7.12.07

Sobre o pós-colonialismo ( entrevista a Elikia M'Bokolo )



Cabo dos Trabalhos é a nova revista electrónica dos Programas de Mestrado e Doutoramento do Centro de Estudos Sociais em parceria com a Faculdade de Economia, a Faculdade de Letras e a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, a saber: "Pós-Colonialismos e Cidadania Global", "Governação, Conhecimento e Inovação" e "Linguagens, Identidades e Mundialização".
Entrevista a Elikia M'Bokolo (Directeur D'etudes, École des Hautes Etudes en Sciences Sociales Culturas Políticas, Cidadania e Movimentos Sociais na África Pós-colonial )

De que falamos quando falamos de pós-colonial, sentidos do pós-colonial e do pós-colonialismo?

Quando utilizamos o conceito pós-colonialismo podemos estar a falar de várias coisas: como um conceito operatório em ciências sociais, como uma postura de investigação, em relação à evolução contemporânea do mundo e não só relativo a África, e numa terceira acepção, que não é suficientemente utilizada, mas que é aquela que utilizo - não só enquanto historiador, mas também como alguém aberto às outras ciências sociais - e que pode entender o pós-colonialismo como uma situação.

Estas três acepções – o conceito, a postura de investigação e a situação – não funcionam necessariamente juntas e em sintonia, no sentido em que se pode abordar a situação pós-colonial numa postura pós-colonial; todavia há um grande número de pessoas que abordam a situação pós-colonial a partir de uma posição colonial. Este último ponto pode parecer conter uma contradição nos seus termos, ou seja, quando dizemos que há situações em que se aborda o pós-colonial numa postura colonial. Mas esta situação, um pouco paradoxal, reflecte o modo como num certo número de países, a memória, a memória incontrolada, ou a memória espontânea das pessoas, evoca por vezes a situação colonial como um espaço de comparação.

A análise da situação colonial e pós-colonial numa postura colonial levam-nos a traçar um quadro muito negativo da situação pós-colonial, quando comparada ao que se teria passado durante a situação colonial. A título de exemplo, em muitos países, nos anos setenta do século passado, ouvíamos muita gente interrogar-se sobre quando é que o pós-colonial iria terminar, quando é que a pós-colonização iria terminar para se tornar a ligar à colonização. Também podemos assistir a uma re-invenção do colonialismo em muitos dos países que foram metrópoles colonizadoras e isso também permite uma leitura pós-colonial.

Um exemplo disto e de que se fala muito na imprensa de língua francesa, é a posição da França de hoje a re-inventar o colonialismo, face à África pós-colonial. Desde há cinco ou seis anos, o debate sobre a memória adquiriu uma forte centralidade. Trata-se de um debate político e de um debate de ciências sociais, que consiste em dizer que ao se observar a África hoje, a África pós-colonial, se pode ver a África colonial como um fenómeno globalmente positivo. Desde 2005, uma lei votada no Parlamento francês verbaliza exactamente isso: que a colonização foi algo positivo e pede aos professores para transmitirem aos alunos essa ideia. Existe pois essa leitura concreta sobre o fenómeno nos países antigamente colonizadores e penso que a França não é o único exemplo. Existe, por conseguinte, uma leitura do pós-colonialismo em termos colonialistas. Esta leitura não é apenas uma leitura da África pós-colonial, mas tornou-se também, por ricochete, uma leitura do período colonial.

A noção de situação pós-colonial é construída sobre o modelo de situação colonial, conceito que nasce nos anos 50 do século XX. Trata-se de um conceito que não é de maneira nenhuma inocente, na medida em que se trata do período em que se tomou consciência política de que a colonização estava a terminar. Em todo o caso o conceito de situação colonial via nela algo de situacional, algo que estava a ser ultrapassado e essa passagem poderia durar, mais ou menos, um longo período.

Esta noção de situação colonial suscita muito interesse, porque integra situações específicas no terreno. Não é, por conseguinte, uma abordagem teórica mas uma abordagem prática que integra realidades de terreno e procura também analisar as relações de força entre os actores sociais. Para além disso - e isso poderia ser alvo de uma análise comparativa importante - insiste sobre o carácter importante, e mesmo decisivo, da iniciativa dos actores no terreno e das suas práticas, insistindo menos no ambiente envolvente, nomeadamente nas interferências externas. Se observarmos de perto este conceito de situação colonial, sobretudo para aqueles, como eu, que estudámos a situação colonial no seu término, verificamos que este conceito é muito interessante, mas insuficiente.

Se hoje decidimos construir a noção de situação colonial é preciso que retiremos dela a parte insuficiente. Devemos retirar duas coisas: a primeira, é a de ausência de temporalidade, facto que se nota nas abordagens da situação colonial (inclusivamente de Georges Balandier). Nestas abordagens mais antigas a duração, o tempo estava ausente e a situação colonial era vista como uma situação de algum modo estável, que se poderia prolongar de forma idêntica durante algum tempo. Parece-me que se acrescentarmos a essa noção a ideia de dinâmica, a ideia de fractura, de corte, assim como a ideia de permanência, de avanços e recuos ganharemos bastante, quer em observação dos fenómenos, quer em densidade analítica e, por isso, penso que estes novos contributos nos permitem ter uma noção de situação pós-colonial mais estimulante.

Se aceitarmos esses pressupostos devemos aceitar que a situação pós-colonial é uma situação para a qual há uma saída. De facto, um dos riscos que podemos correr é o de pensar que tudo o que vem depois da colonização é um pós-colonialismo e que, desse ponto de vista, o pós-colonialismo pode durar um longo período. Podemos assim perguntar se a Argentina, por exemplo, por ter sido colonizada, está numa situação pós-colonial ou se a Índia, por ter sido colonizada, está numa situação pós-colonial. Não pretendo abordar essa questão neste momento. Pretendo apenas sublinhar que a situação pós-colonial contém algo de particular que seria a ideia de que se pode sair dela, e, por isso, exige uma abordagem de temporalidade, uma abordagem de historiador.

A particularidade de África é que ela é pós-colonial de duas maneiras diferentes. É pós-colonial porque a África de hoje saiu da colonização imperialista, a colonização do fim do século XIX. Nesta medida pode-se dizer que esta situação pós-colonial é algo de previsível. Se tivermos em conta os clássicos, Hobson, Lenine, Rosa Luxembourg, é claro que o imperialismo para existir não tem necessidade de dominação colonial. O imperialismo pode passar por uma situação de colonização, mas não tem necessidade da dominação colonial. Daí que o capitalismo imperial colonizador seja característico de uma determinada fase da história que poderemos pensar como finita. Por isso, num outro discurso africano, a situação pós-colonial é designada de situação neo-colonial. Esse é um final da situação de colonização; outro final porém antecedeu esta saída colonial. De facto, antes da fase colonial moderna, a África conheceu uma outra fase que não é propriamente uma fase da colonização, mas que preparou a fase da colonização e que, em certos casos, até foi uma fase de colonização. Penso que em países como a África do Sul, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Gana, Costa de Marfim, podemos pensar em algo que não é propriamente a colonização, mas que preparou a colonização: refiro-me ao tráfico de escravos.

São fenómenos que considero importantes porque no debate sobre a pós-colonização em África intervém também o debate sobre o tráfico e a colonização. Podemos assim dizer que a África de hoje contém em si elementos destas duas situações: por um lado, de uma pós-colonização, que é a herança da colonização imperialista; por outro lado, mantém presente nas suas estruturas sociais, nas suas estruturas políticas mas também nas suas identidades, o legado de um passado anterior à colonização e que de certo modo preparou a colonização, ligado à captura, comércio e transporte de escravos.

Sairemos do pós-colonialismo?

O facto de se saber que é possível sair da situação pós-colonial tem implicações epistemológicas e práticas para as ciências sociais, especialmente no contexto africano. Os teóricos das ciências sociais que construíram as noções como a de «situação colonial» trabalhavam em articulação estreita com as práticas sociais, com as dinâmicas sociais dessa época, isto é, com os movimentos sociais do seu tempo. Podemos dizer que as ciências sociais em África têm uma longa genealogia. Nos anos 50 e 60 do século passado, elas jogaram um papel chave que corresponde a um momento em que os movimentos sociais gozavam de uma considerável dimensão. Foi um momento em que as ciências sociais foram de algum modo obrigadas a ter em conta as exigências científicas dos africanos, ou seja, foram obrigadas a ter em conta as epistemologias africanas. Durante estes anos os sociólogos, os historiadores, os politólogos, em suma, os cientistas sociais africanos tiveram como objecto de análise aquilo que a seus olhos constituíam as primeiras exigências de cientificidade do conhecimento das sociedades africanas. Hoje, por exemplo, se fizermos uma leitura dos textos dos investigadores destes anos 50, damo-nos conta que havia uma espécie de geração de intelectuais que – nomeadamente em 1956, no Congresso em Paris, em 1959, em Roma, em 1962, aquando da Conferência dos Africanistas reunidos em Accra – ouviram as exigências de cientificidade dos investigadores africanos. Do meu ponto de vista, os estudos pós-coloniais para irem adiante, para comportarem essa dimensão, essa carga optimista, através da qual acreditamos que as coisas podem mudar e que, por conseguinte, os investigadores poderão contribuir para as mudanças, têm de ter em conta e de integrar nas suas abordagens a cientificidade e as epistemologias produzidas pelas sociedades africanas.

Se aceitamos a ideia de situação pós-colonial com o seu carácter passageiro, dinâmico e mutável, eu avançaria então uma hipótese: que a situação pós-colonial que vivemos em África contém fases distintas e que podemos identificar algumas características específicas. Em relação às culturas políticas e às práticas de cidadania e dos movimentos sociais parece-me possível distinguir duas fases: uma situação pós-colonial propriamente dita, isto é, uma situação pós-colonial onde as determinações da colonização são muito visíveis. Podemos dizer que é a fase em que se encontra grande parte do continente. Para as ex-colónias portuguesas e para a África Austral em geral, podemos dizer que essa fase do pós-colonialismo nos levaria dos princípios dos anos 70 ao fim dos anos 80. Por que é que eu digo fase de pós-colonização propriamente dita? Porque ela é uma fase na qual as colonizações francesa, inglesa, belga, principalmente, perderam claramente a batalha política, foram claramente obrigadas a recuar, a fazer concessões no campo político. Todavia, penso que estas estruturas coloniais se esforçaram muito para não perder a guerra da dominação colonial, esforçaram-se por manter o que o discurso dos africanos designa por neocolonialismo. Desenvolvem-se assim um conjunto de estratégias: em primeiro lugar, estratégias políticas, a que se seguiram intervenções militares que foram contribuindo para que os poderes considerados nacionalistas, independentes, radicais, fossem eliminados da cena política por apelarem à revolução. São intervenções que se ligam à manutenção de bases militares nos antigos territórios colonizados e à preservação de ligações económicas características de economias de tráfico. Podemos também acrescentar que a estratégia de hegemonia cultural actuou de tal forma que à África francesa sucedeu a África francófona, à África inglesa sucedeu a África anglófona e, mais tarde, à África portuguesa sucedeu a África lusófona. Estamos de facto em plena pós-colonização, porque as neo-colonizações não pretendem recolonizar a África, mas tentam conservar o essencial do que caracteriza o regime colonial.

Do lado das elites políticas africanas damo-nos conta que essa elite pertence, sociologicamente falando, a um meio e mesmo a uma classe que conhecemos bem e que designamos por pequena-burguesia. Essa pequena-burguesia de origem colonial que era designada de “les lettrés” pelos franceses, “educated” pelos ingleses, “evolués” pelos belgas, constituía o centro da elite política. Esta elite tinha a impressão de ter ganho a batalha política, mas nós sentíamo-la embaraçada em relação à continuação a dar à relação de colonização. Sentíamos que algumas destas elites pretendiam continuar a «obra» da colonização. Neste sentido, a descolonização não significava a ruptura com aquilo que a colonização tinha já começado a fazer. Para outros, pelo contrário, seria possível romper com a colonização e construir algo totalmente novo. Assim, para a questão que queríamos esclarecer, ou seja, saber se a pós-colonização é simplesmente o que vem após a colonização ou se se trata de um período específico com um começo e um fim, verificamos que este fim, este objectivo, é a uma questão política essencial.
Lembro-vos que em 1957, Felix Houphouet-Boigny, que era então presidente da câmara de Abidjan e ministro de Estado no governo francês, recebeu em Abidjan, Kwame N´Krumah e proferiram então vários discursos públicos. Nestes discursos, a questão que se levantou foi exactamente o que seria a pós-colonização. Felix Houphouet-Boigny explicou as duas concepções presentes no continente, explicando a Kwame N’Krumah: “Vocês escolheram pôr um termo definitivo à colonização e construir outra sociedade; e nós escolhemos prosseguir aquilo que a França fazia, e será interessante poder ver dentro de quarenta ou cinquenta anos qual de nós terá ganho esta batalha”. Hoje, podemo-nos interrogar sobre qual dos dois ganhou a batalha, considerando qual é a pós-colonização característica da África de hoje. A de Felix Houphouet Boigny ou a de Kwame N’Krumah? Na sequência de uma e de outra se determinam as duas fases a que acima me referi.

A Cidadania, os Movimentos Sociais e o Papel dos Intelectuais

Do ponto de vista dos povos africanos, a transição da colonização para estados independentes teve uma importância enorme, facto que por vezes temos alguma dificuldade em compreender, porque esta passagem significou a passagem do estado de «indígena» ao estado de cidadão. Se colocarmos a questão em termos políticos significa a passagem do estatuto de súbdito ao estatuto de cidadão. Esta conquista da cidadania foi algo de muito importante pelo que ela significa na pós-colonização, mas podemos também dizer que a conquista da cidadania, no fim da colonização, foi uma conquista muito parcial, uma conquista insuficiente, reduzida. A cidadania dos anos 60 era essencialmente uma cidadania jurídica, uma vez que na realidade a igualdade dos cidadãos estava consignada essencialmente nos textos jurídicos. Reconheceu-se também a cidadania política - o direito a subscrever a máxima “um homem, uma mulher, um voto”. Mas esta conquista da cidadania era muito frágil e muito precária, porque era possível fazer com que o princípio do direito fosse posto em causa pela prática do poder; e mesmo a cidadania política, dada pelo boletim de voto, podia ser posta em causa no exercício diário da cidadania. O que se passou neste período inicial foi precisamente o acto de pôr em causa um certo número de aquisições.

Sem cair numa espécie de nostalgia do passado, penso que os anos 70 e princípios de 80 do século XX, correspondem a uma fase extraordinária no que toca aos movimentos sociais. Foi um período politicamente muito decisivo para os movimentos sociais, o que causou um problema às ciências sociais, que assumidamente não fizeram o necessário para conhecer e interpretar esses movimentos sociais. Elenco apenas, de forma sumária, alguns desses movimentos:

Há em primeiro lugar toda a rebelião política, violenta, da luta armada contra o estado pós-colonial. Um dos primeiros paradoxos deste primeiro período pós-colonial é que nos países onde a descolonização não se fez pela luta armada assistimos, por vezes, após a descolonização, ao desencadear da luta armada. Um caso exemplar será talvez o da República do Congo. Uma análise desta situação permite-nos traçar alguns paralelos, quer com a América Latina, quer com a história asiática. Foram períodos de grande insurreição urbana e isso foi muito importante. Tratava-se de insurreições espontâneas, quer de jovens, quer de mulheres, insurreições organizadas, por vezes, em estruturas militantes, outras vezes, em estruturas mais ou menos secretas, o que é comparável à guerrilha urbana da América Latina. E aqui estou a referir-me particularmente a Brazzaville nos anos 60. Há também todo o movimento dos estudantes, que, ainda no período propriamente colonial se desenvolvia sobretudo nas metrópoles coloniais. A partir dos anos 60 o movimento dos estudantes africanos assume-se realmente como um movimento africano que se desenvolve em várias capitais de África: Dakar, Nairobi, Dar-es-Salam, Kinshasa, Bangui, etc. A maior parte dos estudantes africanos conheceram uma movimentação estudantil considerável e direi mesmo interessante, e falo não só de estudantes universitários, mas de movimentos de alunos, das escolas primárias e secundárias. Para citar um exemplo entre outros, relembro-vos que a queda do imperador Bokassa, na República Centro-Africana, em 1979, está directamente ligada a uma greve dos alunos das escolas primária e secundária.

Neste período, é também fundamental o papel dos intelectuais africanos, a intelligentzia. Para abrir um debate que pode ser objecto de uma discussão ulterior, direi de forma semelhante àquela que em França se costuma usar para classificar esquematicamente os intelectuais. Consideram-se três categorias: os intelectuais engajados, os «específicos», mais propriamente os que estão nos seus laboratórios e que não se ocupam do resto, e os intelectuais do governo. Na primeira fase da pós-colonização os intelectuais africanos, suficientemente numerosos, distribuíram-se pelas três categorias – “específico”, engajado e do governo - e isso teve, consequências para as ciências sociais. Os intelectuais específicos e os engajados produziram um conjunto de paradigmas, um certo número de epistemologias que me parece que hoje devemos ter em conta se quisermos conhecer a pós-colonização no continente africano. Paradoxalmente, foi neste período que entrei para as ciências sociais, e direi, a partir da minha própria experiência, que a autonomia das ciências sociais é tributária dos financiamentos que de uma certa forma levaram – não sei se de forma deliberada – os intelectuais a afastarem-se do movimento social para outros objectos de estudo que eram certamente interessantes. Estes estudos deixavam-nos um pouco míopes, um pouco cegos, em relação aos movimentos sociais. Direi para resumir que os financiamentos nos conduziram para o discurso do Estado, para as práticas do Estado em vez incidirmos na análise dos movimentos sociais. A maior parte dos investigadores interessava-se pelo “desenvolvimento”, pelo Estado, mas pelo Estado não numa perspectiva de antropologia política ou de sociologia jurídica ou de ciência política. O Estado era estudado sobretudo do ponto de vista do direito formal e, evidentemente, fomos também levados ao estudo da nação e da construção da nação. Neste período, há uma outra característica que me parece importante e que tem a ver com a cidadania. Os receios que podíamos ter de que a cidadania jurídica e política podia ser posta em causa rapidamente se revelaram verdadeiros. É uma situação conhecida e que apenas vou citar no geral, os casos de golpe de Estado, quer os efectivamente militares, quer os jurídicos que não eram militares. São disto exemplo os de Léopold Sédar Senghor, no Senegal, ou de Félix Houphouet-Boigny, na Costa de Marfim, que fizeram golpes de Estado «legais» para estabelecerem regimes de ditadura. Esta cidadania jurídica e política foi assim rapidamente esvaziada do seu conteúdo.

Nesta perspectiva, a primeira impressão que podemos ter é que a primeira pós-colonização, durante os anos 60-70, do ponto de vista político lembrava o Estado colonial, sendo porém de manter, algumas reservas. Uma leitura colonialista do pós-colonialismo feita pelos africanos conduziria pela certa, à conclusão de que a colonização não constitui um bloco cronológico, mas antes, que houve vários estádios na colonização. E diria que a colonização na sua fase final, mais ou menos por volta dos anos 40-60 – a que alguns de nós chamaram a segunda ocupação colonial – apresentava características particulares. É evidente que o Estado era um Estado autoritário, havia uma dominação estrangeira, havia o racismo, mas essa colonização havia assumido outras características: em primeiro lugar, tornou-se muito mais técnica, talvez mesmo tecnocrática. Poderemos também dizer que era uma colonização mais científica, integrando na sua prática – e isso é verdade também para a colonização portuguesa se virmos os trabalhos do Instituto de Investigação Tropical – os estudos sobre Botânica, Agricultura, Medicina. Ao mesmo tempo, podemos dizer que devido às exigências africanas, talvez também por causa do contexto da Guerra Fria, a colonização foi obrigada a soltar as rédeas. Como consequência, num certo número de países africanos, as práticas do Estado-providência da Europa Ocidental vão ter algum impacto no continente africano, levando certas categorias sociais a beneficiar dessas práticas do Estado-providência. São estes dois factores – o carácter tecnocrata da colonização na sua fase terminal e o seu carácter providencial – que fizeram com que para um certo número de africanos o recuo da cidadania fosse sentido como um recuo em relação à colonização. Chegamos assim a esse paradoxo que faz com que a pós-colonização possa aparecer como uma regressão em relação à colonização. Essa é uma das razões por que vamos assistir ao recurso à violência e mesmo à violência armada por parte desses cidadãos.

Cultura Política e o Estado

Em relação à cultura política em África, dois aspectos fundamentais são de destacar: os discursos políticos e as práticas a eles associadas. Com efeito, pode-se entender por cultura política quer a expressão de uma identidade na África pós-colonial, quer a percepção do poder e a prática do poder. Se abordarmos a questão da identidade, podemos ver que o discurso da identidade é diferente da prática da identidade. O discurso da identidade no fundo permanece, o mesmo; para falar de forma resumida, é o discurso do pan-africanismo e o discurso do nacionalismo anticolonial; todavia, a prática da identidade é totalmente diferente da prática da identidade do período colonial. Na verdade, a prática da identidade mostra neste período a existência de um outro nacionalismo. Paralelamente ao nacionalismo anticolonial, dá-se a aparição de um nacionalismo territorial, um nacionalismo que podemos chamar de uma forma um pouco fácil, um nacionalismo à maneira europeia, clássica, nacionalismo territorial, egoísta, xenófobo, e algumas vezes muito violento. Nessa segunda fase da colonização, paralelamente ao pan-africanismo, assistimos à expressão de um forma de nacionalismo que constitui a primeira expressão de identidade que verificamos hoje, por exemplo, no caso da Costa de Marfim. A Nigéria que expulsa os «estrangeiros», chamados africanos, mas guarda os “estrangeiros” capitalistas que controlam as grandes empresas, o Gana que faz a mesma coisa, os dois Congos que aplicam também a mesma atitude política, enfim, é uma situação comum no continente africano.

Um outro aspecto importante que emerge neste contexto é evidentemente a questão étnica. Tenho uma ligação problemática com essa questão étnica. Digamos que não gosto muito da classificação “étnica” sobre a totalidade das questões que normalmente este conceito pretende englobar. Um assunto como a guerra do Biafra, que foi um grande fenómeno desse período, a guerra do Chade, as guerras do Congo durante esse mesmo período, não foram questões étnicas. Se quisermos fazer comparações com regiões fora do continente, com outras partes do mundo, com a Ásia, por exemplo, penso na Índia, ou na América Latina e por que não na Europa, essa questão, este tipo de guerra é uma guerra apelidada de regionalismo, mais do que uma guerra étnica. Haverá, é certo, guerras étnicas durante esse período também, guerras que resultam de uma instrumentalização das identidades étnicas pelos poderes locais. Acrescento aqui uma terceira questão: a da invenção de etnias durante esse período, quer dizer a transformação, a cristalização numa “identidade étnica” em si própria de aspectos que poderiam estar mais ligadas a uma classificação social. A cristalização de uma etnia é a afirmação de que um grupo social que se converte numa etnia, que reivindica uma origem mais ou menos mítica, clama por um território e explicita uma originalidade, uma individualidade irredutível em relação aos outros. Isto acontece em 1959, no Ruanda, e, em 1972, assistimos à transformação dos Hutus do Ruanda e do Burundi numa etnia. Quando os Tutsis, por seu lado, se cristalizaram noutra etnia, só poderíamos esperar que ocorressem confrontos entre os dois.

Há, deste modo, uma produção identitária que é considerável, que é paradoxal e contraditória. Senão vejamos: numa mesma região temos uma identidade global pan-africana, que no início não é negra porque é pan-africana, e, por isso, continental, mas esta identidade também não é simplesmente continental, pois esse pan-africanismo pretende integrar no seu seio os negros da América do Norte e os da Europa, que são cada vez mais numerosos, assim como os negros do Médio-Oriente e da Ásia Oriental.
No que diz respeito à cultura política como percepção e prática do Estado e de direito, quando eu era estudante, os juristas que trabalhavam sobre a África, nomeadamente em França, publicavam numa grande colecção, a “Librairie Générale du Droit et de la Jurisprudence”. Escreviam livros sobre o estado africano, o direito africano, sobre uma série de coisas, e nós estudantes estávamos profundamente descontentes com este trabalho. Sentíamos uma grande descontinuidade entre o que estava formalmente descrito nos livros e o que víamos no terreno: a igualdade do cidadão perante a lei, o anonimato do Estado, a noção de bem público, a questão da legitimidade do Estado, a questão do uso da violência pelo Estado. Questionávamos então: a que propósito, até quando? Tudo isso não correspondia ao que era visível no terreno. E introduzo aqui um comentário transversal: a investigação que fiz sobre Kwame N’Krumah permitiu-me reler com um olhar novo Ciryle James, um antilhês que se considerava um latino-americano e um cidadão do mundo. Ciryle James era trotskista e negro, e nos seus escritos dizia que o que se passava em África não era exclusivo de África, era a mesma coisa que se podia observar nas Antilhas, na América Latina e noutros locais.

A primeira fase da colonização vai alimentar um processo de formação e consolidação das classes sociais com uma burguesia de Estado, que emerge e que vai ter acesso ao poder e tomar um conjunto de iniciativas que legalizam e banalizam uma série de práticas que hoje conhecemos e que ligamos, um pouco rápida e facilmente demais, ao conceito de corrupção. Há aqui várias questões que me parecem importantes. Podemos de facto dizer que, tendo feito parte de um grupo “deslegitimado” na sua relação com o cidadão, o Estado africano neste período tornou-se “deslegitimado” em muitos países. O que hoje tem vindo a ser descrito como o fracasso do Estado, a decomposição do Estado, o afundamento do Estado, está muitas vezes ligado, em certos casos, a este processo de afundamento do Estado que muitos de nós não detectaram, devido à miopia em relação aos processos sociais que acompanhavam a vida desse período.

As epistemologias africanas são importantes para compreender a África de hoje, sob condição de compreender que estas epistemologias não se revelam apenas nas ciências sociais. Podemos encontrá-las nas ciências sociais, mas podemos encontrá-las noutra linguagem, e as linguagens na sociedade não são linguagens científicas, mas enunciam proposições e hipóteses que são pertinentes do ponto de vista científico. E em África há duas linguagens importantes durante esse período para mostrar a “desligitimação” do Estado: em primeiro lugar, a linguagem da ficção literária. Deste ponto de vista a literatura é para nós uma linguagem muito importante se pensarmos em autores como Kourouma, Solina Tamsir, Akouye Yama que escreveram sobre a deslegitimação do Estado pelos africanos, sobre a rejeição do Estado pelos africanos, um processo de contradição e de contestação do Estado, que é extremamente importante.
Uma outra linguagem é a das músicas populares, que estão lá para nos lembrar algumas destas hipóteses e expectativas.

Nova fase da pós-colonização

Uma nova fase da pós-colonizaçãao, inscrita portanto na situação pós-colonial, iniciou-se nos finais dos anos 70 e princípios dos anos 80, e trouxe consigo novos elementos que merecem atenção.
Em relação à “primeira” pós-colonização verifica-se que vários aspectos assentam na fase anterior. Por exemplo, uma parte do pessoal político advém do período anterior, Abdou Diouf e, Abdoulaye Wade no Senegal, Omar Bongo no Gabão (que continua ainda hoje no poder), Mathieu Kerekou, no Benin, que renunciou posteriormente à presidência. Resumidamente, se fizermos a cartografia dos homens políticos africanos e dos quadros administrativos, observamos uma espécie de continuidade destas pessoas em relação ao primeiro período; há também uma persistência das práticas neo-coloniais. Se fizermos uma análise detalhada, que, por vezes, as ciências sociais rejeitam porque receamos que pensem que estamos a bisbilhotar caixotes de lixo, mas que são necessárias, sobre as redes que ligam a África à Europa, as antigas colónias aos antigos estados colonizadores, esses estudos mostrar-nos-ão que estas redes existem e que persistem na pós-colonização. A este título não sei como podemos considerar acontecimentos como os da Costa de Marfim. Pergunto-me se estes acontecimentos não significam o final de um processo de descolonização que começou há cinquenta anos e que, neste momento, está a terminar. Podemos pensar que é hoje, no princípio do século XXI, que a Costa de Marfim deixa de ser “francesa”, deixa de ser «pós-colonial francesa» para se tornar outra coisa. Ao mesmo tempo e paralelamente a estas permanências deste primeiro período, há aspectos novos que devemos constatar e sobre as quais devemos reflectir, nomeadamente a relação de África com o mundo e as mudanças importantes que essa relação traz e está a trazer.

Ao me referir brevemente as estas mudanças poderia dizer que nas ciências sociais africanas persiste um tropismo europeu, um enfoque sobre a Europa que corresponde ao período colonial, e a que correspondem fenómenos de longa duração. Para exemplificar de forma breve, diria que uma parte da intelectualidade africana tem tendência a considerar que essas relações Norte-Sul são as únicas relações que são importantes na história das sociedades africanas. Estas relações têm uma história longa, de longa duração, multissecular, mas na verdade não são as únicas.

Antes de estar ligada à Europa pelas diferentes sequências que conhecemos, a África esteve ligada a outras partes do mundo, nomeadamente ao continente asiático, e paralelamente à Europa. África estabeleceu, pelo menos até à colonização imperialista, ligações fortes, directas e intensas e de forma independente com o continente americano, com a América do Sul, com a América antilhesa, com a América do Norte e, meio a sério e meio a brincar, sabemos que, por exemplo, a fundação da Libéria, no século XIX, não tem nada a ver com a Europa. É uma ligação directa entre a África e o Novo Mundo.
A reorganização a que hoje assistimos consiste de facto numa espécie de desconexão parcial de África em relação ao continente europeu, e a uma globalização das suas relações com o mundo. Isso passa por uma série de fenómenos, nomeadamente o papel cada vez mais importante das instituições financeiras internacionais, o papel político e militar crescente das Nações Unidas, o papel cada vez mais importante dos Estados Unidos na política africana, e também e igualmente pela inserção de África nos fluxos financeiros, de mercadorias de uma economia formal e de uma economia informal, talvez mesmo de uma economia mafiosa internacional cada vez mais importante e que envolve não apenas a Europa e o continente americano, mas também os novos estados da Europa de Leste, o Brasil, a Índia, a China, e ainda os pólos do islamismo político. Trata-se de uma série de fenómenos que devemos ter em conta e que são difíceis de medir e avaliar.

Apenas um exemplo trivial mostra a mudança de atitude: hoje é difícil obter um visto para os comerciantes e homens de negócios virem à Europa e, particularmente, para as mulheres de negócios africanas, que, numa visão extremamente negativa do que é a África, são vistas como prostitutas em potência.
O que vemos hoje, no Gana, no Quénia, no Congo? Uma vez que este movimento Norte-Sul não pode ser feito, faz-se um movimento Sul-Sul. As mulheres empreendedoras do sector económico informal não podendo ir à Europa, vão directamente ao Koweit, à Índia, à China. Em breve – pois as mercadorias que chegam à Europa agora são “made in China” - vão directamente ao produtor em vez de passar pelo intermediário. Há, por conseguinte, fenómenos e movimentos importantes em toda a África Atlântica e mesmo na África Indo-oceânica, assiste-se de forma crescente, através da juventude universitária, a um movimento simultaneamente de afirmação da comunidade negra da América Latina, e, ao mesmo tempo, de todas as posições alter-mondialistas dos estados latino-americanos. A política social de países tão diferentes como o Brasil, Venezuela e outros países do Sul são seguidas com um grande interesse nos países africanos. As implicações são importantes: se o modelo jurídico e o modelo político dos inícios dos anos 60 e 70 provinha da Europa Ocidental – a Constituição europeia, o modelo do Estado-Providência europeu, etc. – nos nossos dias começam a ganhar terreno outras referências e a sentir-se que outros modelos se encontram no Sul.
Podemos então perguntar em que situações se encontram os três temas que fundamentam esta conferência – culturas políticas, cidadania e movimentos sociais.

Concluindo

Em primeiro lugar, a cidadania: parece-me haver uma reconquista da cidadania, mas não concordo com as abordagens de uma certa escola de análise política que, procurando definir o momento cronológico desta segunda pós-colonização em África, afirma que essa reconquista da cidadania é uma consequência de fenómenos mundiais como a queda do muro de Berlim, o discurso de La Baule. Nesta perspectiva, os processos de democratização em África são a tradução, em África, de processos globais. Não concordo. Há um ambiente internacional favorável, mas há dinâmicas internas aos países e ao continente como um todo. Se tivermos em conta os movimentos sociais que evoquei anteriormente, parece-me que as dinâmicas próprias às sociedades africanas permanecem extremamente centrais e importantes, e isso não é para reificar essa dinâmica, mas para manter a lucidez em relação a essa dinâmica.

A questão teórica e conceptual que agora se levanta é a de saber como é que os movimentos sociais – por vezes dispersos e autónomos uns em relação aos outros – contribuem para produzir a sociedade civil, ou seja, uma sociedade de cidadãos que se organizam não só para o combate social, por vezes localizado, mas que se organizam para a transformação global da sociedade. Essa é uma questão teórica importante que não é apenas uma questão africana, mas também da América Latina e, porque não, das antigas democracias populares.

A terceira questão é tentar compreender como é que esta reconquista da cidadania não se traduz no que as ciências sociais veriam como o progresso da cidadania, e ao invés, leva muitas vezes as pessoas do povo a trocar o seu boletim de voto pela arma. Como compreender o facto de que, apesar dos progressos das consultas eleitorais dos anos 90 e as possibilidades de mudança através dessas consultas, o boletim de voto vai sendo trocado ou vai ao lado da utilização da arma, não só o fuzil, mas a arma branca? No Ruanda, no Burundi, no leste do Congo, e na Serra Leoa não foram os fuzis que falaram durante os conflitos, mas as armas brancas. Trata-se de uma questão difícil de estudar e difícil de responder. Talvez a resposta não possa ser dada de uma forma global, mas provavelmente ligada a cenários locais e historicidades locais, com contradições de longa duração que explodem e se transformam em momentos de violência, quando as possibilidades de regulação política existem.

Insisto agora numa última questão, a da cultura política: o estado da cultura política em África hoje é de difícil análise. Fico em primeiro lugar confuso com o facto de ter havido, pelo menos até ao fim dos anos 90, uma espécie de contradição na erosão do pan-africanismo político e, ao mesmo tempo, uma re-dinamização desse pan-africanismo político num outro discurso, menos político e mais cultural. Um discurso que cessando de ser político e sendo mais cultural passa a ser um discurso mais étnico, direi mesmo mais racial, e que é o discurso do renascimento africano e do renascimento negro. Há portanto aqui um problema, que se liga à erosão ou à transformação qualitativa do pan-africanismo. Num outro patamar, uma outra questão se coloca relativamente à cultura política: como interpretar o novo nacionalismo – um nacionalismo territorial, e por consequência egoísta e belicoso. Não estaremos a assistir a uma consolidação de um nacionalismo territorial? Isto é particularmente visível se se observar como um certo número de países está a desenvolver a imagem do outro, não o outro colonial, o europeu. Este “outro” é o outro africano. O discurso sobre a “ivoirité” [“marfinidade”]... o discurso sobre a “angolanidade”, etc., etc....

Há tempos contaram-me uma anedota, que segundo Madi Koutani, foi contada num jornal de Luanda. Havia um avião que transportava um chinês, um americano, um inglês, um angolano e um zairense. Acontece que o avião estava claramente sobrecarregado. O piloto advertiu os passageiros de que era necessário reduzir o excesso de peso atirando coisas pela janela. O americano, de imediato deitou fora o seu computador; o chinês deitou um carro coreano; o inglês o seu casaco; o zairense uma capulana. O angolano reflectiu, indeciso quanto ao que fazer e finalmente pegou no zairense e deitou-o pela janela. Os restantes passageiros perguntam ao angolano “Mas você acaba de deitar fora um zairense, porquê?”. Ao que o angolano responde: “Há muitos zairenses no nosso país e nós não precisamos deles”. Este género de histórias e anedotas que encontramos um pouco por todo lado, no Senegal, no Gana, na Nigéria revela um problema grave de cultura política.

Um aspecto importante, que é fundamental para a cultura política, liga-se ao que posso chamar o saber africano, no sentido, do capital memorial das sociedades africanas ligado a um saber técnico, científico. Este pode aparecer na farmacopeia, mas que a memória das sociedades africanas e a capacidade das sociedades africanas podem utilizar para construir o seu futuro, não sob a forma de uma ideologia de regresso ao passado africano, mas para alicerçar – e isso é uma aposta da pós-colonização – a construção de uma sociedade política e uma estrutura política capazes de darem aos cidadãos uma visão coerente do seu passado e não uma visão limitada. Este é um grande desafio que a grande maioria das sociedades africanas ainda não conseguiu resolver.

Por último e ainda no âmbito da cultura política retomo a questão da intelligentzia africana. Como referi, na primeira fase da pós-colonização, houve um conjunto de intelectuais africanos engajados, que ocuparam diferentes posições específicas no seu domínio ou no governo. Neste momento, temos provavelmente uma crise de intelectuais específicos, que é a crise do ensino, a crise das universidades e a crise da produção científica. África atravessa uma crise profunda provocada pelas políticas do Estado e pelas as instituições internacionais. Ou seja, para além da crise de intelectuais engajados, África padece ainda de uma crise mais grave que é a dos intelectuais específicos.

A figura do “intelectual engajado” que era a força motriz de África no fim da colonização e que permaneceu a força de África na primeira fase da descolonização, desapareceu para ser substituída pela figura do intelectual do governo. A este facto acrescenta-se algo ainda mais problemático, porque o intelectual do governo, de quem se espera tecnicidade, competência e eficácia no exercício do seu ofício de governação, uma vez no poder manifesta frequentemente práticas de ineficácia, de incompetência, e direi mesmo de “cabritismo” e outras características que em nada ficam atrás da classe que os precedeu no exercício do poder. Estamos numa fase, que é uma fase particular da pós-colonização, e que nos coloca alguns problemas de hoje, que não são os mesmos problemas dos anos 60 e 70, e que teremos de olhar de frente, para podermos ter a força que as ciências sociais tiveram nos anos 60 e 70.

Concluindo, temos de produzir conhecimentos e, ao mesmo tempo, contribuir para as mudanças sociais e a construção de um mundo que seja um mundo solidário e um mundo de igualdade.

Transcrição e tradução de Raul Fernandes, estudante de doutoramento do Programa Pós-Colonialismos e Cidadania Global. Edição e selecção de Margarida Calafate Ribeiro e Maria Paula Meneses.


Retirado de:
http://cabodostrabalhos.ces.uc.pt/n2/entrevistas.php

África-Europa: que alternativas? - encontros e debates em Lisboa de actores e redes sociais


Intitulada «Africa-Europa: que alternativas?», esta iniciativa será um ponto de encontro e de mobilização um amplo conjunto de redes, de ONGs, de investigadores e de actores das sociedades civis europeias e africanas em volta de temas centrais das relações entre os dois continentes.
Este encontro contribuirá à troca de ideias e experiências; permitirá também uma melhor articulação e a consolidação de redes bi-regionais e a criação de condições para desenvolver, no futuro, análises comuns dos temas e das propostas de alternativas globais.

Com vista à organização dos trabalhos, foram definidos 4 eixos de debate:

ambiente, recursos naturais e soberania alimentar;
migrações;
desenvolvimento económico e
direitos humanos.

No fim da iniciativa, os movimentos sociais e de cidadania que queiram estar envolvidos produzirão uma declaração comum, composta pelos materiais obtidos dos debates e reuniões e prevendo os princípios e propostas da sociedade civil euro-africana para uma parceria inter-continental solidária e ao serviço do desenvolvimento duradouro

Programa

Sala 1 – 10.15h
Soberania Alimentar, recursos naturais, agricultura e ecologia

- Sessão 1: Soberania alimentar – uma alternative, principio e uma prática
· Diamentino Nhampossa (UNAC, Mozambique),
· Ndiogou Fall (ROPPA-Network of West African Peasant Farmers and Agricultural Producers),
· Beatice M. Kawaila, (Malawi small farmers' federation-MASFAM),
· Alexandre Désiré Manga Ndizane (PROPAC-Central African Peasant Farmers' Platform),
· Stephen Muchiri (EAFF-East African Farmers' Federation),
· Justus Ndavi (Kenya Small Farmers Forum).

- Sessão 2: Desafios e estratégias da luta pela defesa da soberania alimentar e da diversidade dos recursos naturais – lutas e campanhas
· Gualter Barbas Baptista – GAIA, Portugal
· Esther Bett – Kenya Organic Farmers
· Nora McKeon - Terra Nuova/Italian Food Sovereignty Platform

Sala 2 – 10.15h
Imigração

- Politicas de Imigração da UE
- Migrações e Desenvolvimento
· Amadou Mbow - AMDH (Associação de Direitos Humanos da Muritânia)*

As forças de repressão da UE na Mauritânia
· Mabono Piti - R.S.F.Maroc*
Categorias júridicas em imigração
· Emmanuel Mbolela, ARCOM*
A situação de imigrantes e refugiados da África subsaariana em Marrocos
· Hicham Baraka – ABCDS (Euro-African-Network)
Imigração de Direitos Humanos
· Sara Prestiani (Migr'europ)

As relações Italia/Libia em assuntos relacionados com o petróleo
· Al Hassem Cissi (Action Aid Senegal)
Imigração e soberania alimentar – a situação no Senegal
· Timóteo Macedo, Solidariedade Imigrante
Imigração e os desafios do desenvolvimento
* a confirmar

Sala 1 – 14.15h
Desenvolvimento Económico e Comércio

- Sessão 1: Situação em África e na Europa – análises partilhadas
· Ndiogou Fall (Roppa)
· Alexandra Strickner (IATP),
· Gyekye Tanoh (ATN/TWN),
· Lucile Daumas (Attac Maroc, CADTM Maroc),
· Bayla Sow (Secrétaire Général du Syndicat Unique des Travailleurs des Transports Ariens et Activités - Sénégal).

- Sessão 2: Lutas comuns e construção de alternativas
· Ndiogou Fall (Roppa),
· Alexandra Strickner (IATP),
· Gyekye Tanoh (ATN/TWN),
· Cherif Youssouf Ndiane (senegalese TU)

Sala 2 – 14.15h
Direitos Humanos

- Testemunhos sobre violações de Direitos Civis e Políticos no Congo, Nigéria e Zimbabwe
- Atitudes dos países Europeus relativamente a regimes dictatoriais e condições politicas para ajuda internacional
- Debate: Politicas Europeias para a defesa e promoção de Direitos Humanos
· Brice Mackosso – Publish What You Pay (Congo)
· Fabrice Tarrit – Survie (France)
· To be confirmed – Alternatives Niger (Niger)
· To be confirmed – (Zimbabwe)
· Michel Roy – Secours Catholique

Conferência de Imprensa
A conferência de imprensa da iniciativa "África-Europa, Que Alternativas?" está agendada para próxima 6ª feira, dia 7 de Dezembro, às 15:00, no Sindicato dos Professores da Grande Lisboa -R Fialho Almeida 3, LisboaRua Fialho de Almeida, nº 3, Lisboa.

Agenda global das acções

Sexta, 7 de Dezembro

10h30 Caminhada entre o auditório da Junta de Freguesia de Moscavide e a Gare do Oriente por parte de organizações nacionais e de agricultores moçambicanos
13h00 Acção da OXFAM no Parque das Nações
15h00 Conferência de imprensa da iniciativa "África-Europa, Que Alternativas?" no SPGL.
18h30 GAIA / Centro Social da Mouraria – Jantar com música e ciclo de videos
19h30 Associação dos Tempos Livres de Alfama – Jantar com filme "Longe de Mim…"
21h00 Associação Abril e Casa do Brasil – Sessão de contos africanos
21h00 Associação Solidariedade Imigrante – Jantar senegalês com música
21h00 Crew Hassan – Riddim & Culture feat. Terrakota Soundsystem
22h00 Espaço Evoé – Espectáculo "O Primeiro Milagre do Milagre do Menino Jesus"
22h00 Zé dos Bois – Documentário e concerto Gwana Bambara, n'Gapas, DJ set
22h30 Bacalhoeiro – Documentário "Fela Kuti – Music is a Weapon"

Sábado 8 de Dezembro
Fac. De belas Artes da Universidade de Lisboa (Chiado)
09h00 Abertura do encontro: Acolhimento dos participantes e conferência plenária
10h30-13h30 Debates centrais
Painel 1 - Ecologia, Recursos Naturais, Soberania Alimentar
Painel 2 – Migrações
14h30–17h30 Debates Centrais
Painel 3 – Desenvolvimento Económico e Comércio
Painel 4 – Direitos Humanos
17h30 – 19h30 Workshops e debates temáticos auto-organizados
Espaço Evoé
19h30 Apresentação de vários artistas

Domingo, 9 de Dezembro
Fac. De belas Artes da Universidade de Lisboa (Chiado)
10h00 – 12h00 Reunião estratégica conjunta: campanhas e lutas comuns
12h00 – 13h00 Reunião conclusiva (redacção e leitura da declaração final conjunta)
14h00 Acção de rua
Braço de Prata – Livraria Ler Devagar
18h00 200 anos de denúncia da escravatura – Jantar africano com música e projecção do filme "Quilombo"
Bacalheiro
20h30 Concerto "Sons do Tejo"

Mais Informações : http://africa-europa-alternativas.blogspot.com



O contexto: a segunda Cimeira União Europeia – União Africana

A segunda cimeira entre a União Europeia e a União africana realizar-se-á finalmente em Lisboa nos próximos 8 e 9 de Dezembro, após múltiplas hesitações, adiamentos e polémicas.
Muito aguardada, esta cimeira deve permitir, segundo os termos da Comissão Europeia, a mudança de uma «estratégia europeia em Africa» para uma «estratégia euro-africana» de reais parcerias.
O programa (ainda que a ordem final não esteja ainda divulgada):- As problemáticas clima e energia- A governança e os direitos humanos- Migrações, mobilidade e emprego.
Nos documentos oficiais, a dimensão desenvolvimento económico e comercial está integrada nos pontos Migrações, considerando-se que a Europa deve participar na criação de oportunidades de crescimento e «então» (numa perspectiva da UE) empregos que limitarão as migrações a partir dos países seus parceiros africanos (cfr. «Comunicações da Comissão ao Conselho e ao Parlamento: Do Cairo a Lisboa, a parceria estratégica UE-Africa»).
Do outro lado as instâncias executivas da UA insistiram para que a cimeira trate urgências africanas, nomeadamente a agricultura e a segurança alimentar.
Três documentos deverão ser aprovados na Cimeira:
A Estratégia conjunta UE-Africa;
O plano de acção eA Declaração de Lisboa

Tertúlia sobre a cimeira Europa-África na Casa-Viva promovida pelo SOS Racismo


Percussão e tertúlia sobre a cimeira europa-áfrica

6ªfeira - 7 dezembro entrada livre

20h00 tocando África
Percussão tradicional da costa Oeste africana, sob orientação do movimento Wontanara, a pensar nas crianças da Ilha De Roume, na Guiné Conakry. Traz djambés ou outro instrumento de percussão. Se não tiveres, aparece na mesma.

21h00 tertúlia a propósito da cimeira UE-África
O SOS Racismo – Porto promove uma tertúlia sobre a cimeira Europa-África, que decorre este fim-de-semana em Lisboa.


http://www.casa-viva.blogspot.com/

Utentes dos transportes públicos do Porto vão cantar as janeiras amanhã (dia 8)

Clicar por cima da imagem para ler a convocatória

Ponto de encontro na Praça da Batalha às 15h amanhã, dia 8 de Dezembro (Sábado)


http://mut-amp.blogspot.com/

Lamentámos, mas este ano não vai haver presépio...

Este ano não vai haver presépio!...

Lamentamos mas:

- Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura e esta foi retirada do estábulo até decisão governamental;

- Os camelos estão no governo;

- Os cordeirinhos estão tão magros e tão feios que não podem ser exibidos;

- A vaca está louca e não se segura nas patas;

- O burro está na Escola Básica a dar aulas de substituição;

- Nossa Senhora e São José foram chamados à Escola Básica para avaliar o burro;

- A estrelinha de Belém perdeu o brilho porque o Menino Jesus não tem tempo para olhar para ela;

- O Menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular e o tribunal de Coimbra ordenou a sua entrega imediata ao pai biológico;

- A ASAE fechou temporariamente o estábulo pela falta da manjedoura e, sobretudo, até serem corrigidas as péssimas condições higiénicas do estábulo, de acordo com as normas da UE.

11º Encontro de agricultura familiar alentejana promovido pela CNA


11º encontro de agricultura familiar alentejana


Filmes, debates e jantares populares sobre as relações entre África e Europa

O Centro Social do GAIA organiza uma mostra de filmes, acompanhados de jantares populares e debates, no âmbito da Cimeira "África-Europa, que alternativas?".
Aqui pode ser consultada a programação dos filmes. Nesta 6ª feira terá também lugar um jantar popular. O local é, como habitual, o Grupo Desportivo da Mouraria.

6ªFeira 7 de Dez
Entrada Gratuita

18h Documentário: Paralelo 36
Documentário sobre a emigração clandestina no Estreito de Gibraltar
65 Min

19h05 Documentário: Outros Bairros
"Em Portugal há rapazes e raparigas que não têm pátria. Não são cabo-verdianos porque nunca foram a Cabo-Verde, não são Portugueses porque a língua é outra e os costumes de cá não são os das famílias deles”
90 Min

20h35 Documentário: Nubai
“O rap negro da periferia forma um cordão à volta de Lisboa. Para apontar o dedo ao racismo, à exclusão, à violência policial, à pobreza.“
65 Min

21h40 Debate
Jantar Popular (2€)
Musica de Intervenção



Sábado, 8 de Dez
Entrada Gratuita

19h Documentário: A 4ª Guerra Mundial
O filme traz as imagens e as vozes de uma guerra não noticiada: a resistência radical ao capitalismo global. Das linhas de frente nos conflitos sociais no México, Argentina, África do Sul, Palestina e Coréia; “no norte” de Seattle a Gênova; na “guerra ao Terror” em Nova Iorque, no Afeganistão e no Iraque.
78 Min

20h20 Documentário: O Pesadelo de Darwin
“Na Tanzânia, nos anos 60, a Perca do Nilo, um predador voraz, foi introduzida no lago Vitória, como experiência científica. Depois, praticamente todas as populações de peixes indígenas foram dizimadas. Desta catástrofe ecológica nasceu uma indústria frutuosa, pois a carne branca do enorme peixe é exportada com sucesso em todo o hemisfério norte. Pescadores, políticos, pilotos russos, prostitutas, industriais e comissários europeus são os actores de um drama que ultrapassa as fronteiras do país africano.”
107 Min

22h Debate

Jantar Popular (2€)

Agradeçemos que quem quiser vir aos Jantares que envie um mail a dizer quantas pessoas são e para que dias 7 ou/e 8 para o mail: csm@gaia.org.pt

Local

Grupo Desportivo da Mouraria
Travessa da Nazaré, 21
Metro Martim Moniz

Mapa: http://gaia.org.pt/node/1767

Pelo direito à soberania alimentar


Esta 6ª feira, dia 7 de Dezembro, às 10h30, terá lugar no Centro Cultural de Moscavide um "Tribunal de Opinião Pública" com a presença de Agricultores Portugueses e Africanos e de organizações da sociedade civil, incluindo a Plataforma Transgénicos Fora. Daqui, os participantes caminham até à Gare do Oriente onde terão lugar várias iniciativas de rua.

Participa nesta iniciativa autónoma com objectivos próprios que se considera “alternativa” à Cimeira Oficial União Europeia – África que decorre em Lisboa nos dias 8 e 9 de Dezembro!
O nosso principal objectivo é contribuir para uma maior consciencialização pública em torno do problema da fome no mundo, nomeadamente em África, e demonstrar que são os pequenos agricultores os maiores afectados por este flagelo.

Neste sentido, iremos julgar em “Tribunal Público” o Comissário Europeu do Comércio, Peter Mandelson, por consideramos que a política que tem vindo a ser seguida pela União Europeia, nomeadamente no âmbito dos Acordos de Parceria Económica (APE) com os países ACP (África, Caraíbas e Pacífico) contribuem para a degradação das condições de vida dos agricultores do Sul mas também da Europa e violam, de forma clara, o direito humano à alimentação.

Depois do julgamento no Centro Cultural de Moscavide, todos os presentes serão convidados a fazer uma “arruada” até à Gare do Oriente onde se realizará uma concentração às 13:00H para distribuição de informação e contactos com a população.

Esperamos contar com a tua participação!

Nota: O Centro Cultural de Moscavide localiza-se na Rua Francisco Marques Beato, Nº 11, Moscavide.



Para mais informações por favor contacte:
Pedro Santos (CNA)
E-mail: pedrosantos [em] cna [dot] pt">pedrosantos@cna.pt
Telefones: 213867335
João Dinis (Direcção da CNA)
E-mail:
joaodinis@cna.pt


Gualter Baptista (Plataforma Transgénicos Fora)
E-mail:
gualter@gaia.org.pt

Telefone: 919090807



Entre os organizadores desta iniciativa encontram-se:
João Vieira (AADL - Associação de Agricultores do Distrito de Lisboa);
Manuel Ramos (ARP - Aliança para a Defesa do Mundo Rural Português);
João Dinis (CNA - Confederação Nacional da Agricultura);
Gualter Baptista (Plataforma Transgénicos Fora);
Carlos Gomes (Mó de Vida – Cooperativa Comércio Justo);
Ana Gonçalves (MARP – Associação de Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas);
João José Fernandes (OIKOS – Cooperação e Desenvolvimento);
Ismail Ossemane (UNAC – União Nacional de Camponeses de Moçambique);
Ndiogou Fall (ROPPA – Réseau des organisations paysannes et de producteurs de l'Afrique de l'Ouest)

http://gaia.org.pt/node/2979

3.12.07

11º Festival de Cinema Luso-Brasileiro ( em Santa Maria da Feira, 2 a 9 Dezembro 2007)

Consultar:


Selecção Oficial de Longas Metragens

A CASA DE ALICE, Chico Teixeira, BR
A OUTRA MARGEM, Luís Filipe Rocha, PT
A VIA LÁCTEA, Lina Chamie, BR
DESERTO FELIZ, Paulo Caldas,
BRMUTUM, Sandra Kogut, BR
O CAPACETE DOURADO, Jorge Cramez, PT
SERRAS DA DESORDEM, Andrea Tonacci, BR

Selecção Oficial de Curtas Metragens

ALPHAVILLE 2007 D.C., Paulinho Caruso, BR
ANTES DE AMANHÃ, Gonçalo Galvão Teles, PT
CHINA CHINA, João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata,
PTCORPO PRESENTE: BEATRIZ, Marcelo Toledo e Paolo Gregori, BR
DÉCIMO SEGUNDO, Leonardo Lacca, BR
DE RESTO, Daniel Chaia, BR
DEUS NÃO QUIS, António Ferreira, PT
EU PERSONAGEM, Zepedro Gollo, BR
EUROPA 2007, Pedro Caldas, PT
O LOBINHO NUNCA MENTE, Ian SBF, BR
O PRIMEIRO VÔO, Nuno Bernardo, PT
OUTONO, Pablo Lobato, BR
PASSO, Alê Abreu, BR
PUGILE, Danilo Solferini, BR
SALIVA, Esmir Filho, BR
SETE VIDAS, Marcelo Spomberg e Zé Mucinho, BR
TORI, Andréa Midori e Quelany Vicente, BR
TRÓPICO DAS CABRAS, Fernando Coimbra, BR
UM RAMO, Juliana Rojas e Marco Dutra, BR



Somos Todos Filhos da Terra

A SECRETA OBSCENIDADE DE CADA DIA, Marina Weis, BR
ÉTERNAU, Gustavo Jahn, BR
FRIENDLY FIRE, Paulo Abreu, PT
LOST IN ART - LOOKING FOR WITTGENSTEIN, Luís Alves de Matos e João Louro, PT
MATERIAL BRUTO, Ricardo Alves Júnior, BR
NOVELA VAGA, Dado Amaral e Beto Valente, BR
O PARADOXO DA ESPERA DO ÔNIBUS, Christian Caselli, BR






A acontecer de 2 a 9 de Dezembro, propõe um confronto saudável entre a cinematografia portuguesa e brasileira. É um espaço que procura intensamente contribuir para a reconciliação do público com o cinema português e proporcionar uma maior abertura à entrada do cinema brasileiro no nosso país, afirmando deste modo o cinema que fala a nossa língua.

Como grandes eixos programáticos do festival, salientamos a aposta no sentido de descoberta de novos valores (marca indelével do festival), na crescente abertura à exibição em novos suportes e na relação do cinema clássico com as gerações actuais.

O Festival de Santa Maria da Feira é o principal espaço de confronto entre as cinematografias portuguesa e brasileira, reunindo as mais representativas produções do biénio 2006/2007.

Durante o certame serão apresentados cerca de 60 filmes nos diversos blocos que constituem a programação, sendo exibidos na sua quase totalidade com a presença dos realizadores e actores.




Filmes sobre o Brasil Musical ( que vão passar no festival deste ano)

BETHÂNIA BEM DE PERTO, Júlio Bressane e Eduardo Escorel [BR],
1966, Doc., 35mm, P&B, 33'
Realizador: Júlio Bressane e Eduardo Escorel
Produtor: Júlio Bressane, Eduardo Escorel e David Neves
Fotografia: Júlio Bressane e Eduardo Escorel
Montagem: Júlio Bressane e Eduardo Escorel
Som: Júlio Bressane e Eduardo Escorel
Com. Maria Bethânia, Macalé, Edson Machado, Silvinha Telles, Mário Telles e Caetano Veloso, e Rosinha de Valença
Mostra-nos a cantora recém-chegada ao Rio, passeando pela cidade e em cenas na sua casa, a conversar com amigos como Jards Macalé, Rosinha de Valença e Caetano Veloso.


FABRICANDO TOM ZÉ, Décio Matos Jr [BR], 2007 , Doc., 35mm, Cor, 89'
Realização: Décio Matos Jr.
Produtor: Eliane Ferreira, Matias Mariani, Décio Matos Jr., Omar Leite Jundi
Fotografia: Lula Carvalho
Montagem: Leticia Giffoni
Música: Tom Zé
Som: Aloysio Compasso
Com: Tom Zé, Neusa Martins, Gilberto Gil, David Byrne, Caetano Veloso

Fabricando Tom Zé é um documentário que retrata a vida de um dos mais controversos Tropicalistas, cujo fio condutor é sua turnê pela Europa no ano 2005. Tom Zé narra episódios de sua infância, como foi a São Paulo integrar o movimento Tropicalista, e como caiu no ostracismo no início dos anos 70, só voltando a fazer sucesso após ser redescoberto por David Byrne nos anos 90.


AFINAÇÃO DA INTERIORIDADE, Roberto Berliner [BR],
2001, Doc., Experim., 35mm, Cor, 1'
Realização: Roberto Berliner
Produtor: Christiana Alcazar
Fotografia: Jacques Chewiche, Paulo Violeta, Renato Carlos
Som: Leonardo Domingues
Com: Gilberto Gil

Entre o pensamento e o discurso.


VINICIUS DE MORAES, David Neves [BR], 1968, Doc., Experim., 35mm, Cor, 10'
Realização: David Neves, Fernando Sabino
Fotografia: David Neves, Renato Neumann, Vito Diniz
Montagem: Mair Tavares
Música: Vinicius de Moraes, Baden Powell, Tom Jobim, Toquinho
Com: Vinicius de Moraes

Uma visão do poeta Vinicius de Moraes, desde os primeiros versos aos 6 anos de idade, até sua carreira como cantor e compositor em shows musicais no Brasil e Europa. Uma vida numerosa e rica de experiências vivida sob o signo do verso, da melodia e da mulher.



MUTANTES, António Carlos Fontoura [BR], 1970, Fic., 35mm, Cor, 7'
Realização: António Carlos Fontoura
Produtor: Canto Claro
Fotografia: Renato Newman
Montagem: Renato Newman
Com: Arnaldo Dias, Sérgio Batista, Rita Lee

Um dia único pelas ruas de São Paulo. A melhor banda de rock brasileira de todos os tempos no auge da loucura, da lucidez e da beleza.


TIM MAIA, Flávio R. Tambellini [BR], 1987, Doc., 35mm, Cor, 15'
Realização: Flávio R. Tambellini
Fotografia: Toca Seabra
Montagem: Virgínia Flores
Música: Tim Maia

Mostra o que Tim Maia pensa, numa linguagem anti-acadêmica, misturando seu papo com música, deixando a montagem fluir no swing de Tim.

O MUNDO É UMA CABEÇA, Cláudio Barroso e Bidu Queirós [BR],
2004, Doc., 35mm, Cor, 17'
Realização: Cláudio Barroso e Bidu Queiroz
Produtor: Germano Coelho Filho, Marcela Bérgamo, Fabiana Pirro
Argumento: Cláudio Barroso, Bidu Queiroz
Fotografia: Paulo Jacinto Reis
Montagem: João Maria Araújo
Música: Chico Science, Otto, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Mestre Ambrósio, Ortinho
Som: Carlos Cox
Com: Chico Science, Jorge Du Peixe, Lúcio Maia, Gilmar Bola Oito, Pupilo, dengue, Gira, Toca Ogan, Fred 04, Tony, Fábio, Bactéria, Otto, Siba Veloso, Eder o Rocha, Hélder Vasconcelos, Masinho Lima, Sérgio Cassiano e Maurício, Gilberto Gil, Mestre Salustiano, Rogê, Ortinho, Spock.

O Manguebeat é um movimento que eclodiu no início dos anos 90 em Pernambuco. E o filme mostra essa história e a trajectória do seu principal protagonista: Chico Science. Outro destaque do documentário é a geografia do recife, a musa inspiradora dos mangueboys, retratada sob inúmeros pontos de vista.

Mercado Negro - Feira do livro alternativo (4 a 7 de Dez. na Escola Artística e profissional Árvore))




MERCADO NEGRO – FEIRA DO LIVRO ALTERNATIVO
DE 4 A 7
DE DEZEMBRO

DAS 11H
ÀS 19H

ESCOLA ARTÍSTICA E PROFISSIONAL ÁRVORE
RUA BARBOSA DE CASTRO, 51
PORTO


A ESCOLA ARTÍSTICA E PROFISSIONAL ÁRVORE E AS EDITORAS INDEPENDENTES: EDIÇÕES MORTAS, ESTRATÉGIAS CRIATIVAS, BLACK SUN, VENDAVAL, CANTO ESCURO, CORPOS, CHILI COM CARNE, …, E AS REVISTAS: NADA, ÁGUAS FURTADAS, INTERVALO, BOCA DE INFERNO, BIG ODE, HÚMUS E COICE DE MULA, ENTRE OUTRAS, PROMOVEM MAIS UMA EDIÇÃO, A Vl, DO MERCADO NEGRO – FEIRA DO LIVRO ALTERNATIVO – ONDE SERÁ MAIS FÁCIL, NESTA ALTURA, ENCONTRAR AS NOSSAS PUBLICAÇÕES. TAMBÉM ESTARÁ PRESENTE A LJ CAPITÃO GANCHO COM OS SEUS ALTERNATIVOS PRODUTOS

ZONA DE ROUBO como nas edições anteriores será possível roubar um livro numa compra igual ou superior a 30€

http://edicoes-mortas.blogspot.com/


Reunião de informação sobre a poluição electromagnética das antenas dos telemóveis

FOI VOCÊ QUE PEDIU UMA ANTENA DE REDE TELEMÓVEL POR CIMA?...
FOI VOCÊ QUE PEDIU UM CANCRO?...

SE NÃO FOI, EXIJA CONNOSCO EXPLICAÇÕES AO GOVERNO, ÀS CÂMARAS MUNICIPAIS E ÀS EMPRESAS DE TELEMÓVEIS SOBRE AS RADIAÇÕES ELECTROMAGNÉTICAS QUE SÃO EMITIDAS PELAS GRANDES ANTENAS E QUE SEGUNDO A PRÓPRIA DIRECÇÃO GERAL DE SAÚDE (COMUNICADO DE SET.2007)CONSTITUEM “GRAVE RISCO PARA A SAÚDE DAS POPULAÇÕES”.
( abaixo-assinado em circulação )



REUNIÃO DE INFORMAÇÃO:
“ANTENAS DE REDES TELEMÓVEIS – INOCENTES OU PERIGOSAS ?”
PRÓXIMA SEXTA-FEIRA, 7 DEZEMBRO, 21.30 h.
sede da TERRA VIVA!
R.Caldeireiros,213 Porto(à Cordoaria)

iniciativa cívica
ALERTA ÀS RADIAÇÕES DAS ANTENAS DAS REDES TELEMÓVEIS - Porto

Reunião preparatória para o dia de acção global (26/1/08) na Unicepe ( 7 Dez. às 21h30)

Em resposta ao apelo do Forum Social Mundial (FSM) no sentido de levar à prática um Dia de Acção Global no próximo ano (2008), no dia 26 de Janeiro, Sábado, em toda a parte onde seja possível, mobilizando cidadãos e organizações para acções direccionadas para os objectivos constantes da Carta de Princípios do FSM, um grupo de pessoas decidiu dirigir um convite aos colectivos e indivíduos interessad@s para a preparação desse dia de acção global, para o que se irá realizar uma reunião preparatória próxima na sexta-feira, 7 de Dezembro, nas instalações da cooperativa livreira UNICEPE, P. Carlos Alberto nº 128 A, no Porto, pelas 21h30.

26 de Janeiro de 2008
Somos milhões de mulheres e homens, organizações, redes, movimentos e sindicatos de todas as partes do planeta, aldeias e regiões, zonas rurais e centros urbanos de todas as idades, povos, culturas e crenças unidos e unidas pela firme convicção que
OUTRO MUNDO É POSSÍVEL
FAÇAMOS JÁ UM OUTRO MUNDO!

2.12.07

Movimento Cidadãos do Porto, SA (sociedade aberta) organiza acção no dia 4 de Dezembro segundo o lema Eu imPORTOme

Eu imPORTOme


O Movimento Cidadãos do Porto SA vai organizar uma acção de rua na próxima 3ª feira (dia 4 de Dezembro) para comemorar o 11.º ano da elevação do centro histórico da cidade do Porto a Património Mundial.

Estão previstas várias “rusgas” de vários pontos do centro histórico ( Leões, Terreiro da Sé, Ribeira e Praça Sandeman em Gaia) que terão o ponto de encontro no Largo em frente ao Mercado Ferreira Borges. De seguida, está previsto um concerto, às 20:00h, nas escadas do Edifício da Bolsa, seguido de outras festividades…

Vou estar numa das cinco concentrações, concretamente na que acontecerá frente ao Piolho, dia 4 de Dezembro, às 18h30, para depois de lá arrancar com o resto das pessoas para o Infante onde haverá uma série de intervenções e animações das 20h em diante.

TAMBÉM VENS?
Se assim for, lá te espero...




Movimento Cidadãos do Porto, Sociedade Aberta

Cidadãos do Porto, Sociedade Aberta é uma rede de cidadãos do Porto (e região) interessados e preocupados com a sua cidade, o seu património e desenvolvimento.

O nosso território de preocupação e acção é o que se inscreve na Planta Redonda, ou seja o Centro Histórico e a Baixa, e a rede baseia-se no voluntariado e na independência.
Pretende-se mobilizar, para objectivos comuns, os cidadãos preocupados com o Centro Histórico do Porto, património mundial inscrito na lista da UNESCO desde 1996, independentemente da sua cor política, religiosa, clubista ou qualquer outra.
Como projecto imediato estamos a preparar a comemoração do 11º aniversário da classificação do Centro Histórico do Porto como Património Mundial, que se celebra a 4 de Dezembro.
Este ano, vamos fazer uma festa, apesar de ser Inverno, e dia de trabalho. Calha numa terça-feira e provavelmente choverá. A festa terá de ser depois das 18h30 e para protecção estamos a preparar capas de chuva, identificadas com o símbolo do Património Mundial
O nosso lema para este ano é o eu imPORTOme
A ideia é que o aniversário da classificação do centro histórico do Porto como Património Mundial não passe despercebido, ao contrário do que tem acontecido nos anos anteriores.

A iniciativa vai contar com nomes como Pedro Burmester, Rui Reininho, Pedro Abrunhosa. Note-se que a acção vai contar com uma actuação de Pedro Burmester (pianista que tinha anunciado que não tocaria no Porto enquanto Rui Rio liderasse a autarquia local).

No manifesto (ver abaixo) que circula na Internet (os interessados devem pedir informações pelo e-mail 4.12.2007@gmail.com ), diz-se que este movimento está aberto a todos os "interessados e preocupados com a sua cidade". Solicitam que cada cidadão se faça acompanhar por 11 amigos. "Com uma única exigência - que gostem do Porto".
Os objectivos são combater o que dizem ser o desprezo da cidade pela valorização da UNESCO, "promover a dinamização, vitalização, animação e investimento na cidade" e lutar pelo "turismo cultural."

As festividades acontecem a 4 de Dezembro, a partir das 18h00 em vários pontos da cidade - Leões, Terreiro da Sé, Ribeira e Praça Sandeman em Gaia – mas com epicentro na Praça do Infante. A animação vai estar a cargo dos alunos de jazz da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE) e de escolas de teatro.

A partir das 19h00, a celebração decorre na Praça do Infante e conta com as actuações de vários músicos. No final dos concertos está programada uma rusga que parte em direcção à Ribeira.

É lá que a noite continua com petiscos a 1 euro, grupos de jazz, percussão e capoeira. A organização está a preparar, ainda, capas de chuva e lanternas com o símbolo do Património Mundial. Conceição Rios salienta o "carácter de cidadania" da festa.


PROGRAMA

18:30 Concentrações/Pontos de encontro
[com animações organizadas por escolas, associações e artistas da cidade]


Praça Parada Leitão (aos Leões)
Terreiro da Sé
Miragaia
Praça da Ribeira
Praça Sandeman (Cais de Gaia)


20:00 Praça do Infante
Festa com a participação de Pedro Abrunhosa, Rui Reininho, Vozes da Rádio, Rui Veloso, Ana Deus, Bando dos Gambozinos, Conjunto António Mafra, entre outros.

22:00 Palácio da Bolsa
Intervenções musicais por Maria João Matos, João Lima e Pedro Burmester
Conferência por Alvaro Gómez-Ferrer Bayo [Arquitecto, consultor da UNESCO que avaliou a candidatura do Porto e propôs a inclusão do Centro Histórico na Lista do Património Mundial]

E ainda celebrações imPORTO-me, organizadas por entidades que se associaram à festa

18:00 Inauguração de Exposição de Fotografia, na Galeria da ESAP - [Largo de S. Domingos, nº 80]

18:30 Leitura de poemas Porto em Verso, pelos alunos do Curso de Teatro da ESAP, na Galeria da ESAP

19:30 Tuna dos Alunos, na Cantina da ESAP [Rua Mouzinho da Silveira, nº 73]

A partir das 20:00 - Petiscos a Um Euro e momentos musicais em bares e restaurantes do centro histórico

Este programa está em permanente actualização com novos acontecimentos e iniciativas de pessoas e entidades que queiram associar-se à festa.


Manifesto Eu imPORTOme

O Porto adormecido, à deriva, procurado por um número crescente de turistas, responde com uma oferta espontânea, de qualidade mais ou menos variável.
O Porto tem dedicado menosprezo e até desprezo pelo seu valor como Património Mundial.
Não queremos assistir parados ao desperdício das oportunidades.
Importa aproveitar a “marca”, articular as vontades e forças que possam fazer avançar o Centro Histórico do Porto como recurso cultural, urbanístico e turístico de grande qualidade e de grande potencial, para toda a região e para o país.
É urgente lançar iniciativas, ou programas, que possam promover o Porto, dar-lhe visibilidade e divulgar a imagem, no sentido da mobilização do recurso património.
Aproveitar a classificação da UNESCO para promover a dinamização, vitalização, animação e investimento na cidade.
Relançar a auto-estima apagada, valorizar o espírito do lugar.
Unir vontades, juntar competências, evitar rejeições, abranger todas as ópticas, mostrar o Porto pela positiva - aproveitando oportunidades e contornando ameaças.
Olhar as fraquezas de frente, não desistir, procurar soluções.
Cidade que foi de Bispo, de mercadores, de vinhos, de indústria, de comércio, de serviços, de universidade, e continua a ser de tudo isso, mas agora (só agora) é também uma cidade de turismo!
Turismo cultural. O que a cidade tem de melhor para oferecer é, hospitalidade, animação e estética, que inclui paisagem, património, música, gastronomia e cultura.
O que falta à cidade é qualidade de serviços, integração de ofertas, projecção internacional, força para se impor.
Os primeiros a acordar, não podem deixar ninguém adormecido.

EU imPORTOme

Este será o “lema” com que hoje pretendemos unir os que se importam com o que se passa no Porto Património Mundial!
Muitos se importam com o património que é nosso e de todo o mundo, e com os destinos que lhe vão sendo dados ou retirados! Mas, cada um por si, pessoalmente, individualmente, pouco ou nada poderá contra a indiferença e o desprezo.
Há gente no Porto que desvaloriza, ou se esquece de valorizar, o facto da nossa cidade ter um sítio na lista da UNESCO.
No entanto essa será, talvez, a nossa herança colectiva mais importante. O Centro Histórico é, e será, o nosso relicário de espaço urbano e patrimonial mais precioso. Por isso toda a descriminação positiva tem fundamento e justificação. Por isso todo o abandono é grave.
Cidadãos do Porto-SA (Sociedade Aberta) é uma rede de voluntários, independentes e não dependentes, que se está a formar para despertar as consciências e envolver, na defesa do Património Mundial, mais e mais cidadãos do Porto capazes de despir as suas camisolas clubistas, bairristas, religiosas, partidárias… ou outras, para vestir a camisola do Porto.
Há onze anos que, por mérito próprio, o Centro Histórico do Porto, com os seus mais de cem monumentos, mais de 3000 edifícios e milhares de habitantes entrou na lista, por decisão dos órgãos competentes, no dia 4 de Dezembro. Foi dia de júbilo para os cidadãos do Porto.
Essa classificação, só por si, não se traduz, obviamente, em qualidade urbana, em crescimento económico, em desenvolvimento social ou em vantagem comparativa na competição que as cidades enfrentam, mas pode ser usada, a favor de um melhor turismo, de um melhor urbanismo, de um melhor ambiente urbano e sobretudo de uma maior auto-estima dos cidadãos do Porto. Pode ser, mas não tem sido!
Passados onze anos não podemos deixar amolecer a memória. Temos de nos importar!

EU
imPORTOme

Este ano, contrariando a triste tradição do esquecimento e o obscurantismo lançado contra o Centro Histórico em anos anteriores, sem ter de pedir licença a ninguém, os cidadãos do Porto vão comemorar o aniversárioda entrada na lista.

Juntar na rua todos os que se importam, todos os que sentem o Porto como sua herança, todos os que valorizam o património como cultura, todos os que se orgulham de ter a cidade apesar de envelhecida, frágil e enferma.

Juntar na rua todos os que apostam que vale a pena acreditar que uma cidade com vinte e cinco séculos por trás tem também vinte e cinco séculos pela frente, com todas estas camadas arquitectónicas, sociais, culturais que fazem a mistura urbana do espaço e do tempo da cidade histórica - objecto (ser) único e inimitável.

Assim será o 4 de Dezembro deste ano, 11º aniversário, dia de festa.

Para isso precisamos de si, precisamos que traga 11 amigos do Porto e que cada um deles traga outros onze.

Temos identidade, temos programa, temos vontade e saberemos encontrar os meios e as forças necessárias. Para isso precisamos de si, dos seus onze amigos e dos onze amigos de cada um deles.

Para o ano seremos 12×12x12…x12!

Cidadãos do Porto-SA, é uma rede que depende de si própria, e cuja fórmula de intervenção se baseia no voluntariado e na independência face aos poderes do estado, das autarquias ou das instituições públicas. É uma rede de apenas cidadãos, com uma única exigência - que gostem do Porto.

É uma Sociedade Aberta, porque não tem estatutos, nem sede, nem cotas, nem número de contribuinte, nem aparelho, nem funcionários, nem subsídios, nem dependências! É uma sociedade Portuense, no melhor sentido da alma destes cidadãos que nunca pediram licença para serem autênticos.

Cidadãos do Porto não é uma rede contra ninguém, é apenas pelo Porto.

Se quiser aderir a esta celebração só tem de marcar na sua agenda que no dia 4 de Dezembro, uma terça-feira, das 19h00 às 21h00 tem de aparecer. Se concordar com a mobilização e quiser ajudar, então arranje os 11 amigos a quem passe este manifesto, com o cuidado de manter a reserva para evitar que alguém prejudique a nossa vontade de celebrar. Basta escolher cuidadosamente a quem vai enviar isto e pedir para terem o mesmo cuidado ao fazerem, por sua vez, o mesmo.

Para receber mais informação sobre o que vai ser feito em concreto, envie o seu endereço para o 4.12.2007@gmail.com e será regularmente actualizado sobre o programa da comemoração.

Viva o Porto.

A loucura da publicidade: 20 mil milhões de catálogos comerciais circulam anualmente nos Estados Unidos

O fluxo incessante de catálogos comerciais nas caixas de correios dos norte-americanos é um dos traços marcantes e mais característicos do grande negócio em que se tornou o Marketing empresarial das sociedades de consumo.
Basta uma simples compra, num momento de maior fraqueza, e eis que qualquer cidadão norte-americano arrisca-se a partir daí a ficar com a sua caixa de correio atulhada de catálogos comerciais das empresas e dos mais variados e inimagináveis produtos à venda no mercado. A explicação está no facto de aquela compra, e as informações relativas à pessoa do comprador, ter sido registada numa base de dados comerciais, que é partilhada pelas milhares de empresas que, depois de esboçarem o perfil ideal dos seus clientes, não descansam em assediar os infelizes seleccionados ao longo dos anos e anos.

A consequência desta engrenagem não podia ser mais catastrófica: estima-se que nos Estados Unidos da América circulem por ano 60 catálogos comerciais por pessoa!!! Qualquer coisa que representará cerca de 20 mil milhões de catálogos por ano!


Uma verdadeira hecatombe ecológica de dimensões difíceis de imaginar, mas que são bem reais na erosão da natureza e no desperdício de recursos em que essas operações e campanhas comerciais se traduzem.

Dificuldade de Governar (B. Brecht)

Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar.
Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente.
Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida.
Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra.
E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.


É também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica.
Sem o patrão as paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados?
E que seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.


Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.


Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?


BERTOLT BRECHT
(Tradução de Arnaldo Saraiva)

Tertúlia sobre o jornalismo de causas (5 de Dez. às 21h. na Livraria Ler Devagar)

O Jornalismo de Causas
5 de Dezembro na Livraria Ler Devagar
Fábrica Braço de Prata, 21h

Tertúlia do Jornalismo organizada pela Youth Press Portugal - Associação de Jovens Jornalistas.
A defesa de uma causa implica a perda de independência e contraria os valores éticos e deontológicos do jornalismo ou será a prossecução do objectivo primordial de denúncia das injustiças e de luta por uma sociedade mais livre?

Convidados: Céu Neves (Diário de Notícias), Luís Osório (Rádio Clube Português), Renato Teixeira (Focus)
Tel.: 919620804 (Joana Simões Piedade)

Aos Fura-greves acontece-lhes o mesmo que às nêsperas

RIFÃO QUOTIDIANO

Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia
chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a
é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece.

Mário Henrique Leiria

O poema dito por Mário Viegas em video


1.12.07

A poderosa indústria de divertimento norte-americana está reduzida ao silêncio com a greve dos autores e escritores de Hollywood







Solidariedade com os guionistas norte-americanos que já vão na 3ª semana de greve

A greve dos autores e dos escritores de Hollywood e Nova York demonstra que , apesar de todos os avanços tecnológicos e dos imensos recursos técnicos ao seu dispor, a indústria do divertimento precisa continuamente de histórias para manter a máquina a funcionar. Só com uma incrível profusão de histórias é que o vasto sistema das indústrias de divertimento pode funcionar!


Terá esta greve um Happy End como as histórinhas de Hollywood?



Desde há 20 anos que os autores de guiões para cinema e televisão, os chamados escritores de Hollywood e New York não faziam greve, mas desde o início do mês de Novembro os autores dos cenários, das blagues, dos sktechs e das historias das séries de televisão estão paralisados lutando por melhores condições de trabalho e por uma partilha mais equitativa das fabulosas receitas que os produtos áudio-visuais que ajudam a realizar, em especial das receitas provenientes dos novos medias ( DVD e Internet) que passaram a ser importantes fontes de rendimentos para as empresas produtoras.

O resultado desta greve afecta os chamados talk-shows que em vez de conversas simples são verdadeiros espectáculos artificialmente fabricados e produzidos segundo guiões previamente escritos, assim como a realização de várias outras séries e sticoms em fase de produção e realização.

Também não têm faltado manifestações e concentrações de grevistas em frente das sedes das empresas produtoras e dos estúdios de produção, com a presença solidária de actores e actrizes, caras conhecidas do show-bizz norte-americano.

Alguns grevistas tem a dupla qualidade de produtores-redactores o que tem servido de pretexto bastante para as empresas avançarem para a rescisão de contratos com eles.
A maior parte deles são membros do Sindicato dos Escritores da América - WGA (Writers Guild of America) – que tem 12.000 filiados.

Trata-se de uma actividade profissional realizada frequentemente em condições laborais muito precárias, com um vínculo contratual muito frágil, muitas horas da trabalho, com remunerações que estão longe dos salários extravagantes a que associamos Hollywood.

Recorde-se que a última greve realizada foi em 1998, durou 22 semanas e custou 500 milhões de dólares à indústria do cinema e de televisão.


As razões da greve


Concentração em frente dos estúdios da Fox



Concentração em frente dos estúdios da Universal Studio, e a solidariedade dos actores



Manifestações e músicas de solidariedade




http://unitedhollywood.blogspot.com/

On Tuesday, November 20, the Writers Guild of America held a march on Hollywood Boulevard in which they invited their brothers and sisters in the labor movement to come out in support of their strike, now in its third week. Three huge teamster trucks led the march, and behind them gathered members of SAG, United Healthcare Workers, the Musicians Union, Unite HERE, the United Farm Workers, and many others. Sparsely present were members of the "behind the camera" unions, who according to one disgruntled member, cannot technically support the strike due to a clause in their contract.


http://www.nwu.org/nwu/index.php

The National Writers Union is the trade union for freelance and contract writers: journalists, book authors, business and technical writers, web content providers, and poets. Union works to defend the rights and improve the economic and working conditions of all writers.

The National Writers Union is more than just another writers' organization. It is the only labor union that represents freelance writers in all genres, formats, and media.

As freelancers we may value our autonomy, but we are united in the fact that we work independently. We face the same challenges, file the same income tax forms, and often suffer the same frustrations. Whether you're a journalist, a book author or a technical or business writer - whether you write poetry or proposals - the NWU is already working to improve your professional life

A greve geral da Função Pública fechou ontem centenas de escolas em Portugal


A GREVE GERAL DA ADMINISTRAÇÃO PUBLICA REALIZADA ONTEM FOI DAS MAIS EXPRESSIVAS DE SEMPRE,COM UMA ADESÃO GERAL POR PARTE DO PESSOAL DOCENTE E NÃO DOCENTE EM TODAS AS ESCOLAS QUE LEVOU AO ENCERRAMENTO DE CENTENAS DE ESCOLAS


Porto
EB 1 João de Deus (Porto)
EB 2,3 de Avintes
EB 2,3 de Ermesinde
EB 2,3 de Gondomar
EB 2,3 de Pedrouços
EB 2,3 de Rio Tinto
EB 2,3 de S. Mamede de Infesta
EB 2,3 Deu-la-Deu Martins (Monção)
EB 2,3 Francisco Torrinha
EB 2,3 Gomes Teixeira
EB 2,3 Gomes Teixeira (Porto)
EB 2,3 Paço de Sousa
EB 2,3 Pires de Lima
EB 2,3 Pires de Lima (Porto)
EB 2,3 Teixeira Lopes
EB 2,3/S de Arcos
EB 2,3/S de Melgaço (Monção)
EB 2,3/S de Valença (Monção)
EB1 de Ermezinde
EB1 de Matosinhos
EB1 de Távora
EB1 João de deus
EB1/ JI Aldeia do Monte (Sto Tirso)
ES Clara de Resende (Porto)
ES de Valadares (Gaia)
ES Fontes Pereira de Melo (Porto)
Gueifães (Maia)
JI Estação - Muro (Trofa)
JI Estação (Bragança)
JI Giesta (Trofa)
JI Mazedo
JI São Paio (Melgaço)
JI Sequeirô (Santo Tirso)
São Rodenso - Sto Tirso
Sofia de Mello Brainer (EB 2,3)
Conde de Resende ? Secundária
Teixeira Lopes EB 2,3 - Gaia
Domingos Capela EB 2,3 - Espinho
Corredoura EB2 - Paramos - Espinho
António Dias Simões EB 2,3 - OvarLourosa- EB 2,3
Arrifana EB 2,3
Paço de Sousa ? EB 2,3 - Penafiel
Fermentões - EB 2,3 de Guimarães
Abade Baçal - Bragança - Secundária
Ribeirão - EB 2,3 - Famalicão


Braga
EB 2,3 de Celeirós
ES de Maximinos
EB 2,3 de Lamaçães
EB 2,3 de Nogueira


Aveiro
EB 1 Campo (Branca)
EB 1 da Mealhada
EB 1 de Murtosa, Sra do Pranto - Ílhavo
EB 1 Nobrijo (Branca)
EB 1 Solposto - Aveiro
EB 1 Telhadela (Sever do Vouga)
EB 2, 3 da Mealhada
EB 2, 3 de Aguada de Cima
EB 2, 3 de Aradas, Aveiro
EB 2, 3 de Esgueira, Aveiro
EB 2, 3 de Fermentelos
EB 2, 3 de Ílhavo
EB 2, 3 de Oliveirinha
EB 2, 3 de Sever do Vouga
EB 2, 3 Gafanha da Nazaré
EB 2, 3 João Afonso, Aveiro
EB 2, 3 Pe Donaciano Freire - Estarreja
EB1 Cabeças ( Estarreja)
EB1 Póvoa (Estarreja)
EBI Eixo - Aveiro
ES da Mealhada
ES de Estarreja
ES de Ílhavo
ES Homem Cristo, Aveiro
ES Marques Castilho, Águeda
JI Agro (Estarreja)
JI Cabeça (Estarreja)
JI Campo, Aveiro
JI Canelas (Estarreja)
JI Lameira de S. Pedro
JI Nobrijo, Aveiro
JI Paço (Estarreja)
JI Póvoa (Estarreja)


Viseu

EB 2, 3 Grão Vasco
EB 2, 3 Infante D. Henrique, Viseu
EB 2, 3 S. Pedro do Sul
Secundária de S. Pedro do Sul
Secundária de Vouzela
EB 2, 3 de Sátão
EB 2, 3 de Vouzela
Secundária de Mortágua
EB 2, 3 de Souselo
EB 2, 3 do Viso
EB 1 Moselos - Viseu,
EB 1 de Torredeita - Viseu,
EB 1 do Viso - Viseu,
EB 1 de Sta Comba Dão,
EB 1 de Ranhados - Viseu,
EB 1 de Parada de Gonta
EB 1 das Termas de S. Pedro do Sul
1.º Ciclo de S. João da Pesqueira
1.º Ciclo de Vouzela
EB 1 de Tabuaço
EB 1 de Guardao
EB 1 de Vouzela
EB 1 de V. N do Paiva
EB 1 de Pinheiro de Ázere
EB 1 de Soutelo do Douro
EB 1 de Treixedo
EB 1 Nagosela
EB 1 de Vila Chã da Beira - Tarouca
EB 1 de Ucanha - Tarouca
EB 1 de Salzedas - Tarouca
EB 1 de S. João de Tarouca
EB 1 Castanhueiro do Sul - S. J. Pesqueira
EB 1 de S. João da Pequeira
EB 1 de Várzea de Trevões - S. J. Pesquera
EB 1 de Vila da Rua - Mtª da Beira
EB 1 de Caria - Mtª da Beira
EB 1 de S. Martinho - Mtª da Beira
EB 1 de Coimbrões - Viseu
EB 1 de Passos Silgueiros - Viseu
EB 1 de Oliveira Barreiros - Viseu
EB 1 de Teivas - Viseu
EB 1 de Espinho - Mortágua
EB 1 de Felgueira - Mortágua
EB 1 de Sardoal - Mortágua
EB 1 de Vale Carneiro - Mortágua
EB 1 de Vale Remígio - Mortágua
EB 1 de Vila Nova - Mortágua
EB 1 de Vila Meã - Mortágua
EB 1 de Oliveira de Frades
EB 1 de Pereiras - Oliveira de Frades
EB 1 de Varzielas - Oliveira de Frades
JI de Moselos,
JI Torredeita,
JI Viso
JI S. Pedro do Sul
Pré Escolar de Vouzela
JI de Paredes - Caramulo
J. Infância de Vila Nova de Paiva
J. Infância de Touro - Vila Nova de Paiva
J. Infância de Sátão
J. Infância de S. João da Pesqueira
J. Infância de Oliveira de Frades
J. Infância de S. João de Areias - Stª C. Dão
J. Infância de Eira Queimada - Tarouca
J. Infância de Gouviães - Tarouca
J. Infância de Ucanha - Tarouca
J. Infância de Teixelo - Tarouca
J. Infância de Vilarinho - Tarouca
J. Infância de Felgueira - Mortágua
J. Infância de Vila Nova - Mortágua
J. Infância de Vila Moinhos - Mortágua
JI Varziela - Oliveira de Frades

Guarda

EB 2, 3 de Vilar Formoso (sem aulas)
Agrupamento do Sabugal
Agrupamento de Fornos de Algodres
EB 1 Vila Nova de Tázem
EB 1 Lagarinhos
EB 1 Rio Torto
EB 1 Tázem
EB 1 Tourais Paranhos
EB 1 Folhadosa
EB1 de Sabugal
EB1 de Ruvina
EB1 de Valhelas
EB1 de Famalicão da Serra
EB1 de Bonfim -Guarda
EB1 de Lameiras
EB1 de Fornos de Algodres
EB1 de Vila Nova de Tazém
EB1de Lagarinhos
EB1 de Rio Torto
JI Zabro
JI Palhais - Guarda
Agrupamento de Fornos
JI Eiró
JI Vodra
JI Carvalhal da Louçã
JI DE VASCOVEIRO
JI DE ALDEIA DA PONTE
JI DE FOIOS
JI DE FORNOS DE ALGODRES
JI DE MÊDA
JI DE FORNOTELHEIRO
JI DE VALE DE AZARES
JI DE MATANÇA
JI DE VALHELHAS
JI DE FAMALICÃO DA SERRA

Lisboa

EB 2,3 Damião de Góis
ES Gil Vicente
EB 2,3 dos Olivais
ES Passos Manuel
ES do Restelo
ES Marquês de Pombal
EB1 da Abóbada 2
EB1 da Amoreira 2
EB1 de Tires 3
EB 2,3 Francisco Arruda
EB 2,3 Nuno Gonçalves
EB 2,3 Almada Negreiros
EB1 nº 171
EB1 nº 15
EB1 nº 21
EB1 Prof. José Salvado Sampaio
EB1 nº 66
EB1 c/ JI Santa Maria dos Olivais
EB1 de Telheiras
JIs de Ameixoeira, Charneca nº2, nº 5 de Santa Maria dos Olivais,
de Telheiras, do Castelo e nº 4 de Benfica
EB 2,3 Matilde Rosa Araújo
EB 2,3 de Santo António (Parede)
Agrupamento de Escolas de Alcabideche
ES Ibn Mucana (Cascais)
EB 2,3 Pereira Coutinho (Cascais)
EB 2,3 de Alvide
ES de Carcavelos
EB 2,3 de São Julião da Barra
ES Aquilino Ribeiro
EB 1 nº 77
JIs da Musgueira, nº 1 da Charneca e do Bº da Cruz Vermelha
EB1 das Laranjeiras
EB 2,3 Almirante Gago Coutinho
ES Rainha Dª Leonor
EB1 Luisa Ducla Soares
EB1 Pe Abel Varzim
EB1 de São José
JI Sagrado Coração de Jesus
EB 2,3 Eugénio dos Santos
EB1 Bairro de São Miguel
EB1 Fernando Pessoa
EB1 nº 181
EB1 Alexandre Rodrigues Ferreira
EB1/JI Sá de Miranda
EB1 Amoreira nº 1
EB1 Alcabideche nº1
ES Seomara da Costa primo
ES Miguel Torga
ES Stuart de Carvalhais
EB1 São Domingos de Rana nº 1
ES Pe Alberto Neto
ES D. Dinis
EB 2,3 Lindley Cintra
EBI/JI Elias Garcia
EB1/JI Nª Sra Vale (Caxias)
EBI Vasco da Gama
EB2 Pedro D'Orey da Cunha (Damaia)
EB 2,3 Sophia Mello Breyner Andersen
EB1 Visconde de Leceia
EB1 Alice Vieira (Amadora)
ES Fonseca Benevides
ES Vergílio Ferreira
EB 2,3 Quinta de Marrocos
EB 2,3 Bº Padre Cruz
ES Afonso Domingues
EB 2,3 de Vialonga
EB1 de Vialonga nº1
EB1 Pe Himalaia
EB1/JI Águas Livres
EB1/JI Terra dos Arcos
EB1 Gago Coutinho
EB1 António Maria Bravo
EB1/JI Olival Basto
EB1/JI da Bobadela
EB1 de Caneças
EB 2,3 Alto do Moinho (Apelação)

Oeste


EB 2,3 Dr João das Regras
ES de Campelos
EBI de Santa Catarina
ES Raul Proença
EB 2,3 do Cadaval
JI Bº Morenas e JI Avenal
EB 2,3 António Bento Franco (Ericeira)
EB 2,3 de Mafra
EB1 Boço (Mafra)
EB1 Chanca (Mafra)
EB1s/JI de Enxara do Bispo, Caneira e Malveira
EB 2,3 da Venda do Pinheiro
EB1 Roussada
JIs de Milharado, Roussada e Venda do Pinheiro
EBI do Carregado
EB1/JI da Ota
EB1s de Canados, Paula e Abrigada
ES/3 do Sobral de Monte Agraço
EB1 e JI de Arranhó
EB 2,3 Visconde de Chanceleiros
EB 2,3 Pero de Alenquer
EB1/JI Santana Carnota
EB 2,3 Ribamar
EBI de Santo Onofre
Santarém
EB 2,3 Alexandre Herculano
EB 2,3 Mem Ramires
EB 2,3 com S. José Relvas (Alpiarça)
EB 2,3 José Tagarro
EB 1,2,3 Fernando Casimiro P Silva
EB 2,3 D. Manuel I (Pernes)
EB 2,3 de Alcanede
EB 2,3 D. João II (Santarém)
ES de Alcanena
ES Solano de Abreu
ES Manuel Fernandes
ES de Benavente
ES Febo Moniz (Almeirim)


Setúbal

ES Emídio Navarro (Almada)
EB 2 3 de Santo André
EB 2 3 de Aranguez
ES Sebastião da Gama
ES Manuel Fonseca (Santiago do Cacém)
ES Padre António Macedo (Santo André)
EB 2,3 Ana Castro Osório
EB1 com JI de Montalvão
EB1 da Trafaria nº 1
EB1 / JI Alto do Moinho
ES/3 Daniel Sampaio
EBI da Charneca da Caparica
EB1 /JI do Alfeite
EB1 / JI Laranjeiro nºs 1 e 2
ES com 2,3 Prof Ruy Luis Gomes
EB 2,3 Costa da Caparica
EB1 de Almada
EB1 / JI Cataventos da Paz
EB1/JI Monte Caparica
EB 2,3 D. António da Costa
EB1/JI da Sobreda
EB1/JI Pragal nº 2
EB1/JI Laranjeiro 3
EB1 Cova da Piedade nº1
EB1/ JI Vale Flores
EB1 Feijó nº 1
EB1s de Batudes, Carregueira, Lagoa Palha e Palhota
JI de Terrim
EB 2,3 Luisa Todi
EB 2,3/S Michel Giacometti (Quinta do Conde)
EBI Quinta do Conde
ES António Gedeão
ES Francisco Simões nº 2
ES/2,3 Anselmo de Andrade
EB 2,3 Alembrança (Feijó)
EB1 Cruz de Pau
EB 2,3 Paulo da Gama
EB 2,3 Pinhal de Frades
EB 2,3 Pedro Eanes Lobato (Amora)
EB 2,3 de Corroios
ES João de Barros
ES/3 Palmela
ES D. João II
EB 2,3 Navegador Rodrigues
EB1s de São Gabriel, Arcos, Setubal nº2, Setubal nº 12 e Arraiados

Coimbra

Secundária Avelar Brotero, Coimbra
Secundária Quinta das Flores, Coimbra
Secundária José Falcão, Coimbra
Secundária de Condeixa-a-Nova (encerra à tarde)
EB 2, 3 Martim de Freitas, Coimbra
EB 2, 3 Alice Gouveia, Coimbra
Secundária Jaime Cortesão (encerra à tarde)
Secundária D. Maria (encerra à tarde)
Secundária D. Duarte (encerra à tarde)
EB 2, 3 de Febres, Cantanhede
EB 2, 3 Dr. Daniel de Matos, VN Poiares
EB 2, 3 S. Silvestre
EB 2, 3 de Arganil
EB1 Tovim
EB1 Conchada
EB1 Adémia
EB1 Vilela
EB1 Pedrulha (Coimbra)
EB1 Montemor-o-Velho
EB1 Arazede
EB1 Seixo (Montemor-o-Velho),
EB1 Murtede
EB1 Ançã
EB1 Ourentã
EB1 Cordinha
EB1 Portunhos (Cantanhede)
Agrupamento de Febres (82%)
Agrupamento de Tocha (53%)
Agrupamento de Ceira (45%)
VN Poiares 80% escolas encerradas
EB 1 de Covelo de Cima
EB 1 de Meda de Mouros
EB 1 de Pinheiro de Côja
EB1 de Casal do Ermio
EB 1 de Vilarinho
Agrupamento de Febres (60%)
Agrupamento da Pedrulha, Coimbra (86%)
Agrupamento de Taveiro (84%)
Agrupamento de Poiares (80%)
Agrupamento de Taveiro (80%)
JI Carquejo
JI Pampilhosa
JI Travasso
JI Contenças
JI Penacova
JI Seixo


Leiria

EB 2, 3 de S. Martinho do Porto
EB 3/S D. Pedro Alcobaça
EBI Mouzinho de Albuquerque, Batalha
EB 1 Marrazes
EB1 Martingança
EB1 Mélvoa
EB1 Montes
EB1 Pisões
EB1 Alcanadas
EB1 Brancas
EB1 de Faniqueira
EB1 Vale do Horto
EB1 de Amieira
EB1 João Beare
EB1 de Pilado
EB 1 Gândara dos Olivais - Leiria
EB 1 Famalicão
EB1 Fanhais
EB1 do Sítio
Agrupamento de Figueiró dos Vinhos
JI Alpedriz
JI Montes
JI Pataias
JI Faniqueira
JI Parceiros
JI Pilado
JI Fanhais
JI Alto dos Crespos
Agrupamento rainha Sta Isabel (60%)
JI Praia da Vieira
JI Almofala de baixo - Figueiró dos Vinhos
Jardins de Infância de Pedrógão Grande

Castelo Branco

Secundária Amato Lusitano
EBI Faria de Vasconcelos
Secundária Campos Melo
EB 2 Pêro da Covilhã
EB 2, 3 do Paúl
Secundária do Fundão
EB 2, 3 João Franco
EB 2, 3+S Ribeiro Sanches, Penamacor
EB 2, 3 Vila Velha de Ródão
EBI Centro de Portugal, Vila de Rei
EBI Faria de Vasconcelos
EB 2, 3 Pe Lourenço Farinha
Agrupamento João Franco (CB) (80%)
EB 1 Moitas,
EB 1 Lameira da Ordem
EB 1 Pedro do Altar, em Proença-a-Nova
EB 1 Sª Sra da Piedade
EB 1 Malpica do Tejo
EB1 Boa Esperança n.º 7
EB 1 Louriçal do Campo
EB1 de Estreito
EB1 de Orvalho
EB1 Castelo
EB1 Cernache do Bonjardim
EB1 Quintã
EB1 Castelo n.º 1 - Afonso de Paiva
EB1 Rodrigo
EB1 Jardim Ferro
EB1 BARROCA GRANDE
EB1 ERADA
EB1 OURONDO
EB1 S.JORGE DA BEIRA
EB1 UNHAIS DA SERRA
EB1 CASEGAS
EB1 Sobral de S. Miguel
JI Teixoso - Covilhã
JI de Lameira
JI da Ordem
JI Montes Senhora, em Proença-a-Nova
JI de Malpica do Tejo
JI Bloquinho
JI Santo António
JI A Lã e a Neve
JI Dominguiso
JI Vales do Rio


Portalegre

EB1 e JI de Chança (Alter do Chão)
EBI Nª Sra da Luz (Arronches)
EB1/ JI de Avis
EB2 João Baptista (Campo Maior)
EB1 de Castelo de Vide
EB1 de Póvoa e Meadas (Castelo de Vide)
EB1 Vale Gaviões (Gavião)
JIsa de Vale da Comenda e Gaviões
EBI da Ammaia (Marvão)
ES Mouzinho da Silveira (Portalegre)
EB1 / JI de Carreiras
JI de Fortios
EB1/JI Foros do Arrão (Ponte de Sor)
JI de Stº Amaro (Sousel)
ES de Campo Maior
EB 2,3 José Régio
JI de Galveias (Ponte de Sor)


Évora


EB1 Cruz da Picada
EB1 de Aguiar
EB1 DE Alqueva
EB1 Senhora da Glória
Eb1 Chafariz dÉl Rei
JIs de Água de Lupo, Santo António, Vendas Novas, nº 2 de Vendas Novas,
Cruz da Picada, Alqueva, Viana do Alentejo, Aguiar,
EB2,3/S de Viana
EB 2,3 de Santa Clara (Évora)
EB 2,3 André de Resende (Évora)
EB 2,3 Conde de Vilalva (Évora)
ES Severim de Faria (Évora)
ES André de Gouveia (Évora)
ES Gabriel Pereira (Évora)


Beja

EB2,3 Abade Correia da Serra (Serpa)
Eb 2,3 de Ferreira do Alentejo
EB 2,3 de Mértola
EB1 de Mértola
EB 2,3 de Aljustrel
EB1 e JI de- Amoreiras Gare
JI de Bicos
EB1 S. Martinho de Amorreiras
EB1 Vale de Santiago
EB1 de S. Luís
EB1 do Castelão
EB1 de Vale de Mortos
EB1 nº 1 de Serpa
EB1 nº 2 de Serpa
EB1Vila Nova da Baronia
EB1 Faro do Alentejo
EB1 Vila Ruiva
JI de Vila Alva
EB1 Sto Aleixo Restauração
JIs de Brejão, João das Ribeiras, Zambujeira do Mar, Casével e Entradas
EB1s de Vila Nova de S. Bento, A-do-Pinto; Vila Verde de Ficalho



Faro

ES de Olhão
ES de Loulé
ES de Vila Real dfe Sto António
ES de Lagoa
ES de Silves
ES de Quarteira
ES João de Deus
EB 2,3 Afonso III (Faro)
EB2,3 de Santo António (Faro)
EB 2,3 D. Marim Fernandes (Albufeira)
EB 2,3 de Estói
EB 2,3 Diamantina Negrão
EB 2,3 Neves Júnior(Faro)
EB2,3 de Aljezur
EB 2,3 Paula Nogueira (Olhão)
EB 2,3 Carlos da Maia (Olhão)
EB 2,3 João da Roca (Olhão)
EB 2,3 Alberto Iria (Olhão)
EB 2,3 Moncarapacho (Olhão)
EB 2,3 Estômbar
EB 2,3 de Parchal
EB 2,3 Mexilhoeira Grande
EB 2,3 D. João II (Alvor)
EB 2,3 Montenegro (Faro)
EB 2,3 Eng. Duarte Pacheco (loulé)
EB 2,3 Padre Cabanita (Loulé)


Madeira


EB 2,3 do Caniço
Infantário Sto António da serra
EB1/pE Atouguia
EB1/pE Estreito de Câmara de Lobos
Creche "A Cegonha" (Funchal)
Creche "O Bambi" (Funchal)
EB1/pE ALugar da Serra (Ribeira Brava)
EB1/pE Arco de S. Jorge (Santana)
EB1/pE Dr. Clemente Tavares (Santa cruz)
Jardim de Infância "O Brinquinho" (Santa Cruz)
EB1/pE Romeiras (Câmara de Lobos)


Açores


São Miguel:
ES Domingos Rebelo
ES Atero de Quental
ES da Ribeira Grande
EB 2,3 da Lagoa
EB 2,3 de Ginetes
EB 2,3 Arrifes
EB 2 Gaspar Frutuoso
EB 2,3 da Maia
EB 2,3/S de Nordeste
EB 2 Roberto Ivens
EB 2,3 Rabo de Peixe

Faial:
EB 1,2 da Horta
EB1s de Capelo, Pasteleiro, Vista Alegre e Flamengos

Terceira:

EB2 de Angra
ES Vitorino Nemésio
ES de Angra
EB1 da Conceição
EB1 Infante D. Henrique