1.10.05

Bio-carburante e autogestão


Chegou o momento para construirmos um outro futuro. Um futuro sem exploração nem dominação. Um futuro sem petróleo que começa com a produção do bio-carburante.

É chegada a hora de apropriarmo-nos da produção energética de uma energia renovável.
E impedir que as empresas petrolíferas se apropriem de novo do nosso destino.
Evitar que as nossas vidas sejam roubadas, e o nosso ar seja poluído, que as guerras dizimem os povos e roubem as suas riquezas.

Conhecemos bem demais os efeitos perversos destas lógicas industriais: objectivos puramente comerciais, desfasamento com os interesses das populações locais, procura de lucros imediatos…

Contra esta lógica vertical reivindicamos um funcionamento horizontal que promova a implicação do maior número de actores locais a partir da proliferação de pequenas unidades de produção e de reciclagem do óleo vegetal.
Defendamos o desenvolvimento do óleo vegetal como carburante, numa escala artesanal e que tenha o máximo de repercussões positivas tanto a nível de eficácia energética como ecológica.


Autonomia, Solidariedade, Autogestão…enfim, um outro Futuro

Hoje, o trabalho que nos é imposto, e que muitos reclamam para a sua sobrevivência, não tem outro valor que não seja o do dinheiro, algo abstracto e tentacular.
Ora é necessário sair deste género de trabalho que nada nos lembra e que nos rouba o tempo, para além de gerar a guerra, a miséria, condenando a nossa liberdade e a existência do nosso planeta. Precisamos de apropriar do nosso trabalho e utilizá-lo para produzir o que temos necessidade, no respeito pelo nosso ambiente. Precisamos de sair deste circuito fechado ( casa, carro, trabalho) e desta equação tirânica produção-retribuição-consumo, sair do sexismo que nela está implicado, sair do regime do salariato e libertamo-nos da subordinação aos empregadores.
Para isso criemos então uma rede que permita apropriarmo-nos da produção do nosso carburante num circuito que envolva agricultores, trabalhadores, recicladores numa lógica solidária e autogestionária.

Façamos em comum a energia de amanhã.