24.6.08

Acção Geral de Protesto e Luta (28 de Junho). Todos à Rua!(ver abaixo os vários locais de concentração)






Locais e Horas das Concentrações

ALGARVE 15H30 CONCENTRAÇÃO na Praça do Infante, Junto ao Liceu, em Faro.

AVEIRO 15H00 CONCENTRAÇÃO no Largo da Estação de Aveiro seguida de MANIFESTAÇÃO até à Ponte Praça.

BEJA 10H30 CONCENTRAÇÃO nas Portas de Mértola, em Beja.

BRAGA 15H00 CONCENTRAÇÃO no Parque da Ponte, em Braga.

BRAGANÇA 15H30 CONCENTRAÇÃO no Largo dos Correios, em Bragança.

C. BRANCO 15H00 CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO, no Largo São João de Malta, na Covilhã.

COIMBRA 16H00 CONCENTRAÇÃO junto ao Ministério do Trabalho (Av. Fernão de Magalhães) seguida de desfile até ao Praça 8 de Maio, em Coimbra.

EVORA 10H30 CONCENTRAÇÃO na Praça do Giraldo, em Évora

GUARDA 15H30 Pré - concentração às 15H00 na Praça de Táxis da Guarda seguindo para o Governo Civil da Guarda.

LEIRIA 15H00 CONCENTRAÇÃO na Rotunda do Vidreiro com desfile até à Praça Steffens, na Marinha Grande.

LISBOA E SETUBAL 15H30 CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO, do Largo do Camões para o Rossio, em Lisboa.

PORTALEGRE 10H30 CONCENTRAÇÃO no Largo Frederico Laranjo, seguido de desfile até ao Governo Civil, na Praça da República, em Portalegre.

PORTO 15H30 Concentração na Praça da Batalha com desfile para a Praça da Liberdade, no Porto.

SANTARÉM 16H00 CONCENTRAÇÃO no Largo Cândido dos Reis, seguida de desfile até ao Largo do Seminário, em Santarém.

VILA REAL 15H30 CONCENTRAÇÃO na Praça Diogo Cão, junto à Escola Secundária S. Pedro, em Vila Real.
VIANA CASTELO 15H00 Manifestação, no Jardim D. Fernando, em Viana do Castelo.

VISEU 15H30 CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO, no Rossio, em Viseu com deslocação ao Governo Civil.

FUNCHAL Iniciativas de rua com activistas, no dia 27 de Junho.

ANGRA DO HEROISMO Iniciativas de rua com activistas, no dia 27 de Junho.

HORTA Iniciativas de rua com activistas, no dia 27 de Junho.

PONTA DELGADA Iniciativas de rua com activistas, no dia 27 de Junho.





Mobilizar mais trabalhadores
Dar ainda mais força à luta contra a degradação das condições de vida e de trabalho

É intenção do actual Governo agravar ainda mais as condições de vida dos trabalhadores com a revisão do Código do Trabalho, situação que só pode ser impedida por uma ainda mais forte mobilização dos trabalhadores nas manifestações agendadas para dia 28, em todas as regiões do País.

As políticas prosseguidas pelo Governo tornarão inevitável um ainda maior agravamento das condições de vida e de trabalho dos trabalhadores, e as alterações previstas da legislação laboral nos sectores público e privado só irá piorar as coisas

Noites de Inquietação sobre o tema da isenção da informação com Júlio Roldão e Rui Pereira no núcleo do Norte da Ass.José Afonso- 27 de Junho às 21h30


Sessão evocativa de Francisco Martins Rodrigues e apresentação do livro Os Anos do Silêncio (27 de Junho às 21h no Museu Republica e Resistência)


Sessão evocativa de Francisco Martins Rodrigues

Apresentação do livro “Os Anos do Silêncio”

Biblioteca-Museu República e Resistência,
21:00h
Rua Alberto de Sousa, 10 A (Rego), Lisboa


“Os Anos do Silêncio” é constituído por textos inéditos que Francisco Martins Rodrigues começou a escreve em 2006 sobre os seus primeiros anos de clandestinidade e prisão, seguidos do relatório sobre a tortura do sono (1966) e a defesa em tribunal (1970), dois documentos há muito fora de circulação e nunca editados na legalidade.


Durante a sessão estará patente uma exposição biográfica.

No blogue Almanaque Republicano é possível ler um profunda e detalhada biografia de Francisco Martins Rodrigues:
aqui

Marcha do Orgulho LGBT 2008 em Lisboa ( 28 de Junho) e no Porto (12 de Julho)



Dia 28 de JUNHO, às 16h, no Príncipe Real em Lisboa.
Dia 12 de JULHO, 15h, na Praça da República no Porto

Manifesto 2008
FRACTURANTE É A DISCRIMINAÇÃO


O orgulho LGBT (Lésbico, Gay, Bissexual ou Transgénero) existe por contraponto à vergonha que o preconceito e a discriminação tentam impor-nos. Temos orgulho porque, por entre o insulto, fomos capazes de descobrir a nossa identidade e temos orgulho porque somos capazes de a afirmar contra os armários do silêncio, do medo e da invisibilidade. Porque a rua é o palco de todas as lutas e da celebração da diversidade e da visibilidade dos nossos amores, queremos mostrar que a orientação sexual e a identidade de género não nos diminuem nem nos tornam melhores seres humanos.

E estamos orgulhosamente acompanhad@s por todas as pessoas que se preocupam com os direitos humanos e que lutam contra a discriminação sexista, homofóbica, transfóbica, ou racista e xenófoba, que limitam a nossa democracia.

É que o direito à cidadania plena independentemente da orientação sexual e da identidade de género não é uma “questão fracturante”. “Fracturante” é a discriminação na lei e na sociedade que remete as pessoas LGBT para uma cidadania de segunda.

Queremos uma sociedade que reconheça a diversidade de modelos familiares com iguais oportunidades perante a lei. Porque a família é uma escolha livre dos indivíduos, lugar para a partilha de afectos e de vidas em comum e porque o Estado não pode privilegiar nenhum modelo em detrimento de todos os outros.

Por isso exigimos que se cumpra a Constituição no seu 13º Artigo e que o casamento civil deixe de ser uma possibilidade exclusiva para “pessoas de sexo diferente”, que a possibilidade de adopção e acolhimento de crianças seja alargada para todas as pessoas e casais com condições materiais e afectivas para delas cuidar, que a inseminação artificial possa ser uma possibilidade para todas as mulheres que a desejem, independentemente da sua orientação sexual e de viverem ou não uma relação de casal. Porque as nossas famílias já existem e nada justifica que continuem fora da lei.

“Fracturante” é por isso a actual discriminação na lei que recusa o igual reconhecimento das relações e projectos familiares das pessoas LGBT.

Exigimos que sejam tomadas medidas legislativas que combatam eficazmente a desigualdade de género que persiste e, inclusive, se agrava no nosso país. Que as mulheres possam ter acesso, em condições de igualdade, ao trabalho e ao espaço público. Que a violência e a discriminação de género sejam erradicadas definitivamente.

Exigimos ainda que a identidade de género seja contemplada no Principio da Igualdade constitucional, que se tomem iniciativas legais que reconheçam a autodeterminação das pessoas transsexuais e transgénero, que facilitem os processos de adaptação do nome e do sexo nos documentos de identificação, que agilizem os procedimentos médicos de adaptação do corpo.

“Fracturante” é a actual lacuna legal que obriga as pessoas transsexuais e transgénero a viver um longo processo médico e judicial, que perpetua a discórdia entre a aparência e os documentos, causando várias discriminações no acesso à educação, ao trabalho, e à saúde.

Não esquecemos que o Estado tem responsabilidades particulares no perpetuar da discriminação. Como por exemplo, através do Instituto Português de Sangue ao recusar as dádivas de homens que tiveram sexo com homens, com o preconceito a sobrepor-se a qualquer critério objectivo e a colocar mesmo em risco – para toda e qualquer pessoa que necessite de uma transfusão – uma triagem correcta da qualidade do sangue.

É fundamental apostar na prevenção activa do preconceito, com políticas que promovam a igualdade de género e combatam a discriminação e a violência em todas as suas formas.

É, pois, imperativo que agentes do Estado – de sectores fundamentais como a saúde, a educação, a justiça ou a segurança – recebam formação específica para que tenhamos uma sociedade plural e laica, que saiba viver em diversidade e que saiba combater as fracturas geradas pela discriminação.

Temos todos o direito, e @s jovens em particular, a uma educação abrangente, inclusiva e realista. Uma educação em que finalmente se concretize a educação sexual e para a cidadania, suportada em conhecimentos científicos rigorosos. Uma educação estruturada de modo não heterossexista e que aborde as orientações sexuais e as identidades de género, possibilitando a prevenção das diversas discriminações a que somos sujeit@s no nosso quotidiano público e privado.

Somos pessoas de muitas origens, convicções e diferentes saberes, mas hoje estamos juntas na rua com a cara levantada e a certeza de que o futuro só depende daquilo que soubermos fazer dele.


http://www.panterasrosa.com/
http://panterasrosa.blogspot.com/
http://www.marchalgbt2008.blogspot.com/



"Vós que não vos sentis opressores. Vós que beijais como toda a gente. Não é culpa vossa que haja doentes ou criminosos. Nada podeis fazer, dizeis, já que sois tolerantes. A vossa sociedade tratou-nos como um flagelo social para o Estado, como objectos de desprezo para os homens verdadeiros, como sujeitos terroristas para as mães de família. Estas mesmas palavras que servem para nos designar são os vossos piores insultos. Protegeis as vossas filhas e os vossos filhos da nossa presença, como se transportássemos a cólera. Afirmamos aqui que já chega. Que não mais nos chatearão, porque vamos perseguir o vosso racismo contra nós, até mesmo na linguagem. Dizemos mais: não nos contentaremos em nos defendermos. Nós vamos atacar."
Excerto do manifesto de fundação da Frente Homossexual de Acção Revolucionária (FHAR), Paris, 1973




3ª Marcha de Orgulho LGBT no Porto
12 de Julho de 2008
15:00h
Praça da República, Porto


Manifesto da 3ª Marcha do Orgulho LGBT no Porto

Em Portugal, começamos a dar os primeiros passos numa educação para uma saúde responsável. No entanto, esta educação continua a ter como base um modelo de família que não corresponde às práticas familiares do Portugal do século XXI.

Há cada vez mais crianças educadas por apenas um dos pais biológicos, sozinhos ou em novas uniões. Há cada vez mais crianças educadas por avós, tios, outros familiares, pais adoptivos. Sendo que estes educadores têm diversas orientações sexuais. E estas crianças são felizes. Não há diferenças de desenvolvimento físico, psicológico, emocional e de integração social destas crianças, como demonstrado em estudos com pais "não-biológicos" ou pais do mesmo sexo.

E ainda assim, o Estado português continua a negar esta realidade. Estas Famílias são esquecidas. Estas Mães e estes Pais são esquecidos. Estas Crianças são esquecidas.

É-lhes imposto um modelo standard de família em biologia, em história, em português, na educação para a saúde... Modelo este que não corresponde às suas famílias e às famílias dos seus colegas.

Isto é inaceitável!

É obrigação do Estado implementar em todos os estabelecimentos de ensino uma educação para uma sexualidade saudável. E uma sexualidade saudável não se limita ao velho paradigma "espermatozóide nada, encontra óvulo e 9 meses depois temos um brinde". O ser humano não é só um conjunto de células. É um ser pensante, emocional, social, histórico, que transforma o mundo e a si mesmo.

Só uma educação que considere todas estas vertentes poderá ser a base para adultos felizes, responsáveis e sexualmente saudáveis.

Esta educação tem de ser promovida numa disciplina específica a partir do 2º ciclo que aborde temas tão pertinentes como:

• Revelar múltiplas formas de constituição de família;
• Desmistificar a bissexualidade, homossexualidade e heterossexualidade;
• Fomentar a verdadeira igualdade de oportunidades entre homens e mulheres;
• Reconhecer diversas identidades de género, como ser transexual, ser cissexual, ser transgénero e ser cisgénero;
• Compreender várias formas de relacionamento, aceitando que alguém pode não ter uma relação, ter relacionamento com uma pessoa, ter uma relação poliamorosa.
• Finalmente, promover o planeamento familiar e uma reprodução consciente.

É também importante a formação dos professores, gestores de estabelecimento de ensino, pessoal técnico, entre outros. De igual modo nenhuma criança pode ser excluída desta educação. É ainda essencial que esta educação transponha os limites do estabelecimento escolar e seja activamente divulgada junto da população em geral.

Menos que isto é inaceitável!

Efectivamente, na sociedade portuguesa ainda existem situações de discriminação aos mais variados níveis. A meio de 2008, Portugal continua a não seguir o bom exemplo do Estado espanhol que, já há três anos, estendeu o casamento civil a casais do mesmo sexo. Naturalmente com todos os direitos e deveres inerentes, incluindo a adopção.

O casamento civil não é uma instituição imutável no tempo e no espaço. Em 1976, um marido que chega a casa e abre, sem a autorização, uma carta dirigida à esposa, era mais que uma situação comum, era um direito legalmente reconhecido em Portugal. Se é evidente para todas e todos nós esta alteração, também deve ser claro o reconhecimento legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os direitos de homens e mulheres eram tão diferentes em 1976 como são hoje diferentes os direitos de um casal heterossexual e um casal homossexual.

E isto é inaceitável!

Mas não são só os casais de gays e lésbicas que vêem os seus direitos negados pelo Estado. As pessoas transgéneras continuam a ser tratadas como cidadãs e cidadãos de segunda. O artigo 13º da Constituição Portuguesa bem como o Código de Trabalho renegam a Identidade de Género. Da mesma forma o Código Penal, que reconhece os crimes por motivações religiosas, orientação sexual, racismo e afins, mantêm-se omisso quanto a crimes de transfobia.

Exigimos uma lei de identidade de género que permita a mudança de nome e género legal sem que esteja finalizada a reassignação de sexo. Todo o processo jurídico, médico e legal a que são submetidas as pessoas transexuais terá de ser, necessariamente, mais célere e humano.

Não aceitamos a imposição de "licenças oficiais" por parte da Ordem dos Médicos. Não aceitamos burocracias nem visões distorcidas da transexualidade e do transgenderismo.

Da mesma forma, só visões distorcidas podem servir de pretexto para proibir homens que tiveram sexo com homens de doar sangue em Portugal.

Tudo isto é inaceitável.

Por isso estamos aqui, na Marcha do Orgulho LGBT no Porto, com diferentes idades, diferentes experiências, diferentes géneros, diferentes culturas, diferentes orientações, mas unidos! Porque boa educação é partilhar o direito à felicidade. Porque boa educação é TRATAR os cidadãos e cidadãs de forma igual. Porque boa educação é EDUCAR os cidadãos e cidadãs de forma igual.


Igualdade é essencial, educar é fundamental
!



Videos de promoção














22.6.08

A apresentação do livro sobre a vida e obra de Emma Goldman da autoria de Clara Queiroz realiza-se amanhã na Livraria Assírio & Alvim às 19h


O lançamento e apresentação do livro de Clara Queiroz, «Se Não Puder Dançar, Esta Não é a Minha Revolução — Aspectos da Vida de Emma Goldman» vai realizar-se amanhã ( dia 23 de Junho) na livraria Assírio & Alvim, em Lisboa. A apresentação vai estar a cargo da historiadora Irene Pimentel.

Dia 23 de Junho (segunda-feira), pelas 19 horas, na Livraria Assírio & Alvim
(Rua Passos Manuel, 67 B — Lisboa)



Excerto da obra:

«Emma Goldman é um mulher pequena, um pouco entroncada, com cabelo ondeado bem arranjado, um olho azul claro, uma boca sensível ainda que não de linhas clássicas. Não é bonita, mas quando a sua face se ilumina com o brilho e o colorido do seu entusiasmo interior é extraordinariamente atraente. Tem gestos delicados, acessível e sem arrogância, livre sem um traço de grosseria e o seu riso é francamente sedutor. No que respeita à conversação é um deleite. A sua informação é vasta, a sua experiência abrangente, a sua leitura, em pelo menos três línguas, não tem praticamente limites. Ela tem perspicácia e humor também e uma sinceridade convincente. De que fala? De arte, literatura, ciência, economia, viagens, filosofia, de homens e de mulheres. Pintura, poesia, dramaturgia, personalidades – o melhor assunto para conversa e tudo do ponto de vista de alguém que olha em frente para a revolução. Ela tem a percepção do interlocutor e o dom da expressão sucinta. É simples e não violenta. É afirmativa sem truculência. É gentil e até, por vezes, terna. Toda a sua personalidade vibra com um fervor contagioso. É uma mulher que acredita na sua causa e sente-a com uma intensidade concentrada. É o padrão com que mede todos os valores. Não vê no mundo mais nada que não seja o que deve ser remodelado em qualquer forma próxima do seu desejo profundo. E o que é esse desejo? Liberdade – liberdade absoluta, incondicional, não agressiva. Isso é Anarquia... [...]
Esta pequena mulher nega a lei, mas não a invoca. Vive com outro homem à margem do casamento legal; mas não exige que a considerem respeitável. Vive livre e está disposta a pagar o preço da deturpação, da injúria, da pobreza, da perseguição. E, entre tudo isto, é serena. Está segura da sua sanidade num mundo louco.»
William Marion Reedy, 1908




«I Want Freedom, the Right to Self-Expression, Everybody's Right to Beautiful Radiant Things» Emma Goldman

«Anarchism is the great liberator of man from the phantoms that have held him captive; it is the arbiter and pacifier of the two forces for individual and social harmony» Emma Goldman


«Love, the strongest and deepest element in all life, the harbinger of hope, of joy, of ecstasy; love, the defier of all laws, of all conventions; love, the freest, the most powerful moulder of human destiny; how can such an all-compelling force be synonymous with that poor little State and Church-begotten weed, marriage?
Free love? As if love is anything but free! Man has bought brains, but all the millions in the world have failed to buy love. Man has subdued bodies, but all the power on earth has been unable to subdue love. Man has conquered whole nations, but all his armies could not conquer love. Man has chained and fettered the spirit, but he has been utterly helpless before love. High on a throne, with all the splendor and pomp his gold can command, man is yet poor and desolate, if love passes him by. And if it stays, the poorest hovel is radiant with warmth, with life and color. Thus love has the magic power to make of a beggar a king. Yes, love is free; it can dwell in no other atmosphere. »

Emma Goldman, in "Marriage and Love" in Anarchism and Other Essays (1911)




Emma Goldman (27 de Junho, 1869 – 14 de Maio, 1940) foi uma anarquista de origem lituana que ficou conhecida pelos seus textos e discursos feministas e pelos seus testemunhos acerca da Revolução Russa. Após emigrar para os Estados Unidos em 1886, é expulsa em 1919 em razão da sua intensa atividade política. Volta então para a Rússia, mas volta a abandonar o país por discordar do rumo autoritário tomado pelo governo bolchevique. Viveu em vários países, participou da guerra civil espanhola e veio a falecer no Canadá. Emma Goldman é, até hoje, a anarquista mais famosa da história dos Estados Unidos, país no qual viveu a maior parte de sua vida, mesmo se comparada com os homens anarquistas.
É dela a famosa frase: "Se não posso dançar, esta não é minha revolução", que define de maneira simples a idéia anarquista de liberdade.



Com 17 anos Emma Goldman emigrou com sua irmã mais velha, Helene, para Rochester, Nova Iorque, para morar com sua irmã, Lena. Lá trabalhou muitos anos na indústria têxtil e em 1887 casou-se com um colega de trabalho, Jacob Kersner.
O enforcamento de quatro anarquistas depois da Revolta de Haymarket levou Goldman à militância e a conhecer outra proeminente figura do anarca-feminismo, Voltairine de Cleyre. Com vinte anos ela torna-se uma revolucionária. Abriu mão de seu casamento e família, viajou para New Haven, CT, e depois para a cidade de Nova Iorque.
Goldman e Kersner mantiveram-se legalmente casados garantindo a ela sua cidadania estado unidense.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Emma_Goldman

http://en.wikipedia.org/wiki/Emma_Goldman

http://sunsite3.berkeley.edu/Goldman/

http://sunsite3.berkeley.edu/Goldman/links.html




Citações de Emma Goldman


• A society gets all the criminals it deserves.

• After all, that is what laws are for, to be made and unmade.

• All wars are wars among thieves who are too cowardly to fight and therefore induce the young manhood of the whole world to do the fighting for them.

• Anarchism is the only philosophy which brings to man the consciousness of himself; which maintains that God, the State, and society are non-existent, that their promises are null and void, since they can be fulfilled only through man's subordination. Anarchism is therefore the teacher of the unity of life; not merely in nature, but in man.

• Before we can forgive one another, we have to understand one another.

• Corruption of politics has nothing to do with the morals, or the laxity of morals, of various political personalities. Its cause is altogether a material one.

• Crime is naught but misdirected energy.

• Every daring attempt to make a great change in existing conditions, every lofty vision of new possibilities for the human race, has been labeled Utopian.

• Every effort for progress, for enlightenment, for science, for religious, political, and economic liberty, emanates from the minority, and not from the mass.

• Heaven must be an awfully dull place if the poor in spirit live there.

• How long would authority and private property exist, if not for the willingness of the mass to become soldiers, policemen, jailers, and hangmen.

• I'd rather have roses on my table than diamonds on my neck.

• Idealists are foolish enough to throw caution to the winds. They have advanced mankind and have enriched the world.
Variant: Idealists...foolish enough to throw caution to the winds...have advanced mankind and have enriched the world.

• If love does not know how to give and take without restrictions, it is not love, but a transaction that never fails to lay stress on a plus and a minus.

• I may be arrested, I may be tried and thrown in jail, but I will never be silent. I will never acquiesce or submit to authority, nor will I make peace with a system that degrades women to a mere incubator. I now and here declare war upon this system and will not rest until a path has been cleared for a free motherhood and a healthy, joyous and happy childhood.

• If voting changed anything, they'd make it illegal.

• In taking out an insurance policy one pays for it in dollars and cents, always at liberty to discontinue payments. If, however, woman's premium is a husband, she pays for it with her name, her privacy, her self-respect, her very life, "until death doth part."

• In the true sense one's native land, with its background of tradition, early impressions, reminiscences and other things dear to one, is not enough to make sensitive human beings feel at home.

• It is essential that we realize once and for all that man is much more of a sex creature than a moral creature. The former is inherent, the other is grafted on.

• It is organized violence on top which creates individual violence at the bottom. It is the accumulated indignation against organized wrong, organized crime, organized injustice, which drives the political offender to act.

• It is safe to say that no other superstition is so detrimental to growth, so enervating and paralyzing to the minds and hearts of the people, as the superstition of Morality.

• "It is significant that whenever the public mind is to be diverted from great social wrong, a crusade is inaugurated against indecency."

• Jealousy is indeed a poor medium to secure love, but it is a secure medium to destroy one's self-respect. For jealous people, like dope-fiends, stoop to the lowest level and in the end inspire only disgust and loathing.

• Merely external emancipation has made of the modern woman an artificial being. Now, woman is confronted with the necessity of emancipating herself from emancipation, if she really desires to be free.

• Methods and means cannot be separated from the ultimate aim.

• No great idea in its beginning can ever be within the law. How can it be within the law? The law is stationary. The law is fixed. The law is a chariot wheel which binds us all regardless of conditions or place or time.

• No one has yet fully realized the wealth of sympathy, kindness and generosity hidden in the soul of a child. The effort of every true education should be to unlock that treasure.
o Variant: No one has yet realized the wealth of sympathy, the kindness and generosity hidden in the soul of a child. The effort of every true education should be to unlock that treasure.

• No real social change has ever been brought about without a revolution... Revolution is but thought carried into action.

• On rare occasions one does hear of a miraculous case of a married couple falling in love after marriage, but on close examination it will be found that it is a mere adjustment to the inevitable.

• Only when human sorrows are turned into a toy with glaring colors will baby people become interested — for a while at least. The people are a very fickle baby that must have new toys every day.

• Politics is the reflex of the business and industrial world.

• Poor human nature, what horrible crimes have been committed in thy name! Every fool, from king to policeman, from the flatheaded parson to the visionless dabbler in science, presumes to speak authoritatively of human nature. The greater the mental charlatan, the more definite his insistence on the wickedness and weaknesses of human nature.

• Public school — where the human mind is drilled and manipulated into submission to various social and moral spooks, and thus fitted to continue our system of exploitation and oppression.
• Rather would I have the love songs of romantic ages, rather Don Juan and Madame Venus, rather an elopement by ladder and rope on a moonlight night, followed by the father's curse, mother's moans, and the moral comments of neighbors, than correctness and propriety measured by yardsticks.

• Resistance to tyranny is man's highest ideal.

• Since every effort in our educational life seems to be directed toward making of the child a being foreign to itself, it must of necessity produce individuals foreign to one another, and in everlasting antagonism with each other.

• Social and economic well-being will become a reality only through the zeal, courage, the non-compromising determination of intelligent minorities, and not through the mass.

• The demand for equal rights in every vocation of life is just and fair; but, after all, the most vital right is the right to love and be loved.

• The experience of every-day life fully proves that the armed individual is invariably anxious to try his strength. The same is historically true of governments. Really peaceful countries do not waste life and energy in war preparations, with the result that peace is maintained.

• The higher mental development of woman, the less possible it is for her to meet a congenial male who will see in her, not only sex, but also the human being, the friend, the comrade and strong individuality, who cannot and ought not lose a single trait of her character.

• The history of progress is written in the blood of men and women who have dared to espouse an unpopular cause, as, for instance, the black man's right to his body, or woman's right to her soul.

• The individual whose vision encompasses the whole world often feels nowhere so hedged in and out of touch with his surroundings as in his native land.

• The majority cannot reason; it has no judgement. It has always placed its destiny in the hands of others; it has followed its leaders even into destruction. The mass has always opposed, condemned, and hounded the innovator, the pioneer of a new truth.

• The majority cares little for ideals and integrity. What it craves is display.

• The most unpardonable sin in society is independence of thought.

• The most violent element in society is ignorance.

• The motto should not be: Forgive one another; rather, Understand one another.

• The people are urged to be patriotic ... by sacrificing their own children. Patriotism requires allegiance to the flag, which means obedience and readiness to kill father, mother, brother, sister.

• The philosophy of Atheism represents a concept of life without any metaphysical Beyond or Divine Regulator. It is the concept of an actual, real world with its liberating, expanding and beautifying possibilities, as against an unreal world, which, with its spirits, oracles, and mean contentment has kept humanity in helpless degradation.

• The political arena leaves one no alternative, one must either be a dunce or a rogue.

• The powers know that the people at large are like children whose despair, sorrow, and tears can be turned into joy with a little toy. ... An army and navy represents the people's toys.

• The State is the altar of political freedom and, like the religious altar, it is maintained for the purpose of human sacrifice.

• The ultimate end of all revolutionary social change is to establish the sanctity of human life, the dignity of man, the right of every human being to liberty and well-being.

• Thus Dante's motto over Inferno applies with equal force to marriage: "Ye who enter here leave all hope behind."

• To the indefinite, uncertain mind of the American radical the most contradictory ideas and methods are possible. The result is a sad chaos in the radical movement, a sort of intellectual hash, which has neither taste nor character.

• We hold these truths to be self-evident: that all human beings, irrespective of race, color, or sex, are born with the equal right to share at the table of life.

• When we can't dream any longer we die.

• Whether our reformers admit it or not, the economic and social inferiority of women is responsible for prostitution.


Living My Life (1931)

• The free expression of the hopes and aspirations of a people is the greatest and only safety in a sane society.

• At the dances I was one of the most untiring and gayest. One evening a cousin of Sasha, a young boy, took me aside. With a grave face, as if he were about to announce the death of a dear comrade, he whispered to me that it did not behoove an agitator to dance. Certainly not with such reckless abandon, anyway. It was undignified for one who was on the way to become a force in the anarchist movement. My frivolity would only hurt the Cause.
I grew furious at the impudent interference of the boy. I told him to mind his own business. I was tired of having the Cause constantly thrown into my face. I did not believe that a Cause which stood for a beautiful ideal, for anarchism, for release and freedom from convention and prejudice, should demand the denial of life and joy. I insisted that our Cause could not expect me to become a nun and that the movement would not be turned into a cloister. If it meant that, I did not want it. "I want freedom, the right to self-expression, everybody's right to beautiful, radiant things." Anarchism meant that to me, and I would live it in spite of the whole world — prisons, persecution, everything. Yes, even in spite of the condemnation of my own closest comrades I would live my beautiful ideal. (p. 56)
This incident was the source of a statement commonly attributed to Goldman that occurs in several variants:
If I can't dance, it's not my revolution!
If I can't dance, I don't want your revolution!
If I can't dance, I don't want to be part of your revolution.
A revolution without dancing is not a revolution worth having.


• No sacrifice is lost for a great ideal! (p. 135)

• I do not believe in God, because I believe in man. Whatever his mistakes, man has for thousands of years past been working to undo the botched job your God has made. (p. 207)
• As to killing rulers, it depends entirely on the position of the ruler. If it is the Russian tsar, I most certainly believe in dispatching him to where he belongs. If the ruler is as ineffectual as an American president, it is hardly worth the effort. There are, however, some potentates I would kill by any and all means at my disposal. They are Ignorance, Superstition, and Bigotry — the most sinister and tyrannical rulers on earth. (p. 207)

• America had declared war with Spain.... It did not require much political wisdom to see that America's concern was a matter of sugar and had nothing to do with humanitarian feelings. Of course there were plenty of credulous people, not only in the country at large, but even in liberal ranks, who believed in America's claim. I could not join them. I was sure that no one, be it individual or government, engaged in enslaving and exploiting at home, could have the integrity or the desire to free people in other lands. (p. 226)

• The people are asleep; they remain indifferent. They forge their own chains and do the bidding of their masters to crucify their Christs. (p. 304)

• Nothing would prove more disastrous to our ideas, we contended, than to neglect the effect of the internal upon the external, of the psychological motives and needs upon existing institutions. (p. 402)

Fonte:
http://en.wikiquote.org/wiki/Emma_Goldman



Emma Goldman






Parte 1





Parte 2

Vem festejar o S. João à Casa da Horta no dia 23 de Junho



Durante a tarde do dia 23 vamos ter petiscos e cerveja fresquinha, à noite vamos preparar uma churrascada de S. João (bifes de seitan, pimentos grelhados e peixinhos da horta)!


Aparece até às 22H para jantar!


Depois do fogo mesmo ao lado, vem beber uns finos e aquecer o coração com o típico caldo verde!

Por excepção abrimos no dia 23 (durante todo o dia), segunda-feira, e estamos fechados dia 24, terça-feira.



Regressamos na quarta-feira já recompostos do S. João, com o horário habitual



Casa da Horta, Associação Cultural
Rua de São Francisco, 12A
4050-548 Porto


Perto da Igreja de São Francisco e Mercado Ferreira Borges. P
aragem de Metro mais próxima é a de São Bento.


Email:
casadahorta@pegada.net
Tel: 222024123 / 965545519

18.6.08

A poesia não vai ( poema de Eugénio de Andrade)


A POESIA NÃO VAI

A poesia não vai à missa,
não obedece ao sino da paróquia,
prefere atiçar os seus cães
às pernas de deus e dos cobradores
de impostos.
Língua de fogo do não,
caminho estreito
e surdo da abdicação, a poesia
é uma espécie de animal
no escuro recusando a mão
que o chama.
Animal solitário, às vezes
irónico, às vezes amável,
quase sempre paciente e sem piedade.
A poesia adora
andar descalça nas areias do verão.


Eugénio de Andrade, O Sal da Língua, 1995.




Os restos mortais do poeta Eugénio de Andrade, falecido há três anos (13 de Junho de 2005), foram no aniversário da sua morte, trasladados do jazigo municipal do cemitério do Prado do Repouso, Porto, para um túmulo desenhado e oferecido pelo arquitecto Siza Vieira.

"Creio que com este túmulo, com esta pedra lisa de mármore branco, ele [Siza Vieira] foi extremamente fiel à poesia de Eugénio de Andrade. Diria que os dois se entenderam muito bem", considerou Arnaldo Saraiva, presidente da Fundação com o nome do poeta. O escritor sustentou que a "simplicidade" da obra "diz bem não só com o poeta, mas também com o homem". "Tenho a certeza que ele [Eugénio de Andrade] gosta deste túmulo, porque viveu sempre de uma forma discreta e pobre. Eugénio de Andrade nunca viveu com luxo e até detestava o luxo", salientou.


Na "morada definitiva" de Eugénio de Andrade, uma campa rasa em mármore branco, estão inscritos uma quadra do livro "As Mãos e os Frutos", que o próprio sugeriu que poderia constar do seu túmulo, e um poema escolhido pelos amigos.

Autor de uma importante obra poética, de que se destacam "As mãos e os frutos" (1948), "Limiar dos Pássaros" (1972), "Memória de Outro rio" (1978), "Branco no Branco" (1984), "O outro nome da terra" (1988), "O Sal da Língua" (1995) e "Poesia" (2000), Eugénio de Andrade é um dos poetas portugueses mais traduzidos. A sua obra foi premiada por diversas vezes, destacando-se o "Prémio Europeu de Poesia", em 1996, o "Prémio Vida Literária", da Associação Portuguesa de Escritores, em 2000, e o "Prémio Camões", em 2001.
Notícia retirada do blogue:
http://vidainvoluntaria.blogspot.com/

Movimento dos Trabalhadores Desempregados


O Movimento dos Trabalhadores Desempregados já tem dezenas de sócios e propõe-se "dar voz aos que não têm trabalho e fazer com que a lei deixe de tratar os desempregados como criminosos", disse, hoje, à Lusa a presidente da nova associação.

"Com a obrigatoriedade dos desempregados se apresentarem quinzenalmente nas juntas de freguesia ou nos centros de emprego, é como se quem não tem trabalho estivesse sujeito a um termo de identidade e residência, como os criminosos", disse à Lusa Maria Ondina Coutinho, do Movimento de Trabalhadores Desempregados (MTD).

"Os desempregados, melhor que ninguém, têm que ser uma voz activa no combate ao desemprego e ao trabalho precário", referiu a responsável pela associação de desempregados.
"As pessoas que não têm trabalho são discriminadas por toda a gente, desde os colegas que continuam a trabalhar até ao Governo", referiu ainda a antiga operária têxtil que, com 59 anos de idade, está desempregada há três anos.

O MTD existe já em alguns distritos do país e acabou de ser criado mais um núcleo na cidade de Braga. Organização autónoma da União de Sindicatos de Braga, o MTD apresenta-se também com o objectivo de ‘desenvolver a solidariedade entre trabalhadores activos, empregados e desempregados. Os dirigentes do MTD chamaram a atenção para a ‘realidade crua e nua’ que o desemprego constitui no distrito de Braga, principalmente para as mulheres que possuem apenas o primeiro ciclo de escolaridade e idades entre os 35 e os 55 anos

"A lei actual tem que mudar", referiu a responsável pelo MTD.O movimento defende também mudanças no que diz respeito "à procura activa de emprego". "A lei põe os trabalhadores desempregados com a obrigação de procurar uma coisa que não existe", referiu Ondina Coutinho.

A direcção do MTD, que inclui desempregados dos sectores têxtil, comércio, electrónica, gráfica e hotelaria pretende ser ‘reivindicativa e proponente’, mas também de promoção de ‘solidariedade entre desempregados e aqueles que estão na iminência de o ser e de cooperação com as franjas da sociedade mais desfavorecidas’.

Recorde-se que muitos postos de trabalho foram destruídos e que o desemprego continua a aumentar. Apesar disso o n.º de desempregados a receber subsídio diminuiu e o acesso aos subsídios foi dificultado. Os deveres dos desempregados e as despesas inerentes ao seu cumprimento aumentaram.

Dos poucos postos de trabalho criados, a maioria, foi com vínculo contratual precário, na duração e nas condições. Enfim, é a verdadeira “flexigurança à portuguesa”, visando o aumento da enorme flexibilidade, já existente, e a diminuição da segurança no emprego e da protecção social aos desempregados.

Face a tão maus propósitos, o MTD, na persecução dos seus objectivos, dará continuidade às acções de denúncia e à exigência de políticas que promovam o pleno emprego e que assegurem o direito ao trabalho!

Fonte: imprensa escrita

Revista Nada - já foi editado o nº 11 desta revista de Pensamento, Arte e Ciência


O volume 11 da revista NADA está disponível


A NADA edita o 11º volume da sua colecção. Este projecto tem vindo a afirmar-se como uma referência no panorama editorial, tanto pelos seus conteúdos como pelo design.

A NADA já se encontra à venda em várias livrarias de São Paulo, Brasil e em Barcelona no CCCB.

Sobre o volume 11:

Esta é uma NADA peculiar. Pela primeira vez a sua concepção e coordenação é entregue a outros e esses outros, embora fazendo parte da equipa da revista, são o Pedro Peixoto Ferreira e o Emerson Freire, que, por seu lado, integram o CTeMe, um grupo pluridisciplinar que tem desde 2005 colaborado estreitamente com a NADA. E para piorar as coisas esta NADA 11 foi toda forjada a partir do Brasil. Desde o inicio a NADA apostou no espaço de lingua portuguesa e em especial no eixo Portugal / Brasil, que nos parece fundamental.

Segundo as palavras dos coordenadores desta NADA 11:

«Esta revista é impossível. Mas nem por isso deixa de funcionar a seu modo, e o modo de funcionamento é o que importa. O impossível se concretiza enquanto tal na pura tensão de sua impossibilidade. Isso é bom. Isso move, isso flui, isso funciona e isso se transforma. Mas se transforma em quê? Numa revista?
Como isso pode funcionar? Por um lado, este número da revista gira em torno de processos como afecção, sensação e percepção, seja como tema principal dos textos, seja como método de trabalho dos autores, ou ainda como efeito intencionado sobre os leitores. Por outro lado, a questão da técnica atravessa todos os textos como um precipitador problemático que informa o seu conjunto. Cada texto tem uma história, e foi escolhido a dedo por isso, mas nem tentaremos contá-las aqui. Apenas com relação às traduções da Donna Haraway e do Gilbert Simondon, vale dizer que elas são, antes de qualquer coisa, homenagens do CTeMe a esses dois pensadores e à potência de suas idéias.
Muitos nos ajudaram a concretizar essa experiência e gostaríamos de agradecer especialmente: às pessoas que propuseram textos para publicação; àquelas que nos ajudaram a transcrever as duas horas e meia da entrevista que fizemos com Eduardo Viveiros de Castro; e àquelas da própria Nada que possibilitaram o projeto em primeiro lugar. Sem vocês, essa revista não teria textos bons, não teria ficado pronta no prazo e nem sairia dos hardwares dos nossos computadores. O que nos devolve ao início. Nada é impossível, e só existe transmitindo sua própria impossibilidade numa tensão que levará o leitor a fazer, justamente, o impossível: Nada.»


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Pode encontrar o volume 11 da revista NADA nas livrarias de todo o país (ver lista de livrarias no site) ou encomendar através do mail@nada.com.pt

Mais informações, locais de venda e assinaturas em
www.nada.com.pt
Tlm 962560227
Telf. 21 796 52 58
Fax 21 796 52 58

Atlas do Ambiente ( apresentação e lançamento da versão portuguesa), editado pelo Le Monde Diplomatique

http://pt.mondediplo.com/


Na sexta-feira, dia 20 de Junho, pelas 18h00, terá lugar no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, uma mesa-redonda a propósito da publicação do Atlas do Ambiente do Le Monde diplomatique.

A mesa-redonda contará com os seguintes intervenientes:

● Viriato Soromenho-Marques (Universidade de Lisboa) - «Política de ambiente em Portugal»

● Luísa Schmidt (ICS) - «Cidadania ambiental, entre os "interesses" e a Governança»

● João Pato (ICS) - «Políticas públicas da água em Portugal»

● Sandra Monteiro (Le Monde diplomatique - edição portuguesa) - «Cartografar análises e soluções»


Entrada livre.



Ao ler este Atlas do Ambiente, percebemos que o mundo já mudou e por isso é tão importante esta sua publicação em língua portuguesa. Por nós que, aqui neste canto esquerdo periférico da Península Ibérica, se já não estamos «orgulhosamente sós», estamos por vezes obtusamente alheados. E não só por nós.
Luísa Schmidt


Como este Atlas demonstra, mudar de modelo energético sem modificar o modelo económico
pode apenas deslocar os problemas ecológicos. Mas doravante a opinião pública está vigilante.
E há-de acabar por impor verdadeiras soluções verdes.
Ignacio Ramonet


«A humanidade não se define pelo que cria, mas por aquilo escolhe não destruir.»
Eduard Osborne Wilson
(Entomologista e biólogo americano que popularizou o termo «biodiversidade» na literatura científica)


A Outro Modo, Cooperativa Cultural, que publica a edição portuguesa do mensário Le Monde diplomatique, edita agora em língua portuguesa o Atlas do Ambiente Le Monde diplomatique.

O Atlas do Ambiente do Le Monde diplomatique, título genérico da obra, surge numa altura em que todos – dos responsáveis políticos aos actores económicos e sociais, passando pelos meios de comunicação social – são obrigados a olhar com atenção para as ameaças que colocam em perigo o futuro do planeta e a sobrevivência da humanidade.

A obra analisa, na primeira parte, as causas dos problemas ambientais com que estamos confrontados («O que ameaça o planeta») e propõe, na segunda parte, possíveis soluções («O que pode salvá-lo»). Percorre temas tão diferentes quanto os solos e os recursos energéticos, os transportes e o urbanismo, as catástrofes ambientais, a agricultura e as nanociências, os protocolos e as organizações internacionais, os estudos de caso que abrem caminhos para soluções locais ou globais.


Com prefácio de Luísa Schmidt, introdução de Ignacio Ramonet e direcção de Philippe Bovet, Philippe Rekacewicz, Agnès Sinaï e Dominique Vidal, o Atlas do Ambiente assenta numa fórmula que combina a profundidade com a síntese, os textos e a infografia.


É composto por:
Textos curtos, que organizam a informação essencial;
Cerca de 150 mapas e gráficos a cores, que representam visualmente a realidade;
A contribuição de cerca de 40 autores (38 para os textos, 4 para a infografia), investigadores e cientistas especializados em ambiente, que apresentam as suas análises e soluções;
Uma ampla bibliografia (sítios na Internet, livros e relatórios) que permite ao leitor aprofundar a sua reflexão.

Poderá consultar
aqui o índice da obra.

Poderá encomendar o seu exemplar (em qualquer um dos formatos) através do telefone 21 353 60 54 (todos os dias úteis, das 9h às 13h), do e-mail
monde-diplo@netcabo.pt ou da morada R. Rodrigues Sampaio, n.º 19 - 2.º A, 1150-278 Lisboa.

A edição em formato livro tem um custo (com despesas de envio incluídas) de € 10,00 e em formato revista de € 5,90.

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Atlas do Ambiente do Le Monde diplomatique

Índice da obra


● Verdades e inconveniências nas crises ambiental e energética, por Luísa Schmidt

● O pavor e os lucros, por Ignacio Ramonet

1 o que ameaça o planeta

● Que grelha de leitura?

● Inverter a perspectiva

● Impor mundialmente o princípio do poluidor-pagador

● Metade dos solos cultiváveis está degradada

● Amanhã o pico do petróleo: uma viragem decisiva

● Transportar as mercadorias de outra maneira

● Para nos libertarmos do carro e do avião

● O contágio do desenvolvimento urbano à americana

● Conflito e ambiente: o caso da Palestina

● De Bhopal ao Erika: o tempo das catástrofes

● A herança envenenada do nuclear soviético

● As alterações climáticas perturbam o ciclo do carbono

● A longa história das evoluções do clima

● Quando as florestas emitem carbono, em vez de o captarem

● Degelo dos pólos, primeiro acto na Gronelândia

● O aquecimento desregula as monções

● Os caprichos do El Niño: nuns lados secas, nos outros dilúvios

● O século dos refugiados do ambiente

● Novo clima, novo mapa agrícola

● O declínio da biodiversidade ameaça a humanidade

● Lenta reconstituição da camada de ozono

● A água, da rarefacção à escassez

● Ameaças às ilhas, costas e deltas

● Pesca em alto mar, uma violência contra os fundos oceânicos

● Nanociências, a vertigem do infinitamente pequeno

● Do Norte ao Sul: doenças do ambiente

2 o que pode salvar o planeta

● Da aldeia à região, do Estado às Nações Unidas

● Quioto II, uma etapa crucial para o clima

● Recuo nacional ou luta internacional?

● Como a Suécia está a tornar-se uma sociedade sem petróleo

● Os negawatts, considerável «jazida» energética

● Energias renováveis: o dinamismo indiano

● Agrocombustíveis: um remédio que agrava a doença?

● Desenvolver alternativas ao automóvel na cidade

● Lyon-Turim, um projecto ferro-rodoviário controverso

● Resíduos: Saint-Philbert dá o exemplo

Congresso Feminista (26, 27 e 28 de Junho)




Este Congresso pretende constituir-se como um acontecimento de carácter científico e interventivo, englobando as/os principais investigadoras e investigadores do campo dos estudos sobre as mulheres, dos estudos de género e dos estudos feministas em Portugal, bem como das e dos activistas que, no terreno, se envolvem na luta pela transformação de uma sociedade hierarquizada e desigual, muitas vezes, colonizadora e predadora do mundo social e natural, contribuindo para a construção de uma comunidade de activistas e cientistas que defendem um mundo mais igualitário, onde o respeito pelos direitos humanos e pela riqueza cultural sejam metas a atingir na corrida contra a violência.

http://congressofeminista2008.org/

Um Congresso Feminista em 2008: para desafiar as estruturas patriarcais

Texto escrito por Maria José Magalhães

Em Junho de 2008, celebram-se os 80 anos do último congresso feminista que se realizou em Portugal: o 2º Congresso Feminista e da Educação. Organizado pelo Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, coube a uma nova geração de mulheres da época fazer a abertura pela voz de Elina Guimarães.

Tal como então, a necessidade de desafiar as estruturas patriarcais da sociedade que ainda mantêm as amarras das mulheres a situações de discriminação e opressão e a importância de construir um "outro mundo possível" também feminista constituem a essência deste impulso de criar um forte movimento que conduza à realização de um Congresso Feminista em 2008.

No início do séc. XX, foi o direito de voto, o direito à educação e ao trabalho que mobilizaram intelectuais, progressistas e feministas (homens e mulheres) pelos direitos de igualdade entre homens e mulheres. O meio século do regime fascista foi um retrocesso imenso nesse caminho para a igualdade: regrediu-se em termos de educação (maior retrocesso para as mulheres, embora também tenha regredido para os homens), em termos do direito ao trabalho, à sua independência económica e aos direitos de participação política e cidadã (igualmente restringidos para os homens). Algumas organizações feministas resistiram ainda algumas décadas no fascismo como foi o caso do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e da AFPP ¬ Associação Feminina para a Paz, mas o regime acabaria por proibir as suas actividades, fechar as suas sedes e perseguir as suas dirigentes.
O início da década de 1970 marca um avanço para as mulheres no que se refere à educação: é reinstaurada a coeducação e as raparigas vão fazendo [aliás desde a década anterior] um investimento na educação liceal e, mais tarde, na educação média e superior (esta já depois do 25 de Abril) e este investimento na educação formal abre portas às mulheres no trabalho nos sectores dos serviços, nomeadamente no ensino, enfermagem e função pública o que tem um enorme significado para a independência dos segmentos femininos de classe média. No entanto, os seus direitos de cidadania continuam significativamente cerceados dado que ela só pode trabalhar com autorização do marido, o marido pode ir receber o seu salário, a família constitui um reino patriarcal exacerbado, as mulheres não têm direito universal de voto, e a sua participação política só é possível se fôr em prol do regime.

O 25 de Abril abre portas à participação política e cidadã das mulheres e tem um enorme significado no que se refere ao direito ao trabalho para as classes trabalhadoras "a trabalho igual, salário igual" no apoio às mães trabalhadoras com o incremento de creches, infantários e outras medidas de apoio à maternidade.

Também na esfera doméstica e familiar, se verificam mudanças significativas: a alteração do código Civil significou o fim do chefe de família, se bem que a violência contra as mulheres na família só tenha entrado na agenda política nos finais do séc. XX.

Em termos da vida afectiva e sexual, assistimos igualmente a um enorme avanço no que se refere ao planeamento familiar e contracepção, embora as questões dos direitos sexuais e reprodutivos ‹ aborto, educação sexual e orientação sexual ‹ não tivessem avançado.

O 25 de Abril significou um grande avanço dos sectores femininos das classes trabalhadoras mas a longa repressão do feminismo no fascismo e a ausência de uma consciência feminista na esquerda portuguesa significou uma grande paralisia em algumas dimensões da vida das mulheres, nomeadamente as da vida familiar, afectiva, sexual e reprodutiva.

O início do séc. XXI mostra um grande avanço no que se refere à violência doméstica, com a sua definição jurídica como crime público e sete anos depois uma vitória esmagadora no SIM no referendo do aborto abrem uma nova etapa no feminismo português.

Assim, se a memória histórica dos feminismos se foi apagando ao longo da década de 1950 e o "feminismo" foi considerada expressão "mal-amada", acabando por deixar de fazer parte do vocabulário político, mesmo no Portugal democrático, algumas organizações pioneiras, mulheres protagonistas foram segurando o testemunho de levar por diante os ideiais e as causas feministas até aos dias de hoje.

Também a conquista da paridade na política foi um avanço importante, já neste século, mas este avanço legislativo só poderá ter concretização se completado com a paridade em termos da vida privada e profissional.

Uma nova etapa se abre às mulheres em Portugal com a vitória histórica do SIM no referendo da interrupção voluntária da gravidez enquanto uma das dimensões importantes na determinação dos nossos destinos enquanto mulheres. Esta vitória do SIM no referendo sobre a despenalização do aborto representou o alcançar de um direito de cidadania até aí vedado às mulheres: o de poderem decidir sobre a sua maternidade. O direito de opção das mulheres foi a questão que mais incomodou as forças conservadoras que estiveram pelo ³não². Quebrou-se, deste modo, um dos redutos da dominação sobre as mulheres e daí falarmos de um novo quadro político com melhores condições para que se dê expressão e maior visibilidade às lutas das mulheres pelos seus direitos e pela sua afirmação social.

Talvez possamos afirmar que, em termos sociais, o termo feminismo deixou de ser uma palavra maldita. Todavia, ainda não lhe é reconhecido o verdadeiro significado, na sua tripla dimensão, quer como perspectiva epistemológica (de investigação científica), quer como filosofia (conjunto de ideias e princípios de orientação da visão do mundo e do quotidiano), quer como perspectiva de intervenção política e activista. No entanto, o número cada vez maior de mulheres (e homens) que afirmam o seu feminismo na ciência, na literatura, na arte, no trabalho, na política, na intervenção, mostram que já não temos vergonha nem medo de nos denominarmos feministas. Para mais, com uma grande consciência e humildade que o feminismo é plural.

A realização deste Congresso vem também num momento em que é necessário colocar na ordem do dia que as mulheres ainda não atingiram os patamares da igualdade, apesar dos avanços que a sociedade já realizou. O patriarcado continua fortemente enraizado nas estruturas sociais (económicas, políticas, jurídicas, culturais, familiares, sexuais), assim como nas representações e nas estruturas e disposições simbólicas e mentais que proporcionam as condições para a sua continuada reprodução.

Os eixos estruturais de discriminação situam-se:
• no acesso ao emprego por parte das jovens que são preteridas face aos jovens mesmo com melhores médias e mais formação;
• na persistência das discriminações salarais e mesmo incumprimento do preceito legal de ‘trabalho igual, salário igual’;
• no agravamento das condições de vida das mulheres dos sectores em maior desvantagem social, sensivelmente a partir de 2002, com um maior desemprego e maior pobreza;
• no acesso a cargos de chefia, ainda que com maior curriculum;
• no acesso aos lugares de topo na política;
• na enorme sobrecarga de trabalho que sobre elas ainda recai, sobretudo nas tarefas domesticas e do cuidar;
• na aplicação dos direitos de maternidade, sobretudo no caso das profissões das classes trabalhadoras e nas de carreiras das classes mais eruditas, como as académicas, gestoras empresariais;
• na desigualdade de acesso aos direitos gerais por parte das lésbicas e da subordinação em termos da orientação sexual;
• em termos da socialização, devido aos estereótipos.

A UMAR sente ser seu dever histórico vir a dinamizar uma grande realização que contribua para a afirmação dos feminismos na sociedade portuguesa, convocando para tal amplos sectores sociais, culturais, associativos e políticos. Surgiu, assim, a ideia da realização de um Congresso Feminista, a 26, 27 e 28 de Junho de 2008.

A principal finalidade consiste em:
Dar mais visibilidade aos contributos e simultaneamente incentivar as mulheres na sociedade, na ciência, na arte, na literatura, na política, nos negócios, no trabalho, na vida privada, na família.
Nessa medida, os objectivos do Congresso são:
• dar visibilidade aos feminismos como uma corrente plural de pensamento e de acção na sociedade portuguesa, onde a investigação e o activismo feminista encontrem espaços de interacção;
• envolver diversos sectores sociais, culturais, associativos e políticos de forma a que os feminismos se projectem para além das universidades como uma forma de reconfigurar a própria democracia e a participação cidadã;
• possibilitar o debate e a expressão de diversas formas de intervenção artísticas e comunicacionais, em torno de novas áreas que envolvam o debate e o diálogo intermulticultural entre uma multiplicidade de actoras/es sociais.
Desde já, uma vasta Comissão Promotora, das mais variadas áreas da sociedade portuguesa, aderiu a esta iniciativa, mostrando como poderemos, todas e todos juntas/os, lutar por uma sociedade mais equilibrada em termos das relações de género em Portugal.



PROGRAMA


26 de Junho, na F. C. Gulbenkian


9.30h Auditório 2 Sessão de Abertura
• Elisabete Brasil (Pres. UMAR)
• Rui Vilar (Pres. F. C. Gulbenkian) (a confirmar)
• Elza Pais (Pres. da CIG)
• Lígia Amâncio (Vice-Pres. da FCT)

10.45h – 11h Intervalo

11h – 13h Auditório 2 Conferência de Abertura e Homenagem à feminista Madalena Barbosa
• Moderação: Maria José Magalhães
• Sónia Alvarez (Univ. da Califórnia, Vice-Presidente da Associação de Estudos Latino Americanos);
• Sofia Neves (Docente e Investigadora no ISMAI; Prémio Mulher/investigação Carolina Micaelis de Vasconcelos, 2006)
• Irene Pimentel (Historiadora, Prémio Pessoa, 2007)

13h - 14h Almoço

14h – 16h Auditório 2 Simone de Beauvoir: o Centenário do seu Nascimento
• Moderação: Maria do Mar Pereira Teresa Almeida (C)
• Maria Antónia Fiadeiro; Maria Isabel Barreno; Maria Teresa Horta; Helena Neves; Maria Antónia Palla

14h – 16h Sala 1 Mulheres e Média
• Moderação: Maria João Silveirinha Diana Andringa (C)
• Carla Cerqueira - A representação do dia internacional da mulher na imprensa portuguesa
• Terezinha Ferreira - A imagem da mulher na mídia
• Mercedes Lima - Da novela ao Big Brother
• Inês Machado Pereira - Cobertura jornalística dos julgamentos de aborto de 1979: o caso do Comércio do Porto
• Isabel Ventura - A emergência das mulheres repórteres nas décadas 60 e 70
• Carla Ganito - Mobilidade no feminino. O telemóvel como lugar de construção de identidade

14h – 16h Sala 2 Mulheres e Lideranças
• Moderação: Albertina Jordão M. Helena de Koning (C)
• Maria Belo - O feminismo como movimento social e intelectual e sua articulação com o processo de decisão política
• Magda Alves e Alfredo Campos - Associativismo estudantil e participação das mulheres: o caso da AAC
• Danielle Capella, Anabela Santos, Carla Cerqueira e Sylvie Oliveira - UMAR – núcleo de Braga: Derrubando muralhas para criar pontes
• Marcos Mendonça - A mulher na comunidade quilombola do Curiaú no Amapá: participação, empowerment e liderança
• Cecília Honório - Mulheres e lideranças partidárias
• Ana Cristina Assis - Reconhecer-se além fronteiras

14h - 16h Sala 3 Mulheres, Pobreza e Exclusão Social
• Moderação: Vânia Martins Ana Maria Braga da Cruz (C)
• Neuza Araújo - Género e 1ª infância: algumas indicações para as políticas
• Heloísa Perista - Mulheres e pobreza: as exclusões têm género
• Ana Mouta - A voz secreta da(s) identidade(s). A poesia como veículo de análise psico-política dos processos identitários nos lugares da inclusão/ exclusão social
• Maria Elisa Seixas, Guida Vieira, Assunção Bacanhim e Célia Pessegueiro - A pobreza no feminino: uma ilha no centro da Ilha
• Lídia Fernandes - Classe, género e etnia nas desigualdades das sociedades contemporâneas

14h – 16h Auditório 3 Violência de Género e Violência nas Relações de Intimidade (I)
• Moderação: Artemisa Coimbra Manuel Lisboa (C)
• Aline Domício - Feminismo, relações de poder e simbolismo do corpo com grupos de mulheres vítimas de abuso não físico no Nordeste do Brasil
• Maria Concepcion Alvarez - Factores que fomentan la violencia de pareja en mujeres profesionistas
• Maria Neto Leitão - Violência exercida pelos parceiros íntimos: Um olhar de género
• Alexandra Dourado, Anabela Gomes, Elsa Branco e Maria Bibas - Casa Abrigo, abriga/obriga
• Zélia Maria Barroso - Violência nas relações amorosas
• Djamil Kahale - Propuesta para superar la violência de género

16h – 16.30h Intervalo


16.30h – 18.30h Sala 3 Feminismos, História das Mulheres e da Educação
• Moderação: Sofia Marques da Silva Margarida Felgueiras (C)
• Miguel Cardina - Olhares sobre uma ausência: o movimento estudantil no Estado Novo e o Feminismo
• Rodrigo Azevedo - Marcas do Estado Novo na educação feminina no ensino secundário
• Susana Batel, João Manuel de Oliveira e Rita Jerónimo - Como se faz um/a feminista? Significados e termos usados sobre as feministas e dos feminismos em estudantes universitárias/os
• Rosa Neves Simas - O género na língua: uma comparação do português e do inglês

16.30h – 18.30h Auditório 3 Feminismos e Poder Político
• Moderação: Ana Coucello Marta Rebelo (C)
• Maria Helena Santos - Défice de género ou défice democrático? Explicações da(o)s deputada(o)s para a sub-representação das mulheres na política
• Heloísa Apolónia, Helena Pinto, Helena Roseta, Paula Teixeira da Cruz, Sónia Fertuzinhos

16.30h – 18.30h Sala 2 Mulheres e Ciência
• Moderação: Ana Lobo Alexandre Quintanilha (C)
• Maria José Matos - Palmira Tito de Morais: enfermeira e feminista
• Maria Johanna Schouten - Women and science and science about women
• Mariana Azambuja - A investigação científica sobre violência de género em Portugal: uma análise de discurso
• Ana Cristina Martins - Rosa Capeans (1894-1970) e a arqueologia portuguesa: do olvido ao reconhecimento
• Raquel Reis - Solidariedade intergeracional para com as jovens cientistas
• Carminda Morais - Enfermeiras e vozes de enfermeiras
• Jorge Garcia Marin - Mujeres y ciência: más allá del techo de cristal

16.30h – 18.30h Sala 1 Género e Relações de Género: o Papel das Mulheres e dos Homens na Mudança
• Moderação: Ana Costa Judite Fernandes (C)
• Javier Robles Andrades - Nuevas masculinidades
• Clarisse Canha - Os homens e a igualdade de género. Ontem e hoje
• Daniel Matias - Narrativas de homens feministas portugueses
• Leticia Inés Sabsay - Desafiando la normativa del género: performatividad y subjetivación
• Cristina dos Santos Pereira - Diálogos sobre a Igualdade na UE
• Jayshree Singh - The role of the different stakeholders – police, human rights comission, women & other state machineries

16.30h – 18.30h Auditório 2 Trabalho, Sindicalismo e Empoderamento das Mulheres (I)
• Moderação: Guida Vieira (M) Maria José Maurício (C)
• Anne Marie Delettrez - O trabalho no domicílio e a “in”conciliação com a vida familiar
• Vanessa Franco Malheiro - O Trabalho doméstico entre mundo privado e mundo laboral. Perspectivas de investigação e de acção
• Vera Santana - Género e estruturas de decisão sindical: uma leitura interpretativa
• Mônica Alves Cappelle - Socialização organizacional, identidade e género: um estudo das policiais femininas da PMMG
• Heloisa Greco Alves - A construção da cidadania através do acesso ao Direito e ao trabalho pelas mulheres: a experiência de mediação de conflitos numa favela no Brasil

19h CML Paços do Concelho Lançamento da Agenda Feminista e Porto de Honra
• Luísa Paiva Boléo (Coordenadora da Agenda Feminista),
• Rosália Vargas (Vereadora da Cultura da CML);
• Fina D’Armada (historiadora, colaboradora),
• Manuela Tavares (Direcção da UMAR)



27 de Junho, na FC Gulbenkian

9h - 11h Auditório 3 Direitos Humanos e Igualdades
• Moderação: Teresa Féria Fernanda Rodrigues (C)
• Carla Martingo - Mutilação genital feminina - esforços para a sua erradicação
• Catarina Cardoso Brazão - Femicídio: um fenómeno global
• Pedro Fernández Santiago - Violencia de género e descapacidad
• Sandra Silvestre e Teresa Cunha - Sentidos da emancipação no dia-a-dia feminino
• Valeska Zanello e Tatiana Gomes - Xingamentos: sintoma e reprodução da sociedade patriarcal • Sandra Barreto, Vera Cunha, Lisa Vicente e Ana Campos - Mutilação genital feminina: o que sabem os profissionais de saúde?
9h – 11h Sala 3 Violência de Género e Violência nas Relações de Intimidade (II)
• Moderação: Margarida Medina Martins Carla Machado (C)
• Helena Grangeia e Marlene Matos - Do amor não correspondido à violência relacional: um estudo sobre as experiências juvenis
• Ana Paula Canotilho, Patrícia Ribeiro, Maria José Magalhães - Gostar de mim, gostar de ti: Prevenção da violência nas escolas
• Ana Rita Dias e Carla Machado - Discursos românticos das mulheres vítimas de violência conjugal
• Sónia Caridade, Carla Machado e Cláudia Coelho - Violência no namoro: da prevalência às significações
• Sónia Martins e Carla Machado - Prevalência da violência sexual (vitimação e perpetração em homens e mulheres)
• Gabriela Cano S. - Violência intrafamiliar en Colombia


9h – 11h Auditório2 Feminismos, Movimentos Sociais e Políticas Públicas
• Moderação: Almerinda Bento Leslie Toledo (C)
• Miriam Nobre - MMM- Brasil
• Cecília MacDowell Dos Santos - Da Delegacia da Mulher à lei Maria da Penha: lutas feministas e políticas públicas sobre violência doméstica contra mulheres no Brasil
• Eurídice Monteiro - Feminismos e pós-colonialismos: procurando outras pistas de reflexão
• Celecina Sales - Redes feministas/mulheres em movimento
• Ana Cristina Santos e Sasha Roseneil - A transformação da cidadania íntima em Portugal: contributos dos movimentos pela igualdade de género e sexual
• Rosa Monteiro - Feminismo de estado em Portugal: algumas reflexões exploratórias

9h – 11h Sala 1 Famílias, Casamentos e Trajectos Emancipatórios
• Moderação: Engrácia Leandro Anália Torres (C)
• Cláudia Maia - Família e celibato feminino
• Sara Ferreira, Luísa Saavedra e Maria do Céu Taveira - Conflito família/trabalho: antecipar hoje, para escolher amanhã
• Cláudia Pozzi - A família plural: controvérsias acerca das conjugalidades e parentalidades no contexto jurídico brasileiro actual
• Eliana Branco e Cláudia Pozzi - A tecnologia ao serviço da parentalidade tradicional: considerações sobre um caso não tradicional
• Jorge Gato, Anne Marie Fontaine e Nuno Carneiro - Parentalidade lésbica e gay: mitos e evidências

9h – 11h Sala 2 Feminismos e Religiões
• Moderação: Luísa Boléo Anselmo Borges (C)
• Ana Vicente - Vozes de religiosas portuguesas
• Shahd Wadi - As 72 virgens viajam pelo Ocidente
• Suzy Nascimento - Violência e Liderança Eclesiástica
• Alcilene Cavalcante - Movimento Católicas pelo Direito de Decidir
• Lívia Matoso Galveias - Zonas selvagens: feminismo e espiritualidade

11h – 11.30h Intervalo

11.30h – 13.30h Auditório 2 Feminismos/Lesbianismos e Mov. LGBT
• Moderação: Luísa Corvo Paulo Côrte-Real (C)
• Eduarda Ferreira e M. João Silva - Lesbianismos uma realidade invisível
• Miguel Vale de Almeida - O tabu do tabu
• Victor Correia - Feminismo e androcentrismo: da mesmidade à alteridade
• Pedro Pinto - Heterossexualidade feminina e outras construções monolíticas: leituras queer de uma revista para adolescentes
• Martha Escalona - Divisão sexual, identidade lésbica e imigração
• Cristiana Pena, João Manuel Oliveira e Conceição Nogueira - Feminismos lésbicos em Portugal: um primeiro olhar
• António Fernando Cascais - Encontros e desencontros: o lesbianismo entre o feminismo e o movimento LGBT
• Fabíola Cardoso - Mãe, mas não és lésbica?


11.30h – 13.30h Auditório 3 História das Mulheres e Correntes do Feminismo
• Moderação: Zília Osório de Castro Maria de Deus Manso (C)
• Anne Cova - O Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1914-1947): o caso português numa perspectiva comparada
• Lúcia Serralheiro - As mulheres da Associação Feminina para a Paz
• João Gomes Esteves - Há 100 anos, mobilização, militância e reivindicações feministas
• Natividade Monteiro - O debate em torno da tese feminista do Congresso do Livre Pensamento
• Ana Luísa Cabrita Andrade - 1988-2008: 20 anos de Feminismo nas Relações Internacionais
• Célia Rosa Batista Costa - O Conselho Nacional das Mulheres portuguesas (1914-1947) – Uma Organização Feminista


11.30h – 13.30h Sala 2 Mulheres Migrantes (ou Mulheres e Minorias Étnicas)
• Moderação: Cármen Queiroz Rosa Nunes (C)
• Barbara Venturoso - Tradições femininas indígenas sob o olhar de José de Anchieta
• Joana Sousa Ribeiro - Feminização da imigração qualificada em Portugal? Trajectórias de mobilidade de médicas e enfermeiras imigrantes
• Maria da Conceição Ramos - Feminização das migrações internacionais e impactos nos países de origem e de acolhimento
• Deidré Matthee - Não falo muito bem português: On finding feminism elsewhere
• Maria Quinteiro - Portuguesas para o Brasil, o avesso de decisão de migrar
• Petra Viegas - Migrações e género
• Medina Omarkhanova - As mulheres imigrantes no serviço doméstico
11.30h – 13.30h Sala 3 Mulheres e Saúde
• Moderação: Isabel do Carmo Berta Nunes (C)
• Daniela Sousa Soares - Género, doença e representações sociais
• Isabel Nunes - Ser mulher e ser positiva ao VIH
• Isabel Lousada - A batalha de Adelaide Cabete em "A Batalha " - higienismo para o povo feminino
• Filipa Cabral Rocha - Eu posso fazer uma coisa individual e mudar o mundo: subsídios para o situar psico-político das mulheres e suas (in)capacidades no lugar da Cidadania
• Nadia Lima - Lúpus em mulheres: o discurso normalizador e a construção do adoecer feminino
• Celeste Costa - A mulher e a deficiência

11.30h – 13.30h Sala 1 Trabalho, Sindicalismo e Empoderamento das Mulheres (II)
• Moderação: Albertina Pena Deolinda Martin (C)
Maria Josep Cascant i Sempere - As mulheres na pesca nos Açores: projecto de investigação e acção participada
• Rosário Andrade Leitão - Gênero e políticas públicas na pesca artesanal do nordeste brasileiro
• Ana Coutinho - Mulheres imigrantes, influência do género na inserção laboral
• Soraia Cintra - A passos lentos, o papel das mulheres na indústria do calçado
• Teresa Maneca Lima - Políticas de prevenção, condições de trabalho e riscos profissionais femininos: uma análise crítica

13.30h – 14.30h Almoço

14.30h – 16.30h Auditório 2 Educação, Género e Cidadanias
• Moderação: Marília Favinha Cristina Vieira (C)
• Cidália Pecegueiro - Ambientes Familiares afectivamente disfuncionais e educações tradicionalistas
• Marina Mendonça e Marisa Matias - Esco(l)has sem barreiras: Relato de uma intervenção em Igualdade de Oportunidade junto de docentes do 2º e 3º Ciclos
• Sara Almeida Magalhães - A culpa é tua (e só tua)!\ Responsabilização social das adolescentes pelos comportamentos preventivos
• Tânia Brabo - Gênero e educação: contribuições do movimento feminista brasileiro
• Tatiane Silva e Dulce Marisa Correia - Género, educação e cidadania: representação política e sociedade civil - dois estudos de caso

14.30h – 16.30h Sala 1 Escrita de Mulheres /Escrita Feminista
• Moderação: Lídia Jorge Ana Luísa Amaral (C)
• Aldinida de Medeiros Souza - Memórias de mulheres na escrita literária de Seomara da Veiga
• Hugo Monteiro - Ana Hatherly: ardor/fibrilação de um traço feminino
• Conceição Flores - Escritoras portuguesas: das origens à actualidade
• Teresa Cláudia Tavares - Em Portugal nascem sessenta poetisas por minuto: poesia oitocentista de autoria feminina
• Fernanda Bernardo - Femininografias: pensar, habitar, escrever o mundo feminino
• Anna Klobucka - Para uma herstory da literatura portuguesa

14.30h – 16.30h Sala 3 Representações, Sexualidades e Erotismos
• Moderação: Ana Teixeira Gabriela Moita (C)
• Flávio Marcelo Neubauer - A menstruação e a segunda revolução sexual
• Isabel Freire - Biografias Sexuais e Imaginário Erótico de 95 Mulheres Portuguesas
• Andréa Cardoso - O país das maravilhas: Alice, playboy ou o coelho como metáfora da fantasia masculina
• Sirlene de Lima Corrêa Cristófano - Electra: representação e simbologia do perfil feminino não submisso
• Patrícia Monteiro Pascoal - O que são Dificuldades Sexuais? Definições através da "voz escrita" de uma amostra de 530 mulheres portuguesas

14.30h – 16.30h Sala 2 Representações do Feminino
• Moderação: Graça Abranches Isabel Pedro (C)
• Ana Gabriela Macedo, Margarida Esteves Pereira, Isabel Ermida, Márcia Oliveira, Joana Passos, Ana Maria Chaves, Francesca Reyner

14.30h – 16.30h Auditório 3 Tráfico de Mulheres e Prostituição
• Moderação: Catarina Moreira Alexandra Oliveira (C)
• Maria Lúcia Pinto Leal - Tráfico de mulheres, políticas públicas e democracia, estudo ibero-brasileiro
• Madalena Duarte - Tráfico sexual de mulheres: dilemas e desafios
• Christine Escallier - A prostituição como estratégia de sobrevivência nas comunidades piscatórias do Pará-Brasil
• Marta Costa Peça - Entre a estrada e a passerelle: o tráfico de mulheres na imprensa nacional
• Ana Lopes (a confirmar)
• Inês Fontinha - Prostituição e Globalização
• Projecção de vídeo do Colectivo Hetaira de Madrid

16.30h – 17h Intervalo


17h – 19h Auditório 2 Mesa Redonda: Os Feminismos e os Desafios para o Nosso Século
• Moderação: Maria José Magalhães
Leitura de Poemas: Ana Luísa Amaral
• Ana Vicente, Ana Gabriela Macedo, Conceição Nogueira, Fernanda Henriques, Manuela Tavares, Regina Tavares da Silva, Virgínia Ferreira, Teresa Joaquim, Ana Gomes

17h – 19h Auditório 3 Arte e Literatura de Mulheres/Feminista
• Moderação: Cristina Néry Graça Capinha (C)
• Mônica Heloane - Maria Teresa Horta: escrita feminina, inscrição corporal
• Célia Cordeiro - Outras que não Natália – Maria da Graça Atayde
• Adriana Bebiano - Memória, história, ficção
• Caio Simões de Araújo - Desconstruindo o feminino: género e poder no cinema de Pedro Almodóvar
• Angélica Lima Cruz - Arte e autoria de mulheres: um percurso artístico através de uma história de vida
• Meyre Ivone Santana da Silva - A escrita feminina de Ama Ata Aidoo

28 de Junho, Fac. Belas Artes


9h – 11h Anfiteatro Sexualidades e Direitos Sexuais e Reprodutivos
• Moderação: Manuela Sampaio Ana Campos (C)
• Mara Carvalho/Médicos pela Escolha - E depois do referendo?
• Carlos Barradas, Ana Cristina Santos, Madalena Duarte e Magda Alves - A vez das mulheres - representações sobre aborto em Portugal
• Lisa Vicente - Contracepção
• Cecília Vieira Costa - Subjectividades sexuais de mulheres jovens: ainda e de novo a caixa de Pandora
• Ana Inácio - O portal da APF: direitos sexuais e reprodutivos

11h – 11.30h Intervalo

11.30h – 13.30h Anfiteatro Artes e Feminismos
• Moderação: Cristina Duarte Sílvia Chicó (C)
• Sónia da Silva Pina - Guerrilla Girls: A máscara como (des)ocultação do feminino. Considerações sobre o corpo, a performance e a máscara no ar(t)ivismo das Guerrilla Girls
• João Oliveira - All my independent women: um estudo de caso a partir da obra de Carla Cruz
• Teresa Furtado - O território feminino da vídeo-arte
• Maria Simões e Judite Fernandes - Histórias de arte e igualdade
• Susana Mendes Silva - Sobre a prática
• Ediline Teixeira - A moda feminina brasileira na década de 70: o pioneirismo de Zuzu Angel

13.30h – 15h Almoço

15h – 17h Anfiteatro Conferência de Encerramento
• Moderação: Manuela Góis (Dir. UMAR)
• Salomé Coelho - Comentário – Síntese do Congresso Feminista
• Arq. Miguel Arruda (Pres. Cons. Directivo de Belas Artes) (a confirmar)
• Maria Xosé Agra Romero (Univ. Santiago de Compostela)
• Miriam Pilar Rossi (Revista Estudos Feministas)
• Teresa Pinto (APEM)
• Fátima Grácio (F. Cuidar o Futuro)

NOTAS – Cada painel tem um(a) moderador(a) e outra pessoa que faz o comentário crítico (C)
Neste programa temático inserem-se alguns momentos culturais a consultar no Programa Cultural.














«08 - ciclo de cinema e vídeo»

Entre dias 13 e 16 de Junho no Cinema São Jorge



1. Sexta-feira, 13/06, 18h30
• Gosto de ti como és, Silvia Firmino, 2005, Laranja Azul, 60’
• A Fábrica, Myriam Alves, Sic, 2005
intervalo
• Mulheres ao mar, Cristina Gomes Ferreira, 2000, LX Filmes, 50’
• Pescadoras em Terra e no Mar, Teresa Nóbrega, RTP Açores, 30’

2. Sexta-feira, 13/06, 22h00
• Afectos, A pintura de Manuela Pinheiro, por Maria Antunes, 4’52’’
• Pintura Habitada, Joana Ascensão, 2006, 50’
intervalo
• A mulher morena, Cláudia Clemente, 2007, 24’
• & ETC, Claudia Clemente, 2007, 23’
intervalo
• FILME-DANÇA Comer o coração de Rui Chafes e Vera Mantero, realização de Inês Oliveira, C.R.I.M., 33’.

3. Sábado, 14/06, 15h30
• Relação fiel e verdadeira * Margarida Gil, 1989, 85’
intervalo
• Duas histórias de prisão, Ginette Lavigne, LX Filmes, 52’

4. Sábado, 14/06, 18h30
• EVERLASTing Love (from the Love Hurts series), Catarina Campino, 4’
• Violet Violence (Make Me Up Before You Go-Go), Catarina Campino
• Mulheres século XX – ler e escrever, ler e reler, ler e lembrar, Catarina Campino e MªAntónia Fiadeiro
intervalo
• Mulheres traídas, O making of de Miguel Marques, 2007, 54’
• Mulheres traídas, Maria José Silva, 2007, 38’

5. Sábado, 14/06, 22h00
• FILME-CONCERTO *
• «Mafalda Arnauth – Flor de Fado» no Teatro da Trindade, em Dezembro de 2007, realização José F. Pinheiro.
6. Domingo, 15/06, 15h30
• Entre o céu e o inferno – As enfermeiras-paraquedistas, José Carlos Santos, 2006/07, Canal História, 50’
• Processo-Crime 141/53 - As enfermeiras do Estado Novo, Susana Sousa Dias, 2000, 58’
• intervalo
• Estrela da Tarde, de Madalena Miranda, 2004, 24’,
• A luz dos meus dias, de Anabela Saint-Maurice (rtp), 2007, 52’

7. Domingo, 15/06, 18h30
Curtas sobre IVG, sobre tráfico de mulheres, e sobre Género
• Fim de Semana, Cláudia Varejão, 2007, FCG, 7’
• Inrotulável, Rodrigo Lamounier, 2007, FCG, 5’
• Conversa de café, Maria Antunes
• Lavar as mãos, Maria Antunes
• Conversa telefónica, Catarina Barroso, Sara Osório, Sofia Bost e Sofia Moutinho, 1’
• Supermercado, Sofia Evans, 1’
• No fio dos Limites***, Christine Reeh, 30'
intervalo
• À espera da Europa***, Christine Reeh, 74’

8. Domingo, 15/06, 22h00
• Fora da Lei, Leonor Areal, 2006, 84’
intervalo
• À flor da pele, Catarina Mourão, 2006, Laranja azul, 64’

9. Segunda-Feira, 16/06, 18h30
• FILME-HOMENAGEM - Madalena Barbosa
• ZEIT DER HOFFNUNGEN***
Drei Frauen in einer Portugiesischen Familie, Evelyn Schels, 2003/ Tempo de esperança - Três mulheres de uma família portuguesa (Originalmente, integrado na série «Países estrangeiros - 3 Gerações - Através do olhar das mulheres». Produzido pela cadeia de televisão Bayerischen Rundfunks - Bayerischen Fernsehen).

10. Segunda-feira, 16/06, 22h00
• O que comes?, de Rita Rainho
• O século das mulheres, Maria Augusta Seixas, RTP, 120’




Video sobre A "ROTA DOS FEMINISMOS" durante a sua passagem por Coimbra a 8 de Março, Dia das Mulheres.
Para promover o CONGRESSO FEMINISTA 2008 que se realizará de 26 a 28 de Junho em Lisboa, a Comissão Organizadora, tal como Maria Lamas que percorreu Portugal nos anos de 1940 para conhecer as alegrias, os trabalhos e as dores das mulheres do seu tempo, percorreu de 7 a9 de Março as cidades e vilas portuguesas, na demanda dos sentires e dos quereres das portuguesas do séc. XXI