2.3.08

Ciclo Outras Lisboas no Teatro São Luiz sobre a temática da imigração

CICLO OUTRAS LISBOAS
Ano Europeu do Diálogo Intercultural

Até 28 de Abril de 2008 decorre no Teatro São Luiz o Ciclo Outras Lisboas, que reunirá três espectáculos de teatro, debates, tertúlias, concertos e espaços de dança organizados em torno de três espaços de origem da imigração lisboeta: África, Europa de Leste e Brasil.
O Teatro Meridional apresenta Lisboa Invisível, o Teatro Praga apresenta Turbo Folk e o Teatro O Bando apresenta Em Brasa.


APRESENTAÇÃO

"Conscientes de que uma das responsabilidades de um teatro municipal é prestar serviço público aos munícipes, queremos nesta temporada abrir este teatro, de uma forma muito especial, aos Lisboetas provenientes de África, Europa de Leste e Brasil, criando um ciclo de três espectáculos que reflectirá sobre a realidade destes imigrantes em Lisboa, acompanhado de eventos paralelos e complementares."

PROGRAMA

África

14 a 23 de Fevereiro de 2008
Lisboa Invisível
Teatro Meridional

13 de Fevereiro de 2008
É a cultura, estúpido!
Tertúlia dedicada a África
Com José Eduardo Agualusa, Kiluange Liberdade e Mia Couto
Moderador: José Mário Silva


15 a 23 de Fevereiro de 2008
B.Leza no São Luiz
Noites Africanas
Danceteria

20 de Fevereiro de 2008
Encontro/Debate
Com participação de Miguel Seabra, Natália Luiza, membros do elenco da peça Lisboa Invisível e ACIDI

24 de Fevereiro de 2008
Concerto com Mayra Andrade

Europa de Leste

6 a 15 de Março de 2008
Turbo Folk
Teatro Praga


5 de Março de 2008
É a cultura, estúpido!
Tertúlia dedicada à Europa de Leste
Moderador: Daniel Oliveira


7 a 15 de Março de 2008
Noites de Leste
Danceteria

12 de Março de 2008
Encontro/Debate
Com participação de Teatro Praga, membros do elenco da peça Turbo Folk e ACIDI

Brasil

17 a 26 de Abril de 2008
Em Brasa
Teatro O Bando

10 a 13 de Abril de 2008
Fórum das Letras Ouro Preto
Encontro de escritores lusófonos


16 de Abril de 2008
É a cultura, estúpido!
Tertúlia dedicada ao Brasil
Com Lucia Lepecki, Inês Pedrosa e Edson Athaíde
Moderador: Nuno Artur Silva


21 de Abril de 2008
Valsas Brasileiras
Apresentação do disco de Francisco Mignogne e recital por Alexandra Mascolo-David

18 a 26 de Abril de 2008
Noites do Brasil
Danceteria

23 de Abril de 2008
Encontro/Debate
Com participação de João Brites, membros do elenco da peça Em Brasa e ACIDI

27 de Abril de 2008
Edson Cordeiro
Concerto

28 de Abril de 2008
Chico César e Paulinho Moska
Concerto

Programação do Centro Social da Mouraria para o mês de Março

Para ler melhor clicar por cima do cartaz
Desenho para Quem Não Sabe Desenhar ~ Ana: umavoltanoparque@gmail.com


Dança de Comunidade ~ Pedro: sementepedro@gmail.com - 934172957


Teatro com Sementes / Training para Performers / Um Dia Fugiremos Para a Floresta Para Sermos os Livros que Sonhamos ~ António: eclipsearte@gmail.com - 960140182


Percussão Africana ~ Humberto: 914409283


Movimento e Percepção Corporal ~ Luis: 967858696


Laboratório de Experimentação Sonora ~ Nuno: cpnintape@yahoo.com


Atelier de Pintura ~ Inês: inesclematis@yahoo.com.br


Danças Tradicionais da Guiné ~ Zé das Ilhas: 965344450


Pequenas Curas.. ~ Joana: 918293435


Centro Social da Mouraria
Travessa da Nazaré, 21
Lisboa

Curso de agricultura biológica e outras acções de formação da mesma área em V.N. Famalicão e Lisboa


Curso de Agricultura Biológica

Acção 1/08 – em Mouquim, V.N. Famalicão

3 a 18 Março, horário laboral



Acção 2/08 - no ISA, em Lisboa

24 Mar. a 18 Abril, horário pós-laboral

Para mais informações, consultar:
http://www.agrobio.pt/formacao.php#AB


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na Costa da Caparica exploração Projecto 270



Curso de Horta-Jardim

também em Mouquim, V.N. Famalicão

a partir de 1 de Março

aos Sábados


Consultar:
http://www.agrobio.pt/





MERCADO BIOLÓGICO EM MATOSINHOS

No Jardim Basílio Teles,
junto à Câmara Municipal de Matosinhos.


Todos os Sábados das 9h00 às 14h00

Sobre a avaliação dos professores – por um dissidente da equipa que preparou o monstruoso modelo de avaliação que se quer impôr às escolas

Vou contar pela primeira vez um episódio que esteve na génese doprocesso de avaliação de desempenho dos professores. O secretário deestado, Valter Lemos, que eu conheço desde os tempos em que estudámos juntos na Boston University, já lá vão 24 anos, pediu-me para reunir com ele com o objectivo de o aconselhar nesta matéria. Tenho de confessar que fiquei admirado com o conhecimento profundo e rigoroso que Valter Lemos mostrou ter da estrutura e da organização do sistema educativo português. Enquanto estudante, habituara-me a ver em Valter Lemos um aluno brilhante e extremamente trabalhador, qualidades que mantém passados tantos anos.
No início, fui um entusiasta da avaliaçãode desempenho dos professores pois considerava que manter o status quo era injusto para os professores mais dedicados e competentes. Nessa altura, eu encarava a avaliação dos professores como um factor de diferenciação que pudesse premiar os melhores e incentivar os menos competentes a melhorarem o seu desempenho. Fiz algumas reuniões de trabalho com a equipa técnica do ME e logo me apercebi de que a Ministra da Educação estava a engendrar um processo altamente burocrático, subjectivo, injusto e complexo de avaliação do desempenho que tinha como principal objectivo domesticar a classe e forçar a estagnação profissional de dois terços dos docentes.
Ao fim de duasreuniões, abandonei o grupo de trabalho porque antecipava o desastre que estava a ser criado. Nas reuniões que eu tive com a equipa técnicado ME, defendi a criação de fichas simples, com itens objectivos, sem a obrigatoriedade da assistência a aulas, a não ser para os casos de professores com risco de terem um Irregular ou um Regular, e com um espaçamento de três anos entre cada avaliação.
Hoje, passados três anos, considero que se perdeu uma oportunidade de ouro para criar uma avaliação de desempenho dos professores realmente objectiva, justa,simples e equilibrada. Em vez disso, criou-se um monstro que vai consumir milhões de horas de trabalho nas escolas e infernizar a vidade muitos professores, roubando-lhes a motivação e a energia para a relação pedagógica e a preparação das aulas

Marcha de Protesto contra as violações dos direitos humanos no TIBETE por parte da China (10 de Março, às 18h30 no Rossio)


No próximo dia 10 de Março, aniversário da revolta do povo tibetano, em 1959, contra a ocupação e repressão chinesa, serão realizadas marchas pacíficas e acções de protesto em todo o mundo, exigindo o respeito pelos direitos humanos no Tibete, o reconhecimento do direito do povo tibetano à autonomia, a libertação dos presos políticos por parte da China, país que procede a um genocídio étnico e cultural no Tibete e que viola brutalmente os mais elementares direitos de homens e animais.

Estas acções acontecem também no dia em que começará a marcha pacífica de regresso de muitos tibetanos ao Tibete, a partir de Dharamsala, na Índia, inspirada na Marcha do Sal promovida por Gandhi. Estas acções não são contra o povo chinês, mas apenas contra a política do actual governo chinês, que oprime o seu próprio povo e não está à altura da sua grande tradição cultural, onde avultam os valores da milenar sabedoria confucionista, taoista e budista.

Cabe aos portugueses, com uma tradição de humanismo universalista, que tanto se mobilizaram por Timor e que recentemente tão bem receberam Sua Santidade o Dalai Lama, não permanecerem indiferentes a esta nem a nenhuma forma de opressão existente no mundo.

Vimos por isso convidar todos a aderirem à MARCHA PACÍFICA DE PROTESTO que se realizará no dia 10 DE MARÇO, 2ª feira, com concentração no Rossio, pelas 18.30, de onde seguirá para o Largo de Camões e de seguida para o Cais do Sodré.

CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA ! DIVULGUE ESTA INICIATIVA !


Não permaneça cúmplice, pela indiferença e pela abstenção, desta e de outras injustiças que há no mundo



ORGANIZAÇÃO
União Budista Portuguesa
Tel: 21 363 43 63


Songtsen - Casa da Cultura do Tibete
Tel: 21 390 40 22

CONTACTO (Media)
Tm: 91 811 30 21


APOIO
Amnistia Internacional



10 de Março de 2008 marca o 49º aniversário da Revolta Nacional Tibetana que teve lugar na capital Lhasa. Neste dia, milhares de Tibetanos se revoltaram contra a invasão ilegal e ocupação do seu país, por parte do exército chinês. Tal foi o catalizador do movimento de resistência que continua, ainda hoje, vivo não só no próprio Tibete como em todas as comunidades de Tibetanos exilados, espalhadas por todo o mundo

A 10 de Março, em harmonia com o espírito da Revolta de 1959, Tibetanos e seus apoiantes realizarão a histórica Marcha de Regresso ao Tibete, com o intuito de reafirmar a sua vontade por um Tibete livre, ainda sob brutal ocupação chinesa. Neste mesmo dia a tocha Tibetana da Liberdade será acesa na Grécia, berço dos Jogos Olímpicos. Por todo o mundo decorrerão manifestações e marchas de apoio, assim como em Lisboa.



Tibetanos no exílio e seus apoiantes realizarão uma marcha de protesto, de cerca de 4000km, entre a Índia e o Tibete. A marcha começará em Dharamsala, sede do governo Tibetano no exílio e o início está marcado para 10 de Março, data em que se celebra o aniversário da Revolta Tibetana contra a ocupação Chinesa, que teve lugar em Lhasa, capital Tibetana. A chegada ao Tibete coincidirá com o início dos Jogos Olímpicos, que este ano decorrerão em Pequim.

Em entrevista ao jornal indiano Asia News Tsewang Rigdzin, presidente do Congresso da Juventude Tibetana, explicou que a marcha é uma iniciativa não-violenta e de várias associações, que visa fortalecer a resistência Tibetana, bem como mostrar aos Chineses e à comunidade internacional que os Tibetanos realmente desejam voltar ao seu país.Paralelamente encontram-se agendadas, um pouco por todo o mundo, acções directas e protestos não violentos, como forma de consciencialização pública da ocupação do Tibete por parte da China.



Novo Mapa com Tibete independente

O lançamento do mapa do mundo mostrando o Tibete como um país independente marcou, a 10 de Dezembro de 2007, o início da campanha “O mundo com o Tibete” impulsionada por Friends of Tibet- Mumbai. Esta primeira cópia do mapa foi apresentada por Geshe Lhakdor, director da Library of Tibetan Works and Archives (LTWA).No decorrer da cerimónia de lançamento Rohit Singh, designer do mapa, falou acerca da importância do Tibete existir num mapa mundial: “Um país é identificado pelas suas fronteiras e sua existência num mapa político. O Tibete foi um país independente até a China o ter ocupado e eliminado do atlas mundial. Esta iniciativa visa re-estabelecer o Tibete no mapa mundial, focando no aspecto da sua posição, importância e existência que a China visa destruir”.
(saber mais aqui)



Sobre o budismo tibetano:


Sobre cultura tibetana:

Para rir até às lágrimas: a letra do hino oficial do Partido «Socialista» que nos (des)governa !!!

A título de anedota para nos fazer a todos rir reproduz-se abaixo a letra do hino oficial do Partido «Socialista» que está presentemente no Governo e que nos anda a desgovernar ( criando mais pobreza, mais desemprego, e aumentando ainda mais o fosso entre ricos e pobres), enquanto enche os bolsos ($$$) à plutocracia financeira dos bancos e dos grandes grupos económicos portugueses e estrangeiros ($$$$$$).

A letra do Hino oficial do Partido «Socialista» Português do Sr. Pinto de Sousa, vulgo, Sócrates (recorde-se que Sócrates, e actual primeiro-ministro foi também militante da JSD, a juventude partidária do PSD, Partido Social Democrata) é a seguinte:


A pé, ó vítimas da fome
Não mais, não mais a servidão
Que já não há força que dome
A força da nossa razão
Pedra a pedra, rua o passado
A pé, trabalhadores irmãos!
Que o mundo vai ser transformado
Por nossas mãos, por nossas mãos

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional

Não mais, não mais o tempo imundo
Em que se é o que se tem
Não mais o rico todo o mundo
E o pobre menos que ninguém
Nunca mais o ser feito de haveres
Enquanto os seres são desfeitos
Não mais direitos sem deveres
Não mais deveres sem direitos

Já fomos Grécia e fomos Roma
Tudo fizemos, nada temos
Só a pobreza que é a soma
Dessa riqueza que fizemos
Nunca mais no campo de batalha
Irmãos se voltem contra irmãos
Não mais suor de quem trabalha
Floresça em fruto noutras mãos

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional




Estatutos do Partido «Socialista» (excerto)

Artigo 2º
(Da Sigla, Símbolo, Bandeira e Hino)
1. O Partido Socialista adopta a sigla “PS”.
2. O símbolo do PS consiste em dois círculos concêntricos, tendo o círculo interior, sobre fundo vermelho, ao centro, um punho esquerdo fechado, em amarelo-ouro, e o círculo exterior, escritas em maiúsculas vermelhas sobre amarelo-ouro, as palavras PARTIDO SOCIALISTA.
3. A bandeira do PS é formada por um rectângulo vermelho, tendo no canto superior esquerdo o símbolo do Partido.
4. O hino do PS é a “Internacional”, com letra em português e na versão aprovada pelo Partido.


A informação foi obtida do excelente blogue, que só agora descobri:
http://ruadealconxel.blogspot.com/

A governação psocrática está a desmantelar a Administração Pública à custa do erário público

Evolução de efectivos na Administração Publica durante a governação Sócrates

2005: 747.880 funcionários
2006: 726.523 funcionários
2007: 708.507funcionários

Verificou-se uma redução de pessoal na Administração Pública de 5,26% dos seus efectivos.

Os serviços públicos antes assegurados por funcionários públicos passaram a ser assegurados pelo sector privado (externalização de serviços ou outsourcing).

E qual foi o reflexo desta opção política nas contas públicas?

Entre 2006 e 2007 a despesa com remunerações aumentou 63 milhões De euros, ou seja, 0,8 por cento, enquanto os gastos com a aquisição de serviços subiram perto de 155 milhões de euros, isto é, 19,3 por cento.




Conclusão:

O Governo tem feito da redução da despesa pública um dos seus cavalos de batalha.

Tem conseguido realmente fazer com que o aumento dos gastos com salários seja menor ( entre 2006 e 2007 a despesa com remunerações aumentou 63 milhões de euros, ou seja, 0,8 por cento ) mas isso conduziu-o à necessidade de aumentar os gastos públicos na aquisição de serviços externos o que se traduziu na subida das despesas relativas a essas aquisições na ordem dos 155 milhões de euros, isto é, 19,3 por cento

Leiam o despacho de arquivamento da queixa de José Sócrates e vejam como a informação em Portugal é pressionada...

O teor integral do despacho de arquivamento do Inquérito n.º 28/07.0TELSB relativo à queixa intentada pelo "cidadão José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa e primeiro ministro enquanto tal" contra António Balbino Caldeira, da autoria da senhora procuradora-geral adjunta dra. Maria Cândida Almeida (directora da DCIAP) e da senhora procuradora-adjunta dra. Carla Dias, datado de 18-1-2008, pode ser encontrado aqui.

Entretanto reproduzimos um excerto para mostrar como são feitas as pressões e as manipulações sobre os órgãos da comunicação social pelo Governo Psocrático:




Os presentes autos tiveram início na queixa apresentada por José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa contra António Balbino Caldeira, por este, em 7 de Abril de 2007, ter publicado no blog denominado "Do Portugal Profundo", a seguinte afirmação:

• "...O que a Net nos ensina é que o trabalho de muitos milhares de pessoas, através da leitura, da procura, da produção e da difusão de informação, vence qualquer força de encobrimento e contra-informação do centro de comando e controlo do Gabinete do Primeiro–Ministro (reforçado com outros assessores e adjuntos) e os seus apêndices dos media da edição spínica...".

A factualidade em apreço seria susceptível de integrar, em abstracto, a prática do crime de difamação, p. e p. pelas disposições conjugadas dos art.° 180°, n.° 1, 183°, n.° 1, a), 184° do Código Penal.

No decurso do inquérito procedeu-se ao interrogatório do arguido António Balbino Caldeira, à inquirição das testemunhas José Manuel Fernandes e Francisco Sarsfield Cabral, bem como à recolha de diversa documentação.

O arguido António Balbino Caldeira ao ser confrontado com o teor do post por si publicado no dia 7 de Abril de 2007, no qual se reporta à "... força de encobrimento e contra-informação do centro de comando e controlo do Gabinete do Primeiro – Ministro...", referiu que se limitou a "reproduzir" as notícias veiculadas pela comunicação social que se reportavam à "pressão que estaria a ser exercida pelo Gabinete do Primeiro-Ministro e por este próprio... até que, em algumas notícias se fazia a comparação entre o Governo de Santana Lopes, que pretendia, conforme então noticiado, criar uma eventual central de informação, para controlo das notícias, resultando da comparação que o Governo de José Sócrates era mais eficiente nesse controlo" (cfr. fls. 5o dos autos).

Mais referiu que ao escrever sobre o "comando e controlo", se limitou a expressar a sua apreciação pessoal, política e de cidadão, por reporte às notícias que vieram a público.

O arguido António Balbino Caldeira juntou aos autos diversos recortes de artigos que foram publicados pela comunicação social, designadamente nos jornais "Público", "Diário de Notícias", "Correio da Manhã", "Sol" e "Expresso".

Entre eles, o arguido António Balbino Caldeira destacou o artigo publicado pelo semanário "Expresso", em 31 de Março de 2007, com o título "Impulso irresistível de controlar, Sócrates é diferente dos outros: é mais profissional" (cfr. fls. 118 dos autos).

O assistente José Sócrates, na queixa por si apresentada, referiu que as afirmações supra enunciadas são falsas e difamatórias e que têm por "consequência lançar dúvidas sobre o meu carácter, ofendendo-me e prejudicando-me, quer pessoalmente quer no exercício da acção política" (cfr. fls. 5 dos autos).

Por sua vez, a testemunha José Manuel Fernandes declarou que, conforme resulta do teor do artigo publicado no jornal "Expresso", alguns dos jornalistas nele citados confirmaram a existência de múltiplos telefonemas e referiram uma maior sofisticação e organização na gestão da informação por parte do Governo.

Mais declarou que tal situação foi referida por si, bem como, por Francisco Sarsfield Cabral, Director da "Rádio Renascença" e por Ricardo Costa, Director da "Sic Notícias".


A testemunha referiu ainda não lhe parecer "... que face aos dados publicados pela imprensa, a frase referida a fls. 5 dos autos, seja excessiva ou injuriosa" (cfr. fls. 263 dos autos).

Por seu lado, a testemunha Francisco Sarsfield Cabral declarou que houve de facto uma "pressão", no próprio dia em que foi publicada a notícia no jornal "Público", para que a "Rádio Renascença" não continuasse a reproduzir aquele trabalho nos seus blocos noticiosos.

A testemunha referiu ainda que, a expressão utilizada no blog pelo ora arguido António Balbino Caldeira, em seu entender, não é "ofensiva por se tratar de uma opinião de carácter político, independentemente de se considerar justa ou não" (cfr. fls. 265 dos autos).

1.3.08

Saiu o nº 24 da revista Utopia (revista Anarquista de Cultura e Intervenção )


Já está em circulação e nos escaparates das livrarias o nº 24 da revista Utopia (revista anarquista de cultura e intervenção), com o seguinte sumário:


Editorial ..... página 1
Avesso do avesso ..... 6
Revolução e Liberdade ..... 12
O controlo como conceito ou como palavra na perspectiva de um ser biológico e social ..... 13
Medo e angústia: sintomas emocionais de umasociedade de controle ..... 21
Controlo e vigilância: o grande irmão está aolhar para ti ..... 29
O “nihilóptico”.....33
A França o os seus medos legítimos ..... 38
Allgarve .... 46
Comuna Autónoma Zamorana ..... 49
Hino Burlesco .... 62
Drogas velhas e novas ..... 64
Guerras de Rua ..... 66
Nanook of the North ..... 67
futebol de 3 lados ... 71
Críticas de livros ... 77


Escusado é dizer que se trata de mais um número a ler com muito interesse uma vez que está recheado de textos e informações valiosas para compreendermos muito do que se vai passando à nossa volta.

“Itinerários e Reinos: uma descoberta do mundo. O Gharb al-Andalus na obra do geógrafo al-Idrisi” ( início do Congresso em Vila Real de Santo António)




Nos dias 2, 3 e 4 de Maio realiza-se em Vila Real de Santo António a primeira sessão de um Congresso Itinerante Internacional que terá, posteriormente, continuação temática em Sevilha e Ceuta.

Sob o título “Itinerários e Reinos: uma descoberta do mundo. O Gharb al-Andalus na obra do geógrafo al-Idrisi”, este congresso, uma co-organização da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e da Fundação Al-Idrisi Hispano Marroquí, propõe-se realizar uma análise da obra desta grande figura da geografia árabe medieval e da importância do seu trabalho para o desenvolvimento posterior de algumas ciências na época moderna: Geografia, Botânica e Cartografia, esta última fundamental no arranque das viagens europeias dos finais da Idade Média.

Neste encontro de diálogo entre Oriente e Ocidente, que reúne especialistas de países europeus e do mundo árabe das duas margens do Mediterrâneo (Portugal, Espanha, França, Marrocos, Argélia, Egipto, Síria, Iraque e Arábia Saudita), afinal do mundo sem fronteiras que al-Idrisi retratou na sua obra, far-se-á também homenagem a outra grande figura da poesia e cultura luso-árabes: Ibn Darraj, natural de Cacela. Por isso se realizam em Cacela Velha algumas importantes actividades deste congresso: visita guiada ao seu património histórico, recital poético em várias línguas e descerramento de placa evocativa, em homenagem ao poeta ali nascido.


Consulte o programa e inscreva-se aqui.


INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela
Antiga Escola Primária de Santa Rita
8900-059 Vila Nova de Cacela – Portugal
Tel. / Fax: 00351 281 952 600

Comunidade de Leitores da Velha-a-Branca (Braga) tem encontro para 3 de Março às 21h30 sobre o livro Cidades Invisíveis de Italo Calvino

Próxima sessão: 3 de Março 2008, pelas 21.30, na Velha-a-Branca (Braga), estaleiro cultural sedeado no Largo da Senhora-a-Branca, 23, em Braga


O livro escolhido para este mês é Cidades Invisíveis, de Italo Calvino


SOBRE A COMUNIDADE DE LEITORES
Surgiu em Fevereiro de 2006 e conta já com quase duas dezenas de encontros. Desde Setembro de 2007 é coordenada por Eduardo Jorge Madureira e tem por objectivo promover a partilha de experiências em torno de livros/textos.

As sessões, abertas a todos os interessados, decorrem na Velha-a-Branca na primeira segunda-feira de cada mês e contam com a presença de convidados especiais.

A entrada é livre e não está sujeita a inscrição.

Os livros em discussão encontram-se à venda com desconto para os participantes nas EXPRESSÕES-DA-VELHA (r/c da velha) e na Livraria 100ª Página (Av. Central, 118)


mais info em:


"Italo Calvino (Santiago de las Vegas, 15 de outubro de 1923 — Siena, 19 de setembro de 1985) foi um dos mais importantes escritores italianos do século XX. Nascido em Cuba de pais italianos, sua família retornou à Itália logo após seu nascimento.Formado em Letras, participou da resistência ao fascismo durante a Segunda Guerra Mundial e foi membro do Partido Comunista Italiano até 1956, tendo se desfiliado em 1957. Sua carta de renúncia em 1957 ficou famosa.A Sua primeira obra foi Il sentiero dei nidi di ragno, publicada em 1947. Uma de suas obras mais conhecidas é Le città invisibili, de 1972, traduzida para o português por Diogo Mainardi, tendo como personagens Marco Polo e Kublai Khan."
Fonte: Wikipédia

Piquenique poético aos Domingos nos jardins do Porto

A ideia é simples: além de comida e bebida, levarem-se livros…

Como os jardins são públicos, todos são bem-vindos.
O ponto de encontro para o próximo domingo ( dia 2 de Março) será às 15h no Parque de S. Roque.

A iniciativa ( e a ideia) é do actor e encenador Rui Spranger, que é também o animador das noites de poesia no Pinguim.

Entretanto anuncia-se para o dia 13 de Março uma sessão especial de poesia no bar Pinguim( R. de Belomonte, 67, Porto) em homenagem a Joaquim Castro Caldas, uma vez que perfazem 20 anos que este lançou as famosas segundas-feiras de poesia naquele bar do Porto. A sessão vai contar com muitos daqueles que as frequentaram.

Entretanto, no mês de Abril, as actuais quintas-feiras de Poesia no café-bar Pinguim, irão ser preenchidas com os sucessores do Joaquim.


http://ruispranger.blogspot.com/

A próxima reunião preparatória do May Day é já no dia 6 de Março na Crew Hassan


http://maydaylisboa.blogspot.com/

O precariado anda a juntar-se por aqui!



No passado dia 21/02 teve lugar mais uma Assembleia MayDay Lisboa 2008, num espaço da Cooperativa Cultural Crew Hassan.


Várias dezenas de pessoas apareceram e acrescentaram ideias e energia para a parada precária deste ano, bem como para um percurso de crescimento e de visibilidade até lá!


A próxima Assembleia acontecerá no dia 6 de Março na Crew-Hassan e vai precisar da tua presença!


O precariado rebela-se!!

Mostra de fotografias sobre os dias de luta contra a especulação e a destruição do mercado do Bolhão


Este sábado, 1 de Março, vai ser feita uma exposição de fotografias das jornadas de luta pelo Bolhão, no próprio local.
Entretanto, já foi entregue uma acção judicial contra a demolição e a a descaracterização do mercado do Bolhão que representa o projecto à empresa Trancrone

29.2.08

Nova concentração de Professores da região do Porto para Sábado, dia 1 de Março (mensagem por SMS a circular)

Encontra-se a circular por SMS uma nova mensagem a mobilizar os professores da região do Porto com o seguinte conteúdo:


Concentração de Professores por uma profissão com dignidade e respeitada.

Dia 1 de Março em frente à Câmara Municipal do Porto às 16h.

Comparece e reencaminha



Nota: no passado Sábado,dia 23 de Fev., realizou-se uma grande concentração no mesmo local, com uma larga adesão. Vamos aumentar o nosso protesto contra a política deste governo que anda a desmantelar os serviços públicos e a lançar o país para o último lugar dos indicadores sociais e económicos.

28.2.08

Queixas contra a PSP e a GNR aumentaram 32%



Segundo os dados acabados de serem revelados no último relatório da Inspecção-Geral da Administração Interna o número de queixas contra os agentes da PSP e os para-militares da GNR aumentou em 32% nos últimos cinco anos em relação aos anos anteriores.
Resta interrogarmo-nos sobre quantas queixas contra a polícia não foram apresentadas por muitos cidadãos que, apesar de terem sido vítimas de brutalidade ou violência policial, e até mesmo por incivilidades praticadas pelos agentes ao serviço do Estado, acabam por desistir de o fazerem por estarem desiludidos com a Justiça e conformarem-se com os atentados às liberdades públicas realizadas pelos profissionais contratados pelo Governo como garantia para a aplicação das suas ordens, por mais arbitrárias e injustas que possam ser.




A polícia protege-nos, mas quem nos protege da polícia ?




15 de Março – dia internacional contra a violência e a brutalidade policial



Directório mundial da copwatch:
http://mediafilter.org/cwdir/


Texto da wikipedia sobre a violência e a brutalidade policial: aqui




Notícia do jornal O Primeiro de Janeiro:

O número de queixas apresentadas contra efectivos da GNR e da PSP aumentou 32 por cento em cinco anos, passando de 480 em 2001 para 635 em 2005, à luz de dados da Inspecção-Geral da Administração Interna.

O último relatório, que foi disponibilizado na segunda-feira na página online da IGAI, especifica que, do total daquelas queixas, 530 chegaram à inspecção-geral, que fiscaliza a actuação das duas forças de segurança, através da Ministério Público, enquanto as outras 105 resultaram de iniciativa de particulares.

Em 2001, o ano anterior disponível naquela página, o Ministério Público remeteu 409 queixas e cidadãos particulares as outras 71.

Quanto ao desfecho das participações em 2005, só 11 não foram arquivadas, originando sete processos disciplinares, inquéritos ou averiguações. Em 2001, das 480 denúncias, pelo menos 353 foram arquivados, de acordo com o relatório desse ano, que utiliza critérios diferentes relativamente ao documento mais recente, pelo que a sua comparação nem sempre é possível.

Sobre as razões que originaram as queixas em 2005, cerca de 39 por cento ter-se-ão devido a alegadas ofensas à integridade física por parte dos agentes, 8,3 por cento a ameaças, 7,1 por cento a abusos de poder e 6,7 por cento a injúrias.


Cinco anos antes as alegadas ofensas à integridade física dos elementos das forças de segurança sobre cidadãos atingiram 49 por cento, o abuso de poder 26 por cento, as ameaças 17% e as injúrias 13,1%.

Em 2001 foram agentes da PSP o alvo de 291 queixas das 480 apresentadas, enquanto as restantes 189 referiram-se a elementos da GNR.

Em 2005, a PSP foi alvo de 203 queixas, enquanto a Guarda Nacional Republicana foi alvo de apenas 115.

Ciclo de Colóquios sobre “Museus e Património Imaterial”

Ciclo deMuseus e Património Imaterial - agentes, fronteiras, identidades (ciclo de colóquios) é o tema de um conjunto de conferências a realizar pelo Instituto Português de Museus e Conservação.

O Instituto dos Museus e da Conservação realiza em 2008 um Ciclo de Colóquios dedicado ao Património Cultural Imaterial, designadamente nos planos do seu estudo e divulgação enquanto testemunho da memória colectiva.

O Ciclo pretende divulgar boas-práticas, a nível nacional e internacional, no âmbito da documentação do património imaterial, em particular no contexto da actividade museológica.
Promove ainda a reflexão alargada sobre a multiplicidade de questões que o tema suscita, em particular na perspectiva dos variados agentes implicados no processo do seu estudo e inventário, com destaque para os museus, as universidades e outras unidades de investigação.

Máscaras Portuguesas: Autenticidade e Reinvenção
Museu Nacional de Soares dos Reis - 22 FEVEREIRO 2008

Inventário, Protecção, Representatividade
Museu Nacional do Teatro - 11 ABRIL 2008

Memória, Identidade e Projecto
Museu da Luz - 30 MAIO 2008

Saberes e Técnicas: entre o Registo e a Transmissão
Ecomuseu Municipal do Seixal - 27 JUNHO 2008

Terrenos Portugueses: O que Fazem os Antropólogos?
Faculdade de Ciências e Sociais e Humanas - OUTUBRO 2008

Museus Globais: Colecções Etnográficas e Multiculturalidade
Museu Nacional de Etnologia - 7 NOVEMBRO 2008

Inscrição Gratuita (No entanto, é necessário proceder à inscrição)

Organização Inscrições:
Instituto dos Museus e da Conservação
Departamento de Património Imaterial
Tel: 21-365 08 26 / Email:
dpi@imc-ip.pt / www.ipmuseus.pt


Consultar o excelente blogue:
http://nomundodosmuseus.wordpress.com/

Rituais de Inverno com Máscaras – exposição patente no Museu Soares dos Reis


Sobre a Exposição “Rituais de Inverno com Máscaras“

A Exposição rituais de inverno com máscaras concretiza um projecto acarinhado pelo Instituto dos Museus e da Conservação, visando a divulgação do Ciclo Festivo de Inverno no Nordeste Trasmontano, que é aqui marcado pela presença de personagens mascarados.

O complexo das celebrações do ciclo do Inverno assume-se como um dos mais expressivos documentos etnográficos acerca da festa popular e das dinâmicas no Portugal rural, simultaneamente nos planos do património material e imaterial.

O projecto foi coordenado cientificamente por Benjamim Pereira, que nas décadas de 1960/70 realizou pesquisas e recolhas de terreno sobre as festividades de Inverno em Trás-os-Montes,
trabalho de que veio a resultar Máscaras Portuguesas (MEU/JIU, 1973), obra de referência para o estudo desta tipologia da cultura material.

No âmbito da coordenação da Exposição, Benjamim Pereira procedeu a incursões ao terreno entre 1999 e 2001, visando a actualização do corpus documental recolhido três décadas antes, e promoveu a recolha no terreno dos exemplares de máscaras apresentados na Exposição.
Neste processo, organizou ainda a equipa de antropólogos que, sob prismas complementares, dirigiram o seu olhar para os rituais aqui abordados, tendo ainda colaborado no Documentário que é parte integrante da Exposição.

A exposição beneficiou assim de um levantamento sistemático que retrata a actualidade daquele complexo cerimonial sob o ponto de vista antropológico, traduzido no conjunto de investigações publicadas no Catálogo da Exposição, na realização do Documentário que é parte integrante desta, bem como na constituição em contexto de terreno, da respectiva colecção que integra o acervo do Museu do Abade de Baçal.

*A exposição está patente ao público no Museu Nacional de Soares dos Reis até 20 de Abril de 2008.

Dia 29 de Fev. - Acção contra os transgénicos em Lalín ( na Galiza)

Os Amigos da Terra, ADEGA e o SLG convocam todos para uma acção a desenvolver no dia 29 de Fevereiro em Lalín ( na Galiza) contra os transgénicos e que visa como último objectivo a declaração da Galiza como território livre de transgénicos.


De 11 a 14:30 e de 16 a 19h:
MESA INFORMATIVA na praza da Igrexa


Ás 20h: MESA REDONDA e DEBATE na Casa da Xuventude

Info Contacto:
Rebeca Prieto - Comunicación Amigos da Terra Tfno: 988.374.318

Manuel Fortes, correspondente de ADEGA en Pontevedra 676088486

Correo-e:
fortesbesada@hotmail.com

27.2.08

A Arte de Passear (livro do filósofo alemão Karl Gottlob Schelle )


Passeios de Verão ou de Inverno; na montanha, no campo ou na floresta ou acompanhado; todos eles têm características próprias, todos eles têm a sua arte... Saber adaptar os passeios ao nosso humor, às nossas necessidades e às nossas ideias, de modo a desfrutar plenamente da natureza, da solidão ou da companhia dos outros, é um prazer sempre renovado.

«A Arte de Passear», escrito em 1802, e agora editado em português pelas edições Europa-América, eleva o mero passeio ao estatuto de delicado exercício estético. Para o seu autor, o filósofo Karl Gottlob Schelle, amigo de Kant, viver continuamente em atmosferas confinadas torna o espírito débil, e o passeio, longe de ser uma actividade puramente física, constitui uma promessa de prazer renovado. Pela acção do corpo, o passeio põe em movimento os mecanismos do espírito, engendrando uma verdadeira necessidade intelectual.

“O movimento do corpo não é directamente uma das condições da vida”, escreve Schelle, “e a sua ausência não desencadeia irremediavelmente a morte… mas ele é, no entanto, uma condição indirecta. Ele é indispensável para a saúde do corpo e para o bom funcionamento do organismo”

A solução passa pela simplicidade voluntária. Basta caminhar regularmente ao ar livre e conviver com o ambiente natural para recuperar e manter a vitalidade. A antiga arte de passear pela natureza rompe os muros invisíveis da rotina e amplia os nossos horizontes pessoais. É verdade que essa arte meditativa nem sempre precisa ser praticada a pé.

Neste pequeno tratado, o passeio não é um meio mas um fim em si, uma actividade ímpar que coloca o ser em contacto com os outros e com a natureza.

Karl Gottlob Schelle nasceu em Altweilen, na Alemanha. Schelle defendia uma filosofia prática que se aproximasse das questões do quotidiano.