: 226 061 890 / Fax: 226 079 725
site: http://www.fpce.up.pt/gec


NTO-Porto
www.apele.org
www.associacaopele.blogspot.com

Arquitectura de Terra ( preparação para futuros encontros em Coimbra)

Este evento terá lugar daqui a algum tempo, de 20 Fevereiro 2010 a 23 Fevereiro 2010 .

Pede-se que informem os vossos amigos e praticantes para que a sua participação possa ser planeada com calma e torne o evento mais rico.

Arquitectura de terra - 6º ATP / 9º SIACOT
Universidade de Coimbra, CEAUCP

Objectivos
Acentuar e alargar o âmbito disciplinar da construção e do património em terra..
Fomentar o debate e a transferência de conhecimentos com vista ao estímulo e à realização de projectos comuns envolvendo a arqueologia, a arquitectura, a engenharia, a antropologia e outras disciplinas que se reconheçam nesta temática..
Promover a colaboração universitária no domínio da investigação relativa à construção e conservação da arquitectura em terra .
Contribuir para a melhoria na qualidade da construção..
Participar na formação e consequente preparação dos técnicos envolvidos na construção e conservação da arquitectura em terra.
Aprofundar e contribuir para o desenvolvimento sustentável à escala local e nacional..
Difundir a arquitectura contemporânea em terra, promovendo o uso de materiais naturais com maior eficiência energética, assim como estratégias para formação local, com maior integração social.


Temas dos Painéis
1. Arqueologia, Arte e Antropologia

2.Património e Conservação3
.Técnicas, Construção, Investigação e Desenvolvimento
4.Arquitectura Vernácula e Contemporânea

Organização
UC, EAUCP, ESG , FCO , CdT, PROTERRA


Contactos
Maria Fernandes, Conceição Lopes

Telefones+351 239 851603
E-mails
6atp9siacot@gmail.com, i
nfo@centrodaterra.org

Sítioswww.esg.pt/6atp, www.uc.pt/uid/cea/6atp

Fonte: http://www.igespar.pt/agenda/3/173/
CEAUCP - Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto
FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia, UC - Universidade de Coimbra,
ESG / Escola Superior Gallaecia,
FCO / Fundação Convento da Orada,

CdT / Associação Centro da Terra e Rede Ibero-Americana PROTERRA são os organizadores e anfitriões do 6ºATP - 6º Seminário de Arquitectura de Terra em Portugal e 9ºSIACOT - 9º Seminário Ibero-Americano de Arquitectura e Construção com Terra, que se realizará de 20 a 23 de Fevereiro de 2010, em Coimbra, Portugal.

Criado em 2003, o seminário de Arquitectura de Terra em Portugal (ATP) tem evoluído de uma forma crescente com a ampla adesão de profissionais, investigadores e académicos.
Em 2003 e 2004, o 1ºATP e 2ºATP realizam-se em Lisboa; em 2005, o 3ºATP reúne-se ao 4º SIACOT em Monsaraz; em 2006, o 4ºATP realiza-se em Ouro Preto, Brasil (associa-se ao 1ºACTB, originando o Terra Brasil 2006); e em 2007, o 5ºATP realiza-se em Aveiro.

O seminário cresce em dimensão e na abrangência e crescente investigação, adquirindo um espaço importante no estudo e protecção do património, arquitectura, técnicas, construção, conservação e investigação da arquitectura de terra. O seminário ATP abrange igualmente uma maior internacionalização e interdisciplinaridade entre arquitectura e disciplinas, como a engenharia, história, conservação, arqueologia e antropologia. A qualidade das comunicações e o crescente interesse do público e da comunidade científica confirmam a dimensão internacional e o contributo português para o desenvolvimento desta área científica.