26.12.08

Oficina e jantar com bolotas – no próximo Sábado (27/12) no Terra Viva (associação de ecologia social do Porto)



VIVA A BOLOTA! ABAIXO A CRISE!

-SÁBADO 27/12/2008 – sede da Terra Viva (R. Caldeireiros, 213 – Porto - à Cordoaria)

17.00 -OFICINA de UTILIZAÇÃO (Moagem primitiva) e RECEITAS de BOLOTAS (sobreiro e carvalho)

20.00 -JANTAR VEGETARIANO E SOLIDÁRIO (de BOLOTAS – sopa, guisado, sobremesa…) – com informação sobre próximas actividades da Terra Viva! e de outros colectivos do Porto.

Esquecida pelo tempo e também pelos alimentos introduzidos nas dietas europeias depois dos “descobrimentos” (milho, batata, tomate,etc.), a bolota já constituiu uma das principais bases da alimentação dos povos da península ibérica, não apenas na idade do bronze mas também nos grandes períodos de fome que assolaram a Europa . Em Portugal, nos anos mais duros da ditadura salazarista, a bolota era consumida como”alimento de recurso” pelas camadas mais pobres, sobretudo em Trás-os-Montes e Alentejo.
Num tempo em que novas “crises” se adivinham, será útil não esquecer este recurso alimentar…
ESTA ACTIVIDADE DESTINA-SE TAMBÉM A APOIAR O FINANCIAMENTO DOS CUSTOS DO ESPAÇO DA ASSOCIAÇÃO, TAMBÉM ELA TOCADA PELAS DIFICULDADES DA “CRISE”…

NOTA: se cada interessad@ trouxer uma pedra grande chata e outra mais roliça e pesada –por exemplo, seixo pesado de uma praia ou rio (moínho primitivo) + 1 kg. de bolotas de sobreiro, tem um desconto de 0,50 .
tlm - 967694816
Sede do Terra Viva: R.Caldeireiros, 213- Porto

- Taxa de participação solidária: 2,50 Eur

25.12.08

Os pecados ecológicos do Vaticano ou como a Santa Igreja mata os mais belos seres naturais



Tinha 120 anos e 33 metros de altura. Vivia num bosque remoto da montanha no município de Gutenstein, no vale de Piesting ( na Áustria), e nada sabia das nossas guerras, obsessões e vícios. Andava apenas preocupado em aguentar o peso da neve que periodicamente se depositava nos seus múltiplos ramos.

Até que num dia destes chegou um engenheiro florestal, parou, observou-o e disse-lhe, com voz de especialista:

- És o maior exemplar e o mais bonito de todos desta zona.

Ao ouvi-lo, algumas folhas dos ramos mais baixos coraram de vergonha, enquanto toda a árvore se pavoneou de vaidade, aproveitando um intervalo da ventania que ali soprava forte, sabendo bem que as árvores suas vizinhas, ao ouvirem aquilo, ficariam roídas de inveja.

Alguns dias mais tarde, o engenheiro voltou, mas desta vez com dezenas de operários e um grande camião com uma grua de todo o tamanho. Quando ouviu o som nauseabundo das moto-serras, o velho e garboso abeto percebeu logo que tinha chegado a sua hora.

Ainda tentou reclamar:

- Afinal, não me tinham dito que era o mais belo, alto e proporcionado abeto deste bosque? Então porque é que me matam?

Ouviu então uma resposta que arrepiava, e que tinha tanto de loucura como de cinismo:

- Meu caro, tens muita sorte, é o que te digo! Na verdade, o teu cadáver irá ser a prenda do nosso grande país, a Áustria, ao país mais pequeno do mundo, o Vaticano. Iremos instalar-te no centro de uma conhecidíssima praça, a praça de São Marcos, no Vaticano, para que todos admirem o teu cadáver. Enfeitaremos o teu corpo com milhares de bolas e enfeites, luzes e luzinhas a apagar e a acender, antes de, no topo, depositarmos uma estrela polar. Um coro de crianças dar-te-ão as boas vindas, e cantarão bonitas canções. Infelizmente já não as poderás ouvir, porque já estarás morto. O teu cadáver ficará assim exposto por alguns dias, até ao dia 2 de Fevereiro para a glória da Áustria e do Vaticano. Serás assim o símbolo do nascimento de Cristo e da vida eterna, prazer que, no en tanto, já não vais gozar porque assim decidiu o engenheiro florestal que te encontrou. Milhares pessoas, que te irão visitar, hão-de tirar fotografias do teu cadáver para mais tarde te recordar.

Espantado e incrédulo, a árvore gigante ainda perguntou:

- E depois?

- Bem, depois…, depois de 2 de Fevereiro vão-te lançar à lixeira, ou mandar-te para alguma incineradora nos arredores de Roma…. !!!

Desgraçadamente este não é um conto de fadas. É sim a triste realidade dos dias de hoje, no Estado eclesial do Vaticano, de acordo com um costume idiota, iniciado…. com o Papa João Paulo II !!!

Será que é tão difícil para a Igreja e a Cúria Vaticana salvar a vida destas árvores de enorme porte e que são um hino à mãe-natureza? Será que às suas consciências não pesará o pecado ecológico de serem cúmplices e autores morais dos assassinatos destas portentosas árvores, já para não falar do desperdício de energia que o seu transporte e a alimentação das luzes vai representar?

Que as imagens da chegada do cadáver de mais uma vítima inocente sirva de reflexão a todos nós sobre a frieza, a insensibilidade e a falta de respeito do Vaticano para a mãe-natureza, em particular para estar bonitas e majestosas árvores que são os enormes abetos das montanhas alpinas.
Tradução livre do um texto encontrado em:


24.12.08

Por um natal ecológico ( Econatal ), e não compulsivamente consumista




O Econatal é uma forma alternativa de festejar o Natal, onde o importante não é o valor económico do que se oferece, o importante é oferecer de forma muito especial: dar um pouco de ti, dar uma prenda ecológica, dar ajudando em vez de destruir!

O GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, no âmbito das iniciativas internacionais associadas ao DIA SEM COMPRAS (Buy Nothing Day) e NATAL SEM COMPRAS (Buy Nothing Christmas), coloca à disposição um website original com dicas e conselhos preciosos para que possamos evitar - ao contrário do que normalmente fazemos, ainda que de forma inconsciente - a destruição do ambiente, a exploração de trabalhadores e a feroz alienação comercial; para que todos, e também o nosso planeta, possamos celebrar um Natal realmente Ecológico e de acordo com o seu espírito original.


PORQUÊ?

Devíamos começar por tentar compreender a origem dos produtos que compramos todos os dias: sapatos, roupas, jogos, CD’s, consolas, telemóveis, e mesmo comida. A grande maioria destes produtos, se não mesmo todos, são produzidos por grandes Multinacionais que directa ou indirectamente (recurso a "subempreiteiros") corrompem governos e exploram países do terceiro mundo.

Sob uma máscara de auxílio a estes Países, acabam por torná-los ainda mais pobres, tanto a nível de recursos naturais, como em capacidade de gerar a sua própria riqueza. Resultante do total desrespeito pelo equilíbrio do Planeta Terra e pelos Direitos Humanos obtêm uma força de trabalho facilmente substituível e disposta a sofrer todo o tipo de abusos. Estão destinados a fazerem-nos “felizes” até ao final dos seus breves dias.

Enquanto nos preocupamos com a marca deste ou daquele tipo de produto e o que é que vão dizer os nossos amigos por o usarmos, há, de facto, pessoas a morrer para nos darem essa hipótese de escolha. Serão mesmo necessários todos esses produtos que compramos?

Toda a máquina publicitária tem em vista seduzir-nos a consumir, consumir e consumir, levando-nos às vezes à ruína pessoal e familiar, fazendo-nos crer que seremos mais felizes, bonitos, “fixes”, se possuirmos determinado objecto. O telemóvel que era ontem o melhor do mundo é hoje obsoleto, e os sapatos que eram da moda estão hoje completamente “out of fashion“. O ritmo da moda e da tecnologia incentiva-nos assim a rejeitar produtos que acabámos de comprar.

Estamos a gastar os recursos cada vez mais escassos do nosso planeta a fabricar bens descartáveis, cujo destino final será encher aterros sanitários de resíduos e poluir rios e florestas. Quantos papéis e plásticos envolvem os brinquedos que vamos oferecer este ano como presente de Natal?

Aproveite esta época para reflectir e ponderar sobre os seus hábitos e as suas verdadeiras necessidades. Quando fizer as suas compras de Natal, tente comprar prendas o mais ecológicas e justas possíveis. Também pode optar por fazer você mesmo as suas prendas! Os seus amigos/familiares receberão assim algo mais pessoal. Neste Natal, pense no Natal do planeta Terra! Não o “consumas”!


Quando no Natal, num Aniversário, ou simplesmente quando nos apetecer, quisermos oferecer uma prenda a um amigo, devemos ter em mente que não temos necessariamente que comprar um presente. Há imensas coisas que podemos ser nós mesmos a fazer. E como nos dedicamos na construção da prenda (tempo, precisão) esta terá mais valor, tanto para nós, como para quem recebe.

Para fazermos alguns destes presentes temos que comprar os materiais, mas outros são fáceis de encontrarmos na Natureza, ou são coisas que já não usamos, ou que vamos deitar fora.

Podemos pensar numa espécie de esquema de graduação de impacto ecológico no acto de oferecer uma prenda. Primeiro devemos tentar oferecer algo feito por nós de raiz. Depois tentar oferecer algo feito por nós comprando apenas a matéria-prima. Se mesmo assim, tivermos dificuldade com prendas para certas pessoas, podemos comprar prendas mais ecológicas e éticas, como por exemplo prendas que incentivem um consumo mais ecológico como sacos de pano, sacos para o pão, ou prendas em lojas do comércio justo, vendas de natal, lojas de artesanato local, lojas de segunda mão (ver secção alternativas)... E quando comprarmos devemos ter o cuidado de pensar na utilidade da prenda, de comprar algo que a pessoa necessite.


O que podemos fazer... ver
aqui

O que oferecer… ver aqui

18 dicas para um Natal melhor… ver
aqui

Alternativas… ver aqui


http://gaia.org.pt/econatal/

Consultar ainda:
http://www.buynothingchristmas.org/
http://simpleliving.org/

10 sugestões para um Natal mais simples ... ver
aqui

Para ler sobre o assunto:
Bill McKibben, Hundred Dollar Holiday (Simon & Shuster, 1998).

Sallie McFague, Life Abundant: Rethinking Theology and Economy for a Planet in Peril (Fortress, 2001). .

Herman E. Daly and John B. Cobb, Jr. in For the Common Good: Redirecting the Economy Toward Community, the Environment, and a Sustainable Future (Beacon Press, 1994).

Doris Janzen Longacre, Living More With Less (Herald Press, 1980).

23.12.08

Yes, we Kant!




Um ano inteiro a respeitar escrupulosamente os princípios kantianos!
Sim, é este, com efeito, o desafio que Cathal Morrow se propõe realizar ao longo do próximo ano.
Viver de maneira kantiana, o que é que significa , então?
Fundamentalmente 3 coisas :

- não mentir
- comportar-se de maneira a que cada acção sua possa ser universalizável ( ou seja, se todos fizerem como faço, o mundo e a vida seriam muito melhores)
- considerar o outro como um fim e não como um meio

São estes os princípios essenciais que sobressaem na moral kantiana que Cathal Morrow, um homem de 43 anos, casado e pai de 2 filhos, se propõe seguir nos próximos anos. Note-se que, de acordo com Kant, se tais princípios morais forem seguidos, e se todos nós fossemos seres morais, então estaria garantia a Paz Perpétua!


Esta saga moral pode ser seguida no blogue de Cathal Morrow:
http://thecompletekant.com/
http://thecompletekant.com/the-book/

A desobediência bíblica à lei e às ordens, ou como os professores cristãos não vão parar ao inferno se não obedecerem aos diktats de Sócrates



Retirado daqui com o título original:

A desobediência, segundo Mateus. Ou de como a resistência interna nas escolas pode ser justificada à luz da ética cristã


Ao ler uma vez mais o capítulo 2 do Evangelho de Mateus (2-3), nomeadamente os Magos do Oriente, a Fuga para o Egipto e Jesus em Nazaré, apercebi-me que o Natal é uma história de desobediência: primeiro dos Reis Magos que desobedeceram à ordem do Rei Herodes e depois da Virgem Maria e de São José, que também desobedeceram às ordens do Rei Herodes, fugindo para o Egipto! Só quando morreu o Rei Herodes, que atentava contra a vida do Menino Jesus, o anjo apareceu a São José e lhe disse que podia "parar de desobeder" e regressar a Israel. Ainda assim, José foi para a Galileia em vez de regressar à Judeia, não fosse Arquelau, sucessor de Herodes, dar continuidade aos crimes do seu antecessor...

E o que nos diz o evangelista Mateus? Que a desobediência é saudável, que devemos desobedecer?!... Certamente que não, mas que ela se impõe quando é para evitar uma mal maior ou quando permite alcançar um bem maior. De facto, a desobediência é fundamental e crucial na história da humanidade e justifica-se quando colocada ao serviço da nobreza e do carácter! Na verdade, não teríamos tido salvação na terra, se não tivesse havido três reis magos que desafiaram o Rei da terra: em vez de o avisarem onde nascera o Menino, voltaram a casa por outro caminho... Mas também não teríamos tido salvação se a Virgem Maria na Anunciação não tivesse dito "SIM, faça-se em mim segundo a Tua palavra"! E se o Anjo não tivesse avisado são José em sonhos! Tantas pequeninas coisas que, juntas, salvaram o mundo...

E o que é que estes episódios bíblicos têm que ver com a luta dos professores, nomeadamente com a recusa na entrega dos objectivos individuais? Tudo. Só não entende quem não quiser.

Cristina Ribas

22.12.08

Ao lado de um grande homem está por vezes uma grande mulher: faleceu Carol Chomsky


Carol Chomsky, mulher de Noam Chomsky, e tal como este, uma importante figura na linguística, para além de se ter também destacado na área da educação, faleceu ontem em Massachusetts aos 78 anos de idade. Tornou-se conhecida sobretudo pelos estudos realizados com a aprendizagem da linguagem nas crianças.
Carol e Noam conheceram-se muito cedo, e estavam casados há 59 anos.

Segue-se o obituário publicado no New York Times


Carol Chomsky, 78, Linguist and Educator, Dies


Carol Chomsky, a linguist and education specialist whose work helped illuminate the ways in which language comes to children, died on Friday at her home in Lexington, Mass. She was 78.
The cause was cancer, her sister-in-law Judith Brown Chomsky said.


A nationally recognized authority on the acquisition of spoken and written language, Professor Chomsky was on the faculty of the Harvard Graduate School of Education from 1972 until her retirement in 1997. In retirement, she was a frequent traveling companion of her husband, the linguist and political activist Noam Chomsky, as he delivered his public lectures.
Carol Chomsky was perhaps best known for her book, “The Acquisition of Syntax in Children From 5 to 10” (M.I.T. Press), which was considered a landmark study in the field when it appeared in 1969. In it, she investigated children’s tacit, developing awareness of the grammatical structure of their native language, and their ability to use that awareness to extract meaning from increasingly complex sentences over time.


Young children, Professor Chomsky found, could distinguish no difference in meaning between superficially similar sentences like “John promised Bill to shovel the driveway” and “John told Bill to shovel the driveway” — they could not discern who did the shoveling in each case. Older children, she found, could do so automatically, without having been formally taught.

Where earlier investigators had concluded that the acquisition of syntax — the grammatical structure of sentences — is complete by the time a child is 5, Professor Chomsky demonstrated that when it came to syntactically complex constructions, at least, acquisition is far from finished at that age.
Professor Chomsky’s later research focused on children’s acquisition of the written word. In the late 1970s, she developed a technique for helping struggling readers attain greater fluency. She had the students silently read a passage while a tape recording of the passage played along. The process was repeated until the student could read the text fluently, without the tape. The technique, known as repeated reading, has been widely used in classrooms ever since.


Still later, Professor Chomsky turned her attention to educational technology, creating software that develops reading-comprehension skills.

Carol Doris Schatz was born in Philadelphia on July 1, 1930. She married Noam Chomsky, whom she had known since childhood, in 1949. In 1951, she earned a bachelor’s degree in French from the University of Pennsylvania.

In the 1960s, faced with the possibility that her husband would be jailed for his activities in opposition to the Vietnam War, Carol Chomsky resumed her education: a doctorate would be useful should she need to become the sole family breadwinner. Though that prospect did not materialize, she earned a Ph.D. in linguistics from Harvard in 1968.

Besides her husband, the Institute Professor and emeritus professor of linguistics at the Massachusetts Institute of Technology, Professor Chomsky is survived by their three children, Aviva Chomsky, a professor of Latin American history at Salem State College in Salem, Mass.; Diane Chomsky of Mexico City; and Harry Chomsky, of Albany, Calif.; a brother, J. Leonard Schatz of Burlington, Mass.; and five grandchildren.

In a 2001 interview with The Pennsylvania Gazette, the alumni magazine of the University of Pennsylvania, Carol Chomsky contrasted her brand of linguistics — practical, experimental, hands-on — with her husband’s abstract, quasi-mathematical approach:
“It’s a very different sort of ‘linguistics’ from Noam’s pursuits,” she said. “I always have to laugh when people talk about how interesting our dinner-table conversation must be since we’re in the same field.”



Ver ainda:
http://news.infoshop.org/article.php?story=20081221161552160

Mande um email de protesto contra a aliança da ASAE com os partidários dos transgénicos



Se não concorda que a ASAE ponha a dirigir a comissão técnica de avaliação de risco dos transgénicos uma das pessoas que em Portugal mais defende esses mesmos transgénicos, então faça ouvir o seu protesto!


Copie o texto abaixo (pode alterar o que entender) e envie-o para os emails indicados.


Não se esqueça de pôr o seu nome e nº de BI no final da carta. Se possível, faça cópia para o email da Plataforma Transgénicos Fora (info@stopogm.net) para se registar a dimensão do protesto. E, claro, passe este email aos seus amigos e colegas, para que protestem também! O objectivo é atingir cinco mil envios até ao final de Janeiro de 2009. Todos os emails contam!


Título do email:


ASAE - Pedido de demissão da presidente da Comissão OGM


Enviar para:
gmei@mei.gov.pt, gsecsdc@mei.gov.pt, gsea@maotdr.gov.pt, sedrf@madrp.gov.pt, george@dgs.pt, correio.asae@asae.pt, mbdias@asae.pt, belem@presidencia.pt, rvieira@ps.parlamento.pt, ginestal@ps.parlamento.pt, clopes@ps.parlamento.pt, hantunes@ps.parlamento.pt, jalmeida@ps.parlamento.pt, jfao@ps.parlamento.pt, lferreira@ps.parlamento.pt, mjrodrigues@ps.parlamento.pt, antao@ps.parlamento.pt, cpoco@psd.parlamento.pt, hvelosa@psd.parlamento.pt, carloto@psd.parlamento.pt, mpalmeida@psd.parlamento.pt, nunocamarapereira@psd.parlamento.pt, hamaral@pp.parlamento.pt, francisco.lopes@ar.parlamento.pt, al@pcp.parlamento.pt

Texto:

Exmo Sr Ministro da Economia e da Inovação, Doutor Manuel Pinho
Exmo Sr Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Dr Fernando Serrasqueiro
Exmo Sr Secretário de Estado do Ambiente, Doutor Humberto Rosa
Exmo Sr Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Dr Ascenso Simões
Exmo Sr Director-Geral da Saúde, Dr Francisco George
Exmo Sr Inspector-geral da ASAE, Dr António Nunes
Exmo Sr Director Científico da ASAE, Eng Manuel Dias
Exmo Sr Consultor da Assessoria para os Assuntos Económicos e Empresariais da Presidência da República, Eng Sevinate Pinto
Exmo Sr Presidente da Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional da Assembleia da República, Dr Rui Vieira
Exmos Srs Deputados da Subcomissão de Agricultura, Florestas, Desenvolvimento Rural e Pescas da Assembleia da República (Miguel Ginestal, Carlos Lopes, Horácio Antunes, Jorge Almeida, Jorge Fão, Lúcio Ferreira, Manuel José Rodrigues, Nuno Antão, Carlos Poço, Hugo Velosa, Luís Carloto Marques, Miguel Almeida, Nuno da Câmara Pereira, Helder Amaral, Francisco Madeira Lopes, Agostinho Lopes)


Venho expressar a minha indignação pela nomeação da Doutora Margarida Oliveira para presidente da Comissão Técnica Especializada da ASAE responsável pela avaliação de risco dos alimentos transgénicos. Com efeito, e tal como detalhado no comunicado de imprensa recentemente divulgado pela Plataforma Transgénicos Fora (que reproduzo abaixo), há anos que a Doutora Margarida Oliveira se empenha pessoalmente na promoção dos transgénicos em Portugal, inclusive tomando por eles partido para além do que pode permitir o estado do conhecimento na matéria e desprezando ostensivamente o princípio de precaução inequivocamente consagrado na legislação europeia.

Considero pois que não estão reunidas as condições de independência científica e credibilidade previstas no regulamento da ASAE e que a Doutora Margarida Oliveira deverá ser demitida. Também a restante composição desta Comissão deverá ser revista, já que comporta elementos com perfil semelhante e que não oferecem garantias plenas de isenção e independência. Na ausência destas medidas estará em risco a saúde de todos os consumidores portugueses no que toca à avaliação dos reais riscos dos transgénicos.

Cumprimento e aguardo,
[NOME]BI [nº]



Comunicado de imprensa

Plataforma Transgénicos Fora


Agricultura é o próximo alvo da Autoridade

A.S.A.E. DE BRAÇO DADO COM A INDÚSTRIA DOS TRANSGÉNICOS


Quando se lê o Despacho 30186-A/2008 publicado no Diário da República de 21 de Novembro*1 e se toma conhecimento da nomeação dos presidentes das Comissões Técnicas Especializadas que dão apoio ao Conselho Científico da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), não podemos deixar de ficar perplexos perante a nomeação da Doutora Margarida Oliveira, da Universidade Nova de Lisboa, para a comissão de avaliação de risco dos organismos geneticamente modificados (transgénicos).

Ora, é sobejamente conhecido que a Doutora Margarida Oliveira tem mantido, ao longo da última década, uma intensa e visível campanha pública a favor da introdução dos alimentos transgénicos em Portugal, tendo sido convidada para defender uma posição favorável à utilização desta tecnologia em vários debates sobre o tema. No entanto, segundo o Despacho em causa, espera-se dos nomeados "apoio independente" (vide preâmbulo), isto numa Autoridade que se rege "pelos princípios da independência científica, da precaução, da credibilidade."*2

Como acreditar que a Doutora Margarida Oliveira, que já foi presidente do Centro de Informação de Biotecnologia, uma estrutura financiada pela indústria*3 e que promove a sua adopção em Portugal, vai poder presidir com imparcialidade a avaliações independentes desses mesmos transgénicos?

Como acreditar que a Doutora Margarida Oliveira, que afirma publicamente sobre os transgénicos "são as plantas mais seguras que o consumidor pode consumir",*4 vai de facto dar-se ao trabalho de analisar o seu risco, o qual no seu entender não existe, ou de aplicar o princípio da precaução previsto pela ASAE, que tem vindo a advogar ser desnecessário?
Como acreditar que a Doutora Margarida Oliveira, que entende que a legislação portuguesa "exagera"*5 nas regras para o cultivo de transgénicos, se vai preocupar em considerar seriamente os requisitos nacionais e comunitários?

Como acreditar que a Doutora Margarida Oliveira leve sequer a ciência a sério, quando, ao ser confrontada com uma longa lista de artigos científicos sobre o impacto dos transgénicos publicados por diversos grupos de investigação de todo o mundo, se limita a responder, publicamente e sem qualquer justificação científica, que nada daquilo é verdade?

A ASAE, se pretende ser credível nesta matéria, tem de cumprir o que está previsto no próprio regulamento interno*6 das comissões técnicas especializadas que, no seu artigo 3º, estabelece explicitamente que os seus membros não podem ter "interesses pessoais que possam ser considerados conflituantes com a independência necessária ao exercício das suas funções." Se alguma vez houve exemplo de tal conflito de interesses, ele está patente neste caso de forma explícita e, considerarão alguns, insultuosa para o interesse público.

Se a ASAE o não fizer, cabe ao Sr Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Dr. Fernando Serrasqueiro, fazer cumprir a letra e espírito da lei que rege a Autoridade e convidar a Doutora Margarida Oliveira a sair.

______________________________________________


NOTA - A composição da restante Comissão Técnica (disponível no boletim ASAEnews nº5, em www.asae.pt ) apresenta um enviesamente igualmente inaceitável. Com efeito, a maioria dos elementos que a integram também participa em debates ou defende posições públicas de cariz político a favor da introdução dos transgénicos em Portugal.


2 - Vide http://www.asae.pt (no menu ASAE - Missão, Visão e Valores)




6 - Vide http://www.asae.pt (no menu ASAE - Conselho Científico)



Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por doze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (ARP, Aliança para a Defesa do Mundo Rural Português; ATTAC, Associação para a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda ao Cidadão; CAMPO ABERTO, Associação de Defesa do Ambiente; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; Colher para Semear, Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais; FAPAS, Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens; GAIA, Grupo de Acção e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; LPN, Liga para a Protecção da Natureza; MPI, Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente; QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza; e SALVA, Associação de Produtores em Agricultura Biológica do Sul) e apoiada por dezenas de outras.


Para mais informações contactar info@stopogm.net ou http://www.stopogm.net

A brigada treze e os tiques marcelistas da pseudo-anarca Lurdes Rodrigues

A vassalagem revela uma atitude mental de subserviência, completamente desadequada aos tempos modernos e a uma educação e formação cívica de cidadãos activos, conscientes e reivindicativos, que é próprio das sociedades livres

A propósito da peregrinação de 13 professores ao Ministério da Educação a fim de apoiar o modelo de desempenho da função docente imposto pelo governo xuxialista, transcreve-se abaixo um texto de opinião publicado no jornal A Voz da Póvoa:

A Brigada Treze

A ministra da Educação já provou vezes sem conta que está a mais no cargo, se olharmos para o seu desempenho pelo lado do interesse dos alunos, dos professores e dos pais. Está muito bem onde está, se analisarmos a sua acção pelo lado dos que mandam num Governo que não é mais do que um sinédrio de jagunços ao serviço dos senhores do capital financeiro.

E fazemos esta distinção porque o senhor Belmiro de Azevedo, por exemplo, já manifestou o seu desacordo pela abertura dos cofres públicos aos bancos.

Os cavalheiros da indústria não vão em cantigas e também acham que distribuir dinheiro pelos bancos é um crime. E se há quem pense que os fundos que os bancos vão buscar aos especuladores financeiros mundiais, com o aval do Estado, não vão ser pagos por nós, esperem para ver, quando eles fecharem as portas e forem montar a tenda para outra freguesia.

Mas estávamos a falar da ministra da Educação. Quando já ninguém acredita nela, nem o Menino Jesus, eis que a santa senhora recebeu no seu gabinete 13 professores que lhe foram manifestar apoio à sua política. No tempo da outra senhoria, uns generais carunchosos foram prestar vassalagem ao ditador Marcelo Caetano, estava o regime a cair de podre. Nesta choldra do socialismo cavaquista o melhor que se pode arranjar é uma brigada de 13 professores para apoiar Sócrates e a sua ministra. Isto começa a ir ao fundo.

Texto retirado do
jornal Voz da Póvoa


Bab Sebta: excelente documentário de Frederico Lobo e Pedro Pinho passa hoje na RTP-2 às 23h45. A não perder


“Nós não atravessamos fronteiras, as fronteiras é que se atravessam entre nós”
Graffiti em Ceuta

“Bab Sebta” é um documentário que reúne testemunhos contados na primeira pessoa, dos milhares de africanos que rumam a Norte todos anos, caminhando quilómetros, atravessando desertos, até finalmente chegarem à fronteira com Ceuta - a “Península Fortaleza” e porta para a Europa. Este trabalho realizado por Pedro Pinho, Frederico Lobo e Luísa Homem, e apoiado desde o início pela INDE - Intercooperação e Desenvolvimento, já conta com duas exibições: em Maio no Porto, na Rede Libertaria, e em Lisboa, nos Dias do Desenvolvimento.

O escalar da violência no Bosque de Belniuz (às portas de Ceuta) levou Pedro Pinho e Frederico Lobo (realizadores de cinema) a Marrocos, em 2005. A viagem resultou na descoberta de uma realidade, através dos desabafos partilhados, e desta partilha emergiu a vontade de regressar.

O regresso deu origem a “Bab Sebta”, que escuta os relatos de quem vive na ténue fronteira entre o sonho e a realidade, e conta histórias sobre o seu quotidiano ilustrado por ilusões e desilusões, certezas e expectativas, amores e desamores, de ontem, de hoje, de amanhã.

A persistência de muitos, após detenções e deportações sucessivas junto às fronteiras, pela polícia Marroquina ou Espanhola, reflecte uma força de vontade inabalável. Uma força que procura sobrepor-se, à sede, à fome, aos desertos, às máfias, aos muros de arame farpado, às precárias e muitas vezes trágicas travessias marítimas.

Este projecto, co-produzido pela Gil e Miller e a Paté Filmes, venceu o Concurso de Pesquisa e Desenvolvimento do ICAM (Instituto de Cinema Audovisual e Multimedia) em 2006, bem como foi alvo do co-financiamento da Fundação Gulbenkian e da INDE – Intercooperação e Desenvolvimento, merecendo mais tarde a confiança da RTP2, que garantiu a sua exibição.

Este documentário constitui um instrumento concreto no âmbito do programa da INDE, Migrações e Desenvolvimento: a dupla oportunidade Norte-Sul, na medida em que traz à discussão pública o potencial do Migrante nos processos de Desenvolvimento, tanto no seu país de origem como no país que o acolhe, afinal como uma das frases mais marcantes deste documentário denuncia, “Nós não atravessamos fronteiras, as fronteiras atravessam-se entre nós.”

O documentário "Bab Sebta", realizado Pedro Pinho e Frederico Lobo foi distinguido com o "Marseille Esperance Prize", da 19ª edição do FIDMarseille - Festival Internacional de

Documentário de Marselha.O FIDMarseille decorreu entre os dias 2 e 7 de Julho e contou com a presença de quatro obras nacionais na sua selecção



http://www.babsebta.org/en.html




Partindo de todas as partes de África corre uma multidão de homens invisíveis preparados para atravessar continentes inteiros perseguindo uma ideia eternamente negada àqueles que vivem na periferia – a de uma vida melhor. Enfrentam desertos, máfias, sede e fome até colidir contra um muro de arame farpado ou atravessar uma trágica e precária travessia marítima – os obstáculos que os separam do seu objectivo quase mitológico – a Europa.

O nosso filme parte em contracorrente a este fluxo, dirigindo-se de Norte para Sul em busca dos migrantes que atravessam o deserto – heróis nómadas dos tempos que correm, em luta contra uma abstracção: a ideia de fronteira.

O móbil principal para fazermos este filme foi a abundância ensurdecedora de imagens falhadas sobre este tema. A quase totalidade dos trabalhos que conhecemos perde-se na ilustração factual, no tratamento das pessoas que quer filmar dentro de uma lógica humanitária e caridosa, dedica-se a reproduzir e perpetuar a sua condição de miseráveis, de desfavorecidos, de fugitivos, de clandestinos, de vítimas. Eclipsando a sua existência enquanto aventureiros, viajantes, curiosos, vendedores de fruta fartos de o ser, barbeiros, pais, filhos, amantes, sonhadores ambiciosos, desiludidos, desertores.

O desafio da rodagem foi evitar a busca jornalística das histórias dos outros, mas facilitar os meios e o tempo para que esses outros criem, desenvolvam, revolvam as histórias adormecidas que transportam em si. Histórias contadas na primeira pessoa sobre banalidades do dia-a-dia, sobre o local de partida, a família, o que aconteceu ontem, aventuras, amores perdidos, desilusões, expectativas.

Excertos do filme












21.12.08

Vamos deixar um sapato na embaixada dos Estados Unidos em Lisboa no dia 23 de Dez. às 18h.



NÃO ESQUECER: VAMOS DEIXAR UM SAPATO NA EMBAIXADA DOS EUA EM LISBOA DIA 23 DE DEZEMBRO PELAS 18 HORAS.
No dia 23 de Dezembro, às 18 horas, leva um sapato e deixa-o na embaixada norte-americana exigindo a libertação imediata de al-Zaidi e o fim da guerra contra o Iraque.

Muntadhar al-Zaidi, o jornalista iraquiano que no dia 14 de Dezembro atirou os sapatos ao ainda presidente dos EUA George W. Bush, continua preso e, segundo um advogado iraquiano citado pelo canal de TV France 24, poderia ser condenado a pelo menos dois anos de prisão pelo seu acto. Segundo relato do seu irmão Durgham à BBC, Muntadhar al-Zaidi teria sido torturado e em consequência disso teria uma mão e várias costelas partidas, um derrame interno e um olho ferido.

A Al-Baghdadia TV, para a qual trabalha al-Zaidi, lançou, segundo a BBC, um comunicado em que diz: «A televisão Al-Baghdadia exige às autoridades do Iraque que libertem imediatamente o seu colaborador Muntadhar al-Zaidi, de acordo com a democracia e liberdade de expressão que as autoridades norte-americanas prometeram ao povo iraquiano (…). Quaisquer medidas contra Muntadhar serão consideradas como actos de um regime ditatorial.»

Nós, cidadãos portugueses, vimos nestas vésperas de Natal depositar os nossos sapatos junto à embaixada dos EUA em Lisboa, apelando a que os Estados Unidos da América dêem imediatamente ordens aos seus capatazes iraquianos, o «governo» de Nouri al-Maliki, para que libertem al-Zaidi, símbolo da coragem dos iraquianos que se rebelam contra a ocupação criminosa do seu país pelas forças para lá enviadas pelo mesmo George W. Bush.

Se um homem que atirou (e falhou) dois sapatos ao senhor Bush devesse ser condenado, a quantos anos de prisão deveria ser condenado o senhor Bush, que ordenou a invasão e ocupação do país de al-Zaidi, causando milhares de mortos?

Fazemos votos para que o Novo Ano inspire o povo norte-americano a romper com o passado tenebroso que representou a Administração Bush e que as tropas norte-americanas saiam do Iraque para casa, não para serem transferidas para o Afeganistão.

No dia 23 de Dezembro, às 18 horas, leva um sapato e deixa-o na embaixada norte-americana (Avenida das Forças Armadas, 1600 Lisboa) com a tua mensagem de Natal para os EUA exigindo a libertação imediata de al-Zaidi e o fim da guerra contra o Iraque

Realiza-se hoje a 1ª Desconferência em Lisboa sobre a mobilidade em bicicleta, e a Cicloficina de Dezembro ( às 17h. na Crew Hassan)




O objectivo deste evento é: reunir num só lugar e em tempo real vários interessados na promoção e defesa da mobilidade em bicicleta, para que possam partilhar conhecimentos, experiências e pontos de vista, com o objectivo de chegar a consensos e/ou opiniões mais sólidas sobre diferentes questões relativas aos utilizadores de bicicleta, servindo de base para esforços de lobbying, comunicação e cidadania activa.

A desconferência não é um evento ao qual se vá assistir, requer participação activa, p
artilhar opiniões, colocar questões, interagir.

Local: Crew Hassan (Rua das Portas de Santo Antão, 159 - 1º andar, Lisboa).
Dia: 21 de Dezembro de 2008 (Domingo )
Hora: Início às 17h. Termina quando a discussão acabar ou quando os participantes dispersarem.






CICLOFICINA de Dezembro
Nota: Imediatamente antes, entre as 14h30 e as 16h30 decorrerá no R/C da cooperativa cultural Crew Hassan a 2ª Cicloficina de 2008, correspondente ao mês de Dezembro.

http://cicloficina.wordpress.com/


A DESCONFERÊNCIA

Este formato (desconferência) é uma experiência nova e está aberta a todos os interessados, sem qualquer excepção. A ausência de uma estrutura rígida em termos de programa ou organização, das hierarquias tradicionais e do formato mais comum de comunicações em que um orador apresenta um tema e há uma audiência que se limita a pouco mais do que receber o input, pode ser algo desconcertante. Mas ao mesmo tempo pode constituir uma lufada de ar fresco, uma oportunidade. Não há nada a perder mas muito a ganhar, e no processo podemos divertir-nos um pouco e experimentar novos processos sociais.

Como funciona a desconferência?



Discrição sumária:
A desconferência inicia-se com todos ao mesmo nível em roda na sala grande. Um facilitador explica o procedimento:

a) Qualquer pessoa pode propor um tema escrevendo num papel de cenário na parede (ou/e usando este wiki, em preparação e antecipação do dia do evento)

b) Quem não propuser um Tema (a maioria) pode escolher um ao qual se juntar. Quem propuser um Tema que não tenha adesão terá que se juntar a outro.

c) Os grupos separam-se por temas durante um determinado tempo (uma hora? 1/2 hora?)

d) Os grupos depois de discutirem em separado voltam à sala grande resumir o que discutiram e as conclusões que chegaram com todos.

e) voltar a a)


Temas de conversa e discussão já propostos:

TEMA 1 - Psicanálise ao Código da Estrada
TEMA 2 - A bicicleta e os incentivos fiscais no OE2009
TEMA 3 - Propostas pró-bicicleta no OP de Lisboa
TEMA 4 - Nova associação : ciclistas, modos suaves,...?


Os interessados em participar só têm que "estudar" um tema, propô-lo, e/ou juntarem-se ao grupo de um tema já proposto.


20.12.08

Comuna da Luz (em Odemira) e a Comuna Clarão (em Sintra) foram as 1ªs comunidades portuguesas anarquistas-naturistas fundadas por A. Gonçalves Correia

Imagem de uma comunidade anarquista-naturista-vegetariana em França numa sessão de Esperanto

A Comuna da Luz ( situada na herdade das Fornalhas Velhas, em Vale de Santiago, concelho de Odemira, hoje com a designação de Monte da Comuna, mas que já pouco resta das antigas instalações) é considerada a primeira comunidade anarquista a ser criada em Portugal, tendo perdurado ao longo de dois anos (1917 e 1918).

O principal promotor foi o anarquista António Gonçalves Correia, inspirado pelas ideias de Tolstoi e do pedagogo libertário Francisco Ferrer.

Pelo que se sabe, a comunidade contava com cerca de quinze companheiros que se dedicavam à agricultura e ao fabrico de calçado, praticando o vegetarianismo e o naturismo (nudismo). Fazia parte do grupo uma professora, o que na época era allgo de extraordinário, e a sua presença é justificada pela orientação racionalista que o mentor e principal promotor da Comunidade atribuía à aplicação dos métodos pedagógicos racionalistas do grande intelectual e pedagogo espanhol Francisco Ferrer

Durante a sua curta duração, a comunidade anarquista foi alvo de preconceitos burgueses e da repressão policial, os quais acusaram constantemente que a mesma comuna tenha desencadeado e organizado o surto grevista dos trabalhadores rurais que varreu o Alentejo.

Com efeito à greve geral de Novembro de 1918 não foi estranho os ideais libertários que os membros da Comuna da Luz espalharam entre as populações locais de Vale de Santiago. Em 1918, a mesma foi extinta , quando se espalharam rumores de que a comunidade estava associada à morte de Sidónio Pais. Após o seu desmantelamento, António Gonçalves Correia foi preso.

De qualquer forma , António Gonçalves Correia não se dá por vencido. Após a sua saída da prisão, em meados de 1926, funda a Comuna Clarão localizada em Albarraque ( na freguesia de Rio de Mouro, concelho de Sintra)

Ambas as comunidades anarquistas tentaram aproximar-se do ideal libertário de Tolstoi - uma das maiores fontes de inspiração do anarquismo português protagonizado por António Gonçalves Correia.

A Comuna Clarão tinha como objectivo declarado pôr em prática um ideal de vida alternativo, dedicando-se à floricultura, à horticultura, e assumindo-se também, depois de 1926, como foco de resistência à ditadura, servindo mesmo de esconderijo a muitos perseguidos.

Também aqui as coisas nem sempre correram bem para Gonçalves Correia que entrou em desacordo com alguns companheiros, porventura menos honestos e menos coerentes com os ideais proclamados de fraternidade e tolerância, acabando por se extinguir.

Fonte: Wikipedia




Comunidade anarquista-naturista francesa - um exemplo dos célebres Milieux Libres



Quem foi António Gonçalves Correia

António Gonçalves Correia (1886 – 1967), natural da aldeia de S. Marcos da Ataboeira (Castro Verde), foi caixeiro viajante, vegetariano e tolstoiano, e é hoje ainda uma figura humana que perdura na memória de muitos alentejanos, na história da sua luta social, na imagem do “revolucionário” que percorria o Baixo Alentejo na difusão do ideal anarquista.

Nas palavras de Raul Brandão, que o descreve no seu livro «Os Operários», este homem «extraordinário, de grandes barbas tolstoianas e o cabelo caído pelas costas à nazareno» percorria o Alentejo, com a sua maleta de caixeiro-viajante cheia de sonhos. Gonçalves Correia era visto ainda como o homem que comprava pássaros para depois os soltar, no meio de vivas à liberdade.


Figura justamente celebrada, pelas edições do empolgante CD “No Paraíso Real” (ao qual Gonçalves Correia dava a capa e motivo de alguns dos testemunhos orais acerca da “revolta e utopia no sul de Portugal”) e sobretudo pela pequena biografia da autoria de Alberto Franco “A Revolução é a Minha Namorada. Memória de António Gonçalves Correia, anarquista alentejano” (da qual se remetem as citações que se seguem) a qual procura “fazer justiça ao movimento anarquista português de princípios do século, cuja memória foi meticulosamente apagada por 48 anos de ditadura, mas também por algumas forças de esquerda, ansiosas por monopolizar o combate ao Estado Novo”.

Homem culto, autodidacta, poeta social (que usa por vezes o pseudónimo de Pedro Monséni), adepto de Tolstoi, utiliza também a escrita como veículo de propaganda dos seus ideais. Colabora em vários jornais, como A Batalha, A Aurora, O Rebelde. Em 1916, por exemplo, funda o semanário A Questão Social, na vila de Cuba. Aí, publica uma série de artigos onde faz a apologia das suas ideias inovadoras – a defesa da liberdade e da emancipação da mulher, do naturismo, do respeito pelos animais, da ecologia, do amor livre e liberto das peias do casamento, da nãoviolência; a condenação do militarismo e do flagelo da guerra, e até da caça e do consumo do álcool.

Um ano depois, em 1917, publica um longo opúsculo, intitulado Estreia de um crente, que constitui, como diz justamente Alberto Franco, «um pequeno manual do pensamento libertário, temperado com o lirismo humanista do seu autor» (pág.35). Os capítulos da obra correspondem, aliás, a cartas dirigidas «a um anarquista», «a um tio rico», «a um republicano», «a um caçador», «a uma mulher», «a um advogado», «a um condenado», servindo cada uma delas como pretexto para o desenvolvimento dessas ideias. É precisamente na sua carta a um advoga- do que Gonçalves Correia escreve: «A revolução é a minha namorada».

Também num outro opúsculo, A Felicidade de todos os Seres na Sociedade Futura (1ª ed., 1923), Gonçalves Correia defende a colectivização da propriedade, a modernização da agricultura, manifestando a sua crença no pro- gresso e no contributo fundamental da máquina para a libertação do Homem.

A vida de Gonçalves Correia cruza-se pois com a história da primeira metade do século XX, política, económica e social. Cruza-se e funde-se com o emancipar das ideias anarquista, com as lutas anarco-sindicalistas das minas de Aljustrel, São Domingos ou Lousal, com as lutas dos camponeses do Alto ao Baixo Alentejo e com os vários grupos e jornais anarquistas de Portalegre e Évora, a Odemira ou Cercal do Alentejo, etc. Sobre os princípios de vida de Gonçalves Correia, a sua biografia chama a atenção para que quem hoje olhe para os “tópicos da cultura libertária de há 100 anos, não deixará de se surpreender com a actualidade de muitas das propostas. Com efeito, grande número dos princípios que enformam a nossa modernidade – a liberdade, a emancipação da mulher, a defesa do amor livre, a ecologia, o respeito pelos animais, o naturismo, certos estilos alternativos de vida – mergulham as suas raízes na velha moral anarquista”.

Certos do reconhecimento da autêntica sementeira e germinal de valores e princípios anarquistas na actual “modernidade”, pese o seu persistente escamoteamento, não chegamos porém a concluir, como Alberto Franco, que “um século depois, estão socialmente consagrados muitos dos postulados do pensamento libertário, fruto de um debate intelectual estimulante e, sob muitos aspectos, antecipador”. Os postulados anti-autoritários do pensamento libertário travam mais do que nunca uma luta pela sua vitória, e nesta luta a memória histórica do anarquismo agita-se hoje ainda, no debate, na prática, e nos novos desafios que colocados à velha moral anarquista não a condenam à velhice, antes a estimulam incorrigivelmente a prosseguir na “Felicidade de todos os seres na Sociedade Futura”, como já apelava o nosso anarquista de S. Marcos da Atabueira.

Gonçalves Correia perfilhava as ideias do anarquismo tolstoniano: pacifista, na condenação de todas as formas de violência; pela transformação do indivíduo através da bondade e da fraternidade. Um tom essencialmente moral, que contudo comunga no movimento libertário com correntes mais centradas na acção directa (seja ela violenta ou não) dos mesmos objectivos emancipadores do homem ao Estado e à autoridade.

A noção de socialismo de Gonçalves Correia ( segundo o opúsculo de 1917 “Estreia de um Crente”, a sua primeira obra, a que se seguirá em 1923 “A Felicidade de todos os Seres na Sociedade Futura”) é formulado nos seguintes termos:

“… bom, será definirmos o que é o socialismo, pois temos duas espécies: temos o socialismo parlamentar, nocivo, intervencionista (…) e temos o socialismo libertário, consciente, da acção directa, que só por si faz tremer os cómodos barões que desfrutam os benefícios do património comum. Esse sim. É o socialismo do futuro, sem deputados, sem eleições, sem o deprimente «carneiro com batatas», que corrompe consciências, que aniquila caracteres”.

Note-se o intento alter-globalizador “sentido que a humanidade só será feliz no dia em que der as mãos, alheia à fraternidade oficial, uma mentira repugnante, [pelo que Gonçalves Correia] declara-se anti-patriótico”, reivindicando a “abolição das fronteiras, separadoras de povos, de raças”.

Bibliografia:

FRANCO, Alberto (2000): "A revolução é a minha namorada - Memórias de António Gonçalves Correia, anarquista alentejano", ed. Câmara Municipal de Castro Verde; Destaque ainda para "No Paraíso Real: tradição, revolta e utopia no Sul de Portugal" (CD), ed. O Canto do Som, 2000.

“Naturismo e comunismo: uma aliança sagrada” foi o título da comunicação apresentada por Gonçalves Correia no 1.º Congresso Vegetariano Naturista da Península, realizado em Lisboa em Junho de 1919.

ROCHA, Francisco Canais, e LABAREDAS, Maria Rosalina (1982): "Os trabalhadores rurais do Alentejo e o sidonismo: ocupação de terras no Vale de Santiago", Lisboa, Edições Um de Outubro: pp. 168-69

Consultar:
http://goncalvescorreia.blogspot.com/




António Gonçalves Correia: acima de tudo, um anarquista
por J. M. Carvalho Ferreira


Alberto Franco fez um trabalho de investigação exemplar: conseguiu resgatar os traços essenciais da trajectória da vida de um homem que tentou viver a anarquia de uma forma muito sui generis. Embora já tivesse oportunidade de ler dois pequenos livros de António Gonçalves Correia - Estreia de um Crente (1917); A Felicidade de todos os Seres na Sociedade Futura (1921) -, Alberto Franco não somente soube extrair os elementos analíticos e ideológicos cruciais que configuraram o pensamento desse grande anarquista alentejano, como também contextualizou socio-historicamente a sua luta e sua vida nos parâmetros do imaginário colectivo e práticas do anarquismo durante o século XX em Portugal.

Os conteúdos e as formas do pensamento, assim como as experiências comunitárias, de António Gonçalves Correia, mais do que nunca, devem ser objecto de um exercício de interpretação e de compreensão por todos aqueles que se dizem libertários.
Na minha opinião, existem três razões plausíveis que me levam a fazer estas afirmações. Em primeiro lugar, o pensamento e as formas de intervenção social de António Gonçalves demonstram à saciedade que a anarquia, enquanto um ideal, uma filosofia, uma ética e uma estética, é sempre possível de ser interpretada, explicada e vivida consoante cada indivíduo ou grupo que aspira à construção de uma sociedade sem deuses e sem amos. A visão tolstoiniana que António Gonçalves Correia tem da anarquia leva-o a abraçar um tipo de anarquismo naturista e pacifista, numa época em que predominavam as teorias e as práticas do anarco-comunismo e do anarco-sindicalismo. Não admira assim que a sua intervenção social fosse marginal no contexto dos movimentos sociais e do anarquismo que tinham maior expressão nas primeiras décadas do século XX em Portugal.
Em segundo lugar, os exemplos comunitários de construção e de experimentação social anarquista no contexto das sociedades capitalistas, como foram os casos emblemáticos da Comuna da Luz, sediada em Vale de Santiago, entre 1917 e 1918, e a Comuna Clarão, sediada em Albarraque, entre finais da década de vinte e princípios da década de trinta do século XX, revelaram-se extraordinariamente importantes, na medida em que essas duas experiências se traduziram em modalidades práticas de utopias concretas. Essas experiências, ainda que tenham soçobrado e tenham sido atravessadas por uma série de contradições e conflitos, revelaram sobremaneira que não existe dissociação espácio-temporal entre reforma e revolução, entre teoria e prática, e sobretudo entre a utopia com um sentido histórico absoluto e a utopia com um sentido histórico relativo. Com esses tipos de experimentação social comunitária, António Gonçalves Correia e as outras pessoas que participaram nesse processo demonstraram quão difícil é traduzir na prática os princípios estruturantes da emancipação social: liberdade, fraternidade, amor e solidariedade.
Em terceiro lugar, os exemplos subjacentes aos princípios e práticas do anarco-naturismo e do anarco-pacifismo que atravessaram a vida quotidiana de António Gonçalves Correia revestem-se de uma grande actualidade. Na verdade, quando hoje à escala mundial assistimos à destruição progressiva da natureza, com especial incidência na evidência empírica que nos é transmitido pela poluição atmosférica, camada do ozono, morte dos rios, florestas e mares, a atitude de António Gonçalves Correia em relação às espécies animais e vegetais é de uma força simbólica inimaginável. Comprar passarinhos que estavam prisioneiros nas gaiolas aos comerciantes que os vendiam nas feiras do Alentejo para depois os libertar, ou desviar-se com a sua bicicleta dos caminhos percorridos pelas formigas para não as matar, são exemplos paradigmáticos de como nós devemos agir para se construir um equilíbrio ecossistémico entre todas as espécies animais e vegetais. São exemplos significativos que não basta lutar exclusivamente pelo fim da opressão e exploração entre os seres humanos, mas também contra a opressão e exploração destes sobre as outras espécies animais e vegetais.
Enfim, um livro para ler e aprender com a vida de um homem que não se vergou aos ditames do progresso e da razão, aos desígnios e estratégias do capital e do Estado.
Alberto Franco, A revolução é a minha namorada - Memórias de António Gonçalves Correia, anarquista alentejano. Ed. Câmara Municipal de Castro Verde, 2000.



Membros da Comunidade anarquista-tolstoniana de Whiteway, no Gloucestershire, Inglaterra, que perdurou entre 1922 a 1903


IV Natal Social na cooperativa cultural Crew Hassan em Lisboa



IV Natal Social
Artistas solidários reúnem-se de 18 a 23 de Dezembro


Com o objectivo de angariar bens para instituições de solidariedade social como os Médicos do Mundo, a Associação Cultural Africana ou a revista Cais, entre outros, a Crew Hassan organiza a feira mais divertida e consciente deste Natal.


Em sinergia, mais de 100 artistas de várias expressões juntam-se para animar esta feira onde se privilegia o comércio justo e a gastronomia vegetariana em simultâneo com concertos e

workshops de dança e música durante 6 dias entre as 16h00 e as 2h00 da manhã.


Com a doação de comida, roupa, brinquedos, material escolar ou por €1 solidário, poderá desfrutar da animação, distribuída este ano por três pisos.


Artesãos e Bancas


Supergiro / Mbona_Cambaza / tuti fruta loves in the hair / Zacarias / Xilly / Sandra Guerreiro / Zeze / Be / Nuria / Rute Cardoso / Elsa Botelho / Dog Geralddi / Rochinha / cosmic tribe / manu/ Vanarte / Rita Catita /A Biblia / Colectivo Solidariedade Mumia Abu Jahmal / Coice da Mula /




Programa

QUINTA, 18 DEZEMBRO

Concertos
José Mário Branco, Isabella's Bop

Video por X

Workshop livre de Forró

Djs & Live
Deestant Rockers (live.crew hassan deejays), NelAssassin (loop: recordings's), Nelson Flip, Sly (syndicate), Mee-k (breakfast), Iara (f_actor visuals), Manu (crew hassan deejays), Al (Crew Hassan Deejays / slight deelay) , Nuno Bernardino (reggae playground/pose & effect), Bob Figurante, Lexo (embassy sound), Sequela Brothers


SEXTA, 19 DE DEZEMBRO

Concerto
Umadjam

Video por Uninvited Crew

Teatro "O Primeiro Milagre do Menino Jesus"

Djs & Live
Mwanamochuabo (live), Merlo vs Spikers (live.monocline rec/11hz/freshbreakz/open rec/drag n' drop), SRG (live), Gustavo (Stereo Addiction), Zeze,
Simão (crew hassan deejays), Dog Geralddi (crew hassan deejays), Turn The Table, Fadigaz (variz.org), O.dif (woorpz), Tony Montana (cyborg crew rec), Voodoo (bzoing), C-Netik, Zeder



SÁBADO, 20 DE DEZEMBRO

Concerto
Tó Trips

Djs
Tiago Santos (oxigénio), Kompulse (live), PMDS (live), Weedub (live.crew hassan deejays),
Ayala (riddim culture), Jah Wise (riddim culture), Woodcut (f_actor visuals), Vaghan (music mob rec), Photonz (zonk/digwemust), Dee Jay Kay, Bandido$, Mr. Gee, Selecta Alice, Lucky vs Protone vsCamboja Selecta
Video por Goma Vect Machine e
Lisbon Spektrum


DOMINDO, 21 DE DEZEMBRO


Concertos
Flak, O Cão da Morte,
Morna
Video por Disturb, Marcelo Silva
Performance "
Butterflie Soulflow"
Workshop "
Tertúlia e Cicloficina" (14:30 ás 02:00 piso 0)
Djs & Live
Sergio Walgood (live), Ambiens Indages (live.psyart), 3 Wyzemen (live), João Abreu, Banana Split, Rocky Marciano (loop:recordings), Subvision (breakfast), X-acto, Bit Map (crew hassan deejays), Concrete Jungle, Jacob, DJ Kaesar (beluga sounds/open up rec), Selecta Martinó (concrete jungle)

SEGUNDA, 22 DE DEZEMBRO


Concerto
Enapá 2 (Manuel joão vieira, Elvis Ramalho e Rogério Savora),
Press Play (live)
Video por The Edge (dub video connection)
Workshop Livre de Forró
Djs & Live
João Gomes,
Octapush (live), A.M.O.R., Señor Pelota, Mr. Mute, Nery (breakfast/crewhassan deejays), Xano Mano, Kid Selecta, Unidade Sonora (conspira), Alif (pump agency), Begalator, HeartBreakerz, City Ravers


TERÇA, 23 DEZEMBRO

Concerto
Duas Semi Colcheias Invertidas, Mick Mistura Pura Mengucci

Video por user in Orb


Djs & Live
Tjak (live),
Deckjack, Dr.Bastard (crewhassan deejays) vs. Dread Nuttah, Alex (cooltrain crew), Dr. Ki (breakfast / syndicate / crewhassan deejays), Nokin (pump agency), N-Sekt (bad mood), Manaia (minimercado), 2old4school (crewhassan deejays), Vipes, Anonymous, Cooltour, Kwan (antisocial rec), Johny (Cooltrain Crew)



24 de Dezembro às 00h.30
FESTA DE ENCERRAMENTO
Crew Hassan Deejays




Crew Hassan
Cooperativa Cultural Crew Hassan, Crl
Rua Portas de Santo Antão, 159-1º
1150-267 Lisboa


Entrada: €1 ou bens essenciais (roupa, comida, material escolar, brinquedos)