28.12.09

Lançamento da nova edição do Pica-Miolos e sessão de cinema comunitário na Casa Viva ( dia 29, à noite)

o pica miolos atrasou-se

3ª, 29 dezembro 18h30 entrada livre
casaviva
praça marquês pombal 167 porto

Com tanto tráfego aéreo causado por números sem precedentes de pais natal a voar de um lado para o outro, o Pica Miolos teve dificuldade em piratear uma rota segura. O frio glaciar que se faz sentir pelo noroeste da península impediu-o, por outro lado, de tentar os caminhos clandestinos das grandes alturas. Devia ter vindo antes do homem das barbas brancas que explora duendes na Lapónia, mas reparou que, ano após ano, os natais começam cada vez mais cedo e, desta vez, ao preparar-se para sair, tudo o que existia era um espaço aéreo intransitável.
Mas, já se sabe, o Pica é como o outro: pode tardar, mas não falha.
E cá chega ele em plena ressaca pós-natalícia, ou, se quiserem, em época de carregamento de baterias para a noite oficial do "agora é que vai ser".

Às 18h30, deve chegar gente à casa. O Pica Miolos já deve andar por lá, todo partido, a precisar de cuidados intensivos de todas as mãos amigas que aparecerem.

Se às 21h00 conseguirmos jantar, poderemos acompanhar as iguarias caseiras com um filme um pouco indigesto para gente de bem com o mundo.

21h30 cinema: A Quarta Guerra Mundial, de Rick Rowley (76')EUA, 2003. Legendado em português


Documentário quase poético sobre um dos temas mais importantes do planeta: a luta mundial contra a opressão do neoliberalismo.
A regra do empobrecimento de uma população é quase sempre a mesma: Pedir dinheiro emprestado ao FMI, cumprir seus ajustamentos estruturais, privatizar todos os sectores que possam gerar lucros, seguir as regras liberais da Organização Mundial de Comércio. Isso traz sempre a miséria e o descontentamento. Para combater tanta gente descontente que sai às ruas e para que não se destrua o Estado que as grandes empresas querem, usa-se a polícia e o exército.

A Quarta Guerra Mundial é, hoje, travada em todos os cantos do mundo. De um lado, os povos e, do outro, os governos dos países que se ajoelharam perante as exigências das grandes corporações.

Este é também o registo de depoimentos e lutas contra políticas neoliberais em alguns países: Argentina, Coreia, África do Sul, México, Itália, Canadá. E da opressão brutal que o Estado de Israel faz sobre a Palestina.