6.4.08

Dias de Acção e Ocupação ( 11 a 13 de Abril) em defesa dos espaços livres ( Days of Action For Squats and Autonomous Spaces)






Para a Sexta-feira, dia 11, e Sábado, 12 de Abril de 2008, convocamos dois dias de manifestações, acção directa, informação pública, festas de rua, ocupações… em defesa de espaços livres e por uma cultura popular anti-capitalista.
Durante esse dois dias, nós queremos dar mais visibilidade aos espaços autónomos e ocupações, como um movimento político euro/global. Queremos desenvolver interconexões e solidariedade entre as ocupações e espaços autónomos. Queremos continuar ligando os nossos espaços com novas pessoas e novas lutas, e apoiar a criação de espaços autónomos em lugares que não tenham um histórico desse tipo de acção. Queremos construir, passo a passo, as nossas habilidades para ultrapassar essa onda de repressão que cai sobre nós.

Convocamos acções descentralizadas e autónomas de todos os tipos, dependendo do que as pessoas julgarem mais apropriadas para o contexto local. Vocês encontrarão o conteúdo político que desejamos atingir nesses dois dias.

Nós estamos em todos os lugares…

Durante séculos as pessoas usaram ocupações e espaços autónomos, tanto rurais como urbanos, para tomar o controle das suas vidas. Eles são uma arma, uma táctica, e um jeito de fazer com que as pessoas vivam as suas lutas. Durante décadas, os movimentos de ocupações ao redor, e além, da Europa, lutaram contra o desenvolvimento do capitalismo, contribuindo com lutas locais contra a destruição do espaço ao serviço das comunidades, e oferecendo alternativas à civilização de lucro e à cultura de consumo; mantendo ainda centros sociais e actividades participativas fora da grande economia. Mostraram com isso as possibilidades de uma auto-organização sem hierarquia; criando redes internacionais de troca e solidariedade. Essas redes mudaram muitas vidas, quebrando o controle social e oferecendo espaços livres onde as pessoas podiam viver fora da norma.

Entre outras coisas, esses lugares oferecem bases para encontros e projectos, para a criação e distribuição de cultura subversiva, para uma não-monetária troca de produtos, recursos e conhecimentos, para experimentação de outras formas de viver, para debates colectivos, para reciclagem e construção, para actividades agrícolas, para a produção de media independente.

Quando falamos de ocupações urbanas ou de compra de terra, de negociação ou re-apropriação de terra rural, de fábricas recuperadas ou prédios construídos, queremos dizer que esses espaços são refúgios para rebeldes e foras da lei, pobres e sem-tectos, activistas radicais, imigrantes ilegais. Os centros sociais são cruciais para nós como parte de um movimento por mudanças sociais.

Por toda Europa, os governos estão a adoptar agendas repressivas

Eles estão atacando espaços autónomos “velhos de guerra” como o Ungdomshuset em Copenhagen, Koepi e Rigaer Strabe em Berlim, EKH em Viena e Les Tenneries em Dijon, centros sociais ocupados em Londres e Amsterdam, Ifanet em Thessaloniki, etc. Na França, as ocupações tornaram-se um alvo prioritário para a policia depois do movimento anti-CPE e da onda de acções e revoltas que aconteceram durante o período de eleição presidencial. Na Alemanha, muitos espaços autónomos foram procurados e atacados antes da reunião do G8. Em Génova e Barcelona, duas antigas e grandes ocupações “fortalezas”, as autoridades decidiram tentar colocar um termo no movimento. Enquanto ainda é possível ocupar prédios vazios em alguns países, em outros isso já se tornou crime. Na zona rural, o acesso à terra está-se a tornar mais difícil e as comunas estão enfrentando problemas de legislação em relação a higiene, seguranca e gentrificação pelos burgueses e turistas. Por toda Europa, culturas independentes estão sendo ameaçadas.

Há alguns meses atrás vimos batalhas nas ruas de Copenhagen e acções por toda Europa numa explosão de fúria pela expulsão do centro social Ungdomshuset. Desde então, com mais algumas histórias de resistência que aconteceram nos últimos meses, nós decidimos renovar o significado de solidariedade internacional.

Nós somos motivados pela mesma paixão, nós sentimos a mesma determinação, encaramos um inimigo comum na repressão, e estamos unidos através das fronteiras pelo nosso desejo de construir um mundo de igualdade e determinação própria. Como ilhas sem controle de liberdade, sem governantes ou aliados, nós desejamos continuar agindo em solidariedade, e fortalecer os nossos laços internacionais, não importando quantos quilómetros existem entre nós.
As questões a levantar

Nós também gostaríamos que esses dias de acções servissem para iniciar e inspirar discussões, para demonstrar várias possibilidades & estratégias, para ser uma ocasião de compartilhar habilidades. Esses são alguns dos tópicos que queremos abordar:

• O que entendemos sobre espaços autónomos e o que esperamos deles? Qual é o papel deles na mudança social radical? Onde eles se encontram na escala de “alternativo” à “confrontação”?


• Compartilhar informação sobre a diversidade das actividades que acontecem nos espaços sociais e sobre as ideias, de como fazê-las funcionar; questionar a produção de bens e serviços; e encorajar a troca de conhecimento principalmente entre o campo e a cidade.

• Compartilhar experiências, inspirar uns aos outros, descobrir como os outros vivem colectivamente e suas actividades, sistemas alternativos de economia de trocas…

• Compartilhar várias formas de ocupar espaços pela Europa: ocupações ilegais, construções do tipo faça você mesmo, “wagenburgs”, compras colectivas, contactos livres…

• Compartilhar recursos práticos e um sentimento de solidariedade entre:
o usuários diferentes dos espaços autónomos (actuais e potenciais): cooperadores, pessoas sem documentos, activistas, viajantes, imigrantes, citadinos, negociantes rurais, pequenos fazendeiros; as diferentes formas de utilizar os espaços; actividades para a comunidade, espaço de encontros para grupos, espaços de convivência;

• Possibilitar a formação de estratégias comuns quando enfrentada a repressão estatal ou despejo.



Quem somos nós, como podemos colaborar com este projecto, e fazê-lo acontecer?

DE momento, nós somos um grupo de pessoas envolvidas com vários espaços autónomos pela Europa, que decidimos começar a discutir este Apelo. Nós encontramo-nos em vários colectivos durante os próximos meses para ver como as pessoas se sentem a respeito desta proposta de dias de acção européia, e como eles pretendem senvolver-se. O sucesso das acções depende muito da nossa capacidade de criar um grande grupo internacional de trabalho. Isso significaria que todos têm de tomar parte e precisam de discutir a ideia em diversos espaços, criando e distribuindo materiais de divulgação e redes de informação sobre o que acontecerá em cada espaço durante esses dias.


Retirado de:
http://april2008.squat.net:8080/

http://squat.net/

www.wombles.org.uk/article2008031695.php

www.housing-matters.org.uk/


CONVITE

11 a 13 Abril 2008, na CasaViva ( no Porto)

Dias de Acção e Ocupação ( 11 a 13 de Abril)

A ideia de espaço público constitui – já desde a antiguidade clássica – a base da democracia enquanto prática quotidiana. Se, na antiga Grécia, esta nunca foi alargada à grande parte da população (mulheres, estrangeiros e escravos nomeadamente), actualmente a sua inexistência é inerente à própria condição cidadã. A democracia, de dinâmica passou a regime, e o espaço público – onde as grandes questões eram alvo de decisão por parte das pesssoas – foi destruído e “dividido” em fábricas e outros locais de trabalho, centros comerciais, clínicas psiquiátricas ou centros de dia. A vida passou a ser uma realidade espácio-temporal baseada na incessante satisfação de necessidades e não na reflexão, no debate, no livre pensamento, na possibilidade e responsabilidade de decidir sobre o que nos diz respeito.

A cidade é o palco por excelência deste processo de privatização social da vida – não de individualização –, em que a relação com o outro depende essencialmente de uma lógica instrumental. O contacto com o próximo é cada vez mais determinado pelo que queremos pedir, pelo que precisamos, pelo que temos que dar, pelo que está escrito no contrato de trabalho, pelo que é definido pelas regras de boa educação, pelo o que poderei vir a escrever no livro de reclamações. Não pela dupla vontade de exprimirmos a nossa individualidade e de recebermos a individualidade dos outros, um privilégio que, sendo sujeito a um processo de institucionalização temporal – depois das 6 da tarde, antes das 8 da manhã – deixou obviamente de o ser. E quando a normalidade se torna a definição oficial da mais profunda instabilidade – do emprego que não há, mas que se tem de ter, das contas que não param de aumentar, mas que se têm de pagar, de uma vida da qual não se gosta, mas tem que ser vivida – passa a ser não oficial o conflito, nas suas múltiplas formas.

A criação de linhas de fuga e de resistência passou e passa pela organização de novas esferas semi-públicas de discussão e convivência, que funcionem fora da lógica do estado e capital. Segundo Hakim Bey, surge a possibilidade de grupos de amigos isolados assumirem uma forma mais complexa: “núcleos de aliados mutuamente escolhidos, trabalhando (brincando) para ocupar cada vez mais tempo e espaço fora de todos os controlos e estruturas mediadas. Depois quererá transformar-se numa rede horizontal de semelhantes grupos autónomos – depois, numa “tendência” – depois, num “movimento” – e depois numa rede cinética de “zonas autónomas temporárias” [T.A.Z]”.

É com base na ideia de que “não há um metro quadrado da Terra sem polícias ou impostos…em teoria”, e de que é possível criar enclaves livres, “mini-sociedades que vivam resoluta e conscientemente fora do amplexo da lei”, que ocorrem, ao longo da década de noventa, ocupações de casas e tentativas de organização de centros sociais em Portugal. Apesar de ser um pouco redutor englobar todas estas experiências numa só tendência, podemos afirmar – em abstracto – que foram lugares propícios à espontaneidade e aos acasos da vida quotidiana, tendo possibilitado encontros com pessoas de fora, partilha de saberes, a oportunidade de fazer as coisas de uma outra maneira e, desde logo, equacionar modos de agir no mundo.

O aumento da repressão, aliado à crescente afirmação das cidades enquanto núcleos geradores de produtividade (e também a uma certa atitude de isolamento dogmático por parte de vários colectivos ocupas), determinou o fim de quase todos os centros sociais ocupados (a C.O.S.A vive!). Porém, este fenómeno é apenas um pequeno indício de um longo processo de transformação dos centros urbanos em centros de negócios. Casos como o do Mercado do Bolhão, no Porto, e do Grémio Lisbonense, em Lisboa, tornam mais visível a tendência dominante para o desaparecimento de tudo o que destoa do modo de funcionamento empresarial. Mais do que nunca, e perante a multiplicidade de processos de objectivação do quotidiano – muitos dos quais com um pendor fortemente repressivo –, a criação de espaços libertados (e que queiram libertar) deverá constituir uma das principais estratégias orientadoras da luta anti-autoritária.

A 11, 12 e 13 de Abril, a CasaViva abre-se a todas as pessoas e colectivos que nela queiram viver por esses dias e partilhar perspectivas e acções relacionadas com a questão da ocupação, aproveitando os dias europeus de acção de apoio a squats e espaços autónomos lançados pela rede Squat.net.

Os temas serão: centros sociais, okupas e espaços libertados, o mau uso da terra e a sua propriedade, a apropriação de espaços públicos pelo mundo dos negócios através da privatização, da especulação e da publicidade. E tudo o mais que te lembrares até lá.

O desafio é o habitual. Traz ideias de acção (e tudo o que elas precisarem para serem levadas a efeito) e disponibilidade para participar nas acções pensadas por outras pessoas. Vem preparado para seres co-gestor(a) do espaço.

Aparece na sexta, para se combinarem e coordenarem as acções de sábado, batalha com as outras pessoas nesse dia e fica para o domingo, onde esperamos ter tempo para conversar calmamente.

Durante esse tempo, haverá, decerto, café, cerveja, pequeno-almoço e jantar e, muito provavelmente, concertos, filmes e festa.

Acções de rua contra o encerramento das urgências, e pela defesa do Serviço Nacional de Saúde foram realizadas ontem por todo o país

Pela defesa do Serviço Nacional de Saúde, dezenas de comissões e movimentos de utentes saíram às ruas de várias localidades do País.

Em defesa do Serviço Nacional de Saúde.

Contra a privatização dos hospitais e dos serviços de saúde.

Contra o encerramento de extensões de saúde, urgências, maternidades e outros serviços de saúde.

Contra o pagamento dos serviços de saúde.

Em defesa de serviços públicos de saúde, gratuitos e de qualidade.




Dezenas de comissões e movimentos de utentes manifestaram-se ontem um pouco por todo o País contra a política de Saúde de Governo e em defesa de um Sistema Nacional de Saúde (SNS) “a favor” dos utentes.

“Decidimos avançar tendo em conta a política do Governo para a Saúde, que prejudica os utentes, encerra os serviços e tem como objectivo presidir a uma política para servir os grandes grupos económicos. Temos de tentar inverter esta situação”, salientou o porta-voz do Movimento de Utentes do Serviço Público, Carlos Braga.

A acção nacional de luta foi composta por cerca de 70 acções que incluíram a distribuição de documentos, manifestações e desfiles, com a adesão de dezenas de movimentos de todo o País.

As comissões e movimentos de Norte a Sul lutam contra a política de Saúde do Governo e defendem o SNS e os direitos dos utentes e trabalhadores da área, exigindo o não encerramento dos serviços, reivindicando a abertura de outros que foram encerrados e a abolição das taxas moderadoras.

Em Aveiro, vindas de vários pontos do distrito, desfilaram cerca de cinco centenas de pessoas, com tambores a marcar o ritmo. Uns por um motivo, outros por outro, mas todos para reclamarem mais e melhor saúde participaram naquele que foi o primeiro protesto conjunto das comissões de utentes que foram sendo formadas no distrito, à medida que pairou a ameaça de encerrar serviços e que serviu para os movimentos de Aveiro, Espinho, Estarreja, Mealhada, Ovar, Vale de Cambra, Sangalhos Ílhavo, Feira e São João da Madeira mostrarem que a revolta é comum.

No Litoral Alentejano, as comissões de utentes distribuíram mil comunicados aqui, meia dúzia de faixas ali, numa iniciativa que passou por todas as localidades, sem esquecer nenhum dos cinco concelhos. Ao todo, foram entregues sete mil comunicados à população, alertando para a “destruição do Serviço Nacional de Saúde”, perto de 50 faixas afixadas em pontos estratégicos, material para o qual a organização contou com o apoio financeiro das autarquias de Sines e Santiago do Cacém (CDU).



O coordenador da União dos Sindicatos de Coimbra acusou o Governo de estar a desarticular o SNS, a dividi-lo em fatias, para permitir o acesso a prestadores não estatais. Ao participar ontem, em Coimbra, numa acção pública de defesa do SNS, António Moreira salientou que essa estratégia visa “entregar aos privados, municípios, misericórdias e IPSS’s” a prestação dos cuidados. “Assistimos a um serviço totalmente combinado. Fecha maternidades, urgências e centros de saúde invocando diversos argumentos para, a seguir, outras entidades substituírem o que o SNS fechou, em nome de servir as populações”, disse.

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Acção Nacional em Defesa do Serviço Nacional de Saúde, dos direitos dos seus Utentes e dos Profissionais de Saúde

A operação de cosmética verificada no Governo com a substituição do Ministro da Saúde, em grande medida devido ao inúmeros e insistentes protestos protagonizados por utentes e profissionais da saúde de Norte a Sul do país, não trouxe nenhuma alteração à política de saúde como tem sido confirmado pela nova Ministra.
No essencial, o conjunto das decisões tomadas nas últimas semanas configuram uma estratégia de prosseguimento das orientações até agora seguidas com consequências graves para o SNS.
Com o argumento da melhoria da qualidade, economia de recursos, melhoria da qualidade dos serviços para os utentes, garantia de acesso aos cuidados de saúde o Governo tem vindo a concretizar um conjunto de medidas visando a destruição do SNS entregando aos grupos económicos com interesses no sector os meios necessários para o êxito no negócio.
A mudança de última hora relativamente à gestão do Amadora/Sintra e à decisão de não entregar a gestão clínica a privados nos novos hospitais, não é o resultado de qualquer alteração de fundo nos compromissos que têm vindo a ser assumidos com os grupos privados da saúde, mas tão somente o resultado de uma distribuição do “mercado” que tem vindo a ser meticulosamente acertada entre o Governo e os grupos privados. A confirmar aí estão os investimentos licenciados pelo Governo na área hospitalar e nos cuidados primários.
Para que esta medida fosse consequente era também necessário acabar de vez com as PPP’s e fazer reverter para o sector empresarial do Estado todos os actuais hospitais EPE, uma vez que estes estão a promover a competição entre hospitais públicos com o degradar dos serviços em recursos humanos.
Esta política de desresponsabilização do Estado está na origem das dificuldades de acesso aos serviços de saúde e na perda de qualidade que se tem vindo a fazer sentir em muitos serviços com consequências que só não são mais gravosas devido ao empenhamento e qualidade da grande maioria dos profissionais.
O encerramento de um conjunto muito diversificado de serviços de proximidade sem que antes tenham sido criadas alternativas credíveis: o agravamento no funcionamento das urgências hospitalares, em grande medida devido ao encerramento de SAP’s, à privatização de serviços dentro dos hospitais e à não rentabilização dos meios disponíveis no SNS; a valorização da medicina curativa em detrimento da preventiva; o não investimento na área da saúde mental e a decisão de vir a encerrar alguns hospitais psiquiátricos por razões meramente economicistas, são apenas algumas das medidas que o Governo do PS tem vindo a concretizar e que têm resultado em maiores dificuldades de acesso pelos utentes aos cuidados de saúde e em piores condições de trabalho para os profissionais da saúde.
É neste quadro de grandes dificuldades, com a consciência de que se o Governo não for impedido de continuar com políticas que não correspondem aos legítimos anseios e direitos dos utentes e dos profissionais da saúde, antes se integram no objectivo dos grandes grupos económicos que apostam na saúde como um negócio e não um direito que o Movimento Cívico em Defesa do SNS decidiu avançar com uma acção nacional de luta, descentralizada na sua concretização por distritos/ou concelhos a ter lugar no próximo dia 5 de Abril cujos locais, horas e moldes em que vão decorrer serão oportunamente divulgados.
Porque é um imperativo nacional travar esta política e garantir o cumprimento do preceito constitucional que obriga o Estado em garantir o acesso à saúde a todos os portugueses, independentemente das suas condições socio-económicas, apelamos ao nosso povo que se associe a esta acção de luta.

Movimento Cívico em Defesa do SNS
Lisboa, 25 de Março de 2008



MOVIMENTO DE UTENTES DOS SERVIÇOS PÚBLICOS
Contactos
Rua dos Fanqueiros
250-4º Esq.
1100-232 Lisboa

Tel 218 866 323
Fax 218 873 998
E-mail musp@iol.pt



Outros movimentos:
http://www.saudepublica.com/

http://www.muss.org/index.php

http://movimentoemdefesaurgenciasvendasnovas.blogspot.com/

http://usmt.blogs.sapo.pt/

http://www.cuspmmn.blogspot.com/


Projecto de Declaração de Princípios do Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde

O direito à saúde é um direito civilizacional que se materializa através da promoção da saúde e pela equidade no acesso a cuidados de saúde que respondam efectivamente às necessidades de saúde da população.

É um direito e um dever reconhecido internacionalmente participar individual e colectivamente no planeamento e na execução dos cuidados de saúde.

Em Portugal muitos falam em nome dos utentes contudo, nós utentes, não temos tido uma participação organizada na defesa dos nossos direitos.

Assim, constituímos o Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde que tem como objectivos a representação e defesa no plano social e individual dos interesses e dos direitos dos utentes, a receber cuidados apropriados ao seu estado de saúde, no âmbito dos cuidados preventivos, curativos, de reabilitação, continuados e terminais, nomeadamente pela defesa do Serviço Nacional de Saúde, impedindo a sua degradação e promovendo a melhoria da qualidade das suas prestações.

Somos um movimento construído a partir dos utentes, independente do estado, dos interesses económicos, corporativos, políticos ou religiosos.

Temos como linhas de intervenção:

1. Tomar posição:
o De denúncia e combate às políticas de saúde neoliberais, preconizadas pelos grupos económicos, organizações internacionais, governo, administração da saúde e serviços de saúde;
o Para desenvolver a iniciativa de apresentação de propostas na defesa dos interesses dos utentes.

2. Representar os utentes:

o A todos os níveis dos órgãos de poder e da Administração da Saúde (Assembleia da República e do Governo, Ministério da Saúde, Administração Regional de Saúde, Sub-Regiões de Saúde, hospitais, centros de saúde e outros serviços de saúde;
o Junto dos órgãos dos serviços de saúde em que têm direito a participar (ex. conselhos consultivos dos centros de saúde, dos hospitais e comissões concelhias de saúde);
o Assim como, de acordo com a lei, em todas as situações em que os utentes devem ser ouvidos, designadamente quando houver alteração dos conteúdos dos cuidados de saúde prestados e quanto à sua qualidade.

3. Promover a iniciativa popular em torno da saúde, pela participação alargada e organizada dos utentes, constituindo um movimento social, com o apoio à constituição e dinamização de comissões de utentes por serviço de saúde e a sua intervenção articulada.

4. Promover o respeito pelos direitos individuais e colectivos dos utentes:

o No acesso aos cuidados de saúde;
o A cuidados de qualidade técnica e humanizados.

5. Representar e apoiar individualmente ou colectivamente os utentes face aos serviços de saúde:

o Colaborando na sua melhor utilização;
o Na apresentação de sugestões visando o melhoramento dos cuidados e reclamações ou queixas nos casos em que os direitos dos utentes não sejam respeitados.

6. Informar sobre:

o Os direitos e os deveres dos utentes;
o O funcionamento dos serviços e do sistema de saúde;
o As experiências de participação e luta dos movimentos dos utentes dos serviços de saúde;
o Os objectivos e projectos dos interesses económicos e políticos que pretendem lesar os direitos e interesses dos utentes.

7. Avaliar as respostas dos serviços de saúde às necessidades sentidas pelos utentes.
8. Promover e defender a saúde em iniciativas autónomas ou em colaboração com os serviços de saúde ou/e com outras organizações.

9. Desenvolver actividades em colaboração e envolvendo diversas organizações sociais: associações de doentes crónicos e de deficientes, ligas dos amigos dos serviços de saúde, organizações dos profissionais de saúde (sindicais, ordens e associações profissionais, científicas e técnicas) sindicatos e outras organizações de trabalhadores. Mutualidades, cooperativas e IPSSs. Associações de reformados, pensionistas e idosos. Associações de estudantes e jovens. Associações populares de cultura e recreio, associações de pais, organizações científicas e culturais. Escolas, institutos, faculdades e centros de investigação que possam ser interessados em conhecer e estudar as necessidades de saúde e o sistema de saúde na perspectiva dos utentes.

3.4.08

2ª caminhada pelo Rio Tinto ( 6 de Abril)


2ª CAMINHADA PELO RIO TINTO
6 de Abril / 10:00 horas (Praceta do Parque Nascente)

Está convocada para o próximo dia 6 de Abril, pelas 10:00 horas a “2ª Caminhada Pelo Rio Tinto”, com partida da Praceta do Parque Nascente e seu término junto às Piscinas Municipais.

A “2ª Caminhada Pelo Rio Tinto”, afirmará, a urgência de acção, a tomada de ponderadas medidas e soluções, para a despoluição do rio, bem como a sua requalificação urbanística e ambiental.

Estão para muito breve decisões quanto a projectos como a implementação da linha do Metro, os investimentos do QREN, a construção do Centro Cívico de Rio Tinto, a iniciativa da Câmara Municipal de Gondomar e a acção das Águas de Gondomar para garantirem a efectiva despoluição do rio Tinto.
Estas decisões tem de garantir a correcção de erros do passado e diminuir a pressão existente sobre o mesmo. Tem de promover o património construído, as suas memórias e o potencial único de valorização para um futuro de qualidade da cidade.

Trata-se de uma oportunidade para nos mobilizarmos e sem equívocos registar o que queremos do NOSSO RIO.

O empenhamento cívico de todos os nós e a participação activa na “2ª Caminhada Pelo Rio Tinto”, no dia 6 de Abril, ajudará as autoridades autárquicas e nacionais a adoptar e pôr em prática as melhores soluções, tendo em vista os interesses dos Riotintenses, que, são e fazem a cidade, que dá pelo nome de Rio Tinto.

CAMINHADA PELO RIO TINTO

»» Concentração: Praceta do Parque Nascente.

»» Percurso: Seguir pela Rua da Ranha, Rua e Travessa Guedes de Oliveira, Moinho da Vitória, margem esquerda do rio, atravessar a Rua da Ranha e prosseguir pela Mata, virando à direita na Travessa da Ponte, Rua da Ponte e Rua Afonso de Albuquerque até à Baixa da Ponte. Regressar pela Rua Tristão Vaz Teixeira (pelas traseiras do 1º prédio), Trav. da Ponte, atravessar a ponte e virar à direita pela margem do rio, subir a Rua da Levada, Rua Actor Mário Viegas (Centro de Saúde), Avenida do Rio e seguir até à piscina.
»» Chegada: Junto à piscina de Rio Tinto.


Para Mais informações contacte:

MOVIMENTO EM DEFESA DO RIO TINTO
Rua Fernão de Magalhães, 228 4435-246 Rio Tinto
move.riotinto@gmail.com

III Encontro pelo Rio Sabor ( 25 a 27 de Abril em Mogadouro, Alfândega da Fé e Torre de Moncorvo)


Entre os dias 25 e 27 de Abril vai decorrer o *III Encontro "Pelo Rio Sabor" nos concelhos de Mogadouro, Alfândega da Fé e Torre de Moncorvo. Este Encontro tem reunido algumas centenas de pessoas que ano após ano têm vindoao Nordeste conhecer o vale do Sabor e afirmar a sua posição em defesa de um rio livre.

Durante o evento deste ano pretende-se dar a conhecer mais alguns recantosdeste rio, através de passeios temáticos, caminhadas e palestras. Também nãofaltarão os passeios de burro, em btt e descida em canoa/kayak. Será umaóptima oportunidade para vir conhecer este rio, livre de barragens.

Como se sabe, existe um projecto para a construção de uma mega-barragem na zona do Baixo Sabor, defendido pelo Governo e pelas autarquias locais. O Rio Sabor é o último grande rio sem barragens do nosso país e um dos últimos da Europa nestas condições, sendo por isso reconhecido por muitos, como o último grande
rio "selvagem". De facto, este rio possui características únicas, que lhe permitem conservar uma importante comunidade de aves rupícolas ameaçadas e habitats de conservação prioritária a nível Europeu.

Trata-se de uma área classificada como Rede Natura 2000 e Zona de Protecção Especial, segundo as Directivas Comunitárias, onde, por essas razões, não podem ser realizados empreendimentos causadores de grandes impactos ambientais. Face à decisão do Estado Português de aí construir uma barragem de grandes dimensões, que iria afectar 50 km de rio, a Plataforma Sabor Livre, apresentou uma queixa à Comissão Europeia, no sentido desta não aprovar a construção desta barragem e ainda de impedir o acesso a fundos comunitários para esse fim.

Apesar de toda a argumentação defendida pela Plataforma Sabor Livre, as notícias parecem indicar que a Comissão Europeia pretende arquivar a queixa, dando luz verde ao Estado português para avançar com a obra. A Plataforma Sabor Livre, e todas as associações que a apoiam, não pretendem desistir e continuarão a trabalhar no sentido de impedir legalmente que a barragem seja construída. Não será uma "batalha" fácil, mas acreditamos que ainda seja possível ganhar, conservando-se o rio Sabor.

A tua participação será muito importante!
Junta-te a nós na defesa do rio Sabor!
Por um rio Sabor Livre!

Vem conhecer e passear "pelo rio Sabor" nos próximos dias 25, 26 e 27 de Abril!


PROGRAMA:

*Dia 25 – Sexta-feira **

*09h00 – Concentração em Soutelo junto ao cruzeiro (estrada de Macedo de
Cavaleiros para Mogadouro, a 10 km de Mogadouro)
09h30 – Mata-bicho
10h30 – Início da caminhada pelo Vale do Sabor
13h00 – Almoço campestre junto ao rio Sabor
15h00 – Continuação da caminhada
20h30 – Jantar em Sto. Antão da Barca
22h00 – Arraial tradicional com gaiteiros

Nota: Os carros particulares ficarão em Soutelo e serão resgatados no final
da caminhada.


*Dia 26 - Sábado*

9h30 – Alvorada e mata-bicho em Sto. Antão da Barca
10h30 – Actividades temáticas pelo Vale do Sabor
13h00 – Almoço campestre em Sto Antão da Barca
15h30 – Jogos populares
18h00 - Tertúlias e palestras sobre temas relacionados com o rio Sabor
20h30 – Jantar em Sto. Antão da Barca
22h00 – Arraial tradicional

*Dia 27 - Domingo*

9h30 – Alvorada e mata-bicho em Sto. Antão da Barca
10h30 – Actividades temáticas pelo Vale do Sabor
13h30 – Almoço campestre junto ao rio Sabor
16h00 – Fim de actividade

INSCRIÇÕES EM
www.aldeia.org/portal/PT/5/EID/90/DETID/3/default.aspx


Contacto:
saborlivre@gmail.com
960 173 863

Organização:
Plataforma Sabor Livre / ALDEIA


Toda a informação em www.aldeia.org

O grande António Variações ( um documentário sobre a vida dele e duas das suas canções)

Estou Além




Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde

Nao sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem nao conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Nao consigo compreender
Sempre esta sensaçãpo
Que estou a perder

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Estou bem aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

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Canção Do Engate






Tu estás livre e eu estou livre
E há uma noite para passar
Porque não vamos unidos
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos

Tu estas só e eu mais só estou
Tu que tens o meu olhar
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mao deserta

Vem que o amor
Nao é o tempo
Nem é o tempo
Que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te das

Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia
Ser um corpo de prazer
Ser o fim de mais um dia

Tu continuas à espera
Do melhor que ja nao vem
E a esperanca foi encontrada
Antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada





A Vida de António Variações - 1ªparte






2ª parte




3ª parte





4ª parte




5ª parte




6ª parte


Oficinas de Compostagem (4 de Abril no JUP, Porto)





4 de abril,
sexta feira no JUP,
às 18h...
na Rua Miguel Bombarda nº 187.
Porto


oficina de compostagem!

restos de fruta e legumes crus para o compostor-matéria orgânica-minerais-semente-plantinhasrestos de fruta e legumes crus bota para o compostor outra x ...gira que gira





o que é a compostagem?

Ver


COMPOSTAGEM: O QUE É?

A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica, como estrume, folhas, papel e restos de comida, num material semelhante ao solo a que se chama composto.

VANTAGENS:

"Fazer Compostagem em casa poupa transporte e custos de deposição de resíduos que de outra forma não teriam o destino final adequado."

- O composto melhora a estrutura do solo, e actua como adubo.
- O composto tem fungicidas naturais e organismos benéficos que ajudam a eliminar organismos causadores de doença, no solo e nas plantas.
- Sustentabilidade do uso e melhoramento da fertilidade do solo.
- Retenção de água nos solos.
- Redução no uso de herbicidas e pesticidas.
- Redução da contaminação e poluição atmosférica.
- Envolvimento dos cidadãos para ajudar a mudar estilos de vida.



COMO É QUE O COMPOSTO BENEFICIA O SOLO?
O composto adiciona matéria orgânica ao solo.
Ajuda a reter a água nos solos arenosos e dá porosidade aos solos argilosos.
Introduz no solo organismos benéficos, como bactérias e fungos, que têm a capacidade de passar os nutrientes da parte mineral do solo para as plantas.



COMO POSSO UTILIZAR O COMPOSTO?
O composto maturado é usado para relvados, vasos, canteiros, floreiras e caldeiras das árvores. Uma mistura de 1/3 de composto, 1/3 de areia e 1/3 de terra é um rico adubo para plantas novas, floreiras e plantas de interior. Para projectos de arquitetura paisagística, uma mistura de 60% de composto com 40% de terra é ideal para relvados, canteiros, árvores e arbustos novos.



Fazer compostagem caseira é muito fácil, e qualquer pessoa pode fazer, só precisa de um pouco de espaço.


NA QUINTA, O COMPOSTO:
- Aplicado nas plantações adiciona matéria orgânica, melhora a estrutura do solo, reduz a necessidade de fertilizantes e o potencial de erosão do solo;
- Pode ser armazenado por longos períodos de tempo,
sem odores nem moscas;
- Pode ser usado em qualquer altura do ano;
- Elimina ou reduz os problemas de deposição de estrumes, reduzindo as escorrências e contaminação de poços por nitratos;
- Também pode ser usado como cama de gado;

O seu uso reduz o aparecimento de doenças nas plantas.



AS 5 REGRAS DE OURO!

1 - ESCOLHA DO LOCAL > sombra no verão e sol no inverno

2 - PREPARAR O FUNDO > boa drenagem

3 - MISTURA DE MATERIAIS > Verdes e castanhos

4 - AREJAMENTO > revirar quando compactado

5 - HUMIDADE > Regar se necessário

Acção de rua para denunciar os problemas de coexistência dos cultivos transgénicos e a ausência de medidas de protecção


Ministério da Agricultura penhorado por contaminação transgénica

Um grupo de activistas e agricultores juntaram-se esta 5ª feira, dia 3 de Abril, às 15h00, perto do Ministério da Agricultura, na Praça do Comércio, para participar numa acção e teatro de rua que visava denunciar os problemas da contaminação com transgénicos e a insuficiência das medidas legais de protecção, nomeadamente o Fundo de Compensação.
O Ministério da Agricultura foi alvo de julgamento e os seus bens e haveres serão penhorados e leiloados em praça pública, devido à insuficiência deste instrumento para pagar as dívidas aos agricultores contaminados.

O Ministério da Agricultura criou um instrumento legal, designado por Fundo de Compensação, que, quando provada a ocorrência de contaminação de cultivos convencionais ou biológicos por plantas transgénicas, supostamente recompensa os agricultores que sofrem contaminação transgénica. Este fundo de compensação, além de desresponsabilizar as empresas produtoras de sementes, tem cláusulas restritivas e recursos de tal modo limitados, que dificilmente os agricultores convencionais terão acesso a indemnizações em caso de contaminação.

Recentemente, a Roménia e a França suspenderam o cultivo de milho transgénico nos respectivos países juntando-se à Áustria, Hungria, Polónia, Itália e Grécia. As decisões daqueles que são os maiores produtores de milho da Europa apoiaram-se em vários estudos científicos que apontam para possíveis impactes do milho transgénico MON810 (milho insecticida) na saúde humana, na biodiversidade e na economia agrícola.

Nas palavras do Eng.º Gualter Barbas Baptista, investigador em Economia Ecológica e activista do GAIA, «o Ministério da Agricultura continua a ignorar os alertas e as tomadas de posição dos países parceiros da UE, colocando em risco toda a economia agrícola nacional. A maioria dos produtores de milho na Europa já perceberam que os cidadãos não querem consumir transgénicos e tomaram medidas de precaução, proibindo o seu cultivo. Este Governo tenta convencer-nos que a coexistência é possível, mas a contaminação é inevitável e quem perde são sempre os agricultores convencionais ou biológicos que sofrem a contaminação e perdem o acesso a mercados».

Para alegadamente proteger os agricultores que sofrem contaminação, o Fundo de Compensação estabelece o pagamento de uma taxa de 4 € pela aquisição de 80 000 sementes de milho transgénico. Na opinião de Barbas Baptista, «além de todas as burocracias e dificuldades que inviabilizam a utilização deste fundo pelos agricultores, a taxa estabelecida cria um montante ridiculamente baixo.
Com cerca 4 000 hectares de milho transgénico em Portugal, o Fundo de Compensação serve para pagar os custos de 30 a 40 análises de contaminação aos agricultores. A contaminação de 100 hectares de milho convencional ou biológico, ocorrência altamente provável, ultrapassaria largamente o montante disponível no Fundo de Compensação».

Portugal não pode ignorar a actual rejeição e resistência ao cultivo de transgénicos e deve aplicar o Princípio da Precaução para acautelar o seu futuro. «A política nacional agrícola deve ir de encontro às necessidades dos agricultores, dos consumidores e dos ecossistemas – e não servir os lucros das empresas sementeiras», afirma João Martins, coordenador da Campanha das Sementes Livres de Transgénicos do GAIA.

João Martins, considera «fundamental alertar a população e o Governo para o perigo de continuar a cultivar Transgénicos em Portugal e na Europa. O Ministro da Agricultura Jaime Silva tem que dizer se está do lado de uma agricultura sustentável ou se quer destruir de vez o direito dos agricultores e consumidores portugueses de decidirem a sua alimentação».

A acção de rua teve lugar na Praça do Comércio, entre o Ministério da Agricultura e o Arco da Rua Augusta. O leilão seguiu depois pela Rua Augusta até ao Largo do Rossio.

2.4.08

Debate sobre a avaliação de desempenho e identidade docente na Fac. de psicologia e ciências de educação do Porto (hoje, às 18h.)


Nos últimos anos tem-se assistido a importantes mudanças no sistema educativo português sem que essas mudanças sejam objecto de um debate público estruturado que permita discernir o seu sentido global.
O debate tem, com efeito, sido predominantemente centrado nas dificuldades da sua aplicação ou nos efeitos que se tendem a considerar globalmente positivos.
Este debate sobre os meios não estimula um debate sobre os fins, sendo que estes últimos parecem ser consensualmente aceites.
O CIIE, ciente que as potencialidades de transformação do campo educativo dependem da sua capacidade de se afirmar como um espaço polémico onde se cruzam diferentes pontos de vista e diferentes modos de abordagem, encontra-se a organizar um conjunto de tertúlias subordinado ao tema genérico “Educação em Debate”. Estas tertúlias têm uma periodicidade mensal, realizando-se, em geral, na terceira quarta-feira de cada mês e abordam temas actuais de educação como a avaliação de desempenho e identidade docente, a reforma do ensino artístico, o novo regime jurídico de educação especial, a reorganização da rede escolar e a escola a tempo inteiro e o ensino superior.


"Avaliação do desempenho e identidade dos professores" - Debate público

2 de Abril, na FPCE-UP

"Avaliação de desempenho e identidade dos professores" é o tema da tertúlia do CIIE - Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCE-UP).


Inserido no ciclo "Educação em debate", este segundo momento de discussão pública terá lugar hoje no auditório 1 da FPCE-UP, dia 2 de Abril, a partir das 18 horas.
Participam no debate:

Amélia Lopes CIIE/FPCE-UP
Natércio Afonso CCAP - Conselho Científico para a Avaliação dos Professores
João Dias da Silva FNE - Federação Nacional dos Sindicatos da Educação
Nilza Costa Centro de Investigação Didáctica e Tecnologia na Formação de Formadores/DDTE - Universidade de Aveiro
Manuel Matos CIIE/FPCE-UP
Rui Trindade SPN - Sindicato dos Professores do Norte / FENPROF - Federação Nacional dos Professores

A moderação estará a cargo de José Alberto Correia (CIIE/FPCE-UP)

Biografia não-correcta, não-autorizada e não oficial de Maria de Lurdes Rodrigues



Olá, o meu nome é Maria de Lurdes Rodrigues, embora também me tratem, carinhosamente, pelo "Tumor da Educação". Oficialmente, nasci em 19 de Março de 1956, embora, como uma senhora nunca diz a verdadeira idade, e eu bem tente ser uma senhora, devam pôr-lhe, pelo menos, mais 5 aninhos em cima...

Quando nasci, o meu pai biológico agarrou-me nos braços, olhou para mim, e apontou para a minha mãe, gritando: "este... ser, que tu acabaste de dar às trevas..., não tem boca, mas uma FENDA, no lugar da boca!... Só pode ser filha do Demo".

É triste, uma criança ouvir o seu próprio pai soltar estas palavras, ainda antes de ter podido começar a berrar, como fazem todos os nados-mortos de Badajoz. E assim fiquei marcada para toda a vida: abandonada num cestinho, fui recolhida num contentor, por uma velha daquelas que arrastam os sacos e falam sozinhas, e colocada à porta de um colégio da Casa Pia.

A minha infância foi passada entre paredes cheias de humidade e com cheiro a bafio. Todas as noites vinha um político acordar-me e meter-me a mão entre as pernas, para logo a retirar, horrorizado: "larga, que não é rapaz!...". Só muito mais tarde percebi que estava a ser arredada de todo o forrobodó do Cenário Português, e disse, para mim mesma, "Lurdes, tu nunca foste abusada, mas um dia vingar-te-ás!..."

Fui sempre uma aluna fraca, indo pouco às aulas, e preferindo ficar nos sanitários do recreio, a praticar actos contra a natureza, com um crucifixo roubado ao Mestre Américo, o único que olhava para mim, e dizia sempre: "com uma fenda no lugar da boca, hás-de ir longe, rapariga..."

A minha vida sexual iniciou-se atrás de um tapume de umas obras rascas, em Marvila, quando um homem sem dentes, e com um balde de cimento às costas, me chamou para umas ervas, dizendo, "anda cá, rapariga, que tenho uma coisa muito boa para te mostrar..." Disse-me que era engenheiro daquelas construções, e mostrou-me uma coisa pequena e murcha, com dois sacos pendurados, e uma cabeleira por cima, parecida com o penteado do meu amado coadjuvante de hoje, Valter Lemos. "Se quiseres, podes pôr aí a boca... E, se não quiseres, pões à mesma, porque a mim é o que me apetece agora..."

Só muito mais tarde sobre que se tratava de um trolha, mas desde então, como Jung explica, fiquei vidrada em engenheiros em forma de trolha, e nunca mais esqueci aquele pintelhe..., perdão, penteado, a transbordar das calças-macaco manchadas de gesso.

Estávamos a viver os últimos tempos do Antigo Regime, e um dia vieram buscar-me à camarata, para me dizerem que o Senhor Presidente do Conselho, Marcello Caetano, já não mandava nada. Houve um frémito de terror por todas aquelas camas, porque ia deixar de haver políticos a ir buscar crianças, altas horas, para práticas imorais!... Lembro-me de me terem posto à porta da rua, com um farnel com duas carcaças e um chouriço de Barrancos dentro, e me dizerem, "vá, faz-te à vida, que tens bom corpo para isso!..."

Como poderia uma pobre rapariga, com uma fenda no lugar da boca, fazer-se à vida, e foi então que descobri os grandes ensinamentos do Grande Educador da Classe Operária, o Camarada Arnaldo de Matos, e os seus braços-direitos, José Manuel Durão Barroso e Pacheco Pereira. Lembro-me de comícios de grandes touradas, de gajas de perna aberta, em cima de secretárias de Catedráticos, a serem comidas por militantes cabeludos e contínuos à beira da reforma, e a saírem de lá já com diplomas na mão. Em mim, nunca pegaram, nem tive direito a diploma, e eu jurei vingar-me.

Havia, na altura, na "Capital", uma coluna de anúncios casamenteiros, e respondi, uma vez, só por desfastio, a um Professor Primário de Samora Correia, que procurava uma rapariga humilde, séria, limpa e honrada. Marcámos um encontro à porta da "Pensão Serafina", no Intendente, e lembro-me de ter visto um coxo, sem dentes, e com um olho mais acima do que o outro, a olhar para mim, e a dizer-me: "... eu pedi uma mulher com boca, e saiu-me uma tipa com uma fenda abaixo do nariz, que miséria de vida..." Mas, os tempos eram maus, e lá casámos, ele sempre tinha mais estudos do que eu, e acabou por meter uma cunha, lá nos padres que frequentava, para eu poder dar aulas na Primária.

Fui humilhada, por miúdos ranhosos, que, quando eu lhes perguntava quanto eram 2 vezes 2, me respondiam "2 x 2 é a cona da tua mãe!...", o que só me fazia soltar lágrimas, de ter sido abandonada, de pequenina, à porta da Casa Pia.

O Professor Doutor Oliveira Salazar sempre tinha proíbido as Licenciaturas em Sociologia, já que a Sociologia se baseava em voláteis vapores da Sociedade, apresentando-os como traves mestras da História. As pessoas deixavam de ser entes sólidos, e passavam a ser fatias de Opinião, na mente de pensadores com inclinações esquizofrénicas. Eu, todavia, que sempre gostei de perfumes baratos, achava que um mau-cheiro deveria ficar para sempre, e inscrevi-me, trabalhadora-estudante, de dia, professora, à noite, escrava de queimar pestanas, a ler Durkheim. Acabei o meu curso em 1984, já com a idade de 28+5 anos, e com a média arredondada para 10, o que fez de mim um exemplo grato das mais representantes correntes da contemporaneidade.

Devo dizer que conheci, nesses tempos, gente muito interessante, o meu colega Ferro Rodrigues, o meu ex-companheiro de militâncias Pacheco Pereira, e muitos outros, que, mal ouviram dizer que vinha da Casa Pia, tudo fizeram para que eu integrasse os Quadros do I.S.C.T.E.

Nessa altura, já o meu marido me batia muito. Viciado no álcool, a sua existência eram sucessivas baixas psiquiátricas, durante as quais passava o tempo a agredir-me com a fivela de um cinto. Desde então, jurei vingar-me de todos os Professores.

Aos 33 anos, ainda era virgem, e contei com o meu ingresso no I.S.C.T.E. para embarcar nas rebaldarias reinantes no Ensino Superior. Já me via numa bancada de Catedrático, de perna aberta, a ser comida por livres-pensadores, mas a verdade é que ninguém se interessava por mim, nem sequer o Dr. Ferro Rodrigues, e muito menos o seu colega mais novo, Paulo Pedroso.

Em 1997, Mariano Gago abriu-me os lindos olhos, e disse-me que ali ninguém gostava de mulheres, muito menos de mulheres com fenda, em lugar de boca... Nessa altura, já o meu marido me tinha tornado num cinzeiro ambulante, -- eu fui o James Dean do I.S.C.T.E... -- e o nosso matrimónio resumia-se a apagar-me cigarros nas costas.

A partir de aí, e depois de um penoso divórcio, entregaram-me a Presidência do Observatório das Ciências e das Tecnologias do Ministério da Ciência e da Tecnologia -- eu era a Gata Borralheira do I.S.C.T.E... --, para poderem andar, a tempo inteiro, nosrapazitos, até a coisa estoirar, com a Felícia Cabrita e o Procurador João Guerra, no Escândalo "Casa Pia". Lembro-me, desses tempos, de ver muitas caras, anteriormente sorridentes, com um ar fúnebre, como o meu, quando hoje vou às entrevistas televisivas.

Tive um período de depressão profunda, em que só me apetecia matar quem quer que se me atravessasse à frente, até que o José Sócrates, um homem acessível, carinhoso, e encarregado de abafar as idas aos meninos do "Casa Pia", e com uma formação de trolha que me fazia lembrar o meu primeiro, e único, contacto com a sexualidade, me ter apresentado Valter Lemos. Diz, Freud, que os anos mais importantes da nossa vida são os passados na Casa Pia, e tem razão: ao ver aquele ar de caniche, com um penteado igual à pintelheira do meu trolha inicial, percebi que a minha vida ia finalmente dar uma volta profunda.

Desde então, ocupo a Pasta da Educação, e estamos, ambos, a tentar fazer aqui o que o Grupo de Macau, a última possessão socialista na Extrema Camorra, e o Chile, de Pinochet, fizeram à Educação: com 20 anos de atraso, poupar e fazer regredir as mentes até os elevados padrões dos servos de gleba da Idade Média.

Eu sei que a vossa derradeira curiosidade se prende com a minha fenda, e eu vou agora satisfazê-la: no fundo, eu sou como aqueles avisos, nos postos móveis de Multibanco: qualquer tentativa de assalto, fará imdiatamente despejar tinta sobre as notas, inutilizando-as para sempre. É verdade...: se a minha fenda de cima ainda se exibe nos vossos écrans plasma, dai graças a deus, já que a de baixo, se alguma vez for forçada, imediatamente será coberta com sucos corrosivos, como as cuspidelas dos chocos-com-tinta, e posso assegurar-vos que, ninguém, mais do que, sofre com a Natureza me ter talhado assim, mas foi o que o Destino quis, e eu, sua serva, tenho de acatar...

Demissão da ministra da educação. Assinem, que se faz tarde!

Assinem e passem a todos os Portugueses, não só a professores ! É do interesse de todos!
Manifestação com 100 000 professores é insuficiente ?
...e um milhão de petições na Assembleia? Chega?
Chegou a hora de não haver mais tolerâncias. Não a qualquer acordo com esta senhora e sua equipa!


A todos os cidadãos portugueses :

Exmª Senhora Ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, por favor DEMITA-SE!

A Exmª Senhora Ministra revelou ao longo deste seu mandato, já demasiado longo, incompetência nas áreas mais básicas da pasta que tutela e que na realidade desconhece. Qualquer professor com meia dúzia de anos de experiência tem mais conhecimento e consequentemente mais competência nesta área do que Vossa Excelência.

Os alunos continuam a dividir-se por demasiadas áreas curriculares disciplinares e não disciplinares. Passam o dia na escola sem que isto se traduza na melhoria das aprendizagens. Não têm tempo para brincar e socializar. O Estatuto do Aluno é mais uma tentativa de mudar o ensino por Decreto-Lei. Tudo se baseia na manipulação de dados estatísticos.

Um sistema de ensino que permite a progressão de um aluno com seis, sete, oito, ou mais níveis dois e retém outro com quatro níveis dois, dificilmente pode ser defendido. O sucesso escolar está a ser fabricado de uma forma falaciosa.

A Senhora Ministra é incapaz de idealizar e implementar uma avaliação de professores que se revele mais justa e realista do que aquela que existe há largos anos. Na realidade não se mostra nada interessada na justiça desta avaliação.

A Senhora Ministra revelou-se incapaz de dialogar e aprender com aqueles que realmente sabem do que falam. Os Professores, os Pais e os Alunos. Uns porque têm formação e experiência profissional. Outros porque vivenciam a realidade da Escola todos os dias.

As razões para a sua demissão são muitas mais do que as que são possíveis de aqui enumerar, mas razões para permanecer neste cargo, contra os alunos, os pais e os professores, não existe uma única.

Exmª Senhora Ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, por ser parte do problema e nunca ter sido parte da solução, por favor favor DEMITA-SE!

Cordialmente,
os abaixo-assinados:

Sessão de poesia satírico-erótica no bar-livraria Gato Vadio ( dia 6 de Abril às 18h.)


Se a Primavera espevita, há que fazer com que Eros desponte!
No próximo Domingo, dia 6. às 18h. Venham de fininho, não vá o diabo …ê-las!


Rua do Rosário, 281 – Porto
horário:terça a domingo das 15h - 19h30 / 21h - 24h
encerramos à segunda-feira
tel. 220131894

Oficinas de costura para angariar fundos destinados a financiar a defesa do mercado do Bolhão


O GAIA, Grupo de Acção e Intervenção Ambiental que integra a PIC, Plataforma Cívica de Intervenção do Mercado do Bolhão, propõem mais uma iniciativa de angariação de fundos para o processo judicial do Bolhão.

Iniciativa: oficinas de costura e partilhar saberes e meios !

A ideia: Confeccionar sacos de pano para os comerciantes do bolhão, venderem aos clientes que apoiam a defesa do bolhão.


Meios: O espaço e equipamentos necessários foram cedidos pela casa viva e pela ex-proprietária uma empresa têxtil da região do Vale do Ave.


Materiais: Todos os materiais usados são doados e reutilizados.


O Processo:
1ª oficina Aprendizagem + Organização
data 4ª 26.03.08
hora 21.30
espaço casaViva



2 * oficina Aprendizagem + Prática
data 4ª 2.04.08
hora 19.30
espaço casaViva



3 * oficina Confecção
data sáb. 5.04.08
hora 9.30
O espaço de confecção situa-se na freguesia de Pedome - V.N. de Famalicão

Por razões de logística e dimensão do espaço, esta oficina têm o número de participantes limitado a 10 pessoas.

A possibilidade de agenda de novas datas, irá de acordo com a aceitação da iniciativa, da angariação de meios e materiais.


contactos:


91 232 59 22

1º ciclo de debates sobre o património humano, arquitectónico, comercial e cultural do Porto (no âmbito da campanha em defesa do mercado do Bolhão)


Nas próximas quinta-feiras, vai decorrer um 1º ciclo de debates, organizada pela Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, sobre questões ligadas ao Património da Cidade- Mercado do Bolhão, nas seguintes vertentes:

A) Humano e Arquitectónico
B) Comercial e Cultural

Realiza-se da seguinte forma:

QUINTA-FEIRA- DIA 3 ABRIL - NO ORFEÃO DO PORTO (praça da batalha)
18:30h- 20:30h

PATRIMÓNIO HUMANO E ARQUITECTÓNICO
Mercado do Bolhão- Projecto de Reabilitação aprovado pela Câmara e IPPAR em 1998

Mesa redonda com:
Moderadora: Ana Caridade, jornalista

JOÃO TEIXEIRA LOPES, SOCIÓLOGO
JOAQUIM MASSENA, ARQUITECTO
JOSÉ RODRIGUES, ARTES PLÁSTICAS- ESCULTOR
LINO TAVARES, ARQUEÓLOGO
MANUEL CORREIA FERNANDES, ARQUITECTO


QUINTA-FEIRA- DIA 10 ABRIL - NO ORFEÃO DO PORTO (praça da batalha)
18:30h-20:30h

PATRIMÓNIO COMERCIAL E CULTURAL

Mesa redonda com:
Moderadora: Ana Caridade, jornalista

JOAQUIM MASSENA, ARQUITECTO
JOSÉ EMÍDIO, ARTES PLÁSTICAS - PINTOR
MANUEL CORREIA FERNANDES, ARQUITECTO
RUI MOREIRA, ECONOMISTA


http://manifestobolhao.blogspot.com/

Programa da Academia Problemática e Obscura ( em Setúbal) para o mês de Abril


“Qual fizera mais, se Alexandre em conquistar o mundo, se Diógenes em desprezá-lo?”
( o problema que foi colocado em 1721 na altura em que foi criada em Setúbal a Academia Problemática e Obscura )




Cooperativa Prima Folia
Rua Deputado Henrique Cardoso, 30-34, Setúbal

http://www.primafolia.blogspot.com/

primafolia@gmail.com
(00351) 963883143


Programa da Academia Problemática e Obscura ( em Setúbal) para o mês de Abril

Dia 3, às 21:00 horas


Inauguração da exposição fotográfica de António Busca . Revisitar Abril, 30 anos depois, com cantares alentejanos.

Exposição fotográfica sobre as comemorações oficiosas dos 30 anos do 25 de Abril de 74, em Lisboa.



Dia 4, às 20:00 horas


Jantar de poesia e literatura amorosa, com leituras de Graziela Dias (Actriz do Teatro Fonte Nova) e António Serzedelo .

Com vista a celebrar o fim do ciclo ineziano, dedicado aos amores de Pedro e Inês e seu significado na cultura portuguesa, pretende-se proceder à exploração e divulgação de algumas das manifestações poéticas de natureza amorosa produzidas pelos autores portugueses ao longo dos tempos.



Dia 10, às 21 horas


Passagem do documentário «Setúbal, ville rouge», acerca do 25 de Abril de 1974, seguido de debate com Albérico Afonso (Historiador).

Trata-se de um documentário realizado por um cineasta francês, em Setúbal, quando decorriam os efeitos do 25 de Abril de 1974. A exploração das semelhanças e diferenças face ao anterior regime espelham ainda a típica utopia saída das revoluções de 1968 e 1974, onde se acreditava que a Europa marchava inevitavelmente para o Socialismo.



Dia 11, às 21 horas


Passagem de documentários sobre o 25 de Abril de 1974, em Portugal, seguido de debate livre.

Tratam-se de uma exposições e/ou reflexões acerca do ambiente vivido em Portugal na sequência do golpe militar e seus reflexos nos quotidianos lusos, quando se acreditava que a Revolução Socialista estava iminente.



Dia 17, às 21 horas


Apresentação do movimento FERVE (Fartos destes recibos verdes) e Precários Inflexíveis, com André Soares e João Pacheco (Jornalistas), incluindo passagem de documentário.

Apesar de todos conhecermos este fenómeno do mundo laboral, é sem dúvida a apelidada «geração rasca», aquela que tem vivido com maior intensidade os efeitos da globalização. Aquando da sua infância, foi prometida aos «deuses do progresso», através da info-inclusão, aquando da sua adolescência, foi prometida aos «deuses capitalistas», através da atitude compulsiva consumista e permeável aos excessos das drogas duras e sintéticas em massa, tendo-lhe sido reservada, na afirmação de juvenil maturidade, com a precarização dos vínculos laborais e destinada ao total desrespeito enquanto força de capacidade produtiva, aos «deuses do horror económico?, de Viviane Forrester.

Trata-se, de facto, da primeira geração global, com uma grande maioria de licenciados condenados aos «call-centers», ao atendimento ao público em grandes superfícies e, para além do mais, destroçada pela incapacidade de planeamento das suas vidas pelos usos, abusos e desrespeitos, politicamente consentidos, dos mais elementares direitos humanos e do trabalho, subscritos voluntariamente pelo Estado Português, nas Nações Unidas.

Num mês em que se evoca uma revolução que, em teoria, nos terá libertado, convirá reflectir sobre se o terá conseguido alguma vez, ou se, simplesmente, não passará de mais uma celebração oficial de calendário, somente libertadora da geração que apelidou esta mais recente de rasca, motivada por um ensurdecedor autismo face às realidades contemporâneas.



Dia 18, às 20:00 horas


Jantar Cultural «Ciclo das Ordens Religiosas Militares», Ordem de Santiago, com Carlos Russo dos Santos.

Trata-se do primeiro jantar de um novo ciclo que se inaugura, dedicado, nesta primeira fase, à Ordem de Santiago e Espada, sedeada em Palmela, instituição responsável pelo desenvolvimento da Península de Setúbal após a Reconquista, cujos efeitos ainda hoje se sentem. A sua história, raízes e acções vão ser-nos desveladas pelos convidados do orientador científico deste ciclo, o medievalista Carlos Russo dos Santos.



Cursos:
- Os muçulmanos na Península Ibérica e na região de Setúbal, por António Rafael Carvalho (Gabinete de arqueologia da C. M. Alcácer do Sal) às Sextas, em horário a combinar conforme a disponibilidade.

- O Antigo Egipto, das imagens multifacetadas, por António Almeida (historiador) aos fins de tarde, a combinar conforme a disponibilidade.

- Introdução à Fotografia, por João Paulo Marques (fotógrafo, ex-professor do IADE e antigo responsável pelo arquivo fotográfico da AMI) aos Sábados, em horário a combinar conforme a disponibilidade.



Cursos - 50 e. por módulo - correspondendo a mês, mês e meio de aulas


Jantares - 10 e.

Aceitam-se inscrições

31.3.08

Assembleia fundacional da Associação Portuguesa para a Prevenção da Tortura




Assembleia para constituição da Associação Portuguesa para a Prevenção da Tortura (http://iscte.pt/~apad/APPT )

Envia nome e morada para
AQUI



4 Abril 2008

20:30h

No ISCTE, sala C609


(Edifício II-6º-piso)

Associe-se à fundação da Associação Portuguesa de Prevenção da Tortura (APPT) e viabilize a possibilidade de Portugal acompanhar o movimento global contra a tortura


Campanha para fundadores da APPT

Patrocine esta iniciativa tornando-se sócio fundador desde já!

Envie uma mensagem de adesão
com a seguinte informação:
nome
morada
contactos (TM/telefone/fax/email)
disponibilidades (apoio ou voluntariado)


http://iscte.pt/~apad/APPT/


Seminário no ISCTE (9 de Abril) com John Holloway, autor do conhecido livro «Mudar o mundo sem tomar o poder»



Seminário com JOHN HOLLOWAY
Tema: Zapatismo, Poder e Estado

ISCTE Auditório B203 9 DE ABRIL 2008 18:00

O levantamento zapatista mudou a ideia de transformação social radical, constituindo-se como um desafio prático e teórico que exige reflexão e debate.
O que pode significar querer mudar o mundo sem tomar o poder?
O que é uma política de dignidade?
O que significa afirmar “caminhamos perguntando”?
Que sentido pode adquirir o zapatismo na cidade?
É sobre estas questões que se debruçará o seminário.


Sobre John Holloway :

John Holloway nasceu em Dublin. Professor da Universidade de Edimburgo desde 1972, é desde os anos 70 um dos mais destacados dinamizadores da corrente conhecida como Open Marxism. Actualmente é professor na Benemérita Universidad Autónoma de la ciudad de Puebla, no México. Publicou livros e ensaios em vários países, de Post Fordism and Social Form - a Marxist debate on the Post-Fordism State até Zapatista! Reinventing revolution in México. Em 2002 publicou Changing the World without Taking Power – The Meaning of Revolution Today, livro também publicado no Brasil com o título Mudar o Mundo sem Tomar o Poder – O Significado da Revolução Hoje. Este livro, ao colocar em cima da mesa questões tais como a crise do sujeito revolucionário “clássico”, a crítica da noção de revolução enquanto estrutura de poder e dominação, a centralidade do trabalho abstracto na ideia estatocêntrica de revolução ou, ainda, a ideia de autonomia como forma política anti-totalizadora do sujeito transformador, colocou o pensamento de John Holloway no centro de um intenso e polémico debate político e teórico, travado desde a França até à Argentina.

Organização

Centro de Estudos de Antropologia Social / ISCTE
Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa / ISCTE
Le monde diplomatique – edição portuguesa

INSCRIÇÕES ATÉ DIA 7 DE ABRIL

Por e-mail para:
ceas@iscte.pt



[Entrada gratuita. Lugares limitados]

[Confere certificado]

[John Holloway intervirá em espanhol]

[Será previamente fornecido aos inscritos um texto de John Holloway]








Sobre o livro «Mudar o Mundo sem tomar o Poder»

"Que sonho! Que belo sonho! Vamos imaginar: um mundo sem políticos, sem capitalistas, sem Estado, sem capital, um mundo sem poder. Um sonho inocente e pouco realista, é verdade.Este livro é parte da luta pelo absurdo que não é absurdo, pelo impossível que é tão urgente! "


Quando a esperança vencer o medo, definitiva e inequivocamente, o “grito de rebeldia” – nos campos e nas cidades, nas florestas e nas minas, nos assentamentos e nas fábricas, nas favelas e nas universidades – se fará tão forte que o mundo dos poderes imperiais e dos poderes patriarcais, das burocracias e dos capitalistas, não poderá mais se sustentar.


Mais do que uma esperança derivada da possibilidade eventual de algum “bom governo” deverá nascer a confiança no poder-fazer sem o controle do Estado, do capital ou da miríade de pequenos poderes.
É esse o desafio proposto por este livro: uma convocação para sair de toda esfera do poder, para pensar e fazer juntos, sem verdades e idéias prefixadas, em busca da esperança e do impossível.



Nascido em Dublin, na Irlanda, John Holloway tornou-se doutor em Ciências Políticas pela Universidade de Edimburgo, Escócia – onde lecionou de 1972 a 1998 –, tendo-se diplomado ainda em Altos Estudos pelo College d’Europe. A sua preocupação sempre esteve centrada no estabelecimento dos vínculos existentes entre o Estado e a opressão do capital, culminando na percepção de que todo Estado constitui uma forma de poder que não pode negar a si mesmo, incluindo-se nessa categoria os Estados revolucionários.


Transferido em 1993 para a Universidade de Puebla, Holloway entra em contato com a experiência zapatista e vislumbra um raio de possibilidade de ver rompida a gaiola global do poder imperial do capital.


Neste livro, cujo próprio título estimula a polêmica, o autor faz a crítica do chamado “marxismo científico” (talvez o mesmo que Kurz denominou de marxismo do movimento operário). Nesta sua obra revisionista, no melhor sentido do termo, Holloway chega a lembrar autores como Sorel que, diante da “crise do marxismo” do fim do século XIX, entabulou uma crítica da ortodoxia, a qual enfatizava a cisão radical com a ordem do capital e do poder.



Holloway aceita e radicaliza a formulação do fetichismo das relações humanas sob o domínio do Estado do capital proposto por Marx, mas busca amplo respaldo em Adorno e em sua “dialética negativa”. Com isso procura mostrar que toda e qualquer instituição representa uma forma alienada de relação social e uma forma de poder.


A única saída possível do mundo extremamente fetichizado e submetido a várias formas de poder, no qual nos encontramos, é ir para além do Estado e de todo poder, incluído, é certo, aquele contido nos micropoderes e nas relações de produção capitalistas.


A crise do capital possibilita e estimula uma realidade material para o antipoder. Mas atenção: ele não surge do processo de crise da ordem do capital, mas da luta pela constituição de uma nova sociabilidade contra o Estado e contra o poder. O sujeito é formado por quem se rebela, por quem grita contra a ordem, por quem se coloca do lado de fora e contra o Estado e o poder. O livro não traz conclusões, pois trata-se de uma convocação para o poder-fazer livre e autonomamente.


O livro foi publicado pela primeira vez em 2002, na Inglaterra

Jornadas pela Memória das Lutas pela Liberdade (11 e 12 de Abril em Matosinhos)


JORNADAS pela MEMÓRIA das LUTAS pela LIBERDADE

Salvaguardar a memória da resistência à opressão do Estado Novo e valorizar a história das lutas pela liberdade e pela democracia são finalidades do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória!, cujo núcleo do Porto, no âmbito das comemorações do 25 de Abril, organiza, em conjunto com a Câmara Municipal de Matosinhos, as Jornadas pela Memória das Lutas pela Liberdade.

Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

21.30 h - Abertura da sessão (Câmara Municipal de Matosinhos e Movimento Não Apaguem a Memória!)

21.45 h - Comunicações :

Drª Ana Sofia Ferreira – A oposição portuense e a campanha de Humberto Delgado

Dr.Bruno Monteiro - A Incorporação da Vocação Militante. Apontamentos sobre as lógicas da adesão e a geração de disposições políticas nas organizações operárias

23.00 h – Debate

Sábado, 12 de Abril de 2008

15.30 h - Abertura da sessão (Câmara Municipal de Matosinhos e Movimento Não Apaguem a Memória!)

15.45 h - Comunicações:

Prof.ª Doutora Irene Pimentel – A PIDE/DGS
Prof.ª Doutora Inácia Rezola – Os Militares e a Revolução de Abril
Prof. Doutor Manuel Loff – Lembrar e não lembrar a ditadura salazarista no período democrático

17.30 h – Debate