26.8.10

XII Festa do Teatro em Setúbal ( de 21 de Agosto a 4 de Set.)


Do teatro à música, passando pelas curtas metragens, artes plásticas, debates, aos espectáculos de sala e de rua, formas artísticas emergentes e de natureza pluridisciplinar, a XII Festa do Teatro continua a ser um interlocutor entre os artistas e a comunidade, potenciando hábitos de fruição cultural, continuando a apostar na formação de públicos e no desenvolvimento da sua capacidade crítica, assim como, na divulgação de novas práticas.

O Festival de Teatro “Festa do Teatro” continua a ser um momento cultural de relevo na cidade de Setúbal que se vai afirmando sempre e cada vez mais como um acontecimento que proporciona, ao público autóctone e aos visitantes, momentos de verdadeiro divertimento, de enriquecimento e de crescimento intelectual, no qual o teatro assume o papel de dinamizador de redes de difusão, permitindo a interligação de experiências e a movimentação de espectáculos de carácter profissional.
Um dos objectivos deste Festival é também manter uma programação eclética e diversificada, privilegiando o nacional sem descurar a participação estrangeira.

A cultura é fundamental para a criação de identidade e para o desenvolvimento económico e social da sociedade, sendo, pois, uma aposta valiosa, na qual se insere a Festa do Teatro pelo seu contributo na formação de novos públicos e na consolidação dos já existentes. Além disso disso, a cidadania também se constrói através da Arte e, neste caso, do Teatro.

"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma".

José Saramago


XII Festa do Teatro

Organização: Teatro Estúdio Fontenova

www.teatrofontenova.blogspot.com

www.facebook.com/pages/Teatro-Estudio-Fontenova/239554322677

Reservas: 967 330 188/265 233 299

PROGRAMA

21 de Agosto Sessão de Abertura

21 de Agosto Teatro ao Largo :: Guerras do Alecrim e da Manjerona

22 de Agosto Cinema ao ar livre - Tempos Modernos

25 de Agosto Peripécia Teatro :: Vincent, Van e Gogh

26 de Agosto Cinema ao ar livre - O Grande Ditador

27 de Agosto Concerto com Alexandra Boga, Celina Piedade e João da Ilha

28 de Agosto Trigo Limpo ACERT :: Chovem Amores na Rua do Matador

29 de Agosto Cia. Jordi Bertrán :: Poemes Visuales

31 de Agosto Conversas de Teatro - A democratização da Cultura/Teatro

01 de Setembro Mostra de Curtas-Metragens

02 de Setembro ESTE - Estação Teatral da Beira Interior :: O Cozinheiro, versão comédia dell'arte

03 de Setembro Teatro dos Aloés :: Saguão

04 de Setembro Festa de Encerramento

Cinema ao ar livre no Largo da Severa: amanhã, dia 27/8, será projectado o filme Blue in The Face

Cinema ao ar Livre

Largo da Severa, Martim Moniz, Lisboa


Dia 27 de Agosto, às 21h30

BLUE IN THE FACE
um filme de Wayne Wang e Paul Auster
1995 - 83 min

Estamos em Brooklyn, Nova York, numa tabacaria de esquina, Auggie Wren's Brooklyn Cigar Store.
A acção desenvolve-se em torno de Auggie e do seu estabelecimento, um ponto de encontro de diversos personagens.
Entre cigarros, desabafos, tesões e peripécias humoradas, assistimos a momentos da vida daquele bairro.

Da Barbuda

Largo da Severa, nº 11 lisboa-portugal

http://dabarbuda.blogspot.com/







O ÚLTIMO MERGULHO - de joão césar monteiro


“Prometi-te uma outra Grécia e em vez disso mando-te um canto fúnebre.”


Encontramos-nos à deriva pelas margens dum centro, numa cidade em pano de fundo que aos olhos de uns se vai afogando numa qualquer esperança de um dia se encontrar nomeada e colocada num mapa, inserida numa qualquer ordem estipulada, decifrável e facilmente lida, sem rugosidades e escarradelas no chão. A cidade que nos surge em “O último mergulho” de João César Monteiro é a das profundezas de quem a vive, do barco atracado no rio à tasca do amanhecer, dos caminhos trôpegos das escadarias das ruas e das pensões do 2º andar, das deambulações sem tempo nem propósito. Neste caso é a de Lisboa, ruína sobre ruína que, de lá para cá, vai perdendo o pulso da sua existência. Poderia ser outra como outras em transformação, ou já transmutadas em parques temáticos longes da vida,onde se querem imperiais relações pacíficas onde a paz raramente habitou,onde o fígado sempre foi sendo corroído, e onde as ruas foram ganhando os caminhos das fugas ou dos naufrágios, amorosos, da graça e da desgraça, da mesquinhez e da solidariedade manhosa. Limpam-se os abismos, terraplenam-se as vidas e ganha-se o orgulho alheio.

Para que ninguém se afogue, ordenam-se os factores, dá-se a transformação prometida em nome das comodidades que irão resolver todas as nossas lacunas, uma existência que se vende maquilhada, uma solução longe das nossas mãos mas que tudo irá resolver. Do reumático ao criativo, do biológico ao sustentável, do higiénico ao autêntico. E a nossa vida aqui no meio, onde é que se encontra? Falamos para além do filme, das imagens que nos remetem à nossa existência, vivida aqui por uns e por outros noutros sítios onde os pulsares sempre foram incontroláveis, onde ao controlo lhe custou espreitar e que, assim sendo, prefere esconder. O centro dá então lugar ao olhar periférico, abre as portas ao turista fascinado pelo reconhecimento das fachadas e destas estranhas formas de vida. A quem o habitava resta o subúrbio...É bom para o negócio, bom para o progresso da zona, sabe-se lá o que vai acontecer mas eles têm é de vir...E nós à nora, a ver se percebemos o nosso lugar, como nos colocamos na voracidade daquilo que intuímos que irá acontecer correndo o risco de corremos com a corrente sem saber a altura certa para saltar.

Encontramo-nos então onde o passado presente ganha o lugar de um museu paralisado, como se nada nunca nos tivesse pertencido, onde tudo se torna recuperadamente intocável com medo de não se inserir no padrão original ,como se a sua origem não tivesse surgido de uma fonte de desenrascanços onde a necessidade se alimenta do instinto, da perícia e da preguiça. E não é a nostalgia que nos remete para aqui, trata-se sim da impossibilidade de um presente que dificilmente foge à histeria da modernidade, da categorização, da profissionalização e da requalificação. Trata-se de uma memória que aqui procuramos construir para assim criarmos o nosso chão, terreno de batalhas e histórias futuras, descobertas para além do reconhecimento.

e com isto, o que é que vai desaparecer?

Cartografia da evolução assustadora do desemprego nos Estados Unidos da América


De acordo com a U.S. Department of Labor's Bureau of Labor Statistics existem actualmente nos Estados Unidos da América cerca de 31 milhões de desempregados . Situação igual ou pior do que na Grande Depressão.

Os estudos da investigadora LaToya Egwuekwe revelam o alcance e a evolução dramática do desemprego na maior potência capitalista através de uma cartografia animada com o sugestivo título "The Decline: The Geography of a Recession,"

www.latoyaegwuekwe.com/geographyofarecession.html

http://latoyaegwuekwe.wordpress.com/

25.8.10

A guerra colonial vista pelo escritor António Lobo Antunes





Em entrevista publicada num livro editado há alguns meses atrás, o escritor António Lobo Antunes, que esteve incorporado no exército colonial português na qualidade de médico-miliciano, afirmou o seguinte sobre o que viu e viveu durante o período em que esteve integrado num batalhão militar em Angola:

“«Eu tinha talento para matar e para morrer. No meu batalhão éramos seiscentos militares e tivemos cento e cinquenta baixas. Era uma violência indescritível para meninos de vinte e um, vinte e dois ou vinte e três anos que matavam e depois choravam pela gente que morrera. Eu estava numa zona onde havia muitos combates e para poder mudar para uma região mais calma tinha de acumular pontos. Uma arma apreendida ao inimigo valia uns pontos, um prisioneiro ou um inimigo morto outros tantos pontos. E para podermos mudar, fazíamos de tudo, matar crianças, mulheres, homens. Tudo contava, e como quando estavam mortos valiam mais pontos, então não fazíamos prisioneiros».


Estas afirmações parece que provocaram alguns engulhos em certos militares e veteranos de guerra que, pelos vistos, ainda não perceberam o papel que foram desempenhar nas colónias
!

Arraial P'ra Pular em Castelo de Paiva ( 27 e 28 de Agosto)



Realiza-se nos dias 27 e 28 de Agosto na Quinta do Pinheiro em Castelo de Paiva o 6º Arraial P’ra Pular. A entrada é livre.


Com um programa recheado, esta 6ª edição conta ainda com workshop’s musicais para os mais pequenos e jogos tradicionais para os graúdos durante a tarde de sábado.
Com o objectivo de promover a cultura popular, procura aliar as antigas tradições com o que melhor se faz actualmente em termos música tradicional. Esta mistura proporciona um encontro inter-geracional, onde os mais pequenos acompanham os pais e os avós e onde os jovens podem divertir-se, encontrando assim uma alternativa aos Festivais de Verão. Para além da música e dança popular não faltarão jantares e petiscos tradicionais da região, que completam assim o evento que, de alguma forma, recria os antigos arraiais populares.


Programa


27 (sexta-feira)
19.00 h. – Abertura
20.30 h. – PANTOMINA
21.30 h. – RANCHO FOLCLÓRICO Nª SRª das AMORAS
22.45 h – COMVINHA TRADICIONAL


28 (sábado)
15.00 h. – Abertura do Recinto
16.00 h. – Workshop's
17.00 h. – Torneio do Jogo da Malha
21.00 h. – GAITAS DANINHAS
22.00 h. – P'RA PULAR
22.30 h. – BAILENDA
23.30 h – PÉ NA TERRA
.

Ler mais:
www.myspace.com/arraialprapular#ixzz0xcwn6DRW

Às Artes Cidadãos – uma exposição sobre arte e acção política (a partir de 19 de Novembro, em Serralves)


Exposição: Às Artes Cidadãos!
Local: Porto, Fundação de Serralves
Período de exibição: 19 de Novembro de 2010 a 13 de Março de 2011
Comissários: João Fernande e Óscar Faria

A exposição “Às Artes, Cidadãos!” incide sobre algumas das intersecções que a arte e o político, entendido como acção, representação ou referência, manifestam na actualidade. Salientam-se algumas questões que atravessam essa relação, as quais podem ser definíveis através de conceitos como activismo, cidadania, memória, arquivo, emigração, exílio, ideologia, revolução, utopia, iconoclastia, democracia, catástrofe, comunidade, crise, sexualidade, ambiente, globalização, etc.

A exposição reúne obras produzidas por artistas nascidos a partir de 1961, ano da construção do muro de Berlim, um objecto que materializa uma divisão ideológica que marca o século XX, cuja sombra continua ainda a marcar o pensamento político e cultural em inícios do século XXI. A escolha dessa data como referente – e ela permite confrontar uma história que irá, pelo menos, do presente até à Comuna de Paris, em 1871 – tem ainda como intenção sublinhar a relevância do político na produção artística das duas últimas décadas, uma constatação realizada a partir das obras de muitos autores cujo trabalho se afirmou nestes anos.

Simultaneamente, a exposição incluirá uma secção histórica, em que cartazes, revistas e publicações de artistas tornarão visíveis as referências ao político ao longo da história da arte que precede a geração dos artistas agora apresentados. Os comissários da exposição são João Fernandes, director do Museu de Serralves, Óscar Faria, crítico de arte, e Guy Schraenen, coleccionador e curador especializado em publicações de artistas, que será responsável pela secção histórica e documental.

A exposição resume um desejo de actualidade que não deixa de revisitar o passado, olhando para a história e participando na construção do presente. “Às Artes, Cidadãos!” levantará questões mais do que produzirá respostas; interpelará o visitante, convidando-o a reflectir a partir de obras e ideias produzidas por autores que constatam a necessidade da arte ser uma possível plataforma para a construção de uma consciência política.
Não deixará deste modo de dar continuidade a uma tradição republicana do museu, evidente desde que o Louvre abriu as suas portas ao público em 1793, no ano seguinte à criação da república francesa. Contudo, se no passado a referência política em arte no século XX, dos primeiros modernismos às décadas de 1960 e 70, foi também um modo de contestação e de crítica institucional ao papel do museu na sociedade, importa hoje interrogar o lugar da referência política num mundo onde a arte é também cada vez mais uma evidência de uma sociedade globalizada na sua economia e cultura.

Resistência Cigana contra a xenofobia de Estado e a política de limpeza étnica promovida pelo governo francês contra a comunidade cigana




Resistência Cigana contra a xenofobia do Estado francês e a política racista de limpeza étnica promovida pelo governo francês contra a comunidade cigana



A violação grosseira pela França do direito de estadia dos cidadãos comunitários na União Europeia



Petição contra a xenofobia do Estado francês

Les plus hautes autorités de l’Etat ont fait le choix de jeter à la vindicte publique des catégories entières de population : Gens du voyage accusés comme les étrangers d’être des fauteurs de troubles, Français d’origine étrangère sur lesquels pèserait la menace d’être déchus de leur nationalité, parents d’enfants délinquants, etc. Voici que le président de la République accrédite aussi les vieux mensonges d’une immigration coûteuse et assimilée à la délinquance, et offre ainsi à la stigmatisation des millions de personnes en raison de leur origine ou de leur situation sociale.

Ce qui est à l’œuvre dans cette démarche ne s’inscrit pas dans le débat légitime, dans une démocratie, sur la manière d’assurer la sûreté républicaine. Le nécessaire respect de l’ordre public n’a pas à être utilisé pour créer des distinctions entre les habitants de ce pays et désigner des boucs émissaires. Ni pour instituer des peines de prison automatiques, contraires aux principes fondamentaux du droit pénal, à l’indépendance de la justice et à l’individualisation des peines.

La Constitution de la France, République laïque, démocratique et sociale, assure « l’égalité devant la loi de tous les citoyens sans distinction d’origine, de race ou de religion ».

Nul, pas plus les élus de la nation que quiconque, n’a le droit de fouler au pied la Constitution et les principes les plus fondamentaux de la République.

Notre conscience nous interdit de nous taire et de laisser faire ce qui conduit à mettre en péril la paix civile.

Nous appelons à une manifestation le samedi 4 septembre 2010, place de la République à Paris, à 14h00, et partout en France, afin de fêter le 140e anniversaire d’une République que nous voulons plus que jamais, libre, égale et fraternelle.



24.8.10

Protesto contra a pena de lapidação no Irão e toda a pena de morte em qualquer parte do mundo ( dia 28 de Agosto)


No dia 28 de Agosto, às 18:00, no Largo de Camões, Lisboa vai estar no mapa mundial da luta pelos Direitos Humanos, protestando contra as sentenças de condenação à morte aplicadas a vários cidadãos iranianos – desde opositores políticos do regime de Teerão até acusados por sodomia e adultério – por um sistema de justiça que não respeita os mais elementares direitos de defesa das suas vítimas.

Nesse dia, Lisboa unir-se-á a uma enorme cadeia de cidades de todo o mundo cujos cidadãos também corresponderam ao apelo do International Commitee Against Execution (
http://notonemoreexecution.org/100-cities-against-stoning ).
O nome da iniciativa, “100 cities against stoning”, pretende chamar a atenção da opinião pública mundial para o facto de na República Islâmica do Irão a execução da pena de morte ser muitas vezes efectuada pelo bárbaro método do apedrejamento em público.

19.8.10

As empresas gastam mais dinheiro em esverdear a sua imagem do que em medidas efectivas de combate à poluição

As empresas gastam mais dinheiro
em práticas de "esverdeamento" da imagem
do que em medidas efectivas de combate à poluição

Texto de Ricardo Coelho retirado de:


O Capitalismo lava mais verde

O mito da responsabilidade ambiental das empresas atinge hoje proporções alarmantes, com as empresas a gastar mais dinheiro em práticas de "esverdeamento" da imagem que em medidas de combate à poluição.

Nas últimas décadas, as campanhas de educação ambiental tiveram como resultado um aumento da procura por produtos ecológicos. Naturalmente, a maioria das empresas reagiu a esta evolução da procura investindo não na limpeza dos seus métodos produtivos mas antes em propaganda de limpeza de imagem. A prática tornou-se de tal forma generalizada que foi cunhado o termo "greenwash"(1) para a designar.

No conceito de "greenwash" cabem todas as práticas pelas quais uma empresa transmite a ideia de que está preocupada com o bem-estar do planeta quando na realidade nada faz para reduzir o seu impacto na natureza. A forma mais óbvia de "greenwash" é o investimento em propaganda enganosa, incluindo a falsa rotulagem de produtos como "amigos do ambiente". Exemplos correntes incluem uma empresa apresentar-se como consciente ambientalmente por tomar medidas que reduzem a sua pegada ecológica, quando essas medidas foram tomadas por imposição legal ou para reduzir custos ou por criar um produto "verde" sem mudar nada no processo de fabrico dos outros produtos. Mas também se pode incluir neste conceito a elaboração de relatórios ambientais, o patrocínio de eventos ou de associações ambientalistas, a distribuição de materiais de educação ambiental ou até a criação de fundações e associações supostamente ecologistas.

O mito da responsabilidade ambiental das empresas atinge hoje proporções alarmantes, com as empresas a gastar mais dinheiro em práticas de "esverdeamento" da imagem que em medidas de combate à poluição. Todos querem ocupar o pódio da empresa mais "verde" mas poucos se esforçam para o merecer.

Talvez o exemplo mais gritante a nível internacional seja o da BP. A petrolífera operou uma ambiciosa mudança de imagem em 2000, apresentando-se como "Beyond Petroleum"(2) e adoptando um logótipo verde. A campanha de 200 milhões de dólares acabou por dar alguns frutos, à medida que algumas associações ambientalistas mais corporativas passaram a encarar a BP como uma aliada na transição para um mundo sem petróleo. Há três anos atrás, por exemplo, a Quercus organizava um encontro sobre mobilidade sustentável patrocinado pela BP(3). À parte da propaganda, contudo, as práticas desta empresa em nada mudaram, tendo mantido o seu posto como um dos maiores inimigos do ambiente do mundo(4). O desastre no Golfo do México serviu para, de forma trágica, enfatizar uma evidência: a extracção de petróleo é um negócio sujo, muito sujo.

Outros exemplos indignantes de "greenwash" podem-se encontrar entre os fabricantes de automóveis. Quase todos os anúncios de automóveis hoje incluem a palavra "verde" ou uma imagem do automóvel no meio da natureza, como se o transporte privado pudesse alguma vez ser ecológico. Vendo estes anúncios, seríamos levados a crer que o consumo de combustível e as emissões de CO2 estão a descer consideravelmente, particularmente nas marcas que mais investem em carros "ecológicos"(5), como a Toyota, a Lexus ou a Ford. Nada poderia estar mais longe da realidade, contudo. O facto de estas empresas continuarem a gastar milhões em "lobbying" para tentar impedir as (fracas) regulações sobre consumo de combustível ou emissões de CO2 nos EUA e na UE mostra como o compromisso com o ambiente vale tanto como as promessas de Sócrates em época eleitoral.

Toda a empresa se pode tornar "verde", com o apoio de agências de publicidade e relações públicas e de ONGs que cumprem o mesmo papel destas agências, mesmo que o seu negócio central seja, pela sua natureza, anti-ecológico. Um exemplo português que se destaca é o da Sonae, uma empresa que se afirma como líder ambiental ao mesmo tempo que destrói a península de Tróia com um complexo turístico e preenche o território com centros comerciais e outros templos de consumismo. A Sonae Sierra, a empresa do grupo que opera os centros comerciais, aparece mesmo no segundo lugar de um ranking de responsabilidade ambiental elaborado pela Euronatura, uma ONG ambientalista com fortes ligações ao meio empresarial(6). Através de uma política de publicidade agressiva e de apoio a algumas ONGs ambientalistas, a Sonae consegue assim transmitir a ideia de que a exploração de centros comerciais pode ser um negócio ecológico, mesmo que estes espaços sejam monstros devoradores de energia e que a destruição do comércio de proximidade leve a um aumento das distâncias percorridas com automóvel particular.

Cúmplices desta propaganda enganosa são também frequentemente os governos. A iniciativa "Business and Biodiversity", lançada pela UE e abraçada pelo ICNB, é um bom exemplo de como agências governamentais podem usar recursos públicos para limpar a imagem dos grandes poluidores. Do que se trata é de promover acordos voluntários com as empresas que impliquem um ganho para a biodiversidade, sem prejudicar os lucros das empresas. Ou seja, a preservação da biodiversidade depende da boa vontade das empresas que lucraram com a sua destruição. Parece ridículo - e é - mas o presidente do ICNB, Tito Rosa, consegue apresentar esta medida como uma receita mágica sem se rir.

Estes são apenas alguns exemplos possíveis de práticas de "greenwashing", uma estratégia de propaganda corrupta. Ao abrigo de uma responsabilidade ambiental que não é mais que uma miragem, as grandes empresas usam todos os meios ao seu dispor para tornar a sua imagem mais verde. Verde como a Natureza, mas também como o dinheiro, a única coisa a que dão realmente valor.

Notas:

1 - O termo foi formado a partir da palavra "whitewashing" (branqueamento), a qual define uma forma de censura e limpeza de imagem. Não existindo uma tradução para português, pode-se usar talvez como sinónimo o termo coloquial "esverdeamento".
2 - "Além do Petróleo", um nome que remete para uma total mudança na área de negócio da empresa.
3-
http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?category...
4 - Ver o dossier do Esquerda.net sobre a BP.
5 - Refiro-me aos híbridos. As aspas estão lá porque não vejo como um carro com dois motores, uma enorme bateria e um computador de bordo, com todo o uso de recursos que isso implica, possa ser ecológico.
6-
http://www.responsabilidadeclimatica.net/index.php?opcao=1215&ling=1. No site da campanha pode-se ver também que a Sonae Sierra é um dos seus patrocinadores. A expressão "conflito de interesses" não tem qualquer significado no mundo neo-liberal.

Assembleia Popular contra os cortes nos apoios sociais ( às 19h. do dia 20 de Agosto,na Cordoaria, Porto)

Clica sobre a imagem para ampliar

Novo período negro de miséria… E tu?Aceita-lo?

Fonte: http://ait-sp.blogspot.com/
Comunicado da Secção AIT-SP - Porto

O governo anunciou, no passado domingo, 1 de Agosto, a entrada em vigor de vários cortes nos apoios sociais até aqui existentes.
Esses cortes atingem centenas de milhares de pessoas: trabalhadores de baixos rendimentos, desempregad@s, famílias com crianças, doentes e idosos a cargo e, em geral, todos os sectores mais carenciados da população.
Com tais medidas o governo pretende “poupar”cerca de 10% de tudo aquilo que ainda pretende “poupar” nos próximos tempos…

E como vai fazer para a “poupança” dos restantes 90% de “dinheiros públicos”que faltam?!... Será que vai cortar nos altos vencimentos de ministros, secretários de Estado, acessores e outros altos funcionários da administração pública central e local?... Será que vai cortar sobretudo nos fabulosos ganhos dos gestores e directores das grandes empresas e instituições bancárias?… Se tivermos em conta que têm sido e continuam a ser @s mais pobres, @s mais fragilizad@s, @s que têm menores rendimentos, a quem o governo tem ido buscar as suas “poupanças”, bem podemos substituir a palavra “poupança” por simples “ladroança”!

A partir de agora, pela mão do governo e com aplausos de todos os que o apoiam (ou dos que se lhe opõem apenas porque os querem vir a substituir na roubalheira…), famílias de desempregad@s, precári@s, inválid@s, reformad@s e outras pessoas até aqui apoiadas pela dita “Segurança Social” - por necessidade extrema, para poderem sobreviver – irão dormir para as ruas e irão engrossar as filas d@s que esperam comida nas carrinhas e refeitórios caritativos. Porque a dita “Segurança Social” diz…”não ter dinheiro”…

O QUE FAZER ENTÃO?...

Decerto que importa denunciar a hipocrisia e o cinismo – que não podiam ser maiores! – dos discursos eleitorais e das “lágrimas de crocodilo” de governantes e responsáveis de “fogos de vista” – como a comemoração do “ano europeu de combate à pobreza e exclusão social”…

Decerto que é legítimo indignar-se pela perversidade e sadismo dos governantes – que vêm agora retirar apoios sociais antes disponíveis para @s mais necessitad@s, e que continuam a afirmar-se pelo “estado previdência”!...

É - e será sempre - legítimo denunciar a cobardia, a mentira, a prepotência, a imoralidade e a injustiça dos que se julgam eternamente impunes no alto dos seus previlégios e que têm o desplante de tentar roubar o direito à vida precisamente aos sectores mais fragilizados da população, que pensam não lhes poder fazer frente – porque dependentes de uma assistência que não liberta mas condiciona e subjuga e de um Estado que ao menor sobressalto vomita “políticas sociais” desnorteadas, acreditando ser eterno e intocável…

Mas, denunciar e indignar-se à mesa do café ou em privado em casa já não basta!

Organizar-se, sair à rua, ocupar e boicotar os espaços de mentira e de “roubo social”, mostrar a nossa revolta não só é absolutamente necessário como urgente!

Apelamos a tod@s @s atingid@s por estas medidas a que se não deixem amedrontar – isso é o que os “cães grandes” querem ! – e às outras, sensíveis a este actual flagelo ( anti-)social e verdadeiramente solidárias, a que se comprometam com as causas d@s desempregad@s, precári@s, sem-abrigo e de tod@s @s “excluíd@s” em geral de forma a organizarmo-nos em grupos de acção solidária popular, que dinamizem assembleias populares nos meios de maior pobreza e desemprego – assembleias livres, funcionando em democracia directa, onde tod@ e qualquer afectad@ pelos problemas actuais – ou com ela/es solidári@ - possa ter a palavra, para ajudar a promover e organizar a contestação, a recusa e o boicote – pelos meios que cada assembleia local decidir serem os mais eficazes – de forma a travarmos estes autênticos roubos oficiais.

BASTA! NÃO AO CONFORMISMO ! NÃO Á MISÉRIA! NÃO AO ROUBO SOCIAL!
CHEGA DE REPRESENTANTES E REPRESENTAÇÕES ! ACÇÃO DIRECTA POPULAR!
PORTO, 3 DE AGOSTO DE 2010

Comunicado conjunto de:
- Associação Internacional d@s Trabalhadoras/es – Secção Portuguesa - Núcleo Porto (
sovaitporto@gmail.com ) SOV-Sindicato de Ofícios Vários – Porto - 967684816
- MPDP - Movimento Popular de Desempregad@s e Precári@s – PORTO (
mpdp.porto@gmail.com )

Se deixarmos, encerram a região! ( a propósito da gravíssima situação social vivida hoje no Alentejo)

No distrito de Portalegre as insolvências verificadas no 1º trimestre de 2010 cresceram 200%, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Esta notícia divulgada por um jornal diário foi manchete em todos os órgãos de comunicação social do Norte Alentejano. E se é verdade que o número absoluto de empresas declaradas insolvente no período em análise foi de apenas de 15, não é menos verdade que a “morte” de 15 empresas numa região onde estas são escassas, será sempre, mais que um facto noticioso, uma situação de grande dramatismo para o distrito e as suas gentes.
Para o Presidente do Núcleo Empresarial de Portalegre. “ São a constatação de uma realidade trágica”. Mas para os trabalhadores e o seu Movimento Sindical o problema não pode ser visto com o simplismo de um número, maior ou menor, e muito menos como uma constatação da “má sina” de sermos Alentejanos.

O problema ultrapassa a mera constatação de ter sido o distrito de Portalegre aquele onde mais subiram as insolvências no primeiro trimestre do ano. O título de campeão das insolvências “ ganho” por um distrito onde (se excluirmos o concelho de Campo Maior) não funcionava já nenhuma empresa com mais de 250 trabalhadores seria já suficientemente dramático. Todavia, ele espelha a realidade imposta a todo o interior e à grande parte do Alentejo.

Segundo o Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior “os maiores acréscimos relativos de insolvências localizam-se sobretudo em Portalegre, Beja, Évora e também Guarda (+12.5% face a igual período do ano passado) …” e, constata, que e o número de empresas insolventes tem vindo a crescer nos dois últimos anos.
A evolução do número de insolvências nos três distritos alentejano nos períodos homólogos de 2009 e 2010 mostram o Alentejo como a região onde o número de empresas insolventes tem vindo a crescer incessantemente.

Distrito 2009 2010 Variação
Beja 3 5 + 60%
Évora 14 20 + 70%
Portalegre 5 15 + 300%

O responsável do Observatório aponta como razões para esta situação:

“- A globalização com a abertura das fronteiras aos produtos chineses, indianos, e de outros países o que levou a que sectores tradicionais importantes como o têxtil e a confecção, entre outros, não resistissem à abertura das fronteiras e à concorrência dos produtos oriundos dos países emergentes com custos de produção muito mais baixos e com trabalhadores sem quaisquer direitos sociais;
- A concorrência das grandes superfícies que tem vindo a provocar o encerramento de inúmeras empresas do comércio por grosso e sobretudo a retalho (caso do comércio tradicional);
- A PAC – Política Agrícola Comum – da UE que favorece os grandes produtores da Europa central com produtividades muito mais elevadas conseguidas com propriedades de grandes dimensões e bons terrenos, mais agressivos, que tem conduzido ao encerramento de muitas PMEs e empresas familiares dos sectores agrícola e pecuário que predominam na metade norte do país;”

A situação imposta a todo o interior e que os dados em apreço são apenas parte dos seus resultados, é fruto não apenas da mera incompetência dos governantes nacionais e dos seus representantes a nível local mas sobretudo, da cínica aplicação de políticas em que o cunho de classe se sobrepõe a quaisquer interesses nacionais.

No Alentejo essa realidade é facilmente constatável.
À destruição do aparelho produtivo regional com o desmantelamento ou deslocalização de importantes unidades industriais juntou-se o esvaziar da região de serviços públicos essenciais à vida na região e em particular nos centros populacionais mais pequenos e afastados das suas principais cidades.

Hoje constamos que não apenas desapareceram (ou estão em grandes dificuldades) as indústrias corticeiras e de transformação dos granitos em Portalegre, as industrias dos mármores e do sector automóvel no distrito de Évora, o sector mineiro no Baixo Alentejo, ou as grandes unidades têxteis e de vestuário como a Finos de Portalegre e a Lee em Évora. Constatamos que a maior parte das nossas vilas e aldeias foi amputada de serviços de saúde, de correios, de transportes e, numa acção que continua, das escolas para as suas crianças.

Constatamos que o ódio de classe aos trabalhadores agrícolas que construíram nos campos do Alentejo uma nova agricultura não destruiu apenas a “reforma Agrária” e as suas unidades colectivas de produção, destruiu toda a agricultura e por arrastamento as unidades agro-alimentares e hoje, quando somos cada vez mais dependentes do exterior para garantirmos a alimentação dos portugueses, na nossa região, um punhado de famílias recebe muitos milhões de euros para manter as terras improdutivas.

Ora perante esta realidade não é aceitável que desvalorizemos a dimensão do desastre ou o aceitemos como fatalismo intransponível. Não! Por detrás de cada um dos milhares de cartazes que enchem as nossas cidades com a palavra “Vende-se” ou “Trespassa-se”, em cada rosto preocupado ou descrente dos mais de 30 mil desempregados na região, há responsáveis e beneficiários por tais situações e está a marca do capitalismo cujos defensores ocupam há mais de 3 décadas, ininterruptamente, os corredores do poder.

O movimento sindical da região tem vindo a bater-se por políticas capazes de inverter a marcha que nos empurra para o empobrecimento, para o despovoamento e para o envelhecimento populacional, tem-no feito, muitas vezes quase sozinho e com resultados que não têm sido suficientes para imporem a mudança necessária. Mas não pode desistir.

Nestes tempos em que por toda a Europa se anunciam como inovadoras as mais bafientas ideias do neoliberalismo e os seus fiéis se afadigam em destruir o modelo social criado com o trabalho o suor e o sangue de gerações de trabalhadores, importa que também aqui os trabalhadores mantenham audíveis os protestos e as propostas que permitam um Novo Rumo.
A luta desenvolvida já este ano e cujo ponto alto foi conseguido com o mar de gente que inundou Lisboa não pode, nem vai parar: no momento em que este texto é escrito, por toda a região cresce a azáfama que há-de encher as praças e avenidas de Beja, Évora e Portalegre com o afirmar do Dia Nacional de Protesto e Luta e cresce no coração de cada alentejano a determinação que também o Alentejo estará presente na luta já decidida pela Confederação Europeia de Sindicatos para 29 de Setembro.

Os Alentejanos conhecem bem os caminhos da resistência mas sabem que nos dias de hoje a resistência tem que ser feita em movimento. Hoje, no Alentejo são precisas posturas ofensivas.

A situação para onde nos empurraram é tal que não basta defender os direitos conquistados é, cada vez mais necessário poder exercê-los e garantir novos direitos para aqueles, muitos, que excluídos pelas lógicas do capitalismo são empurrados para a precariedade, para o desemprego ou obrigados a deixar a região.

Este é o combate que é necessário travar e vencer: na Região, no País e no Mundo.
Como sempre sucedeu, o Alentejo não fugirá a esse combate.

Diogo Serra
Publicado na Revista Alentejo

18.8.10

Anúncio da criação de uma Colónia Anarquista Agrícola em Trás-os-Montes ( Chaves e Vidago)




Colónia Anarquista

Os grupos anarquistas Audácia e Avante, de Chaves, e Avante pelo Futuro, de Vidago, acabam de levar a efeito a criação em Trás-os-Montes de uma Colónia Anarquista Agrícola que deve começar a funcionar no próximo mês de Novembro, sendo a sua manutenção feita com a criação de animais domésticos, contando ao mesmo tempo com a ajuda dos camaradas anarquistas ou de todos os que simpatizam com as doutrinas anarquistas e que as queiram ver praticamente.
Um grupo de trabalhadores daquela região completamente desiludidos com a actual ordem das coisas chegaram à compreensão que só a Anarquia resolverá o problema social que tanto a agita a Humanidade e resolveram avançar para a fundação de uma Colónia Anarquista Agrícola que funcionará o mais possível dentro da sublime e emancipadora ideia libertária, que virá dar ao ser humano uma ideia de quanta felicidade e harmonia reinará entre os homens desde que associem e vivam conforme o ideal Anarquista, que tão firmemente defendemos, mostrando à burguesia e aos fanáticos políticos, que tanto nos perseguem e temem, que nós não queremos destruir, mas sim edificar, e edificar sobre as bases que são a mais fortes no Amor e na Libertação do homem, livrando assim da sinistra Autoridade que há séculos cobre a Humanidade de ruínas e de sangue.
Segue a circular que acaba de ser dirigida à imprensa anarquista do país.


Camarada,

Levados pela convicção nas ideias anarquistas, empenhamos nossas forças numa obra grandiosa, para a qual pedimos a vossa cooperação, certos de que compreendereis o grande alcance que dela virá para a difusão dos princípios que defendemos.
Os grupos libertários Audácia e Avante, de Chaves, e Avante pelo Futuro, de Vidago, esperançados no auxílio que de vós esperam, resolveram fundar uma colónia agrícola livre, para onde nós, os trabalhadores conscientes, livres de preconceitos e de vaidades tolas, iremos pôr em prática os princípios das nossas doutrinas, provando assim que elas não são um sonho e que com vontade, estudo e perseverança se podem transpor os grandes obstáculos que nos impedem o caminho para o Bem.
Animados desta ideia, convencidos como estamos que a sua realização será a melhor propaganda que podemos fazer da anarquia, provando pelo exemplo o contrário do que dizem os defensores desta iníqua organização social e política – que a anarquia é a desordem, que as suas teorias dissolvem e não organizam – nós empregaremos todos os esforços para nos conservarmos, tanto quanto possível, dentro dos princípios, demonstrando claramente a falsidade de tais afirmações.
O nosso plano vai mais longe, não se limita à colónia. Sindicar os trabalhadores, fundar uma cooperativa que funcionará conjuntamente com a colónia e sindicato e uma cozinha comunista, s ão assuntos que nos tem preocupado e que andam ligados à fundaçºao da colónia. Para esta, os trabalhadores das duas localidades que já abriram os olhos, que se interessam pela sua situação e a quem isto merece simpatias, quotizar-se-ão com a quantia mínima de vinte réis por semana. Esta quotização já começou e o dinheiro assim junto empregámo-lo em animais domésticos que criamos e desenvolvemos, adquirindo assim conhecimentos indispensáveis para a colónia e aumentando os seus fundos.
Compreendeis muito bem que esta quotização é pouco para uma obra desta natureza e que se torna necessário o auxílio moral e material de todos os camaradas para dar princípio à vida da colónia.
Por isso vos enviamos esta circular, cônscios de que estareis connosco ao lado da grande causa.

OS GRUPOS

NOTA – Toda a correspondência deve ser dirigida ao camarada António A. Castro Lopo, Rua Direita nº 135 – Chaves, ou a José Augusto Ferreira – Vidago.



Anúncio publicado no nº22 do jornal A revolta ( órgão da Federação Anarquista da Região do Sul) , de Outubro de 1913
(texto adaptado para o português corrente)

12.8.10

Morreu Jaime Semprun, crítico pós-situacionista da civilização industrial


Jaime Semprun faleceu no passado dia 3 de Agosto com 63 anos. Ao longo da sua vida, Jaime Semprun desenvolveu uma crítica radical do Estado e da sociedade industrial.


As suas primeiras obras — La Guerre sociale au Portugal (1975), Précis de récupération (1976), La Nucléarisation du monde (L’Assommoir, 1980, rééd. 1986) — apareceram nas edições Champ Libré. Colaborou também na revista L’Assommoir (1977-1985).
Em Portugal, a editora Antígona traduziu o seu texto A Nuclearização do Mundo.

Em 1984 fundou a revista Encyclopédie des Nuisances sob a forma de fascículos, tendo sido publicados 15 números até 1992.

A revista Encyclopédie des Nuisances, sub-intitulada Dictionnaire de la déraison dans les arts, les sciences et les métiers ( em referência a Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers de Diderot e D'Alembert), situava-se na linha da Internacional Situacionista, ainda que de forma crítica. Os seus principais redactores foram :Jaime Semprun, Miguel Amoros, Pierre Lepetit, Guy Bernelas, Jacques Fredet, François Martin, Pascal Moatti, Jacques Philipponneau, Christian Sébastiani et Jean-Pierre Gomez

No ano seguinte cria as Éditions de l’Encyclopédie des Nuisances (EdN), onde são publicadas obras de Baudouin de Bodinat, Theodore Kaczynski, Jean-Marc Mandosio, William Morris, Bernard Charbonneau, Lewis Mumford e René Riesel, assim como textos de autores tais como Tchouang Tseu, George Orwell, Günther Anders. São também editados novos livros de Semprun: Dialogues sur l’achèvement des Temps modernes (1993), L’Abîme se repeuple (1997), Apologie pour l’insurrection algérienne (2001), Défense et illustration de la novlangue française (2005), Catastrophisme, administration du désastre et soumission durable (2008, em colaboração com René Riesel).

Citações:

« Toute réflexion sur l'état du monde et sur les possibilités d'y intervenir, si elle commence par admettre que son point de départ est, hic et nunc, un désastre largement accompli, bute sur la nécessité, et la difficulté, de sonder la profondeur de ce désastre là où il a fait ses principaux ravages: dans l'esprit des hommes. Là il n'y a pas d'instrument de mesure qui vaille, pas de badges dosimétriques, pas de statistiques ou d'indices auxquels se référer. C'est sans doute pourquoi si rares sont ceux qui se hasardent sur ce terrain. On grommelle bien ici ou là à propos d'une catastrophe "anthropologique" dont on ne discerne pas trop s'il faudrait la situer dans l'agonie des dernières sociétés "traditionnelles" ou dans le sort fait aux jeunes pauvres modernes, en conservant peut-être l'espoir de préserver les unes et d'intégrer les autres. On pense cependant avoir tout dit lorsqu'on l'a dénoncée comme le produit de la perversité "néo-libérale", qui aurait inventé récemment la fameuse "globalisation des échanges": on se défend ainsi de reconnaitre, après tant d'années et de slogans "anti-impérialistes", que cet aspect du désastre a quelque chose à voir avec une logique d'universalisation depuis longtemps à l'oeuvre, et relève de bien plus que d'une simple "occidentalisation du monde". »(1)

(1) « Il faut sans doute être marxiste au Collège de France pour ignorer que la marchandise est par essence, en tant que rapport social, annihilation de toute particularité qualitative et de toute singularité locale au profit de l'universalité abstraite du marché. Si on accepte la marchandise, on doit accepter son devenir-monde, dont chaque marchandise particulière est un agent, avant même d'être fabriquée à Taiwan. »
(Encyclopédie des Nuisances, Remarques sur la paralysie de décembre 1995, mars 1996.)




Crítica ao esquerdismo

Pour apprécier à sa juste valeur la part du gauchisme dans la création du novhomme et dans la réquisition de la vie intérieure, il suffit de se souvenir qu'il s'est caractérisé par le dénigrement des qualités humaines et des formes de conscience liées au sentiment d'une continuité cumulative dans le temps (mémoire, opiniâtreté, fidélité, responsabilité, etc.); par l'éloge, dans son jargon publicitaire de « passions » et de « dépassements », des nouvelles aptitudes permises et exigées par une existence vouée à l'immédiat (individualisme, hédonisme, vitalité opportuniste); et enfin par l'élaboration des représentations compensatrices dont ce temps invertébré créait un besoin accru (du narcissisme de la « subjectivité » à l'intensité vide du « jeu » et de la « fête »). Puisque le temps social, historique, a été confisqué par les machines, qui stockent passé et avenir dans leurs mémoires et scénarios prospectifs, il reste aux hommes à jouir dans l'instant de leur irresponsabilité, de leur superfluité, à la façon de ce qu'on peut éprouver, en se détruisant plus expéditivement, sous l'emprise de ces drogues que le gauchisme ne s'est pas fait faute de louer. La liberté vide revendiquée à grand renfort de slogans enthousiastes était bien ce qui reste aux individus quand la production de leurs conditions d'existence leur a définitivement échappé : ramasser les rognures de temps tombées de la mégamachine. Elle est réalisée dans l'anomie et la vacuité électrisée des foules de l'abîme, pour lesquelles la mort ne signifie rien, et la vie pas davantage, qui n'ont rien à perdre, mais non plus rien à gagner, « qu'une orgie finale et terrible de vengeance » (jack London).
Véritable avant-garde de l'adaptation, le gauchisme (et surtout là où il était le moins lié au vieux mensonge politique) a donc prôné à peu près toutes les simulations qui font maintenant la monnaie courante des comportements aliénés. Au nom de la lutte contre la routine et l'ennui, il dénigrait tout effort soutenu, toute appropriation, nécessairement patiente, de capacités réelles : l'excellence subjective devait, comme la révolution, être instantanée. Au nom de la critique d'un passé mort et de son poids sur le présent, il s'en prenait à toute tradition et même à toute transmission d'un acquis historique. Au nom de la révolte contre les conventions, il installait la brutalité et le mépris dans les rapports humains. Au nom de la liberté des conduites, il se débarrassait de la responsabilité, de la conséquence, de la suite dans les idées. Au nom du refus de l'autorité, il rejetait toute connaissance exacte et même toute vérité objective : quoi de plus autoritaire en effet que la vérité, et comme délires et mensonges sont plus libres et variés, qui effacent les frontières figées et contraignantes du vrai et du faux. Bref, il travaillait à liquider toutes ces composantes du caractère qui, en structurant le monde propre de chacun, l'aidaient à se défendre des propagandes et des hallucinations marchandes.
L’abîme se repeuple (éditions de l’Encyclopédie des nuisances, 1997)

5.8.10

Andanças - 15º festival internacional de danças populares (2 a 8 de Agosto em São Pedro do Sul, Carvalhais) tem como tema este ano a Comunidade

Segundo informações recebidas o Andanças deste ano, a decorrer em São Pedro do Sul, tem tido uma afluência ainda maior que nos anos anteriores. Um mar de gente invadiu a aldeia de Carvalhais onde se realiza o Festival de Danças Populares...

Recorde-se que o tema deste ano do Andanças é a comunidade, falando-se de variadíssimos temas como o Open-source, os direitos de autor, a ecologia, para além, evidentemente, dos concertos, das oficinas, dos workshops, e das danças...

Porque falamos em Danças Populares Internacionais no Festival Andanças e não danças tradicionais, urbanas, folclóricas, folk, ou somente danças do Mundo?

A dança, como qualquer arte, tem uma tendência para integrar novos elementos de acordo com a influência do tempo e do lugar onde é executada. Esta dinâmica é inerente à dança: umas perduram no tempo, outras desaparecem, outras alteram-se, novas aparecem e exportam-se para o mundo inteiro. O importante é identificar-se com a dança: sua gestualidade, expressividade, a música que lhe é associada...

No Border Camp (Campo Não às Fronteiras) em Bruxelas (27 de Set. a 3 de Outubro)




The NO BORDER CAMP IN BRUSSELS is set up in the tradition of No Border camps organised across the globe since the 90s. Neither a formal organisation, nor a normative frame, No Border is first of all a convergence of struggles and a meeting set in a particular moment, in a particular place.

As in Calais or Lesbos in 2009, it will be a free space dedicated to sharing information, experience or expertise. It will provide space for the preparation and implementation of actions aimed at smashing the borders that divide us all.


OUR BASIC PRINCIPLES ARE:

- Equal rights for everybody!
- No borders, no nations!
- Freedom of movement and settlement
- No-one is illegal !



WHY IN BRUSSELS?

For 10 years, the European Union has been busy to build a Fortress Europe. It outsources its borders in Asia and Africa and makes use of border guard patrols, helicopters and ships through its Frontex agency (European Agency for the Management of Operational Cooperation at the External Borders). Moreover, its foreign policy now allows financing states from Ukraine to Morocco in order to have them performing its own work of "prevention" of immigration.

As the capital of Europe, Brussels is the symbol of this (anti) migration policy. By organising the No Border Camp there, we will question these European (anti) migration policies.



WHEN IN BRUSSELS?

- The construction of the No Border camp will take place from September 24 to 26
- Activities and actions will start from September 27 until October 3 with a big demonstration on Saturday the 2th of October 2010.

During this one week we would like to see in Brussels swarm with a variety of activities around (anti) migrations policies and their consequences. The camp will be an opportunity to fight together combining different kinds of actions, but also to create common initiatives with a longterm vision. We invite all associations and individuals to participate the way they wish, by proposing activities or collaborations.



HOW TO CONTRIBUTE AND SUPPORT?


A NOBORDERCAMP is what everyone makes of it:

- Offer ideas for workshops, films or exhibition, or contacting speakers, artists, or any other modest and/or brilliant proposals
- Proposals concerning grounds, premises, places to house militants and/or organise activities
- A financial contribution
- By organising an activity, event support to raise money for the camp
- To participate in networking with others...
- To translate, if so, in what language
The more we are, the better we will be heard, the fastest we will go forward.

JOIN US, YOU HAVE A ROLE TO PLAY IN THE BIRTH OF THE CRITITICAL MASS, NECESSARY FOR THE CHANGE! THERE IS A NEED FOR EVERYONE!


Para consultar:
http://euro-police.noblogs.org/category/english
http://clandestinenglish.wordpress.com/
http://dublin2.info/
http://noborder.org/

4.8.10

Ferreira de Castro, escritor, e Apátrida Universalista por amor à Humanidade


Ferreira de Castro (nasce a 1898 em Ossela, Oliveira de Azeméis, e morre a 1974, pouco depois do 25 de Abril) foi um livre-pensador e um dos escritores fundamentais do século XX português, que assumia o seu amor à Humanidade e como tal definia-se como Apátrida Universalista:

«Eu não sou bairrista, não sou regionalista, não sou nacionalista; amo Portugal inteiro, a Europa inteira, o Mundo inteiro; amo profundamente o povo do nosso país, mas amo também a Humanidade. Amo o homem pelo facto de ser homem, um ser igual a mim, que sofre das mesmas dores e das mesmas alegrias, dos mesmos desesperos e das mesmas esperanças, que sonha com o amanhã e ao mesmo tempo tem saudades da sua infância, que é simples e complexo e aspira a uma felicidade que não possui; esse ser que tenho encontrado em todas as latitudes, igual, absolutamente igual, nas suas características fundamentais e que eu amo tanto mais quanto mais infeliz ele for.»

Esse amor à Humanidade leva Ferreira de Castro a "compreender e fraternizar com os homens (...) de todas as cidades e de todas as aldeias de todos os países da Terra, por cima de todas as fronteiras e de todas as pátrias."

3.8.10

Encontro europeu dos viajantes à boleia realiza-se este ano em Portugal (em Sines, de 6 a 9 de Agosto)


Convidam-se todos os que gostam de andar à boleia, aventureiros destemidos, viajantes experientes e ainda os que procuram uma primeira experiência de boleia para um encontro onde se possam conhecer uns aos outros e trocar histórias e experiências, divertir-se e tornar-se parte desta nossa comunidade crescente!

Este ano o encontro dos viajante das boleias realiza-se em Sines, Portugal, entre 6 e 9 de Agosto

Sines está situada na costa, a cerca de 160Km de Lisboa, e dispõe de um excelente local para acampamento no centro da cidade, com árvores, sombra, wc grátis, chuveiros, acesso a água e com praia apenas a 10 min a pé.


http://hitchgathering.org/



Para arranjar boleias:

http://www.deboleia.com/

http://www.hitchhikers.org/index.cgi?lang=pt





Já por duas vezes centenas de viajantes à boleia se reuniram para promover a boleia na Europa. O primeiro encontro foi em Paris em 2008, em que acampámos debaixo da Torre Eiffel! Em 2009 realizou-se em Odessa, na Ucrânia, num acampamento na praia. Este ano o encontro dos viajantes à boleia realiza-e em Sines, Portugal!

Como tudo começou

Um pequeno grupo de viajantes entusiastas das boleias decidiu no início de 2008 organizar a primeira Semana Europeia das Boleias. Começou por ser um projecto artístico mas rapidamente se transformou em algo maior e mais abrangente à medida que várias pessoas se juntavam.
O objectivo passou a ser escolher um local e uma data para um encontro, e divulgar o evento a todos os adeptos de boleia do mundo. O local escolhido foi o “Champ de Mars” em frente à Torre Eiffel em Paris, França, às 8 da manhã do dia 08/08/08, passando-se por isso a chamar “projecto 888”.
Cento e cinquenta viajantes europeus apareceram e ficaram por três dias. Foi uma intensa troca de experiências, sorrisos e vinho francês.

Odessa 2009

Foi muito bom repetir a experiência no ano seguinte. A comunidade cresceu entretanto e mais pessoas apareceram. Desta vez queríamos uma localização mais a leste, onde pudéssemos encontrar-nos com viajantes russos (e para onde existissem menos restrições em relação à atribuição de vistos para todos). O local escolhido foi Odessa, no mar negro ucraniano.
O desafio foi bastante mais exigente desta vez. Paris era um destino fácil para a maior parte de nós mas a Ucrânia era muito mais longe. Muitos embarcaram numa viagem à boleia de vários dias, alguns sem parar e outros encontrando-se pelo caminho em encontros prévios que foram sendo organizados.
Acabámos por reunir um pouco mais que uma centena de adeptos da boleia de toda a Europa, a maior parte já com experiência. Alguns não chegaram ao destino por ser tão afastado. Passámos três dias juntos conversando, celebrando e partilhando conhecimento. Organizámos oficinas e encontros espontâneos.

2010
Esperamos que este ano de 2010 sejamos ainda mais em Portugal!

Participa

Todos estão convidados para contribuir com histórias, fotografias e vídeos. O encontro vive dos seus participantes e claro que queremos a participação de todos, quer seja a organizar um encontro prévio, traduzindo texto para outra língua ou simplesmente divulgando ao mundo este projecto! Se tiveres uma ideia, és tu que a podes fazer acontecer!

Deixa a tua ideia no fórum e procura ajuda junto dos outros participantes

Podes ajudar este encontro a ser o melhor possível.

O Encontro é auto-organizado pelos participantes de um modo transparente e igualitário. Todos são convidados a ajudar e ninguém recebe por isso.
Para começar, não precisas de perguntar a ninguém, ou de fazer alguma coisa em especial. Simplesmente encontra algo que precise de ser feito, fá-lo, e comunica que foi feito. Para simplificar tudo temos um “painel da evolução" :

onde se mostra o que precisa de ser feito e o que já foi feito

Os nossos objectivos
• Promover o conceito de boleia na sociedade europeia
• Estimular a comunidade de adeptos da boleia
• Divertir-nos a fazer os dois últimos, enquanto viajamos e encontramos velhos amigos



Pre-gatherings

Foram programados pré-encontros em várias rotas. E outros locais de pré encontros são discutidos no forum, onde podem adicionar encontros que queiram organizar na vossa própria cidade.

Organizar um pré-encontro é fácil: estabeleçam um período de 1 ou 2 dias para as pessoas chegarem e encontrarem um local onde se possa descansar e ter acesso a banho.
Dêem o vosso contacto e já está!
Podem usar o fórum para propor workshops, flash mobs, actuações, ou para encontrar companhia para a viagem.


Boleia ou carona ( no Brasil) é uma forma de transporte em que uma ou mais pessoas são levadas de um ponto a outro por um terceiro de forma gratuita no seu veículo.

Através da boleia fazem-se entre amigos e trocam-se conhecimentos Por vezes, as despesas decorrentes da viagem podem ser rateadas entre todos ou então pode ser cobrado um valor fixo, pré-determinado. As boleias são pode pedidas tradicionalmente nas margens das ruas e estradas, fazendo aquele gesto praticamente universal com uma das mãos à frente do corpo com o polegar apontando a direção que se deseja tomar. Ultimamente as boleias são solicitadas em websites criados para o efeito na Internet.

Pedir boleia pode ser, em alguns locais, completamente proibido, ou perigoso


Como andar à Boleia

Viajar à boleia é a nossa maneira preferida de andar por aí! Adoramos a boleia por várias razões. Alguns de nós pela aventura, outros para conhecer gente e outros ainda porque consideram que é a melhor maneira de conhecer novos lugares e os seus habitantes.

És novo nas boleias e queres mais informação? Consultar:

http://www.women-on-the-road.com/female-hitchhikers.html

2.8.10

Romaria de S.Domingos da Serra, na freguesia da Raiva, em Castelo de Paiva, no próximo dia 4 de Agosto, é uma genuína manifestação de cultura popular

Parte das vistas que se podem gozar do cimo do monte do S.Domingos da Serra
Vista do monte do S. Domingos da Serra a partir do rio Douro

O dia da Grande Romaria do S. Domingos da Serra, que se realiza anualmente na freguesia da Raiva , em Castelo de Paiva, é já no próximo 4 de Agosto. Para além das cerimónias de carácter religioso que tem como ponto central a capela, dotada agora de um enorme carrilhão, situada no cimo do monte com o mesmo nome do santo padroeiro, o local é um ponto de interesse por parte de muita gente, quer de forasteiros quer das gentes das vizinhanças já que goza de boa fama para os caminhantes e todos aqueles que apreciam a cultura popular.

A paisagem e a soberba vista que se pode gozar lá do cimo do monte, sobranceiro ao rio Douro, faz do local um espaço único, bastante apreciado, e destino de muita gente em qualquer altura do ano em busca de repouso e prazer para os olhos, tal é a qualidade de vistas que se podem ter dali.

No dia da Romaria milhares de pessoas sobem o Monte até à sua Capela, algumas delas para satisfação de suas promessas, outras para conviver e descansar depois de uma valente caminhada por estradas e caminhos percorridos a fim de lá chegar, devidamente aconhegados com o farnel da viagem a pé, ou dos comes e bebes que foram embuchados ao longo da jornada nas várias «capelinhas» espalhadas pelo caminho.

30.7.10

Noite do contrabando (caminhada na rota dos contrabandistas em Tourém, Montalegre, no dia 11 de Agosto)


No próximo dia 11 de Agosto à noite, na freguesia de Tourém, concelho de Montalegre, tem lugar mais uma "Noite de Contrabando". A concentração está agendada para as 19h30 no Largo do Outeiro. Inscrições estão abertas.

Tal como sucedeu no ano passado, a Junta de Freguesia de Tourém e o pólo do Ecomuseu de Tourém, promovem mais uma "Noite do Contrabando".

O programa inclui passagem pelo Marco 100 e visita à aldeia transfronteiriça de Randín. Para os interessados as inscrições são obrigatórias, assim como o uso de calçado adequado e lanterna na "Noite do Contrabando".

INSCRIÇÕES
276 579 121 (Junta de Freguesia de Tourém)
276 510 203 (Ecomuseu de Barroso)
tourem@ecomuseu.org

Aldeias de Memória (projecto que está a ser desenvolvido em várias aldeias da região do centro)


Nos dias de hoje, assiste-se cada vez mais a um processo de desertificação das regiões do interior. Localidades ricas em património cultural acabam por perder as suas tradições pela ausência de continuidade e incentivo, consequência do volume cada vez maior de migração para as zonas litorais que oferecem novas oportunidades aos mais jovens. Acredita-se que este ciclo de desertificação é reversível, pretendendo-se contrariar a sua trajectória. Para tal, é necessário olhar para estes locais como potenciais nichos turísticos, de valor acrescentado, fornecendo capacidade para a geração de novas oportunidades de emprego, atraindo e fixando população.

Tendo por base a recolha de Histórias de Vida, pretende-se com este projecto criar uma ferramenta tecnológica inovadora, um sistema de informação, que vise o desenvolvimento económico das áreas rurais, e resulte na sua promoção e valorização social e económica.

Pretende-se desenvolver as capacidades necessárias à criação de um instrumento que proporcione, a cada aldeia, a construção e divulgação da sua história, potenciando os seus recursos endógenos, regenerando-a e devolvendo-a à sociedade através da criação de verdadeiro valor social e económico. A chave da metodologia adoptada para criar esta ferramenta estará, por isso na capacidade de encontro de factores diferenciadores em cada território, que permitam a valorização e promoção de elementos genuínos e únicos, dando nova dinâmica a uma identidade que existe, mas que se encontra, de um modo geral, oculta.

Este Sistema de Informação pretende ser um catalisador do desenvolvimento do interior do país, em especial do meio rural, associado à forma de olhar e rentabilizar os atributos de um território, presentes nas suas tradições, nas suas paisagens, e principalmente na sua população, com as suas histórias e talentos.


Aldeias:

Benfeita
Pardieiros
Monte Frio
Mourísia
Soito da Ruiva
Piódão
Chãs d’Égua
Foz d’Égua


http://www.aldeiasdememoria.com/

Caminhada pela Geira, no Gerês ( em Terras do Bouro, dia 31 de Julho)


Caminhada pela Geira (MILHA XVII À XXIII)

O Município de Terras de Bouro, irá promover uma caminhada pelo “Trilho da Geira”, actividade que se iniciará pelas 9 horas do próximo dia 31 de Julho, em S. Sebastião da Geira (Chorense) e que tem uma duração aproximada de 3h30m.
O percurso pedestre, que se caracteriza por diversos locais de âmbito histórico, cultural e paisagístico, está classificado de pequena rota, com um grau de dificuldade médio e conta com uma extensão aproximada de 8 km pelos caminhos agrícolas das freguesias de Chorense e da Balança.
Por estes locais encontrará, entre outros, o sítio de Cantos ou Bico da Geira, na Milha XV, na Milha XVI, o Lugar do Penedo dos Teixugos ou na Milha XVIII, a Mutatio Saliniana, na Chãos de Vilar.

As inscrições são gratuitas e devem ser efectuadas até dois dias antes do início de cada actividade, junto da Divisão de Desenvolvimento Social e Cultural do Município, pelo telefone 253 350 010, nos Postos de Turismo do Concelho ou através do e-mail:
ddsc@cm-terrasdebouro.pt, sendo que, outras informações poderão ser recolhidas em www.cm-terrasdebouro.pt


Geira (Via Romana)
Milha XVII à XXIII
Local: S. Sebastião (Chorense)
8 km / 3:30 horas / Médio
GPS - 41º41´47 N - 8º11’49 O

http://www.visitgeres.com/