15.10.05

Estamos no bom caminho quando o Pimenta Negra incomoda os agentes do poder


A desmontagem dos esquemas com que o poder se serve para se reproduzir é, e deve ser, um dos objectivos de quem luta pela emancipação social e cultural do ser humano das teias com quem o oprimem.
Esse caminho de desocultamento não é fácil nem tarefa de dias. Exige lucidez, perseverança e clarividência para a sua realização, uma vez que a força da inércia , da ignorância e ingenuidade não são infelizmente coisa rara por estas paragens, como ainda é frequente a intoxicação psicológica produzida pelas estruturas e agentes dos interesses instalados toldar a vista e a inteligência de quem se esforça para a dignificação dos explorados e oprimidos.
Claro está que tudo isto não é novidade. Os estratagemas com que o poder se socorre são já antigos ( fala-se até da «segunda mais velha profissão do mundo»…), mas já o que é surpreendente é a inexperiência e ingenuidade de que dão mostram alguns espíritos, e que preferem continuar a assobiar para o lado.
Tudo isto vem a propósito da autêntica barragem de atoardas que o responsável deste website tem sido objecto desde que colocou o post sobre o novo director do SIS ( ver infra), dando mesmo a ideia que terá tocado numa «vaca sagrada» para certos círculos, mais que minados por uma rede de influências bem direccionada. O vespeiro que veio ao de cima só reforça a ideia que estamos no bom caminho na luta pela transparência e tratamento analítico dos mecanismos do poder sacralizado, qualquer que ele seja. De resto, não são mais que dois, os elementos a quem deve ser assacada mais que previsivelmente a autoria desta campanha de ataques pessoais, devidamente acolitados pelo coro de ingénuos de sempre.
Os famigerados pára-quedistas apareceram pouco tempo depois das manifestações no Porto realizadas a propósito da cimeira da OCSE há uns três atrás. O seu repentino aparecimento, ainda para mais num contexto cibernético, a oferecerem os seus préstimos técnicos despertaram desde logo a maior curiosidade, que veio a aumentar à medida que se interessavam por aspectos que só uma consciencialização teórica ou então uma prática radical poderiam suscitar interesse. O que não era obviamente o caso. De seguida, adoptaram o procedimento típico em situações similares que é o da colagem ao líder informal e a respectiva veneração. A falta crónica de jeito, a inconsistência e a leviandade que deram mostras revelaram à saciedade que não passavam de seres alienígenas num planeta que lhes era completamente estrangeiro. A sucessão de erros e incoerências fez o resto.
Assombrações como estes não são anormais, dadas as lógicas subjacentes ao mundo capitalista contemporâneo. Infelizmente temos que conviver com tais epifenómenos. O que não impede que estejamos atentos em relação a eles, e saibamos fazer a sua descodificação.
Este weblog, e o seu autor, nunca deixarão de lutar pela transparência e pela justiça social. Até podemos entender que os aparelhos estatais (ainda que questionemos a sua génese) tenham na sua lógica interna um princípio de defesa e prevenção contra riscos externos (o mesmo se passando com qualquer organização formal ou informal), mas já somos frontalmente contra o Estado de Excepção que nos querem impor.
Assim como nos mostramos claramente contra o cerceamento de direitos e liberdades e a domesticação do combate pela justiça e pela liberdade dos injustiçados.
Desgraçadamente, como se não fossem já suficientes os obstáculos com que se vão defrontando, os vários movimento sociais (sindicalista, ecologista, libertário, etc) ainda têm que se desembaraçar dos entraves colocados artificialmente no seu caminho.
Sem esquecer a ligeireza de uns quantos que, interpelando retoricamente o poder estatal, ainda acreditam na imaculada Virgem Maria.


Contacto:
PimentaNegra@hotmal.com

13.10.05

Harold Pinter ganha Nobel de Literatura de 2005


O dramaturgo britânico Harold Pinter é o Nobel de Literatura deste ano.
Pinter, que completou 75 anos recentemente, é autor de mais de 30 peças, e é considerado como o maior dramaturgo britânico vivo. Além das peças, Pinter também escreve poemas e prosa.
Morador de Londres e filho de uma costureira judia, Pinter também é conhecido pela sua participação em campanhas pela defesa dos direitos humanos.
Foi um crítico ferrenho das políticas públicas da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e do ex-presidente dos EUA Ronald Reagan.

Famoso por seu estilo livre, cheio de silêncios, o seu nome deu origem ao termo "Pinteresque" (Pinteresco).

Em entrevista à BBC em Fevereiro deste ano, Pinter disse que havia desistido de escrever peças de teatro e que se concentraria noutras formas de literatura, principalmente a poesia.
"As minhas energias estão indo em direcções diferentes, certamente para a poesia", disse. "Mas, também nos últimos anos eu fiz vários discursos políticos em vários lugares e cerimónias."
"Estou a usar muita energia, mais especificamente em situações políticas que, eu acho, são muito preocupantes do jeito que as coisas estão."

Em 2003, Pinter publicou um livro de poesia antiguerra, intitulado War (Guerra, em tradução livre). O livro, que critica a guerra no Iraque, recebeu o prémio Wilfred Owen, que leva esse nome em homenagem ao poeta que morreu na Primeira Guerra Mundial.
A peça mais recente de Pinter foi Remembrance of Things Past (Memória de Coisas Passadas, em tradução livre), publicada em 2000.

O Ecologismo dos pobres


Por Joan Martínez Alier ( autor do livro «El ecologismo de los pobres. Conflictos ambientales y lenguajes de valoracion», professsor catedrático do Dpto de Economia e História Económica da Universitat Autónoma de Barcelona e presidente da International Society of Ecological Economics)

A brutal e crescente exploração dos recursos naturais provocado pelo nosso modelo económico não só dá origem a um longa lista de problemas ambientais, como gera cada vez mais numerosos e gravíssimos sociais.

O livro « El Ecologismo de los pobres» adopta o ponto de vista da economia ecológica, ou seja, a perspectiva do metabolismo social. Quer isto dizer que devemos ver a economia como um sistema aberto à entrada cada vez maior de energia e materiais, e à saída de resíduos como o dióxido de carbono e outras formas de contaminação.
Regista-se a um aumento da dimensão física da economia. Não nos estamos a desmaterializar. Pelo contrário, a economia humana vai aumentando relativamente quer a espaços quer a recursos físicos. Por isso aumentam também os conflitos ecológico-ambientais. Ou seja, não só estamos a prejudicar as gerações futuras e a eliminar outras espécies que, às vezes, nem as conhecíamos, como se registam crescentes conflitos ambientais aqui e agira.
Constatamos, desde logo, que tem havido um deslocamento dos custos ambientais do Norte para o Sul. Os Estados Unidos importam mais que a metade do petróleo que gastam. Europa e Japão dependem fisicamente cada vez mais das importações. Ao fazermos os cálculos dos fluxos dos materiais observamos que a América Latina está a exportar seis vezes mais toneladas do que importa ( minerais, petróleo, carvão, soja…), enquanto a União Europeia funciona ao contrário: importamos quatro vezes mais toneladas do que exportamos. Isto leva à conclusão de que existe um comércio ecológico desigual.
A mesma desigualdade se verifica nas emissões de dióxido de carbono, causa principal da mudança climática. Um cidadão dos Estados Unidos emite 15 vezes mais que a média de um cidadão da Índia. No livro atrás referido pergunta-se: quem é que tem títulos sobre os aterros de carbono que os oceanos passaram a ser, sobre a nova vegetação e os solos? Quem é que é dono da atmosfera para nela depositar o dióxido de carbono? Sabe-se que o protocolo de Kioto é melhor que a política de Bush mas que não resolve esse enorme conflito ecológico-distributivo. Daí a reivindicação da dívida ecológica que o Norte tem para com o Sul pelo comércio ecologicamente desigual, pela mudança climática, pela biopirataria e pela exportação de resíduos tóxicos. A Dívida Ecológica pode ser expressa em dinheiro mas há aspectos morais que não são abrangidos por uma avaliação monetária.

Ecologismo Popular

Ainda que o peso da economia cresça e apesar de haver crescentes conflitos não há que ser pessimista. Há muitas experiências de resistência popular e indígena contra o avanço das actividades extractivas das empresas multinacionais. Estas resistências parecem ir contra o curso da história contemporânea, que é o constante triunfo do capitalismo e a expulsão de gente pobre. No entanto, as comunidades defendem-se. Muitas vezes, as mulheres estão á frente das lutas. No livro referem-se muitos casos de defesa dos manglares, como na costa equatoriana, onde os manglares desapareceram para dar lugar a camaroneiras e as populações que ali viviam, na apanha de conchas, foram pouco a pouco deslocadas. Os consumidores de camarões não sabem nem querem saber de onde vêm aquilo que comem. Mas os protestos locais contra as indústrias camaroneiras têm provocado centenas de mortes nos últimos anos por todo o mundo.
O mesmo se passa na indústria mineira. As comunidades defendem-se apelando para os direitos territoriais indígenas ao abrigo do convénio 169 da OIT, como hoje é feito na Guatemala, ou através de referendos organizados com pleno êxito em Tambogrande (Peru), em Esquel ( Argentina) contra as minas de ouro. Em países como a Indonésia e a índia as comunidades indígenas recorrem a acções e processos legais. Assistimos em muitos lugares do mundo ao surgimento de reclamações contra empresas ao abrigo da ATCA dos estados Unidos ( Alien Tort Claims Act, uma lei de 1789 que permite reclamar pelos procedimentos fraudulentos a agravos contra estrangeiros por parte das empresas norte-americanas), em geral, sem sucesso. Na Amazónia há comunidades que resistem contra as empresas petrolíferas como Texaco, Repsol e tantas outras.
O norte consome tanto, os ricos do mundo consomem tanto que os limites para a extracção de mercadorias e matérias-primas estão a esgotar-se. Por exemplo, a fronteira do petróleo já chegou ao Alaska e à Amazónia. Mas há resistência em todos os lugares. São conhecidas por ser o ecologismo popular ou Movimento de Justiça Ambiental.
Conhecem-se ainda casos históricos de resistência ainda antes do aparecimento do ecologismo. Assim na mina de cobre em Ashio no Japão há cem anos, ou em Huelva contra a contaminação causada pela empresa Rio Tinto, que culminou com uma enorme carnificina pelo Regiment de Pavia no dia 4 de Fevereiro de 1888. Um dia que bem poderia ser declarado do Ecologismo Popular.

Os passivos ambientais

A economia ecológica é uma crítica da economia convencional porque esta crê que o crescimento económico se pode dar indefinidamente, esquecendo-se, nas contas das empresas e dos governos, da natureza. Na contabilidade de ambos não se incluem os passivos ambientais.
A economia ecológica critica a maneira como se constrói a ciência económica e a sua contabilidade. O que propõe é que se devem considerar os aspectos biológicos, físicos, da química, e sociais. Ou seja, se a economia cresceu 3%, tudo bem, desde que se explique o que foi contaminado, o que aconteceu aos rios, aos bosques, à saúde das crianças, e todos os aspectos sociais e ecológicos. Isto não é apenas uma ideia académica. Despoletam protestos sociais quando a economia massacra a natureza. Por vezes, os afectados são as futuras gerações que não podem protestar porque ainda não nasceram, ou então, uma baleia que muito menos pode protestar. Mas outras vezes os desastres ecológicos afectam as pessoas no presente, que não deixam de protestar. Essas são as lutas pela justiça ambiental.
Há sítios onde se plantaram milhares de hectares de pinheiros a fim de capturar o dióxido de carbono europeu, como no projecto FACE no Equador, onde algumas comunidades começam a protestar, pois não comem pinheiros, nem nesses terrenos podem semear ou criar gado. O pinheiro absorve a água e caso haja incêndios o contrato obriga à sua replantação. Há também conflitos pesqueiros porque a pesca industrial acaba com a pesca artesanal. E não faltam conflitos nos transportes como é caso, por exemplo, do gasoduto de Unocal da Birmânia à Tailândia, ou das hidrovias, com o caso conhecido do Prestige. Casos actuais são os protestos na Catalunha contra a quarta cintura urbana ou por causa do túnel de Bracons.
Há quem não perceba o carácter estrutural destes protestos, quando no Sul nascem as commodity frontiers, os novos locais de extracção e de contaminação. Alguns crêem que se trata de protesto tipo «não no meu pátio» quando, na realidade, são manifestações do movimento internacional pela justiça ambiental. Há mesmo quem pensa que o ecologismo é um luxo dos ricos, e que só nos preocupamos com a natureza quando temos tudo em casa. A ideia do ecologismo popular recorda-nos que há pessoas a protestar porque o que está em causa é a própria sobrevivência.
Surgem também redes deste tipo de protestos. Por exemplo, a rede Oilwatch, nascida em 1995, nas experiências na Nigéria e no Equador. Redes onde se pede ajuda aos países do Norte, uma vez que as empresas são do Norte. Outra rede similar é a Sul-Sul, chamada «Mines, Minerals & People». È nos protestos e nas resistências que nascem as resistências. Estas não advém da cabeça de qualquer intelectual, nem muito menos de qualquer partido política que diga qual é a linha correcta.

Valores incomensuráveis

Na ecologia há diversas correntes. Há quem se diga radical, por exemplo, nos Estados Unidos, mas que não o é no plano social. Trata-se de uma corrente que se preocupa só com a natureza e não tanto com as pessoas. Lutavam, por exemplo, contra barragens em paisagens naturais a preservar que iriam ser assim destruídas. Lutam pela natureza, não pelas pessoas.
Em contraste, no Brasil há um movimento popular que se chama «atingidos pelas barragens». Na índia há uma intensa luta contra uma famosa barragem no rio Narmada, onde as pessoas protestam em defesa do rio mas também em defesa das pessoas. Porque se se vier a ser construída cerca de 40 ou 50.000 pessoas terão que ser deslocadas. Figura destacada é Medha Patkar que não pensa só na natureza, mas nas pessoas pobres que serão atingidas. São grupos indígenas que carecem daquele território para viver, porque sem ele morrerão de fome. Há ecologistas que só pensam na natureza, mas também há ecologistas que entendem que não se pode separar a natureza da sociedade.
Em todos estes conflitos, seja por causa da extracção ou do transporte de matérias primas, seja por causa de contaminações locais e regionais, desenvolvem-se várias linguagens. Assim podem ser que os poderes públicos e as empresas queiram impor uma linguagem económica, dizendo que se fará uma análise ampliada dos custos-benefícios, com todas as externalidades expressas em dinheiro, sem deixar de se realizar uma avaliação do respectivo impacte ambiental a fim de ver se se vai construir ou não uma barragem ou uma mina. Mas pode acontecer que os afectados, ainda que entendam essa linguagem económica, e ainda que possam receber alguma compensação financeira, desenvolvam uma linguagem existente nas suas culturas. Podem declarar, como o fizeram os U’Wa na Colômbia perante a Occidental Petroleum e depois à Repsol, que a terra e o subsolo eram sagrados e que «a cultura própria não tem preço»
Num conflito ambiental estão envolvidos valores muito distintos, ecológicos, culturais, de subsistência das populações, e também valores económicos. São valores que se expressam em diferentes escalas e não são comensuráveis. Como disse Machado: «todo o néscio/ confunde valor e preço».
Quem tem o poder de impor o método de resolução dos conflitos ambientais? As consultas populares, que apelam à democracia local, serão um método válido? Quanto vale a linguagem do sagrado? Valem os valores ecológicos se forem traduzidos em dinheiros, ou valem por si mesmos, nas suas próprias unidades de biomassa e biodiversidade? São questões que resultam da participação reflexiva nos conflitos ambientais em diversos locais do mundo. Daí a pergunta final: quem tem poder de simplificar a complexidade impondo uma determinada linguagem de valor?
O livro « El Ecologismo de los pobres» é um livro de Economia Ecológica., a qual explica o conflito entre economia e meio ambiente e questiona a solução que normalmente é dada para esse conflito através da «modernização ecológica» ou do «desenvolvimento sustentável». Por sua vez, a Ecologia Política estuda os conflitos ambientais e mostra que nesses conflitos, diferentes actores usam ou podem usar diferentes linguagens de valoração. Vemos assim como existem valores incomensuráveis e como o reducionismo económico é um mero exercício de poder.


Texto de Joan Martínez Alier publicado no nº45 de Outono de 2005 da revista em castelhano «Ecologista», editada pelos Ecologistas en Acción

12.10.05

Dia da Resistência Indígena ( 12 de Outubro)


A chegada de Colombo à América em 1492 continua envolta de polémica. Uns consideram-na como o início da «civilização» nestas terras. Mas para os povos índios tal facto representa o começo de uma guerra de extermínio sob as mais diversas formas de colonialismo. Não obstante, passados 500 anos muitos povos indígenas preservam ainda a sua cultura graças à resistência que oferecem à penetração do capitalismo nas suas terras.
Há algum tempo o parlamento do povo Aymara declarou o dia 12 de Outubro como «dia da desgraça» ao recordar os «cinco séculos em que as nossas liberdade têm sido subjugadas».
Outros povos indígenas ratificaram este sentimento ao declararem que o colonialismo não acabou com as legítimas aspirações à livre determinação dos povos, alguns deles milenares e com uma civilização e uma cultura cósmica.
Daí que nos últimos anos a data do 12 de Outubro se tenha convertido no símbolo da reconquista cultural e política dos povos indígenas.
A luta então desencadeada fez com que, por exemplo, nas celebrações do Quinto Centenário de 1992 a ideia do «descobrimento » da América tivesse que ser substituída por «encontro dos dois mundos».
Conseguiu-se mesmo dar maior visibilidade ao ponto de vista dos povos oprimidos e à sua reivindicação face ao domínio colonial.
As organizações indígenas qualificam de etnocídeo as invasões europeias e declaram «não terem sido conquistadas», apesar da brutal exploração, roubo de terras e despojo de autonomia e marginalização a que os seus povos foram sujeitos. Sem esquecer as estratégias de sobrevivência e de resistência dos povos indígenas, assim como das rebeliões que protagonizaram.
No dia 12 de Outubro de 1992 várias e multitudinárias manifestações em todo o continente americano marcaram um novo ciclo de lutas. Nesse dia em San Cristóbal de las Casas, vestidos com os seus trajes, e com corpos pintados, armados com arcos e flechas, cerca de 10 mil indígenas tomaram a cidade e derrubaram a estátua do conquistador Diego de Mazariegos, símbolo da opressão na região. Na sua Primeira Declaração da Selva Lacandona o Exército Zapatista de Libertação Nacional apelou à resistência indígena.
De norte a sul do continente os povos reivindicaram os seus direitos territoriais e agrários, defendendo os seus recursos naturais, terras, identidades culturais, línguas e autodeterminação.
Tudo isto levou a Organização das Nações Unidas a reconhecer a pluralidade cultural e étnica das sociedades e proclamou-se a Década dos Povos Indígenas ( 1995-2004)
Hoje em dia cada vez mais se questiona a humilhação infligida aos índios, bem como a ideia peregrina de que são um «obstáculo ao progresso»,«que são atrasados» e «incivilizados», preconceitos que teimam em subsistir, apesar de tudo.
Não poucas vezes exalta-se o esplendor do passado indígena ao mesmo tempo que se despreza e se marginalizam os indígenas vivos na actualidade, relegando-os para o domínio do puro folclore.
Por isso e por muito mais é que a data de 12 de Outubro é um dia para recordar a resistência indígena, e a sua luta pelo reconhecimento das suas identidades e formas de vida, dos seus territórios e recursos naturais. Do Chile ao Canadá, passando pela Bolívia, Equador, Brasil, Colômbia, América Central e México os índios levantam a sua voz para tomar nas suas mãos a história a que têm direito.

Adaptação de um texto de:
http://www.globalizate.org/jor101005.html


Reunião do Parlamento Indígena em Quito

Na terça feira ( dia 11 de Outubro) líderes e congressistas indígenas das Américas vão abrir a primeira sessão do Parlamento Indígena, em Quito. Nesta cidade equatoriana, vão debater uma posição sobre acordos firmados entre os diversos países.
O Parlamento Indígena, que será aberto nas vésperas da data em que se lembra a Conquista Europeia, 12 de Outubro, tratará de temas como a integração regional e também as negociações de livre comércio com os Estados Unidos. Os participantes adoptarão uma só posição e vão pedir a inclusão do Parlamento Indígena na Comunidade Sul-Americana das Nações. Vão discutir ainda estratégias para evitar a exclusão em que vivem há 500 anos. Outro tema de debate entre os deputados será a Alternativa Bolivariana para as Américas, Alba, e a possibilidade de que os indígenas endossem a iniciativa do presidente venezuelano Hugo Chavez. O Parlamento Indígena tem sua sede principal na Nicarágua e conta com representantes da Argentina, Bolívia, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Equador e Estados Unidos. E ainda El Salvador, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela.



11.10.05

Novo director do SIS foi sindicalista e é ambientalista

Segundo a última edição do jornal Tal e Qual, o provável novo director do SIS, recentemente nomeado e à espera de ser empossado pelo Governo Sócrates, exercia funções de porta-voz do Conselho Superior de Magistratura e de desembargador na Relação do Porto, é conhecido por ter sido um activo sindicalista da Associação Sindical dos Juízes até há bem pouco tempo. O mesmo jornal informa que a pessoa em causa, natural de Vinhais, é muito amiga do ambiente e do património natural ao ponto de estar a reconstruir um antigo moinho na sua terra natal. Aguarda-se agora ansiosamente por saber qual será o futuro procedimento dos oficiais de informação no que respeita aos Sindicatos e Associações Ambientalistas, tendo chegado ao conhecimento público que quer Sindicatos quer Associações ambientalistas foram observados e vigiados pelo SIS num passado não muito remoto.
De qualquer forma, esta nomeação não deve surpreender, conhecida como é a predilecção dos pupilos do futuro Director do SIS pelos Sindicatos e Associações de Defesa do Ambiente. Esta predilecção tem sido aliás motivo de enorme deleite e divertimento pelos observadores que não têm deixado de gracejar com a falta de vocação e jeito para sindicalista e ambientalista de muitos dos nossos oficiais de informações por mais esforços que façam, numa tentativa inglória da simularem ser aquilo que obviamente nunca serão.
Contam-se episódios singulares como certo indivíduo que se queria passar por libertário, ao mesmo tempo que colocava links para sites liberais, ou como daquela agente que ao fazer-se passar por feminista e antimilitarista não encontrou outra forma para ilustrar a sua «fé» que uma imagem de uma matrona militar !!!
Obviamente que há muitas mais anedotas… dos chamados «serviços de inteligência do Estado» !!!
Nota Final: no jornal Público de hoje escreve-se que a nomeação de um juiz para director do SIS é má vista em certos círculos uma vez que a formação legal e processualista dos magistrados não se coaduna bem com a actuação típica dos serviços de informação…
Ou seja, os serviços de informação não estão lá muito habituados a seguir os procedimentos legais…
Para bom entendedor,

Processo judicial contra o Primeiro-ministro dinamarquês por causa da ocupação no Iraque


Cidadãos dinamarqueses entregaram uma acção judicial contra o primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen com o fundamento deste ter violado a Constituição ao envolver a Dinamarca na guerra contra o Iraque.
A denúncia entregue, constituída por 74 páginas -informou um dos advogados, Bjoer Elmquist – pretende que o chefe do governo seja condenado enquanto representante do Estado pela decisão ilegal quer do governo quer do Parlamento de 21 de Março de 2003 em levar a cabo uma guerra de agressão contra o Iraque.
O governo liberal-conservador, aliado dos Estados Unidos, envolveu o país na guerra no Iraque em 2003, com o apoio do Partido do povo dinamarquês ( de extrema-direita) e, presentemente, ainda estão 530 soldados dinamarqueses em solo iraquiano.
Na petição invoca-se o artigo 19 da Constituição Dinamarquesa de 1953 que só autoriza um guerra defensiva contra um Estado estrangeiro ou num conflito legitimado pelas Nações Unidas. Refere-se ainda que a Dinamarca não foi atacada nem sequer qualquer um dos seus aliados na NATO o foi.
Além disso, invoca-se ainda o artigo 20 da Constituição que exige uma maioria qualificada de 5/6 do Parlamento para que seja aprovada a transferência de soberania da Dinamarca para uma organização internacional, o que não se verificou, quando é certo que o governo dinamarquês aceitou colocar as suas tropas sob o comando norte-americano.
O objectivo é fazer com que a justiça proclame que os deputados dinamarqueses não respeitaram a Constituição contrariando o juramento que tinham feito quando tomaram posse como parlamentares.

Fonte: AFP

Haverá 50 milhões de refugiados ambientais em 2010


A ONU calcula que dentro de cinco anos 50 milhões de pessoas vão ser consideradas refugiadas devido a problemas ambientais nas regiões onde vivem.
Um estudo da Universidade das Nações Unidas (UNU) estima que hoje em dia já existem tantos “refugiados ambientais” quantas pessoas que são forçadas a deixar as suas casas por causa de distúrbios políticos ou sociais.
Entre os problemas ambientais que criam refugiados estão o esgotamento do solo, a desertificação, as inundações e outros desastres naturais.
A UNU afirma que é preciso criar mecanismos para que estas pessoas recebam procteção adequada, e para tanto está na hora de criar uma definição legal para o conceito de refugiados ambientais.
Uma convenção adoptada pela ONU em 1951 sobre assunto define refugiados como uma pessoa que teme “ser perseguida por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas” e “se encontra fora do país de sua nacionalidade”.
“Nós precisamos definir o que queremos dizer com refugiados políticos, económicos e ambientais”, disse o reitor da UNU, Han van Ginkel, à BBC.
“Se definirmos o problema melhor, poderemos estar preparados para o nível de necessidades que precisam de ser supridas”, afirmou.
Outro problema é que, historicamente, as pessoas só são consideradas refugiadas caso tenham de deixar o país onde vivem.
Mas desastres como o furacão Katrina mostraram de forma clara que muita gente que tem de deixar suas casas por causas naturais com frequência permanece no país onde vive.
Fonte: BBC

Os deputados franceses vão proibir os sacos de plásticos a partir de 2010


Os deputados franceses adoptaram uma emenda ao projecto de lei sobre orientação agrícola que ira interditar a distribuição e comercialização em França dos sacos ou embalagens de plástico não biodegradáveis a partir de 1 de Janeiro de 2010.
A eliminação desses sacos de plástico é muito dispendiosa para as autarquias. Além disso, dois terços das poluições marítimas são provocadas por sacos de plástico que demoram vários anos a desaparecer. Esta resolução justifica-se até pelo facto de existir já sacos com materiais biodegradáveis

Fonte: AP

Os franceses são mais sensíveis às questões ambientais que os seus deputados


De acordo com uma sondagem os franceses em geral são mais sensíveis às questões ambientais que os deputados eleitos !!!
Segundo essa sondagem à questão de saber quem é que subscrevia a afirmação «para preservar o ambiente para as gerações futuras torna-se obrigatório desacelerar o nosso crescimento económico» só 45% dos franceses não a subscreviam, ao passo que face à mesma proposição 75% dos parlamentares franceses manifestaram a sua discordância.

Literaturas Piratas



O Festival das literaturas piratas está a realizar-se em Paris desde o dia 10 até ao próximo dia 17 de Outubro.

10.10.05

Dia Mundial Contra a Pena de Morte ( 10 de Outubro)

Neste dia – 10 de Outubro – homens e mulheres , associações e organizações mobilizam-se em todo o mundo contra a pena de porte e a favor da sua abolição.

A Coligação mundial contra a pena de morte lança um apelo à participação e para o envolvimento de todos quantos que lutam para este objectivo.

Mais info: http://www.worldcoalition.org/coalj...

Nota importante:

Enquanto George W. o Bush foi governador do Texas, de 1995 a 2000, a cadeira de execução desse Estado era sem dúvida a mais activo de todo o país, tendo sido executadas 152 pessoas, ou seja, mais de um prisioneiro em cada duas semanas.

Curt Goering curto,Diretor de Amnistia Internacional dos USA, escreveu:
" A pena de morte nos Estados Unidos é como uma lotaria. Existe maisem função da raça, da política, do dinheiro do que da gravidade do crime. (...) Actualmente são fundamentalmente quatro, os países que levam a cabo 90 por cento das execuções do mundo. China é, sem dúvida, o pior caso. Mas logo a seguir vem o Irão, a Arábia Saudita, e os Estados Unidos. Estes são os países que são responsáveis por 90 por cento das execuções à pena capital no mundo hoje ". ( in "American Voices of Dissent" by Gabriele Zamparini and Lorenzo Meccoli, Paradigm Publischers, 2005)

9.10.05

Sobre os jornalistas de hoje…

Por Raul Simões Pinto

Os grupos e os lobbies instalados castram os escribas, e limitam em grande parte a sua liberdade de expressão e os seus ideais políticos e filosóficos. Deste modo, são manipulados pelo poder e pelas chantagens dos patrões e assim reduzem quase toda a sua acção a vectores de lucro, trabalhos rápidos e efémeros, desprezando os velhos hábitos dos jornalistas boémios e os valores de amizade, dos copos e das noites vadias no Ginjal, no Luso, no Big Bem, na Sá Reis, no Majestic, no Piolho, etc –locais de tertúlia e de gozo, ambientes de critica, fugas à censura e fintas à polícia política.. Actualmente são poucos os que se juntam para reflectirem e animarem a classe «dos jornalistas e homens das letras»; as éticas e as deontologias apreendidas nas Escolas e Universidades, foram rapidamente esquecidas e deram lugar às «notícias-sensação», lutando-se pelo furo jornalístico e pela manutenção óssea do trabalho. Por vezes, o sangue derrama para protagonistas ferozes, e quanto mais se é filho da puta, mais se sobe na carreira e na hierarquia dos poderes. No caso concreto e em termos jornalísticos, fode-se o estagiário, «come-se a estagiária», roubam-se as ideias e os planos dos miúdos, censuram-lhes os artigos , obrigam-nos a censuras permanentes, dado que o ter trabalho no jornal, raio ou televisão, mesmo sem ser pago, significa muitas vezes a escravização física e intelectual dos mensageiros…Vingar nesta profissão só quase com ene padrinhos e cunhas, ou então, fodem-se os vizinhos, roubam-se cassetes, paga-se aos «bufos» dos ministérios ou dos clubes de futebol, e entra-se no jogo sujo da corrupção sem escrúpulos, sem privacidades e sem sigilo profissional ou segredos de justiça – enfim vale tudo, até arrancar os olhos e o sangue das notícias. Generaliza-se a mentira, inventam-se novas mentiras e novos factos monstruosos, mas em que não existem provas concretas e factuais, só puras especulações e alguma ficção, digamos, científica. Manipulação sistemática, alienação permanente ao Zé povinho, anestesiado pela injecção atrás da orelha, esquisito e dobrado sob o peso da ditadura dos Media e do Espectáculo ( o futebol, as telenovelas e as Quintas das Celebridades torna-os otários e teledependentes, fiéis ao pastor e ao rei), assim se vai dominando o Zé Povinho, dando-lhe pão e circo, tornando-os subsídio-dependente, amarrando-lhe a cabeça ao estômago…


Excerto de um texto com o título « Palhaços e assassinos dançam a ronda no pinhal do rei», cujo autor é Raul Simões Pinto, publicado no nº2 da «A Voz de Deus», publicação contracultural

Acabou de sair o nº2 da «A Voz de Deus», desta vez dedicado ao tema «O sangue dos Jornalistas».

Colaboram neste segundo número: Helena Brandão, Mário Galego, Ivar Corceiro, José Manuel Rosendo, Fernando Morais, Nuno Rebocho, Virgilio Liquito, Mário Augusto, Jorge Mantas, Nunes Zarelleci, Óscar, Fernando Guerreiro, Raul Simões Pinto, Rui Carlos Souto e Pedro Moura. Arranjo Gráfico: Mão Pesada.


«A Voz de Deus» é uma publicação das Edições Mortas e da livraria «A Pulga, a minha querida livraria».

Podem encontrar esta ( e outras) publicações na Livraria «A Pulga» (entre as 15 e as 19 h.), no Parque Itália, loja 70, na Rua Júlio Dinis 752 ( perto da Rotunda da Boavista) ou então contactar para o tlm 91 422 30 65

Mais info:
www.edicoes-mortas.blogspot.com

8.10.05

Um livro (Kill! Kill! Kill!) de um ex-marine fala de genocídio sobre os iraquianos.



O livro do ex-marine Jimmy Massey com o sugestivo título «Kill!Kill!Kill!» acabou de ser editado em França pelo facto do seu autor não encontrar editor interessado nos Estados Unidos em publicar a sua obra que constitui um autêntico libelo contra a brutalidade das forças armadas norte-americanas que ocupam o Afeganistão e o Iraque.

O livro denuncia o tipo de treino militar das tropas norte-americanas que leva ao embrutecimento dos soldados e ao seu comportamento sanguinário no Iraque, e que explica, aliás, segundo Massey a força da resistência iraquiana.No seu livro ele conta que a sua e outras unidades de marines mataram muitos iraquianos por causa de um exagerado sentimento de ameaça que lhes foi incutido, alimentando ainda determinadas experiências-tipo de carácter sexual ao levarem a efeito esse tipo de procedimento agressivo. A explicação para o facto de não ter encontrado editor nos Estados Unidos para o seu livro foi que as editoras norte-americanas receavam pelos seus interesses comerciais e pela imagem que a opinião pública poderia ficar das suas tropas e do seu comportamento vergonhoso durante a invasão e ocupação do Iraque e Afeganistão. dec
Massey saiu do Iraque em Maio de 2003 quando o Presidente Bush declarou a «missão terminada» e depois de lhe ter sido diagnosticada o síndroma de stress-pós-traumático, após ter servido 12 anos nas forças de fuzileiros do exército americano.
Conta, por exemplo, que o seu grupo de Marines, quando as tropas norte-americanas se aproximavam de Bagdad, disparou contra uma aglomeração de iraquianos que se tinham aproximado a protestar e gritar palavras de ordem contra a invasão norte-americana do Iraque, verificando mais tarde que todos eles estavam desarmados. Conta ainda vários episódios de carros que não paravam nos checkpoints por várias razões, e cujos viajantes desarmados foram simplesmente mortos, sem nunca terem oferecido resistência.Numa passagem do livro ele qualifica a campanha militar do exército norte-americano no Iraque como um verdadeiro genocídio, sendo as suas finalidades tão-só o petróleo e os respectivos lucros que daí possam advir.
Massey não hesita em considerar que a brutalidade e violência demonstrada pelos soldados norte-americanos resulta do tipo de treino que recebem, e que é estimulada pelos mais altos responsáveis da hierarquia militar. Os abusos e as torturas na prisão de Abu Ghraib não são mais do que um simples reflexo de todo a mentalização que é servida aos militares norte-americanos durante a sua preparação. «Em última análise, é a administração Bush que é responsável pelas atrocidades cometidas face à mentalização instilada nos soldados», declarou Massey. Acrescentado que as instruções recebidas eram de que qualquer um podia ser um potencial terrorista - «everyone as a potential terrorist» - o que colocou em pânico os militares e explica a sua reacção de enorme violência..
Depois de França, o livro será editado proximamente em Espanha. A sua edição em língua inglesa ainda não tem data marcada.

Os norte-americanos gastam mais tempo na TV, na Net e ao telemóvel do que a dormir


Os norte-americanos gastam mais tempo a ver Tv, a falar ao telefone e a navegar na Net do que a dormir, segundo um estudo da Universidade Ball State, do Estado do Indiana e no qual se contabilizava um total de 9 horas que o americano médio ocupa para aquelas três actividades diárias.As conclusões foram tiradas depois de uma observação dos hábitos de 400 pessoas e em que os investigadores gastaram cerca de 5 mil horas.Ver a televisão é de longe a actividade que mais ocupa o tempo diário. Logo a seguir aparece o computador. 56,9% utilizam os meios de comunicação em casa, enquanto 21,1% o fazem no trabalho, 8,3%, no carro, e 13,7%, em outros lugares.
Uma pesquisa sociológica anterior já tinha concluído no mesmo sentido. Ou seja, que as pessoas vêem mais TV hoje que há 10 anos atrás.

Fonte: BBC

Ciclistas desafiam a polícia


Mais de cem ciclistas desafiarão uma ordem policial e irão com as bicicletas deles/delas circular à volta de Westminster apesar das restrições novas na área.
O passeio mensal de bicicletada Critical Mass realizar-se-á sem autorização policial, uma vez que desde a última bicicletada do passado mês os ciclistas foram informados que o evento teria de ser notificado e legalmente autorizado com uma antecedência de seis dias.

Entretanto, numa carta para a polícia, Jenny Jones, um elemento da Autoridade policial Metropolitana e conselheiro de segurança de estrada do prefeito de Londres, escreve: " A polícia deve perseguir os criminosos, em lugar de fazer executar leis estúpidas."

Fonte: The Guardian de 7 de Outubro
http://www.guardian.co.uk/uk_news/story/0,3604,1586675,00.html

Cyclists to defy police in pedal power revolt
Up to a hundred cyclists will defy a police order and ride their bikes around Westminster to highlight new public order restrictions.
Scotland Yard has been warned that the monthly Critical Mass bike ride will go ahead without police permission.
After last month's ride, the Met warned cyclists the event will be illegal without six days' notice and permission.
In a letter to the police Jenny Jones, a member of the Metropolitan police authority and road safety adviser to the mayor of London, said: "The police should be catching criminals, rather than making up stupid laws."

Greve Geral paralisou a Bélgica e grandes manifestações em França


Uma greve geral de trabalhadores na Bélgica parou grande parte do país, afectando os transportes, as escolas e os serviços públicos.
A greve geral de um dia, a primeira desde 1993, foi organizada pelo sindicato socialista belga FGTB/ABVV, em protesto contra planos do governo de retirar o direito de os trabalhadores se aposentarem cedo com a totalidade de seus benefícios.

Na última terça-feira (4 de Outubro), uma greve geral na França causou uma situação parecida no país.
Um milhão de trabalhadores franceses aderiram à acção, segundo os organizadores, para protestar contra a política económica do governo, reivindicar acções para diminuir o desemprego e lutar por melhorias salariais.

7.10.05

Indignação face à atribuição do Nobel da Paz de 2005


A atribuição do prémio Nobel da paz de 2005 à Agência Internacional para a energia atómica (AIEA) deve merecer a maior indignação e repúdio por parte de todos os activistas anti-nucleraes. Na realidade:

- a AIEA manipula a opinião pública pretendendo passar a ideia que as suas inspecções visam impedir a extensão e proliferação das armas atómicas, quando na verdade países como a Índia, o Paquistão e Israel já se dotaram de armas nucleares e entraram no restrito clube dos detentores de armas atómicas
- a AIEA é uma organização que promove o nuclear na versão «civil» e que mais não faz que tentar vender as vantagens da energia nuclear
- a AIEA oculta a verdade sobre os efeitos do nuclear civil e das suas consequências

Por estas e muitas razões é que a AIEA devia ser desmantelada, e não receber qualquer prémio e muito menos um Prémio Nobel!!!

O exército norte-americano está a abastecer-se de anthrax


O Exército norte-americano está em vias de adquirir grandes quantidades de anthrax, o que constituiria uma violação da Convenção sobre a interdição de produção e armazenamento de armas bacteriológicas.
Edward Hammond, que é o director da ONG Sunshine Project que descobriu e denunciou a existência de contratos entre a US Army Dugway Proving Ground no Utah e as empresas capazes de produzir anthrax ou bacilo de carvão, receia que a aquisição deste produto tenha por objectivo disseminá-lo por bombas que o transportariam.

Fontes:
New Scientist, 24 septembre 2005
http://fr.news.yahoo.com/06102005/185/l-armee-americaine-fait-le-plein-d-anthrax.html

Detectados 63 produtos químicos no sangue, num estudo às famílias europeias


63 produtos químicos foram detectados nas recolhas de sangue de uma amostra de 13 famílias europeias, anunciou a WWF ( Fundo mundial para a Natureza).
Esta foi conclusão a que se chegou num estudo em que se procurava a presença no sangue de 107 produtos numa amostra de 13 famílias distribuídas pelos vários países da União Europeia. O estudo incidiu sobre 3 gerações dessas famílias.

Outra conclusão é a seguinte: a geração dos avôs(avós é a mais contaminada com uma média de 63 produtos químicos no sangue. A razão é que tais pessoas foram anteriormente expostas a produtos, cujo uso é hoje interdito nos países desenvolvidos. Aparecem depois as crianças mais jovens em cujo sangue foram encontrados 59 produtos, e por último surgem as respectivas mães em cuja sangue detectaram 49 substâncias químicas.
Os produtos químicos investigados, muitos dos quais se acumulam no organismo durante toda a vida, são suspeitos de ter efeitos cancerígenos e de afectar o funcionamento do aparelho de reprodução. Mas não há certezas absolutas, uma vez que em 100.000 produtos químicos à venda no mercado, apenas 3.000 foram estudados. Recorde-se, no entanto, que num relatório sobre a relação saúde-ambiente publicado em França no ano passado calcula-se que 7 a 20% dos cancros são imputáveis a factores ambientais.
O estudo realizado pela WWF insere-se na sua campanha contra os produtos tóxicos, lançada em 2003. A WWF empreendeu esta campanha para eliminar os produtos mais perigosos como o DDT, os PCBs ou as dioxinas., neutralizando a tempo os efeitos nocivos para as futuras gerações e a ameaça que o descontrole químico representa para a biodiversidade, especialmente os produtos químicos que produzem efeitos a nível endócrino, da bioacumulação e persistência no meio.
No ano passado a associação tinha publicado os resultados das análises ao sangue efectuadas a 39 deputados europeus e a 14 ministros da saúde. O objectivo é fazer com que seja adoptada uma regulamentação mais exigente e rigorosa sobre a matéria. Note-se que o projecto REACH sobre o registo, avaliação e autorização dos produtos químicos deve ser submetido ao Parlamento Europeu no próximo dia 14 de Novembro.

6.10.05

Festival das Artes pela Biodiversidade (Terractiva) em Arzúa (Galiza)

O Festival das Artes pola Biodiversidade, Terr@ctiva, festival artístico e medioambiental volta a Galicia o 15 e 16 de outubro.
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Feira ecolóxica, música, formación, exposicións, conferencias, documentais, e moito máis, en loita pola defensa do mediambiente e a biodiversidade.
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Os días 15 e 16 de Outubro, na vila de Arzúa (A Coruña), ecoloxía, arte e cultura danse cita no Terr@ctiva.
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A defensa e promoción dunha conciencia comprometida co noso planeta voltan a ser, un ano máis, unha aposta firme do festival gracias ao apoio da Deputación da Coruña, o Concello de Arzúa e á entidade xestora do festival, Coper@ctiva Cultural, que impulsou dende o seu nacemento este proxecto de carácter multidisciplinar e multixeracional orientado a acadar o cambio necesario nos valores da sociedade para garantir o futuro da humanidade.
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O recinto ferial de Arzúa acollerá por segundo ano consecutivo os stands da feira ecolóxica Feir@ctiva.
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O Mercado Verde, proposta de carácter activo e dinámico, reunirá nun espacio único productos ecolóxicos, terapias alternativas, artesanía e colectivos sociais. Durante dous días, ofrécese aos diversos expositores, un marco incomparable onde mostrar, expoñer e/ou vender os seus productos, ideas e proxectos.
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A música tamén terá protagonismo no Terr@ctiva. A noite do sábado 15 de outubro, celebrarase o Festival Musical Galeuzca, un festival de claro compromiso coas tendencias musicais máis representativas de Galicia, Euzkadi e Catalunya, que recolle parte da riqueza cultural da península para transmitir un valor imprescindible para o futuro da humanidade: a diversidade.
No concerto actuarán Kepa Junkera, desde Euzkadi e a Matraca Perversa, desde Galicia, entre outros.
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Nesta terceira Edición do Festival, o público contará cunha oportunidade única para a aprendizaxe en materia ecolóxica, medioambiental e de mediciña alternativa. Os diversos cursos e obradoiros, que se desenrolarán durante o festival, tratarán de cubrir o baleiro existente na oferta formativa de disciplinas como a risoterapia ou a Dinamización Medioambiental.E para os mais pequenos, durante toda a fin de semana a Ludoteca funcionará para dar un ocio lúdico e alternativo, con contidos medioambientais. Conferencias, exposicións, documentais e outras actividades lúdicas, completan o amplo e variado programa de Terr@ctiva.Durante a fin de semana do 15 e 16 de outubro, a ecoloxía, a cultura, e a diversión convértense na excusa perfecta para o encontro entre expositores e visitantes en Arzúa.
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