Um blogue sobre os movimentos sociais, a ecologia, a contra-cultura, os livros, com uma perspectiva crítica sobre todas as formas de poder (económico, político, etc)
Dicionário do INDIVIDUALISMO LIBERTÁRIO – livro de Michel Perraudeau
O libertário luta contra , e esforça-se por escapar a todas as dominações, à submissão, ao controle, ao rebanho, à paróquia, ao dinheiro, e às egomanias sociais.
O dicionário sobre o individualismo libertário tem 320 entradas, 75 biografias e 50 textos originais. As entradas vão desde... Abstenção, Autogestão até Zaikowska, Zo d’Axa, passando por Emanciapção, Equidade, Povo, Utopia, etc.
Vários nomes são aí citados como Max Stirner, Albert Camus, Octave Mirbeau, Pierre-Joseph Proudhon, Joseph Déjacque, E. Armand, André Lorulot, Alexandra David-Néel, Georges Palante, Han Ryner, Voltairine de Cleyre, André Arru, Jules Bonnot, Georges Darien, Alexandre Marius Jacob, Eugène Dieudonné, Albert Libertad e muito outros.
O autor deste dicionário, Michel Perraude, é universitário e ensaísta. Já publicou os livros "Léo Ferré, poétique du libertaire" (2008), "Vendée 1793, Vendée plébéienne" (2010).
O livro obriga a repensar a velha questão: a exploração, a opressão e a alienação são o resultado de uma estrutura social ou tem sobretudo a ver com a tendência da espécie humana para a servidão voluntária?
Le gars était un tâcheron N’ayant que ses bras pour fortune ; La fille : celle du patron, ...Un gros fermier de la commune. Ils s’aimaient tous deux tant et plus. (bis) Ecoutez ça, les bonnes gens Petits de coeur et gros d’argent ! Ecoutez ça ils s’aimaient tant et plus L’Amour, ça se fout des écus !
Lorsqu’ils s’en revenaient du bal Par les minuits clairs d’assemblée, Au risque d’un procès-verbal, Ils faisaient de larges roulées Au plein des blés profonds et droits, (bis) Ecoutez ça, les bonnes gens Qu’un bicorne rend grelottants ! Ecoutez ça des blés profonds et droits L’Amour, ça se fout de la Loi !
Un jour, s’en fur(ent) tous deux prier Elle : son père ! Et lui : son maître ! De les laisser se marier. Mais le vieux les envoya paître ; ALors, ils prirent la clé des champs. (bis) Ecoutez ça, les bonnes gens Qui respectez les cheveux blancs ! Ecoutez ça ils prirent la clé des champs L’Amour, ça se fout des parents !
S’en furent dans quelque cité, Loin des labours et des jachères ; Passèrent ensemble un été, Puis, tout d’un coup, ils se fâchèrent Et se quittèrent bêtement. (bis) Ecoutez ça, les bonnes gens Mariés, cocus et puis contents ! Ecoutez ça ils s’quittèrent bêtement L’Amour, ça se fout des amants
As Reservas da Biosfera, no âmbito da UNESCO, são porções de ecossistemas terrestres ou costeiros onde se procuram meios de reconciliar a conservação da biodiversidade com o seu uso sustentável.
O Porto Santo possui as características necessárias para se candidatar como Reserva da Biosfera, em especial, pela forma como procura conciliar as exigências do desenvolvimento económico, em que o Turismo tem uma relevância cada vez mais destacada, com o sentido de responsabilidade ambiental.
Desenvolver uma candidatura do Porto Santo a Reserva da Biosfera também equivale a contribuir para o reconhecimento e uma mais ampla divulgação mundial da importância do Património Natural daquela ilha do Atlântico.
É, assim, justo desencadear um movimento de opinião favorável à elaboração da candidatura para que o Porto Santo possa vir a integrar a Rede Mundial de Reservas da Biosfera.
1.O Porto Santo possui as características necessárias para se candidatar como Reserva da Biosfera
2.A forma como procura conciliar as exigências do desenvolvimento económico, com o sentido de responsabilidade ambiental.
3.Contribuir para o reconhecimento e uma mais ampla divulgação mundial da importância do Património Natural daquela ilha do Atlântico.
O espaço RDA69, sedeado em Lisboa no Regueirão dos Anjos nº69, à Graça, debate hoje a ligação entre arte, política e a mercadoria, antecedido pela projecção do filme Bansky-Exite Through the Gift Shop. Bo fim haverá jantar.
Descer do mundo (Bajarse del mundo) é um documentário de Raul Fernandez que fala de pessoas que deixaram para trás o estilo de vida urbano e decidem repovoar as aldeias abandonadas, renunciar ao dinheiro, ou que decidem adoptar um modo de vida alternativo.
FESTA DE S.JOÃO É NA FONTINHA (noite de 23 para 24 de Junho) no largo da Fontinha, Porto ( perto da Rua Gonçalo Cristovão, e do edifício do Jornal de Notícias)
Na fontinha
No S. João
A Sardinha
É em autogestão
Vem SALTAR AS FOGUEIRAS DE S. JOÃO no Largo da Fontinha, Porto
Diz a tradição que rapariga que salte três vezes, arranja logo marido.
E quem saltar a fogueira na noite de S. João, em número ímpar de saltos e no mínimo três vezes, fica por todo o ano protegido de todos os males.
As fogueiras de S. João (joaninas), fazem parte da antiga tradição pagã, de celebrar o solstício de Verão. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João europeias
REVOLUÇÃO é o título de uma canção do grupo Amaral, de Zaragoza, composto pela vocalista Eva Amaral e pelo guitarrista Juan Aguirre, e um dos mentores domovimento do 15M que surgiu em todo o território do estado espanhol
Somos demasiados y no podrán pasar por encima de los años que tuvimos que callar, por los libros prohibidos y las entradas secretas... Por todos los que un día se atrevieron a gritar que la Tierra era redonda y que había algo más que dragones y abismos donde acababan los mapas... Por las noches de vacío cuando te ibas a dormir, esperando que la suerte vuelva a sonreir, con los ojos abiertos esperando un milagro... Siento que llegó nuestra hora; esta es nuestra revolución... Somos demasiados y no podrán pasar por encima de la vida que queremos heredar, donde no tenga miedo de decir lo que pienso... Por todas las canciones que empiezan a nacer para no ser escuchadas y al fin lo van a ser, cantadas con rabia por los que siempre callaron... Siento que llegó nuestra hora; esta es nuestra revolución... Somos una luz cegadora, fuerte, más brilante que el sol (Revolución, este es el día de la revolución) Por todas las canciones que empiezan a nacer para no ser escuchadas y al fin lo van a ser, cantadas con rabia por los que siempre callaron... Siento que llegó nuestra hora; esta es nuestra revolución...porque siento que este es el momentode olvidar lo que nos separó y pensar en lo que nos une (Revolución, este es el día de la revolución) Esta es nuestra revolución[REVOLUCIÓN]
O blues da geração perdida (El blues de la generación perdida)
Dices que yo No tengo casi nada en la cabeza Me miras, me juzgas, me condenas ¿Qué importa mi opinión? Dices que yo No he combatido en un millón de guerras Que me da igual la voz de la experiencia Dices que yo Me dices que yo
Dices que sólo soy una veleta A la que el viento se lleva sin querer Dices que sólo soy una cometa Que se eleva y que un día va a caer
Dices que yo A veces te resulto incomprensible Mitad vulgar, mitad un ser sensible Dices que yo Dices que yo Escribo solamente tonterías El blues de una generación perdida Dices que yo Me dices que yo
Dices que sólo soy una veleta A la que el viento se lleva sin querer Dices que sólo soy una cometa Que se eleva y que un día va a caer
Si yo pudiera me llevaría la tristeza De tu cabeza, de tu cabeza
Dices que me pierdo a cada instante Que el futuro está en el aire y mi vida del revés Ya sé que siempre dices lo que piensas Por eso siempre escucharé aunque me duela
Cómo me dices que sólo soy una veleta A la que el viento se lleva sin querer Dices que sólo soy una cometa Que se eleva y que un día va a caer
Realiza-se no próximo dia 21 de Maio, às 19h30, em Paris, um encontro-conversa informativa sobre os Movimentos sociais em Portugal com a participação do militante libertário português José Luís Félix.
O local do encontro-conversa será na sede da CNT, Confédération Nationale du Travail 33, rue des Vignoles, Paris
Rencontre autour des mouvements sociaux au Portugal
avec José Luis Felix, militant libertaire portugais
21 Mai 2001 , à 19h30
CNT Confédération Nationale du Travail 33, rue des Vignoles
Métro Avron (ligne 2) ou Buzenval (ligne 9)
Les portugais subissent aujourd’hui de plein fouet la crise provoquée par le capitalisme financier. De plan d’austérité en diktats du FMI, c’est toujours les travailleurs qui payent la crise.
Le secrétariat international de la CNT-f organise samedi 21 mai une rencontre / débat avec José Luis Felix militant libertaire engagé dans le secteur du développement solidaire, sur la situation au Portugal et les réactions et résistances qu’elle suscite.
A 19 de Maio, pelas 17h00, o movimento “Mercado do Bom Sucesso Vivo!” vai concentrar-se na entrada principal do edifício.
Vamos concentrar-nos na entrada principal do Mercado do Bom Sucesso e exigir:
Proteção do PATRIMÓNIO CULTURAL E HUMANO!
Um MERCADO REVITALIZADO!
NÃO MAIS SHOPPINGS!
NÃO À CONCESSÃO do Mercado a empresa privada por 50 ANOS+20!
Salvaguarda do EDIFÍCIO CLASSIFICADO pelo IGESPAR (25 Jan 2011):
“A classificação do Mercado do Bom Sucesso fundamenta-se no seu valor arquitectónico, enquanto exemplar notável da arquitectura modernista dos anos 50, no seu valor urbanístico e sócio-cultural, enquanto edifício de referência na paisagem urbana da cidade do Porto e na vivência da população, constituindo um espaço privilegiado de encontro de gerações e de classes sociais.” Portaria n.º 250/2011.
Todas as presenças são importantes. Divulga e comparece!
PETIÇÃO CONTRA A DEMOLIÇÂO DO MECADO DO BOM SUCESSO
To: Câmara Municipal do Porto
1 - O anúncio público a 1 de julho pela Câmara do Porto da intenção da "Construção de dois novos edifícios no interior do Mercado do Bom Sucesso" para a instalação de um hotel low-cost, escritórios e estacionamento, diminuindo o nº actual de 140 vendedores para apenas 44, vem motivar o protesto dos cidadãos abaixo-assinados.
Uma vez mais o executivo PSD / CDS tenta entregar a privados a concessão de espaços municipais por extensos períodos de tempo ( 50 + 20 anos).
2 - O património humano dos mercados desta cidade, a alma do pequeno comércio popular e urbano dos mercados está uma vez mais sob implacável ataque pela ditadura dos interesses, com a cumplicidade activa por parte do poder que deveria ser público.
Exigimos o respeito devido, aos mercados, ao tipo de alimentação e ao modo de vida que destes emana.
3 - Quanto ao Património construido: Não acreditamos ser possível mantêr a "traça" (sic) de um edificio modernista em vias de classificação (Mercado do Bom Sucesso, construção - 1952), quando se pretende construir no seu interior um extenso programa que altera radicalmente os seus espaços, conforme o demonstram os desenhos tornados públicos, e ao contrário dos argumentos invocados.
Está em risco o magnifico espaço interior, amplo, generoso, inteligentemente iluminado que caracteriza este histórico mercado.
A política de entrega dos melhores e mais centrais terrenos da cidade e dos edifícios públicos já construidos aos bons negócios privados / MAUS negócios públicos tem que acabar.
Exigimos a reversibilidade deste negócio.
4 - Nós, cidadãos abaixo- assinados já conhecemos a "traça" deste executivo Camarário, incapaz de gerir o património público como lhe compete.
Esta tentativa vergonhosa de entrega ao promotor "Eusébios" - por um período de 50 anos ( com a possibilidade de prorrogação por mais 20 anos) é apenas mais uma pedrada num charco já repleto de pedras:
-A concessão do Teatro Municipal Rivoli a um empresário do espectáculo, fazendo tábua - rasa da política de abertura do Teatro às várias "culturas" da cidade.
-A tentativa falhada de demolição e fecho, para a entrega também por 70 anos, do Mercado Municipal do Bolhão à empresa TCN, que pretendia demoli-lo e construir um centro comercial. Actualmente a Câmara Municipal do Porto, numa atitude de adiamento e com a cumplicidade do Senhor Ministro da Cultura, pretende, com o programa preliminar, de novo um shopping coberto, comprometer as entradas nas caves do Mercado através do parque de estacionamento privado da "antiga casa forte", retirar do terrado os espaços comerciais as "Casinhas", entregar a gestão deste espaço a privados e provocar a saída dos Comerciantes do Mercado.
-A privatização do uso, para eventos empresariais do Pavilhão Rosa Mota, num péssimo negócio para as finanças municipais ( apenas 20% de participação pública na entidade gestora).
5 - Que edifícios públicos mais nos restarão no futuro?
A Câmara Municipal? Ou será também ela cedida para casino ao império de Stanley Ho?
Menos não seria de esperar deste executivo capaz de vender sobretudo o que não é seu, mas de todos nós.
Exigimos a manutenção integral do uso para mercado de frescos no Mercado do Bom Sucesso e a manutenção e recuperação integral do edificio actual, classificando-o como Património, em posse 100% pública!
(Manifesto da 2ª acção realizada nos centros de emprego em vários pontos do país durante a madrugada de 15 e 16 de Maio com a afixação de um cartaz onde se podia ler «Não queremos subísidos, queremos emprego»)
As políticas públicas de promoção de emprego têm-se pautado por um constante esvaziamento de funções e de serviços. Os Centros de Emprego deveriam e poderiam ser interfaces fundamentais entre as pessoas sem emprego e as entidades empregadoras. Deveriam ser um serviço público de qualidade, eliminando os intermediários agiotas, que são as Empresas de Trabalho Temporário, e permitindo real aconselhamento profissional e formativo, para um correcto encaminhamento para o emprego. Os Centros vêm sendo sucessivamente enfraquecidos, os seus técnicos e conselheiros de orientação profissional colocados em funções de fiscalização e monitorização de inscritos, o que em tudo se afasta das funções de um Centro de Emprego.
Actualmente, num Centro de Emprego não se encontra emprego. Encontram-se fiscalizações sucessivas, propostas formativas muitas vezes desajustadas, encontra-se trabalho quase gratuito através dos contratos de emprego-inserção, encontram-se ameaças constantes de cortes nos subsídios. Mas não se encontra emprego.
Somos pessoas livres e não aceitamos viver com o termo de identidade e residência que nos é imposto pelas apresentações quinzenais.
Denunciamos a mentira que constitui a procura activa de emprego, porque, apesar de o procurarmos, sabemos que ele nos é recusado ou porque somos novos demais ou velhos demais, com qualificações a menos ou a mais, porque somos mulheres ou temos filhos.
Rejeitamos a coacção de comprovar a procura activa de emprego com carimbos, que temos que mendigar junto de empresas que sabemos que não nos vão contratar, e que muitas vezes exigem dinheiro em troca.
Não aceitamos o escândalo silencioso dos Contratos de Emprego Inserção (CEI) e dos Contratos de Emprego Inserção+ (CEI+), que obrigam a trabalhar quase gratuitamente quer para instituições públicas quer para instituições privadas (IPSS). A propagação dos CEI e CEI+ tem vindo a destruir o valor do trabalho e diversas carreiras profissionais, como é o caso, por exemplo, da dos Auxiliares de Acção Educativa.
Consideramos que a educação e qualificação profissionais são um direito e não algo que se possa impor indiscriminadamente a todas as pessoas com habilitações inferiores ao 12º ano de escolaridade inscritas no Centro de Emprego, obrigando-as a frequentar formações ou processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, muitas vezes desajustados das necessidades, possibilidades ou competências.
Denunciamos, rejeitamos e exigimos alternativas a esta farsa em que se tornaram as políticas públicas de emprego em Portugal.
Exigimos dignidade. Exigimos que os Centros de Emprego sejam aquilo que o seu nome anuncia: locais que centralizam as ofertas de trabalho, onde os processos de selecção são efectuados por conselheiros de orientação profissional, públicos e qualificados, onde o cumprimento da legislação laboral impera, onde podemos encontrar apoio para a construção de um projecto de emprego e formação.
Não aceitamos que sejam locais onde somos ameaçados, vigiados e fiscalizados como se não ter emprego fosse um crime que nos devesse ser imputado.
Neste país há 700 mil trabalhadores sem trabalho e que querem trabalhar. Confundir a excepção com a regra é, deliberadamente, querer imputar a responsabilidade de não ter trabalho a quem o perdeu ou a quem o procura. Não aceitamos a mentira e exigimos respeito.
NÃO NOS FALEM DE AUSTERIDADE, FALEM-NOS DE DIGNIDADE
Foi convocada para hoje, 15 de Maio, em Lisboa, uma manifestação de protesto sob o lema «Democracia verdadeira, já!», e cuja iniciativa partiu de Espanha mas que se ampliou por vários países como a França, Bulgária, Estados Unidos, México e Turquia.
NÂO SOMOS MERCADORIA NAS MÃOS DE POLÍTICOS E BANQUEIROS
«Queremos uma mudança e um futuro digno!
Os estudantes, os estagiários, os trabalhadores, os desempregados, os mal remunerados, os subcontratados, os precários, os intermitentes, os reformados, os pensionistas… enfim, todos nós estamos fartos de reformas anti-sociais que nos deixam desempregados, cansados dos bancos que provocaram a crise nos subam as hipotecas ou fiquem com as nossas casas, indignados por nos imporem leis que limitam a nossa liberdade em benefício dos poderosos. Responsabilizamos os poderes políticos e económicos pela nossa situação precária e exigimos uma mudança de rumo.
Reiteramos que não pactuaremos com actos e atitudes de violência, xenofobia, preconceito e/ou racismo. Não nos identificamos com tais actos e atitudes e faremos todos os esforços para que este seja um protesto criativo, pacífico, e impossível de ignorar.
Convidamos todos os que se sentem ultrajados pela situação actual, todos os que pensam que podemos mudar, todos os que acreditam que podem contribuir para a mudança, a juntarem-se a nós.
A mudança está nas nossas mãos, nas nossas vozes, nas nossas acções.
A 15 de Maio, A Rua é Nossa…
Juntos, temos mais Força.
Convocamos todos a sair à rua no dia 15 de Maio pela 16h, sob o lema
“Democracia Verdadeira, Já!
A RUA É NOSSA!»
Em Lisboa esperamos que venham animados, cheios de espírito de mudança e de respeito mútuo. O programa é este:
A partir das 16h00 – Concentração no Marquês de Pombal
· 17h00 – Início da manifestação, rumo à Av. da Liberdade
· Descida da Av. da Liberdade e chegada ao Rossio
· Continuação da marcha em direcção ao Terreiro do Paço, Ministério das Finanças.
· Chegada ao destino segue-se uma pequena intervenção por parte de um dos elementos coordenadores, introduzindo temas pertinentes e iniciando a abertura do da participação de diferentes pessoas.
· Intervenções dos representantes dos diferentes movimentos/grupos sociais participantes, com espaço aberto a todos os que queiram fazer uma comunicação.
· 20h00 – Dispersão dos intervenientes
Manifesto
Somos pessoas comuns. Somos como vocês: pessoas que se levantam todos os dias para estudar, trabalhar ou procurar um emprego, pessoas que têm família e amigos. Pessoas que trabalham arduamente todos os dias para proporcionar um futuro melhor a todos aqueles que nos rodeiam. Alguns de nós consideram-se sonhadores, outros não. Alguns de nós têm ideologias bem definidas, outros são apartidários, mas todos estamos preocupados e revoltados com o panorama político, económico e social que percepcionamos: corrupção entre os políticos, empresários e banqueiros, deixando-nos desamparados, sem voz.
Esta situação tornou-se normal, um dia-a-dia sofrido, sem qualquer esperança. Mas, se juntarmos forças, podemos mudá-la.
Está na altura de mudar as coisas, de juntos construirmos uma sociedade melhor. Assim, defendemos que:
As prioridades de qualquer sociedade avançada têm de ser a igualdade, o progresso, a solidariedade, a liberdade cultural e o desenvolvimento sustentável, o bem-estar e a felicidade das pessoas.
O direito à habitação, ao emprego, à cultura, à saúde, à educação, à participação política e ao livre desenvolvimento pessoal e o acesso aos direitos do consumidor com vista a uma vida saudável e feliz – estas são verdades inalienáveis que devem ser respeitadas na nossa sociedade.
Os nossos actuais governo e sistema económico não têm em consideração estes direitos, e em muitos casos transformam-se num obstáculo ao desenvolvimento humano.
A democracia pertence às pessoas (demos = povo, krátos = governo), o que significa que o governo é feito por e para cada um de nós. De qualquer forma, tanto em Portugal como nos restantes países europeus, a maior parte da classe política nem sequer nos ouve. Os políticos deviam dar-nos voz nas instituições, facilitando, assim, a participação política dos cidadãos através de canais directos que possam garantir o maior benefício para uma sociedade abrangente; e não obter riqueza e prosperidade à nossa custa, sustentando apenas uma ditadura dos maiores poderes económicos.
A sede de poder e a sua concentração numa minoria criam desigualdades, tensões e injustiças, que levam à violência – a qual rejeitamos. O modelo económico obsoleto e artificial alimenta a máquina social numa espiral crescente que se consome a si própria, enriquecendo uns e atirando os restantes para a pobreza. Até ao colapso.
O objectivo do sistema actual é a acumulação de dinheiro, não olhando nem à eficiência nem ao bem-estar da sociedade, desperdiçando recursos, destruindo o planeta, criando desemprego e consumidores insatisfeitos.
Os cidadãos são os motores de uma máquina concebida para enriquecer uma minoria que não tem em consideração as nossas necessidades básicas. Somos anónimos, mas sem nós nada disto existiria. Somos nós que fazemos mover o mundo.
Se, como sociedade, aprendermos a não confiar o nosso futuro a uma economia abstracta, que nunca dá em troca benefícios para a maioria, podemos erradicar os abusos que todos sofremos.
Precisamos de uma revolução ética. Em vez de colocar o dinheiro acima dos seres humanos, devíamos voltar a colocá-lo ao nosso serviço. Não somos só aquilo que compramos, o motivo porque compramos e a quem compramos. Somos pessoas, não produtos!
No próximo dia 19 de Maio na Casa da horta realizar-se-á uma sessão sobre o comércio justo e consumo de produtos biológicos.
A sessão vai ter inicio a partir das 21h30.
Esta sessão faz parte dum ciclo de conferências sobre consumo responsável. Os 2 conferencistas da sessão do dia 19 na Casa serão Pedro Jorge Pereira e Mónica Truninger.
O programa total do ciclo de conferências do comercio justo pode ser visto aqui.
Feira do Livro Anarquista - 20,21,22 de Maio Local: Da.Barbuda, Largo da Severa nº8, à Mouraria, Lisboa
A Feira do Livro anarquista, na sua 4ª edição de 20 a 22 de Maio, cria uma vez mais espaço para a divulgação das ideias anarquistas a partir dos livros e das publicações, levando a debate as ideias e análises sobre questões que nos assaltam a vida em tempos de guerra social.
Dedicamos um dos dias à crítica do desenvolvimento que o capitalismo e o Estado tentam impor. Partindo dos seus projectos e das suas investidas contra a Natureza e os locais onde vivemos, queremos discutir formas de travar esse desenvolvimento e passarmos nós ao ataque.
Noutro dia questionamos as recentes manifestações de descontentamento nas ruas reflectindo sobre os caminhos que nos poderão levar a uma ruptura com o Estado e com a economia. Duas questões que, embora separadas, se cruzam inevitavelmente.
Procuramos estimular a luta, a solidariedade e a reflexão como formas de combate às várias faces da autoridade
Debate REBELDES CONTRA O FUTURO? 200 ANOS DEPOIS DO LUDISMO
Local: Casa da Achada
R. da Achada, n.º 11, Mouraria, Lisboa
20 de Maio, às 21h30
organização: UNIPOP e revista imprópria
com a participação de:
José Luís Garcia
Gualter Baptista
José Neves
Entrada livre
Há duzentos anos atrás, durante o período da primeira Revolução Industrial em Inglaterra, emergia um movimento de artesãos têxteis que se opunha à introdução de maquinaria nos processos de trabalho.
No âmbito de processos de industrialização que introduziriam alterações profundas nos seus modos de vida e deixariam sem trabalho os artesãos mais qualificados, o termo ludita cunhou um movimento que se inspirava em Ned Ludd, também conhecido por General Ludd. Embora não se saiba ainda hoje se Ludd foi ou não mais do que uma personagem mítica, a sua figura ficou associada à destruição de duas máquinas de tricotar na fábrica onde trabalharia, em resposta a uma repreensão patronal. Não obstante o movimento ludita ter sido desencadeado por artesãos, o termo «ludita» foi desde então retomado na crítica ao culto da tecnologia, do trabalho e do progresso.
A Unipop e a revista Imprópria organizam um debate que discutirá a história do movimento ludita, os movimentos contemporâneos de acção directa contra a modernização capitalista – entre outros, movimentos antinuclear, de oposição à agricultura transgénica ou à patenteação de sementes – e os limites da ideia de progresso.
A PAGAN – Plataforma Anti-guerra, Anti-NATO convida-a/o a assistir e a participar na conferência seguida de debate público sob o tema Mediterrâneo a ferro e fogo, no âmbito das Conferências/2011 promovidas pela PAGAN.
Oradores: Mário Tomé e Vitor Lima
Data: 14 de Maio às 15 h
Local – Casa do Brasil – Rua Luz Soriano, 42 – Lisboa (ao Bairro Alto)
Rui Rio prefere uma Escola emparedada em vez de uma Escola ocupada, viva e útil à comunidade
Concentração da Pr. da Trindade (atrás da Cãmara Municpal do Porto) contra a expusão e pela restituição da Es.Col.a da Fontinha ( 16 de Maio, às 20h30)
Vamos fazer barulho para apoiar uma delegação de moradores e membros da Es.Col.A que participarão na Assembleia Municipal