12.6.07

Rivoli: concentração silenciosa na praça D.João I (Porto) e no Largo de Camões (Lisboa) no dia 14 às 20h.30

Vamos sentar-nos em silêncio em Lisboa e no Porto em nome de um serviço público para a Cultura e de teatros municipais abertos e plurais e lembrando tudo o que vai ficar de fora e impossibilitado de circular com a ocupação de um espaço público como o teatro municipal Rivoli (construído e equipado com dinheiros públicos) por uma única proposta comercial.

O acto de protesto do dia 14 de Junho será silencioso.

Em jeito de happening minimal.
Contamos com a presença de 500 pessoas (mas quantas mais melhor...), partindo do princípio de que cada um será capaz de mobilizar pelo menos 10 participantes conscientes.
As pessoas sentar-se-ão, a partir das 20h30 em ponto, nas lajes brancas que revestem a parte central da praça D. João I, de cabeça virada para o Rivoli e aí permanecerão mudas e quedas até os nossos «directores de cena» - Joclécio Azevedo, Inês Maia, Catarina Falcão, Pedro Carvalho, Igor Gandra - darem ordem de desmobilizar, o que acontecerá pelas 21h30, hora a que o espectáculo deverá ter começado dentro do teatro. Telemóveis desligados, obviamente. Trata-se de sublinhar pela postura dos presentes o carácter simbólico do protesto.

Ninguém, nem mesmo as «personagens mais mediatizadas» pelo caso Rivoli prestará declarações durante o protesto silencioso. As pessoas sentadas que venham porventura a ser interpeladas por agentes da comunicação social deverão responder que se trata de um protesto silencioso e remeter os jornalistas para os três porta-vozes escolhidos durante a reunião de 7/6, a saber: Lino Miguel Teixeira, José Luís Ferreira e Helena Guimarães. Após a desmobilização, cada um poderá, claro está, agir consoante lhe aprouver, neste preciso aspecto.

Está ser preparado um pequeno panfleto, cujo conteúdo foi debatido em reunião, em que se explicam as razões do protesto. Resumidamente: responder ao silêncio cínico da CMP com o silêncio do nosso descontentamento.

É indispensável, nesta altura, que cada participante tente mobilizar pessoalmente o maior número possível de cidadãos, transmitindo às pessoas convidadas a juntar-se a nós estas indicações básicas: trata-se dum acto «performativo» destituído de espectacularidade mas que se pretende carregado de intensidade simbólica.

http://www.mruim.blogspot.com/

Morreu Richard Rorty , o filósofo da ironia e da contingência


“A esperança está na imaginação do terceiro mundo” (R. Rorty)


«Rorty foi um crítico ferocíssimo das verdades absolutas e exteriores ao discurso, dedicou a vida a um desporto muito saudável: detonar toda e qualquer metafísica.»


Rorty é considerado um dos pensadores mais importantes da filosofia contemporânea. Nasceu em 1931 em Nova Iorque numa família com simpatias pelo trotskismo ( o pai era um militante trotskista) e faleceu aos 75 anos no passado dia 8 de Junho em Palo Alto, Califórnia. Era um filósofo irónico e provocador que investia contra as certezas e as verdades absolutas. Os seus livros «A filosofia e o espelho da natureza» (Philosophy and the Mirror of Nature” ) e «Contingência, Ironia e Solidariedade» são as suas obras mais marcantes e nelas são plasmadas as teses do neo-pragmatismo norte-americano, também designado por pós-empirista.


Muito criticado quer pela direita quer pela esquerda, quiseram-no fazer dele um teórico do liberalismo. Mas a verdade é que Rorty era um activista ferrenho contra os chefes, as oligarquias e as grandes empresas, e não escondia a sua simpatia pela esquerda libertária que enfrenta o poder estabelecido. Contra a velha esquerda e nova esquerda Rorty era igual a ele mesmo ao defender uma «Nova Velha Esquerda» . Nos últimos anos, o anti-filósofo surpreendeu os críticos quando começou a intervir cada vez mais em política. Assim, num ensaio de 1997 apelou às universidades para regressarem a uma política de esquerda e "que, no essencial, visava impedir que os ricos desvalorizem o resto da população."

As suas principais influências derivam, por um lado, da tradição pragmática norte-americana ( Dewey, mas também William James, Peirce ) , por outro lado , do pós-nietscheanismo de um Wittgenstein e Heidegger, e recebe ainda, finalmente, as influências dos filósofos que desenvolveram as críticas ao essencialismo e ao representacionalismo como são os casos de Quine, Sellars e Davidson.


Professor de Filosofía nla Universidade de Princeton até 1983 acabou por renunciar à sua cátedra ao escolher ser professor de Humanidades na Universidade de Virginia, opção essa a que não foi alheia o seu anti-essencialismo e antifundamentalismo , e por meio dos quais Rorty ataca a filosofia como busca privilegiada das cauas primeiras, preferindo antes relacioná-la com a poesia, a arte e a crítica literária, com isso pretendendo dizer que se deve abandonar toda a pretensão ao conhecimento do Ser, da Verdade ou do Absoluto. Na sequência desta linha ele desmonta os pressupostos e as bases do conhecimento enquanto representação. Considera por isso ilegítima a pretensão da filosofia em arrogar-se em tribunal da cultura e da ciência, pelo que o filósofo não se encontra num pedestal nem em qualquer posição privilegiada. O filósofo irónico prefere a literatura e a poesia mais do que a redoma em que querem encerrar a filosofia. E via nisso não só o resgate da filosofia como um importante reforço da democracia.


(“He rescued philosophy from its analytic constraints” and returned it “to core concerns of how we as a people, a country and humanity live in a political community.”)


Para ele a verdade nunca é exterior, separada das nossas crenças. Ela é imanente à pragmática de cada um, ou seja, na teoria epistemológica dele, o conhecimento advinha de uma prática social, isto é, de algo convencional, intrínseco ao discurso, acabando consequentemente por rejeitar o conceito de objetividade

O conceito de verdade como representação é então substituido pelo acordo não forçado dentro de uma dade comunidade endagante, algo que confere protagonismo ao ser humano face à tirania dos factos e que permite a revisão contínua da «verdade» - em nome da qual se construiram tantos crimes – e que permite comprender afinal em que medida os vários ramos do saber não pasma de construções sociais. No fundo, a verdade é aquilo que os membros das comunidades de indagação decidem que seja.

Rorty é visto como o inimigo número 1 daquele personagem que ostenta a “carteira profissional” do filósofo , o filósofo engravatado numa cátedra académico e guardião das filosofias tradicionais. Aos olhos desse tipo de filósofo, o projecto de Rorty é anti-filosófico, uma tentativa destruir a filosofia. Tal personagem, o filósofo profissional, sente-se ofendido, pois Rorty considera um desejo pueril de infância e juventude querer reunir verdade e justiça numa visão unitária, num essencialismo totalitário como pretendem as várias variantes do platonismo



Num texto autobiográfico «Trotsky and the Wild Orchids», ele escreve:
“At 12, I knew that the point of being human was to spend one’s life fighting social injustice,” ( aos 12 anos soube que o importante na vida humana era lutar contra a injustiça social)

Pode-se ler uma entrevista com Rorty intitulada Against Bosses, Against Oligarchies em:
www.prickly-paradigm.com/paradigm3.pdf




O seu obituário publicado no New York Times:


Richard Rorty, whose inventive work on philosophy, politics, literary theory and more made him one of the world’s most influential contemporary thinkers, died Friday in Palo Alto, Calif. He was 75.
The cause was complications from pancreatic cancer, said his wife, Mary Varney Rorty.
Raised in a home where “The Case for Leon Trotsky” was viewed with the same reverence as the Bible might be elsewhere, Mr. Rorty pondered the nature of reality as well as its everyday struggles. “At 12, I knew that the point of being human was to spend one’s life fighting social injustice,” he wrote in an autobiographical sketch.
Russell A. Berman, the chairman of the Department of Comparative Literature at Stanford University, who worked with Mr. Rorty for more than a decade, said, “He rescued philosophy from its analytic constraints” and returned it “to core concerns of how we as a people, a country and humanity live in a political community.”
Mr. Rorty’s enormous body of work, which ranged from academic tomes to magazine and newspaper articles, provoked fervent praise, hostility and confusion. But no matter what even his severest critics thought of it, they could not ignore it. When his 1979 book “Philosophy and the Mirror of Nature” came out, it upended conventional views about the very purpose and goals of philosophy. The widespread notion that the philosopher’s primary duty was to figure out what we can and cannot know was poppycock, Mr. Rorty argued. Human beings should focus on what they do to cope with daily life and not on what they discover by theorizing.
To accomplish this, he relied primarily on the only authentic American philosophy, pragmatism, which was developed by John Dewey, Charles Peirce, William James and others more than 100 years ago. “There is no basis for deciding what counts as knowledge and truth other than what one’s peers will let one get away with in the open exchange of claims, counterclaims and reasons,” Mr. Rorty wrote. In other words, “truth is not out there,” separate from our own beliefs and language. And those beliefs and words evolved, just as opposable thumbs evolved, to help human beings “cope with the environment” and “enable them to enjoy more pleasure and less pain.”
Mr. Rorty drew on the works of Freud, Nietzsche, Heidegger, Wittgenstein, Quine and others. Although he argued that “no area of culture, and no period of history gets reality more right than any other,” he did maintain that a liberal democratic society was by far the best because it was the only one that permits competing beliefs to exist while also creating a public community.
His views were attacked by critics on the left and the right. The failure to recognize science’s particular powers to depict reality, Daniel Dennett wrote, shows “flatfooted ignorance of the proven methods of scientific truth-seeking and their power.”
Simon Blackburn, a philosopher at Cambridge University, has written of Mr. Rorty’s “extraordinary gift for ducking and weaving and laying smoke.”
Mr. Rorty was engaged with and amused by his critics. In a 1992 autobiographical essay, “Trotsky and the Wild Orchids,” he wrote that he was considered to be one of the “smirking intellectuals whose writings are weakening the moral fiber of the young”; “cynical and nihilistic”; “complacent”; and “irresponsible.”
Yet he confounded critics as well, by speaking up for patriotism, an academic canon and the idea that one can make meaningful moral judgments.
His reason for writing the 1992 essay, he said, was to show how he came by his particular views. Richard McKay Rorty was born in 1931 to James and Winifred Rorty, anti-Stalinist lefties who let their home in Flatbrookville, N.J., a small town on the Delaware river, be used as a hideout for wayward Trotskyites. He describes himself as having “weird, snobbish, incommunicable interests” that as a boy led him to send congratulations to the newly named Dalai Lama, a “fellow 8-year-old who had made good.”
Later, orchids became another obsession, and his love of the outdoors continued throughout his life. An avid birder for the last 30 years, Mr. Rorty liked to “head over to open spaces and walk around,” his wife Mary said yesterday from their home in Palo Alto. His last bird sighting was of a condor at the Grand Canyon in February. In addition to his wife, Mr. Rorty is survived by three children and two grandchildren.
When he was 15, Mr. Rorty wrote, he “escaped from the bullies who regularly beat me up on the playground of my high school” to attend the Hutchins School at the University of Chicago, a place A. J. Liebling described as the “biggest collection of juvenile neurotics since the Children’s Crusade.”
In his early career, at Wellesley and Princeton, he worked on analytic philosophy, smack in the mainstream. As for the surrounding 1960s counterculture, he said in a 2003 interview, “I smoked a little pot and let my hair grow long,” but “I soon decided that the radical students who wanted to trash the university were people with whom I would never have much sympathy.”
By the 1970s, it became clear that he did not have much sympathy for analytic philosophy either, not to mention the entire Cartesian philosophical tradition that held there was a world independent of thought.
Later frustrated by the narrowness of philosophy departments, he became a professor of humanities at the University of Virginia in 1982, before joining the comparative literature department at Stanford in 1998.
Over time, he became increasingly occupied by politics. In “Achieving Our Country” in 1998, he despaired that the genuine social-democratic left that helped shape the politics of the Democratic Party from 1910 through 1965 had collapsed. In an interview, he said that since the ’60s, the left “has done a lot for the rights of blacks, women and gays, but it never attempted to develop a political position that might find the support of an electoral majority.”
In recent years, Mr. Rorty fiercely criticized the Bush administration, the religious right, Congressional Democrats and anti-American intellectuals. Though deeply pessimistic about the dangers of nuclear confrontation and the gap between rich nations and poor, Mr. Rorty retained something of Dewey’s hopefulness about America. It is important, he said in 2003, to take pride “in the heritage of figures like Jefferson, Lincoln, Wilson, Roosevelt, Martin Luther King, and so on,” he said, and “to use this pride as a means of generating sympathy” for a country’s political aims



Texto publicado em
The Independent sobre o falecimento de Rorty



Richard McKay Rorty, philosopher: born New York 4 October 1931; Professor of Philosophy, Princeton University 1970-81, Stuart Professor of Philosophy 1981-82; Professor of Humanities , University of Virginia 1982-96; Professor of Comparative Literature, Stanford University 1998-2005 (Emeritus); married 1954 Amélie Oksenberg (one son; marriage dissolved 1972), 1972 Mary Varney (one son, one daughter); died Palo Alto, California 8 June 2007.
Richard Rorty was perhaps the most eminent of his generation of American philosophers, certainly the best known worldwide, his work much translated, his name casually invoked well outside academic and philosophic circles, an invitation once reaching him from Bill Clinton's White House to come and tell the President what to think about contemporary ethics.
His enormous fame rested first on his vigorous and comprehensive breaking up of the view that the human sciences may be practised on the same terms as the natural sciences. But he went well beyond this to establish the "anti-foundational" argument that political and moral theory cannot be built on so-called objective grounds, but only on the compelling claims of human sympathy and solidarity. In doing so he rejuvenated the great tradition of American pragmatism and restored John Dewey, his intellectual hero, to a central position in the philosophic Pantheon.
Richard Rorty was born in New York in 1931 to parents prominent in the strong American leftist movement of the Depression. His father edited the controversial socialist journal New Masses; by the age of five the young Richard was an experienced protest marcher and throughout his boyhood a familiar of the leaders of working-class politics. Refusing Marxism, as one would expect, for its dogmatism and insupportable claims to being an objective science, he none the less kept up his lifelong allegiance to the egalitarian and socially equitable politics he learned from his parents.
In 1945, when only 15, he enrolled at Hutchins College, Chicago and, coming under the influence of the famous conservative Leo Strauss, set himself the task of holding reality and social justice in a single anti-Straussian vision. After military service, during which he worked with great intellectual profit on early computers, he then, after completing his BA and MA and marrying between times the formidable philosopher Amélie Oksenberg, registered in 1954 for a PhD at Yale.
His first full academic appointment was at Wellesley in 1958, his second at Princeton in 1961, but after beginning his career by publishing at a cracking rate, he stalled for a while in deep depression when his wife left home in 1971.
The fallow period yielded rich fruit. Between 1971 and 1979 he remarried and worked at what would become his best known book, Philosophy and the Mirror of Nature. This classic of philosophic literature starts out from the canonical essayists of sceptical scientism - Donald Davidson, Wilfrid Sellars, W.V. Quine - in order to establish the impossibility of traditional theories of hard knowledge. These taught that epistemology will one day devise a system of concepts and symbols so perfectly lucid that it will mirror reality with absolute exactness.
Rorty's critique proved this to be an illusion. His preferred philosophic heroes were John Dewey, Ludwig Wittgenstein, Martin Heidegger, Jacques Derrida: American pragmatist, subversive analyst of the uses of language, metaphysician of being, mischievous deconstructor of all stable meanings. Armed with these heretics, he argued in a sequel, Contingency, Irony, Solidarity (1988), for a passage from the theory of knowledge to the theory of interpretation, and for a philosophy preoccupied less with truth than with "edification", or right feeling.
The two books caused a mighty upheaval in philosophy departments, as well they might. Some complained, with justification, that Rorty had substituted the relaxed reading of literature for the exacting discipline of philosophic thought. Others objected strongly to his dandy figure, the "liberal ironist", who presides over the second book and is not really distinguishable from Rorty himself: certainly a liberal (nowadays, it is shameful to report, a term of abuse in Washington, DC), and an ironist because unpersuaded by claims about ethical objectivity and "final vocabularies", preferring instead the uncertain, necessary instruments of human hopefulness and the powerful, homely sentiment of solidarity. In both guises, it should be added, friendship itself remained for him the key human value and moral bearing.
He carried this domesticated criticism with great pungency against those left-sympathising practitioners of grand theory who had, he thought, lost in abstraction a keen enough sense of human misery and injustice. In his splendid collections, Truth and Progress (1998) and Philosophy and Social Hope (1999), he routs alike dead old Stalinists and new totalitarians of theory in the name of a practical programme of social welfare. Utterly impatient with the notion, distorted from the work of Michel Foucault, that the symbolic wounds of language and identity are more atrocious than lousy pay, dangerous work and filthy housing, in tireless essays, journalism and conference addresses, he called his fellow-leftists back to traditional class politics and the repair of poverty.
He was a wonderful interlocutor and a thrilling teacher: vivid, disarmingly sympathetic with disagreement, dauntingly quick with a rebuttal, entirely without condescension, funny, relaxed and domestic in the best American way.
During the almost 30 years since he published Philosophy and the Mirror of Nature at Princeton in 1980, he moved first as Professor of the Humanities to the University of Virginia, on whose exquisite colonial campus he retained an office as well as widespread and loyal affection, and then as Professor of Comparative Literature to Stanford.
It is certainly the case that the philosophers objected to exactly these non-philosophic appellations. Professors of literature have no business writing extra-murally about Plato. But Rorty moved gracefully and confidently from literature to politics to epistemology. Indeed it was the point of his life's work as a free man to do just that. Consequently, over those same years, in a headlong series of essays, he kept up his revision and restatement of American pragmatism (Consequences of Pragmatism, 1982) and, in Emerson's words, its "domestication of culture", together with his fierce opposition to the conventions of a so-called absolute truth and objectivity, and his blithe acceptance of the dangers of relativism (Objectivity, Relativism, Truth, 1991).
His styles of thought, of prose and of his life match one another happily in a blend of easy colloquialism, trenchant summary of difficult arguments, cheerful plainness of idiom, an elegant turn of phrase, each quality held firmly in place by his rugged and rueful integrity. Ardently patriotic about the great achievements of American liberalism, perhaps his most accessible book, the one which won him an invitation to Clinton's White House, is Achieving our Country: leftist thought in 20th-century America (1998).

11.6.07

Relatos do Dia de Acção Global pela Justiça Climática e contra o G8

De Portugal à Nova Zelândia, do Brasil a Londres, um pouco por todo o mundo realizaram-se acções simbólicas no passado dia 8 de Junho como resposta ao Apelo internacional para um Dia de Acção Global contra as mudanças climáticas e o G8.

Das acções realizadas na Grã-bretanha, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelânida, os respectivos relatos podem ser lidos no site de onde partiu o Apelo:
http://www.risingtide.org.uk/



Quanto à acção do Porto, um pequeno video foi feito para a sua divulgação . Encontrei-o no blogue http://mozaico.blogspot.com/



Já em Lisboa as notícias e fotos da acção de rua podem ser encontradas no http://www.geoito2007.blogspot.com/



Estas são algumas imagens da iniciativa da Rede G8 em Lisboa, no Dia Internacional pela Justiça Climática - 8 de Junho.Na Rua Augusta, fizemos uma batalha pela justiça climática, intitulada "O Mundo não é um Alvo, do CO2 tem de ser Salvo", em que todas as pessoas tentaram impedir que os 8 líderes dos países mais ricos enchessem o mundo de emissões poluentes, já que são eles os responsáveis históricos pelas alterações climáticas. O alvo do G8 era o hemisfério sul, simbolizando que são os países mais pobres os mais afectados pela sua poluição, bem como pelas suas políticas irresponsáveis e injustas que permitem que os mais ricos continuem a poluir à custa da miséria e exploração dos mais pobres, quando transformam a poluição em mercadoria e negócio.Instalámos também um jogo da macaca gigante, com algumas causas da poluição e insustentabilidade planetária (primado do automóvel, urbanização caótica, desflorestação, produção energética convencional) e algumas soluções para salvar o clima e dar qualidade de vida às pessoas (energia solar, transportes públicos, andar de bicicleta, cidade com espaços públicos), convidando as pessoas a pisar a poluição e salvar o clima.Colocámos ainda 3 faixas na Av. da Liberdade, uma das vias mais poluída da cidade de Lisboa devido ao intenso tráfego automóvel, simbolizando que "400 mil carros por dia em Lisboa é demais", precisamos de "menos carros, mais transportes públicos, menos poluição", queremos "liberdade de movimentos, a cidade às pessoas".

Comunidade de leitores Os Vadios debate livro de Marcel Duchamp ( no dia 13 de Junho no café-livraria Gato Vadio)

Mais um encontro da comunidade de leitores Os Vadios no próximo dia 13 de Junho (quarta-feira) à noite. Desta vez o tema de conversa é o livro de entrevistas de Marcel Duchamp. O ponto de encontro é, como sempre,no café-livraria Gato Vadio, na Rua do Rosário, 281, na cidade do Porto.
A entrada é livre.
Apareçam.


Leia o livro escolhido para o encontro e traga as suas ideias

Uma ideia que não choca não vale a pena

Marcel Duchamp, engenheiro do tempo perdido

“você (Duchamp) atingiu os limites do inestético, do inútil e do injustificável” ( Robert Lebel, sobre o ready-made Fresh Widow, 1920)



Ronda pelos blogues amigos

No fim de cada ano civil costumo fazer uma ronda pelos blogues com quem o Pimenta Negra mantêm reciprocidade de links.
Como estamos a meio do ano e uma vez que há motivos para destacar alguns deles resolvemos fazer uma amostra daqueles que despertam em nós uma especial atenção sem, no entanto, esquecer todos os outros, até porque procuramos regularmente visitá-los. Um grande abraço a todos el@s.

(A selecção feita é, evidentemente, pessoal e própria ao tempo que passa.)


Começando pela ecologia, o merecido destaque vai para os seguintes blogues por considerarmos que têm realizado uma acção inigualável:
http://ondas3.blogs.sapo.pt/
http://bioterra.blogspot.com/
http://indios.blogspot.com/

Na educação o destaque vai direitinho, com nota alta, para a
http://asinistraministra.blogspot.com/


Na campo da intervenção social e política merecem realce os blogues:
http://fdsociedade.blogspot.com/
http://sismógrafo.wordpress.com/
http://xatoo.blogspot.com/
http://obitoque.blogspot.com/


Na literatura, teatro e música as nossas escolhas são:
http://lobosnofojo.blogspot.com/ (teatro do Montemuro)
http://desnorte.blogspot.com/ (música clássica)
http://raizeseantenas.blogspot.com/ ( música étnica)
http://frenesi-livros.blogspot.com/
http://www.derivadaspalavras.blogspot.com/
http://antologiadoesquecimento.blogspot.com/
http://www.almocrevedaspetas.blogspot.com/


Enquanto testemunhos pessoais uma atenção especial é dedicada para estes blogues:
http://citizenmary.blogspot.com/
http://aarquitecturadaspalavras.blogspot.com/
http://www.paristexas2.blogspot.com/

Do outro lado do Atlântico o Pimenta Negra tem também muitos amigos.E os destaques vão para:
http://apocalipsemotorizado.blogspot.com/
http://animot.blogspot.com/


Por fim, uma menção especial para um exemplo a seguir de imaginação e de irreverência:
http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/

10.6.07

Mercenários económicos ( a face oculta do imperialismo)

Como os Estados Unidos utilizam a globalização para defraudar os países pobres em biliões de dólares

Foi lançada finalmente a tradução em português do já famoso livro de John Perkins «Confession of an economic hit man» numa edição da Gestãoplus ( editora Pergaminho) sob o título Confissões de um mercenário económico, a face oculta do imperialismo norte-americano.


Um livro interessante, acessível a todos, e que mereceu do jornal Seattle Times o seguinte comentário:
« Um livro verdadeiramente educativo. Todos os leitores que se preocupem com a integridade política e o fim da pobreza nos países em vias de desenvolvimento aprenderão muito com estas confissões»

Na contracapa da tradução portuguesa pode-se ler o seguinte:

Mas quem já ouviu falar de um mercenário económico? Muito pouca gente, certamente. Porque, ao contrário dos assassinos contratados saídos das páginas de thrillers, os mercenários económicos são reais – e mantidos no mais completo sigilo. Sãonprofissionais altamente treinados – formados nas melhores escolas de Gestão e Economia e recrutados das principais empresas de consultoria – que trabalham para a CIA ou para multinacionais, influenciados ou ameaçando governos de países em vias de desenvolvimento para favorecer a política económica dos EUA e atribuir lucrativos contartos governamentais a empresas americanas.

John Parkins sabe tudo acerca deles porque foi um deles – durante mais de uma década. A sua missão consistia em levar os governos de países em vias de desenvolvimento a pedir empréstimos ao banco Mundial ou ao FMI – empréstimos que não podiam pagar – para desenvolver infra-estruturas essenciais. Esse dinheiro era posteriormente investido em contratos com empresas americanas e os empréstimos tinham de ser pagos pelos contribuintes do país devedor. Quando o país não conseguia pagar o empréstimo, ficava à mercê das regulamentações do BancoMundial – e dos seus agentes americanos. Esta era, segundo Perkins, uma maneira de os EUA expandirem o seu império e enriquecerem à custa do Terceiro Mundo.



O livro coloca o dedo nas feridas que o imperialismo norte-americano tem aberto em todos os países do mundo e como os tem lançado numa espiral de dependência e de bloqueio.
Como o próprio título do livro sugere, em tom confessional, o autor revela os mecanismos secretos do controle do imperialismo norte-americano nos países pobres estrategicamente importantes.
A história do próprio autor da obra entrecruza-se com a história contemporânea de países onde esteve, como Indonésia, Panamá, Colômbia, Arábia Saudita, Equador e Irão. De início, John Perkins relata como, ainda jovem, foi recrutado secretamente pela Agência de Segurança Nacional americana e incluído na folha de pagamento da empresa internacional de consultoria chamada Chas. T. Main, empresa por via da qual conheceu aqueles países. A sua função nesses gigantescos antros de miséria era manipular os números, servindo exclusivamente os interesses da corporatocracia norte-americana, ou seja, de uma coligação de interesses entre governo, bancos e grandes corporações empresariais norte-americanas.
John Perkins e seus colegas eram instruídos a sair desses países com algum "projecto mirabolante", como a construção de redes elétricas por exemplo. O objetivo era deixar esses países cada vez mais endividados. "Os mercenários económicos são profissionais altamente remunerados cujo trabalho é lesar países em todo o mundo. Entre os seus instrumentos de trabalho, incluem-se relatórios adulterados, pleitos eleitorais fraudulentos, subornos, extorsões, sexo e assassinato", escreve o autor a certa altura do livro. Descreve como, enquanto profissional altamente bem pago, trabalhou para que os Estados Unidos pudessem defraudar em triliões de dólares países pobres do globo inteiro, emprestando-lhes mais dinheiro do que eles poderiam pagar para depois se apossar das suas economias


John Perkins relata a época em que trabalhou em uma consultoria internacional de fachada - que, na verdade, era controlada pela Casa Branca e tinha o objectiivo de promover os interesses americanos nos países em desenvolvimento. O autor, que se diz arrependido e "empenhado agora a construir um mundo melhor", conta que visitava países pobres e tentava convencer os líderes a aceitarem a instalação de empresas norte-americanas e a realização de obras de infra-estrutura (a serem conduzidas por companhias dos EUA). Caberia aos órgãos internacionais, como o Banco Mundial, emprestar o dinheiro para financiar os empreendimentos. Isso deixava os credores à mercê dos interesses norte-americanos. E assim, os países pobres ficavam sem margem de manobra para impedir que os EUA extraíssem os seus recursos ou instalassem bases militares no seu território. Numa missão a Jacarta, na Indonésia, por exemplo, Perkins admite ter manipulados dados estatísticos numa avaliação do potencial de crescimento da cidade, apenas para convencer os fundos internacionais a concederem os empréstimos.


O que é afinal um mercenário económico? E a explicação é relaivamente simples: algumas pessoas devotam a sua vida à construção e preservação do império norte-americano, criando situações que façam voltar a maior parte possível dos recursos internacionais aos cofres estadunidenses, sejam empresas públicas ou privadas, governo ou cidadãos comuns. Gentes dete género tem um Inegável sucesso, e a ela se deve em última análise a construção do mais poderoso império que a humanidade já viu.
Perkins ressalta, por exemplo, a deposição de Mossadegh, dirigente constitucional eleito democraticamente no Irão e a sua substituição pelo Xá Reza Pahlevi, muio mais dócil aos interesses norte-americanos. Aquele episódio, do início dos anos 50, marcou profundamente o Perkins, despertando nele uma incipiente percepção política.O mundo vivia o período da bipolarização, quando a URSS ainda despontava como uma superpotência ao contrapor-se aos interesses estadunidenses. O mercenarismo económico mostrava-se mais eficaz que a intervenção armada, porque mantinha o sistema produtivo do país ocupado intacto – o que era vital no período da Guerra Fria – mas subordinando-o irremediavelmente aos interesses dos Estados Unidos

Perkins mosra como a actuação internacional de seus conterrâneos e colegas de profissão primava pelo assassinato económico, geralmente na sua versão mais simples e grosseira: empréstimos vultuosos a países pobres, muito acima de sua capacidade concreta de pagamento, levando toda a nação a um espiral insolúvel de endividamento. Cita nominalmente o Equador, para onde pessoalmente carreou 1 bilião de dólares. Desse montante, pelo menos 90% foram pagos a empresas dos EUA – como a Halliburton ou a Bechtel – que fizeram obras de infra-estrutura para a classe dominante local. Os trabalhadores do Equador, eternamente endividados, terão o resto de suas vidas para pagar juros e juros sobre juros. A dívida não existe para ser paga e é mesmo impossível pagá-la. A dívida é criada para manter a nação vitimada eternamente em submissão aos interesses estrangeiros. Sempre que a nação dominada não conseguir pagar os juros ou a política estadunidense assim o requerer, representantes das agências norte-americanas retiram directamente do país as suas riquezas minerais e naturais. Perkins enfatiza ainda a importância da Amazónia, cujas infinitas riquezas, sempre cobiçadas pelos EUA, vêm sofrendo um processo de rapina em nome da incapacidade das nações latino-americanas de pagar suas dívidas. Estando a nação definitivamente dominada economicamente pelo centro do império, o mercenário económico passa a trabalhar em empresas particulares e são por elas regiamente remunerado até que a memória da sua proeza se evanesça, altura em que podem ser colocados novamente em qualquer outra nação do mundo com os mesmos objectivos.


A dominação norte-americana dá-se através de três etapas distintas. Primeiramente são enviados os mercenário económicos. A expressão economic hit man ( assassinos económicos), abreviada em e.h.m. é utilizada pelos próprios, aé porque, diz Perkins, ninguém acreditaria neles ainda que assim se declarassem. O sistema é extremamente sofisticado. Ainda assim há governos e dirigentes políticos que são refratcários a este grupo e a esta abordagem. Talvez percebam ou intuam a trapaça. Contra estes são enviados o que Perkins chama de “chacais” – jackals – que se incumbem em fomentar um golpe de estado ou, em último caso, liderá-lo, usualmente suprimindo fisicamente a existência do grupo refratcário aos interesses norte-americanos, a exemplo do se fez a Mossadegh no Irão. A intervenção armada só acontece em último caso. No Iraque, por exemplo, conta que Saddam Hussein foi refractário à abordagem económica e era impossível a sua deposição ou assassinato, pois ele tinha muitos sósias. Naquele caso a intervenção armada – falemos claramente, a invasão – foi indicada e praticada. O motivo alegado, a existência no Iraque de armas de destruição em massa é factor de somenos importância.


O assassinato de Omar Torrijos também não deixa de ser esclarecido neste livro. Torrijos estava prestes a assinar um Tratado de Construção do Canal com o então presidente Jimmy Carter. Foi uma decisão polímica no país e Torrijo negociou ainda com os japoneses, que se propuseram a construir um canal ao nível do mar em condições mais propícias ao Panamá do que as oferecidas pelos EUA, irritando enormemente os representantes da companhia construtora estadunidense Bechtel. Com a derrota de Carter frente a George Bush (o pai do actual) alguns dirigentes da Bechtel foram guindados a postos políticos de comando no aparelho estatal dos EUA e passaram a pressionar Torrijos a fazer o Canal com os estadunidenses e não com os japoneses. Torrijos manteve-se firme e esta foi a sua sentença de morte. Segundo Perkins era previsível e ele, que alega ter-se tornado amigo pessoal de Torrijos, sentia muito por perceber que a falha dos mercenários económicos determinava o início da actuação dos chacais. O método empregado foi a explosão de um gravador dentro do avião que transportava o presidente panamenho. Segundo ainda o Autor, decisões assim são tomadas e levadas a cabo pela CIA.

Perkins confessa ao longo do livro que se deixava seduzir pelo enorme montante de dinheiro que auferia nessa actividade profissional como mercenário económico. Confessa-se que sentia-se embriagado pelo poder, pelo sexo e drogas que conseguia com as enormes quantias que recebia. Sentia-se envaidecido em participar no esquema de poder da nação mais poderosa do planeta. Hoje declara-se preocupado com o facto da política económica do FMI e do Banco Mundial levar 24.000 pessoas a morrer de fome diariamente no mundo e mostra-se desejoso em actuar no sentido de ajudar (“ajudar de verdade”) as nações do mundo a encontrar melhores caminhos à sua realização. Pensa que o cidadão norte-americamo médio precisa ser informado desta questão, que ignora por completo. E ao escrever este livro, fá-lo com o desejo de que o conhecimento dos factos relatados conduza a modificações sérias na política interna de seu país.

Empenhado a mudar o curso de sua vida e motivado pelos acontecimentos da história recente como o 11 de Setembro, o autor decide revelar os bastidores do imperialismo norte-americano, não sem grandes hesitações. Em entrevista ao programa “Democracy Now”, declarou acerca do seu livro: “Por várias fui convencido a deixar de escrever este livro. Recomecei-o mais de quatro vezes durante vinte anos. Em todas as ocasiões, a minha decisão de voltar a começar foi influenciada pelos acontecimentos mundiais da época; a invasão do Panamá em 1980, a primeira guerra do Golfo, a Somália e a revolta de Osama Bin Laden. No entanto, as ameaças ou os subornos acabaram sempre por me convencer a parar”

"Por várias vezes fui convencido a deixar de escrever este livro. Recomecei-o mais de quatro vezes durante vinte anos. Na época, as ameaças e os subornos sempre me convenciam a parar", disse.

John Perkins trabalhou como economista-chefe da empresa C has. T. Main em Boston, Massachusetts, no período de 1971 a 1981. É considerado um especialista internacional no que se convencionou chamar de “macroeconomia” e éapresentado como “ex-membro respeitado da comunidade de negócios na banca internacional”.

Consultar os artigos da Wikipedia: 1 ; 2




Confessions of an Economic Hit Man
Parte 1





Parte 2




Parte 3




Recensão do livro publicada no jornal britânico The Guardian (em 28 de Janeiro de 2006)

A hit man repents

John Perkins didn't wield a gun - he wasn't even a paid-up CIA agent - but he did have nefarious ways of making countries around the world bend to the will of the US. Until, he tells Gary Younge, his conscience got the better of him and he looked for other ways to change the world

On November 24 2002, Lucio Gutierrez swept to power in Ecuador's presidential election. It was a momentous victory for the populist, leftwing leader who had pledged support for the poor indigenous Indians in a country where 60% live in poverty.
The way John Perkins tells it, within a week Gutierrez had a visitor. "An economic hit man walked into his office and said, 'Congratulations, Mr President, I just want you to know that over here I've got a couple of hundred million dollars for you and your family if you cooperate with your Uncle Sam and our oil companies. And over here I have a man with a gun in his hand and a bullet with your name on it.'"
Within two months of his election, Gutierrez had apparently made his choice. Implementing a swingeing austerity programme that attacked the very livelihoods of the people who elected him, he raised fuel prices by more than 35% and froze public sector workers' salaries for a year.
"It's a particularly tough position to be in," admits Perkins. "If you're really conscientious, you're probably going to compromise. You're going to say, 'I've got to stay in office. I can do better than anyone else, but somehow I've got to appease these people.' And the whole time that economic hit man is in your office he's saying, 'Remember Noriega, remember Allende, remember Lumumba. Remember, remember, remember.' There's a long list of guys who did not go along and were either overthrown or assassinated ... They may say it more subtly, but the message is very clear."
Two years later, a huge popular uprising forced Gutierrez from office. Now an interim government awaits elections for a new leader. Within a few days of that election, says Perkins, another "economic hit man" will return with another ultimatum.
With his tales of hit men, assassinations and coups, Perkins, now 60, sounds as if he has just slipped off a grassy knoll and landed on the deck of his waterfront home in West Palm Beach, Florida. But for him this is no conspiracy theory. The hit men he refers to are not metaphorical. "I mean literally and physically they will walk into your office," he tells me. And he should know - for a decade, Perkins was one of them.
In 1972 Perkins went to see the then dictator of Panama, General Omar Torrijos. Torrijos was a nationalist who was eager to wrest control of the Panama Canal from the US. Perkins went in to read him the riot act and came out with what sounded like an agreement. Some years later, Torrijos started talking to the Japanese about building a larger, sea-level canal for Panama that would have undermined American influence and corporate interests in the area. One night in 1981 Torrijos died when his Twin Otter aircraft crashed under mysterious circumstances. Perkins is convinced he was killed by US interests who placed a bomb on the plane. Had he lived, Perkins writes in his book, Confessions Of An Economic Hit Man, "He would have served as a role model for a generation of leaders in the Americas, Africa and Asia - something the CIA, the NSA [National Security Agency] and the EHMs [economic hit men] could not allow."
Economic hit men resort to such heavy-handed tactics, says Perkins, only when all other means of leverage have failed. The rest of the time they would employ a mixture of bribery, sex, flattery, prostitution, distortion, extortion, abduction and invasion to get their own way. "Sex was a very common tool used by economic hit men," Perkins says. "It was not uncommon for us to seduce wives of oil company executives because that was a way of gaining information and learning things about their husbands."
If the threats of the economic hit men don't persuade, the "jackals" will come in to make good on them. The jackals, says Perkins, are the CIA-sanctioned heavy mob who foment coups and revolutions, murder, abduction and assassination. And when the jackals fail, as was the case in Iraq, then the military goes in.
Economic hit men, Perkins says, work entirely separately but completely in concert with the state. Perkins never once reported to a US government agency - but he is in little doubt that the US government always knew and approved of what he was doing. His task, he says, was to ensure that US business interests came out on top, regardless of who won an election, and that the American wealthy were further enriched, regardless of who was impoverished as a result.
In his role as an analyst for the international consulting firm Main, Perkins worked for what he calls the "corporatocracy" - global big business. His first task was to persuade foreign governments to take large loans for huge engineering and construction projects conducted by US companies such as Halliburton and Bechtel. To achieve this, Perkins produced reports that would vastly exaggerate the benefit such projects would bring to the nation's economic development, thereby making it vulnerable.
Then, he writes, "I would work to bankrupt the countries that received those loans so that they would be for ever beholden to their creditors, and so they would present easy targets when we needed favours, including military bases, UN votes, or access to oil and other natural resources."
For all of this, Perkins earned a substantial wage and through his 20s and 30s lived large on a lavish expense account. Based in Boston, his work took him to, among other places, Indonesia, Saudi Arabia, Ecuador, Iran, Colombia.
But misgivings that he harboured from the outset grew with his salary. At 36, Perkins was about to be made the youngest partner in Main's history - a promotion that would have made him a millionaire by the age of 40. Fearing the seductive lure of his new position, he decided he had to leave.
He says it was like having an angel and a devil sitting on each shoulder and calling him in different directions. "I had both these guys shouting at me and I could turn either way I wanted. I couldn't turn away from the good conscience. It kept whispering in my ear. But I could live according to the bad conscience because everybody around me was."
The devil kept waving his wallet, but gradually Perkins retreated. He quit Main in 1980, although for several years after he could not resist continuing to accept freelance consulting jobs.
His recruitment into the world of economic hit men sounds like a scene from a James Bond movie. The story began with him as a young man looking for information about Kuwait in a Boston library shortly after he had started working for Main. An attractive, older woman named Claudine, whom he had never seen before, sat opposite him and slid over a book with the precise information he was looking for and her business card. "I've been asked to help in your training," she said.
Perkins, who was married at the time, started an affair with Claudine, who simultaneously inveigled him into the world of economic hit men. "At the time I thought she really cared so deeply for me," says Perkins. "But, of course, now I see it was part of her job."
A few years earlier, he had sought deferment of going to fight in Vietnam by applying for a job at the National Security Agency. After several interviews and a day of psychological profiling, he was offered a job to train as a spy. He never took the job in the end, joining the peace corps instead, but he is convinced that the results of his NSA tests identified him as having the ideal insecurities to be inducted as an economic hit man. Raised by Calvinist parents in an environment as emotionally cold as a New England winter, his vulnerability was not difficult to find. Claudine was there to finish off the job. "She was amazingly effective at what she did and she learned from my NSA tests that I had the three big weaknesses of modern culture - that is, the weakness for money, power and sex - and she exploited all of them. In many respects, she appealed to all my fantasies. And she started by giving me the sexual fantasy."
Her induction speech was melodramatic and definitive. "You're not alone," she told him. "We're a rare breed in a dirty business. No one can know about your involvement - not even your wife. I'll be very frank with you, teach you all I can during the next weeks, then you'll have to choose. Your decision is final. Once you're in, you're in for life."
Claudine disappeared almost as mysteriously as she appeared, leaving Perkins to make his wildly extravagant forecasts designed to corrupt and bankrupt developing nations. He never needed Big Brother or Sister, or any more instructions, after that. He knew the template he had to work to and, so long as he fulfilled the task, everyone was happy and he was handsomely rewarded.
"I wasn't making bucketloads of money," he says. "For many of those years I was making a decent salary, but it certainly wasn't what lawyers were making. But I had phenomenal expense accounts. I was living like a king. I was travelling first class, best hotels, best food, women always there. I could throw money around, but my salary wasn't that great."
He was fully aware of the consequences of his actions. "I knew that building electric power plants probably would increase the gross national product in a country, even if not by as much as I was predicting, but I also knew that it wouldn't help the majority of poor people in these countries because they didn't even have a light bulb. It doesn't matter what the hell GNP does in these countries, because it's not going to help the poor people. So I knew the promise wasn't true."
But Perkins carried on anyway. His conscience piqued him, but with all the positive reinforcement around him, it couldn't quite stop him in his tracks. "There is a great line in the new Harry Potter movie where he says we can do the right thing or the easy thing. And I could do the easy thing for me because it was lucrative and enjoyable... I was being invited to speak at Harvard and other universities around the world on these subjects. I was being patted on the back by Robert McNamara, the president of the World Bank. I could convince myself that I was doing a good thing."
But morality would eventually trump venality. Damascene moments are rare in real life. David Brock, the former rightwing muckracker who made a career trashing the Clintons and Anita Hill, and later repented, wrote: "As a young zealot, I disciplined myself to ignore the soft tug of my own conscience and see only what I was supposed to see." And so it was with Perkins. But it was less of a blinding flash of light than an evolutionary process that would eventually turn him inside out - among other things, it sounds as though he just got bored and started growing up.
"I was burned out and I really wanted to start a new life," he says. "There had been a lot of women, but that had also cost me a marriage. I had found a new woman [his current wife] and I was very fond of her. And I was no longer going to live this life of travelling and big expense accounts. I was spending all this time in the office, deciding who gets raises and who sits in the window seat. I had become a top-level manager."
None the less, leaving was an "awful wrench" which left him in a daze. "I spent the next couple of weeks going down to the Quincy market in Boston and I would sit there on one of the benches reading Shakespeare. I was lost and didn't know what to do with myself."
He was rescued from his disorientation by a call from Main. A client had said they would sign up for some work only if he were leading the team. "I jumped and then, as I'm falling through midair thinking, 'Holy shit, what have I done?' a trampoline appears at the bottom and it's my own company again. That got me back into it again. Not exactly back in the game again. Not doing true EHM stuff. Not building empire. But back on the circuit working for corporate America."
It was during this period that Perkins founded an alternative energy company, Independent Power Systems. He remarried and moved to West Palm Beach, on Florida's hurricane-prone coastline, where he will interrupt his descriptions of coups and assassinations to catch the cry of an osprey. The energy project lasted 10 years, until 1990, when he sold his company and turned his attention to working with indigenous Indians throughout the Americas and on protecting the environment. He wrote five books, about indigenous cultures, shamanism, ecology and sustainability. The front page of his website reads, "John Perkins: Dedicated to changing the world."
By then he had become active, if not an activist, in antiglobalisation campaigns. He believes the protests that target the World Trade Organisation meetings and other showcase events of international capital, such as the demonstrations in Seattle in 1999, have a big impact. The guardians of global capital are powerful, he says, but they are also mortal and emotionally vulnerable.
"Corporate executives are fear-driven," he says. "They are afraid of many things. One of them is competition. One of them is not making enough money. One of them is not making as much money as somebody else. They're fearful. They're fearful of their board of directors, they're fearful of the next quarterly report, the bottom line, the price of stock. They live in constant fear of what tomorrow is going to bring. That includes being fearful of anything that is critical of their corporations or their way of life. So I think that demonstrations have a very powerful effect. The corporate executives are going to stand there and tell you that isn't true. But once again they are operating from a place of fear. Many of the corporate heads today grew up during the 1960s and the anti-Vietnam demonstrations, and they saw the power of that."
With the help of just one thinly veiled threat to keep his mouth shut, Perkins kept his vow of silence regarding the work of economic hit men until September 11 changed his mind.
"Back then, we never conceived of the US being attacked by someone who was living in a cave in Afghanistan," he says. "It was a lot more subtle a world in my time. We never worried about Che attacking us. We did worry about Cuba for a while, but that was the only thing we worried about. Now the stakes have changed radically... Bush is a great catalyst. I think he's pushing us to the edge."
It was then that Perkins wrote his memoir. The book was lionised by the alternative media on publication in the US and took off, despite being ignored by the mainstream media. "The New York Times and the other papers never mentioned the book except on their bestseller list," he says. Today, as he embarks on a book tour, he fears "a crazy man" could shoot him. "It's always a crazy man," he says. "John Kennedy was killed by a crazy man, Robert Kennedy was killed by a crazy man, Martin Luther King was killed by a crazy man. It's the crazy man who walks up to you after you've done a reading at a book store and sticks a gun in your gut and shoots you, and then he gets taken off some place and probably killed by somebody else or put in a straitjacket, and nobody really knows what really happened."
During the height of McCarthyism, President Eisenhower said that even when former communists confessed and turned on their former comrades, he could never quite trust them. They are "such liars and cheats", he told his attorney general, "that even when they apparently recant and later testify against someone else for his communist convictions, my first reaction is to believe that the accused person must be a patriot."
Perkins certainly has the zeal of a convert. "America has to change," he says. "The people of South America have sent a very strong message to America and to the world. Latin Americans have sent us a message. Middle Easterners have sent us a message. The voters of the US have to take the next step. It's up to us now. We must take this seriously. We're a nation of people that represents 5% of the world's population and consumes 25% of the world's resources. Simple mathematics will tell you that you can't sell that model to China or Africa or India. But we don't want to hear that. Because if you're one of the 5%, then you're leading a damned good life. Even the poorest among us are leading a much better life than the much less poor in the rest of the world."
At times it seems as though Perkins is using the knowledge he acquired as an economic hit man to assuage the wrongs he committed in the past. "We outlawed slavery back in the 1860s in the US, but we've taken it abroad. If you were to tell an executive at Monsanto or Nike or Wal-Mart that we use slave labour, they would say, 'No, we're paying them $2 a day. That's better than anyone else around them.' But the truth is we always paid slaves. Slaves on the plantations got free room and board. That's more than what most of these people in these other countries are getting; $2 a day probably doesn't buy their families room and board."
At other times it sounds as if Perkins is overcompensating. "Terrorism is a very poor choice of words," he says referring to the terror attacks of September 11. "I am in no way condoning the actions of a man like Osama bin Laden, who killed thousands of mostly innocent people. But, on the other hand, a lot of the people around the world who, in one way or another, support what we call terrorist movements, are basically very nationalistic people. They are fighting for their families, they're fighting for survival, they're fighting for their lives."
Mostly innocent?
"I have no doubt that there were people in the World Trade Centre who weren't innocent and who were part of this whole [economic] process," he says. "But they were probably a very small proportion of the people who were there. Most of the people killed there were innocent."
His analysis of how the "corporatocracy" works hand in glove with the American government to keep profits high and developing nations in check is entirely plausible. Much of it, particularly in Central and South America, is more or less a matter of public record. It's the details - crazy men, a seductress with a dossier on him - that are hard to swallow.
It wouldn't be the first time a powerful country such as the US has gone to extraordinary lengths to preserve its power. Tales of German and Italian nationals (to name but a few) being picked up on the street by the CIA and whisked to third countries where they are tortured, interrogated and then released months later without charge, beggar belief. But they are true. On the other hand, this wouldn't be the first time a good argument and compelling story has been embellished for effect. There is simply no way of knowing.
Softly spoken and articulate, Perkins does not talk like a braggart. You don't get the impression that he's looking for the dramatic and self-serving response to a question.
"The overall scheme is not a conspiracy," he says. "The corporatocracy is ourselves - we make it happen - which, of course, is why most of us find it difficult to stand up and oppose it. Conspiracy means doing something illegal by definition. The overall scheme is not. But within the overall schemes there are plenty of conspiracies going on."
Unlike most men of his age and generation, corporate, anticorporate or otherwise, Perkins listens and engages. In short, he is very believable; it's his story that is challenging. One wonders, for example, why a newly elected leader would need an economic hit man to come into his office and read him the riot act when capitalism delivers a pretty clear warning all by itself. When it was obvious that the leftwing Workers Party leader Luiz Inacio Lula da Silva would be elected president of Brazil in 2002, the invisible hand of the market picked him up by the scruff of the neck and slapped most of the socialism out of him. In the three months between his winning the vote and being sworn in, the currency had plummeted by 30%, $6bn in hot money had left the country and some agencies had given Brazil the highest debt risk ratings in the world.
"We are in government but not in power," said Lula's close aide, Dominican friar Frei Betto. "Power today is global power, the power of the big companies, the power of financial capital."
In short, there was nothing an economic hit man could tell Lula that the Financial Times hadn't said already. Lula had choices, argues Perkins, pointing to Hugo Chávez in Venezuela as an example of a South American leader from a smaller economy who weathered the storm. "Lula had a lot more control than he admits to having," he says. "The same thing happened to Lula that happened to Gutierrez - he was read the riot act. Today, they are a lot more crude."
And then there is the small question of why, given Claudine's warnings, he is alive to tell the tale?
"The word's out there," he says. "The book's sold 200,000 copies and is translated into 20 languages. What's getting rid of me going to do?"

Festival na aldeia do Trebilhadouro regressa em 2007

Nota prévia: consultar ainda o nosso post de Julho de 2005

«Após o interregno de um ano, o Festival Internacional de Artes e Culturas do Trebilhadouro, aldeia abandonada e despovoada situada na Freguesia de Roge, concelho de Vale de Cambra (no distrito de Aveiro), regressa este ano e realiza-se entre os dias 27 e 30 de Julho.

O programa ainda não foi anunciado, mas uma das mais interessantes bandas nacionais sem disco gravado, Quarto Minguante de Coimbra, marcam presença no primeiro dia. Vale a pena passar pelo My space da banda e ouvir não só a hábil versão de “Duerme Negrito” que MERCEDES SOSA imortalizou, como também outros temas . »
(excerto retirado do excelente e sempre bem informado Crónicas da Terra)

O Trebilhadouro 2007 investe pela primeira vez na participação musical estrangeira. Daí a inclusão do "internacional" no nome da iniciativa organizada pela Rasgo - Cooperativa de Teatro. Até agora estão confirmadas presenças de grupos de Moçambique, França e Itália. De Portugal, Lumen e Quarto Minguante estão já no programa. O Teatro do Elefante e o Teatro Arado fazem também parte do cartaz, que integra ainda exposições de pintura, escultura e fotografia, além de workshops de construção de marionetas, instrumentos musicais e aproveitamento de material reciclável.

A sexta edição volta a centrar-se na mostra tradicional na área do teatro, música, dança e circo. "O festival parte para um patamar maior, com as presenças internacionais, mas mantém-se o acampamento gratuito, a gastronomia vegetariana e não-vegetariana, o Curral do Livro, o fabrico do pão ao vivo", revela Pedro Brandão, da Rasgo.

A organização está ainda a tentar estabelecer uma parceria com a Pé de Xumbo, que organiza o Andanças - Festival Internacional de Danças Populares, em São Pedro do Sul.

http://trebilhadouro.com.sapo.pt/

ENCONTROS ANTICIVILIZAÇÃO 2007 - dias 8, 9, 10 e 11 de Setembro perto de Barcelona

Encontrámos um bom lugar para celebrar os encontros. É um espaço próximo de Barcelona, a menos de 30 Kms, com transporte público directo e bastante espaço para montar tendas e poder fazer os debates e as diversas actividades.

Também temos confirmada a presença de um membro do colectivo Willful Disobedience, para animar o debate sobre “uma visão não primitivista da anticivilização”. As actividades prácticas também se vão confirmando, sobretudo à volta de habilidades (preparação de pão, reconhecimento de plantas úteis, alguns temas físicos, fazer fogo sem fósforos...), mas também de informação (um dos temas é a nanotecnologia).
Estamos abertos a propostas de temas para debate e actividades de todo o tipo.

O sítio em concreto, torná-lo-emos público a meados de Agosto, mas podem ir preparando a viagem a Barcelona...

Há um colectivo que se encarregará de preparar comida vegetariana, o preço andará à volta dos 6 euros por día (2 pequeno almoço, 2 almoço e 2 jantar). Para quem não deseje usar esta opção, habilitar-se-á um local onde se possa cozinhar a própria comida.

É necessário trazer saco-cama, tenda, prato, talheres e copo....

Preparámos um blogue com toda a informação sobre os encontros em diversos idiomas, a direcção é:
http://anticiv.blogspot.com/

Ciclo de Cinema Lésbico(14,15 e 16 de Junho) no Porto


Ciclo de Cinema Lésbico no bar-livraria «Maria vai com as outras» (Rua do Almada, 443 Porto ) http://maria-vai-com-as-outras.blogspot.com/


A organização é da
GRIP - Grupo de Reflexão e Intervenção do PortoApartado 4007, EC Municipio, 4000-101 Portogrip.ilga@gmail.com

Campo Holístico do Solstício (22, 23 e 24 de Junho)


CAMPO HOLÍSTICO DO SOLSTICIO


CARVALHAL DE VALINHAS - MONTE CÓRDOVA -SANTO TIRSO
22, 23 e 24 de JUNHO.2007

A Associação de Ecologia Social Terra Viva! vai realizar um Campo
Holistico do Solsticio nos dias 22, 23 e 24 de Junho de 2007.

O Campo Holistico do Solsticio é composto por um programa geral (sem custos no acto da inscrição), e por um conjunto de workshops (com custos no acto da inscrição), funcionando alguns simultâneamente, c/ duração de 2h 30 min.cada, centradas sobre várias matérias e temas relacionadas com uma melhor relação, harmonia entre as pessoas e a Natureza, monitorisadas por animadores/monitores habilitados.



FUNCIONAMENTO E INSCRIÇÕES NOS WORKSHOPS

1-Cada Workshop funcionará com um número mínimo de 5 e máximo de 10 pessoas;
2- A duração de cada Workshop ocupará um máximo de 2 horas a 2 h 30 min.;
3- A inscrição em qualquer Workshop deverá ser feita préviamente e até 19 de Junho , de forma a saber quantas pessoas neles participam e prepararar a sua organização (materiais, etc.)
4- Os dias e horas dos Workshops (mas não das outras actividades conjuntas) serão marcados segundo três critérios:a) número maior de inscrições prévias; b) hora do dia mais propícia à sua realização; c) outras actividades conjuntas já programadas a cuja preparação esse/s workshop/s esteja/m ligada/s;
5-A taxa de participação obrigatória para cada workshop é de 2,5 E. por pessoa, contra recibo e Diploma de Participação pessoal no Workshop, passado pela associação - essa verba destina-se tanto a fundos de apoio associativo e a custear materiais, como -se fôr o caso- a onerar o serviço de particulares (c/ a contribuição de 10% para a associação);
6-Cada workshop funcionará nas manhãs e tardes de sábado 23 e domingo 24 de Junho em simultâneo com outros, à razão de 3 em simultâneo;
7-A planificação final dos horários e dias de cada Workshop será feita de forma a favorecer a participação de quem queira participar em mais do que num -e dessa planificação final será enviada informção aos inscitos (POR ISSO PRECISAMOS DAS VOSSAS INSCRIÇÕES NOS WORKSHOPS ATÉ MAIS QUE TARDAR 19 DE JUNHO!!!);
8-NOTAR BEM que a INSCRIÇÂO nos workshops só é validada com o pagamento da/s respectiva/s taxa/s de inscrição na nossa sede, nos horários indicados.
9- O programa de cada Workshop -o que se vai fazer em concrecto, como, que conhecimentos se vão passar às pessoas inscritas - será nos próximos dias apresentado e enviado por Email.




ALOJAMENTO:

Aos participantes que queiram pernoitar e ficar no campo durante os 3 dias de realização do CAMPO HOLÍSTICO DO SOLSTICIO podem faze-lo de forma gratuita (desde informem aquando da inscrição). Para isso tem que trazer tendas, algumas mudas de roupa artigos de Higiene pessoal, alimentação para os dias em que vão ficar no campo, talheres, copo e
prato.

Iniciativa:
TERRA VIVA!/Terra Vivente - Associação de Ecologia Social

Apoios:
IPJ /programa PAAJ Junta de Freguesia de Monte Córdova

Mais informação:


A livraria Pulga fechou, mas as Edições Mortas mantêm-se e preparam novidades

A livraria Pulga encerrou. Contudo, as Edições Mortas preparam já novidades para os próximos tempos. Aproveitamos para transcrever dois dos últimos posts do blogue daquela pequena editora independente:

Consultar:
http://edicoes-mortas.blogspot.com/

http://www.edicoes-mortas.com/


Post de 6 Junho, 2007


«Prontos. Pulga saiu do corredor da morte de cabeça erguida, via injecção letal. Voltou ao útero materno Casa-Museu A Dasilva O. Onde calmamente irá renascer das cinzas, começando por abrir os caixões e devolver, o mais depressa possível, os livros aos editores que connosco –cumpliciaram- e que continuarão já que o quintal desprezado da Casa-Museu A Dasilva O realizará talvez final do próximo mês com uma feira Pulga e onde será lançado o Sangue dos Poetas, o vinho é fabuloso, o poema é no mínimo medíocre (mais pormenores com o andar da carruagem, esteja atento aos próximos capítulos, risos) Pulga será também uma querida livraria digital no sitio das www.edicoes-mortas.com e uma revista digital e tudo…Pulga Mar-ginal feira é uma hipótese, lá para a Foz do Porto lá para finais, também do final do próximo mês

O homem-pulga voltará ao seu nomadismo pela urbe, sem lugar fixo, mas facilmente reconhecível já que transportará o seu abjecto caixão
No próximo dia 8 pelas 21,30 estará na Póvoa do Varzim no Diana Bar transformado metaforicamente no livro Saloon de A. Pedro Ribeiro

E o que mais se verá

Sempre no Outro lado da Literatura



Aproveitamos também para reproduzir do mesmo blogue o post do passado dia 27 Abril de 2007:


«O 25 de Abril foi ontem violentamente espancado, arrastado e preso na comemoração dos seus trinta e três anos pelo terrorismo doméstico dum estado bipolar e intelectualmente desonesto atirando os seus cães à Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

33 anos depois a Pide, cheia de lantejolas pós-modernas, oxigenada e mascarada de força da ordem ressuscitou das cinzas

Bem pode, tal stripper, dançar à volta do senil discurso da ordem

que a Liberdade, Igualdade e Fraternidade tais heroínas de Sade jamais deixarão de enriquecer a Democracia»

Breve história das greves gerais em Portugal: de 1911 a 2002

Porque consideramos de grande interesse decidmos repescar este texto do historiador Álvaro Arranja retirado daqui

O conhecimento do passado sempre foi fundamental para a compreensão do presente. (...) é útil fazer uma breve digressão histórica sobre este tipo de luta em diferentes momentos da história contemporânea portuguesa.

1911

Começaram em Setúbal os acontecimentos que originaram a primeira greve geral em Portugal. Quando, em 13 de Março de 1911, a recém-criada Guarda Republicana mata duas operárias na Avenida Luísa Todi, na sequência de uma greve dos conserveiros, esse acontecimento tem grande repercussão nacional. De acordo com o jornal O Trabalhador de 2.7.1911, «as mulheres das fábricas de conservas ganhavam 40 réis por cada hora de dia e 50 réis por cada hora de noite e exigiam 50 réis por hora indistintamente». Pela primeira vez o regime republicano mandava reprimir da forma mais dura os operários que tanto tinham contribuído para a revolução de 5 de Outubro de 1910. Os “fuzilamentos de Setúbal”, como ficaram conhecidos na época, marcaram a ruptura entre o movimento operário (predominantemente anarco-sindicalista) e a República.

Como reacção a estes acontecimentos, a comissão executiva do Congresso Sindicalista convoca uma reunião das associações operárias que proclamaram, para o dia 20 de Março de 1911, uma paralisação do trabalho por 24 horas, em solidariedade com os operários de Setúbal.

Pela primeira vez se fala em greve geral em Portugal. Em Lisboa, registam-se incidentes, no Terreiro do Paço, entre grevistas e forças de cavalaria. Segundo o jornal O Mundo, de 21 de Março, «para os lados do Beato, Poço do Bispo e Xabregas, trabalham uns vinte mil operários; pois trabalhavam apenas ontem dois mil». Na capital «paralisaram cerca de 65000 operários». A greve afecta sobretudo Lisboa, a margem sul do Tejo e o Alentejo.

1912

Os anos imediatamente após o 5 de Outubro são de intensos conflitos sociais. Em Janeiro de 1912, os trabalhadores rurais da zona de Évora iniciam uma greve originada no desrespeito de um acordo salarial por parte dos proprietários. O Governador Civil resolve encerrar a Associação dos Trabalhadores Rurais e prender os sindicalistas mais activos. Esta atitude provoca uma paralisação de todas as classes dos trabalhadores eborenses. O poder responde com o encerramento de todas as associações operárias e cargas da Guarda Republicana contra as manifestações sindicalistas, levando à morte de um trabalhador.

Face a esta situação, é proclamada, em Lisboa, a greve geral de solidariedade com os trabalhadores de Évora, a 29 de Janeiro. A greve tem muita adesão em Lisboa, com vários incidentes na baixa e na margem sul do Tejo. Na Moita, o Administrador do Concelho foi morto pela multidão em revolta.

Na noite de 30 de Janeiro, em Lisboa, quando uma grande multidão se reunia na Casa Sindical (vizinha do jornal O Século), as autoridades organizam uma verdadeira operação militar contra os sindicalistas. O edifício foi evacuado, sob a ameaça de ser destruído pela artilharia e 700 pessoas seguiram entre baionetas, muitos cantando A Internacional, para o Arsenal de Marinha e dali para bordo de alguns navios de guerra no Tejo.

1917-1918

A I Guerra Mundial agravou a situação social do país. Em 1917, duas greves gerais de solidariedade são proclamadas pela União Operária Nacional (confederação criada em 1914). Em Junho, aquando de um movimento grevista da construção civil, a polícia invadiu a sede da UON, na Calçada do Combro, prendendo todos os que ali se encontravam e disparando sobre quem estava nas imediações. No dia 16, é proclamada a greve geral que ao fim de 48 horas conseguiu obrigar o poder a libertar os grevistas presos.

Em Setembro, aquando de uma greve dos correios e telégrafos, o governo mobilizou e militarizou todo o pessoal e prendeu um milhar de grevistas. A UON proclamou a greve então a greve geral de solidariedade. Lisboa é ocupada militarmente e ocorrem vários confrontos. A greve tem também adesão em Almada, Setúbal, Barreiro e Seixal.

Em 1918, durante a ditadura de Sidónio Pais, face ao agravamento insuportável do custo de vida, a UON decide juntar as reivindicações sectoriais num único movimento, preparado com antecedência. A greve geral foi marcada para 18 de Novembro e preparada com antecedência em comícios e sessões, na sua maioria proibidos pelas autoridades, que chegaram a fuzilar trabalhadores rurais em Montemor-o-Novo e Alpiarça. Dois acontecimentos prejudicaram a adesão para a data escolhida: a pneumónica (terrível epidemia que dizimou milhares de vítimas) e o armistício de 11 de Novembro (o fim da guerra trouxe infundadas esperanças). O movimento registou a maior adesão entre os rurais do Alentejo e os ferroviários de Sul e Sueste. Em Évora a greve durou 8 dias. Em Odemira e no Vale de Santiago a repressão foi especialmente dura, com deportações de rurais para a África. Foram fuzilados trabalhadores na Moita e em Portimão.

1934

Em 18 de Janeiro de 1934, uma greve geral revolucionária ergue-se contra a ditadura instaurada pela oligarquia económica que a partir de 1926 tenta aniquilar o movimento sindical tão dinâmico durante a I República. Com o direito à greve proibido e a polícia política em acção, corajosos militantes vão contestar a fascização dos sindicatos decidida pelo regime de Salazar. Orientam clandestinamente o movimento, a CGT (Confederação Geral do Trabalho, anarco-sindicalista) e a Comissão Inter-Sindical (ligada ao PCP).

O movimento tem maior expressão na Marinha Grande, onde a vila é tomada pelos grevistas que desarmam a GNR. Mas tem igualmente expressão nas zonas operárias de Lisboa, Barreiro e Setúbal, bem como em Silves e em Coimbra.

A repressão da ditadura é brutal com inúmeras prisões. 57 dos 150 presos que vão inaugurar o Campo de Concentração do Tarrafal, participaram no 18 de Janeiro e muitos lá morrem.

APÓS O 25 DE ABRIL

Depois da Revolução de 25 de Abril, apesar da explosão de conflitos sociais em 1974/75, foi necessário esperar por 1982 para se voltar a falar de greve geral.

Em 12 de Fevereiro de 1982, em protesto contra o primeiro Governo de direita após a Revolução de Abril, presidido por Francisco Pinto Balsemão, é convocada uma greve geral, pela CGTP-Intersindical e sem a adesão da UGT. Decorre sob a palavra de ordem “Uma só solução, AD fora do Governo”, exigindo a demissão do Governo da Aliança Democrática (coligação dos partidos de direita, PPD, CDS e PPM). Aderiram um milhão e meio de trabalhadores, segundo fontes sindicais.

Três meses depois, em 11 de Maio, é convocada nova greve geral pela CGTP-IN, em protesto contra a morte de dois operários, vítimas de uma acção policial, no dia 1º de Maio. Tudo se passou no Porto, quando a CGTP¬ IN pretendeu comemorar a data na Praça da Liberdade, foi proibida pelo Governo Civil que ordenou uma acção da Corpo de Intervenção da PSP. Os incidentes prolongaram-se por várias horas e deles resultaram dois mortos, causados pela acção policial. Face a esta atitude repressiva, a resposta do movimento sindical foi a convocação de uma greve geral de protesto.

A 28 de Março de 1988, durante o Governo de Cavaco Silva, foi convocada outra greve geral. Tratava¬ se de um protesto que primordialmente se dirigia contra o “Pacote Laboral” que visava enfraquecer os direitos dos trabalhadores, facilitar os despedimentos e o trabalho precário. Esta greve geral teve a particularidade de reunir a CGTP e a UGT na luta contra o “cavaquismo”.

Em 10 de Dezembro de 2002, nos anos da coligação PSD/CDS-PP, encabeçada por Durão Barroso, foi convocada nova greve geral. Visando agora protestar contra o aumento do desemprego, a instabilidade dos vínculos laborais e a destruição dos serviços públicos, a greve foi convocada pela CGTP e não contou com a adesão da UGT.



Nossa Adenda

A CGTP (Confederação Feral dos Trabalhadores Portugueses) convocou 5 greves gerais desde o 25 de Abril de 1974.

A primeira greve geral após o 25 de Abril teve lugar a 12 de Fevereiro de 1982. Foi uma greve de carácter político, bem patente no seu primeiro objectivo: "Uma só solução, AD fora do Governo!" Francisco Pinto Balsemão era quem chefiava o terceiro governo da Aliança Democrática, baseada numa coligação PSD/CDS.
Nesse mesmo ano registaram-se no Porto confrontos de rua no 1º de Maio e dos quais resultara 4 sindicalistas mortos pela polícia. Como forma de protesto contra a repressão, e em defesa das liberdades, a CGTP convocou de imediato uma segunda greve geral, que se realizou a 11 de Maio.
A terceira greve, de 28 de Março de 1988, foi diferente de todas as outras, na medida em que foi a única apoiada pela UGT, uma invenção tardia dos aparelhos dos partidos (PS, PSD e CDS/PP) e financiado do estrangeiro pelas agências do costume. Foi desencadeada contra o pacote laboral e o projecto da Lei dos Despedimentos em vias de ser aprovada pelo governo de Cavaco Silva que possuía então uma maioria absoluta no Parlamento. Segundo se consta a paralisação terá sido apoiada pelo também então Presidente da República, Mário Soares, que pertencia a uma família polítca-partidária diferente da do primeiro-ministro.
A quarta greve foi em 10 de Dezembro de 2002. Governavam Durão Barroso e Paulo Portas. O seu objectivo era protestar contra o novo Código de Trabalho, da autoria de Bagão Félix.
Finalmente, a 5ª greve geral do pós-25 de Abril deu-se no passado 30 de Maio e serviu para protestar contra a política social do governo Sócrates, a flexisegurança que se pretende impor no mundo laboral e a crescente precarização das vidas dos trabalhadores.

9.6.07

4ª manifestação ciclonudista mundial (9 de Junho) e Festival de cinema sobre bicicletas (Nova Iorque)


Seguindo o apelo da Coordenadora dos colectivos ciclonudistas de Aragón dezenas de manifestações ciclonudistas foram realizada hoje ( 9 de Junho) um pouco por todo o mundo. A iniciativa visava denunciar a invasão do todo-poderoso automóvel no espaço público que se tornou por isso mesmo perigoso, agressivo e altamente poluído, ao mesmo tempo que se reivindicava um renovado espaço público, mais convivial, acolhedor e propiciador de encontros, aberto às pessoas e não às máquinas motorizadas.

Para além da bicicleta, que é um meio de transporte que responde a estas aspirações, sendo ainda um símbolo da transformação social mais igualitária e pacífica, pretende-se que os participantes se apresentem nus como forma de mostrar que somos seres vivos, e não máquinas nem robots, e que devemos manter uma relação estreita com o meio ambiente, que não deixa de ser também ele um organismo vivo.

Indecente é mesmo a gasolina e a poluição

No ano passado, durante a 3ª convocatória mundial, cinquenta cidades de todo o mundo participaram na iniciativa. Este ano a adesão ainda foi maior.


Nus frente ao tráfego automóvel!


Justiça nas ruas, isso é o que exigimos com uma forte e séria convicção, mas com simpatia. Os carros impõem-nos a sua lei: velocidade, prepotência, fumo e violência. Por isso ao locomovermos de bicicleta em cada dia pela cidade convertemos a nossa mobilidade num acto de desobediência quotidiana. Além disso, manifestando-nos de bicicleta (nus) convertemos a desobediência num protesto exemplar.
Desse modo denunciamos o faço das nossas ruas terem sido sequestradas pelos carros privados que colapsam as cidades, desgenerando-as em lugares hostis e perigosos. O carro mata e a sua impunidade deve ser motivo de escândalo e terror. Demasiados interesses das bélicas multinacionais do petróleo e do automóvel estão em jogo quando questionamos esses pontos.
Propomos um modelo de cidade onde as pessoas recuperem os seus espaços, onde se reduzam as necessidades de movimentação e se aposte pelo pedestre (em que todos somos) e pelos meios de transporte menos poluentes e mais eficientes.
Porquê a bicicleta? A bicicleta é um meio de transporte solvente, saudável, ecológico e divertido. É um ícone, um símbolo de liberdade e um instrumento prático de transformação social. Não paga tributos, não gasta petróleo, não colabora com o desenvolvimento destrutivo nem com a guerra global.
Por que nus? Porque sentimos nus diante do tráfego pela falta de respeito dos motoristas e desespero dos gobernantes. Com a nudez fazemos visível a fragilidade de nossas "carrocerías" (nosso próprio corpo).Além disso, mostramos o nosso corpo com naturalidade, rompendo o pudor, desmontando tabús a respeito a nosso fisico imposto pela moda e avareza da indústria transnacional textil.Em suma, enfrentamos o tráfego urbano com o corpo nu sobre a bicicleta como a melhor forma de defender nossa dignidade e viver a nossa luta como seres vivos.6 foi secundado por dezenas de cidades en todo planeta

Menos petróleo = mais vida


Consultar:
http://www.worldnakedbikeride.org/

http://www.ciclonudista.net/

http://www.bicicritica.es/

http://www.cyclonudiste.fr/

Liberta a tua mente e o teu corpo
Adere à irreverência e não peça licença por isso



Reportagem do dia de hoje em Londres:



Documentário sobre a origem e a história desta manifestação ciclonudista:
The WORLD NAKED BIKE RIDE Documentary
Parte 1 , parte 2, parte 3, parte 4





7° Festival de cinema sobre bicicletas em Nova Iorque

O Bicycle Film Festival celebra a bicicleta em diversas cidades do mundo. Todo tipo de bicicleta e todo tipo de ciclista, de critical mass, BMX, mountain bike, até pólo sobre bicicletas. O importante é pedalar e divertir-se.
Esta celebração da bicicleta acontece através das formas de expressão mais bonitas do Homem: música, artes plásticas, esporte, festas e, claro, muito filme. O lema é algo como “ o transporte sobre duas rodas é viável”.
Esta informação foi obtida em:
http://panoptico.wordpress.com/


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Bicicleta é cada vez mais um veículo popular para o quotidiano e o turismo na Alemanha
(Texto retirado da Deutsche Welle)

Dois de cada dez habitantes da cidade alemã de Bona utilizam a bicicleta como principal meio de transporte. Essa realidade não é exclusiva da cidade, pois a bicicleta é hoje a principal forma de locomoção de 9% dos alemães.

No país do Porsche, BMW e Mercedes, um outro meio de transporte partilha o espaço com os carros nas ruas alemãs: a bicicleta, que é um meio de transporte ecológico e económico. Em Bona, o representante da associação de ciclistas (ADFC), Johannes Frêche, estima que 20% dos habitantes da cidade utilizam a bicicleta como principal meio de transporte. Ou seja, dois de cada dez moradores da antiga capital alemã pedalam até o trabalho, vão à escola de bicicleta e se locomovem sobre duas rodas para fazer pequenas compras no supermercado.

Mas esse cenário não é exclusivo de Bona. A bicicleta corresponde a 9% dos veículos no trânsito no país e estima-se que em todo o território alemão circulem mais de 78 milhões de bicicletas – uma vez e meia a quantidade de carros do país.
Aliás , em toda a Alemanha, a a paisagem urbana está mudando com a cada vez maior frequência de consrução dos parques de estacionamentos para as bicicletas que já fazem parte do cenário do país

Mas não basta pegar a bicicleta e sair pedalando. O ciclista que não quiser ser multado tem que possuir certos acessórios básicos: buzina, farol dianteiro e traseiro sequiser andar à noite, além de reflectores nas rodas para prevenir os motoristas da presença do ciclista.

Além disso, quem estiver sobre duas rodas deve respeitar regras de trânsito semelhantes às impostas aos motoristas de carro. Como há poucas ciclovias nos moldes de outras cidades, como Colónia, geralmente as bicicletas dividem as ruas de Bona com os carros. Apenas as crianças podem pedalar nas calçadas. O que há em várias ruas é uma área preferencial ou exclusiva para o uso de bicicletas.


Mas a bicicleta não é usada apenas dentro das cidades. O gabinete de Turismo de Bona oferece mapas para turistas que optarem por conhecer a região pedalando. Numa das livrarias da cidade, pode-se encontrar cerca de 70 guias diferentes para viajar pelos quatro cantos do mundo sobre duas rodas. A bicicleta está inserida na realidade alemã como meio de transporte do dia-a-dia e meio alternativo de fazer turismo