18.4.09

Hoje, assinala-se o 1º aniversário da Casa da Horta, associação cultural e o melhor restaurante vegetariano da cidade do Porto

http://casadahorta.pegada.net/
Casa da Horta, Associação Cultural
Rua de São Francisco, 12A
4050-548 Porto
(Perto da Igreja de São Francisco e Mercado Ferreira Borges)
Email:
casadahorta@pegada.net
Tel: 222024123 / 965545519
Horário:Terça a Sábado das 12h as 24
Encerrado: segundas, domingos e feriados


Hoje assinala-se o 1º aniversário da Casa da Horta, uma associação cultural e o melhor restaurante da cidade do Porto.

Por isso, desafiamos-te a trazer um poema ou um desenho sobre a Casa da Horta e habilitas-te a um vale de 10 euros de consumo na Casa da Horta.


O menu de hoje, Sábado, dia 18 de Abril e dia do 1º aniversário da Casa da Horta será:

Entradas: Pataniscas de Tofu
Sopa: Caldo Verde
Pratos: Feijoada Portuguesa com Chouriço de Soja ou Strogonoff de Seitan

Preço do Menu: 8 euros
Para os sócios Amigos da Casa o preço do Menu é o donativo que quiseres dar.


Vamos ter Sangria!!

Temos bolo para tod@s de oferta!






Hoje, Sábado, dia 18 de Abril, às 18:30h a Casa da Horta vai projectar o documentário

Quem alimenta o Mundo (“We feed the world”)

de Erwin Wagenhofer


Todos os dias, em Viena (Áustria), a quantidade de pão rejeitada para o lixo seria suficiente para alimentar a segunda maior cidade austríaca, Graz.
Cerca de 350 mil hectares de terras agrícolas, sobretudo na América Latina, são consagradas à cultura da soja para alimentar o gado austríaco ao mesmo tempo que um quarto da população local passa fome e inanição. Cada europeu come dez quilos por ano de legumes provenientes do sul de Espanha, cultivados em estufas irrigadas artificialmente, daí decorrendo severa escassez de água.
Em We Feed the World (Quem alimenta o mundo), o realizador austríaco Erwin Wagenhofer rastreia as origens dos alimentos que comemos. A sua viagem leva-o França, Espanha, Roménia, Suíça,Brasil e de novo Áustria.

Conduz-nos ao longo do filme uma entrevista com Jean Ziegler, até há pouco Relator Especial das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação. Quem alimenta o mundo é um filme sobre alimentação e globalização, sobre pescadores e camponeses, motoristas de camiões de longo curso e administradores poderosos de empresas multinacionais, sobre o fluxo de mercadorias e o fluxo de dinheiro – um filme sobre a escassez no meio da abundância. Com as suas imagens que se não esquecerão, o filme ajuda a compreender como são produzidos os nossos alimentos e explica o que tem a ver connosco o drama da fome no mundo.

São entrevistados, para além de pescadores, agricultores, agrónomos, biólogos e o relator Jean Ziegler, também o director da Pioneer, o maior fornecedor de sementes do mundo, e ainda Peter Brabeck, presidente da Nestlé International, a maior empresa alimentar no mundo.


http://www.we-feed-the-world.at/en/film.htm

17.4.09

As inaugurações do quarteirão Miguel Bombarda vão ter cinema de Guy Debord e Edgar Allan Poe na livraria-bar Gato Vadio (dia 18 de Abril)


Este sábado (18 de Abril) a festa volta ao quarteirão de Miguel Bombarda, com as habituais inaugurações simultâneas de exposições de arte contemporânea, animações de rua e diversas intervenções artísticas, espaços alternativos, ateliers, cafés e restaurantes da zona …
Desta vez com um motivo acrescido de interesse pois na livraria-bar GATO VADIO ( R. do Rosário, 281) vão ser projectados filmes de Guy Debord (às 18h.) e sobre Edgar Alain Poe (às 22h.).
Na mesma livraria-bar estão abertas inscrições para uma OFICINA ABERTA E DIRECTA SOBRE ARTE ( ver abaixo), e ño dia seguinte, Domingo (19 de Abril), no mesmo local, vai haver uma sessão de divulgação de astronomia pelo astrónomo italiano Giancarlo Pace.

http://gatovadiolivraria.blogspot.com/

Sociedade do Espectáculo - Filme de Guy Debord, 1973

Sábado, 18 de Abril, 18h

Gato Vadio - livraria e bar
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016

Entrada livre

Guy Debord (1931-1994)
“Em 1967, mostrei num livro, A Sociedade do Espectáculo, aquilo que o espectáculo moderno era já essencialmente: o reino autocrático da economia mercantil, tendo acedido a um estatuto de soberania irresponsável, e o conjunto das novas técnicas de governo que acompanham este reino. As alterações de 1968, que se prolongaram em diversos países no decurso dos anos seguintes, não derrubaram em nenhum lugar a organização existente da sociedade, donde o espectáculo brota como que espontaneamente; ele continuou, portanto, a reforçar-se por todos os lados, quer dizer, ao mesmo tempo que se estendeu até aos extremos em todas as direcções, aumentou a sua densidade no centro. O espectáculo aprendeu mesmo novos procedimentos defensivos, como acontece com frequência aos poderes atacados.(…) a sociedade do espectáculo não deixou de continuar a sua marcha.” Guy Debord, 1988




História de um espectáculo pouco famoso

O espectáculo está montado e o deserto cresce com a proletarização do espectador. O evento Famous Bombarda é o evento por excelência. Tudo é consensual e, no palco do “quarteirão das artes”, a arte é imediatamente assimilada, aceita, integrada, consumida.

Orgia do vazio da arte, em que a encenação do lugar-comum da alternativa artística, não passa de um exportável empreendimento de marketing que vende no discurso (e com ele) a luta contra a mercadoria e um ideário de contestação cultural. Nada é contestado. Trata-se de obscurecer, a propósito de arte, aquilo com que opera: a lógica da mercadoria, do mercado e do mercador.

O espantoso não é o evento trazer a si a prática de que nenhum de nós abdica, passiva ou acriticamente, jogar ainda o jogo da mercadoria. Incompreensível é o evento Bombarda, em vez de apelar à abertura à arte e ao debate crítico, estimular a fascinação pelo espectáculo; e, em vez de levar as pessoas à propriedade da arte, conduzi-las à arte da propriedade. Degradado é o discurso que instaura o monopólio da aparência e investe no espaço cénico para obscurecer aquilo que só o voyeur não quer ver.

E o voyeur vem. Vem, e não vê nada além do que quer ver. Vem, e não pode escapar à recuperação do sistema do espectáculo. O seu lugar na história do espectáculo é legitimar e conservar os modos e fundamentos relacionais do Poder, seja ele político ou cultural.

Não somos críticos de arte e nada há a apontar aos galeristas. São os únicos que cumprem com o seu papel e que sabem com o que cumprem.

Perceberam aquilo que o voyeur (espectador ou artista, ou artista-espectador, ou espectador-artista…) não sonha perceber: usar e abusar de uma prática e de uma técnica política que implode a relação com a Arte e com os seus fazedores. Não importa sequer a Arte nem os artistas. O jogo da mercadoria excluiu-os e é independente de quem expõe e das obras expostas. O sucesso (além dos legitimados objectivos comerciais) é retumbante. A Bombarda implode e o espectáculo subverte aquilo que a arte pode significar de irrisão de formas e de criação, a Arte como poder de romper com os campos de controlo e com a possibilidade de pôr em causa os absolutos – o absoluto – e, ao mesmo tempo, carregar consigo a recusa de outro absoluto.


Que pode um artista contra o Famous Grouse? Que pode um artista contra a Cultura e o Lazer? Que pode uma artista a favor do turismo? Que pode um espectador contra o espectáculo?

Arte, como possibilidade de auto-determinação.

Que pode um artista contra o Famous Grouse? E um espectador contra o espectáculo?

Que diferença existe entre o espectador (ou o voyeur) e o crente que nos possa ser útil para dar uma imagem da ganga com que se esgarça o cocktail Bombarda? O religioso acredita na sua fé, e a crença corresponde a uma experiência íntima que o crente não separa da realidade, da sua realidade; o voyeur encena ou adere a uma encenação ritualizada sem a ela se jurar. Nesse sentido, é mais verosímil haver reversibilidade de resposta – de dobra, de qualquer coisa outra – no Salão do Reino de Jeová, ao lado da galeria Fernando Santos, do que no tropel do evento Bombarda. Os primeiros, acreditam em fundamentos e, por mais sectários que sejam, admitem por princípio o jogo da reversibilidade do seu pensamento. Isto é, por mais cristalizada que possa ser, essa ideologia não exclui do seu imaginário o policiamento de outras religiões ou mesmo da não-religião, o horizonte ideológico está sempre aquém de algo outro. Os segundos, o espectador, como não tem crença e encena possuí-la (na arte, no dinheiro, no poder?, trilogia intermutável para o caso…) está para além da possibilidade da troca e não admite a reversibilidade dessa lógica do espectáculo, vai ver as montras e coloca o horizonte do seu imaginário na apoteose que sobeja: estão no deserto do mercado como todos nós, mas têm a displicência de o não distinguir, a graça de dramatizar a sua própria degradação, a petulância de refutar a lógica mercantil participando nela. É uma espécie de folclore desubstancializado; já que o folclore é uma legitimação pela encenação do que se perdeu e, no fundo, onde já nada é jurado senão a própria condição do folclore. Estamos no folclore do vazio, do deserto. O onanismo do impotente.

De um lado, teologia de um Deus; do outro, teologia do dinheiro. No altar do Reino coloca-se a representação divina (suprema ironia, os jeovás são mais iconoclastas do que a arte, pois ultrapassaram o ícone); no outro, prega-se a arte como representação do dinheiro. Silogismo taberneiro – num celebra-se o rito com vinho missal (embora, tanto quanto sabemos, os jeovás não comemoram); no outro, o scotsh comemora a mercadoria.

Onde cresce o monopólio da aparência, expande-se a indiferenciação e o acriticismo; onde o vazio social estiola, instaura-se o controlo do mercado; onde prolifera o deserto de ideias face à política mercantil, não poderá crescer a Arte, mas um produto acabado.

Tudo quer ir para a cama com a Arte: política; crítica; media; alta e baixa cultura; alternativa-burguesa…

Tal como o marketing e a publicidade se apropriaram do surrealismo num par de décadas, o evento Bombarda apropria-se da técnica política do Capitalismo.

Ao quebrar a relação com a Arte – no sentido acima proposto – compreende-se facilmente que venha o Ministro, o presidente de Câmara, os holofotes, aqueles que acreditam nos fundamentos actuais do pior do capitalismo – sempre que ouço falar em cultura puxo da calculadora…. É o beijo sacrificial ao estado das coisas. Paródia da emancipação artística. Ingenuidade ao não reconhecer que a própria política já não existe, que o poder dela retirou-se: o poder está no fluxo do capital e da mercadoria e nas suas estratégias.

Parafraseando um poeta vivo, tudo quer ir para a cama com a arte: política; crítica; media; alta e baixa cultura; alternativa-burguesa, etc…E a tesão? E o desejo? Não desaparecerão irremediavelmente quando a arte já não consegue propor-se ficar de fora da integração voraz da mercadoria? Que Arte subsiste, quando ela é instigada pela mercadoria, pela mercadoria absorvida?

A Arte deixou há muito de pôr em causa a estrutura política e mercantil. Não só se mercantilizou como – pura ironia – tornou-se na vanguarda da criatividade mercantil, já que o mercantilismo usa e abusa da Arte para produzir o seu discurso, a sua comunicação, e a sua legitimação.

A arte é o marketing político e publicitário mais bem sucedido do mundo mercantil. É o futuro da política e da sua regeneração ad nauseum.

A arte promovida pelas galerias (não necessariamente regra do quarteirão da Miguel Bombarda) executa ainda a performance de esconder o acto da transacção, “sonega” as próprias obras, já que é comum as exposições serem efectuadas quando as obras que a compõem já foram previamente vendidas. Ocultação do cadáver esquisito? Ocultismo mercantil? Ou arte privada privatizada?


Fica a nu que a maioria daqueles que vão à Bombarda, não vão lá para adquirir um produto – já que ele não está muito das vezes disponível – nem para ver arte, vão pelo espectáculo de ver. Não consomem arte (só uma elite dentro de uma elite terá acesso a esse consumo), mas consomem espectáculo. E a forma e o conteúdo desse espectáculo “são identicamente a justificação total das condições e das formas do sistema existente” (Debord).

Na melhor hipótese, mimetismo do fundamento em que assenta a sociedade capitalista e a sua economia de produção: tu sabes que este “naco” da civilização não é para todos, mas deverás comportar-te de forma que possas um dia obtê-lo, assim jogarás a tua vida e darás o litro para produzir e contribuir para a imparável produção de nacos da civilização que virtualmente – e aqui subsiste uma crença sem ideal, no deserto e no desespero haverá sempre crença no ilusório – poderão um dia ser teus. Assim, acenamos-te com quadros – e os cavaletes, cabe perguntar, durarão quantos séculos? – para teu deslumbre e nosso sustento.

Estamos no ciclo vicioso. Na Bombarda vê-se (e vende-se) não só o beco sem saída, como também a criatividade com que se sustenta o beco, metáfora do sistema capitalista global que já não faz mais do que gerir a sua própria degradação irreversível.

Arte, metadona da pós-burguesia

Se a religião foi o ópio do povo, a arte é a metadona da pós-burguesia. É pós, porque a burguesia já não existe – “Burgueses somos todos”, dizia e bem o poeta e pintor Cesariny – subsiste a encenação dela na degradação dos conceitos a ela associados. Pós-burguês, porque a burguesia, por mais criticáveis que fossem, construiu um conjunto de valores. Hoje, o pós-burguês tornou-se num ready-made dos tempos actuais.

E nos famosos tempos actuais, as pessoas aderem – as pessoas não participam, aderem, e o que adere é o adereço; conquista da cultura do efémero, do facilitismo e do liberalismo individualista. À sua conta e medida, cada um usa em sistema self-service a dimensão da sua fita-adesiva – nada é público, nada afecta o social e o outro, assim adere-se a tudo o que não exige troca (nem troco…) a tudo o que ao fim ao cabo não põe em causa nem a nossa redundância nem a ordem dominante das coisas. Adere-se sempre que nada se passa. E o espectáculo é o melhor sonho da sociedade moderna bombardeada – de objectos e de informação, de discursos e de “literatura”, de santos ou de hereges, de produtos com ou sem whisky –, sonho “que finalmente não exprime senão o seu desejo de dormir. O espectáculo é o guardião deste sono”. (Debord).

A cultura sempre foi a face mais folclórica e simbólica de uma sociedade. Aí se conserva como em vinha-d’alhos. Em Portugal, a chamada cultura popular possuiu sempre a fascinante capacidade para não-evoluir, apetência para uma contínua reiteração dos seus rituais e da autenticidade do seu sentido. Nunca se desfez do seu património, e nunca soube mercantilizá-lo. Ao fim ao cabo, a cultura popular nunca quis ou nunca soube ser folclórica.

A baixa-cultura – seja ela rotulada de grotesca, boçal, piolhosa, bondosa, generosa, acolhedora, genuína, artesanal, arcaica – foi sempre jurada, nela havia crença e, por isso, a decadência estava excluída do seu processo de sobrevivência face à cultura dominante: tecnologicamente agressiva e destrutiva, fundamentada na produção em auto-poiesis, no lucro, na voracidade e na dejecção permanente da mercadoria. Na cultura popular, o ser não desaparece no processo de sobrevivência, ritualiza-se no seu corpo e morre de pé.

Sabemos que a materialização dos desejos e do imaginário da Miguel Bombarda depende cada vez mais da Famous Grouse, da destilação de uma realidade técnica e funcional: do dinheiro e do seu poder simbólico. Estimula-se e exige-se gratuitamente a aparição do espectador da alta-cultura, e o espectador é aquele que cumpre o seu papel não tendo resposta para além da realidade dada e da sua própria qualidade de espectador, é aquele que se condena a sentir-se realizado além da alienação. A falácia não está em fazer parte da encenação – havia aí jogo e estratégia crítica – mas em simplesmente a ela aderir sem nela acreditar. São montras, e montras sem espelho, sem metafísica, sem chocolates…

Nem sequer é preciso pagar para nos sentirmos melhor. É tudo à borla e o próprio whisky é um puro ou gélido acaso da nossa alegria momentânea.

Um pouco ébrios e cambaleantes, talvez seja mais fácil assim para esquecer que fazemos parte da encenação, esquecer que para haver espectáculo é preciso haver espectador, e ao sabor da corrente e com a imaginação já longe, talvez um pouco embotada por mais um pouco de malte, talvez não nos ocorra que se o espectador não compra o seu espectáculo, é porque foi comprado, porque a mercadoria do espectáculo tem essa condição fascinada de duplicar-se no espectador. Depois, rua acima, rua abaixo, reproduzir o discurso do lugar-comum, o discurso de legitimação, se quisermos, o discurso do político: alternativa; cena cultural; novas dinâmicas, novos conceitos; indústrias culturais e criativas; Bombarte; Famous Miguel Bombarda…

Não é tanto a posição de acreditar na lógica capitalista à escala tripeira, mas investir numa encenação e num discurso que encobre na essência essa fé em nome da Arte que nos encosta ao estômago.

É juntar no mesmo palco o galerista, o artista, o espectador, o destilador, e todos declararem que estão a lutar contra a mercadoria porque estão todos com a Arte e envolvidos num processo de “criação” artística.

Para que fique claro, os galeristas cumprem o seu papel, exploratório, especulativo, comercial, ou seja, promovem a cultura.

A eles nada há a apontar. Os bastidores do espectáculo pertencem-lhes. A vós, artistas e espectadores, cabe aplaudir.
Os Vadios. 17 de Abril de 2009. Porto

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Oficina Aberta e Directa sobre Arte

Proposta Aberta:Oficina Aberta e Directa sobre Arte


Convida-se todos os artistas, pensadores, críticos, professores e indivíduos interessados, a participar na criação colectiva e em diálogo aberto de uma oficina aberta e regular de informação e debate crítico sobre a Arte no quarteirão da Miguel Bombarda.A Oficina estará aberta ao público em geral, com particular interesse em envolver os jovens do ensino secundário e universitário a quem chega cada vez mais a arte da cultura e cada vez menos a cultura da Arte.

Os interessados devem enviar um email com o nome e contacto para o email:
gatovadio.livraria@gmail.com com o assunto: Oficina Aberta sobre Arte.




Sábado, 18 de Abril, às 22h na livraria-bar GATO VADIO

Edgar Allan Poe
Vídeos + Poesia
Sábado, 18 de Abril, 22h

Entrada: 0,50€ (sessão Videolab)


“Era um homem gasto e amarelado, uma coisa sagrada e quase esquecida; velhas e longas cicatrizes cruzavam-lhe o peito.”, Jorge Luís Borges


O Projecto Videolab regressa ao Gato Vadio desta vez para propor uma selecção de filmes de animação e de vídeos à volta da vida e obra de Edgar Allan Poe. Do programa completo e não querendo subestimar os restantes filmes que serão exibidos, salientamos alguns filmes que foram amplamente premiados em festivais de animação ou certames de cinema, como THE RAVEN de Peter Bradley, THE PIT AND THE PENDULUM (O Poço e o Pêndulo) de Marc Lougee, EL CORAZON DELATOR (The Tell-Tale Heart) de Alfonso S. Suarez, DER VERRÜCKTE, DAS HERZ UND DAS AUGE (The Tell-Tale Heart) de Annette Jung.

Ao longo da noite serão ainda lidos alguns poemas e apresentados alguns livros de Edgar Allan Poe editados pela Alma Azul.


PROGRAMA – EDGAR ALLAN POE - VIDEOLAB


IL RITRATTO OVALE (The Oval Portrait) de Giorgio Galbiati 3’06 2006 Itália www.poisonvideo.it/index.htm

DER VERRÜCKTE, DAS HERZ UND DAS AUGE (The Tell-Tale Heart) de Annette Jung 8’ Animação 2006 Alemanha

A DREAM WITHIN A DREAM de Chuck Kluesner 2'51 Poesia Audio-visual 2008 EUA http://www.flashpoetry.net/

ANNABEL LEE de George Higham 20' Animação 2001 EUA
http://www.poepuppet.com/

EL CORAZON DELATOR (The Tell Tale Heart) de Alfonso S. Suarez 10’ Suspense 2001 Espanha

THE PIT AND THE PENDULUM (O Poço e o Pêndulo) de Marc Lougee 7’04 Animação 2006 Canadá

MIDNIGHT de Eyrun Eyjolfsdottir 11'40 Animação 2005 Islândia

THE RAVEN de Peter Bradley 11’ Horror gótico 2003 EUA

THE MAN OF THE CROWD de George Snow 11’ Drama 1987 Inglaterra
www.george-snow.com/

THE ASSIGNATION de George Snow 12’ Drama 1988 Inglaterra
www.george-snow.com/

THE CASK OF AMONTILLADO de Mario Cavalli 15’ Horror 1999 GB/Itália
http://colonymedia.co.uk/mariocavalli/

DO ABISMO OS HORRORES de Marco Martins 10’ Experimental 2005 Brasil
http://vinilfilmes.blogspot.com/

Ver:
ProjectoVideolab:
Organização:
Alma Azul, Projecto Videolab e Gato Vadio


Da Evolução Cósmica à ideia de Progresso – desconstrução de alguns mitos
Por Giancarlo Pace – Astrónomo


Domingo, dia 19 de Abril, 17h
Gato Vadio
Entrada livre

16.4.09

Curso de Introdução ao Pensamento Crítico Contemporâneo (de 28 de Abril a 28 de Maio, em Coimbra)



Vai decorrer em Coimbra um curso sobre o pensamento crítico contemporâneo, de 28 de Abril a 28 de Maio de 2009

Tomando como eixo um amplo conjunto de autores contemporâneos e as correntes e sensibilidades que os atravessam, este curso pretende mapear algumas das principais problemáticas que hoje desafiam um pensamento crítico. Desenrolando-se ao longo de dez sessões em forma de seminário, o curso decorrerá na sede da associação Arte à Parte, na rua Fernandes Tomás, n.º 17, 1.º, na Alta de Coimbra

Em cada sessão serão abordados dois autores. Na primeira parte de cada uma serão apresentadas duas comunicações, que estarão a cargo de um conjunto de convidados, que vai da Filosofia ao Jornalismo, passando pela História, a Antropologia, a Sociologia, os Estudos Literários e a Musicologia. Na segunda parte haverá oportunidade para debate entre todos os participantes. O curso tem um objectivo introdutório e destina-se ao público em geral, dispensando qualquer tipo de formação académica prévia. Serão disponibilizados materiais de leitura que permitirão uma melhor preparação dos seminário e posterior aprofundamento dos debates travados nas sessões. A moderação estará a cargo dos coordenadores do curso em Coimbra.

http://cursopcccoimbra.blogspot.com/
cursopcccoimbra@gmail.com


Curso de Introdução ao Pensamento Crítico Contemporâneo de 28 de Abril a 28 de Maio de 2009

3ªs e 5ªs das 18h30 às 20h30

Local:Associação Arte à Parte
Rua Fernandes Tomás, n.º 17,1.º,
Coimbra

PROGRAMA

28 de Abril
Stuart Hall porAntónio Sousa Ribeiro
Néstor García Canclini porPaulo Raposo

30 de Abril
Noam Chomsky/Paul Feyerabend por Rui Tavares
James Scott porJosé Manuel Sobral

5 de Maio
David Harvey por Hugo Dias
Slavoj Žižek porNuno Ramos de Almeida

7 de Maio
Pierre Bourdieu por Nuno Domingos
Luc Boltanski porArriscado Nunes

12 de Maio
Michel Foucault porJorge Ramos do Ó
György Lukács por Frederico Ágoas

14 de Maio
André Gorz por José Nuno Matos
Guy Debord por Ricardo Noronha

19 de Maio
Gayatri Spivak por Adriana Bebiano
Rosi Braidotti por Maria Irene Ramalho

21 de Maio
Antonio Negri por José Neves
Alain Badiou por Bruno Peixe

26 de Maio
Louis Althusser porAntónio Pedro Pita
Gilles Deleuze porNuno Nabais

28 de Maio
Ernst Bloch por Miguel Cardina
Theodor Adorno porJoão Pedro Cachopo



Estão abertas as inscrições para o Curso de Introdução ao Pensamento Crítico Contemporâneo.

O valor de inscrição para todo o curso é de €15, dando acesso a todas as sessões e a todos os materiais de leitura (Atenção: Lugares limitados).

Para quem pretender assistir apenas a uma ou outra sessão e por isso não tencionar inscrever-se na totalidade do curso, há um regime de entrada avulsa mediante o pagamento de 3€. Este regime, todavia, está sujeito à disponibilidade de lugares em cada sessão, não havendo possibilidade de reserva prévia.
Os interessados deverão preencher e enviar-nos via internet esta ficha, sendo-lhes depois indicado um NIB para onde deverão efectuar o pagamento da inscrição

Seminário sobre pensamento crítico contemporâneo: a Economia para além da Economia (de 7 de Maio a 11 de Junho, no ISCTE)

SEMINÁRIO PENSAMENTO CRÍTICO CONTEMPORÂNEO: A ECONOMIA PARA ALÉM DA ECONOMIA

de 7 de Maio a 11 de Junho de 2009

ISCTE
Auditório B203 (Edifício II)
2ªs e 5ªs das 19h às 20h30
metro: Entrecampos Cidade Universitária

Inscrição necessária, lugares limitados!

Organização:
CRIA - Centro em Rede de Investigação em Antropologia
unipop -
www.u-ni-pop.blogspot.com

A presente crise convida a um debate acerca do económico que convoque diferentes tradições teóricas das ciências sociais e do pensamento político. A unipop, no seguimento dos seminários de introdução ao pensamento crítico contemporâneo, e o CRIA, centro em rede de investigação em antropologia, promovem um encontro mais demorado com a economia, interrogando os próprios limites da divisão entre económico, político, social e cultural. Através do percurso de vários autores e tradições, o seminário procurará debater a economia a partir de um lugar onde teoria social, pensamento económico, filosofia, antropologia e história dos movimentos sociais se revelem indissociáveis. O seminário está aberto à frequência de todas e todos que por ele se interessem, não sendo necessário qualquer tipo de qualificação académica ou profissional. A fim de um melhor aproveitamento das sessões, será distribuído material de leitura aos inscritos.


Inscrições: unipopeconomia@gmail.com
Preço: 15€

Os 15€ dão direito a entrada em todas as sessões, assim como acesso a material de leitura. Será emitido certificado de participação.

A possibilidade de inscrição em sessão avulsa está limitada ao número de lugares disponíveis em cada sessão e não é susceptível de reserva prévia. Neste caso, o custo é de 4€ por sessão.



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Programa


7/5: a produção em deleuze e guattari
[sessão de abertura, entrada excepcionalmente livre]
por maurizio lazzarato

11/5: a dádiva em marcel mauss
por filipe reis

14/5: a grande transformação de karl polanyi
por francisco louçã

18/5: ben fine e os mundos do consumo
por emília margarida marques

21/5: foucault, governamentalidade e liberalismo
por josé luís câmara leme

25/5: a economia política alemã em georg simmel
e max weber
por josé luís garcia

28/5: a moeda viva de pierre klossowski
por josé bragança de miranda

1/6: harold innis e a economia política dos media
por filipa subtil

4/6: operários e capital de mario tronti
por ricardo noronha

8/6: david harvey, economia e espaço
por hugo dias

11/6: karl marx crítico de friedrich list
por josé neves


Apoios: NúMENA AEFCSH AEISCTE ATTAC-PORTUGAL Antígona


Apresentação dos conferencistas

Maurizio Lazzarato é sociólogo e filósofo, membro do Labaratoire Matisse-Isys (Universidade Paris 1) e da direcção da revista Multitudes. Entre as suas áreas de interesse estão os movimentos precários, a relação entre trabalho e arte, Gilles Deleuze, Gabriel Tarde. Recentemente publicou Intermittents et Précaires (com Antonella Corsani) e Puissances de l’invention. La psychologie économique de Gabriel Tarde contre l’économie politique.

Filipe Reis é antropólogo, investigador do CRIA e professor no ISCTE, onde lecciona disciplinas na área da antropologia económica e da antropologia dos media, áreas nas quais tem publicado vários trabalhos. Realizou uma tese de doutoramento intitulada Comunidades Radiofónicas. Um estudo Etnográfico sobre a rádio local em Portugal.

Francisco Louçã é economista, professor no ISEG-UTL, deputado ao parlamento português e coordenador do Bloco de Esquerda. Tem desenvolvido investigação a nível da história da economia e da teoria dos ciclos. Entre outros, publicou Das Revoluções Industriais à Revolução da Informação (com Chris Freeman) e Turbulência na Economia.

Emília Margarida Marques é antropóloga, investigadora do CRIA. Realizou o seu doutoramento em 2003, com uma tese intitulada Conduzir a máquina, construir o trabalho. Sobre usos sociais da matéria. Tem vários trabalhos publicados acerca de trabalho, indústria e técnicas, cultura material e consumos.

José Luís Câmara Leme é filósofo, professor na Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Técnica de Lisboa, onde lecciona disciplinas nas áreas da Filosofia da Técnica e da Filosofia da Ciência. Doutorou-se em filosofia com uma tese acerca de Michel Foucault, sobre o qual tem vários trabalhos publicados. Tem igualmente trabalhado a obra de Hannah Arendt.

José Luís Garcia, sociólogo e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, tem-se dedicado, entre outras matérias, ao estudo da ciência e tecnologia contemporâneas. Entre outras publicações, co-editou recentemente o livro Razão, Tempo e Tecnologia - Estudos em Homenagem a Hermínio Martins.

José Bragança de Miranda é sociólogo, professor na FCSH-UNL e professor convidado na Universidade Lusófona. As suas principais áreas da investigação são cibercultura, cultura, comunicação e media. Entre outros, publicou Queda sem fim, Teoria da Cultura e, mais recentemente, Corpo e Imagem.

Filipa Subtil é socióloga e professora na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa. A sua principal área de investigação é a sociologia dos media e a teoria da comunicação. Tem trabalhado a obra de Harold Innis e publicou recentemente Compreender os media. As extensões de Marshall McLuhan.

Ricardo Noronha é historiador, investigador do Instituto de História Contemporânea da FCSH-UNL. Realiza actualmente uma investigação de doutoramento acerca da nacionalização da banca em Portugal durante o período revolucionário.

Hugo Dias é sociólogo, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, onde realiza actualmente o seu doutoramento sobre sindicalismo e movimentos sociais, área onde tem publicado os seus trabalhos.

José Neves é historiador, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde realiza actualmente pós-doutoramento. Tem-se dedicado ao estudo dos nacionalismos e à história do comunismo. Publicou recentemente Comunismo e Nacionalismo em Portugal – Política, Cultura e História no Século XX.

Colóquio Internacional e Interdisciplinar Artes da Perversão (23 e 24 de Abril na Faculdade de Letras do Porto), que inclui ciclo de cinema




Em tempos recentes, perversão parece ter-se tornado um significante livre. Por um lado, reactualiza-se nesse conceito uma leitura teológica, identificando o denominador comum do pecado ou a condição da existência num mundo marcado pela morte de Deus. Por outro, as artes não param de reivindicar um carácter perverso, por destruição ou irónica reciclagem de tradições; porque a tradição da ruptura é hoje também tradição da perversão, ou perversão de perversões. Ao mesmo tempo, a psicanálise de raiz freudiana sistematiza os comportamentos perversos do indivíduo, como patologia, estagnação no desenvolvimento libidinal, ou legítima fantasia.

De que falamos, pois, quando falamos de perversão?

Parece ser perverso o que começa nas margens de qualquer sistema, per-vertendo-o, in-vertendo-o. Nesta perspectiva, o conhecimento humano e a linguagem que o configura começam sempre por ser perversos. Todas as revoluções científicas, políticas, artísticas são necessariamente perversas, como é perverso o espaço comum que suscitam: esse lugar onde convivem Newton e Einstein, Marx, Lenine e Mussolini, Júlio Dantas e Almada Negreiros. Resta saber que perversão pode existir fora do modelo da revolução. E, se cada novidade começa por ser perversa face a um sistema, resta ainda saber como se perde e desfaz a perversão do conhecimento de cada vez que um novo conteúdo é canonizado pela doxa.

Eis-nos, então, perante o paradoxo. Se o século XX defendeu que todos temos direito à perversão, como entender a contradictio in terminis que é a perversão legitimada? Não haverá uma perda insanável nesse livre acesso contemporâneo ao perverso, que o torna mercadoria kitsch? Ou representará o kitsch justamente o triunfo mais perverso da perversão no campo estético? E finalmente: se hoje a única perversão possível for recu¬sar a perversão, se a dialéctica do legítimo e do ilegítimo perder o equilíbrio que sustém o seu movimento, resta inventar novas possibilidades criativas do perverso — ou simplesmente abandonar esse caminho por demais trilhado?

Estas são algumas das questões de partida do Colóquio Internacional Artes da Perversão, que compreenderá uma reflexão crítica alargada a diversos ramos do saber, dos estudos literários aos estudos de cinema, do teatro às artes plásticas, sem esquecer a psicanálise e a teologia


PROGRAMA
COLÓQUIO INTERNACIONAL E INTERDISCIPLINAR ARTES DA PERVERSÃO

Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
23-24 de Abril de 2009


► 23 de Abril Anfiteatro Nobre

10:00 Recepção dos conferencistas

10:30 Abertura

11:00
Moderador: Rosa Maria Martelo

Phillip Rothwell (Rutgers Univ.)
Bodies Without Places: Perversion in Contemporary Capitalism through Lacan, Badiou and Žižek

Luís Mourão (IP Viana do Castelo)
A voz material da ética e a voz material da perversão: começar e acabar em alguns mundos de Gonçalo M. Tavares

Juan José Adriasola (Rutgers Univ.)
Perversas narrativas: mercado político y “nueva narrativa” en el Chile de los 90

13:00 Almoço

14:30
Moderador: Luís Maffei

Alexandra Moreira da Silva (Univ. Porto)Formas perversas, vozes ob(s)cenas no teatro contemporâneo: Sade, Sacher-Masoch, Crébillon, Laclos

José Alberto Ferreira (Univ. Évora)
A perversão do método, ou o método da perversão

Paulo Eduardo Carvalho (Univ. Porto)
Sófocles e Molière (per)vertidos por Martin Crimp

16:30 Pausa para café

16:45
Moderador: Laura Ferreira dos Santos

David Barros (Univ. Nova Lisboa)«Pardon me, but my teeth are in your neck»: Os caminhos da perversão no cinema de Roman Polanski

Joana Matos Frias (Univ. Porto)
A Beleza Convulsiva das Imagens: Surrealismo e Perversões Ópticas

Margarida Gil dos Reis (Univ. Lisboa)
Corpos perigosos: perversão e jogo


21:30 Cinema Medeia – Shopping Cidade do Porto
Projecção do filme: Ma’s Sin de Saguenail
Debate


► 24 de Abril Anfiteatro Nobre

9:00
Moderador: Margarida Gil dos Reis

Jorge Bastos da Silva (Univ. Porto)
Assassinos Loquazes – ou: Da Arte de Matar com Arte

José Domingues de Almeida (Univ. Porto)
Perversion et naïveté dans la prose narrative d’Eugène Savitzkaya: approche du fatum humain

Pedro Eiras (Univ. Porto)
Por uma ética da perversão

10:45 Pausa para café

11:00
Moderador: Gonçalo Vilas-Boas

José Rui Teixeira (Univ. Porto / Univ. Católica Porto)
O corpo e a morte O Decadentismo finissecular da poética de Guilherme de Faria. Uma leitura teológica circunstancial

Laura Ferreira dos Santos (Univ. Minho)
Morte assistida: uma reivindicação perversa?

José Tolentino Mendonça (Univ. Católica Lisboa)
A perversão é necessária? – O efeito incontrolado de uma citação bíblica numa passagem de Dostoiévski

13:00 Almoço

14:30
Moderador: Phillip Rothwell

Américo António Lindeza Diogo (Univ. Minho)
Perversões de Autoridade em Vasco Graça Moura e Adília Lopes

Luís Maffei (Univ. Federal Fluminense)
Se tão perverso preço cabe em verso

Rosa Maria Martelo (Univ. Porto)
O “especialista em sublimação” e os usos da linguagem (acerca da poesia de António Franco Alexandre)


18:00 Trintaeum
Mesa-redonda de criadores
Moderador: Luís Mourão
Ana Luísa Amaral
José Emílio-Nelson
valter hugo mãe

3ª Caminhada pelo Rio Tinto (19 de Abril, às 10h. na praceta do parque nascente)



O Movimento em Defesa do Rio Tinto foi constituído em Abril de 2006, com o objectivo de contribuir para a requalificação desse bem natural tão importante para nós como é o rio Tinto, numa atitude de intervenção cívica que julgamos ser fundamental manter.

O que se pretende é devolver ao rio Tinto a imagem que já teve e de que, seguramente, as gerações um pouco mais distantes ainda recordam com saudade: um rio de águas transparentes, com peixes, onde se podia tomar banho e com as margens limpas e convidativas para momentos de agradável lazer.

Temos consciência, entretanto, de que a requalificação do rio e suas margens, não depende da vontade e dos esforços de um pequeno grupo de cidadãos.

Quem detém o poder de agir, de aceder a financiamentos, de elaborar planos de intervenção, é que poderá dar os passos decisivos. Mas, uma forte corrente de opinião, que, de algum modo, possa influenciar essa acção das entidades competentes, será certamente indispensável, para que a questão não se esqueça, para que a inacção não se instale.

Por tudo isso, participar na 3ª Caminhada em Defesa do Rio Tinto, será mais uma afirmação da nossa exigência em vermos serem accionados processos irreversíveis no sentido da despoluição do rio e revalorização das suas margens. Quantos mais formos, mais voz teremos


A 3ª Caminhada servirá para reclamar medidas concretas, que:
- concluam a rede de esgotos, torne eficazes os sistemas de tratamento e garantam a reabilitação do rio, valorizem a memória, o património e a sua história;
- reconheçam aos cidadãos, (que não são um obstáculo) o direito fundamental de se pronunciarem em qualquer altura sobre os processos, cujas decisões, devem assentar em trabalho técnico sério e indiscutivelmente reconhecido;
- confiram um uso racional do território, para que seja plena e livremente adoptado pelos cidadãos como um bem público, cujos custos, ao serem suportados por todos,a todos tragam benefícios.


http://moveriotinto.blogspot.com/
http://moveriotinto.no.sapo.pt/


No dia 17 de Abril haverá actividades sobre o tema, a «Água, um bem que urge preservar»
na Escola E.B. 2.3 de Rio Tinto

Convidados:
AdDP (Projecto Mil Escolas) - Dr. João Roseira
Projecto Rios - Engº Pedro Teiga (a confirmar)
Movimento em Defesa do Rio Tinto
Avert - Dra. Aurora Vieira

Programa do dia 17 de Abril:

21h15 - Recepção
21h30 - Abertura (prof. Francisco Moreira e alunos do 6D)
21h35 - Dra. Aurora Vieira (Avert)
21h45 - Dr. João Roseira (AdDP e Projecto Mil Escolas)
22h00 - Alunos 6D e prof. Serafim Faria (Demonstração de Educação Física)
22h20 - MoveRio Tinto
22h35 - Engº Pedro Teiga (Projecto Rios)
22h50 - Alunos 6D (apresentação das actividades de AP)
23h00 - Alunos 6D (Momento Musical)
23h15 - Encerramento


2ª Caminhada pelo Rio Tinto em 2008




1ª Caminhada pelo rio Tinto ( em 2007)


15.4.09

Alemanha proibe o cultivo de milho transgénico em todo o seu território!


A ministra alemã da agricultura e consumidor anunciou ontem que o cultivo de milho transgénico passava a estar proibido na Alemanha. Esta decisão é tomada antes do início da época das sementeiras de milho naquele país, e afecta o milho MON 810, a única variedade geneticamente modificada autorizada para cultivo na União Europeia.

Contudo, o número de países a proibir o seu cultivo tem vindo a aumentar de ano para ano, somando 8 com a probição de hoje. Com a activação da cláusula de salvaguarda da Directiva 2001/18, a Alemanha junta-se à França, Áustria, Grécia, Luxemburgo e Hungria. A Itália e Polónia são outros países que mantêm moratórias sobre o cultivo de transgénicos.

E Portugal, quando vai ser?

Venha dizer a Espanha que ninguém quer os transgénicos (concentração dia 16 de Abril, às 15h. junto ao Consulado de Espanha no Porto)


Durante este mês de Abril a sociedade espanhola mobiliza-se contra o cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM's).

Estão marcadas várias actividades entre os dias 13 e 19 de Abril, no sentido de sensibilizar o Governo espanhol para a interdição destas perigosas culturas e pela promoção de uma agricultura de qualidade e sustentável.

As acções têm o ponto alto no dia 18 de Abril com uma grande manifestação em Zaragoza.
Espanha é o único país da UE que cultiva OGMs em grande escala e a batalha das ONGs no nosso país contra esses cultivos enfrenta muitas dificuldades.

Queremos convida-los a unir-se á nossa luta organizando pequenas acções em frente à embaixada espanhola no seu país na quinta-feira 16 de Abril pedindo à Espanha que deixe de cultivar OGMs;


http://noquierotransgenicos.wordpress.com/
http://stopogm.net/

Neste sentido, um grupo de cidadãos portugueses, integrantes da Plataforma "Transgénicos Fora", respondendo ao apelo dos activistas espanhóis, agendou para esta 5ª feira, uma acção de solidariedade e sensibilização junto ao Consulado espanhol na cidade do Porto, para a entrega de uma carta-aberta dirigida ao Governo espanhol contra o cultivo de ogm's no país vizinho.

Comparece:
dia 16 de Abril - quinta-feira - 15 horas

Consulado espanhol - Porto
Rua D. João IV, 341
4000-302 Porto

Cicloficina no Porto ( dia 16 de Abril, das 18h45 às 20h30, na Casa Viva)


A época está boa para adoptar a bicicleta como meio de transporte.
Cada vez mais pessoas no Porto o fazem!


Você também gostava de andar na sua bicicleta mas ela está avariada, tem um pneu furado, ou apenas precisa de um empurrão para se por a andar? Esta iniciativa pretende ajuda-lo!

A Cicloficina vai ter lugar na CasaViva, praça do Marquês do Pombal nº167, na próxima quinta-feira dia 16 de abril, das 18h45 as 20h30.

Vão estar lá alguns voluntários com as ferramentas necessárias para fazer pequenos arranjos para por a sua bicicleta de volta nos eixos.
Se não for suficiente eles poderão indicar-lhe um mecânico profissional.

Contactos:
Sérgio Sousa - 965517623 - mouradesousa@gmail.com
Daniel - 965402834

Mesa-redonda e debate sobre a luta dos professores e a defesa da Escola Pública no teatro da Comuna (18 de Abril, às 15h.)

Para acompanhar a transmissão em directo:
18 de Abril - 15h
Mesa Redonda & Debate com José Mário Branco
no Teatro da Comuna, (Praça de Espanha) - Lisboa

14.4.09

Um povo inculto é um povo fácil de enganar



Os problemas sociais em Roma durante o império romano eram mais que muitos. A escravidão e desemprego geravam descontentamento entre o povo.

Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador romano criou a política do «Pão e Circo».

Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o mais famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo a sua vontade de revolta.

Imagem retirada do blogue http://protestografico.wordpress.com/

O filme de Guy Debord, A Sociedade do Espectáculo, vai ser projectado na livraria Gato Vadio (dia 18 de Abril, às 18h.)


A Sociedade do Espectáculo
Filme, 1973
Guy Debord


Sábado, 18 de Abril, às 18h
na livraria-bar Gato Vadio


Entrada livre

Livraria-bar Gato Vadio
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016
email: gatovadio.livraria@gmail.com

Consultar:

http://en.wikipedia.org/wiki/Guy_Debord
http://en.wikipedia.org/wiki/Society_of_the_Spectacle
http://www.bopsecrets.org/SI/debord.films/index.htm



guy debord - la societe du spectacle com legendas em castelhano




















Réfutation de tous les jugements, tant élogieux qu'hostiles, qui ont été jusqu'ici portés sur le film 'La société du spectacle', di Guy Debord (1975).





Silvia Penide, cantautora galega, vai estar na Casa Viva no dia 18 às 21h.


Sábado, 18 abril às 21h00

Silvia Penide, cantautora galega que comemora 10 anos de carreira, vai estar na Casa Viva para cantar as suas canções.

entrada livre
Local: Casa Viva
Praça marquês pombal 167

Silvia Penide no Bandush (Madrid)



Silvia Penide e Lugo dentro de "Diálogos coa Palabra",


Microfestival de vivências e diversidades na Serra da Arada ( no Candal, S.Pedro do Sul, entre 30 de Abril e 3 de Maio)l



De 30 de Abril a 3 de Maio
Microfestival de Vivências e Diversidades

São Pedro do Sul - Parque da Fraguinha, Candal e Cabreiros


O EntreSerras quer Descobrir a Serra da Arada vivendo uma experiência impar para desvendar o seu património natural, cultural e gastronómico e partilhar por uns dias as vivências das gentes serranas, o seu labor e as suas alegrias. É um micro-festival participativo de ritmo lento, seguindo o transpirar de uma serra com dezenas de milhões de anos, as rotas dos pastores, o voar das borboletas, o engenho da sobrevivência na serra e a alegria das noites nas aldeias.

De manhã, as Diversidades da serra revelam os seus segredos: laboratórios de natureza, turfeiras e bosques, vertebrados, invertebrados, plantas e musgos contam as suas histórias espantosas; aprende-se a fazer brinquedos para os mais novos e outras artes já esquecidas.

À tarde, as vivências serranas são partilhadas: o lavrar da terra, a preparação da broa e mezinhas ou a arte de obter mel das laboriosas abelhas a ter lugar nas aldeias de Candal, Cabreiros e Póvoa das Leiras, com paisagens deslumbrantes de vales abruptos trabalhados milenarmente pelo Homem.

À noite, é tempo de serão, de canções e ladainhas, bailes e brincadeiras, jogos e histórias, estrelas e arraiais. Tudo termina no Domingo com uma corrida de carrinhos de rolamentos e uma gincana de burros!

PROGRAMA


Quinta-feira, dia 30 de Abril
Parque de Campismo da Fraguinha

18h30: Recepção dos participantes com tisanas e bolinhos
21h30: Oficina de processamento de plantas para tisanas (Sr. do Gumeal)
22h00: Mala de histórias - Em Maio… comem-se cerejas ao borralho ou, melhor, contam-se histórias feitas de palavras que são como as cerejas. Jogos e brincadeiras. (Bitocas e Ass. Candal)
23h00: Observação de estrelas pela noite dentro, com tisanas e outros mimos quentes…

Sexta-feira, dia 1 de Maio
Parque de Campismo da Fraguinha, Póvoa das Leiras, Candal,

Manhã, das 09h30 ao 12h15
Diversidades no Retiro da Fraguinha

1 - As turfeiras e os rios de montanha: musgos, flores, libélulas e borboletas (Paulo Pereira, IDEIAS Sustentáveis, Lda)
2 - Oficina de brinquedos tradicionais (carros de rolamentos, arcos, fisgas, brinquedos de lata, brinquedos com bogalhos, bonecas de milho e redes para apanhar borboletas) (Bitocas e Escola Profissional de Carvalhais, Ass. Landeira)

Tarde, Vivências nas aldeias de Póvoa das Leiras e do Candal

Das 14h00 às 16h00

Passeio de burro entre a Fraguinha e o Candal. Recolha de folhas e flores silvestres e plantas aromáticas (AEPGA, Sr. de Gumeal)

Das 16h00 às 17h30

1 – Lavrar e Sementeira tradicional com Vacas (lameiros) (Sra. Lena, Póvoa das Leiras)
2 – Rega e partilhas da água nas aldeias (Sra. Liliana - Candal)
3 – Mel (Sr João Braz) e derivados O processo artesanal de fabrico do mel (visita às colmeias, prova de aguardente com mel)

Das 18h às 19h30

1 –Oficina da broa (Dona Marcolina, Dona Ana e Dona Luísa)
2 – Ordenha das vacas e amassar do leite para fazer manteiga (Ass. Candal)
3 – Arquitectura popular (Ass. Candal)

Serões na aldeia

20h00 - Jantar popular na aldeia do Candal
Das 21h30 às 00h30

1 – Rezas, ladainhas e Mezinhas (Sra. Marcolina)
2 – Lavores tradicionais e trabalhos manuais (tecer, fiar e tricotar)
3 – Cantares e histórias
4 – Jogos tradicionais
5 – Santos das aldeias serranos - Sagrado vs Profano (A vida de Santo Antão, padroeiro da aldeia da Coelheira, São Macário)
Sábado, dia 2 de Maio
Parque de Campismo da Fraguinha, Cabreiros

Manhã, Diversidades no Retiro da Fraguinha

Das 09h30 ao 12h15

1 - Os bosques e as pastagens: árvores, aves, répteis, ervas e borboletas
2 - Oficina de fornos solares (Eco-Andanças);
3 - Oficina de brinquedos tradicionais (Bitocas; Escola Profissional de Carvalhais; Ass. Landeira)

Tarde, Vivências na aldeia de Cabreiros

Das 14h00 às 15h30: Passeio de burro até à aldeia de Cabreiros Ciência popular (lameiros, pastagens e paisagens, Sr do Gumial)

Das 16h00 às 18h30

1 – Banhos + visita a Minas (Sr. Jorge; Rio de Frades)
2 – Feira de jogos tradicionais serranos (Bitocas)
3 – Sopa à moda da Arada e da Freita – aprender a bailar as modas serranas (Lisou juntamente com o rancho de Candal; eira de Cabreiros)

19h00: Merenda no lameiro (petiscos regionais).

Serões na aldeia
Das 20h à 01h00
Grande Arraial Popular – Concertinas de Cabreiros, Rancho de Candal, músicos com fartura, bailes e danças de roda das serras da Freira e Arada, jogos tradicionais, cantares, petiscos, Jantarada, etc. etc.


Domingo, dia 3 de Maio
Parque de Campismo da Fraguinha

Manhã, Diversidades no Retiro da Fraguinha

Das 09h30 às 12h15

1 - Laboratórios da natureza (observação à lupa, herborização de plantas, identificação de espécies) (Paulo Pereira, IDEIAS Sustentáveis, Lda)
2 - Final de Oficina de brinquedos tradicionais;
3 - “Manualidades na eira” – oficina de colares e entrelaçados com elementos recolhidos no passeio de burro, construção de fantoches, construção de instrumentos.

Tarde, Vivências na Fraguinha

Das 14h00 às 15h30 – Passeio de burro Teatro de marionetas “O Velho, o Rapaz e o Burro”

Das 16h00 às 18h30

1 - Corridas de carros de rolamento
2 - Jogos de ar livre (aro, corda, etc.)
3 - Gincana de burros




Inscrições e mais informações:





PERCURSOS PEDESTRES EM CANDAL ( Serra da Arada, S.Pedro do Sul)

Na freguesia de Candal, existe uma Pequena Rota (PR), a Rota das Bétulas (PR 2) devidamente marcada. Mas, de facto, muitos outros caminhos tradicionais e/ou históricos desbravados e feitos pelos antigos estão também marcados, inclusive pelo seu passado, como, por exemplo, a passagem dos rodados dos carros de vacas nas lajes destes caminhos.
Assim, existe a possibilidade de contemplar várias paisagens de cortar a respiração neste inesquecível Maciço da Gralheira, visitando sítios que foram essenciais na vida destas aldeias. Antes da abertura das estradas, as aldeias vizinhas eram facilmente visitadas através destes caminhos, fosse para ir cortar o pêlo das cabras e trazê-lo em sacos, fosse para contrabandear minério.
Zona de pedestrianismo por excelência, a freguesia de Candal propõe aos caminhantes amadores ou mais avisados a descoberta dum património natural e cultural impressionante. É possível realizar caminhadas de todos os níveis, de 40 minutos até vários dias em todo o maciço, um dos mais montanhosos e belos de Portugal, de onde se pode avistar o Norte do país, até à vizinha Espanha.
Pequenas Rotas e Caminhos

A Rota das Bétulas - PR2
É um percurso pedestre devidamente assinalado e circular. Inicia-se na Fraguinha, junto ao parque de campismo, inserido num arboreto constituído por bétulas. Encosta acima, parta em direcção ao planalto onde nasce o Ribeiro Escuro. Aí, vire à direita ao encontro do caminho que leva à povoação de Candal e que conduzia as pessoas às minas das Chãs, aquando da extracção do volfrâmio. Durante a descida, vai encontrar uma paisagem de surpreendente beleza: em frente, montes e vales, à direita, a povoação de Candal e, à esquerda, a de Póvoa das Leiras, com os seus socalcos verdejantes, não esquecendo as vertentes escarpadas e graníticas do Ribeiro Escuro. Atravessando a aldeia de Candal, na parte mais antiga, siga rumo à povoação de Póvoa das Leiras, com os seus canastros ou espigueiros, passando primeiro pelo ribeiro de Paivô. Após subida acentuada ao encontro da capela, deixe Póvoa das Leiras para trás, prosseguindo em direcção ao ponto de partida. Nesta parte do percurso, segua um trilho que acompanha um canal de água, com o Ribeiro de Paivô do lado direito. Próximo da chegada, passe pela barragem: “A Pioneira” e ao lado da Casa do Lago, propriedade da Cooperativa Mais Além.

Dificuldade: Médio
Distância a percorrer: 10,2 km
Desníveis: acentuados - ascendentes e descendentes

Caminho do Minério
O Caminho do Minério tem como ponto alto a passagem nas Minas das Chãs, situadas no planalto das Chãs, já próximo do ponto mais alto do Maciço da Gralheira, o Alto das Chãs, na Serra da Arada, com os seus 1119 m, no limite desta freguesia com a de Manhouce. Centra-se, assim, a par da travessia do planalto e das suas panorâmicas ímpares, no património que foi constituído aquando da II Guerra Mundial com a procura do Ouro Negro: o volfrâmio que se encontrava por toda a serra. Após a subida acentuada pela Cavada do Braz até ao planalto onde está implementado um parque eólico, dirija-se até às minas com vista sobre a aldeia de Manhouce e, por último, ao plano do Oceano Atlântico. Daí, regresse a Candal descendo por uma zona arborizada com vista sobre as aldeias de Tebilhão e Cabreiros com os seus socalcos verdejantes e todo o vale de Rio de Frades. Já mais virados para Candal, entre os pinheiros, avista-se a Serra do Montemuro.


Dificuldade: Caminhada de média dificuldade.
Cerca de 2 horas de marcha efectiva.
Nível requisitado: boa condição física.

Caminho do Pôr-do-Sol
O Caminho do Pôr-do-Sol oferece uma panorâmica de 360 graus das serranias envolventes e algumas das suas mais belas e emblemáticas aldeias, como a da Póvoa das Leiras e Drave. Como o nome indica, aconselha-se ao fim dum belo dia de Verão para evitar as horas de forte calor e para usufruir dum inesquecível Pôr-do-Sol. O ponto mais alto, o Colmadoiro ou ainda o Couto do Nabo, é palco anualmente de uma ladainha, no fim da qual se realiza uma missa, segundo os ritos da religião católica aquando da tradicional ladainha ao Couto do Nabo. Aventure-se e descubra este e outros montes que se avistam ao longo deste percurso pedestre também “abençoados” pelo São Macário e pela Sra. da Mó, já no concelho de Arouca.

Dificuldade: Caminhada fácil.
Cerca de 1 hora de marcha efectiva.
Nível requisitado: é possível a participação de todos.

Caminho do Moinho
O Caminho do Moinho foi assim baptizado, à semelhança dos dois caminhos anteriormente descritos, por um casal que se fixou recentemente na aldeia de Candal amante das caminhadas, ainda antes de fazer parte da Rota das Bétulas e ser alvo de uma nova inauguração em 2007 com a Rota da Broa, no âmbito do Projecto Criar Raízes/Ritmos da Terra. Trata-se do caminho antigo que levava os habitantes da Póvoa das Leiras até à missa. Ao longo deste caminho, ainda em Candal, passa-se ao lado dos campos ordenados em socalcos e vai-se descendo até à Ribeira de Paivô, ao longo da qual se situa uma dezena de moinhos já desactivados. Conforme a disposição, poder-se-á dar um salto até à aldeia da Póvoa das Leiras, após uma íngreme subida no meio do pinhal, seguindo as marcas do PR2. Mas, à partida, é uma caminhada até ao bucólico lugar junto ao pontão que passa sobre a ribeira onde ninguém resiste a relaxar ao ouvir correr a água até ao Rio Paivô, ao Rio Paiva, ao Rio Douro, até ao mar... e, completamente rodeado da Natureza, esquecer por uns instantes a “civilização”.

Dificuldade: Caminhada fácil, cerca de 40 minutos de marcha efectiva.
Nível requisitado: Todos

Caminho dos Incas
O Caminho dos Incas foi assim baptizado pelo Juiz Mário Araújo Ribeiro, também amante das caminhadas, tal como o deixa em testemunho no seu livro sobre o Maciço da Gralheira. Os antigos chamavam Marinhal ao local atravessado por este caminho, considerado monumental pela colocação de lajes, à semelhança de outros monumentos erguidos por antigas civilizações. Se não estivesse à vista hoje em dia o que perdurou, nem se conseguiria imaginar ser possível realizar tal troço.Mas está aí à mão, aliás ao pé, a poucos minutos da aldeia de Póvoa das Leiras.

Dificuldade: Caminhada fácil*. Cerca de 1 hora de marcha efectiva.
Nível requisitado: Devido à localização do caminho, ao longo de íngremes vertentes, não é aconselhado a pessoas que sofrem de vertigens, nem a crianças. À semelhança de todos os caminhos na serra, exige toda a atenção e cuidado.

Grandes Rotas

Estas rotas não são mais do que a ligação entre os vários PR’s existentes.
Uma primeira, liga o PR2 ao PR1 (Rota de Manhouce) e ao PR6 (Caminho do Carteiro).
A outra, o Caminho dos Incas até à aldeia de Covelo de Paivô, sempre com regresso à aldeia de Candal pelo recentemente aberto estradão florestal.
A média para ambas as rotas “completas” é de 4-5 horas de marcha efectiva, o que exige uma boa condição física.

IV Encontro Pelo Rio Sabor (1 a 3 de Maio, em Brunhoso, Remondes e Soutelo)



No ano do arranque das obras para construção do Empreendimento hidroeléctrico do Rio Sabor, a Associação Aldeia e a Plataforma Sabor Livre organizam entre os dias 30 de Abril e 3 de Maio o IV Encontro “Pelo Rio Sabor”. Este Encontro tem reunido algumas centenas de pessoas que ano após ano têm vindo ao Nordeste conhecer o vale do Sabor e afirmar a sua posição em defesa de um rio livre.

O Rio Sabor é o último grande rio sem barragens do nosso país e um dos últimos da Europa nestas condições, sendo por isso reconhecido por muitos, como o último grande rio “selvagem”. De facto, este rio possui características únicas, que lhe permitem conservar uma importante comunidade de aves rupícolas ameaçadas e habitats de conservação prioritária a nível Europeu. Trata-se de uma área classificada como Rede Natura 2000 e Zona de Protecção Especial, segundo as Directivas Comunitárias, onde, por essas razões, não podem ser realizados empreendimentos causadores de grandes impactos ambientais.
Durante o evento deste ano pretende-se mais uma vez dar a conhecer o Rio Sabor, através de uma caminhada itinerante, passando por algumas das aldeias e locais mais interessantes do seu curso. Será uma óptima oportunidade para conhecer este rio e o seu entorno.
Vem conhecer e passear “pelo rio Sabor” entre os dias 30 de Abril e 3 de Maio.


PROGRAMA

30 de Abril, 5ª feira:

21h00m – Recepção dos participantes e inscrições no evento. Aldeia de Brunhoso (Mogadouro).
Dormida no Salão do Povo de Brunhoso e acampamento.

1 de Maio, 6ª feira:
9h00m - Recepção dos participantes e inscrições no evento.
9h30m – Pequeno-almoço.
10h00m – Início da caminhada itinerante: Brunhoso ----> Rio Sabor ----> Remondes.
13h30m – Almoço volante no Rio Sabor (da responsabilidade dos participantes).
18h00m – Chegada a Remondes.
20h00m – Jantar em Remondes.
21h30m – Serão cultural em Remondes: Música tradicional, projecções multimédia, palestras.
Dormida no Salão do Povo de Remondes e acampamento.

2 de Maio, Sábado:

9h00m – Pequeno-almoço.
9h30m - Continuação do percurso itinerante: Remondes ---> Ponte de Remondes.
13h00m – Chegada à ponte de Remondes.
13h30m – Almoço volante na ponte de Remondes.
15h30m – Actividades lúdicas junto à ponte de Remondes (jogos tradicionais, actividades aquáticas, observação de anfíbios, passeios de burro).
19h00m – Partida para Soutelo.
19h30m – Apresentação sobre a Plataforma Sabor Livre e todo o processo de defesa do Rio Sabor.
20h30m – Jantar em Soutelo.
22h00m - Serão cultural em Soutelo: Música tradicional, projecções multimédia, palestras)
Dormida no Salão do Povo de Soutelo e acampamento.

3 de Maio, Domingo:

9h30m – Pequeno-almoço
10h00m – Visita à Aldeia de Soutelo: ciclo do linho, visita a um pombal tradicional.
12h00m – Partida para a Ponte de Remondes.
13h00m – Almoço convívio.
15h30m – Final do encontro

Inscrições e nformações:

Observação de Aves Selvagens com saída de campo para observar as aves da noite ( em Gouveia, dia 18 de Abril)



Dia 18 de Abril

17:30 - Encontro na Delegação do Parque Natural da Serra da Estrela - Gouveia
18:00 - Tertúlia sobre "As Aves da Noite"
19:30 - Observação e Escuta de aves nocturnas no Concelho de Gouveia
22:00 - Pic-nic nocturno

Dia 19 de Abril
00:00 - Observação de estrelas

A PARTICIPAÇÃO É GRÁTIS!

Ponto de encontro: Delegação do Parque Natural da Serra da Estrela em Gouveia (17:30)

Material recomendado:
- Roupa e calçado confortáveis
- Binóculos e Guia de Campo
- Merenda

A visita será organizada e guiada por técnicos e colaboradores do CERVAS e da ALDEIA.
Contactos:
Correio electrónico: cervas.pnse@gmail.com
Tel: 962714492

2º percurso pedestre pelo ameaçado Vale do Coronado (Trofa/Maia, Grande Porto) realiza-se no próximo dia 18 de Dezembro

Depois da caminhada, em Fevereiro, com a Associação Terra Viva, mais um eco-evento na linha do horizonte do ameaçado Vale do Coronado (Trofa/Maia, Grande Porto).

Quatro associações, APVC - Associação para a Protecção do Vale do Coronado (Vila do Coronado), Gaia (Porto), Quercus (Porto) e Campo Aberto (Porto) agruparam-se numa Aliança Salvar o Vale do Coronado e convidam todos os cidadãos e todas as associações, em especial as da região do Grande Porto, do Norte e do Noroeste, a aderir a essa Aliança.

A primeira acção desta Aliança é um percurso pedestre, a realizar em 18 de Abril, de solidariedade com a APVC e de protesto contra o projecto de betonização e destruição do Vale. A inscrição neste percurso é gratuita mas obrigatória, já que, havendo um número máximo de participantes, a ordem de chegada das inscrições pode ser decisiva.

Pretende-se com esta acção sensibilizar os participantes para a valorização e conservação do Vale do Coronado e fazer compreender a riqueza do património agrícola e paisagístico que se encontra sob a ameaça daquele projecto!

O Vale do Coronado é um belo e fértil vale agrícola às portas do Porto, repartido entre os concelhos da Maia e, sobretudo, Trofa. No entanto, apesar desses terrenos estarem originariamente protegidos pela Reserva Agrícola Nacional, a administração central decidiu localizar aí uma plataforma logística de 160 hectares, que, a concretizar-se (incluindo as estradas de acesso), betonizaria o vale, destruiria diversas propriedades agrícolas em plena laboração e o modo de vida e de sustento de numerosos agricultores.

Ao longo deste percurso pedestre haverá contacto com a flora e fauna locais, visita a explorações agro-pecuárias e florestais, interacção com a população e demais actividades.

PONTOS DE ENCONTRO
- para quem vier de comboio, às 8:30, na estação de S. Bento, Porto: o comboio parte às 8:45 e a viagem dura cerca de 25 minutos (custo a cargo do participante, €2,80 ida-e-volta); agrupamento em volta do cartaz "SALVAR O VALE DO CORONADO" a partir das 8:30.
- ou às 9:15, no parque de estacionamento da estação de S. Romão, Trofa: agrupamento em volta do cartaz "SALVAR O VALE DO CORONADO".

ETAPAS
– 9h30 - início da caminhada;
– 12h30 – almoço piquenique em espaço florestal, devendo cada participante levar o seu próprio farnel;
– 16h30 – retorno ao parque de estacionamento da estação de S. Romão.

GRAU DE DIFICULDADE
fácil... e acessível a todas as idades!

EQUIPAMENTO BASE
– mochila, com farnel para almoço e garrafa(s) de água;
– calçado apropriado para caminhar;
– chapéu ou boné;
– roupa leve e adequada à época (impermeável, caso chova).

E AINDA, SE QUISER
– máquina fotográfica/vídeo;
– binóculos;
– vara de caminhante;
– boa disposição!!;
– spray anti-crime ambiental...

INSCRIÇÃO

valedocoronado@gmail.com
Tlm: 966 862 294

>> basta indicar nome e apelido, localidade, e-mail e nº de telemóvel;
>> a inscrição será válida após confirmação da organização;
>> data limite de inscrição: quinta-feira, 16 de Abril