18.1.06

A insurreição operária do 18 de Janeiro contra a ditadura fascista de Salazar



O 18 de Janeiro de 1934 foi um dia histórico na história do movimento operário e da luta e resistência contra a Ditadura fascista de Salazar por ter sido nessa data que se registou um movimento grevista insurreccional operário e camponês contra a política salazarista de cerceamento das liberdades e direitos dos trabalhadores e das suas associações sindicais, e que visava igualmente o derrube daquele regime, movimento esse que teve impacte especial na Marinha Grande onde os operários vidreiros conseguir tomar a localidade, desafiando e resistindo às forças da repressão que foram lançadas contra os trabalhadores.

Todas as correntes do movimento operário participaram, destacando-se no entanto os militantes da CGT, a maior confederação sindical anarco-sindicalista durante o período da I República ( 1910-1926) e que ofereceu uma resistência persistente contra a fascistização dos sindicatos e da sociedade portuguesa, não obstante a repressão e a perseguição que se abateu sobre si e os seus dirigentes e militantes.
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Recorde-se que o movimento operário de 18 de Janeiro de 1934, foi uma acção desencadeada pelas organizações operárias contra a fascização dos sindicatos que a ditadura fascista de Salazar queria obrigatoriamente vincular ao sindicalismo fascista. Para isso havia sido elaborado o decreto 23.050 de Setembro de 1933, que obrigava à dissolução e encerramento dos Sindicatos Nacionais e à sua agregação compulsiva ao Corporativismo até ao dia 31 de Dezembro desse ano de 1933.
As Associações Sindicais de classe reagiram preparando uma greve geral. Secretamente, preparava-se também uma insurreição armada visando o derrube da ditadura, que viria a falhar, revestindo-se numa grave e pesada derrota para o operariado e suas organizações de classe.
Foi na Marinha Grande que o 18 de Janeiro de 1934 teve o seu expoente máximo, pelo cumprimento total das missões previamente atribuídas ao operariado local. Foi tomado o posta da Guarda Nacional Republicana, a estação dos Correios e a então ainda vila isolada por cortes das comunicações terrestres e telefónicas.
Embora efemeramente, os operários foram senhores absolutos da então ainda não cidade, tendo reaberto o seu sindicato.
Com a chegada de meios militares de Leiria, seriam derrotados, presos na Trafaria (margem esquerda do rio Tejo junto à sua foz) e, posteriormente,, deportados cerca de quarenta operários vidreiros, primeiro para Angra do Heroísmo (Açores) e alguns para o campo de concentração do Tarrafal, tristemente celebrizado por "campo da morte lenta" com processos trazidos da Alemanha fascista.
Desses deportados da Marinha Grande, três morreriam no degredo: António Guerra, Augusto Costa e Francisco da Cruz.
Nessa madrugada de 18 de Janeiro de 1934 deflagraram outros focos de rebelião contra o regime fascista, como o descarrilamento de um combóio em Santa Iria da Azóia (perto de Lisboa), rebentamento da central eléctrica de Coimbra e bombas em Silves (Algarve) e Barreiro (perto da Trafaria), em acções sem grande coordenação que provocaram centenas de prisões entre dirigentes associativos e sindicais.

Greve a 100% paralisa os portos portugueses( e europeus)


Os portos portugueses estiveram completamente paralisados nos dois últimos dias ( 16 e 17 de Janeiro) com uma adesão à greve de 100% dos respectivos estivadores. A greve de dois dias, que foi convocada a nível europeu para todos os portos europeus ( mais de 100 portos), destina-se a protestar contra a proposta da Comissão Europeia que prevê a liberalização do trabalho portuário, permitindo por exemplo que as tripulações dos navios possam fazer cargas e descargas. A adesão dos trabalhadores em todos os portos europeus foi também muito grande, e a paralisação foi seguida de forma generalizada por todoa a Europa, segundo informações veiculadas pela imprensa.

Vamos cantar as Janeiras

Natal dos simples

Letra e música: José Afonso
In: Cantares de Andarilho;

Vamos cantar as janeiras

Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras

Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas

Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte

Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra

Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza

Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura

11 milhões de americanos não sabem ler ou escrever

Mais de onze milhões de americanos não conseguem ler e escrever em inglês e cerca de trinta milhões só conseguem assinar documentos, revela uma estudo sobre alfabetização conduzido pelo governo americano. O estudo foi realizado pelo Centro Nacional de Estatísticas em Educação, que usou meios como jornais, horários de autocarro e formulários de impostos para efectuar o levantamento.O estudo considerou que sete milhões de adultos (3%) se situam no nível mais baixo da literacia básica, sendo que outras quatro milhões de pessoas (2%) não realizaram as provas porque não falavam inglês.

16.1.06

É urgente parar o massacre do Paris-Dakar, agora rebaptizado Lisboa-Dakar



Cada ano que passa o rali habitualmente conhecido por Paris-Dakar e que este ano foi rebaptizado por Lisboa-Dakar, é motivo de extensas e sucessivas reportagens em tudo o que é órgão de comunicação social, com a TV à frente, como não podia deixar de ser. Vêem-se os bólides e as potentes máquinas a atravessar paisagens de sonho, mas quase nunca se fala nem se vêem as populações locais, e muito menos as crianças que todos os anos morrem por baixo daquelas viaturas de todo o terreno…e que têm transformado aquelas terras num cemitério de carcaças de viaturas como constituem uma ameaça constante para a integridade física das populações indígenas.

Este ano, mais uma vez, registaram-se mais 3 perdas humanas, a de um concorrente ( o motard australiano Andy Caldecott ) e de dois habitantes locais, uma delas a de uma criança de 10 anos ( Boubacar Diallo) .

Curiosamente os organizadores e a imprensa só falam da morte dos concorrentes, mas quase nunca das mortes de civis locais, sobretudo, das crianças!!! E a verdade é que são os próprios pilotos das máquinas assassinas que confessam não levantarem o pé do acelerador quando atravessam aldeias ou zonas povoadas.

Oficialmente ( segundo os organizadores) o rali já conta com 25 mortes desde que foi criado. Acontece que nessa estatística não se incluem os habitantes locais que já faleceram em consequência desta intolerável intromissão da indústria motorizada em terras africanas. Caso isso acontecesse os números seriam já bem mais redondos…

A realização do rali não só tem causado a morte de pessoas, como representa bem a arrogância europeia e a civilização do desperdício.
Face a este massacre há que exigir a supressão desta infeliz e triste operação publicitário-mediática das poderosas empresas automobilísticas.

Petição a pedir a supressão do rali Paris-Dakar ( ou Lisboa-Dakar, qualquer que seja o seu nome):

http://www.gopetition.com/online/7725.html

A contracultura socrática



«Não me interessam as coisas que interessam à maioria: ganhar dinheiro, possuir uma casa confortável, uma posição civil ou militar prestigiada e todas as outras actividades, cargos políticos, sociedades secretas, organizações partidárias que normalmente têm lugar na nossa cidade.»
Sócrates, segundo Platão


«Sócrates sustentava que o objectivo da vida humana é buscar a verdade da natureza das coisas tal como elas são, e não como são interpretadas pelo pensamento convencional…Como um flautista Hamelín, Sócrates foi um agitador da juventude, acusado pelas cabeças e mentes conservadoras de fazer o perigoso jogo de ridicularizar toda a autoridade perante um círculo de jovens impressionáveis e de subtrair ao Estado a estabilidade da tradição…o efeito de inquietação que suscitava junto da juventude e a sua crítica permanente eram coisas intoleráveis para qualquer ordem estabelecida»
Timothy Leary

Manual do manifestante

livro em castelhano de José António Pérez

Com base na conhecida frase de Albert Camus para quem «o homem rebelde é o homem informado», José António Pérez escreve mais um excelente livro contendo importantes e preciosas informações para activistas e manifestantes.
Recorde-se que o mesmo autor já tinha publicado outros livros como « Manual práctico para desobediência civil» ( em 1994) ou o «Diccionario del paro y otras misérias de la globalizacion» ( de 2002) e, no qual se pode ler, entre outras coisas, a propósito da pobreza que esta «não é um estado natural do ser humano, mas antes uma instituição social estabelecida pelas estruturas do poder»

Este Manual del manifestante vem em ajuda a todos quantos não se ficam no remanso do sofá e vêem para rua manifestar a sua indignação e revolta contra a injustiça dos poderosos.

Contra a invasão dos tanques soviéticos da Checoslováquia



Em 16 de Janeiro de 1969 o estudante checo Jan Palach imola-se pelo fogo para protestar contra a repressão, a invasão e a ocupação da Checoslováquia pelos tanques e tropas do regime soviético, após um breve período de abertura do regime estabelecido naquele país e que é designado pela Primavera de Praga.

Consultar:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Primavera_de_Praga
http://alternativelibertaire.org/index.php?dir=Dossiers/Prague&page=doA1006c.html&n=1

Guia da alimentação sustentável


No website castelhano da organização ecologista «Amigos de la Tierra» está disponível um guia para a Alimentação Sustentável e várias informações sobre agricultura ecológica.

12.1.06

Quando Cavaco obrigou os portugueses a trabalhar no feriado do Carnaval


Corria o ano de 1993. Estávamos em pleno mês de Fevereiro. A rotina seguia o seu curso. Aproximava-se o feriado do Carnaval, que naquele ano correspondia ao dia 28 de Fevereiro. O Carnaval sempre foi - e é - uma ocasião festiva que é aproveitada por muitos para retemperar forças, divertir-se um pouco e esquecer as agruras da vida. Dá-se então o inesperado.
Uma portaria do Governo PSD de Cavaco Silva retirava o tradicional feriado para os funcionários públicos para a terça-feira de Carnaval. Foi a estupefacção geral, em todo o país. Mais do que indignação, a medida governamental foi encarada como um acinte e motivo de irrisão generalizada.
No próprio dia era ver a rádio e a televisão a fazer reportagens em directo, a partir dos locais de trabalho, para os trabalhadores darem publicamente conta, de forma sarcástica e corrosiva , como aquele dia estava a ser inesquecível, «altamente produtivo para o PIB nacional» e um contributo insubstituível para o aumento da produtividade do país !!!

Aquela retirada do feriado do Carnaval aos funcionários públicos foi o sinal da degenerescência do cavaquismo e marca, na verdade, o início da queda vertiginosa do mito providencial do populismo cavaquista. Até ver...

O século XXI será ocioso e sem facturas


Em consequência do desenvolvimento dos transportes internacionais de mercadorias e dos sistemas de telecomunicação modernos, o capitalismo dominante não está naturalmente muito inclinado a realizar economias de energia e a utilizar recursos renováveis enquanto existirem reservas de petróleo ao seu dispor. O capitalismo não possui nenhuma inteligência global e não parará enquanto não sentir falta de recursos naturais. Em vez de uma «formidável faculdade de adaptação» como garante de progresso, conviria antes falar de uma lógica primária de predação, senão mesmo de devastação. É, por isso, inútil esperar por uma redução das emissões de gases com efeito de estufa ou uma melhoria climática antes da penúria material do petróleo. Desgraçadamente parece que não estamos longe dessa situação. O petróleo vai certamente desaparecer de forma lenta mas inevitável. Entre 2010 e 2020 a sua produção diária irá atingir o seu máximo antes de iniciar uma descida imparável. O petróleo apenas inaugurará uma série que irá prosseguir com o esgotamento dos recursos como do gáz natural, do carvão e do urânio. Não existe uma solução mágica para a escassez do petróleo. Os políticos preferem não falar de catástrofe uma vez que isso pressupunha a necessidade de dar respostas o que eles sabem não poder dar. A ideia do pico do petróleo seguido de um declínio é recusada ainda por várias pessoas convencidas no progresso ilimitado da ciência ou que recusam simplesmente essa ideia por criar demasiada angústia.
Num futuro próximo vai ser preciso limitar as deslocações e de re-localizar as actividades vitais desenvolvendo alternativas que nos conduzam à autonomia, ao respeito pelo ambiente e provavelmente a um modo de funcionamento augestionário.
Com efeito, o custo elevado do petróleo e da energia repercutir-se-á nas matérias-primas e nos bens de produção final. A rede de transportes internacional irá lentamente retrair-se. Os Estados Unidos – cuja intervenção no Iraque reflecte mais uma reacção de pânico do que preocupações democráticas – não poderão sustentar o modelo sobre o qual se baseia o seu crescimento económico. As cidades não demorarão a seguir um regime energético com base nos transportes comuns, partilha de transportes, A vida tornar-se-á mais onerosa, e as relações de força entre empregadores/empregados orientar-se-ão para novos enquadramentos ( pagamento pelo tempo de transporte e de deslocação…) e a questão social da partilha assumirá um grande relevo à medida que diminuir o que houver para compartilhar. O mundo rural oferecerá condições e vantagens que poderão torná-lo atraente a longo prazo, desde a proximidade dos alimentos, economia de custos, uso de biomassa como carburante, ou da madeira para o aquecimento, até aos espaços para as energias eólicas e a possibilidade de aplicação de técnicas de arquitectura bioclimáticas avançadas. Pode-se pois imaginar que o futuro do homem será cada vez mais ocioso, em que se trabalhará cada vez mais, nos alimentaremos com produtos biológicos ( note-se que a agricultura intensiva alimenta-se de petróleo), que haverá mais autonomia e respeito pela natureza, e onde se participará na vida de sociedades locais autogeridas em relação com o resto do planeta por meio dos meios de telecomunicação pouco dispendiosos de energia.
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Texto dos trabalhadores da terra e do ambiente da CNT francesa
CNT 63. Syndicat des Travailleurs de la Terre et de l’Environnement
2, place Poly 63100 Clermont-Ferrand

Amnistia Internacional denunciou novas torturas e maus tratos em Guantánamo


Quando passa o 4º aniversário dos primeiros internamentos de prisioneiros em Gantanamo Bay, a Amnistia internacional divulgou novos testemunhos de tortura e de maus tratos sobre os detidos que se encontram naquele tristemente célebre centro de detenção do exército norte-americano.
Entre os testemunhos revelados conta-se o de um dos primeiros detidos a serem transferidos para Guantanamo, Jumah al Dossari de 32 anos que foi para lá transferido em Janeiro de 2002 depois de ter sido preso pelas forças norte-americanas na base aérea de Kandahar no Afeganistão.
O seu testemunho, confirmado por várias pessoas, entretanto, libertadas, contám várias alegações de torturas morais e físicas, para além de sistemáticos maus tratos que lhe foram infligidos.
«Em Guantanamo cerca de 500 homens foram tratados de uma forma que é completamente inaceitável» refere explicitamente a Amnistia Internacional, conhecida organização não-governamental de defesa dos direitos humanos, acrescentando que nessas condições não seja surpreendente que certos indivíduos preferissem morrer a terem de se sujeitar a tais torturas.
A Amnistia Internacional refere-se ainda ao caso do jornalista da Al Jazira, Sami al Haji, transferido em Guantanamo em Junho de 2002 depois de ter estado preso em Bgram e Kandahar, assim como ao caso de Abdulsalam al Hela, homem de negócios iémenita , transferido secretamente para Guantánamo.
«Não há qualquer solução de remedeio para Guantanamo. O centro de detenção deve ser imediatamente encerrado e ser aberto um inquérito sobre os maus tratos e torturas que aí foram realiazadas desde 2002», conclui a Amnistia Internacional.

Sobre estas matérias consultar:

USA : Testimony of Guantánamo detainee Jumah al-Dossari (index AI : AMR 51/107/2005) ;
Estados Unidos: quem são os detidos em Guantánamo? Caso nº 11:Jumah al Dossari, cidadão iemenita (index AI : AMR 51/129/2005) ;

USA : Who are the Guantánamo detainees - Sami al Hajj (index AI : AMR 51/207/2005) ;

USA : Who are the Guantánamo detainees - Abdulsalam al-Hela (index AI : AMR 51/206/2005).

...no seguinte site:

http://news.amnesty.org/pages/usa-n...

Sobre a campanha conduzida pela Amnistia Internacional contra os maus tratos no quadro da «guerra contra o terrorismo», consultar:

http://efai.amnesty.org/torture
ou
http://www.amnesty.org


«…os piores dias da minha detenção foram marcados por privações, actos de humilhação, de opressão e de sofrimentomental…»

«…não estava autorizado a falar senão a 3 pessoas, que eram quem me torturavam…»

«…tornei-me numa espécie de castelo de cartas que não parava de cair, qualquer que fosse o lado por onde se tentasse reconstruí-lo…»

( palavras de Jumah al Dossari)

Destituição de Blair


Está a ser lançado um grande movimento com vista à destituição do primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Um dos signatários é o General Sir Michael Rose, comandante indigitado pela Nações Unidas para a Bósnia.

Consultar:

Vigiando a Polícia


Já existe uma importante base de dados internacional sobre as brutalidades e ilegalidades cometidas pelas forças policiais, a Copwatch.com (http://www.copwatch.com/) que pretende salvaguardar a segurança pública e promover a contenção nas acções realizadas pelos agentes e forças policiais no estrito cumprimento das normas legais e no respeito pelos direitos, garantias e liberdades dos cidadãos.


10.1.06

A tensão entre regulação e emancipação



«A tensão entre regulação e emancipação entrou num longo processo histórico de degradação caracterizado pela gradual e crescente transformação das energias emancipatórias em energias regulatórias»
Boaventura Sousa Santos, in « A crítica da razão indolente. Contra o Desperdício da Experiência» ( 2000)

The Wire seleccionou os discos do ano de 2005


Para além do mainstream musical, geralmente associado à cultura de massas e à industria musical dominante, encontramos muitas outras formas minoritárias de expressão musical desde as chamadas etnomusicologias até à música improvisada. Por isso mesmo considerámos útil a divulgação das preferências musicais do ano de 2005 segundo a revista The Wire ( www.thewire.co.uk ), conhecida por ser um importante canal de divulgação das músicas de vanguarda e de improvisação.

Os 50 discos do ano de 2005 seleccionados pela Wire

(músico/grupo – disco - editora)

The Books – Lost And Safe – Tomlab

MIA – Arular – XL

Animal Collective – Feels – FatCat

Richards Youngs – The Naive Shaman - Jagjaguwar

The Lappetites – Before Tje Libretto - Quecksilber

The Focus Group - Hey Let Loose Your Love – Ghost Box

LCD SoundSystem – LCD Soundsystem – DFA

Tetuzi Akiyama – Route 13 To The Gates of the Hell: live in Tokyo – Headz

CocoRosie – Noah’s Ark – Touch and Go

Boards of Canada – The Campfire Headphase – Warp

Antony & The Johnsons – I Am a bird – Rough Trade

Ariel Pink – Worn Copy – Paw Tracks

The Chap – Ham - Lo Recordings

Black Mountain – Black Mountain – Jagjaguwar

Isolée – We are Monster - Playhouse

David Behrman – My Dear Siegfried – XI

The Sealed Knot – Unwanted Object – Confront Collectors Séries

Kokono nº1 – Congotronics – Crammed Discs

Edan – The Beauty and The Beat – Lewis Recordings

Jackson & His Computer Band – Smash – Warp

Lightning Bolt – Hypermagic Mountain – Load

Lau Lau – Kuutarha – Locust Music

Thuja – Pine Cone Temples – Strange Attractors Audio House

Sunburned Hand of The Man – Wedlock – Eclipse

Kanye West – Late Registration - Roc-A-Fella

John Fahey – The Great Santa Barbara Oil Slick – Water

Mouthus – Slow Globes – Troubleman

Sufjan Stevens – Illinoise – Rough Trade

Rova :: Orkestrova – Electric Ascension – Atavistic

John Wall – Cphon – Utterpsalm

Jamie Lidell – Multiply – Warp

Susan Howe & David Grubbs – Triefth – Blue Chopsticks

Broadcasr – Tender Buttons – Warp

Om – Variations on a Theme – Holy Mountain

Low – The Great Destroyer – Rough Trade

Akron/Family – Akron/Family – Young God

John Coltrane – One Down, One Up: Live at the Half Note – Impulse

Brian Eno – Another Day on the Earth – Hannibal

Josephine Foster – Hazel Eyes, I Will Lead You – Locust Music

Prurient – Black Vase – Load

Bonnie ‘Prince’ Billy & Matt Sweeney – Superwolf – Domino

Sightings – Arrived in Gold – Load

Masayuki Takayanagi – Action Direct – Tiliqua

Einstürzende Neubauten – Grundstück –
www.neubauten.org

Pelt – Untitled VHF

Mattew Herbert – Plat Du Jour – Accidental

Buck 65 – Secret House Against The World – Warners

Six Organs of Admittance – School of the Flower – Drag City

Keiji Haino – Global Ancient Atmosphere – PSF

Eliane Radigue – Elemental II – ROSA




As selecções na categoria do Rock de Vanguarda

Birchville Cat Motel with Lee Ranaldo – 30th December 2004 – Celebrate Psi Phenomenon

Burning Star Core – The very heart of the World – Thin Wrist

Double Leopards – Out of one, through one and to one – Eclipse

Earth – Hex; or printing in the infernal method – Southern Lord

Hisato Higuchi – 2004 11 2005 – Ghost Disc

Jandek – Glasgow Sunday – Corwood

Mouthus – Slow Globes – Troubleman

MV/EE & The Bummer Road – We offer you guru – Child of Microtones

Om – Variations on a Theme – Holy Mountain

Skullflower – Orange Canyon mind – Crucial Blast

Sunburned Hand of the Man – Wedlock – Eclipse

Sunn O))) – Black One – Southern Lord

Jack Rose – Kensington Blues – Beautiful Happiness

Yellow Swans/Grey Daturas – Copper/Silver – JYRK

Wooden Wand & The Vanishing Voice – Buck Dharma – Time-Lag


As selecções na categoria «Critical Beats»

Isolée – My Hi-Matic – Playhouse

DJ Koze – Don«t Feed the cat – Kompatkt

Motiivi: Tunetmaton – 1939 – Freundinnen

Don Atom featuring Tea time – Mueve La Cintura – Essay Recordings

Skream – Midnight Request Line – Tempa

Tori Alamaze – Don’t Cha – Universal

Les visiteurs – Snoop’s Acid Drop – White Label

Lindstrom – I feel Space – Feedelity

Paul Kalkbrenner – Tatu-Tata – Bpitch Control

Matias Aguayo – Drums & Feathers – Kompakt

Hell – Follow you ( Dominik Eulberg Remix) – Gigolo

Aswefall – Ride ( Der Schmeisser Lovelysplintermix) – Kill the DJ

Rude 66 – Die Starke Der Vernichtenden Schlage – Bunker

George Issakidis – Understand What I’m Saying – NovaMute

MANDY vs Booka – Shade Mandarine Girl – Get Physical


As selecções na categoria Dub


The Bug featuring Warrior Queen – Dem A Bomb We – Ladybug

Buh Chemists – Raw Raw Dub – ROIR

Coki – Officer/Mood Dub – DMZ

Digidub & Fairshare – Unity Sound System I Scream/No Way/Versiona – David

Prince Far I – Silver & Gold – Blood And Fire

Kode9 & Space Ape – Kingstown/Kingstown Dub – Hyperdub

Damian Marley - «Welcome to Jamrock» - Tuff Gong International

Ranking Joe – World In Trouble – M Records

Ricky Ranking – Can’t Trick – Banana Klan

Ossie All Stars – Leggo Dub – Hot Pot

Phillip Smart Productions – Five Borough Fire: Digital Dancehall NYC Style – Street Platinum & Gold

Tempa All Stars – Tempa All Stars vol.2 – Tempa

Travellers Black – Black Minds – Pressure Sounds

Various – Jack Ruby Hi-Fi – Auralux

Various – Studio One Roots 2 – Soul Jazz


As selecções na categoria de música Global

Abdullah Chhadeh & Nara - Seven Gates - ABYC

Konono Nº1 – Congotronics – Crammed Discs

Oki – Tonkori – Chikar Studio

Lobi Traoré – The Lobi Traoré Group – Honest Jon’s

Various – Afro Baby: The Evolution of the Afro-Sound in Nigéria 1970-79 – Sound Way

Various – Albania: Labë Country Complaints And LOve Songs – Ocora

Various – Congrotronics 2: Buzz ‘N’ Rumble from the Urb ‘N’ Jungle – Crammed Discs

Various – Folk and pop sounds of Sumatra vol.2 – Sublime Frequencies

Various – Molam: Thai Country Groove from Isan - Sublime Frequencies

Various – Out of Cuba: Latin American Music Takes Africa by Storm – Topic

Various – The Naked Prey OST – Latitude

Various – The Rough Guide to the msic of the central Ásia Uzbekistan to Kazakhistan: sounds of the Silkroad – World Music Network

Various – Tibetan Buddhist Rites from the Monasteries of Bhutan vol.1 – Sub Rosa

Various – Sleeping in the Market: Ethiopian Music & Sounds from Amhara – Latitude

Various – Thai Beat A Go-Go vol.3 – Subliminal Sounds



As selecções na categoria HIP-HOP

Aasim – Hip-hop 101 – AV8

Edan – Beauty and the beat – Lewis Recordings

Ghostface – Kilos – Det Jam

Ellay Khule – Califormula – Decon/Project Blowed

Legendary KO – George Bush doesn’t care about black people – N/A

Mac Dre & Mac Mall – Dredio – Thizz

Mistah FAB – Super Sic Wit – Thizz

Quasimoto – The Further Adventures of the Lord Quas – Stones Throw

Sadat X – Experience and Education – Female Fun

Juelz Santana – There It Go – Det Jam

Beanie Sigel – The B. Coming – Roc-A-Fella

13 & God – EP – Alien Transístor

Three 6 Mafia – Stay Fly – Columbia

TTC – Batards Sensibles – Big Dada

Tuff Crew & Krown Rulers – Phanjam – Traffic




As selecções na categoria de Jazz Improvisado


Chris Abrahams – Thrown – Room 40

Derek Bailey – Carpal Tunnel – Tzadik

Clive Bell & David Ross – Mystery Lights/ Nightsflowers – Metier Jazz

Bill Carrothers – Civil War – Illusion

Cold Bleak Heat – It’s Magnificent, but it isn’t War – Family Vineyard

Cooper-Moore & Assif Tsahar – Tells Untold – Hopscotch

Crowther/Franklin/Marsh – Amherst Dislodged – Slam

Paul Flaherty & Chris Corsano – Steel Sleet – Tyyfus

Mochizuki Harutaka – Solo Document 2004 – Bishop

Kerbaj/Sehnaoui/Sehnaoui/Zach – Rouba 3i5 – Al Maslakh

Mat Maneri – Pentagon – Thirsty Ear

MEV & AMM – Apogee – Matchless

Owl Sounds – Owl Sounds with Arrington DeDionyso – Colour Sounds Recordings

ROVA :: Orkestrova – Electric Ascension – Atavistic


As selecções na categoria de Composição Moderna

David Behrman – My Dear Siegfried – XI

Harrison Birtwistle – The triumph of time/Gawain’s Journey – NMC

Candlesnuffer – Apsomeophone – Lexicon Devil

Henry Cowell – A Continuum Portrait – Naxos

Gérard Grisey – Le noir de l’étoile – Accord

Alvin Curran – Maritime Rites – New World

Morton Feldman – Violin and Orchestra – Col Legno

Morton Feldman/Christopher Fox – Clarinet Quintets –Metier

Tristan Murail – Complete Piano Music – Metier

Terry riley & Michael McClure – I like your Eyes Liberty - Sri Moonshine

David Rosenboom/JB Floyd/Tricky Sankaran – Suitable for Framing – Mutable

Giacinto Scelsi – Suotono Rotondo – Wergo

Salvatore Sciarrino – Fiato – Stradivarius

James tenney – Pika-Don – Hat Hut

Iaanis Xenakis – Orchestral Works vol.4 – Timpani


As selecções na categoria de «inqualificáveis»

Avarus – Ruskeatimanti – Tumult

Keith Berry – The ear that was sold to a fish – Crouton

Maurizio Bianchi & Land Use – Psychoneurose – Manifold

Boris with Merzbow – Sun Baked Snow Cave – Hydra Head

Andrew Chalk – The river that runs into the sand – Faraway press

Double Leopards & Wolf Eyes – Breeding Turbines – American Tapes

Sophie Durand & Manu Holterbach – Verres Enharmoniques: Un – Cloudmirror

Henry Flynt – Purified by the fire – Locust Music

Grouper – Way their crept – Free Porcupine society

Keiji Haino – Uchu Ni Karami Tsuiteiru Waga Itami – PSF

Inca Ore – A knit of my own Fibers/ when you are sleeping I tell you secrets – JYRK

Paavoharju – Yhä Hämärää – Fonal

James Plotkin – Kurtlanmak – Utech

Prurient – Black Vase –Load

Alexander Tucker – Old Fog - ATP


As selecções na categoria de Compilações

American Primitive vol.II: pré-war revenants 1897-1939 - Revenant

An Anthology of Noise & Electronic Music Third A-Chronology 1952-2004 – Sub-Rose

Archives GRM - INA/GRM

Berlin Super 80 – Monitorpop

By The Fruits You Shall Know The Roots – Eclipse/Time-Lag

Can You Jack? Chicago Acid and Experimental House 1985-95 – Soul Jazz

Doctor Who at the BBC Radiophonic workshop vol.I: the early years 1963-69 – Mute

Freq_out – Ash International

Ghana Soundz vol.2 – Soundway

Good for what ails you: music of the medicine shows 1927-37 – Old Hat

Die Grosse Untergangsshow: festival genialer dilletanten – Vinyl-on-demand

Invisible Pryramid: Elegy box – Last Visible Dog

New Thing! Deep Jazz from the USA 1970-85 – Soul Jazz

Run the road vol.1 – 679 Recordings

Spire: Live in Geneva Cathedral, Saint Pierre – Touch

10 Yrs Séries – Carbon

The Sexual Life of the Savages: underground post-punk from São Paulo, Brazil – Soul Jazz

Tokyo Flashback 5 – PSF

Total 6 – Kompakt

Qbico U-Nite New York I/Bruxelles II - Obico



As selecções na categoria de Reedições

AFX – Hangable Autobulb – Warb

Borbetomagus – Barbed Wire Maggots – Agaric

Shirley Collins & Davy Graham – Folk roots, New roots – Fledg’ling

Comus – Complete Recordings – Sanctuary

Contemporary Jazz Quintet – Actions 1966-67 – Atavistic Unheard Music Séries

Bill Fay – Time of the last persecution – Eclectic

GI Gurdjieff – Harmonic Development: the complete harmonium recordings 1948-49 – Basta

Toshi Ichiyanagi – Opera from the Works of Tadanori Yokoo – Bridge

Kemialliset Ystävät – Kellari Juniversum – Fonal

Basil Kirchin – Abstractions of the industrial north – Trunk

Gottfried Michael Koenig – Accousmatrix 1 / 2 – Bvhaast

Ennio Morricone – Crime and dissonance – Ipecac

Last Exit – Köln – Atavistic

Moondog – Moondog – Honest Jon’s

Naked City – Complete Studio Recordings – Tzadik

Steve Reich & Musicians – Live 1977 – The Kitchen

Sonny Sharrock – Black Woman – Water

Judee Sill – Dreams Come True Hi Love You Right Heartily Hers – Water

Soft Machine – Out-Bloody-Rageous: na anthology 1967-73 – Sony

Sonic Youth – Goo Deluxe - Geffen

Spontaneous Music Ensemble – A new distance – Emanem

Mark Stewart –Kiss the future – Soul Jazz

The Stooges – Heavy Liquid – Easy Action

Super_Collider – Raw Digits – Rise Robots Rise

Masayuki Takayanagi Angry Waves – Dislocations - Jinya




Concerto de Amâncio Prada na Guarda ( 14 de Jan.)


O conhecido cantautor Amâncio Prada, de origem castelhana ( cidade de Léon), antigo companheiro de canções de George Brassens, e um exímio trovador, dá um concerto no próximo dia 14 de Janeiro no teatro municipal da cidade da Guarda.

Histórias do Pequeno ao Moço ( nos Maus Hábitos)


Aos Domingos, a partir das 11 horas da manhã, realizam-se no bar Maus Hábitos ( à Rua Passos Manuel, Porto) sessões-espectáculos de contadores de histórias, dirigidas ao público infanto-juvenil, e onde se oferece também o pequeno almoço.
As sessões são sobretudo dirigidas para as escolas e infantários, mas estão abertas também ao público em geral ( entrada: 3 euros)

6.1.06

Semana Vermelha ( Berlim, 6 a 11 de Janeiro de 1919)

Os Conselhos Operários na Alemanha: pequena nota histórica

Em 6 de Janeiro de 1919, depois da sublevação spartakista, deflagram combates em Berlim e multiplicam-se manifestações e recontros em várias cidades alemãs opondo forças populares contra o aparelho repressivo estatal e a forças para-militares reaccionárias.
Em 11 de Janeiro, o general Noske entra em Berlim e começa uma repressão implacável contra elementos e forças revolucionárias
A 15 de Janeiro dois dos mais destacados dirigentes operários, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht são assassinados.

Recorde-se que no ano anterior a Alemanha tinha assistido a um crescendo de greves e lutas sociais e de insurreições operárias e de marinheiros que levaram em Novembro de 1918 à proclamação da República Socialista da Baviera ( República dos Conselhos de Munique) e à criação de conselhos operários em várias outras cidades alemãs como em Bremen, a fim de instituir o poder dos Conselhos Operários, como resposta à tentativa da burguesia de constituir uma republica burguesa com os sociais-democratas (como Friedrich Ebert) na liderança, o que viria a suceder a 9 de Novembro de 1918 em consequência do imperador e dos príncipes terem abandonado os seus cargos após a derrota militar sofrida na I Grande Guerra.

Depois da repressão e do esmagamento das revoltas proletárias ( o exército reconquista Munique, em Maio de 1919, pondo termo à Republica dos Conselhos da Baviera e fuzilando os seus dirigentes), a burguesia organizou eleições que levaram à promulgação da Constituição de Weimar em 11 de Agosto de !919 à sombra da qual veio a florescer as forças hitlerianas que mais tarde tomaram o poder.

http://fr.wikipedia.org/wiki/R%C3%A9volution_allemande

Físicos contra o recurso às armas nucleares


Corre pelo mundo uma petição internacional subscrita por mais de um milhar de físicos ( actualmente já 1688 físicos a assinaram), alguns deles Prémios Nobel, contra o projecto do departamento de Defesa norte-americano que pretende autorizar o recurso às armas nucleares contra os países não-nuclearizados, isto é, que não possuem armas nucleares.
Escusado será dizer que um projecto deste género por parte da Administração Bush tem um alvo muito claro: o Irão.
Note-se ainda que existe uma petição paralela para todos os restantes interessados em subscrevê-la.

Para consultar a petição e subscrever, consultar:

http://physics.ucsd.edu/petition/