15.5.05

Os Provos e a contra-cultura



A revolta Provo foi o primeiro episódio em que os jovens, como grupo social independente, tentaram influenciar o território da política. Fizeram-no de modo absolutamente original, sem propor ideologias, mas um novo e generoso estilo de vida anti-autoritário e ecológico. Ao contrário da atitude beat de afastamento para fora da sociedade, os Provos holandeses ( o movimento nasce e desenvolve-se em Amesterdão) empenharam-se descaradamente em permanecerem dentro da sociedade, para provocarem nela um curto-circuito.

Para os mais distraídos, aqueles para os quais a palavra Provo nada significa, é bom lembrar que a contra-cultura teve o seu local de eleição, não na Califórnia, mas na Amesterdão do início dos anos sessenta, por intermédio dos Provos, que tiveram apenas na imaginação a sua única arma.
Com efeito, e diferentemente do slogan de Maio de 68 que queria levar a imaginação ao poder, os Provos utilizaram a imaginação contra o poder.

Jogo, magia e anarquia foram centrais nas acções dos provos (abreviação de provocador): um grupo de divertidos agitadores que se reuniam para celebrar ritos colectivos contra o fetiche da sociedade consumista. Foi ali que surgiram as primeiras campanhas antipublicidade e antiautomóvel. Ali surgiu aquilo que passamos a chamar de contracultura e se desenvolveu a ideia que a subversão resultava melhor se estivesse misturada com o humor e a irrisão.
Os Provos fizeram de Amesterdão a Meca dos jovens dos anos 60 e 70. O exemplo dos Provos inspirou os diversos movimentos de contestação jovem dos anos 60, inclusive os hippies norte-americanos e os estudantes do Maio de francês de 68.

A «provolução» talvez tenha sido o primeiro exemplo de uma rebelião sem nenhuma causa aparente. A Holanda no início dos anos de 1960 podia considerar-se uma ilha de bem-estar e tranquilidade. Isto é, «não existia nenhum motivo comcreto para protestar contra a ordem constituída», segundo as palavras de um historiador do movimento Provo. Decerto que não existia nenhum motivo, a não ser, naturalmente, a …própria existência da ordem constituída.

Reproduz-se o manifesto programático do jornal dos Provos, lançado em 1965:

PROVO é uma folha mensal para anarquistas, provos, beatnicks, noctâmbulos, amoladores, malandros, simples simoníacos estilistas, magos, pacifistas, comedores de batatinhas fritas, charlatães, filósofos, portadores de germes, moços de estribarias reais, exibicionistas, vegetarianos, assistentes do assistente, gente que se coça e sifilíticos, polícia secreta e toda a ralé deste tipo.
PROVO é alguma coisa contra o capitalismo, o comunismo, o fascismo, a burocracia, o militarismo, o profissionalismo, o dogmatismo e o autoritarismo.
PROVO deve escolher entre uma resistência desesperada e uma extinção submissa.
PROVO incita à resistência onde quer que seja possível
PROVO tem consciência de que no final perderá, mas não pode deixar escapar a ocasião de cumprir ao menos pela quinquagésima e sincera tentativa de provocar a sociedade.
PROVO considera a anarquia como uma fonte de inspiração para a resistência
PROVO quer devolver vida à anarquia e dá-la a conhecer aos jovens
PROVO É UMA IMAGEM


E, mais tarde, quando se dissolveram, na sua declaração podia ler-se:

«Não podemos convencer as massas, e nem é isso que nos interessa. O que poderemos, realmente, esperar desse bando de apáticos…? É mais fácil o sol surgir no Oeste do que eclodir uma revolução nos Países Baixos.
Somos Provo…, mas, então, porquê? Não é certamente para nos entediarmos. Nem fazemos provocações por falta de paz. Porquê, então? Porque este mundo está cheio e atolado de exércitos, Estados, polícias, espiões, cavalos de batalha, muros de vergonha, bases de mísseis, rampas de lançamento, quartéis, mortos de fome, histeria religiosa, burocracia e campos de extermínio…Nós não somos tão ingénuos a ponto de acreditar que possamos transformar este mundo, num piscar de olhos, num lugar ideal(…) Posto isto sempre diremos: nunca transfiram para outros o vosso poder.»


( excertos de «Provos, Amsterdãoe o nascimento da Contra-Cultura» de Matteo Guarnaccia, segundo a tradução brasileira do colectivo Baderna, editado pela editora Conrad)

12.5.05

A super dívida dos Estados Unidos



Os Estados Unidos tornaram-se no maior devedor de sempre na história. As importações americanas ultrapassaram no ano passado as exportações com um montante record de 666 mil milhões de dólares, alargando a dívida externa americana para mais de 3.000 biliões de dólares. Pela primeira vez na história o país mais poderoso é também o maior devedor mundial. E os números de 2005 só mostram que a situação vai piorar.
Este rápido crescimento da dívida americana provoca um claro mal estar em todo o mundo. Pelo simples motivo que ela poderá levar a uma súbita e vertiginosa queda do dólar, ao disparar das taxas de juro, e à desestabilização dos mercados financeiros, originando mesmo um grave recessão mundial. Mas o que faz a Administração Bush? Nada. Quando se lhes pergunta porque nada fazem, a resposta invariável é que não há motivo para tal com base em 3 argumentos.
Em 1º lugar porque os défices externos devem ser interpretados como um sinal de força e não de fraqueza da economia americana. Para John Taylor, número dois do tesouro, o Ministério das Finanças americano, «os estrangeiros querem investir nos EUA. É isso que revelam os nossos défices». Isso é verdade. Durante o boom da bolsa dos anos Clinton, os investidores procuravam os Estados Unidos em busca do lucro fácil. Mas agora já não é o caso. A maior parte dos défices americanos é financiada pelos bancos centrais, em especial, os asiáticos.
Seguindo este raciocínio, as autoridades financeiras apresentam um segundo argumento. O Japão, a China e os países do Sudeste asiático financiam os nossos défices porque, para apoiar o crescimento nas suas economias, eles exportam para o mercado mais rico do mundo, o norte-americano. Não fazem pois qualquer favor. Agem simplesmente em função dos seus interesses. As estatísticas sugerem, porém, que há um limite para tanta boa vontade dos asiáticos. É que os dólares acumulam-se em grande velocidade nos bancos centrais desses países – cerca de 850 mil milhões de dólares no Japão, mais de 600 mil milhões na China, 250 mil milhões em Taiwan, 200 mil milhões na Coreia do Sul…Ou seja, os países asiáticos estão desejosos de manter as suas exportações para os Estados Unidos, mas o seu apetite por dólares não é infinito.
Apresenta-se então um 3º argumento. Os bancos centrais asiáticos financiam os défices norte-americanos, não porque o querem, mas porque o devem fazer. É que se não quisessem mais dólares, a moeda americana sofreria uma fortíssima depreciação que se traduziria em perdas maciças para as suas reservas e provocaria uma baixa de competitividade das suas exportações. Será que estão prontos a causar tanto dano a si próprios? A administração Bush confia que não.
Na verdade, os países asiáticos no seu conjunto não tem grande interesse no desencadear de um tal processo. Mas de forma pontual e individualizada, cada qual pode estar inclinado a vender os seus dólares o mais rapidamente possível empurrando as perdas para os outros…Até quando poderemos pois esperar a complacência deles? É que uma descida d dólar pode dar-se a qualquer momento. E Bush continua a nada fazer.



(tradução de um artigo de Benjamin J. Cohen, professor de economia política internacional na Universidade da Califórnia, Santa Barbara, e publicado na Revista «Alternatives Economiques» nº 236, Avril 2005)

11.5.05

Foucault: o filósofo que escrevia caixas inteiras de ferramentas


As ideias de Michel Foucault nunca repousam sobre a superfície das coisas. Elas são, para alguns, as proteínas da filosofia contemporânea. A lucidez das análises e a capacidade para operacionalizar e reinventar o seu pensamento, com o propósito de colocar o seu discurso num nível mais profundo, continua a cativar milhares de pessoas que procuram na sua obra as ferramentas para tornar mais compreensível a nossa realidade.

Em 1975 numa entrevista Foucault dizia: " Todos os meus livros são pequenas caixas de ferramentas. Se alguém quiser abri-las, usar uma frase ou uma analise como um detonador ou então uma pinça para provocar um curto-circuito, desqualificar e romper com sistemas de poder, inclusivamente aqueles de onde saem os meus livros, tanto melhor."

Era também conhecido por ser o filósofo que queria fechar as escolas e abrir as portas das prisões.

O principal contributo de Foucault foi dar consistência teórica a um pensamento que precisava do caos. Sem se considerar anarquista, Foucault é o filósofo da anarquia, isto é, da vida.

O seu grande esforço foi pensar a política sem centrá-la no Estado. A política, para ele, trata da vida, do governo da vida.

the irrisistable rise of global anticapitalism




Saiu há já alguns meses atrás um pequeno livro que constitui um valioso inventário das lutas anticapitalistas dos últimos anos. Tem o significativo título - «the irrisistable rise of global anticapitalism» - e foi realizado e editado pelo colectivo « We are everywhere» . É um livro
que se recomenda vivamente, pois não duvidamos que constituirá uma fonte da história contemporânea, em particular da luta anticapitalista.

Consultar:
http://www.weareeverywhere.org/
Os editores deste colectivo:
Katharine Ainger, a writer, activist and co-editor of the New Internationalist magazine. She believes that releasing all the untold stories in the world might transform it. Half British and half Indian, she grew up between Asia and Europe, and over the years has periodically returned to work with and learn from Asian social movements. She has written for all sorts of outlets from serious broadsheets, to disreputable radical publications. She currently lives on an island in the middle of the Thames.
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Graeme Chesters, a writer and educator based at Edge Hill College in the northwest of England. He is a co-founder of the Shifting Ground co-operative and is involved in a number of activist and academic networks, some of which curiously and sometimes fruitfully overlap. Presently researching and writing on issues as diverse as global complexity, civil society, and participatory democracy, his biggest challenge is figuring out how to juggle parenthood with paid employment and still remain on the streets. He continues to derive inspiration from the everyday acts of solidarity and defiance that sometimes go unnoticed amidst the more spectacular moments of contention, although he enjoys participating in either. He lives on the edge of the Lake District with Gwyneth and their two children Dylan and Joel.
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Tony Credland, a London-based activist and designer involved with Reclaim the Streets, Indymedia, and the Cactus Network. John Jordan, who spends his time trying to find a space where the imagination of art and the social engagement of politics can be brought together. For 10 years he was a co-director of Platform, an art and social science group, and also worked on a social art project about men and pornography. Since 1994 he has worked in the direct action movements, principally with Reclaim the Streets (1995-2001). He has written and lectured extensively about the anticapitalist movement and was a senior lecturer in fine art at Sheffield Hallam University (1994-2003). He lives in London and mixes his time between trying to creatively overthrow capitalism and looking after his son Jack. He has recently fallen in love with the popular rebellion in Argentina and is involved in numerous projects to spread news and inspiration of the events unfolding there.

Andrew Stern, an activist and documentary photographer who has been involved in the anticapitalist movement in various capacities since a friend dragged him off to his first anarchist gathering some years ago. He can be found working on various photography projects in different parts of the world, including helping to organize a caravan of Indymedia activists to travel throughout South America soon after the economic collapse and popular uprising in Argentina. He is equally comfortable on the front lines of actions with camera in hand or not, and many times will leave his camera at home to play with creative forms of direct action in the streets. Like other members of the collective, the fusion of art and politics is a primary goal in anything he does, along with collecting and sharing stories that are not normally told. His work has been shown in galleries throughout the world and can be found on various Indymedia web sites as well as in the many different publications he works with.
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Jennifer Whitney, who is currently engaged in several balancing acts - reconciling her desire to bring thousands of people together in the streets for inspiring mass actions with her commitment to longer-term struggles of the local and everyday variety; merging her creativity and imagination through writing, dance, and music with her more technical and less sexy skills; and fulfilling her passion for travel , languages, cross-cultural skill-sharing and adventure, as well as her love of gardening, community-building, and other things requiring deep roots. She is a health care worker, and organizes clinics and street medic teams for direct actions. When she's at home in the Pacific Northwest, she can be found working with the Black Cross Health Collective in Portland, or drumming with the Infernal Noise Brigade. She derives much inspiration from Latin America, where rebellion has penetrated many corners of society and erupts into the streets with increasing frequency, and she hopes to continue disseminating those stories of people shaping history.
CONTACT To contact the editorial collective e-mail: info@weareeverywhere.org

10.5.05

Detectados os primeiros sinais de desaceleração da corrente do Golfo




Detectados os primeiros sinais de desaceleração da corrente do Golfo, o que poderia ter como consequência uma forte queda das temperaturas médias nas ilhas britânicas e no noroeste europeu.

Reproduz-se a notícia com data de 9/5/05:

Londres - Los expertos han detectado los primeros signos de una desaceleración de la corriente del Golfo que podría tener como consecuencia una fuerte caída de las temperaturas medias de las Islas Británicas y el noroeste de Europa. Uno de los "motores" que impulsan esa poderosa corriente, el descenso hasta el fondo marino de columnas de agua gélida en el mar de Groenlandia, se ha debilitado hasta el punto de que tiene actualmente menos de un cuarto de su fuerza anterior.
Este debilitamiento, debido al parecer al calentamiento del planeta, podría originar a lo largo de los próximos años fuertes cambios en esa importante corriente y paradójicamente enfriar las temperaturas en buena parte de Europa. Peter Wadhams, profesor de física de los océanos en la universidad de Cambridge (Inglaterra), utilizó submarinos de la Marina Real británica para hacer mediciones bajo la capa de hielo ártico en el mar de Groenlandia.
"Hasta fecha reciente, era normal encontrar una especie de chimeneas gigantes por las que columnas gigantes de agua densa y muy fría descendían hasta el fondo marino a una profundidad de tres mil metros", explica el científico, citado por el dominical "The Sunday Times". "Conforme esas masas de agua gélida bajaban al fondo, eran reemplazadas por otras de agua más caliente procedentes del sur, lo que provocaba una circulación continua. Si ese mecanismo se desacelera, llegará menos calor a Europa", agrega.
Ese cambio, predicho por los científicos, pero sólo ahora demostrado experimentalmente, podría tener un fuerte impacto sobre Gran Bretaña, que está a la misma latitud que Siberia y cuyo clima sería mucho más frío sin el efecto atenuante de la corriente del Golfo. Esta transporta 27.000 veces más calor a las costas británicas del que pueden generar todas las fuentes de energía del Reino Unido y eleva las temperaturas medias en entre cinco y ocho grados centígrados.
Waldham y sus colegas predicen que el debilitamiento de la corriente del Golfo puede acarrear otros fenómenos catastróficos como la fusión completa en verano de la capa de hielo ártico de aquí al año 2020 y como muy tarde con seguridad antes del 2080. Ello sería desastroso para la fauna silvestre, y muchas especies como el oso polar se expondrían a la extinción. Viajando en submarino y con ayuda del sonar, el experto británico ha descubierto que la capa de hielo polar ha perdido un 46 por ciento de su espesor en los últimos veinte años.
Waldham se fijó sobre todo en una capa de hielo, bautizada con el nombre de Odden, que solía formarse en el mar de Greoenlandia cada invierno para perder espesor en verano. El crecimiento de esa capa hace que se formen año tras año las columnas de agua gélida: cuando se congela el agua de la superficie, el cristal de hielo expulsa la sal al agua circundante.
Esta se vuelve más pesada que las capas inferiores, lo que provoca un movimiento descendente. Sin embargo, la capa de Odden ha ido desapareciendo: la última vez que se presentó en su plenitud fue en 1997. "En el pasado veíamos cada año entre nueve y diez columnas gigantescas bajo la capa de Odden, pero en nuestra última travesía sólo descubrimos dos y eran tan débiles que el agua descendente no conseguía llegar al fondo marino", explica el científico, que presentó recientemente sus descubrimientos en Viena

http://noticias24horas.buenosdiasplaneta.org/

«Uma criança que morra de fome, é uma criança assassinada» (Jean Ziegler)


Cada sete segundos morre de fome uma criança menor de 10 anos. Para Jean Ziegler, o conhecido autor suíço e especialista da FAO para questões da fome mundial , quando uma criança morre de fome, significa que é assassinada.
No ano passado o número de pessoas que passam fome no mundo aumentou para 840 milhões de seres humanos, não obstante o aumento da produção agrícola mundial registado.
Aquele autor assegura ainda que o planeta poderia alimentar suficientemente, isto é, com um mínimo de 2.700 calorias, cerca de 12.000 milhões de pessoas, muito mais dos actuais 6.200 milhões seres humanos.Paradoxalmente, são as populações rurais, que produzem os alimentos, aquelas que são as mais afectadas com a fome

Marcha dos sem-terra em direcção a Brasília





Marcha Nacional pela Reforma Agráriade Goiânia a Brasília (de 1 a 17 de maio de 2005)
organizado pelo Movimento dos trabalhadores rurais sem terra ( Brasil)


Uma caminhada pela Reforma Agrária

Ao longo da história do Brasil sempre houve lutas pela terra e pela Reforma Agrária. Na actual realidade brasileira, que revela um alto grau de concentração de renda e de terra, onde o latifúndio continua ceifando vidas sem necessidade, a Reforma Agrária não é apenas necessária, mas um imperativo ético.

É uma das formas mais baratas e rápidas de gerar empregos e de produzir alimentos mais baratos para a população, impedindo que grande número de famílias sejam obrigadas a acampar às margens das rodovias. Com a Reforma Agrária e o fim da impunidade, acreditamos ser possível reduzir drasticamente a violência no campo e o número de mortes causados pela ganância do latifúndio.

Diante dessa situação, o MST, os Movimentos da Via Campesina e outras forças sociais, realizarão uma Mobilização Nacional, a partir de maio de 2005. Uma caminhada para dialogar com a sociedade sobre a necessidade da Reforma Agrária no desenvolvimento do país, para chamar atenção da sociedade e do governo de que a Reforma Agrária ainda é o caminho mais rápido, menos custoso e mais justo para garantir trabalho, alimento, renda, escola para os filhos e futuro digno para milhões de brasileiros e brasileiras que vivem na pobreza no meio rural. É também a forma mais barata de evitar que o êxodo rural seja engrossado, aumentando ainda mais os problemas sociais nas cidades.

Para realizarmos a Mobilização, que custará o sacrifício de milhares de homens, mulheres e crianças, precisamos de sua solidariedade.
Contribua com o que puder e como puder. Algumas entidades amigas abriram uma conta especial para essa astividade e se comprometem a publicar o balanço de todos os recursos que forem arrecadados pela internet e por outros meios.

A conta está em nome de Associação Grito dos Excluídos Continental/Marcha.
Deposite qualquer valor, no Banco Itaú - Agência 0644 - Conta 54.328-2 - São Paulo - SP .
Pode enviar sua mensagem para o correio electrônico:
gritoexcluidos@uol.com.br
Se precisar de algum recibo formal para seu controle ou entidade poderemos enviar pelo correio.

Rebel Girl ( extracto da canção de Joe Hill)

That’s the Rebel Hill, that’s the Rebel Girl
To the working class she’s a precious pearl
She brings courage, pride and joy
To the fighting Rebel Boy
We’ve had girls before, but we need some more
In the Industrial Workers of the world
For it’s great to fight for freedom
With a Rebel Girl

9.5.05

Videovigilância nos autocarros



Cada autocarro dos serviços públicos de transporte dos STCP têm 3 câmaras de vídeo. O interior começa a ser filmado logo que o motor é ligado e só se desliga 10 minutos depois do autocarro ser desligado.. Em caso de incidente o motorista acciona um alarme, com ligação directa ao Centro de Controle,instalado no 10º andar da torre das Antas onde está a sede da empresa. As gravações são guardadas 30 dias. Caso não se justifique, as cassettes são apagadas. As imagens podem, entretanto, ser recolhidas pela polícia que as poderá usar como meio de prova.
Esclarecimento suplementar: a entrada de funcionamento deste sistema careceu de autorização prévia da Comissão Nacional de protecção dos dados.

Fonte: JN de 9/5/2005

Portugal produz 29 milhões de toneladas anuais de resíduos industriais

Portugal produz 29 milhões de toneladas anuais de resíduos industriais, dos quais 254 mil são resíduos perigosos.
Segundo a Estratégia Nacional de desenvolvimento sustentável aprovada pelas entidades governamentais, até 2010 Portugal deverá gerar menos 12,1% do peso de resíduos industriais e menos 20,7% de resíduos industriais perigosos.
Será suficiente, pergunta-se?

Morte de cão tem um bónus de 2% na nota do exame no Reino Unido



Os candidatos ao diploma dos colégios ingleses, ou nível A, correspondente ao final do ensino secundário, terão direito a 2% de bónus se lhes tiver morrido o cão, gato ou peixe no dia da prova. Se tiver sido no dia anterior, ganham 1%.
As novas regras estabelecidas pelo Conselho de Exames prevêm ainda que uma alergia vale 2%,uma enxaqueca 1%, uma crise de asma, ter partido uma perna ou sido testemunha de uma drama valerá 3%. Já a morte de um familiar merecerá um 4% de bónus na nota do exame.
Espantoso, não é?

Mais uma denúncia contra a futura A24 em construção



A construção da A24 que ligará Vila Real a Chaves foi objecto de nova denúncia, desta vez por motivo do seu traçado ir afectar áreas integradas no Sítio da Rede Natura 2000 entre Alvão-Marão.

Estão a destruir o Cabedelo ( Gaia) para construir molhe$$




Segundo notícias vindas a público a construção de molhes na zona do Cabedelo, em Vila Nova de Gaia, na foz do rio Douro, e defronte da Cidade do Porto, está a causar danos irreversíveis nesta zona, que é um parque natural que devia ser salvaguardado face aos apetites imobiliários da construção civil.

Caretos



Realizou-se em Podence, Macedo de Cavaleiros, neste fim de semana o I Encontro dos Caretos, uma manifestação tradicional de cultura popular. Estiveram presente 5 grupos de caretos: os de Podence e Lagoa ( do concelho de Macedo de Cvaleiros), Ousilhão ( de Vinhais) e os de Salsas e Varge ( concelho de Bragança).
Recorde-se que em Podence existe já a Casa do Careto que visa preservar a história desta tradição popular que consiste num ritualde formação de mascarados por altura das Festas dos Rapazes em Trás-os Montes

8.5.05

Mondovino (filme de Jonathan Nossiter)


Mondovino é um filme-documentário de Jonathan Nossiter que tem granjeado muitas opiniões favoráveis um pouco por todo o lado, tendo já recebido alguns prémios em certames internacionais.
Refere-se ao impacte da globalização capitalista sobre o mundo vinícola e denuncia a artificialização dos vinhos, que os transforma numa espécie de fast-food, em prejuízo da produção local e dos pequenos produtores.
Encontra-se actualmente em cartaz em várias salas de cinema.

A Alemanha quer ver-se livre das bombas atómicas dos Estados Unidos



Segundo o JN o governo alemão anunciou que vai abordar com a NATO a questão da retirada das armas nucleares norte-americanas que estão estacionadas na Alemanha.
Ramstein, na Renânia Palatinato, é o local onde se supõem estarem estacionadas 130 bombas atómicas em bunkers subterrâneos. As restantes 20 estarão numa base aérea da Bundeswehr ( forças armadas alemãs) no mesmo Land.
As Organizações Não-Governamentais «Médicos Internacionais Contra a Guerra Atómica» e a « Natural Resources Defence Counsil»(NRDC) não têm dúvidas ao afirmarem que só no território alemão encontram-se estacionadas 150 bombas atómicas com um potencial destruidor seis vezes superior ao da bomba de Hiroshima.
A NRDC escreve no seu relatório que ainda há na Europa 480 bombas atómicas norte-americanas: 20 na Holanda, 20 na Bélgica, 110 na Grã-Bretanha, 90 na Itália e 20 na Turquia.

Fonte: JN

Musicoterapia



Ries Broos, holandês de 66 anos, radicado desde 2001 no Algarve, na Serra de Monchique é terapeuta de som. Considera que o canto gregoriano é «uma medicina para a alama, calma a mente e eleva o espírito». Na sua formação incluem-se estudos realizados com professores xamânicos da Europa e Estados Unidos, em 1987, e o aprofundamento de estudos em medicina tradicional chinesa.
Além da voz, utiliza sinos tibetanos, paus de chuva, flauta transversal, xilofones, tambores indianos e africanos que transformam cada sessão numa experiência terapêutica e espiritual. Utiliza também os vasos tibetanos na terapia de sons.
Ries afirma que o nosso corpo é constituído essencialmente por água e é com imensa facilidade que as ondas de som se propagam. Uma massagem de sons ajuda a curar doenças e a reestruturar áreas magoadas.

Fonte: JN

População de Vila Verde da Raia contra as Obras do IP3



Os trabalhos de construção da futura auto-estrada IP3 que estão a decorrer entre Vila Real e a fronteira com Espanha, em Vila Verde da Raia, estão a destruir as paisagens naturais e o património natural a favor do todo poderoso automóvel.
Não bastando com tais prejuízos, as obras estão a prejudicar gravemente as populações rurais. A população de Vila Verde de Raia manifestaram-se contra o desenho e a construção de um gigantesco viaduto que lhes corta os acessos aos seus terrenos agrícolas.

Fonte: JN

Duque de Ávila, censor de Eça e Antero, tinha medo da I Internacional



António José de Ávila, conde e marquês de Ávila, e por fim, duque de Ávila e Bolama (1807-1881) ficou conhecido na história por ter proibido as Conferências Democráticas do Casino, durante as quais a Geração de 70 (Antero de Quental ,Eça de Queiroz, e outros) queriam discutir Portugal e o mundo.
Várias vezes ministro e primeiro-ministro, Ávila era um homem de direitta, um oportunista pragmático que estava assustado com as movimentações em Portugal da I Internacional de Marx e Bakunine.
Saiu agora um livro sobre esse personagem, pela mão do historiador José Miguel Sardica, «Duque de Ávila e Bolama, biografia» nas edições Dom Quixote.


A general-chefe da prisão de Abu Ghraib condenada por roubo num supermercado militar

Janis Karpinski, a mulher general do exército norte-americano, responsável pelas prisões no Iraque, e máxima autoridade na prisão de Abu Ghraib onde foram cometidas torturas sobre presos iraquianos, foi despromovida e na sua folha militar encontra-se registada um roubo de cosméticos que teria cometido num supermercado militar quando era ainda Coronel.

Fonte: El País