2.10.07

Lançamento da revista libertária Alambique em Aljustrel, Almada e Porto - 4 , 5 e 6 de Outubro

Foto da revista retirada de http://crisesocial.blogspot.com/

O projecto CCA Gonçalves Correia de Aljustrel(http://www.goncalvescorreia.blogspot.com/ ) apresenta a sua publicação ALAMBIQUE, uma nova revista libertária


Aparece para a sua apresentação com conversa e convívio com açorda alentejana



Dia 4 (quinta) em Aljustrel no Clube Aljustrelense pelas 20.00



Dia 5 (sexta) em Cacilhas, Almada no Centro de CulturaLibertária pelas 17.00.
rua cândido dos reis 21
http://culturalibertaria.blogspot.com/



Dia 6 (sábado) no Porto na Casa Viva pelas 20.00,
praça marquês pombal 167
http://www.casa-viva.blogspot.com/




editorial desta nova revista libertária:




Alambique, s.m. [do ár. ?anbiq] ?1. Aparelho próprio para realizar destilações ?2. Fig. Aquilo que serve para apurar ou aprimorar


Depois de alguns meses em fermentação o ALAMBIQUE começa a destilar. Esta é uma publicação que surge do projecto anarquista Centro de Cultura Anarquista (CCA) Gonçalves Correia, que se movimenta entre Aljustrel, Ferreira do Alentejo e Castro Verde e restante Baixo Alentejo. Já em 2003 o CCA de Ferreira do Alentejo juntara na difusão do pensamento libertário diversos companheir@s da região. De há um ano para cá, ressurge o CCA, agora denominado Gonçalves Correia (em nome da mais renomeada herança anarquista da zona), junto do Club Aljustrelense, espaço que periodicamente abre portas às nossas iniciativas. Os objectivos: estreitar as afinidades libertárias e procurar divulgar através de várias iniciativas públicas diversas questões e problemas que combatam a apatia, o medo e o conformismo que nos sufoca. Dar viva voz ao protesto.

O ALAMBIQUE surge depois de um ano de actividades noClube, onde o projecto assentou arraiais. A necessidade de dar a conhecer o que fazemos, de sair portas fora tornou-se ao longo deste tempo algo imperativo. Não apenas com vista a um alcance maior,mas para quebrar com a passividade de nos fecharmos num getho, numa tribo, com os mesmos de sempre. Nesse sentido o Club Aljustrelense só por si, é isso mesmo: um clube. E o nosso projecto pese querer contribuir sobremaneira para a sua dinamização, nunca pretendeu encerrar-se na dinâmica fechada de um espaço que tem a sua vida própria com as suas virtudes e os seus defeitos. Nesta nossa (des)construção afirmamos não apenas a crítica ao insaciável capitalismo e autoritarismo que nos rodeia. Queremos também, informal e livremente, que a nossa festa e o nosso companheirismo não seja a alienação que nos querem impor, mas a revolta com que queremos aprender a viver.

CONGRESSO INTERNACIONAL «A RESISTÊNCIA DA GALIZA AO FRANQUISMO»

Organizado pela Associação da Galiza de Vítimas do Genocídio Franquista, realiza-se de 8 a 12 de Outubro, em Ferrol, o O Congresso Internacional A Resistência da Galiza ao Franquismo:

PROGRAMA:

Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

MANHÃ

9,30: Acto de Abertura com personalidades convidadas.
10,00: CONFERÊNCIA: Ferrol Derrota o Golpe de Mola: Os Cabos Republicanos da Armada.
10,45: Comunicações e Colóquio.
11,00: Pausa
11,15: CONFERÊNCIA: Benjamim Balboa.
12,00: Comunicações e Colóquio.
12,15: Pausa.
12,30: CONFERÊNCIA: Acontecimentos no «Libertad», «Cervantes», «Jaime I»: os Protagonistas.
13,15: Comunicações e Colóquio.

TARDE

16,00: CONFERÊNCIA: A Batalha de Ferrol, dias 20, 21 e 22 de Julho de 1936.
16,45: Comunicações e Colóquio.
17,00: Pausa.
17,15: CONFERÊNCIA: Ferrol franquista decissivo para a derrota da República.
18,00: Comunicações e Colóquio.
18,15: Pausa.
18,30: CONFERÊNCIA: os Verdugos Franquistas em Ferrol.
19,15: Comunicações e Colóquio.
19,30: CONCLUSÕES.

Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

MANHÃ

10,00: CONFERÊNCIA: A Participação da Alemanha de Hitler na Guerra contra a República (tropas, frota, aviação, artilharia, blindados, Legião Côndor, etc.).
10,45: Comunicações e Colóquio.
11,00: Pausa
11,15: CONFERÊNCIA: Ferrol, Vigo, A Crunha, a Galiza bases nazistas durante uma década, 1936-46.
12,00: Comunicações e Colóquio.
12,15: Pausa.
12,30: CONFERÊNCIA: A Participação da Itália de Mussolini na Guerra contra a República.
13,15: Comunicações e Colóquio.

TARDE

16,00: CONFERÊNCIA: A Participação do Portugal Salazarista na Guerra contra a República.
16,45: Comunicações e Colóquio.
17,00: Pausa.
17,15: CONFERÊNCIA: A Participação dos EUA, GB, França, etc. na Guerra contra a República: financiamento, combustível, transporte, etc.; o Comité de Não Intervenção.
18,00: Comunicações e Colóquio.
18,15: Pausa.
18,30: CONFERÊNCIA: Franco desencadeia a II Guerra Mundial ?
19,15: Comunicações e Colóquio.
19,30: CONCLUSÕES.

Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

MANHÃ

10,00: CONFERÊNCIA: A Solidariedade Internacional Não Governamental: as Brigadas Internacionais.
10,45: Comunicações e Colóquio.
11,00: Pausa
11,15: CONFERÊNCIA: A Solidariedade Internacional Governamental: URSS, México, etc.
12,00: Comunicações e Colóquio.
12,15: Pausa.
12,30: CONFERÊNCIA: O Tribunal Militar Internacional de Nuremberga (Mercedes Nunhez).
13,15: Comunicações e Colóquio.

TARDE

16,00: CONFERÊNCIA: O Tribunal Militar Internacional de Nuremberga: o Caso da Áustria.
16,45: Comunicações e Colóquio.
17,00: Pausa.
17,15: CONFERÊNCIA: O Tribunal Militar Internacional de Nuremberga: o Caso da Checoeslováquia.
18,00: Comunicações e Colóquio.
18,15: Pausa.
18,30: CONFERÊNCIA: O Tribunal Militar Internacional de Nuremberga: o Caso da República espanhola.
19,15: Comunicações e Colóquio.
19,30: CONCLUSÕES.

Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

MANHÃ

10,00: CONFERÊNCIA: A Resistência Popular da Galiza.
10,45: Comunicações e Colóquio.
11,00: Pausa
11,15: CONFERÊNCIA: A Resistência Armada da Galiza (1936-1965).
12,00: Comunicações e Colóquio.
12,15: Pausa.
12,30: CONFERÊNCIA: A Resistência Política da Galiza.
13,15: Comunicações e Colóquio.

TARDE

16,00: CONFERÊNCIA: A Resistência Diplomática da Galiza.
16,45: Comunicações e Colóquio.
17,00: Pausa.
17,15: CONFERÊNCIA: A Resistência à Espoliação Económica da Galiza.
18,00: Comunicações e Colóquio.
18,15: Pausa.
18,30: CONFERÊNCIA: A Resistência Linguística e Cultural da Galiza.
19,15: Comunicações e Colóquio.
19,30: CONCLUSÕES.

Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

10,00: A VOZ DAS VÍTIMAS DO FRANQUISMO e actos poético-musicais.
12,00: Roteiro em auto-carro pela cidade: Cantão, Arsenal, Escola Obreira, Ponte das Cabras, Alcampo, Trincheira, as Pedras de Carança, Vilar Quinte e Serantes com homenagem.
13,30: Entrega de Diplomas.
14,30: Comida-Festa de Fraternidade.

Fonte:
http://naoapaguemamemoria2.blogspot.com/

Festa do Cinema Francês ao longo do mês de Outubro em Lisboa, Almada,Évora, Porto, Faro,Coimbra



Ver o website deste ciclo: aqui

A 8ª Festa do Cinema Francês apresenta ao longo do mês de Outubro em várias cidades e locais de Portugal um programa composto exclusivamente por antestreias que representam algumas das mais importantes obras da cinematografia francesa.


3 a 15 Outubro em Lisboa no Cinema São Jorge e Institut Franco-Portugais


10 a 12 Out em Évora


15 a 19 Out TAGV, em Coimbra


19 a 21 Out em Almada


24 a 27 Out em Faro.


25 a 28 Outubro no Porto

1.10.07

Manu Chao por Emir Kusturica

A serie de concertos realizados por Manu Chao na Argentina é aproveitada por Emir Kusturica para rodar um pequeno filme de divulgação do single «Raining in paradize» que serviu de prelúdio a Radiolina, o último cd do músico galego

http://www.manuchao.net








Me Llaman Calle ( por Manu Chao)

Canto Livre de homenagem a Adriano Correia de Oliveira (Casa do Povo da Longra, Felgueiras, 5 e 6 de Outubro)






O evento denominar-se-á “Canto Livre por Adriano”, a lembrar os históricos cantos livres que se promoveram neste país, antes e depois do 25 de Abril, sendo o mais conhecido o realizado em 29 de Março de 1974, no Coliseu dos Recreios, menos de um mês antes da Revolução dos Cravos. Segundo o programa, ambicioso, vão ser dois dias de festa muito preenchidos: o ponto alto acontecerá no dia 6, à noite, no encerramento, com um grande concerto, precisamente, um “Canto Livre por Adriano”, no qual irão cantar Manuel Freire, Carlos Alberto Moniz, Luanda Cozetti e Norton Daiello (dos Couple Coffee), Grupo "Cantaremos Adriano" (Lisboa) e actuará ainda o Conservatório de Música de Felgueiras. 5 euros é o preço para a entrada para o concerto.


Na tarde do dia 6, sábado, no auditório da Junta de Freguesia local, realiza-se um debate sobre a vida e a obra de Adriano, que contará com as seguintes presenças: Paulo Sucena (ex-presidente da FENPROF e amigo íntimo do cantor), João Mário Mascarenhas (director da Biblioteca-Museu República e Resistência, da Câmara Municipal de Lisboa, que privou com o homenageado), Helena Afonso (filha de José Afonso), Familiares de Adriano, bem como Alípio de Freitas (presidente nacional da Associação José Afonso, jornalista e prof. universitário). O Grupo de Fados da CP Longra animará musicalmente o debate.
As pessoas de longe terão jantar garantido por apenas 5 euros, pelas 19 horas.


No dia anterior, 5, sexta-feira, dia da República, decorrerão, na Casa do Povo, várias iniciativas: de tarde, haverá lugar à abertura de uma exposição; a apresentação pública do livro “Escritas do Maio” (escrita criativa para crianças sobre José Afonso), obra de Miguel Gouveia; apresentação do disco “Cantaremos Adriano”; intervenção do professor de História do ensino secundário Joaquim Correia Gomes, sobre o canto de intervenção no plano da História (para crianças, adolescentes, jovens e adultos); e assinatura de um protocolo entre a Casa do Povo e o Grupo de Teatro “PésnaLua” (Felgueiras). O Grupo de Fados da CP Longra animará musicalmente a sessão.


À noite deste mesmo dia 5, será levada à cena a peça de teatro “As Mulheres de Atenas”, de Augusto Boal, pelo grupo de Teatro-Ensaio Raúl Brandão (TERB), do Círculo de Arte e Recreio de Guimarães. 2 euros é o preço para a entrada para este espectáculo.


A iniciativa conta com o patrocínio da Caixa de Crédito Agrícola de Felgueiras e, entre diversas entidades, com o apoio institucional e logístico da Associação 25 de Abril, da Biblioteca-Museu República e Resistência (CM Lisboa), do Círculo de Arte e Recreio de Guimarães e, ainda, com um apoio do Ministério da Cultura para a parte de teatro.

Fonte:
http://josecarlospereira.blogspot.com/


Trova do vento que passa

A música e a voz de Joni Mitchell

Joni Mitchell no festival da Ilha de Wight cantando Woodstock




Joni Mitchell fala do seu novo e último cd, "Shine"




discografia: ver aqui

http://jonimitchell.com/

Joni Mitchell (1943-), cantora e poetisa canadiana

Alcançou o sucesso na década de 70, fazendo uma música influenciada pelo jazz e pelo folk rock. As suas letras são introspectivas e estão entre as melhores criadas na história do rock. Gravou dois discos que entraram para a história do rock: Clouds, de 1969, e Blue, de 1971, que ocupa a 30ª posição na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone.

Joni Mitchell ou melhor, Roberta Joan Anderson, nasceu em 7 de novembro de 1943 em Fort MacLeod no Canadá. Desde pequena Joni percebeu que tinha talento para compor e para cantar. Com uma voz que alcança uma extensão vocal de duas oitavas e meia Joni quebra corações e emociona plateias com as suas letras fortes e auto-construtivas, que vão de temas auto biográficos até a industrialização e a destruição da natureza.
Joni passou por inúmeras dificuldades antes de alcançar sua fama. Sem dinheiro, nem moradia, Joni numa situação de desespero casou-se com um cantor folk Chuck Mitcell, de quem herdou seu sobrenome... O casamento para alegria de alguns durou apenas um ano e meio. Após o seu divórcio em 1967 Joni conheceu Elliot Roberts e David Crosby ex-membro do The Byrds, os dois ajudaram-na a conseguir uma boa divulgação e contrato com gravadoras.
Em 1968 o seu primeiro disco intitulado Joni Mitchell é lançado no mercado fonográfico, o disco ganhou até um apelido Song To A Seagull e outros artistas começaram a interpretar as suas canções. Mesmo assim não alcançou um sucesso grandioso. Em 1969 Joni é convidada a participar do Woodstock que contava com cantores como Joan Baez, Jimi Hendrix e Janis Joplin, Joni interpretava as suas músicas ao lado de grandes feras do rock, mas mesmo assim a sua especialidade era o Folk. No mesmo ano lançou o seu segundo disco Clouds que contava com o clássico "Big Yellow Taxi", música em que Joni conseguiu fazer uma crítica ao mundo mostrando uma mensagem de paz e preservação da natureza.

Em 1970 Joni recebe uma indicação ao Grammy Awards como melhor artista folk. No mesmo ano participou de Isle of Wight um festival na Inglaterra considerado um segundo Woodstock. Uma curiosidade deste show é que quando Joni se apresentava um homem invadiu o palco e começou a proferir palavras que eram julgadas impróprias as pessoas que lá se encontravam. O homem foi arrastado para fora, curiosamente esse era Charles Manson que logo se tornaria um dos maiores serial killers da história. A gravadora Reprise vendo o sucesso recém alcançado assinou com Joni a gravação de seu terceiro disco Ladies Of The Canyon, o qual foi o seu disco mais vendido, e ganhou um disco de ouro por mais de meio milhão de cópias vendidas. Já era comum ouvir suas músicas nas rádios. Com um grammy, um nome respeitado e uma carreira sólida Joni passou a sentir-se sufocada: "Sinto-me como se estivesse em uma gaiola".
Joni começa a reduzir drásticamente suas apresentações a não ser em eventos beneficentes. Logo Joni vendeu sua casa e comprou outra em Columbia onde se dizia ter mais comodidade e privacidade. Após seu suposto sumiço Joni lança seu quarto disco auto intitulado Blue um disco totalmente significante para ela. Desde as músicas até o encarte representam seu momento que, segundo ela, era frágil e transparente. As canções transmitem mensagens de amor, distância, perdas. Joni compõe clássicos como "California" e "Carey", até músicas mais alegres são obscurecidas pelo tema central do disco; o sofrimento e a solidão.

Blue é um dos álbuns mais importantes da história do rock/folk e da carreira da cantora. O álbum estreia entre o top 20 da revista Billboard.
Em 1972 Joni lança seu primeiro disco com uma orquestra: For The Roses, um disco que a envolvia num cenário pop/folk.

Em Janeiro de 1975 Joni recebe quatro nomeações ao Grammy. Na primavera deste ano Joni entra em estúdio e grava algumas demos que foram lançadas dois anos depois. Então ela lança The Hissing Of Summer Lawns. No natal de 75 ela começa a promover o disco cantando ao lado de vários músicos em vários eventos. Feras como Rolling Stones são um exemplo. Joni entra em uma nova Tour no janeiro de 1976. A partir de daí Joni lançou incontáveis discos, cerca de 15 e sempre obteve seu sucesso. Conseguiu atingir a incrível sensibilidade interior para compor suas músicas. Após se apresentar em inúmeros shows beneficentes ao lado de inúmeros artistas como Cyndi Lauper, Sinead O´Conner, The Scorpions. Após emocionar plateias e receber incríveis críticas positivas e ganhar um tributo em sua honra, Joni Mitchell lança em abril de 2005 seu mais recente álbum Songs Of Prairie Girl, que a traz de volta ao mundo musical. O disco atingiu uma extrema sensibilidade e motivação.
Após ter cantado Jazz, Pop, e até rock, Joni volta a suas raízes, o folk, coisa que ela mais sabe fazer. Enfim Joni materializou-se e conseguiu deixar sua marca no mundo da música, hoje sua influência é mostrada por inúmeros cantores e compositores mundo a fora.
Joni Mitchell actualmente encontra-se trabalhando em apresentações solos e inúmeras atividades paralelas. Com tudo temos certeza que o seu nome continuará no mundo da música por muito mais tempo.

Texto retirado da Wikipedia

A luta de 39 mil cidadãos com diversidade funcional

Atenção: pede-se a solidariedade activa de todos os blogues. Ver aqui o que fazer.


São um movimento cívico, independente e apartidário, criado com o fim específico de lutar contra as drásticas reduções dos benefícios fiscais em sede de IRS, de que beneficiavam os cidadãos portadores de deficiência desde 1988 e que foram retirados pela Lei do Orçamento de 2007. Uma medida que agrava as condições de vida de 39 mil cidadãos nacionais que, para além da deterioração do poder de compra que afecta todos os portugueses, verão os seus orçamentos familiares diminuídos pelos impostos de um Governo que os chamou de “privilegiados” para colocá-los a pagar a sua própria inclusão.


Já para o próximo dia 4 de Outubro, pelas 14 horas, está convocada uma concentração para a porta Sul do Centro Comercial Vasco da Gama, onde o Movimento entregará uma carta com as suas reivindicações ao Comissário Europeu responsável pelo Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades.

via:
http://opaisdoburro.blogspot.com/

Reposição dos Benefícios Fiscais – Movimento dos Trabalhadores Portadores de Deficiência

30.9.07

Poesia erótica de Ovídio e outr@s mais...


Os amores, V: 1-1, 9-26 (Ovídio)


Era intenso o calor, passava do meio dia;
Estava eu em minha cama repousando.
(...) Eis que vem corina numa túnica ligeira,
Os cabelos lhe ocultando o alvo pescoço;
Assim entrava na alcova a formosa Semiramis,
Dizem, e Laís que amaram tantos homens.
Tirei-lhe a túnica, mas sem empenho de vencer:
Venceu-a, sem mágoa, a sua traição.
Ficou em pé, sem roupa, ali diante de meus olhos.
Em seu corpo não havia um só defeito.
Que ombros e que braços me foi dado ver, tocar!
Os belos seios, que doce comprimi-los!
Que ventre mais polido logo abaixo do peito!
Que primor de ancas, que juvenil a coxa!
Por que pormenorizar? Nada vi não louvável,
E lhe estreitei a nudez contra o meu corpo.
O resto, quem não sabe? Exaustos, repousamos.
Que outros meios-dias me sejam tão prósperos





Arte de amar
( por Manuel Bandeira)


Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus – ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.




A puta
(por Carlos Drummond de Andrade)


Quero conhecer a puta.
A puta da cidade. A única.
A fornecedora.
Na rua de Baixo
Onde é proibido passar.
Onde o ar é vidro ardendo
E labaredas torram a língua
De quem disser: Eu quero
A puta
Quero a puta quero a puta.

Ela arreganha dentes largos
De longe. Na mata do cabelo
Se abre toda, chupante
Boca de mina amanteigada
Quente. A puta quente.

É preciso crescer esta noite inteira sem parar
De crescer e querer
A puta que não sabe
O gosto do desejo do menino
O gosto menino
Que nem o menino
Sabe, e quer saber, querendo a puta.





Elegia: indo para o leito
( de John Donne)


Vem, Dama, vem que eu desafio a paz;
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.
Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado,
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
O que ele guarda quieto, tão de perto.
O corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é o nosso leito.
Os anjos mostram-se num branco véu
Aos homens. Tu, meu anjo, és como o Céu
De Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
O que o meu Anjo branco põe não é
O cabelo mas sim a carne em pé.
Deixa que minha mão errante adentre.
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra a vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
Onde cai minha mão, meu selo gravo.
Nudez total! Todo o prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo) sem
Vestes. As jóias que a mulher ostenta
São como as bolas de ouro de Atalanta:
O olho do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente

A alguns (a que tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como se diante da parteira, abre-
Te: atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.
Para ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante.






O sol nas noites e o luar nos dias
(de Natália Correia)


De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.



Modos de amar

(por Maria Tereza Horta)

Modo de amar – I

Lambe-me as seios
desmancha-me a loucura

usa-me as coxas
devasta-me o umbigo

abre-me as pernas
põe-nas nos teus ombros

e lentamente faz o que te digo:


Modo de amar – II

Por-me-ás de borco,
assim inclinada...

a nuca a descoberto,
o corpo em movimento...

a testa a tocar
a almofada,
que os cabelos afloram,
tempo a tempo...

Por-me-ás de borco;
Digo:
ajoelhada...

as pernas longas
firmadas no lençol...

e não há nada, meu amor,
já nada, que não façamos como quem consome...

(Por-me-ás de borco,
assim inclinada...

os meus seios pendentes
nas tuas mãos fechadas.)


Modo de amar – III

É bom nadar assim
em cima do teu corpo
enquanto tu mergulhas já dentro do meu

Ambos piscinas que a nado atravessamos
de costas tu meu amor
de bruços eu


Modo de amar – IV

Encostada de costas
ao teu peito

em leque as pernas
abertas
o ventre inclinado

ambos de pé
formando lentos gestos

as sombras brandas
tombadas no soalho


Modo de amar – V

Docemente amor
ainda docemente

o tacto é pouco
e curvo sob os lábios

e se um anel no corpo
é saliente
digamos que é da pedra
em que se rasga

Opala enorme
e morna
tão fremente

dália suposta
sob o calor da carne

lábios cedidos
de pétalas dormentes

Louca ametista
com odores de tarde

Avidamente amor
com desespero e calma

as mãos subindo
pela cintura dada
aos dedos puros
numa aridez de praia
que a curvam loucos até ao chão da sala

Ferozmente amor
com torpidez e raiva

as ancas descendo como cabras
tão estreitas e duras
que desarmam
a tepidez das minhas
que se abrem

E logo os ombros
descaem
e os cabelos

desfalecem as coxas que retomam
das tuas
o pecado
e o vencê-lo
em cada movimento em que se domam

Suavemente amor
agora velozmente

os rins suspensos
os pulsos
e as espáduas

o ventre erecto
enquanto vai crescendo
planta viva entre as minhas nádegas


Modo de amar – Vl

Inclina os ombros
e deixa
que as minhas mãos avancem
na branda madeira

Na densa madeixa do teu ventre

Deixa
que te entreabra as pernas
docemente


Modo de amar – VII

Secreto o nó na curva
do meu espasmo

E o cume mais claro
dos joelhos
que desdobrados jorram dos espelhos

ou dos teus ombros os meus:
flancos
na luz de maio


Modo de amar – VIII

Que macias as pernas
na penumbra

e as ancas
subidas
nos dedos que as desviam

Entreabro devagar
a fenda – o fundo
a febre
dos meus lábios

e a tua língua
Vagarosa:

toma – morde
lambe
essa humidade esguia


Modo de amar – IX

Enlaçam as pernas
as pernas
e as ancas

o ar estagnado
que se estende
no quarto

As pernas que se deitam
ao comprido
sob as pernas

E sobre as pernas vencem o gemido

Flor nascida no vagar do quarto


Modo de amar – X

A praia da memória
a sulcos feita
a partir da cintura:

a boca
os ombros

na tua mansa língua que caminha
a abrir-me devagar
a pouco e pouco

Globo onde a sede
se eterniza
Piscina onde o tempo se desmancha
a anca repousada
que inclinas
as pernas retezadas que levantas

E logo
são os dentes que limitam

mas logo
estão os labios que adormentam
no quente retomar de uma saliva
que me penetra em vácuo
até ao ventre

o vínculo do vento
a vastidão do tempo

o vício dos dedos
no cabelo

E o rigor dos corpos
que já esquece
na mais lenta maneira de vencê-los


Modo de amar – XI
((Teu) Baixo ventre)


Nunca adormece a boca no
teu peito

a minha boca no teu baixo
ventre
a beber devagar o que é
desfeito


Modo de amar – XII
(Os testiculos)

Tenho nas mãos
teus testiculos
e a boca já tão perto

que deles te sinto
o vício
num gosto de vinho aberto


Modo de amar – XIII
(As pedras – As pernas)


São as pedras
meus seios
São as pernas

pele e brandura
no interior dos
lábios

rosa de leite
que sobe devagar
na doce pedra
do muco dos meus lábios

São as pedras
meus seios
São as pernas

Pêssegos nus corpo
descascados

Saliva acesa
que a língua vai cedendo

o gozo em cima...
na pedra dos meus
lábios

Jogo do corpo
a roçar o tempo
que já passado só se de memória,
a mão dolente
como quem masturba entre os joelhos...
uma longa história...

Estrada ocupada
onde se vislumbra
(joelhos desviados na almofada )

assim aberta o fim de que desfruta
o fruto do odor
o fundo todo
do corpo já fechado.



Modo de amar – XIV
(As rosas nos joelhos)

São grinaldas de rosas
à roda
dos joelhos

O âmbar dos teus dentes
nos sentidos

O templo da boca
no côncavo do espelho
onde o meu corpo espia
os teus gemidos

É o gomo depois...
e em seguida a polpa...

o penetrar do dedo...
O punho do punhal

que na carne enterras
docemente
como quem adormenta
o que é fatal

É a urze debaixo
e o fogo que acalenta
o peixe
que desliza no umbigo

piscina funda
na boca mais sedenta bordada a cuspo
na pele do umbigo

E se desdigo a febre
dos teus olhos
logo me entrego à febre
do teu ventre

que vai vencendo
as rosas – os escolhos
à roda dos joelhos, docemente.


Modo de amar – XV
(A boca – A rosa)


Entreabre-se a boca
na saliva da rosa

no raso da fenda
na fissura das pernas

Entreabre-se a rosa
na boca que descerra
no topo do corpo
a rosa entreaberta

E prolonga-se a haste
a língua na fissura
na boca da rosa
na caverna das pernas

que aí se entre-curva
se afunda
se perde

se entreabre a rosa
entre a boca
das pétalas

Évora Daninha (4,5 e 6 de Outubro)


PROGRAMA


4, Quinta-Feira

22h00 baile e arruada - praça do giraldo
24h00 olivetree - espaço celeiros
02h00 mostra internacional de performance parte I - monte alentejano
06h00 pausa para café


5, Sexta-Feira

10h00 es:pacinhos* (percurso interactivo pelo centro histórico para pais e filhos) - praça do giraldo
15h00 inauguração da exposição pin hole - anexos da harmonia
17h00 rockumentario - auditório soror mariana
18h30 balleto (performance de rua) - praça do giraldo
24h00 born a lion - espaço celeiros
02h00 mostra internacional de performance parte II - monte alentejano
irmã lucia dj set - monte alentejano
06h00 pausa para café


6, Sábado

11h00 tamborilando (peça infantil apresentada por AGORA teatro e interpretado por André Penas e Bruno Cintra) - espaço celeiros
15h00 demonstração de yoga - harmonia
16h00 workshop de movimento contemporâneo (toni tavares) - harmonia
18h30 joana machado e nuno ferreira - harmonia

22h00 convidART - a bruxa teatro
24h00 raspect - espaço celeiros
02h00 capitão fantasma - espaço celeiros
dj set - espaço celeiros
06h00 pausa para café

programa sujeito a alterações

*com marcação prévia e número de participantes limitado

Bilhete 3 dias: 12 EURO
Bilhete diário: 7 EURO

28.9.07

Festival O Gesto Orelhudo em Águeda (26 Set. até 6 de Out.) com um óptimo programa que inclui Leo Bassi (actua dia 3)


A d'Orfeu Associação Cultural leva a efeito a 6ª edição do Festival O Gesto Orelhudo de 29 de Setembro a 6 de Outubro em Águeda
O Gesto Orelhudo é um festival que marca as suas propostas pelo mais insólito e inusitado humor músico-teatral.
Esta edição acolhe 16 espectáculos diferentes.
Toda a informação referente a este festival pode ser consultada em www.dorfeu.com
http://www.dorfeu.com/


Espaço d\'Orfeu e Cine Teatro São Pedro Águeda


Sáb 29 Set GRANDE ABERTURA

21h45 Cine-Teatro São Pedro
The First Vienna Vegetable Orchestra (Áustria)
[B] 6Eur com venda prévia

Inusitado concerto de música contemporânea com vegetais!


The First Vienna Vegetable Orchestra abre, em grande estilo, a programação do 6º Festival O Gesto Orelhudo. Surpreendem pela originalidade: pepinos, pimentos, cenouras, couves e abóboras são apenas alguns dos vegetais que esta invulgar orquestra transforma em instrumentos. \"The First Vienna Vegetable Orchestra\" reúne um naipe de músicos austríacos de alta formação, sendo um deles também cozinheiro. Só usam vegetais frescos e de boa qualidade na suas actuações, para garantir a afinação e resistência dos... instrumentos. Por isso, no próprio dia do concerto, no mercado semanal de Águeda, vão ser adquiridos os legumes e hortaliças que, depois de transformados, deliciarão os ouvidos dos espectadores à noite. No final do espectáculo, os instrumentos acabarão numa bela sopa oferecida ao público (daí o cozinheiro).



23h45 tenda Espaço d’Orfeu
Jukebox, Trukitrek (Espanha/Brasil)
[B] gratuito

Anões cantores (quase) humanos apresentam um repertório internacional digno de qualquer “jukebox”!

Jukebox é uma super-animação dentro um convencional teatrinho de fantoches. Um vertiginoso “musical” de canções internacionalmente conhecidas, com um toque humorístico tão próprio dos Trukitrek. Os manipuladores conseguem dar as mais irresistíveis expressões a estes anões cantores, pois a cabeça dos bonecos é a do próprio actor.

Mestres nesta técnica de animação, os Trukitrek apresentam no dia seguinte, domingo à tarde, o seu espectáculo mais aclamado, “Unforgetable”, a encerrar a grande Tardada Orelhuda. No sábado à noite, Jukebox é o aperitivo.



Dom 30 Set TARDADA ORELHUDA PARA TODA A FAMÍLIA

14h00-19h00 Espaço d’Orfeu
[B] 2Eur bilhete individual / 5Eur bilhete familiar (pais e/ou avós com crianças em número ilimitado)


15h00 Concerto para Pássaros e outros Palradores
Miudagem e passarada desde sempre se entenderam. Espectáculo de interacção garantida!

15h45 Monólogo a Duas Vozes
Lenga-lengas e trava-línguas em palco, para divertir gerações dos netos aos avós.


16h30 Chico Lua & Cia., Beto Hinça (Brasil)
Os instrumentos são marionetas nas mãos das marionetas! A festa quer orquestra assim.

17h15 Bebés com Música
Uma experiência vibrante para as orelhas dos pequenotes. Músicas do mundo em compasso bebé.

18h00 Unforgetable, Trukitrek (Espanha/Brasil)
Divertido cartoon ao vivo. Fantoches quase humanos numa história com tanto de amor como de humor.



Seg 01 Out DIA MUNDIAL DA MÚSICA

21h45 Tenda Espaço d’Orfeu
Slampampers (Holanda)
[B] 3Eur

Música & humor num espectáculo de (r)ir às lágrimas!


De regresso ao festival que lhes deu a estreia em Portugal, os Slampampers regressam para repetir o estrondoso êxito do ano passado. Uma extravagância de quatro musicómicos, num espectáculo cheio de peripécias, inesperadas acrobacias, interacção com o público e ilimitada energia. Uma impressionante paródia em cima do palco, por um quarteto hilariante que circula por festivais em todo o mundo. Desta vez, o público já os conhece: estes holandeses são completamente doidos!



Ter 02 Out

21h45 Tenda Espaço d’Orfeu
Sempre ao Lonxe, Mofa & Befa (Galiza)
[B] 3Eur

Impagável espectáculo da mais louca companhia galega da actualidade!


Cada espectáculo que estes galegos resolvem criar é um upgrade aos seus próprios limites de non-sense, loucura e magnífica parvoíce. Neste delirante exercício cómico (talvez sem querer, mas mesmo muito cómico), os Mofa & Befa esforçam-se por apresentar um estudo muito próprio sobre as características étnicas e sociais de toda a série de gente que povoa a Península Ibérica. De forte conteúdo musical, esta obra ficou à beira de ser uma ópera de bons costumes se tem obtido subsídio estatal. Como não há notícia de tal ter sucedido, os géneros vão do rock à tarantela passando pela rumba e outros que tais, com direito a encore. É desejo do elenco que os espectadores saiam da sala sentindo-se mais próximos dos seus semelhantes de outras paragens e também um pouco mais inteligentes. Quanto mais não seja, mais inteligentes que os próprios actuantes.




Qua 03 Out

21h45 Tenda Espaço d’Orfeu
Instintos Ocultos, Leo Bassi (Itália/EUA)
[B] 3Eur

Águeda vai rir como nunca riu. Intrigante cómico ameaça a paz cultural da cidade!


Leo Bassi é famoso pelas suas extravagantes actuações a solo. Tão depressa faz malabarismos circenses como brinda o público com chocantes e inesperados discursos. As suas provocações (em palco ou na plateia) pretendem despertar as pessoas da letargia, convertidos que estamos todos em sujeitos passivos a cada dia que passa. O humor de Leo Bassi, de fina ironia, é forte mas não é corrente. É um provocador, um grosseiro impertinente. Para ele, o palco é um tempo de antena, é a desculpa para poder criticar e estabelecer uma luta à sua maneira, contando com a rendição incondicional do público. Ver um espectáculo deste cómico é uma experiência única: uma barrigada de rir e umas quantas inquietações para levar para casa.

De origem italiana, mas com sangue e cidadania de várias partes do mundo, Leo Bassi descende de uma família de artistas de circo que remonta a seis gerações. Este fascinante homem que chega agora ao “O Gesto Orelhudo” viu-se desde sempre, na pele de artista, envolvido em estratagemas para surpreender o público: uma ocasião, fazia um espectáculo para tropas americanas em cenário de guerra e combinou uma intervenção aérea do inimigo em plena actuação, para susto de morte dos... espectadores. Outra vez, em que se feriu em palco, ouviu ovacionar a entrada em cena dos bombeiros, com os espectadores convencidos que se tratava de mais uma encenação. Lançou tartes à cara de vários governantes na América e na Europa, recebeu ameaças de bomba aos seus recentes espectáculos em Madrid, foi detido várias vezes por causa de polémicos espectáculos por todo o mundo.

Em “Instintos Ocultos”, Águeda vai rir como nunca riu.
Cada espectador jamais será a mesma pessoa depois de ter visto Leo Bassi.


Qui 04 Out


21h45 Tenda Espaço d’Orfeu
Novecentos, Peripécia Teatro
[B] 3Eur

O regresso de uma companhia que nos espanta com a genialidade de cada nova criação.

“Novecentos” é o nome de um pianista excepcional que nasceu e nunca desceu do paquete que cruzava o oceano entre a Europa e a América no início do século XX. Foi encontrado bebé, dentro de uma caixa de limões, em cima do lustroso piano do salão de baile do navio. Aí cresceu, foi adoptado e educado pela tripulação. Uma madrugada, ainda menino, foi encontrado rodeado de passageiros em silêncio e de pijama, sentado ao piano a tocar não se sabe que música… não era jazz, eram dez “jazzes” juntos, tocados todos de uma vez! Assim nasceu a lenda do pianista do Oceano, tão famoso no mar como em terra, mesmo sem nunca a ter pisado.

Esta adaptação de Peripécia Teatro - na linha do melhor teatro visual, como no brilhante “Ibéria” que o público do Gesto Orelhudo já viu - , junta a espontaneidade dos contadores de histórias, a ironia dos entertainers, o humor inocente dos clowns e a versatilidade dos transformistas. Em cena, dois grandes clarinetistas tocam à época, numa partitura interpretada em dinâmica cumplicidade com os actores. A não perder!



Sex 05 Out


21h45 21h45 Cine-Teatro São Pedro
Ferloscardo, Cotão Associação Cultural / Centro Cultural de Belém (co-produção)
[B] 4Eur (inclui o espectáculo seguinte)

Espectáculo de circo contemporâneo, visualmente soberbo, com música ao vivo.

Este espectáculo não podia faltar no Festival “O Gesto Orelhudo”! Ferloscardo é do que a produção nacional contemporânea melhor tem feito ao nível da fusão do novo circo com dança, teatro e música. A magnífica concepção cenográfica de Ferloscardo, marcada por pêndulos de corda com lâmpadas na ponta, inspira-se no misterioso imaginário do velho circo, em que as sombras definem o que o público pode ou não ver. A vida do espectáculo está na luz que fica e na luz que vai, num jogo de presenças e ausências de magnífico efeito visual.

A inspiração ribatejana dos criadores traz à cena objectos como pedras, paus ou ovos, que convivem com objectos de circo e com os dois corpos. Ferloscardo é um circo novo, tão novo que já não é bem circo, mas novo circo. Imperdível!


23h45 Tenda Espaço d’Orfeu
Deolinda
[B] 2Eur (ou gratuito com bilhete do espectáculo anterior)

Recital castiço de um projecto musical ‘very’ lisboeta!

O seu nome é Deolinda Lisboa e tem idade suficiente para saber que a vida não é tão fácil como parece, solteira de amores, casada com desamores, natural da Lisboa castiça, habita um rés-do-chão algures nos subúrbios da capital. Inventa as suas canções a olhar por entre as cortinas da janela, inspirada pelos discos de grafonola da avó e pela vida dos vizinhos. Vive com dois gatos e um peixinho vermelho. Canta no Gesto Orelhudo na sexta ao fim da noite para quem a quiser ouvir.



Sáb 06 Out ENCERRAMENTO DO FESTIVAL

21h45 Cine-Teatro São Pedro
PaGAGnini, Yllana (Espanha)
[B] 4Eur

A grande música clássica no encerramento do festival! E o humor, com a vossa licença.

Recital de música clássica por uma quarteto de cordas que se deixa desafiar pelo imprevisto e pelo absurdo. As regras de um recital são postas em causa a cada novo compasso, de forma vertiginosa, pelo virtuosismo destes quatro grandes instrumentistas. O humor é fundamentalmente visual e físico, num surpreendente (des)concerto de obras clássicas com versões disparatadas ou com absurdas e intermináveis cadências. Fica-se com a sensação que os instrumentistas poderiam ser tudo menos obscuros violinistas perdidos num mar de cordas e pautas amarelecidas com o tempo.

PaGAGnini é uma criação dos “Yllana”, a companhia humorística madrilena que já apresentou “Rock & Clown” num anterior Gesto Orelhudo. Voltam a Águeda para fechar em grande a 6º edição do festival!



23h45 Tenda Espaço d’Orfeu
Mu
concerto no âmbito do OuTonalidades 2007
[B] gratuito

O festival fecha com ritmos festivos pela noite dentro!

A música dos Mu inspira-se nos sons das várias culturas musicais europeias, do leste ao ocidente, através da comunhão festiva de instrumentos de todo o mundo.

27.9.07

Lava a cara. Diz não à praxe.

Maçã com bicho (Acho eu da praxe)
Canção e letra de Sérgio Godinho

O tempo passa
e lembras com saudade
o saudoso tempo da universidade
foste caloiro
e quintanista
já comes caviar
esquece o alpista

P`ra entrar na universidade
é preciso
prender o humor
na gaiola do riso
ter médias altas
hi-hon, ão-ão
zurrar, ladrar
lamber de quatro o chão

Mas há quem ache
graça à praxe
É divertida (Hi-hon)
Lição de vida (Ão-ão)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
É divertida (Mé-mé)
Lição de vida (Piu-piu)
Maçã com bicho
acho eu da praxe

Chamar-se a si mesmo
besta anormal
dá sempre atenuante ao tribunal
é formativo
p`ró estudante
que não quer ser propriamente
um ignorante

Empurrar fósforos com o nariz
tirar à estupidez a bissectriz
eis causas nobres
estruturantes

eis tradição
sem ser o que era dantes

Mas há quem ache
graça à praxe
É divertida (Hi-hon)
Lição de vida (Ão-ão)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
É divertida (Mé-mé)
Lição de vida (Piu-piu)
Maçã com bicho
acho eu da praxe

Não vou usar
mais exemplos concretos
é rastejando
que se ascende aos tectos?
Então vejamos
preto no branco
as cores da razão
porque a praxe eu desanco

Mas há quem ache
graça à praxe
É divertida (Hi-hon)
Lição de vida (Ão-ão)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
É divertida (Mé-mé)
Lição de vida (Piu-piu)
Maçã com bicho
acho eu da praxe






LAVA
A
CARA

DIZ NÃO À
PRAXE




DIZ SIM À INTEGRIDADE

DIZ SIM À DIGNIDADE

DIZ SIM À IGUALDADE

DIZ SIM À INTEGRAÇÃO



consultar:
http://letrasemmanifesto.blogspot.com/

O direito à desobediência civil em Portugal

Como pequeno contributo ao conhecimento do direito constitucional português, em particular do direito à desobediência civil, transcrevemos os comentários de dois dos mais destacados constitucionalistas portugueses acerca do artigo 21º da Constituição, e de cujo texto ressalta a existência implícita do direito à desobediência civil no nosso texto constitucional.


«Afim do direito de resistência é o direito à desobediência civil entendido como o acto público, não violento, consciente e político, contrário à lei, praticado com o propósito de provocar uma alteração político-legislativa ou reagir contra uma grande injustiça.
Não é líquido, porém, ver se se trata de um verdadeiro direito ou de um direito autónomo (em relação ao direito de resistência ) ou se se deve inserir no âmbito normativo de certos direitos fundamentais (exemplo: liberdade de expressão, direito de manifestação, direito à greve, objecção de consciência, além do direito de resistência), à sombra dos quais pode colher protecção constitucional»


(reprodução de um comentário ao Artigo 21º sobre o direito de resistência ,que está consagrado na Constituição da República Português, e da autoria de José Gomes Canotilho e de Vital Moreira numa edição da Coimbra Editora)


Reprodução textual do artigo 21º da Constituição Portuguesa:
Artigo 21.º(Direito de resistência)
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

FRONTE[I]RAS - encontro internacional de artes transdisciplinares (29 e 30 de Set. em Barcelos)


Performances Exposições Conferências Artist Talks


O conceito de fronteira é, actualmente, um dos temas mais recorrentes na artes contemporâneas, a que não será alheia a tendência observável em várias práticas artisticas no questionamento dos seus próprios limites (cruzamento / hibridização das artes, arte vs. vida, arte vs. ciência, etc.)

Por um lado, a fronteira é um espaço de múltiplas leituras. Muito mais do que uma linha divisória, é uma zona de fluxo e de interacção. É um espaço fluido onde nos confrontamos com a nossa identidade. A observação do que é “ligeiramente diferente” permite reconhecermo-nos a nós próprios, criar um distanciamento sobre nós que ajuda a recolocar o pensamento. Neste sentido, a fronteira é potencialmente um espaço de “iluminação”.
Por outro lado, a fronteira enquanto linha divisória da diferenciação política, social e cultural exerce uma força “centrípeta” no sentido de uma harmonização territorial, ou seja, da inscrição dos “centros” em qualquer parcela dos respectivos territórios, por mais longínquos que estes estejam.
O caso específico de Portugal e da Galiza é uma evidência da coexistência destes dois conceitos de fronteira. Se, por um lado, existe uma história comum feita de afinidades identificáveis em diversos planos e um esforço de criação de “pontes de diálogo”, ainda subsistem resistências a diversos níveis suscitadas por um excessivo zelo em preservar a “identidade” de cada um dos lados da fronteira.
O Encontro Fronte[i]ras 07 procurará estabelecer linhas de reflexão criativa para algumas das seguintes questões:
- No contexto contemporâneo, ainda necessitamos de identidades colectivas estáveis que forneçam princípios de pertença e protecção para indivíduos, sociedades ou nações?
- Será que estas identidades não são potencialmente perigosas no sentido de contribuírem para a difusão de formas de arrogância e discriminação?
- Será que a atitude inversa (nós = eles) incorpora também o risco de outra degenerescência, a da fusão absoluta? Se todos partilharmos os mesmos valores, os mesmos hábitos, num grande magma de referências, isto não poderá gerar efeitos psicológicos individuais de ausência de identidade? A que lugar ainda pertencemos?
A tensão ambivalente entre localização e necessidade de vinculação, que é uma característica inerente às fronteiras, assume no caso específico do Norte de Portugal e da Galiza uma importância chave.
Tanto a Galiza como o Norte de Portugal são regiões feitas de fronteira. Desde o “marco” separador das leiras (terrenos agrícolas), até às terras raianas e o Rio Minho, co-habitamos o mesmo país contruído com matéria fronteiriça.
Numa época em que certificamos a morte da distância, fazer o trajecto ferroviário Porto-Vigo leva quase o mesmo tempo que percorrer todo Portugal. O eixo atlântico é, em muitos domínios, mais um mito que uma realidade.
O Encontro Fronte[i]ras 07 procurar-se-á constituir como uma manifestação dessa necesidade de vinculação, comunicativa e aberta, na relação transfronteiriça. Uma relação abordada recentemente no seu aspecto digital, mas totalmente descuidada no seu aspecto físico: ainda que a conexão existe historicamente, a necessidade de vinculação real deve converter-se num tema central de reflexão.
Uma forma efectiva de superar este vazio é através da colaboração entre redes culturais de ambos os lados da raia. As entidades co-organizadoras do Encontro Fronte[i]ras 07, Binaural (Portugal) e Alg-a (Galiza), exemplificam esta ideia de criação colectiva de cultura, esta malha nodal transfronteiriça.
Seguindo a profunda tradição raiana do contrabando, compartilhar cultura continua a ser, ainda hoje em dia, uma realidade sub-oficial, minoritária, mas vitalmente imprescindível.
O Encontro Fronte[i]ras 07 decorrerá em simultâneo em locais dos dois lados da fronteira. O programa, que incluirá performances, instalações e conferências, permitirá o intercâmbio, discussão de ideias e projectos entre criadores e pensadores, procurando encorajar processos colaborativos, de descoberta e troca de experiências entre alguns dos artistas mais dinâmicos e inovadores que operam nos domínios das artes intermédia, transdisciplinares, antropológicas, teatro e performance híbrídos, poesia sonora e visual, etc., algumas das expressões artísticas que incorporam na sua própria praxis as noções de fronteira, no sentido mais abstracto do termo.
O encontro é organizado por duas entidades culturais, uma portuguesa, Binaural, outra galega, Alg-a, com fortes afinidades na sua metodologia e foco de intervenção, aliando um trabalho nas áreas das artes digitais / intermédia a uma pesquisa artística sobre o lugar e a vida.



Programa:

29 de Setembro 21h 30 - AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE BARCELOS
Performances
Maksims Shentelevs (Letónia)
Carlos Suárez (Galiza/Venezuela)
António Pedro (Portugal)
Madame Cell (Galiza) + Rui Costa (Portugal) & Manuela Barile (Itália)

30 de Setembro 11h 00 15h 00 - MUSEU DE OLARIA
Apresentações de Projectos Artísticos Desenvolvidos em Residência
Xelo Bosch (Espanha)
Carlos Suárez(Galiza/Venezuela)
Richard Lerman (EUA)
Azul Blaseotto (Argentina)
Leila Durán e Arturo Reboiras (Galiza, Espanha)
Vered Dror (Israel)
Maria Idília Martins(Portugal/Venezuela)
Amaya González Reyes (Galiza, Espanha)
António Pedro (Portugal)
Maksims Shentelevs (Letónia)




As conferências terão lugar na Casa das Campás, Pontevedra nos dias 27 e 28 de Setembro. Nelas participarão os seguintes conferencistas:

Pedro Jiménez (Espanha)
Isabel Valverde (Portugal)
Mona Higuchi (EUA)
Bojana Bauer (Sérvia/Portugal)
Ibrahim Niang (Mauritânia)
Xavier Fernández(Galiza)


Consultar:
http://www.zoom.pt/
www.fronteiras07.org/spip.php?page=sommaire&lang=pt
http://www.alg-a.org/

Programa completo:

25.9.07

A propósito de uma ideia ignóbil chamada «competição»


Todos nós já sabemos que, chegados a certa idade, os nossos pais conduzem-nos até às portas de uma instituição que se vai encarregar de nós. Para alguns já aos 3 anos se torna visível que essa «socialização forçada» não correrá nada bem. Alguns choram, outros fincam os pés, e muitos exprimem uma grande revolta através dos fracos meios que dispõem, sentindo uma raiva a nascer dentro de si e pronta a rebentar.


Depois do infantário entramos no «mundo dos grandes» - pelo menos, é assim que os professores costumam receber os alunos da antiga escola primária, hoje designada por 1º ciclo do ensino básico. Seguem-se, em seguida, os restantes graus de ensino até chegarmos ao ensino secundário e, para alguns, ao ensino superior. Mas em todos eles ressalta uma característica comum: classificar os alunos. E quem não se lembra de apanhar com um cinco ou um nove, ou então de um comentário ou uma observação escrita do tipo «Muito insuficiente» ou, simplesmente, «Medíocre».


Não tendo escolhido a escola, nem as matérias para aprender, nem sequer o método de aprendizagem, acabamos por nos tomar de pânico só com a ideia dos nossos pais receberem a informação de uma avaliação negativa. E não raro a comparação entre as notas mais altas e as mais baixas acabava por ser um verdadeiro golpe na nossa cabeça, em que a vaidade dos melhores contrastava com a vergonha daqueles que eram classiificados com as piores notas. E não faltavam as ocasiões para a instituição lembrar que certo aluno não era tão bom que um seu colega, ou que alguns se encontravam abaixo da média geral.

Com tudo isso o que o sistema, pouco a pouco, pretende é incutir a «virtude» da competição como motor do sucesso social, o grande mito propagandeado de todas as sociedades hierarquizadas. A nossa caderneta escolar serve assim de prelúdio ao nosso futuro currículo profissional, assim como as matérias ensinadas serão uma sombra do emprego que nos calhar na grande lotaria que é o mercado concorrencial.

E tal como sofremos a vergonha das notas abaixo de dez, assim também iremos sofrer a auto-culpabilização de estarmos a receber o salário mínimo ou, pior ainda, ficarmos no desemprego.

A ideia que nos passam e que nos pretendem vender é que sem compreendermos a utilidade das funções exponenciais na matemática, nada feito: sem isso estaremos, o mais certo, destinados ao mais rotundo fracasso.

Mesmo até o exemplo do «self-made man» serve às mil maravilhas para nos convencerem que só a nós próprios devemos o êxito ou o insucesso na vida. Só a nós e a mais ninguém !!! – dizem eles, ocultando o carácter socialmente selectivo do sistema mercantil em que vivemos.

A escola é construída para ser uma espécie de antecâmara em que o objectivo é a formatação dos espíritos, operação que se destina, ao fim e ao cabo, a habituarmo-nos a olhar o outro não como um irmão-companheiro de vida, mas antes como um potencial competidor, aquele que poderá ser sempre o «melhor» ou o «menos bom» que nós próprios, dependendo da capacidade que cada qual revelar em integrar-se num sistema hierárquico e de dominação.

E é essa mesma capacidade - que vai fabricando bons exploradores, para uns, e bons escravos submissos, para outros – que reside a chave-mestra deste sistema abjecto em que vivemos, e que desgraçadamente, nos habituamos acriticamente a subsistir. É por isso que é importante acabar, quanto antes, com ele, para que em vez da competição e da concorrência, possa emergir um mundo onde a regra seja a solidariedade e o apoio mútuos
.

Festival inglês de cinema independente vai passar os filmes na internet

Parte dos filmes do Raindance Film Festival, o maior festival independente de cinema da Grã-Bretanha, será exibida simultaneamente na internet.


Segundo os organizadores, a iniciativa, pioneira no circuito, pode ser uma nova forma divulgar os cineastas independentes.
O festival fez um acordo com o provedor de banda larga Tiscali para que seis filmes da programação fiquem disponíveis para o público na rede, ao mesmo tempo em que têm sua estreia nos cinemas londrinos.

Entre os filmes, está o documentário de longa-metragem Flames in the Looking Glass, que acompanha as vidas de três transexuais indianos que têm Sida
Também estão incluídos a produção escocesa The Inheritance e um documentário sobre hip hop na cidade inglesa de Brighton que tem participação do DJ Fatboy Slim, South Coast.
Os seis filmes ficarão disponíveis para download gratuitamente a partir das 21h no dia em que estrearem.

Também será exibida na internet, durante cinco noites, uma selecção de 15 filmes de curta-metragem de cineastas iniciantes.

O site do festival vai oferecer ainda notícias sobre filmes vistos na noite anterior e entrevistas.
Além dos filmes, a programação do festival Raindance inclui eventos paralelos.
Num deles, cineastas iniciantes ou aspirantes a cineastas tentarão vender suas ideias de roteiros a um grupo de personalidades do cinema, entre eles o produtor Nik Powell, a directora do fundo de financiamento do Film Council da Grã-Bretanha, Sally Caplan, e o actor Ewan McGregor.
O fundador do festival Raindance, Elliot Grove, disse ao jornal britânico The Guardian que a distribuição online oferece a cineastas novas formas de financiar seus filmes.
Segundo Grove, a distribuição online daria a cineastas iniciantes uma oportunidade de encontrar uma audiência sem ter de passar pelo circuito tradicional de Hollywood.

O festival começa no dia 26 de Setembro e vai até 7 de Outubro.

http://www.raindance.co.uk/site/
Fonte: BBC online

Conferências por John Urry (27 e 28 de Set), um dos principais sociólogos contemporâneos

2 conferências pelo Prof John Urry, um dos principais sociólogos contemporâneos, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, sobre importantes problemáticas sociais:


- As Cidades do Espectáculo


- Mobilidades e Sociabilidades


Entrada Livre

27 e 28 de Setembro

Sobre John Urry:

Poesia e outras artes:do modernismo à contemporaneidade - colóquio na Fac. de Letras do Porto (27 e 28 de Set.)


COLÓQUIO INTERNACIONAL "POESIA E OUTRAS ARTES: DO MODERNISMO À CONTEMPORANEIDADE"

Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa


PROGRAMA

27 de Setembro
Anfiteatro Nobre

Manhã
09:30 - Abertura
10:00 - Marjorie Perloff (Stanford Univ./ Univ. of Southern California)
From Avant-garde to Digital: The Legacy of Brazilian Concrete Poetry
10:45 - Pausa para café
11:15 - Alberto Pimenta (Univ. Nova de Lisboa)
Acentos no irreal da irrealidade
11:45 - Manuel Portela (Univ. Coimbra)
Significantes em movimento em movimento

12:45 - Almoço

Tarde
14:30 - Bernardo Pinto de Almeida (Univ. Porto)
Alusignações: palavra, imagem, imaginário
15:00 - Ida Alves (Univ. Federal Fluminense)
A poesia não é como a pintura ou a ordem das visibilidades
15:30 - Ana Gabriela Macedo (Univ. Minho)
The Verbal and Visual Poetics of the Futurist Stage Manifestos
16:00 - Pausa para café
16:30 - Graça Capinha (Univ. Coimbra)
An Act of Gnosis: Painter Jess Collins & Poet Robert Duncan
17:00 - Paulo de Medeiros (Univ. Utrecht)
Visões de Pessoa

19:45 - Jantar

21:30 - Performance de poesia com os poetas Alberto Pimenta e Manuel Portela (Biblioteca Municipal de Matosinhos)



28 de Setembro
Anfiteatro Nobre

Manhã
10:00 - Pedro Eiras (Univ. Porto)
Capricho mortal. Bach na poesia de Manuel de Freitas
10:30 - Rosa Martelo (Univ. Porto)
"Qualquer poema é um filme"? - Presença do cinema em alguma poesia
portuguesa contemporânea
11:00 - Pausa para café
11:30 - Joana Matos Frias (Univ. Porto)
"Peeping Tongue: Ut Photographia Poesis ou O Verso da Evidência".
12:00 - Mário Jorge Torres (Univ. Lisboa)
Para uma poética do cinema a partir do texto lírico

13:00 - Almoço

Tarde
14:30 - Rui Carvalho Homem (Univ. Porto)
Horsing About?: Memory and the Visual in Two Contemporary Irish Poets
15:00 - Liliane Louvel (Univ. Poitiers)
La transposition intersémiotique: le cas de Paul Durcan et sa galerie de poèmes
16:00 – Encerramento

21.9.07

Por uma agricultura do povo

«Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não»
(versos cantados por Adriano Correia de Oliveira)
Foto e texto retirado de:
http://ingenea.pegada.net/ (blogue pessoal de Gualter Baptista, o activista português mais conhecido do movimento de contestação à agricultura industrial transgénica)



Cá pela minha terra, onde a agricultura ainda se faz com modos de tradição, é tempo de colher o milho que o sol dourou, auxiliado pelos reflexos de um rio que de químicos continua a saber pouco.

Milho amarelo. Para os animais e também para a broa, de milho ou triga-milho. Comida a seco, molhada em azeite do feijão com couves, mergulhada na sopa de abóbora.

Esta é a agricultura do povo, onde o trabalho sai da mão de camponeses e camponesas.

Esta é a agricultura do povo, onde a maquinaria e o petróleo não substituem, apenas auxiliam, mulheres e homens.

Esta é a agricultura do povo, onde se combate a desertificação e o abandono rural, porque trabalho e alimento não fazem desertos.
Esta é a agricultura do povo, que a Revolução Verde ameaçou, trazendo os monocultivos, os pesticidas e os herbicidas.

Esta é a agricultura do povo, que as multinacionais engordadas pela Revolução Verde querem destruir, apropriando e manipulando a semente que sempre foi colhida para voltar a semear.

Esta é a agricultura do povo, que o transgénico contamina, degenera e condena!

Esta é a agricultura do povo, em perigo de extinção!

Esta agricultura, que ainda é do povo!

Ao Encontro da Semente - 1ª Feira Ibérica de Biodiversidade Agrícola -Odemira (29 e 30 de Set.)


“Ao Encontro da Semente” é o tema da 1ª Feira Ibérica de Biodiversidade Agrícola, que vai decorrer na vila de Odemira, entre os dias 29 e 30 de Setembro, com o objectivo de incentivar o cultivo de variedade locais e contribuir para a protecção das sementes tradicionais e para a conservação da Biodiversidade Agrícola.


A iniciativa é promovida pelo Município de Odemira e Associação Colher para Semear - Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais e decorrerá na Biblioteca Municipal de Odemira.


As actividades terão início às 9.30 H do dia 29 de Setembro, com a Abertura da Mostra de Variedades Regionais do Concelho de Odemira e da Exposição e Troca de Sementes da Península Ibérica.



Durante a manhã decorrerão palestras com os temas “Apresentação do Trabalho de Recolha de Variedades Regionais do Concelho de Odemira” (José Miguel Fonseca e Graça Caldeira Ribeiro, Colher Para Semear), “A Importância das Hortas Urbanas na Manutenção da Biodiversidade Agrícola” (José Mariano Fonseca, Colher para Semear) e “A Importância da Biodiversidade Agrícola na Península Ibérica” (Juan José Soriano, Red Andaluza de Semillas “Resembrando e Intercambiando”).



Para a tarde estão reservados os temas “Recursos Genéticos Vegetais da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve” (António Marreiros, Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve) e “Os Trigos Antigos: suas qualidades nutritivas e aromáticas” (Nicolas Supiot, Réseau Semences Paysannes e José Pedro Raposo, Colher Para Semear).



A partir das 16.30 H, haverá oficinas práticas dedicadas a vários temas: “Fabrico de Pão” (Nicolas Supiot e José Pedro Raposo), “Culinária Com…Tradição no Alentejo” (Henrique Mouro, Eurotoques) e “Fabrico de Cerveja Tradicional” (Pablo González, Red Andaluza de Semillas “Resembrando e Intercambiando”). Para a noite está prevista a realização do Baile das Colheitas, no Cerro do Peguinho, com a participação do Grupo de Cantares da Serra de S. Martinho das Amoreiras e de dois acordeonistas locais.


No dia 30 de Setembro, a partir das 9.30 H, haverá duas oficinas práticas dedicadas aos temas “Processos de Enxertia: Métodos de garfo e borbulha” (Joaquim Abílio) e “Produção Local de Sementes: Colheita; Extracção pelos métodos húmido e seco; Selecção e conservação, Caracterização de variedades e condicionantes botânicos” (José Miguel Fonseca e Jorge Ferreira).

A partir das 11.30 H, decorrerá uma mesa redonda sobre “Encontrar, recolher, identificar e depois?”, com a participação de membros das Redes de Sementes de Espanha, França e Portugal (Colher Para Semear).

Para a tarde, às 15.00 H, haverá uma Mesa de Agricultores Sábios, sendo às 17.00 H a apresentação das conclusões do “Ao Encontro da Semente 2007”.
A participação no encontro é livre, à excepção das Oficinas Práticas, cujo valor é de 25 euros por dia (com 50% desconto para sócios), pago no próprio dia e válido para qualquer das oficinas.




Para mais informações e inscrições para as oficinas, basta contactar a Associação Colher para Semear – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais através do e-mail fncteixeira@gmail.com

ou dos telefones 236 622 218 / 213 908 784 ou telemóvel 914 909 334.









AO ENCONTRO DA SEMENTE 2007
1ª Feira Ibérica de Biodiversidade Agrícola


DATA: 29 e 30 de Setembro de 2007
LOCAL: Biblioteca Municipal de Odemira, ODEMIRA



PROGRAMA



SÁBADO - 29 DE SETEMBRO


09:30h - Abertura da Mostra de Variedades Regionais do Concelho de Odemira
Abertura da Exposição e Troca de Sementes da Península Ibérica
Moderador: Manuel de Sousa


10:00h - Apresentação do Trabalho de Recolha de Variedades Regionais
do Concelho de Odemira
José Miguel Fonseca / Graça Caldeira Ribeiro - Colher Para Semear


10:45h - A Importância das Hortas Urbanas na Manutenção da Biodiversidade
Agrícola
José Mariano Fonseca - Colher para Semear


11:30h - A Importância da Biodiversidade Agrícola na Península Ibérica
Juan José Soriano - Red Andaluza de Semillas "Resembrando e
Intercambiando"


13:30h - Almoço (1)

Moderador: António Quaresma
15:00h - Os Recursos Genéticos Vegetais da Direcção Regional de
Agricultura e Pescas do Algarve
António Marreiros - Direcção Regional de Agricultura e Pescas do
Algarve

15:45h - Os Trigos Antigos: suas qualidades nutritivas e aromáticas
Nicolas Supiot - Réseau Semences Paysannes / José Pedro Raposo - Colher
Para Semear

16:30h - Oficina prática (2) - Fabrico de Pão
Nicolas Supiot/José Pedro Raposo

17:30h - Oficina prática (2) - Culinária " Com...Tradição no Alentejo"
Henrique Mouro - Eurotoques

18:30h - Oficina prática (2) - Fabrico de Cerveja Tradicional
Pablo González - Red Andaluza de Semillas "Resembrando e Intercambiando"

20:00h - Jantar (1)

22:00h - Programa de Animação - Baile das Colheitas

DOMINGO - 30 DE SETEMBRO

09:30h - Oficina prática (2) - Processos de Enxertia: Métodos de
garfo e borbulha - Joaquim Abílio

10:30h - Oficina prática (2) - Produção Local de Sementes: Colheita.
Extracção pelos métodos húmido e seco. Selecção e conservação.
Caracterização de variedades e condicionantes botânicos- José Miguel
Fonseca e Jorge Ferreira

11:30h - Encontrar, recolher, identificar e depois?
Mesa redonda com a participação de membros das Redes de Sementes
estrangeiras (espanholas e francesa) e portuguesa (Colher Para Semear).
Moderadoras: Maria Carrascosa e Graça Ribeiro

13:00h - Almoço (1)

15:00h - Mesa de Agricultores Sábios

17:00h - Conclusões do Ao Encontro da Semente 2007


Organização: Câmara Municipal de Odemira e Colher Para Semear - Rede
Portuguesa de Variedades Tradicionais
Colaboração: Red de Semillas - Resembrando e Intercambiando
AO ENCONTRO DA SEMENTE 2007



Como forma de sistematizar a recolha de variedades tradicionais portuguesas ainda existentes, a Colher Para Semear faz anualmente um levantamento na região onde realiza o seu Encontro, com o apoio e envolvimento das autarquias e outras entidades locais. Este método tem-se mostrado eficaz, conseguindo-se assim obter um conhecimento agrícola dessa mesma região.
O Encontro de 2007 é o culminar de diversas acções realizadas ao longo do ano, que têm como objectivos mostrar o património agrícola do concelho de Odemira, e também, através do conhecimento dessa herança, motivar uma alteração nas atitudes, de modo a salvaguardar tão valioso espólio.
O grande número de variedades encontradas neste levantamento demonstra a impôrtancia destes encontros, assim como a riqueza da região na diversidade de espécies cultivadas e espontâneas, que sentimos a responsabilidade de preservar.