20.12.07

Hoje é o lançamento de mais um número da Docs.pt, a única revista dedicada ao documentário

Vai ser lançado hoje no Museu do Chiado pelas 18h30 mais um número da revista Docs.pt, a única publicação do género dedicada ao cinema documental.
Trata-se desta vez de um número temático sobre a «Arte do Cinema – a hipótese cinema no campo das artes»


Com esta edição temática, a docs.pt intenta abrir um campo de reflexão e de partilha teórica sobre a relação entre cinema e arte, sobre correspondências e ressonâncias entre diversas práticas e processos de criação. Privilegiando a dimensão do encontro e a forma dialógica, procurámos convocar autores e ensaístas oriundos das diversas áreas e desdobrar o pensamento em torno do cinema, das suas migrações no campo das artes e da sua mise en espace, do documentário sobre as artes e os seus dispositivos.


Será projectado o documentário "Le Centre Georges Pompidou" de Roberto Rossellini, com a presença do produtor Jacques Grandclaude, no contexto da exposição Centro Pompidou Novos Media 1965-2003


A docs.pt é a única publicação portuguesa dedicada ao cinema documental e uma das poucas existentes na Europa. Bilingue – em Português e em Inglês -, e editada duas vezes por ano (em Junho e em Outubro), a docs.pt foi criada para servir de veículo de promoção e de difusão da cultura cinematográfica portuguesa, dos seus autores, obras e realidades.
A docs.pt assume-se como uma proposta alternativa para todos os que se interessam pelos documentário contemporâneo.


Tem como objectivos divulgar o cinema documental e levar os filmes a um público cada vez mais alargado, constituir um acervo escrito da evolução e do crescimento deste género em Portugal e criar condições para um espaço crítico onde se pense e debata o cinema e as suas linguagens.
Assim, num âmbito mais restrito, a docs.pt responde às necessidades de um conjunto de profissionais e de estudantes das áreas do cinema, audiovisual, comunicação, artes, e ciências sociais, que, tendo já encontrado espaços e momentos de visibilidade das obras documentais, pode encontrar nesta publicação um campo de reflexão mais aprofundado.
A docs.pt quer ser uma janela para outras realidades, um veículo de aprofundamento e de interligação das várias práticas do cinema e do cinema Documental, confrontando-as com cinematografias estrangeiras, segmentos das artes visuais e performativas, estimulando uma convivência com outras áreas e pessoas de formação diversa.
Editada pela Apordoc – Associação pelo Documentário, a docs.pt enquadra-se na linha de acção da organização, empenhada em contribuir para a criação e para o desenvolvimento de uma cultura do cinema documental em Portugal.
Uma das particularidades da docs.pt é ter partido de uma pluralidade de ideias e formas de expressão. Por essa razão, apostou numa direcção editorial organizada num conselho ou fórum de “consulta”, onde são elaboradas e discutidas as opções editoriais de cada número. Este conselho editorial é composto por um grupo de realizadores, produtores, programadores, professores e jornalistas.

EQUIPA
Direcção: Caroline Barraud
Direcção editorial (número especial / Dez. 2007): Luciana Fina
Coordenação de redacção e edição: Miguel Coelho
Revisão: Cátia Salgueiro, Raquel Schefer
Tradução inglesa: Kevin Rose, Mark Cain, Claudia Buonaiuto
Tradução portuguesa: Maura Lemos, Paola d´Agostino
Conselho editorial: Ana Isabel Strindberg, Caroline Barraud, Cátia Salgueiro, Clémentine Mourão-Ferreira, Luciana Fina, Miguel Coelho, Susana de Sousa Dias, Susana Martins
Publicidade e distribuição: Margarida Ventosa
Assinaturas: Nina Ramos
Tratamento de imagem: Pedro Silva
Produção gráfica: João Costa
Design: Miss Sushie


CONTACTOS
Redacção: docsptred@gmail.com
Publicidade e distribuição: docs.ptpub@gmail.com
Assinaturas e vendas: apordoc@sapo.pt
http://www.apordoc.org/index.htm?no=2020001230

http://www.apordoc.org/index.htm

Em Coimbra a Escola da Noite tem em cena «Na estrada Real» de Tchékhov até 23 de Dez.



A Escola da Noite está a apresentar, no mês de Dezembro, o espectáculo "Na Estrada Real [um estudo dramático]", de Anton Tchékhov, com encenação de António Augusto Barros.

O espectáculo, que estreou a 19 de Outubro e teve uma curta temporada (14 espectáculos], vai estar em cena entre 13 e 23 de Dezembro, de terça a sábado às 21h30 e aos domingos às 16h, na Oficina Municipal do Teatro.

Em "Na Estrada Real" — um exercício de escrita a partir da forma do melodrama —, Tchékhov propõe uma curiosa e (ainda hoje) perturbante inversão dos termos normalmente associados a este género teatral, particularmente popular na Europa do final do século XIX. Evitando conscientemente, e com grande mestria, o facilitismo panfletário ou moralista, bem como o final feliz que hoje associamos a certos tipos de entretenimento cinematográfico ou televisivo, Tchékhov (e, com ele, A Escola da Noite) convida os espectadores a entrar na taberna de beira de estrada onde Tíkhon, seu proprietário, alberga peregrinos, trabalhadores fabris, vagabundos e fidalgos. E porque o mundo, a vida e o ser humano são sempre mais complexos do que a forma como conseguimos representá-los, recusa fornecer-nos as conclusões, desafiando cada um de nós a terminar uma história aparentemente inacabada.
Em "Na Estrada Real" — um exercício de escrita a partir da forma do melodrama —, Tchékhov propõe uma curiosa e (ainda hoje) perturbante inversão dos termos normalmente associados a este género teatral, particularmente popular na Europa do final do século XIX. Evitando conscientemente, e com grande mestria, o facilitismo panfletário ou moralista, bem como o final feliz que hoje associamos a certos tipos de entretenimento cinematográfico ou televisivo, Tchékhov (e, com ele, A Escola da Noite) convida os espectadores a entrar na taberna de beira de estrada onde Tíkhon, seu proprietário, alberga peregrinos, trabalhadores fabris, vagabundos e fidalgos. E porque o mundo, a vida e o ser humano são sempre mais complexos do que a forma como conseguimos representá-los, recusa fornecer-nos as conclusões, desafiando cada um de nós a terminar uma história aparentemente inacabada.

de 13 a 23 de Dezembro
de terça a sábado, às 21h30, domingos, às 16h00
Oficina Municipal do Teatro, Coimbra
espectáculo para maiores de 12 bilhetes entre 6 e 10 Euros
reservas telf 239 718 238, 966 302 488


um estudo dramático em um acto de Anton Tchékhov

tradução do original russo António Pescada
encenação António Augusto Barros
elenco António Jorge, Eduardo Dias, Eduardo Gama, Maria João Robalo, Miguel Magalhães, Ricardo Kalash, Rui Valente, Sofia Lobo, Sílvia Brito e Valdemar Cruz



A Escola da Noite
Rua Pedro Nunes, Oficina Municipal do Teatro
3030-199 COIMBRA

www.aescoladanoite.pt

tel. 239 718 238 fax 239 703 761
tlm. 965 659 792




A Escola da Noite apresenta Tchékhov em sessão especial para Russos


O espectáculo de domingo, 23 de Dezembro, a apresentar pelas 16h, inicialmente divulgado para o público em geral, vai ser apresentado em exclusivo para os cidadãos russófonos, numa colaboração entre a companhia e a Embaixada da Federação da Rússia. Uma maneira curiosa de terminar um ano de trabalho d'A Escola da Noite em torno da obra teatral do escrito russo: recordamos que "Na Estrada Real" é o terceiro e último espectáculo do ciclo dedicado ao dramaturgo russo que tem ocupado a companhia desde o início do ano, depois do exercício-espectáculo "A Boda" e do muito elogiado "Tchékhov e a Arte Menor", que incluía a representação de seis peças em um acto deste autor.


Espectáculo de TEATRO
23 de Dezembro DOMINGO 15h

Oficina Municipal do Teatro Coimbra
“NA ESTRADA REAL”
peça de Anton Tchékhov por A ESCOLA DA NOITE
Sessão especial para cidadãos russófonos
Entrada gratuita com marcação antecipada obrigatória pelo telefone 239718238 ou telemóvel 966302488 [lotação limitada]
Organização: Embaixada da Federação da Rússia


Вечер Русской Культуры
В воскресенье 23 декабря 2007 года в 15.00
в помещении Муниципальной театральной мастерской города Коимбры состоится спектакль
театра "Escola da Noite", поставленного по пьесе А.П. Чехова «На большой дороге».
Специальное представление для русскоязычных граждан
Вход свободный. Предварительная запись по телефонам: 239 718238 или 96 6302488
[количество мест ограничено].
Организатор мероприятия: Посольство Российской Федерации.

Conversa-debate sobre o livro de Chomsky, A Democracia e os Mercados na nova ordem mundial,no café-livraria Gato Vadio (22 de Dez., Sábado, às 22h,)


19.12.07

Tarde de solidariedade para com o povo basco ( na Casa-Viva, Sábado, 22 Dez, às 15h)

Os legítimos anseios do povo basco em prol da sua auto-determinação merecem-nos o nosso maior apreço e admiração. A manipulação informativa e a repressão que se abateu sobre essa legítima aspiração não pode pois deixar de ser objecto da mais viva condenação, especialmente quando essa repressão recorre à tortura e violação dos direitos humanos.


Por isso, é importante a solidariedade para com um povo que luta pela sua emancipação social das forças externas que impedem a sua independência e soberania. Uma luta que, no nosso entendimento, não deve recorrer a armas nem a actos de violência gratuita, mas antes ter como protagonista principal a legítima vontade popular de se separar do Estado espanhol através dos meios pacíficos mais adequados por onde essa pretensão se possa manifestar.

A paranóia repressiva é de tal ordem que o Estado espanhol não se limita a ilegalizar Partidos políticos representativos dos bascos nem a fechar e a coagir órgãos de informação, mas vai ao ponto de pretender encerrar bares e cafés, simples estabelecimentos comerciais, onde a cultura basca se faz sentir com toda a sua vivacidade.
Felizmente, e segundo as últimas decisões do Supremo Tribunal de Justiça do Estado espanhol, o pedido de encerramento das chamada Herrico tabernas por parte das autoridades espanholas foi indeferido por se considerar que os seus titulares são pessoas particulares.

Mas muitas outras acções repressivas têm sido lançadas , constituindo grosseiras violações dos direitos humanos, como é o caso da tortura sistemática e da prisão sem provas nem fundamento legal.

A violência estatal não deverá, no entanto, justificar qualquer acto de violência gratuita sobre pessoas por parte de quem luta pela emancipação do povo basco.




Onde procurar informação sobre o país basco:

http://paisbasco.blogspot.com/

http://www.stoptortura.com/

http://www.behatokia.info/ observatório dos direitos humanos no país basco

http://www.gara.net/

http://irishbasquecommittees.blogspot.com/





Murais políticos em Euskal Herria (país basco)
http://muralespoliticos.blogspot.com


Parte I




Parte 2



Parte 3



Parte 4

Câmara do Porto vai destruir e desfigurar o Mercado do Bolhão (património da cidade)!




Uma bonita loja do comércio tradicional, situada numa das ruas circundantes ao Mercado do Bolhão, e que será certamente prejudicada com a instalação de um hipermercado no antigo Bolhão.


A decisão já foi tomada. O executivo da Câmara do Porto, liderado pelo inominável Rui Rio, vai entregar o Mercado do Bolhão a uma empresa holandesa (Trancrone), especializada em centros comerciais, para esta o transformar num grande supermercado com o inevitável parque de estacionamento subterrâneo.

Seguindo sempre a já velha e conhecida estratégia de desinvestir, deixar apodrecer e, depois, avançar para a privatização, Rui Rio desfere assim mais outro golpe contra o património público da cidade e a gestão pública dos equipamentos colectivos ao admitir não só a destruição do antigo Mercado do Bolhão da cidade, mas a concessão desse espaço por 50 anos a uma empresa privada para nele ser construído e explorado um incaracterístico supermercado que, além de ser altamente prejudicial para com os estabelecimentos do comércio tradicional existentes na zona circundante, vai desfigurar completamente o espaço tal como o conhecemos.


Notícia da imprensa:

O executivo camarário do Porto aprovou hoje, com os votos favoráveis da maioria PSD/CDS-PP e contra do PS e CDU, o contrato de concepção, construção e exploração, por 50 anos, da renovação do Mercado do Bolhão.
O PS justificou o voto contra com a recusa do presidente da autarquia, o social-democrata Rui Rio, de inclusão de um representante do partido na Comissão de Acompanhamento da execução do projecto.
O vereador socialista Matos Fernandes, que substituiu hoje Francisco Assis, afirmou que o projecto vencedor, da empresa de capitais holandeses Tramcrone, «é um mar de dúvidas».
«Aquilo que sabemos é que a equipa que ganhou é muito má a fazer projectos e muito boa a negociá-los», disse Matos Fernandes, referindo-se ao facto de ter sido seleccionado o concorrente que teve pior classificação na avaliação da qualidade técnica do projecto.
O vereador da CDU, Rui Sá, considerou a proposta «um cheque em branco», acusando a maioria PSD/CDS-PP de falta de transparência de procedimentos.
«Estamos a votar um contrato que remete o essencial para anexos que fazem parte do próprio contrato, mas não temos nenhum deles», frisou Rui Sá.
Para o autarca comunista, a execução do projecto da Tramcrone vai «destruir a alma do Mercado do Bolhão», sem dar garantias concretas aos actuais comerciantes e transformando o imóvel numa «filosofia de centro comercial e não mercado de produtos tradicionais».
«Porque é que na conferência de imprensa não falaram no supermercado?», questionou Rui Sá, acusando a maioria de ter «alguns pruridos» em admitir publicamente que a Tramcrone tem autorização para instalar um supermercado, que fará concorrência ao comércio tradicional do edifício.
O vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, admitiu que a proposta da Tramcrone prevê a construção de um supermercado no Bolhão «mas não no mesmo piso do comércio tradicional».
O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, anunciou quarta-feira, em conferência de imprensa, que a Tramcrone venceu o concurso para a renovação do Mercado do Bolhão, com uma proposta de investimento de 50 milhões de euros.
Rui Rio referiu que «o objectivo é que o Mercado do Bolhão abra dentro de dois anos, no Natal de 2009», mas antes que as obras se iniciem é necessário ainda que o projecto de execução seja elaborado e aprovado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar).
O «novo» Mercado do Bolhão vai manter a traça original e partilhar a área comercial tradicional com novas lojas, cerca de metade das quais de cultura, lazer e restauração.
A Tramcrone vai construir dois pisos subterrâneos para cargas e descargas e estacionamento, com capacidade para 216 automóveis, e um piso intermédio entre os dois actuais pisos comerciais.
A restauração e o comércio tradicional vão ficar instalados no segundo piso, com entrada pela Rua Fernandes Tomás, a céu aberto, mas com cobertura amovível «para os dias de maior invernia».
Os pisos zero e um, ambos cobertos, vão receber lojas «âncora» e de conveniência.
Nos torreões do edifício, vão ser criadas pequenas habitações complementares ou serviços compatíveis, nomeadamente para utilização pelos comerciantes.
Rui Rio explicou que a Câmara do Porto vai ceder o edifício em direito de superfície por 50 anos, recebendo um milhão de euros no momento da emissão da licença de construção e uma percentagem dos resultados de exploração a partir do décimo ano.
Entre o décimo e 33º ano, a Tramcrone terá de pagar à autarquia 2,5 por cento dos resultados (cerca de 72 mil euros por ano) e, entre o 34º e o 50º ano, 43,5 por cento dos resultados (1,26 milhões de euros por ano).
Rui Rio referiu que uma das razões que levou a autarquia a escolher a proposta da Tramcrone, em detrimento da da Aplicação Urbana (do grupo espanhol Chamartín), foi o seu lema: «Os comerciantes do Bolhão são parte da solução e não do problema».
O autarca afirmou que a concessionária se compromete a negociar com cada comerciante e ocupante do Mercado do Bolhão as condições de continuação, reconversão ou saída do seu negócio.
Enquanto decorrerem as obras, os actuais comerciantes vão poder exercer a sua actividade de comércio tradicional num local ainda não definido, mas que será «tão próximo quanto possível do Mercado do Bolhão».
A Tramcrone compromete-se ainda a disponibilizar 200 mil euros por ano para actividades culturais, de animação e marketing, a executar de forma coordenada com a empresa municipal Porto Lazer.
O vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, referiu que vai ser criado um gabinete técnico de apoio para os actuais comerciantes e um gabinete de acompanhamento e fiscalização, pela autarquia, da execução do projecto. Lino Ferreira disse hoje que a autarquia vai nomear um técnico para a comissão de acompanhamento, que «trabalhará todos os dias», permanência que, em sua opinião, inviabiliza a representatividade política nesta comissão.

Notícia da Lusa/SOL



Como é o Mercado do Bolhão ( para mais tarde recordar)






Natal Social na Crew Hassan Cooperativa Cultural


A 3ª edição do Natal Social na Crew Hassan começa a partir do dia 19 de Dezembro e prolonga-se até ao dia 24.

Podes fazer as tuas compras de natal no Mercado de Artesãos do Natal Social, acompanhado sempre de boa música com a Rádio CrewHassan, concertos, dj´s, mega cabine de som e muita animação…

...há também recolha de comida, roupa e brinquedos que revertem favor dos Médicos do Mundo, Cais e Associação Cultural Africana.


Se ainda não entendes o conceito deste evento, dá uma vista de olhos no cartaz/programação e vai visitar entre 19 a 24 de Dezembro das 18h às 02h.

Natal Vegetariano dia 21 no Porto - Peixinho da Horta em acção

Queres passar um Natal mais ecológico?
Queres saber como podes oferecer prendas sem abusar dos recursos finitos do nosso planeta? Queres ter um jantar de natal delicioso sem que para isso provoques sofrimento nos animais nem ajudes à extinção de outros?

Então vem aprender a fazer um presente com mais valor reutilizando materiais.
Vem provar as nossas especialidades Natalicias vegetarianas!!
Aparece a partir das 18:00 para a oficina (grátis)
A partir das 20:00 para o jantar (5€).

Dia 21 de Dezembro no JUP, Rua Miguel Bombarda, 187, Porto.

Em caso de dúvidas: porto@gaia.org.pt
ou tlf 914678389

Nota: Todo o lucro obtido neste jantar reverterá para a gestão de um novo espaço que será futuramente a sede do núcleo do Porto do GAIA.

18.12.07

Acção em todo o país! Concentração de T2 de cartão em Lisboa, Porto e Coimbra (20 de Dez. às 12h)



O Movimento Porta 65 Fechada e a Plataforma Artigo 65 organizam acção de alerta para os problemas do Porta 65 Jovem. As acções decorrerão simultaneamente em Lisboa, Porto e Coimbra.


Outras cidades se poderão ainda juntar.
Mais informação em http://porta65.blogspot.com


LISBOA

Dia 20 às 12h - Concentração em frente ao IHRU à praça de espanha

Dia 19 a partir das 18h - Construção de casas de cartão para distribuir por Lisboa
Local: sede da ATM ao bairro dos loios MAPA
Contactos: João Cleto - 964255386 -
porta65fechada@gmail.com




PORTO

Dia 20 às 12h - Concentração em frente ao IHRU R. D. Manuel II

Dia 19 a partir das 18h - Construção de casas de cartão para distribuir pelo Porto
Local: Espaço 555 na Rua do Almada.
Contactos: Susana Otero - 963916977 - susyotero@gmail.com


COIMBRA

Dia 20 às 12h - Local a designar
Contactos:
filipafilipe@gmail.com


Reportagem de dia 16 de Dezembro na SIC sobre os problemas do Porta 65 Jovem

A Câmara de Lisboa não tem verbas para escolas e jardins mas tem dinheiro para financiar o rali Lisboa-Dakar!!!

Não acredite quando lhe disserem que a Câmara de Lisboa está falida

texto retirado de:
http://sol.sapo.pt/blogs/contramestre/


A Câmara Municipal de Lisboa passa terríveis dificuldades financeiras. Esta é a opinião unânime de quase todos os munícipes e de uma série de políticos, analistas, financeiros e jornalistas. Eu discordo, embora reconheça que não percebo nada de finanças e sou muito mau em números. A minha discordância advêm do facto que não há ninguém nem nenhuma instituição, que estando à beira da falência, se permite esbanjar dinheiro.

Ora o que é, se não esbanjar dinheiro, doar 400 mil euros a uma organização privada que não dá nenhuma contrapartida à Câmara? Pois foi exactamente isso que a Câmara de Lisboa fez por proposta do seu presidente e com o apoio dos vereadores do PS, PSD, independentes de Carmona e pasmem até da CDU.

Estes senhores todos aprovaram um donativo de 400 mil euros à organização do Lisboa-Dakar e isentaram-na de todas as taxas municipais. Ora o Lisboa-Dakar conta com inúmeros patrocínios, dinamiza a poderosa indústria automóvel e é um evento comercial extraordinariamente lucrativo movimentando muitos e muitos milhões.

Torna-se agora incompreensível para qualquer munícipe o argumento da falta de dinheiro, que sempre se ouve, quando é necessário pedir algo à Câmara. As pequenas reparações nas escolas municipais não custam muito dinheiro, mas a Câmara não tem dinheiro. Regar os jardins e limpar os seus lagos, não custa muito dinheiro, mas a Câmara não tem dinheiro. Tapar uns buracos mesmo às nossas portas não custa muito dinheiro, mas a Câmara não tem dinheiro. Dotar os sanitários de papel não custa muito dinheiro, mas a Câmara não tem dinheiro. Eu já nem falo das grandes obras paradas, dos bairros sociais votados ao abandono. Falo só destas pequenas coisas.

Cá para mim a Câmara não está à beira da falência. Está apenas mal governada porque estes senhores pouco se preocupam com os munícipes e o seu dia a dia.




A aprovação da Câmara de Lisboa do subsídio à organização do Rali Lisboa-Dakar é um verdadeiro escândalo tanto mais que a verba é dada a uma empresa privada (Sociedade João Lagos Sports, S.A.), com declarados fins lucrativos, na realização de um evento de interesse no mínimo discutível para a cidade de Lisboa, e que, além do mais, promove uma atitude irresponsável face à sustentabilidade económica e só contribuirá para piorar o problema da emissão de CO2 e do aquecimento global


A barbárie do Rali lisboa-Dakar (ex-rali Paris-Dakar)






Versão em ingles

Poesia e aforismos de António Ramos Rosa






“A música começa / no deserto do não” (Voz Inicial, Lisboa, 1960)


“Há um caminho que te conduz até ao sono, ao nível do mar.” (Sobre o Rosto da Terra, Covilhã, 1961)


“A linguagem é uma página de sinais esquecidos. Depois de todas as imagens, depois da última palavra, permanece o amor frágil de uma imagem suspensa, como que interdita sobre a aresta de um obstáculo. É a imagem que se apaga, que se perde, e no entanto caminha para o desconhecido e ganha o sombrio fulgor da palavra transfigurada.” (Quando o Inexorável, Porto, 1983)


“Devoramos o livro e com os olhos cegos de brancura transformamos a impossível leitura na escrita de uns signos imediatos que nos devolvem a linguagem da luz apagada pela luz.” (Quando o Inexorável, Porto, 1983)


“Escreve-se sempre com as mãos nuas mas a nudez e a transparência da página é que permitem a penetração no obscuro, a revelação do invisível.” (Quando o Inexorável, Porto, 1983)


“Há palavras carregadas de noite e de ombros surdos / e há palavras como giestas vivas” (Gravitações, Lisboa, 1983)


“A palavra mais viva é a mais inesperada é a palavra nua” (Gravitações, Lisboa, 1983)


“O poema é um arbusto que não cessa de tremer.” (Volante Verde, Lisboa, 1986)


“A verdade é semelhante a uma adolescente / vibrante, flexível, em radiosa sombra.” (Volante Verde, Lisboa, 1986)


“o mundo é uma brecha um esplendor um redemoinho.” (Volante Verde, Lisboa, 1986)


“Apreender com as palavras a substância mais nocturna / é o mesmo que povoar o deserto / com a própria substância do deserto” (O Livro da Ignorância, Ponta Delgada, 1988)


“O que somos agora é a sombra do que somos / em nocturnas letras de um idioma branco.” (Acordes, Lisboa, 1989)


“Na serena encantação as paredes resplandecem / e na realeza do instante o espaço doura-se.” (Facilidade do Ar, Lisboa, 1990)


“Quem grita surdamente / não pertence / à partitura do tempo. / Quem grita em altos gritos / não pertence / à sinfonia das nuvens.” (Estrias, Lisboa, 1990)


“Também de rasgões é feito o poema / entre uma possível estrela e a carne dolorosa” (A Intacta Ferida, Lisboa, 1991)


“O trajecto / mais breve / de uma sombra a outra / pode ser / outra sombra” (Oásis Branco, Lisboa, 1991)


“Há uma nudez / que assombra / há outra / que fulmina / e há a que ilumina” (Oásis Branco, Lisboa, 1991)


“Oferece o teu hálito ao presságio / para além do limiar das palavras / para transformar o segredo incomunicável / na iniciativa de um gesto inaugural” (Pólen-Silêncio, Porto, 1992)


“Nada mais delicado do que o tecido do olhar” (Delta seguido de Pela Primeira Vez, Lisboa, 1996)


“Todo aquele que abre um livro entra numa nuvem / ou para beber a água de um espelho / ou para se embriagar como um pássaro ingénuo” (Delta seguido de Pela Primeira Vez, Lisboa, 1996)


“O livro é redondo como uma serpente enrolada / e formado de fragmentos onde lateja o sangue de um pulso / que já não é de um autor que nunca o foi / e que será sempre o ritmo do que está a nascer / irrigando o nada e os terraços sobre os abismos” (Delta seguido de Pela Primeira Vez, Lisboa, 1996)


“Quem escreve nunca está só na sua solidão de asceta” (À Mesa do Vento seguido de As Espirais de Dioniso, Guimarães, 1997)


“Somos apenas cúmplices da nossa inabilidade / e dos ornamentos com que a revestimos / para parecer que somos e ser o que parecemos” (Pátria Soberana seguido de Nova Ficção, Vila Nova de Famalicão, 1999)


“A pátria é a ideia mas também matéria / de ser quotidiano sob o arco do tempo / Ela é a tranquila vivacidade da obra / que cada um realiza através dos obstáculos / e a grávida vontade de modelar o mundo” (Pátria Soberana seguido de Nova Ficção, Vila Nova de Famalicão, 1999)


“Se a pátria é uma herança ela é também o espaço que está à nossa frente / em que temos de projectar as suas dinâmicas linhas / em que vibrará o ritmo do nosso sangue e da nossa respiração / porque ela será a realidade do que em nós é a irrealidade do nosso ideal” (Pátria Soberana seguido de Nova Ficção, Vila Nova de Famalicão, 1999)


“A meditação não é mais do que a contemplação de uma matéria que contém em si o excesso da sua energia calma e a densidade materna que envolve todas as interrogações e torna supérfluo e intruso o pensamento.” (O Aprendiz Secreto, Vila Nova de Famalicão, 2001)


“Não há segredo mais supremo nem mais simples do que esta relação vital entre o corpo e o espaço, entre o alento e a paisagem, entre o olhar e o ser.” (O Aprendiz Secreto, Vila Nova de Famalicão, 2001)


“O deus do real não está no interior do sujeito, no círculo fechado da confusa intimidade, mas no rosto dos outros e é através desses rostos que se perspectiva a construção humana de uma comunidade viva e essencialmente aberta.” (O Aprendiz Secreto, Vila Nova de Famalicão, 2001)


Sobre a poesia de António Ramos Rosa

A poesia dos «(…) portugueses são, por natureza, líricos, afastando-se quase sempre da escrita de poemas cuja principal missão seja a sugestão de ideias e conceitos, através de uma sábia articulação da palavra com o pensamento.»

(…)

Em contraponto a essa linha poética prevalecente «a poesia de António Ramos Rosa representa na contemporaneidade um caso sui generis. Para já, temos em mãos uma obra que dificilmente conseguiremos abarcar na totalidade. Possuidora de uma assinalável coerência entre a produção ensaística e a produção poética, vive na demanda permanente de uma intensa liberdade do artista criador, concretizada na plena liberdade concedida ao leitor do poema (…)


(excertos do texto de autoria de Ruy Ventura com o título «Os Aforismos de António Ramos Rosa», de onde também retiramos a série de aforismos deste poeta maior da literatura portuguesa)



Sobre Ruy Ventura, autor do texto e responsável pela selecção dos aforismos de António Ramos Rosa:

RUY VENTURA (Portalegre, 1973) é professor na península da Arrábida. Publicou, em poesia, Arquitectura do Silêncio (Lisboa, 2000; Prémio Revelação de Poesia, da Associação Portuguesa de Escritores), sete capítulos do mundo (Lisboa, 2003), Assim se deixa uma casa (Coimbra, 2003) e Um pouco mais sobre a cidade (Villanueva de la Serena, 2004) e O lugar, a imagem (Badajoz, 2006 – no prelo). Organizou as antologias Poetas e Escritores da Serra de São Mamede (Vila Nova de Famalicão, 2002), Contos e Lendas da Serra de São Mamede (Almada, 2005) e Em memória de J. O. Travanca-Rêgo e Orlando Neves (na revista Callipole, nº 13, Vila Viçosa, 2005) e o livro José do Carmo Francisco, uma aproximação (Almada, 2005). Traduziu a antologia 20 Poetas Espanhóis do Século XX (Coimbra, 2003) e os livros de poemas Dias, Fumo, de Antonio Sáez Delgado (Coimbra, 2003), Jola, de Ángel Campos Pámpano (Badajoz, 2003) e A Árvore-das-Borboletas, de Anton van Wilderode (Badajoz, 2003). É colaborador de várias revistas nacionais e estrangeiras, nomeadamente espanholas, brasileiras e americanas. Como ensaísta, tem escrito sobre Poesia Contemporânea, Literatura Tradicional e/ou Oral e Toponímia

17.12.07

O fim de semana de activismo social na Casa Viva teve muita gente e foi marcado por acções de rua imaginativas e de crítica social contundente

Respondendo a um apelo lançado há algumas semanas atrás vários colectivos e activistas sociais reuniram-se neste fim de semana (14,15 e 16 de Dez.) na Casa-Viva, no Porto. Foram realizados debates, encontros e múltiplas acções de rua que envolveram dezenas de pessoas e com uma boa receptividade da parte da população.
Desde uma marcha de empresários a pedir salários mais baixos até uma acção anti-consumo dentro de um centro comercial passando pela criação na rua de uma loja grátis ambulante e um passeio com um enorme símbolo fálico com o qual se realizou uma masturbação nacional pelo tratado de Lisboa, foi possível realizar mais do que uma dezena de acções ao longo do fim de semana.
Simultaneamente realizaram-se encontros , debates, concertos e outras apresentações que chamaram à Casa Viva dezenas de activistas. Por sua vez, a Casa Viva entrou em autogestão com o envolvimento de todos os presentes nas suas tarefas de gestão corrente.
Um fim de semana que serviu para mostrar que nem tudo vai mal no Reino da Dinamarca...



Nota: mais fotos e vídeos serão aqui colocados à medida que forem disponibilizados pelos seus autores. O seu visionamento permitirá mostrar o bom acolhimento recebido das múltiplas acções realizadas, e a grande participação que teve este fim de semana activista na Casa Viva no Porto.



Marcha dos Empresários, que reivindicavam salários mais baixos...

Queremos salários mais baixos, consome, compete...





Acções de denúncia e crítica ao consumismo....





Loja grátis ambulante...






Largada de Balões com frases anti-consumismo



Vídeo sobre a acção de lançamento de balões anti-consumistas
dentro de um centro comercial...





Fotos retiradas de http://gaia.org.pt/node/3724




A Pila do Millenium ao alto com o tratado de Lisboa...



foto retirada de http://www.mruim.blogspot.com/

16.12.07

Já querem privatizar as Faculdades de Medicina!

O Regime Jurídico para as Instituições do Ensino Superior (RJIES) chegou à Faculdade de Medicina (FML) como a todas as faculdades do país: sem discussão, sem levantar ondas, como se nada fosse. O facto de ser um regulamento ainda sem resultados práticos, com consequências que parecem ser todas a muito longo prazo, além de todo o contexto do movimento estudantil português, fizeram com que a contestação ao mesmo se cingisse a poucas pessoas.

O SALTA (Saúde, Alternativa e Acção) tenta promover a discussão com duas sessões de esclarecimento acerca do RJIES. Ambas têm poucos espectadores, mas elementos da direcção da AEFML participaram, tentando quebrar a discussão, dizendo por um lado que a passagem a fundação era impossível, mas parecendo defender uma eventual mudança de regime jurídico.


(...) Apesar de se ter chegado a algumas pessoas, a mobilização continua distante. Quando alguns que não queriam admitir o previsível chamavam esquizofrénicos a quem tentava informar e discutir a eventual passagem a fundação, a bomba cai: o director da faculdade dá uma entrevista ao semanário SOL, onde afirma já estar tudo tratado. Se é um consórcio ou fundação, ele não sabe. Mas que vai acontecer, vai. Na sessão solene de abertura do ano académico a cena repete-se: a palavra "fundação" é evitada com um jogo de cintura ágil, utilizando-se agora preferencialmente a palavra consórcio. Mas sempre sem especificar de que tipo. Pelos corredores do hospital corria o boato de que o director "queria algo".... Mas não eram ferrero rocher...

Caída a máscara, a faceta neoliberal do RJIES revela-se. Neste contexto, o SALTA aproveita para marcar uma RGA que emitirá uma opinião dos alunos acerca da possível privatização da FML. Os cartazes e panfletos para divulgar esta RGA têm agora um objectivo concreto: impedir a privatização. Não basta juntar gente e fazer coisas se não há um plano que chame as pessoas, que as alerte para a importância de agir. Que as alerte para o objectivo da sua acção. A RGA tem uma participação razoável, 100 pessoas inicialmente, com cerca de 70 no final, após algumas horas de discussão. O SALTA apresenta as suas razões contra a privatização do Ensino Superior. A discussão é produtiva e elucidativa: exceptuando a direcção da AEFML, que se absteve, todas as pessoas votam contra a privatização da FML.

A tomada de posição dos alunos votada em RGA chega ao director, que se apressa a desmentir os boatos "paranóicos" de privatização. Após sucessivas propostas, acede em fazer uma sessão de esclarecimentos. Exactamente um mês e uma semana depois de ter dado a entrevista. A notícia de tal sessão de esclarecimentos viajou rapidamente até à reitoria, tendo o reitor da UL apressado-se a dizer que gostaria de estar presente. E com ele vem o Charles Buchanan, director executivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) membro da assembleia estatutária da UL. Entretanto, as informações sucedem-se: já não é apenas a FLAD, uma fundação privada ligada a várias multinancionais que está interessada no nosso cantinho em Santa Maria. Aparentemente, os grupos Mello e Espírito Santo já foram contactados. Director apressa-se a desmentir que estes contactos estejam relacionados com a faculdade. As informações são contraditórias, a discussão escassa, mas as movimentações não.


O SALTA tem tentado agir com vários pressupostos: evitar a privatização da Faculdade de Medicina é uma luta que tem que ser feita com todos os estudantes, professores e outros elementos da escola que recusem a inevitabilidade liberalizante. A bandeira "anti–privatização" é algo de palpável e que chega às pessoas. Quando os nossos "representantes" (AEs) não defendem os direitos estudantis, neste caso, a escola pública, os movimentos devem fazê-lo intransigentemente. É preciso aproveitar o facto de mais pessoas se juntarem a nós por sentirem as consequências de uma medida com a qual não concordam para alertar para o seu contexto: esta medida existe devido ao RJIES, cuja revogação tem que ser um objectivo, e faz parte do plano traçado pelas superiores instâncias da OCDE e da UE e aplicado pelo Governo de serviço, o do PS/Sócrates.


(...)


Urge ainda uma mobilização dos movimentos estudantis e AEs contra o RJIES para uma acção conjunta, para que se chegue a mais gente e se explique que há uma alternativa ao que nos querem impor: é possível uma Escola pública, gratuita, democrática e de qualidade.

Texto retirado de:

MUT-MAIA promove vigília de Natal contra os aumentos dos preços dos bilhetes de transportes (20 Dez das 17h às 21h.)

Consultar:
http://mut-amp.blogspot.com/

Atelier de Marionetas com material reciclado



Nas férias do Natal vamos construir, brincar e criar o TEU Teatro de Marionetas. Para todas pessoas que gostam de teatro entre 6 e 112 anos, com Inês Clematis, que tem anos de experiência em Portugal e no estrangeiro com marionetas e outras artes.


Centro social do Gaia (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental)
Grupo desportivo da Mouraria
Travessa da Nazaré, 21
Lisboa

O Grémio Lisbonense tem a cabeça a prémio! Hoje é dia de protesto contra a iminência do despejo.

Dia 16 Dez., Domingo, a partir da 11h - um dia de protesto contra a iminência de despejo do Grémio Lisbonense

O GRÉMIO TEM A CABEÇA A PRÉMIO

Um dia inteirinho, cheio de actividades, músicos, artistas, Dj`s, campeonatos de snooker, bilhar e suéca.
Um dia de protesto, um dia de manifesto contra a acção de despejo.

Junta-te a nós, aparece, assina a petição... não deixes a associação mais antiga de Lisboa fechar!!!


Petição contra o despejo
http://www.PetitionOnline.com/GREMIO/


Horário
*3ª a Sábado
das 14h à 00h00 (ou mais tarde se houver festa),


Morada
Associação Grémio Lisbonense
Rua dos Sapateiros Nº 226 1º
porta em frente ao Animatógrafo
Telf: 21 3420266


Para consultar a programação de actividades do mês de Dezembro:
http://gremiolisbonense.blogspot.com/

Um Poeta a Mijar – novo livro de A.Pedro Ribeiro vai ser lançado no dia 21 de Dez. no bar Real Feytoria

"Um Poeta a Mijar" é o título do novo livro de A. Pedro Ribeiro, publicado pela Corpos Editora.

O livro vai ser lançado dia 21 de Dezembro, sexta, pelas 22, 30 horas no bar Real Feytoria, no Porto (à Ribeira).

"Um Poeta a Mijar" situa-se entre o surrealismo, o dadá e o beatnick, entre a mulher e os bares, entre o palco e a loucura.

"Um Poeta a Mijar" sucede a "Saloon" (Edições Mortas, 2007), "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro" (2006), "Sexo, Noitadas e Rock n' Roll" (2004), "Á Mesa do Homem Só. Estórias" (2001) e a "Gritos. Murmúrios" (1988).



A. Pedro Ribeiro nasceu no Porto em Maio de 1968, viveu em Braga, no Porto e na Trofa e actualmente reside em Vilar do Pinheiro (Vila do Conde). Diz regularmente poesia no norte do país, tendo actuado no Festival de Paredes de Coura de 2006 ao lado de Adolfo Luxúria Canibal e de Isaque Ferreira. Em 2005 alguns órgãos de comunicação social noticiaram uma candidatura sua à Presidência da República.
Integra as bandas Mana Calórica- www.myspace.com/manacalorica - e Las Tequillas.
Foi fundador e é colaborador da revista Aguasfurtadas.



BORBOLETAS

Borboletas na Internet disquete cassete sai e mete na Rosete que nos submete e promete ceias de Natal à entrada do centro comercial à saída do Telejornal cacetete tête-à-tête confidencial dá-me a tua morada a tua namorada o teu portal envia-me um postal uma queca no matagal uma mulher fatal e diz aos putos para parar com o cagaçal não me trates mal não me ponhas mole, ó Amaral.
Chiclete na net orgia na retrete revista coquete croquetes amor de trotinete atómica supersónica harmónica filarmónica filantrópica psicotrópica Mónica, volta aos meus braços aos meus cansaços aos meus bagaços aos meus palhaços em pedaços laços estilhaços calhamaços caracóis duquesa de Góis rouxinóis prato de rissóis cachecóis em Cascais aos casais jornais informais ais aias saias sais minerais saque no cais de embarque um traque no Iraque tic-tac xeque-mate Camarate serrote garrote pote pichote Senhora do Ó tende piedade do Tó que anda metido no pó Aniki-bobó às quartas-feiras dentro das eiras dentro das freiras dentro das frieiras na àgua das torneiras no universo dos Pereiras das colmeias e das onomatopeias ah já dá cá cara de amenduá meu xará vem cá saravá em Dakar junto ao mar
recomeçar dar as cartas cavalgar inventar assassinar penar pinar reinar alcatroar albatroz fêmea feroz fêmea atroz fêmea atrás fêmea com gás que leva e traz prazeres em ruínas suíças preguiças tesão que não sobe mulher que fode mulher que pede e escraviza e sodomiza Torre de Pisa rio Tamisa camisa falsa alça alce alface vegetal tribunal Cabral ao comité central ministros no bacanal com o teu soutien acampado na Lousã no comício do Louçã na casca da maçã a anciã masturba-se turva-se lava-se conserva-se foda-se! Latas de sardinhas minhas campainhas picuinhas lingrinhas xoninhas xanax pentax de alcoolemia cloreto de Eufémia mezinhas da Roménia Ofélia à janela Hamlet dentro dela omelete de cabidela cidadela sitiada aguarela sentinela ao relento rebento em movimento sedento sebento sardento sargento lá dentro whisky alento talento.


http://tripnaarcada.blogspot.com/

Morreu Jerry Ricks, bluesman conhecido por «Philadelphia», e um dos autênticos músicos de blues

Uma das últimas figuras do blues autêntico, guitarrista e cantor de 67 anos, conhecido pela alcunha de «Philadelphia», morreu na semana que ora termina, na Croácia. Nascido na Pensilvânia a 22 de mão de 1940 tornou-se um dos grandes nomes do chamado blues country, e tem cerca de 20 discos gravados, a maior parte deles em colaboração com outros músicos. Jerry empenhava-se a mostrar a origem do blues, nas comunidades negras da América do Norte

Philadelphia Jerry Ricks





Philadelphia Jerry Ricks in Rijeka-Croatia
Parte 1



Parte 2

Loja gratuita de Berlim faz 10 anos

Há dez anos a Loja Gratuita de Berlim abriu suas portas, em nome do anticapitalismo e da ecologia, para vender tudo o que está dentro das suas instalações.

TVs, sapatos e livros podem ser levados de graça; a ideia é ser uma alternativa ao consumismo.

Já na entrada, muito colorida, logo se percebe que este é um estabelecimento especial. Uma placa avisa: "Atenção: Você está abandonando o sector capitalista."

Na Loja Gratuita de Berlim, as pessoas entram sem dinheiro, mas podem levar uma televisão, um par de sapatos, alguns livros, uma geladeira ou duas entradas para um show, sem pagar um único centavo.

A Loja Gratuita não é um local de trocas, e mantém sua posição contrária ao dinheiro e ao consumo.

"Qualquer pessoa pode vir e levar o que desejar", explica Bernd, um dos 15 voluntários que se revezam na loja.

Mas como os voluntários da Loja Gratuita dizem, alguns dos seus clientes estavam organizando rapidamente um lucrativo "mercado de bens usados" com os objectos que levavam. Por isso, o número de artigos foi limitado a três por cliente.


Um rapaz experimenta um par de botas. Parece novo. O cliente conta que sempre que visita a loja também traz artigos próprios.

"O problema nestas sociedades é que sobram muitas coisas e é difícil encontrar gente que precisa delas", explica.

O colombiano Juan Carlos conta que conseguiu na loja uma bicicleta para o seu filho, uma televisão, um computador e pratos para a sua casa.

"Encontra-se de tudo - os alemães são muito altruístas", afirma.

Para evitar que o local se converta num depósito de sucata, a Loja Gratuita não aceita qualquer presente.

Os computadores não devem ter mais de três anos, não se aceitam impressoras nem monitores grandes (embora alguns se acumulem num dos cantos do recinto). Todos os electrodomésticos devem estar a funcionar perfeitamente, a roupa deve estar lavada e em perfeito estado de conservação, os objectos devem estar inteiros e limpos.

A idéia é que o doador tenha respeito por quem levará as suas coisas e no pressuposto que poderá ser ele mesmo a buscar artigos no local. O princípio mostra como este é um lugar diferente de outros, mais tradicionais, onde "são doadas sobras".

A loja funciona num edifício ocupado na turbulenta época da queda do Muro de Berlim, por um grupo de activistas sociais que hoje lutam para tentar preservar a área de um comprador que deseja expulsá-los de lá.

Mas os voluntários dizem que não se renderão tão facilmente. A loja é um dos destaques da poderosa cena alternativa de Berlim, que há décadas busca formas de convivência diferentes dentro da sociedade tradicional.

Fonte: BBC

Não à barragem de Almourol




Basta de agressões aos nossos rios

A Câmara de Abrantes deliberou assumir uma posição negativa quanto à construção da Barragem de Almourol, se avançar como está previsto, a uma cota de 31 metros. Segundo Nélson de Carvalho, presidente da autarquia, “os impactos são muito grandes”.
Abrantes não quer que se construa a barragem de Almourol, no rio Tejo.

De acordo com o presidente da autarquia, Nélson Carvalho, “os impactos inventariados são muito sérios e existe um conjunto de questões que nos geram grande cepticismo, porque incidem sobre zonas sensíveis do concelho, afectando terrenos agrícolas, habitações e populações, para além de submergir o investimento feito no projecto Aquapolis”, exemplificando com as infra-estruturas de saneamento em Rio de Moinhos, Barreiras do Tejo e Rossio ao Sul do Tejo, que estão a cotas mais baixas do que a anunciada para a barragem (cota 31) e onde o nível freático, inevitavelmente, subirá.

“Este é um exemplo de um impacto muito significativo e ao qual não sabemos que resposta nos vão dar”, alertou o autarca. Segundo Nelson de Carvalho, “a Câmara colocou sobre a mesa uma espécie de caderno de encargos para quem lançar o concurso de impacto ambiental e foi garantido que as questões que preocupam iriam ser todas analisadas”. “Em todo o caso, o eventual investidor também pode entender que terá de gastar muito dinheiro para resolver todos os impactos causados pela barragem e que tal facto pode pôr em causa a sua rentabilidade”, admitiu Nelson de Carvalho, adiantando: “nesse caso temos um cenário de inviabilidade”.

Conto do comboio: actores lêem contos, poemas e notícias no comboio e metro da Área Metropolitana do Porto

Conto de Comboio visa "fomentar o gosto pela leitura


Quatro actores começam esta semana a ler contos, poemas e notícias em carruagens de comboio e metro da Área Metropolitana do Porto (AMP), num projecto experimental que se prolonga até 10 de Janeiro.

João Leal, produtor executivo da iniciativa, disse que o 'Conto de Comboio' visa "fomentar o gosto pela leitura", através de uma ligação próxima entre o actor/leitor e o passageiro.

A iniciativa vai decorrer fora das horas de ponta, entre o meio da manhã e o meio da tarde, nas viagens de maior distância e duração dentro da AMP, referiu João Leal.

Cada actor vai fazer por dia, de segunda a sexta-feira, quatro viagens de 27 a 53 minutos, entre as estações de Porto-S. Bento, Lousado, Vila das Aves, Valongo e Espinho (CP), e entre Porto-Trindade e Póvoa de Varzim (Metro do Porto).

Para se fazer ouvir, cada actor terá um sistema de amplificação, que, contudo, apenas será audível na carruagem onde estiver.

Margarida Fernandes, Rui Pena, Nuno Meireles e Gilberto Oliveira são os actores envolvidos neste projecto, que resulta de uma parceria entre o Conselho Metropolitano de Vereadores da Cultura da AMP e a associação cultural Causa.

'Crimes Exemplares', de Max Aub,
'Uma História de Leitura', de Alberto Manguel,
'Contos', de Anton Tchekov, 'Natal'
e 'O coração não sente o que os olhos não sentem', de Eça de Queiroz,
e 'Histórias de Mistério e Imaginação', de Edgar Alan Poe,
são alguns dos textos que vão ser lidos na primeira semana.