7.10.05

Indignação face à atribuição do Nobel da Paz de 2005


A atribuição do prémio Nobel da paz de 2005 à Agência Internacional para a energia atómica (AIEA) deve merecer a maior indignação e repúdio por parte de todos os activistas anti-nucleraes. Na realidade:

- a AIEA manipula a opinião pública pretendendo passar a ideia que as suas inspecções visam impedir a extensão e proliferação das armas atómicas, quando na verdade países como a Índia, o Paquistão e Israel já se dotaram de armas nucleares e entraram no restrito clube dos detentores de armas atómicas
- a AIEA é uma organização que promove o nuclear na versão «civil» e que mais não faz que tentar vender as vantagens da energia nuclear
- a AIEA oculta a verdade sobre os efeitos do nuclear civil e das suas consequências

Por estas e muitas razões é que a AIEA devia ser desmantelada, e não receber qualquer prémio e muito menos um Prémio Nobel!!!

O exército norte-americano está a abastecer-se de anthrax


O Exército norte-americano está em vias de adquirir grandes quantidades de anthrax, o que constituiria uma violação da Convenção sobre a interdição de produção e armazenamento de armas bacteriológicas.
Edward Hammond, que é o director da ONG Sunshine Project que descobriu e denunciou a existência de contratos entre a US Army Dugway Proving Ground no Utah e as empresas capazes de produzir anthrax ou bacilo de carvão, receia que a aquisição deste produto tenha por objectivo disseminá-lo por bombas que o transportariam.

Fontes:
New Scientist, 24 septembre 2005
http://fr.news.yahoo.com/06102005/185/l-armee-americaine-fait-le-plein-d-anthrax.html

Detectados 63 produtos químicos no sangue, num estudo às famílias europeias


63 produtos químicos foram detectados nas recolhas de sangue de uma amostra de 13 famílias europeias, anunciou a WWF ( Fundo mundial para a Natureza).
Esta foi conclusão a que se chegou num estudo em que se procurava a presença no sangue de 107 produtos numa amostra de 13 famílias distribuídas pelos vários países da União Europeia. O estudo incidiu sobre 3 gerações dessas famílias.

Outra conclusão é a seguinte: a geração dos avôs(avós é a mais contaminada com uma média de 63 produtos químicos no sangue. A razão é que tais pessoas foram anteriormente expostas a produtos, cujo uso é hoje interdito nos países desenvolvidos. Aparecem depois as crianças mais jovens em cujo sangue foram encontrados 59 produtos, e por último surgem as respectivas mães em cuja sangue detectaram 49 substâncias químicas.
Os produtos químicos investigados, muitos dos quais se acumulam no organismo durante toda a vida, são suspeitos de ter efeitos cancerígenos e de afectar o funcionamento do aparelho de reprodução. Mas não há certezas absolutas, uma vez que em 100.000 produtos químicos à venda no mercado, apenas 3.000 foram estudados. Recorde-se, no entanto, que num relatório sobre a relação saúde-ambiente publicado em França no ano passado calcula-se que 7 a 20% dos cancros são imputáveis a factores ambientais.
O estudo realizado pela WWF insere-se na sua campanha contra os produtos tóxicos, lançada em 2003. A WWF empreendeu esta campanha para eliminar os produtos mais perigosos como o DDT, os PCBs ou as dioxinas., neutralizando a tempo os efeitos nocivos para as futuras gerações e a ameaça que o descontrole químico representa para a biodiversidade, especialmente os produtos químicos que produzem efeitos a nível endócrino, da bioacumulação e persistência no meio.
No ano passado a associação tinha publicado os resultados das análises ao sangue efectuadas a 39 deputados europeus e a 14 ministros da saúde. O objectivo é fazer com que seja adoptada uma regulamentação mais exigente e rigorosa sobre a matéria. Note-se que o projecto REACH sobre o registo, avaliação e autorização dos produtos químicos deve ser submetido ao Parlamento Europeu no próximo dia 14 de Novembro.

6.10.05

Festival das Artes pela Biodiversidade (Terractiva) em Arzúa (Galiza)

O Festival das Artes pola Biodiversidade, Terr@ctiva, festival artístico e medioambiental volta a Galicia o 15 e 16 de outubro.
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Feira ecolóxica, música, formación, exposicións, conferencias, documentais, e moito máis, en loita pola defensa do mediambiente e a biodiversidade.
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Os días 15 e 16 de Outubro, na vila de Arzúa (A Coruña), ecoloxía, arte e cultura danse cita no Terr@ctiva.
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A defensa e promoción dunha conciencia comprometida co noso planeta voltan a ser, un ano máis, unha aposta firme do festival gracias ao apoio da Deputación da Coruña, o Concello de Arzúa e á entidade xestora do festival, Coper@ctiva Cultural, que impulsou dende o seu nacemento este proxecto de carácter multidisciplinar e multixeracional orientado a acadar o cambio necesario nos valores da sociedade para garantir o futuro da humanidade.
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O recinto ferial de Arzúa acollerá por segundo ano consecutivo os stands da feira ecolóxica Feir@ctiva.
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O Mercado Verde, proposta de carácter activo e dinámico, reunirá nun espacio único productos ecolóxicos, terapias alternativas, artesanía e colectivos sociais. Durante dous días, ofrécese aos diversos expositores, un marco incomparable onde mostrar, expoñer e/ou vender os seus productos, ideas e proxectos.
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A música tamén terá protagonismo no Terr@ctiva. A noite do sábado 15 de outubro, celebrarase o Festival Musical Galeuzca, un festival de claro compromiso coas tendencias musicais máis representativas de Galicia, Euzkadi e Catalunya, que recolle parte da riqueza cultural da península para transmitir un valor imprescindible para o futuro da humanidade: a diversidade.
No concerto actuarán Kepa Junkera, desde Euzkadi e a Matraca Perversa, desde Galicia, entre outros.
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Nesta terceira Edición do Festival, o público contará cunha oportunidade única para a aprendizaxe en materia ecolóxica, medioambiental e de mediciña alternativa. Os diversos cursos e obradoiros, que se desenrolarán durante o festival, tratarán de cubrir o baleiro existente na oferta formativa de disciplinas como a risoterapia ou a Dinamización Medioambiental.E para os mais pequenos, durante toda a fin de semana a Ludoteca funcionará para dar un ocio lúdico e alternativo, con contidos medioambientais. Conferencias, exposicións, documentais e outras actividades lúdicas, completan o amplo e variado programa de Terr@ctiva.Durante a fin de semana do 15 e 16 de outubro, a ecoloxía, a cultura, e a diversión convértense na excusa perfecta para o encontro entre expositores e visitantes en Arzúa.
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Mais info:

Lançamento do nº 2 da Voz de Deus, revista contracultural

Festa de lançamento do nº2 da Voz de Deus, revista contracultural (dia 8 às 17h.)


Vai realizar-se no próximo dia 8 ( Sábado) às 17 horas a festa de lançamento do nº 2 da revista contracultural «A Voz de Deus» na livraria «A Pulga» situada no Centro Comercial Itália, na Rua Júlio Dinis ( perto da Rotunda da Boavista) promovida pelas Edições Mortas.
A ocasião serve também para comemorar um ano de existência da «A Pulga, a minha querida livraria», um projecto de edição e distribuição de literatura marginal e de imprensa alternativa

VOZ DE DEUS, uma publicação Edições Mortas e Pulga. Colaboram neste segundo número: Helena Brandão, Mário Galego, Ivar Corceiro, José Manuel Rosendo, Fernando Morais, Nuno Rebocho, Virgilio Liquito, Mário Augusto, Jorge Mantas, Nunes Zarelleci, Óscar, Fernando Guerreiro, Raul Simões Pinto, Rui Carlos Souto e Pedro Moura. Arranjo Gráfico: Mão Pesada. Depósito Legal: 212 004 04. Pedidos: 91 422 30 65;
Info@edicoes-mortas. com;


http://edicoes-mortas.blogspot.com/

2.10.05

A pintura da Frida Kahlo vai estar exposta na Galiza



A maior exposição da artista mexicana Frida Kalho (1907-1954) vai abrir no próximo dia 28 de Outubro e estará patente até Janeiro do próximo ano. Vão estar expostas 27 obras pictóricas, 48 fotos e alguns objectos pessoais.
A artista, nascida a 6 de Julho de 1907, mostrou desde sempre um temperamento rebelde, independente e insubmisso, contradizendo todas as tradições femininas da época, mas ser nunca se afastar da cultura mexicana.
Uma ocasião única, pois, para portugueses, galegos e castelhanos observarem de perto a sua magnífica obra
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Os Estados Unidos são o único país do mundo em que…


Os Estados Unidos são o único país do mundo em que:

-os habitantes disparam sobre os helicópteros de socorro,

- os agentes da polícia sacam das suas pistolas quando alguém lhes pede ajuda,

-elevam o nível de segurança quando alguém é mais insistente

- os habitantes das cidades, que recolhem refugiados, correm às lojas de armamento para se municiarem e comparem fuzis de assalto por temor dos desgraçados sem dinheiro.

Depois há ainda que assinalar que:

Os americanos são muito mais eficazes no que toca ao uso de armas de destruição maciça ( atirar, e só depois pensar) do que prestar socorro aos infelizes dos seus compatriotas, vítimas de uma simples calamidade natural


Citação para reflexão:

«O sonho americano valoriza mais o progresso material individual, e não se preocupa tanto com o bem-estar geral, tudo isto num mundo em que os riscos, a diversidade e a interdependência não param de aumentar» ( Jeremy Rifkin)

1.10.05

Bio-carburante e autogestão


Chegou o momento para construirmos um outro futuro. Um futuro sem exploração nem dominação. Um futuro sem petróleo que começa com a produção do bio-carburante.

É chegada a hora de apropriarmo-nos da produção energética de uma energia renovável.
E impedir que as empresas petrolíferas se apropriem de novo do nosso destino.
Evitar que as nossas vidas sejam roubadas, e o nosso ar seja poluído, que as guerras dizimem os povos e roubem as suas riquezas.

Conhecemos bem demais os efeitos perversos destas lógicas industriais: objectivos puramente comerciais, desfasamento com os interesses das populações locais, procura de lucros imediatos…

Contra esta lógica vertical reivindicamos um funcionamento horizontal que promova a implicação do maior número de actores locais a partir da proliferação de pequenas unidades de produção e de reciclagem do óleo vegetal.
Defendamos o desenvolvimento do óleo vegetal como carburante, numa escala artesanal e que tenha o máximo de repercussões positivas tanto a nível de eficácia energética como ecológica.


Autonomia, Solidariedade, Autogestão…enfim, um outro Futuro

Hoje, o trabalho que nos é imposto, e que muitos reclamam para a sua sobrevivência, não tem outro valor que não seja o do dinheiro, algo abstracto e tentacular.
Ora é necessário sair deste género de trabalho que nada nos lembra e que nos rouba o tempo, para além de gerar a guerra, a miséria, condenando a nossa liberdade e a existência do nosso planeta. Precisamos de apropriar do nosso trabalho e utilizá-lo para produzir o que temos necessidade, no respeito pelo nosso ambiente. Precisamos de sair deste circuito fechado ( casa, carro, trabalho) e desta equação tirânica produção-retribuição-consumo, sair do sexismo que nela está implicado, sair do regime do salariato e libertamo-nos da subordinação aos empregadores.
Para isso criemos então uma rede que permita apropriarmo-nos da produção do nosso carburante num circuito que envolva agricultores, trabalhadores, recicladores numa lógica solidária e autogestionária.

Façamos em comum a energia de amanhã.

A Igreja do Santo Consumo


Meus irmãos e irmãs consumidores:

Posso anunciar-vos com júbilo que o vosso calvário terminou.

Desde há milénios que as religiões turvam a vista dos homens ao prometer um paraíso depois da morte. Mas a nossa Igreja é diferente. O paraíso por que todos almejamos – e que brilhantemente a nossa Igreja anuncia - está aqui, perto de nós, nos super e hipermercados, muito próximo de nós e aberto todos os dias.

Porque em verdade vos digo: a verdadeira Resposta, que tranquilizará a vossa alma e a alvoroçará a vossa carteira, a Resposta que eliminará as vossas dúvidas e os vossos medos, a Resposta que preencherá toda a vossa vida, do nascimento à morte, essa Resposta – meus Irmãos – é o Crescimento Económico Eterno.

É para isso que a Igreja do Santo Consumo existe: para vos ajudar e para nos ajudar a expandir a palavra da felicidade graças ao Santo Consumo.

Oremos juntos à Santíssima Trindade – Trabalho, Crescimento e Consumo – pois é graças a ela que alcançaremos a felicidade.

Celebrai o Santo Consumo através das vossas próprias orações diante dos muitos Templos urbanos, construídos em sua honra, e passai a Palavra santa.

Uma notícia infeliz nos chegou recentemente:
O Reverendo Paulo, membro da nossa Igreja desde a sua criação, foi acusado judicialmente quando tentava comprar o seu segundo 4x4 como todo o bom Consumidor deve proceder, preocupado como estava com a saúde económica do planeta. Temos pois de ir em seu auxílio.
Apelo a todos os Irmãos para enviar um cheque, bem nutrido, para o nosso Reverendo. A injustiça de que ele está a ser vítima não demorará muito a ser reparada para a glória do nosso Santo Consumo e da sua Igreja.


(aditamento suplementar: acabamos de saber que o Reverendo partiu para parte incerta.)




Nota de esclarecimento:

A Igreja do Santo Consumo é um culto mundial que preconiza a felicidade humana através do acto de consumo: consome para seres feliz.
Tudo o resto pouca importância tem.

As suas orações são normalmente dirigidas à Publicidade, ao Automóvel, ao Dinheiro, ao Crescimento Económico Infinito, e ao Santo Consumo

Para fazer parte da Igreja do Santo Consumo basta ter cartão de crédito, correr a um centro comercial mais próximo e comprar tudo o que vos apetecer. Os nossos estudos mostram que há 99,42% de possibilidades de tu seres já um dos nossos prosélitos.

Os poucos que se recusam em fazer parte da nossa Igreja são os heréticos, malditos livres-pensadores, refractários à felicidade pregada pela nossa santa Igreja do Consumo, para os quais o sentido da vida não está nas majestosas catedrais do Santo Consumo como são os ululantes shoppings, mas algures nos efémeros momentos de prazer de um pôr de sol, em escutar a água cristalina de uma ribeira ou, então, na cumplicidade de uma troca de olhares. Tudo coisas sem valor monetário e verdadeiras estranhas formas de heresia contemporânea




Os 10 Mandamentos da Igreja do Santo Consumo

1 - Não adorarás senão e unicamente o Consumo, a Publicidade eo Crescimento Económico
2 –Não produzirás nenhum produto nem coisa alguma enquanto não tenhas um bom plano de Marketing para os venderes.
3 – Repetirás quantas vezes te pedirem o santo nome das Empresas e das Marcas, porque a fé é instintiva e não deve merecer qualquer hesitação nem reflexão.
4 – Esquece o dia de descanso, e consome todos os dias
5 – Honra as festas e festejos, não deixando de gastar em prendas o teu salário do mês.
6 - Nunca cometerás acto algum que não tenha uma contrapartida financeira.
7 – Automóvel possuirás e periodicamente o trocarás
8 – Não roubarás jamais, pois a gratuitidade não pertence ao nosso mundo
9 – Do crédito viverás, e da poupança te livrarás
10- Os bens do teu vizinho invejarás, porque a inveja é o melhor alimento do Santo Consumo

Bosquímanos presos acabam de ganhar o Prémio Nobel Alternativo


O First People of the Kalahari, a organização de base dos bosquímanos gana e gwi do Bostswana que luta pelo direito do povo bosquímano regressar ao seu local ancestral, acabou de ganhar o Right Livelihood Award na Suécia, conhecido como o Prémio Nobel Alternativo na pessoa do seu dirigente Roy Sesana.
A justificação para o prémio foi para a «decidida resistência contra a expulsão das suas terras ancestrais e pela defesa ao seu modo e estilo de vida ancestral» por parte dos bosquímanos.
Este prémio coincide curiosamente com a prisão de 28 bosquímanos, incluindo os dirigentes da referida organização FPK que foram presos pela polícia que recorreu inclusivamente ao gás lacrimogéneo e a balas de borracha. O grupo preso estava em vias de tentar levar água e comida aos seus familiares que ainda se encontravam dentro da Reserva de Caça do Kalahari Central, e de onde a maioria dos bosquímanos foram expulsos.
Diz-se que as ricas jazidas de diamantes estão na origem da expulsão dos bosquímanos por parte do governo do Botswana.
Diga-se ainda que a empresa diamantífera De Beers, que gere todas as minas de diamantes do Botswana, é actualmente alvo de uma campanha de boicote mundial

Nota: Roy Sesana é o dirigente da FPK

Mais informações:
http://www.rightlivelihood.org/news/event05.htm

Fonte: Survival

Carter declara que Gore foi eleito presidente em 2000


Durante uma intervenção na American University de Washington o antigo presidente norte-americano Jimmy Carter declarou em resposta a uma questão colocada por um estudante que, na sua opinião, tinha sido Al Gore que tinha ganho as eleições presidenciais de 2000 tanto a nível geral como no Estado da Florida. Carter referiu-se a um disfuncionamento das instituições e a uma decisão parcial do Supremo Tribunal para explicar a conquista do poder presidencial por parte de Bush.
Este comentário segue-se a um relatório divulgado há 5 dias atrás em que Carter e Baker tinham apresentado propostas de alteração do sistema eleitoral dos Estados Unidos a fim de garantir a transparência e sinceridade dos escrutínios nas eleições norte-americanas

28.9.05

Aviso


Por motivos de força maior, de carácter pessoal, decidimos suspender temporariamente a actualização regular de textos e informações no http://Pimentanegra.blogspot.com
Agradecemos o apoio e incentivo que recebemos.
Prometemos regressar com a brevidade possível.
Mais determinados e com mais pimenta.
Obrigado por tudo.
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Nota 1: é possível que façamos algumas actualizações durante este interregno, cuja duração é indeterminada, mas só para manter o blog operacional.
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Nota 2: nunca esquecer que este é o mundo virtual, e que o mundo real é aquele onde vivemos e onde se desenvolvem as solidariedades, as resistências, as transformações sociais e individuais, as tristezas e alegrias da vida.
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Nota 3: quando estiverem reunidas as condições para o nosso regresso que, esperamos, seja tão breve quanto possível, comprometemo-nos a avisar pessoalmente por e-mail os nossos amigos que tiveram o gesto amigo e solidário de nos escrever até agora.Um abraço solidário.
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Contacto:
PimentaNegra@hotmail.com

Os activistas «anti-consumismo» querem mudar o mundo, independentemente dos partidos

(tradução de um texto do Le Monde de 25 de Set de 2005)

Joana, de 23 anos, faz parte dos que começaram o seu empenhamento político a partir de investidas contra os anúncios publicitários no metro parisiense durante o Inverno de 2003. Num restaurante associativo, um pouco maior que uma sede de uma associação de estudantes, em pleno bairro de Belleville, em Paris, e apoiada numa comprida mesa de madeira Joana recorda-nos a sua primeira «acção directa»: Estava impressionada e excitada. Acabara de encontrar uma maneira de agir politicamente sem que ninguém o fizesse em meu nome».
Nesta cantina, que serve ao mesmo tempo de cozinha, cerca de 30 jovens dos 20 aos 30 anos discutem ao longo da tarde assuntos como os ceifeiros dos OGM ( transgénicos), a subida do preço do petróleo, ou como o óleo vegetal pode substituir a gasolina nos automóveis. São elementos do RAP (Résistance à l’agression publicitaire, Resistência à agressão publicitária) ou de movimentos libertários.
É aqui que se reúnem os activistas anti-consumismo, aqueles que organizam operações de tapagem dos painéis publicitários, acções de boicote, esvaziamento de pneus dos jeeps e que participam nas paródias das missas, em plena rua, ao ar livre, em nome de uma imaginária «Igreja do Santo Consumo».
Desde o ano de 1999 estes grupos, tais como os «anti- 4×4» que militam contra os veículos de todo-o-terreno dentro das cidades, o colectivo «Vélorution» que preconiza a substituição dos automóveis pelas bicicletas, ou «Chiche», um grupo de jovens ecologistas que se multiplicam num mosaico de tendências, à imagem dos altermundialistas. Entre os «anti-consumismo» coexistem os ecologistas puros e duros, que vivem sem carro, sem frigorífico, ao lado de anarquistas nómadas ou squaters, a que não faltam os habituais frequentadores dos tribunais de pequena instância.
O seu ponto comum é a vontade de militar à esquerda «fora dos aparelhos partidários», assim como transformar as manifestações em momentos «lúdicos». Munidos de marcas indeléveis, de panfletos realizados nos seus computadores, e trazendo muitas vezes narizes de clowns (palhaços), eles pretendem pôr em causa a sociedade de consumo, na linha dos movimentos do Maio de 68, mas num contexto económico infinitamente mais difícil que a dos que os seus pais conheceram.
Contra o produtivismo, eles denunciam uma sociedade baseada num consumismo exponencial legitimado na ideia do crescimento. Os seus livros de cabeceira são, desde os anos 1970, «A Sociedade do Espectáculo» de Guy Debord, «1984» de George Orwell. Mas, hoje, longe das barricadas do Maio de 68, eles transformaram-se nos movimentos anti-OMC (Organização Mundial do Comércio), surgidos a partir de Seattle (1999), nos anti-G8 de Génova (2001), que se tornaram os referentes fundacionais deste novo activismo. Outro elemento referencial foi, sem dúvida, o livro «No Logo» da jornalista canadiana Naomi Klein que contesta a «tirania das marcas»
«Todos os opositores ao neoliberalismo convergem na luta contra a publicidade, vista como o carburante do actual sistema capitalista», explica Sébastien Darsy, autor do livro «Temps de l’anti-pub» ( Actes Sud, 2005). Entre os activistas « anti- 4×4», «anti-tv», «pró-bicicleta» e «anti-publicidade» as fronteiras não estão definidas e são frequentes e mais que muitas as relações entre si.
«Os colectivos criam-se e desaparecem», explica Ludovic Prieur, coordenador do site Internet Hactivist News Service (HNS), uma das fontes de informação destes colectivos. «Alguns envolvem-se na luta contra a publicidade; amanhã será a vez dos «anti-4 × 4». Passa-se de um território de luta para outro» Da mesma maneira, as relações com outros grupos europeus relevam mais das relações interpessoais do que de redes estruturadas e coordenadas. «Nós temos apenas relações pontuais, aquando da organização de certas manifestações como do Euro May day, o 1º de Maio contra a precariedade, o Dia sem marcas, etc», explica Ludovic Prieur. »depois cada um volta para sua casa, numa atitude de precariedade positiva»
Este zapping de iniciativas reflecte o funcionamento destes movimentos, como se a Internet tivesse transformado as formas tradicionais do militantismo. « A informação circula muito rápido graças aos blogs, às newletters, aos e-mails», esclarece Philippe Colomb, activista que está à frente da associação «Vélorution». Avisamos todos e passamos à acção. Mas esta liberdade de acção tem um preço: «Há muito turn-over. É difícil manter no tempo toda esta nossa militância», lamenta-se Philippe Colomb.
Estes activistas têm, ainda assim, os seus referentes. O tom libertário é dado claramente por Yvan Gradis, principal redactor da revista «Le Publiphobe» e co-fundador do RAP. E basta passar pelo local da associação, em Vincennes ( Val-de-Marne), para descobrir outros referentes. Entre material diverso, encontramos os textos dos pensadores do «decrescimento» como Serge Latouche, professor de economia na Universidade Paris-IX, François Brune, professor de letras, Paul Ariès, professor de ciências políticas em Lyon-II. Todos são subscritores da revista «La Décroissance», publicada pela associação «Casseurs de Pub», cujo conceito epónimo define a vontade de acabar com o crescimento económico, encarada como a fonte das actástrofes ecológicas e sociais. Esses autores são os mais «antigos» do movimento, segundo Sébastien Darsy: «Eles apontaram os referentes intelectuais, e que atraíram os mais jovens activistas».
Resta referir que os novos activistas acabaram por inovar, introduzindo novas formas de activismo «lúdico», inspirados nas acções da Adbuster americana, precursora da subversão artística dos painéis publicitários, e nas acções da Reclaim the Streets, que defende a «re-apropriação das ruas»
À sua maneira, os novos activistas «anti-consumismo» lembram a sua necessidade de fantasia imaginativa. É o que dizem e testemunham Jean-Christophe, 28 anos, que trabalha para a RAP, e Roger, 30 anos, engenheiro electrónico, no desemprego. Ambos estão profundamente empenhados no movimento e assumem-se como membros da «Geração-Precariedade».

Alguns livros sobre o movimento anti-consumismo:

La France rebelle, sous la direction de Xavier Crettiez et Isabelle Sommier, 2002, Ed. Michalon, 570 pages.

­ Le Temps de l'anti-pub, Sébastien Darsy, 2005, Ed. Actes Sud, 236 p.

Références idéologiques :­ No logo, la tyrannie des marques, Naomi Klein, 2000, Ed. Actes Sud, 574 p.

­ Démarque-toi ! Petit manuel anti-pub, Paul Ariès, 2004, Ed. Golias, 192 pages.

­ Putain de ta marque !, Paul Ariès, 2003, Ed. Golias, 526 pages.

­ Casseurs de pub, Raoul Anvélant, Paul Ariès, François Brune, Denis Cheynet, 2004, Ed. L'Aventurine, 300 pages.

Revistas :
Casseurs de pub et la décroissance ;
Le Publiphobe.

Acção de libertação do ar comprimido ( acerca de Os Esvaziadores)


Os esvaziadores dos 4 × 4


( tradução de um texto do Le Monde de 25 de Setembro de 2005)

O sub-ajudante Marrant concentrou as suas tropas num bar no centro de Paris. De dia, este pseudo-militar de 28 anos é estudante. À noite, dirige um pequeno «comando» armado de bombas de ar e sacos de lama sob o estranho nome de «Les Dégonflés» (Os Esvaziadores).
Esta estranha tropa atacou as ruas de Paris nas últimas duas semanas. O seu alvo são as viaturas todo-o-terreno 4 × 4 que se encontram nas ruas da cidade. Os pneus de 24 viaturas todo-o-terreno foram esvaziadas durante estas acções organizadas desde o dia 30 de Agosto. No passado dia 13 de Setembro outra dezena de 4 × 4 foram cobertas de lama. Nesta noite a área escolhida foi o bairro de Montpanasse. Pelo caminho descobriram um alvo ideal, um enorme Land Rover azul metalizado. Alguns «Esvaziadores» ocuparam-se a lançar lama sobre a viatura com as suas próprias mãos. « Estes veículos nunca foram para o campo, nós encarregamo-nos simplesmente de os levar até lá», desabafa um jovem de 25 anos, conhecido pelo nome de «sub-ajudante Gachet».
Um panfleto com alguns erros ortográficos é colado nos vidros. «Esta campanha utiliza métodos de acção directa que podem ser discutíveis. Mas é claro que numa sociedade de direito é preferível não se fazer a justiça pelas suas próprias mãos.. Por isso é que nós considerámos as nossas acções como actos de legitima defesa».
Os alvos são seleccionados com precaução, de preferência longe das residências. «Não queremos confrontos. Por alguma razão chamamo-nos «Os Esvaziadores», diz Urbain, um rapaz que se reuniu com o grupo, ao lado de Eric, Lili, Julien, Guillaume, Mathilde por ocasião de uma manifestação de protesto contra o dirigente da extrema-direita Le Pen em Abril de 2002. Têm-se encontrado, entretanto, nas manifestações anti-guerra e nos protestos estudantis. Este companheirismo activista veio a desembocar nas acções anti-publicidade no metro parisiense, o que lhes valeu, de resto, terem sido objecto de acusações judiciais.
Alguns deles são agora membros de «Os Esvaziadores». Têm entre 20 e 33 anos. Rapazes, sobretudo. A maior parte, estudantes parisienses de arquitectura, história, fotografia e marketing.
«A maior parte de nós vêm de um meio pequeno-burguês, excepto alguns de vêm de famílias desfavorecidas», declara o «sub-ajudante» Gachet. A principal motivação para a sua acção é a ecologia e o anti-produtivismo.
Uns militaram nos partidos políticos. Outros agem no seio de associações. Mas quase todos, hoje, situam-se à margem da política tradicional, que vêem como ineficaz e à qual opõem a acção directa. «Pretendemos suscitar na sociedade os debates que os políticos se mostram impotentes em promover e que possam sensibilizar as pessoas», diz-nos Eric, 33 anos, desempregado, que remata: «Simbolicamente até acho interessante estigmatizar os 4 × 4 com métodos de acção próprios de rapazinhos»

Vivienne Westwood lança na Grã-Bretanha uma T-shirt «eu não sou terrorista»


A conhecida criadora de moda e do design «punk» (imaginou o look dos Sex Pistols), hoje mundialmente já consagrada nos círculos de moda, acabou de lançar uma linha de t-shirts para denunciar o projecto de legislação antiterrorista que o governo Blair publicou.

«Eu não sou um terrorista. Por favor, não disparem.», proclama o slogan inscrito nas T-shirts, criadas por Vivienne Westwood, e cujas receitas de venda reverterão para a Liberty, uma das maiores associações de defesa dos direitos humanos da Grã-Bretanha.

«Esta t-shirt serve para pôr os britânicos a reflectir», explicou a conhecida designer de moda no decorrer da conferência de imprensa, acabando por se interrogar: «como alguém se sentiria se algum familiar fosse preso ou morto pela polícia, apesar de ser inocente.»

Fonte: AP

25.9.05

O exército mais incompetente do mundo

Segundo as estimativas do US General Accounting Office, citadas pela revista Manufacturing Technology News do passado dia 1 de Setembro de 2005, o exército norte-americano terá já utilizado desde o início da invasão mais de 18.000.000 balas de 5,56 mm para os seus M-16 e derivados.

Ora, sabendo que os porta-vozes da Coligação dos exércitos de ocupação estimam em cerca de 20.000 o número de insurgentes temos que concluir que terão sido usadas 90.000 balas por cada insurgente, sem que, apesar disso, tenham sido neutralizados.

Tudo isso mostra bem a ineficácia das forças armadas norte-americanas e como estão condenadas ao insucesso, tal é a sua incompetrência…

Fonte: RedVoltaire

Como seria o mundo, se a humanidade fosse constituída por 100 pessoas



Como seria uma amostra ( de 100 pessoas) representativa de toda a Humanidade


Se transformarmos a população da terra numa comunidade pequena de 100 pessoas, e se mantivéssemos as mesmas proporções que temos hoje no mundo actual, a humanidade seria assim constituída:

61 asiáticos
12 europeus
14 americanos (da América doNorte e do Sul)
13 africanos
01 australiano (Oceania)

50 mulheres
50 homens

67 não são Cristãos
33 são Cristãos ( católicos, protestantes e ortodoxos)

Desses 100 habitantes, só 6 pessoas possuíam 59% de toda a riqueza mundial, 13 teriam fome ou sofriam de má nutrição, 14 não sabem ler, e tão-só 7 teriam instrução a nível secundário

Das despesas anuais totais daquela comunidade no total de 3,000,000 dólares por ano:

- 181,000 dólares seriam gastos em armas e guerra...
- 159,000 dólares seriam gastos em educação...
- 132,000 dólares seriam gastos em saúde.

Finalmente, se você é daquelas pessoas que mantém os seus alimentos num frigorífico e as suas roupas num armário, então fará parte do grupo mais rico da Humanidade (isto é, 25% daquelas 100 pessoas)

E se tiver uma conta bancária, então isso significa que você será uma das 30 pessoas mais ricas no mundo ( naquela amostra de 100 pessoas que compõem aquela amostra da Humanidade)

Dessas 100 pessoas que fazem parte da amostra, 25 lutam para viver com 1 dólar ou menos por dia , e 47 pessoas lutam para viver com 2 dólares ou menos por dia.

12.9.05

Diário Íntimo de George W. Bush

26 de agosto

Voltei a perder com Dick no golfe. Devo mudar os tacos ou ir passear com Dick. Bárbara ainda não acabou de limpar a casa, apesar da ajuda dos empregados marroquinos. Telefonam-me de Miami... a propósito de não sei o quê de...Karina. Terei que lhes mandar dinheiro, é o mais certo. Hoje quis ler algo antes de me deitar, mas o livro estava de pernas para o ar. Continuo a repousar no meu rancho do Texas e estou mais que convencido que é mais fácil triunfar com um êxito do que com um insucesso.

27 de Agosto

Voltei a perder com Donald ao golfe. Devo mudar, sem falta, de tacos ou, então, destituir Donald. Bárbara ainda não acabou de limpar. Mantenho-me a descansar no meu Rancho do Texas, mas estou preparado para qualquer imprevisto que possa ou não acontecer, até porque o futuro sempre será melhor amanhã.

28 de Agosto

Voltei a perder no golfe com Patterson, e estou quase decidido a não aumentar-lhe o subsídio para a sua Igreja, a não ser que continue a ameaçar Chávez. Não esquecer que devo mudar de tacos.
Telefonaram-me de novo. Disse-lhes que não é a contaminação o que ameaça o meio ambiente mas as impurezas da água e do ar. Continuo no meu Rancho do Texas. Hoje ao ver um pôr do sol pensei que já é hora da raça humana entrar no sistema solar. Bárbara ainda não terminou de limpar. Devo mudar o cabo do telefone porque instalaram-no de pernas para o ar. Os tipos não sabem fazer nada Nem sequer servem de prismáticos.

29 de Agosto

Voltei a perder no golfe com a Bárbara. Devo mudar os tacos ou acabo por ser eu a limpar a casa. Continuo no meu Rancho do Texas a descansar. Ao ver um jogo de beisebol na televisão engasguei-me com...uma bolacha Prezzler, e isso foi porque, como disse Bárbara, não lhe puseram gelo. O pior foi que com...o sufoco, perdi o equilíbrio e fui contra a porta. Tenho que procurar New Orleans no mapa...a última vez que procurei acho que era a sul de Nova Iorque. Disseram-me que há lá, como no Brasil, muitos negros.

30 de Agosto

Voltei a perder ao golfe e nem sequer me lembro com quem, e tudo isso por causa do maldito telefone, a quem ainda não arranjaram o cabo, e que não parava de tocar. Falaram-me de não sei o quê de Katrina e New Orleans. Continuo a pensar que a melhor maneira de acabar com as inundações é secarem os rios e os mares. Algum tempo atrás já tinha proposto cortar as árvores para acabar com os incêndios, e espero que não demorem muito a darem-me razão. Que sorte a minha estar de férias no meu Rancho no Texas.

31 de Agosto

Hoje tive que suspender a minha partida de golfe. Devia ter ido com a Condolezza comprar sapatos de 500 dólares em Nova Iorque. Por não a ter acompanhado, vou ter que ir agora para New Orleans por causa de alguns negros que morreram. Bárbara disse-me que, no fundo, eles já estão habituados a morrer. Por isso não sei qual é o problema. Bárbara não percebe de política. Continuo no Texas.

1 de Setembro

Reparo agora que New Orleans fica no Louisiana. Só que não sei aonde fica o Louisiana. Dick informou-me que as pessoas de lá estão encantadas com o governo e que até lhe fizeram alguma ofertas sexuais. Acho que vou ter que ir lá, logo que deixe de chover. Vou telefonar a Condolezza para que deixe de comprar sapatos e perder tempo no teatro, e vá dar uma volta por New Orleans. Ninguém melhor que ela para falar com os negros e explicar-lhes que não é nada de pessoal.

2 de Setembro

Estou em New Orleans e não sei o que fazer. Aqui não se pode jogar golfe. Além disso, faz uma calor tremendo e não me agradam nada essas sessões de fotografia com refugiados. Tive que exigir que não me pusessem a abraçar com um...qualquer refugiado. Tiveram que ir buscar ao Misouri um casal de brancos.
Disse-lhes que rezassem.

3 de Setembro

Voltei para o Texas...Bárbara ainda não acabou de limpar. Hoje não vem ninguém jogar golfe. Hoje é o dia em que não vou perder

Tradução do castelhano. O original está em:
http://www.rebelion.org/noticia.php?id=19923

11.9.05

11 de Setembro de 1973: o dia em que a CIA derrubou uma democracia


Em Setembro de 1970 Salvador Allende ganha as eleições presidenciais no Chile e, desde então, é desencadeada uma violenta campanha de intoxicação e de agitação contra o governo de Unidade Popular até ao seu derrube por meio do golpe militar de 11 de Setembro de 1973, apoiado pelos Estados Unidos, no qual encontraram a morte milhares de pessoas, entre elas Allende, cujo Palácio presidencial foi bombardeado pelos aviões golpistas, e a partir do qual o Chile viveu o período mais negro da sua história, esmagado sob a ditadura fascista de Pinochet em que milhares de pessoas foram perseguidas, presas, torturadas e mortas, tendo muitas delas desaparecido.

Grande parte da responsabilidade das acções de desestabilização social e política deve ser assacada aos Estados Unidos, e muito particularmente às suas agências de informação, como a CIA, que estiveram muito activas durante todo o período por que durou o governo de Unidade Popular e que não se cansaram até Allende ter sido morto às mãos dos militares golpistas.

Com efeito, desde a eleição de Allende e a entrada em funções do governo de Unidade Popular o Chile tornou-se aos olhos dos norte-americanos um perigo para a «democracia», e a então Administração Nixon empenharam-se diligentemente em desestabilizar a democracia chilena, financiando as forças, as milícias e os partidos da extrema-direita e fomentando o golpe de estado militar

Recorde-se que Allende, logo que assumiu a direcção do governo chileno, tinha nacionalizado as grandes empresas e os bancos, em especial as empresas estrangeiras que exploravam os recursos mineiros do Chile, verdadeiros vampiros do povo chileno.

Allende tentou ainda levar a cabo uma política social a favor das camadas sociais mais pobres e exploradas, ensaiando formas democráticas de gestão.

O 11 de Setembro deve ficar na memória dos povos como uma página negra da luta pela liberdade e pela justiça, a fim de ninguém mais esquecer o que são capazes de fazer as multinacionais e os homens de mão dos Estados ricos aos países do sul que lutam pela salvaguarda das suas riquezas.
O 11 de Setembro é mais uma data em que os Estados Unidos derrubaram uma democracia e um presidente democraticamente eleito

Concerto de Joan Baez, símbolo da protest song, contra a guerra do Iraque


Joan Baez, figura simbólica do movimento anti-guerra do Vietname nos anos 60 e conhecida folk-singer e uma das mais conhecidas cantoras do que se chamou a Protest Song, deu um concerto gratuito contra a guerra do Iraque, vindo expressamente a Crawford (Texas) apoiar Cindy Sheehan, a mãe californiana de 48 anos cujo filho de 24 anos morreu no passado mês de Agosto em Bagdade.
Na ocasião Joan Baez declarou: «Aquando da primeira manifestação (contra a guerra do Vietname) nós eramos 10. Mas agora somos muitos».


http://www.joanbaez.com/latestnews.html