12.7.07

Património com Jazz (concertos nos dias 4, 13, 20 e 28 de Julho em Barcelos)

Amanhã ( dia 13, pelas 22 h. ) no Museu de Olaria ( em Barcelos) um concerto com o saxofonista Stephen Gauci, o contra-baixista norueguês Ingebrigt e o baterista português Jorge Queijo.
Uma sessão a não perder.
(ENTRADA LIVRE COM RESERVA ANTECIPADA DE BILHETES)

Com o objectivo de promover e divulgar a cultura contemporânea de vanguarda, o património cultural e histórico de Barcelos e contribuir para a dinamização cultural da cidade, a Zoom- Associação Cultural, a Amimuola- Associação dos Amigos do Museu de Olaria e a Acib – Associação Comercial e Industrial de Barcelos apresentam o Património com Jazz, que se realiza de 4 a 28 de Julho.


PROGRAMA

4 de JULHO, 22:00> PAÇO DOS CONDES DE BARCELOS
GUNTER "BABY" SOMMER / RAYMOND MACDONALD
Gunter "Baby" Sommer (Alemanha)– percussão
Raymond MacDonald (Escócia)– saxofones

13 de JULHO> CLAUSTRO DO MUSEU DE OLARIA
21:30 INAUGURAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES:
“Rosa Ramalho: a colecção”
“Rosa Ramalho pela mão de João Freitas” Pintura
“Os Louceiros de Santa Comba: histórias que o barro escreve”

22:00 STEPHEN GAUCI / INGEBRIGT HAKER FLATEN / JORGE QUEIJO
Stephen Gauci (USA) - saxofone tenor
Ingebrigt Haker Flaten (Noruega) – contrabaixo
Jorge Queijo (Portugal)– bateria
(ENTRADA LIVRE COM RESERVA ANTECIPADA DE BILHETES)

20 de JULHO, 22:00> PAÇO DOS CONDES DE BARCELOS
LOUIS SCLAVIS / VINCENT COURTOIS DUO
Louis Sclavis (França)- saxofones e clarinete
Vincent Courtois (França)- violoncelo e electrónica

28 de JULHO PAÇO DOS CONDES DE BARCELOS
22:00
BEN STAPP TRIO
Ben Stapp (USA)– tuba
Paulo Curado (Portugal)- saxofones alto e soprano
Jorge Queijo (Portugal)- bateria

23:30
Exibição do filme de animação RENASCIMENTO, de CHRISTIAN VOLCKMAN

Reserva e venda bilhetes: Museu de Olaria, e através dos telefones: 253824741 e 917303594
Preços: Normal: 5 euros M/65 e Estudantes: 3 euros
Dia 13 – Entrada Livre com reserva antecipada de bilhetes

Mais informação
www.zoom.pt

Histórias da literatura de cordel - por Thomas Bakk, no Gato Vadio (14 de Julho às 21.30, Porto)


O Senhor dos Cordéis

Histórias de literatura de cordel escritas e contadas por Thomas Bakk,
no bar-livraria Gato Vadio,
dia 14 de Julho às 21h.30


Bar-livraria Gato Vadio
Rua do Rosário, 281 - Porto

Entrada Livre

Festa da Diversidade (13, 14 e 15 de Julho na Pr. do Comércio, Lisboa)

http://festadadiversidade.blogspot.com/

cartaz obtido via http://spectrum.weblog.com.pt/


FESTA DA DIVERSIDADE E DA IGUALDADE DE OPORTUNIDADES
13, 14 e 15 de Julho de 2007
Praça do Comércio - Lisboa


MÚSICA, DANÇA, ARTESANATO, GASTRONOMIA, EXPOSIÇÕES, WORKSHOPS, DEBATES E MUITAS OUTRAS ACTIVIDADES.....

Terrakota
Kumpania Algazarra
Gwana Bambara
Glória lopo
Chullage
Tucanas
Pé na Terra
Mistura Pura
Freddy Locks & The Groove Missions
e muitos outros



PROGRAMA CULTURAL
SEXTA
19h00-Kilate
19h30 -Red Chikas
20h00 - Pedrinhas de Arronches
20h20 Ballet Brasil
20h45-Grito silencioso
21h00-Gnawa Bambara
22h00-Glória Lopo
23h00-Chullage
00h30-Tucanas

SÁBADO
16h00 -Moulin Rouge
16h20 -Cantares Mistos de Beja
16h40 -Bazas d'lum
17h00 - hip-hop
17h20 - Raízes
18h00 - Chocolate lusófono
18h25 -Black Roses
18h45 -Schakas
18h55 -Lúmen G
19h05 -Netas di Bidinha cabral
19h15 -Terra Batida
19h25 -The Guibs Dancers
19h40 -As Estrelas do Mocho
19h50 -Geração Viva
20h15 - Batoto Yeto
21h45 -Pé na terra
22h45 -Mistura Pura
23h45 -Vera Cruz
00h45 -Freddy Locks & The Groove Missions

DOMINGO
16h00 - Dança Cigana
16h20 - Rancho folclórico
16h50 - Plural
17h10 - Dança
17h20 - Tarachinha
17h40 - Mães solteiras
17h50 - Afrostyle Models
18h15 - Nacia Gomi
18h25 - Hip hop
18h40 - As Rapicadas
18h50 - Cabo Djura
19h00 - O pôr do sol
20h00 -Recital poesia
20h15 -Focolitus
21h00 -Kumpanhia Al-gazarra
22h20 -Terrakota

Os movimentos sociais é o tema da escola de Verão na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas em Lisboa

Fonte: aqui


Escola de Verão discute movimentos sociais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de LIsboa

Responsável: Profª. Doutora Paula Godinho (FCSH)
Participantes: Drª Sónia Ferreira, Dr. Tiago Matos Silva
Local e data:
A3 - 30 de Julho a 2 de Agosto (18 h - 21 h)

Objectivos e Programa:
O presente curso pretende explorar a temática dos Movimentos Sociais, através de uma leitura antropológica/sociológica da acção colectiva no séc. XX. O curso estruturar-se-á em torno dos seguintes pontos:

Movimentos Sociais: perspectivas e leituras

- Enquadramento Teórico
• Os Movimentos Sociais como entidades anómicas: teoria funcionalista
• O paradigma marxista e o imperativo categórico da classe
• Os “novos” movimentos sociais: continuidade ou ruptura?

- Enquadramento Metodológico
• A identidade enquanto conceito operatório
• A noção de Rede
Métodos: histórias de vida, pesquisa documental, …

- Media e Movimentos Sociais
• Televisão: os novos “media makers” e o activismo cultural
• Cinema: o “Third Cinema” e o activismo político
Internet: movimentos sociais em Rede

- Arte e Movimentos Sociais
• A arte ao serviço da acção colectiva
• Da vanguarda russa ao neo-realismo soviético
O PREC em Portugal


Destinatários: Alunos e público em geral

Avanca 07 – encontros internacionais de cinema, televisão, vídeo e multimédia (workshops de 25 a 29 de Julho)

Atenção: as inscrições para os workshops já estão abertas


Este ano em que se comemora a décima primeira edição e dez anos de festival, estão previstos 7 Workshops que orientados por 9 especialistas internacionais de reconhecida obra, fazem de novo deste evento o maior espaco europeu de workshops internacionais de Verão na área dos audiovisuais.

Boa parte dos participantes acampam no espaço do festival, contribuindo para um clima único que desde há dez anos se vive neste festival.

Os workshops do AVANCA'07 começam na quarta-feira dia 25 e decorrem até 29 do corrente mês.

Os workshops são os seguintes:

1 - O trabalho do actor e a memória do cinema
Com Hanna Schygulla (Alemanha)
e Alicia Bustamante (Cuba)

2 - Do desenvolvimento do argumento à realização
Com Svetozar Ristovski (Macedónia / Canadá)

3 - Construír a banda de ruídos de um filme
Com Marie-Jeanne Wyckmans (Bélgica)

4 - O documentário - espaço da manipulação, da verdade, do privado e do público,
Com Goran Radovanovic (Sérvia)

5 . Animar pintando
Com Vuk Jevremovic (Alemanha)

6 - Criação vídeo - da cultura POP à vídeo performance
Com Pascal Lievre (França)
e Benny Nemerofsky Ramsay (Canadá)

7 - Explorar a animação em Flash
Com Vitor Lopes (Portugal)

Informações e inscrições disponíveis em
http://www.avanca.com/



AVANCA 2006
Cine Clube de Avanca
3860-078 Avanca
tel. 234 884174 / fax 234 880658
festival@avanca.com

11.7.07

Identidade e mudança na sociedade em rede - video com Manuel Castells

Manuel Castells (Hellín, 1942) é um sociólogo espanhol. Entre 1967 e 1979 leccionou na Universidade de Paris, primeiro no campus de Nanterre e, em 1970, na "École des Hautes Études en Sciences Sociales". Foi nomeado em 1979 professor de Sociologia e Planejamento Regional na Universidade de Berkeley, Califórnia. Em 2001, tornou-se pesquisador da Universidade Aberta da Catalunha em Barcelona. Em 2003, juntou-se à Universidade da Califórnia Meridional, como professor de Comunicação. Actualmente Castells reside em Barcelona e Santa Monica, junto com a esposa Emma Kiselyova.


Teoria

Durante a década de 70, Castells teve um importante papel no desenvolvimento da sociologia urbana marxista. Enfatizou o papel dos movimentos sociais na transformação conflitiva da paisagem urbana.

Introduziu o conceito de "consumo coletivo" para compor um amplo alcance dos esforços sociais, deslocado do campo económico para o campo político pela intervenção do Estado. Ao abandonar as estruturas marxistas no início da década de 80, começou a se concentrar no papel das novas tecnologias de informação e comunicação na reestruturação econômica.

Nos meados da década de 90, a sua pesquisa desembocou num um sólido estudo, chamado "A Era da Informação", publicado como uma trilogia entre 1996 e 1998.


Sociedade em Rede

O primeiro volume da Trilogia, "Sociedade em Rede - A Era da informação: Economia, sociedade e cultura", mapeia um cenário mediado pelas novas tecnlogias de informação e comunicação - TICs - e como estas interferem nas estruturas sociais. O autor constrói o seu raciocínio partindo da história do forte desenvolvimento das tecnologias a partir da década de 70 e seus impactos nos diversos campos das relações humanas. Demonstra como as tecnologias, inicialmente impulsionadas pelas pesquisas militares, foram amplamente utilizadas pelo sector financeiros, justamente em um momento de necessidade de reestruturação do capitalismo. Aproveitando-se do processo de desregulamentação promovido pelos EUA e organismos internacionais, como Banco Mundial e FMI, o capital financeiro multiplicou a sua circulação entre os diversos mercados mundiais, em movimentos cada vez menos vinculados ao processo produtivo. As tecnologias também tiveram papel fundamental na reestruturação das empresas, que puderam horizontalizar as suas estruturas e, por meio de TICs de baixo custo, transnacionalizar a produção.
Ao analisar a questão da produtividade, Castells ressalta que a introdução das novas tecnologias somente começaram a ter efeito a partir do final da década de 1990, o que justificaria a ausência de aumento de produtividade no período 1970-80. Ressalta, também, o impacto dessa reestruturação do capital financeiro e da nova sociedade organizada em rede em relação ao trabalho.
Argumenta que, mais do que as novas tecnologias, as políticas empresariais e governamentais, bem como aspectos institucionais e culturais é que determinam os impactos na questão do emprego.
Sustenta, ainda, que há um processo tendente à dualização do trabalho, com aumento substancial dos trabalhadores de alto nível e também de nível de menor qualificação, havendo um claro achatamento dos empregados de padrão intermediário de conhecimento e rendimento.
Castell apresenta a sua formulação teórica que intitula "a cultura da virtualidade real", lembrando que as culturas consistemem processos de comunicação e que, sendo a comunicação baseada em sinais, não há separação entre "realidade" e representação simbólica. Isso é importante para destacar que as relações humanas, cada vez mais, se darão em um ambiente multimedia, cujos impactos ainda estão por serem estudados.

texto da
wikipedia. Ver também aqui

A obra e as canções de protesto de Victor Jara

Sobre a vida e a música do cantor chileno Victor Jara, e acontecimentos com ele relacionados, ver os posts deste blogue: aqui, aqui, aqui










Amanhã (12 de julho) há manifestação em Lisboa pela defesa dos serviços públicos

Pela defesa dos Serviços Públicos
e dos seus trabalhadores

A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública promove amanhã, dia 12 de Outubro, uma manifestação nacional dos trabalhadores da Administração Pública, com concentração junto ao Ministério das Finanças, pelas 14.30, no Marquês de Pombal e desfile até à Assembleia da República


Esta acção de luta tem por objectivos a:

- Dignificação do estatuto sócio-profissional dos trabalhadores da função pública;

- Melhoria das condições de vida, com recuperação do poder de compra perdido ao longo dos anos;

- Melhoria da qualidade dos serviços e do atendimento à população;

- Contra a lei dos disponíveis/mobilidade/despedimentos e do trabalho forçado.


O Portugal do PS/PSD não é um bom sítio para se nascer: há mais de 20 anos que há uma constante quebra de nascimentos

A triste herança do rotativismo dos governos PS e PSD = Portugal é hoje um dos sete países do mundo com a população mais envelhecida



Os indicadores demográficos do INE mostram uma grande quebra do nº de nascimentos relativa ao ano de 2006: nasceram apenas 105.351 bebés, menos 4106 do que no anterior ano de 2005, confirmando uma tendência constante desde os últimos 20 anos.
No ano passado o número médio de filhos por mulher fértil ( a taxa de fertilidade) passou de 1,41 para 1,31 ( a taxa média europeia é de 1,52)
Este decréscimo da taxa de natalidade começou em 1987 ao mesmo tempo que se assiste a uma tendência paralela que vai no sentido de retardar a maternidade: enquanto anteriormente a maternidade incidia no grupo etário entre os 20 e 24 anos, nos anos de 2005 e 2006 a maternidade passou a ser o fenómeno que incide principalmente sobre – vejam lá!!! - o grupo etário dos 30 aos 34 anos…!!!
Segundo os entendidos na matéria isto faz de Portugal o país onde a fecundidade é uma das mais baixas do mundo, o que não vai deixar de ter efeitos desastrosos no futuro: não só o país está rapidamente a envelhecer-se – a um ritmo mais acelerado do que qualquer outro país europeu – fazendo com que seja um dos sete países mais envelhecidos do mundo, como a população portuguesa tende a diminuir em termos absolutos ( a manter-se esta tendência o país perderá em 2050 um quarto da sua população, o que significa que apenas seremos então 7,5 milhões).

Com estes números conclui-se facilmente que as gerações não são substituídas: para que isso acontecesse seria necessário que cada mulher portuguesa tivesse 2,1 filhos, o que está longe de acontecer como se poder constatar.

O ano com piores resultados já tinha sido 1995 ( com 107 mil bebés), em contrastes com os anos pós-II Grande Guerra: em 1948 nasceram 220.981 crianças em Portugal, seguido de 1962 com 220.981 ( o que correspondia a 3,20 filhos por mulher)
Recorde- se que segundo a ONU, o mundo terá hoje 6,7 mil milhões de pessoas; cerca de 420 milhões dos quais terão mais de 65 anos.

O Naadam começa hoje na Mongólia

Naadan é o mais conhecido e um dos mais antigos festivais do mundo A sua origem perde-se nos tempos primordiais quando as tribos nómadas da Ásia central começaram a usar os cavalos e a domesticá-los. Realiza-se na Mongólia entre os dias 11 e 13 de Julho, e tem com cenário principal a sua capital, Ulaanbaatar ( ou Ulan Batar). O festival é também conhecido como Eriin Gurvan Naadam ( ou seja, os três jogos masculinos – luta livre mongol, corrida de cavalos e arco-e-flecha). Hoje não só as mulheres também participam nesses jogos, como o festival perdeu a sua conotação religiosa, tendo o dia do seu início se tornado feriado, a fim de comemorar a independência do país em 1921, e a expulsão dos chineses do território.
Um dos pontos altos dos 3 dias de festas são as corridas de cavalos, montados por jovens, e que se realizam ao longo de 30 km.

Outro evento digno de registo é o Festival do Dia dos Nómadas que se realiza no Outono, a 17 e 18 de Setembro, todos os anos numa reserva natural da Mongólia, a Gun-Galuut, na província do Tuv. Ao longo destes dois dias de festas celebram-se as tradições nómadas através de mais de 10 jogos que envolvem homens, mulheres, crianças e famílias inteiras.



Literatura mongol

Já agora recordamos que o rico património cultural dos mongóis abarca um extenso conjunto de contos épicos, relatos de aventuras de heróis e vilões, originalmente transmitidos por via oral, assim como crónicas da vida e do tempo do famoso Genghis Khan,, escritas por volta do ano de 1240 sob o titulo a «História secreta dos Mongóis» . O seu folclore e costumes fazem também parte desse importante legado.


No século XIX destacam-se os poetas mongóis como D.Ravjaa (1803-1856), V.Injinash (1837-1892), B.Gulrans (1820-1861), Gelegbalsan (1846-1923) and R.Khishigbat (1899-1916), sendo a literatura mongol contemporânea representada pelos poetas e escritores como D.Natsagdorj, Ts.Damdinsuren, B.Renchin, S.Buyannemekh, D.Tsevegmed, D.Namdag, Ch.Lodoidamba, B.Yavuukhulan, Ch.Chimed, L.Tudev. D.Purevdorj.

O escritor mais conhecido é, no entanto, Galsan Tschinag, que vive actualmente na Alemanha. Ele descende de uma importante tribo, os Tuva, que não conheciam a escrita e que tradicionalmente viviam nas montanhas. O seu livro mais conhecido é «Karawane», justamente sobre os usos e costumes do seu povo.

Calcula-se que as obras de mais de 100 autores mongóis estejam hoje traduzidos em mais de 20 línguas.


Sobre a História da Mongólia e dos Mongóis:
http://www.mongols.com/

Para quem quiser conhecer mais:

http://mongoluls.net/

http://www.mongolianmatters.com/

http://www.ub-mongolia.mn/index.php


Notícias da Mongólia:
http://www.mongoliatoday.com/


Viajar pela Mongólia: aqui, aqui, aqui











9.7.07

Uma vaia monumental põe Sócrates a ridículo

Um espectáculo dentro de outro espectáculo!

O primeiro-ministro português, o ex-engenheiro José Sócrates, foi alvo de uma monumental vaia pelas 40.000 pessoas presentes na cerimónia-espectáculo da nomeação das sete maravilhas do mundo realizada no passado Sábado no estádio da Luz, em Lisboa.
A onda de assobios foi de tal ordem que foi motivo de galhofa geral dentro do recinto desportivo e passou a ser tema de conversa obrigatória em todo o país, desde os cafés aos media. Não só pelo ridículo da situação como pela desautorização popular lançada à figura do governante e líder do principal partido político português actualmente com maioria absoluta dos deputados no Parlamento.
A reacção popular condiz com a realização de uma grande manifestação de trabalhadores realizada na passada 5ª feira em Guimarães e a greve geral do dia 30 de Maio contra as políticas anti-sociais levadas a efeito pelo Governo Sócrates com efeitos desastrosos nas condições de vida da população em geral, em contraste com o chorudos lucros dos bancos e das principais empresas nas mãos dos grupos económicos que controlam a economia portuguesa.

Como dizia já o velho Eça:
"Este governo não cairá porque não é um edifício; sai com benzina porque é uma nódoa."

Não resisto a reproduzir aqui um excerto de um post acerca do mesmo assunto que encontrei no excelente blogue «estrelinha ajuizada» sob o sugestivo título «Monumental vaia – a 8ª maravilha»:


«Ontem José Sócrates em mais uma “Festa da Democracia” foi copiosamente vaiado no Estádio da Luz durante a gala das 7 Maravilhas do Mundo. À atenção do senhor Comissário Político do PS em Lisboa, perdão, do senhor Governador Civil, por mais esta manifestação ilegal. As câmaras de vigilância do estádio estavam ligadas? Vai dar muito trabalhinho identificar todos aqueles milhares que assobiaram. Não vão ser favas contadas como em Braga onde eram só meia dúzia de manifestantes, perdão, de “foliões”… (...)»


Aproveitamos para anexar uma fotomontagem que fomos retirar ao blogue O Bitoque, aproveitando o momento, para recomendar a sua consultar regular:

A estátua norte-americana também foi vaiada!

Mas não foi só Sócrates que foi vaiado. Também os Estados Unidos não passaram incólumes à crítica da assistência do espectáculo: quando foi mencionada a estátua da liberdade como uma das candidatas às setes maravilhas do mundo escutou-se de imediato uma enorme assobiadela, só ultrapassada pela que foi dirigida ao Sr. Sócrates. Este facto foi objecto de notícia no New York Times cujo autor associou inteligentemente a vaia à contestação e crítica do povo português ( não confundir com o servil e bajulador governo de Durão Barroso e acólitos) contra a invasão e a ocupação pelo exército dos Estados Unidos da América do território do Iraque.

(informação e vídeo obtido por via do blogue Renas e Veados )


Para assistir ao filme dos acontecimentos, nada melhor que ver este video:



A estátua da pseuda-liberdade americana que não foi aceite no concurso das sete maravilhas do mundo.




Climas, um filme de Nuri Bilge Ceylan vai passar em Barcelos ( 11 de Julho) por iniciativa do cineclube local

Cineclube de Barcelos: http://www.zoom.pt/


11 de Julho às 21:45 no Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos – sessão de cinema com o filme Climas, de Nuri Bilge Ceylan


Sinopse:
Isa e Bahar são duas figuras solitárias arrastadas pelo seu clima interior eternamente em mudança. E em perseguição de uma felicidade que já não lhes pertence. "Climas", Prémio da Crítica Internacional em Cannes, é a quarta longa-metragem de Nuri Bilge Ceylan e conta a história de uma ruptura sentimental, ao sabor das estações, a história de um canalha, que se inscreve na tradição de Bergman e Antonioni. O filme é protagonizado pelo próprio realizador e pela mulher, Ebru Ceylan.



Crítica:
A confirmação - se fosse preciso, depois de "Clouds in May" e "Longínquo" - de que há aqui cineasta, Nuri Bilge Ceylan. "Climas" talvez seja o filme mais "antonioniano" ou mais "rosselliniano" do realizador turco - por causa do casal, da incomunicabilidade, da espera, em vão, por sinais... - mas é-o sem jogo referencial (ou reverencial).E há um suplemento de angústia e crueldade nestas paisagens de inverno que gelam as relações entre um homem e uma mulher: este homem e esta mulher são interpretados por Nuri Bilge Ceylan e Ebru Ceylan, o realizador e a sua esposa. Nuri não terá feito por acaso. Nem pode estar inocente da inquietação que assim provoca no espectador. Que pensará: uma ficção? O documentário de exposição de um divórcio? O anúncio de um divórcio que há-de vir? ( Vasco Câmara, Jornal Público)

Cineclube de Barcelos:
http://www.zoom.pt/

A ZOOM é uma Associação Cultural, sem fins lucrativos, com sede em Barcelos, tendo como actividade principal a exibição cinematográfica, com o objectivo de promover e divulgar o cinema, organizando mostras e ciclos cinematográficos (com destaque para o cinema português e europeu). Pretende ainda promover a realização e divulgação de projectos, actividades e produtos culturais, bem como formação, nas áreas da música, artes plásticas, fotografia, vídeo e multimédia.

Atenção mochileiros: abriu o Andarilho, um hostel na cidade do Porto para toda a gente

O Andarilho, o novo hostel na cidade do Porto


A cidade do Porto ( ou Oporto, como os anglo-saxónicos costumam dizer) já tem mais um local de alojamento com preço reduzido especialmente a pensar nos viajantes-mochileiros (backpackers) que passarem pela cidade.

O novo hostel chama-se simbolicamente Andarilho e situa-se na Rua Firmeza, nº 364 (
andarilhohostel@gmail.com), Porto.
Trata-se de um hostel espaçoso, com beliches, cozinha, sala de estar, esplanada, etc, condimentos suficientes para permitir uma grande autonomia aos viajantes.

Consultar:
http://www.andarilhohostel.com/


No Porto existem muitas pensões, residenciais, e albergues cujos preços são muito reduzidos. Outro hostel, vocacionado para viajantes independentes, situa-se na parte velha do burgo ( junto à torre dos clérigos):

Oporto Poets Hostel
Travessa do Ferraz, 13


Recorde-se que a rede de Hostels está implantada por muitos países e baseia-se em preços reduzidos e grande convivialidade entre os seus utilizadores.


Outros hostels em Portugal:

Rising Cock ( em Lagos)
Travessa do Forno, 14, Lagos
www.risingcock.com

Last Poets hostel ( em Lisboa)
Rua do Duque, 41
http://www.lisbonpoetshostel.com/index.php


Oasis Mansion ( em Lisboa)
R. de Santa Catarina, 24, Lisboa
www.hostelsoasis.com


Cascais beach hostel (em Cascais)
R. da Vista Alegre nº 10, Cascais
www.cascaisbeachostel.com


Alguns hostels em Espanha:

Los Amigos hostel ( em Madrid)
Campomanes, 6 – 4º izq
www.losamigoshostel.com

HelloBCN hostel ( em Barcelona)
Calle Lafont 8
www.hellobcnhostel.com

Home Guest-house ( em Barcelona)
Calle Hedilla, 58
www.likeathome.net

Pere Tarrés ( em Barcelona)
www.peretarres.org/alberg


Home hostel ( em Valência)
Plaza Vincent Iborra
www.likeathome.net



Lolo Urban House ( em San Sebastien/Donostia)
Boulverd, 26, 1º izq
www.enjoyss.com


Oásis ( em Sevilla)
Plaza de la Encarnacion, 29
http://www.oasissevilla.com/en/default.html


Oásis ( em Granada)
Placeta Correo Viejo, 3
http://www.oasisgranada.com/en/default.html



The Melting Pot Backpackers ( em Málaga)
Paseo de Salvador Rueda, 9

The Melting Pot Backpackers ( em Tarifa)
Calle Turriano Grácil, nº 5





Jardins botânicos existentes em Portugal

Jardins Botânicos são áreas protegidas, constituídas, no seu todo ou em parte, por colecções de plantas vivas cientificamente reconhecidas, organizadas, documentadas e identificadas, com a finalidade de estudo, pesquisa e documentação da flora regional, acessível ao público, servindo à educação, à cultura, ao lazer e à conservação do meio ambiente.


Jardim Botânico do Porto
Departamento de botânica Dr. Gonçalo Sampaio
R. do Campo Alegre, 1991, Porto
http://www.fc.up.pt/bot/Jardim/jardim.htm


Jardim Botânico do Porto organiza ateliers este Verão para crianças

Jardim Botânico do Porto, que reabriu recentemente ao público depois de um ano de obras de requalificação, está a promover durante o mês de Julho, um conjunto de ateliers de Verão dirigidos a crianças. Estes Ateliers funcionam em dois turnos distintos consoante a idade dos participantes, das 9h30 às 12h30 (6 a 9 anos) e das 14h00 às 17h30 (10 a 12 anos), os ateliers pretendem dar a descobrir aos mais novos as vertentes botânica, histórica e literária do jardim.O primeiro atelier realizou-se entre o dia 2 e 6 de Julho e intitulou-se "Vamos Conhecer o Jardim Botânico". Como o nome indica, os participantes são motivados, sobretudo, para a observação da flora e fauna do jardim, de forma a descobrirem a vida que este encerra. De 9 a 13 de Julho, realiza-se o atelier "Um Conto no Jardim", no qual as crianças vão conhecer o conto "O Rapaz de Bronze", de Sophia de Mello Breyner Andresen, incluindo os cenários da história e a própria vida da autora. A escritora residiu na antiga Quinta do Campo Alegre, o actual Jardim Botânico do Porto, estando essa vivência bem presente na sua obra.
O último atelier designa-se por "Arte no Jardim" e vai ter lugar de 16 a 20 de Julho. O objectivo é identificar espaços e materiais do jardim, para que com eles os participantes concebam instalações a expor em diferentes cenários. As crianças são convidadas a explorar materiais recicláveis e a tirar partido dos elementos da natureza numa dinâmica artística.
O Jardim Botânico foi reaberto ao público em Maio último, depois de concluída a primeira fase do projecto de requalificação paisagística e infraestrutural de que está a ser alvo. Nos quatro hectares do jardim e respectivas estufas, os visitantes têm ao seu dispor espécies vegetais de inegável valor científico, desde plantas tropicais a cactos, roseirais e sebes de japoneiras, passando por exemplares raros de carvalhos, tulipeiras, magnólias e camélias. A antiga Quinta do Campo Alegre, integrada em 1951 na U.Porto e actualmente administrada pela sua Faculdade de Ciências, é ainda um lugar de referência na vida e obra dos escritores Sophia de Mello Breyner Andresen e Ruben A..


Jardim Botânico de Coimbra
Departamento de botânica da Universidade de Coimbra
Calçada Martins de Freitas – Arcos do Jardim – Coimbra
consultar aqui



Jardim Botânico d’Aguda
Calçada da Aguda, em Lisboa
www.isa.utl.pt/jardim



Jardim Botânico de Lisboa

Museu Nacional de História Natural/Jardim botânico
R. escola Politécnica 58, Lisboa
http://www.jb.ul.pt/



Jardim botânico da Madeira

Caminho do Meio – Bom Sucesso – Funchal
www.sra.pt/jarbot

Parques ecológicos/florestais e biológicos


Parque biológico da Gaia
Local: freguesia de Avintes, no concelho de Vila Nova de Gaia
http://www.parquebiologico.pt/



Parque biológico da Serra das Meadas
Parque Biológico da Serra das Meadas
Câmara Municipal de Lamego
Rua Padre Alfredo Pinto Teixeira. 5100
http://www.cm-lamego.pt/index_2.htm



Parque ecológico do Funchal
Jardins do Monte - Estrada Regional 103, nº 259
Consultar: aqui, aqui, aqui


Parque Florestal de Monsanto
Localização: Auto-Estrada de Lisboa-Cascais; Estrada do Alvito; Estrada 24 de Janeiro; Estrada da Serafina; Estrada de Montes Claros; Pina-Manique; C.R.I.L. ( Sector Ocidental da Cidade de Lisboa)
http://www.cm-lisboa.pt/monsanto/?id_categoria=13

7.7.07

Hoje há noite dos vadios: comunidade de leitores reúne-se logo no bar-livraria Gato Vadio

A Comunidade de Leitores do bar-livraria Gato Vadio está de volta: logo à noite vamos falar do livro «Ismael», de Daniel Quinn (edição da Via Óptima).

Conversa aberta onde serão abordados temas da mais variada ordem relacionados com o ambiente, a sustentabilidade, o Homem, a comunidade, etc...
Convidamos a todos para estarem presentes para esta conversa.
Entrada livre.
Apareçam

Gato Vadio,bar-livraria na Rua do rosário 281, Porto

O livro «Ismael» é um soco no estômago atestado da Civilização. Atinge as suas falsas-evidências. Derruba as suas gloriosas conquistas. Abanão que nos confronta com verdades que facilmente pomos à borda do prato. Exemplos: a produção alimentar mundial ultrapassa as necessidades actuais da humanidade apesar de milhões de pessoas passarem fome; ou, a extinção diária de mais de cem espécies como se isso nada tivesse a ver connosco, como se não dependesse da nossa atitude face ao mundo e ao outro.
Daniel Quinn (1935, Nebraska/EUA) crê que o homo sapiens sapiens , o supra-sumo Homem civilizado desta História auto-biográfica que ele próprio ditou/dita, conseguiu a proeza não só de destruir povos e culturas, espécies animais e vegetais, como de continuar irremediavelmente a destruir a Terra – há ainda quem acredite que esta História não terá um fim?
Este livro que inspirou o álbum Yield dos Pearl Jam e que muita tinta tem feito correr, descreve-nos como a Civilização à má-fila, da paulada ao napalm, do gás à bomba atómica, passando pelas armas virtuais da hipocrisia maciça, vai evoluindo malhando, isto é, fazendo seu mais um quinhão do mundo, ora por causa do repolho e da broa, ora mais comummente por causa do poder e da glória. Nesta macacada, é inquietante a questão que o escritor norte-americano deixa em aberto: será o Homem o primeiro ser vivo a parar a evolução das espécies? Ou seja, pelo andar da carruagem não haverá um homo sapiens sapiens sapiens a rir-se de nós e da nossa primitividade.
Seremos assim tão broncos?

Ismael – Como o mundo veio a ser o que é, Daniel Quinn ( ed. Via óptima)

Leia o livro escolhido, apareça e traga as suas ideias.


Caso não leia o livro, apareça na mesma, mas se não trouxer ideias pagará um imposto de leitura!

2ª Marcha LGBT do Porto realiza-se hoje


Hoje, sábado, dia 7 de Julho de 2007, realiza-se a 2ª Marcha LGBT do Porto. LGBT - Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trangénero.

http://marcha.orgulhoporto.org/

A Marcha parte da Praça da República, às 15:30 e termina na Av. dos Aliados.


Manifesto 2007

Igualdade de Direitos Aqui e Agora

"2007 é o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Tod@s (AEIOT) que pretende a luta transversal contra as várias discriminações, marcando as especificidades de cada uma.



E vale a pena marcá-las: a orientação sexual é a única das categorias enquadradas no Ano Europeu que em Portugal ainda gera discriminação na própria lei. Em Portugal o AEIOT não pode ser por isso uma excepção num quadro de negligência dos direitos das pessoas LGBT. Pelo contrário, é fundamental que haja medidas que marquem uma verdadeira mudança de atitude do Estado português face às pessoas LGBT – e que a homofobia deixe finalmente de estar consagrada na lei.
É que Portugal é, desde 2004, o único país europeu cuja Constituição proíbe explicitamente a discriminação com base na orientação sexual. Foi com base numa disposição constitucional semelhante que a África do Sul eliminou recentemente a discriminação no acesso ao casamento para gays ou lésbicas – eliminada por vontade política em países como a Bélgica ou o Estado Espanhol. É com base no mesmo princípio que reclamamos em 2007 o fim da discriminação no acesso ao casamento civil.
Como qualquer outro casal, um casal de pessoas do mesmo sexo deve poder ser livre de escolher a forma do compromisso que pretende assumir, com o conjunto de direitos e deveres inerentes. Mas esta é sobretudo uma clara reivindicação de igualdade perante a lei. A manutenção da discriminação na lei é um atentado à dignidade de gays e de lésbicas que é inaceitável para qualquer pessoa que se preocupe com os direitos civis e que põe em causa a qualidade da democracia portuguesa. Alertamos por isso os partidos e o Governo: a nossa dignidade não é negociável e a igualdade não é adiável.
Da mesma forma, o Estado deve reconhecer que a parentalidade de gays ou de lésbicas já existe, por mais que a legislação em vigor tente negá-lo. É o próprio interesse das crianças que determina que uma criança criada por um casal de dois homens ou de duas mulheres possa ver legalmente reconhecidas ambas as figuras parentais, pelo que a lei não pode continuar a promover o absolutismo da filiação biológica. Mais: casais de pessoas do mesmo sexo não podem continuar a ser automaticamente excluídos do acesso à adopção. Crianças institucionalizadas têm direito ao carinho, a uma casa e à educação de pessoas ou casais que possam e queiram dar-lhos, sem cedências a preconceitos que se sobrepõem afinal ao bem-estar das crianças. É inadmissível que o Estado continue a tentar promover uma "esterilização social" de gays e de lésbicas, como fez ao impedir a possibilidade de acesso à inseminação artificial para mulheres solteiras e para casais de lésbicas – no mesmo país que mostrou no dia 11 de Fevereiro o respeito pelo direito das mulheres a decidirem como e quando têm filh@s.
A cidadania plena de gays e lésbicas só acontecerá com o fim da discriminação na lei e também a nível institucional, em todas as áreas em relação às quais o Estado tem responsabilidades. Um exemplo gritante de discriminação institucional é o facto de homossexuais masculinos continuarem impedidos de dar sangue, com o preconceito a sobrepor-se a qualquer critério objectivo e a colocar mesmo em risco – para toda e qualquer pessoa que necessite de uma transfusão – uma triagem correcta da qualidade do sangue.
Mas também a cidadania das pessoas transexuais não é reconhecida pelo Estado português. Espanha aprovou este ano uma lei de protecção do direito à Identidade de Género em que as pessoas transexuais podem mudar o nome e o sexo nos seus documentos de identificação sem terem, para isso, que atravessar um longo e doloroso percurso médico e judicial. Em Portugal, a alteração nos documentos está condicionada pela realização de uma operação cirúrgica de reatribuição de sexo pela qual se espera normalmente demasiados anos, situação que é agravada ainda pelo poder injustificável da Ordem dos Médicos na aprovação da cirurgia. A discordância entre corpo e documentos causa assim uma quase impossibilidade de acesso ao emprego e é pretexto para discriminações quotidianas. Além disso, as pessoas transexuais que têm filhos são duplamente discriminadas, ao serem impedidas de alterar o seu nome e sexo nos documentos mesmo após esta cirurgia, com base na mesma regra homófoba que impede o registo de uma criança com dois pais ou duas mães. Porque o Estado não pode continuar a ignorar activamente a existência das pessoas transexuais, é fundamental preencher a lacuna legal no reconhecimento da identidade de género, bem como a introdução explícita da categoria “identidade de género” nas provisões de não-discriminação da Constituição, do Código do Trabalho e do Código Penal.
Mas num país em que continua a haver crimes como os de Viseu em 2005 ou o que vitimou Gisberta Salce Júnior em 2006, o Estado tem também uma obrigação de, em parceria com a sociedade civil, se empenhar na prevenção activa do preconceito. Só então terá reconhecido esta causa como a questão de Direitos Humanos que ela representa. É, pois, necessária uma política activa que promova a igualdade de género e combata a discriminação em todas as suas formas e é urgente o desenvolvimento de acções de formação anti-discriminação junto de sectores particularmente sensíveis para o funcionamento da democracia, incluindo tribunais, polícias, forças armadas, estabelecimentos de saúde, de apoio social e de educação. É ainda fundamental uma aposta na educação contra a discriminação com base na orientação sexual e identidade de género, no âmbito da Educação para a Cidadania, bem como a introdução de um requisito legal de Educação Sexual não-heterossexista que aborde de forma científica as várias orientações sexuais e identidades de género.
É que um país decente olha para as pessoas LGBT como pessoas. Portugal, que assume a presidência da União Europeia no segundo semestre do Ano Europeu de Igualdade de Oportunidades para Tod@s, ainda não é um país decente. Na Europa do século XXI, a igualdade de direitos não é adiável ou negociável. As nossas vidas acontecem aqui e agora. É aqui e agora que exigimos a cidadania plena para tod@s."
Subscrevem: Ana Sofia Fonseca, ATTAC, BiPortugal, Bloco de Esquerda, Centro das Culturas,Clube Safo, 8ª Marcha do Orgulho LGBT em Lisboa, GRIP, Panteras Rosa, Partido Humanista, Paula Antunes, PoliAmor, PortugalGay.PT, SOS Racismo, Tiago Lopes, UMAR






A origem das Marchas de Orgulho LGBT, vulgarmente intituladas de Gay Pride, remonta às manifestações de Stonewall de 1969, nos EUA.
Surgiram como uma celebração da diversidade sexual e comemoração da luta pelos direitos LGBT, tendo entretanto a tradição se estendido a outras cidades mundiais. Tornou-se, assim, um símbolo indissociável do movimento de luta pelos direitos LGBT em todo o mundo.
A 1ª Marcha de Orgulho LGBT em Portugal decorreu em Lisboa no ano 2000.
A 1ª Marcha de Orgulho LGBT no Porto - a 8/7/2006 - teve como tema escolhido Direitos Humanos, e contou com o lema: "Um presente sem violência, um futuro sem diferença"



Associações e Colectivos LGBT em Portugal



§ Angels
apsurdoscen@mail.telepac.pt
Departamento LGBT da Associação Portuguesa de Surdos.



§APHM - Associação Portuguesa de Homossexualidade Masculina
http://www.aphm.no.sapo.pt
Site especificamente dirigido a homossexuais masculinos que vivem, ou pretendem vir a viver, no seio de uma relação homossexual estável a dois.



§ Associação para o Estudo e Defesa dos Direitos à Identidade de Género (@t.)
http://a-trans.planetaclix.pt/
Associação sediada em Lisboa que presta apoio e acompanhamento a indivíduos com diferentes tipos de identidade de género e seus familiares.



§ Associação ILGA Portugal
http://www.ilga-portugal.pt/
A Associação ILGA Portugal é a maior e a mais antiga associação portuguesa que luta contra a homofobia e pela defesa dos direitos das lésbicas, gays, bissexuais e transgénero (LGBT). Fundada em 1995 e sedeada no Centro Comunitário Gay e Lésbico de Lisboa, a Associação trabalha, nos planos social e político, pela integração e contra a discriminação.



§ Associação rede ex aequo
http://ex-aequo.web.pt/
Associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes em Portugal com idades compreendidas entre os 16 e os 30 anos.



&Clube Safo
http://www.clubesafo.com/
A maior associação de lésbicas do país: promove convívios e debates para as lésbicas portuguesas, publica um boletim e tem intervenção a nível político.



§ não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais
naoteprives@yahoo.com
Associação juvenil sem fins lucrativos com actividade a partir de Coimbra focalizada na discriminação LGBT, das mulheres e educação sexual no geral.



§ Opus Gay
http://www.opusgay.org/
Organização cívica de carácter social criada para promover a solidariedade entre todos os membros da comunidade glbt (gay, lésbica, bissexual e transgender) portuguesa. Uma das maiores e mais antigas associações GLBT do país.



§ Panteras Rosa
http://www.panterasrosa.com
As "Panteras Rosas" - Frente de Combate à LesBiGayTransFobia - são um colectivo associativo autónomo e aberto a todas as pessoas interessadas em contribuir para a denúncia e eliminação da discriminação em Portugal.




§ Ponto Bi
http://www.pontobi.org
Site de divulgação de eventos dentro da temática bissexual a decorrer em Portugal, assim como alguns recursos existentes e apontadores.



§ PortugalGay.PT
http://www.portugalgay.pt/
O maior e mais visitado portal LGBT nacional. Site com informação para gays, lésbicas, bissexuais e transgender.



§ Amor no Feminino
http://amornofeminino.com.sapo.pt/
"Porque a liberdade é um direito", um site direccionado para a comunidade lésbica.




§ Blogayesfera
http://www.portugalpride.org/blogayesfera/
Blogs LGBT portugueses



§ Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa
http://www.lisbonfilmfest.org/
Site do evento anual lançado pela Associação ILGA Portugal, que desde 2001 se tornou autónomo.



§ Grupo Português de Intervenção Social
http://intervencaosocial-glbtex-tj.com/
Grupo de ex-Testemunhas de Jeová, voluntariosos, amigos, solidários e unidos em torno de um ideal.



§ Motard Portugal
http://www.geocities.com/g_byker/
O site oficial dos motards gay em Portugal.




§ Homofobia - Causas e Consequências
http://homofobia.com.sapo.pt/
Site sobre a homossexualidade, a homofobia e o heterossexismo destinada a heterossexuais, gays, lésbicas, bissexuais e seus pais, amigos e familiares.



§ Ideias Amigas
http://www.ideiasamigas.com
Esta página pertence a uma mail list de mulheres lésbicas.



§ Leiria Alternativa
http://www.geocities.com/leirialternativa/
Recursos para a comunidade GLS da zona metropolitana de Leiria.



§ Lésbicas
http://br.groups.yahoo.com/group/lesbicas/
Mailing list que pretende ser um espação no qual as mulheres que amam mulheres encontrem eco à sua voz.



§ LGBT Legal
http://lgbtlegal.planetaclix.pt/
Informação Jurídica para Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais.



§ PortugalPride.org
http://www.portugalpride.org/
Informações sobre eventos GLBT em Portugal, incluindo a Semana do Orgulho, iniciativa conjunta de vários grupos e associações GLBT, que se realiza em Junho/Julho de cada ano.



§ Sexualidades
http://www.sexualidades.com/index.php
Site do Projecto Sexualidades.


Biketour 2007 já está na estrada...

Últimas notícias:
Hoje e neste fim de semana o Ecotopia Biketour estará no Tua!
Em Mirandela no dia 7 decorrerá pelas 16h. junto à estação de caminho-de-ferro uma conferência de imprensa, a realizar em colaboração com o Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) e o grupo partirá depois para Brunheda, Caldas de Carlão, Franzilhal e Amieiro, onde pernoitará e serão apresentados alguns filmes sobre actividades já desenvolvidas e sobre a Ecotopia.
No domingo também pode juntar-se ao grupo e ao MCLT no passeio de dia 8, do Amieiro ao Tua em bicicleta!
Apareçam.


O Ecotopia Biketour é um projecto para tod@s @s interessad@s em ecologia, ambientalismo, cultura, natureza, vida comunitária faça-você-mesmo "diy" , e na arte de viajar sem motores - exactamente o oposto das viagens pacote até à praia.
Movimentando todas as nossas coisas com a energia muscular, nós vamos criar uma comunidade móvil ecológica construindo ligações fortes entres os participantes vindos de diversos cenários e organizações como também entre eles e os nossos anfitriões.



No Verão de 2007 vamos pedalar em Espanha e Portugal.
Vamos começar em Barcelona dia 1 de Junho, e chegaremos ao Ecotopia em Aljezur, Portugal no princípio de Agosto e depois talvez pedalemos um pouco mais, continuando para Africa ou voltando para norte...
Visitaremos locais interessantes pelo nosso trajecto: alternativos, ecológicos, projectos artistícos e comunidades, monumentos naturais e pessoas que os preservam ou resistem à sua destruição. Queremos ficar por alguns dias para haver tempo de trocar conhecimentos com os residentes e preparar algumas acções.
Se tem contactos ou ideias pela zona do nosso trajecto, por onde viajar ou quem visitar, não hesite em contactar-nos!


O biketour do ecotopia é uma eco-comunidade móvel activista a caminho do ou desde o Ecotopia. Cerca de 10 a 50 ciclistas de origens diferentes - nacionalidade, idade, idioma, experiência - pedalam juntos para o Ecotopia, fazendo acções durante o caminho e encontrando-se com pessoas e associações que se preocupam com as questões ambientais.
Carregam todo o seu equipamento para acampar e cozinhar nas suas bicicletas e atrelados.
É uma excursão muito espontânea e diversificada, constantemente mudando de lugares para dormir, composição do grupo e qualidade da comida, mas com algumas coisas comuns como: tomadas de decisão baseadas no consenso, todas as tarefas divididas entre os participantes, um lugar diferente onde dormir em cada noite e pequeno almoço, almoço e jantar por uma taxa da participação calculado em ecos e colectado no sigmund, o nosso chapéu mágico.

1:) lugares de dormida
O lugar básico de dormida de BT inclui algum espaço para tendas. Porque nada mais é na realidade necessário, a experiência ensinou-nos que podemos organizar os nossos lugares de dormida ao longo da excursão, durante o próprio dia. Isto pode ser agradável - reforçando o sentimento de grupo quando as pessoas trabalham juntas para encontrar um sítio onde dormir.
As características básicas que não devem faltar em qualquer lugar organizado de dormida são água potável, um lugar para cozinhar com fogo e madeira acessível (ponto a reavaliar).
São apreciados também pelos participantes os chuveiros quentes/sauna, um lago/lugar para nadar, casas-de-banho, um tecto, um quarto para pequeno-almoço, uma cozinha equipada para grupos grandes, alguns contactos e partilha com a população local, uma acção, acesso Internet, informação sobre os arredores - lojas de bicicleta, mercados (tradicionais), onde encontrar produtos dos agricultores locais, algumas armadilhas para turistas ;)…
Um outro tipo de lugar para dormir são escolas e salões desportivos, que têm algumas das condições necessárias para receber o BT. Certifiquem-se contudo que existe sítio para cozinhar!
Nós tentamos não pagar pelos lugares para dormir ou então que se obtenham grandes reduções, dado que somos muitas vezes um "ecotopoor" com participantes da Europa Oriental. 2 euro/pessoa/noite parece um preço razoável. Excepto quando decidimos apoiar o projecto onde estamos hospedados - nesse caso gostamos de pagar mais ~ se tivermos recursos para tal.

2:) alimentação
Os alimentos são sempre que possível comprados em mercados locais ou em agricultores perto de onde passamos, o mais "eco" e biológico possível, e cozinhamos numa fogueira, se não tivermos acesso a uma cozinha grande. Nada é necessário organizar para a alimentação, a não ser quando um grupo local pedir de antemão doações para a refeição (preparadas por eles)…

3:) registo
As pessoas chegam e partem do biketour. Somente alguns deles se registam, e somente alguns registados de facto vêm. Os planos mudam… é difícil prever um número aproximado confiável - 10 a 50 pessoas em simultâneo é uma boa aproximação.

4:) rota
Preferimos estradas de asfalto tranquilas com um cenário bonito, ligeiramente a descer, fazendo 50 quilómetros por dia em média. E tomem isto a sério! Um dia com 30 quilómetros é muito agradável para "engonhar" e apreciar os lados de não pedalanço da vida. O ideal é fazer menos em dias de acções e nada nos dias de descanso, os quais devem existir 2 vezes por semana. Não é que o BT não possa fazer mais, pois estimular as pessoas a ultrapassar os seus limites às vezes é bom, mas um ritmo lento dá mais tempo para as coisas agradáveis do biketour, as pausas e os seminários e um retrato mais profundo dos lugares por onde se passa. Se não puder encontrar um lugar para dormir cobrindo esse furo de 90km entre aqueles 2 locais muito interessantes, o melhor é deixar em aberto para que o grupo encontre um. Se os participantes quiserem pedalar mais, são sempre bem-vindos fazendo-o por sua própria conta.

5:) consenso
Parte importante do BT é aprender e experimentar o processo de tomadas de decisão baseadas no consenso. Desde há anos que o fazemos, e pensamos que todas as decisões deveriam ser baseadas no consenso. Mas também se sabe que nenhum de nós aprendeu isto na escola e que existem determinadas qualidades humanas que se evidenciam mais nuns que noutros, em que teremos sempre alguns responsáveis pelas decisões e outros que se sentarão nos círculos sem participar. As barreiras culturais e de idioma, comportamento de grupo, comportamentos específicos consoante o sexo, pessoas altamente motivadas ou muito preguiçosas, e a estrutura constantemente em mudança do grupo serão resistências às nossas tentativas, mas pensamos que é importante treinar as nossas habilidades de comunicação e de tomada de decisão, sendo pacientes durante círculos longos pelas manhãs, testando novas estruturas e a experimentando tudo o que possa ser viver uma alternativa ao que os governos apresentam como democracia.

6:) participação local
Uma interacção entre os participantes do BT e a população local é sempre desejada. Bons locais de passagem são organizados pelos grupos locais que necessitam de ajuda com alguma campanha ou acção, ou querem promover os seus projectos. A possibilidade de nos apresentarmos é sempre apreciada, e festas/concertos/dança fazem sempre as pessoas felizes. Mas é preciso ter em conta que o BT tem uma dinâmica muito espontânea e imprevisível, sendo famoso pela sua habilidade em chegar atrasado. As pessoas locais serão muito bem vindas, em especial se se juntarem a nós por alguns dias, ou pelo menos ao nosso círculo ou a um café/bar. Para ter uma integração mais local durante a excursão é também importante ter uma divulgação nacional, para que haja participantes que falem a língua local durante a excursão.

7:) comunidade de organizadores
Nos anos recentes tem havido um coordenador internacional que deve ter uma visão geral do projecto. Este ano ninguém esteve disposto a fazer essa tarefa (por motivos vários), e assim ficou a cargo da RODA. Este é um corpo que se encontra de duas em duas semanas através do skype, um forum para trocar experiência e questões entre todas as partes activas.
Depois existem as equipas nacionais com o respectivo coordenador nacional, às vezes mais do que um em países grandes. Estes trabalham nas suas rotas e questões nacionais, mas também envolvendo-se nas questões internacionais comuns. E depois há alguns veteranos, que ajudam a organizar ou a quem se pode pelo menos pedir conselhos.
É muito interessante; há uma comunidade "biketour" internacional forte. É certo que não é assim tão visível através da Internet, pois trabalha mais com conhecimento pessoal. Algumas pessoas gostam mais de pedalar do que dactilografar. Mas nós temos 15 anos do história e muitas pessoas têm sido entusiásticas sobre o BT durante todo este tempo. É o começo a uma amizade agradável, e poderão viajar pelos BT-couches da Europa e mundo.

8:) dinheiro
Por vezes temos sorte com os financiamentos, mas geralmente andamos a contar os tostões. Pedimos entrada livre ou redução de preço em muitos sítios, porque somos um grupo internacional grande, muitas vezes com europeus de leste com fracos recursos e tentamos ter apenas o essencial e de forma barata ou grátis. Por outro lado existem projectos realmente agradáveis nos nossos trajectos e queremos que ganhem com a nossa estadia. Não apenas com o interesse mais elevado dos meios de comunicação, mas se possível deixando algum dinheiro. Mas ainda mais valiosos são a amizade e a inspiração trocados entre participantes e habitantes locais.

9:) conclusão
Há algo completamente mágico que acontece em volta do biketour, muita espontaneidade e algum caos, coisas que não funcionam, situações diferentes do esperado e muita improvisação. Mas estas ocasiões, esta parte não organizada em que as pessoas têm que lidar em grupo, será preenchida com minutos agradáveis e será o momento em que amizades crescem. Dê lugar à criatividade, o próprio BT implica muito tempo e energia dispendidos por dia, confie na habilidade do biketour de resolver as coisas por ele próprio:]


Vejam os 3 primeiros videos do Biketour de 2007

1º video





2º video



3º video