19.7.10

O Estado como máquina de marginalidade (conferência hoje no Porto de Loic Wacquant no Colóquio sobre «ilhas, bairros sociais e classes laboriosas...»)


No âmbito do colóquio internacional «Ilhas, bairros sociais e classes laboriosas na cidade do Porto (1956-2006)» que se realiza nos dias 19 e 20 de Julho na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e promovido pelo seu Instituto de Sociologia, vai ter lugar hoje ( 19 de Julho, às 17h.) uma conferência do sociólogo Loic Wacquant subordinada ao tema «O Estado como máquina de marginalidade» (L’État comme machine a marginalité) . A entrada é livre.


Loic Wacquant é um reputado sociólogo, professor na Universidade de Berkeley, na Califórnia, investigador e membro do Centre de sociologie européenne (Collège de France - ÉHESS), que tem estudado a pobreza urbana, a desigualdades sociais e raciais e alguns temas específicos da sociologia urbana. Foi colaborador de Pierre Bourdieu


Programa do Colóquio Internacional

“Ilhas, bairros sociais e classes laboriosas: um retrato comparado da génese e estruturação das intervenções habitacionais do Estado na cidade do Porto e das suas consequências (1956-2006)”

DIA 19 de Julho

Anfiteatro Nobre da FLUP (fac Letras da Universidade do Porto)

09:45
Abertura

10:00
Ilhas, bairros sociais e classes laboriosas na cidade do Porto (1956-2006): um programa de pesquisa
Virgílio Borges Pereira

10:40
A Igreja e a «Questão Social» na cidade do Porto
António Teixeira Fernandes

11:20
Sobre as relações entre economia, sociedade e Estado na provisão de alojamento: uma perspectiva comparada
José Madureira Pinto

12:00
Debate

12:30-14:30
Almoço

14:30
Bairro do Amial: Apresentação de Resultados do Estudo de Caso
João Queirós e Virgílio Borges Pereira

15:15
Bairro do Viso: Apresentação de Resultados do Estudo de Caso
Carla Aurélia de Almeida e Virgílio Borges Pereira

16:00
Debate
16:30-17:00
Coffee break

17:00
Conferências

Les municipalités de gauche face aux descendants des migrants postcoloniaux: présentation de deux enquêtes
Olivier Masclet (Université Paris V)

L’État comme machine a marginalité
Loïc Wacquant (University of California at Berkeley/Centre de Sociologie Européenne – Paris)

18:30
Debate

19:00
Encerramento

DIA 20 de Julho
Sala de Reuniões da FLUP


09:45
Apresentação de Resultados de Pesquisas em Curso (I)
Habitação operária portuense nas primeiras décadas do século XX: da Casa Familiar ao Bloco
Comunitário
Eliseu Gonçalves

Casas a Norte: as Habitações Económicas num processo de continuidade
Maria Tavares

Pelo direito à cidade. Contributos para o estudo das formas de organização popular do pós-25 de Abril de 1974: apontamentos sobre a génese do Bairro da Bouça
Idalina Machado

11:00-11:15
Coffee break

11:15
Apresentação de Resultados de Pesquisas em Curso (II)
As conversões militantes. As condições de possibilidade da militância e as modalidades de conscrição política entre o operariado industrial portuense (1940-1974)
Bruno Monteiro

Sofrimento social num bairro do Porto. Uma aproximação sociológica à experiência vivida da
relegação
João Queirós

12:00
Comentário
Manuel Loff

12:30
Debate

13:00
Encerramento

Apresentação da revista Alambique e projecção do filme Memória Subversiva ( dia 24 de Julho, às 16h. na Sociedade Harmonia Eborense, em Évora)




Apresentação da revista Alambique e projecção do filme Memória Subversiva

Sábado, 24/07/2010 às 16:00

Local: Sociedade Harmonia Eborense
(na Praça do Giraldo, 72)


Apresentação da revista ALAMBIQUE

Passagem do Documentário Memória Subversiva de José Tavares e Stefanie Zoche, seguida de conversa sobre anarquismo.

17.7.10

10 tácticas para transformar informação em acção - documentário a ser projectado na livraria-bar Gato Vadio (18 de Julho às 22h15)

10 Tácticas para transformar informação em acção
Documentário

Domingo, 18 de Julho, 22.15

Entrada Livre + oferta do manual activista "10 Tactics" e do guia "Civilian's guide to Direct Action"


Local: Livraria-bar Gato Vadio
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016
email:
gatovadio.livraria@gmail.com
http://gatovadiolivraria.blogspot.com/


Vivemos numa situação paradoxal. Nunca em Portugal e na Europa, as forças de repressão foram aparentemente tão débeis, mas nunca as massas exploradas foram tão passivas. A qualquer gesto austero por parte das elites governantes em nome da orientação financeira mercantil, responde-se com uma completa inacção, própria de uma consciência facilmente moldável ao entretenimento de massas. Ainda assim, a consciência insurreccional sempre dorme com um olho aberto. A arrogância, incompetência e impotência das classes governantes acabarão finalmente por um dia despertá-la do seu sono.

Posto isto, a acção gratuita é a única arma capaz de uma absoluta ruptura com a poderosa máquina de auto-destruição desencadeada pela sociedade de consumo, que prescreve a linha de base da mentalidade submissa à cobiça, ao ganho financeiro, ao lucro e a predação.


“10 tácticas para transformar informação em acção", documentário do colectivo Tactical Tech, explora o uso de tecnologias e plataformas dos mass media, como o Google Earth, Twitter e Facebook, em defesa dos direitos humanos no mundo em desenvolvimento.

Este documentário fornece maneiras originais e engenhosas usando ferramentas, dicas e conselhos para os defensores dos direitos humanos capturarem a atenção e comunicarem uma causa. O filme traz histórias de 25 organizações defensoras dos direitos humanos ao redor do mundo que usaram com sucesso as informações e as tecnologias digitais para criar mudanças positivas. Isso inclui a história de Noha Atef, cujo blog TortureinEgypt.net levou à libertação de prisioneiros ilegalmente detidos no Egipto. Na Índia, Dina Mehta explica como ela fez parte de um grupo online que usou o Twitter para conseguir doadores de sangue e outros apoios essenciais para os hospitais durante os ataques terroristas em Mumbai. Ou a organização popular na Birmânia que recorreu a blogs para escapar à censura da junta militar e através da fotografia e do video divulgar os abusos dos direitos humanos.


A ascensão das tecnologias e da popularidade crescente do nível de usuário de ferramentas e serviços têm sido importantes para as comunidades marginalizadas, porque elas criam mais oportunidades para a auto-publicação e partilha de informações dinâmicas. Elas são importantes para os defensores dos direitos permitindo a abertura de novos canais de divulgação e desenvolvimento de técnicas para a luta. A proliferação dos telemóveis abre também novas oportunidades para a organização e mobilização em maneiras que eram inimagináveis. Como cada uma dessas tecnologias é tomada, elas tornam-se cada vez mais entrelaçadas: telemóveis que comunicam com websites; sites que se tornam estações de rádio. O mundo real e o mundo online em interconexão.

Assim como cada nova tecnologia tem o potencial de trazer novas oportunidades e liberdades, também apresentam novos desafios, dificuldades e formas de repressão, através de novas formas de censura e ameaças à privacidade. Esta questão é extremamente importante para os activistas que lidam com informações sensíveis em ambientes hostis e para as comunidades marginalizadas para os quais a tecnologia pode ser uma "faca de dois gumes", pois carrega o duplo potencial de libertar e depois marginalizar.

As pessoas devem ser capazes de agir sobre questões que afectam as suas vidas, elas devem ter acesso a informações precisas e aos meios e à liberdade para responder a esta informação. Infelizmente, isso nem sempre é o caso. Indivíduos, especialmente os de comunidades marginalizadas, muitas vezes não dispõem dos meios para acederem e criarem informação. Aqui fica registado a participação limite, em muitas regiões do mundo, dessas comunidades marginalizadas.



10 TACTICS for turning information into action


1. mobilise people
2. witness and record
3. visualise your message
4. amplify personal stories
5. just add humour
6. manage your contacts
7. use complex data
8. use collective intelligence
9. let people ask the questions
10. investigate and expose








Invicta filmes - Ciclos de cinema no Porto sobre Orson Welles, David Griffith e Stanley Kubrick ( de Julho a Dezembro de 2010)

Invicta Filmes - Ciclos de Cinema no Porto

Sob a designação genérica de Invicta Filmes começou no início deste mês de Julho uma série de projecções de filmes no auditório da biblioteca Almeida Garret ( no Palácio de Cristal, Porto) que possibilitarão a visualização de cinema histórico na cidade e onde serão apresentados 3 ciclos – 3 realizadores: Orson Welles, Davida Griffith e Stanley Kubrick


Os ciclos serão acompanhados por uma publicação, algumas sessões de apresentação de filmes e alguns workshops.


Local: Auditório da Biblioteca Almeida Garret, sempre às 18h30

ENTRADA GRATUITA



Programa

- Ciclo Orson Welles

Julho

Dia 1, 18h30, Apresentação do Ciclo, por Lauro António, “O Mundo a seus Pés” (leg. pt)

Dia 7, 18h30, “O Quarto Mandamento” (leg. pt.)

Dia 15, 18h30, “O Estrangeiro” (leg. pt.)

Dia 22, 18h30, “A Sede do Mal” (leg. pt.)

Dia 29, 18h30, “Macbeth” (leg. pt.)



Agosto

Dia 5, 18h30, “A Dama de Xangai” (leg. pt.)

Dia 12, 18h30, “Processo” (leg. pt.)

Dia 12, 20h15, “História Imortal” (leg. pt.); “Orson Welles on Film” (doc. ing.)

Dia 19, 18h30, “F de Fake” (leg. pt.)

Dia 19, 20h15, “Falstaff” (ing. leg. castelhano)

Dia 26, 18h30, “Don Quixote” (ing. leg. francês)

Dia 26, 20h15, “Around the World with Orson Welles” (5 docs para BBC. Ing. sem leg.)



- Workshop David Griffith

Setembro

Dia 1, 18h30, Apresentação do Workshop, por Lauro António, “O Nascimento de uma Nação”

Dia 2, 18h30, Workshop, por Lauro António, “Intolerância”

Dia 8, 18h30, “O Lírio Quebrado”

Dia 9, 18h30, “Abraham Lincoln”

Dia 15, 18h30, “As Duas Tormentas”

Dia 16, 18h30, “As Duas Orfãs”

Dia 22, 18h30, “Sally, a Filha do Circo”

Dia 23, 20h15, “D. W. Griffith, Father of Film”. Debate final do Workshop, por Lauro António



- Ciclo Stanley Kubrick

Outubro

Dia 13, 18h30, Apresentação do Ciclo, por Lauro António, “Um Roubo no Hipódromo”

Dia 14, 18h30, “O Beijo Assassino” (ing. sem leg.)

Dia 21, 18h30, “Horizontes de Glória” (ing. leg. castelhano)

Dia 28, 18h30, “Spartacus”


Novembro

Dia 4, 18h30, “Lolita”

Dia 11, 18h30, “Laranja Mecânica”

Dia 17, 18h30, “Barry Lyndon”


Dezembro

Dia 2, 18h30, “The Shiting”

Dia 9, 18h30, “Nascido para Matar”

Dia 9, 20h00, “De Olhos Fechados”

Dia 9, 21h30, “Dr. Estranho Amor”

Dia 16, 18h30, “2001: Odisseia no Espaço”

Dia 16, 21h15, “Kubrick, Uma Vida em Filmes” (doc.). Debate final sobre o Ciclo, por Lauro António

16.7.10

O tempo das Utopias (Le temps des utopies) é um novo número especial do Le Monde Diplomatique ( edição francesa)


Esperanças de ontem, sonhos de amanhã: a utopia , pequena ou grande, técnica ou científica, social e política - é tão indispensável para o combate pela mudança como o oxigénio para a nossa vida.


Sumário deste número

Besoin d’utopie
D. V.

Espoirs d’en bas

Longtemps ancrée au cœur de la sphère sociale, la notion même d’utopie a glissé, à partir du XIXe siècle, dans le seul univers technologique, au risque de perdre son caractère subversif en renonçant à tout changement, surtout radical, du système.

Elle a pourtant toujours été enracinée, au long de l’histoire de l’humanité, dans les rêves et les combats de millions d’hommes et de femmes. Il n’en va pas autrement aujourd’hui. A la contre-utopie que représente le néolibéralisme dominant répondent néanmoins des alternatives positives, comme celle de la décroissance, qui fait son chemin depuis quelques années.

Et les espoirs d’avancées s’incarnent, en bas, dans des luttes quotidiennes et novatrices : pour les droits des travailleurs à travers le monde, pour les logiciels libres, pour la gestion publique de l’eau…

De la socio-utopie à la techno-utopie.
Pierre Musso

L’essence du néolibéralisme.
Pierre Bourdieu

Enquête sur la décroissance, une idée qui chemine.
Eric Dupin

Quand résistance rime avec rébellion.
Christian de Brie

La preuve par les logiciels libres.
Philippe Rivière

Remunicipaliser l’eau.
Marc Laimé


Rêves de savants

Chaque progrès scientifique débouche en général sur une modification des conditions de vie et de travail, mais sans suffire à résoudre les problèmes posés aux sociétés contemporaines.

Ainsi la crise de l’énergie n’a pas de solution purement technologique. Le déploiement de moustiques génétiquement modifiés ne suffira pas à vaincre le paludisme. Les nanotechnologies peuvent impliquer une manipulation des atomes. Quant à l’enregistrement de l’activité cérébrale, il risque de devenir un instrument de surveillance. Même la colonisation de Mars appelle un « terraformage » très contesté.

En revanche, les tours honnies peuvent devenir écologiques. Mais les organismes génétiquement modifiés menacent la santé humaine…

La crise de l’énergie n’a pas de solution technique.
Benjamin Dessus

Moustiques transgéniques contre le paludisme ?
Christophe Boëte

Nanothechnologies, l’infiniment petit est déjà parmi nous.
Dorothée Benoit-Brovaeys

Montre-moi ton cerveau, je te dirai qui tu es.
Olivier Oullier

Demain, des colonies sur Mars...
Roland Lehoucq

Gratte-ciels verts made in Germany.
Philippe Bovet

Professeurs Tournesol des OGM et PGM.
Arnaud Apoteker et Jacques Testart


Horizons philosophiques

D’un bout à l’autre de la planète, l’absence d’alternative handicape les mouvements populaires. Mais ce qui leur manque, ce ne sont pas seulement un cadre structuré, des forces organisées, des programmes détaillés. Ce qui leur fait le plus défaut, ce sont les utopies philosophiques sans lesquelles il n’est pas d’horizon politique véritable.

Si la pensée de Karl Marx semble ressusciter, si Pierre-Joseph Proudhon est un des précurseurs toujours actuels de l’anarchisme, si l’« Ostalgie » des Allemands de l’Est rappelle que même le « socialisme réel » avait ses acquis, ce sont des perspectives pour aujourd’hui dont nous avons besoin : le rêve d’un monde fini, où l’homme doit devenir autonome et maîtriser la Terre. Il est temps d’avoir le courage d’être utopique…

Infréquentable Pierre-Joseph Proudhon.
Edward Castleton

Karl Marx ressuscité.
Lucien Sève

(N)ostalgie est-allemande du communisme.
Peter Linden, Dominique Vidal et Benjamin Wuttke

Dangereuse quête de l’enfant parfait.
Emilie Guyonnet

Patrimoine de l’humanité.
Albert Jacquard

A société autonome, individus autonomes.
Cornelius Castoriadis

Rendre à l’homme sa maîtrise de la Terre.
Jacques Decornoy

Le courage d’être utopique.
Serge Halimi

Extraits

Platon, Thomas More, Etienne de La Boétie, François Rabelais, Francis Bacon, Thomas Hobbes, Baruch Spinoza, Jonathan Swift, Jean-Jacques Rousseau, Emmanuel Joseph Sieyès, Maximilien de Robespierre, Thomas Paine, Olympe de Gouges, Nicolas de Condorcet, Gracchus Babeuf, Claude Henri de Saint-Simon, Pierre-Joseph Proudhon, Michel Bakounine, Jean-Baptiste Godin, Paul Lafargue, Friedrich Nietzsche, William Morris, Theodor Hertzka, Rosa Luxemburg, George Orwell, Martin Luther King, Aldous Huxley, Ernesto « Che » Guevara, Bertrand Russell.

Textes choisis par Mireille Azzoug et Bernard Cassen.

Iconographie
Ce numéro est accompagné d’illustrations réalisées par Boris Séméniako et de portraits croqués par Alexis Lemoine.

Cartographie
Philippe Rekacewicz (réalisation : Agnès Stienne).

Les chemins de fer, utopie et réalité.
L’Europe du XXe siècle, rêvée... en 1863.
Cités-jardins, une révolution urbaine.

Documentation
Olivier Pironet

Bibliographies
Sur la Toile

"o porto, ÒPorto" - ciclo de cinema (de 10 de Julho a 13 de Agosto, no Grupo Musical de Miragaia, Porto)


"o porto, ÒPorto" - ciclo de cinema
De 10 de Julho de 2010 a 13 de Agosto de 2010


Local: Auditório do Grupo Musical de Miragaia

Rua Arménia 10/18 4050-066 Porto

Mãos na Terra, bioconstrução ou construção natural n'O Fojo ( de 3 a 26 de Setembro)



MÃOS NA TERRA - 1º EVENTO DE BIOCONSTRUÇÃO N'O FOJO

Construção Natural Experimental

de 3 a 26 de Setembro de 2010

Em breve será divulgado o programa completo para cada semana do "Mãos na Terra" com todos os pormenores sobre modos de participação, condições de alojamento, alimentação, entre outros detalhes importantes.

Estejam atentos e façam já a vossa pré-inscrição, pois teremos lugares limitados de participação!!



O Fojo é um espaço onde se pode escutar o silêncio interior e partir em busca da realização como seres humanos ao cuidar da terra e das pessoas, com amor e partilha. Através da observação, do design, da acção e das experiências, através da arte e de fazer a nossa parte, pois só assim, juntos e ligados à natureza, podemos crescer. O Fojo é ainda um espaço vocacionado para a realização de cursos, workshops, voluntariado, actividades, encontros, visitas... O FOJO - PERMACULTURA EM ACÇÃO

Jantar vegetariano de apoio ao Centro de Cultura Libertária (17 de Julho, às 20h., na BOESG, na rua das janelas verdes, Lisboa)


Jantar vegetariano de apoio ao Centro de Cultura Libertária
Data: Sat, 17/07/2010 - 20:00
Local: BOESG - Santos, Lisboa
Rua das Janelas Verdes, 13, 1º Esq. - Santos – Lisboa



Acção de despejo do CCL: Novo julgamento

No último dia 7 de Julho recebemos a resposta por parte do Tribunal da Relação de Lisboa ao recurso interposto pelo CCL relativamente à acção de despejo movida pelo seu senhorio. A decisão foi-nos favorável: anulou o primeiro julgamento e determinou a realização de um novo julgamento no Tribunal de Almada. A anulação teve por base contradições nos factos considerados provados no primeiro julgamento.

Continuamos com a mesma vontade de manter o nosso espaço pelo que tentaremos preparar o melhor que pudermos a nossa defesa para o julgamento que se realizará nos próximos meses. Desta forma vamos ser obrigados a suportar novas despesas com o advogado, que vão muito para além das capacidades de um ateneu que se mantém apenas devido às contribuições dos seus sócios e amigos.

Não fosse o apoio recebido por tantas pessoas que se solidarizaram contra a acção de despejo do CCL, há muito que tínhamos perdido este espaço. Devido a esta mesma ajuda, já temos a maior parte do dinheiro necessário, faltando-nos cerca de 800 euros para custear a nossa defesa legal.

Centro de Cultura Libertária

Contacto:
E-mail:
ateneu2000@yahoo.com
Correio: Apartado 40 / 2800-801 Almada / Portugal
Blog:
http://culturalibertaria.blogspot.com


Dados da conta bancária do CCL, para donativos:

Titular:
CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA

Para transferências em Portugal:
NIB: 003501790000215493029

Para transferências do estrangeiro:
IBAN: PT50003501790000215493029
BIC: CGDIPTPL

Conversas sobre barragens e ecologia com jantar (dia 17 de Julho, a partir das 16h., no Regueirão dos Anjos 69)

No espaço do regueirão dos anjos, nº 69, amanhã, Sábado, dia 17 de Julho, debate-se e fala-se das barragens, vêem-se alguns filmes sobre a situação no Tua e no fim há jantar grátis. Aparece

Toca no Tanque (16 de Julho, a partir das 16h.)


A toca tem o prazer de te convidar para uma tarde de convívio, para assinalar o início do Verão e das férias.
Dia 16 de Julho, com hora marcada às 16h, realizar-se-ão actividades lúdicas por vezes malcriadas mas de índole fortemente intelectual:
entre elas destacamos: comer, beber, molhar, conversar, secar, refrescar, aquecer, semear, plantar, rir, alucinar, ver, cheirar, ouvir e Tocar.

Haverá então jam sessions até ao pôr-do-sol, que serão acompanhadas por: petiscos variados, bebidas, fogueira, churrasco, apanha de fruta, investidas na horta, idas ao tanque, workshops práticos de comportamento infantil, terapias de convívio e muito mais...



O que podes/deves trazer:
sementes da época para a horta;
petiscos para o estômago e para o churrasco;
pistolas e balões de água;
instrumentos musicais;
ideias e alegria;
amigos;
etc.

TOCA AQUI
toca.email@gmail.com
rua das oliveiras, n 61, Porto

13.7.10

Workshop sobre a contradiçao entre discurso e prática no contexto académico (21 de Julho, no Instituto Superior de Economia e Gestão)




WORKSHOP
"Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!":
A Contradição entre Discurso e Prática no Contexto Académico

21 Julho 2010 - 10h-14h
Sala MIT-Portugal no ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão) - R. Quelhas 6 ,Lisboa

Inscrição Gratuita até 15 Julho

Enquadramento
O título do evento é uma provocação à comunidade académica, de forma a lançar o mote para
reflexões sobre as atitudes/comportamentos e pensamentos dos "profissionais da academia".
Por entender que as atitudes/comportamentos daqueles profissionais têm reflexo em seus alunos, bem como nas comunidades, nomeadamente nos sujeitos do quotidiano dos "estudos de casos" pesquisados, este encontro foi dividido em duas partes:

A primeira será destinada à comunicação por parte dos diversos convidados, que apresentarão as suas experiências e reflexões sobre o tema, seguida de debate. Neste sentido, cada um dos participantes tem a liberdade de elaborar a sua comunicação oral e escrita a partir do tema/título do evento, da forma que melhor lhe convir, com aproximadamente quinze minutos para cada exposição.

A segunda parte (oficina) consistirá num exercício colectivo: maneiras como os “pesquisadores(investigadores)/ cientistas" podem dialogar com os sujeitos participantes das pesquisas/estudos, garantido o respeito e a igualdade destes como produtores de conhecimento/saberes válidos. Nesta oficina, no centro do debate estarão as experiências do público participante.

Objectivo: Reflectir colectivamente sobre as atitudes/comportamentos e pensamentos dos/as "profissionais da academia", de forma a analisar criticamente a importância do alinhamento entre discurso e prática no quotidiano dos/as actores envolvidos.

Metodologia: Serão utilizadas metodologias de Educação Popular.


1ª parte
* Apresentação das perspectivas de cada convidado/a sobre o tema orientador
Igor Valentim: “Uma coisa é o que falo e escrevo, outra é o que faço: o eu-académico em cena”
Doutorando SOCIUS/UTL

Julio Andrade: “Ouça o que digo: Não Ouça Ninguém – O Paradoxo entre Discurso e Prática na Participação Política”
Doutorando NGPA/UFBA e Professor da UFF (Univ. Federal Fluminense/ Brasil) (participação por vídeo-conferência)

Carolina Leão: “Como contrariar a subordinação às ideias e práticas mercantis na academia? Os desafios na construção de outras relações e modos de fazer POSSÍVEIS!”
Doutoranda SOCIUS/UTL

Cristiano França-Lima: “Invertendo os lugares – a universidade como “objecto de pesquisa”
Doutorando FEUC/CES (participação por vídeo-conferência)

Comentários: Euclides André Mance/ Brasil**
J. M. Carvalho Ferreira SOCIUS/ISEG-UTL

* “Círculo de Conversas”
Durante a apresentação dos convidados, os/as participantes (do público) poderão escrever em tiras de papel, previamente distribuídas, as questões a debater, dúvidas, comentários... Estas serão afixadas num quadro após às apresentações, seguindo-se os comentários e debate.

Intervalo
Pausa Justa (coffee-break com produtos do Comércio Justo e das Cooperativas de Consumo).


2ª parte (oficina)
“Grupo de Verbalização/Grupo de Observação” – um pequeno grupo de participantes reúne-se em círculo e conversa sobre as suas experiências de trabalho de campo, com tempo estipulado. Simultaneamente, os/as demais participantes estarão num círculo maior, ao redor do pequeno, observando e tomando notas da conversa.
Terminado o tempo estipulado para o pequeno círculo, este se junta ao grande e inicia-se o debate a partir das observações e notas.

http://pascal.iseg.utl.pt/~socius/home.html

12.7.10

Todos somos Palestina - solidariedade com o povo palestiniano (concentração a 17 de Julho na Pr. D.João I, Porto)



Todos somos Palestina - solidariedade com o povo palestiniano


Concentração no Sábado, 17 de Julho às 17:00


Local: Praça D.João I, Porto


Vamos realizar uma concentração com música, poesia, microfone aberto,

artes performativas, artes plásticas, bancas e exposições

Pela Paz
Pela autodeterminação da Palestina

Contra a ocupação
Contra o massacre
Contra o Crime israelita

Todos somos Palestina!
Participa! Traz outro amigo também!

Livro de Mário Brochado Coelho sobre a Confronto, cooperativa cultural, será apresentado no Porto ( dia 19 de Julho, às 21h30)

No próximo dia 19 realiza-se o lançamento e a apresentação pública do novo livro de Mário Brochado Coelho sobre a «Confronto», com o título «Confronto, memória de uma cooperativa cultural 1966-1972.
Recorde-se que a Confronto constituiu um pólo de resistência no Norte contra a ditadura de Salazar e Marcelo Caetano.

Confronto. Memória de uma cooperativa cultural. Porto 1966-1972, por Mário Brochado Coelho
Segunda-feira, 19 de Julho de 2010
21:30 - 23:30
Local: Biblioteca Municipal Almeida Garrett - Porto
Apresentadores: Joana Lopes e José Carlos Costa Marques


Contrariando a nossa habitual tendência de «fazer história» com base num ponto de vista único centrado exclusivamente em Lisboa, procurei recuperar e dar a conhecer os principais traços do nascimento, actividade, encerramento e significado de uma instituição político-cultural do Porto denominada «Confronto, Cooperativa de Promoção Cultural, SCRL».
Tentei fazê-lo com o rigor possível e fugindo à forte subjectividade e emoção dos que – como eu – viveram intensamente o dia-a-dia desta cooperativa. O discurso tem, pois, um estilo enxuto.Serão, porventura, muitos os que poderão encontrar neste trabalho algumas referências importantes sobre as suas vidas, a sua formação pessoal e os seus sonhos de um futuro melhor.
Procurei retirar do silêncio iniciativas, pessoas, factos, indignações e resistências que marcaram de modo significativo a vida política de vários sectores da intelectualidade portuense e nortenha da segunda metade dos anos 60 e início dos anos 70 do século passado (1966-1972) e que serviram de escola para variados e diferentes ramos de pensamento inovadores, alguns dos quais foram determinantes, por vezes, nas práticas política e social nacionais durante a(s) década(s) seguintes.
A Confronto foi um lugar de diálogo entre pessoas, ideias e grupos diferentes mas que se situavam dentro de um quadro mínimo de defesa dos direitos humanos e oposição política ao regime fascista de Salazar e Caetano.
Colocou em «confronto» perspectivas diversas de intervenção cívica, ética e social, ensinando cada um a conhecer e respeitar as diferenças dos demais ao aprender a descobrir nelas todos os seus tesouros escondidos.
Mostrou que a realidade é rica em diversidades e que ninguém é portador de uma qualquer verdade absoluta. Provou, por fim, que o ser humano é simultaneamente uno e complexo.


MÁRIO BROCHADO COELHO é autor das obras
Em Defesa de Joaquim Pinto de Andrade, 1971, Porto, Edições Afrontamento;
Uma Farsa Eleitoral – O Caso do Sindicato Metalúrgico de Aveiro, 1973, Porto, Edições Afrontamento;
Lágrimas de Guerra (diário), 1987, Porto, Edições Afrontamento;
Cinco Passos ao Sol (poesia), 1991, Porto, Edições Afrontamento;
A Liberdade Sindical e o Quadro Estatutário das Associações Sindicais (separata), 2004, CEJ/IGT, Coimbra Editora.

Atentado ao Património histórico edificado em Elvas: petição pública contra a demolição da igreja de S.Paulo

http://www.salvemosaigrejadespaulo.blogspot.com/

O mosteiro de S. Paulo, localizado no centro histórico de Elvas, propriedade do Ministério da Defesa, vai ser alvo, a curto prazo, de uma drástica e dramática amputação com a prevista demolição da Igreja.

Esta é o elemento arquitectónico, que constitui na prática, a âncora, de todo o conjunto edificado do mosteiro. Apesar de actualmente, apenas subsistirem todas as paredes periféricas da igreja, esta desempenha um papel relevante na caracterização e definição da morfologia urbana, na área da cidade onde se localiza.

Esta é a maior igreja da Congregação dos Monges de Jesus da Pobre Vida, também conhecidos como Paulistas da Serra de Ossa, única ordem masculina com origem e casa mãe em Portugal.

Não faz sentido a zona alta da cidade ter sido recuperada e reabilitada nestes últimos anos; castelo, antigos quartéis (oficinas de artesanato), Casa das Barcas (mercado municipal), Quartel do Trem (Escola Superior Agrária), e Nossa Senhora da Conceição; e agora poder ocorrer um acto de inqualificável desprezo pelo património edificado.

De acordo com o Plano Director Municipal, todo o conjunto intramuros da cidade de Elvas (centro histórico), está em vias de classificação.
Contudo, verifica-se no terreno, o inicio da preparação dos trabalhos de demolição (colocação de vedações, tapumes, andaimes, entre outros), sob o silêncio da Câmara Municipal de Elvas e do Ministério da Cultura.

Se nada for feito para sensibilizar os organismos competentes, Ministério da Defesa, dono da obra e do edifício, Ministério da Cultura e Câmara Municipal de Elvas, a imagem que vemos será o ultimo registo desta imponente igreja, de valor incontestavel numa cidade monumental candidata a Património Mundial.

Vamos salvar a Igreja de S. Paulo

Um grupo de cidadãos colocou "online", uma petição, dirigida ao Ministro da Defesa, para impedir a demolição da Igreja:

ASSINA A PETIÇÃO ONLINE: www.petitiononline.com/paulista/


Ex.mo Sr. Ministro da Defesa
A igreja de S. Paulo em Elvas, edifícada no sec. XVIII e localizada no Centro Histórico, propriedade do Ministério da Defesa, dentro de poucos dias será demolida.

Esta é a maior igreja da Congregação dos Monges de Jesus da Pobre Vida, também conhecidos como Paulistas da Serra de Ossa, única ordem masculina com origem e casa mãe em Portugal.

Não faz sentido a zona alta da cidade ter sido recuperada e reabilitada nestes últimos anos; castelo, antigos quartéis (oficinas de artesanato), Casa das Barcas (mercado municipal), Quartel do Trem (Escola Superior Agrária), e Nossa Senhora da Conceição; e agora ocorrer um acto de inqualificável desprezo pelo património edificado.

De acordo com o Plano Director Municipal a Igreja de S. Paulo é um imóvel em vias de classificação.

Nós os subscritores desta petição, vimos por este meio solicitar a V.Exa, responsável pelo Ministério da Defesa, a não demolição da Igreja de S. Paulo em Elvas.

Sincerely,

The Undersigned

http://www.petitiononline.com/paulista/

Debate sobre jornalismo, polícia e "bairros problemáticos" no chapitô, em Lisboa ( 24 de Julho, às 22h.)

Debate sobre jornalismo, polícia e "bairros problemáticos"
Data: Quarta-feira, 14 de Julho de 2010
Hora: 22:00
Local: Chapitô, 14 de Julho às 22 horas

Todos os dias são noticiados um corrupio de acontecimentos: Jovens abatidos por polícias, assaltos em praias e crimes nas cidades e revoltas de jovens em bairros “guetizados” dos arredores da grande Lisboa.

Como tratam os jornalistas aquilo que acontece nos bairros sociais? Conseguem ter uma visão jornalística dos acontecimentos ou tendem a agravar a discriminação que muitos dos habitantes dos bairros pobres são sujeitos?

Existe um jornalismo sobre assuntos policiais ou apenas existe um jornalismo que divulga os dados filtrados por fontes policiais?

Como tratar jornalisticamente os problemas da criminalidade sem tropeçar na justificação social dos crimes ou na aceitação acrítica das acções policiais?

São alguns dos assuntos do próximo debate organizado pelo Sindicato dos Jornalistas com o apoio do Chapitô.

A conversa contará com a presença do rapper e activista LBC, do comissário Paulo Flor da PSP e do jornalista da SIC Pedro Coelho. A data é no próximo dia 14 de Julho às 22 horas no Chapitô.

www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?id=8162&idselect=87&idCanal=87&p=0

Porquê o Socialismo? ( texto crítico de Einstein contra o capitalismo)



Porquê o Socialismo?

Einstein escreveu este artigo especialmente para o lançamento da Monthly Review, cujo primeiro número foi publicado em Maio de 1949.

O artigo original encontra-se em http://www.monthlyreview.org/598einst.htm que se

reproduz após o excerto traduzido logo a seguir:


«(...) A produção é feita para o lucro e não para o uso. Não há nenhuma disposição em que todos os que possam e queiram trabalhar estejam sempre em posição de encontrar emprego; existe quase sempre um "exército" de desempregados. O trabalhador está constantemente com medo de perder o seu emprego. Uma vez que os desempregados e os trabalhadores mal pagos não fornecem um mercado rentável, a produção de bens de consumo é restrita e tem como consequência a miséria. O progresso tecnológico resulta frequentemente em mais desemprego e não no alívio do fardo da carga de trabalho para todos. O motivo lucro, em conjunto com a concorrência entre capitalistas, é responsável por uma instabilidade na acumulação e utilização do capital que conduz a depressões cada vez mais graves. A concorrência sem limites conduz a um enorme desperdício do trabalho e a esse enfraquecimento da consciência social dos indivíduos que mencionei anteriormente.

Considero este enfraquecimento dos indivíduos como o pior mal do capitalismo.

Todo o nosso sistema educativo sofre deste mal. É incutida uma atitude exageradamente competitiva no aluno, que é formado para venerar o sucesso de aquisição como preparação para a sua futura carreira.



Estou convencido que só há uma forma de eliminar estes sérios males, nomeadamente através da constituição de uma economia socialista, acompanhada por um sistema educativo orientado para objectivos sociais. Nesta economia, os meios de produção são detidos pela própria sociedade e são utilizados de forma planeada. Uma economia planeada, que adeqúe a produção às necessidades da comunidade, distribuiria o trabalho a ser feito entre aqueles que podem trabalhar e garantiria o sustento a todos os homens, mulheres e crianças. A educação do indivíduo, além de promover as suas próprias capacidades inatas, tentaria desenvolver nele um sentido de responsabilidade pelo seu semelhante em vez da glorificação do poder e do sucesso na nossa actual sociedade.»





Why Socialism?
by Albert Einstein



Is it advisable for one who is not an expert on economic and social issues to express views on the subject of socialism? I believe for a number of reasons that it is.

Let us first consider the question from the point of view of scientific knowledge. It might appear that there are no essential methodological differences between astronomy and economics: scientists in both fields attempt to discover laws of general acceptability for a circumscribed group of phenomena in order to make the interconnection of these phenomena as clearly understandable as possible. But in reality such methodological differences do exist. The discovery of general laws in the field of economics is made difficult by the circumstance that observed economic phenomena are often affected by many factors which are very hard to evaluate separately. In addition, the experience which has accumulated since the beginning of the so-called civilized period of human history has—as is well known—been largely influenced and limited by causes which are by no means exclusively economic in nature. For example, most of the major states of history owed their existence to conquest. The conquering peoples established themselves, legally and economically, as the privileged class of the conquered country. They seized for themselves a monopoly of the land ownership and appointed a priesthood from among their own ranks. The priests, in control of education, made the class division of society into a permanent institution and created a system of values by which the people were thenceforth, to a large extent unconsciously, guided in their social behavior.

But historic tradition is, so to speak, of yesterday; nowhere have we really overcome what Thorstein Veblen called "the predatory phase" of human development. The observable economic facts belong to that phase and even such laws as we can derive from them are not applicable to other phases. Since the real purpose of socialism is precisely to overcome and advance beyond the predatory phase of human development, economic science in its present state can throw little light on the socialist society of the future.

Second, socialism is directed towards a social-ethical end. Science, however, cannot create ends and, even less, instill them in human beings; science, at most, can supply the means by which to attain certain ends. But the ends themselves are conceived by personalities with lofty ethical ideals and—if these ends are not stillborn, but vital and vigorous—are adopted and carried forward by those many human beings who, half unconsciously, determine the slow evolution of society.

For these reasons, we should be on our guard not to overestimate science and scientific methods when it is a question of human problems; and we should not assume that experts are the only ones who have a right to express themselves on questions affecting the organization of society.

Innumerable voices have been asserting for some time now that human society is passing through a crisis, that its stability has been gravely shattered. It is characteristic of such a situation that individuals feel indifferent or even hostile toward the group, small or large, to which they belong. In order to illustrate my meaning, let me record here a personal experience. I recently discussed with an intelligent and well-disposed man the threat of another war, which in my opinion would seriously endanger the existence of mankind, and I remarked that only a supra-national organization would offer protection from that danger. Thereupon my visitor, very calmly and coolly, said to me: "Why are you so deeply opposed to the disappearance of the human race?"

I am sure that as little as a century ago no one would have so lightly made a statement of this kind. It is the statement of a man who has striven in vain to attain an equilibrium within himself and has more or less lost hope of succeeding. It is the expression of a painful solitude and isolation from which so many people are suffering in these days. What is the cause? Is there a way out?

It is easy to raise such questions, but difficult to answer them with any degree of assurance. I must try, however, as best I can, although I am very conscious of the fact that our feelings and strivings are often contradictory and obscure and that they cannot be expressed in easy and simple formulas.

Man is, at one and the same time, a solitary being and a social being. As a solitary being, he attempts to protect his own existence and that of those who are closest to him, to satisfy his personal desires, and to develop his innate abilities. As a social being, he seeks to gain the recognition and affection of his fellow human beings, to share in their pleasures, to comfort them in their sorrows, and to improve their conditions of life. Only the existence of these varied, frequently conflicting, strivings accounts for the special character of a man, and their specific combination determines the extent to which an individual can achieve an inner equilibrium and can contribute to the well-being of society. It is quite possible that the relative strength of these two drives is, in the main, fixed by inheritance. But the personality that finally emerges is largely formed by the environment in which a man happens to find himself during his development, by the structure of the society in which he grows up, by the tradition of that society, and by its appraisal of particular types of behavior. The abstract concept "society" means to the individual human being the sum total of his direct and indirect relations to his contemporaries and to all the people of earlier generations. The individual is able to think, feel, strive, and work by himself; but he depends so much upon society—in his physical, intellectual, and emotional existence—that it is impossible to think of him, or to understand him, outside the framework of society. It is "society" which provides man with food, clothing, a home, the tools of work, language, the forms of thought, and most of the content of thought; his life is made possible through the labor and the accomplishments of the many millions past and present who are all hidden behind the small word “society.”

It is evident, therefore, that the dependence of the individual upon society is a fact of nature which cannot be abolished—just as in the case of ants and bees. However, while the whole life process of ants and bees is fixed down to the smallest detail by rigid, hereditary instincts, the social pattern and interrelationships of human beings are very variable and susceptible to change. Memory, the capacity to make new combinations, the gift of oral communication have made possible developments among human being which are not dictated by biological necessities. Such developments manifest themselves in traditions, institutions, and organizations; in literature; in scientific and engineering accomplishments; in works of art. This explains how it happens that, in a certain sense, man can influence his life through his own conduct, and that in this process conscious thinking and wanting can play a part.

Man acquires at birth, through heredity, a biological constitution which we must consider fixed and unalterable, including the natural urges which are characteristic of the human species. In addition, during his lifetime, he acquires a cultural constitution which he adopts from society through communication and through many other types of influences. It is this cultural constitution which, with the passage of time, is subject to change and which determines to a very large extent the relationship between the individual and society. Modern anthropology has taught us, through comparative investigation of so-called primitive cultures, that the social behavior of human beings may differ greatly, depending upon prevailing cultural patterns and the types of organization which predominate in society. It is on this that those who are striving to improve the lot of man may ground their hopes: human beings are not condemned, because of their biological constitution, to annihilate each other or to be at the mercy of a cruel, self-inflicted fate.

If we ask ourselves how the structure of society and the cultural attitude of man should be changed in order to make human life as satisfying as possible, we should constantly be conscious of the fact that there are certain conditions which we are unable to modify. As mentioned before, the biological nature of man is, for all practical purposes, not subject to change. Furthermore, technological and demographic developments of the last few centuries have created conditions which are here to stay. In relatively densely settled populations with the goods which are indispensable to their continued existence, an extreme division of labor and a highly-centralized productive apparatus are absolutely necessary. The time—which, looking back, seems so idyllic—is gone forever when individuals or relatively small groups could be completely self-sufficient. It is only a slight exaggeration to say that mankind constitutes even now a planetary community of production and consumption.

I have now reached the point where I may indicate briefly what to me constitutes the essence of the crisis of our time. It concerns the relationship of the individual to society. The individual has become more conscious than ever of his dependence upon society. But he does not experience this dependence as a positive asset, as an organic tie, as a protective force, but rather as a threat to his natural rights, or even to his economic existence. Moreover, his position in society is such that the egotistical drives of his make-up are constantly being accentuated, while his social drives, which are by nature weaker, progressively deteriorate. All human beings, whatever their position in society, are suffering from this process of deterioration. Unknowingly prisoners of their own egotism, they feel insecure, lonely, and deprived of the naive, simple, and unsophisticated enjoyment of life. Man can find meaning in life, short and perilous as it is, only through devoting himself to society.

The economic anarchy of capitalist society as it exists today is, in my opinion, the real source of the evil. We see before us a huge community of producers the members of which are unceasingly striving to deprive each other of the fruits of their collective labor—not by force, but on the whole in faithful compliance with legally established rules. In this respect, it is important to realize that the means of production—that is to say, the entire productive capacity that is needed for producing consumer goods as well as additional capital goods—may legally be, and for the most part are, the private property of individuals.

For the sake of simplicity, in the discussion that follows I shall call “workers” all those who do not share in the ownership of the means of production—although this does not quite correspond to the customary use of the term. The owner of the means of production is in a position to purchase the labor power of the worker. By using the means of production, the worker produces new goods which become the property of the capitalist. The essential point about this process is the relation between what the worker produces and what he is paid, both measured in terms of real value. Insofar as the labor contract is “free,” what the worker receives is determined not by the real value of the goods he produces, but by his minimum needs and by the capitalists' requirements for labor power in relation to the number of workers competing for jobs. It is important to understand that even in theory the payment of the worker is not determined by the value of his product.

Private capital tends to become concentrated in few hands, partly because of competition among the capitalists, and partly because technological development and the increasing division of labor encourage the formation of larger units of production at the expense of smaller ones. The result of these developments is an oligarchy of private capital the enormous power of which cannot be effectively checked even by a democratically organized political society. This is true since the members of legislative bodies are selected by political parties, largely financed or otherwise influenced by private capitalists who, for all practical purposes, separate the electorate from the legislature. The consequence is that the representatives of the people do not in fact sufficiently protect the interests of the underprivileged sections of the population. Moreover, under existing conditions, private capitalists inevitably control, directly or indirectly, the main sources of information (press, radio, education). It is thus extremely difficult, and indeed in most cases quite impossible, for the individual citizen to come to objective conclusions and to make intelligent use of his political rights.

The situation prevailing in an economy based on the private ownership of capital is thus characterized by two main principles: first, means of production (capital) are privately owned and the owners dispose of them as they see fit; second, the labor contract is free. Of course, there is no such thing as a pure capitalist society in this sense. In particular, it should be noted that the workers, through long and bitter political struggles, have succeeded in securing a somewhat improved form of the “free labor contract” for certain categories of workers. But taken as a whole, the present day economy does not differ much from “pure” capitalism.

Production is carried on for profit, not for use. There is no provision that all those able and willing to work will always be in a position to find employment; an “army of unemployed” almost always exists. The worker is constantly in fear of losing his job. Since unemployed and poorly paid workers do not provide a profitable market, the production of consumers' goods is restricted, and great hardship is the consequence. Technological progress frequently results in more unemployment rather than in an easing of the burden of work for all. The profit motive, in conjunction with competition among capitalists, is responsible for an instability in the accumulation and utilization of capital which leads to increasingly severe depressions. Unlimited competition leads to a huge waste of labor, and to that crippling of the social consciousness of individuals which I mentioned before.

This crippling of individuals I consider the worst evil of capitalism. Our whole educational system suffers from this evil. An exaggerated competitive attitude is inculcated into the student, who is trained to worship acquisitive success as a preparation for his future career.

I am convinced there is only one way to eliminate these grave evils, namely through the establishment of a socialist economy, accompanied by an educational system which would be oriented toward social goals. In such an economy, the means of production are owned by society itself and are utilized in a planned fashion. A planned economy, which adjusts production to the needs of the community, would distribute the work to be done among all those able to work and would guarantee a livelihood to every man, woman, and child. The education of the individual, in addition to promoting his own innate abilities, would attempt to develop in him a sense of responsibility for his fellow men in place of the glorification of power and success in our present society.

Nevertheless, it is necessary to remember that a planned economy is not yet socialism. A planned economy as such may be accompanied by the complete enslavement of the individual. The achievement of socialism requires the solution of some extremely difficult socio-political problems: how is it possible, in view of the far-reaching centralization of political and economic power, to prevent bureaucracy from becoming all-powerful and overweening? How can the rights of the individual be protected and therewith a democratic counterweight to the power of bureaucracy be assured?

Clarity about the aims and problems of socialism is of greatest significance in our age of transition. Since, under present circumstances, free and unhindered discussion of these problems has come under a powerful taboo, I consider the foundation of this magazine to be an important public service.

11.7.10

Tentando compreender o outro, na Palestina ( cinema na Casa Viva, dia 16/7 às 22h.)

Cinema Palestina - Tentando compreender o outro, na Palestina

Cinema Mudo, filme de João Sousa Cardoso (60')


Casa Viva
praça marquês pombal 167
porto

6ª feira, 16 julho, às 22h00

entrada livre


Cinema Mudo é o resultado de um trabalho de campo realizado por João Sousa Cardoso entre Maio e Junho de 2003, junto de uma pequena comunidade africana existente no bairro muçulmano da Velha Jerusalém, o African Quarter.

Diz o autor, que estará presente na CasaViva: "Pelo curto período de que dispunha para trabalhar no terreno e pela dificuldade das barreiras linguísticas, adoptei, desde o inicio, uma perspectiva materialista sobre este singular bairro afro-palestiniano. Procurei entender os conflitos de identidade através do espaço físico e das construções que a comunidade produz (uma arquitectura espontânea numa reduzidíssima área de terreno), desafiando os habitantes a filmarem aspectos exteriores do bairro e o interior das próprias casas; improvisando um conjunto de oficinas de expressão plástica com as crianças, onde lhes propunha que expusessem o seu ponto de vista sobre o espaço físico onde vivem; e organizando projecções e debates no lado muçulmano e no lado judaico da cidade, sobre o desenvolvimento do projecto. Mas também – e inevitavelmente – sobre a questão mais ampla do conflito israelo-palestiniano".

«Ida a caminhos» recupera a tradição de trabalho cooperativo e comunitário em Palaçoulo (Miranda do Douro)




A população de Palaçoulo, freguesia do concelho de Miranda do Douro, mobilizou-se este ano mais uma vez para um dia de trabalho comunitário.

Os habitantes da aldeia unem-se à volta de um objectivo comum, que é o da limpeza de arruamentos e caminhos agrícolas. Esta é uma iniciativa comunitária cujas raizes mergulham numa arreigada ancestralidade, consistindo numa acção com evidentes repercussões positivas para toda a comunidade.

Para Manuel Gonçalves, presidente da junta de freguesia de Palçoulo, “este é um dia importante para a população, pois é nesta altura que tem a oportunidade de arranjar os caminhos de acesso às propriedades agrícolas”.

O autarca referiu que esta tradição “ é o seguimento de uma prática antiga que era realizada por altura do Carnaval”.

A adesão da população de Palaçoulo é maciça, chegando a juntar-se mão de obra abundante e mais de 40 tratores na realização daquilo que Manuel Gionçalves designa como “um bem comunitário”.

Mas o dia de “Ida a Caminhos” é sobretudo de convívio e de confraternização entre todos os habitantes da aldeia nordestina.

A juventude também não fica indiferente a este dia de convívio comunitário, participando activamente num trabalho cívico que acaba por transformar-se num apreciado momento de festa e convivialidade entre todos os que nele participam

Fonte: AQUI

Acção cooperativa e solidária numa aldeia de Moimenta da Beira: faltam ao emprego para trabalhar pela aldeia

Faltam ao emprego para trabalhar pela aldeia
Populares reparam caminhos sem cobrar um cêntimo
(texto da jornalista Teresa Cardoso)

"Um por todos, todos por um", é a palavra de ordem em Sever, Moimenta da Beira, onde homens e máquinas estão a abrir e a reparar caminhos agrícolas, sem cobrar um cêntimo, em nome do bem comum. É o regresso às aldeias do trabalho em comunidade.

Chegam às oito da manhã, mangas arregaçadas para uma jornada que pode ir até ao sol posto, e passam horas a carregar, a espalhar e a calcar aterro em caminhos agrícolas onde mal passava um carro de bois. Não olham para o relógio. Apenas param, quando o dia vai a meio, para reconfortar o estômago por conta da Junta de Sever. No fim da jorna, a saudação é a única moeda de troca.

"O mínimo que podíamos fazer pela dezena e meia de homens que se juntaram neste desafio, era garantir-lhes o almoço. Até porque muitos deles faltaram ao trabalho para estarem aqui com os seus tractores. É um verdadeiro exemplo de cidadania", reconhece Marcelino Ramos Ferreira, presidente da autarquia.
Poupança de milhares de euros

A ideia de apelar à solidariedade dos cidadãos partiu do autarca de Sever e foi ditada pela escassez de recursos financeiros e pela urgência em criar condições nos acessos para o transporte da maçã.

"Reuni com o pessoal num sábado, e na segunda-feira seguinte já o grupo estava disponível", revela Marcelino Ferreira. Que voltou ontem, com todos os voluntários, para mais uma jornada de reparação e alargamento dos caminhos para os pomares. "Já temos transitáveis duas dezenas de quilómetros", regozija-se.
O autarca admite que se o serviço fosse pago, o investimento era incomportável para a junta.
"Contando que cada um dos 16 tractores custa 240 euros por dia, em dois, teríamos desembolsado cerca de oito mil euros. Sem contar as retroescavadoras da Junta e da Câmara e ainda a mão de obra", explica Marcelino Ferreira.

Outro factor de sucesso é a disponibilidade dos proprietários na cedência de terreno. "Sem essas faixas, não poderíamos, em alguns casos, avançar. Chegamos a deitar muros abaixo com o seu assentimento", enfatiza.

Os caminhos arranjados permitem que a fruta chegue sã às cooperativas. "Os atrelados podem transportar 14 palotes de maçã, cada um com 400 quilos, que se for entregue pisada sofre uma penalização de 10 a 15%", explica um dos homens que, como os demais, é produtor de maçã.
"Esta união de esforços fomenta o espírito de comunidade. O povo sabe que está a cuidar dos seus interesses e pode contar com os meios municipais", congratula-se José Eduardo, presidente da Câmara de Moimenta da Beira.

O elogio à preguiça pelo poeta brasileiro Juvenal Antunes



ELOGIO DA PREGUIÇA
(A mim mesmo)

Bendita sejas tu, Preguiça amada,
Que não consentes que eu me ocupe em nada!


Mas, queiras tu, Preguiça, ou tu não queiras,
Hei de dizer, em versos, quatro asneiras.

Não permuto por toda a humana ciência
Esta minha honestíssima indolência.

Lá está, na Bíblia, esta doutrina sã:
Não te importes com o dia de amanhã.

Para mim, já é um grande sacrifício
Ter de engolir o bolo alimentício.

Ó sábios, dai à luz um novo invento:
Para mim, já é um grande sacrifício

Todo trabalho humano em que se encerra?
Em, na paz, preparar a luta, a guerra!

Dos tratados, e leis, e ordenações,
Zomba a jurisprudência dos canhões!

Plantas a terra, lavrador? Trabalhas
Para atiçar o fogo das batalhas...

Cresce teu filho? É belo? É forte? É louro?
Mais uma rês votada ao matadouro!...

Pois, se assim é, se os homens são chacais,
Se preferem a guerra à doce paz,

Que arda, depressa, a colossal fogueira
E morra, assada, a humanidade inteira!

Não seria melhor que toda gente,
Em vez de trabalhar, fosse indolente?

Não seria melhor viver à sorte,
Se o fim de tudo é sempre o nada, a morte?

Queres riquezas, glórias e poder?...
Para quê, se, amanhã, tem de morrer?

Qual o mais feliz? – o mísero sendeiro,
Sob o chicote e as pragas do cocheiro,

Ou seus antepassados que, selvagens,
Viviam, livremente, nas pastagens?

Do trabalho por serem tão amigas,
Não sei se são felizes as formigas!

Talvez o sejam mais, vivendo em larvas,
As preguiçosas, pálidas cigarras!


Ó Laura, tu te queixas que eu, farsista,
Ontem faltei, à hora da entrevista,

E que, ingrato, volúvel e traidor,
Troquei o teu amor – por outro amor...

Ou que, receando a fúria marital,
Não quis pular o muro do quintal.

Que me não faças mais essa injustiça!...
Se ontem, não fui te ver – foi por preguiça.

Mas, Juvenal, estás a trabalhar!
Larga a caneta e vai dormir... sonhar...


Juvenal Anunes (1883-1941) é um personagem real que nasceu no Rio Grande do Norte, no Brasil, e viveu no Acre. Poeta, dono de um humor irónico e mordaz, ficou conhecido pela sua irreverência, anarquia e boémia. Pregava o amor livre e ridicularizava os valores da sociedade da época . Era hóspede e cliente constante do famoso Hotel Madrid.
Em 2007, foi inaugurada em Rio Branco uma estátua em sua homenagem à frente de uma galeria de arte com o seu nome, que funciona no prédio do antigo hotel e também abriga a sede da Fundação de Cultura Elias Mansour.

O poeta Juvenal Antunes é uma das personagens de uma série de televisão sobre o Acre, cujo título é “Amazônia – de Galvez a Chico Mendes”, de autoria da escritora acreana Glória Perez.

O poeta começou por publicar o livro "Cismas", além de vários poemas em jornais acreanos. Em 1922, publicou "Acreanas", o primeiro livro de poesia escrito no Acre. "Laura", a quem Juvenal Antunes escrevia poemas, era a sua musa, a mulher que parece ter sido sempre a "Desejada e nunca a Possuída"

http://galeriadeartejuvenalantunes.blogspot.com/

Fonte: