20.3.08

A esquizo-análise do capitalismo real e como subvertê-lo pela filosofia do desejo


Finalmente editada e vertida para português corrente uma das obras fundamentais do pensamento contemporâneo, o livro de G. Deleuze e F. Guattari, «Mille Plateaux». Dele emergem conceitos e instrumentos de análise para ajudar a analisar a esquizofrenia do capitalismo real e o modo como poderemos subvertê-lo criando um mundo mais livre e desejante. Trata-se de uma obra de leitura difícil, entre a filosofia e a análise social, resultado da frutuosa colaboração da parceria entre o Deleuze, filósofo, e o Guattari, psicanalista.

19.3.08

O Hot Clube de Portugal faz hoje 60 anos. Viva o jazz!







Foi a 19 de Março de 1948 que Luís Villas-Boas fundou o Hot Clube de Portugal abrindo um espaço próprio para ouvir a grande música que é o jazz com todas as variantes que ela é capaz de oferecer.
Vivia-se um ambiente de claustrofobia ditatorial e toda a novidade, mesmo de carácter musical, esbarrava contra a inércia larvar de um Portugal pasmado. Apesar disso nas décadas seguintes viveram-se por lá momentos únicos com alguns nomes do jazz a marcarem presença e um auditório a mostrar-se cada vez mais ansioso por novas formas expressivas na música mas também na sociedade e na vida em geral. Por lá passaram lendas como Louis Armstrong, Count Basie, Dizzy Gillespie, Sidney Bechet, Vinicius de Moraes, Dexter Gordon...

A estrutura interna do Hot Clube com uma cave pequena estimulava a cumplicidade e a entrega a sensações entre os presentes que se acantonavam para ouvirem a estranha e deliciosa música dos negros... O nº 39 da Praça da Alegria era o ponto de passagem para quem habitava fora do provincianismo dominante. O Hot sempre teve, aliás, uma componente pedagógica, promovendo e organizando cursos de formação e divulgando o jazz.

O Hot Clube de Portugal tem na actualidade ao seu cuidado um vasto espólio que integra fundos doados por sócios , nomeadamente pelo seu sócio fundador Luiz Villas-Boas constituídos por discos, livros, gravações, jornais, cartazes, fotografias, etc. Estes documentos estão a ser tratados, catalogados e preparados para integrarem um futuro Museu do Jazz em Portugal.




Para comemorar o 60.° aniversário, o Hot Clube de Portugal tem um programa que ainda não está encerrado mas onde se destaca a exposição sobre o HCP, a realizar em Maio na Fábrica Braço de Prata. Quanto ao programa de festas e aos concertos, é este, por enquanto, o cardápio para os próximos tempos:

19 de Março Concerto no Cinema S. Jorge, com a Big Band do HCP, que tocará um inédito de Mário Laginha, com a colaboração da cantora Maria João.

20, 21 e 22 de Março às 23:00
Julian Argüelles Quartet
Julian Argüelles sax t
Bernardo Sassetti piano
Bernardo Moreira ctb
Alexandre Frazão bat


27, 28 e 29 de Março às 23:00
Sexteto de Zeca Neves "Future Now"
Jorge Reis sax alto
Nuno Ferreira guitar
Alexandre Diniz piano
Zeca Neves ctb;bx
Carlos Miguel bat
Sebastian Schiriff perc.


6 de Abril
Encerramento da 6.ª Festa do Jazz do São Luiz, em Lisboa, com a actuação da Big Band do HCP e convidados.

10 de Maio
Inauguração de uma exposição sobre o HCP, na Fábrica Braço de Prata, com a actuação do Septeto do Hot Clube de Portugal.

27/28 de Junho e 4/5 de Julho
Recriação dos ballroom dos anos 40, com a orquestra do HCP, no Teatro Municipal do São Luiz. Regresso à era das grandes orquestras de swing, com baile ao som de clássicos de Benny Goodman ou Duke Ellington.

Festas de Lisboa
Participação de combos de alunos do HCP nos elevadores da capital (datas por confirmar).

Website do Hot Clube:
http://www.hcp.pt/calendariogeral.asp





18.3.08

Trabalhadores em greve em Sines fizeram frente no passado dia 6 à repressão das forças da GNR

Gritando «25 de Abril sempre, fascismo nunca mais» e «a luta continua», os trabalhadores da ETAR da Ribeira de Moinhos não vergaram à carga da GNR.

Foi no passado dia 6 de Março e a greve durava já um mês .

As duas dezenas de trabalhadores da estação de tratamento de águas residuais - propriedade da Águas de Santo André (do grupo público Águas de Portugal), concessionada à Sisáqua (do grupo Consulgal/IPG, liderado por José Goes Ferreira, accionista de referência do Millenium BCP) - continuavam a bater-se pelos mesmos objectivos que já os levaram a fazer, no ano passado, 12 dias de greve: melhores salários, melhores condições de segurança e mais protecção para os trabalhadores de turno.


O piquete de greve tentou (e conseguiu) impedir que um camião de transporte de cereais fosse carregar lamas perigosas acumuladas na ETAR.

Como explicou o Sindicato da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Centro, Sul e Ilhas, aqueles trabalhadores ganham pouco mais que o salário mínimo nacional, e a exigência de uma remuneração mínima de 800 euros até fica abaixo do que na região recebem outros profissionais com funções semelhantes.
Mas, refere o Sinquifa/CGTP-IN, a Sisáqua é uma empresa intermediária, cujos lucros dependem da diferença entre o que recebe da Águas de Santo André e o que gasta com os trabalhadores... Razão mais que bastante para se compreender por que a concessionária persiste em manter os baixos salários, recusar dois operadores por turno e não melhorar as condições de trabalho e de protecção ambiental.

Já não é tão facilmente explicável a posição da Águas de Santo André e da holding Águas de Portugal, bem como do Governo. Perante os trabalhadores, a empresa até se comprometeu a pressionar a Sisáqua para que fossem satisfeitas todas as reivindicações dos operários, mas isso não teve consequências práticas.
Os serviços ditos mínimos, impostos por despacho dos ministérios do Trabalho e do Ambiente, apenas vieram agravar a tensão. A pressão exercida sobre os trabalhadores, mais recentemente, procurando responsabilizá-los pelos riscos ambientais ligados ao prolongamento do conflito, também não abre portas a uma solução.

Os trabalhadores e o sindicato exigem que a Águas de Santo André tome posse da ETAR e do pessoal, apoiados pelas autarquias locais de Sines e Santiago do Cacém, e os presidentes destes municípios exigem uma intervenção do ministro do Ambiente, mas este veio anteontem lavar as mãos nesta matéria.

Em tais circunstâncias, como referia o comunicado sindical no início da greve, só resta aos trabalhadores lutar. Contavam e contam com um movimento de solidariedade, que reuniu sexta-feira duzentas pessoas num jantar e que promoveu uma acção pública junto à ETAR.


A carga da GNR sobre os trabalhadores da Sisáqua foi repudiada pelos sindicatos que exigiram a imediata retirada da força policial e a averiguação do que ali ocorreu. O sindicato do sector notou que, «depois das cargas vergonhosas verificadas na Valorsul, a vergonha repete-se nas Águas de Santo André, curiosamente, outra empresa de capitais públicos», e considerou «sintomático que, mais uma vez, as forças de segurança se ponham ao lado dos patrões, contra os trabalhadores».


Note-se que face ao ocorrido o Ministério da Administraçâo Interna já solicitou um inquérito à Inspecção Geral da Administração Interna a fim de averiguar o abuso de poder e as ilegalidades cometidas pelas chamadas «forças da ordem» da GNR !

Fonte da notícia: jornal Avante



Ver o vídeo da carga da GNR sobre os valentes trabalhadores em greve em Sº André ( Sines)



Sessão sobre a vida, a obra e a época em que viveu Cesare Pavese ( hoje às 19h. no Instituto Italiano de Lisboa, com entrada livre)


As canções e o jazz dos anos Trinta e Quarenta, adaptadas por instrumentos populares como o acordeão e o clarinete, evocam os locais onde Pavese ambienta os seus romances.

As poesias de Lavorare stanca alternadas com as reflexões de Il Mestiere di vivere e com os últimos versos de Verrà la morte e avrà i tuoi occhi marcam o percurso de um homem que, nos seus versos e nos seus romances, representou as ansiedades e as esperanças de uma atormentada geração.

Participação de
Giorgio Merati – clarinete
Carmelo Torre – acordeão
Carlo Mega – representação e encenação


Sessão hoje, terça-feira, 18 de março de 2008, às 19h.
Local: IIC Lisboa

Entrada livre


Cesare Pavese (Santo Stefano Belbo, 9 de setembro de 1908 — Turim, 27 de agosto de 1950) foi um not´vael escritor e
poeta italiano.

"Cesare Pavese nasceu em Santo Stefano Belbo, nas Langhe (províncea de Cuneo) em 1908, tendo-se mudado ainda em criança para Turim, donde se ausentou sempre apenas durante pouco tempo: passou um ano na prisão em Barcaleone (Reggio Calabria), comprometido por amigos políticos; passou algum tempo em Roma em trabalho para o editor Einaudi, de quem foi um dos mais eficazes conselheiros editoriais; suicidou-se em Turim em 1950. A sua tese de licenciatura foi sobre Walt Whitman e já não era um desconhecido quando em 1936 publicou Lavorare stanca: tinha já publicado e continuaria a publicar estudos sobre literatura norte-americana clássica e contemporânea, reunidos num volume (La letteratura americana e altri saggi) publicado postumamente em 1951. Traduziu Daniel Defoe (Moll Flanders), Dickens, Melville (Moby Dick e Benito Cereno), Joyce (Dedalus), Sinclair Lewis, John dos Passos, Gertrude Stein."


Para mais informação:

http://www.centrostudipavese.it/

http://www.italialibri.net/autori/pavesec.html

http://www.parcoletterario.it/it/autori/pavese.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/Cesare_Pavese

http://it.wikipedia.org/wiki/Cesare_Pavese

Cursos de cultura italiana ( literatura, cinema, ópera e arte )


Instituto Italiano de Cultura de Lisboa
Rua do Salitre 1461250-204 Lisboa - Portugal
tlfs: 351 213884172 - 351 213882458
fax: 351 213857117


Horário Secretaria:
Manhã: de Seg a Sex das 09h30 às 12h00
Tarde: de Seg a Qui das 15h30 às 17h30


Horário Biblioteca
Manhã: de Seg a Sex das 10h30 às 13h00
Tarde: de Seg a Qui das 16h00 às 19h00



Curso de História do Cinema Italiano

Filmes e realizadores dos anos 70
O Curso visa ilustrar uma década de cinema italiano, o dos anos Setenta, uma época especial caracterizada por grandes mudanças políticas, culturais e sociais, das contestações estudantis à afirmação do aborto e do divórcio, da revolução sexual aos “anos de chumbo”, aos delitos e à mafia...

Encontramos tudo isto numa cinematografia um tanto opaca, marcada por um geral refluxo e por um novo conflito, o de ar televisivo recentemente liberalizado. O objectivo do curso é a revisão do contexto histórico, político, social e cultural da década em análise compltando-o com a análise de alguns filmes, dirigidos por realizadores consagrados como Antonioni, Rossellini, Fellini, Visconti, Pasolini, e também por realizadores principiantes como Moretti, Piscicelli, assim como por autores que contribuiram para a ampla afirmação de novos géneros cinematográficos como o “spaghetti-western”, o “poliziottesco”, o policial psicológico e o filme de suspense ou a comédia erótica do B-movie.

No final de cada aula será projectado um filme

PROGRAMA

12 de Março de 2008
Apresentação do Curso
As histórias e os eventos importantes desta década

19 de Março de 2008
LE SVOLTE DEI MAESTRI E I PADRI: Luchino Visconti e a sua solidão
“Gruppo di famiglia in un interno” – 1974

2 de Abril de 2008
A “Trilogia da Vida” de Pasolini
A dilatação da dúvida – Antonioni “Professione Reporter” – 1975

9 de Abril de 2008
Inovação e engano de Fellini
O pôr-do-sol das ilusões dos irmãos Taviani “Roma” – 1972

16 de Abril de 2008
A procura obsessiva de Marco Ferreri e Bellocchio
O período criativo de Ettore Scola “I nuovi mostri” di Monicelli, Scola e Risi – 1977

23 de Abril de 2008
TRA LE NUOVE SFIDE DELLE “GIOVANI” LEVE: O início de Moretti e o Amelio televisivo
“Ecce bombo” – 1978

30 de Abril de 2008
De Citti a Piscicelli
“Immacolata e Concetta l’altra gelosia” di Piscicelli - 1979

7 de Maio de 2008
O cinema necessário de Carpi
“Corpo d’amore” - 1972

14 de Maio de 2008
IL CINEMA DI “GENERE”: A mistery story de Avati e Dario Argento
“La casa dalle finestre che ridono” di Pupi Avati - 1976

21 de Maio de 2008
A marcha do Ragionier Ugo...
“Fantozzi” di Luciano Salce - 1975

28 de Maio de 2008
O lado cómico do spaghetti-western
“Lo chiamavano trinità” di Enzo Barboni– 1970

4 de Maio de 2008
A génese do poliziottesco italiano
“Roma a mano armata” di Umberto Lenzi – 1976

N.B. Os títulos dos filmes poderão sofrer alterações

Docente: NEVA CERANTOLA de 12/03/2008 a 04/06/2008
Quarta-feira, 18h30-20h30
Sala Cinema (24 horas)
Preço: 180,00 Euros

Informações
Data: quarta-feira, 12 de março de 2008 - quarta-feira, 4 de junho de 2008
Horários: 18h30-20h30
Local: IIC Lisboa
Organização: IIC Lisboa




Curso de Literatura Italiana


A finalidade do Curso é aproximar o aluno aos clássicos da literatura italiana, através da leitura, análise e interpretação de textos poéticos e narrativos.

O programa prevê o estudo da lírica de Giacomo Leopardi (Recanati, 29 giugno 1798 – 14 Napoli, giugno 1837) e da poesia contemporânea de Giuseppe Ungaretti (Alessandria d’Egitto, 8 febbraio 1888 – Milano, 1 giugno 1970), Eugenio Montale (Genova, 12 ottobre 1896 – Milano, 12 settembre 1981) e Umberto Saba (Trieste, 9 marzo 1883 – Gorizia, 25 agosto 1957).
Serão também analisados alguns contos de Giovanni Verga (Catania, 2 settembre 1840 – Catania, 27 gennaio 1922), de Luigi Pirandello (Agrigento, 28 giugno 1867 – Roma, 10 dicembre 1936), de Cesare Pavese (Santo Stefano Belbo, 9 settembre 1908 – Torino, 27 agosto 1950) e de Antonio Tabucchi (Pisa, 24 settembre 1943).

Docente: GIANLUCA MIRAGLIA
de 10/03/2008 a 09/06/2008
Segunda-feira, 10h00-12h00
Sala Cinema (24 horas)
Preço: 180,00 Euros

Informações
Data: segunda-feira, 10 de março de 2008 - segunda-feira, 9 de junho de 2008
Horários: 10h00-12h00
Local: IIC Lisboa
Organização: IIC Lisboa
Em colaboração com:




Curso de História da Ópera

I GRANDI MAESTRI DEL XIX E XX SECOLO

A ópera lírica ocupa um lugar relevante no património cultural italiano e representa um capítulo importante na história da música globalmente entendida.

Basta dizer que è precisamente em Florença, Itália, que nasce a ópera lírica no século XVI e a partir daqui a arte do “bel canto” difundir-se-á por todo o mundo.

O curso tem a finalidade específica de fornecer aos interessados e apaixonados pela Ópera, uma satisfatória bagagem cultural que permita uma maior e melhor compreensão desta forma de arte musical e vocal através da análise dos temas principais ligados à Ópera lírica: a história da ópera, os estilos, os compositores, os intérpretes, etc.

Concretamente, neste curso as aulas abordarão os grandes compositores do século XIX e XX: Giuseppe Verdi e Giacomo Puccini.

Biografias, tramas, libretos, audição, perfil histórico e relacionamentos com temas inerentes ao mundo da Ópera.

Docente: GRAZIA DI VENERE de 12/03/2008 a 04/06/2008
Quarta-feira, 11h00-13h00
Sala Cinema (24 horas)
Preço: 180,00 Euros

Informações
Data: quarta-feira, 12 de março de 2008 - quarta-feira, 4 de junho de 2008
Horários: 19h00
Local: IIC Lisboa
Organização: IIC Lisboa



Curso sobre «As vanguardas artísticas italianas: o Futurismo »

O Futurismo surge em Milão em 1909 graças a um grupo de artistas e letrados. O manifesto teórico que redigiram é publicado em Paris no jornal “Le Figaro” no mesmo ano, porque a capital francesa é considerada o centro da cultura artística da época.

A situação artística italiana no início do siculo XX é bastante marginal em relação às grandes investigações que por toda Europa, e sobretudo em Paris, se estão a desenvolver.

Num clima estagnante e académico, onde os jovens artistas que desejam estar actualizados no seu tempo se devem mudar para Paris, a origem de um movimento de vanguarda como o futurismo assume o valor de uma verdadeira declaração de guerra, de uma total ruptura com o passado e de uma abertura para novos campos de pesquisa e de linguagens inéditas.

Os futuristas analisam e experimentam de forma radical as mais variadas linguagens e técnicas alcançando surpreendentes resultados na pintura, na escultura, na arquitectura, na poesia, no teatro, na música e também na fotografia.

Durante o curso será analisada a corrente futurista italiana nos seus diversos campos de intervenção, sem porém esquecer de olhar para as vanguardas artísticas que, paralelamente, nascem noutros países europeus.

Docente: ELISABETTA MAINO de 1/04/2008 a 24/06/2008
Terça-feira, 19h00-21h00
Sala Cinema (24 horas)
Preço: 180,00 Euros

Informações
Data: terça-feira, 1 de abril de 2008 - quinta-feira, 26 de junho de 2008
Horários: 19h00-21h00
Local: IIC Lisboa
Organização: IIC Lisboa

Ada - Festival em acção de artes performativas e de novos media ( 10 a 12 de Abril pelas ruas do Porto)


http://www.adafestival.com/
http://www.adafestival.blogspot.com/

AdA é um festival de artes performativas que cruzam a fronteira entre artes visuais, música, dança e teatro. A primeira edição deste evento acontecerá no Porto, Portugal de 10 a 12 de Abril de 2008.

O festival, acontecerá nas ruas, praças, parques e praias da cidade do Porto de 10 a 12 de Abril 2008 todos os dias das 10:00 às 23:00 no formato de uma viagem a pé.


O conceito deste Festival em Acção está aberto a diferentes perspectivas:

- Aberto a diferentes formas de expressão artística, porque as acções apresentadas demonstram abordagens distintas à performance, através da dança, teatro, musica e artes visuais;

- Aberto a um publico informal, porque grande parte das acções acontecerão em espaços públicos como ruas, praças, parques e praias, todas elas gratuitas e parte destas com a participação necessária do publico;

- Aberto a novas ideias e aos novos meios (new medias), porque acredita na arte enquanto linguagem universal em progresso permanente e a performance permite-nos expressar as nossas ideias de forma mais imediata;

- Aberto ao Mundo, porque que os participantes do festival têm origem em diferente países europeus, como Áustria, Espanha, Eslováquia, França, Itália, Holanda, Polónia, Suiça, Turquia e as próximas edições do AdA festival acontecerão nestes ou noutros países.

- E aberto ao pensamento critico e construtivo: recordando a historia, mapeando o presente e pensando nas futuras formas performativas e sobre o seu impacto na sociedade. É por este motivo que a conferência PAST/ACTION/CUT! e a exposição ACTION IN THE BOX farão parte do AdA festival


O programa do festival inclui mais de 30 acções e 48 participantes de 10 países Europeus .

Parte deste evento é a conferência PAST/ACTION/CUT ! sobre o passado, presente e futuro das artes performativas - com a participação de professores das artes visuais e performativas, de Espanha, Eslováquia e Portugal – que terá lugar no auditório da Reitoria da UP a 10 de Abril 2008 às 18:00h.

A exposição ACTION IN THE BOX mostra trabalhos de vídeo que exploram a relação entre a acção e a sua documentação e será inaugurada já a 27 de Março 2008 no espaço cultural do Plano B.

O encerramento desta exposição e de todo o festival acontecerá com um churrasco, djing e acções no interior e exterior do Plano B a 12 de Abril 2008 das 21:00 até tarde na noite, ou cedo de manhã.

AdA convida-vos a uma viagem de três dias de caminho explorando a cidade do Porto através de intervenções performativas e visuais de jovens artistas que trabalham nas áreas da dança, música, teatro e artes visuais. Esta é uma redescoberta da cidade, dos seus pontos-chave como a Praça da Liberdade e da Batalha, e das suas áreas naturais como o Jardim do Palácio de Cristal e a praia na Foz mas também pátios e caminhos escondidos na Ribeira.

As pequenas mostras ao ar livre serão gratuitas e contam com uma audiência activa!

O programa é compacto e colorido: desde a construção de pirâmides com cadeiras durante o tempo de fazer um café, à sinfonia musical feita com 10 quilos de batatas fritas, o desafio público para tocar a ponta do nariz com a língua, ou uma performance de seis escaladores unidos por uma corda.

Acções com humor vão encontrar temas poéticos como um concerto de piano para dez peixes de aquário, uma peça de teatro improvisado sobre viagens, ou esquiar na praia da foz, mas também temas sociais e dramáticos como o retrato coreográfico de Lucrécia Borgia, expressão corporal da violência doméstica, ou o questionamento do papel da mulher na sociedade.


Programa de 9 a 13 de Abril 2008

10. Abril. 08 Quinta - Feira:

10:00-11:00 - Prç. Batalha (lado TNSJ) – Michaela Depetris (ITL) – Cadeiras (45m) [2]
11:00-11:30 - Prç. Batalha (esplanadas) - Anne Lienhardt & Mathilde Benignus (FR) – Voyage (25m) [3]
11:30-11:45 - Prç. Batalha (lado Igreja S. Ildefonso) - Maria João Floxo (PT) – A Máquina do Sexo (15m) [4]
12:00 - Cantina de FBAUP - almoço
14:00-14:45 - Percurso: Prç. Batalha – Rua 31 Janeiro – Estação S. Bento – Otávio Luiz (BR) - Débora de Castro (45m) [5]
15:00-15:30 - Prç. da Liberdade – Viera Kucera – Screen test poems (2h) [6]
15:45-16:30 - Campo Mártires da Pátria (Centro Português da Fotografia) – Sirin Kocak (TUR) - Baloons (40m) [7]
16:30-17:15 - Praça Gomes Teixeira – Manuela São Simão (PT) - Playing Artists (45m) [8]
18:00-20:00- Reitoria, Aula Magna - Conferencia “PAST/ACTION/CUT!”
20:00 - Concha d'Ouro Restaurante – jantar
22:00-22:45 - Praça de Gomes Teixeira – Nuno Oliveira (PT) – Reciclagem (40m) [9]
22:00-01:00 - Praça de Parada Leitão - Acção no interior (casa privada) público no exterior - Joanna Marquardt (POL) - Untitled [10]

11. Abril. 08 Sexta - Feira:

10:00-12:00 – Palácio Cristal, Praça do Rossio - Bartolomé Ferrando (ESP) - workshop de performance (1/2h) [11]
10:00-12:00 – Palácio de Cristal, em frente à Biblioteca – Viera Kucera (SUI)– (Repetição) Screen test poems (2h)
10:00-12:00 - Palácio de Cristal, largo da cafetaria - Daniela Krajcova (ESL) – (Antecipação) Portraits for free (2h)
12:15-12:30 - Cantina de Faculdade de Letras UP- Xavier Alcácer Sanchis (ESP) - Parapapa (15m) [12]
12:30 - Cantina de Faculdade de Letras - almoço
15:00-15:20 - Jardim Mota Galiza – Andrea Brandão (PT) – Take a chance on me (20m) [13]
15:45-16:30 - Palácio de Cristal, ringue – Manuel Espino (ESP) - Barra del 7 (45m) [14]
16:30-17:15 - Jardim Palácio Cristal, frente da praça do Rossio – Guillermo Lucas (ESP) - Distância (30m) [15]
17:15-17:30 – Palácio de Cristal, junto ao lago - Liliana Marques (PT) – Coração com Defeito (15m) [16]
16:30-19:00 – Largo da Maternidade - Sheila Toledo (ESP) – 102-07 Despejado (15m) [17]
17:00-20:00 – Largo da Maternidade – Cláudia Padoan (ESP) – Sem Titulo (40m) [18]
19:00 – Cantina de Faculdade da Farmácia - jantar
21:00-21:30 – Praça Carlos Alberto – Sara Stefanuci (ITL) – Tradiciones y performans (30m) [19]
21:45-22:30 – Campo Mártires da Pátria (CPF) - Dávid Pascual (ESP) – Concierto para 1 pianista y 10 peces (45m) [20]
22:30-23:15 – Jardim da Cordoaria – Gabriella Todaro (ITL) - Máscaras (40m) [21]

12. Abril. 08 Sábado:

10:00-10:15 - Terreiro da Sé – Mariana Amorim (PT) – Borgia (15m) [22]
10:15-11:00 – Percurso: Terreiro da Sé – Prç. Ribeira – Tania Garcia (ESP) – De vuelta a los sentidos (30m) [23]
11:00-11:30 - Prç da Ribeira – Daniela Krajcova (ESL) – Portraits for free (2h) [24]
11:30-12:00 - Prç. da Ribeira - João P. Correia & Susana Madeira (PT) – Casa me queres, Casa me feres (30m) [25]
12:00 - Ribeira almoço
14:30-14:45 - Rua Nova da Alfandega (frente da Igreja S. Francisco) – Mariana Amorim (PT) - Borgia (15m) [26]
15:00 - percurso de eléctrico - Igreja São Francisco – Passeio Alegre
16:00-16:15 - Praia da Foz – Michaela Nociarová (SLV) – Aquabela (15m) [27]
16:30-17:00 - Forte S. João Baptista da Foz – Stefan Papco (SLV) - Climbing Contest (30m) [28]
17:15-17:45 - Praia da Foz – Oto Hudec (SLV) - Skier (45m) [29]
20:00-22:00 – Rua Conde de Vizela, Plano B - churrasco
22:00-22:30 - Plano B - Mariana Amorim (PT) - Borghia (30m) [30]
22:45-23:30 - Plano B - Catarina Miranda (PT) - Please, carry me to the door! /VARIAÇÖES DE PENUMBRA (30m) [31]
23:30-24:00 - Plano B - Mathieu Bohet (FR) – Lizard (30) [32]
24:15-24:45 - Plano B - Alex Riener (AUS) – To Look On Time In Time (30m) [33]



A exposição ACTION IN THE BOX, redescobre a relação entre acção e a sua documentação apresentando vídeos de participantes do AdA festival em acção.

A acção, momento de expressão livre, capturado pela câmara, será colocada dentro da caixa: a caixa, o espaço da galeria muitas vezes denominado white cube, mas também a caixa como a tv, o computador ou o leitor de dvd.

ACTION IN THE BOX, estará aberta ao público de 27 de Março 2008 a 11 de Abril 2008, no espaço de exposições do Plano B. A inauguração será também o momento de apresentação das criações de Cristiana Rocha e Areias Movediças.

Através das obras a exposição vai explorar:
- a relação entre a acção directa e a sua existência no mundo digital
- a relação entre espaços informais para performance (p.ex. a rua) e o espaço das instituições culturais (p.ex. galerias, teatros)
- as questões como: Qual é a obra final? A acção naquele exacto momento? Ou, o vídeo/foto capturada durante a performance? Existem limites para a manipulação dos registos (imagem ou som)?


Estas ideias serão também discutidas na conferência PAST/ACTION/CUT! a 10 de Abril durante o AdA festival em acção.

A exposição ACTION IN THE BOX pode ser vista de 27 de Março a 12 de Abril 2008, no Plano B, Rua Cândido dos Reis.

Chã das Eiras - novo espaço de animação cultural no Porto apresenta a Kumpania Algazarra ( dia 20)




Programação para os próximos dias na CHÃ Das EIRAS

19 mar, qua
23h BASIC CONVENTIONS dj

20 mar, qui
23h00 KUMPANIA ALGAZARRA concerto + BOMBASTIC THURSDAYS (Portal do Reggae): Jah Vibration ft Romanu & Sattaman dj

21 mar, sex
23h00 DOPO + AQUAPARQUE concerto+ ET dj

22 mar, sáb
23h00 KAPATAZ concerto (apresentação do álbum Nada a Temer)+Kid Flames - Hipe - Ontem Soundsystem dj

23 mar, dom 18h00
MIGUEL MARTINS 3IO concerto

24 mar, seg 24h00 1000€ dj


A Eira é uma associação. Como tal, pretende e procura associados.
Fichas de inscrição na Rua Chã, 127; Porto
(secretaria e/ou bar, conforme as horas


http://chadaseiras.blogspot.com/
www.myspace.com/barrabassoundsystem
barrabassoundsystem@gmail.com
938612863 (Inês Guedes)
931147485 (Nuno Cabral)



Cha das Eiras
Porto, Sé - Rua Chã 127, Portugal

e-mail: barrabassoundsystem@gmail.com




OBJECTIVOS E ATRIBUIÇÕES da BSS (Barra Sound System)
BSS é uma Associação Cultural que visa organizar e promover encontros de âmbito cultural; promover acções de formação de jovens, tendo em vista a sua integração soció-profissional, nas áreas culturais; promover o intercâmbio e cooperação com associações e organismos, nacionais e estrangeiros, que prossigam os mesmos objectivos; promover intervenção sociocultural, tendo em vista a (re)inserção social de crianças, jovens e adultos, através de actividades, lúdicas, recreativas e pedagógicas


http://chadaseiras.blogspot.com/



Apelo para inundarem de emails o jornal Expresso em apoio à jornalista precária, dispensada, depois de ter pedido a sua passagem a efectiva

Apelo para inundarem de emails o jornal Expresso em apoio è jornalista precária que pediu a sua integração no quadro dos funcionários efectivos da empresa, e de seguida foi dispensada depois de 9 anos de trabalho a recibo verde! (mais informação aqui)


Até o Expresso, jornal da burguesia «esclarecida» (....!!!???...), recorre ao trabalho precário, violando a lei quando trata anos a fio como trabalhadores temporários ( ou com contrato a prazo) aqueles trabalhadores que efectivamente são trabalhadores a tempo inteiro.


Expressem a vossa indignação perante a perseguição a uma jornalista precária no semanário "EXPRESSO".



APELAMOS A UMA INUNDAÇÃO DE E-MAILS SOLIDÁRIOS PARA OS SEGUINTES ENDEREÇOS


Director director@expresso.pt
Multimédia
multimedia@expresso.pt
Cartas cartas@mail.expresso.pt
Cidadão Repórter
cidadaoreporter@expresso.pt


Exemplo de uma mensagem enviada em apoio à jornalista precária do jornal Expresso que foi dispensada só por ter pedido a sua integração nos quadros dos funcionários efectivos da empresa:

As situações de trabalho precário, são abusivas e atentatórias dos direitos dos trabalhadores. Muitas empresas utilizam estas artimanhas, para os seus desmandos e coação sobre o trabalhador.
Um jornal como o Expresso, apesar do prestígio da empresa, não se coibe de fazer o mesmo! A tão falada responsabilidade social, é apenas para " inglês ver ". Situações como esta deveriam ser penalizadas, mas infelizmente neste país kafkiano, tudo é permitido!
Os leitores, que julguem por si, eu já dispensei a leitura do Expresso há um ano, para mim perderam a credibilidade e seriedade e por isso, perderam um leitor assíduo! Manifesto-me solidário com a Isabel Oliveira a jornalista em causa, e com todos os outros que se encontram nas condições de trabalho precário, sendo na verdade trabalhadores a tempo inteiro das empresas aonde trabalham.
Atentamente,

Assinatura
(pode conter mais elementos de identificação, como profissão, etc)

Vamos defender o programa de rádio «Lugar ao Sul», dedicado à etnomusicologia e cultura popular

Ajude a defender o programa LUGAR AO SUL!
Ajude a defender o serviço público de rádio!
Exija que a taxa do audiovisual que lhe cobram na factura de eletricidade seja bem utilizada!
Não se acomode! Exerça o seu direito à indignação!
Nesse sentido, não deixe de escrever para os endereços abaixo apresentados!
joao.almeida@rtp.pt

Não é obrigatório que envie um texto muito elaborado. Uma mensagem com uma ou duas frases serve perfeitamente.
Por exemplo:

"Queremos o LUGAR AO SUL com duas horas!"

É altura de exigirmos que nos tratem com mais respeito e consideração!

Muito obrigado pela sua colaboração. E passe palavra!

Informação sobre o Programa de rádio Lugar ao Sul:
www.alquimista.net/htm/public2.htm#lugar


Informação sobre o Assunto:

A Antena 2 acaba de ser objecto de mais uma remodelação na sua grelha de programas, apesar de ainda há poucos meses a actual direcção ter afirmado que a mesma estava estabilizada. Deduz-se, portanto, que esta súbita mudança resulta de algum "puxão de orelhas" do novo conselho de administração aos inquilinos da direcção de programas pelo facto das "reformas" introduzidas no canal com o consequente acréscimo orçamental não terem correspondido a um aumento de audiências, que era o objectivo n.º 1 da anterior administração que mandatou e deu carta branca à actual direcção. Olhando para a nova grelha, fica bem à vista o desinvestimento em programas de autor e a opção por simples alinhamentos musicais alargados, certamente muito mais baratos, mas completamente aleatórios e sem a mínima coerência editorial (ao contrário do que acontecia no espaço "Até Bach", cuja extinção se lamenta), sendo que agora os programas de autor são transmitidos, na sua maioria, ao fim-de-semana e uma única vez.
O que, deve dizer-se, é uma decisão perfeitamente errada e falha de razoabilidade: não por passarem ao fim-de-semana mas pela simples e óbvia razão de não serem repetidos noutro horário, de modo a ficarem ao alcance de pessoas com diferentes disponibilidades de escuta. Neste aspecto, mudou-se de cavalo para burro! E, já agora, quanto custou a campanha que anda aí a correr com música de Bach?

Ora, um dos programas de autor que podia ouvir-se ao fim-de-semana, mais concretamente ao sábado, era justamente o aclamado e premiado Lugar ao Sul, da autoria de Rafael Correia que, e inexplicavelmente, foi agora eliminado da grelha. Porquê? Não foi certamente por falta de audiências pois é sabido que o programa tem um auditório vasto e fiel. E também não foi, com certeza, devido às reclamações dos ouvintes mais ortodoxos da rádio clássica que acham que o programa não é adequado ao canal. Porque se fosse este o motivo, por maioria de razão teriam também desaparecido os programas "Império dos Sentidos", "Raízes", "Fuga da Arte" e "Vias de Facto", que foram alvo de uma contestação bem superior e que apesar disso continuam em antena.
E diga-se, em abono da verdade, que aqueles programas, em especial os dois últimos, são claramente bem mais aberrantes na Antena 2 do que o "Lugar ao Sul", no qual Rafael Correia incluía por vezes justamente música de compositores eruditos (Vivaldi, Mozart, etc.).
E tratando-se de um programa de inegável interesse cultural – do ponto de vista antropológico, etnomusical e de diversas formas da literatura tradicional – a sua exclusão do canal cultural da RDP só se explica à luz da conhecida hostilidade de Rui Pêgo face ao programa, que assim desautoriza o seu adjunto João Almeida que nele apostara em Janeiro de 2006.
É bom não esquecer que uma das primeiras medidas de Rui Pêgo, no início do seu mandato como director de programas das antenas nacionais da RDP, em 2005, foi precisamente a amputação do "Lugar ao Sul" em metade do seu tempo de emissão nas manhãs de sábado da Antena 1. Em face dessa infeliz e descabida decisão, a inclusão de meia hora (depois alargada para um hora) de "Lugar ao Sul" na grelha da Antena 2 teve o mérito de vir ao encontro dos desejos do vasto auditório do programa, mitigando, de alguma forma, o corte sofrido na Antena 1.
Nesta ordem de ideias, a medida agora tomada por Rui Pêgo não pode deixar de ser encarada como uma atitude desrespeitosa e revanchista face aos inúmeros ouvintes do programa e, igualmente, ao emérito profissional que é Rafael Correia.
Ora, a mim enquanto ouvinte que contribui com a taxa do audiovisual e com impostos para o chorudo salário que Rui Pêgo recebe no fim cada mês, cumpre-me lembrar-lhe que não é pago para ter na rádio pública (apenas) os formatos ao jeito do seu umbigo e mandar às urtigas os programas e autores que não aprecia, ainda que tenham o afecto do público. E sendo o "Lugar ao Sul" um programa de grande popularidade e agrado, abrangendo todos os estratos sociais, e sendo, ao mesmo tempo, um exemplo paradigmático de serviço público – duas coisas que nem sempre andam a par – não posso deixar de apresentar o meu veemente protesto por mais este vil ataque.
Agora, o mínimo que se deve exigir é que o "Lugar ao Sul" volte a ter duas horas de emissão nas manhãs de sábado da Antena 1. Como aliás sempre teve, antes de Luís Marques, com o aval de Almerindo Marques, ter tomado a desastrosa decisão de colocar um indivíduo como Rui Pêgo na direcção da estação de serviço público.

Nota: Existe um grupo na internet destinado a congregar os ouvintes do "Lugar ao Sul" e, bem assim, os amantes de música portuguesa e de poesia (popular e erudita): o Grupo de Amigos do LUGAR AO SUL.

"Seja bem-vindo quem vier por bem!"


Retirado daqui

17.3.08

Festa das 12 Primaveras do GAIA (21 de Março, a partir das 15h.)

clicar sobre a imagem para ler melhor



Teatro,
Pic-Nic,
Exposições,
Videos/acções,
Músicas e Concertos
e
Jantar Popular Vegan



Local: Centro Social do GAIA, sedeado no Grupo Desportivo da Mouraria
Travessa da Nazaré, 21 - 1º, Lisboa

Os Senhores da Guerra (letra e música de Pedro Osório para o grupo Outubro)

Dedicada aos quatro canalhas, criminosos de guerra, Blair, Aznar, Bush e Durão Barroso, o quarteto que há 5 anos atrás preparou e executou a invasão do iraque, aqui fica a letra de uma canção do Grupo Outubro, que embora feita há mais de vinte anos, lhes assenta como uma luva.




Os senhores da guerra

Letra e música: Pedro Osório

Os senhores da guerra
São os reis da competência
Matam dez mil homens
Sem problemas de consciência

Se não fosse a economia
De mercado concorrente
Decerto os senhores da guerra
Não matavam tanta gente

A guerra é um bom negócio
Que não se pode perder
As armas só dão lucro
Se houver a quem as vender
E todos nós tarde ou cedo
Temos de morrer

Os senhores da guerra
Fazem contas cuidadosas
Deixam dois por cento
Para obras caridosas

Calcula-se o rendimento
Em função do investido
O lucro é de 3000 dólares
Por cada corpo abatido

Biafra ou Palestina
Bangla Desh ou Polinésia
O Chile ou a Argentina
A Coreia ou a Indonésia
Fornecem carne p'ra canhão
Em primeira mão

Os senhores da guerra
São pessoas respeitáveis
Vão passar as férias
Em montanhas saudáveis

Mergulham as carnes tenras
Em piscinas de água quente
Enquanto os seus mercenários
Matam muita muita gente

E cada nova guerra
Que conseguem fabricar
Será mais um mercado
P'ra morrer e p'ra pagar
Até que o dia chegará
Em que a bomba rebentará
Nas suas mãos
E a guerra terminará.

16.3.08

Concentração e vigília pelo Tibete ( 19 de Março, a partir das 18h30, em Lisboa)






Concentração e Vigília em frente à Embaixada da República Popular da China, 4ª feira, 19 de Março, a partir das 18.30 (R. São Caetano, 2, Lisboa, à Lapa)


Perante os graves acontecimentos que ocorrem em Lhasa e noutros pontos do Tibete, em que já perderam a vida mais de 100 pessoas, só possíveis devido a quase 60 anos de brutal ocupação, opressão e violação dos direitos humanos por parte do governo chinês, convocamos todos para uma concentração e vigília de solidariedade com o povo tibetano, a favor do fim da repressão e da violência e do respeito pelos direitos humanos no Tibete.


Apelamos a todos os órgãos de comunicação social que nos ajudem a divulgar esta iniciativa e a todas as organizações cívicas e humanitárias que se juntem a nós.

Quando os governos, as Nações Unidas e os poderosos deste mundo permanecem indiferentes, desprezando as causas humanitárias em prol dos interesses económicos, cabe aos cidadãos indignarem-se e solidarizarem-se com os seres humanos como nós que estão a ser violentados e oprimidos. Exijamos do nosso governo, que ocupa a Presidência da União Europeia, que exorte a comunidade internacional a mobilizar-se.


Recordamos que está on line uma Petição para que a Assembleia da República aprove, de acordo com os princípios fundamentais consagrados na Constituição da República Portuguesa, uma moção de censura à sistemática violação dos Direitos Humanos e das Liberdades Política e Religiosa no Tibete, por parte do Governo Chinês.


Esta petição já excedeu numa semana as 1600 subscrições e, com a ajuda de todos, chegará às 4000, o que tornará obrigatória a sua discussão na Assembleia da República.

http://www.PetitionOnline.com/Tibete08/petition.html




Não faltes ! Traz uma vela e um Amigo !
Auxilia na divulgação desta mensagem !

Ontem por Timor, Hoje pelo Tibete !


ORGANIZAÇÃO: Grupo de Apoio ao Tibete

grupodeapoioaotibete@gmail.com

União Budista Portuguesa Tel: 21 363 43 63
(www.uniaobudista.pt )

CONTACTO (Media):
Tm: 91 811 30 21

APOIO:
Amnistia Internacional - Secção portuguesa

http://www.freetibet.org/

Protestos e Manifestações no Tibete






Marcha em frente do edifício da ONU






Campanha mundial pelo Tibete






Entrevistas




A precariedade congela-nos a vida‏ (vídeo da última Acção MayDay 2008 de Lisboa)

No passado Sábado durante a tarde houve mais uma acção de antecipação do MayDay-2008 de Lisboa: os precários saíram à rua e congelaram...

Foi às 15:30 frente ao Centro Comercial do Chiado, às 16 frente à Brasileira e às 16:30 frente ao MacDonald's do Rossio. Foram acções rápidas que congelaram os precários e as pessoas que passavam na rua que perguntavam o que se passava, algumas identificaram-se.

Fizemos isto porque a precariedade congela a vida de muitas pessoas, todos aqueles que não sabem se terão rendimento amanhã, na próxima semana ou daqui a seis meses, aqueles que são forçados a imigrar clandestinamente, trabalhar clandestinamente e viver clandestinamente, aqueles que são forçados a endividar-se perante a banca, aqueles que têm de esconder a sua orientação sexual.

A precariedade congela a vida dos que querem ter uma vida minimamente digna e não podem.

Fizemos isto porque a vida é poder, força, energia, reflexão, amor, ódio, imaginação e acção. E isto nunca poderá ser congelado.


O precariado rebela-se!!!


Acçao do grupo Mayday na baixa de Lisboa.


Expressem a vossa indignação perante a perseguição a uma jornalista precária no semanário "EXPRESSO".

Comunicado da Comissão de Trabalhadores do semanário Expresso:

A Comissão de Trabalhadores tomou conhecimento das circunstâncias em que a nossa camarada Isabel de Oliveira, jornalista da política, foi dispensada (de respeitar hierarquias e cumprir agenda), terça-feira à tarde, por decisão do director do jornal.
O motivo alegado foi a quebra de lealdade para com a direcção e o editor da área. Em causa está o envio de uma carta à administração, na qual Isabel Oliveira expôs o seu caso e pediu a regularização da sua situação.

A jornalista em causa, paga através de recibos verdes há pelo menos oito anos, tinha uma área atribuída (fazia a cobertura do Bloco de Esquerda) e estava integrada na agenda da redacção.
Questionou, por diversas vezes, a não regularização da sua situação, isto é, a integração no quadro da empresa, a última das quais através de uma carta enviada à administração do jornal.

A Comissão de Trabalhadores considera que, no caso em apreço, Isabel Oliveira já deveria ter sido integrada no quadro. A sua situação foi, por diversas vezes, abordada nas reuniões entre a CT e a Administração. Nunca foi afastada a hipótese de integração no quadro, apenas adiada.

A dispensa da jornalista é, na opinião da CT, uma situação inaceitável e porque diz respeito a todos os trabalhadores, convocamos o Plenário de Trabalhadores para dia 18, terça-feira, às 15 horas, no anfiteatro da empresa.

Expresso, 12/03/2008
A Comissão de Trabalhadores"


APELAMOS A UMA INUNDAÇÃO DE E-MAILS SOLIDÁRIOS PARA OS SEGUINTES ENDEREÇOS:

Director
director@expresso.pt


Cidadão Repórter cidadaoreporter@expresso.pt

Para mais info:

Direito à Educação (Curso de Pós-Graduação na Fac. de Direito da Universidade de Lisboa)



ORGANIZAÇÃO
INSTITUTO DE CIÊNCIAS JURÍDICO-POLÍTICAS DA
FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Cidade Universitária, Alameda da Universidade, 1649-014 LISBOA

COORDENAÇÃO
PROF. DOUTOR PEDRO BARBAS HOMEM
PROF.ª DOUTORA CARLA AMADO GOMES

DATA DE 15 DE ABRIL A 1 DE JULHO DE 2008

INFORMAÇÕES

1)O curso destina-se a licenciados em Direito e a outras pessoas titulares de licenciatura compatível.
2)Inscrição: Desde já até 7 de Abril de 2008
3)O Curso é ministrado no regime de conferências. Estas terão lugar entre 15 de Abril e 1 de Julho de 2008. O horário previsto é o seguinte: 18.30 horas às 21.30 horas. Será respeitado o calendário escolar fixado pelo Conselho Directivo.
4)Aos alunos que participem em 2/3 das conferências será atribuído um certificado de presença.
5)Aos alunos que o pretendam será ainda assegurado um certificado de conclusão do curso. Neste caso, o regime de avaliação é composto de duas provas: 1.º, apresentação de um trabalho original no domínio do direito da educação sobre um tema escolhido pelo candidato; 2.º, o trabalho será submetido a uma prova pública de discussão. A realização do trabalho será acompanhada pelo coordenador do curso. O júri será constituído por docentes da Faculdade de Direito e docentes do curso.


TEMAS E CONFERENCISTAS

15/04/08

1.CONSTITUIÇÃO DA EDUCAÇÃO
- Prof. Doutor Jorge Miranda (Faculdade de Direito de Lisboa).

2. DIREITO INTERNACIONAL DA EDUCAÇÃO
– Mestre Jaime Valle (Faculdade deDireito de Lisboa).

22/04/08

3.POLÍTICA COMPARADA DA EDUCAÇÃO
- Prof. Doutor Charles Glenn
(Presidente da Boston School of Education; Vice-presidente da OIDEL – presença por confirmar).

4.ENQUADRAMENTO JURÍDICO DO SISTEMA EDUCATIVO
– Prof. Doutor António Pedro Barbas Homem (Faculdade de Direito de Lisboa).

29/04/08

5.LIBERDADES FUNDAMENTAIS NA EDUCAÇÃO
– Dr. Pedro Delgado Alves (Faculdade de Direito de Lisboa).

6.ENQUADRAMENTO JURÍDICO DO SISTEMA EDUCATIVO
- Prof. Doutor Pedro Romano Martinez (Faculdade de Direito de Lisboa).

06/05/08

7.ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE NO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO
- Prof.Doutor Pedro Barbas Homem (Faculdade de Direito de Lisboa).

8. ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE NO ENSINO NÃO SUPERIOR
–Mestre Ana Neves

13/05/08

9. ORGANIZAÇÃO DO ENSINO PÚBLICO BÁSICO E SECUNDÁRIO
- Prof. DoutorJorge Bacelar Gouveia (Faculdade de Direito da Universidade Nova).

10. MENORES EM RISCO
– Doutor António Duarte Fonseca (Director Adjunto do Centro de Estudos Judiciários).

20/05/08

11. AUTONOMIA NORMATIVA DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS
- Prof. Doutor PauloOtero (Faculdade de Direito de Lisboa).

12.ORGANIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR PARTICULAR E COOPERATIVO
- MestreJoão Atanásio (Faculdade de Direito de Lisboa).

27/05/2008

13.ORGANIZAÇÃO DO ENSINO PARTICULAR E COOPERATIVO
- Mestre RodrigoQueirós e Melo (Universidade Católica Portuguesa).

14.ESTATUTO DOS ALUNOS
– Dra. Dinamene Freitas (Faculdade de Direito deLisboa).

03/06/08

15.DIREITOS EDUCATIVOS E ACESSO AOS TRIBUNAIS
– Prof.ª Doutora CarlaAmado Gomes (Faculdade de Direito de Lisboa).

16.EDUCAÇÃO E FISCALIDADE
- Prof. Doutor Saldanha Sanches (Faculdade deDireito da Universidade de Lisboa).

17/06/08

17.REGIME DISCIPLINAR DOS PROFESSORES
– Mestre Pedro Madeira de Brito(Faculdade de Direito de Lisboa).

18.PODER PATERNAL E EDUCAÇÃO
- Prof. Doutor Jorge Pinheiro

24/06/08

19.DIREITO À EDUCAÇÃO E CIDADANIA
- Prof. Doutora Maria da Glória Dias Garcia (Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa).

20.RELAÇÃO JURÍDICA DE ENSINO NÃO SUPERIOR NO CONTEXTO DAS ESCOLAS PRIVADAS
– Dr. Diogo Gonçalves

21.INTERNACIONALIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR
- Prof. Doutora MargaridaSalema d’Oliveira Martins (Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa).

22. Consolidação e codificação do Direito da Educação – Professores Doutores António Pedro Barbas Homem e Carla Amado Gomes (Faculdade de Direito de Lisboa).

Informações:
As sessões realizam-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em sala a determinar.
Propina: 800,00 Euros (pagando-se 50% no momento da inscrição e 50% até dia 30 de Maio de 2008).
Para quem efectuar o pagamento integral do curso no acto da inscrição haverá uma redução de 10% no valor total do curso.
Os alunos de cursos de mestrado, doutoramento e pós-graduação da Faculdade, inscritos no actual ano lectivo 2007-2008, beneficiam de uma redução de 20% da taxa de frequência.

Contactos:
Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
- Dra. Telma Oliveira, 2.ª a 6.ª feira das 11h30 às 13h30 e das 14h30 às 19h30.
Telefone: 217 820 265 – Tml.: 933 469 330 – Fax.: 217 950 303
E-mail: icjp@fd.ul.pt
http://www.fd.ul.pt/institutos/ICJP.asp1

15.3.08

Realizam-se hoje um pouco por todo o mundo manifestações contra a ocupação e a guerra no Iraque pelo exército dos Estados Unidos da América


http://www.5yearstoomany.org/

http://www.resistinmarch.org/

http://theworldagainstwar.org/

http://www.stopwar.org.uk/


Quando se assinala o 5º aniversário da invasão e ocupação do Iraque pelo exército dos Estados Unidos da América a mando de Bush, em concertação com os criminosos de guerra como Aznar, Blair, Durão Barroso e Berlusconi, realizam-se hoje um pouco por todo o mundo manifestações e marchas contra a guerra e pela retirada imediata das tropas ocupantes norte-americanas do território iraquiano e do Afeganistão.



Madrid

Assembleia Pública e debate sobre transportes na Junta de Freguesia da Senhora da Hora (18 de Março às 21h30)

O MUT-AMP convida a população a participar num Debate sobre transportes públicos de passageiros, a realizar no dia 18 de Março de 2008, pelas 21h30, na Sede da Junta de Freguesia da Sra. da Hora

Com o Metro de Superfície pretendeu-se substituir o comboio da linha da Póvoa e na da Sra. da Hora criou-se um interface da Linha Azul até Matosinhos, da Linha Vermelha até à Póvoa de Varzim, da Linha Verde até à Maia e da linha Lilás até ao Aeroporto. A Estação do Metro da Sra. da Hora carece de infra-estruras adequadas à importância e ao número de passageiros que movimenta. Para que esta Estação sirva os utentes com qualidade e dignidade, propomos:• Estação com cobertura total idêntica à da Estação do Aeroporto;• Parques de estacionamento de automóveis em quantidade ajustada ao número de utentes;• Sanitários públicos de acesso gratuito;• Linhas de autocarros da STCP que liguem a Sra. da Hora às freguesias do Concelho de Matosinhos, à Maia, a Gondomar e ao Porto;• Inclusão da Sra. da Hora na 1.ª coroa tarifária cujas fronteiras seriam entre a Fonte do Cuco e Vila Nova de Gaia;• Sistema de bilhética simplificado com os movimentos e demais Informação visível para o utente;

O MUT-AMP convida a população a participar num Debate sobre transportes públicos de passageiros, a realizar no dia 18 de Março de 2008, pelas 21h30, na Sede da Junta de Freguesia da Sra. da Hora

Curso de Identificação de Flora Silvestre (Árvores e Arbustos) em Miranda do Douro ( 29 e 30 de Março)


http://www.aldeia.org/portal/PT/5/EID/82/DETID/1/default.aspx



As árvores e arbustos sustentam inúmeras espécies que aqui vêm assegurados abrigo, locais de reprodução e nidificação, alimento, e refúgio de predadores. Servem de corredor de comunicação nas paisagens entre diversos ecossistemas, aumentando desta forma a diversidade de aves nos terrenos agrícolas devido ao efeito de corredor de ligação.
Têm um papel insubstituível na salvaguarda da biodiversidade, são fonte de regeneração e oxigenação do ar que respiramos, e através da função sequestradora de dióxido de carbono contribuem em larga escala para a diminuição do aquecimento global.
Diminuem a erosão dos solos limitando a escorrência superficial e conservando a água subterrânea fundamental para inúmeras espécies vegetais, diminuindo também o risco de cheias sobretudo nas cidades.
Também as galerias ripícolas constituem uma parte essencial para o funcionamento dos ecossistemas fluviais, pela sua função de filtro biológico de nutrientes e de diversas substâncias poluentes, e pela retenção dos sedimentos da erosão hídrica, fomentando a biodiversidade e a produtividade biológica.
A sua importância em termos paisagísticos e como elementos perenes da estruturação do território é também inquestionável. Para defender e preservar este majestoso património natural é imperativo conhecê-lo.



Este curso pretende iniciar os participantes na identificação das principais famílias de árvores e arbustos autóctones, alertando para importância da sua preservação, bem como apresentar características gerais da ecologia das espécies como os mecanismos de propagação e adaptações ecológicas á perturbação. O curso tem previstas saídas de campo na região.




Links e blogs de interesse (árvores e arbustos) : aqui, aqui, aqui, aqui, e ainda em


http://en.wikipedia.org/wiki/Golden_plates


www.rjb.csic.es/floraiberica/floraiberica/introduccion.php


www.botanical-online.com/


http://www.pasoslargos.com/flora/nflora17.htm


http://arvoresearbustosfloridos.blogspot.com/


http://www.fotoplatforma.pl/pt/arvores_e_arbustos/


http://www.herbario.com.br/universi.htm


http://sombra-verde.blogspot.com/

Acção MayDay hoje, Sábado (15h.), junto do metro do Chiado

SÁBADO 15 Março - às 15h - no METRO Baixa Chiado/Brasileira
A PRECARIDADE CONGELA-NOS A VIDA


A Organização do MayDay 2008 apela à concentração do maior número de precári@s possível para a realização da acção PARAR A PRECARIEDADE - porque a precariedade congela a vida de muit@s de nós, nos call-centers, nas escolas, nos estágios, nos recibos-verdes, na ilegalidade sem direitos, no desemprego, nos contratos renovados de semana a semana...


Traz contigo um Pin, um Boné, um Jornal, uma T-shirt, um autocolante, uma mala, um saco, UM PAPEL! Qualquer coisa que tenha a frase que denuncie:


"A PRECARIEDADE CONGELA-NOS A VIDA"

"SOU UM TRABALHADOR PRECÁRIO"

Será feito um video da acção. Aparece e passa a mensagem!

Este Sábado o Precariado Rebela-se!

Os 50 anos de vida literária de Ana Hatherly (mostra documental evocativa na BNP de 3 a 31 de Março)


Poetisa, ensaísta e professora, Ana Maria Hatherly interessou-se fundamentalmente pela expressão poética ligada às artes visuais, a chamada Poesia Experimental, de que é um dos principais expoentes, ao lado de Melo e Castro. Com apurada formação musical, adquirida em Portugal e no estrangeiro, fez crítica musical e estudou arte cinematográfica. A sua multiplicidade de interesses culturais levou-a a uma convivência com diversas tertúlias intelectuais



A mostra documental, patente de 3 e 31 de Março, na Sala de Referência na Biblioteca Nacional em Lisboa, apresenta ao público exemplares significativos das obras impressas de Ana Hatherly e também documentos do seu espólio, que se encontra à guarda desta instituição, no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea (ACPC).


A realização da mostra, em quatro expositores, implicou um significativo esforço de selecção dos materiais que permitem espelhar a diversidade de áreas em que a autora se distingue: poesia, ficção, ensaio, tradução e pintura. Também são abrangidas as áreas de música, seu domínio artístico inicial e que estudou durante bastante tempo, e cinema, que estudou em Inglaterra e que lhe permitiu a realização de alguns filmes e a docência desta disciplina.


O primeiro núcleo mostra exemplares das obras mais representativas da sua obra poética inicial (ex. As aparências, de 1958) e ecos da recepção inicial da sua obra literária. Curiosamente, a primeira foi uma carta de Fernando Lopes Graça sobre o livro editado a que se juntam outras de Jacinto do Prado Coelho, Nelly Novaes Coelho, Angel Crespo, entre outras personalidades. É ainda exposto um estudo para uma capa, ilustrativo da sua aptidão para esta área artística.
O segundo núcleo é inteiramente dedicada à poesia experimental, género em que a autora se inscreve como uma das mais destacadas teorizadoras e críticas, juntamente com E. M. Melo de Castro, Herberto Hélder e António Aragão, organizadores dos dois cadernos antológicos de Poesia Experimental (de 1964 e 1966). Cartas de Mário Cesariny, Augusto de Campos, Dick Higgins, entre outros, são mostradas aqui.


A obra em prosa – e particularmente O Mestre – é representada, no terceiro núcleo, por diversas edições deste título, o manuscrito de “68 Sonhos”, incluído em Anacrusa, e vários testemunhos da recepção pública e crítica da sua obra (cartas de Maria Alzira Seixo, Ângelo de Sousa e Gillo Dorfles). Capas de obras traduzidas pela escritora indiciam também esta sua faceta literária.


A peça central do último núcleo é um ‘álbum de autógrafos’ - pertença do avô de Ana Hatherly, Cândido da Rocha Pereira (1865-1920) – que nele recolheu múltiplos testemunhos do seu tempo, destacando-se o fragmento de um autógrafo de Guerra Junqueiro. Esta recolha prosseguiu-a a autora, entre 1956 e 2001, junto do seu círculo de amizades e afinidades, juntando depoimentos de inúmeras personalidades da vida literária e artística do séc. XX em Portugal. Exemplares de 1909 do Jornal de Vianna, fundado e dirigido por Cândido da Rocha Pereira, diplomas (onde se encontra o da “London International Film School”, de 1975), prémios e distinções recebidos pela obra artística e literária, de que se destaca a Medalha de Mérito Linguístico e Filológico Oskar Nobiling, atribuída pela Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, em 1978, ilustram o seu percurso e as suas raízes.


Licenciada em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa e doutorada em Estudos Hispânicos pela Universidade de Berkley (Califórnia), membro fundador do PEN Clube Português (de que foi vice-presidente durante 10 anos e presidente entre 1992-1994), Ana Hatherly exerceu múltiplos cargos em associações literárias, revistas e instituições ligadas à literatura nas suas múltiplas formas, destacando-se ainda os seus estudos sobre o barroco (A Experiência do Prodígio conheceu várias edições e encontra-se esgotado). A par desta carreira literária Ana Hatherly tem, desde os anos 60, uma carreira de artista plástica, com um extenso número de exposições individuais e colectivas e com obras suas incluídas nas colecções dos principais museus portugueses e colecções particulares.



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