9.7.10

Festival Internacional de Jogos Tradicionais na cidade da Guarda ( 9 a 11 de Julho)

A cidade da Guarda recebe o Festival Internacional de Jogos Tradicionais de 9 a 11 de Julho.
O jogo do pião, da macaca, do burro, entre outros jogos tradicionais, que marcaram uma geração, habituada a brincar ao ar livre, voltam a ter espaço e visibilidade pelamão da Associação de Jogos Tradicionais da Guarda, cuja missão é tentar promover e cultivar este modo de brincar e ocupar os tempos livres.

Na Guarda, a associação vai receber jogos de vários países dando corpo ao Festival Internacional de Jogos Tradicionais

Hoje, 9 Julho (Sexta–feira), realiza-se o colóquio “O Desenvolvimento do Jogo através das trocas Inter-regionais”


Controle Social, Liberdade e as Novas Tecnologias - palestra no centro social O Salgueiron ( dia 9/7) e na Casa das Antochas (dia 10) na Corunha

Realiza-se hoje, 9 de Julho às 20h. no Centro Social O Salgeiron ( na atiga cantina de Massó, em Cangas do Morrazo,Galiza) uma Palestra sobre Controle Social, a Liberdade e as Novas Tecnologias .
http://osalgueiron.blogspot.com/

A mesma palestra será realizada igualmente amanhã, Sábado, 10 de Julho, às 19h., na Casa das Atochas ( na Rua Atocha Alta 14), na cidade de Corunha, Galiza.

Consultar ainda a revista anarquista galega:
http://abordaxerevista.blogspot.com/

e o portal anarquista galego

Como operar a transição do velho para o novo paradigma ( por Leonardo Boff)

Nota prévia: apesar de várias divergências relativamente ao conteúdo deste texto de Leonardo Boff, consideramos oportuno a sua divulgação no blogue como ponto de partida e motivo de reflexão e debate aceca dos problemas sociais contemporâneos.


Como operar a transição do velho para o novo paradigma
por Leonardo Boff (teólogo, filósofo e escritor)

Damos por já realizada a demolição crítica do sistema de consumo e de produção capitalista com a cultura materialista que o acompanha. Ou o superamos historicamente ou porá em grande risco a espécie humana.A solução para a crise não pode vir do próprio sistema que a provocou. Como dizia Einstein:”o pensamento que criou o problema não pode ser o mesmo que o solucionará”.

Somos obrigados a pensar diferente se quisermos ter futuro para nós e para a biosfera. Por mais que se agravem as crises, como na zona do Euro, a voracidade especulativa não arrefece.

O dramático de nossa situação reside no fato de que não possuimos nenhuma alternativa suficientemente vigororosa e elaborada que venha substituir o atual sistema. Nem por isso, devemos desistir do sonho de um outro mundo possível e necessário. A sensação que vivenciamos foi bem expressa pelo pensador italiano Antônio Gramsci:”o velho resiste em morrer e o novo não consegue nascer”.

Mas por todas as partes no mundo há uma vasta semeadura de alternativas, de estilos novos de convivência, de formas diferentes de produção e de consumo. Projetam-se sonhos de outro tipo de geosociedade, mobilizando muitos grupos e movimentos, com a esperança de que algo de novo poderá eclodir no bojo do velho sistema em erosão. Esse movimento mundial ganha visibilidade nos Fórums Sociais Mundiais e recentemente na Cúpula dos Povos pelos direitos da Mãe Terra, realizada em abril de 2010 em Conchabamba na Bolivia.

A história não é linear. Ela se faz por rupturas provocadas pela acumulação de energias, de idéias e de projetos que num dado momento introduzem uma ruptura e então o novo irrompe com vigor a ponto de ganhar a hegemonia sobre todas as outras forças. Instaura-se então outro tempo e começa nova história.

Enquanto isso não ocorrer, temos que ser realistas. Por um lado, devemos buscar alternativas para não ficarmos reféns do velho sistema e, por outro, somos obrigados a estar dentro dele, continuar a produzir, não obstante as constradições, para atender as demandas humanas. Caso contrário, não evitaríamos um colapso coletivo com efeitos dramáticos.

Devemos, portanto, andar sobre as duas pernas: uma no chão do velho sistema e a outra no novo chão, dando ênfase a este último. O grande desafio é como processar a transição entre um sistema consumista que estressa a natureza e sacrifica as pessoas e um sistema de sustentação de toda vida em harmonia com a Mãe Terra, com respeito aos limites de cada ecossistema e com uma distribuição equitativa dos bens naturais e industriais que tivermos produzido. Trocando idéias em Cochabamba com o conhecido sociólogo belga François Houtart, um dos bons observadores das atuais transformações, convergimos nestes pontos para a transição do velho para o novo.

Nossos paises do Sul devem em primeiro lugar, lutar, ainda dentro do sistema vigente, por normas ecológicas e regulações que preservem o mais possível os bens e os serviços naturais ou trate sua utilização de forma socialmente responsável.

Em segundo lugar, que os paises do grande Sul, especialmente o Brasil, não sejam reduzidos a meros exportadores de matérias primas, mas que incorporem tecnologias que dêem valor agregado a seus produtos, criem inovações tecnologias e orientem a economia para o mercado interno.

Em terceiro lugar, que exijam dos paises importadores que poluam o menos possível e que contribuam financeiramente para a preservação e regeneração ecológica dos bens naturais que importam.

Em quarto lugar, que cobrem uma legislação ambiental internacional mais rigorosa para aqueles que menos respeitam os preceitos de uma produção ecologicamente sustentável, socialmente justa, aqueles que relaxam na adaptação e na mitigação dos efeitos do aquecimento global e que introduzem medidas protecionistas em suas economias.

O mais importante de tudo, no entanto, é formar uma coalizão de forças a partir de governos, instituições, igrejas, centros de pesquisa e pensamento, movimentos sociais, ONGs e todo tipo de pessoas ao redor de valores e princípios coletivamente partilhados, bem expressos na Carta da Terra, na Declaração dos Direitos da Mãe Terra ou na Declaração Universal do Bem Comum da Terra e da Humanidade (texto básico do incipiente projeto da reinvenção da ONU) e no Bem Viver das culturas originárias das Américas.

Destes valores e principios se espera a criação de instituições globais e, quem sabe, se organize a governança planetária que tenha como propósito preservar a integridade e vitalidade da Mãe Terra, garantir as condições do sistema-vida, erradicar a fome, as doenças letais e forjar as condições para uma paz duradoura entre os povos e com a Mãe Terra.

Festival Sete Sóis Sete Luas 2010 (programação) em Oeiras,Ponte de Sor, Vila Real Sto António, Azinhaga, Reguengos, Alfandega da Fé, Madalena,...



Festival Sete Sóis Sete Luas homenageia a memória de José Saramago,grande homem, extraordinário escritor e de uma imensa humanidade. Iremos estar sempre gratos por todo o apoio que nos deu desde o início e manifestamos toda a nossa solidariedade a sua mulher, Pilar. Vamos celebrá-lo e recordar a amizade que nos uniu, na Azinhaga, sua terra natal, onde, por sua vontade expressa, terá lugar uma secção especial do Festival Sete Sóis Sete Luas, de 10 a 15 de Julho. Acreditamos que o José gostaria mais ser lembrado assim
Festival Sete Sóis Sete Luas, em 2010 na sua XVIII edição, é promovido por uma Rede Cultural de 30 cidades de 10 Países do Mediterrâneo e do mundo lusófono: Brasil, Cabo Verde, Croácia, Espanha, França, Grécia, Israel, Itália, Marrocos, Portugal. Realiza a sua programação no âmbito da música popular contemporânea e das artes plásticas, com a participação de grandes figuras da cultura mediterrânea e do mundo lusófono. Recebeu o apoio da União Europeia com os Programas Caleidoscópio, Cultura2000 e Interreg IIIB Medocc, pela dimensão europeia e qualidade cultural do projecto. Os Presidentes Honorários do Festival são os Prémio Nobel José Saramago e Dario Fo. Entre os objectivos do Festival: o dialogo intercultural, a mobilidade dos artistas dos Países da Rede, a criação de formas originais de produção artística. Em 2009 o Festival foi objecto de uma audição na Comissão Cultura do Parlamento Europeu e recebeu o "Prémio Caja Granada para a Cooperação Internacional


CALENDÁRIO

OEIRAS (Lisboa, Portugal)
de 25 de Junho Inaki Plaza (País Basco)
Ion Garmendia (País Basco)

PONTE DE SOR (Alentejo, Portugal)
27 de Junho Inaki Plaza (País Basco)
Ion Garmendia (País Basco)

Julho´

PROVINCIA DE CÁDIZ (Andalucía, España)
ALGECIRAS
2 de Julio Nassim Al Andalus (Marruecos)

PUERTO REAL
10 de Julio Mor Karbasi (Israel)

MEDINA SIDONIA
24 de Julio Cacau Brasil (Ceará, Brazil)

MADALENA (Ilha do Pico, Açores)
3 de Julho Acquaragia Drom (Itália)
15 de Julho Mário Lúcio (Cabo Verde)
16 de Julho 7LuasOrkestra (Mediterrãneo)

OEIRAS (Lisboa, Portugal)
2 de Julho Mercedes Peón (Galiza)
9 de Julho Eugenio Bennato (Itália)
16 de Julho Mário Lúcio (Cabo Verde)
23 de Julho Massimo Laguardia (Sicilia, Itália)
30 de Julho Banda del Pepo (Múrcia)

PONTE DE SOR (Alentejo, Portugal)
3 de Julho Mercedes Peón (Galiza)
11 de Julho Eugenio Bennato (Italía)
18 de Julho 7LuasOrkestra (Mediterráneo)
24 de Julho Massimo Laguardia (Sicilia)
31 de Julho Banda del Pepo (Múrcia)

ROMA (Italía)
6 Luglio Simposio - "Tre visioni della cultura latina in Europa e nel Mondo: Italia, Portogallo
e Spagna"
19 Luglio Júlio Pereira (Portogallo)
20 Luglio Gustafi (Croazia)
21 Luglio 7LuasOrkestra (Mediterraneo)
22 Luglio Mário Lúcio (Capo Verde)
23 Luglio Mor Karbasi (Israele)

VILA REAL DE S. ANTÓNIO (Algarve, Portugal)
7 de Julho Eugenio Bennato (Itália)
12 de Julho Mor Karbasi (Israel)
18 de Julho Mário Lúcio (Cabo Verde)
22 de Julho Korrontzi (País Basco)
25 de Julho Massimo Laguardia (Sicilia)
LISBOA, Embaixada da Itália (Ribatejo, Portugal)
8 de Julho Eugenio Bennato (Itália)

AZINHAGA (Ribatejo, Portugal)
10 de Julho Eugenio Bennato (Itália)
11 de Julho Mor Karbasi (Israel)
14 de Julho Mário Lúcio (Cabo Verde)
15 de Julho 7LuasOrkestra (Mediterráneo)
de 10 a 15 de Julho Exposição: "Hardware+Software=Burros" de Oliviero Toscani
de 10 a 15 de Julho Exposição: "As Personagens de José Saramago nas Artes"

REGUENGOS DE MONSARAZ (Alentejo, Portugal)
de 9 a 25 de Julho expo César Molina
18 de Julho Korrontzi (País Basco)

ORISTANO (Sardegna, Italia)
SOLARUSSA
16 Luglio Gustafi (Croazia)
SANTA CATERINA DI PITTINURI
17 Luglio Gustafi (Croazia)
NEONELI
24 Luglio 7LuasOrkestra (Mediterraneo)
SENNARIOLO
25 Luglio 7LuasOrkestra (Mediterraneo)

GENAZZANO (Lazio, Italia)
17 Luglio Júlio Pereira (Portogallo)
18 Luglio Les Voix du7Sóis (Mediterraneo)
19 Luglio Mário Lúcio (Capo Verde)

PONTEDERA (Toscana, Italia)
19 Luglio Les Voix du7Sóis (Mediterraneo)
20 Luglio Júlio Pereira (Portogallo)
21 Luglio Mário Lúcio (Capo Verde)
22 Luglio Olga Cerpa (Canarie, Spagna)
24 Luglio Mor Karbasi (Capo Verde)
26 Luglio Emir Kusturica (Serbia)



MASCALUCIA (Sicilia, Italia)
20 Luglio Les Voix du7Sóis (Maditerraneo)
21 Luglio Júlio Pereira (Portogallo)
22 Luglio Mor Karbasi (Israele)
23 Luglio Mário Lúcio (Cabo Verde)
24 Luglio Olga Cerpa (Canarie, Spagna)
de 20 a 25 Luglio expo Oliviero Toscani
de 22 a 24 Luglio Marco Gomes (show cooking)

FRONTIGNAN (Languedoc-Roussillon, France)
22 Juillet Gustafi (Croatie)
23 Juillet 7LuasOrkestra (Mediterranée)
24 Juillet Hélder Moutinho (Portugal)
25 Juillet Mor Karbasi (Israel)

ROVINJ (Istria, Hrvatska)
22 Luglio 7LuasOrkestra (Mediteranska)
23 Luglio Parto delle Nuvole Pesanti
(Itallja, Calabria)
Orch. Harmónicas Ponte de Sor (Portogallo)
24 Luglio Mário Lúcio (Capo Verde)
Gustafi (Croazia)

RAANANA (Israel)
28th July 7Sóis Orkestra (Mediterráneo)
29 July Kama fei (Salento, Itália)

Agosto

OEIRAS (Lisboa, Portugal)
6 de Agosto Orch. Popolare Italiana (Itália)
13 de Agosto Les Voix du7Sóis (Mediterráneo)
20 de Agosto Maria del Mar (Cadiz, Andaluzía)
27 de Agosto Rocio Marques (Andaluzía)


TARIFA
7 de Agosto Glazz, con Lucía Ruibal y Tito Alcedo

PONTE DE SÔR (Alentejo, Portugal)
8 de Agosto Orchestra Popolare Italiana (Itália)
15 de Agosto Les Voix du7Sóis (Mediterrâneo)

MADALENA (Ilha do Pico, Açores)
11 de Agosto Korrontzi (País Basco)
12 de Agosto Toma Castaña (Andaluzia)

VILA REAL DE S. ANTÓNIO (Algarve, Portugal)
1 de Agosto Banda del Pepo (Múrcia)
7 de Agosto Orchestra Popolare Italiana (Itália)
16 de Agosto Les Voix du7Sóis (Mediterrâneo)
19 de Agosto Maria del Mar (Cádiz, Andaluzía)

REGUENGOS DE MONSARAZ (Alentejo, Portugal)
15 Agosto Teté e Sara Alhinho (Cabo Verde)
21 Agosto Maria del Mar (Cádiz, Andaluzia)

ALFANDEGA DA FÉ (Trás os Montes, Portugal)
14 de Agosto Teté e Sara Alhinho (Cabo Verde)
21 de Agosto Fia na Roca (Galiza)
de 12
a 19 de Agosto expo Oliviero Toscani
RAANANA (Israel)
2th August Custódio Castelo (Portugal)

CASTRIL (Andalucía, Espana)
de 11
a 25 de Agosto expo Francesco Nesi
11 de Agosto Teté Alhinho (Cabo Verde)
12 de Agosto Galadum Galandaina (Portugal)
13 de Agosto 7LuasOrkestra (Mediterráneo)
14 de Agosto Mor Karbasi (Israel)
15 de Agosto Xaile (Portugal)

TAVERNES DE LA VALLDIGNA (Comunitat Valenciana España)
12 d'Agost Teté e Sara Alhinho (Cabo Verde)
13 d'Agost Mor Karbasi (Israel)
14 d'Agost 7LuasOrkestra (Mediterráneo)
15 d'Agost Sakina Al Azami (Marrueccos)

Setembro
OEIRAS (Lisboa, Portugal)
3 de Setembro Kristi Stassinopoulou (Grécia)

CASTRO VERDE (Alentejo, Portugal)
10 de Setembro Sakina Al Azami (Marrocos)
Kristi Stassinopoulou (Grécia)
expo Francesco Nesi
expo César Molina
11 de Setembro Korrontzi (Pais Basco)
12 de Setembro Les Voix du 7Sóis (Mediterrâneo)

Novembro

RIBEIRA GRANDE (Santo Antão, Cabo Verde)
12 de Novembro Korrontzi (País Basco)
13 de Novembro Júlio Pereira (Portugal)

AQUIRAZ (Ceará, Brasil)
19 de Novembro Parto delle Nuvole Pesanti (Calabria, Itália)
20 de Novembro 7LuasOrkestra (Mediterráneo)
21 de Novembro Custódio Castelo (Portugal)

CineTua já arrancou

Fonte: http://gaia.org.pt/

O GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, em conjunto com a Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua, a COAGRET, Coordenadora de Afectad@s pelas Grandes Barragens e Transvases – Secção Portuguesa e o Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT), estão a dinamizar um ciclo de cinema itinerante pelas aldeias ribeirinhas do Rio Tua, na região de Trás-os-Montes.

Neste ciclo iremos percorrer as várias aldeias da região, projectando um documentário sobre a linha de comboio do Tua, ao qual se seguirá uma conversa com as pessoas presentes, de forma a conhecer o sentimento das populações locais acerca desta linha de comboio centenária.

O documentário será projectado na rua, após o pôr-do-sol, retomando uma actividade que antigamente acontecia nestas aldeias. A rua como local de projecção tem também como objectivo facilitar a presença de toda a gente que deseje visionar o documentário, pois a rua é por definição o local onde a vida da aldeia decorre, o local predilecto de interacção social, aberto a qualquer pessoa.

Este posicionamento na rua, ao ar livre, possibilita que o debate que se deseja após a projecção do documentário seja aberto e transparente, acessível a qualquer pessoa. Durante o debate pretende-se incitar a população a partilhar os seus sentimentos sobre a linha de comboio do Tua, que vivências nela tem, que recordações lhe traz, que perspectivas lhe sugere.

O debate pretende também que as pessoas possam demonstrar o seu contentamento ou desagrado com a potencial barragem de Foz Tua, num ambiente de diálogo informativo e construtivo. O processo deseja-se participativo, de forma a que a cada pessoa seja possível construir o seu próprio conhecimento e torná-lo depois vivo, adquirindo a confiança necessária para o fazer chegar a quem toma as decisões políticas na região.


As projecções já realizadas foram nas Aldeias do Castanheiro (6ªf, 02 de Julho) e da Brunheda (Sábado, 03 de Julho). Outras se realizarão nas próximas semanas



O Cinema no Tua arrancou!


Partimos de Lisboa rumo a Trás-os-Montes, mais precisamente para Mirandela, e começámos a viagem pelo maravilhoso mundo das aldeias ribeirinhas do Tua. Na mala levámos um projector, um sistema de som, um lençol, um computador, filmes da linha do Tua e uma vontade enorme de ouvir as populações que ficarão mais directamente afectadas com a eventual construção da barragem e destruição da Linha do Tua. A escuta do sentir das populações é o nosso objectivo principal, aquilo que nos traz a Trás-os-Montes.


O Início das projecções


As projecçõe s começaram na Sexta-feira, dia 02 de Julho, na aldeia do Castanheiro, concelho de Carrazeda de Ansiães, no meio das festas de S. Pedro. Cerca de 60 pessoas assistiram ao filme! No dia seguinte, fomos para a Brunheda, onde mais cerca de 60 pessoas estiveram presentes. Domingo fomos para Codeçais, onde de novo projectámos o filme, desta feita dentro de uma sala, onde estiveram cerca de 40 pessoas. A receptividade tem sido bastante boa à chegada do CineTua. Todas as aldeias têm configurações diferentes e em todas elas surgem discussões que têm tido dinâmicas diferentes, apesar de a tónica ser muito semelhante: a vontade das pessoas expressarem a sua opinião e demonstrarem o seu desagrado pelo fecho da linha do Tua.

Aquilo que mais nos contam


Muitas vezes ouvimos: "A barragem a nós não nos serve de nada"; "A nossa zona produz tanta electricidade, mas somos a região de Portugal que mais paga por KW"; "Querem melhor potencial para o turismo que uma linha como esta?"; "Mesmo para a agricultura, a água será cara e de má qualidade e não precisamos de uma barragem para ter água"; "Não era melhor ter mini-hídricas ao longo do rio Tua?"; "As barragens ao longo do Douro só trouxeram mais miséria àquelas populações"; "A linha do Tua traz muito mais emprego do que a barragem trará"; "Estamos cada vez mais isolados"; " Se o Sócrates vivesse aqui, já não deixava construir a barragem".

Falar da história do Tua


Nestas aldeias vivem muitos antigos ferroviários, que nos contam sobre a história e as estórias dos últimos 30 anos da linha. Uma história que passou de uma actividade dinâmica, com muitos empregos na manutenção e funcionamento da linha, para uma realidade de abandono. A linha afinal já estava abandonada muito antes de os comboios terem parado. Uma explicação para os acidentes que vieram a acontecer?

O Sentimento de impotência


Até agora percebemos que as populações mais afectadas com a construção da barragem e a paragem gradual da linha do Tua têm podido expressar a sua opinião de forma muito limitada, sendo que quando o fazem não são ouvidas. Demonstram o sentimento de se sentirem desamparadas, sozinhas e cada vez mais isoladas. O poder central é demasiado distante e autista, o poder local incoerente e obscuro nas suas declarações e decisões.
Acima de tudo esta experiência é uma aprendizagem enorme, que depois se deseja tornar viva, usando-a para construir a vida e a sociedade que as populações desejam.


Consultar ainda: https://coagret.wordpress.com/

Curso de formação de teatro (Les enjeux du théâtre aujourd'hui) em Coimbra ( 12 a 16 de Julho)

Curso de formação - Les enjeux du théâtre aujourd'hui : Entre théâtralité et performativité

Formadora: Josette Féral (Escola Superior de Teatro da Universidade de Québec- Montréal)

12 a 16 de Julho de 2010, das 14h às 18h,

Sala de Seminários do CES, 2º Piso, Coimbra


Apresentação
Le paysage théâtral offre aujourd’hui une carte très panachée où les formes et les esthétiques cohabitent en fonction des choix artistiques et des cultures. De l’interculturel au virtuel, du postdramatique au performatif, les concepts se multiplient pour tenter de rendre compte de pratiques qui ne cessent de déborder les frontières des genres et font appel à la danse, à la musique, à la marionnette ainsi qu’au cinéma, aux arts médiatiques et aux nouvelles technologies pour renouveler leurs formes. Nous tenterons donc de comprendre les divers courants esthétiques et idéologiques permettant d'expliquer la situation du théâtre actuel.

[O actual panorama do teatro oferece um mapa muito diversificado, onde coabitam formas e estéticas com base nas escolhas artísticas e nas culturas. Do intercultural ao virtual, do pós-dramático ao performativo, os conceitos multiplicam-se para tentar explicar as práticas que não param de ultrapassar as barreiras de género e recorrem à dança, à música, às marionetas, assim como ao cinema, à arte multimédia e às novas tecnologias para renovar as suas formas. Assim, tentaremos compreender as diferentes tendências estéticas e ideológicas que poderão explicar a situação actual do teatro]


Línguas de trabalho: Francês e inglês
Coordenação:
Berta Teixeira; Supervisão: João Arriscado Nunes
Destinatários - Docentes do ensino secundário e superior, estudantes do ensino secundário e superior, investigadores, agentes culturais públicos e privados, artistas, cidadãos com sabedorias específicas e público em geral.
Inscrição:Preço único: 125 Euros (inclui a inscrição no Seminário Internacional «SABEReseARTES» como Investigação)
Número limite de inscrições: 25
Inscrição online


Curso realizado no âmbito da iniciativa «SABEReseARTES» como Investigação
Trata-se de uma acção acolhida pelo NECTS que visa organizar uma série de eventos em torno das actividades/manifestações estético-expressivas (por ora, de ênfase cénica/performativa/visual) entre outros saberes.


A iniciativa enquadra-se na diversidade dos debates instigados pelo CES sobre as questões da cidadania cognitiva e das concepções transversais/interfaciais de produção e legitimação de conhecimento. Tem por objectivo principal aprofundar e diversificar tais discussões, fundamentando-as numa experiência incorporada e implicada, de modo a tornar menos tensa a adequação da formulação dos resultados de certas investigações das Ciências Sociais e Humanas e a sua expressão/comunicação, nomeadamente, promover a horizontalidade possível entre a experiência, a transformação social e sua análise.
Pretende-se ainda fomentar as condições de base para criação de círculos de intermediação, articulação e colaboração entre domínios de Conhecimentos, de Culturas e das suas plurais modalidades de Comunicação mobilizando as várias Ciências, Saberes (tradicionais/modernos e tecnológicos/artesanais), Artes e Sociedades enquanto projecto educacional, de cidadania criativa e de transformação e justeza-beleza social.


«SABEReseARTES» como Investigação tem como programa futuro, de Julho a Outubro de 2010, um Seminário Internacional e as duas acções de Formação Avançada que aqui se apresentam.

Intervencionismo global: críticas e resistências ( curso de verão no CES, centro de estudos sociais, em Coimbra, de 12 a 15 de Julho)

Curso de Verão12 a 15 de Julho, CES-Coimbra

Políticas, estratégias e projectos de desenvolvimento, ajuda humanitária e reconstrução pós-conflito são normalmente entendidas como respostas a contextos de colapso institucional e de guerra. Porém, no âmbito deste curso, pretendemos analisar como estes mecanismos de intervencionismo à escala global falham em atingir os objectivos proclamados pelos discursos políticos e como produzem, eles próprios, dinâmicas de desestruturação económica e social, à escala global e local, veiculando modelos padronizados de organização económica, política e social, pouco atentos aos impactos de largo espectro e sua repercussão no tempo. Ao mesmo tempo, pretendemos ainda analisar as resistências que emergem face a esta projecção global do projecto de paz liberal.

Coordenadoras -
Maria Raquel Freire, Daniela Nascimento e Silvia Roque
Propinas - 50 euros estudante, 100 euros não estudante

Datas - 12-15 Julho 2010

Local - Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra - Sala Keynes

Observação/Please notice:
no primeiro dia as discussões serão tidas em inglês, sendo que os restantes dias de trabalho serão conduzidos em português
[during the first day discussions will take place in English; for the remaining Summer School days the working language will be Portuguese]

Terra Livre - boletim nº 22 do colectivo açoriano de ecologistas



http://terralivreacores.blogspot.com/
Pela criação de um Colectivo Açoriano de Ecologistas que tenha por objectivo a reflexão-acção sobre os problemas ambientais, tendo presente que estes são problemas sociais e que a sua resolução não é uma simples questão de mudanças de comportamentos, mas sim uma questão de modelo de sociedade.

Tourada nos Açores provoca 16 feridos ( esta notícia foi ocultada pela RTP-Açores)



Texto e foto retirado do excelente blogue: http://terralivreacores.blogspot.com/


A CENSURA E AS TOURADAS

Nos Açores, as notícias sobre mortes e feridos nas touradas são segredo de estado.
Mesmo a nível nacional só encontramos esta notícia. Por que não se referiu a ela a RTP- Açores ou os outros órgãos de comunicação social da Região?

Toiros atiram 16 para o hospital
Por: João Saramago
As largadas de toiros de ontem em Vila Franca de Xira provocaram dez feridos ligeiros, que foram transportados pelos bombeiros voluntários locais ao Hospital Reynaldo dos Santos. A bravura dos animais levou a que os soldados da paz não tivessem mãos a medir a fazer curativos.
Na avenida Pedro Victor, Manuel Lima gemia com fortes dores, deitado no chão. Alguns minutos logo após o início das largadas fora colhido. Ao lado deste camionista da Póvoa de Santa Iria, um amigo, Manuel Letras, explicava que só por um milagre não tinha acontecido uma desgraça na 78ª edição da Festa do Colete Encarnado. 'Ele ficou entre os cornos', explicou.

Já no final da largada, dois outros aficionados foram tirados em braços com as calças rasgadas após a investida dos animais. Francisco Pereira, pedreiro na cidade, tremia após ter encarado o toiro. Na queda acabou por esfolar os braços e as pernas. Também a sangrar, Manuel Anacleto era outro dos muitos feridos que foram assistidos no local.

Com recurso a tratamento hospitalar, além dos dez aficionados de ontem foram transportados mais seis durante o sábado.
O caso mais grave foi de Nélson Carvalho Matos, de 41 anos, residente em Coimbra, que sofreu uma 'perfuração numa perna', mas que não corre perigo de vida

Fonte:

2ª Feira da Achada ( dia 10 de Julho, das 10h. até às 19h.))



Casa da Achada, Largo da Achada, Lisboa
No próximo dia 10 de Julho irá realizar-se a 2ª Feira da Achada.

A Feira da Achada é uma pequena feira construída na Rua da Achada e no Largo da Achada e que serve para criar ligações com a população da Mouraria e para angariar fundos para que a Casa da Achada - Centro Mário Dionísio possa continuar a existir e a realizar a suas actividades, até agora sempre de livre acesso e participação.

Na Feira da Achada deste ano, para além de jogos de rua, comidas e bancas, haverá também, dentro da Casa da Achada, uma visita guiada à exposição «50 anos de pintura e de desenho» por Eduarda Dionísio (às 16h), a segunda sessão do «Direis que não é poesia» com a Elisabete Piecho, e a actuação do Coro da Achada (às 19h).

Programa:
- 16:00h: Visita guiada à exposição «50 anos de pintura e de desenho» por Eduarda Dionísio
- 17:30h: 2ª sessão de «Direis que não é poesia» com Elisabete Piecho
- 19:00h: Canta o Coro da Achada

Marcha do orgulho LGBT no Porto (dia 10 de Julho, às 16h.)



5ª Marcha do orgulho LGBT Porto

Sábado, 10 de Julho, 16h na Praça da República

Percurso:
Praça da República -> Rua Gonçalo Cristóvão -> Rua Santa Catarina -> Rua 31 de Janeiro -> Rua Sá da Bandeira -> Praça D. João I

Desde 2006 que as Panteras Rosa são um dos colectivos que organizam a Marcha do Orgulho no Porto. Este ano, para dizermos que a aprovação da lei do casamento não nos faz calar face à transfobia, e que as pessoas trans não são doentes mentais, contamos contigo e esperamos que te juntes a nós neste dia de festa e luta.

7.7.10

Acaba de sair o 1º número da PIOLHO, revista de Poesia

Acaba de sair a PIOLHO, revista de Poesia , sob a coordenação de Sílvia C. Silva, Meireles de Pinho, Ricardo Álvaro e A. Dasilva O.
O título de publicação é inspirado no nome do conhecido café da cidade do Porto, por onde circulam muitos dos autores e leitores da revista.


PIOLHO é uma revista de poesia

Uma sebenta que circula de mão em mão
Nesse charco que É o POEMA
COM NOVE BURACOS
QUE SANGRAM escárnio e maldizer
nesta época em que os poetas
se crepusculizam


PIOLHO Revista de Poesia
(ideia de A.Dasilva O. à mesa do Café Piolho apoiada por Raul Simões Pinto)

Inclui colaborações de:
António Barahona, Fernando Guerreiro, M.Parissy, Sílvia C. Silva, Suzana Guimarães, Teresa Câmara Pereira, Humberto Rocha, Pedro Águas, Nuno Brito, Ricardo Gil Soeiro, Raul Simões Pinto, A. Pedro Ribeiro, Miguel Martins, Zarelleci, B. Duarte, João Pereira de Matos, Ricardo Vil, Rui Costa, António S. Oliveira, Ricardo Álvaro, Meireles de Pinho, A. Dasilva O. e Jaroslav Seifert


Edições Mortas
www.edicoes-mortas.com
www.edicoes-mortas.blogspot.com

Jacques Ellul - A traição pela tecnologia (excelente documentário em português sobre um dos principais pensadores eco-libertários)



Neste vídeo ( dividido em seis partes) Jacques Ellul revela como a tecnologia se tornou sagrada nos nossos dias. Ellul demonstra os efeitos catastróficos do uso desordenado da tecnologia, demonstrando que nenhum tecnólogo é livre, e que há um conflito entre liberdade e tecnologia. Segundo aquele pensador a modernidade abandonou a sua independência em troca do prato de lentilhas oferecido pela sociedade tecnológica, recordando que “se tivermos plena consciência do que nos determina, [daquilo que nos controla] realizamos um enorme ato de liberdade" para concluir: “Estamos rodeados por objetos que são atrativos, que são eficazes, etc. Mas que não fazem sentido."

Jacques Ellul (1912-1994) foi um historiador do direito, sociólogo, pensador da modernidade e da sociedade técnica e tecnológica, teólogo da esperança e da liberdade. Escreveu livros sobre sociedade tecnológica e as relações entre anarquismo e a mensagem de Jesus, considerando que a maior traição à acção e ao pensamento de Jesus foi o Cristianismo.


«Existir é resistir» (Jacques Ellul)

http://www.jacques-ellul.org/
http://en.wikipedia.org/wiki/Jacques_Ellul
http://www.jesusradicals.com/theology/jacques-ellul/

A sociologia libertária de J.Ellul:
http://refractions.plusloin.org/spip.php?article50













Espiritualidade Libertária (colectivo de São Paulo, Brasil, lança revista electrónica sobre espiritualidade libertária)

No próximo Sábado, 10 de Julho, em São Paulo, Brasil, irá realizar-se uma sessão de lançamento da Revista electrónica sobre a Espiritualidade Libertária, publicada pelo Colectivo por uma Espiritualidade Libertária de São Paulo .
Nessa sessão haverá um bate-papo com Jacqueline Teixeira sobre sexualidade a partir de Thomas Laqueur.
A primeira edição da revista destaca um dossiê sobre o pensamento de Jacques Ellul, entre outros artigos e resenhas que podem ser consultados e lidos em:

http://espiritualidadelibertaria.wordpress.com/

Sumário da Revista on-line:

Apresentação (por Filipe Ferrari) – pp. 8-11

DOSSIÊ: O PENSAMENTO DE JACQUES ELLUL

Jacques Ellul: anarquista, mas cristão (por Patrick Troude-Chastenet) – pp. 13-19

Hombre, Dios y Historia segun Jacques Ellul (por Mathieu Gervais) – pp. 20-45

Música, tecnologia e consumo (por Samuel Victor Kriger de Paiva) – pp. 46-59

SEÇÃO LIVRE

Comunalismo: das origens ao século XX (por Kenneth Rexroth) – pp. 62-407

O que é anarquismo cristão? – uma leitura de Tiago 4.4 (por Diogo Alves da Conceição Santana) – pp. 408-437

Um olhar anarco-primitivista na doutrina de Paulo de Tarso (por Eduardo Morari) – pp. 438-455

A espiritualidade na cultura hodierna: sua relação com a teologia, a mística e o mistério (por Ricardo Cardoso Condeixa da Costa) – pp. 456-504

Transformações do cristianismo brasileiro e o pentecostalismo católico (por Rogério Fernandes da Silva) – pp. 505-516

Ritos aquáticos: uma comparação entre os ritos cristãos de iniciação (por Fábio Py Murta de Almeida) – pp. 517-525

Uma conversa sobre a evolução darwiniana (por Emiliano Carneiro Monteiro) – pp. 526-542

O uso de Gênesis 3 para ratificar grandezas específicas considerando o texto como função social (por Elvis Morbi Rodrigues da Cunha) – pp. 543-549

RESENHAS

SANTANA, D. O Deus de carne: uma introdução a cristologia. Pará de Minas: Virtualbooks, 2009. 86pp.
Escandaliza-te ou crê (por Silas Fiorotti) – pp. 551-554

TEPEDINO, A. M. (org.). Amor e discernimento: experiência e razão no horizonte pneumatológico das igrejas. São Paulo: Paulinas, 2007. 240pp.
Pelos caminhos do Espírito: da Bíblia à contemporaneidade (por Mônica Baptista Campos) – pp. 555-558

REGISTRO

Um breve balanço das atividades do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária (por Silas Fiorotti) – pp. 560-573


Contatos com o Coletivo:
Correspondência: Caixa Postal 1771, São Paulo, SP, 01032-970, Brasil
E-mail:
espiritualidadelibertaria@gmail.com

Informação obtida por via da
agência de notícias anarquistas-ana

Manifestação «Eu produzo ciência em Portugal» realiza-se hoje (7/7 às 15h.). Apareçam com t-shirts pretas e cravos




Por ocasião da realização do Encontro anual da Ciência ( de 4 a 7 de Julho) promovido pelo Conselho de Laboratórios Associados sob a égide da FCT e destinado a divulgar e debater a investigação feita em Portugal pelas instituições de Investigação CONVOCAMOS a todos os interessados a participar da manifestação “Eu produzo ciência em Portugal”.

A manifestação realiza-se no último dia do evento, 7 de julho, quarta-feira às 15h00 em frente à entrada principal do Centro de Congressos de Lisboa, Junqueira.

O objetivo é fazer conhecer a comunidade científica Portuguesa que estrangeiros e não-estrangeiros estão em desacordo com a nova política promovida pela FCT de excluir os estrangeiros dos processos seletivos para as bolsas de doutoramento no país. Trata-se de uma iniciativa que pretende, de forma lúdica, inserir o debate no campo da ciência, junto às instituições, centros e laboratórios e o órgão de fomento.

Rogamos aos diretamente interessados que compareçam e divulguem este ato. Cada um pode e deve fazer a sua parte!

Neste sentido solicitamos que os interessados:

1.
Se inscrevam no evento (informações em http://www.ciencia2010.pt/home/);
2.
Compareçam vestidos de uma T-shirt preta;
3.
Tragam um cravo vermelho na T-shirt (real ou desenhado)
4.
Entrem e saiam do evento, nos intervalos, caminhando de costas para simbolizar uma ciência que anda para trás de acordo com as actuais políticas científicas portuguesas;
5.
Todos os dias serão distribuídos adesivos com o jargão da campanha e panfletos explicando as razoes e objetivos da manifestação.
6.
Tragam seus próprios cartazes identificando o país de origem, se está ou não financiado e por quem, etc.

Outras contribuições e idéias são extremamente bem-vindas! Há a previsão da realização de Flash Mob.

Contamos com a presença maciça dos estrangeiros que estão estudando em Portugal!!!

Pedimos que os colegas que respondam este convite para o email da mobilização mobfct@gmail.com confirmando que dia pretende comparecer ao evento.

MOB-FCT
www.fctcontraestrangeiros.blogspot.com
www.facebook.com/group.php?gid=121458274552644

Greve das trabalhadoras do comércio têxtil em Pontevedra (Galiza) conseguiu paralisar todo o sector (ver video sobre a acção dos piquetes de greve)

As trabalhadoras do comércio téxtil de toda a província de Pontevedra conseguiram paralizar a maioraa do sector no primeiro dia de saldos no passado dia 2 de Julho.
Esta greve foi convocada pelos sindicatos CIG, CCOO e UGT como protesto pelo bloqueio nas negociações do contrato colectivo de trabalho do sector, e para denunciar a atitude das entidades patronais. Note-se que o sector do comércio têxtil abrange umas 4000 trabalhadoras e é caracterizado pela grande precariedade.




http://galizacontrainfo.blip.tv/
http://www.diarioliberdade.org/

http://www.galizacig.com/avantar/novas/29-6-2010/traballadorases-do-comercio-textil-da-provincia-de-pontevedra-convocan-unha-xornada-

Plataforma geral da cultura, que agrega todos os agentes da cultura, contesta os cortes nos financiamentos e as retenções nos apoios

Os agentes da cultura em geral decidiram em plenário no passado dia 5 de Julho em rejeitar a proposta de redução de 20% dos financiamentos para a cultura e a retenção de 10% nos futuros e anteriores apoios.
Corre uma petição que se reproduz em baixo, aberta à subscrição:


Petição
Plataforma Geral da Cultura

aprovada em reunião realizada no Teatro Maria Matos (Lisboa) - 5 de Julho de 2010

Para:
Primeiro-Ministro;
Ministra da Cultura;
Ministro das Finanças

O sector da Cultura – as actividades culturais e a criação artística em geral – tem vindo a sofrer ao longo dos últimos dez anos, um sistemático desinvestimento por parte do Estado Português.
A situação atingiu uma tal degradação, que o próprio Primeiro-Ministro o reconheceu na última campanha eleitoral, comprometendo-se a que na actual legislatura o sector da Cultura seria prioritário e veria o investimento do Estado consideravelmente aumentado: é isso que diz o Programa do Governo.
E no entanto, desde o passado dia 18 de Junho, com a publicação do Decreto-Lei nº 72-A/2010 e as medidas que aí são impostas ao Ministério da Cultura - uma cativação geral de 20% e a retenção de 10% nos contratos celebrados e a celebrar - a situação abeira-se da catástrofe.
Por isso queremos hoje e aqui reafirmar:

1. Estamos conscientes da crise que o país atravessa, mas há dez anos que o sector da Cultura vive com sucessivos cortes orçamentais, com verbas cada vez mais reduzidas: para a Cultura, a austeridade não está a começar agora, começou há já muitos anos.
2. Os profissionais das actividades culturais e artísticas há muito que fazem sacrifícios para manter a sua actividade e a sua profissão: trabalham com orçamentos cada vez mais escassos, trabalham com contrapartidas cada vez mais reduzidas.
3. Ao contrário do que diz a Senhora Ministra da Cultura, são os próprios profissionais e criadores, que vivem nesta situação, que em larga medida financiam eles próprios a actividade cultural em Portugal.
4. A criação cultural contemporânea portuguesa é uma das actividades que mais projecção internacional tem dado ao país. E internamente, como foi reconhecido num estudo independente, as indústrias culturais têm um peso cada vez mais significativo na economia portuguesa.
5. Os cortes que o Governo agora pretende fazer terão consequências dramáticas para os projectos actualmente em curso, com a sua paralisação e consequente fecho de empresas, estruturas, desemprego entre os trabalhadores sem protecção social, desencorajamento entre os criadores.
6. A falta de comunicação e de informação clara por parte do Ministério da Cultura e das suas Direcções-Gerais sobre a situação agora criada gerou um clima de inquietação e insegurança absolutamente inaceitável.


Por isso não podemos hoje deixar de exigir:


1. A revogação imediata do artigo 49º do Decreto-Lei nº 72-A/2010, e da cativação de 20% das verbas do Ministério da Cultura, para a qual é suficiente a vontade política do Primeiro-Ministro.
2. Com a consequente revogação da redução em 10% sobre os contratos em curso ou a realizar durante o corrente ano, bem como do orçamento de Direcções-Gerais e Institutos do Ministério da Cultura directamente relacionados com os apoios à criação.
3. Mas exigimos sobretudo que o Estado Português assuma de forma clara o Direito à Cultura e o investimento na Cultura e nas Artes.
4. E que os profissionais da Cultura sejam encarados e tratados com o respeito que o seu trabalho merece, que se acabe de uma vez por todas com o discurso dos subsídio-dependentes, que se respeitem os criadores e os artistas portugueses.

Ada Pereira - PLATEIA – Associação de Profissionais das Artes Cénicas
Luís Urbano - Plataforma do Cinema
Pedro Borges - Plataforma do Cinema
Rui Horta - REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea
Tiago Rodrigues - Plataforma do Teatro


Assinar AQUI







Comunicado da plataforma do teatro


O anunciado corte de 10% dos apoios do Ministério da Cultura já contratualizados com todos os agentes culturais decorre da cativação de 20% no orçamento do MC. No entanto, o orçamento do MC tem vindo a ser reduzido de forma drástica nos últimos anos e é um dos mais baixos da Europa. Apesar disso, o trabalho dos agentes culturais tem um impacto positivo crescente na economia portuguesa. Os agentes culturais têm criado cada vez mais riqueza, o que torna as estruturas e trabalhadores da cultura num exemplo de solidariedade com as dificuldades económicas do país e de sucesso no esforço de crescimento com que Portugal é hoje confrontado. Neste sentido, os cortes anunciados são profundamente injustos.


A Senhora Ministra Gabriela Canavilhas considera os cortes anunciados “uma redução de uma pequena parte das verbas”. Trata-se, é certo, de uma parcela residual no esforço global que é exigido a todo o país. No entanto, dada a precariedade do meio cultural e artístico, tal como a ausência de protecção social dos trabalhadores desta área, qualquer redução das já parcas verbas atribuídas aos agentes culturais tem um impacto tremendo e fará entrar em recessão uma actividade que está em crescimento. Ou seja, cortar pouco dinheiro numa actividade que já tem muito pouco, tem efeitos mais graves do que cortes iguais em actividades onde os apoios são muito mais significativos. Neste sentido, os cortes anunciados são desproporcionais e desiguais. São também ineficazes, uma vez que causam estragos irreversíveis no tecido cultural e artístico. Diversos projectos serão cancelados sem grandes benefícios no combate ao défice, uma vez que, como a própria titular da pasta assume, são “pequenas” as verbas resgatadas. É, assim, em nosso entender uma medida incorrecta que não defende nem o esforço de redução da despesa pública, nem a população portuguesa nem os agentes culturais.
O corte de 10% de todos os apoios estatais aos agentes culturais de todas as áreas é anunciado pela Senhora Ministra da Cultura como a “única forma” de assumir compromissos anteriores e novos financiamentos para 2010. No entanto, a tutela esquece-se de mencionar a total ausência de informação por parte da Direcção Geral das Artes em relação aos apoios anuais e pontuais já atribuídos e por atribuir. Estes cortes são anunciados num momento em que os atrasos nos concursos e a total ausência de comunicação por parte do MC, tinha já lançado o tecido artístico e cultural num impasse impossível de suportar.


Ainda que se entenda que, num conjunto de medidas de restrição orçamental em todos os sectores, o Governo não queira criar nenhuma situação de excepção que pudesse descredibilizar perante a opinião pública o conjunto dessas medidas, também nos parece inaceitável que os cortes no financiamento se transformem, no caso da produção cultural, em medidas de penalização de um sector que contribui generosamente para uma valorização do país contando apenas com verbas de apoio Estatal extremamente reduzidas. E muito menos aceitável que as medidas possam ter carácter retroactivo, obrigando os produtores culturais a pagar ao Estado verbas que já gastaram e que acreditaram que lhes tinham sido atribuídas, destinadas a viabilizar projectos de utilidade pública. Tais medidas retroactivas viriam a pôr em causa a própria boa fé do Governo aquando da atribuição dos apoios, como se afinal não julgasse essas verbas necessárias.


Também é difícil de aceitar que o próprio Ministério da Cultura desconheça os mecanismos de produção e não entenda como em tantos casos (os mais organizados), baseados nas anunciadas e tantas vezes já contratadas atribuições de apoios, será impossível voltar atrás na programação prevista e cancelar compromissos já assumidos com terceiros.


Dado que no orçamento geral do Estado as verbas destinadas à Cultura pesam afinal tão pouco e que os produtores culturais tanta generosidade têm demonstrado trabalhando com verbas tão escassas para a valorização cultural do país, (e uma breve comparação com os custos de produção de outros países europeus imediatamente o confirmaria), julgamos que seria indispensável uma mais profunda revisão das medidas de restrição anunciadas pela Senhora Ministra da Cultura.


PLATAFORMA DO TEATRO
Ar de Filmes

Artistas Unidos

Barba Azul

Casa Conveniente

Chão de Oliva

Joana Teatro

Mala Voadora

Mundo Perfeito

O Bando

Primeiros Sintomas

Qatrel

Teatro da Comuna

Teatro da Cornucópia

Teatro da Garagem

Teatro da Rainha

Teatro do Vestido

Teatro dos Aloés

Útero

Plenários de professores em todo o país (dia 8 de Julho): Aveiro,Castelo Branco,Guarda, Bragança, S.João da Madeira, Faro, Vila Real, Viseu, etc




AVEIRO - CASTELO BRANCO - COVILHÃ - COIMBRA - GUARDA - LEIRIA - VISEU

Mas também em S. João da Madeira, Braga, Bragança, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Lisboa, Santarém, Setúbal, Portalegre, Beja, Évora, Faro e Portimão

• AFINAL O QUE SE PASSA…

…com a carreira?

…com a avaliação?

…com o concurso?

• QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS…

…do encerramento das escolas?

…da fusão de agrupamentos?

…da integração das secundárias nos agrupamentos?

…das alterações curriculares que se anunciam?

• QUANTOS MILHARES DE HORÁRIOS SE EXTINGUEM?!

• COMO SERÁ PARA O ANO…

…em relação aos horários de trabalho?

…pagando a formação contínua?

…com a gestão das escolas?

…em relação às AEC, quem será colocado?

E O PEC?! COMO IRÁ TRAMAR…

…ainda mais o nosso salário?

…e o emprego? E a estabilidade? E as condições de trabalho? E a aposentação?

E os subsídios?


O TEMPO NÃO ESTÁ PARA OS DISTRAÍDOS! É TEMPO DE “TOCAR A REUNIR”! DE NOS JUNTARMOS…
… DE TODOS DIZERMOS “PRESENTE”!

PORQUE SOMOS E QUEREMOS SER PROFESSORES!

PARTICIPA
!

4.7.10

Dia nacional de protesto e luta (8 de Julho):paralisações, greves e concentrações em todas as capitais de distrito




BEJA
11H00. Praça Diogo Fernandes (Jardim do Bacalhau), com desfile até ao Governo Civil

BRAGANÇA
15H30. Praça Cavaleiro Ferreira, com desfile para o Governo Civil

C. BRANCO
16H30. Largo de São João de Malta, na Cidade da Covilhã

COIMBRA
16H00. Delegação do MTSS, com manifestação até à Segurança Social

ÉVORA
15H30. Largo Luis Camões, seguida de desfile/manifestação pela Rua João Deus, Praça do Giraldo, Rua 5 de Outubro, Jardim Diana, Governo Civil

GUARDA
12H30. Governo Civil

LEIRIA
15H30. Câmara Municipal, seguida de manifestação pelas ruas da cidade até ao Governo Civil

LISBOA
15H00. Rossio com manifestação para a residência oficial do Primeiro-ministro

PORTALEGRE
15H00. Praça da República, seguida de manifestação para o Rossio

PORTO
15H00. Praça da Batalha, com desfile para o Governo Civil

SANTARÉM
10H00. Praceta de Olivença, em Tomar
16H00. Praça da República, no Entroncamento
10H00. C. M. Santarém (Trabalhadores Aguas Santarém)

V. CASTELO
10H00. Jardim D. Fernando e desfile até á Praça da República.

VISEU
17H00. Governo Civil

MADEIRA
17H30. Assembleia Legislativa da Madeira com desfile pelas ruas da cidade do Funchal

http://www.cgtp.pt/index.php



ALGARVE

16H00. Junto ao Liceu, em Faro, seguida de desfile até ao Governo Civil


AVEIRO

15H00. Largo da Estação dos Caminhos-de-ferro. Manifestação para o Governo Civil


BEJA

11H00. Praça Diogo Fernandes (Jardim do Bacalhau), com desfile até ao Governo Civil


BRAGA
15H30. Parque da Ponte, com Manifestação para o Governo Civil


BRAGANÇA
15H30. Praça Cavaleiro Ferreira, com desfile para o Governo Civil

C. BRANCO
16H30. Largo de São João de Malta, na Cidade da Covilhã

COIMBRA
16H00. Delegação do MTSS, com manifestação até à Segurança Social

ÉVORA

15H30. Largo Luis Camões, seguida de desfile/manifestação pela Rua João Deus, Praça do Giraldo, Rua 5 de Outubro, Jardim Diana, Governo Civil


GUARDA

12H30. Governo Civil


LEIRIA

15H30. Câmara Municipal, seguida de manifestação pelas ruas da cidade até ao Governo Civil


LISBOA

15H00. Rossio com manifestação para a residência oficial do Primeiro-ministro


PORTALEGRE

15H00. Praça da República, seguida de manifestação para o Rossio


PORTO

15H00. Praça da Batalha, com desfile para o Governo Civil


SANTARÉM

10H00. Praceta de Olivença, em Tomar

16H00. Praça da República,

no Entroncamento

10H00. C. M. Santarém (Trabalhadores Aguas Santarém)

SETÚBAL

10H00. Jardim do Quebedo com manifestação até ao Governo Civil

V. CASTELO

10H00. Jardim D. Fernando e desfile até á Praça da República.

VILA REAL
15H00. União dos Sindicatos com deslocação ao Governo Civil

VISEU
17H00. Governo Civil

AÇORES
14H00. Ponta Delgada (instalações da União) e entrega de Resolução ao Presidente do Governo Regional

MADEIRA
17H30. Assembleia Legislativa da Madeira com desfile pelas ruas da cidade do Funchal

http://www.cgtp.pt/index.php

Regueirão dos Anjos, 69: pré-inauguração hoje (4 de Julho, às 15h.), em Lisboa, de um espaço de convívio e partilha


Matiné Dançante pré-Inaugurante

4/07/2010 - 15:00

Local: Regueirão dos Anjos, 69 (Lisboa)

De mero espaço físico, queremos transformá-lo em comuna, lugar onde mundos se constroem na partilha.

Este Domingo, 4 de Julho, a partir das quinze no Regueirão dos Anjos, 69.

Gaspacho, sardinhas, cerveja e mais umas coisas.

Passa a outro e não ao mesmo.