19.5.10

Oficinas sobre desobediência civil, não-violência e sensibilização ambiental no Projecto270 para celebrar a biodiversidade (22 e 23/5)


Celebrar a Biodiversidade @ projecto270
Dias 22 e 23 de Maio, pelas 16h



Proteger uma semente tem o mesmo significado que proteger uma gota de água, um metro de terra. A dimensão deste acto é do tamanho de uma árvore com a imensidão dos oceanos, directamente dependente do sustento de milhões de formas de vida.
Partir do principio que "OS OUTROS" o farão, é negar a nossa existência futura.
Na noite escura, ao olharmos para o céu, repararemos nos muitos incógnitos, e conhecidos, que percorrem o mesmo caminho que nós.

Este ano foi considerado pelas Nações Unidas o ano da Biodiversidade.
Um pouco por toda a parte surgem iniciativas ligadas à temática.
Por todo o lado cometem-se actos que levam a que a mesma seja colocada em causa.
As contradicções nas várias formas adoptadas para a sua defesa ajudam que, a cada segundo, a Biodiversidade venha a ser reduzida.

No contexto em que reside, o projecto270 apresenta algumas actividades que podem contribuir para a Introdução de Conceitos para uma Natureza Biodiversa,
Protegendo a Paisagem Alterando Funcionamentos e Consciencializando para a Construcção de uma Ideia Criativa Natural e Biológica, Destruindo Estigmas e Garantindo Alternativas para a Sustentabilidade, Juntando Ferramentas para a Construcção de uma Consciência com Capacidade de Mudança Ambiental.

Sendo assim elaborámos um programa, sem contudo o fecharmos, de modo a que possa albergar tudo e todos aqueles que de certa maneira possam a vir a dar um contributo para evitar que o nosso mundo seja homogenizado.

22 de Maio, 16h:
Assembleia – Caracol:
Desobediência Civil, Acção Directa e Não-Violência

23 de Maio, 16h:
Oficinas Sensibilização Ambiental


Mais info: 91 408 23 18


PROJECTO270
Costa de Caparica, Portugal, 2826-901


No facebook: aqui
organic agriculturecontemporary artlive music, dj's, live actsenvironmental educationworkshops, coursestherapy, massagesdesign and maintenance of sustainable green spaces

Roda de Mulheres: encontros da Lua Nova no Recanto das Romãs ( dia 23/5 na Praia da Luz)



Encontros da Lua Nova no Recanto das Romãs

Dança, Partilha, Meditação, Riso, Contos e muito mais...
(Todos os meses no Recanto das Romãs - Praia da Luz)

Próximo encontro da Lua Nova é no domingo dia 23 de Maio às 15h
.

Comparece e traz uma amiga!


Neste encontro iremos debater sobre o feminino.
A nossa querida Gisela irá falar sobre o lar e o nosso espaço sagrado. Como criar um lar mais harmonioso e aprender a encontrar lugares que nos revitalizem e regenerem.
E também meditações, contos, histórias, dança, movimento e muito mais.

(Tragam algo para partilhar no lanche)

Doação para o espaço:5€

Por favor confirma a tua presença: 969979787



Os Círculos de mulheres agem em diversos níveis, são eles:

"Físico: É comprovadamente cientifico que quando duas ou mais mulheres permanecem juntas em um mesmo espaço físico seus ciclos menstruais se auto-regulam. E, segundo as medicinas tradicionais, a mulher se oportuniza do processo de menstruação quando este ocorre nas fases MINGUANTE/NOVA, pois assim temos maior influência do SOL na TERRA e, desta forma, eliminamos mais e melhor. E, além disso, quando diversas mulheres estão juntas, o corpo aciona a produção de um hormônio chamado OCITOSINA, que causa sensação de felicidade e bem-estar. Menstruação regulada cura e nos ensina a viver ciclicamente, entendo que morrer é necessário, tanto quanto renascer e viver plenamente.

Emocional: O CÍRCULO é um arquétipo igualitário, traz noção de pertencimento e de sacralidade à palavra, pois todas ao redor do centro estão à mesma distância, desta forma, não existe hierarquia. Cada palavra é ouvida. Cada batida de coração é sentida. Estar em Círculo CURA as feridas. Sana sem demora as mágoas e ressentimentos. Abre espaço no ventre e coração para a renovação e para realização plena.

Social: Pretende gerar um grupo, ou Círculo de Mulheres que ocupe o vazio comunitário criado pelo capitalismo/pa iarcado. Fazendo circular e estimular o conhecimento e a partilha. Estimulando as mulheres a ocupar e a se manifestar em espaços públicos levando os pontos de vistas femininos.

Espiritual: Em um local onde a mulher possa dar voz a sua essência, o espírito feminino se sente livre para se manifestar, proporcionando insigths, conexões com os arquétipos interiores e intuição mais apurada e visão de olhos de águia, além do alcance, dentro e fora da situação, mediando seus aspectos internos e a vivencia externa."

(extraido de: Êxtase das Deusas)


http://circulosacro.blogspot.com/
Um círculo em honra à Grande Mãe, Deusa do Universo e da Terra e ás mães e deusas dentro de nós.
Para honrar a nossa femininidade e também para nos compreendermos melhor e compreender os processos plos quais passamos. Assim queremos crear um espaço dentro de nós onde podemos crescer como mulheres bem equilibradas que são capazes de interagir em harmonia com o nosso entorno durante o nosso quotidiano. Aprender a utilizar a energia feminina creadora. Isto são só algumas das coisas que os círculos nos podem ajudar a alcançar.De netas a avós, todas bem-vindas, pois sempre aprendemos umas das outras independentemente das idades

Hoje, no Pátio das Letras ( Faro), há poesia de Mário Sá-Carneiro dita por Afonso Dias


Fim

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.

Mário de Sá Carneiro


Biografia

Já está disponível o nº10 da revista online O Comuneiro


Com algum atraso, motivado por razões de ordem pessoal, efectuamos a publicação do nº 10 de O Comuneiro, com a qual completamos cinco anos de intervenção constante desta revista electrónica. Com ela procuramos abrir um espaço próprio e reconhecível, no mundo da língua portuguesa, onde se discutissem os temas e as ideias que pudessem ajudar a rasgar caminhos que tornem possível um outro mundo, no mundo babélico e em decomposição que é o nosso. Neste momento, a crise nas finanças privadas derrama-se numa crise das finanças públicas europeias, mas essa é apenas uma das muitas horrendas cabeças de dragão que a sobreprodução capitalista é capaz de exibir. Não faz sentido recriminar a cupidez infrene de alguns, quando se continua a considerar a busca do ganho individual como a virtude cívica cardial e o esteio fundamental de toda a vida em sociedade.

A primeira contribuição para este número cabe à palavra irrepetível do nosso companheiro Daniel Bensaïd, cujo desaparecimento recente nos deixou a todos, no campo da revolução anticapitalista, um pouco mais sós e inseguros. Sobre todas as questões cruciais do nosso tempo, das mais comezinhas análises de política social aos grandes debates filosóficos, habituáramo-nos a contar com o esteio da sua opinião, para a qual não vai ser fácil encontrar um substituto. De uma forma sempre generosa, audaz, informada e lúcida, ele desbravava hipóteses e revelava tensões, rumo ao futuro, como não se vê mais ninguém capaz de replicar. Podemos constatar isso mesmo, lendo aqui uma das suas últimas entrevistas.

Uma outra contribuição que prezamos muito é a de John Bellamy Foster, actual director da Monthly Review, que para além de ser um digno continuador dos inesquecíveis Paul Sweezy e Harry Magdoff – designadamente na economia política e na teoria do imperialismo -, é também, e sobretudo, um grande investigador e uma voz vigorosa e original no eco-socialismo contemporâneo, como o podemos constatar lendo o artigo de fundo que dele publicamos.

Do filósofo Alain Badiou publicamos um pequeno artigo que, mais que embrenhar-nos na senda complexa dos seus conceitos de evento e situação, nos concita a reflectir historicamente sobre o projecto comunista como convocatória e horizonte de legibilidade do nosso tempo.

Joseph Green, nosso companheiro de debates na internet, demonstra de uma forma bem acessível e despretensiosa, sem ponta de escolástica, como a crítica de economia política de Marx é ainda a melhor ferramenta disponível para analisar a crise contemporânea, desconstruindo pelo caminho os discursos apologéticos das diferentes facções de epígonos ideológicos do sistema.

Miguel d’Escoto e Leonardo Boff são dois vultos proeminentes da teologia da libertação latino-americana. Da sua autoria conjunta publicamos um documento de grande interesse que, para além de um apelo à radical reinvenção da Organização das Nações Unidas, contém sobretudo uma Declaração Universal do Bem Comum da Terra e da Humanidade. Numa altura em que se encerra na cidade lutadora de Cochabamba (Bolívia) a primeira Conferência Mundial dos Povos sobre as Mutações Climáticas, é oportuno escutar este apelo a um reencantamento e sacralização da nossa Mãe Terra, independentemente das convicções religiosas de cada um, que pela nossa parte se quedam por um prudente Espinozismo.

Do nosso editor Ronaldo Fonseca publicamos também uma nova reflexão estratégica sobre a transição ao socialismo, na articulação possível entre as suas várias frentes de luta, e no desenho assimétrico entre os diversos espaços onde se fazem sentir, presentemente, as tensões principais, as dores de parto e a ansiedade pelo futuro.

O projecto liberal, na sua nudez mais crua, continua a ser objecto da nossa atenção, no campo da pura história (ou arqueologia) das ideias políticas. Neste número de O Comuneiro, para além de um ensaio de Jean-Claude Michéa que prossegue e desenvolve outras intervenções suas já por nós publicadas, cabe-nos a grata tarefa de apresentar uma reflexão aguda, pertinaz e bem provocatória de Dany-Robert Dufour, que desvenda na floresta neónica destes tempos de consumismo desbragado e egocentrismo sem freio, o eco e o desenvolvimento lógico dos urros do velho marquês de Sade, às voltas na sua cela da Bastilha.

Por fim (last, but not the least), do nosso companheiro Ivonaldo Leite, publicamos uma reflexão sobre a posição de classe do professor, que fazemos nossa, inteiramente, e nos diz tudo quanto poderíamos desejar saber sobre nós próprios, enquanto intelectuais que persistimos neste gesto insensato de dar a compreender e lutar pela transformação do mundo em que vivemos.

Pela Redacção

Ângelo Novo
Ronaldo Fonseca
www.ocomuneiro.com

Foliada galego-portuguesa nesta sexta-feira à noite no Centro Social A Gentalha do Pichel em Compostela


Encerramento da exposição “Zés-P`reiras no Entre Douro e Minho” que esteve patente no Centro Social A Gentalha do Pichel, em Santiago de Compostela, na próxima sexta-feira ( 21/5) com a presença de Napoleão Gonçalves Ribeiro, membro da Associação Portuguesa para o estudo e divulgação da Gaita de Foles, realizando-se no final uma Foliada às 22h30


Napoleão Gonçalves Ribeiro é membro da APEDGF (Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita de Foles) e desenvolve a sua actividade musical no Grupo de Gaiteiros da Ponte Velha, de Santo Tirso, do qual é membro fundador. Tem-se dedicado à investigação de vários instrumentos tradicionais do Entre-Douro-e-Minho, entre os quais a Gaita-de-fole, numa região que, apesar de possuir uma enorme tradição gaiteira, parece ainda não ter originado grandes atenções relativas ao seu estudo. Tem recolhido todo o tipo de histórias e músicas relacionadas com os "Zés-P'reiras" do Minho, assim como iconografia e documentação histórica relacionadas com a Gaita-de-fole. Desde 2000 que, juntamente com o luthier Carlos Carneiro e de uma forma amadora, tem construído vários instrumentos de arco medievais, Rabecas Chuleiras e Violas de Amor. Foi membro refundador da Tuna de Sequeirô, onde funciona uma escola de música tradicional. É antropólogo no gabinete do património cultural da Câmara Municipal da Trofa.

“Zés-P`reiras no Entre Douro e Minho” é uma exposição itinerante da Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-fole que descreve pormenorizadamente o fenómeno dos “zés-pereiras”, os gaiteiros desta região do litoral do Norte português, através dum conjunto de fontes iconográficas reunidas por vários amantes do instrumento em Portugal.

Desta fazem parte vários cartazes de tamanho que revelam ao público os principais contornos do fenómeno: distribuição geográfica, trajes, a história e o funcionamento dos instrumentos assim como as festividades onde os zés-pereiras costumam tocar, abordando a eterna dicotomia entre o sagrado e o profano.

Homossexuais no Estado Novo, o livro de São José Almeida, vai ser lançado amanhã (20/5) em Lisboa. Dia 8/6 será em Coimbra e 16/6 no Porto.




Lançamento do livro Homossexuais no Estado Novo, na quinta-feira 20 de Maio, às 18h30, no El Corte Inglés, em Lisboa. A Edição é Sextante/Porto Editora.

Apresentado por Teresa Pizarro Beleza (jurista, directora da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa) que faz o prefácio e por António Fernando Cascais (professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e um dos mais antigos activista dos direitos LGBT).

Em Coimbra, o lançamento é a 8 de Junho, às 18h30, na Livraria Almedina (Estádio) com a Graça Abranches (professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) e Paulo Jorge Vieira (activista de direitos LGBT).

No Porto, a apresentação será a 16 de Junho, às 18h30 no Clube Literário do Porto e será feita pela Ana Luísa Amaral (poetisa e professora de estudos queer na Faculdade de Letras da Universidade do Porto) e por Raquel Freire (cineasta, feminista radical e activista de direitos LGBT).

Feira do Livro Anarquista 2010 ( dias 21, 22 e 23 de Maio, na B.O.E.S.G., Lisboa)


Local: BOESG
Biblioteca dos Operários ou Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada
Rua das Janelas Verdes, 13-1ºesq. ( Santos)
Lisboa

Programação da Feira do Livro Anarquista 2010

Dia 21 de Maio (Sexta-feira)
 
17h30m Apresentação do filme "Bombs, blood and Capital" (75m), seguido de debate

Um olhar geral e análise crítica sobre o movimento em Itália que irrompeu após as bombas na Piazza Fontana e o assassinato às mãos da polícia do companheiro Pinelli, em Milão, em Dezembro de 1969.

A repressão estatal daqueles anos ficou conhecida como estratégia de tensão, destinada a acalmar e despedaçar o ímpeto do movimento de trabalhadores, cuja resistência se expressava numa onda de greves selvagens que muitas vezes se transformavam em motins incontroláveis e imprevisíveis.

À parte de toda a recuperação que se fazia por sindicatos e partidos de esquerda, existiam outros grupos com uma total recusa do Estado e da democracia, que escolhiam formas de luta mais radicais, que incluíam críticas ao quotidiano e uma prática de luta armada.

20h Jantarada

21h30m Passagem do filme "Squat Wars", com a presença do autor
Seguido de debate sobre os movimentos de ocupação e o anarquismo

"Squat Wars é um pequeno documentário sobre a movimento okupa em Praga. O filme foca a história das duas okupações mais conhecidas na República Checa, a Landroka (despejada em 2000), a Milada (despejada no último Verão) e a Zenklovka, que antecedeu esta última. A história é desenhada através de entrevistas com antigos habitantes e material de arquivo (fotos e videos)."

Duração: 27 minutos
Linguagem: Checo, com legendas em Inglês

Trailer:
www.youtube.com/watch?v=fzbvWOD_nZQ

A passagem do filme servirá de mote para um debate sobre a forma como os movimentos de ocupação estão relacionados com o anarquismo e de como esses movimentos poderão ser relevantes enquanto táctica para a obtenção de espaços para actividades anarquistas nos dias de hoje.


Dia 22 de Maio (Sábado)

15h Apresentação do Livro "¿Qué hay de nuevo, viejo? Textos y declaraciones del Movimiento Surrealista de los Estados Unidos (1967-1999)" pelo Grupo Surrealista de Madrid e pelo Grupo Editorial Pepitas de Calabaza
Seguido de uma apresentação da actividade surrealista até aos dias de hoje.

A partir da apresentação do livro "¿Qué hay de nuevo, viejo? Textos y declaraciones del Movimiento Surrealista de los Estados Unidos (1967-1999)" do Grupo Surrealista de Madrid e ditado em Espanha pelo Grupo Editorial Pepitas de Calabaza, e da apresentação da revista Salamandra editada pelo Grupo Surrealista de Madrid, irá passar-se em revista aquela que tem sido a actividade surrealista dos anos 60 até aos dias de hoje, sempre com uma atitude crítica e de inconstestável rebeldia. A apresentação estará a cargo do Grupo Editorial Pepitas de Calabaza e do Grupo Surrealista de Madrid.

17h Do erótico e o anarquista
Conversa-colóquio

Desfrutar do prazer aprendendo do passado: análise das contribuições teórico-práticas apartir das posturas revolucionárias que foram influenciar as diferentes vivências sexuais e eróticas.

Pretendemos criar o hábito de falar destas questões, acostumarmo-nos a fazê-lo e, se for necessário, dedicar tempo e esforço a reuniões específicas que versem sobre o erótico e o sexual. Definitivamente, trata-se de romper com temas tabu nos nossos meios de convivência anárquica. Deste modo, pretendemos reflectir sobre questões que são frequentemente tomadas como dado adquirido sem que tenham ficado completamente claras.
Não procuramos a verdade, mas sim evitar o dogma e a injustiça. Pretendemos questionar as normativas existentes para poder criar um caminho próprio. Em última instância, o objectivo final será tentar promover uma atitude positiva em relação à sexualidade e ao erotismo, não mediada pelo medo e sim por todo o potencial que possuímos como animais sexuados, sensíveis e sensuais, que somos. Deixar de nos percebermos, nós próprios, associados ao perigo e construirmo-nos como autênticas fontes de prazer.

19h Apresentação dos livros "El Educador Mercenario" e "La Escuela y la Bala"
Seguido de debate com a presença do autor, Pedro Garcia Olivo

A partir da apresentação dos livros "El Educador Mercenario" e "La Escuela y la Bala", esboçar-se-ão duas modalidades de transmissão de saber que radicalmente se confrontam: de um lado, a escola de origem ocidental, instância de reprodução de uma sociedade fracturada e de uma ordem política opressiva; do outro, a educação comunitária indígena, forma socializadora e moralizadora que corresponde a uma organização igualitária, "comunalista" desde o ponto de vista económico e visceralmente democrática no político. O "El Educador Mercenario" centra-se na forma ocidental do Confinamento Educativo, enquanto que o "La Escuela y la Bala" aborda o horizonte socio-político e o conteúdo da educação "que se respira", sem encerramento, sem professores, sem exames...A opressão social e política exige a Escola para se suster, do mesmo modo que o igualitarismo indígena e as suas práticas de democracia directa expressam-se em modalidades informais de educação comunitária. Entre estas duas propostas trava-se hoje um confronto dramático, no qual a Escola leva vantagem, pois acompanha indefectivelmente a globalização capitalista e a universalização da democracia liberal.

20h30m Jantar "Gang do Avental"

21h30 Concerto acústico de Todo o Nada


Dia 23 de Maio (Domingo)


15h Conversa sobre A NATO nos tempos que correm e aquilo que temos a dizer

O que representa hoje a tropa do Império Ocidental? Que relação estratégica a liga ao capitalismo global e quais os conflitos latentes em cima da mesa? Que novos objectivos se propõe, que ameaças faz pesar sobre nós?

Que exigências se colocam a uma presença libertária que não amplifique a fundamentação mediática da escalada de morte?

17h Conversa sobre a Memória Anticapitalista
Os Grupos Autónomos e a luta anticapitalista no Estado Espanhol nos anos 70 e 80

"Nunca compreenderemos o passado se não somos capazes de sabotar todas a mistificações do presente."
Miguel Amorós

Considerando a autonomia, ou os grupos autónomos, como um tema importante para levar a debate, a apresentação do livro "Por la Memoria Anticapitalista" pretende recuperar, à margem do capital e da historiografia do poder, as bases originais históricas de tais grupos, assim como o seu desenvolvimento e acção, reflexionando também sobre as suas vantagens e limitações.

Tudo isto num contexto e tempo limitado. Tomando como ponto de partida a génese e o auge da autonomia operária do estado espanhol desde o ano de 1970 até 1976, este livro tenta trazer à luz alguns dos grupos autónomos de acção antifranquistas e, sobretudo, anticapitalistas que actuaram no estado espanhol e em França. Alguns desses grupos são:

MIL- GAC (Movimiento Iberico de Liberacion-Grupos autonomos de Combate)
GARI (Grupos de Accion Revolucionaria Internacionalista)
GRUPOS AUTONOMOS de Valencia
GRUPOS AUTONOMOS ANTICAPITALISTAS de Euskalerria
ACCTION DIRECTE
COPEL (Cordinadora de presos en lucha de Madrid)

Concluíndo, trata-se de um exercício de memória e reconstrução histórica que vai desde os inícios dos anos 70 (começa a actividades do MIL) até 87 (caída do grupo francês Action Directe). Uma história contada pelos seus verdadeiros protagonistas.


19h Conversa sobre "A. Bonanno, Christos Stratigopoulos e não só..."

Alfredo Bonanno e Christos Statigopoulos são dois anarquistas presos na Grécia acusados de um assalto a um banco. primeiramente detidos na prisão de Amfissa, foram posteriormente transferidos para a prisão de korydallos em Atenas.
Esta conversa pretende não só dar a conhecer a situação actual dos companheiros, principalmente a de A. Bonanno, cuja permanência na prisão é um acto de vingança clara do estado sobre um inimigo declarado e que está a provocar um perigoso agravamento do estado de saúde do companheiro; mas também a de outros companheiros aprisionados pelo estado grego e não só...

21h Comezaina


Convívio Eco-justo (20 de Maio, às 18h30 no bar ÁGORA, no Instituto Superior Técnico)




Convívio Eco-justo
20 de Maio (Quinta-feira)
18H30 - Bar "ÁGORA" do Instituto Superior Técnico

O GASIST (Grupo de Acção Social do Instituto Superior Técnico) convida-o a participar neste evento cujos objectivos são esclarecer e debater os conceitos de Desenvolvimento Sustentável, Justiça Social, Economia Solidária; reflectir a importância do indivíduo na construção de uma Sociedade Ecologicamente Sustentável; divulgar e esclarecer a importância do Comércio Justo; promover a participação activa do indivíduo através de modos de vida ecologicamente sustentáveis e divulgar exemplos de programas que promovem a educação, sensibilização e mobilização dos jovens neste âmbito.



Convívio Eco-justo

QUANDO: 20 de Maio às 18H30

ONDE: Debate no Bar "ÁGORA" Instituto Superior Técnico; Jantar e Concerto em espaço livre (junto à A.E).

CAPACIDADE: inscrições limitadas.

PREÇO: 5 EUR: debate+jantar+concerto
6 EUR: ACRESCE participação no Sorteio de Cabaz recheado de Produtos "Justos"

INSCRIÇÃO: mail para
gasist.convivioecojusto@gmail.com com o nome e contacto (electrónico e/ou e-mail).

Projecto:
Existe no ar uma crescente preocupação, uma acesa discussão sobre o rumo do mundo, sobre a insustentabilidade da sociedade, sobre o papel de cada um de nós, sobre o futuro.
Não é altura para ficar parado, é preciso agir, procurar saber e transmitir conhecimento, não ser indiferente ao mundo que cada vez mais rápido cresce, muda e atinge novos desafios.
É urgente reflectir. Olhar para os nossos actos diários. Para onde nos dirigimos? Para onde queremos ir?
Daqui surge este grito, sob a forma de um Convívio - Um espaço aberto ao diálogo, ao debate, à troca de ideias, à reflexão sobre Os Desafios para uma Sociedade Sustentável.

“Todos os dias somos confrontados com o apelo exaltante de combater a pobreza. E todos nós, de modo generoso e patriótico, queremos participar nessa batalha. Existem, no entanto, várias formas de pobreza. E há, entre todas, uma que escapa às estatísticas e aos indicadores numéricos: é a penúria da nossa reflexão sobre nós mesmos. Falo da dificuldade de nos pensarmos como sujeitos históricos, como lugar de partida e como destino de um sonho.”
Mia Couto


Objectivos

1. Esclarecer e debater os conceitos de Desenvolvimento Sustentável, Justiça Social, Economia Solidária;

2. Reflectir a importância do indivíduo na construção de uma Sociedade Ecologicamente Sustentável;

3. Divulgar e esclarecer a importância do Comércio Justo;

4. Promover a participação activa do indivíduo através de modos de vida ecologicamente sustentáveis;

5. Divulgar exemplos de Programas que promovem a educação, sensibilização e mobilização dos jovens neste âmbito.

Programa

18h30: DEBATE “Desafios para uma Sociedade Sustentável”

MODERADOR: CIDAC (ONGD) - Centro de Informação e Documentação Amílcar Cabral

CARTA DA TERRA 2000-2010 - Valores e Princípios para um Futuro Sustentável
Orador: ASPEA - Associação Portuguesa de Educação Ambiental

COMÉRCIO JUSTO – Uma Opção para um Consumo Responsável
Orador: Mó de Vida - Cooperativa de Consumidores

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - Projectos Comunitários
Orador: "Roots & Shoots PORTUGAL"

A CASA SUSTENTÁVEL - Poderá uma casa ser totalmente sustentável?
Orador: Duarte Paiva (ARQUITECTO)


20h30: JANTAR com ingredientes de comércio justo
Confeccionado pela Associação PRAMA, ESPAÇO DE EQUILÍBRIO

22h00: CONCERTO "Original Bandalheira e Fanfarra"



http://convivioecojusto.blogspot.com/
http://gasist.ist.utl.pt/site/


O GASIST -Grupo de Acção Social do Instituto Superior Técnico, é uma secção autónoma da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST), que visa a organização, coordenação e promoção de acções de voluntariado social por parte dos alunos, funcionários e professores do Instituto Superior Técnico (IST), encontrando-se ao serviço dos estudantes do IST e da população em geral.

Encontro sobre o Sahara Ocidental «Chá do Deserto no Graal» (dia 20/5 às 20h. no terraço do Graal)


Sahara Ocidental "Chá do Deserto no Graal"

Encontro com Haddu Ahmed Fadel, Deputada e Membro da Comissão Política do Parlamento da República Árabe Saharaui Democrática (RASD)
Sobre o papel da Mulher Saharaui na organização dos acampamentos de refugiados e na luta pela resistência e libertação nacional.


Por iniciativa da AJPaz - Acção para a Justiça e Paz, Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental, Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania, Associação Seres, Associação Solidariedade Imigrante, CIDAC, Engenho e Obra, GRAAL(*), Jornal Mudar de Vida, plataforma Marcha Mundial das Mulheres, SOS Racismo, Tribunal do Iraque, UMAR e UMAR - Açores [subscritoras iniciais, aberto a outras organizações], realiza-se no próximo dia 20 de Maio (Quinta-Feira), pelas 20h, no Terraço do GRAAL — Rua Luciano Cordeiro, 24, 6ºA – Lisboa — um encontro com Haddu Ahmed Fadel, Deputada e Membro da Comissão Política do Parlamento da República Árabe Saharaui Democrática (RASD).


O encontro pretende dar a conhecer a situação da mulher saharaui nos acampamentos de refugiados e nas zonas do Sahara Ocidental ocupadas por Marrocos, o seu importante papel na organização dos refugiados e na luta pela independência daquela que é a última colónia de África e que espera — e desespera —, que a Nações Unidas promovam a realização do referendo de autodeterminação, tal como foi estabelecido entre as partes em conflito – o Reino de Marrocos e a Frente POLISARIO — e a própria ONU em 30 de Agosto de 1988, através da aprovação do Plano de Paz para o território; e, posteriormente, com a criação e instalação da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental, em 29 de Abril de 1991.

DIVULGA E APARECE!

Graal
Rua Luciano Cordeiro, 24, 6ºA - 1150/215 Lisboa Portugal
Tel. 213546831; Fax 213142514
terraço@graal.org.pt

Ou

Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental
0145360801@netcabo.pt
Portugal.sahara@gmail.com

(*) O Graal é um movimento internacional de mulheres motivadas pela procura espiritual e empenhadas na transformação do mundo numa comunidade global de justiça e paz, conforme o sentido simbólico da lenda que deu origem ao nome do movimento.


Consultar ainda:
http://www.arso.org/index.htm

Seminário sobre violência e armas ligeiras: um retrato português ( dia 20/5 no Centro de Estudos Sociais de Lisboa)

Seminário de apresentação de resultados - Violência e armas ligeiras: um retrato português

20 de Maio de 2010, 9:30, CES-Lisboa, Picoas Plaza

Organização: Núcleo de Estudos para a Paz (NEP) e Observatório sobre Género e Violência Armada (OGiVA)

Entrada livre – Atribuição de certificado de participação


Apresentação
O Núcleo de Estudos para a Paz do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (NEP/CES) vai realizar no dia 20 de Maio de 2010, no Centro de Estudos Sociais-Lisboa (Picoas Plaza, Rua do Viriato, 13) o seminário “Violência e Armas Ligeiras: um retrato português”.

Neste seminário, inserido no âmbito do projecto de investigação homónimo, e que agora termina, pretende-se apresentar e debater os resultados do projecto, especificamente no que diz respeito às seguintes dimensões: a oferta de armas de pequeno porte em Portugal; a procura de armas de fogo, ou seja, a identificação dos proprietários e utilizadores de armas e as suas motivações; os impactos diferenciados da violência armada; e as respostas e estratégias de prevenção e combate à violência armada, protagonizadas pelo Estado e pela sociedade civil.


Programa Provisório

9:30/10:00 Apresentação dos objectivos do projecto
José Manuel Pureza (Núcleo de Estudos para a Paz/CES, Universidade de Coimbra)
Tatiana Moura (Núcleo de Estudos para a Paz e Observatório sobre Género e Violência Armada/CES, Universidade de Coimbra)


PAINEL 1 A OFERTA DE ARMAS DE PEQUENO PORTE EM PORTUGAL

10:00/10:20 Produção, fluxos, mercados legais e ilegais de armas de fogo em Portugal
Julio Purcena (Viva Rio, Brasil)
Rita Santos (Núcleo de Estudos para a Paz/CES, Universidade de Coimbra)

10:20/10:30 Comentário
Intendente Francisco Bagina (Departamento de Armas e Explosivo, Polícia de Segurança Pública)

10:30/11:00 Debate

11:00/11:15 Pausa para café


PAINEL 2 A PROCURA DE ARMAS DE PEQUENO PORTE EM PORTUGAL

11:15/11:35 Perfis, usos e motivações para a procura de armas de fogo
Tatiana Moura (Núcleo de Estudos para a Paz e Observatório sobre Género e Violência Armada/CES, Universidade de Coimbra)
Rita Santos (Núcleo de Estudos para a Paz/CES, Universidade de Coimbra)

11:35/11:45 Comentário
Pedro Krupenski (Amnistia Internacional, Portugal)

11:45/12:15 Debate

12:15/14:00 Pausa para almoço


PAINEL 3 IMPACTOS DIFERENCIADOS DA VIOLÊNCIA ARMADA

14:00/14:20 Os impactos directos da violência armada: mortos e feridos
Carla Afonso (Núcleo de Estudos para a Paz /CES, Universidade de Coimbra)

14:20/14:40 Violência doméstica e armas de fogo
Tatiana Moura (Núcleo de Estudos para a Paz e Observatório sobre Género e Violência Armada/CES, Universidade de Coimbra)

14:40/15:00 Os custos da violência armada em Portugal: análise dos custos hospitalares
Joana Dias (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra)
Pedro Godinho (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra)

15:00/15:20 Para uma análise dos custos do medo em Portugal
Eduardo Barata (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra)
Luis Cruz (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra)

15:20/15:30 Comentário
Manuel Lisboa* (SOCINOVA, Universidade Nova, Lisboa)
Maria José Magalhães* (União Mulheres Alternativa e Resposta - UMAR)

15:30/16:00 Debate

16:00/16:15 Pausa para café


PAINEL 4 ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA ARMADA

16:15/16:35 O regime jurídico das armas e munições em Portugal
Carla Afonso ((Núcleo de Estudos para a Paz/CES, Universidade de Coimbra)
Marta Peça (Núcleo de Estudos para a Paz/CES, Universidade de Coimbra)

16:35/16:55 Portugal, o Programa de Acção das Nações Unidas para Prevenir, Combater e Erradicar o Comércio Ilícito de Armas e dos Seus Componentes e o processo de elaboração do Tratado sobre Comércio de Armas
Rita Santos (Núcleo de Estudos para a Paz/CES, Universidade de Coimbra)

16:55/17:05 Comentário
Fernando Roque de Oliveira (Observatório Permanente sobre Produção, Comercialização e Proliferação de Armas Ligeiras, CNJP)

17:05/17:25 Exibição de curta-metragem documental

17:25/17:35 Comentário
António Guterres (Centro de Experimentação Artística, Vale da Amoreira)

17:35/18:00 Debate

18:00/18:30 Sessão de encerramento
José Manuel Pureza (Núcleo de Estudos para a Paz/CES, Universidade de Coimbra)
Tatiana Moura (Núcleo de Estudos para a Paz e Observatório sobre Género e Violência Armada/CES, Universidade de Coimbra)
José Conde Rodrigues (Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna)
Núcleo de Estudos para a Paz
Os estudos para a paz constituem actualmente uma área de pesquisa da maior importância no panorama da investigação-acção em ciências sociais. O seu pressuposto básico é o de que às várias facetas da violência (não só física e directa, mas também estrutural e cultural) correspondem diferentes patamares de paz (não só a ausência de guerra, mas equilíbrio ambiental, justiça económica e social, liberdade e participação política e tolerância e abertura multicultural). Cabe à investigação desvelar os mecanismos produtores das violências e identificar as correspondentes estratégias da construção da paz como dinâmicas de transformação social.
O Núcleo de Estudos para a Paz, do Centro de Estudos Sociais (NEP/CES), pretende ser um pólo de investigação-acção neste domínio da peace research.

Metro da Ciência (filosofia, matemática, astronomia, física, electrónica,informática, Natureza, geologia, genética, biologia, química,evolucionismo)


Clicar por cima da Imagem para ver em detalhe

18.5.10

Lukanikos, o cão grego anti-sistema


Lukanikos
(crónica de Paulo Varela Gomes, publicada no jornal Público )


Se eu fosse um qualquer dos manifestantes que, na Grécia, contestam na rua as medidas impostas pelas autoridades nacionais e internacionais, é provável que sentisse vontade de me juntar àqueles que os media chamam «anarquistas» porque a violência de que fazem uso constitui uma reacção menos resignada ao inevitável e mais apropriada à raiva e frustração que todos.

Na atitude dos «anarquistas» há muitas coisas de que não gosto mas há um aspecto que me interpela, tanto pessoalmente como enquanto português: não têm medo da polícia. Ora, sinto muitas vezes que o medo da autoridade é o traço mais vil do comportamento da maioria dos portugueses, treinados na cobardia por décadas de submissão e desengano e dotados há já demasiado tempo de dirigentes sindicais ou políticos de oposição que só sabem apelar à calma e não estão mais prontos a bater-se a sério do que aqueles que deveriam encorajar.

Quando eu era novo, os meus pais tentaram ensinar-me a não ter medo da polícia. Não se tratava tanto do facto de estarmos então sob uma ditadura e de ser necessário enfrentar a autoridade. As ditaduras ficam e passam, o Estado, a sua brutalidade, não desaparece nunca. Tratava-se de uma questão mais profunda. A minha mãe contava-nos a história de Antígona, uma tragédia de Sófocles no decurso da qual Antígona desobedece às leis da sua cidade, Tebas, para sepultar o irmão Polinices que as leis tinham banido. Antígona é condenada à morte porque se firma na convicção de que as leis dos deuses, que mandam uma irmã sepultar o irmão, são mais importantes e dignas de respeito que as dos homens. Com esta história, a minha mãe dizia-nos que a lei não é um valor absoluto, que há leis iníquas, e que é preciso resistir ao Estado e à lei sempre a moral assim o exigir. Se estivermos certos da nossa confiança em leis que são anteriores à lei, não devemos temer a polícia, os tribunais, o Estado.

Da ausência de medo por parte dos gregos, o símbolo mais eloquente (tanto que se tornou um ícone nos media) é Lukanikos, um cão vadio e rafeiro que desde 2008 aparece na frente das manifestações, arreganha o dente à polícia, e bate-se ao lado dos seus companheiros humanos.

Também no que respeita aos cães, não basta à autoridade afirmar-se para ser obedecida. Tem ainda que se justificar mostrando o seu amor, não pela lei da força mas por uma lei maior, a da justiça. Ninguém deve respeito e obediência a qualquer autoridade, seja ela qual for, justificada ou não por votos, que se baseie na razão financeira para condenar milhões de homens e mulheres que já eram pores a uma vida ainda mais pobre, deixando de fora dessa condenação os mais ricos e os mais responsáveis pela desgraça colectiva. Como Antígona, os gregos têm o direito de dizer: não obedecerei a essa autoridade e a essa lei.
Lukanikos arreganha os dentes à polícia grega simbolizando a coragem da vanguarda de um povo que é capaz de colocar a lei maior, a da justiça, acima das determinações dos vendilhões de todos os templos.

Paulo Varela Gomes






O nome dele é Loukanikos (Respeito, em grego). Um cão extremamente esperto, charmoso e cheio de graça. Seu porte altivo e elegância chamam a atenção. Seu olhar é doce e fulminante. Ele transparece segurança e confiança. Não se assusta nem foge da luta, da repressão fardada, dos gases lacrimogêneos, do fogo inimigo.

É impressionante como por detrás deste animal salta aos olhos uma imagem terna, de dignidade e rebeldia. Mais uma das tantas poesias anárquicas gregas.

Nos últimos dois anos ele foi visto em quase todas as manifestações em Atenas, tanto nos protestos dos anarquistas como nos dos trabalhadores e estudantes. Presume-se que ele pertença a um dos manifestantes. Mas é um cão livre.

E novamente, lá estava ele, firme, no meio da multidão, do lado do povo grego, participando dos protestos contra as medidas de austeridade do governo grego, FMI e União Européia.
Na edição da última quinta-feira (6), o jornal inglês The Guardian divulgou uma galeria de imagens deste cachorro, que já foi destaque em outras mídias.


Aqui galeria de imagens do The Guardian:
http://www.guardian.co.uk/world/gallery/2010/may/06/greece-protest?pictu...


Aqui um blog com várias imagens do Loukanikos:
http://www.thisblogrules.com/2010/03/dog-that-hasnt-missed-a-single-riot...


Aqui um blog que foi criado recentemente com imagens do Loukanikos:
http://rebeldog.tumblr.com/


Aqui um blog com muitas imagens, vídeos e histórias de cães rebeldes gregos, principalmente do cão Kanelos, dos “Blacks Dogs”:
http://kanelos.blogspot.com/


agência de notícias anarquistas-ana





Grémio Portuense organiza hoje, no Teatro Latino, encontro informal de leitura com o texto Histórias de Família de Biljana Srbljanovic

Grémio do Porto organiza Encontro de Grupo de Leitura
Terça-feira, 18 de Maio de 2010 às 21:30
Local: Teatro Latino
Rua Sá da Bandeira 108 - Porto

Leituras informalissimas

Leitura de HISTÓRIAS DE FAMÍLIA, de Bilijana Srbljianovic (Sérvia)

Entrada livre.


Grémio Portuense
Um espaço aberto a discussão de ideias e sugestões
Travessa Monte Louro 102 2º esq.
Porto, Portugal
Telefone:
917084301



Iniciativa integrada na Variação da Cultura

Encontro com Jaddu el Hay, deputada do Parlamento da República Árabe Saharaui Democrática, na Biblioteca Municipal de Montemor-o-Novo (hoje, às 18h30)



Encontro com Jaddu el Hay, deputada do Parlamento da República Árabe Saharaui Democrática, na Biblioteca Municipal Almeida Faria em Montemor-o-Novo, dia 18 de Maio às 18 e 30m


O povo do Sahara Ocidental vive suspenso há cerca de 17 anos na realização de um referendo e refugiado há mais de trinta anos num canto esquecido do Sul da Argélia vivendo apenas com ajuda humanitária.

Para perceberem a situação deste povo pode-se fazer a associação ao que se passou com Timor, o Sahara Ocidental foi colonizado por Espanha e quando este se retirou do território, o exército marroquino invadiu a região norte do Sahara. Assim como a Indonésia invadiu Timor.

Em 1981 Marrocos iniciou a construção de um muro com cerca de dois mil quilómetros, dividindo ao meio o território do Sahara Ocidental. Para o reino marroquino ficou a zona ocidental, com o Atlântico e as minas de fosfatos. Para a República Árabe Sarauí Democrática ficou um oceano de areia.

Estes dois países (Sahara Ocidental e Marrocos) estiveram em guerra cerca de 15 anos.

Em 1991 Marrocos concordou em efectuar um referendo para saber se o povo saharaui pretende a independência ou ficar sobre o controlo do poder marroquino.

Desde essa altura cerca de 160 mil pessoas vivem em acampamentos com condições mínimas e esquecidos pela maioria dos europeus, pois países como França, Espanha e também Portugal tem muitos acordos comerciais com Marrocos e não pretendem entrar em conflitos...

A República Árabe Saharaui Democrática está reconhecida actualmente por 80 países, nenhum Europeu.

Muitos de nós comem as sardinhas que são pescadas nos bancos de pesca do Sahara Ocidental, os refugiados saharauis não comem muitas vezes sardinhas, nós podemos ajudar a mudar isto. Divulguem aos vossos amigos esta situação. Informem-se.

Em Abril de 2009 o Movimento Democrático de Mulheres integrou uma caravana de solidariedade com o povo saharaui e teve contacto com as condições muito precárias em que vive este povo.

Os refugiados nos acampamentos vivem da ajuda internacional que é cada vez mais deficiente e a economia é zero. As condições são precárias devido ao clima e à ausência de infraestruturas; não têm água, energia eléctrica, nem saneamento básico.

Os que vivem nos territórios ocupados por Marrocos são discriminados, perseguidos, sequestrados, sujeitos a prisões arbitrárias e torturas.

O Reino de Marrocos que não se notabiliza por práticas democráticas para com o seu próprio povo, trata os saharauis que vivem nos territórios ocupados como pessoas sem direitos.

Os relatórios da Amnistia Internacional, da Human Rights Watch e de outras organizações de defesa dos Direitos Humanos, sistematicamente acusam o Reino de Marrocos de violações sobre os cidadãos saharauis.

Esta situação teve recentemente alguma notariedade devido à greve de fome protagonizada por Aminetu Haidar em Novembro do ano passado, quando esta, destacada activista dos Direitos Humanos, viu negada a sua entrada nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, onde reside, por ter recusado a nacionalidade Marroquina. Detida no aeroporto de L’Aaiún pelas autoridades marroquinas, foi sujeita a interrogatório e isolamento de quase 24 horas, sendo de seguida obrigada a embarcar num avião que a conduziu ilegalmente a Lanzarote sem passaporte, qualquer outra documentação ou pertence. O único direito que Aminetu reclamou era o de a de poder viver na sua pátria, como saharaui, sem aceitar a nacionalidade marroquina, aliás de acordo com as inumeras resoluções das Nações Unidas.





Fatma Mehdi, Secretária-Geral da União Nacional de Mulheres Sarauís, e uma deputada do Parlamento Saharaui, Jaddu el Hay vieram a Portugal para participar no 8º Congresso do MDM (15 e 16 de Maio, Voz do Operário em Lisboa).

No seguimento deste encontro é com muita alegria que a deputada virá até Montemor-o-Novo a convite do núcleo do Movimento Democrático de Mulheres para um momento de convívio no dia 18 de Maio de 2010, às 18 e 30m na Biblioteca Municipal, e onde poderá divulgar e esclarecer os montemorenses sobre a situação actual do povo saharaui.

Apareçam para este encontro e aproveitem a oportunidade única de esclarecer dúvidas e conhecer esta realidade que está muito próxima de nós.


Núcleo do Movimento Democrático de Mulheres de Montemor-o-Novo

Há festa na Horta (23 de Maio)


http://horta-popular.blogspot.com/


Projecto Horta Popular
As hortas em meio urbano são uma realidade em muitos países do Mundo, nas vertentes comunitária, de lazer ou de suporte ao rendimento familiar. A sua presença embeleza os bairros que as acolhem e ajuda a criar um espírito de amizade nos que regularmente se encontram para cultivar os frutos da terra, estimulando uma partilha de saberes.


Horta Popular - O que é?

De uma forma simples, uma horta popular ou comunitária é um espaço verde onde as pessoas se encontram e cultivam vegetais ou flores, num terreno comum ou dividido em pequenos talhões para cada hortelão. Ao contrário de outros espaços verdes da cidade, a sua manutenção é feita pelos próprios utilizadores do espaço e não por profissionais.


Para que serve?

As valências de uma horta popular são muitas e variadas, com benefícios tanto em termos ecológicos como sociais. O aumento do sentimento de pertença a uma comunidade, das relações de vizinhança e de conexão com a natureza são alguns dos efeitos sentidos por aqueles que cultivam os seus vegetais ou flores numa horta popular. De uma forma um pouco mais sistematizada, temos como efeitos benéficos:

- melhoria da qualidade de vida;
- desenvolvimento das relações de vizinhança e de comunidade, estimulando a interacção social;
- aumento do sentimento de auto-estima;
- embelezamento do bairro;
- produção de comida nutritiva e redução das despesas familiares com alimentos frescos;
- criação de oportunidades para recreação, lazer, exercício físico, terapia e educação;
- aumento das oportunidades para inter-relacionamento entre gerações, idosos e crianças;
- criação de habitats para espécies animais e vegetais;
- funciona como regulador da ilha de calor urbano;
- ajuda na regulação do ciclo hidrológico e na prevenção de cheias, ao ser local de infiltração de águas;
- diminuição da quantidade de lixo, ao reaproveitar resíduos alimentares domésticos para composto.


O caso específico da Freguesia da Graça – onde se situa a Horta Popular?

Na intersecção da Calçada do Monte com a Rua Damasceno Monteiro, freguesia da Graça, existe um terreno que se apresenta abandonado há largos anos. Durante algum tempo houve alguns moradores que lá cultivavam os seus legumes, mas há quase uma década que essa actividade desapareceu. É nesse local, com excelente exposição solar, que está a nascer a Horta Popular, aproveitando também as árvores já existentes para criar agradáveis espaços para contemplação do casario e do rio, leitura ou conversa.


Que objectivos temos?

No projecto que estamos a desenvolver, pretendemos incentivar alguns saberes e conhecimentos específicos junto da população do bairro, a saber:

1. Como fazer adubo orgânico a partir de restos de alimentos vegetais;
2. Como criar plantas aromáticas e hortaliças sem recorrer ao uso de pesticidas tóxicos e adubos sintéticos;
3. Ensinar às crianças do bairro como crescem alguns dos alimentos que elas todos os dias consomem, restabelecendo a ligação entre o ser humano e a terra que o alimenta;
4. Criar um agradável espaço comunal, onde seja possível não apenas cultivar a terra mas partilhar saberes através de conversas descontraídas, reforçando laços de vizinhança e sentimentos de pertença ao bairro.


Como poderá o espaço da horta ser organizado?

A horta localiza-se numa vertente exposta a Sudoeste, com muito boa exposição solar. Distinguimos três zonas na horta. Uma zona plana com três pinheiros mansos, na parte superior. Esta é a parte mais indicada para a colocação de algumas plantas aromáticas e flores, mesas, cadeiras e eventualmente um baloiço. Local preferencial para realização de piqueniques, conversas, contemplação do casario do bairro, do Castelo de S. Jorge e do Rio Tejo.
A segunda zona é a da horta propriamente dita, onde se cultivam diversas variedades hortícolas em vários talhões comunais. É a zona de inclinação intermédia, o que ainda assim não dispensa a construção de pequenos socalcos.
Por fim, identificámos uma terceira zona, a que apresenta o declive mais acentuado, que pensamos utilizar como pomar. Dado que está a norte da parte hortícola, não existe problema com a projecção de sombra das árvores de fruto sobre as hortícolas.
Transversal a estas três zonas, pensámos em algumas infraestruturas de apoio, como uma casinha para sementes e ferramentas, uma casa-de-banho e um mini-bar.
À medida que o nosso conhecimento sobre o terreno fôr aumentando, pequenos ajustes surgirão necessariamente.


Compatibilização com usos actuais do espaço

Recuando um pouco atrás, é necessário admitir que o espaço não está totalmente abandonado. É utilizado como latrina de cães dos moradores. Como é importante que os animais tenham um local onde defecar, para manter os passeios adjacentes em boas condições higiénicas, definimos igualmente um local para servir como casa-de-banho para cães.

17.5.10

Clara Pinto Correia expõe os seus orgasmos, e nada acontece; Bruna Real posa despida numa revista e logo é acusada de… causar alarmismo social !!!


A Clara Pinto Correia, figura pública, professora universitária com uma carreira académica reconhecida, expõe fotos suas em pleno orgasmo numa galeria de exposições lisboeta, e nada lhe acontece
A Bruna Real, transmontana de 27 anos feitos, professora do ensino básico em Torre de D. Chama, posa despida em revista da especialidade, e cai-lhe em cima a Vereadora e a Autarquia de Mirandela, e é expulsa do seu emprego de professora sob a acusação de causar alarmismo social.

Situações análogas recebem tratamentos diferentes.

E porquê?

Provavelmente porque o erotismo do povo é muito mais subversivo que o erotismo das elites…

No primeiro caso, o erotismo popular é perigoso e ameaça a moral, constituindo um potencial motivo de subversão libidinosa popular que pode desviar as «massas» para caminhos que não são os desejados pela cultura dominante.
No segundo caso, o erotismo das elites já passa por socialmente aceitável, e até é convertido em arte.


Melhor objecto de estudo para a sociologia não poderia haver
...

O verdadeiro preço de umas Nike












2º Ciclo das Derivas de Maio (colóquios, livros, filmes) na ESMAE, Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo ( dia 22 de Maio)




Estas segundas derivas propõem-se debater a educação e a revolução. Um binómio nem sempre conjugado e que foi convenientemente separado à nascença. Mas nem sempre foi assim: em todas as revoluções dignas desse nome o amor, o quotidiano, a educação pertenciam às mesmas ondas de choque. Em cada inovação e transformação revolucionárias no campo livre da educação o Estado soube recuperá-las e cedê-las à sua classe e aos seus sequazes. Trata-se, portanto, de inventar caminhos impossíveis de serem recuperáveis, ou seja, de criar situações verdadeiramente irreversíveis.
Nos campos da realidade e do quotidiano, pretende-se igualmente transformá-los de modo a criar objectos reconhecíveis pelos deprimidos do mundo inteiro; um modo moderno de superação niilista dos novos cadáveres esquisitos e das nossas máscaras acinzentadas em que nos tornámos.
Vamos promover estes e outros debates entre nós, que teimamos em realizá-los. As Derivas de Maio convidam-no e à Suzana Ralha, ao António Alves da Silva, ao Rui Pereira e ao Santiago López-Petit a passar pelo Café Concerto da ESMAE, no dia 22 de Maio, pela manhã e tarde de um sábado. A falarmos e a encontrarmos saídas.


«E se a Revolução significasse, antes de tudo, Educação?»

9:30 – Entrega do certificado de presença

9:45 – Abertura
Moderação: António Luís Catarino
10:00 – Suzana Ralha, Professora
11:30 – António Alves da Silva, Professor
Debate

12:30 – Intervalo para almoço

«Fazer o Pensar e Pensar o Fazer – Como atacar a Realidade?»
Moderação: António Luís Catarino
14:30 – Rui Pereira, Jornalista
15:00 – Santiago López-Petit, Filósofo. Universidade de Barcelona
Debate

16:00 –– Apresentação do livro de Santiago López-Petit, A Mobilização Global seguido de O Estado-Guerra e Outros Textos. Tradução e Comentários de Rui Pereira. Deriva Editores, 2010

17:00 – Projecção do Filme El Taxista Ful de Jordi Solé (Jo Sol)


http://derivasdemaio.blogspot.com/2010/04/derivas-de-maio-programa.html

O PowerPoint torna-nos estúpidos ( texto de José Vítor Malheiros)

O maravilhoso mundo do PowerPoint ( crónica de José Vítor Malheiros publicada no jornal Público)

O programa da Microsoft é óptimo para apresentar listas. O problema é que, na vida, nem tudo são listas.



Na semana passada, o New York Times publicou um esquema que representava a estratégia americana no Afeganistão. O desenho, que fazia parte de uma apresentação feita aos líderes militares ocidentais no país, e que já tinha sido revelado pelo correspondente da NBC em Cabul no final do ano passado, representa as várias forças no terreno e todos os factores que interferem na situação política e militar. Tudo aquilo é depois ligado por um emaranhado de setas que, em teoria, mostra a relação entre todos os intervenientes e torna evidente o que se passa e o que se pretende (ver aqui).

A imagem é incompreensível. "Quando conseguirmos perceber este diapositivo, vamos ganhar a guerra", foi o comentário do general Stanley A. McChrystal, líder das forças da NATO no Afeganistão, citado pelo NYT.

O esquema, que foi comparado a um prato de esparguete, é apenas um dos muitos exemplos da praga chamada PowerPoint, um programa de gestão de apresentações da Microsoft que há anos vem poluindo o mundo político e científico, as apresentações públicas e as nossas escolas com o que de pior o marketing tem para mostrar.

As limitações do PowerPoint são conhecidas há muito. O seu maior crítico é o designer Edward R. Tufte, que, em 2006, publicou o fascinante e demolidor The cognitive style of PowerPoint, que se debruça nomeadamente sobre a responsabilidade do uso do PowerPoint na explosão do vaivém Columbia em 2003. Mas a ferramenta continua a ser cada vez mais usada e a espalhar o seu veneno pelos auditórios de todo o mundo.

É verdade que a responsabilidade de tudo isto não é do PowerPoint em si mas do uso que as pessoas fazem dele. É possível fazer um bom uso do programa e todos nós já tivemos oportunidades de o constatar. Só que o PowerPoint e os seus templates convidam os utilizadores a fazer apresentações onde a racionalidade está rarefeita e cujo único fito parece ser hipnotizar audiências. Um dos vícios mais perniciosos que o PowerPoint generalizou foi a utilização de listas de itens com bullets - aquelas bolinhas pretas que aparecem à frente das frases. Eu adoro listas. Só que as listas têm um problema: são óptimas para levar para o supermercado mas não são o melhor método para apresentar uma argumentação complexa. E é isso que o PowerPoint tem tendência a fazer: suprime a argumentação em favor de listas de tópicos, põe todos os argumentos ao mesmo nível, apaga o contexto que dá sentido a um raciocínio, faz desaparecer as dúvidas e as interrogações, reduz uma situação complexa a um esquema incompreensível e, o que é o pior de tudo, dá-nos a ilusão de que as coisas são mais claras do que são de facto, estimulando o uso de sound bites em vez de argumentação e de imagens em vez de discurso. Tufte dizia que o programa sacrifica o conteúdo à forma e transforma uma sessão de informação numa sessão de vendas e os apresentadores em publicitários. Um dos militares citado pelo NYT é mais directo: "O PowerPoint torna-nos estúpidos".

Há tantos problemas à volta do uso do PowerPoint que esta página seria pequena só para fazer a lista (e uma lista, mesmo com bullets, não serviria para muito) mas fiquemo-nos por dois dos mais terríveis: de ferramenta de apresentação, o PowerPoint está a passar a ferramenta de comunicação em geral e é usado, por exemplo, para transmitir ordens no meio militar. O problema? As ordens parecem claras, mas não são. Outro problema: o PowerPoint está a transformar-se na ferramenta de escolha para apresentação de trabalhos escolares, com as suas listas de tópicos e belas imagens a substituir o velho texto onde se podia descascar uma ideia, explicar coisas detalhadamente e até (como dizer?) reflectir em voz alta.

16.5.10

A Anarquia Mundial ( actualização notável da A Internacional para as lutas dos nossos dias)

Uma nova versão da Internacional, actualizada às lutas e ao século XXI, com o título A Anarquia Mundial. As estrofes de Eugène Pottier foram actualizados mas conservou-se o ritmo e o espírito. Quanto à música continua a ser do músico e operário belga Pierre Degeyter. A voz é de Chloé







L'anarchie Mondiale


Comment pour le bien d’un seul homme
Peut-on en un jour amasser
Un gain que dans leur vie mille hommes
Ne parviendront à dépasser ?

Les profits extraordinaires
Nient la justice et l’équité,
Face à la misère ordinaire
Le luxe est une obscénité !


Refrain:
C’est l’union solidaire
Liberté, unité,
L’Anarchie sur Terre
Sera l’humanité !

C’est l’union solidaire
Liberté, unité,
Justice sur la terre
Pour toute l’humanité !


Partout la nature est pillée
Salie de réclames futiles.
Que de ressources gaspillées
En consommations inutiles.

Il faudra nous mobiliser,
Pour satisfaire les vrais besoins.
Que chacun puisse disposer
D’un abri, de vivres et de soins.


Refrain

Profits vous étouffez la terre
Dans votre croissance obstinée.
Vos gaz et leur effet de serre
Vont bientôt nous assassiner.

Redonnons leur vraie valeur aux biens !
Pour garantir l’écologie,
De la monnaie brisons les liens
Par l'Équivalent énergie.


Refrain

Il nous faut mendier le travail,
Nourrir la prétendue croissance.
Il n’y a que notre vie qui vaille,
Ce gaspillage n’a pas de sens !

Que partout vienne l’autogestion,
Mais par un salaire minimum
Attribué sans condition
Il faut assurer tous les hommes.


Refrain

Les maîtres hideux du capital,
Laissent les peuples agoniser,
Qu’enfin les ressources vitales
Soient pour de bon humanisées !

Le pouvoir des multinationales
Insulte notre dignité,
Mais l’avidité nationale
Génère les monstruosités !


Refrain

Par les églises préparés
Les mensonges des religions,
Sont pour les foules égarées
Une criminelle contagion.

Inventés pour servir le pouvoir
Les dogmes nient la réalité,
Contre eux il faudra promouvoir
Le savoir et la vérité !


Refrain

Face à l’urgence alimentaire
L'argent gâché dans les conflits
Pour la fierté des militaires
Est une criminelle folie.

La menace des armes nucléaires
Aux mains de clowns et de déments,
Laisse aux pouvoirs autoritaires
Un droit d’anéantissement.


Refrain

Aussi vrai que la terre est ronde
Les frontières sont des absurdités,
Nous sommes citoyens du monde
Il n’y a qu’une seule humanité.

Par-dessus les états nations
Les peuples devront s’exprimer
Pour faire cesser l’aliénation
Leur vraie parole doit primer.


Refrain

Homme réponds à ton devoir
Et de tous les jougs affranchi,
Choisis l’ordre sans le pouvoir
Ce qui a pour nom Anarchie.

Il faut croire en notre victoire
Et suivre nos buts déclarés :
Fraternité du drapeau noir
D’une planète bleue éclairé !


Refrain ou facultatif :

C'est la lutte finale,
Groupons nous et demain,
L'Anarchie mondiale
Sera le genre humain !

A Revolta ( La Revolte ), canção com letra de Sébastien Faure e interpretação dos «Les quatre Barbus»



La Révolte - Versão Original de Sébastien Faure (1886)

Nous sommes les persécutés
De tous les temps et de toutes les races
Toujours nous fûmes exploités
par les tyrans et les rapaces
Mais nous ne voulons plus fléchir
Sous le joug qui courba nos pères
Car nous voulons nous affranchir
de ceux qui causent nos misères

Refrain :
Église, Parlement, Capitalisme, État, Magistrature
Patrons et Gouvernants, libérons nous de cette pourriture
Pressant est notre appel, donnons l'assaut au monde autoritaire
Et d'un cœur fraternel nous réaliserons l’idéal libertaire

Ouvrier ou bien paysan
Travailleur de la terre ou de l'usine
Nous sommes dès nos jeunes ans
Réduits aux labeurs qui nous minent
D'un bout du monde à l'autre bout
C'est nous qui créons l'abondance
C'est nous tous qui produisons tout
Et nous vivons dans l'indigence

(Refrain)

L'État nous écrase d’impôts
Il faut payer ses juges, sa flicaille
Et si nous protestons trop haut
Au nom de l'ordre on nous mitraille
Les maîtres ont changés cent fois
C'est le jeu de la politique
Quels que soient ceux qui font les lois
C’est bien toujours la même clique

(Refrain)

Pour défendre les intérêts
Des flibustiers de la grande industrie
On nous ordonne d'être prêts
À mourir pour notre patrie
Nous ne possédons rien de rien
Nous avons horreur de la guerre
Voleurs, défendez votre bien
Ce n'est pas à nous de le faire

(Refrain)

Déshérités, soyons amis
Mettons un terme à nos tristes disputes
Debout! ne soyons plus soumis
Organisons la Grande Lutte
Tournons le dos aux endormeurs
Qui bercent la misère humaine
Clouons le bec aux imposteurs
Qui sèment entre nous la haine

(Refrain)

Partout sévit l'Autorité
Des gouvernants l'Internationale
Jugule notre liberté
Dont le souffle n'est plus qu'un râle
L'heure a sonné de réagir
En tous lieux la Révolte gronde
Compagnons, sachons nous unir
Contre tous les Maîtres du Monde

(Refrain)



Versão modificada de René Binamé (1996)


Nous sommes les persécutés de tous les temps et de toutes les guerres
Toujours nous fûmes exploités par les tyrans et leur cerbères
Mais nous ne voulons plus fléchir sous le joug qui courba nos pères
Car nous voulons nous affranchir de ce qui cause nos misères

Refrain:
Église parlement magistrature état militarisme
Patrons et gouvernant débarrassons-nous du capitalisme
Pressant est notre appel donnons l’assaut au monde autoritaire
Et d’un cœur fraternel nous réaliserons l’idéal libertaire

Ouvriers ou bien paysans travailleurs de la terre ou de l’usine
Nous sommes dès nos jeunes ans réduits au labeur qui nous mine
D’un bout du monde à l’autre bout c’est nous qui créons l’abondance
C’est nous tous qui produisons tout et nous vivons dans l’indigence

L’état nous écrase d’impôt il faut payer ses juges sa flicaille
Et si nous protestons trop haut, au nom de l’ordre on nous mitraille
Les maîtres ont changé cent fois c’est le jeu de la démocratie
Quelque soit ceux qui font les lois c’est toujours la même supercherie

Pour défendre les intérêts des flibustiers de la grande industrie
On nous ordonne d’être prêts à mourir pour notre patrie
Nous ne possédons rien de rien nous avons l’horreur de la guerre
Voleurs défendez votre bien ce n’est pas à nous de le faire

O Triunfo da Anarquia ( por uma humanidade livre), canção de Charles d’Avray cantada por René Binamé




Le triomphe de l'anarchie


Tu veux bâtir des cités idéales,
Détruis d'abord les monstruosités :
Gouvernements, casernes, cathédrales,
Qui sont pour nous autant d'absurdités.
Dès aujourd'hui vivons le communisme,
Ne nous groupons que par affinités,
Notre bonheur naîtra de l'altruisme,
Que nos désirs soient des réalités.

Refrain :
Debout ! Debout! Compagnons de misère,
L'heure est venue, il faut nous révolter,
Que le sang coule et rougisse la terre,
Mais que ce soit pour notre liberté.
C'est reculer que d'être stationnaire,
On le devient de trop philosopher.
Debout ! Debout ! Vieux révolutionnaire
Et l'Anarchie enfin va triompher !

Empare-toi maintenant de l'usine,
Du capital ne sois plus serviteur,
Reprends l'outil et reprends la machine,
Tout est à tous, rien n'est à l'exploiteur.
Oui, la patrie est une baliverne
Un sentiment doublé de lâcheté
Ne deviens pas de la viande à caserne
Jeune conscrit, mieux te vaut déserter.

Debout ! Debout! Compagnons de misère,
L'heure est venue, il faut nous révolter,
Debout ! Debout ! Vieux révolutionnaire
Et l'Anarchie enfin va triompher !

Tous tes élus fous-les à la potence,
Lorsque l'on souffre on doit savoir châtier,
Leurs électeurs fouaille-les d'importance,
Envers aucun il ne faut de pitié.
Que la nitro comme la dynamite
Soient là, pendant qu'on discute raison,
S'il est besoin, renversons la marmite,
Mais de nos maux, hâtons la guérison !

Debout ! Debout! Compagnons de misère,
L'heure est venue, il faut nous révolter,
Que le sang coule et rougisse la terre,
Mais que ce soit pour notre liberté.
C'est reculer que d'être stationnaire,
On le devient de trop philosopher.
Debout ! Debout ! Vieux révolutionnaire
Et l'Anarchie enfin va triompher !

Apresentação da ideia anarquista, por Maurice Joyeux

http://fr.wikipedia.org/wiki/Maurice_Joyeux











Sob o signo libertário (filme histórico da CNT sobre a Revolução Espanhola de 1936)