27.10.09

Galeria Santa Clara em Coimbra: leitura de contos de autores clássicos russos; colóquio sobre Gógol (dia 31 Out.), e outras actividades


Galeria Santa Clara
Rua António Augusto Gonçalves, 67
3040-241 Santa Clara
Tel 239441657,
Coimbra, Portugal


A Galeria Santa Clara existe desde Junho de 1993 e é uma “empresa social”.A receita da sua actividade deve permitir que ela se mantenha e possa assumir os seus compromissos para com as pessoas que aqui desenvolvem algum tipo de actividade e para com as empresas a quem solicita produtos ou serviços.
O nosso objectivo é aproximar a arte das pessoas e contribuir para o enriquecimento da comunidade.Achamos fundamental fazer coisas para os que nos rodeiam mas também com os que nos rodeiam.A casa onde funciona a Galeria Santa Clara tem uma cave que funciona como auditório, um rez-do-chão com 3 salas diferentes, um primeiro andar e uma esplanada com parte coberta e parte descoberta, virada para a cidade e para as ruínas do Convento Velho de Santa Clara.As parcerias com outras instituições, públicas ou privadas, associações, autarquias, escolas ou empresas, são fundamentais, quer em projectos próprios quer em projectos externos.
Preocupamo-nos com os nossos vizinhos e tentamos integrá-los nas nossas iniciativas.A colaboração e apoio dos amigos interessados e o “amor à camisola” das pessoas que trabalham connosco são uma boa ajuda.Sendo as expressões artísticas variadas e interligadas, promovemos exposições, instalações, vídeo, cinema, concertos, realizando mostras de trabalho de jovens artistas a par de outros já reconhecidos.
Pequenos contos de grandes clássicos - Leitura de contos curtos de autores clássicos russos por Rui Manuel Amaral - dia 31Out - sáb - 22H


"Conversas completas de Nikolai Gógol" - Nina Guerra e Filipe Guerra em torno de Nikolai Gógol e dos clássicos russos - 31 Out. – sáb - 18H


Nikolai Gógol nasceu a 20 de Março de 1809 na província de Poltava (Ucrânia), no seio de uma família de médios proprietários rurais. Partiu jovem para Petersburgo, a fim de fazer carreira. Passou grande parte da sua vida em viagens pelo estrangeiro e pela Rússia. Depois de uma lenta agonia, morreu a 4 de Março de 1852, num estado de ascese e em grande sofrimento.É autor de várias obras-primas da literatura universal, entre as quais “Almas Mortas”, “O Inspector-Geral”, “Tarás Bulba”, “O Nariz”, “O Capote” ou “O Retrato”, todas elas traduzidas para português por Nina Guerra e Filipe Guerra.A barriga é a heroína das suas histórias, o nariz é o herói. (…) Ninguém ingurgitara uma tão grande quantidade de macarrões ou comera um tão grande número de tortas de cereja [ao longo da vida] como este homem franzino. (…) O seu grande nariz pontiagudo era dum tal comprimento e duma tal mobilidade que na sua juventude ele era capaz (pois tinha talentos de contorcionista amador) de fazer com que a ponta e o lábio inferior se tocassem numa careta de gula. (…) O que é um facto é que o comprido e sensível nariz de Gógol descobriu novos odores na literatura (que conduziam a um novo frisson). Como diz o provérbio russo “o homem que tem o nariz mais comprido vê mais longe”; e Gógol via com as narinas.Vladimir Nabokov, Nikolai Gógol, pp. 12-15, Assírio & Alvim, 2007 (tradução de Carlos Leite).

Festa de Homenagem a José Carvalho, militante revolucionário assassinado há 20 anos por um bando nazi (30 de Out. às 21h30)


Vinte anos depois do assassinato, a APSR organiza uma festa/concerto de homenagem a José Carvalho, com seis bandas rock e um vídeo evocativo do Zé da Messa. O encontro é na sexta-feira, 30 de Outubro, às 21h30 na Caixa Económica Operária, em Lisboa.


No dia 28 de Outubro de 1989, um bando nazi de cabeças-rapadas assassinava José Carvalho à porta da sede do PSR, onde decorria um concerto antimilitarista.


José Carvalho - o "Zé da Messa", como era conhecido por todos - fez parte da Comissão de Trabalhadores da Messa, a empresa de máquinas de escrever que em tempos foi o maior empregador no concelho de Sintra, com mais de mil e quinhentos trabalhadores. Em 1985 fechou portas, deixando centenas de pessoas com salários em atraso. Nos anos seguintes, o Zé da Messa foi um dos activistas que organizaram a luta pelos direitos destes trabalhadores.

Dirigente do PSR desde o fim dos anos 70, José Carvalho foi um dos impulsionadores do trabalho antimilitarista do partido, após ter participado nos SUV - Soldados Unidos Vencerão, um movimento de militares pela democracia nos quartéis constituído em 1975. Doze anos mais tarde, foi um dos responsáveis pela organização dos concertos do bar das Palmeiras, que envolveu dezenas de bandas rock contra o serviço militar obrigatório. Foi num destes concertos que viria a ser assassinado pela extrema-direita.

Vinte anos depois, a Associação Política Socialista Revolucionária organiza uma festa/concerto de homenagem a José Carvalho, com seis bandas rock e um vídeo evocativo do Zé da Messa.

A festa/concerto terá lugar no dia 30 de Outubro, na Caixa Económica Operária, em Lisboa, a partir das 21h30, com as bandas Albert Fish, Ex-Votos, Dalailume, Revolta, Gazua e Peste & Sida.

26.10.09

O Espião na Máquina do Café ou o fim da privacidade no actual estado de hipervigilância pró-governamental





Espião na Máquina do Café

O fim da privacidade tal como a conhecemos
Estamos a entrar num novo estado de hipervigilância, que corre o risco de nos fazer entender a privacidade como algo obsoleto. À medida que recorremos cada vez mais à tecnologia para fins laborais e de lazer, a nossa actividade electrónica deixa para trás pegadas digitais que podem ser utilizadas para seguir os nossos movimentos. Nos automóveis, nos telefones, até mesmo nas máquinas de café, minúsculos computadores comunicando sem fios através da Internet podem servir de testemunhas em miniatura, formando redes poderosas cujo comportamento emergente pode ser muito complexo, inteligente – e invasivo. A questão reside em saber até que ponto representam uma violação da privacidade.


Poderão estas redes inteligentes ser utilizadas por governos, criminosos ou terroristas para nos destruir a privacidade ou cometer crimes? Ou valerá a pena abdicar da nossa privacidade em troca dos enormes benefícios das novas tecnologias?

Realista, profunda e informada, a obra O Espião da Máquina do Café expõe a verdade acerca da invasão da nossa privacidade por parte de tudo o que possa imaginar, desde circuitos fechados de televisão até blogues, e explora o que podemos fazer – se pudermos fazer algo – para impedir que a privacidade desapareça para sempre na era digital


O Espião na Máquina do Café
de Kieron O'Hara e Nigel Shadbolt
Edição Plátano

Outubro é o Mês das Bibliotecas Escolares porque ler é para já


Desde o ano passado que se comemora o Mês Internacional da Biblioteca Escolar por decisão da IASL em Dezembro de 2007.
Neste mês as bibliotecas escolares têm por norma organizar um conjunto de actividades, envolvendo toda a escola e a comunidade em que esta se insere, de modo a torná-las mais conhecidas e a motivar toda a comunidade escolar para a sua utilização.
As equipas devem usar todos os meios ao seu alcance para fazerem a divulgação da biblioteca: a internet (sítio, blogue, facebook, twitter, listas de difusão, recursos disponibilizados pela IASL, etc.), os média locais, o trabalho em parceria com outras instituições, o convite a personalidades, a utilização de espaços fora da biblioteca na escola ou fora da escola, etc..
Os portais das Redes de Bibliotecas Concelhias devem ser a interface de eleição para a divulgação das actividades realizadas nas respectivas escolas e o rosto das realizações em parceria programadas para este mês/dia.
A Rede de Bibliotecas Escolares decidiu, por sua vez, que a última segunda feira do mês de Outubro seria o dia em que as actividades a realizar encontrariam a sua principal expressão. O dia 26 de Outubro será, por excelência, o dia das bibliotecas escolares em Portugal.

http://www.iasl-online.org/events/islm/



http://www.rbe.min-edu.pt/




Ler, é para já! é um programa dirigido a jovens e adultos com poucos hábitos de leitura que necessitam de aumentar os níveis de literacia e de consolidar as aprendizagens necessárias à qualificação profissional.

Pretende-se motivar para a leitura por prazer e contribuir para criar leitores autónomos, propondo a utilização dos recursos das bibliotecas.


O programa tem como objectivos:
motivar para a leitura;
incentivar o prazer da leitura;
contribuir para desenvolver leitores confiantes e competentes;
desenvolver competências necessárias às exigências profissionais do mundo actual;
contribuir para o pleno exercício da cidadania.
Uma vez que se dirige a um público específico, os critérios adoptados para a selecção das obras devem permitir:
a identificação imediata com as obras propostas;
a escolha de autores contemporâneos, novidades, best sellers...;
a valorização dos interesses e gostos particulares;
a selecção de obras acessíveis, preferencialmente de dimensão reduzida e de fácil leitura.
O Professor Bibliotecário deverá desenvolver um conjunto de acções para fomentar a utilização da biblioteca, tendo sempre em consideração as necessidades sentidas por este público (EFA, CEF, Turma+, Currículos Alternativos e CNO) e a especificidade de cada contexto, procurando as soluções mais adequadas a cada caso.


Sugestões de actividades para os mediadores de leitura.
Actividades:
Organizar uma visita à biblioteca [
PDF]
Organizar uma visita à livraria [
PDF]
Organizar diários de leitura [
PDF]
Organização de conferências, exposições, sobre temas relevantes para este público [Brevemente disponível]

Materiais disponíveis :
Apresentação periódica de lista de livros [
PDF]
Sinopses das obras
Guião elementar de pesquisa de informação
Guião para validar sítios Web [
PDF]
Sugestão de fundo documental a adquirir pela BE

Gestão: o novo fascismo



Cada vez mais as empresas são exemplo de uma prática ditatorial, esmagadora das liberdades, da crítica, da expressão e dos indivíduos que, se acontecesse cá fora, na rua, no espaço público, todos julgaríamos inaceitáveis. Dentro da empresa, em nome da competitividade ou por medo do desemprego, aceitamos o fascismo.


Gestão: o novo fascismo
Excertos da crónica de José Vítor Malheiros publicada no jornal Público

As histórias que ficámos a saber sobre a France Telecom nos últimos dias são terríveis: trabalhadores obrigados a mudar constantemente de posto e de funções contra sua vontade em nome da “flexibilidade”; a quem são impostos objectivos irrealistas e que são penalizados por não os atingir; destruição sistemática de equipas de trabalho e do espírito de equipa em nome da “adaptabilidade”; empregados que se vão buscar à casa de banho porque ultrapassaram os dez minutos da pausa-chichi; esquemas de “auto-avaliação” que apenas servem para intimidar os trabalhadores e para os obrigar a reconhecer que falharam e a aceitar penalizações; total ausência de discussão ou sequer de explicação dos objectivos da empresa, sempre impostos de cima; pessoas mantidas isoladas por medidas de “mobilidade” que destroem as relações pessoais entre trabalhadores; obrigadas a competir com os colegas para evitar a “redundância” e o despedimento; com medo da delação dos colegas e das punições dos capatazes, desconfiadas.

As histórias falam de medo, de isolamento, humilhação, perda de auto-estima, de sentido e de identidade, falam de morte. E, no entanto, repito, nada disto é novo, nada disto é diferente. Cada vez mais as empresas se parecem mais com isto, cada vez mais este discurso da competitividade desumana ganha direito de cidade, cada vez mais o stress e o burnout se consideram como o preço justo a pagar pelos elos mais fracos da cadeia, cada vez mais o discurso da “aposta no capital humano”, da “promoção da criatividade” e da “prioridade à inovação” esconde uma prática esclavagista, desumana, repressiva, atentatória dos direitos, da liberdade e do espírito humano. Cada vez mais as empresas são exemplo de uma prática ditatorial, esmagadora das liberdades, da crítica, da expressão e dos indivíduos que, se acontecesse cá fora, na rua, no espaço público, todos julgaríamos inaceitáveis. Dentro da empresa, em nome da competitividade ou por medo do desemprego, aceitamos o fascismo.

Sessão de informação sobre as lutas anarquistas contra os Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver em 2010 no Canadá



Como resposta ao apelo internacional para a Acção Directa e Solidariedade, em 29 e 30 de Outubro, contra os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 no Canadá, o Centro de Cultura Libertária irá organizar uma sessão de informação sobre tema. Essa informação terá por base os vários textos e vídeos disponíveis sobre esta questão, tendo um maior enfoque sobre as temáticas da gentrificação, nacionalismo, colonialização, destruição ambiental ou criminalização da pobreza, todas elas questões levantadas pela realização das Olimpíadas de Vancouver. Esperamos que esta sessão possa motivar um debate sobre os temas nela postos em causa. Contamos com a vossa presença.

Mais informação:

http://victoriatorch.wordpress.comv/

http://no2010.com/

http://contrelesolympiquesde2010.anarkhia.org/

http://www.olympicresistance.net/

http://www.2010watch.com/

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis nº121 1ºdt. - Cacilhas
ateneu2000@yahoo.com
http://culturalibertaria.blogspot.com/





O Realejo, antiga companhia de teatro do Porto


Consultar: http://realejoteatro.blogspot.com/


Um blogue para fazer a história do grupo de teatro O Realejo foi agora criado e pretende ser um "armazem" de textos, noticias, recortes de jornais, fotografias, etc. sobre a actividade do grupo de teatro O Realejo que durante a década de 80 teve actividade, como companhia profissional, na cidade do Porto.


O Realejo e a rua
O Realejo sempre prezou a rua como espaço teatral e utilizou-a como forma de divulgação dos seus espectáculos. Procurava-se encontrar o público no seu quotidiano, motivando-o para o teatro e para o levar às salas em geral e à nossa em particular. A Praça da Ribeira, a Praça da Liberdade e a Estação de S. Bento na cidade do Porto foram os espaços preferenciais.

Cronologia dos espectáculos do Realejo

Um Serão em nossa companhia (C.C.) - Março 1979
Sementiga Plum... ou em terra de olhos quem tem rei é cego (C.C.) - Março 1980
Viagem dum homenzinho, mala na mão, cheia de sonhos e objectos (C.C.) - Setembro 1981
Subsídio de Natal (C.C.) - 1 Dezembro 1981
A Porta - um salto no escuro (C.C.) - Fevereiro 1982
Nó Cego (C.C.) - Junho de 1982
Abeliomonstro (C.C.) - Novembro 1982
No alto mar (Slawomir Mrozek) - Novembro 1983
O Pranto de Maria Parda (Gil Vicente) - Fevereiro 1984
Memória no Espelho... ou Isabel nunca mais esqueceu estas palavras (C.C.) - Maio 1984
Com papas e bolos se enganam os tolos (C.C.) - 28 Fevereiro 1985
Cozido à portuguesa - Fevereiro 1986
Jorge (Anthony West)

25.10.09

Mata da Albergaria e as suas cores outonais, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG)


Situada entre as Caldas do Gerês e a Portela do Homem, a Mata da Albrgaria é uma valiosa Reserva Biogenética, reserva botânica esta que alberga um importante carvalhal em estado natural, pelo que, embora possa ser percorrida a pé, está sujeita a medidas especiais de protecção. O caminho que atravessa a mata e acompanha a via romana estende-se ao longo da margem esquerda da albufeira de Vilarinho das Furnas, terminando em Campo do Gerês. Além do seu valor ecológico, possui importante valor histórico, pois são visíveis neste local restos de uma Geira Romana, com os seus marcos miliários.

Localização- Campo do Gerês
4840-030 CAMPO DO GERÊS
Distrito: Braga
Concelho: Terras de Bouro
Freguesia: Campo do Gerês


A Mata da Albergaria é constituída predominantemente por um carvalhal secular que inclui espécies características da fauna e da flora geresianas. Guarda também um troço da Via Romana - Geira - com as ruínas das suas pontes e um significativo conjunto de marcos miliários. A baixa presença humana nesta mata não rompeu, até há poucos anos, o frágil equilíbrio do seu ecossistema, cuja riqueza e variedade contribuíram para a sua classificação pelo Conselho da Europa, como uma das Reservas Biogenéticas do Continente Europeu. É também, nos termos do Plano de Ordenamento do Parque, classificada como Zona de Protecção Parcial da Área de Ambiente Natural.



Mata da Albergaria - Pontos de Interesse ( a partir da cabana de controlo, quem vem das Caldas do Gerês)


1,6 Km - Ribeiro Sarilhão.
2,1 Km - Cabana do Guarda e placa a indicar que entrou na "Mata de Albergaria". (Não poderá parar ou estacionar o carro ao longo da mata, entre as cabanas de controlo)
3,3 Km - Ao lado esquerdo encontra uma grande mancha de Azevinho, espécie protegida logo, não estragar.
4,0 Km - Ponte de madeira sobre o ribeiro do Pedrado. Junto a ela alguns marcos milenares.
5,5 Km - Mais marcos milenares à direita. 5,8 - Fonte da Balsada ao seu lado direito.
6,4 Km - Ponte de madeira sobre o Rio Macieira. 6,6 - Casa da Albergaria.
6,9 Km - Cruzamento, siga pela estrada de "Portela do Homem" (3Km).

Poderá ainda aventurar-se por terras galegas e ir até "Torneros", uma nascente de água quente. Para isto siga até à fronteira e atravesse-a sem problemas. Siga a estrada, agora já na Galiza e ao fim de mais 3 km encontrará ao seu lado esquerdo mais marcos milenares e um bom pedaço da antiga estrada Romana (Geira). Siga novamente pela mesma estrada até chegar a "Torneros", primeira povoação Galega. Atravesse a ponte e vire à direita até chegar a uma espécie de piscina. Trata-se de uma nascente de água quente que se mistura com o rio. Aproveite para descontrair e passear. O regresso é feito pelo mesmo caminho


O Parque Nacional da Peneda-Gerês, é o único parque nacional de Portugal e situa-se no extremo nordeste do Minho, fazendo fronteira com a Galiza, abrangendo os distritos de Braga (concelho de Terras de Bouro), Viana do Castelo (concelhos de Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca) e Vila Real (concelho de Montalegre) numa área total de cerca de 72 000 hectares.
É uma das maiores atracções naturais de Portugal, pela rara e impressionante beleza paisagística e pelo valor ecológico e variedade de fauna (veados, cavalos selvagens, lobos, aves de rapina) e flora (pinheiros, teixos, castanheiros, carvalhos e várias plantas medicinais). Estende-se desde a
serra do Gerês, a Sul, passando pela serra da Peneda até à fronteira espanhola.
Inclui trechos da estrada romana que ligava Braga a Astorga, conhecida como
Geira
A natureza e orientação do relevo, as variações de altitude e as influências atlântica, mediterrânica e continental traduzem-se na variedade e riqueza do coberto vegetal: matos, carvalhais e pinhais, bosques de bétula ou vidoeiro, abundante vegetação bordejando as linhas de água, campos de cultivo e pastagens. As matas do Ramiscal, de Albergaria, do Cabril, todo o vale superior do rio Homem e a própria Serra do Gerês são um tipo de paisagem que dificilmente encontra em Portugal algo de comparável.
Estas serranias já foram solar do Urso pardo e da Cabra montesa. O Lobo vagueia num dos seus raros territórios de abrigo. A Águia-real pontifica no vasto cortejo das aves. Micro-mamíferos vários, caso da Toupeira-de-água, diversidade de répteis e anfíbios e uma fauna ictiológica que inclui a Truta e o Salmão enriquecem o quadro zoológico.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_da_Peneda-Ger%C3%AAs


Geologia, hidrologia e clima do PNPG

O PNPG caracteriza-se por ser uma zona em que o relevo fortemente acidentado e os pronunciados declives, bem como os inúmeros afloramentos rochosos, são as marcas dominantes.
Trata-se de uma região essencialmente granítica, fortemente fracturada, se bem que se verifica também a presença de uma importante mancha de rochas metasedimentares (xistos) e de depósitos de origem glaciar, como moreias ou blocos erráticos.
É uma zona montanhosa, com altitudes que chegam até aos 1545m, em Nevosa (Serra do Gerês), de fortes declives, onde a presença de diferentes níveis de chãs é frequente.
A grande quantidade de vales e corgas é aproveitada pelos rios, dando lugar a uma rede hidrográfica de grande densidade, composta por um conjunto de afluentes e subafluentes que correm, de um modo geral, por vales agudos de encostas escarpadas.
A área do PNPG faz parte das áreas de influência dos rios Minho, Lima, Cávado e Homem – como os mais importantes – que compartimentam o maciço granítico, individualizando as diferentes serras: a Serra da Peneda, definida pelos rios Minho e Lima; a Serra Amarela, definida pelos rios Lima e Homem e a Serra do Gerês, definida pelos rios Homem e Cávado.
A temperatura média anual é de 13ºC devido à influência oceânica, com amplitudes térmicas elevadas. As temperaturas mais elevadas dão-se no trimestre Julho/Setembro, enquanto que as mais baixas correspondem ao trimestre Dezembro/Fevereiro. O período de risco de geadas é elevado durante praticamente todo o ano.Todas as variáveis caracterizadoras do clima da região sofrem modificações com a alteração da altitude e da zona: à medida que caminhamos para o interior produz-se uma continentalização do clima, com uma diminuição das precipitações e um aumento das amplitudes térmicas diárias; por sua vez, ao aumentar a altitude, produz-se um aumento das precipitações e uma diminuição das temperaturas.
A localização deste território (entre o oceano Atlântico e os ambientes climáticos do interior da Península) e a configuração do relevo condicionam, assim, as características climáticas da região e determinam o tipo de clima existente, o que, por sua vez, condiciona tanto o manto vegetal e as características dos solos como a maneira de estar e o modo de habitar das gentes.





Flora do PNPG

O coberto vegetal das Serras do Gerês, Amarela, Peneda e Soajo e dos planaltos da Mourela e Castro Laboreiro é dominado por quatro unidades distintas: carvalhais, formações arbustivas (matos), lameiros e vegetação ripícola.
Os carvalhais, com grande expressão na área, ocupam parte dos vales dos rios Ramiscal, Peneda, Gerês e Beredo.
A descrição destes carvalhais que albergam inúmeras riquezas do património florístico esteve na base do estabelecimento de uma Aliança, por Braun-Blanquet, Pinto da Silva & Rozeira (1956), a Quercion occidentale, dominada por carvalho-negral (Quercus pyrenaica Willd) e por carvalho alvarinho (Quercus robur L.). Esta Aliança engloba, na área do PNPG, duas associações definidas pelos mesmos autores: a Rusceto-Quercetum roboris, que ocorre em altitudes mais baixas e em vertentes mais expostas à insolação, e a Myrtilleto-Quercetum roboris, de características mais atlânticas.
Pela abundância, destaca-se na primeira das associações citadas o carvalho-alvarinho, o sobreiro (Quercus suber L.), a gilbardeira (Ruscus aculeatus L.), o padreiro (Acer pseudoplatanus L.) e o azereiro (Prunus lusitanica L. lusitanica), enquanto que na Myrtilleto-Quercetum roboris dominam o carvalho-alvarinho e o carvalho-negral acompanhados pelo arando (Vaccinum myrtillus L.), o medronheiro (Arbutus unedo L.) e o azevinho (Ilex aquifolium L.).
Em altitudes superiores verifica-se a presença de manchas florestais dominadas por carvalho-negral atribuíveis, possivelmente, a Holco-Quercetum pyrenaica Br.-Bl., Pinto da Silva e Rozeira (1956), integrável, de acordo com Rivas-Martínez, na Aliança Quercion robori-petraea Tx. 1937.
Os matos dominantes na zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês são os tojais (caracterizado pela presença de Ulex minor e Ulex europaeus), os urzais (dominados por Erica umbellata e Calluna vulgaris), os matos de altitude (com a presença de zimbro-rasteiro Juniperus comunnis ssp. Alpina e Erica australis ssp. aragonensis) e os matos higrófilos compostos por Erica tetralix, U. minor, E. ciliaris, Drosera rotundifolia, Pinguicula lusitanica, Viola palustris ssp. juressi e Molinia caerulea, entre outras.
A vegetação ribeirinha merece destaque não só pela componente florística mas igualmente pelo importante papel que desempenha na estabilização das margens dos cursos de água onde a elevada velocidade da água está associada o forte poder erosivo.
Ocorrem nos cursos de água do Parque Nacional da Peneda Gerês várias plantas consideradas como merecedoras de especial protecção: Woodwardia radicans, Salix repens, Betula pubescens, Spiraea hypericifolia ssp. abovata, Circaea lusitanica, Angelica laevis.
Os lameiros ou prados de lima são prados semi-naturais cuja vegetação se insere na Classe Molinio-Arrhenatherea Tx. 1937. Apresentam composição variável consoante o teor de humidade no solo.
Das 627 espécies referidas para a área em Serra & Carvalho (1989), destacam-se, no âmbito deste relatório, exclusivamente aquelas que “pelas suas características e pelo seu estatuto carecem de medidas de protecção imediata”.Pela contínua procura verificada na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês optou-se por inserir nesta lista as espécies actualmente alvo de maior pressão pelo seu interesse medicinal: o androsemo (Hypericum androsaemum), a betónica bastarda (Melittis melissophyllum) e a uva-do-monte (Vaccinium myrtillus).




Fauna do PNPG

Pela associação de uma notável riqueza florística com uma fisiografia singular para Portugal, existe no Parque Nacional da Peneda-Gerês um conjunto de habitats naturais que suportam uma diversificada comunidade faunística.As condições climatéricas desta área protegida, caracterizada por regimes pluviométricos elevados e amplitudes térmicas moderadas, proporcionam uma grande produtividade primária e permitem a manutenção de variados habitats com uma grande diversidade de espécies animais.
Dos invertebrados, grupo até agora pouco conhecido no PNPG, destacam-se, pela sua importância em termos de conservação, duas espécies de borboletas (Euphydryas aurinia e Callimorpha quadripunctata), um escaravelho (Lucanus cervus) e um gastrópode (Geomalacus maculosus).Até ao momento foram recenseadas 235 espécies de vertebrados, o que é bem representativo da diversidade faunística deste grupo, nesta área protegida. Do total, 204 são protegidas ao nível nacional e internacional por convenções e legislação específica. Setenta e uma pertencem à lista de espécies ameaçadas do Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal.
Nos cursos de água de montanha e de planalto, onde foram inventariadas 4 espécies de peixes, salientam-se a truta-do-rio (Salmo truta), como a mais abundante e característica, e a enguia (Anguilla anguilla) pelo seu estatuto de conservação, “Comercialmente ameaçada”. Destacam-se ainda outras espécies associadas aos cursos de água, como a toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus), a lontra (Lutra lutra), o melro-de-água (Cinculus cinculus), o lagarto-de-água (Lacerta schereiberi), a rã-ibérica (Rana iberica) e a salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica). Relativamente à avifauna, estão identificadas 147 espécies.
A diversidade deste grupo varia consideravelmente ao longo do ano e entre diferentes habitats presentes no Parque, pelo facto de muitas destas espécies serem migradoras. Salientam-se pelo seu estatuto de conservação e/ou pela reduzida área de distribuição em Portugal a águia-real (Aquila chrysaetus), a gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax), o bufo-real (Bubo bubo), o falcão-abelheiro (Pernis apivorus), o cartaxo-nortenho (Saxicola rubetra), a escrevedeira-amarela (Emberiza citrinella), o picanço-de-dorso-ruivo (Lanius collurio), e a narceja (Gallinago gallinago) que tem no PNPG o único local de reprodução conhecido para Portugal.
Conhecem-se 15 espécies de morcegos no PNPG, dos quais 10 têm estatuto de ameaça. Destes, 5 estão classificados como em perigo de extinção: morcego-de-ferradura-grande (Rhinolophus ferrumequinum), morcego-de-ferradura-pequeno (Rhinolophus hipposideros), morcego-de-ferradura-mediterrânico (Rhinolophus euryale), morcego-rato-grande (Myotis myotis) e morcego-lanudo (Myotis emarginatus).
O esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris), espécie cuja distribuição era, até há pouco tempo, marginal e pouco conhecida em Portugal, é uma singularidade da fauna de mamíferos do Parque, apresentando populações em franca expansão geográfica.
Salienta-se ainda a ocorrência de espécies com particular importância em termos de conservação da natureza, como a marta (Martes martes), o arminho (Mustela erminea), as víboras (Vipera latastei e Vipera seoanei) e o lobo (Canis lupus), espécie estritamente protegida pela Convenção de Berna e considerada em perigo de extinção em Portugal.O corço (Capreolus capreolus), emblema do Parque Nacional, encontra-se aqui bem representado, com diversos núcleos populacionais em situação favorável.



Habitats do PNPG

Entre os habitats mais característicos do PNPG pode destacar-se:
- o carvalhal, floresta mista de árvores de folha caduca e de folha persistente, onde podemos encontrar espécies emblemáticas da flora, como o azevinho e a orquídea e da fauna, como o corço, a víbora-de-seoane ou a víbora-cornuda;
- os bosques ripícolas, com a presença do teixo, do amieiro, do freixo e do feto-do-gerês, mas também da lontra, do lagarto-de-água, da salamandra-lusitânica ou do sapo-parteiro;
- as turfeiras e matos húmidos, habitats raros e vulneráveis que se desenvolvem em solos encharcados, propícios à existência das bolas-de-algodão, da orvalhinha e da pinguícula, ao nível da flora, e da narceja, do pato-real, da salamandra-de-pintas-amarelas ou do tritão-de-ventre-laranja, ao nível da fauna;
- os matos de substituição, piornais, urzais, carquejais, tojais e giestais, que ocupam antigas áreas de carvalhal, onde podemos encontrar o alho-bravo, a arméria, o lírio-do-Gerês, ou o narciso, mas também o lobo-ibérico, a águia-real, o bufo-real ou a cabra-montesa.


http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007-AP-Geres?res=1024x768

Algumas ligações para consultar:


Percursos pedestres: ver
aqui

Miradouros e Parques de Merenda no PNPG

Miradouros
Território de Melgaço:
Castro Laboreiro
Território de Arcos de Valdevez:
Portela de Tibo
Coto Velho (com sinalização interpretativa)
Território de Terras de Bouro:
Boneca
Junceda
Mirante Novo
Mirante Velho
Fraga Negra
Malhadoura
Território de Montalegre:
Salas
Sinalização interpretativa no Planalto da Mourela (Lama Cova)

Parques de Merenda

Território de Melgaço:
Área de lazer das Veigas (Castro Laboreiro)
Lamas de Mouro

Território de Arcos de Valdevez:
Sr.ª da Paz (Adrão)
Mezio

Território de Ponte da Barca:
Srª da Madalena (fronteira da Madalena)
Corujeiras (Paradamonte)

Território de Terras de Bouro:
Vidoeiro (Gerês)
Pedra Bela
Chelo
Chã do Arado (Ermida)

Território de Montalegre:
Batoca (Pincães)
Carvalhal (Pincães)
Barca (Cabril)
Sr.ª das Neves (Cabril)
Encruzilhadas (Xertelo)
Além do Rio (Barragem de Paradela)
Pitões das Júnias








Podemos viver sem capitalismo ( encontros e palestras com Enric Durán na Galiza)

Este Sistema ( Capitalismo) está quase a deixar de funcionar...

Faz a tua escolha:

Deixá-lo agora

ou

Cair juntamente com ele




Em 17 de Setembro do 2008 Enric Durán anunciou a expropriação de 492.000€ a 39 entidades bancárias para os entregar a alternativas sociais e fugiu de Espanha, voltando logo depois, quando foi detido e pouco depois solto.

Agora está em liberdade e na próxima 4ª feita (28 de Outubro), dará uma palestra no centro da CNT na cidade de Santiago Compostela, às 19:30 horas, na campanha que está a realizar na Galiza durante o mês de Outubro.


Enric Durán explicará as diferentes opções para desenvolver as nossas vidas à margem do capitalismo: greves de aluguer e créditos, bancas éticas, cooperativas... O calendário completo dos encontros é o que se segue:



26 de Outubro - Ourense - CS Sem um cam


27 de Outubro - Vigo - CS A Revolta


28 de Outubro - Compostela - CNT


29 de Outubro - A Corunha - CS Atreu



Manual para a autogestão das nossas vidas:
http://www.sincapitalismo.net/sites/default/files/librito17s@color.pdf


Website:
http://www.sincapitalismo.net/

O Sindicato Andaluz dos Trabalhadores (SAT): a sua origem e a luta sindical que actualmente desenvolve


No início de Outubro elementos da Tertúlia Liberdade deslocaram-se até à Andaluzia para conhecer de perto a experiência do sindicalismo alternativo praticado pelo Sindicato Andaluz dos Trabalhadores (SAT). O SAT é o herdeiro actual de uma longa tradição de luta, nascida ainda no tempo do franquismo, entre os jornaleiros dos campos da Andaluzia e aglutina de forma autónoma e muito combativa 20.000 associados maioritariamente trabalhadores assalariados do campo e pequenos camponeses. Não está filiado em qualquer central sindical, embora tenha conexões com a Confederação Geral do Trabalho (CGT).


Na sua origem está o Sindicato dos Operários do Campo e Meio Rural da Andaluzia (SOC-MRA) fundado em 1976 a partir das Comissões de Jornaleiros, que existiam nas aldeias e povoados, continuando na sua matriz bem viva a tradição libertária do jornaleiro andaluz consubstanciada por exemplo na recusa de eleições sindicais e na prática da acção directa.


Mas a acção do SAT-SOC não se esgota na luta sindical e estende-se hoje às autarquias marcando presença em muitos municípios. Graças à sua grande implantação dirige vilas e aldeias, promove a auto-construção de casas (proporcionando habitações extremamente baratas e confortáveis com rendas entre 15 e 30 Euros mensais), dinamiza explorações agrícolas e fábricas onde existe de facto um autêntico espírito cooperativo. O SAT-SOC funciona de uma forma assemblária e participada defendendo a identidade camponesa das muito exploradas gentes do meio rural da Andaluzia, uma nação com área semelhante à de Portugal e cerca de 8,5 milhões de habitantes, onde a estrutura fundiária predominantemente é o latifúndio.


O SAT-SOC sempre promoveu ocupações de terras e lutas de carácter radical contando com um número muito reduzido de profissionais sindicais. Nos últimos meses sindicalistas do SAT-SOC desenvolveram uma luta intransigente em defesa dos trabalhadores contra o desemprego e a precariedade que contou com inúmeros protestos de rua e ocupações.
As mais mediáticas foram sem dúvida a ocupação da estação de televisão andaluza Canal Sur, o desvio da Volta à Espanha em bicicleta e o corte da circulação do comboio de alta velocidade em Sevilha. Um pouco por toda a Andaluzia dependências bancárias, centros de emprego e delegações do governo foram locais por onde passou a luta dos sindicalistas do SAT-SOC.


O culminar destas lutas aconteceu com a grande manifestação de 4 de Outubro em Sevilha onde se exigiu a Greve Geral. Segundo os organizadores desfilaram nas ruas mais de 15 mil pessoas. Nós, Tertúlia Liberdade, também estivemos lá. Actualmente o SAT-SOC, em conjunto com outras organizações, prepara essa Greve Geral recusando que sejam os mesmos de sempre a pagar a crise engendrada pelo capitalismo.


Por tudo isto são perseguidos pelo governo do PSOE, como foram por todos os outros governos anteriores e enfrentam uma série de ataques que passam pela repressão, processos judiciais e por tentativas de corrupção dos seus dirigentes. No entanto a resistência e os apoios locais são de grande dimensão e nada parece conseguir dominar a tenacidade dos trabalhadores da Andaluzia.


Isto é surpreendente, principalmente se considerarmos que se trata de uma organização bem enraizada no meio rural que procura agora estender a sua influência ao meio urbano sem abdicar da sua luta contra o sistema. Uma luta consequente e sem transigências baseada em princípios herdados do antigo anarco-sindicalismo dos campos da Andaluzia hoje reforçados com a defesa da identidade andaluza.


A constatação que fizemos destes factos levou-nos a decidir divulgá-los e iniciar um trabalho de reflexão sobre este exemplo de luta desconhecido em Portugal. Assim dividimos o nosso trabalho em 3 fases: Interpretação, Divulgação e Apoio. Estamos a iniciar a primeira fase e necessitamos da colaboração de pessoas que nos possam ajudar a perceber o que ali acontece. Por exemplo as diferenças em relação ao sindicalismo em Portugal ou as diferenças relativamente ao Alentejo, que com uma estrutura fundiária semelhante, teve uma evolução bem diversa.


Vimos assim dirigir um convite a todos que, no imediato, nos possam ajudar a interpretar esta realidade e que eventualmente queiram colaborar nas fases posteriores. A ideia que temos é de tentar uma aproximação que pode ser consubstanciada nesta expressão: «A sobre-exploração no século XXI e a resposta revolucionária – o exemplo do SAT-SOC na Andaluzia».


Fotografias:
A Tertúlia Liberdade na Andaluzia


Ligações:

22.10.09

Estado foi condenado pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos pelo facto de um tribunal português ter punido criminalmente o autor de uma sátira




O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou ontem o Estado Português por um dos seus tribunais ter considerado difamatório o boneco que um habitante de Mortágua fez circular pelas ruas, no Carnaval de 2004, e que representava o autarca local.

O cidadão condenado, Ricardo Silva, acabou por ser punido com três anos de prisão pelo Tribunal de Santa Comba Dão e a indemnizar o Presidente da Câmara de Mortágua, Afonso Abrantes, mas os juízes europeus consideraram agora que "o episódio da sátira carnavalesca não era difamatório", condenando o Estado a pagar-lhe quase dez mil euros por danos morais e custas.

Os factos remontam ao Carnaval de 2004, quando Ricardo Silva andou por Mortágua numa carrinha, em cuja dianteira estava um painel com a frase "Empreendimentos SET-NARBA" (Abrantes lido ao contrário) e na traseira um boneco parecido com o autarca. No cimo da carrinha, pendurado num pau, estava um saco azul.

Fonte: jornal Público

Polícia do Estado de Roraima (Brasil) é a principal suspeita pela morte do Professor Chrystian Paiva, historiador, poeta,anarquista e activista social




Segundo informações acabadas de chegar do Brasil morreu o professor Chrystian Paiva, historiador, poeta, músico, activista social e sindical anarquista. A morte deu-se em circunstâncias muito estranhas e tudo indica que se tratou de mais um assassinato perpetrado por agentes policiais do Estado de Roraima, um dos Estado brasileiro onde se regista uma das mais altas taxas de mortalidade por homicídio em todo o Brasil .

A versão da polícia é de que ele se suicidou!!!
Mas a sua companheira, Adriana Gomes, e mais uma sua amiga que os acompanha na viagem desmentem a versão policial.

Recorde-se que Chrystian apoiava o Movimento de Organização dos Trabalhadores em Educação (MOTE). (consultar http://greveprofessoresrr.blog.terra.com.br/ , que mantinha um link para o nosso blogue, Pimenta Negra).

Além da luta na educação e dos professores, Chrystian também estavam envolvido no movimento contra a implantação da indústria da cana-de-açúcar em Roraima, pela Biocapital, empresa paulista recém-instalada naquele estado e que deseja montar a maior fábrica de etanol da região amazónica.
Na floresta amazónica, terra cobiçada por grandes interesses obscuros e inescrupulosos dos fazendeiros, empresas e políticos , há anos o poder promove a violência, reprime e assassina, indígenas, populares, trabalhadores sem terra, ecologistas, todos e todas que lutam incansavelmente pela Vida Plena. Há anos o capital explora e destrói a Natureza, a diversidade da Vida naquela região.



Reproduzimos a seguir o texto integral da Adriana Gomes, companheira de Chrystian Paiva, onde relata as circunstâncias em que ocorreu a morte e o presumível assassinato do professor Chrystian Paiva


Meu nome é Adriana Gomes, sou Professora efetiva do Estado de Roraima, e era companheira do historiador formado pela Universidade de São Paulo (USP), professor, poeta, escritor, musico, compositor e anarquista Chrystian Paiva. Desde fevereiro de 2009, durante os quase dois anos que esteve no Estado de Roraima lutamos juntos no Sindicato dos Professores (SINTERR).

No dia 17 de outubro, sábado, saímos com uma amiga libertária que veio do estado de São Paulo nos visitar, e fomos ao balneário Caçarí que fica um pouco isolado na cidade de Boa Vista, capital do Estado de Roraima. Tínhamos uma arma utilizada para nos defendermos, levamos para o passeio dentro de uma mochila, o estado é isolado e o poder está nas mãos dos latifundiários, as relações são coronelistas, e esses coronéis fazem suas próprias leis, eles são a lei, então usávamos a arma como precaução e auto-defesa. Passamos a noite do dia 17 e quando amanheceu, domingo (18), percebemos que havíamos trancado a chave dentro do carro e começamos a pedir ajuda. Enquanto esperávamos ajuda conversávamos com várias pessoas e o Chrystian estava bem, aproximadamente às 10h me afastei alguns metros do local e deitei embaixo de uma árvore a fim de descansar e dormi.

Aproximadamente às 11h, o Chrystian foi bruscamente abordado por uma guarnição da Polícia Militar, sob o comando do Subtenente Machado, e sem nenhum indício anterior que tivesse intenção de cometer suicídio em um balneário movimentado, em plena luz do dia. A polícia em sua versão disse que o mesmo cometeu suicídio. As testemunhas são controversas, Chrystian era destro e a bala que perfurou a sua cabeça entrou do lado esquerdo, a mão esquerda estava machucada, assim como estava com hematomas e arranhões no rosto. Tudo leva a crer que não teve como se defender, e se tivesse como se defender com uma arma de fogo não atiraria na própria cabeça na frente de policiais militares. Não acreditamos na versão oficial da imprensa e da polícia de que Chrystian tenha cometido suicídio.

O Professor Chrystian era anarquista aguerrido, com quase dois anos residindo em Roraima mobilizou os professores do Estado para lutar contra as más condições da Educação, o coronelismo autoritário implantado pelo Estado nas escolas e a política pelega do Sindicato dos Professores.

Passávamos noites juntos com ele enviando e-mails, criamos o MOTE (http://greveprofessoresrr.blog.terra.com.br/ ), e como todo bom anarquista era apaixonado pelos seus ideais e ação direta. Colecionava um grande histórico de lutas de repercussão nacional e internacional empreendida no estado onde nasceu, São Paulo, e era punk desde os 12 anos. Ficamos indignados em saber que um companheiro de luta tão importante para o movimento tenha sido vítima de uma ação de policiais truculentos, e queremos vingança.

Vamos lutar o mais que pudermos para responsabilizar os verdadeiros culpados, pedimos a ajuda de todos os amigos e companheiros de luta para divulgação regional, nacional e internacional do ocorrido.

Adriana Gomes (Professora formada na Universidade Federal de Roraima (UFRR), especialista em História Regional)
Quarta-feira, 21 de outubro de 2009, Boa Vista, Roraima, Brasil


(adaptação de notícia da ANA, agências de notícias anarquista)

Petição para os hipermercados acabarem com a comercialização de espécies de peixe de profundidade (iniciativa da Greenpeace)



Ajuda-nos a proteger um dos últimos refúgios da vida marinha do planeta!

Assina a petição aos supermercados para pôr fim à comercialização de espécies de peixe de profundidade.

Os habitats do mar profundo alojam criaturas misteriosas, frágeis e de crescimento extremamente lento. Escandalosamente, fora do nosso alcance físico e visual, navios de pesca industrial de meia dúzia de países, entre eles Portugal, estão a destruir a uma velocidade estonteante estes oásis das profundezas, por um retorno económico irrisório a nível global.
A pesca de profundidade é uma actividade inerentemente destrutiva, insustentável e ainda ineficiente. Muitas das espécies capturadas nem são utilizadas para consumo e são devolvidas ao mar já sem vida ou moribundas, enquanto os seus habitats foram irremediavelmente danificados pelo equipamento usado.
Pede aos supermercados classificados a vermelho no 2º Ranking da Greenpeace que assumam as suas responsabilidades e garantam que não vendem espécies capturadas a grande profundidade em alto mar.


PETIÇÃO


Exmos Senhores,

Como cidadão e consumidor estou preocupado com a devastação desenfreada dos ecossistemas vulneráveis do mar profundo pela pesca insustentável, levada a cabo por uma dúzia de países em que Portugal se inclui. Apesar de promessas neste sentido, as águas internacionais continuam sem uma gestão e regulamentação eficazes e as frotas industriais em alto mar estão literalmente a arrasar o fundo dos oceanos. O valor comercial desta pesca é insignificante no sector dos produtos do mar, enquanto que milhões de pessoas em todo o mundo dependem de oceanos saudáveis.

Acredito que os grandes retalhistas, enquanto principais distribuidores de produtos do mar, têm um papel fulcral a desempenhar para garantir a preservação dos habitats profundos e espécies associadas.

As espécies de grande profundidade são extremamente vulneráveis à pesca intensiva e são capturadas com métodos altamente destrutivos para os ecossistemas no fundo dos oceanos.

Venho, por isso, pedir que os vossos supermercados deixem de comercializar estas espécies, com especial destaque para o Tamboril, Peixe Espada preto, Marlonga negra, Alabote da Gronelândia, Peixes vermelhos e Tubarões de profundidade.
A nível mundial, muitos supermercados já deixaram de comercializar estas espécies e gostaria de ver os vossos supermercados a ingressar neste grupo, liderando a preservação dos oceanos. Quero ter a certeza de que, quando compro peixe nos vossos supermercados, este não é proveniente de métodos de pesca insustentáveis.

Com os meus melhores cumprimentos,



Assinar a PETIÇÃO:

O que eu penso das praxes (inquérito a várias pessoas pelo M.A.T.A., Movimento Anti-Tradição Académica)

O MATA - Movimento Anti-"Tradição Académica" começou no início deste mês a pedir a várias personalidades, ligadas ou não à universidade, que dessem a sua opinião sobre as praxes.

Podem ler e comentar no blog do MATA os primeiros 5 textos.

Muitos mais se seguirão. Por isso continuem a espreitar.

O que eu penso sobre as praxes

-
Miguel Castro Caldas
-
Teresa Cadete
-
Jorge Silva Melo
-
Miguel Vale de Almeida
-
Miguel Cardina

M.A.T.A. - movimento anti "tradição académica"

mata.info@gmail.com

http://www.blogdomata.blogspot.com/




«O que eu penso das praxes», por Jorge Silva Melo


Este é o terceiro de muitos textos pedidos pelo MATA a personalidades ligadas ou não à universidade, com o tema «O que eu penso sobre as praxes». Na coluna lateral podem ver a lista dos textos que já publicámos (até agora, da autoria de Miguel Castro Caldas e de Teresa R. Cadete).

Jorge Silva Melo (n. 1948) é actor, encenador, dramaturgo, cineasta, tradutor, ensaísta. Fez parte do Grupo de Teatro de Letras da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Estudou cinema na London Film School e teatro em Berlim e em Milão, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Fundou e dirigiu, com Luís Miguel Cintra, o Teatro da Cornucópia (1973-1979). Em 1995 fundou os Artistas Unidos. Escreve também para jornais e revistas. Ver mais aqui.



O QUE EU PENSO DAS PRAXES

1. que é uma total cretinice;
2. que é uma total estupidez;
3. que é um total disparate;
4. que é uma total javardice;
5. que é uma total idiotice;
6. que é uma total patetice;
7. que é uma total falta de gosto;
8. que é um total desrespeito;
9. que é uma total imbecilidade;
10. que é uma prática totalitária.


É o que eu penso e ninguém me contradiz.

Jorge Silva Melo

Documentários e debate sobre a Gripe A, a vacina e a sua problemática social (na livraria-bar Gato Vadio, dia 23 de Out. às 22h.)

(nota: a DATA CORRECTA É DIA 23 DE OUTUBRO)


Documentários e Debate sobre a Gripe A H1N1, a vacina e a sua problemática social

Sexta-feira, dia 23 de Outubro, 22h

Livraria-bar Gato Vadio,
Rua do rosário 281
Porto
http://gatovadiolivraria.blogspot.com/

Este é o nosso plano de contingência: nenhum cidadão deve decidir tomar a vacina da Gripe A H1N1 sem antes ouvir as vozes de médicos e investigadores que a colocam em causa. Ou seja, sem antes ter acesso a informação técnica e científica credível, consistente e crítica, que enriqueça uma decisão consciente. Esforço minoritário face à informação oficial – desta vez, e grosso modo, acompanhada pela epidemia acrítica dos media de referência – e que, na prática, se consubstancia no direito do cidadão ao contraditório, à possibilidade de olhar para o outro lado da história.

A responsabilidade mais uma vez de cumprir com um serviço público – vadio e de pequena escala – pesa-nos nos ombros. A contra-informação que se gerou em redor da problemática da Gripe A H1N1 nem sempre terá sido pedagógica, isenta e producente. Não queremos por isso correr o risco de provocar um caso de alarmismo na contra-cultura citadina.

Desta forma, do programa de vídeos que exibiremos antes do debate e que poderão consultar abaixo constam notas e referências sobre os autores/envolvidos nos documentários que serão passados.

O debate contará com a presença confirmada de Médicos (Epidemiologistas e de Clínica Geral) e investigadores científicos.



Programa da Sessão (dia 23/10 às 22h.):

Documentários:

1.

O Dr. Kent Holtorf é entrevistado na Fox News sobre os sintomas e o tratamento do H1N1 (a Gripe Suína ou Gripe A). O Dr. Holtorf é um especialista em doenças infecciosas e a sua opinião sobre a vacina que chegou agora ao mercado em Outubro (de 2009) é no mínimo alarmante.

Ver:
http://www.youtube.com/watch?v=sLoL_-rFYNQ



2.

“Campanas por la Gripe A”, vídeo com a médica e investigadora Teresa Forcades.

Os dados e os factos que são trazidos a lume colocam em causa a forma como a vacina da Gripe A H1N1 foi produzida, questionam a própria virulência da Gripe A, abordam as recentes alterações por parte da Organização Mundial de Saúde que permitiram declarar a pandemia em 2009, quando o estado actual da gripe, o número de casos infectados e a taxa de mortalidade que provoca, não permitiria a declaração de pandemia com os regulamentos de 2008.



Notas:

Teresa Forcades (1966,Barcelona), é uma monja beneditina, médica e teóloga, conhecida pelas suas posições feministas e pelas suas manifestações críticas contra a gestão da Pandemia de Gripe A H1N1, designadamente contra as instituições sanitárias e as empresas farmacêuticas que produzem a vacina da Gripe A.

Licenciada em Medicina pela Universidade de Barcelona em 1990; especialidade em Medicina Interna nos EUA em 1995. Título de Master Divinitas pela Universidade de Harvard em 1997. Doutoramento em Saúde Pública na Universidade de Barcelona em 2004.

Ver:

http://vimeo.com/6790193

OU AQUI:

http://inphobe.blogspot.com/2009/10/campanas-por-la-gripe.html

OU AQUI:

http://www.youtube.com/watch?v=sEPYv6hkaTM&feature=related

3.

“GRYPA, EPIDEMIA, PANDEMIA”

Documentário com o investigador polaco Piotr Bein sobre as implicações políticas da problemática da Gripe A H1N1 e os interesses das farmacêuticas que produzem a vacina contra a chamada “gripe suína”.

(Tradução simultânea assegurada.)

Notas:

Dr. Piotr Bein holds a masters degree from the Technical University of Denmark and a doctorate in applied decision and risk analysis from the University of British Columbia. A member of the Institute for Risk Research, University of Waterloo, he served as a consultee on a recent report from the European Committee on Radiation Risk. His 30-year career of a licensed civil engineer, risk analyst, ecological economist, and researcher of socio-economic impacts of atmospheric change switched to an interest in information warfare after NATO attack on Yugoslavia. (Bein foi um dos investigadores que mais relutantemente denunciou o uso de urânio empobrecido nos Balcãs, designadamente na Bósnia e no Kosovo, polémica que ocupou também as páginas dos jornais portugueses em 2001 por causa da presença de soldados portugueses nas missões militares na Bósnia do pós-guerra).

The Institute for Risk Research (IRR) was established in 1982 to conduct research on risk management and to establish a knowledge base to assist Canadian governments, public organizations and industry in risk management decisions and policies. Research and development on measures of safety, risk management of dangerous goods, safety of blood systems, etc., provision of membership services for risk experts in Canada, risk publications and educational programs have all contributed to the mission.

Piotr Bein

Transportation Systems Consultant

Email:
piotr.bein@umag.net

Expertise: Decision analysis of civil engineering systems under uncertainty and risk; modeling and assessment of natural and man-made hazards to civil engineering works, and risks arising in transportation of people and goods.

Site do Institute for Risk Research (IRR)

http://www.irr-neram.ca/about/irr