25.10.08

Só 23 Estados proíbem os castigos corporais infligidos a crianças!


Só 23 países proíbem os pais de bater nos filhos

Os castigos corporais a crianças, mesmo os praticados no seio da família, são proibidos e punidos em Portugal desde o ano passado segundo o relatório anual da "Global Initiative To End All Corporal Punishment of Children".

Desde 2007 que dar um estalo ao seu filho passou a ser punido por lei. No relatório da "Global Initiative To End All Corporal Punishment of Children", movimento que defende o fim de todos os castigos corporais infantis, Portugal aparece como um dos 23 países que já têm já legislação que proíbe e pune totalmente os castigos corporais a crianças, incluindo os praticados no seio da família e 108 proíbem ainda estes actos nas escolas, o que representa 41,2 % da população infantil.

Portugal foi um dos últimos países a ter alterado a legislação. O artigo 152 do código penal português foi revisto em 2007 e estabelece que os castigos corporais, a privação da liberdade das crianças e as ofensas sexuais são punidos com penas de um a cinco anos de prisão, podendo as penas aumentar consoante a gravidade da ofensa.

O relatório surge na sequência do estudo das Nações Unidas sobre Violência contra as Crianças, apresentado em 2006, que estabelecia como meta a proibição universal desta prática até 2009.

O número de países a aderir a estas novas regras, adianta o documento, está a crescer, e 17 países já assumiram o compromisso de adesão. A nível europeu há mesmo uma intenção do Conselho da Europa de acabar com os castigos corporais nos 47 países membros, tendo aquele organismo lançado uma campanha em 2007 com esse objectivo.

Os castigos corporais são permitidos por lei em 148 países que não assumiram ainda qualquer compromisso para que um dia venham a ser proibidos.

http://www.endcorporalpunishment.org/


Fonte: Jornal de Notícias

Um em cada três citadinos vive em bairros de lata

As grandes cidades do mundo albergam cada vez mais pobres, que se concentram em bairros precários. Uma avaliação das Nações Unidas renova agora as chamadas de atenção para este grau de pobreza, bem como para os riscos que correm as grandes concentrações humanas no litoral, devido à subida dos oceanos.

Todas as semanas chegam às cidades dos países em desenvolvimento mais três milhões de pessoas e isto fará com que a meio do século 70% da população mundial seja urbana, quando agora a cifra atingiu os 50%. O relatório bienal das Nações Unidas sobre o estado das cidades indica que o fenómeno será mais acentuado na Ásia, por enquanto com mais gente nos campos e aldeias. Mas a tendência é já evidente em África, acrescentando mais gente às maiores cidades. Isto só não tem expressão em 46 países, incluindo a Alemanha, Itália, Japão e parte da ex-União Soviética. Tal deve-se ao envelhecimento e menor natalidade, compensados em parte apenas pela imigração.

A procura do litoral é uma das preocupações evidenciadas pelo relatório deste ano. Poucas cidades costeiras serão poupadas à subida das águas provocada pelo aquecimento global e isso não ocorrerá apenas nos países pobres; a Europa também terá graves problemas.

As condições de vida dos habitantes das cidades evidenciam fossos, mesmo nos países desenvolvidos, sendo muitas cidades norte-americanas tão pouco igualitárias como outras de África e da América Latina. Pequim surge como a metrópole mais igualitária. No que toca às condições de vida, o terço da população citadina que vive em bairros sem condições tem sobretudo falta de acesso a água potável, saneamento, condições para cozinhar, espaço por pessoa e educação. E.F.

A pistola Taser já começou a fazer vítimas em Portugal... dentro da própria polícia!!!


É oficialmente considerada inofensiva, mas afinal, a arma eléctrica usada pelas polícias,conhecida como «Taser», pode ser fatal para a saúde de quem é atingido pela descarga.

A prová-lo estão as inúmeras vítimas mortais que se têm registado em vários países causadas pelo uso da Taser. Por cá, menos uma pessoa ficou incapacitada depois de alegadamente ter sido obrigada a experimentar a arma na própria pele. Foi o caso de um agente da PSP que em Julho de 2007 sentiu na pele os efeitos da Taser.

Depois de uma descarga sobre o seu próprio corpo pela sua própria mão, começou a sentir dores que ficaram tão insuportáveis que, umas horas depois, teve de recorrer à urgência do hospital. Para aguentar os efeitos da contracção muscular, o polícia passou a viver sob o efeito de comprimidos. Dez dias depois voltou ao hospital e as idas ao médico nunca mais pararam até ao dia em que lhe disseram que podia ficar paraplégico.

A arma eléctrica paralisa o indivíduo, interrompendo a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Dizem as empresas que a vendem que não é letal e que não faz estragos na saúde de quem é atingido pela descarga de 50 mil volts. O médico que operou João Santos tem uma opinião diferente.

No Canadá, no aeroporto de Vancouver, a polícia viu na «Taser» a solução para um homem de nervos à flor da pele, só que, várias descargas seguidas terão transformado a solução do problema na morte do homem.

Os médicos garantem que João não voltará a ser um polícia de elite e que a saúde vai piorar com o tempo. Vítima da arma «Taser», o polícia João Santos tem agora uma incapacidade física de 27%.

24.10.08

Deus não existe. Páre agora de se preocupar e goze a vida!




A British Humanist Association com o apoio do académico britânico Richard Dawkins, autor do livro « The God Delusion », conhecido pelas suas intervenções questionando o papel das religiões, vai lançar uma campanha a favor do ateísmo usando os autocarros londrinos para colocar em circulação pela cidade o slogan «There's probably no God. Now stop worrying and enjoy your life» (“Provavelmente, Deus não existe. Agora, páre de se preocupar e goze a vida”)

http://www.humanism.org.uk/site/cms/

Atheist Bus Campaign
http://www.justgiving.com/atheistbus


http://richarddawkins.net/



Debate com a British Humanist Association sobre a religião





Dawkins talks atheism

Ciclo de Conferências «O Trabalho não é (é) uma mercadoria» na Fac. de Economia de Coimbra (CES/FEUC)



Organização:
Núcleo de Estudos do Trabalho e Sindicalismo (CES)
Programas de Mestrado e Doutoramento em «Relações de Trabalho, Desigualdades Sociais e Sindicalismo» (CES/FEUC)


Prosseguindo e aprofundando uma linha de investigação e de preocupação cívica com os temas do trabalho e das relações laborais, o CES vai levar a cabo em 2008/2009 um ciclo de conferências versando essas áreas e abordando-as sob múltiplos olhares.


A utilização da primeira alínea da Declaração de Filadélfia, colocada com sentido interrogativo, para título do ciclo de conferências, assume um significado especial num espaço temporal em que a projecção dos impactos e das causas (e necessária análise) da actual "crise financeira" constitui um enorme desafio também para o campo das ciências sociais.


O início do ciclo de conferências intitulado "O trabalho não é [é] uma mercadoria" terá início a 30 de Outubro, com a conferência "Trabalho e Sindicalismo: Questionamentos", proferida pelo Doutor Manuel Carvalho da Silva. A intervenção de Manuel Carvalho da Silva significa a sua primeira participação pública, enquanto investigador do CES.


Local: Auditório da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra


30 de Outubro 2008
Manuel Carvalho da Silva
"Trabalho e Sindicalismo: Questionamentos"


12 de Novembro 2008
Ricardo Antunes e Cláudia Nogueira
"Metamorfoses do Trabalho e Desigualdades de Género"

Janeiro 2009
Maria Emília Casas e Jorge Leite
"Direito e Relações Laborais"

Fevereiro 2009
Nadya GuimarãesAntónio Sérgio Guimarães
"Emprego, Desemprego e Desigualdades Sociais"

Fevereiro 2009
Juan Somavia
"OIT e trabalho digno"

Março 2009
Juan José Castilho Llona Kóvacs
"Trabalho, Fragmentações e Precaridades"

Maio 2009
Klaus Doerre e Reinhhard Naumann
"Economia e Sociedade: o individualismo em questão"

Julho 2009
Manuel Castells e Vasco Cal
"O social e o Económico na União Europeia - uma Crítica Prospectiva"

http://www.ces.uc.pt/eventos/evento42.php

http://www.ces.uc.pt/nucleos/nets/

APEDE e outros movimentos de professores reúnem-se com a Fenprof no dia 29 para preparar a união de todos os professores


Por iniciativa da APEDE, que deu o primeiro passo no sentido de se criar condições para um diálogo entre os movimentos independentes de professores e as organizações sindicais, esta associação, o MUP e outros movimentos que se queiram juntar irão reunir com a direcção da FENPROF no próximo dia 29 de Outubro.

Nessa reunião serão apresentadas as razões que nos levaram a convocar a manifestação do dia 15 de Novembro. Aproveitaremos também para discutir os pontos de divergência, mas também os de convergência, que actualmente definem a nossa posição relativamente às direcções sindicais.

É nossa intenção apelar a que estas direcções rompam com o acordo assinado entre os sindicatos e o Ministério da Educação, a fim de que possa ser viabilizado um conjunto de exigências que ocupam hoje o centro do combate travado pelos professores:

• Suspensão integral, para o ano lectivo de 2008/2009, do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, e readopção temporária do modelo de avaliação anterior, consignado no Decreto Regulamentar n.º 11/98, de 15 de Maio, com todos os seus efeitos em termos da celebração e renovação de contratos e de progressão na carreira.

• Abertura imediata de negociações com o objectivo de criar um modelo de avaliação do desempenho que não esteja orientado para a formatação uniformizadora da actividade docente, para a perseguição da diferença, para a punição e para o controlo burocratizado, mas que seja formativo, responsabilizador da comunidade educativa no seu conjunto e efectivamente valorizador do trabalho realizado pelos professores.

• Abertura imediata de negociações com vista à revisão do Decreto-Lei n.º 15/2007 de 19 de Janeiro, que define o actual Estatuto da Carreira Docente, de modo a construir um novo ECD consentâneo com a dignificação da profissão de professor e com o reconhecimento da sua centralidade na sociedade portuguesa, e que reponha a equidade através da reinstauração de uma carreira única.

• Revogação do novo modelo de administração escolar de modo a reintroduzir nas escolas um modelo de gestão colegial e democrática e a afastar dos estabelecimentos de ensino todas as tentações de poder discricionário.

• Revisão da distribuição da carga horária, de modo a que a componente não lectiva deixe de absorver actividades que são efectivamente do foro da leccionação e abra espaço para que os professores se dediquem plenamente, na sua componente individual de trabalho, a preparar as aulas e a renovar os seus conhecimentos.

• Recusa do projecto-lei que pretende regulamentar os concursos de professores para o ano de 2009, de modo a que os professores dos Quadros de Zona Pedagógica não se vejam confrontados como uma muito maior insegurança e imprevisibilidade nas suas colocações, e a que sejam preservados os quadros de escola enquanto garantia da estabilidade do corpo docente, necessária não só à segurança com que cada professor vinculado pode encarar o seu posto de trabalho, mas também ao regular funcionamento dos estabelecimentos de ensino.Fim da obrigatoriedade da prova de ingresso para os professores contratados, na medida em que esta constitui um obstáculo adicional e injusto para quem já deu suficientes provas, científicas e pedagógicas, de estar em condições de exercer a profissão docente


http://apede.blogspot.com/

http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/

http://www.fenprof.pt/



Plataforma Sindical dos Professores apresenta publicamente exigência de suspensão do processo de avaliação em curso


Suspender agora esta avaliação dos Professores é um serviço que se presta ao ensino público neste País


"Suspender o processo de avaliação desde já, e numa altira em que cresce o número de escolas que, opor motu proprio, suspendem todo o processo, permitirá", entre outros aspectos, "recentrar a atenção dos professores naquela que é a sua primeira e funmdamental missão - ensinar", sublinha a declaração lida por Mário Nogueira, na tarde de 24 de Outubro (sexta-feira), na conferência de imprensa convocada pela Plataforma Sindical.

Esclarece, desde logo, o documento entregue e comentado aos jornalistas:
Os sindicatos de professores já o tinham anunciado, na declaração para a acta que consumou o "memorando de entendimento" que firmaram com o ME em Março deste ano: "a Plataforma Sindical dos Professores, no que à avaliação diz respeito, reafirma o seu desacordo com o modelo imposto pelo ME, reafirma, ainda, que os pressupostos base da actual situação de profundo conflito em nada alteram as divergências de fundo que as organizações sindicais mantêm …".

Ora, o conflito atrás referido, serenado que foi até ao final do ano lectivo anterior, reacende-se de imediato, e mais forte ainda, quando os professores se apercebem da verdadeira dimensão do "monstro" que têm pela frente. Não é, infelizmente, o único motivo mas será, estamos seguros, o que mais pesa na ideia cada vez mais sedimentada de que assim não se pode ser professor.

De facto, bastou um mês de aulas para todos os professores e educadores terem claro que este modelo não é capaz sequer de ser instalado, quanto mais aplicado com um mínimo de equidade.

A Plataforma destaca em seguida um conjunto de razões que justificam aquela afirmação.

Desde logo a enorme complexidade do modelo, sujeito a leituras tão difusas quanto distantes entre si e que nem o próprio Ministério da Educação consegue explicar devidamente.
Dentro desta complexidade, a instalação do modelo revela-se morosa, muito divergente nos ritmos que as escolas conseguem encontrar e dificultada ainda pela falta de informação cabal e inequívoca às perguntas que vão, naturalmente, aparecendo

Por outro lado, decorrente de bizarras concepções do papel de quem avalia, as decorrentes do próprio modelo e outras ligadas ao universo de avaliadores que o ME definiu, está já latente um clima de contestação à indigitação destes, registando-se em muitos casos uma inversão de papeis no binómio avaliador-avaliado.

A maioria dos itens constantes das fichas não são passíveis de ser universalizados. Alguns só se aplicam a um número reduzido de professores. Outros, pelo seu grau de subjectividade, ressentem-se de um problema estrutural - não existem quadros de referência em função dos quais seja possível promover a objectividade da avaliação do desempenho

Suspender é uma atitude de responsabilidade

A Plataforma Sindical realça ainda:
As questões colocadas anteriormente assumem um papel fundamental nas arbitrariedades que se têm sucedido porque, o modelo centra-se nas responsabilidades individuais e não no contributo para o desenvolvimento de uma cultura de avaliação

Assim, suspender o processo de avaliação desde já, e numa altura em que cresce o número de escolas que, por motu proprio, suspendem todo o processo, permitirá, como sublinha Plataforma:

1. Recentrar a atenção dos professores naquela que é a sua primeira e fundamental missão - ensinar

2. Permitir assim que os professores se preocupem prioritariamente com quem devem - os seus alunos

3. Antecipar em alguns meses a negociação de um outro modelo de avaliação do desempenho docente, quando já estão em circulação outras propostas, radicalmente diferentes e surgidas do meio sindical

4. Dirigir as energias das partes contratuais (ME/Sindicatos) para a problematização e renegociação dos principais eixos da desastrosa política educativa deste Governo, que incluem, inevitavelmente o Estatuto da Carreira Docente e a gestão e administração das escolas.

Enquanto que para a Ministra, de acordo com declarações recentes citadas na comunicação social, pedir a suspensão da avaliação é uma "infantilidade", para a Plataforma Sindical, o acto de supensão deste burocrático processo de avaliação será uma atitude de responsabilidade, como destacou Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF.Tal como será também uma atitude de responsabilidade, desde já vincada pelos sindicatos, a proposta de arranque de um processo negocial apontado a um sistema de avaliação coerente e adequado ao trabalho dos professores.

O que aconteceria se os Estados Unidos fossem a Argentina,e a crise financeira em vez de ter ocorrido em Wall Street tivesse irrompido em Buenos Aires


Se os Estados Unidos fossem a Argentina, e se a crise financeira em vez de ter ocorrido em Wall Street tivesse surgido em Buenos Aires, o FMI (Fundo Monetário Internacional), com a anuência do Banco Mundial, teria convidado sem mais delongas o Presidente argentino (dirigente máximo do Estado) a passar pela sua sede para uma reunião de trabalho, onde os tecnocratas de ambas as partes elaborariam um «incontornável plano de ajustamento estrutural» que incluiria cortes nas despesas públicas ( a Argentina teria que retirar certamente as suas tropas do Iraque, caso as tivesse mandado para aquele longínquo país arábe), assim como os salários dos trabalhadores assalariados sofreriam um duro revés por efeito da imposição de aumentos nos impostos e uma maior disciplina fiscal, tudo isso com vista a eliminar o défice orçamental e as excessivas despesas públicas, com a consequente redução de investimentos públicos, e supressão indiscriminada de subsídios e apoios do Estado, com todo o cortejo de cortes de financiamento à educação, saúde pública e obras públicas.

Seriam também exigidas reformas fiscais para ampliar a base fiscal ( aumentar o número de contribuintes às mais vastas – e pobres – camadas da população). Exigida era com certeza a subida das taxas de juro a fim de atrair dinheiro fresco do estrangeiro, ainda que isso pudesse vir a traduzir-se no encerramento de muitas pequenas e médias empresas argentinas.

A moeda nacional teria que sofrer inevitavelmente uma forte desvalorização, e haveria que suprmir muitas barreiras alfandegárias que protegiam as empresas nacionais pouco competitivas, eliminando-se de passo as restrições ao investimento estrangeiro ( leia-se aqui, o fomento para a compra de empresas nacionais por investidores estrangeiros). As empresas estatais teriam ainda de ser privatizadas, e vendidas ao desbarato, por imperativos orçamentais do Estado.

Não seriam sequer esquecidos domínios como o meio ambiente, a protecção do comsumidor e a segurança interna, que teriam de ser liberalizados, de forma a diminuir o peso ( e as despesas) do Estado nessas áreas.

Seria esta, a receita para a Argentina, caso esta fosse atingida por uma forte crise económico-financeira por imposição do chamado Consenso de Washington e do monetarismo liberal.
Acontece que a actual e a última crise financeira não se deu na Argentina, mas antes no sítio que viu nascer esse mesmo Consenso de Washington – os Estados Unidos da América – pelo que os seus autores preferem agora não aplicá-lo… Não é difícil saber porquê!

1.º encontro internacional de Casas-Museu (30 e 31 de Out. em Vila Nova de Famalicão)


1.º Encontro Internacional de Casas-Museu : As Casas-Museu. Do passado aos novos desafios
30 e 31 de Outubro de 2008
Local:
Casa de Camilo - S. Miguel de Seide - Vila Nova de Famalicão

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, através da Casa de Camilo, em colaboração com o Curso de Museologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e com da Secção Autónoma de Jornalismo e Ciências da Informação, da mesma Faculdade, vão organizar, nos próximos dias 30 e 31 de Outubro, o “1.º Encontro Internacional de Casas-Museu”, subordinado ao tema “As Casas-Museu: Do passado aos novos desafios”, no auditório do Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão.

Pretende-se com o Encontro promover a reflexão e o debate em torno de alguns dos principais desafios que hoje se colocam às casas-museu em termos da sua gestão, administração, dinamização e valorização cultural e científica.

Casas-Museu e Fundações de Escritores

Centro de Estudos Regianos
http://www.centrodeestudosregianos.com/index.htm


Casa-Museu João de Deus
http://casamuseu.blogspot.com/


Fundação Luís Miguel Nava
http://www.relampago.pt/fundacaolmn.htm


Fundação Eça de Queirós
http://www.feq.pt/


Fundação Rosalía de Castro
http://www.rosaliadecastro.org/



Rotas Literárias

Ruta de Camilo José Cela
http://www.aache.com/cela/cela03.htm


Viajar com… os caminhos da literatura
http://www.viajarcom.org/


Terres d'écrivains



Terras e Casas de escritores

Caminhada e recolha de bolotas promovida pelo FAPAS na Arrábida (zona de Vale da Rasca) no Domingo, 26 de Out. das 9h30 às 13h

RECOLHA de SEMENTES para plantação e sementeira de árvores nativas.

O FAPAS organiza há vários anos sementeiras e plantações de árvores e arbustos nativos em diversas áreas naturais de Portugal. Neste Inverno o Núcleo de Lisboa do FAPAS vai organizar sementeiras de carvalhos-cerquinhos em áreas naturais da região de Lisboa.

Antes da intervenção humana a região Centro-Litoral de Portugal era coberta por frondosas matas, constituída sobretudo por carvalhos-cerquinhos e sobreiros. Nestas matas existia uma fauna e flora abundantes e diversificadas. Hoje o carvalho-cerquinho subsiste pontualmente, em árvores isoladas ou pequenos grupos.

A época de frutificação do carvalho-cerquinho decorre de meados de Outubro até meados de Novembro. O FAPAS vai organizar algumas saídas de campo para recolher as bolotas e outras sementes necessárias para as próximas sementeiras, abertas à participação de todos. As sementes são geralmente recolhidas no chão, por vezes nas bermas de caminhos de terra batida.


Programa: Caminhada de 5 km na encosta Norte da serra da Arrábida, próximo da aldeia de Vale da Rasca, para interpretação da paisagem, observação da vegetação, e recolha de bolotas de carvalho-cerquinho. Percurso semi-circular, com partida e regresso a Aldeia Grande.

Grau de dificuldade: actividade acessível a todas as idades. Percurso em caminho de terra batida.

Localização: Aldeia Grande é uma localidade situada na Est.Nacional 10, entre Vila Fresca de Azeitão e Setúbal.

Transporte: de Lisboa (praça de Espanha) para Aldeia Grande, na carreira de autocarros 753 / 754 / 755 da TST.

Preço bilhetes Lisboa-Aldeia Grande (só ida): 3,49 euros (pré-comprados), 3,90 euros (adquiridos no autocarro).

50% desconto para crianças dos 4 aos 12 anos.

Horário: 9h30 (em Lisboa), 10h30 (início da actividade em Aldeia Grande) - 13h-13h30 (fim da actividade em Aldeia Grande).

Regresso a Lisboa: há autocarros 753/4/5 a partir de Aldeia Grande às 13h10, 14h10, 15h10, etc. (demoram 50 minutos até à Praça de Espanha).

Nota: as bilheteiras da TST estarão fechadas no dia 26 de Outubro, se fizer a sua inscrição até dia ao final do dia 24 de Outubro (sexta-feira) o FAPAS pode adquirir os bilhetes pré-comprados.

Pontos de Encontro:

1 - em Lisboa - às 9h30 - na Praça de Espanha, junto à paragem da carreira 753-754-755 dos TST.

2 - em Aldeia Grande: às 10h30, junto à paragem da carreira 753-754-755 dos TST. (na entrada da localidade quando se vem de Lisboa, próximo do entroncamento com a estrada para a Arrábida).

Nota: a carreira de autocarros 753-754-755 circula pelo Laranjeiro, Casal do Marco e EN.10

Equipamento aconselhado: Vestuário adequado às condições meteorológicas, água, merenda (facultativo), calçado confortável. Sacos (de plástico, pano ou rede) para recolher as bolotas. Se possível, trazer uma mochila vazia para transportar as sementes.

-----------------

INSCRIÇÕES na actividade:
A participação é gratuita, e não há limite de participantes.

Para facilitar a organização da visita, indique o número de pessoas, e qual o ponto de encontro escolhido.

Indique se pretende que o FAPAS compre bilhetes pré-comprados (se fizer a sua inscrição até ao final do dia 24 de Outubro, sexta feira).

Envie uma mensagem com o seu nome e contacto para fapaslisboa@kanguru.pt ou contacte pelo tm 93 8491355 (João Morais).

22.10.08

Dia Nacional de Luta dos Estudantes do Ensino Básico e Secundário ( 5 de Novembro): A Escola e a Educação estão piores! Ministra para a RUA

A ESCOLA E A EDUCAÇÃO ESTÃO PIORES !
Ministra para a RUA !




Está a ser organizado para o próximo dia 5 de Novembro um Dia Nacional de protesto do estudante, iniciativa que a Plataforma Estudantil «Directores Não» tenciona integrar e dinamizar, fazendo dessa jornada um dia histórico na Luta Estudantil dos alunos do ensino secundário.

O Dia Nacional de Luta vai ser vivido em todo o país, com acções em várias escolas e cidades. Em Lisboa vai haver uma manifestação regional, mas o mesmo deverá acontecer no Porto, Coimbra e, provavelmente, noutras capitais de distrito.

Entretanto, há quem não espere pelo Dia de Luta. É o caso de alunos de três escolas secundárias do concelho de Odivelas, que estão esta quarta-feira em greve e dirigem-se para o Ministério da Educação (ME) para protestar contra o novo estatuto do aluno. Os alunos juntaram-se na estação do Metro de Odivelas para se dirigirem ao ME.

A Luta é o Caminho!

O ano lectivo começou há pouco mais de um mês e o protesto Estudantil já se faz sentir ; são já muitas as escolas e os estudantes que protestam contra os directores nas escolas, contra o novo regime de faltas e contra a falta de condições materiais e humanas. Protesto contra o ministra da educação e a sua política educativa, protesto por uma escola mais justa e por uma educação ao serviço de todos .

Aqui ficam alguns exemplos das Lutas desenvolvidas na última semana :

Escola Secundária de Luísa de Gusmão - 15 / 10 / 2008

Os alunos da Escola Secundária Luísa de Gusmão, em Lisboa, encerraram a escola a cadeado e manifestaram-se em frente às instalações contra a falta de professores. Segundo os alunos, o Conselho Executivo da escola já pediu ao Ministério da Educação que colocasse os professores em falta na escola o que não aconteceu nem na primeira nem na segunda fase de colocação de docentes.Os alunos mantiveram-se frente ao portão da Luísa de Gusmão até cerca das 12h desta quarta-feira, partindo depois para as instalações da Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) onde vão tentar ser recebidos. A escola acabou por ser aberta às 9h depois de os bombeiros terem cortado as correntes e os cadeados que os alunos aí tinham colocado durante a madrugada.


Escola Secundária de Sobral de Monte Agraço - 14 / 10 / 2008

Os alunos da escola secundária do Sobral de Monte Agraço encerraram a escola a cadeado e estão a recusaram-se a ir às aulas em protesto contra o novo regime de faltas."Estamos em greve porque segundo a nova lei das faltas, se faltarmos por doença temos que fazer uma prova com a matéria que não demos e se chumbarmos perdemos o ano", disse Catarina Augusto, aluna do 10º ano.

Escola Secundária de Odivelas - 15 / 10 / 2008

A grande maioria dos alunos da Escola Secundária de Odivelas está esta manhã em greve contra o novo Regime de Faltas que consideram vai prejudicar os estudantes.A greve está a decorrer de forma pacífica, com algumas centenas de alunos nos passeios junto à escola acenando cartazes.A greve foi ideia de um grupo de seis alunos, segundo nos explicou Anete, de 16 anos e uma das organizadoras, que começaram a enviar SMS a outros colegas e colocaram na escola duas grandes faixas de pano a convocar a greve. Segundo pudemos verificar a grande maioria dos alunos aderiu a esta greve, embora muitos outros preferissem ter aulas pelo que algumas turmas funcionaram.


A Luta continua !
Dia 5 de Novembro - Dia Nacional de Luta de todos os Estudantes !



A Plataforma Estudantil é um movimento de estudantes do ensino Básico e Secundário e tem como principal objectivo a Luta por uma escola democrática e sem directores (novo modelo de gestão das escolas) e por uma educação verdadeiramente publica e de qualidade.

Defendemos que as nossa opiniões e propostas têm de ser tidas em conta na definição da politica educativa, pois, em última instância nós somos o alvo dessa mesma politica.



Os estudantes do ensino básico e secundário reiteram mais uma vez que continuarão na Luta:

- Contra os directores nas escolas e por um modelo de gestão das escolas verdadeiramente democrático.

- Contra o Estatuto do aluno e contra o novo regime de faltas criado pelo estatuto.

- Contra a falta de professores, funcionários e por melhores condições materiais nas escolas.

- Por um modelo de avaliação escolar mais justo, pela valorização da avaliação continua e contra o excessivo peso dos exames nacionais.

- Por um acesso mais justo ao Ensino Superior.

Dia 5 de Novembro é dia de LUTA de todos os Estudantes !!!

A Plataforma Estudantil «Directores Não» tem gabinete de atendimento e de reuniões na B.O.E.S.G. (em Lisboa)

A Plataforma Estudantil «Directores NÃO!» pode a partir da próxima semana realizar reuniões, debates e receber colegas estudantes num local com mais condições e de uma forma mais organizada.

Para isso estabeleceu uma parceria com a B.OE.S.G, uma biblioteca localizada em Santos ( em Lisboa), que nos cedeu um espaço para a Plataforma.

Gabinete de atendimento Plataforma Estudantil:

Rua das Janelas Verdes 13 - 1º esq.(Santos)

Todas as Quartas-Feiras, entre as 15h30 e as 18h00.

Mais infos contactar:

926 854 208
912 952 917

http://directoresnao.blogspot.com/




Objectivos da Plataforma:
• Desemvolver uma campanha de Informação no maior número de escolas do País no sentido de alertar todos os colegas para o perigo deste Modelo.

• Desenvolver a Luta Estudantil necessária para Obrigar a Ministar da Educação e o Governo a desistir da aplicação deste Modelo.

• Alertar e consciencializar os estudantes em geral e as suas organizações representativas ( Associações de Estudantes) para o perigo que significa a aplicação do novo Modelo.

• Dar a conhcer e desmascarar os Objectivos do novo Modelo de Gestão das Escolas.


Contactos:
• Vera Nunes ( Conselho Pedagógico Sec. de Camilo Castelo Branco) - 919 193 448

• Luis Baptista ( Porta-Voz da Plataforma Estudantil) - 926 854 208



Actividade da Plataforma
• 24 de Outubro Reunião/Debate " 5 Novembro Dia Nacional de LUTA" -- Rua das Janelas Verdes nº 13 1 ºEsq

• 5 Novembro- Dia Nacional de Luta de todos os Estudantes



Não ao Novo Modelo de Gestão Escolar!
Chefes e directores, não queremos NÃO Senhor!

21.10.08

DocLisboa 2008 – VI Festival Internacional de Cinema Documental ( 16 a 26 Out.)

http://www.doclisboa.org/noticias.html

http://www.apordoc.org/index.htm?no=1000001

Doclisboa é o único festival de cinema em Portugal exclusivamente dedicado ao documentário.
Em 2007, na sua quinta edição, o doclisboa apostou na capitalização do renovado interesse dos espectadores portugueses pelo documentário e conseguiu trazer às salas da Culturgest, do Cinema Londres e do Cinema São Jorge, um público muito numeroso e entusiasta. O documentário “foi assunto” e criou-se uma nova consciência da sua enorme riqueza, diversidade e potencialidades. O doclisboa apostou também na descoberta de novos territórios, na grande diversidade, e na vitalidade do cinema do real.

Em 2008 o festival tem como principais objectivos:
Mostrar ao público português filmes importantes e multi-premiados internacionalmente que ainda não chegaram às salas de Lisboa;
Permitir uma reflexão mais aprofundada sobre temas contemporâneos e de actualidade;
Dar a conhecer de forma mais sistemática a cinematografia de outros países;
Organizar debates que mobilizem o público em torno de filmes importantes e de temas transversais, presentes em várias obras

Quatro dias após o início do VI Festival Festival Internacional de Cinema Documental já foram emitidos 15 mil bilhetes. Os quatro cinemas que este ano acolhem o festival têm exibido documentários de realizadores consagrados: Frederick Wiseman, Avi Mograbi, Daniel Schmidt, Joris Ivens, Krzystof Kieslowski, Bruce Weber ou Jia Zhang-ke.
No festival estão já realizadores de diversos países, que vêm apresentar os seus filmes e debatê-los com o público. Destaque desde já para Frederick Wiseman, que este ano é o realizador homenageado com uma retrospectiva da sua obra e que na quarta-feira, dia 22, às 11h00, no grande auditório da Culturgest Wiseman dará uma lição pública de cinema.


PROGRAMAÇÃO DIÁRIA do FESTIVAL

16 de Outubro - quinta-feira

CURSO CLOWN ( com Jorge Pacheco no BalletTeatro – Porto durante o mês de Novembro)



CURSO CLOWN no BalletTeatro – Porto durante o mês de Novembro

Curso de 24 h

6,7,8, / 13,14,15 de Novembro 2008

METODOLOGIA:

Nada neste curso será relacionado a um estilo mas sim, em ver e encontrar, o que é
excepcionalmente engraçado em cada pessoa e como ela pode tornar isso, acessível aos outros.

As sessões do curso pretendem ser energéticas e lúdicas. Os Participantes serão incentivados a se divertirem e a terem prazer, usando isso como um começo. Na minha opinião quando as pessoas se divertem e jogam instintivamente, é então que começam a 'jogar' o tolo, a dizer histórias, a se libertarem a gracejar e a descobrir a sua criatividade.

Curso essencialmente prático, com utilização de dinâmicas que promovam a descoberta e aproximação individual ao 'eu ' Clown.

As dificuldades como plataforma da acção de clown, com espírito lúdico e positivo.

Criar condições para todos vivenciarem as emoções de Clown, através do prazer de jogar e improvisar. A importância do desejo no jogo e na acção.

OBJECTIVOS:

Encontrar no nosso interior, a nossa essência esse toque ingénuo de loucura: as emoções mais nossas, a capacidade de surpreendermos e nos entusiasmar.

Soltar as defesas: a responsabilidade, o excesso de lógica e a compostura.


Reconciliarmo-nos com a nossa própria estupidez e procurar a nossa maneira
genuína de fazer humor, rindo-nos das nossas vulnerabilidades.

Jogar em liberdade, um tempo e um espaço para habitar o nosso corpo com prazer e com orgulho , incluindo a sua dimensão grotesca.


Delirar com o quotidiano.

Dar a conhecer sequências de exercícios, como apoios na descoberta e no desenvolvimento do Clown.

CONTEÚDOS

O Corpo Clown


Jogos de aquecimento e preparação ao imaginário individual e grupo CLOWN.

Rir por dentro, sentir respirando.

O jogo clown e o teatro de máscara .

A improvisação: o espaço preferido do clown.

O que é ser Clown


Emoções biológicas e emoções culturais.

A inocência, sabedoria e coração do Clown.

O proibido e a loucura. A tragédia e o sagrado num clown.

A escuta e o contacto com o momento.

Jogar a verdade. A honestidade emocional.

Entusiasmo e desejo de um objectivo.

1º Nascimento de Clown.

Criar e crer nos imaginários.

O nariz - a mais pequena máscara e a que mais revela.

Criação e desenvolvimento


O tempo, o espaço, a voz, o vestuário e os objectos no jogo clown

Trabalhar o olhar como meio de transmitir emoções e de receber.

Bases de improviso para o desenvolvimento do Clown (Siameses, Cumplicidade, Duelos, Irmão maior e irmão mais pequeno). Improvisações individuais, em pares e trios.

Renascimento Clown . Festa final com um bolo de anos

Avaliação, temas para reflexões finais: - O Clown como actor / actriz social na história dos povos. - Clown ou Palhaço no novo circo?


Jorge Pacheco

Palhaço do mundo, abri os olhos em 61 em Lisboa e fui descobrindo que afinal tinha um nariz vermelho, como todas as outras pessoas. Em 1981, descobri a mímica na rua e o Circo com um curso de mímica com Yass Hakochima e num estágio de Clown / Técnica da Escola Russa- no Fabrik Circus em Berlim.
Curioso fiz Formação de Actor e de movimento, de 1990 a 2007, (Michael Tchekov, Stanislavsky, Comédia dell Arte, Alexander Technique, Contact Improvisation, Laban, Pilates) estagiei em Milão com Mamadou Diome da escola de Peter Brook e em New York na escola Lee Strasberg.
O que é ser CLOWN, agradeço em particular a Philippe Gaulier, Jesus Jara e Virgínia Imaz (que trabalhou 3 anos no Cirque du Soleil) e a Leo Bassi, Jango Edwards, Fraser Hooper, Koldobika Vio, sendo com Virgínia e Jesus que fiz mais horas de formação, identifico-me muito com as suas metodologias, seguidoras da escola de Philippe Gaulier e da escola humanista Bataclown - França.
Encantado com o Teatro do Oprimido, aprendi com Iwan Brioc, José Soeiro e Julian
Boal .Teatro- Ferramenta de Intervenção na FPCE.UP. Sou também Actor desde 1986, participei em mais ou menos 48 espectáculos. De 1993 a 2008, encenei vários espectáculos para adultos. Dei formação de Expressão corporal e dramática no ensino profissional, básico e secundário. .Workshop: 'Acção / Teatro' 3 edições(ESAP) . Orientei oficinas de expressão em ESTGAD-Caldas da Rainha, ESBAL, ESBAP, Universidade de Medicina e Psicologia -Lisboa. FLUP, ICBAS-Porto, ZDB-Lisboa, Encenei para e com as crianças na F.C.Gulbenkian, Oficinas de Teatro CML 1994/98. Associação Infante Sagres- Lisboa. Dei formação sobre a expressão de CLOWN em Milão e na Croácia (Festival Internacional de Pula) e Portugal (Balleteatro, Barcelos,TUM e IPJ Braga, Amares, Guarda, Idanha-a-Nova, Abrantes, Lisboa) .
Actualmente, dou aulas e promovo encontros em torno da expressão dramática. Faço parte do programa de itinerâncias da DGLB para a promoção da leitura com acções de formação e ateliers. Colaboro com Municípios em projectos educativos de animação e expressão teatral. Preparo um espectáculo e a abertura de um espaço de pesquisa e Clowning. Com Virgínia Imaz faço um'Clown in progress', no Pais Vasco, continuando a aprender e a investigar o 'mundo' do Clown.

INFORMAÇÕES

Local: Balleteatro - Porto

Curso aberto a todos, c/ e s/ experiência, maiores de 16 anos,


Recomenda-se vir com uma atitude lúdica, positiva, apaixonada e receptiva para viver uma aventura cheia de emoções e divertidos desastres.

Pré - Inscrições - até ao dia 4 de Novembro 2008

Nº limite de participantes - entre 8 e 18

Materiais colectivos: Um bolo para a festa final

Material individual: um nariz com elástico se tiveres... roupas confortáveis.

Vestuário: que tenha a ver com o teu herói infantil ou com alguém que tu admirasses em pequeno.


Objectos: instrumentos musicais, gorros, roupas usadas e tudo aquilo que consideres 'divertido'.

HORÁRIO
Dias 6, 7 e 13, 14 de Nov..,................. 18.30 H - 21 H
8 e 15 de Nov. ................... 10 H /13 H - 15 H /19 H

Duração............ 24 H
Custo................. 50 ¤

Pré-inscrição (até 4 de Novembro por transferência) ...... 25 e.


O nº de inscrições é limitado.

Inscrição CURSO (1º dia de curso)..... 25 e.

Apesar de ser muito pouco provável, caso o curso não se realize por motivos de força maior, os custos pagos serão devolvidos na sua totalidade.

No final da formação, será emitido um certificado de participação

Informações e pré-inscrições:
Balleteatro (arca d' água) on line em: http://www.balleteatro.pt/


Balleteatro (arca d' água)
Praça 9 de abril, 76
4200-422 Porto
Tel: 225 508 918
Mail to:
formacao@balleteatro.pt
transportes: 304, 600, 704 . Metro pólo universitário

contacto de Jorge Pacheco. Tel 964678507


Mail to:clowncurso@gmail.com, manupacheco@sapo.pt

Já saiu o nº 81 da Revista Crítica das Ciências Sociais com um dossier sobre os movimentos estudantis ( os números até ao nº 76 estão em acesso livre)




Já disponíveis integralmente, em regime de acesso livre, os números da Revista Crítica de
Ciências Sociais do nº 1 (1978) ao nº 76 (2006).

Consultar:
http://www.ces.uc.pt/publicacoes/rccs/



Saiu entretanto o nº 81 da revista crítica das ciências sociais corrspondente ao mês de Junho de 2008. Reproduzimos a seguir o seu Índice:


Memória e actualidade dos movimentos estudantis― Elísio Estanque e Rui Bebiano

Jovens, estudantes e ‘repúblicos’: Culturas estudantis e crise do associativismo em Coimbra (p. 9-41) Elísio Estanque

Some Reflections on Student Movements of the 1960s and Early 1970s (p. 43-91) Colin Barker
El Movimiento Estudiantil español durante el Franquismo (1965-1975) (p. 93-110) Miguel Gómez Oliver

Memórias incómodas e rasura do tempo: Movimentos estudantis e praxe académica no declínio do Estado Novo (p. 111-131) Miguel Cardina

A Universidade e o Estado Novo: De “corporação orgânica” do regime a território de dissidência social (p. 133-153) Álvaro Garrido

A juventude e a(s) política(s): Desinstitucionalização e individualização (p. 155-177) Nuno Miguel Augusto

Cultura e política: A experiência dos coletivos de cultura no movimento estudantil (p. 179-207)
Marcos Ribeiro Mesquita

Já saiu o nº 11 do jornal Mudar de Vida ( edição em papel)




Os meios políticos e capitalistas nacionais começaram por fazer crer que a crise era “americana” e que o sistema financeiro português não iria sofrer grandes danos. Agora, que a recessão é dada como certa, aproveitam a mundialização da crise para justificar a deterioração das condições de vida dos trabalhadores. A afirmação do ministro da Economia de que acabou “o mundo de prosperidade (?) em que vivemos durante 10 a 15 anos” é um primeiro sinal de uma nova ofensiva sobre o trabalho a coberto das “dificuldades”.
O facto de termos um capitalismo débil faz com que as consequências por cá sejam ainda mais graves. As empresas com alguma expressão, sendo subcontratantes das transnacionais, serão as primeiras sobre as quais o grande capital sacudirá os custos da crise que, por sua vez, serão sacudidos sobre os trabalhadores.
Enquanto o capitalismo durar, os trabalhadores terão um dilema que é uma das armas mais fortes dos capitalistas. Se se recusam a suportar o peso da crise e o empurram para o capital, os lucros dos patrões diminuirão, os investimentos mais se retrairão e o desemprego aumentará. Se cedem à ilusão de pacto entre capital e trabalho para ultrapassar a crise “em conjunto”, a deterioração das condições de vida é consentida pelos trabalhadores ou pelos seus “representantes” sindicais. A história mostra que a agudização das crises, em vez de proporcionar melhores condições de luta, tem servido para vergar a resistência dos trabalhadores.
A resposta agora tem de ter por base o interesse de classe dos assalariados, contra o interesse de classe dos capitalistas. Não há interesses “nacionais” ou “económicos gerais” que estejam acima deste confronto. É pois urgente dar voz a todas as lutas, impedir o seu isolamento, estimulá-las, reforçar a solidariedade entre os trabalhadores. É o que nós, Mudar de Vida, procuraremos fazer.

20.10.08

Revista electrónica O Comuneiro nº 7 ( Setembro de 2008) já está disponível online


http://www.ocomuneiro.com/

Nota prévia: destaque especial para o texto de um autor libertário, Jean-Claude Michéa, sobre o «O Ensino da Ignorância». A ler.

Introdução ao nº 7 da revista electrónica O Comuneiro ( coorespondente a Setembro de 2008)

Vivemos tempos de excepção, em que a pulsação histórica no mundo se acelera enormemente. Estes são os tempos que, por um lado, esperávamos e sentíamos ser inevitáveis; por outro lado, lamentamos não estar ainda preparados para eles, pois que estamos ainda longe de ver formado, a nível global, no plano teórico e no plano organizativo, um bloco político coeso, capaz de forçar de forma consciente e determinada uma ruptura efectiva com o modo de produção capitalista. É essa a via que procuramos servir, com o melhor do nosso esforço, não porque acreditemos na inevitabilidade dos “amanhãs que cantam”, mas, pelo contrário, porque estamos convencidos de que pode mesmo não haver qualquer futuro digno para a civilização humana, se não actuarmos hoje, de forma livre e auto-determinada, tomando colectiva e democraticamente as rédeas do nosso próprio destino histórico. Será então a altura de jogar finalmente no caixote do lixo da história a crença numa providencial “mão invisível” que supostamente resultaria da benigna confluência da cupidez e da ganância individuais. No novo terreno em que se vai travar, doravante, a batalha ideológica, já não terá curso forçado a "teologia do mercado", tão propagada pelos arautos do pensamento único neoliberal. Mas ainda serão necessárias longas e duras batalhas – e não só no campo das ideias, naturalmente - para extirpar de vez essa superstição.

As épocas de crise são tempos de risco, de bifurcações sucessivas, de decisões críticas, de oportunidades que se oferecem uma só vez, em exíguas e fugazes janelas. Em nossa apreciação, esta crise em que estamos agora a entrar, vai prolongar-se, provavelmente por umas duas décadas, no mínimo. É essa também a opinião de François Chesnais, de cuja lucidez e penetração analítica nos orgulhamos por poder contar, uma vez mais, no artigo de abertura deste número. O desfecho e sequência histórica desta crise são absolutamente imprevisíveis, tanto podendo ser o pesadelo de uma pós-humanidade, de que Mike Davis nos dá uma antevisão arrepiante (bem plausível e, em muitos sentidos, já actual), como uma sociedade globalmente mais igualitária e participativa, em rumo para a abolição das classes sociais e da propriedade privada.

Por todo o tempo de uma geração, provavelmente, assistiremos a nível mundial a uma intensa agudização das lutas de classes, com numerosos episódios de ruptura de equilíbrio, tomada do poder, reordenamento socio-económico, com reversões pontuais e reconquista de posições. Pelo mesmo tempo, teremos agudos conflitos inter-imperialistas, guerras e insurreições, instáveis alianças entre alguns blocos nacionais e/ou regionais burgueses com forças revolucionárias em ascenção, de diversos matizes e configurações.

É bem real, no nosso campo, aquilo que na linguagem “diamática” doutros tempos, se dizia o “atraso no factor subjectivo” e que hoje se dirá, simplesmente, défice de projecto e de definição estratégica. Só na América Latina é que podemos ver levantar-se já o esboço coerente e estruturado de um desafio anti-sistémico, que por vezes se designa a si próprio de “socialismo do século XXI”. Em outros azimutes é ainda grande a indefinição reinante. Nos primeiros embates, isso pode ser perigoso, porque, em tempos de anomia social, a direita populista e autoritária está sempre pronta para ocupar todo o terreno que encontrar livre. Essa não precisa de projecto algum: basta-lhe a brutalidade, a demagogia e a falta de escrúpulos, no serviço da classe dominante.

É também verdade, porém, que nunca poderíamos estar em posição de prever todos os desafios que teremos pela frente, dando-lhes respostas já estudadas e provadas. No calor da luta, ao sabor dos seus sucessos e revezes, a consciência transformadora irá, sem dúvida, ser moldada e temperada a um ritmo muito acelerado, derrubando pelo caminho muitas e bem espessas lombadas de dogmas “r-r-revolucionários”. É importante sabermos de onde vimos, que temos atrás de nós uma história, uma tradição de lutas e de esperanças. Que temos até, vá lá, alguma sabedoria e malícia histórica acumulada. Mas também é importante a disponibilidade de um novo olhar sobre o mundo. Mais vale errar por ousadia inexperiente do que por tacanhez escolástica. Alea jacta est!

Sobre a presente crise, suas causas e circunstâncias, temos ainda neste número uma preciosa e límpida exposição de Walden Bello. O nosso companheiro Emir Sader reflecte também sobre o tema, com especial incidência sobre o espaço latino-americano, em jeito bloguista que nós aqui coligimos. O californiano Mike Davis não se debruça sobre os intricados meandros dos “derivativos” ou do short selling, mas o seu agudo olhar de geógrafo e paisagista urbano capta também, como ninguém, estes tempos de crise como distopia real e presente.

Os nossos companheiros Virgínia Fontes e Reinaldo Carcanholo oferecem-nos duas reflexões teóricas sobre a economia política do capitalismo contemporâneo, com incidência na teoria do imperialismo. Ivonaldo Leite faz um balanço de revisita à Teoria da Dependência, concluindo que a notícia da sua morte contém graves exageros. João Mosca reflecte sobre o modelo de desenvolvimento prosseguido actualmente por Moçambique, contranstando-o com o da economia da era colonial.

Graças à prestimosa colaboração de João Esteves da Silva, enquanto tradutor, temos também um pequeno lote representativo do actual pensamento social crítico francês. Bernard Stiegler é talvez o mais ousado, conceptualmente, e também nisso um intelectual mais tipicamente parisiense, na linha cosmopolita interrompida com Foucault e Deleuze. A sua reflexão é de inspiração marxista (também freudiana), marcada pela escola crítica de Frankfurt e por André Gorz, dispondo contudo de grande amplitude e originalidade próprias. As suas observações sobre os efeitos da mercantilização e dos modernos meios de comunicação de massa sobre o processo social de “individuação” são penetrantes. É nesse mesmo campo e com as mesmas preocupações que se situa o esforço de Dany-Robert Dufour. Jean-Claude Michéa é um “caso” distinto, de um pensador ferozmente independente, orgulhosamente popular e provinciano, em ruptura total com o progressivismo elitista que, a seu ver, concentrando-se em questões pseudo-fracturantes de costumes, serve apenas de sinalizador de vanguarda à crescente mercantilização da esfera privada.

ìndice do Nº 7 da revista O Comuneiro


Introdução
Crise vem pôr a nu os limites históricos do sistema capitalista - François Chesnais
Breviário sobre a catástrofe de Wall Street - Walden Bello
A crise do capitalismo e a esquerda - Emir Sader
Vivendo na plataforma gelada - Mike Davis
Marx, expropriações e o capital monetário - Virgínia Fontes
Interpretações sobre o capitalismo atual - Reinaldo Carcanholo
A Teoria da Dependência e a América Latina - Ivonaldo Leite
Recuperação do modelo económico colonial em Moçambique - João Mosca
A hipermassificação e a destruição do indivíduo - Bernard Stiegler
O Ensino da Ignorância - Jean-Claude Michéa
Perfilados de medo - Dany-Robert Dufour

Colectivo Açoriano de Ecologia Social (CAES)



Ler o 1º número do boletim «Terra Livre» que tem como finalidade a criação de um colectivo de ecologia social nos Açores: aqui


Em processo de formação, o Colectivo Açoriano de Ecologia Social (CAES) é uma nova associação, de carácter informal, que pretende ser um grupo de reflexão e acção junto da sociedade, com o objectivo de provocar alterações sociais profundas.

O actual modelo de civilização é o primeiro “alvo” da associação, que considera o sistema capitalista o principal responsável pela crise global que afecta todos os habitantes do planeta Terra.

Assim, o primeiro ponto do texto-base da associação defende que “a política e a economia deverão sofrer alterações profundas, contemplando o desenvolvimento humano e a satisfação equitativa das necessidades, ultrapassando a sua obsessão pelo crescimento ilimitado”.

O principal mentor deste novo projecto, Teófilo Braga - activista experiente que recentemente deixou a direcção da Associação Amigos dos Açores - faz questão de salientar que “o CAES vai ser uma associação informal”.

Isto quer dizer que vai funcionar com base no voluntariado dos associados, sem receber qualquer apoio do Estado ou outras empresas, quer sejam públicas ou privadas, e que nunca será reconhecida oficialmente como instituição, porque, segundo Teófilo Braga, “mais importante do que fazer parte de comissões e órgãos consultivos, é influenciar a sociedade, porque só quando as pessoas estiverem bem educadas é que os responsáveis políticos vão agir de maneira diferente”.

Na base do afastamento dos órgãos públicos de decisão está também o desagrado de Teófilo Braga com a forma como decorre a participação das associações ecológicas em comissões, já que “muitas vezes as associações não têm conhecimento prévio dos assuntos a tratar, nem dos documentos a discutir”.

O impulsionador do CAES acredita mesmo que, em todo o mundo, com a colaboração com estas associações, “os Estados, muitas vezes, pretendem apenas legitimar as suas decisões”.
O activista ressalva, no entanto, que a associação vai estar disponível para colaborar com todas as entidades, mas sem compromissos formais.

A acção do CAES aposta mais na mudança da mentalidade de cada um, do que na imposição de medidas e regras pelos poderes políticos e vai muito para além da defesa e conservação do ambiente e da natureza.

“Não vamos roubar espaço às associações existentes, porque temos um conjunto de princípios diferentes, e bem definidos”, garante Teófilo Braga.

A paz, a justiça social, a pobreza, o desarmamento, ou a utilização de energia nuclear, são temas sobre os quais o CAES pretende fazer passar a sua mensagem, sensibilizando a sociedade para os problemas existentes.

Descontentamento

Criticando a forma como o associativismo ambiental tem sido encarado por muitos, nos Açores, Teófilo Braga acusa responsáveis de algumas instituições ambientais de ocuparem lugares de direcção “para benefício próprio ou como trampolim para outros cargos” e lamenta que, embora algumas associações tenham muitos membros, os verdadeiramente activistas e que se dedicam às causas e iniciativas ambientais sejam sempre poucos.

Os governos também não escapam às críticas de Teófilo Braga: “na área ambiental, a actuação dos sucessivos governos, desde há dezenas de anos, tem ficado muito aquém das expectativas”, uma vez que existem problemas que persistem constantemente, como o ordenamento do território e a eutrofização das lagoas, cuja resolução devia estar numa fase mais avançada.

Colectivo Açoriano de Ecologia Social

O documento “Que ecologismo?”, que serve de base do CAES, estabelece, em dez pontos, a linhas de actuação e os princípios defendidos pela associação.
Acusando o capitalismo de ser responsável pelo actual estado da civilização, o CAES defende o respeito pelos animais, a implementação de medidas para a conservação da biodiversidade e da geodiversidade e a agricultura sustentável, rejeitando os alimentos geneticamente modificados. No que diz respeito à energia, o CAES defende um modelo alternativo, baseado na poupança e eficiência energética e nas energias renováveis, rejeitando categoricamente a utilização da energia nuclear. Associação pacifista, o CAES é a favor do desarmamento dos Estados e quer promover o respeito intercultural.


João Cordeiro, Açoriano Oriental, 19 de Outubro de 2008

Boletim Anarco-Sindicalista nº 28 (Outubro - Novembro 2008)


Boletim Anarco-Sindicalista nº 28 (Outubro - Novembro 2008)

Publicação da Associação Internacional d@s Trabalhador@s – Secção Portuguesa



http://ait-sp.blogspot.com/



Descarrega em PDF aqui:

- Versão para net (em A4; 1,5 Mb):

- Versão para impressão (em A3; 5,5 Mb):


Neste número do Boletim:
- Cerâmica Torreense: mais um caso de repressão patronal
- Vila Verde: Trabalhadoras de fábrica têxtil impedem saída das máquinas
- Barcelos: Tor encerra e deixa 255 trabalhadores no desemprego
- Operários da Camac (Santo Tirso) em greve devido a salários em atraso
- Três milhões de euros de salários em atraso no primeiro semestre de 2008
- Trabalho infantil perdura em Portugal
- Metade dos trabalhadores portugueses ganha até 600 euros
- Empresa FIDAR – um exemplo de resistência. Há dois meses em contestação em frente às instalações da fábrica
- A “crise” do sistema financeiro. Será que os parasitas “foram longe demais”?
- Código do Trabalho? Não, Código do Capital!
- Instituto de (Des)Emprego
- Protestos e razões para protesto no País do medo
- Não à nova guerra do Cáucaso!
- Dias de Acção Global da AIT
- A FORA-AIT ganha conflito com o restaurante La Pérgola
- Sevilha: Foi assassinada a companheira Rosa Pazos
- Despejo do Centro Social Libera de Modena em Itália
- Greve de fome do anarquista Amadeu Casellas durou 76 dias
- Supremo Tribunal dos EUA rejeita recurso de Mumia Abu-Jamal
- O que é uma organização anarco-sindicalista?

Trabalhadores portadores com deficiência vão ser prejudicados com o Orçamento de 2009 do governo de Sócrates

Os impostos dos trabalhadores com deficiência estão a subir e os média limitam-se a republicar as notas de imprensa do Governo que dizem precisamente o contrário.


Reposição dos Benefícios Fiscais – Movimento dos Trabalhadores Portadores de Deficiência

Não é verdade que os trabalhadores com deficiência irão pagar menos impostos em 2009, como poderão pensar aqueles que leram os títulos dos jornais que saíram depois da entrega da proposta de Lei do Orçamento de Estado.

Está montada a operação de mistificação mediática.

O que se passou afinal com a fiscalidade das pessoas com deficiência?

Desde 1988, o cálculo de IRS dos trabalhadores com deficiência incidia sobre metade do rendimento bruto, ou seja, 50% do rendimento estava isento de imposto. É importante recordar que esses 50% isentos não podiam ultrapassar 13.774 € para quem tivesse 60 a 80% de taxa de incapacidade e 15.840 € acima de 80%.

Em 2006 alteram-se as regras, tendo o Governo eliminado os benefícios fiscais, encontrando uma nova fórmula de cálculo.

A partir de então o imposto é calculado da mesma forma que é calculado para qualquer pessoa e existe um abatimento à colecta (esta coisa da colecta, para quem não está muito familiarizado com o “fiscalês” é o imposto que tem de entregar ao Estado) de 3,5 salários mínimos para quem tenha 60 a 90% de incapacidade e 5,5 salários mínimos acima de 90%.

Porque é que o IRS de 2007 foi maior que o de 2006?

Em 2006, como dissemos, estava isento de imposto 50% do rendimento com os limites já referidos. Em 2007, considerando a totalidade dos rendimentos, os contribuintes com deficiência passaram a estar noutros escalões de rendimento com taxas de tributação muito superiores.

Em 2006 a dedução específica que é abatida ao rendimento bruto, no caso das pessoas com deficiência, era multiplicada por 1,5. Em 2007 também essa majoração desapareceu.

Por último, ao passar de 80 para 90% de incapacidade o patamar de acesso às condições mais vantajosas dos benefícios fiscais, o Governo reduziu o universo das pessoas que tinham esse direito. Com esta artimanha o Governo deixou de fora talvez milhares de pessoas com deficiência como , por exemplo, os paraplégicos e tetraplégicos que, não será demais referir, têm enormes despesas adicionais para competir no mercado de trabalho.

Dizer que vamos pagar menos impostos é a mais descarada das demagogias. Em 2009 ninguém vai pagar menos impostos. E se compararmos com o que pagávamos em 2006, então nem vale a pena falar.

Movimento de Trabalhadores Portadores de Deficiência em Defesa dos Benefícios fiscais

http://mtpd.blogspot.com/