10.3.08

Ciclo de debates nas Faculdades promovidos pelos Precários Inflexíveis

O ciclo de debates nas faculdades promovido pelos Precários Inflexíveis e apoiado por movimentos de estudantes continua esta semana na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e para a semana na Faculdade de Medicina, também em Lisboa.


@s precári@s não se calam!




12/03 :: Faculdade de Letras :: 19:00 :: sala de exposições

Escola a crédito: estudar para a precariedade?


- Rui Tavares (Historiador)

- António Nóvoa (Reitor da Universidade de Lisboa) a confirmar

- Sofia Roque (PI e Manifesto)





19/03 :: Faculdade de Medicina :: 16:00 :: sala multiusos ::

A precariedade trata-nos da saúde!


- Isabel do Carmo (médica)

- Diana Póvoas (SALTA)

- Tiago Gillot (PI)

Nova reunião preparatória do May Day 2008 ( na Crew Hassan, dia 12, às 21h.)


Depois de alguma actividade inicial e de já termos reunido duas Assembleias, o MayDay Lisboa 2008 não pára!

As acções continuam e há mais a ser pensadas e preparadas! Há materiais para ir pensando e fazendo! Vamos começar a preparar o dia da parada e uma grande iniciativa para Abril!

Resumindo: é preciso cada vez mais gente para fazer uma grande parada MayDay!

Assembleia MayDay Lisboa 2008*

dia 12/03, às 21 horas, na Cooperativa Cultural Crew Hassan*
Rua das Portas de Santo Antão, 159 (perto do Coliseu)*


Não faltes!

http://maydaylisboa.blogspot.com/

Manifestação nacional dos trabalhadores da Administração Local ( 12 de Março)


Contra a política terrorista de Sócrates contra os direitos laborais, as carreiras profissionais, a liberdade sindical e os serviços públicos!


É possivel derrotar a ofensiva do governo!

No dia 12, em Lisboa, os trabalhadores da Administração Local dizem não à política terrorista de José Sócrates contra os direitos laborais, as carreiras profissionais, a liberdade sindical e os serviços públicos!
Porque é preciso derrotar a ofensiva de um Governo cada vez mais contra os trabalhadores, cada vez mais ao serviço dos poderosos e dos interesses dos grandes grupos económicos, os trabalhadores da Administração Local juntam a sua voz à de milhares de trabalhadores que levarão a cabo uma semana de luta de 7 a 14 de Março, com greves e manifestações dos diversos sectores da Administração Pública.

Contamos contigo! Juntos somos mais fortes!


Um Governo ao serviço do Capital

A crescente contestação ao governo PS de José Sócrates é o resultado do descontentamento provocado pelas medidas profundamente lesivas dos direitos dos trabalhadores e das populações em geral, que têm marcado a acção governativa de um executivo que claramente privilegia os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros, em detrimento dos trabalhadores e das populações.

Aumenta o desemprego e a precariedade laboral; os salários, particularmente os dos trabalhadores da Administração Pública degradam-se brutalmente, tanto quanto aumenta o custo de vida; os serviços públicos estão literalmente a saque e as populações são cada vez mais privadas de direitos sociais fundamentais, nomeadamente ao nível da saúde, da educação, da justiça e da segurança social.

Apostado em desmantelar a Administração Pública e entregar os serviços públicos essenciais à gula lucrativa do privado, em cumprir as instruções do grande capital na desregulamentação da legislação laboral e no enfraquecimento da capacidade reivindicativa dos trabalhadores e dos sindicatos, o Governo investe em todos os sentidos: contra os mais desprotegidos, contra os trabalhadores e as classes sociais mais pobres, contra as instituições e a democracia

Após o chumbo do Tribunal Constitucional, o diploma de vínculos carreiras e remunerações foi de novo aprovado pela maioria do Partido Socialista na Assembleia da República e promulgado pelo Presidente da República, embora com reservas de que transcreve o fundamental:


“O referido diploma suscita dúvidas em dois planos…”

“Assim, por um lado, o diploma em apreço continua a consagrar soluções que, por pouco claras e transparentes, podem criar dificuldades de percepção por parte dos respectivos destinatários, potenciando situações de conflitualidade no seio da Administração Pública.”

“Por outro lado, subsistem dúvidas quanto à remissão para simples portaria da regulação de matérias de carácter inovatório e ainda quanto à preferência concedida a pessoas colectivas na celebração de contratos de prestação de serviços, o que pode implicar uma excessiva e injustificada dependência da Administração Pública relativamente a grandes empresas privadas.”


Ofensiva violenta

O governo insiste nas intenções de aplicar de facto à Administração Pública os princípios da flexigurança, destruir por completo o sistema de carreiras dos trabalhadores e o vínculo público, generalizar o contrato individual de trabalho e a precariedade laboral, introduzir os despedimentos sem justa causa, a arbitrariedade e o compadrio.

O STAL assume desde já o compromisso de combater por todas as formas este hediondo instrumento de desmantelamento da Administração Pública e de perseguição aos seus trabalhadores, seja através da luta seja através do recurso às instancias institucionais, nomeadamente requerendo a sua inconstitucionalidade.

A imposição de uma actualização salarial de 2,1%, quando a inflação de 2007 foi de 2,5% e para 2008 diversas instituições, desde o Banco de Portugal à União Europeia, apontam valores claramente superiores, demonstra a total falta de honestidade do Governo, que novamente penaliza o seu poder de compra, já reduzido no últimos sete anos em mais de 10%.

Acrescem ainda medidas profundamente lesivas dos direitos e da própria dignidade dos trabalhadores, como o roubo que têm constituído as sucessivas alterações ao estatuto de aposentação.


Razões acrescidas na luta

No que particularmente concerne ao universo da Administração Local, os trabalhadores são confrontados:

Com tentativas de aprovação de quadros de pessoal de vínculo privado à margem de qualquer processo negocial

Com a aplicação irracional do SIADAP, sem critérios objectivos, em regra sem ter em conta a razão de ser dos serviços e muitas vezes ultrapassando todos os prazos legais;

Com o congelamento oportunista e ilegal das promoções, falta de regularizações de pessoal contratado, utilização de POC’s e abusos de vários tipos;

Com o desrespeito pelos direitos e pelas condições de segurança, higiene e saúde no trabalho;

Com o anúncio de transferência de novas responsabilidades para o Poder Local, o cerceamento da capacidade de decisão destes e a centralização do poder, face ao silêncio incompreensível da sua associação (ANMP) e a conivência subserviente de autarcas eleitos pelo PS, constituindo um inadmissível ataque ao Poder Local.

Com tentativas diversas para, unilateral e ilegalmente, serem impostos de forma prepotente pretensos «regulamentos» que sonegam o direito de negociação, criam arbitrariedade, desregulamentam de facto as relações laborais e atingem direitos imprescindíveis;

Com o crescimento do processo de empresarialização e privatização de serviços diversos, nos quais importa, para além do combate em defesa dos serviços públicos, garantir os direitos dos trabalhadores, com vínculo público e privado, nomeadamente através da exigência do direito à Contratação Colectiva e da eliminação de discriminações laborais;


Afirmar o protesto, intensificar a luta

A recente substituição de governantes não passou de um exercício de mera propaganda e cosmética governamental para esconder aquilo que se exige mas o Governo PS de José Sócrates não faz: Uma mudança efectiva de política, que respeite os trabalhadores e as populações, que garanta direitos laborais e sociais, que promova uma Administração Pública de qualidade ao serviço de todos.


http://www.stal.pt/artigo.asp?id=935

Pelo Direito à Água e em defesa da gestão pública da água

Em conjunto com a Associação Água Pública e a CGTP-IN, o STAL ( Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local) promove um abaixo-assinado em defesa da gestão pública da água, exigindo que sejam garantidas a qualidade e a igualdade no acesso a este bem público essencial. depois de preenchido, o abaixo-assinado deverá ser enviado ao STAL ou a qualquer uma das organizações proponentes.



Exmo. Senhor Presidente da República
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
Exmos. Senhores Deputados à Assembleia da República
Exmo. Senhor Primeiro Ministro

Considerando que o processo de privatização da água em curso é uma grave ameaça ao acesso de todos à água, os abaixo assinados, exigem:


- A consagração da propriedade comum da água e da igualdade de direito ao seu usufruto como direito de cidadania.

-A garantia do acesso de todas as pessoas à água potável como serviço público.

- A manutenção dos serviços de água sob propriedade e gestão públicas e sem fins lucrativos.

-O enquadramento legal, institucional e de administração económica que garanta de facto o direito de cada pessoa à água, à saúde e à natureza.

- A gestão integrada da água como responsabilidade pública inalienável, assegurada por legítimos representantes dos cidadãos, visando a melhoria do bem-estar comum da população actual e das gerações vindouras.

-Serviços públicos de água competentes, transparentes e funcionais dotados dos recursos necessários.

- Uma gestão da água baseada num planeamento participado e democrático.

Promotores:
Associação Água Pública ;STAL ( Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local); CGTP-IN – Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses



http://aguapublica.no.sapo.pt/artigos.htm



Informação Complementar:

8.3.08

100.000 professores manifestantes indignados com a política para a educação de Sócrates e Maria Lurdes Rodrigues

Unidade, Indignação e Luta

próxima fase: Greve Geral às Avaliações!




8 de Março: viveu-se um ambiente de unidade e firmeza

na Marcha da Indignação dos Professores




Assim não se pode ser professor

A escola pública não aguenta esta política



Depois desta enorme mobilização,
e enquanto o Sócrates não mudar de política
é preciso não parar...


Greve Nacional às Avaliações


Videos-reportagem sobre a Marcha da Indignação dos Professores











Ser professor hoje é manifestar-se por uma educação pública, gratuita, universal e de qualidade

Hoje é a Jornada de Luta dos Professores

ESTE É O MOMENTO DE LUTAR

- Não faltes

....ou vais ter mais 48 anos de «azar»


Ser professor hoje é lutar contra o obscurantismo cultural que vai invadindo as escolas, o amorfismo acrítico e o conformismo acéfalo que se vai instalando nos espíritos, induzido pelo poder político e económico, pelos mass media e por instintos primários de sobrevivência (ou subsistência) social.

Ser professor hoje é lutar contra o processo de degradação da escola pública que os sucessivos governos têm promovido transformando-a no depósito da mão-de-obra barata para ser domesticada.

Ser professor hoje é protestar e ensinar a protestar contra as políticas governamentais que desmantelam os serviços públicos e degradam a qualidade de vida em sociedade em favor dos interesses empresariais do lucro fácil e rápido

Ser professor hoje é vir pr’á rua dizer NÃO aos sinistros personagens que povoam o ministério da (des)educação

Ser professor hoje é lutar contra a exclusão escolar e a escola falsamente inclusiva que vende gato por lebre.

Ser professor hoje é lutar pela real democratização do ensino através de uma educação de qualidade acessível a todos, e não pela simples massificação das escolas públicas.


Ser professor hoje é protestar contra as políticas mercantilistas que instrumentalizam a educação aos seus interesses e não a favor do interesse geral da sociedade

Ser professor hoje é contestar a mercantilização da escola e a transformação da educação num negócio de cifrões só acessível às famílias ricas


Ser professor hoje é ser capaz de educar para o activismo cívico e interveniente, para a construção de espíritos livres, críticos e insubmissos

Ser professor hoje é ser um indivíduo livre, crítico e empenhado pela justiça, pela liberdade e pela solidariedade entre todos os seres humanos.



Grande Manifestação Nacional de Professores
8 de Março
em
Lisboa, 14h30,
do Marquês de Pombal até ao Terreiro do Paço

7.3.08

A Casa-oficina de António Carneiro ao abandono no Porto !!!

O património ao abandono na cidade do Porto...


imagens retiradas do blogue http://abomporto.blogspot.com/



Já só restam as paredes e o telhado da Casa-Oficina António Carneiro, no Porto, figura cimeira da história da pintura portuguesa


A sua obra é marcada por uma extensa galeria de retratos - óleos, carvões e as celebradas sanguíneas - onde pontuam todos os membros da sua família; por uma produção paisagística que se afastava do naturalismo vigente da sua geração por lhe faltar o pitoresco e por abundar a atmosfera poética; por aspectos de uma pintura de história de que a obra "Camões lendo Os Lusíadas aos frades de S. Domingos" é exemplo, sem nela se esgotar; mas sobretudo por um misticismo simbólico de ambientes mágicos e indefinidos de que é momento maior o tríptico "A Vida". Foi, sem dúvida, esta a obra que lhe garantiu um lugar crucial na história da arte portuguesa, tão importante quanto isolado, já que o simbolismo que anuncia não terá continuadores.





António Teixeira Carneiro Júnior (Amarante, 16 de Setembro de 1872 - Porto, 1930).
Durante a sua vida foi um artista com grande sensibilidade, voltando-se mais para o sentimento do que para a razão, buscando mais emocionar do que explicar, dedicando-se acima de tudo à pintura de retrato traduzindo neles o estado psicológico do modelo. Por esse motivo muitos o chamam de “retratista de almas”. Dedicou-se ainda à pintura religiosa e histórica.
Aos 28 anos foi premiado na Exposição Universal de Paris, com a obra “A Vida” e a partir daí foi um suceder de prémios, tanto na Europa como nos EUA.
As suas principais influências foram Leonardo Da Vinci, da época Renascentista, Rembrandt na altura Barroca, assim como outros pintores do século XIX.
Ainda foi professor de Desenho na Escola de Belas-Artes no Porto e aí permaneceu até ao dia da sua morte em 1930


Obras

• A Vida - Esperança, Amor, Saudade (Tríptico) (1899 - 1901)
• Ecce Homo (1901)
• Auto-retrato (não datado) (1903 ?)
• Contemplação (1911)
• Praia com barcos (1911)
• Praia da Boa-Nova (1912)
• Praia com barcos (1917) (mesmo título de obra anterior)
• Pinheiros (1916)

Apresentação do último livro de Joaquim Castro Caldas na Ler Devagar a 8 de Março às 18h.



Apresentação de Mágoa das Pedras, o último livro de Joaquim Castro Caldas


Ler Devagar, Lisboa. Sábado, 8 de Março. 18:00


Com João de Sousa e Bibi Perestrelo





Mais informação:


Vigília pelo Grémio a 8 de Março, um mês depois do despejo do Grémio Lisbonense

Faz amanhã, Sábado, dia 8 de Março, um mês que o Grémio Lisbonense foi despejado!
As negociações com o senhorio começaram então e há duas semanas que aguardamos alguma resposta à proposta que lhe foi apresentada pela parte do Grémio, com apoio da Câmara Municipal de Lisboa.
Entretanto, para fazer notar que o Grémio ainda respira e que estamos atentos...
Convidamos todos a participar numa vigília que ocorrerá em frente ao Arco do Bandeira (Rossio), entre as 18h e as 20h de 8 de Março.


A festa segue no Grupo Desportivo da Mouraria/ Centro Social GAIA a partir das 22.30h


Travessa da Nazaré nº21 1º...


Sábado, 8 de março, às 10h. no Mercado do Bolhão


Recolha de Fundos para ACÇÃO JUDICIAL

Foi colocada uma acção judicial por parte do Grupo de Advogados da Plataforma, que incorpora todos os movimentos cívicos e pessoas singulares de preservação do Património Cultural, por forma a travar o processo de demolição do Mercado do Bolhão e sua transformação num shopping.
Desta forma, estamos todos a recolher fundos para fazer face às despesas da Acção Judicial.
Contribua!
Obrigado!
MONTEPIO GERAL
MIC- PORTO
NIB: 0036 0030 9910171807725


http://manifestobolhao.blogspot.com/

Quem é a actual ministra da educação que passou do anarquismo para a cadeira do poder mas que não pára de semear revolta e contestação ao poder?


Quem é Maria de Lurdes Rodrigues, a ministra da educação que passou do anarquismo para a cadeira do poder mas que não pára de semear revolta e contestação ao poder?


Excertos da entrevista e do artigo biográfico de Maria de Lurdes Rodrigues, que veio do anarquismo, fez a sua tese de doutoramento sobre a profissão de engenheiro, e chegou a ministra da educação pela mão do pseudo-engenheiro Sócrates, publicado na revista Pública de 18 de Dezembro de 2005 e da autoria do jornalista Adelino Gomes




Por que é que os professores não gostam da senhora?
Quem faz a pergunta à ministra da Educação é o efémero aluno de um seminário sobre Sociologia das Profissões à professora que na terceira aula havia comunicado, desolada, à turma, que fora convidada para integrar o elenco governativo. Ainda tentara, mas não havia nenhuma possibilidade legal de prosseguir aquele contacto semanal, durante o semestre, com os alunos. Alguns dos quais alimentavam a esperança de a ter como orientadora de tese, numa matéria de que foi pioneira e permanece a grande especialista, em Portugal.
"Se estivesse no lugar dos professores, também não gostava da ministra da Educação", responde Maria de Lurdes Rodrigues.

(…)

Algumas das suas decisões mais polémicas, tem consciência, estão a pôr em causa o quotidiano dos professores. Porque abalam um importante elemento da sua cultura profissional: o de, à medida que progridem na carreira, irem tendo menos aulas. "Acho que se justifica o desagrado dos professores com a ministra. Também me desagradaria a mim. Eu trabalhei, como professora, sempre muito. E muitos professores trabalham imenso."


(…)

A sucessão de cartões vermelhos que lhe levantaram nestes nove meses não parece impressioná-la muito. "Se não gostarem de mim, virá depois outro ministro que terá este trabalho feito", comenta, referindo-se em particular às medidas que levaram à greve. "A história política é feita assim. Os ministros que vêm cortam e depois pacifica-se para a frente. É irrelevante gostarem de mim muito ou pouco. Há uma primeira fase de grande perturbação e de incómodo. E depois vem a fase do ajuste", diz, no tom de voz macio e tranquilo mas definitivo, por vezes glacial, que lhe vamos conhecendo.

(…)

Professora desde 1986 no ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), onde se licenciou, doutorou e fez as provas de agregação, Maria de Lurdes Rodrigues presidia ao Conselho Científico desta escola quando recebeu o convite para ministra da Educação.
A escolha de José Sócrates surpreendeu muita gente, incluindo alguns amigos, que só dela souberam sobre a hora da sua divulgação pública.
A socióloga atingira o posto máximo da carreira docente. Muito elogiada, aliás, nos planos profissional e científico, sendo conhecida a qualidade das suas orientações de teses de mestrado e de doutoramento. "É tão exigente quanto apoiante do orientando", explica António Dornelas, antigo aluno, mais tarde colega na docência e amigo muito próximo, hoje.
Para além da obra seminal "Os Engenheiros em Portugal" (tese de doutoramento em 1996, publicada pela Celta três anos depois, e que constitui tema recorrente nos seus estudos), é autora ou co-autora de dezenas de trabalhos (individuais ou em parceria) nas áreas da Sociologia das Profissões e da Sociedade da Informação


(…)

Universitários que com ela ensinaram ou investigaram, no ISCTE e no CIES (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, de que foi coordenadora), apontam-lhe duas qualidades-chave: "Capacidade organizadora e de concretização" (António Firmino da Costa) e convicção, que a faz lutar pelas causas que abraça e saber "levá-las a bom "porto"" (Maria das Dores Guerreiro). Resume Maria Alexandre Lousada (Departamento de Geografia da Faculdade de Letras de Lisboa), uma das amigas mais próximas e constantes desde os tempos do jornal "A Batalha" e da revista "A Ideia", publicações ligadas ao anarco-sindicalismo e à área libertária: "Ela não se limita a estudar os dossiers e a avançar diagnósticos. Gosta de fazer. E não se intimida com obstáculos."
João Freire - um especialista em Sociologia do Trabalho, de quem a ministra foi assistente e que lhe orientou a tese de doutoramento, permanecendo como a grande figura de referência do seu percurso académico e também cívico - assinala o carácter decisivo de duas linhas de estudos por ela desenvolvidas antes, com a economista Manuela Silva e com o sociólogo Manuel Villaverde Cabral. Com a primeira, sobre empresários, o que a levou a cruzar "o conhecimento sociológico com a realidade económica"; com o segundo (que foi também seu professor, aliás "brilhante", segundo a própria), sobre atitudes sociais. "Aí radica" - pensa aquele professor jubilado do ISCTE - "a profunda convicção que ela ganha da importância da educação no desenvolvimento de Portugal."
A aposta de José Mariano Gago, que a convidou, em 1997, para presidir ao recém-criado Observatório das Ciências e das Tecnologias, marcou-lhe, provavelmente, o destino.
Porque saiu, cinco anos depois, carregada de elogios. Mariano Gago classifica de "feito notável" a construção do Observatório "praticamente do zero" e lembra que foi ela quem montou também "todo o secretariado técnico da Missão Interministerial para a Sociedade da Informação", permitindo que Portugal disponha "de dados fiáveis em matéria de Sociedade da Informação".

(…)


A passagem pelo Ministério da Ciência aproximou-a definitivamente do PS, com quem passou a colaborar, através de Mariano Gago, em grupos informais de estudo.
A sua intervenção no seminário Novas Políticas para a Competitividade, organizado pelo grupo parlamentar do PS em finais de 2002, pode qualificar-se, a essa luz, premonitória. Em 2001, um em cada dois activos que passaram pelo ensino secundário não o concluíram. "Só este número já justifica uma política maciça", alertou, chamando a atenção para o facto de um milhão e oitocentos mil activos terem ainda um nível de instrução inferior à escolaridade obrigatória.


(…)

O percurso pessoal e escolar de Maria de Lurdes Rodrigues ilustra alguns destes traços de personalidade. Em 1976, a meio do curso de Sociologia, parte para Moçambique com o marido. Tem 21 anos e quer ajudar a revolução. Permanece quatro anos. Primeiro em Maputo, no Ministério do Trabalho, onde trabalha na área da formação profissional; depois no Monapo (Nampula), num complexo fabril em que se extrai óleo de sabão a partir de copra e se descasca caju.
Responsável do sector social (creche, refeitório, cantina) e da formação profissional, desenvolve junto dos 2500 operários um programa de alfabetização em massa, que decorre à hora de almoço ("a empresa dava uma hora, os operários outra").
Vive a experiência intensamente, profissional e socialmente. Sente, muito directamente, o choque de culturas quando quer salvar um gémeo a quem a mãe abandonou, para que morresse, por ser o mais fraco, ou se confronta, quando nele pretende intervir, com o caso de uma menina "dada" aos 12 anos em casamento.
Decide que não ficará quando, com os 40 outros cooperantes portugueses, se vê forçada a assistir à aplicação "ao vivo" da lei do chicote, introduzida pelo regime de Samora Machel


(…)
Regressa a Portugal e ao ISCTE, a que alguns chamavam "a nossa pequena Nanterre", referindo-se ao encontro de uma geração vinda do antigo regime e do catolicismo com esquerdistas ("Não sei se é comum: nela vive-se uma plena autonomia, e há um grande acolhimento de ideias e experiências. Sinto saudades", diz a ministra).
Faz a tese de licenciatura vivendo no terreno a célebre greve dos Vidreiros da Fontela - carregada de "momentos de fortíssima expressão com um lado festivo muito sublinhado" - em meados da década de 80.
Reata entretanto o contacto, agora mais próximo no plano académico, com João Freire, com quem se cruzara na sede do jornal "A Batalha", órgão histórico do anarco-sindicalismo, e com Maria Alexandre Lousada, com quem colara etiquetas no jornal, em 1975. Na Biblioteca Nacional integra a equipa que pesquisa toda a documentação anarco-sindicalista em Portugal.
(…)
Confirma, corrigindo-a apenas em pequenos pormenores, a história que se conta sobre o dia em que, com outros colegas, fez uma espera a um professor porque este aderira a esse "partido burguês" que era o PS. Acha que não foi uma espera e que não empregou a palavra "burguês". E contextualiza o episódio: o professor era Serras Gago, com quem partilharia mais tarde o gabinete no ISCTE. Ele tinha abandonado o MES e aderido ao PS e os alunos queriam perceber as razões daquela mudança em alguém que lhes ensinava Sociologia Política e tanto discutia com eles sobre política.
(…)
Faça-se-lhe provocação semelhante, décadas depois, e pergunte-se o que leva uma anarco-sindicalista a entrar num governo burguês. A resposta sairá, sem tegiversações: "O desejo de conciliar interesses, em vez de ignorar que eles existem."

(…)

A curiosidade jornalística é sustida, porém, à porta da esfera privada. "É uma mulher secreta", avisara um colega. "O que é que interessa isso para um perfil da ministra da Educação?", responde ela, recorrentemente, quando as perguntas versam amores (é divorciada), o bairro que habita, o curso que a filha frequenta, os restaurantes preferidos. Ainda deixa que se saiba que manteve os hábitos antigos, inclusive o de almoçar muitas vezes na Versalhes. Que vai jantar normalmente a casa, para onde leva trabalho, (…)




Fonte:

Começa hoje uma semana de luta dos trabalhadores da Administração Pública e que culminará com uma greve-manifestação nacional a 14 de Março

A Semana de Luta inclui protestos dos professores, dos trabalhadores da Administração Local, com uma concentração frente ao Ministério da Administração Interna.

Há também um encontro nacional de dirigentes e delegados sindicais do pessoal não docente dos ensinos básico e secundário, em Lisboa, com desfile para o Ministério da Educação.

Em comunicado, a Frente Comum refere que a jornada de protesto pretende a defesa do vínculo de nomeação de emprego público, contra o novo diploma dos vínculos, carreiras e remunerações, e a estabilidade de emprego, contra o despedimento dos trabalhadores com contrato individual.

Em cima da mesa estão outras questões como a defesa da revisão intercalar dos salários, contra o congelamento de escalões; a imposição de quotas no sistema de avaliação e o aumento da idade de reforma.

Para dia 14 de Março está agendada uma greve, convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública; e concentração dos trabalhadores da Administração Central, designadamente função pública, enfermeiros, estabelecimentos fabris das forças armadas e câmara de Lisboa.



• Em defesa do vínculo de nomeação de emprego público, contra o novo diploma dos vínculos, carreiras e remunerações

A intenção do Governo de destruir o vínculo de emprego público tem por base a pretensão de desmantelar o edifício legislativo que consagra todo o importante conjunto de direitos alcançados pelos trabalhadores da Função Pública, de desregulamentar as relações de trabalho no sector, a começar pelo direito a um emprego estável e a uma carreira e a um salário dignos. E ainda que o Presidente da República tenha reconhecido que o diploma legal “Continua a consagrar soluções… pouco claras e transparentes”, o que é meritório, também é uma verdade que não deixou de o promulgar, sem o recurso a nova fiscalização da sua constitucionalidade.

• Pela estabilidade de emprego, contra o despedimento dos trabalhadores com contrato individual de trabalho

A destruição do vínculo de emprego público e a proliferação do contrato individual de trabalho na Administração Pública têm associados a mobilidade especial e os despedimentos, como se prova pela alteração da Lei nº 53/2006, em vigor desde o passado dia 21 de Fevereiro. Hoje, trabalhadores com vínculo de emprego público e trabalhadores com contrato individual de trabalho estão lado a lado na mesma luta contra a mobilidade especial, pelo emprego e pelo direito ao trabalho.

• Pela revisão intercalar de salários, contra os brutais aumentos de produtos de primeira necessidade

Os aumentos salariais impostos pelos sucessivos governos, ao longo dos últimos anos e em particular pelo actual, degradaram progressivamente o poder de compra dos trabalhadores da Administração Pública, como se prova pelo que já se passou este ano, com um aumento de 2,1% e uma inflação que, segundo o Banco de Portugal, se situou em Janeiro, nos 2,7%.

• Contra o congelamento de escalões

É um verdadeiro escândalo o que se está a passar com a posição assumida pelo Governo, canalizada para os organismos, no sentido de impedir a mudança de escalão aos trabalhadores que tenham entretanto e desde 1 de Janeiro, perfeito o módulo de tempo para subirem de escalão, alegadamente porque irá entrar em vigor o novo regime de vínculos, carreiras e remunerações. Reafirmamos que até lá, se mantém em vigor o DL 353-A/89.

• Contra a injusta e irracional imposição de quotas no sistema de avaliação

Na linha de destruição de direitos fundamentais dos trabalhadores da Administração pública, o Governo PS/Sócrates, desvirtua aquilo que deve ser um sistema de avaliação de desempenho, como instrumento para a melhoria da qualidade dos serviços prestados e transforma-o num mecanismo de destruição do direito à carreira e de uma progressão salarial com critérios objectivos.

• Contra o aumento da idade de aposentação e a diminuição das pensões de reforma

As sucessivas alterações introduzidas no Estatuto da Aposentação dos trabalhadores da Administração Pública constituíram um violento e despudorado ataque aos direitos dos trabalhadores, impondo a alteração de regras consagradas em lei e quebrando as legítimas expectativas adquiridas aquando da admissão na função pública. Isto passou-se, não só com o aumento da idade para a aposentação, mas também com a redução do valor da pensão, provocada pela alteração das regras de cálculo. Com a alegação de que era necessário aproximar o regime de aposentação da função pública do regime de reformas do sector privado, retiraram-se direitos aos trabalhadores do primeiro sector, sem quaisquer vantagens para os do segundo.
Os trabalhadores da Administração Pública, independentemente do vínculo laboral que hoje os liga aos organismos do sector, têm sobejas razões para prosseguirem a luta, travando o passo a este Governo e às políticas que sucessivamente lhes destroem direitos e os colocam num plano de indignidade profissional e laboral inaceitáveis.


A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, perante este quadro decidiu dar continuidade à acção reivindicativa dos trabalhadores da Administração Pública, com a concretização de uma GREVE NACIONAL e de uma MANIFESTAÇÂO NACIONAL, no próximo dia 14 de Março, enquadrando estas duas acções na SEMANA DE LUTA DA FRENTE COMUM.


PELO VÍNCULO DE EMPREGO PÚBLICO
PELO DIREITO À CARREIRA
POR SALÁRIOS DIGNOS
PELA ESTABILIDADE DE EMPREGO
CONTRA OS DESPEDIMENTOS
PELO DESCONGELAMENTO DE ESCALÕES
CONTRA AS QUOTAS NO SIADAP
CONTRA O AUMENTO DA IDADE DE APOSENTAÇÃO E REFORMA
CONTRA A DIMINUIÇÃO DAS PENSÕES

6.3.08

A resistência feminina em meio operário (iniciativa para comemorar o 8 de Março)

A proposta deste ano para o Dia Mundial da Mulher ( 8 de Março) é para uma jornada de convívio com as mulheres da resistência na Margem Sul.


Vamos recordar as vidas dessas mulheres durante as greves de 1943, nas lutas eleitorais autorizadas durante um mês pelo Estado Novo, seguidas de prisões e repressão nos lugares de trabalho.

Vem a propósito citar Sónia Ferreira, uma das oradoras no colóquio e guia na visita à Cova da Piedade: «As mulheres são das principais protagonistas públicas das greves de 43. Elas incitam à adesão, encabeçam marchas de fome, assaltam locais para a apropriação de géneros e redistribuem-nos, atiram pedras, partem vidros, cortam fios telefónicos, assaltam comboios, gritam, insultam, barafustam, pedem e exigem, de forma clara, directa, pública e frontal».

Por isso, foram ameaçadas através de uma Nota da Repartição do Gabinete do Ministério da Guerra (exactamente, a repressão da greve foi uma acção militar comandada pelo major Jorge Botelho Moniz) de que quem abandonasse o trabalho seria incorporado «num batalhão de trabalhadores, subordinado à mais severa disciplina militar (…) independentemente do sexo».
Vamos ver os locais simbólicos onde os confrontos com os esbirros do fascismo foram mais fortes.

Vamos recolher os testemunhos das mulheres e dos homens que não viraram a cara à luta.

Vamos testemunhar, com a nossa presença, que não esquecemos.

Programa:

A resistência feminina em meio operário (8 de Março)

Reunião na Praça de Espanha [junto do Teatro da Comuna]

9h – Concentração

9h30 – Partida para o Jardim da Piedade (Cova da Piedade)

10h às 11h – Visita guiada aos lugares simbólicos e convívio com as antigas operárias

11h30 – Paragem no Seixal, com evocação do que foi o trabalho árduo e brutal na fábrica de cortiça da Mundet, feita por Edmundo Pedro e por uma trabalhadora

13h – Almoço no Seixal

15h – Chegada ao Barreiro e visita guiada

15h30 – Colóquio (a realizar na Sociedade De instrução e recreio barreirense “Os penicheiros”)

Abertura a cargo de Nuno Teotónio Pereira e do nosso anfitrião


Início das intervenções:

1. Sónia Ferreira resume a visita guiada à Margem Sul durante a manhã

2. Júlia Leitão de Barros – contextualização histórica e a propaganda do regime ditatorial

3. as mulheres do Barreiro – projecção de excertos da entrevista com Pepita, a viúva de Manuel Firmo, dirigente anarco-sindicalista

4. Projecção do documentário da CMB sobre o movimento grevista de 1943

18h – Debate e encerramento do colóquio

19h – Regresso a Lisboa

custo total – 25 euros

Manifesto Anti-Sócrates

Manifesto Anti-Sócrates

Uma geração que consente deixar-se governar por um José Sócrates é uma geração que nunca o foi.

É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos!

É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração!

Porra para o José Sócrates, porra!

PIM!

Uma geração com um José Sócrates a cavalo é um burro impotente!

Uma geração com um José Sócrates ao leme é uma canoa em seco!

O José Sócrates é um magano!

O José Sócrates é meio magano!

O José Sócrates saberá fazer jogging, saberá inglês técnico, saberá enhenharia sanitária, saberá fazer ceias para democratas como Hugo Chávez, saberá tudo menos governar que é a única coisa que ele finge fazer!

O José Sócrates pesca tanto de governação que até faz governos com homens da estirpe de Mário Lino que toma os portugueses por uma cáfila de camelos!

O José Sócrates é um habilidoso!

O José Sócrates disfarça-se mal!

O José Sócrates tem rabos de palha!

Não é preciso ir pró Rossio para se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!

Não é preciso disfarçar-se para se ser salteador, basta governar como o José Sócrates!

Basta não ter escrúpulos nem morais, nem políticos, nem humanos!

Basta andar com as modas da terceira via, com as políticas e com as opiniões!

Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar calções desportivos e olhos meigos!

O José Sócrates nasceu para provar que nem todos os que governam sabem governar!

O José Sócrates é um autómato que deita para fora o que a gente já sabe o que vai sair... Mas é preciso continuar a adormecer o Povo!

O José Sócrates é um fruste engenho dele próprio!

O José Sócrates em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.

Se o José Sócrates é português eu quero ser venezuelano!

O José Sócrates é a vergonha da política portuguesa!

O José Sócrates é a meta da decadência mental!

E ainda há quem não core quando diz admirar o José Sócrates!

E ainda há quem lhe estenda a mão!

E quem lhe lave a roupa!

E quem tenha dó do José Sócrates!

E ainda há quem duvide que o José Sócrates não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!

E fique sabendo o José Sócrates que se um dia houver justiça no mundo toda a gente saberá que o autor de O Príncipe é o José Sócrates que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Maquiavel.

E fique sabendo o José Sócrates que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.

Mas julgais que nisto se resume a politiquice portuguesa?

Não Mil vezes não!

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o Mundo!

O país mais selvagem de todas as Áfricas e Américas Latinas!

O exílio dos degradados e dos indiferentes!

A África reclusa dos europeus!

O entulho das desvantagens e dos sobejos!

Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

Porra para o José Sócrates, porra! PIM!



Texto roubado daqui:

http://socratinice.blogspot.com/2008/01/blog-post.html

Programação de Março do C.C.A. Gonçalves Correia ( em Aljustrel)



7 (sexta) a partir das 21.00

Lançamento da Revista BÍBLIA e concerto com GAZUA (power trio Punk Rock de Lisboa)Apresentação e leitura de textos da Revista Bíblia (nº27 e 28), espaço de experimentação nas tendências contemporâneas das artes visuais e da literatura desde 1996






13 (quinta) a partir das 21.00

Concerto PART TIME KILLERS (Punk-Rock melódico da Finlândia)www.myspace.com/parttimekiller


15 (sábado) a partir das 17.00

Conversa sobre a situação de António Ferreira Jesus.



Concerto PAYASOS DOPADOS (punk rock reggae core ska de Badajoz a Évora) + banda a confirmar…noite dentro punk-hardcore-crust dj’s…Janta vegetariana e bar benefit para projecto editoriais sobre a situação carcerária em Portugal.




22 (sábado) a partir das 21.00

Concerto ARTIGO 19 (Punk Acústico do Porto) e MÁRIO O TROVADOR (a viola e à voz subversiva de Cascais)2



9 (Sábado) a partir das 21.00

Concerto O CÃO (guitarras, batidas, noise e rock de Lisboa) + Drum’n’Bass NSKET (de volta ao Club…)





Adiantando… Abril19 (Sábado)

II Festival Anti-FascistaA partir das 17.00…. apresentação e conversa com o colectivo Acção Anti-Fascista.E noite adentro concerto com 5 bandas…

III Colóquio sobre «A Guerra na Antiguidade» (13 de Março)

O Centro de História da Universidade de Lisboa promove no próximo dia 13 de Março o III Colóquio “A Guerra na Antiguidade”.

A inscrição importa em 5€, com certificado, mas a entrada é completamente livre.

Listagem das comunicações:

- “A Anabasis de Xenofonte, meu primeiro livro de Guerra Antiga: de Aquilino a Roger Vailland” (João Medina);

- “A Regra da Guerra ou a «Ordem Militar» de Qumrân” (José Augusto Ramos);

- “Senaqueribe e Jerusalém (701 a.C.): «reciclagens» bíblicas da guerra psicológica assíria” (Francolino Gonçalves);

- “A crise política e militar de Šamaš-šumu-ukin no reinado de Assurbanípal” (Francisco Caramelo);

- “E a «Espada de Aššur» abateu-se sobre a Fenícia…” (António Ramos dos Santos);

- “A batalha contra os «Povos do Mar»” (Luís Manuel de Araújo);

- “A batalha de Ráfia (217 a.C.) e o «nacionalismo» egípcio do período ptolemaico” (José das Candeias Sales);

- “A guerra e as armas no Portugal pré-romano” (Ana Margarida Arruda);

- “«Nós matamos, possamos nós matar». O hoplita e a falange. O triunfo da infantaria simétrica no Mundo Antigo” (José Varandas);

- “Em honra de Ares. Do sacrifício humano como oferenda bélica no mundo greco-romano” (Nuno Simões Rodrigues);

- “As Termópilas (480 a.C.), entre o mito e a realidade: perspectivas” (André Oliveira Leitão);

- “Carros de combate na Antiguidade: de plataforma móvel de tiro a sinal de prestígio” (Pedro Gomes Barbosa);

- “Os soldados na Lusitânia romana, na guerra e na paz. Uma perspectiva histórico-epigráfica” (Amílcar Guerra);

- “Em busca do exército romano da conquista: indicadores indirectos no registo arqueológico” (Carlos Fabião);

- “Bellum atrox uictis et uictoribus: o flagelo das guerras civis na historiografia de Tácito” (Cristina Pimentel);

- “As armas ligeiras do exército romano: análise comparativa República/Império” (Miguel Sanches de Baêna);

- “Defesa, combate e objectivos imperiais na Hispânia tardia” (Adriaan de Man).

O Colóquio realiza-se no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e a data de início é às 9h.

As vergonhosas demolições em Cascais que deixam pessoas e famílias desalojadas!

NÓS DENUNCIAMOS:

CASAS DEMOLIDAS SEM REALOJAMENTO


No Bairro do Fim do Mundo

- A Câmara de Cascais está agora, conjuntamente à Paroquia de São João do Estoril, a desalojar pessoas à força sem terem outra solução de habitação;
- As ultimas demolições do dia 22 de Março deixaram homens e mulheres na rua.
- No dia 6 de Março, vão nove casas que vão abaixo. Destes apenas dois agregados familiares ficarão sem condições de realojamento digno, porque tivemos uma pequena vitória na luta pelo direito à habitação, com o realojamento de 7 agregados familiares. Denunciamos a situação de dois casais que vão ver a sua casa demolida sem que seja respeitado o seu direito fundamental à habitação. A câmara não pretende realojar estas pessoas.

O bairro das Marianas foi demolido há três anos. O presidente da Câmara alega que resolveu a situação de todos mas moradores se encontram ainda em condição de habitação precária. Após a demolição do seu bairro, alguns moradores das Marianas tiveram que ir para o Bairro do Fim do Mundo.

DISCRIMINAÇÃO A CIDADÃOS NÃO NACIONAIS

DISCRIMINAÇÃO DAS PESSOAS SOLTEIRAS

A Câmara de Cascais alega que somente pessoas com família podem ter direito a alugar um alojamento social, esquecendo muitas vezes que o direito à habitação é um direito de todos. Em Cascais parece valer o lema "engravida que podes pretender ter direito à habitação!" Essa discriminação atinge nomeadamente os homens, trabalhadores da construção civil, que vivem separados da sua família.

PROPOSTAS DE ALOJAMENTO INACEITÁVEIS

Câmara só começou a propor algumas soluções para às mulheres solteiras, sob a nossa pressão. Só que essas soluções não são dignas e continuam a excluir os homens.

- Alojamento em pensão – a falta de vontade politica: Para as mulheres, a solução encontrada foi alojar em pensões. A Câmara paga 25 euros/por dia para manter os desalojados nas pensões. Já se passaram 40 dias desde o último despejo e, invés resolver de realojar, a câmara prefere desperdiçar dinheiro e deixar as pessoas em uma situação precária, uma vez na pensão as pessoas sofrem a pressão da câmara e recebem a ordem de sair de lá.

- Realojamento arbitrário e inadequado / manipulação mediática da parte da Câmara.
A frente da comunicação social, a câmara aponta casos "de pessoas que tinham direito ao realojamento e que não aceitaram", provocando assim a indignação da opinião publica. Na verdade, os casos referidos são situações muito mais complexas. Tratam-se de mulheres com familia, que sofreram pressão da parte dos funcionários para aceitar condições de realojamento indignas, inadequadas e inaceitáveis, como, por exemplo, um T2 para um agregado de 5 pessoas. Devido a situação de urgência na qual se encontravam e à pressão recebida, as pessoas se sentem obrigadas à aceitar ou assinar contratos.

AS FALSAS PROMESSAS

- Agua e luz: Nas últimas demolições, a Câmara cortou a água e a luz de várias casas. No seguimento da pressão dos moradores, foi prometido que estaria tudo restabelecido, no prazo máximo de 3 dias. No entanto, isso não ocorreu e, se hoje há água e luz, deve-se ao esforço dos moradores.

- Recenseamento: No início de Janeiro, foi acordado com a Cãmara que seria feito um novo levantamento dos moradores para se saber quais as reais necessidades de habitação. Isto seria feito com as técnicas da Câmara e com a comissão de moradores do bairro. Hoje, o recenseamento está feito pela comissão de moradores, ma sem nenhuma ajuda da Câmara, que parece ter esquecido o acordado.

- Os programas-fantasma: A Câmara apresentou uma proposta sem consistência, através do programa PROHABITA. As próprias técnicas admitiram que é somente uma intenção de candidatura ao programa, visto que o IHRU (órgão responsável pelo programa) não demonstrava muito empenho em concretiza-lo. Por outro lado, os critérios para que os moradores possam aceder ao programa são: planta do fogo onde pretende residir; fotos do fogo; contrato de arrendamento; entre outros requisitos. Se já sabemos de antemão que os imigrantes, na sua maioria é discriminada pelos senhorios, como seria possível candidatar-se com tais exigências? Isto é a estratégia do "empurra": a camara atira o problema ao IHRU, que também não parece preocupar-se. A comissão de moradores já solicitou ao IHRU duas reuniões para discutir o problema. Até hoje nunca houve resposta.

PRÁTICAS DE INTIMIDAÇÃO, CHANTAGEM E ABUSO DE PODER BUROCRÁTICO

- Práticas de intimidação e chantagem aos moradores, que são aconselhados a não participarem em reuniões de bairro ou a dar qualquer entrevista/relato à comunicação social, sob pena de perderem o direito ao realojamento. Noutros casos, os moradores são pressionados a aceitarem realojamento em habitações sem o mínimo de condiões de habitabilidade ou a irem morar com parentes, causando sobrelotação. Ou aceita ou vai para a rua!

- Exigências absurdas de documentação e justificativas: Aos moradores é exigido por vezes que comprovem 70% de incapacidade física para serem considerados doentes. As pessoas que se ausentam temporariamente para trabalhar perdem o direito a realojamento. Em Cascais, vale o lema "fique doente e não trabalhe e pode ter direito à habitação!"

- Eterna Burocracia : Os moradores dos bairros tem constantemente que apresentar imensa papelada burocrática para comprovar que residem no bairro. Há casos de pessoas que residem no bairro há 20 anos e mesmo assim ainda precisam comprovar residência, pagamentos de segurança social, comprovativos de renda, etc. Muitos moradores perdem dias de trabalho nas filas das lojas do cidadão para juntar toda documentação actualizada, ou seja: aos moradores todos os deveres e nenhum direito.


HABITAÇÃO SOCIAL OU NEGÓCIO IMOBILIÁRIO?

Nos prédios de habitação social que ficam ao lado do Bairro do Fim do Mundo a renda está a ser aumentada brutalmente: rendas de 25 euros podem chegar a 450 euros! Diversos moradores estão a receber cartas da empresa municipal de habitação EMGHA, com estes aumentos abusivos. Em alguns casos, é alegado que os moradores estarão a subalugar a casa ou acolheram, temporariamente, um parente. Em casos de falecimento, ou a família aceita ir para um fogo menor, ou terá de pagar a renda a preço de mercado. Há um caso de 4 filhos que vão perder a casa, pois sua mãe faleceu e era a única beneficária da habitação social. Em outros casos, ainda não há explicação para o aumento gritante da renda.

UM SANTO NEGÓCIO

Vale lembrar que o Bairro do Fim do Mundo está situado no terreno de propriedade do Centro Paroquial Património dos Pobres, e é este mesmo Centro Paroquial que pressiona a Câmara para que acelere as demolições no bairro, visto a urgência de construir uma nova Igreja.


Os moradores dos bairros em demolição são cidadãos que trabalham e pagam impostos. Trabalham nas obras, nas limpezas, na restauração, trabalhos duros para os quais recebem salários baixos. Outros são estudantes ou estão em situação de desemprego, de invalidez ou de reforma.


HABITAÇÃO PARA TODOS!

5.3.08

As casas ( poesia de Rui Belo)


Oh as casas as casas as casas
as casas nascem vivem e morrem
Enquanto vivas distinguem-se umas das outras
distinguem-se designadamente pelo cheiro
variam até de sala pra sala
As casas que eu fazia em pequeno
onde estarei eu hoje em pequeno?
Onde estarei aliás eu dos versos daqui a pouco?
Terei eu casa onde reter tudo isto
ou serei sempre somente esta instabilidade?
As casas essas parecem estáveis
mas são tão frágeis as pobres casas
Oh as casas as casas as casas
mudas testemunhas da vida
elas morrem não só ao ser demolidas
Elas morrem com a morte das pessoas
As casas de fora olham-nos pelas janelas
Não sabem nada de casas os construtores
os senhorios os procuradores
Os ricos vivem nos seus palácios
mas a casa dos pobres é todo o mundo
os pobres sim têm o conhecimento das casas
os pobres esses conhecem tudo
Eu amei as casas os recantos das casas
Visitei casas apalpei casas
Só as casas explicam que exista
uma palavra como intimidade
Sem casas não haveria ruas
as ruas onde passamos pelos outros
mas passamos principalmente por nós
Na casa nasci e hei-de morrer
na casa sofri convivi amei
na casa atravessei as estações
Respirei – ó vida simples problema de respiração
Oh as casas as casas as casas


Ruy Belo


Poeta e ensaísta português, natural de São João da Ribeira, Rio Maior. Licenciado em Filologia Românica e em Direito pela Universidade de Lisboa, obteve o grau de doutor em Direito Canónico pela Universidade Gregoriana de Roma, com uma tese intitulada «Ficção Literária e Censura Eclesiástica».
Exerceu, ainda que brevemente, um cargo de director-adjunto no então ministério da Educação Nacional, mas o seu relacionamento com opositores ao regime da época, a participação na greve académica de 1962 e a sua candidatura a deputado, em 1969, pelas listas da Comissão Eleitural de Unidade Democrática, levaram a que as suas actividades fossem vigiadas e condicionadas. Ocupou, ainda, um lugar de leitor de Português na Universidade de Madrid (1971-1977). Regressado, então, a Portugal, foi-lhe recusada a possibilidade de leccionar na Faculdade de Letras de Lisboa, dando aulas na Escola Técnica do Cacém, no ensino nocturno. Em 1991 foi condecorado, a título póstumo, com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant'iago da Espada.
Tendo sido, na sua passagem pela imprensa, director literário da Editorial Aster e chefe de redacção da revista Rumo, os seus primeiros livros de poesia foram Aquele Grande Rio Eufrates (1961) e O Problema da Habitação (1962). Às colectâneas de ensaios Poesia Nova (1961) e Na Senda da Poesia (1969), seguiram-se obras cuja temática se prende ao religioso e ao metafísico, sob a forma de interrogações acerca da existência. É o caso de Boca Bilingue (1966), Homem de Palavras(s) (1969), País Possível (1973, antologia), Transporte no Tempo (1973), A Margem da Alegria (1974), Toda a Terra (1976) e Despeço-me da Terra da Alegria (1977). O versilibrismo dos seus poemas conjuga-se com um domínio das técnicas poéticas tradicionais. A sua obra, organizada em três volumes sob o título Obra Poética de Ruy Belo, em 1981, foi, entretanto, alvo de revisitação crítica, sendo considerada uma das obras cimeiras, apesar da brevidade da vida do poeta, da poesia portuguesa contemporânea.
Apesar do curto período de actividade literária, Ruy Belo tornou-se um dos maiores poetas portugueses da segunda metade deste século, tendo as suas obras sido reeditadas diversas vezes. Destacou-se ainda pela tradução de autores como Antoine de Saint-Exupéry, Montesquieu, Jorge Luís Borges e Federico García Lorca.
Em 2001, publica-se Todos os Poemas

Obras poéticas
• Aquele Grande Rio Eufrates (1961)
• O Problema da Habitação (1962)
• Boca Bilingue (1966)
• Homem de Palavra(s) (1969)
• Transporte no Tempo (1973)
• País Possível (1973)
• A Margem da Alegria (1974)
• Toda a Terra (1976)
• Despeço-me da Terra da Alegria (1978).


Texto retirado de:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ruy_Belo


Programa da cooperativa cultural Prima Folia ( Academia Problemática e Obscura ) para o mês de Março em Setúbal

Prima Folia: programação cultural de Março

Programa da Academia Problemática e Obscura
Março de 2008

Rua Deputado Henrique Cardoso, 30-34, Setúbal

Dia 5, às 21:00 horas – Debate sobre os direitos dos animais e a saúde pública com Professor Doutor Francisco Assis-Costa e a Associação Sobreviver - Setúbal.
Com este debate pretende-se fazer uma reflexão conjunta sobre as implicações e consequências do desenvolvimento contemporâneo no meio ambiente, bem como, paralelamente, fazer uma recolha de solidariedade com a Associação Sobreviver, nomeadamente com comida, cobertores e estruturas móveis onde se possa transportar/alojar os animais.

Dia 6, às 21:00 horas – Apresentação do jornal Mudar de Vida com José Mário Branco.
O periódico "Mudar de Vida", pese o pouco tempo de existência, já se converteu num dos principais referenciais para as mentes inquietas e questionantes do nosso país. Nele encontramos, com franqueza e contundência, os temas debatidos sem preconceitos, que só a seriedade e honestidade dos seus colaboradores permite.

Dia 7, às 20 horas – Jantar Cultural "Ciclo Inezino", com Fernando Da Costa (Dramaturgo/Jornalista) e Regina Bronze (Medievalista).
Trata-se do segundo jantar deste ciclo, onde se procura explorar e questionar os mitos que habitam a cultura portuguesa, procurando confrontá-los de forma multidisciplinar, propondo, por um lado a sua exegese, e, por outro, vislumbrar a sua pertença a cada um de nós.

Dia 14, às 20:00 horas – Jantar Cultural Vegetariano, de Teresa Pontes, com passagem de um documentário, em colaboração da Associação Vegetariana Portuguesa e do GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental).

Dia 27, às 21:00 horas – Inauguração da exposição fotográfica de António Busca "Revisitar Abril, 30 anos depois", com música ao vivo.
Exposição fotográfica sobre as comemorações "oficiosas" dos 30 anos do 25 de Abril de 74, em Lisboa.

Dia 28, às 20 horas – Jantar Cultural "Ciclo Inezino", com João Aguiar (Romancista) e convidado a confirmar.
Trata-se do terceiro e último jantar deste ciclo, onde se procura explorar e questionar os mitos que habitam a cultura portuguesa, procurando confrontá-los de forma multidisciplinar, propondo, por um lado a sua exegese, e, por outro, vislumbrar a sua pertença a cada um de nós.

Cursos:

• Os muçulmanos na Península Ibérica e na região de Setúbal, por António Rafael Carvalho (Gabinete de arqueologia da C. M. Alcácer do Sal) – às Sextas, em horário a combinar conforme a disponibilidade.

• O Antigo Egipto, das imagens multifacetadas, por António Almeida (historiador) – aos fins de tarde, a combinar conforme a disponibilidade.

• Introdução à Fotografia, por João Paulo Marques (fotógrafo, ex-professor do IADE e antigo responsável pelo arquivo fotográfico da AMI) – aos Sábados, em horário a combinar conforme a disponibilidade.

Cursos - 50 € por módulo - correspondendo a mês, mês e meio de aulas (40€ folia divina).

Jantares – 10 € (8€ folia divina)
Fonte: aqui

Caminhada na Serra de Sicó promovida pela Ass. para a defesa do Vale do Bestança

Caminhada na Serra de Sicó
(Rodeando a Srª do Círculo)
8 de Março de 2008


O Núcleo de Coimbra da ADVB, no intuito de divulgar um pouco mais do nosso Belíssimo País realizará na Serra de Sicó a sua primeira caminhada da temporada.


A Serra de Sicó, a Sul de Coimbra , já no Concelho de Condeixa, é um Maciço Calcário, (onde podemos encontrar diversos Algares), que pelo Clima Mediterrânico, produz uma vegetação adaptada à escassez de água, e às elevadas temperaturas do Verão, ( Carrasqueiros, Tojos, Medronheiros, Urzes, Giestas, etc).


Como se depreende, o percurso decorrerá à “volta” da Srª do Círculo, que se situa num maciço assimétrico de apenas 400 m, mas de onde se pode observar todo o vale do Mondego, a Figueira da Foz, e nos dias mais límpidos, uma grande faixa do Oceano Atlântico. A Capela da Srª do Círculo, foi “grosseiramente” modernizada, mas ainda se pode observar o círculo de pedra que a protege, e que estará na origem do nome. A festa realiza-se no 2º Domingo Pascal.


No trajecto passaremos pelo Casmilo, aldeia antiga tipicamente serrana, provavelmente do século xv, e onde na Idade do Ferro terá existido um Castro. Nas imediações, encontram-se uns campos de Lapiás dos mais espectaculares de toda a Serra.


Visitaremos o Vale Buracas, reentrâncias horizontais, algumas de razoável dimensão, e onde ainda hoje se abrigam pastores e rebanhos, e turistas menos precavidos.


Rumaremos a Sul, passando pelo Cadaval Grande, (mais uma povoação no sopé do Monte da Srª do Círculo), donde subiremos para fecharmos o círculo e a caminhada.


Programa

• Encontro dos participantes na Capela da Srª da Círculo às 9h 15 min.
• Início da caminhada às 09h 30 min, prevendo-se o final da caminhada às 17h 30 min, dependendo como é evidente das “pernas dos caminheiros”.
• Extensão da caminhada de aproximadamente 18 Km, podendo ser considerada de dificuldade média alta. (Para o pessoal que apresente evidentes sinais de cansaço, “arranja-se um desconto “a estes 18 Km”).
• Jantar, a partir das 19 horas.



Como chegar à Srª do Círculo

Saída na A1 em Condeixa “apanhar” o IC2, ou Est. N 1 para Sul, (na direcção de Condeixa e Pombal).
Passar na periferia de Condeixa, sempre na EN 1, ignorar a saída à direita para Soure e Penela, e quando forem percorridos aprox. 4,4 Km, no fim de uma pequena descida, virar à direita para ARRIFANA.
Percorrido mais 1 Km, dentro de Arrifana, virar à esquerda para (Peixeiro, Furadouro e Casmilo). Entraremos numa pronunciada subida, onde se passará por Picota, e também ao lado de Peixeiro.
Quando se percorrerem 8,9 Km, encontraremos a placa de Furadouro , e aos 10,3 Km, virar-se -à à direita para a Srª do Círculo.
Finalmente, aos 11,4 Km depois de saírem da A1, virar à esquerda, e percorridos mais 0,9 Km, chegaremos ao local de encontro.
Quem sair de Coimbra pelo IC2 ou EN1, passa a saída para Antanhol, a saída para Cernache, e quando passar a saída da A1 de Condeixa, desconta aprox 300 metros (distância Da Portagem à EN1) e segue todo o resto do percurso.
Quem fizer a abordagem de Sul para Norte pela EN 1, vira para a Arrifana, e segue também o resto do itinerário.
Há no entanto variadas opções para chegar à Srª do Círculo, que qualquer GPS, lhes poderá indicar...



Responsabilidades dos participantes
• Material individual, necessário às condições e exigências do percurso.
• Condição física e estado de saúde adequado às exigências da caminhada.
• Seguro de acidentes pessoais.
• Almoço de Sábado.


A ADVB (Núcleo de Coimbra) não se responsabiliza por qualquer acidente que possa provocar danos físicos, morais ou psicológicos nos participantes ou em terceiros.



NOTAS
1. Recomenda-se o uso na caminhada de um calçado com um piso aderente e rijo, pois atravessaremos locais com piso muito irregular e escorregadio. Como passaremos por zonas de tojo e silvas, aconselha-se a protecção da zona dos tornozelos, (Botas, meias altas e calças).
2. No trajecto não existem cafés ou similares, devem portanto os pedestrianistas, munir-se de água suficiente para a caminhada, principalmente se estiver um dia quente.




Responsabilidades da organização

• Jantar de Sábado.



Inscrição (até 5 de Março)
• Caminhada - 5 euros (crianças e sócios da ADVRB com as cotas em dia, grátis)
• Refeição com pagamento no local devendo ser confirmada previamente


Mais informações
Para mais informações e inscrições, que deverão efectuar-se até 5 de Março, contactar Vaz Pedro (917619080), Jorge Ventura (968013140) ou José Sampaio (917535075).

http://www.bestanca.com/actividades/






Actividades calendarizadas para 2008

8 de Março Caminhada na Serra de Sicó (Núcleo de Coimbra)

29 de Março Caminhada "A Sagração da Primavera"

25, 26 e 27 de Abril Caminhada a Santiago de Compostela

27 de Maio Caminhada no Vale do Bestança com os alunos da EB 2-3 da Vila de Cinfães

31 de Maio Caminhada em Penacova nas margens dos rios Alva e Mondego (Núcleo de Coimbra)

21 de Junho Apresentação do Boletim Cultural "Prado" - Casa da Cultura de Cinfães

5 de Julho TransMontemuro - Fora de estrada entre o vale do Bestança e o vale do Paiva, com travessia da serra de Montemuro

19 e 20 de Julho Descida do Bestança

26 de Julho Descida do Mondego em canoa (Núcleo de Coimbra)

6 de Setembro Caminhada em Espadanedo "O erguer do Arco"

20 de Setembro Caminhada na serra do Buçaco (Núcleo de Coimbra)

25 de Outubro Caminhada da castanha

8 de Novembro Caminhada no Vale do Sousa (Org. AARIS - Associação dos Amigos do Rio Sousa)

13 de Dezembro Caminhada e Ceia de Natal





Outras Actividades

Impedir a construção de mini-hídricas no Vale do Bestança

Edição do Boletim cultural "Prado" e outras publicações em livro

Realização de exposições fotográficas e temáticas

Inventariação da biodiversidade do Vale do Bestança

Cooperação com as escolas do concelho em matéria de formação e educação ambiental

Recuperação do Património natural e edificado no Vale do Bestança

Criaçõo do Museu Etnográfico do Vale do Bestança




Candidatura de projectos a fundos comunitários
A Associação para a Defesa do Vale do Bestança estabelece protocolos de cooperação com a Câmara Municipal de Cinfães, Agrupamento vertical de Escolas de Cinfães, Juntas de Freguesia do Vale do Bestança, AARIS - Associação dos Amigos do Rio Sousa; Associação de Promoção e Defesa da Ribeira de Tendais; Associação Cultural Serpa Pinto; Escola Secundária de Cinfães, estando receptiva a outras parcerias no sentido da promoção turística e ambiental do vale do Bestança e do concelho de Cinfães.