3.5.10

Este preservativo tem mais fãs que o Papa Bento XVI: o preservativo salva a tua vida; o Papa, não!



Ver a página «This condom will have more fans than pope Benedict XVI» no Facebook: AQUI

O Papa salva a tua alma, o preservativo salva a tua Vida !
O que preferes?

Os preservativos são importantes; o Papa não é!



Papa adormece durante a missa !!!


Que falta de respeito para com o seu próprio Deus!



Marcha Global da Marijuana em Lisboa (8 de Maio, às 15h.)


MANIFESTO Marcha Global da Marijuana – Portugal


O facto de a canábis ser considerada uma substância ilegal tem consequências sociais e sanitárias bem maiores do que se fosse um produto permitido, nomeadamente:

- A crescente probabilidade de adulteração dos produtos, muitas vezes com substâncias mais perigosas (especialmente quando fumadas) do que a canábis, com o perigo que isso implica para a saúde pública, dado o elevado número de consumidores.

- O fomento do tráfico, que alimenta uma economia paralela dinamizada por máfias, em que os grandes lucros ficam na mão de uns quantos, quando seria justo para os contribuintes e para o Estado poder beneficiar dos impostos que recairiam sobre essas actividades (muito lucrativas) se fossem regulamentadas.

- A limitação do uso terapêutico de uma substância que tem claros benefícios no tratamento de algumas doenças; e os impeditivos legais que a proibição supõe para o desenvolvimento de uma investigação rigorosa centrada nesta planta, devido à grande quantidade de licenças que são necessárias e ao perfil político e não-científico das entidades que podem autorizar tais investigações.

- A criminalização e penalização dos consumidores, só porque têm um determinado comportamento que não afecta outrem e que, mesmo a nível individual, não traz mais problemas potenciais que o consumo de álcool, tabaco ou outras substâncias legais e com as quais o Estado lucra bastante, apesar dos riscos assumidos.

- A inexistência de prevenção e de educação para a utilização de canábis.

Em Portugal o consumo da canábis foi descriminalizado em 2001. No entanto, a perseguição policial aos consumidores mantém-se e o risco de se ser tomado por traficante é demasiado grande, uma vez que a quantidade pela qual se pode ser acusado de tráfico é mínima. A saber: a lei portuguesa prevê que qualquer pessoa possa ter em sua posse, sem consequências jurídicas, óleo, resina ou “folhas e sumidades floridas ou frutificadas da planta” de canábis que “não poderão exceder a quantidade necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias” (Lei 30/2000 – “Descriminalização do Consumo de Drogas”).

De salientar que esta lei explicita que é “sem consequências jurídicas”, o que significa aquele que tenha até àquela quantidade não será considerado um criminoso, mas poderá ser será penalizado com uma contra-ordenação (multa) e poderá ter de se submeter a tratamento psicológico se o juiz de turno assim o entender.

E assim, oito anos depois da descriminalização, ainda há consumidores de canábis que são presos ou que são postos numa situação delicada face à justiça, vendo-se obrigados a provar que não são traficantes quando, muitas vezes, não há provas de que o são.

Além disso, não faz qualquer sentido estipular a quantidade permitida como a “necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias”, limite muito pouco claro, tendo em conta que nem toda a gente consome a mesma quantidade e que a maior parte dos consumidores preferem comprar mais de cada vez para não ter de estar sempre a recorrer aos “dealers”, com os riscos que isso supõe não só em termos de segurança, mas pela possibilidade de ser induzido a comprar drogas verdadeiramente perniciosas.

E resta destacar que, sendo permitido o consumo, como esperam as autoridades que o consumidor se abasteça sem estimular o tráfico, tendo em conta que tanto a venda como o cultivo de marijuana são ilegais? A proibição de cultivar esta planta obriga os consumidores a alimentar actividades criminosas. Assim, entendemos que o direito ao consumo deve contemplar a possibilidade de cada um cultivar as suas próprias plantas, podendo, desta forma, garantir a qualidade do produto que consome, o que não acontece quando se vê obrigado a recorrer ao mercado clandestino.Alterar a situação legal da canábis é corrigir um erro histórico que tem trazido mais consequências negativas para os consumidores e para a sociedade em geral do que o consumo. Décadas após é clara, a desadequação da lei é cada vez mais evidentes tendo em conta os benefícios múltiplos que esta planta tem.

O presidente do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT), Marcel Reimen, afirma que "é essencial compreender de que modo e por que razão os consumidores de canábis podem desenvolver problemas, a fim de planear as respostas e avaliar o impacto que a droga ilegal mais consumida na Europa poderá ter para a saúde". Perante isto, perguntamos: como é possível desenvolver respostas se não sabemos qual a composição dos produtos consumidos?!

No mercado português, a grande maioria do haxixe vendido tem diferentes e variáveis substâncias usadas para o cortar e fazer render mais. Para estudar a resposta ao impacto na saúde que tem essas substâncias têm, é necessário saber o que são e qual o seu impacto no organismo. Só a legalização pode garantir a qualidade do produto e assim desenvolver respostas em termos de saúde e só assim haverá a informação necessária para que exista um consumo consciente e responsável.

Todos os esforços feitos até agora para acabar com o tráfico e o consumo desta substância têm sido em vão e todo o dinheiro gasto tem sido um absoluto desperdício, visto que, de acordo com todos os relatórios oficiais da ONU e da União Europeia, cada vez há mais pessoas a lucrar com este negócio clandestino e cada vez há mais consumidores.

Em 2008 chega ao fim o prazo de 10 anos estipulado pelas Nações Unidas com a sua Estratégia para acabar com o tráfico de drogas no mundo (http://www.un.org/ga/20special/poldecla.htm). Segue-se um ano de reflexão em que se vai analisar qual o impacto do acordo assumido pelas Nações Unidas e se, realmente, os objectivos de reduzir significativamente a procura e oferta de drogas foram atingidos.

De acordo com todos os relatórios oficiais, esta estratégia e as sucessivas políticas de combate às drogas falharam rotundamente, apesar dos milhões gastos com este tipo de iniciativas.

Por isto, como cidadãos, exigimos: mudem de estratégia!


Somos mesmo muitos

Segundo o relatório de OEDT de 2007, quase um quarto da população entre os 16 e os 64 anos de idade – cerca de 70 milhões de pessoas –, consome ou já consumiu canábis em algum momento das suas vidas. É um facto: a canábis existe e os seus consumidores também, toda a gente o sabe. Como já ficou provado, não é proibindo que vai deixar de se consumir.


Um apelo a ti

Embora a Canábis não seja inofensiva, os riscos do seu consumo são mínimos, principalmente quando comparada com outras substâncias largamente consumidas e aceites pela lei e pela sociedade. A proibição NÃO é do interesse público: põe em risco a saúde dos cidadãos, fomentando o mercado negro e a adulteração dos produtos e impedindo o Estado de arrecadar milhões de euros em impostos.
A experiência mostra-nos que o uso de Canábis não é uma grave ameaça nem aos consumidores, nem à sociedade. Cabe por isso ao Estado o dever de provar o contrário se pretende continuar a limitar a liberdade individual e a penalizar os consumidores.
Apelamos a toda a sociedade civil que se junte ao nosso protesto pela legalização da Canábis e o do seu cultivo para consumo pessoal ou para fins industriais ou com vista à investigação para fins medicinais.


Os nossos objectivos

• A legalização e regulamentação da canábis para todas as suas utilizações.

• A descriminalização total do consumo de Canábis por adultos, regulamentando modos de obtenção como o cultivo para consumo próprio ou a compra em estabelecimentos ou outros organismos autorizados e regulados.

• Encorajar o estudo e a pesquisa, públicos ou privados, das muitas utilizações benéficas da planta Cannabis Sativa L para o seu uso industrial, social, recreativo e medicinal.

As nossas propostas

• Remoção da canábis e de todos os produtos derivados da planta das listas de substâncias controladas, anexas à lei 15/93 e das respectivas adições a estas listas.

• Desburocratizar e dar prioridade ao cultivo e à indústria de canábis para a produção de energia renovável (biomassa; biodiesel; etanol) e para a produção de fibra e pasta de papel. Desde que esta produção seja feita de forma sustentável e com respeito pelas populações.

• Permitir que médicos e outros profissionais de saúde tenham a possibilidade de recomendar o uso de canábis no tratamento terapêutico, sintomatológico ou para a melhoria da qualidade de vida, nomeadamente, a doentes de SIDA, cancro, em tratamento de quimioterapia, esclerose múltipla, glaucoma ou doença de Chron, entre outros que com o seu uso possam ter melhorias de saúde e qualidade de vida.

• Despenalização da posse, consumo e cultivo de canábis e de todos os produtos derivados desta planta.

• Criação de regulamentação para o fornecimento, comércio e compra legal de canábis por adultos.

• Criação de regulamentação para estabelecimentos públicos onde o consumo de canábis por adultos seja permitido.



Junta-te à nós no dia 8 de Maio !!!

http://www.mgmlisboa.org

Marcha contra a Europa do Capital e a Guerra (5 a 14/5) passa por Lisboa (dia 5, 18h, Largo S.Domingos) e Porto (dia 6,18h, Praça da Liberdade)



Marcha Ibérica contra o capital e a guerra - passagem pelas cidades portuguesas:

Lisboa - Meeting no Largo de S. Domingos, dia 5 de Maio, às 18h.

Porto - Meeting na Praça da Liberdade, dia 6 de Maio, às 18h.


Comunicado de imprensa

Os trabalhadores, os povos europeus e os imigrantes que vivem entre nós, sentem duramente os problemas causados pelo capitalismo global, como o desemprego, a perda de poder de compra, de direitos laborais e o envolvimento em guerras cuja legitimidade os governos não sabem explicar.

Em Portugal, o capitalismo origina:

· Um desemprego de 10.5%;

· Um deficit público que onera, cada um de nós, em € 1332;

· Um PEC recheado de restrições e sacrifícios para trabalhadores e pobres, poupando os rendimentos dos grupos financeiros e dos ricos.


E, para controlar as rotas do petróleo, do gás e do ópio, o capitalismo desenvolve guerras e quer que as paguemos com:

· Gastos directos com a defesa que, em Portugal, custam a cada um de nós, € 228, (+ 15.8% que em 2009);

· A presença de 263 militares no Afeganistão, em contrapartida da redução dos nossos rendimentos;

· Um endividamento para a compra de submarinos cuja utilidade só é sentida por quem, a propósito, encheu os bolsos à nossa custa.

Estes problemas são muito semelhantes em Portugal e Espanha, assim como é similar a actuação dos respectivos governos para expoliar o labor de trabalhadores nacionais ou imigrados

· Com a Marcha ibérica pretende-se alargar a unidade de acção para além do quadro restrito das fronteiras de cada Estado, tendo em conta que o capitalismo actua num quadro global.

· Com a Marcha Ibérica pretende-se sublinhar que a guerra da NATO é mais uma forma de dominação do capitalismo para se assenhorear do trabalho e dos recursos dos povos.

O próximo encerramento da presidência espanhola da UE é um bom momento para nos manifestarmos em conjunto.


Em Lisboa e no Porto, a PAGAN-Plataforma Anti-Guerra e Anti-NATO vai organizar concentrações contra o capital e a guerra, como parte de uma Marcha que, partindo de várias cidades ibéricas chegará a Madrid no dia 16.


Apelamos a todos os que sejam contra a guerra, o desemprego e outros sacrifícios que só servem para enriquecer os capitalistas, que marquem presença no



PAGAN - PLATAFORMA ANTI-GUERRA, ANTI-NATO

http://antinatoportugal.wordpress.com/

antinatoportugal@gmail.com/



Para sabe mais, consultar
:

2.5.10

Marcha Global da Marijuana em Braga: dia 9 de Maio, 15h, no Arco da Porta Nova


AL-QAERVA - Liberdade p'ra dentro da cabeça!

UNNEEDED CONVERSATIONS - Theory and Practice of Art (conferências sobre a prática e a teoria da arte nos dias 11 a 14 de Maio)


A primeira edição da conferência internacional "UNNEEDED CONVERSATIONS - Theory and Practice of Art" terá lugar em Maio de 2010 na cidade do Porto, Portugal. Organizada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), esta conferência pretende estabelecer, através de uma série de intervenções de âmbito interdisciplinar, uma plataforma intelectual para a discussão da fluidez da prática artística contemporânea.

A edição de 2010 de UNNEEDED CONVERSATIONS terá três tópicos principais de discussão — UNTANGLE: The Future Past of Media Art; UNSUSPICIOUS: The Politics of Aesthetics; UNCUT: Time-Based Art — que se encontram no centro das problemáticas actuais da prática artística. Ao mesmo tempo, esses tópicos são também lançados à discussão com o intuito de contribuírem para a definição conceptual do ramo multimédia/intermédia recentemente constituído nos cursos da FBAUP.

As conferências terão lugar num antigo cinema do centro da cidade do Porto (Cinema Passos Manuel), apenas 5 minutos a pé da Faculdade de Belas Artes, e serão divididas em duas categorias: Talks and Conversations. As primeiras — um formato de certo modo mais convencional – terão lugar durante a tarde e as Conversations — um formato mais híbrido — decorrerão ao princípio da noite.

11 de Maio
uncutTime-Based Art
O tempo e a sua flecha implacável são problemas familiares à arte desde há muito. A velha querela entre as artes do tempo e as artes do instante, entre a temporalidade complexa das primeiras e a atemporalidade idealizada das segundas foi ultrapassada, sendo a história da modernidade em boa parte a sinalização da presença e da vitória do tempo e da sua irreversibilidade no campo da arte, das artes plásticas ao cinema, da literatura às artes performativas.

Por sua vez, com a incorporação crescente do tempo tecnológico, a arte contemporânea acabou por se tornar num espaço da experimentação da própria noção de tempo. Umas vezes como retardador, outras como factor de aceleração, a arte fez do tempo um dos seus assuntos centrais. Podemos mesmo dizer que o tempo se transformou num medium por direito próprio, servindo assim de elo de ligação e matéria comum a diferentes práticas artísticas. O tempo é assim um medium que define uma plasticidade própria e que se estende das experiências da cinemática às artes performativas, das combinações entre som e imagem às relações entre tempo e espaço, constituindo um dos campos mais intensos da prática artística. A expressão time-based art parece pois alcançar bem mais do que o território limitado da cinemática ou da performatividade para se tornar, directa ou indirectamente, a pedra-de-toque de parte importante da arte actual.


12 de Maio
untangleThe Future Past of Media Art
Ao longo das últimas décadas, a categoria mais ou menos indefinida da media art tem servido para designar de modo abrangente os cruzamentos entre a arte e os media tecnológicos. A chegada do digital levou mesmo à criação de uma nova categoria — conhecida por new media art — , em boa parte sustentada nas diferenças operativas trazidas pelos media computacioniais.

Será possível continuar a considerar a media art como uma categoria operativa para a delimitação de certas práticas artísticas? Será a distinção entre velhos e novos media ainda relevante num contexto em que o passado e futuro dos media parecem coexistir num mesmo plano?

Na verdade, ao impor uma lógica de auto-fechamento que impede um confronto directo com o território da arte contemporânea, a categoria da media art, com ou sem o prefixo new, tem revelado as suas limitações. A presença de dispositivos tecnológicos de vária ordem é hoje um aspecto fundamental para a cartografia da prática artística e parece por isso fazer pouco ou nenhum sentido reclamar uma especificidade sustentada numa mera diferença tecnológica. Em alternativa, talvez tenhamos que passar a considerar de uma vez por todas que, por um lado, a arte contemporânea e, por outro, a media art, são hoje uma única realidade em que noções como as de obsolescência e inoperatividade convivem sem problemas com o futuro dos media e o sentido prospectivo da arte.


13 de Maio
unsuspiciousThe Politics of Aesthetics
A arte mantém hoje, como desde sempre, um complexo relacionamento com o político. A diversos níveis que não só aquele comummente apelidado de arte política, este relacionamento afirma-se, sobretudo, como uma espécie de rótulo que tem servido de veículo redutor de toda a discussão. Sabemos que continuamente somos brindados com mais uma das chamadas “propostas críticas” mas que são sempre consensualmente aceites — porque no fundo as opções maioritárias na arte contemporânea têm sempre um cunho crítico ou não fosse esse, talvez, o domínio mais estranhamente consensual do nosso tempo. Ser consensualmente crítico, ou dito de forma mais crua, pura e simplesmente não o ser. Aquilo que de maneira muito clara Jacques Rancière refere como sendo a produção de estereótipos como modelo crítico para os estereótipos a criticar.

Um tal cenário torna-se insuspeito aos nossos olhos, tal a sua condição abrangente. Talvez por isso mesmo se torna imperativo discutir a natureza politizada do fazer artístico e quais as formas de o realizar nesta segunda década do séc.XXI impregnada em crises de crescimento descontroladamente globais. De bienais e mega exposições, um pouco por todo o lado, em crescente agonia ou em transformação acelerada; de nomadismos vários e dos seus intérpretes fetiche; mas, também, de outras intervenções que pretendem, antes de mais, realizar o trabalho artístico conscientes das suas limitações e, contudo, entranhadas desse sentir da realidade que provoca uma espécie de estranha ressonância que se recusa a diminuir de tom. De todas se constitui a nossa realidade, olhá-la sem suspeições é um acto político por excelência.


Programa

11 de Maio
[Passos Manuel]
14:30 Recepção dos participantes.
15:00 Sessão de abertura oficial da Conferência.
Uncut Time-Based Art

15:30 Christine Van Assche (FR)
Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris
Apresentada por Fernando José Pereira (FBAUP)

17:00 Livia Flores (BR)
Escola de Belas Artes, UFRJ, Brasil
Apresentada por Cristina Mateus (FBAUP)

21:00 João Penalva (PT/UK)
Museu de Serralves
Uma conversa com João Fernandes (PT)


12 de Maio
[Passos Manuel]
Untangle The Future Past of Media Art

15:30 Eric Kluitenberg (NL)
De Balie - Centre for Culture and Politics, Amsterdam
Apresentado por Miguel Leal (FBAUP)

17:00 Margarida Carvalho (PT)
Escola Superior de Comunicação Social, Instituto Politécnico de Lisboa
Apresentada por Susana Lourenço Marques (FBAUP)

21:00 Christoph Korn (DE)
University of Applied Sciences, Frankfurt
Uma conversa com Antonio Notario (SP)
Facultad de Filosofia de la Universidad de Salamanca
e Juan-Gil López (SP)


13 de Maio
[Passos Manuel]
Unsuspicious The Politics of Aesthetics

15:30 Éric Alliez (FR/UK)
Centre for Research in Modern European Philosophy, Middlesex University, London
Apresentado por...

17:00 António Guerreiro (PT)
Apresentado por Diniz Cayolla (FBAUP)

21:00 Ricardo Basbaum (BR)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil / Faculdade Santa Marcelina, FASM, São Paulo, Brasil
Uma conversa com Miguel Pérez (SP/PT)


14 de Maio
[Passos Manuel]
Unclosing

21:30 António Olaio (PT)
Universidade de Coimbra
Uma conversa com Paulo Mendes (PT)

23:00 Festa de encerramento



Programa com as actividades paralelas
http://unneeded.virose.pt/programa-paralelo/workshops/

Marcha Mayday 2010 no 1º de Maio no Porto

Início da Marcha MayDay no 1º de Maio no Porto



As palavras que mais se ouviram durante a Marcha MayDay 2010 no Porto:

País precário/ Sai do armário

Precários nos querem/ Rebeldes nos terão

Contra o Desemprego/ Criemos desassossego

30.4.10

Versão em papel do blogue Pimenta Negra ( já saiu o nº1)



O blogue Pimenta Negra já tem uma versão em papel.

A edição do 1º número, correspondente ao mês de Abril, já está em circulação. Seguindo a mesma filosofia e objectivos do blogue Pimenta Negra, a versão des(in)formatada em suporte de papel apresenta-se em tamanho A3 desdobrável em quatro páginas, e com distribuição gratuita pelos cafés, livrarias e ruas da cidade do Porto.

O conteúdo desta edição contém textos sobre economia solidária, anarquismo, anti-clericalismo, arte e uma citação de Raoul Vaneigem. Traz ainda notícias do MayDay, da PAGAN (plataforma anti-guerra anti-Nato), um roteiro alternativo da cidade do Porto, e o programa do 2º ciclo das Derivas de Maio, um conjunto de colóquios a realizar na ESMAE (Escola Superior de Música e Artes e Espectáculo) no próximo dia 22 de Maio com a participação do filósofo catalão Santiago López-Petit, conhecido pelo seu pensamento radical, próximo de Deleuze e Foucault

O nº 1 do Pimenta Negra ( versão em papel) abre sintomaticamente com o seguinte Anúncio Gratuito:


Grande vagabundo do ciberespaço, pacifista, ecologista e libertário, o blogue Pimenta Negra tem andado pelo mundo em busca da sua identidade e a lutar por uma sociedade mais justa e solidária. Dezenas de meses em viagem entre o céu e a terra, entre o sonho e a realidade, entre o amor e o ódio.
A ti, desconhecido (a), que comigo percorres esta odisseia, se tu pensas que é mais importante ser que parecer, se lês a poesia de Novalis, os livros de Kerouac, Orwell e tantos outros, se não desconheces a divisa da Abadia de Thélème, e se nunca deixaste de ouvir José Afonso, Piaf, Léo Ferré, Brassens e Pete Seeger, se acreditas que outras normas, outras relações entre os Homens (homens e mulheres) podem existir dentro das normas actuais, quer tu sejas filha(o) da razão ou da liberdade, do mar ou da terra sagrada, eu gostaria de contar contigo entre os meus visitantes e leitores.


http://pimentanegra.blogspot.com/

Um blogue sobre os movimentos sociais, a ecologia, a contra-cultura, os livros, com uma perspectiva crítica sobre todas as formas de poder (económico, político, etc)

NOTA:
A edição em PDF do Pimenta Negra (versão em papel) pode ser descarregada AQUI

Papa Bento XVI vem a Fátima caucionar um crime, porventura ainda pior que o da pedofilia, que o clero de Ourém cometeu, em 1917, contra três crianças

Texto do Padre Mário da Lixa, publicado no jornal Fraternizar nº n.º 177, de Abril-Junho 2010


Pelos vistos, nos próximos dias 12, 13 e 14 de Maio, o papa Bento XVI, vem mesmo a Portugal, concretamente, Lisboa, Fátima e Porto, sem querer saber para nada de tudo o que ultimamente está a ser revelado na comunicação social sobre os inúmeros e escabrosos casos de pedofilia, ocorridos no interior da Igreja, inclusive, com clérigos em cargos de grande visibilidade e cujos bispos, no passado, foram seus cúmplices (o próprio papa, na qualidade de Cardeal Ratzinger, à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, terá feito de conta, quando, há anos, foi sabedor de um desses casos mais escabrosos).


No mínimo, é uma insensatez que o papa Bento XVI está a cometer. Perante tudo o que está a ser divulgado (e, em muitos casos, até já confirmado pelos Tribunais de cada país), o papa Bento XVI, se tivesse um mínimo de pudor (o Poder monárquico absoluto nunca será capaz de semelhante qualidade humana, habituado que está a excomungar quem não diz com ele, quem dissente dele, mesmo por fidelidade a Jesus, o Evangelho Vivo de Deus Criador, nosso Abbá, entre nós e connosco) já teria anunciado, nesta data, urbi et orbi, que essa e outras viagens “pastorais” de chefe de Estado do Vaticano ficariam canceladas sine die.


Tanto mais, quanto, que, no caso presente de Fátima, das três crianças da freguesia, escolhidas e arregimentadas em 1917 pelo clero de Ourém (o clero não olhou a meios só para, com aquela montagem das “aparições” de Maio a Outubro, tentar pôr de novo as populações a rezarem o terço, todos os dias, a frequentarem a missa ritualizada ao domingo e a regressarem à tenebrosa prática das primeiras nove sextas-feiras de cada mês; já agora, porque não as primeiras doze sextas-feiras do ano?!


O que faziam os clérigos confessores nos três meses restantes?!).
Sim. Em verdade, em verdade vos digo: o, teologicamente imbecil, fenómeno das “aparições” de Fátima foi, perversa e metodicamente, preparado pelo clero de Ourém, e, por isso, perfaz uma barbaridade de todo o tamanho, certamente, pior, muito pior, que os inúmeros casos de pedofilia, à excepção, porventura, daqueles casos mais escabrosos.


Hoje, sabemos bem quais foram os resultados dessa barbaridade, com tudo de crime sem perdão (desculpem a força da expressão literária, mas é a única apropriada, neste caso): – duas das três crianças, Jacinta e Francisco, irmãos de sangue e primos direitos de Lúcia, a mais velha das três e vizinha, porta-com-porta das outras duas (como se vê, ficou tudo em família!), quando a Pneumónica, poucos meses depois das “aparições”, atingiu o concelho de Ourém (como vêem, nem a senhora de Fátima lhe valeu! Pudera! E como havia de lhe valer, se aquilo é tudo mentira e invenção do clero de Ourém?!), não lhe resistiram, de tão fraquinhas que andavam com todos aqueles estúpidos “sacrifícios pela conversão dos pecadores”. Morreram ambas, num total abandono, por parte do clero de Ourém que, meses antes, as havia utilizado para aqueles perversos fins moralistas. Morreram as duas devoradas por indescritíveis dores e mergulhadas em horrendas alucinações, sobretudo a Jacinta, sozinha no Hospital D. Estefânia, em Lisboa (é um facto histórico, senhoras, senhores, não é invenção minha, nem do Jornal Fraternizar).


E quanto à outra menina sobrevivente, a mais velhinha, é absolutamente obsceno o que o clero de Ourém e o próprio Bispo auxiliar do Patriarcado, candidato a Bispo e, depois Bispo titular efectivo, da restaurada Diocese de Leiria, lhe fizeram (já, então, pelo andar da carruagem, era previsível que Fátima viria a ser a galinha de ovos de oiro da Igreja em Portugal e da Cúria Romana e, por isso, uma e outra se apressaram a restaurar a Diocese!...). Obrigaram Lúcia, pela força – e com um chorrilho de mentiras clericais à mistura, de que ela era “vidente”, etc e tal – a sair de Fátima e da família. Sequestraram-na até à morte, primeiro, no então Asilo de Vilar, Porto, depois, num convento de Doroteias em Tui, Galiza, onde lhe foi imposto pelo confessor que tinha de ser freira, e, finalmente, freira de total clausura no Convento das Carmelitas, em Coimbra. Horrendo! Só mesmo de clero celibatário à força, eunuco à força, não, obviamente, eunuco pelo Reino /Reinado de Deus! A pobre rapariga tinha a terceira classe, quando a sequestraram, e assim ficou (ou pouco mais!), pelo resto da vida. E à mãe dela, que sempre disse que a conhecia bem e que aquela sua filha era compulsivamente mentirosa e vaidosa (por isso, nunca acreditou nem na filha nem nas “aparições”), nem mesmo na hora da sua agonia, deixaram que ela visse a filha; tão pouco, permitiram que, pelo menos, a mãe ouvisse a voz da filha pelo telefone! (Digam lá, se os sacerdotes e as freiras do Ídolo Religioso não são cruelmente vingativos e sádicos?!). Ora, é este horrendo crime e esta mentira sem perdão, que o papa Bento XVI vem caucionar com a sua visita de chefe de estado do Vaticano a Portugal e a Fátima, numa altura em que sobem de tom e de número, os clamores de inúmeras vítimas de casos de pedofilia, cometidos por clero, inclusive, de grande visibilidade, todos funcionários exemplares do Institucional Religioso-Eclesiástico católico. Haja modos e pudor, meu irmão Ratzinger!



Mário, Presbítero da Igreja do Porto

P.S.
Meu irmão Ratzinger, Bispo de Roma: aceitas uma sugestão que aqui te adianto?! Cancela esta viagem e todas as outras já agendadas para outros países. E, em vez dessa montra de vaidade e de ostentação de Poder Eclesiástico, que estás sempre disposto a protagonizar, convida à conversão, a Igreja universal, da qual és o principal animador. Não, obviamente, a estafada conversão pregada ao longo dos séculos pelo Moralismo Eclesiástico, hoje mais do que rançoso, mas a conversão proclamada /exigida por Jesus, o do Deus do Reino /Reinado-de-Deus. Perdoa, mas se calhar, nem tu saberás, sobretudo, por força dos Privilégios de que desfrutas na Igreja e no Mundo, o que significa o verbo CONVERTER-SE, utilizado por Jesus, logo a abrir a sua Missão na Galileia, por meados do ano 28 desta nossa era comum. Humildemente, te digo: Significa renunciarmos, duma vez por todas e por toda a vida, ao Deus-Ídolo Religião, e abrirmo-nos alegremente ao Deus Criador, nosso Abbá, o de Jesus, que nos habita e é mais íntimo a nós do que nós próprios, os seres humanos todos, mulheres e homens, em radical igualdade. És capaz de semelhante decisão? Fico abraçado a ti, cheio de Esperança Teológica, a de Jesus!

Jornal Fraternizar, edição n.º 177, de Abril-Junho 2010

http://www.padremariodalixa.cjb.net/

29.4.10

Centro Social A Gentalha do Pichel celebra em Compostela (Galiza) o 25 de Abril no próximo 1 de Maio



CELEBRAMOS ABRIL (o 25) EM MAIO (o 1)!

De 25 de Abril a 1º de Maio passando pola música que nos une. Na noite do sábado, 1 de Maio, às 21h30, celebraremos luitas e revoluçons com a presença dos amigos e amigas portuguesas de DEU-LA-DEU.
Virám com força, vontade e um fantástico repertório galego-português que nos ensinarám a dançar no obradoiro de dança que incluem no seu espectáculo.

Vinde desfrutar da música, a dança e... dos petiscos! (bolinhos de bacalhau, patés, arroz doce e muito mais...)
Podedes comprar o bilhete no C.S O Pichel por 4 ourinhos (5 para nom sócias)

http://agal-gz.org/blogues/index.php/gent/


A Gentalha do Pichel

Somos um grupo de compostelanas e compostelanos decididos a fazer activismo cultural na nossa cidade e comarca.

A nossa bandeira é a língua e cultura galegas e as nossas armas o empenho, a diversom e a vontade de aprender e difundir os nossos costumes, a nossa música, a nossa história...
Queremos recuperar as tradiçons da nossa comarca: O apoio das festas populares,
a música tradicional, o conhecimento e respeito polo meio natural ou a recuperaçom da nossa memória histórica som os nossos objectivos.

Por umha cultura alternativa. Nom acreditamos na cultura oficial enlatada, queremos umha actividade cultural participativa, feita polas compostelanas e compostelanos.

Criaçom cultural: Porque a nossa cultura deve ser um valor de futuro, que conheça o seu passado, mas que possua capacidade renovadora.
Apostamos na criaçom artística, cultural e científica em chave de defesa dos nossos direitos como povo.

Compostela em galego!: Trabalhamos pola plena galeguizaçom da nossa comarca, porque em Compostela queremos viver na nossa língua, em galego


Recepção lustral ao Papa Bento XVI na livraria-bar Gato Vadio com filmes( 29/4, e 6, 13, 15/5) e encontro com o Padre Mário Oliveira (14/5)


Recepção lustral e quase veemente ao Papa Bento XVI
Gato Vadio - livraria, bar, atelier
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016
http://gatovadiolivraria.blogspot.com/

Nem chefes, nem Deuses, muito menos Papas!

O microfone debruado a ouro que as santas mãos do Papa arrebanharão no dia 14 de Maio na cidade do Porto é a metáfora mais ergonómica e doiradinha da cópula eclesiástica que, secularmente, “enraba” consciências prontas para a Papo-mania.

A religião, que poderia ser um caminho de ligação no ser humano entre as ideias que professa e aquilo que mais fundo tem dentro de si, foi quase sempre dominada e manipulada em absoluto pelas hierarquias religiosas, ora como meio político de salvação terrena das elites eclesiásticas (salvação através do lucro e do esbulho, da ostentação e do privilégio, da sociedade anónima e empresarial do Vaticano à Casa da Sorte de Fátima, etc), ora como escabrosa moral da morte. A ideia de morte que empesta e prevalece na homilia do catolicismo é a santa-inoculação com que a Igreja insiste em vacinar os crentes e de onde dimana o seu poder, o seu autoritarismo e a sua imunidade. Mais de um século depois da anunciada morte de Deus, como afirmação plena da vida humana e extracção do tumor da metafísica, a demolição do discurso da “morte” levada a cabo por Nietzsche será capaz de apontar à saciedade o odor moribundo e doentio que sairá da boca cínica do Papa Ratzinger?

Sendo a “nossa” Igreja (“nossa”, cá do cerejal lusitano!) vítima do seu próprio veneno original e fenecendo a olhos vistos, aconchegando-se cada vez mais no reduto do seu próprio luto, nunca esta temática nos aqueceu nem arrefeceu. Na verdade, julgamos que a Igreja portuguesa está condenada a ser a mais competitiva agência de turismo prá’ terceira idade e, com o tempo, lá terá de ir em excursão ao Moulin Rouge e à Feira do Erotismo (erotismo? Onde?) de Gondomar, mercado obligè!

Contudo, não poderíamos deixar em claro a passagem no dia 12, 13 e 14 de Maio, de tanta iniquidade e despotismo histórico à nossa frente e, principalmente, de ter entre nós o padre Mário de Oliveira para uma longa e esperada conversa…

Além do programa Cine-Documental proposto (começa esta quinta-feira!), abaixo encontrará informações úteis quer sobre o padre Mário de Oliveira, quer excertos de um recente artigo do jornal Público sobre o envolvimento do Papa no encobrimento de um caso de abuso sexual a menores cometido por um padre católico na Californication...

Selecção e Organização: Gato Vadio e Miguel Marques.
Cartaz sobre desenho de Maja Marek.

Programa:
Salesman,(1968)
Albert and David Maysles, Charlotte Zwerin
Quinta-feira, dia 29 de Abril, 22h
Entrada Livre

Sinopse: Salesman foi um marco do documentário norte-americano, seguindo a vida diária de quatro vendedores porta-a-porta que tentam desesperadamente vender Bíblias de luxo. Os funcionários da empresa que fazia estas bíblias ilustradas, ornadas e extremamente caras, encontram a implacável rejeição constante de pessoas pobres ou da classe média baixa. O desespero e a angústia, sentimentos tão caros ao catolicismo, parecem contaminar a vida destes vendedores.

86min.



Jesus Camp (2006)
Rachel Grady e Heidi Ewing
Quinta-feira, dia 6 de Maio, 22h
Entrada Livre

Sinopse: Jesus Camp espalhou a controvérsia nos EUA. Realizado por Rachel Grady e Heidi Ewing, documenta o dia-a-dia de um acampamento de verão, o “Pentecostal / Charismatic summer camp”, promovido para as crianças aprenderem e praticarem os seus "dons proféticos" e poderem "levar de volta a América a Cristo". De acordo com o distribuidor, o documentário "não vem com nenhum ponto de vista pré-concebido" e tenta ser um "retrato honesto e imparcial de uma facção da comunidade cristã evangélica". A controvérsia à volta do filme espoletou uma onda de debates em vários programas de televisão.
Jesus Camp foi nomeado para os Óscares de Hollywood na categoria de Melhor Documentário.

85min



Crimes Sexuais e o Vaticano (2006)
Colm O'Gorman
Quinta-feira, dia 13 de Maio, 22h
Entrada Livre

Sinopse: Crimes Sexuais e o Vaticano é um documentário filmado por Colm O'Gorman, que foi violado por um padre católico da diocese de Ferns em County Wexford, na Irlanda, quando tinha 14 anos de idade.

Filmado para a série de documentários da BBC Panorama, traz a lume os crimes de abuso sexual cometidos por padres católicos e denuncia a política de silenciamento e encobrimento activo do Vaticano, imposta há mais de vinte anos pelo documento secreto Crimen Sollicitationis, defendido à época pelo cardeal Joseph Ratzinger. O padre Seán Fortune foi acusado de 66 crimes de assédio, atentado ao pudor e por outros crimes graves de abuso sexual a oito crianças. Na véspera do seu julgamento, suicidou-se. A investigação de Colm e da BBC levou à renúncia do Dr. Brendan Comiskey, o bispo da diocese de Ferns.

39 min.



Nem chefes, nem Deuses, muito menos Papas!

À conversa com o Padre Mário de Oliveira
Sexta-feira, 14 de Maio, 22h

http://padremariodemacieira.com.sapo.pt/
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Pais_de_Oliveira


Viridiana (1961)

Luis Buñuel

Sábado, 15 de Maio,
22h

28.4.10

MayDay em Lisboa ( 1º de Maio, concentração às 13h. no Largo de Camões)



Dá a volta à precariedade!

1 de Maio :: 13h :: Praça Luís de Camões

:: concertos, performances, almoço ::

14h30 :: partida para desfile com a manifestação do Dia do Trabalhador

O MayDaylisboa2010 estás nas ruas, foi ao Colombo e aos Armazéns do Chiado e fez centenas de chamadas para call-centers, falando directamente com trabalhadores/as precários/as.


Soamos agora o alarme geral: Mayday! MayDay!


Chegou mais uma crise antes de ter chegado ao fim a última. Mais uma vez, falam-nos da queda da bolsa para melhor nos ir ao bolso. Sabemos onde está a verdadeira crise - os privilégios e lucros para alguns e o desemprego e precariedade para a maioria. O que aí vem, para quem trabalha, é mais do mesmo: horários mais longos, salários mais baixos, contratos a prazo, menos direitos.

Governos e patrões dizem-nos que temos que ser mais flexíveis, mais competitivos, mais obedientes, porque nos querem isolados, divididos, desconfiados de quem está ao nosso lado, incapazes de nos juntarmos para combater a exploração. Por isso afirmamos a urgência de organizar a luta pelas nossas vidas. Exigimos que a funções permanentes correspondam vínculos permanentes. Não aceitamos pagar a factura da crise.

Dizemo-lo a todos os trabalhadores, porque sabemos que a chantagem da precariedade é uma ameaça generalizada. Os falsos recibos verdes, as falsas bolsas e os falsos estágios são outras tantas formas de subverter os direitos laborais, de comprometer o futuro da segurança social e a vida de milhares de pessoas. Sejam imigrantes, trabalhadoras/es do sexo ou intermitentes do espectáculo, o resultado é sempre o mesmo: a precariedade de alguns fragiliza a posição de todos/as.

A precariedade não é uma fatalidade: é um ataque que precisa de um contra-ataque. Por isso soamos o alarme a pensar num ponto de encontro que desafia a resignação.

No Mayday transformamos a rua num espaço onde desfila a diversidade e a força da recusa de uma vida aos bocados.

No MayDay contraria-se a vida calada que nos querem impor, afirmando-se a recusa da precariedade e a urgência da organização de todos os trabalhadores contra a exploração e a chantagem da crise.

Cabemos todos: contratados a prazo, vítimas dos falsos recibos verdes, informais, sobre-explorados pelas empresas de trabalho temporário, intermitentes do espectáculo e do audiovisual, imigrantes descartáveis, bolseiros à força, eternos estagiários, simplesmente desempregados ou muito mal-empregados.


Mais informação
www.maydaylisboa.net

O MayDay é um protesto de trabalhadores precários que vem marcando o 1º de Maio, organizado em Milão desde 2001 e, desde então, generalizado a várias outras cidades da Europa e do Mundo. O MayDay Lisboa arrancou em 2007 e no ano passado chegou também ao Porto.

Bicicletadas / Massas Críticas - 30 Abril de 2010 (próxima sexta-feria, ao fim da tarde) em Aveiro, Coimbra, Lisboa, Porto e Évora


Bicicletadas / Massas Críticas - 30 Abril de 2010 (próxima sexta-feria, ao fim da tarde) em Aveiro, Coimbra, Lisboa, Porto e Évora

Uma Massa Crí­tica (MC) é um passeio no meio da cidade feito em transportes suaves. Realiza-se sempre na última sexta-feira de cada mês às 18h00, partindo de um local pré-determinado.
As MC também são conhe...cidas nos países lusófonos como "Bicicletada" porque a maioria dos participantes desloca-se em bicicleta. No entanto o termo "Massa Crítica" é mais apropriado porque encoraja a participação de pessoas que se deslocam de outras formas suaves: patins, skate, trotinete, etc •

Aveiro - Concentração às 18h30 e saída às 19h00, no Forum Aveiro, ao lado da Capitania; •
Coimbra - Encontro: Às 18:00 e saída às 18h30 do Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades; •
Lisboa - Concentração às 18:00 e saída às 19:00, no Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII; •
Porto - Concentração às 18h30 e saída às 19h00, na Praça dos Leões;
Évora - Concentração às 18h00, na Praça do Giraldo.


http://www.massacriticapt.net/

1º de Maio em Aveiro, Porto, Braga, Castelo Branco, Lisboa e em mais 44 localidades num total de 93 acções promovidas pela CGTP


1º DE MAIO – É TEMPO DE MUDAR COM A LUTA DE QUEM TRABALHA

CGTP promove 93 iniciativas de comemorações em 18 capitais de distrito + regiões autónomas, em 39 concelhos e 44 localidades de todo o país

A CGTP-IN, através das suas estruturas regionais, assinala o 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, com manifestações, concentrações, convívios e iniciativas culturais, desportivas e lúdicas em 44 localidades do continente e das regiões autónomas. Sob o lema “É Tempo de Mudar com a Luta de quem Trabalha” muitos milhares de trabalhadores, de reformados e de jovens sairão, nesse dia, às ruas lutando por alternativas e exigindo:

A criação de emprego e o apoio aos desempregados;
O ataque eficaz à precariedade para o progresso do país;
O aumento dos salários como medida justa e inadiável;
O ataque às desigualdades e a necessidade de erradicar a pobreza.


Em Lisboa, realiza-se, na parte da manhã, às 10 horas, a tradicional Corrida Internacional do 1º de Maio (15 km), com partida e chegada no Estádio 1º de Maio. À tarde, a partir das 14:30 horas, haverá desfile entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, onde será promovido um comício sindical que terá como orador principal o secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva. A acção terminará com um espectáculo de música pelo grupo os “Quadrilha”.


No Porto, haverá igualmente uma prova de atletismo na parte da manhã, às 9 horas, e um comício às 15 horas, na Av. dos Aliados, onde intervirá, entre outros, João Torres, coordenador da União dos Sindicatos do Porto. A actuação do grupo musical “Trabalhadores do Comércio” encerrará as comemorações nesta cidade.


Lista completa das iniciativas da CGTP no 1º de Maio:
www.cgtp.pt/images/stories/imagens/2010/04/mapa1demaio2010.pdf



AVEIRO - 1º de Maio

A União dos Sindicatos de Aveiro/CGTP-IN, apela aos trabalhadores e ao povo do distrito de Aveiro, para que participem nas comemorações dos 120 anos do 1-º de Maio, contribuindo para fazer deste dia, um grande momento de indignação e de luta contra as injustiças sociais, e por melhores condições de vida, para os trabalhadores e o povo.
Documento da CGTP-In para distribuir (1,9 Mbytes).
Documento da União dos Sindicatos de Aveiro para distribuir (170 KBytes).

http://www.cgtpaveiro.org/



PORTO - 1º de Maio - Dia do Trabalhador!
9 horas
Hastear das Bandeiras dos Sindicatos
Corrida do 1º de Maio
15 horas
Comício/Desfile a partir da Avenida dos Aliados!
Concerto com "Trabalhadores do Comércio"
http://www.usporto.pt/News/View.aspx?Articleid=82



GUIMARÃES
Concentração dos trabalhadores de todo o distrito de Braga no Largo Toural, em Guimarães

http://usbraga.no.sapo.pt/


CASTELO BRANCO

1º de Maio no distrito de Castelo Branco em 5 localidades
A exemplo de anos anteriores a União dos Sindicatos de Castelo Branco organiza as comemorações do 1º de Maio em cinco localidades: Covilhã, Castelo Branco, Tortosendo, Unhais da Serra e Munas da Panasqueira.

As comemorações decorrem sob o lema "+emprego+salário+direitos, Mudar de Rumo-Dignificar os Trabalhadores.

A USCB/CGTP-IN informa ainda que, nesse dia, pelas 10,30 horas, realiza uma manifestação, na Vila do Tortosendo e Comícios Festa durante a tarde na Covilhã e em Castelo Branco.Como é natural a grave situação económica, social e laboral do Distrito e as dificuldades crescentes com que se debatem os trabalhadores estarão no centro das preocupações e nas intervenções que serão proferidas.Remetemos programas da Covilhã e Castelo Branco.

http://www.uscb.pt/noticias.php?id_noticia=281

27.4.10

Desabafos dos verdadeiros «donos» das terras do Brasil


Clicar por cima da imagem para ler em detalhe

A Nato ( com o Exército português) no Afeganistão converteu este país no maior produtor de ópio: aquilo é muita ganza ($$$) ...

O Afeganistão é o maior produtor mundial de ópio. No ano passado a produção atingiu as 6.900 toneladas o que corresponde a mais de 90 por cento do total mundial. Também em 2009 o país ocupado pela NATO e pelos americanos ultrapassou largamente a produção de haxixe de Marrocos ficando em primeiro lugar na tabela planetária. Estes números justificam plenamente a guerra de ocupação. Nenhum “padrinho” no seu perfeito juízo desprezava um negócio de quase sete mil toneladas de ópio. Aquilo é muita ganza! Depois digam que os americanos são malucos, cobóis, psicopatas, rambos e tal.

O Afeganistão dá mais dinheiro do que as falidas Ford, General Motors e o petróleo todo do Texas. Agora começamos a perceber porque razão o Bush teve tantos apoios para se lançar na guerra do Afeganistão e Obama ainda tem mais. O país é mais do que uma espécie de deserto poeirento e de montanhas escarpadas e nuas onde nem as águias fazem ninho.

Aquilo é uma fonte inesgotável de dinheiro proveniente do ópio e do haxixe. E ainda por cima a massa é lavada pelos bancos centrais dos países que guerreiam os pobres talibãs, que só querem comer uma tâmara sossegados, beber um dedal de água por semana e fumar uma cachimbada de ópio por dia. Mas que crueldade a dos padrinhos que andam à bulha pela droga do Afeganistão!


Texto retirado do jornal Voz da Póvoa
http://www.vozdapovoa.com/

Começa hoje o Curso de Cultura contemporânea Galega, promovido pela Associação Galega da Língua (AGAL) em Compostela ( de 27/4 a 5/5)


Hoje, terça-feira dia 27 de Abril, começa em Santiago o Curso de Cultura Contemporánea Galega (
CCCG) organizado pola Agal em parceria com a Cátedra UNESCO de Cultura Luso-Brasileira da USC e cujo desenho foi por conta de Holística, consultora para a Lusofonia.

Embora o prazo de inscriçom finalizou ontem, é possível participar de forma gratuita às diferentes actividades, que esta semana se componhem de:
Dia 27: Culturas Tradicionais
Dia 28: Culturas de Elite
Dia 29: Culturas de massas

Os professores da USC Carlos Quiroga, Elias Torres, Ramom Flores das Seixas e José Pereira Fariña e o director de UNINOVA Gustavo Marcos serám os encarregados da parte teórica do curso.
A parte presencial do CCCG integrará também umha série de mesas redondas em que participarám destacados agentes da cultura galega como Manuel Lourenzo, Séchu Sende, Anxo Quintela ou Sara Coleman e representantes de empresas e associaçons como A Central Folque, Vaca Films, a Sala NASA, o Xornal de Galicia, Xandobela, Etnoga, DeHistoria, Pazos de Galicia, Nove Grupo Gastronómico, AGASOL, Estaleiro Editora ou Komunikando.net.

O curso completará-se com 12 horas nom presenciais que compreenderám leituras, que serám entregues aos alunos polos organizadores, e a possibilidade de participaçom de um foro de debate na internet.

O CCCG é um espaço de reflexom acadêmica e profissional inter-disciplinar criado com os seguintes objectivos:

Apresentar a cultura galega contemporánea como um conjunto de produçons diverso, moderno, vivo e gerador de riqueza económica e artística.

Identificar os diferentes tipos de cultura predominantes na Galiza actual e conhecer alguns dos seus representantes e tendências.

Avaliar os pontos fortes e fracos das indústrias culturais galegas, compreendendo como a cultura pode representar um importante motor económico para umha comunidade.

Conhecer como e por que a cultura é empregue como uma ferramenta de coesom social.




Locais das aulas:
AUDITÓRIO DE GALIZA (Sala Mozart): 27 e 28 de abril, 5 e 6 de maio.
FACULDADE DE FILOLOGIA da USC (Salom de actos): 29 de abril.
FACULDADE DE CC. DA COMUNICAÇOM da USC (Salom de actos): 4 de maio.

PROGRAMA DO CURSO:


Contactos
AGAL: presidencia@agal-gz.org / 677692912.
HOLÍSTICA: info@holistica-consultora.com / 664445143.

Fazer a Festa - Festival Internacional de teatro - está a decorrer no Porto ( de 24/4 a 2 de Maio)


FAZER A FESTA- Festival Internacional de Teatro

29ª edição - 24 de ABRIL a 2 de MAIO de 2010
Locais dos espectáculos:
Jardins do Palácio de Cristal - Porto
Museu Nacional Soares dos Reis - Porto
Cine-Teatro Constantino Nery - Matosinhos


Programa

Dia 24 Abril, sabádo
[ 15.30h ]
"MARIONETAS NO JARDIM" ¬ INSTITUTO SUPERIOR JEAN PIAGET . Porto
[ 16.30h ]
"A CASA DA IMAGINAÇÃO" ¬ TEATRO DAS BEIRAS
[ 21.30h ]
"INÊS DE CASTRO, ATÉ AO FIM DO MUNDO" ¬ DRAGÃO 7 . São Paulo/ Brasil

Dia 25 Abril, domingo
[ 15.30h ]
"SEM MEDO PARA SONHAR" ¬ TEATRO DE PORTALEGRE
[ 16.00h ]
"BATUQUE DA ALEGRIA!" ¬ CIA HERDEIROS DA ARTE . Andradina, Brasil
[ 16.30h ]
"AS BOTAS DO SARGENTO" ¬ TEATRO TRIGO LIMPO / ACERT
[ 18.00h ]
"CHÃ DAS SEIS NO PALÁCIO: "HÁ TEATRO NA MADEIRA!"" ¬ DEBATE
[ 21.45h ] - ESTREIA
"VITIMA DA CRISE" ¬ TEATRO ART’IMAGEM / TERRA NA BOCA

Dia 26 Abril, segunda-feira
[ 10.00h e 14.30h ] (#)
"EU HEI-DE CRESCER E, DEPOIS, TU VAIS VER" ¬ AL-MASRAH
[ 21.30h ]
"ODITREVNIO, A ENFERMA E A SORTE GRANDE" ¬ PORVENTURA TEATRO
[ 21.45h ]
"VITIMA DA CRISE" ¬ TEATRO ART’IMAGEM / TERRA NA BOCA

Dia 27 Abril, terça-feira
[ 10.00h e 14.30h ] (#)
"BRINCAR AO TEATRO NO PALACIO DE CRISTAL" ¬ TEATRO ART’IMAGEM
[ 21.30h ]
"UM GRÃO CAÍDO NA TERRA" ¬ COMÉDIAS DO MINHO
[ 21.45h ]
"VITIMA DA CRISE" ¬ TEATRO ART’IMAGEM / TERRA NA BOCA

Dia 28 Abril, quarta-feira
[ 10.00h e 14.30h ] (#)
"HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR " ¬ TEATRO ART’IMAGEM
[ 18.30h ]
[MAD’10] ""
[ 21.30h ]
"OS FANTASMAS FAMILIARES" ¬ QUICO CADAVAL . Galiza / Espanha

Dia 29 Abril, quinta-feira
[ 10.00h ]
[ATINJ] "LENHEIRAS DE CUCA MACUCA" ¬ TEATRO MARIONETAS DE MANDRAGORA
[ 14.30h ]
"BRINCAR AO TEATRO NO PALÁCIO DE CRISTAL" ¬ TEATRO ART’IMAGEM
[ 18.30h ]
[MAD’10] ""
[ 21.30h ]
[ATINJ] "O REI VAI NU" ¬ TEATRO EXTREMO

Dia 30 Abril, sexta-feira
[ 10.00h ]
[ATINJ] "HISTÓRIA DO SÁBIO FECHADO NA SUA BIBLIOTECA" ¬ PÉ DE VENTO
[ 14.30h ]
"BRINCAR AO TEATRO NO PALÁCIO DE CRISTAL" ¬ TEATRO ART’IMAGEM
[ 18:30h ]
[MAD’10] ""
[ 21.30h ]
[ATINJ] "HISTÓRIA DA ILHA DO TESOURO DE STEVENSON" ¬ TEATRO ART’IMAGEM
[ 21.45h ]
"VITIMA DA CRISE" ¬ TEATRO ART’IMAGEM / TERRA NA BOCA

Dia 1 Maio, sábado
[ 15.30h ]
[ATINJ] "O MAMULENGO DE JOÃO REDONDO" ¬ TEATRO DE FORMAS ANIMADAS
[ 16:30h ]
"NATO PER VOLARE" ¬ ASSEMBELA TEATRO . Turim, Itália
[ 18:30h ]
[MAD’10] ""
[ 21.30h ]
[ATINJ] "IL COLOMBRE" ¬ ITACA TEATRO / QUINTA PAREDE . Itália / Portugal
[ 21.45h ]
"VITIMA DA CRISE" ¬ TEATRO ART’IMAGEM / TERRA NA BOCA

Dia 2 Maio, domingo
[ 15.30h ]
[ATINJ] "A RÃ PRINCESA" ¬ TEATRO DO ELEFANTE
[ 16:00h ]
"ESPECTÁCULOS DAS OFICINAS" ¬ CIA HERDEIROS DA ARTE . Andradina, Brasil
[ 16.30h ]
"SONHOS DE PALHAÇOS" ¬ OS PREGADORES DO RISO . Araçatuba, Brasil
[ 18.00h ]
"CHÃ DAS SEIS NO PALÁCIO: ATINJ" ¬ DEBATE
[ 21.45h ]
"VITIMA DA CRISE" ¬ TEATRO ART’IMAGEM / TERRA NA BOCA

(#) - marcação prévia



Actividades paralelas

[ exposição ] "ANTES DE COMEÇAR E DEPOIS – COMO SE CONSTRÓI UM ESPECTÁCULO TEATRAL" ¬ ATINJ

[ oficina ] "DANÇAS E RITMOS REGIONAIS BRASILEIRO – INTERFACE COM A TEATRALIDADE" ¬ CIA HERDEIROS DA ARTE

[ oficina ] "TEATRO DE RUA: PERNAS-DE-PAU E PIROFAGIA" ¬ CIA HERDEIROS DA ARTE
[ evocação ] "A FORMIGA NO CARREIRO – 80 ANOS DE ZECA" ¬ ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO



bilheteira
Preço (segunda a sexta, 10h00 e 14h30 - grupos escolares):
3 € - preço por aluno (gratuíto para professores e acompanhantes).

15.30h & MAD'10 - gratuíto
Restantes sessões - 3,00 € ou 5,00 €

Contactos

Bilheteira (durante o Festival)
tel. 00351 96 020 19 88 ou 00351 96 223 69 00

Teatro Art Imagem
Rua da Picaria, 89
4050-478 Porto
tel - 00351 22 208 40 14
tlm - 00351 96 020 88 19
fax - 00351 22 208 40 21
e-mail -
producao@teatroartimagem.pt

http://www.teatroartimagem.org/pt/art_img.htm

Acção da PAGAN no Porto no 25 de Abril - 36 anos depois, Uma no cravo, outra na guerra


36 anos depois, no Porto

Uma no cravo, outra na guerra

Assim que terminou o fogo de artifício nos céus sobre a câmara do Porto, no terreiro em frente soou uma invasora voz masculina: “Calma! Calma! Somos tropas amigas! Servimos no exército da NATO e matamos para vossa segurança! Assassinamos crianças de longe para dar prosperidade às tuas! Matamos quem for preciso para garantir que nunca faltará gasolina ao teu carro…” Os olhos ao alto de quem, nesses primeiros minutos do dia 25 de Abril, 36 anos depois de um outro que prometia a Liberdade, andava pela baixa descobriram então que a voz era reproduzida através de um megafone detido por um imponente oficial liderando um séquito de soldados de penico camuflado na cabeça. Pairou a surpresa, enquanto os ouvidos se concentravam no discurso. Soltaram-se risos e as mãos abriram-se para receber a informação que completava o desfile.

A ideia nunca foi brincar aos soldados ou às guerras. Bem pelo contrário. A paródia apenas pretendia chamar a atenção para um assunto muito sério, para o absurdo que qualquer guerra representa e para o absurdo da existência de um exército supostamente de paz, como o da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), do qual Portugal faz parte e que acolherá em Novembro, em Lisboa, uma cimeira decisiva para as suas futuras intervenções militares. A iniciativa foi preparada e realizada por elementos da PAGAN, plataforma anti-guerra, anti-NATO.

A data para a paródia não foi, obviamente, escolhida ao acaso, porque 36 anos depois é bom não esquecer que a razão fundamental para aquele dia de Abril foi a recusa generalizada de continuar a enviar soldados para uma guerra injusta e ilegal. Dissemos então nunca mais às guerras de agressão, às ocupações de territórios de outros, à conquista militar de matérias-primas e outras riquezas. E de repente, 36 anos depois, damos com o mesmo país a aumentar o seu contingente de tropas para o conflito militar no Afeganistão, um país que nunca agrediu nenhuma parte do mundo ocidental e que se mantém há nove anos sob ocupação da NATO.

Verdades escamoteadas e denunciadas na informação distribuída em forma de panfletos, enquanto o discurso prosseguia ao megafone: “Mataremos todos os que o teu consumo inconsciente condena à miséria e à procura desesperada duma vida melhor, longe da casa que ajudas a tornar inabitável. Mataremos todos os que tentarem fugir dos extremos climáticos a que o teu nível de vida os condena. Mataremos qualquer tentativa de alterar esta mistura perfeita de opulência e desgraça. Ocuparemos e destruiremos qualquer país que não actue em conformidade com os nossos interesses, pois nós somos os bons. Por tudo isto, estaremos em Lisboa, em Novembro, para decidirmos o futuro do planeta. Seremos os donos e senhores de toda a vida na terra…com a vossa ajuda! Mantenham-se, pois, serenos e apáticos. Só assim poderemos concretizar os nossos objectivos. Vida longa à guerra. Vida longa à NATO.”

O discurso foi reproduzido várias vezes, já não junto ao edifício da câmara municipal mas pelas ruas da nova movida do Porto, onde uma juventude sedenta de distracção ultrapassava em muito o número dos que desceram à baixa para comemorar a revolução dos cravos.

Na manhã seguinte foi preciso reproduzir mais panfletos, a pensar na tarde, no regresso à Avenida dos Aliados e na banca de informação da PAGAN, entre a qual constava a petição que visa a retirada do Afeganistão dos soldados portugueses. O Sol brilhou mas continuaram a ser poucos os que saíram à rua. O exército da noite anterior despiu as fardas e personificou vítimas mortais tombadas após uma aparente explosão, no intervalo de duas músicas de quem, a meio da tarde, no palco montado no terreiro, animava a malta. A representação durou curtos segundos mas voltou a surpreender quem estava próximo. E mais panfletos foram distribuídos, explicando, nomeadamente, porque somos contra a guerra. Porque matar um homem em defesa de uma ideia não é defender uma ideia, é matar um homem. Porque a guerra só é possível porque é lucrativa. Duas razões apenas que aqui ficam registadas, entre 26 elencadas.

Impossível de deixar de registar, infelizmente não fotografada, foi a saudação em fogo preso que antecedeu o fogo de artifício logo pela madrugada, em letras condizentes com as cores da bandeira portuguesa: 25 DE ABRIL SEMPE. Não, a ausência do R não é gralha de quem agora escreve. Curiosamente, voltaram a esquecer o mesmo R que, há anos, nas comemorações oficiais de Abril, sob o governo de Durão Barroso, desapareceu da palavra Revolução e que, por coincidência, corresponde às duas iniciais do nome de quem comanda os destinos do Porto. Como nos deixamos enganar… 36 anos depois.


PAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato

1º Maio Antiautoritário e Anticapitalista - Concentração - SETÚBAL - Largo da Misericórdia - 13:30h


1º Maio Antiautoritário e Anticapitalista
CONCENTRAÇÃO
SETÚBAL, Largo da Misericórdia, 13:30h

Tudo o que nos resta nestes 124 anos que nos separam das origens do 1º de Maio é o exemplo e a história daqueles milhões de trabalhadores, desempregados e oprimidos que pelo mundo inteiro se uniram e se levantaram para resgatar a dignidade roubada e encarcerada juntamente com aqueles 8 anarquistas de Chicago.

Aquilo que se aprendeu então, não foram as lições dos democratas e traidores de hoje em dia que nos prometem uma exploração mais humana, uma miséria mais tolerável, uma escravatura menos precária: foi, isso sim, o valor da solidariedade, da luta sem cedências, do assalto colectivo aos antros de poder e corrupção assim como de rebelião individual contra toda a autoridade.

Contra um 1º de Maio institucionalizado, que comemora a exploração laboral, a opressão e a hipocrisia dos sindicatos perante este sistema, contra uma sociedade capitalista e autoritária, de vencedores e vencidos, propomos a recuperação da rua enquanto espaço onde há um combate a travar por uma existência autónoma e, por isso, livre.

Divulga e Aparece!

Apresentação da FEL - Federação de Estudantes Libertários (as) no CCL em Almada ( dia 30/4)




Sexta, 30 de Abril, às 20:30
No Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, nº 121, 1º Dto, Cacilhas, Almada


A FEL é composta por pessoas que estão organizadas em grupos duma forma livre e estes têm um funcionamento autónomo. Nestes grupos, as decisões são tomadas na assembleia, que é o mais alto órgão decisório de cada grupo. Tanto nos diferentes grupos como a nível federal, as decisões são tomadas por consenso. Deste modo, asseguramos que todas as opiniões e posições são apreciadas e valorizadas de igual modo, e afastamo-nos da politiquice e das lutas internas grupusculares. Temos também de garantir que as decisões de um grupo, ou da federação, são apoiadas por todxs xs envolvidxs.


Os indivíduos que compõem os diferentes grupos que integram a FEL são partidários das ideias anarquistas e comprometem-se a divulgá-las. Além disso, marcam o seu posicionamento contra qualquer opressão de tipo político, económico, cultural, sexual, racial ou militar, ou seja, são totalmente contra o autoritarismo exercido por uma pessoa contra outra, independentemente da área onde ele se manifesta.

Como organização completamente independente, que é a FEL, não aceitamos nenhuma subvenção, venha ela de onde vier. Praticamos a auto-gestão, isto é, os meios materiais e financeiros de que dispomos provêm de contribuições dadas pelos indivíduos que integram cada grupo e/ou de actividades organizadas para os obter, tais como concertos, refeições, distribuição de materiais, etc.

A FEL fixou algumas metas para avançar, passo a passo, na conquista de uma sociedade autogestionária, com base no apoio mútuo, sem necessidade de Estados:

-Incentivar entre xs alunxs a auto-organização autónoma e horizontal.
-Criar espaços de debate e reflexão, tanto nas escolas como fora delas.
-Partindo de uma crítica radical do actual sistema de educação e suas futuras reformas, que condenam o indivíduo à satisfação das necessidades dos sistemas opressores, propomos como alternativa um modelo de aprendizagem anti-autoritário que facilite a construção de um conhecimento integral. Entendemos que este tipo de aprendizagem é uma ferramenta revolucionária não doutrinária, que nos fará avançar no caminho da liberdade.
-Incentivar a abstenção activa na eleição dos órgãos de “governo” das universidades, já que consideramos necessários outros meios de participação reais, horizontais e directos, pois pensamos que as eleições são uma falsa ferramenta de participação, que tem exclusivamente como fim a legitimação do sistema.
-A FEL declara-se anti-praxe. Pensamos que a hierarquia e o controle nunca podem ser o caminho para a formação de pessoas livres e conscientes. Que o único caminho para a liberdade é a prática sem limites desta e nunca a humilhação e o dirigismo. É por isso que temos a intenção de trabalhar contra a praxe até ao seu desaparecimento natural, pois não há nada que a justifique.
-Estabelecer laços entre estudantes libertários para a troca de informações, ideias e experiências, e para nos apoiarmos mutuamente.
-A FEL é contra todo o dogmatismo ideológico, aberta ao debate interno e a novas propostas, já que considera necessária a crítica construtiva para evoluir. Somos conscientes de que não existe uma poção mágica, e que só a prática da liberdade nos fará livres.


Federação de Estudantes Libertárixs
Web:
www.fel-web.org
Contacto:
fel@inventati.org
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CCL:
http://culturalibertaria.blogspot.com/