17.12.10

Tolstoi - leituras e conversa a propósito do centenário da sua morte na livraria-bar Gato Vadio ( dia 18 de Dez. às 17h.)



Tolstoi – Leituras e conversa a propósito do Centenário da sua morte (1828 – 1910)

Sábado, 18 de Dezembro, 17h
Livraria-bar Gato Vadio
Rua do Rosário, 281
Assinala-se em 2010 o centenário da morte de Lev Tolstoi, escritor, ensaísta, pedagogo, cristão, pacifista russo e um dos mais reconhecidos anarquistas.

A Gato Vadio propõe uma tarde de leitura livre de textos de Tolstoi que suscitem uma troca de ideias sobre o escritor russo e o seu pensamento.

Colocaremos à disposição daqueles que queiram ler algumas passagens dos livros do autor, obras como Guerra e Paz, Anna Karenina, A morte de Ivan Ilitch, Ressurreição, Babine, o parvo. Quem quiser trazer de casa livros de Tolstoi ou outros escritos que contribuam para abordar o seu pensamento social e político, estão convidados a fazê-lo.

“Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”. Lev Tolstói

Orquestra LGT mexe com o Bairro Lagarteiro no dia 18 de Dezembro. Apareçam

ORQUESTRA LGT - MEXE c/ o NATAL no Bairro do Lagarteiro (Porto)

Dia 18 de Dezembro, sábado, entre as 10.30h e as 11.30h juntem-se à Orquestra LGT_MEXE!!

Tragam tachos, testos, colheres de pau, bacias, garrafões, bidons ... e venham MEXER connosco!

Local: Bairro do Lagarteiro, no Porto
Encontro na Escola EB 1 do Lagarteiro pelas 10.30h.

LGT_MEXE é um projecto de arte comunitária e desenvolvimento social através da arte, desenvolvido no Bairro do Lagarteiro (Porto).
É uma parceria PELE e Iniciativa Bairros Críticos, do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), que tem como objectivo combater a estigmatização social deste Bairro e promover a inclusão social dos seus membros através de linguagens artísticas.

Abaixo-assinado pela redução dos preços da electricidade - Não mais incêndios e mortes por causa dos cortes de energia eléctrica

ABAIXO OS PREÇOS DA ELECRICIDADE!
NÃO MAIS INCÊNDIOS E MORTES POR CORTES NA ENERGIA ELECTRICA !

À Administração da EDP
À Câmara Municipal do Porto e à Junta da Área Metropolitana do Porto
Ao Governo Central


OS MORADORES ABAIXO ASSINADOS DA ZONA HISTÓRIA DO PORTO E DE OUTRAS ZONAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO, CONSIDERANDO QUE:

1- Recentemente e desde há mais de dois anos, os incêndios que têm ocorrido em prédios degradados da Zona Histórica do Porto e noutras zonas , nomeadamente durante o Inverno, têm origem no facto de os habitantes desses prédios TEREM TIDO O FORNECIMENTO DE ENERGIA ELECTRICA CORTADO POR NÃO PODEREM PAGAR AS FACTURAS ,

2- Que esse facto, por sua vez , origina o uso generalizado de VELAS, CANDEEIROS A PETRÓLEO e BRAZEIROS para se iluminarem de noite e para se aquecerem – já que o gás é igualmente incomportável para os parcos recursos de que dispõem;

3- Que as últimas medidas de CORTES NOS APOIOS SOCIAIS aos sectores da população mais fragilizados (desempregad@s de longa duração, beneficiári@s do RSI, famílias com pessoas doentes a cargo, etc.) por parte do Governo, vieram agravar ainda mais esta situação, tendo cada vez mais moradores e famílias da Zona Histórica do Porto e de outros locais de prescindir de um bem essencial como a ELECTRICIDADE, recorrendo a outras formas mais primitivas de se alumiarem - velas ou fogareiros a madeira ou carvão;

4- Que a situação de antiguidade e semi-ruína de muitos dos prédios da Zona Histórica do Porto e de outras localidades , torna-se assim um perigo potencial para que hajam mais INCENDIOS e MORTES ;

5- Que é INADMISSÍVEL que em pleno século XXI os Gestores da EDP, com a complacência do GOVERNO CENTRAL e das AUTARQUIAS LOCAIS, a pretexto das novas fontes de energia renovável ( parques eólicos, parques de captação de energia solar, etc…) não só NÃO REDUZAM o preço da energia eléctrica ou criem tarifas especiais mais baixas para os sectores da população mais atingidos pela “crise”, como SE PREPAREM PARA AUMENTAR AINDA MAIS AS FACTURAS MENSAIS DO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELECTRICA PARA O ANO DE 2011 ( conforme já foi alertado pela DECO);

6- Que os avultados lucros da EDP e os altos ordenados dos seus gestores e técnicos superiores, bem como os ordenados e mordomias de políticos profissionais do Estado central e autarcas das várias Câmaras municipais do Distrito do Porto justificariam bem, quer uma redução substancial dos preços de fornecimento de energia eléctrica aos sectores mais carenciados da população, quer o envolvimento decidido e empenhado de políticos e autarcas a favor de uma tal redução de preços;

EM CONSEQUÊNCIA, @S ABAIXO-ASSINAD@S , VÊM POR ESTE MEIO – ENTRE OUTROS QUE VENHAM A DELIBERAR SE ESTE NÃO BASTAR – EXIGIR:

1-CONGELAMENTO E ARQUIVAMENTO DE DÍVIDAS DE FACTURAS DE ELECTRICIDADE ÀS FAMÍLIAS E PESSOAS SINGULARES EM SITUAÇÃO DE EXTREMA CARÊNCIA ECONÓMICA E/OU DESEMPREGAD@S DE LONGA DURAÇÃO E UTENTES DO RSI , de PENSÕES DE REFORMA EQUIVALENTES AO ( OU MENORES QUE O ) SUBSÍDIO SOCIAL DE DESEMPREGO OU AUFERINDO DE UM SALÁRIO MÍNIMO POR FOCO FAMILIAR ;

2-CONGELAMENTO DOS PREÇOS DA ELECTRICIDADE E REDUÇÃO SUBSTANCIAL DAS VÁRIAS TAXAS A ELE INERENTES ( taxas de uso de aparelhos electrónicos cobrados muitas vezes a quem não os tem, etc…);

3-RESPOSTA PÚBLICA POSITIVA A ESTAS REIVINDICAÇÕES, ATRAVÉS DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL , ANTES DO FIM DO ANO DE 2010, TANTO POR PARTE DOS GESTORES DA EDP COMO POR PARTE DOS AUTARCAS DA CÃMARA MUNICIPAL DO PORTO, DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO E DO GOVERNO CENTRAL

Porto,___de Dezembro de 2010

MOVIMENTO POPULAR “ABAIXO OS PREÇOS DA LUZ!” -

UNID@S E AUTO-ORGANIZAD@S NÓS DAMOS-LHES A “ CRISE” !


ASSINATURA--------------NOME LEGÍVEL-------------------Nºde CC ou BI




Pede-se a máxima difusão deste abaixo-assinado, e solicita-se que nos façam chegar à sede da Associação Terra Viva, sito na Rua dos Caldeireiros, 213 -4050 141 PORTO, ATÉ AO DIA 28 de Dezembro, os abaixo assinados devidamente preenchidos, em PAPEL (e apenas nos espaços com linhas, a seguir ao texto, e com os nºs de BI ou CC correspondentes a cada assinatura.

http://terraviva.weblog.com.pt/

15.12.10

Apelo para uma Tempestade de Papel ( Operation Paperstorm) no dia 18 de Dez. em protesto contra a perseguição a Wikileaks


Apelo para uma tempestade de papel ( Operation Paperstorm) no dia 18 de Dez. em protesto contra a perseguição a Wikileaks

Foi lançado a nível mundial um apelo para uma operação de protesto sob a designação de OPeration Paperstorm ( Tempestade de Papel) para o próximo dia 18 de Dezembro como forma de protesto contra a perseguição que o governo dos Estados Unidos da América está a mover à organização Wikileaks que tem difundido informação sobre as comunicações entre as embaixadas norte-americanas e os procedimento ilegais do governo norte-americano.

Apela-se para que no dia 18 de Dezembro sejam afixados e postos a circular milhares de papéis por todas as cidades do mundo em defesa da Wikileaks e da liberdade. Alguns dos flyers encontram-se e podem ser descarregados
AQUI





It’s time to hit them in their own world.
Spread the information to everyone in all places.
They can no longer stand or lie to us.
Run, run and run, spread it in your city, town or street!
And together, we shall give them a Christmas that shall never, ever be forgot.

Step1: Print a logo, manifest or whatever you want to be visible and striking.
Step2: Use the darkness, you are invisible.
Step3: Race through the streets and distributes your message.
Step4: Forget previous steps (just ideas).
Step5: IMPROV!

We are anonymous.
We are legion.
We do nor forgive.
We do not forget.
Expect us.






Dear citizens of the internet,

This saturday - the 18th of december - ANONYMOUS invites you to come out and play!

Take up your personal responsibility!

Organize flash-mobs, gatherings, sit-ins, peaceful protests - and any other event you could possibly imagine!

Show the world some loving and be ANONYMOUS!

ANONYMOUS does not exist!

You are ANONYMOUS!


http://www.operationprotest.com/
http://anonnews.org/


Para que todo o mundo acorde, e abra os olhos às patifarias dos poderosos




Para que todo o mundo acorde, e abra os olhos às patifarias dos poderosos!

Para que todos saibam quem são
...os responsáveis pelas guerras (o complexo militar-industrial),
...das crises financeiras ( os banqueiros, especuladores e os jogadores-investidores da economia-casino global)
... e da corrupção do governo e do Estado ( os políticos carreiristas e seus acólitos)

III Festival de Cultura Tradicional das Terras de Miranda de 28 a 30 de Dezembro em Miranda do Douro


Decorrerá de 28 a 30 de Dezembro, o "GEADA 2010 - III Festival de Cultura Tradicional das Terras de Miranda", uma organização dos Pauliteiros da Cidade de Miranda do Douro e da Associação Recreativa da Juventude Mirandesa.

Nesta 3ª edição, prometemos guiar os visitantes numa pequena viagem pelas tradições de inverno do planalto mirandês, ao som de alguns dos melhores grupos de música tradicional do nosso país. Galandum Galundaina, Sebastião Antunes, Karrossel, Ogham, Uxukalhus, e Roncos do Diabo são os destaques do GEADA 2010.

Em Paralelo decorrerão diversas actividades como: a "Mirarte - III Exposição Artística da Juventude Mirandesa, arruadas, uma volta pelas adegas típicas, palestras, oficinas de danças tradicionais, oficinas de pauliteiros, oficinas de escrita e oralidade de língua mirandesa.

Programa:

Dia 28 – VOLTA às ADEGAS

14h00 – Arruada

16h00 – Inauguração da “MIRARTE – Exposição Artística da Juventude Mirandesa”

22h00 – VOLTA às ADEGAS

00h00 – Gaitas à Solta




Dia 29

14h00 - Arruada


15h00 - Língua Mirandesa: oficina de escrita e de oralidade, com Alfredo Cameirão
17h00 – Oficina de Danças Mirandesas, Susana Ruano

18h00 – Oficina de Danças Europeias, Diana Azevedo

22h00- Baile Tradicional


Las Çarandas

SEBASTIÃO ANTUNES


KARROSSEL

GALANDUM GALUNDAINA

LSD


Dia 30

14h00 - Arruada


15h00 - Perspectivas actuais e futuras da música mirandesa, com Mário Correia
16h00 – Da língua à música tradicional Mirandesa, com Domingos Raposo

17h00 – Oficina de Pauliteiros

22h00 - Baile Tradicional

Coro Infantil de Miranda do Douro

OGHAM

UXU KALHUS

RONCOS DO DIABO


Animação Permante: IPUM, Pauliteiros da Cidade de Miranda do Douro e Mirandanças

Mais informações:
http://festivalgeada.blogspot.com

Contacto:
festivalgeada@gmail.com
915088034 - Fernando Silva


GEADA 2010
VAMOS DERRETER O GELO!
BAMOS DERRETIR L CARAMBELO!

Pauliteiros da Cidade de Miranda do Douro
Rua da Terronha, nº4
5210 - 198 Miranda do Douro
Telemóvel - (+351) 938537399 / 938680425
E-mail: Pauliteiros@gmail.com
Blogue:
http://agarramestespalos.blogspot.com

13.12.10

Resistência à agressão publicitária - Guerrilha não-violenta contra os novos painéis-espiões de publicidade




RESISTÊNCIA À AGRESSÃO PUBLICITÁRIA

Guerrilha não-violenta contra os nos painéis-espiões de publicidade

Em Paris vários activistas realizaram uma acção de denúncia contra os novos painéis-espiões publicitários instalados no Metro da cidade e que contêm uma tecnologia-vídeo que consegue analisar as reacções e os comportamentos dos indivíduos que passam por perto.
Trata-se de uma tecnologia capaz de determinar o sexo, a idade e de seguir o olhar do transeunte. Esta nova tecnologia está ainda preparada para enviar mensagens publicitárias para os nossos telemóveis e pode constituir um eventual perigo para a saúde.
Os activistas cobriram 118 painéis em toda a rede de metropolitano.

http://www.danger-ecranpub.tk/

http://www.antipub.org/


Um dos autocolantes que foram colados na accção realizada:


Este painel-espião de publicidade


que tem por missão condicionar-vos nas vossas decisões


custa 20.000 euros


O que é a publicidade?

A publicidade é aquele discurso ideológico que leva a não se ver as realidades da vida, os valores da vida, as dimensões do ser, e os próprios seres, senão como mercadorias que são produzidas para serem vendidas (François Brune)





Lançamento do audio-livro Bacocos e Bicharocos de Thomas Bakk no dia 15 de Dezembro às 21h.



Lançamento do audio-livro «Bacocos e Bicharocos» de Thomas Bakk no dia 15 de Dezembro às 21h na livraria Salta Folhinhas, na Rua António Patrício, 50

AMIGOS SÃO AQUELES POUCOS,
QUE ESCOLHEMOS OS MAIS LOUCOS.
E SÃO ELES QUE EU CONVIDO
...PRÓS "BACOCOS E BICHAROCOS".

(Thomas Bakk)

Debate sobre a Wikileaks e o Império na livraria-bar Gato Vadio no dia 16 de Dez. às 22h.


Wikileaks, o Império, a seita e o liberalismo
Debate
Rui Pereira (jornalista e professor universitário)
Manuel António Pina (Escritor e cronista)
HacklaViva (Grupo activista)


Quinta-feira, dia 16 de Dezembro, 22h
Entrada Livre
Gato Vadio
Rua do Rosário 281
http://gatovadiolivraria.blogspot.com/



Wikileaks, o Império, a seita e o liberalismo
Notas breves e de partida para uma discussão


Nas últimas semanas, a Wikileaks e Julian Assange ficaram com a cabeça a prémio por meio de um consórcio oligárquico e global que viu cair na praça pública mais um pedaço da máscara da mentira, do ódio e do terror que constitui o seu fito e o seu modo operandi.

Como alguém já afirmou, o segredo é a alma do negócio do poder Estatal e dos consórcios supra-estatais que o controlam e lhe gizam a estratégia. É paradoxal que o liberalismo ideológico, que enforma a legitimação e o marketing das oligarquias financeiras e governativas, se tenha implantado um dia como o primado do que é e deve ser público e democrático contra aquilo que é segredo e anti-democrático, a seita.

Ao fim ao cabo, o que o evento Wikileaks revela não é a monstruosidade da lógica das milícias económicas e militares que controlam os Estados – essa monstruosidade já lá estava e todos a conheciam. A novidade é que deixamos – um nadinha mais… – de ter razões para fingir que ignorávamos essa monstruosidade. A novidade é que perdemos um pouco mais a nossa legitimidade liberal de assobiar para o lado enquanto uma elite destrói o mundo e a vida humana. Mais do que tirar as sobejamente visíveis máscaras das oligarquias do poder, máscaras cadavéricas e decrépitas, é incomensuravelmente mais decisivo para construir outra ideia de sociedade, que se retire os argumentos àqueles que ainda encobrem a realidade que fingem ignorar.

Provam-no também o facto de que nenhum governante ou secretário do poder visado pelas revelações tenha negado (tenha sequer sentido a necessidade de negar), as suas práticas acima da lei, a sua lógica destrutiva e criminosa (exige a precisão que se mencione a excepção, muitas revelações e implicados depois, do presidente de Moçambique que negou as sua implicações com o narcotráfico reveladas pelos ficheiros da Wikileaks divulgados pela Imprensa). O que preocupa o poder não é o mal, mas a transparência do mal. O que o preocupa é que se desvenda o segredo como alicerce do seu despotismo e da sua hegemonia; o que o preocupa é que se esboroe a sua política de marketing e de controlo do imaginário. Aquilo que o preocupa é que se quebre a magia da sua seita.

Assim, outra face da moeda, correm os secretários do poder não a refutarem o seu fascismo, mas a retocar a cosmética operativa: a política de segredo é um estatuto acima da lei a que o poder recorre para salvaguardar a segurança dos cidadãos e defender o primado da lei… política de segredo posta especialmente em prática, para se violar a lei e a segurança dos cidadãos.

E o teatro é isto: censure-se, condene-se, persiga-se, criminalize-se, a divulgação de documentos que a oligarquia do poder forjou, ao mesmo tempo que se silenciem os crimes, as ilegalidades, as violações constitucionais, que a oligarquia do poder forjou nesses documentos.

E desse teatro resulta a profundidade e a qualidade da democracia em que vivemos: é condição da sua sobrevivência a mentira, a falsificação, o espectáculo permanente.

E este tipo de teatro só foi possível com a hegemonia, da esquerda à direita, do liberalismo ideológico.


Liberalismo e hegemonia da seita


A experiência do liberalismo, tal como o socialismo-de-Estado nos regimes de Leste, é incompatível com a ideia de sociedade, se entendermos sociedade por aquilo que é construído em colectivo.

O liberalismo – dogma quase perfeito e bem mais perigoso para a criação da democracia (falamos, claro, da participativa, directa e colectiva, autónoma, crítica, horizontal) do que a própria ideia base do capitalismo, transformar em lucro a exploração de recursos, humanos e naturais – é aquilo que fez crer a milhões de mulheres e homens que o foro de toda a sua vida pública acaba na sua vida privada. Que todo a sua esfera de influencia e poder relacional acaba na sua “vida privada”.

É aquele patético slogan copo-de-leite: a minha liberdade acaba onde começa a liberdade do outro. Como se a “liberdade-privada” de um recibo-verde num call-center só por estar lá não representasse um poder relacional com o outro, com o espaço público. Como se inextrincavelmente, ao estar lá, não estivesse condenado a reproduzir a lógica da humilhação, da opressão, do individualismo, do salve-se quem puder. Ou seja, condenado a intervir na vida pública. A incrementar uma relação humana com o outro. O/a recibo-verde do call-center é o império. A eficiência e a mentira do império. Produzem e vulgarizam a verdade, a subjectividade do império. E esse poder de socialização do império é o que mais abunda, é a sofisticação, é a invisibilidade pela saturação. E nenhuma solidariedade e transmutação dos valores podem começar sem o reconhecermos. Sem reconhecermos, na sociedade Ocidental da abundância, o esbanjamento humano e espiritual de uma geração a quem nunca faltou o pão e a roupa lavada. Geração, que não só desperdiçou a sua ficção humana, a sua potência para a autonomia, a sua liberdade colectiva, a sua cultura contra a submissão, como está a um passo de viver o espectro de perder o pão. (O pão falsificado, entenda-se).

O ser humano é por excelência a espécie condenada a ser-social, a ser-sociedade (sem dúvida, uma das mais inábeis para viver sem sociedade) – nenhuma definição do humano pode definir-se sem o social. O liberalismo aniquila o ser humano com a instituição do indivíduo – e o indivíduo é aquele a quem se tolera que pense, escreva, fale sobre a vida pública desde que a sua acção seja inconsequente. Pior do que tolerar o seu pensamento, o liberalismo vigia-lhe a sua ficção (os limites e a forma dessa ficção) sobre o que é e pode ser o pensar, o escrever, o falar. Factos são factos, a maioria daqueles que pensam, escrevem, falam, não acreditam na consequência daquilo que pensam – consequência na sociedade e na sua própria vida.

A falácia do liberalismo é um dos cristos a cair do pedestal para quem deseja construir outra sociedade, outro mundo de relações.


Hackers

Um grupo de activistas chamado Anonymous levou a cabo algumas acções de sabotagem contra sites e blogues oficiais de entidades que cancelaram os seus serviços com a Wikileaks ou com Jualian Assange. Os hackers argumentaram que as acções contra a Wikileaks são um precedente perigoso para a liberdade de expressão na Web.
Desta feita, a página de um banco suíço, o site da empresa de cartões de crédito MasterCard, ou o blogue da Paypal, foram eficazmente afectados pelo grupo de activistas.
A questão que se deve colocar não é, por que é que eles atacaram, mas por que é que eles não atacam?

Os liberais não têm o que temer: “estes” hackers não querem libertar aquilo que foi privatizado pela lei, limitam-se a tentar impedir que a linha de destruição de tudo o que era social, colectivo, público, não avance mais um milímetro. Neste sentido, estes ataques são uma manifestação política clássica – entra no jogo do simbólico, da troca, do contra-poder –, e se num primeiro olhar nos espantam, vemos que nada ali existe de “organizadamente” abalador do liberalismo. O que deveras é novo é a eficácia política destes ataques, onde por todo o lado as respostas contra o poder das oligarquias e o terror do Estado são neutralizadas, controladas e ridicularizadas.

A prova de que estes ataques foram eficazes, traduz uma realidade: poderiam constituir-se como um contra-poder (passando por cima do facto de que um contra-poder reconhece a legitimidade de um poder e gira à volta dele). Mas quanto mais pontuais, marcados pela agenda, forem os ataques dos hackers, mais políticos eles se tornam…



Media de Massa


Vemos à saciedade não apenas o que alguns opinion-fakers fariam se ocupassem as cadeiras do poder moribundo, mas também o que podem fazer com a informação quando a submetem ao mesmo princípio de segredo informativo em nome da Segurança Mediática. A Segurança Mediática pressupõe sempre pensar com o sistema que o legitima e controla, o que equivale, no essencial, a deixar de pensar além do círculo do sistema, do poder das oligarquias que controlam o Estado, da Agenda, dos limites que a política pobre do staus quo aceita como politicamente correcto ou politicamente incorrecto (o politicamente incorrecto já faz parte do espectáculo).

Já não se trata de vigiar tudo o que deve cair na esfera de controlo político-estatal do Estado-Guerra, trata-se de normalizar essa vigilância, de tornar admissível o abate da Wikileaks, como se tornou admissível o abate de um/uma afegã ou de um/uma iraquiana.

(Quem depois disto quiser tapar a sombra com o preservativo que se rompeu que tenha a coragem de defender o coito interrompido como ideia crítica face ao mundo do império).

12.12.10

Carta-Manifesto dos Anonymous, os activistas que têm atacado os sites inimigos do Wikileaks




Carta-Manifesto dos Anonymous, os activistas que têm atacado os sites inimigos do Wikileaks

We are fighters for internet freedom.




As elites políticas procuram por todos os meios calar o mensageiro quando este expõe os golpes sujos dos Estados

As elites políticas dos Estados manipulam, mentem e intoxicam a opinião pública, mas quando os seus golpes sujos são revelados e expostos tentam por todos os meios calar o mensageiro.

Leitura imperdível do artigo de John Naughton no jornal inglês The Guardian


Live with the WikiLeakable world or shut down the net. It's your choice

Western political elites obfuscate, lie and bluster – and when the veil of secrecy is lifted, they try to kill the messenger

Never waste a good crisis" used to be the catchphrase of the Obama team in the runup to the presidential election. In that spirit, let us see what we can learn from official reactions to the WikiLeaks revelations.

The most obvious lesson is that it represents the first really sustained confrontation between the established order and the culture of the internet. There have been skirmishes before, but this is the real thing.

And as the backlash unfolds – first with deniable attacks on internet service providers hosting WikiLeaks, later with companies like Amazon and eBay and PayPal suddenly "discovering" that their terms and conditions preclude them from offering services to WikiLeaks, and then with the US government attempting to intimidate Columbia students posting updates about WikiLeaks on Facebook – the intolerance of the old order is emerging from the rosy mist in which it has hitherto been obscured. The response has been vicious, co-ordinated and potentially comprehensive, and it contains hard lessons for everyone who cares about democracy and about the future of the net.

There is a delicious irony in the fact that it is now the so-called liberal democracies that are clamouring to shut WikiLeaks down.

Consider, for instance, how the views of the US administration have changed in just a year. On 21 January, secretary of state Hillary Clinton made a landmark speech about internet freedom, in Washington DC, which many people welcomed and most interpreted as a rebuke to China for its alleged cyberattack on Google. "Information has never been so free," declared Clinton. "Even in authoritarian countries, information networks are helping people discover new facts and making governments more accountable."

She went on to relate how, during his visit to China in November 2009, Barack Obama had "defended the right of people to freely access information, and said that the more freely information flows the stronger societies become. He spoke about how access to information helps citizens to hold their governments accountable, generates new ideas, and encourages creativity." Given what we now know, that Clinton speech reads like a satirical masterpiece.

One thing that might explain the official hysteria about the revelations is the way they expose how political elites in western democracies have been deceiving their electorates.

The leaks make it abundantly clear not just that the US-Anglo-European adventure in Afghanistan is doomed but, more important, that the American, British and other Nato governments privately admit that too.

The problem is that they cannot face their electorates – who also happen to be the taxpayers funding this folly – and tell them this. The leaked dispatches from the US ambassador to Afghanistan provide vivid confirmation that the Karzai regime is as corrupt and incompetent as the South Vietnamese regime in Saigon was when the US was propping it up in the 1970s. And they also make it clear that the US is as much a captive of that regime as it was in Vietnam.

The WikiLeaks revelations expose the extent to which the US and its allies see no real prospect of turning Afghanistan into a viable state, let alone a functioning democracy. They show that there is no light at the end of this tunnel. But the political establishments in Washington, London and Brussels cannot bring themselves to admit this.

Afghanistan is, in that sense, a quagmire in the same way that Vietnam was. The only differences are that the war is now being fought by non-conscripted troops and we are not carpet-bombing civilians.

The attack of WikiLeaks also ought to be a wake-up call for anyone who has rosy fantasies about whose side cloud computing providers are on. These are firms like Google, Flickr, Facebook, Myspace and Amazon which host your blog or store your data on their servers somewhere on the internet, or which enable you to rent "virtual" computers – again located somewhere on the net. The terms and conditions under which they provide both "free" and paid-for services will always give them grounds for dropping your content if they deem it in their interests to do so. The moral is that you should not put your faith in cloud computing – one day it will rain on your parade.

Look at the case of Amazon, which dropped WikiLeaks from its Elastic Compute Cloud the moment the going got rough. It seems that Joe Lieberman, a US senator who suffers from a terminal case of hubris, harassed the company over the matter. Later Lieberman declared grandly that he would be "asking Amazon about the extent of its relationship with WikiLeaks and what it and other web service providers will do in the future to ensure that their services are not used to distribute stolen, classified information". This led the New Yorker's Amy Davidson to ask whether "Lieberman feels that he, or any senator, can call in the company running the New Yorker's printing presses when we are preparing a story that includes leaked classified material, and tell it to stop us".

What WikiLeaks is really exposing is the extent to which the western democratic system has been hollowed out. In the last decade its political elites have been shown to be incompetent (Ireland, the US and UK in not regulating banks); corrupt (all governments in relation to the arms trade); or recklessly militaristic (the US and UK in Iraq). And yet nowhere have they been called to account in any effective way. Instead they have obfuscated, lied or blustered their way through. And when, finally, the veil of secrecy is lifted, their reflex reaction is to kill the messenger.

As Simon Jenkins put it recently in the Guardian, "Disclosure is messy and tests moral and legal boundaries. It is often irresponsible and usually embarrassing. But it is all that is left when regulation does nothing, politicians are cowed, lawyers fall silent and audit is polluted. Accountability can only default to disclosure." What we are hearing from the enraged officialdom of our democracies is mostly the petulant screaming of emperors whose clothes have been shredded by the net.

Which brings us back to the larger significance of this controversy. The political elites of western democracies have discovered that the internet can be a thorn not just in the side of authoritarian regimes, but in their sides too. It has been comical watching them and their agencies stomp about the net like maddened, half-blind giants trying to whack a mole. It has been deeply worrying to watch terrified internet companies – with the exception of Twitter, so far – bending to their will.

But politicians now face an agonising dilemma. The old, mole-whacking approach won't work. WikiLeaks does not depend only on web technology. Thousands of copies of those secret cables – and probably of much else besides – are out there, distributed by peer-to-peer technologies like BitTorrent. Our rulers have a choice to make: either they learn to live in a WikiLeakable world, with all that implies in terms of their future behaviour; or they shut down the internet. Over to them.

22 sugestões de leitura

‎22 leituras que nos transportam da realidade para a utopia, e desta para a reflexão e acção social, pelo que servem de pistas para quem desejar LER, PENSAR e AGIR:

Odisseia - Homero
D. Quixote – Cervantes
Gangantua e Pantagruel – Rabelais
As Viagens de Gulliver - Jonathan Swift
Contos - Voltaire
O Vermelho e o Negro – Stendhal
Ana Karenine - Tolstoi
Ulisses – J.Joyce
Metamorfose – Kafka
Os Cadernos de Malte Laurids Brigge - R.M. Rilke
Templo Dourado - Yukio Mishima
Viagem ao fim da noite – Celine
Cem anos de Solidão – Gabriel Garcia Marquez
A mãe – Máximo Gorki
Siddharta – Herman Hesse
Pela Estrada Fora – Jack Kerouac
Capitães de Areia – Jorge Amado
Meu pé de laranja lima – José Mauro de Vasconcelos
Eva Luna – Isabel Allende
Mendigos e Altivos- Albert Cossery
A Selva – Ferreira de Castro
Um escritor confessa-se – Aquilino Ribeiro



Porque é tão importante ler os autores clássicos?

"Os clássicos são aqueles livros que chegam até nós trazendo consigo as marcas das leituras que precederam a nossa e atrás de si os traços que deixaram na cultura ou nas culturas que atravessaram. Os clássicos são livros que, quanto mais pensamos conhecer por ouvir dizer, quando são lid...
os de facto mais se revelam novos, inesperados, inéditos. É clássico aquilo que tende a relegar as actualidades à posição de barulho de fundo, mas ao mesmo tempo não pode prescindir desse barulho de fundo. "

(Italo Calvino)

Os cidadãos não deveriam ter medo do Estado

It is not the citizens that should fear the state.
It´s the state that should fear the citizens

(Não são os cidadãos que deveriam ter medo do estado
É o estado que deveria ter medo dos cidadãos)

Contratos de amor casual para evitar o «sex by surprise»?

Contratos de amor casual para evitar o «sex by surprise»?

Ou como a comédia se pode tornar a triste realidade!!!

Será que os contratos de amor casual irão agora irromper nos aposentos das nossas casas, nos hóteis e nos hiper-mercados para evitar o «sex by surprise» de que Julian Assange é ridulamente acusado pela não menos rídicula ...lei penal sueca?

Pelo sim ou pelo não, quando visitarem a Suécia levem uma fotocópia do contrato do amor casual, para não terem o Estado sueco à perna!!!

Chappelle's Show
Love Contract
http://www.comedycentral.com/
Black Comedy

Sê subversivo, Sê generoso,...

Bee subversive.
Bee generous
Bee radical
Bee deterritorialised
Bee thoughtful
Bee disruptive
Bee angry
Bee happy
Bee social
Bee colective
Bee passionate
Bee together
Bee sincere
Bee where you shouldn’ it
Bee brave
Bee resourceful
Bee humble
Bee outspken
Bee proud
Bee open to others
Bee always finding connections
Bee autonomous
Bee singular
Bee unafraid
Bee in discussion
Bee in love
Bee aware
Bee connected
Bee online
Bee offline
Bee present
Bee important
Bee local
Bee international
Bee in solidarity
Bee in occupation
Bee on the streets
Bee opposed to marketisation
Bee free thinking
Bee well read
Bee always learning
Bee with your eyes open
Bee realistc
Bee idealist
Bee makink mistakes sometimes
Bee listenings
Be mindful
Bee flexible
Bee temporary
Bee warm
Bee just
Bee amazed
Bee amazing
Bee where the action is
Bee spectacular
Bee strategically optimistic
Bee literate
Be desiring
Bee playful
Bee practical
Bee political
Bee fierce
Bee tough
Bee expressive
Bee clever
Bee ridiculous
Bee the resitance

...

WikiRebels (documentário da televisão sueca sobre o Wikileaks)



http://svtplay.se/v/2264028/wikirebels_the_documentary


A balada de Julian Assange (The Ballad of Julian Assange)

The Ballad of Julian Assange


I heard the news just yesterday that they've taken you away
to be extradited to the USA
They say that it's to Sweden that they're gonna take you first
but the Yankees are pressing hard - for revenge is what they thirst

They persecute your website and they kill your funding too
There simply isn't anything they'd hesitate to do
They've used bullets, napalm, bombers to get rid of who they hate
and they're willing to use all these things to seal up your fate

They'll be doing all they can to lock truth up in jail
but what their efforts will come down to is one big epic fail

They claim that you're a rapist but we all know it's not true
Instead the cause for all this is what you and others do
to spread the word 'bout nasty deals, to spill their beans big time
to tear the veil of secrecy that's covering up their crime

If you lived in China we all know what that would mean
you would get a Nobel prize and your own limousine
and lots of good publicity for doing the right thing
but you've taken on Amerikkka - and that's the biggest sin

They say that you're a menace to society for delivering them a blow
revealing what the ruling class don't want us to know

These Huckabees and Palins they all wish that you were dead
but even if they succeeded in cutting off your head
they couldn't turn the tide, their system's cracking at the seams
you can always kill a man but you can never kill our dreams


11.12.10

Governos e Mercados

«Governos e decisores políticos usam-se dos mercados, enquanto entidade abstracta, uma quase divindade omnisciente, para transferirem a responsabilidade das suas opções políticas. Quem manda é quem paga, mas quem paga não tem cara, morada ou livro de reclamações. Muito conveniente. Mas quem é que manda naqueles que pagam? Os mercados,... implacáveis predadores, foram configurados pelos governos liberais no poder, os mesmos que criaram a regra que impede o Banco Central Europeu de emitir dívida pública ou de a comprar directamente aos Estados. »

(Mariana Mortágua)


Excerto da apresentação do Seminário «As causas da crise: novas perspectivas da economia política » dirigido pela economista Mariana Mortágua na Faculdade de Coimbra no passado dia 10 de Dez.

A miséria da esquerda que anda por aí. Um “case study”, a Cimeira da NATO

A miséria da esquerda que anda por aí. Um “case study”, a Cimeira da NATO
http://esquerda_desalinhada.blogs.sapo.pt/

Sumário

1 - Aspectos de ordem histórica para uma fraca consciência anti-imperial e anti-militarista

1.1 – O passado colonial e uma soberania minguante

1.2 – A dívida eterna para com os militares de Abril


2 – O enquistamento ideológico da esquerda institucional


2.1 - Hoje, o capitalismo está, essencialmente, globalizado

2.2 – A fusão entre funções policiais e militares

2.3 – A putrefacção do sistema de representação e a anti-democracia

2.4 – A soberania nacional

2.5 – Notas sobre o culto da obediência e da hierarquia


3 - A Cimeira da NATO em Portugal e o comportamento da esquerda institucional


3.1 - Atitudes da direcção do BE

3.2 - Atitudes do PCP ou das respectivas agências


Este texto encontra-se em:


http://www.slideshare.net/durgarrai/documents?order=latest

http://www.scribd.com/documents