25.6.11

Amor anarquista (L'Amour Anarchiste) - uma canção do poeta Gaston Couté

Gaston Couté nasceu em Beaugency a 23 Setembro de 1880 e morreu em Paris a 28 de Junho de 1911.Foi um poeta e cantador libertário francês.
http://fr.wikipedia.org/wiki/Gaston_Cout%C3%A9
http://gastoncoute.free.fr/
http://www.meung-sur-loire.com/informations.php?p=93



Le gars était un tâcheron
N’ayant que ses bras pour fortune ;
La fille : celle du patron,
...Un gros fermier de la commune.
Ils s’aimaient tous deux tant et plus. (bis)
Ecoutez ça, les bonnes gens
Petits de coeur et gros d’argent !
Ecoutez ça ils s’aimaient tant et plus
L’Amour, ça se fout des écus !


Lorsqu’ils s’en revenaient du bal
Par les minuits clairs d’assemblée,
Au risque d’un procès-verbal,
Ils faisaient de larges roulées
Au plein des blés profonds et droits, (bis)
Ecoutez ça, les bonnes gens
Qu’un bicorne rend grelottants !
Ecoutez ça des blés profonds et droits
L’Amour, ça se fout de la Loi !


Un jour, s’en fur(ent) tous deux prier
Elle : son père ! Et lui : son maître !
De les laisser se marier.
Mais le vieux les envoya paître ;
ALors, ils prirent la clé des champs. (bis)
Ecoutez ça, les bonnes gens
Qui respectez les cheveux blancs !
Ecoutez ça ils prirent la clé des champs
L’Amour, ça se fout des parents !


S’en furent dans quelque cité,
Loin des labours et des jachères ;
Passèrent ensemble un été,
Puis, tout d’un coup, ils se fâchèrent
Et se quittèrent bêtement. (bis)
Ecoutez ça, les bonnes gens
Mariés, cocus et puis contents !
Ecoutez ça ils s’quittèrent bêtement
L’Amour, ça se fout des amants

Movimento a favor do Porto Santo como Reserva da Biosfera

As Reservas da Biosfera, no âmbito da UNESCO, são porções de ecossistemas terrestres ou costeiros onde se procuram meios de reconciliar a conservação da biodiversidade com o seu uso sustentável.

O Porto Santo possui as características necessárias para se candidatar como Reserva da Biosfera, em especial, pela forma como procura conciliar as exigências do desenvolvimento económico, em que o Turismo tem uma relevância cada vez mais destacada, com o sentido de responsabilidade ambiental.

Desenvolver uma candidatura do Porto Santo a Reserva da Biosfera também equivale a contribuir para o reconhecimento e uma mais ampla divulgação mundial da importância do Património Natural daquela ilha do Atlântico.

É, assim, justo desencadear um movimento de opinião favorável à elaboração da candidatura para que o Porto Santo possa vir a integrar a Rede Mundial de Reservas da Biosfera.

1.O Porto Santo possui as características necessárias para se candidatar como Reserva da Biosfera
2.A forma como procura conciliar as exigências do desenvolvimento económico, com o sentido de responsabilidade ambiental.
3.Contribuir para o reconhecimento e uma mais ampla divulgação mundial da importância do Património Natural daquela ilha do Atlântico.


Assembleia Popular no Rossio ( hoje, 25 de Julho, às 19h) sobre o tema da Precariedade e Desemprego

a
Hoje, Sábado, 25 de Junho, pelas 19h, irá decorrer uma Assembleia Popular no Rossio.

O tema deste Sábado é PRECARIEDADE e DESEMPREGO.

 Tu fazes o teu futuro! Tu fazes a Democracia Verdadeira! O futuro é já!

Vem! Divulga!



Acampada Lisboa – Tomada de posse do XIX Governo Constitucional




Café Pedra Nova recebe no próximo dia 1 de Julho uma tertúlia com música e palavras de Zeca Afonso

Ergue-te ó sol de Verão, somos nós os teus cantores

O Café Pedra Nova recebe no próximo dia 1 de Julho, a partir das 22h., uma tertúlia com música e palavras de Zeca Afonso

Café Pedra Nova está situado na Rua D.João IV, 848, Porto

Arte, política e mercadoria - é o tema de debate hoje no RDA69 ( a partir das 17h)

clicar em cima da imagem para ler em detalhe


O espaço RDA69, sedeado em Lisboa no Regueirão dos Anjos nº69, à Graça, debate hoje a ligação entre arte, política e a mercadoria, antecedido pela projecção do filme Bansky-Exite Through the Gift Shop. Bo fim haverá jantar

24.6.11

Descer do Mundo ( Bajarse del mundo), documentário de Raul Fernandez sobre o regresso às aldeias abandonadas e modos de vida alternativos

Descer do mundo (Bajarse del mundo) é um documentário de Raul Fernandez que fala de pessoas que deixaram para trás o estilo de vida urbano e decidem repovoar as aldeias abandonadas, renunciar ao dinheiro, ou que decidem adoptar um modo de vida alternativo.

Bicicletada do S.João no Porto - 24 de Junho, às 18h30 na Praça dos Leões




Bicicletadas / Massas Críticas -- 24 de Junho de 2011 - em vários locais de Portugal

Aveiro Concentração às 18h30 e saída às 19h00, no Forum Aveiro, ao lado da Capitania;

Braga Concentração às 18h00 e saída às 18h20, na fonte junto à Arcada, Avenida Central;

Coimbra Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades às 18h15m;

Guimarães Encontro pelas 18h30m no Largo da Oliveira;

Lisboa Concentração às 18:00 e saída às 19:00, no Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII;

Porto Concentração às 18h30 e saída às 19h00, na Praça dos Leões;

Sines Concentração às 18h00 e saída às 18h30 em frente da porta do castelo no Largo do Poeta Bocage;

Seixal Concentração às 18h30 e saída às 19h00 da Estação dos Foros de Amora;

23.6.11

A Festa do S.João no Porto é este ano no Largo da Fontinha (noite de 23 para 24 de Junho de 2011)





FESTA DE S.JOÃO É NA FONTINHA (noite de 23 para 24 de Junho) no largo da Fontinha, Porto ( perto da Rua Gonçalo Cristovão, e do edifício do Jornal de Notícias)

Na fontinha
No S. João
A Sardinha
É em autogestão


Vem SALTAR AS FOGUEIRAS DE S. JOÃO no Largo da Fontinha, Porto

Diz a tradição que rapariga que salte três vezes, arranja logo marido.

E quem saltar a fogueira na noite de S. João, em número ímpar de saltos e no mínimo três vezes, fica por todo o ano protegido de todos os males.

As fogueiras de S. João (joaninas), fazem parte da antiga tradição pagã, de celebrar o solstício de Verão. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João europeias

No S.João do Porto
Faz-se sempre uma fogueira
Este ano se der pró torto
Estamos cá pr’á brincadeira

Para a nossa linda Fontinha
Desejo Saúde e igualdade
Espero que não falte a sardinha
E não nos tirem a liberdade

Traz a tua merenda!
Temos fogareiro, brasas, caldo verde e bailarico!

Revolução (título de uma canção do grupo Amaral, de Zaragoza)

REVOLUÇÃO é o título de uma canção do grupo Amaral, de Zaragoza, composto pela vocalista Eva Amaral e pelo guitarrista Juan Aguirre, e um dos mentores domovimento do 15M que surgiu em todo o território do estado espanhol




Somos demasiados y no podrán pasar por encima de los años que tuvimos que callar, por los libros prohibidos y las entradas secretas...
Por todos los que un día se atrevieron a gritar que la Tierra era redonda y que había algo más que dragones y abismos donde acababan los mapas...
Por las noches de vacío cuando te ibas a dormir, esperando que la suerte vuelva a sonreir, con los ojos abiertos esperando un milagro...
Siento que llegó nuestra hora; esta es nuestra revolución...
Somos demasiados y no podrán pasar por encima de la vida que queremos heredar, donde no tenga miedo de decir lo que pienso...
Por todas las canciones que empiezan a nacer para no ser escuchadas y al fin lo van a ser, cantadas con rabia por los que siempre callaron...
Siento que llegó nuestra hora; esta es nuestra revolución...
Somos una luz cegadora, fuerte, más brilante que el sol
(Revolución, este es el día de la revolución)
Por todas las canciones que empiezan a nacer para no ser escuchadas y al fin lo van a ser, cantadas con rabia por los que siempre callaron...
Siento que llegó nuestra hora; esta es nuestra revolución...porque siento que este es el momentode olvidar lo que nos separó y pensar en lo que nos une
(Revolución, este es el día de la revolución)
Esta es nuestra revolución[REVOLUCIÓN]


O blues da geração perdida (El blues de la generación perdida)



Dices que yo
No tengo casi nada en la cabeza
Me miras, me juzgas, me condenas
¿Qué importa mi opinión?
Dices que yo
No he combatido en un millón de guerras
Que me da igual la voz de la experiencia
Dices que yo
Me dices que yo

Dices que sólo soy una veleta

A la que el viento se lleva sin querer
Dices que sólo soy una cometa
Que se eleva y que un día va a caer


Dices que yo
A veces te resulto incomprensible
Mitad vulgar, mitad un ser sensible
Dices que yo
Dices que yo
Escribo solamente tonterías
El blues de una generación perdida
Dices que yo
Me dices que yo


Dices que sólo soy una veleta
A la que el viento se lleva sin querer
Dices que sólo soy una cometa
Que se eleva y que un día va a caer


Si yo pudiera me llevaría la tristeza
De tu cabeza, de tu cabeza


Dices que me pierdo a cada instante
Que el futuro está en el aire y mi vida del revés
Ya sé que siempre dices lo que piensas
Por eso siempre escucharé aunque me duela


Cómo me dices que sólo soy una veleta
A la que el viento se lleva sin querer
Dices que sólo soy una cometa
Que se eleva y que un día va a caer

16.5.11

Movimentos sociais em Portugal são o tema de um encontro na sede da CNT, Confederação Nacional do Trabalho francesa (dia 21 de Maio, em Paris).

Realiza-se no próximo dia 21 de Maio, às 19h30, em Paris, um encontro-conversa informativa sobre os Movimentos sociais em Portugal com a participação do militante libertário português José Luís Félix.

O local do encontro-conversa será na sede da CNT, Confédération Nationale du Travail 33, rue des Vignoles, Paris
 Métro Avron (ligne 2) ou Buzenval (ligne 9)


Rencontre autour des mouvements sociaux au Portugal
avec José Luis Felix, militant libertaire portugais

21 Mai 2001 , à 19h30

CNT Confédération Nationale du Travail 33, rue des Vignoles
Métro Avron (ligne 2) ou Buzenval (ligne 9)

Les portugais subissent aujourd’hui de plein fouet la crise provoquée par le capitalisme financier. De plan d’austérité en diktats du FMI, c’est toujours les travailleurs qui payent la crise.
Le secrétariat international de la CNT-f organise samedi 21 mai une rencontre / débat avec José Luis Felix militant libertaire engagé dans le secteur du développement solidaire, sur la situation au Portugal et les réactions et résistances qu’elle suscite.
Solidarité internationale

Impedir a Demolição do Mercado Bom Sucesso! ( concentração à entrada do mercado no dia 19 de Maio, às 17h.)

A 19 de Maio, pelas 17h00, o movimento “Mercado do Bom Sucesso Vivo!” vai concentrar-se na entrada principal do edifício.
Vamos concentrar-nos na entrada principal do Mercado do Bom Sucesso e exigir:

Proteção do PATRIMÓNIO CULTURAL E HUMANO!
Um MERCADO REVITALIZADO!
NÃO MAIS SHOPPINGS!
NÃO À CONCESSÃO do Mercado a empresa privada por 50 ANOS+20!
 Salvaguarda do EDIFÍCIO CLASSIFICADO pelo IGESPAR (25 Jan 2011):

“A classificação do Mercado do Bom Sucesso fundamenta-se no seu valor arquitectónico, enquanto exemplar notável da arquitectura modernista dos anos 50, no seu valor urbanístico e sócio-cultural, enquanto edifício de referência na paisagem urbana da cidade do Porto e na vivência da população, constituindo um espaço privilegiado de encontro de gerações e de classes sociais.” Portaria n.º 250/2011.

Todas as presenças são importantes. Divulga e comparece!

TODAS E TODOS AO MERCADO! PELO BOM SUCESSO!

Mercado do Bom Sucesso Vivo!

Por um mercado de frescos requalificado e vivo





PETIÇÃO CONTRA A DEMOLIÇÂO DO MECADO DO BOM SUCESSO

To: Câmara Municipal do Porto

1 - O anúncio público a 1 de julho pela Câmara do Porto da intenção da "Construção de dois novos edifícios no interior do Mercado do Bom Sucesso" para a instalação de um hotel low-cost, escritórios e estacionamento, diminuindo o nº actual de 140 vendedores para apenas 44, vem motivar o protesto dos cidadãos abaixo-assinados.
Uma vez mais o executivo PSD / CDS tenta entregar a privados a concessão de espaços municipais por extensos períodos de tempo ( 50 + 20 anos).

2 - O património humano dos mercados desta cidade, a alma do pequeno comércio popular e urbano dos mercados está uma vez mais sob implacável ataque pela ditadura dos interesses, com a cumplicidade activa por parte do poder que deveria ser público.
Exigimos o respeito devido, aos mercados, ao tipo de alimentação e ao modo de vida que destes emana.

3 - Quanto ao Património construido: Não acreditamos ser possível mantêr a "traça" (sic) de um edificio modernista em vias de classificação (Mercado do Bom Sucesso, construção - 1952), quando se pretende construir no seu interior um extenso programa que altera radicalmente os seus espaços, conforme o demonstram os desenhos tornados públicos, e ao contrário dos argumentos invocados.
Está em risco o magnifico espaço interior, amplo, generoso, inteligentemente iluminado que caracteriza este histórico mercado.
A política de entrega dos melhores e mais centrais terrenos da cidade e dos edifícios públicos já construidos aos bons negócios privados / MAUS negócios públicos tem que acabar.
Exigimos a reversibilidade deste negócio.

4 - Nós, cidadãos abaixo- assinados já conhecemos a "traça" deste executivo Camarário, incapaz de gerir o património público como lhe compete.
Esta tentativa vergonhosa de entrega ao promotor "Eusébios" - por um período de 50 anos ( com a possibilidade de prorrogação por mais 20 anos) é apenas mais uma pedrada num charco já repleto de pedras:
-A concessão do Teatro Municipal Rivoli a um empresário do espectáculo, fazendo tábua - rasa da política de abertura do Teatro às várias "culturas" da cidade.
-A tentativa falhada de demolição e fecho, para a entrega também por 70 anos, do Mercado Municipal do Bolhão à empresa TCN, que pretendia demoli-lo e construir um centro comercial. Actualmente a Câmara Municipal do Porto, numa atitude de adiamento e com a cumplicidade do Senhor Ministro da Cultura, pretende, com o programa preliminar, de novo um shopping coberto, comprometer as entradas nas caves do Mercado através do parque de estacionamento privado da "antiga casa forte", retirar do terrado os espaços comerciais as "Casinhas", entregar a gestão deste espaço a privados e provocar a saída dos Comerciantes do Mercado.

-A privatização do uso, para eventos empresariais do Pavilhão Rosa Mota, num péssimo negócio para as finanças municipais ( apenas 20% de participação pública na entidade gestora).

5 - Que edifícios públicos mais nos restarão no futuro?
A Câmara Municipal? Ou será também ela cedida para casino ao império de Stanley Ho?
Menos não seria de esperar deste executivo capaz de vender sobretudo o que não é seu, mas de todos nós.
Exigimos a manutenção integral do uso para mercado de frescos no Mercado do Bom Sucesso e a manutenção e recuperação integral do edificio actual, classificando-o como Património, em posse 100% pública!

Os cidadãos abaixo-assinados:
Sincerely,
The Undersigned

Movimento «e o povo, pá?» afixou em vários centros de emprego um cartaz a dizer: Não queremos subsídios, queremos emprego.

É o povo, pá!
(Manifesto da 2ª acção realizada nos centros de emprego em vários pontos do país durante  a madrugada de 15 e 16 de Maio com a afixação de um cartaz onde se podia ler «Não queremos subísidos, queremos emprego»)

As políticas públicas de promoção de emprego têm-se pautado por um constante esvaziamento de funções e de serviços. Os Centros de Emprego deveriam e poderiam ser interfaces fundamentais entre as pessoas sem emprego e as entidades empregadoras. Deveriam ser um serviço público de qualidade, eliminando os intermediários agiotas, que são as Empresas de Trabalho Temporário, e permitindo real aconselhamento profissional e formativo, para um correcto encaminhamento para o emprego. Os Centros vêm sendo sucessivamente enfraquecidos, os seus técnicos e conselheiros de orientação profissional colocados em funções de fiscalização e monitorização de inscritos, o que em tudo se afasta das funções de um Centro de Emprego.

Actualmente, num Centro de Emprego não se encontra emprego. Encontram-se fiscalizações sucessivas, propostas formativas muitas vezes desajustadas, encontra-se trabalho quase gratuito através dos contratos de emprego-inserção, encontram-se ameaças constantes de cortes nos subsídios. Mas não se encontra emprego.

Somos pessoas livres e não aceitamos viver com o termo de identidade e residência que nos é imposto pelas apresentações quinzenais.

Denunciamos a mentira que constitui a procura activa de emprego, porque, apesar de o procurarmos, sabemos que ele nos é recusado ou porque somos novos demais ou velhos demais, com qualificações a menos ou a mais, porque somos mulheres ou temos filhos.

Rejeitamos a coacção de comprovar a procura activa de emprego com carimbos, que temos que mendigar junto de empresas que sabemos que não nos vão contratar, e que muitas vezes exigem dinheiro em troca.
Não aceitamos o escândalo silencioso dos Contratos de Emprego Inserção (CEI) e dos Contratos de Emprego Inserção+ (CEI+), que obrigam a trabalhar quase gratuitamente quer para instituições públicas quer para instituições privadas (IPSS). A propagação dos CEI e CEI+ tem vindo a destruir o valor do trabalho e diversas carreiras profissionais, como é o caso, por exemplo, da dos Auxiliares de Acção Educativa.

Consideramos que a educação e qualificação profissionais são um direito e não algo que se possa impor indiscriminadamente a todas as pessoas com habilitações inferiores ao 12º ano de escolaridade inscritas no Centro de Emprego, obrigando-as a frequentar formações ou processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, muitas vezes desajustados das necessidades, possibilidades ou competências.

Denunciamos, rejeitamos e exigimos alternativas a esta farsa em que se tornaram as políticas públicas de emprego em Portugal.

Exigimos dignidade. Exigimos que os Centros de Emprego sejam aquilo que o seu nome anuncia: locais que centralizam as ofertas de trabalho, onde os processos de selecção são efectuados por conselheiros de orientação profissional, públicos e qualificados, onde o cumprimento da legislação laboral impera, onde podemos encontrar apoio para a construção de um projecto de emprego e formação.

Não aceitamos que sejam locais onde somos ameaçados, vigiados e fiscalizados como se não ter emprego fosse um crime que nos devesse ser imputado.

Neste país há 700 mil trabalhadores sem trabalho e que querem trabalhar. Confundir a excepção com a regra é, deliberadamente, querer imputar a responsabilidade de não ter trabalho a quem o perdeu ou a quem o procura. Não aceitamos a mentira e exigimos respeito.

NÃO NOS FALEM DE AUSTERIDADE, FALEM-NOS DE DIGNIDADE


Vídeo da acção decorrida a 16 de Maio de 2011 no Centro de Emprego da Boavista (Porto).
Não queremos subsídios, queremos emprego


José Luís Peixoto, porta-voz desta segunda acção do movimento «É o povo, pá!»

15.5.11

A Rua é Nossa! - Manifestação em Lisboa e Coimbra (15 de Maio). Todos à rua, porque não somos mercadoria nas mãos dos políticos e banqueiros






Foi convocada para hoje,  15 de Maio,  em Lisboa,  uma manifestação de protesto sob o lema «Democracia verdadeira, já!», e cuja iniciativa partiu de Espanha mas que se ampliou por vários países como a França, Bulgária, Estados Unidos, México e Turquia.

NÂO SOMOS MERCADORIA NAS MÃOS DE POLÍTICOS E BANQUEIROS

«Queremos uma mudança e um futuro digno!

Os estudantes, os estagiários, os trabalhadores, os desempregados, os mal remunerados, os subcontratados, os precários, os intermitentes, os reformados, os pensionistas… enfim, todos nós estamos fartos de reformas anti-sociais que nos deixam desempregados, cansados dos bancos que provocaram a crise nos subam as hipotecas ou fiquem com as nossas casas, indignados por nos imporem leis que limitam a nossa liberdade em benefício dos poderosos. Responsabilizamos os poderes políticos e económicos pela nossa situação precária e exigimos uma mudança de rumo.

Reiteramos que não pactuaremos com actos e atitudes de violência, xenofobia, preconceito e/ou racismo. Não nos identificamos com tais actos e atitudes e faremos todos os esforços para que este seja um protesto criativo, pacífico, e impossível de ignorar.

Convidamos todos os que se sentem ultrajados pela situação actual, todos os que pensam que podemos mudar, todos os que acreditam que podem contribuir para a mudança, a juntarem-se a nós.
A mudança está nas nossas mãos, nas nossas vozes, nas nossas acções.

A 15 de Maio, A Rua é Nossa…
Juntos, temos mais Força.

Convocamos todos a sair à rua no dia 15 de Maio pela 16h, sob o lema
“Democracia Verdadeira, Já!

A RUA É NOSSA!»

Em Lisboa esperamos que venham animados, cheios de espírito de mudança e de respeito mútuo. O programa é este:

A partir das 16h00 – Concentração no Marquês de Pombal
· 17h00 – Início da manifestação, rumo à Av. da Liberdade
· Descida da Av. da Liberdade e chegada ao Rossio
· Continuação da marcha em direcção ao Terreiro do Paço, Ministério das Finanças.
· Chegada ao destino segue-se uma pequena intervenção por parte de um dos elementos coordenadores, introduzindo temas pertinentes e iniciando a abertura do da participação de diferentes pessoas.
· Intervenções dos representantes dos diferentes movimentos/grupos sociais participantes, com espaço aberto a todos os que queiram fazer uma comunicação.
· 20h00 – Dispersão dos intervenientes



Manifesto

Somos pessoas comuns. Somos como vocês: pessoas que se levantam todos os dias para estudar, trabalhar ou procurar um emprego, pessoas que têm família e amigos. Pessoas que trabalham arduamente todos os dias para proporcionar um futuro melhor a todos aqueles que nos rodeiam. Alguns de nós consideram-se sonhadores, outros não. Alguns de nós têm ideologias bem definidas, outros são apartidários, mas todos estamos preocupados e revoltados com o panorama político, económico e social que percepcionamos: corrupção entre os políticos, empresários e banqueiros, deixando-nos desamparados, sem voz.

Esta situação tornou-se normal, um dia-a-dia sofrido, sem qualquer esperança. Mas, se juntarmos forças, podemos mudá-la.

Está na altura de mudar as coisas, de juntos construirmos uma sociedade melhor. Assim, defendemos que:
As prioridades de qualquer sociedade avançada têm de ser a igualdade, o progresso, a solidariedade, a liberdade cultural e o desenvolvimento sustentável, o bem-estar e a felicidade das pessoas.

O direito à habitação, ao emprego, à cultura, à saúde, à educação, à participação política e ao livre desenvolvimento pessoal e o acesso aos direitos do consumidor com vista a uma vida saudável e feliz – estas são verdades inalienáveis que devem ser respeitadas na nossa sociedade.

Os nossos actuais governo e sistema económico não têm em consideração estes direitos, e em muitos casos transformam-se num obstáculo ao desenvolvimento humano.

A democracia pertence às pessoas (demos = povo, krátos = governo), o que significa que o governo é feito por e para cada um de nós. De qualquer forma, tanto em Portugal como nos restantes países europeus, a maior parte da classe política nem sequer nos ouve. Os políticos deviam dar-nos voz nas instituições, facilitando, assim, a participação política dos cidadãos através de canais directos que possam garantir o maior benefício para uma sociedade abrangente; e não obter riqueza e prosperidade à nossa custa, sustentando apenas uma ditadura dos maiores poderes económicos.

A sede de poder e a sua concentração numa minoria criam desigualdades, tensões e injustiças, que levam à violência – a qual rejeitamos. O modelo económico obsoleto e artificial alimenta a máquina social numa espiral crescente que se consome a si própria, enriquecendo uns e atirando os restantes para a pobreza. Até ao colapso.

O objectivo do sistema actual é a acumulação de dinheiro, não olhando nem à eficiência nem ao bem-estar da sociedade, desperdiçando recursos, destruindo o planeta, criando desemprego e consumidores insatisfeitos.

Os cidadãos são os motores de uma máquina concebida para enriquecer uma minoria que não tem em consideração as nossas necessidades básicas. Somos anónimos, mas sem nós nada disto existiria. Somos nós que fazemos mover o mundo.

Se, como sociedade, aprendermos a não confiar o nosso futuro a uma economia abstracta, que nunca dá em troca benefícios para a maioria, podemos erradicar os abusos que todos sofremos.

Precisamos de uma revolução ética. Em vez de colocar o dinheiro acima dos seres humanos, devíamos voltar a colocá-lo ao nosso serviço. Não somos só aquilo que compramos, o motivo porque compramos e a quem compramos. Somos pessoas, não produtos!

Por tudo isto, sentimo-nos ultrajados.
Pensamos que podemos mudar.
Pensamos que podemos ajudar.
Sabemos que, juntos, conseguimos!










Sessão sobre comércio justo e consumo responsável na Casa da Horta ( 19 de Maio; às 21h30)




No próximo dia 19 de Maio na Casa da horta realizar-se-á uma sessão sobre o comércio justo e consumo de produtos biológicos.

A sessão vai ter inicio a partir das 21h30.
Esta sessão faz parte dum ciclo de conferências sobre consumo responsável. Os 2 conferencistas da sessão do dia 19 na Casa serão Pedro Jorge Pereira e Mónica Truninger.


O programa total do ciclo de conferências do comercio justo pode ser visto aqui.

Feira do livro anarquista 2011 / Anarchist Bookfair in Lisbon 2011 - dias 20,21 e 22 de Maio


Feira do Livro Anarquista - 20,21,22 de Maio
Local:  Da.Barbuda, Largo da Severa nº8, à Mouraria,  Lisboa

A Feira do Livro anarquista, na sua 4ª edição de 20 a 22 de Maio, cria uma vez mais espaço para a divulgação das ideias anarquistas a partir dos livros e das publicações, levando a debate as ideias e análises sobre questões que nos assaltam a vida em tempos de guerra social.

Dedicamos um dos dias à crítica do desenvolvimento que o capitalismo e o Estado tentam impor. Partindo dos seus projectos e das suas investidas contra a Natureza e os locais onde vivemos, queremos discutir formas de travar esse desenvolvimento e passarmos nós ao ataque.

Noutro dia questionamos as recentes manifestações de descontentamento nas ruas reflectindo sobre os caminhos que nos poderão levar a uma ruptura com o Estado e com a economia. Duas questões que, embora separadas, se cruzam inevitavelmente.

Procuramos estimular a luta, a solidariedade e a reflexão como formas de combate às várias faces da autoridade



Rebeldes contra o futuro? 200 anos depois do ludismo. - debate promovido pela Unipop na Casa da Achada ( 20 de Maio, às 21h30)

Debate REBELDES CONTRA O FUTURO? 200 ANOS DEPOIS DO LUDISMO

Local: Casa da Achada
R. da Achada, n.º 11, Mouraria, Lisboa

20 de Maio, às 21h30

organização: UNIPOP e revista imprópria

com a participação de:
José Luís Garcia
Gualter Baptista
José Neves

Entrada livre

Há duzentos anos atrás, durante o período da primeira Revolução Industrial em Inglaterra, emergia um movimento de artesãos têxteis que se opunha à  introdução de maquinaria nos processos de trabalho.

No âmbito de processos de industrialização que introduziriam alterações profundas nos seus modos de vida e deixariam sem trabalho os artesãos mais qualificados, o termo ludita cunhou um movimento que se inspirava em Ned Ludd, também conhecido por General Ludd. Embora não se saiba ainda hoje se Ludd foi ou não mais do que uma personagem mítica, a sua figura ficou associada à destruição de duas máquinas de tricotar na fábrica onde trabalharia, em resposta a uma repreensão patronal. Não obstante o movimento ludita ter sido desencadeado por artesãos, o termo «ludita» foi desde então retomado na crítica ao culto da tecnologia, do trabalho e do progresso.

A Unipop e a revista Imprópria organizam um debate que discutirá a história do movimento ludita, os movimentos contemporâneos de acção directa contra a modernização capitalista – entre outros, movimentos antinuclear, de oposição à agricultura transgénica ou à patenteação de sementes – e os limites da ideia de progresso.

14.5.11

Realiza-se hoje a Conferência «Mediterrâneo a ferro e fogo» promovida pela PAGAN, Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato

A PAGAN – Plataforma Anti-guerra, Anti-NATO convida-a/o a assistir e a participar na conferência seguida de debate público sob o tema Mediterrâneo a ferro e fogo, no âmbito das Conferências/2011 promovidas pela PAGAN.

Oradores: Mário Tomé e Vitor Lima
Data: 14 de Maio às 15 h
Local – Casa do Brasil – Rua Luz Soriano, 42 – Lisboa (ao Bairro Alto)

Concentração na Pr. da Trindade contra a expulsão, e pela restituição, da Es.Col.a da Fontinha ( 16 de Maio, às 20h30)

Rui Rio prefere uma Escola emparedada em vez de uma Escola ocupada, viva e útil à comunidade

Concentração da Pr. da Trindade (atrás da Cãmara Municpal do Porto) contra a expusão e pela restituição da Es.Col.a da Fontinha ( 16 de Maio, às 20h30)

Vamos fazer barulho para apoiar uma delegação de moradores e membros da Es.Col.A que participarão na Assembleia Municipal

Traz tambores, panelas, violas, faixas, flyers...

Apoio escolar e de preparação dos alunos para os exames do ensino secundário na Es.Col.A da Fontinha

Apoio Escolar e de preparação dos alunos para os exames do Ensino Secundário
às 5ªs feiras entre as 17h-19h.
na

Es.Col.A do Alto da Fontinha, Porto – uma ESCOLA ABERTA, LIVRE e GRATUITA PARA TODOS

 
(depois do despejo ilegal, as actividades educativas estão a ser realizadas ao ar livre no Largo da Fontinha)


Ver todas as actividades do Projecto Educativo da Es.Col.A do Alto da Fontinha, Porto


Clicar sobre a imagem para ampliar e ler em detalhe

Petição a favor da Es.Col.a do alto da Fontinha que foi ilegalmente despejada, apesar das actividades nela desenvolvidas de apoio escolar e animação comunitária


AGENDA DE ACTIVIDADES e de APOIO ESCOLAR:
http://agendadaescola.blogspot.com/

PRÓXIMAS ACÇÕES:
- 16 de Maio, 2ª-feira, 18h30 - actividades ao ar livre no largo da Fontinha.
- 16 de Maio, 2ª-feira, 21h30 - participação na Assembleia Municipal (dentro e fora). Na Câmara Municipal do Porto.
- 17 de Maio, 3ª-feira, 18h30 - Assembleia da Fontinha sobre a questão da reocupação. No largo da Fontinha.



PETIÇÃO A FAVOR DA ES.COL.A DO ALTO DA FONTINHA


To: Câmara Municipal do Porto

A antiga escola primária do Alto da Fontinha, abandonada pelas autoridades há mais de 5 anos e vandalizada diversas vezes, foi ocupada por um grupo de pessoas que está a devolver aquele espaço público à comunidade.
Todas as semanas há uma assembleia aberta do ESpaço COLetivo Autogestionado, ES.COL.A, onde se decidem quais as actividades, tarefas e trabalhos de reabilitação a realizar neste espaço.
O espaço, que se encontrava abandonado e vandalizado, está a tornar-se num lugar agradável, renovado, limpo e capaz de receber actividades, tais como aulas de desenho, ciclo de cinema, yoga, apoio escolar e criação de uma biblioteca e espaço para brincar.
Queremos continuar a melhorar e usar este espaço para mostrar que espaços abandonados podem tornar-se vivos e com benefício para a comunidade.
As pessoas abaixo assinadas apoiam este projecto e querem mantê-lo, não comercial e autogestionado pela comunidade.
Sincerely,







Tantas vezes vai a ocupação à Fontinha que o mundo há-de mudar

Esses que tornam o mundo inabitável têm um medo de morte a quem tudo faz para habitar o mundo.

Sobre a ocupação auto-gestionária da Escola da Fontinha, não há lugar a colocar o problema sob o ponto de vista abstracto e universal, para que a perversa impotência sirva como argumentação para neutralizar este exemplo e justifique o fastio do “não vale a pena”.

Aqui, transformou-se num mês o mundo-local que falta fazer e que está ao nosso alcance.

Pessoas que se juntaram livremente, reabrindo a escola ao bairro da Fontinha, propondo actividades (cinema comunitário; oficinas de pintura; um atelier de leitura para os mais velhos e para as crianças; um projecto de Apoio Educativo livre e aberto a todos, que incluía matérias como Matemática, Física, História, Geografia, Português, Francês, Inglês, Espanhol, Ciências Naturais, Biologia, Informática, Desenho; além dos jantares populares), pessoas para quem a vida humana e social, a sua liberdade e realização, não é um negócio.

Do outro lado, o “polícia” Rui Rio, gerindo as rentáveis taxas de exploração do vazio e da desumanização do espaço. Aqueles que instauram a política do vazio, da desumanização, da destruição do espaço colectivo e, ao mesmo tempo, policiam o vazio que geram, demonstram aquilo que os move: punir a vida, por há muito terem feito da sua vida uma troca mercantil.

Agora despeja-se, discrimina-se, criminaliza-se, aqueles que recusam cumprir a sua vida e a dos outros pelos índices de rentabilização do espaço, pelos rankings estatísticos da Educação Europeia que ditam o fecho de escolas, pela lógica do lucro que se instaura na vida pública.

Não tenhamos dúvidas: é preciso despejar e deter os rapazes e raparigas – encarnam o perigo de expor e de pôr em causa a ordem policial subjacente à estratégia de preservação do poder. Eles e elas são a clientela que o poder político necessita para vigiar e punir. E, principalmente, punir para vigiar.

Tomem, por isso, cuidado: se vivem ao lado de património Público, do estado ou municipal, abandonado e destruído por esse mesmo poder, em nome do lucro, em nome dos interesses privados, então, quando virem chegar jovens que comecem a limpar, a pintar, a consertar portas e paredes, a fazerem actividades para a população local, chamem a “polícia política”. Sob pena da humanização, da partilha comunitária, da decisão colectiva, da cooperação, da alegria, ressurgirem à sua volta. Como um fogo que alastra.

A “polícia política”, que se auto-condenou a vender a sua humanidade ao lucro, especializou-se em espezinhar a humanidade dos outros para manter o seu poder, pelo que esmagar este exemplo de ocupação autogestionária e de experiência quotidiana de partilha, é um gesto de coerência.

Já não existe metáfora: a degradação da escola da Fontinha une-se à degradação da vida dos gestores da “polícia política”; o vazio de uma é fruto do vazio da outra. Com um dado fascinante: é a própria “polícia política” que estabelece essa união, que protege, estimula, investe, na degradação e no vazio. Agora, emparede-se aquilo que nos pertence, diz orgulhoso o poder político.

O que se pode obter ainda de quem vende e degrada o património de todos confundindo a gestão pública com a liquidação lucrativa, esvaziando de sentido a substância humana desse património, depois de desde há décadas terem eles próprios feito depender a sua humanidade de valores monetários, do dogma do mercado e do fetiche da mercadoria? O que se pode esperar de quem não equaciona nenhuma manifestação da vida humana a não ser se ela for sancionada pelo altar do lucro e pela hóstia do mercado?

Todas as respostas do poder autárquico em geral, como do governativo, caminham para um beco sem saída: o capital, o interesse económico e a protecção desses interesses (e da elite restrita do círculo de interesses), excluem a possibilidade do diálogo – e o diálogo é a reversibilidade plena e democrática de um poder – e a crítica desses interesses.

Mais uma vez, (depois da venda a privados do Mercado do Bom Sucesso, Mercado do Bolhão, Mercado Ferreira Borges, Teatro Rivoli, Palácio do Freixo, Casa das Glicínias, Praça de Lisboa), sabemos por este exemplo que o poder municipal não está ao serviço dos munícipes e de uma ideia de serviço dos interesses sociais da comunidade, mas está ao serviço do mercantilismo e da sua pedagogia de controlo. Desse princípio orientador, os gestores da submissão ao lucro, extraem a sua verdade: quando advogam que o mercantilismo está ao serviço da comunidade e do serviço público é quando o serviço público e a comunidade passam a estar ao serviço do mercantilismo.

As pessoas que se sentem enojadas por esta grande ideia de estarem sempre perto de se tornarem uma mercadoria útil ou inepta do sistema, uma estatística da base de dados de um sistema bancário, uma vítima a mais de um sistema público de saúde, um precário a tempo inteiro e indefinido, não podem responder com o silêncio.

É um facto que o território desta luta não é o presidente da Câmara do Porto, mas as pessoas que não querem viver sob a mentira do lucro, que querem libertar toda a sua possibilidade de dizer que a sua vida passa também por um gesto de união solidária sem competições, sem estruturas partidárias, sem visar lucros, juros, contas, dívidas ou proveitos, mas apenas contar com a riqueza do humano.

Os que habitam o mundo vão continuar a fazê-lo.

Júlio do Carmo Gomes












10 de Maio, 18h30, Largo da Fontinha, Porto


O dia que começara com repressão acabou em democracia. Numa assembleia com mais de 100 pessoas, entre as quais um número emocionante de vizinhos não menos emocionantes nas suas palavras de apoio, começou por se falar do despejo matinal, partilhando experiências de quem o viveu.


Mas a parte mais importante, a que realmente chamara ali tanta gente, era a de decidir o que fazer a seguir. As propostas foram muitas: tentativa de legalização da situação de uma eventual nova ocupação do espaço, a sua reocupação nos mesmos moldes, a participação na Assembleia Municipal da próxima segunda-feira, uma campanha o mais alargada possível de denúncia, uma queixa judicial, a necessidade de angariar apoios de "notáveis", o pedido de cedência doutros espaços para as actividades, uma assembleia extraordinária da Assembleia de Freguesia. Aceitou-se a proposta de, nesse fim de tarde, falar apenas de três dessas ideias: a da participação na Assembleia Municipal do Porto, a da via da queixa judicial (contra o despejo, contra a actuação particular da polícia... está tudo ainda em aberto) e a da reocupação do espaço.


A próxima Assembleia Municipal do Porto realizar-se-á na segunda-feira, dia 16 de Maio, pelas 21h00. Decidiu-se que algumas pessoas deveriam participar na própria Assembleia Municipal e que todas as outras deveriam ter uma presença visível no exterior do município. As pessoas que vão participar na assembleia ficaram de se coordenar nesse sentido e as que vão apoiar a partir de fora marcaram encontro de conversa e trabalho (pintar faixas, decidir palavras de ordem, ver a possibilidade de levar algumas actividades da Es.Col.A para a porta da Câmara, etc.) para a próxima quinta-feira, 12 de Maio, no Largo da Fontinha, a partir das 18h30.


Há uma pessoa a tratar da questão legal relacionada com a eventual queixa que se possa apresentar. Todas as pessoas interessadas trocaram contactos e ficaram de se coordenar.


Dada a vontade geral de que o espaço da Es.Col.A seja reaberto, ficou marcada uma assembleia para discutir esse ponto em particular. Será na terça-feira, 17 de Maio, às 18h30, no Largo da Fontinha.


Mas a assembleia estava longe de acabar, que a democracia tem destes truques que lhe permitem ser real e a vontade das pessoas presentes não era ser vencida pelo medo da força bruta. As actividades da Es.Col.A. não acabariam por causa de um despejo. Apesar de não ser possível garantir que todas as actividades se mantêm (não estavam presentes pessoas que coordenam algumas dessas actividades), ficou a ideia de contactar toda a gente que as desenvolva para saber da sua disponibilidade, ao mesmo tempo que se garantia que algumas se realizariam sem qualquer dúvida.


Entre estas, ficaram o Hacklaviva - 5ª-feira, 12 de Maio, 18h00; o Jantar da Fontinha, transformado em merenda autogestionada (naquela do traz comida se quiseres comer) – 6ª-feira 13, às 19h30; e actividades ao ar livre - 2ª-feira, dia 6, às 18h30.

12.5.11

Realiza-se hoje a 2ª sessão do ciclo de pensamento crítico na livraria-bar Gato Vadio sobre o pensamento de Slavoj Zizek



12 de Maio (às 22h) - 2ª sessão do CICLO DE PENSAMENTO CRÍTICO

Incursões vadias por paisagens da Filosofia Contemporânea.

Local: Livraria-bar Gato Vadio, R. do Rosário, 281,Porto

Tema: ZIZEK e a questão ideológica