5.3.11

Carta de Michael Moore aos estudantes de Wisconsin

O cineasta Michael Moore enviou uma carta aberta aos estudantes, pedindo que se revoltem.

http://mikeshighschoolnews.com/

http://www.michaelmoore.com/

http://www.michaelmoore.com/blogger/mmflint/

Segue a carta:

Caros Estudantes:

Que inspiração, a de vocês, que se uniram aos milhares de estudantes das escolas de Wisconsin e saíram andando das salas de aula há quatro dias e agora estão ocupando o prédio do State Capitol e arredores, em Madison, exigindo que o governador pare de assaltar os professores e outros funcionários públicos ! Tenho de dizer que é das coisas mais entusiasmantes que vi acontecer em anos.

Vivemos hoje um fantástico momento histórico. E aconteceu porque os jovens em todo o mundo decidiram que, para eles, basta. Os jovens estão em rebelião – e é mais que hora!

Vocês, os estudantes, os adultos jovens, do Cairo no Egito, a Madison no Wisconsin, estão começando a erguer a cabeça, tomar as ruas, organizar-se, protestar e recusar a dar um passo de volta para casa, se não forem ouvidos. Totalmente sensacional!!

O poder está tremendo de medo, os adultos maduros e velhos tão convencidos que que fizeram um baita trabalho ao calar vocês, distraí-los com quantidades enormes de bobagens até que vocês se sentissem inpotentes, mais uma engrenagem da máquina, mais um tijolo do muro. Alimentaram vocês com quantidades absurdas de propaganda sobre “como o sistema funciona” e mais tantas mentiras sobre o que aconteceu na história, que estou admirado de vocês terem derrotado tamanha quantidade de lixo e estejam afinal vendo as coisas como as coisas são.

Fizeram o que fizeram, na esperança de que vocês ficariam de bico fechado, entrariam na linha e obedeceriam ordens e não sacudiriam o bote. Porque, se agitassem muito, não conseguiriam arranjar um bom emprego! Acabariam na rua, um freak a mais. Disseram que a política é suja e que um homem sozinho nunca faria diferença.

E por alguma razão bela, desconhecida, vocês recusaram-se a ouvir. Talvez porque vocês deram-se conta que nós, os adultos maduros, lhes estamos entregando um mundo cada vez mais miserável, as calotas polares derretidas, salários de fome, guerras e cada vez mais guerras, e planos para empurrá-los para a vida, aos 18 anos, cada um de vocês já carregando a dívida astronômica do custo da formação universitária que vocês terão de pagar ou morrerão tentando pagar.

Como se não bastasse, vocês ouviram os adultos maduros dizer que vocês talvez não consigam casar legalmente com quem escolherem para casar, que o corpo de vocês não pertence a vocês, e que, se um negro chegou à Casa Branca, só pode ter sido falcatrua, porque ele é imigrado ilegal que veio do Quênia.

Sim, pelo que estou vendo, a maioria de vocês rejeitou todo esse lixo. Não esqueçam que foram vocês, os adultos jovens, que elegeram Barack Obama. Primeiro, formaram um exército de voluntários para conseguir a indicação dele como candidato. Depois, foram as urnas em números recordes, em novembro de 2008. Vocês sabem que o único grupo da população branca dos EUA no qual Obama teve maioria de votos foi o dos jovens entre 18 e 29 anos? A maioria de todos os brancos com mais de 29 anos nos EUA votaram em McCain – e Obama foi eleito, mesmo assim!

Como pode ter acontecido? Porque há mais eleitores jovens em todos os grupos étnicos – e eles foram às urnas e, contados os votos, viu-se que haviam derrotado os brancos mais velhos assustados, que simplesmente jamais admitiriam ter no Salão Oval alguém chamado Hussein. Obrigado, aos eleitores jovens dos EUA, por terem operado esse prodígio!

Os adultos jovens, em todos os cantos do mundo, principalmente no Oriente Médio, tomaram as ruas e derrubaram ditaduras. E, isso, sem disparar um único tiro. A coragem deles inspira outros. Vivemos hoje momento de imensa força, nesse instante, uma onda empurrada por adultos jovens está em marcha e não será detida.

Apesar de eu, há muito, já não ser adulto jovem, senti-me tão fortalecido pelos acontecimentos recentes no mundo, que quero também dar uma mão.

Decidi que uma parte da minha página na Internet será entregue aos estudantes de nível médio para que eles – vocês – tenham meios para falar a milhões de pessoas. Há muito tempo procuro um meio de dar voz aos adolescentes e adultos jovens, que não têm espaço na mídia-empresa. Por que a opinião dos adolescentes e adultos jovens é considerada menos válida, na mídia-empresa, que a opinião dos adultos maduros e velhos?

Nas escolas de segundo grau em todos os EUA, os alunos têm ideias de como melhorar as coisas e questionam o que veem – e todas essas vozes e pensamentos são ou silenciadas ou ignoradas. Quantas vezes, nas escolas, o corpo de alunos é absolutamente ignorado? Quantos estudantes tentam falar, levantar-se em defesa de uma ou outra ideia, tentar consertar uma coisa ou outra – e sempre acabam sendo vozes ignoradas pelos que estão no poder ou pelos outros alunos?

Muitas vezes vi, ao longo dos anos, alunos que tentam participar no processo democrático, e logo ouvem que colégios não são democracias e que alunos não têm direitos (mesmo depois de a Suprema Corte ter declarado que nenhum aluno ou aluna perde seus direitos civis “ao adentrar o prédio da escola”).

Sempre fico abismado ao ver o quanto os adultos maduros e velhos falam aos jovens sobre a grande “democracia” dos EUA. E depois, quando os estudantes querem participar daquela “democracia”, sempre aparece alguém para lembrá-los de que não são cidadãos plenos e que devem comportar-se, mais ou menos, como servos semi-incapazes. Não surpreende que tantos jovens, quando se tornam adultos maduros, não se interessem por participar do sistema político – porque foram ensinados pelo exemplo, ao longo de 12 anos da vida, que são incompetentes para emitir opiniões em todos os assuntos que os afetam.

Gostamos de dizer que há nos EUA essa grande “imprensa livre”. Mas que liberdade há para produzir jornais de escolas de segundo gráu? Quem é livre para escrever em jornal ou blog sobre o que bem entender? Muitas vezes recebo matérias escritas por adolescentes, que não puderam ser publicadas em seus jornais de escola. Por que não? Porque alguém teria direito de silenciar e de esconder as opiniões dos adolescentes e adultos jovens nos EUA?

Em outros países, é diferente. Na Áustria, no Brasil, na Nicarágua, a idade mínima para votar é 16 anos. Na França, os estudantes conseguem parar o país, simplesmente saindo das escolas e marchando pelas ruas.

Mas aqui, nos EUA, os jovens são mandados obedecer, sentar e deixar que os adultos maduros e velhos comandem o show.

Vamos mudar isso! Estou abrindo, na minha página, um “JORNAL DA ESCOLA” [orig. "HIGH SCHOOL NEWSPAPER", em
http://mikeshighschoolnews.com/ ]. Ali, vocês podem escrever o que quiserem, e publicarei tudo.

Também publicarei artigos que vocês tenham escrito e que foram rejeitados para publicação nos jornais das escolas de vocês. Na minha página vocês serão livres e haverá um fórum aberto, e quem quiser falar poderá falar para milhões.

Pedi que minha sobrinha Molly, de 17 anos, dê o pontapé inicial e cuide da página pelos primeiros seis meses. Ela vai escrever e pedirque vocês mandem suas histórias e ideias e selecionará várias para publicar em MichaelMoore.com. Ali estará a plataforma que vocês merecem. É uma honra para mim que se manifestem na minha página e espero que todos aproveitem.

Dizem que vocês são “o futuro”. O futuro é hoje, aqui mesmo, já. Vocês já provaram que podem mudar o mundo. Aguentem firmes. É uma honra poder dar uma mão.

___________________________________

No original:

Letter from Michael Moore to High School Students
Dear High School Students:

How inspired are you by the thousands of students from Wisconsin high schools who began walking out of class four days ago and have now occupied the State Capitol building and its grounds in Madison, demanding that the governor stop his assault on teachers and other government workers? I have to say it’s one of the most exciting things I’ve seen in years.

We are, right now, living in an amazing moment of history. And this moment has happened because the youth around the world have decided they’ve had enough. Young people are in revolt — and it’s about time.
You, the students and young adults, from Cairo, Egypt to Madison, Wisconsin, are now rising up, taking to the streets, organizing, protesting and refusing to move until your voices are heard. Effing amazing!! It has scared the pants off those in power, the adults who were so convinced they had done a heckuva job trying to dumb you down and distract you with useless nonsense so that you’d end up feeling powerless, just another cog in the wheel, another brick in the wall. You’ve been fed a lot of propaganda about “how the system works” and so many lies about what took place in history that I’m amazed you’ve been able to sort through all the bs and see the truth for what it is. This was all done in the hopes you would just keep your mouths shut, get in line and follow orders. And don’t rock the boat. Because if you do, you could end up without a good job! You could end up looking like a freak! You’ve been told politics isn’t cool and that one person really can’t make a difference.
And for some beautiful, unknown reason, you’ve refused to listen. Maybe it’s because you’ve figured out that we adults are about to hand you a very empty and increasingly miserable world, with its melting polar ice caps, its low-paying jobs, its incessant war machine, and its plan to put you in permanent debt at age 18 with the racket known as college loans.
On top of that, you’ve had to listen to adults tell you that you may not be able to legally marry the person you love, that your uterus isn’t really yours to control, and that if a black guy somehow makes it into the White House, he must’ve entered illegally from Kenya.

Yet, from what I’ve seen, the vast majority of you have rejected all of this crap. Never forget that it was you, the young people, who made Barack Obama president. First you formed his army of election volunteers to get him the nomination. Then you came out in record numbers in November of 2008. Did you know that the only age group where Obama won the white vote was with 18-29-year-olds? The majority of every white age group over 29 years old voted for McCain — and yet Obama still won! How’d that happen? Because there were so many youth voters of all races — a record turnout that overcame the vast numbers of fearful white adults who simply couldn’t see someone whose middle name was Hussein in the Oval Office. Thank you young voters for making that happen!
Young people elsewhere in the world, most notably in the Middle East, have taken to the streets and overthrown dictatorial governments without firing a shot. Their courage has inspired others to take a stand. There’s a huge momentum right now, a youth-backed mojo that can’t and won’t be stopped.
Although I’ve long since left your age group, I’ve been so inspired by recent events that I’d like to do my bit and lend a hand. I’ve decided to turn over a part of my website to high school students so they — you — can have the opportunity to get the word out to millions more people. For a long time I’ve wondered, how come we don’t hear the true voices of teenagers in our mainstream media? Why is your voice any less valid than an adult’s?
In high schools all across America, students have great ideas to make things better or to question what is going on — and often these thoughts and opinions are ignored or silenced. How often in school is the will of the student body ignored? How many students today will try to speak out, to stand up for something important, to simply try to right a wrong — and will be swiftly shut down by those in authority, or by other students themselves?
I’ve seen students over the years attempt to participate in the democratic process only to be told that high schools aren’t democracies and that they have no rights (even though the Supreme Court has said that a student doesn’t give up his or her rights “when they enter the schoolhouse door”).
It’s always amazed me how adults preach to young people about what a great “democracy” we have, but when students seek to be part of it, they are reminded that they are not full citizens yet and must behave somehow as indentured servants. Is it any wonder then why some students, when they become adults, don’t feel like participating in our political system — because they’ve been taught by example for the past 12 years that they have no say in the decisions that affect them?
We like to say that we have this great “free press,” and yet how free are high school newspapers? How free are you to write or blog about what you want? I’ve been sent stories from teenagers that they couldn’t get published at school. Why not? Why must we silence or keep out of sight the voice of our teenagers?

It’s not that way in other countries. The voting age in places like Austria, Brazil or Nicaragua is 16. In France, students can shut down the country by simply walking out of school and taking to the streets.
But here in the U.S. you’re told to obey and to basically butt out and let the adults run the show.

Let’s change that! I’m starting something on my site called, “HIGH SCHOOL NEWSPAPER.” Here you will be able to write what you want and I will publish it. I will also post those articles that you’ve tried to get published at your school but were turned down. On my site you will have freedom and an open forum and a chance to have your voice heard by millions.
I’ve asked my 17-year-old niece, Molly, to kick things off by editing this page for the first six months. She will ask you to send her your stories and ideas and the best ones will be posted on MichaelMoore.com. I’ll give you the platform you deserve. It will be my honor to have you on my site and I encourage you to take advantage of it.

You are often called “our future.” That future is today, right here, right now. You’ve already proven you can change the world. Keep doing it. And I’d be honored to help you.
Yours,

Michael Moore
MMFlint@aol.com
MichaelMoore.com

P.S. When can you get started? Right now! Just go here and register. (You can use a made-up name if you want and you don’t have to name your school.) Then once you’re done, start submitting blogs, music, video and more!
P.P.S. If you’re reading this and not in high school, please take a second and forward it to all the students you know.

Revolta popular no Estado do Wisconsin (EUA) já juntou 100.000 manifestantes na rua debaixo de um nevão!!!

Governo direitista (do partido republicano) do Wisconsin quer acabar com o DIREITO À NEGOCIAÇÃO COLECTIVA e o SINDICALISMO, o que provocou um protesto massivo dos trabalhadores, em especial, dos professores e dos funcionários da Administração Pública, bem assim como de milhares de estudantes.

Os médicos da Universidade de Wisconsin estão a passar atestados médicos para os funcionários públicos que estão participando dos protestos, e que por isso não têm comparecido nos seus locais de trabalho.

A pizzaria local Ian''s Pizza recebeu, entretanto, contribuições via internet de simpatizantes em 30 estados norte-americanos e em 14 países, entre eles o Egipto, a fim de fornecer alimentação aos manifestantes

Milhares de funcionários públicos ocupam há mais de uma semana o Parlamento do Estado de Wisconsin e prometem dali não sari enquanto o projecto de lei do governo não for retirado








Vídeo sobre a Marcha dos estudantes, realizada no passado 15 de Fevereiro, em apoio aos professores e funcionários dos serviços públicos em Madison ( capital do Estado do Wisconsin)




Tom Morello canta duas canções para os manifestantes que permanecem junto do parlamento do Wisconsin



Os novos jackpots das empresas farmacêuticas ( documentário em francês)

Documentário sobre as técnicas de marketing das empresas farmacêuticas para atrair e defraudar os consumidores








Os novos anarquistas ( texto de Leonel Moura)

Os novos anarquistas
(texto de Leonel Moura publicado no Jornal de Negócios)

Nestes últimos dias, a propósito de uma música dos Deolinda, gerou-se a ideia de que os jovens de hoje são passivos e incapazes de construir a sua história.

Compreende-se. Para a minha geração, que viveu o Maio de 68 e o 25 de Abril, revolução significa manifestações, barricadas, alguma violência e sobretudo organizar a revolta. Nessa perspetiva os jovens de agora surgem como demasiado acomodados a um sistema e uma economia que lhes é bastante desfavorável. Ficam-se pela casa dos pais, submetem-se a baixos e precários salários, resignam-se ao desemprego. Aparentam estar dispersos e desorganizados. A própria música em questão é um lamento mas não uma revolta. No "nosso tempo" o protesto exprimia-se em múltiplos atos de resistência ao fascismo e à guerra colonial, nas escolas, nas universidades, por vezes nas ruas e sobretudo na deserção em massa e fuga para o estrangeiro, facto que está por estudar e tem sido bastante ignorado. Ou seja, a vida nunca é fácil e a da minha geração não o foi certamente.

Sucede que os contextos vão mudando e ser irreverente ou revolucionário não significa sempre a mesma coisa. Os jovens de hoje são ativos na mudança do mundo de maneiras distintas da juventude de outrora. Nascidos no tempo da internet e da globalização funcionam num complexo sistema de redes que excede em muito o pequeno núcleo de amizades, as conversas de café, as tertúlias, a militância. Podem não ter muito dinheiro no bolso, mas na rede são senhores.
Comunicam, criam, protestam, mobilizam-se e, sem que o mundo "adulto" e instalado se dê bem conta, vão alterando radicalmente as coisas. Foram eles que inventaram o Twitter, o Facebook, o WikiLeaks e também a insurreição árabe. São eles que abalam constantemente a velha política, a velha oposição e a velha economia com as suas ações "blitzkrieg" contra ditadores, capitalistas, corruptos e uma democracia incapaz de se renovar. Nunca o mundo esteve tão atento às falcatruas dos ricos e poderosos. Nunca a exigência ética foi tão manifesta. Nunca a inovação social e económica foi tão acelerada e determinante.

Para usar velhas terminologias, os jovens de hoje são fundamentalmente anarquistas pacifistas, o que pode parecer uma contradição dos termos, mas não é. Embora a violência possa surgir, vide manifestações anticapitalistas um pouco por toda a parte ou as rebeliões na Tunísia e Egito, não se trata aqui do anarquismo dos atentados, da desordem e da má fama dos discursos ligeiros. Mas aquele que deriva do apelo da liberdade, do ser libertário, do não apreciar chefes e hierarquias. E sobretudo aquele que valoriza ao máximo a autonomia individual e o tomar o destino nas próprias mãos. Um anarquismo que nasce da própria lógica da Internet e das redes sociais, onde não existem chefes nem mandantes e cada um dá e partilha o seu contributo próprio. Um anarquismo que emerge em determinadas situações, muito à maneira das ideias e práticas do bando pioneiro de Guy Debord.

É neste contexto que o argumento do desinteresse dos jovens pela política revela ser tão desajustado. É um facto que a maioria dos jovens não aprecia a política que ainda hoje se pratica, herdada do século passado, e tanta do século 19, diga-se de passagem, e seu sistema de partidos, retórica parlamentar, defesa de interesses e corrupção. E ainda bem. Pela formação e condição preferem a construção da vida mais do que o jogo da política. Preferem a criatividade, a generosidade, a dedicação e, porque não, a ambição. Todos os dias surgem novas descobertas e novas soluções para velhos e recentes problemas. E isso, mais do que tanta coisa, é mesmo mudar o mundo.

Os jovens, como lhes compete, estão a criar uma nova sociedade. Uma sociedade mais livre, socialmente mais exigente e justa, com indivíduos mais autónomos e novos meios de interação interpessoal e global. Como sempre, não são compreendidos pelo "status quo" que vive na ilusão do imutável. Mas o processo está em andamento e não há nada a fazer. Não são os jovens que têm de se ajustar ao vigente. Somos todos nós que temos de nos adaptar ao que já está em marcha. Não são os jovens que têm de se interessar mais pela política, é esta que tem de mudar radicalmente.

Socialism, o novo filme de Jean-Luc Godard, será projectado dia 6 e 7 de Março em Serralves


NOVO FILME DE JEAN-LUC GODARD EM SERRALVES
6 e 7 de Março, 21h30 Auditório de Serralves


Nos dias 6 e 7 de Março Serralves apresenta em estreia nacional a última longa-metragem do realizador Jean-Luc Godard.

Filme Socialismo é uma sinfonia em três movimentos. Um navio no mediterrâneo e algumas conversas, em diversas línguas, entre passageiros, quase todos em férias. Um velho criminoso de guerra (alemão, francês ou americano?) acompanhado da sua neta. Um jovem filósofo francês (Alain Badiou). Um representante da polícia de Moscovo. Uma cantora americana (Patti Smith). Um velho polícia francês. Uma ex-funcionária da ONU. Um agente reformado. Um embaixador palestiniano. No fundo, discutem a falência das ideologias de esquerda no início de século 21.

Três momentos dividem a nova produção de Godard, que discute o papel da Europa no século 21. Em ''Coisas Como'', uma viagem pelo Mediterrâneo, várias conversas acontecem em várias línguas entre os passageiros, quase todos em férias. Já em ''Nossa Europa'' uma menina e seu irmão mais novo convocam seus pais para lhes explicar temas como liberdade, igualdade e fraternidade. E em ''Nossas Humanidades'', seis lugares com mitos falsos ou verdadeiros: Egito, Palestina, Grécia, Odessa, Nepal e Barcelona.







Curso de cultura e pensamento contemporâneo, com Gonçalo M.Tavares (5 e 7 de Março na Fundação Serralves)

CULTURA E PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO, COM GONÇALO M. TAVARES
05 Mar - 07 Mar 2011 - das 15:00 às 19:00 - FUNDAÇÃO DE SERRALVES

Estado/ Individuo e saúde - Textos de Fernando Savater, Ramón Gomez de la Serna, entre outros.

A irracionalidade e a pequena razão, A lógica e o desejo - Textos de Baudelaire, Nietzsche, Séneca, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, entre outros.

Corpo e tecnologia versus corpo e natureza - O exemplo de Stelarc: o 3º braço.

Discurso, linguagem; Relação palavras/coisas; Abstracto/concreto; Linguagem privada;

Wittgenstein - Textos de Oliver Sacks, Lewis Carroll, Jorge Luís Borges, entre outros.

As artes do corpo - Textos Eugénio Barba (presença, ausência), Artaud (musculatura afectiva), Henri Michaux, entre outros.

Imagens - Textos de Nietzsche, Ionesco, Walt Whitman, Umberto Eco, Oliver Sacks, entre outros.

As relações entre corpo e poder; Poder, conhecimento e corpo. O vigiar e punir - Textos de Foucault, Henri Michaux, e imagens de Marina Abramovic.

O desejo e a multiplicação da identidade - Textos de Roland Barthes, Oliver Sacks, Wittgenstein, entre outros.

Utopias - Análise de alguns textos de poetas chineses. O palácio de projectos utópicos de Kabakov.

Concepção e Orientação: Gonçalo M. Tavares
Horário: 15H00-19H00

GONÇALO M. TAVARES - Escritor português, nasceu em 1970. Em Portugal recebeu vários prémios entre os quais o Prémio José Saramago 2005. Prémios Internacionais: Prémio Portugal Telecom 2007 (Brasil). Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália). Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia). Prix du Meilleur Livre Étranger 2010 (França) com "Aprender a Rezar na Era da Técnica"

4.3.11

Carnaval vadio - festa e baile de máscaras( dia 7 de Março às 21h30) com entrada livre


CARNAVAL VADIO - Festa de Carnaval / Baile de mascaras (dia 7 de Março, às 21h30)
Livraria-bar Gato Vadio - Rua do Rosário, 281, Porto

Junte-se a nós , dia 7, segunda-feira à noite, a partir das 21h30, e ajude-nos a provar que, ao contrário das ideias feitas, para as pessoas se divertirem imenso não precisam de gastar quase dinheiro nenhum! Apenas de estarem juntas.

O Carnaval é a festa das festas!. É a celebração da abundância e do gozo nas vésperas do sacrificio asceta. Nela, tudo é permitido! Desde a brincadeira inocente à pequena vingança .
Até mudar a aparência para mais facilmente mostrarmos quem somos.

Manifestação anticapitalista (5 de Março às 15h. no Príncipe Real) -Não queremos esta economia

Lar​go da Severa, Mou​raria 21h

Entretanto, hoje, 4 de Março, pelas 21h. as Jornadas AntiCapitalistas prestam homenagem a Valentina, revelando ao mundo os seus diários secretos: «Querido diário, eu, Valentina, aqui descrevo sem pudores os meus mais selvagens sonhos. Tudo começou quando o Agente Silva me convidou para um café no Califa para discutir comigo a ameaça da extrema-esquerda à segurança nacional. A tarde era chuvosa e húmida mas ainda assim quente. Mal cheguei e vi o Agente Silva a beber um abatanado senti um golpe forte no peito…”.

Aparece na da Barbuda (Largo da Severa, ao Martim Moniz), para o lançamento da fanzine “Diários Secretos de Valentina”. Uma história de devaneio, traição e ódio

Entrudo de Lazarim, de 6 a 8 de Março: não percam - Carnaval de aldeia genuíno, e ambiente convivial de festa


Em Lazarim comemora-se um dos mais típicos carnavais do país. Para além do desfile das tradicionais máscaras de Lazarim, criadas por artesãos locais, um dos momentos altos destes dias é a leitura dos testamentos dos compadres e das comadres.

Em Lazarim a tradição do Carnaval ainda é o que era. Sinónimo de folguedo, máscaras e soltura, o Carnaval celebra-se entre comadres e compadres que envergam máscaras típicas feitas artesanalmente em madeira de amieiro por quatro homens da aldeia. As máscaras são sempre diferentes de ano para ano e cabe aos seus portadores idealizarem as vestimentas que as acompanham. O Entrudo é precedido pela Semana dos Compadres e das Comadres, as duas associações que tentam reunir fundos para os festejos e que vão preparando, em completo segredo, as quadras destrutivas do testamento que será lido na Terça-feira Gorda. No Domingo Gordo à tarde começa a grande folia. Os caretos vão chegando, cada um com o seu disfarce. Tocam as bandas, reúnem-se os carros alegóricos, dançam os ranchos folclóricos, desfilam os gigantones. Na Terça-feira Gorda as ruas de Lazarim enchem-se de gente para ver passar o desfile das máscaras e participar na folia. Ao início da tarde os mascarados começam a aparecer em pequenos grupos misturando-se com a multidão.

Depois do desfile os compadres e as comadres: uns de papel colorido, recheados de pólvora e foguetes que são imolados pelo fogo no final da festa e outros de carne e osso que, ao lerem o testamento, se "defrontam" numa luta verbal de rimas onde não falta a malandrice e as tiradas picantes. As pessoas aglomeram-se debaixo de uma varanda para ouvir a leitura do testamento. A rapariga lê o testamento do Compadre e o rapaz o da Comadre. A rivalidade entre sexos serve como principal pano de fundo à libertinagem linguística. Terminado o "ajuste de contas" e imolados os bonecos, prossegue o cortejo até ao local onde o fogueteiro dá por encerrado o Entrudo. Ao entardecer realiza-se o concurso de máscaras e atribuem-se os prémios aos artesãos mais talentosos. Depois é altura de saborear o tradicional o caldo de farinha, a feijoada e o vinho. Há quem pense que o Carnaval tenha origens romanas, tendo adquirido diversas variantes ao longo dos séculos.

http://casadopovodelazarim.webnode.com.pt/

O Entrudo nas Aldeias Transmontanas ( Podence e Santulhão) a 6,7 e 8 de Março



Ainda resistem em Portugal algumas celebrações do Entrudo que mantêm a sua singularidade e tradição. Em Trás-os-Montes salientam-se pelo menos duas localidades em que a festa do Entrudo ainda é o que era: Podence e Santulhão.

Em Podence, pequena aldeia situada a poucos quilómetros de Macedo de Cavaleiros, ninguém se atreve a opor às iras dos Caretos. Apenas as Matrafonas (raparigas disfarçadas de homens e vice-versa) são poupadas à sumária justiça carnavalesca, assaz singular no caso da aldeia transmontana: os demónios mascarados lançam-se ao assalto das moças e encostando-se a elas, ensaiam uma dança um tanto erótica, agitando a cintura e fazendo embater os chocalhos que trazem pendurados contra as ancas das vítimas. Na investida bárbara que faz ecoar por toda a aldeia o alarido dos chocalhos e o tropel surdos dos passos, os Caretos levam tudo pela frente, indistintamente. Não conhecem entraves ou proibições: subir às varandas, trepar aos telhados ou correr pelo Largo da Capela. Tudo vale para «chocalhar» e misturar o tilintar dos chocalhos com os risos das raparigas.

Já em Santulhão, aldeia do concelho de Vimioso, a tradição é outra e os mascarados desfilam pelas ruas da aldeia, atirando farinha uns aos outros inclusive aos transeuntes que tentam escapar a tamanha algazarra. A festa espalha-se por toda a localidade, cumprindo-se uma tradição antiga que vai passando de geração em geração. A rebeldia dos mascarados é consumada com um concurso de máscaras e com o julgamento e queima do Entrudo, que encerra as festividades do Carnaval.
http://www.aepga.pt/portal/PT/60/default.aspx

Uma actividade conjunta entre a Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) com:

Caretos de Podence (http://caretosdepodence.no.sapo.pt/)

Freguesia de Santulhão (
www.santulhao.net)

PROGRAMA

Domingo, dia 6 de Março

ENTRUDO CHOCALHEIRO
Podence, Macedo de Cavaleiros

10h00 - Barraquinhas, Mostra e Venda de Produtos Regionais.

10h30 - Passeio Micológico.

11h00 - Passeio de Burros (AEPGA, www.aepga.pt)

14h00 - Leilão Chocalheiro.

14h00 - Passeio Pedestre MONTEPIO - Trilho dos Caretos.

15h00 - Animação de rua, “Toca a Bombar” e “The River Brass Band”.

15h30 - Caretos à Solta.

16h00 - Teatro de rua, “ComoDEantes”.

17h00 - Inauguração Oficial do Evento.
- Exposição de Fotografia. “ Os Caretos e o Povo”.

17h30 - Merenda á Transmontana.

18h00 - Bailarico Popular, “Diatónicos”.


Segunda, dia 7 de Março

ENTRUDO CHOCALHEIRO
Podence, Macedo de Cavaleiros

10h30 - Passeio de Burros – “Do Careto ao Azibo”.

10h30 - Raid Fotográfico.

14h30 - Barraquinhas, Mostra e Venda de Produtos Regionais.

15h30 - Gincana de Burros.

16h30 - Luta de Touros.

19h30 - Noite Gastronómica (Feijoada no Pote).

21h30 - Pregão Casamenteiro - Casamentos.

22h00 - Noite da Máscara Mágica com desfile enigmático.

22h30 - Queimada.

23h00 - Concerto Tradicional - “Bailenda” e “Roncos do Diabo

Programa completo do Entrudo Chocalheiro em:

www.caretosdepodence.no.sapo.pt
www.facebook.com/pages/Caretos-de-Podence/229759826113?v=wall


Terça-feira, dia 8 de Março

ENTRUDO DE SANTULHÃO
Santulhão, Vimioso

12h00: Almoço-Convívio

14h00: Carnaval Tradicional na Aldeia de Santulhão

Arruada tradicional com gaita, caixa e bombo em que os mascarados percorrem as ruas da aldeia desafiando tudo e todos para a festa do Carnaval

17h30: Julgamento e queima do entrudo no largo da aldeia

18h30: Lanche regional
Fim dos festejos carnavalescos.

2.3.11

Jornada descntralizada e de informação em favor da soberania alimentar promovida pela CNA ( Confederação Nacional da Agricultura)

http://www.cna.pt/inicio.htm

Jornada Descentralizada de Informação e Mobilização

A CNA, Conferência Nacional da Agricultura, e Filiadas realizaram, de Norte a Sul do País, lançou uma Campanha aberta a afvor da soberania alimentar de Portugal para o que realizou uma Jornada Descentralizada de Informação e Mobilização ao longo do mês de Fevereiro e Março, preparando já uma grande iniciativa nacional, de protesto e reclamação, que terá lugar em Lisboa, a 20 de Maio, em defesa da Agricultura Familiar e do Mundo Rural.

A jornada contou com várias iniciativas de informação e mobilização, como idas a feiras e mercados a contactar os Agricultores e as Populações; reuniões, plenários e encontros com Agricultores; idas a Governos Civis e às DRAP, entre outras.

Entretanto, a CNA lança também uma campanha aberta "Soberania Alimentar de Portugal, uma causa do Presente e do Futuro!".

A CNA convida os interessados a aderirem a esta campanha pela Soberania Alimentar de Portugal e a juntarem-se à CNA, Filiadas e Agricultores, a 20 de Maio, em Lisboa, na grande CONCENTRAÇÃO NACIONAL em defesa de melhores políticas agrícolas e de mercados.


Iniciativas

ADACO:

• 05 Fevereiro -------------------------------- Mercado de Condeixa (Coimbra)
• 22 Fevereiro -------------------------------- Mercado de Soure (Coimbra)


ALDA:

• 07 Fevereiro -------------------------------- Feira de Oliveirinha (Aveiro)
• 12 Fevereiro -------------------------------- Feira da Palhaça (Oliveira do Bairro)
• 18 Fevereiro -------------------------------- Feira de Cesár (Oliveira Azeméis)
• 23 Fevereiro -------------------------------- Feira de Vale de Cambra
• 26 Fevereiro -------------------------------- Mercado Santiago e Mercado Manuel Firmino (Aveiro)


AVIDOURO:

Idas a Feiras e Mercados:
• 11 Fevereiro --------------------------------- Mesão Frio
• 16 Fevereiro --------------------------------- Régua
• 17 Fevereiro --------------------------------- Lamego

Reuniões com Agricultores:

• 03 Fevereiro -------------------------------- Guiães -------------------------- (17h30)
• 10 Fevereiro -------------------------------- Gouvães do Douro ---------- (17h30)
• 16 Fevereiro -------------------------------- Nogueira ------------------------(17h30)
• (a calendarizar) ---------------------------- Adega Cooperativa Vale da Teja
• 18 Fevereiro -------------------------------- Gouvinhas ----------------------(17h30)
• 28 Fevereiro -------------------------------- Murça ----------------------------(10h30)


FAGRORURAL:

Reuniões com Agricultores:

• Chaves
• Vila Pouca de Aguiar
• Vila Real
• Boticas
• Mondim de Basto
• Montalegre

Idas a Feiras:
• Chaves
• Vila Pouca de Aguiar
• Vila Real

Conferência de Imprensa com elaboração de um documento regional a ser entregue no Governo Civil de Vila Real



RURALENTEJO:

Encontros com Agricultores:

• 16 Fevereiro -------------------------------- Serpa (Vila Verde de Ficalho)
• 25 Fevereiro -------------------------------- Arraiolos (Vimieiro)

• 04 Março ------------------------------------- Mora (Cabeção)
• 11 Março ------------------------------------- Serpa (Pias)
• 17 Março ------------------------------------- Aljustrel (Ervidel)
• 24 Março ------------------------------------- Ponte de Sôr (Montargil)
• 25 Março ------------------------------------- Avis (Avis)
• Março (dia a definir) -----------------------Reunião Rendeiros dos MACHADOS - MOURA

• 16 Abril -------------------------------------- Sousel (Sousel)

1.3.11

Professores vão encher o Campo Pequeno (12 de Março)


Professores vão encher o Campo Pequeno

As organizações que integram a Plataforma de Sindicatos de Professores reuniram e concluíram que, nunca como hoje, foram tantas e tão fortes as razões para os professores se unirem, mobilizarem e, em 12 de Março, uma vez mais, manifestarem a sua indignação e exigência.

Sem política definida que não seja a que lhes é imposta pelo Ministério das Finanças, os responsáveis do ME limitam-se a anunciar medidas umas atrás das outras, cada qual mais gravosa do que a anterior, procurando atingir os seus objectivos economicistas à custa do emprego, dos salários e da estabilidade dos docentes; à custa da organização e do funcionamento das escolas; à custa da qualidade do ensino!

É neste contexto que professores e educadores vão encher o Campo Pequeno, em 12 de Março, deixando claro que estão CONTRA…

…a vaga de desemprego anunciada para Setembro;

…o roubo nos salários;

…a crescente precariedade e instabilidade;

…o congelamento das carreiras;

…a não realização de concurso em 2011;

…a não suspensão do actual regime de avaliação;

…as quotas na avaliação – a consideração da avaliação nos concursos;

…o fim das reduções de componente lectiva para o desempenho de cargos;

…a eliminação das horas de componente de trabalho individual;

…a contínua degradação dos horários de trabalho;

…a eliminação e/ou profunda redução das horas para o desempenho de cargos de coordenação;

…a fortíssima redução de assessorias e adjuntos na gestão das escolas;

…a redução ainda maior dos orçamentos das escolas;

…a imposição de absurdos mega-agrupamentos e suas consequências;

…o regime de educação especial que afasta apoios a milhares de alunos com necessidades educativas especiais;

…as ilegalidades (despedimentos, alteração de horário e redução salarial) impostas pelos patrões do ensino privado;

…a eliminação do par pedagógico na educação visual e tecnológica;

…o fim, na prática, do desporto escolar;

…o fim, na prática, do estudo acompanhado;

…o fim da área projecto;

…a extinção prevista para Setembro, de todos os projectos desenvolvidos pelas escolas de promoção do sucesso e combate ao abandono escolar;

…a degradação das condições de exercício de cargos nas escolas;

…a transferência da contratação nos “TEIP” do orçamento de estado para fundos comunitários, bem como do ensino profissional nas escolas públicas;

…a alteração das condições de exercício da função de professor bibliotecário;

…a imposição de um calendário de exames que inviabiliza o gozo pleno de férias a milhares de docentes;

…as brutais reduções salariais impostas aos docentes ensino português no estrangeiro;

…a alteração do horário nocturno das escolas;

…a alteração do conceito e do cálculo do valor da hora lectiva extraordinária;

…os recibos verdes ilegais impostos aos docentes das “AEC”;

…as ilegalidades impostas na carreira: “ultrapassagens”, “paralisação” por ausência de legislação, entre outras;

…a falta de formação contínua gratuita;

…a progressiva fragilização dos apoios sociais aos estudantes e às suas famílias;

…a falta de trabalhadores não docentes nas escolas;

…a ausência de medidas que reforcem a autoridade do professor na escola;

…a falta de medidas preventivas à proliferação da indisciplina na escola;

…a ausência de negociação efectiva;

…a falta de política educativa!

Em suma, em 12 de Março, os professores e educadores estarão em luta na defesa da Qualidade na Educação e no Ensino, das condições de trabalho nas escolas, do emprego, dos salários, dos direitos e, de uma forma geral, da Escola Pública.

Nunca, como hoje, foram tantas e tão graves as medidas impostas às escolas e aos professores. Nunca, como hoje, a Escola Pública foi tão posta em causa. Nunca, como hoje, a Educação de qualidade correu tantos riscos. Nunca, como hoje, os professores e educadores foram tão atacados nos seus direitos, na sua carreira, nos seus salários, na sua profissionalidade. Por estas razões, a contestação sente-se cada vez mais forte nas escolas, sendo certo que, em 12 de Março, se traduzirá num primeiro momento de regresso à rua de milhares de docentes que, após o plenário no Campo Pequeno, se dirigirão para o Ministério da Educação, manifestando-se aí contra estas medidas, estas políticas e os políticas que as decidem e aplicam!

Lisboa, 23 de Fevereiro de 2011




Os professores, educadores e investigadores, assumindo as suas responsabilidades no sistema e nas escolas e tendo em conta as consequências imediatas das medidas em curso no exercício da sua profissão e no próprio emprego – recordando-se que entre 30.000 e 40.000 horários de trabalho serão eliminados nas escolas até Setembro próximo – no dia 12 de Março voltarão a um dos espaços mais simbólicos do seu protesto e da sua luta: o Campo Pequeno.

Os professores vão de novo encher o Campo Pequeno numa grande manifestação de descontentamento e exigência que marcará um novo ciclo de uma luta que, verdadeiramente, nunca terminou, e vai conhecer, uma vez mais, uma forte expressão de rua.

Mas os docentes reforçarão a sua acção através da participação em outras acções, designadamente:

•A não ser reposto pagamento devido do serviço extraordinário, a convocação de greve às horas extraordinárias a partir de 1 de Março, com períodos mensais de renovação de Pré-Aviso e até ao final do ano lectivo.

•Com a comunidade educativa (pessoal docente e não docente, psicólogos, inspectores de educação, pais e encarregados de educação, associações de estudantes) realizar uma grande Marcha Nacional pela Qualidade da Educação e em defesa da Escola Pública, para 2 de Abril, em Lisboa.

•O reforço dos contactos institucionais, nomeadamente na Assembleia da República, estando já marcada reunião com a Comissão de Educação e Ciência para 22 de Fevereiro.

•O desenvolvimento de iniciativas de denúncia e exigência de mudanças, ao longo de uma semana, à porta do ME em que, em cada dia, será abordada uma das mais gravosas medidas que o governo pretende impor e suas consequências nas escolas.

•O início de um amplo debate dentro da classe e em diálogo com a restante comunidade educativa para o recurso à greve, podendo esta adquirir as mais variadas formas, desenvolver-se em períodos alargados de tempo e, tendo em conta o tempo ainda em falta do ano lectivo em curso, sendo considerados úteis todos os seus momentos.
O actual momento na Educação está marcado por:

•Ausência de negociação com os parceiros educativos: sindicatos, pais, estudantes, psicólogos, CNE, conselho das escolas, Assembleia da República cujas recomendações são simplesmente ignoradas.

•Imposição de medidas que porão em causa respostas educativas de qualidade, ao desorganizarem as escolas no plano pedagógico e criarem graves constrangimentos no seu funcionamento, com o único objectivo que é o de poupar mais de 800 milhões de euros à custa de muitos milhares de trabalhadores, docentes e não docentes, e da qualidade do ensino. São o caso das alterações curriculares aprovadas (EVT, EA e AP), das normas com que o ME pretende que se organizem as escolas no próximo ano lectivo, da criação de mais mega-agrupamentos e veremos o que ainda aí vem de normas sobre a constituição de turmas.

•Imposição de medidas que desvalorizam o trabalho dos profissionais de Educação, sejam eles quais forem, tais como: roubo nos salários, congelamento de carreiras, violação de acordos e compromissos assumidos, alteração das regras de horário nocturno, alteração das regras sobre horas extraordinárias, arrastamento de situações ilegais diversas nas carreiras dos profissionais, alteração unilateral de suplementos remuneratórios pelo exercício de cargos e o desempenho de funções.

•Arrastamento, sem resolução, de situações de grande precariedade que se agravarão em 2011, quer por se traduzirem em desemprego, quer, no caso dos que eventualmente se mantenham no sistema, pela não realização de concursos para entrada nos quadros. Isto é válido para professores, alguns contratados há mais de 20 anos, assistentes operacionais, psicólogos ou inspectores de educação.
Como se isto tudo não bastasse, o ME insiste em manter medidas que, todos sabem, são hoje foco de grande perturbação e conflitualidade nas escolas, ou, pela sua natureza, degradam as condições em que estas funcionam. As consequências são sempre, em última instância para os alunos que vêem decrescer a qualidade das respostas educativas a que têm acesso. São disso exemplo:

•A avaliação de desempenho dos trabalhadores da educação, por assentar em princípios não formativos, é um grave problema com que as escolas se debatem, tanto a dos não docentes como a dos docentes, que tem vindo a merecer uma forte luta por se tratar, comprovadamente, de um modelo inaplicável, desajustado, discricionário e pejado de ilegalidades. O combate a uma avaliação que não contribui para a melhoria do desempenho, antes as constrange, será uma das bandeiras da luta dos profissionais, sejam eles avaliados ou relatores.

•A redução dos orçamentos das escolas que já teve lugar em Janeiro, mas, ouvindo as contas que a Ministra da Educação tem feito sofrerá ainda novos cortes.

•A transferência dos TEIP para financiamento por fundos comunitários, com consequências que estão ainda por apurar, designadamente no que respeita à sua duração e à contratação de trabalhadores.

•A redução abrupta do número de adjuntos das direcções das escolas, das condições de coordenação de departamentos e de estabelecimentos e, na prática, a eliminação das assessorias.

•A eliminação do número de horas destinado, no horário dos docentes, à componente de trabalho individual e a brutal redução do crédito global de horas atribuído às escolas para que se organizem.

•A eliminação, na prática, do desporto escolar que hoje envolve mais de 160.000 alunos.

•A eliminação das horas destinadas ao plano tecnológico, ao exercício do cargos de bibliotecário.
A não criação de condições efectivas para que se desenvolva adequadamente, como a lei determina, a educação sexual nas escolas.

•A fixação de um calendário de exames que, como nunca, entra pelo mês de Agosto, pondo em causa o legítimo direito a férias por parte de docentes, não docentes, estudantes e suas famílias.

•O arrastamento de um regime de Educação Especial que não promove a inclusão ao deixar de fora dos apoios milhares de alunos com necessidades educativas especiais.

•A redução dos apoios sociais às famílias, que, pelo contrário, deveriam ser reforçados num momento em que o desemprego cresce, a precariedade se agrava, os salários são reduzidos e, simultaneamente, a escolaridade obrigatória se alarga.
Estes são problemas vividos na Educação Pré-Escolar e nos ensino Básico e Secundário, mas, igualmente, no Ensino Superior, no Ensino Português no Estrangeiro e no Ensino Particular e Cooperativo onde algumas destas medidas estão já a ser antecipadas pelos proprietários dos colégios e se verificam despedimentos, alterações de horário e reduções de salário ilegais e a associação patronal pretende impor um Contrato Colectivo de Trabalho extremamente negativo. Agora que chegou a acordo com o ME sobre o valor do financiamento a atribuir, não há razão alguma para continuar a penalizar os trabalhadores docentes e não docentes por uma alegada falta de recursos financeiros.

Por tudo o que se afirmou, confirmam-se os riscos que correm a Educação, o Ensino de Qualidade e a Escola Pública.

NO DIA 12 DE MARÇO, VAMOS VOLTAR A ENCHER O CAMPO PEQUENO E SAIR À RUA EM PROTESTO E EXIGÊNCIA

•Pela revogação das medidas que põem em causa respostas educativas de qualidade

•Pela reposição de respostas curriculares ajustadas

•Pela revisão das medidas que desvalorizam o trabalho dos Professores e Educadores

•Pela suspensão e revisão da avaliação deste modelo de avaliação do desempenho

•Pelo fim da precariedade dos vínculos laborais, contra o desemprego

•Pela realização de concursos para ingresso nos quadros e mobilidade

•Pelo direito à negociação com os parceiros educativos cujos pareceres, posições e recomendações são simplesmente ignoradas.

Vamos preparar o equinócio da Primavera no 8ª Sábado de trabalho comunitário na Horta Urbana da Quinta Musas da Fontinha


Vamos preparar o Equinócio da Primavera no 8º Sábado de trabalho comunitário.

Depois de uma enorme transformação enorme e de uma participação espectacular já existem 11 lotes entregues e em agricultura, um projecto de galinheiro e o país das crianças.

Ainda existem muitas tarefas comunitárias a decorrer: erguer a casa de sonho do Sr. Arnaldo, terminar o pavimento do palco/eira, preparar os canteiros para as plantas aromáticas e tintureiras, avançar com a construção da estufa, construir o charco e impermiabilizar o poço, etc.


Também estará presente uma banca de produtos biológiocs “Os amigos da bio-diversidade” com alguns produtos para venda (por exemplo: azeite, amêndoas, mel, cereais, etc.)


Vai existir almoço vegetariano a preço amigo se te inscreveres antes do meio dia no bar.

Claro que podem trazer o que vos apetecer para comer em pic-nic.


A primavera está a chegar e prevê-se um belo dia de sol.


Contamos com a presença de todos, vontade de ajudar, novas ideias, conribuições e inspirações.


Vem colaborar neste projecto da Sociedade Civil, no verdadeiro conceito de Hortas sociais, aberto por todos e para todos.


Até sábado….Sábado 5 de março, das 10:00 até ao pôr-do-sol!

Rua do Bonjardim, 998 Porto(Metro: Faria Guimarães)

http://terrasolta.org/2011/02/vamos-preparar-o-equinocio-da-primavera/

Projecção do filme 99 francs, de Jan Kounen, na Casa da Horta no dia 3 de Março, às 21h30


Filme, “99 francs”, realizado por jan Kounen

Na próxima quinta-feira, 3 de Março às 21h30

Local: Casa da Horta, Rua S. Francisco, 12A ( perto da Igreja de S.Francisco, à Ribeira do Porto)
http://casadahorta.pegada.net/entrada/

Na nossa sociedade de hiper-consumismo, pode-se dizer que a publicidade é o braço direito do capitalismo. Usando imagens e palavras certas, tudo é feito para captar a atenção do consumidor, fomentado o desejo de comprar. Por isso vamos exibir esta quinta dia 3 de Março, o filme francês “99 francs” que desvenda os bastidores do mundo da publicidade.


Título: 99 Francs
Realizador: Jan Kounen
Com: Jean Dujardin, Jocelyn Quivrin & Patrick Mille
Idioma: francês com legendas inglês

Sinopse
O Octave é “o mestre do mundo”: Octave é um publicitário. Ele decide hoje o que nós vamos querer amanhã. Ele trabalha para a maior agência de publicidade do mundo: Ross & Witchcraft, conhecida como “A Ross”. Ele ganha muito dinheiro, relaciona-se com muitas mulheres e usa cocaína com frequência. No entanto apesar da vida boémia, o publicitário debate-se com o rumo que a sua vida está a tomar. Mas dois eventos vão mudar a sua vida de forma drástica que vão corroborar as dúvidas existenciais que ele já tinha
.


Concentração de apoio ao povo da Palestina e a todos os povos subjugados ( dia 2 de Março,às 18h. no Largo de S.Domingos,)


CONCENTRAÇÃO - 4ª FEIRA, DIA 2 DE MARÇO

DAS 18 ÀS 20H.- LARGO DE S. DOMINGOS

A TERTULIA LIBERDADE, CONVIDA TODOS OS GRUPOS E PESSOAS, PREOCUPADAS COM A SITUAÇÃO DO POVO DA PALESTINA E DE TODOS OS POVOS SUBMETIDOS AO DOMÍNIO E OPRESSÃO POR PARTE DE FORÇAS ESTRANGEIRAS E NACIONAIS, A CONCENTRAREM-SE TODAS AS PRIMEIRAS 4ªS. FEIRAS DE CADA MÊS, ENTRE AS 18 E AS 20h. NO LARGO DE S. DOMINGOS, PARA PROTESTARMOS CONTRA ESSA SITUAÇÃO E MANIFESTARMOS A NOSSA SOLIDARIEDADE PARA COM ESTES POVOS.

A PRIMEIRA CONCENTRAÇÃO É JÁ NA 4ª., DIA 2 DE MARÇO
COM DIÁLOGO ENCONTRAREMOS FORMAS DE APOIO
4ª FEIRA VAMOS AO LARGO DE S. DOMINGOS!

SOLIDARIEDADE COM O POVO DA PALESTINA E
TODOS OS POVOS OPRIMIDOS

Às primeiras 4ªs Fªs. de cada mês no Largo de S. Domingos
Das 18 às 20H.

http://www.tertulialiberdade.blogspot.com/


MANIFESTO

O povo da Palestina, submetido a violenta opressão por parte do estado israelita, é vulgarmente ignorado pelos meios de informação dominantes. A débil opinião pública portuguesa é atraída pelas parangonas, imagens sufocantes e ensurdecedora vozearia que gira em torno das notícias da moda. Como os títulos de escândalos, raptos, sexo, crimes furibundos ou ilusórios, que podem embalar o imaginário de cada destinatário, mero consumidor alheado da realidade social.

E, no entanto, o caso do povo palestiniano, diz respeito a cada um de nós. Imagine-se o que seria a invasão de Portugal por uma enorme força estrangeira, apoiada nas armas e dinheiros dos EUA. Para nos dominar e tornar-nos estrangeiros na nossa própria terra, servos dos invasores, à sua mercê, assistindo à apropriação de terras alentejanas e minhotas, da costa do Algarve, à usurpação de quase todo o Ribatejo e muito mais. E não poderíamos frequentar esses colonatos do invasor, seríamos mesmo obrigados a exibir passaporte para nos deslocarmos na nossa própria terra. Como responderíamos, quando às pedradas dos nossos filhos, fartos da arrogância dos colonos e militares invasores, estes respondessem com tiros, assassinando as nossas crianças? Como reagiríamos?

No entanto, muito mais do que isto se passa há largas décadas no território da Palestina, onde até o nome de Palestina é proscrito, substituído pelo genérico “árabe”, para retirar a identidade à população. Tudo perante a conivência e o silêncio de muitos, de demasiados, de gente sem coluna vertebral, que há muito trocou os princípios pelos interesses.

É esta a realidade que nos envolve. Os interesses, o lucro, o domínio e a chamada política real, dominam os governos que, por seu turno, nos dominam a nós. E, no entanto, somos nós, o povo sofredor e anestesiado, que tudo produzimos, e pagamos, as próprias algemas com que nos calcam e extirpam a liberdade.

Em Portugal, como por todo o mundo, os povos, anestesiados pela propaganda massiva e por um ilusório music-hall permanente, deixam-se embalar por vãs ilusões, iludidos por falsas promessas de futuros radiosos, repetidas pelos enormes mistificadores da politica profissional e pelos grandes manitús do capital e seus mercenários da caneta. Temos de nos sacrificar por causa da crise, é tudo pela pátria, o futuro vai ser risonho, repetem até à exaustão. Mas o que está em Portugal não é de todos os portugueses! Só de alguns poucos, os mesmos de sempre. E nos outros países é o mesmo. E que democracia é esta, em que a igualdade só existe no acto do voto? A desigualdade é a regra e a democracia económica, a igualdade real, apavora esses grupo minoritários do poder e do domínio.

E, fora da Europa, dos EUA e pouco mais, é ainda pior. Abundam as tiranias, mais visíveis em África, na Ásia, por todo o lado. Se esses povos procuram libertar-se e ver-se livres das garras que os submetem, logo acorrem pressurosos os verdadeiros conselhos de administração do capital, que são os governos europeus, dos EUA e outros, a aconselhar calma, tranquilidade, consentindo um pouquinho de liberdade.

Tudo isso se tornou bem claro na revolta do Egipto, quando o povo, em greve geral e manifestações constantes, afastou o ditador. Constantemente lhe telefonava o Obama, com conselhos e exigências. Proclamava estar muito preocupado. Onde estava essa preocupação, quando ao longo de décadas o tirano roubou, assassinou trabalhadores e retirou as liberdades ao povo, obrigado a viver na miséria?

É chegado o momento de dizer basta! De vir para rua protestar, de informar, de dialogar, de manifestar o nosso apoio à luta do povo palestiniano e de todos os povos! De estabelecer solidariedades com aqueles que pensam como nós!

Walter Benjamin: Um filósofo a contrapelo da história - conferência de Maria João Cantinho (12 de Março, no Porto)


Walter Benjamin: Um filósofo a contrapelo da história
Conferência por Maria João Cantinho, 12 de Março, pelas 15.00 horas.
Local: Centro Unesco do Porto

Promovida pela Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia

ENTRADA LIVRE

Mais do que nunca, a visão optimista da história, nos tempos que vivemos, revela-se ilusória, algo que Walter Benjamin já compreendera muito bem, nas teses que escreveu sobre a História, em 1940. Texto paradigmático e inclassificável, "Sobre o Conceito de História" vem mostrar-nos a possibilidade de efectuar uma abertura no próprio coração da história, a qual possibilita uma visão, segundo Benjamin, "actual" e integral, de natureza figurativa. Mas essa visão constrói-se às avessas do optimismo e da visão progressista da história. Para que o olhar alucinado do "Anjo da História" não nos torture, é preciso andar a contrapelo da mesma.

Maria João Cantinho é ensaísta, crítica literária, poeta, e concluíu recentemente uma tese de doutoramento sobre Walter Benjamin.Maria João Cantinho nasceu em 1963 e viveu em Angola toda a sua infância. Aos dez anos regressou a Portugal, estudou e licenciou-se em Filosofia. Realizou mestrado em Filosofia, com a tese O Anjo Melancólico, que seria publicado em 2003. Jornalista e escritora, poeta, tem vindo a colaborar em diversas publicações e revistas on-line, tanto na área do ensaio, poesia como ficção.

Bibliografia
A Garça, editora Diferença, Leiria, 2001.
Abrirás a Noite com um Sulco, Lisboa, editora Hugin, Lisboa, 2002.
O Anjo Melancólico, editora Angelus Novus, Coimbra, 2003.
Sílabas de Água, editora Ver-o-Verso, Porto, 2005.
A História do Palhaço Bonifácio, editora Ver-o-verso (no prelo).
Caligrafia da Solidão, no prelo.


http://sociedadeportuguesaantropologia.blogspot.com/


Modernidade e alegoria em Walter Benjamin - por Maria João Cantinho
http://www.ucm.es/info/especulo/numero24/benjamin.html

Professores das AECs (actividades de enriquecimento curricular) realizam uma acção de protesto hoje (1 de Março)

Não podemos ficar calados perante os graves problemas que enfrentamos para assegurar diariamente as Actividades de Enriquecimento Curricular. Têm-se multiplicado as situações de incumprimento: falsos recibos verdes, valores de remuneração abaixo dos previstos na lei, salários em atraso, despedimentos ilegais e arbitrários, cumprimento de horas não remuneradas, obrigação de executar tarefas fora das nossas competências, ausência de condições físicas e de materiais para as actividades, etc.

Além do total desrespeito pelos nossos direitos laborais, a forma como estão a ser implementadas as AECs prejudica as crianças e a Escola pública. Por isso, os Professores das AECs da Grande Lisboa vão realizar uma acção de protesto na próxima 3ª feira, dia 1 de Março. Estaremos, a partir das 8h30, na Escola EB1 nº6 Santo Contestável, em Campo de Ourique, a contactar com a comunidade escolar para alertar para o agravemento da situação nas AECs. Queremos denunciar a generalização das situações de incumprimento, que vêm ocorrendo também na EB1 nº6 Santo Contestável, onde ocorreram despedimentos ilegais e sem justificação. Com esta acção pretendemos sensibilizar pais, professores, técnicos e toda a comunidade escolar, porque sabemos que é preciso uma mobilização conjunta em nome dos nossos direitos, do interesse das crianças e da Escola pública.

Convidamos-te a participar nesta acção de protesto e contacto com a comunidade escolar. Dia 1 de Março, 3ª feira, às 8h30 em frente à Escola EB1 nº 6 Santo Contestável (Rua Pereira e Sousa, 60 - Campo de Ourique, Lisboa).

Os profissionais das AECs exigem respeito: pelos seus direitos, pelas crianças e pela Escola pública.



http://aecsdagrandelisboa.blogspot.com/


Concentração-manif pelos direitos dos profs das AECs em Campo de Ourique

Os cerca de 15.000 professores das Actividades de Enriquecimento Curricular asseguram uma parte importante de actividades nas escolas do 1º ciclo do ensino básico. Eles e elas asseguram não só que as crianças podem aceder a conteúdos e aprendizagens diversas para além do currículo escolar, mas também, asseguram que as crianças têm um apoio e um local para existir durante a barbárie social e precariedade a que os pais estão sujeitos no seu dia de trabalho. As cada vez maiores chantagens para manter o emprego trazem como uma das penalizações a aceitar a extensão de horários de trabalho muito para além do que uma sociedade civilizada deveria aceitar.

Mas este espaço-tempo em que os pais se vêm obrigados a trabalhar é assegurado pelos professores das AECs à custa das suas próprias vidas. Eles e elas lutam contra os falsos recibos verdes, valores de remuneração abaixo dos previstos na lei, salários em atraso, despedimentos ilegais e arbitrários, cumprimento de horas não remuneradas, obrigação de executar tarefas fora das suas competências, ausência de condições físicas e de materiais para as actividades, etc.

Acreditamos que está na hora de cada um de nós se levantar contra a exploração que nada tem de inevitável. Só a organização e a mobilização das pessoas pode fazer recuar a destruição das vidas continuamente adiadas e ameaçadas

www.precariosinflexiveis.org/2011/02/amanha-3a-feira-concentracao-manif.html#more

Economia para todos - curso grátis em Lisboa às 3ªs feiras de Março ( a primeira sessão é hoje, às 19h30)


http://economiaparatodos2011.blogspot.com/


Economia para Todos
Curso grátis, todas as terças-feira de Março.
Local: Fábrica Braço de Prata - sala Visconti
Rua da Fábrica de Material de Guerra, nº1 1950-128 Lisboa

1 de Março
'Para onde anda a Economia: ainda tem a ver com as pessoas?'
José Reis, Director da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

8 de Março
'Economia, bem comum e governação'
Ana Costa, Professora Auxiliar do ISCTE/IUL - DINÂMIA/CET

15 de Março
'Competitividade Internacional'
Luís Oliveira Martins, Professor Associado da Universidade Nova de Lisboa

22 de Março
'Euro: um futuro incerto'
João Ferreira do Amaral, Professor Catedrático ISEG/UTL

29 de Março
'Capitalismo ou Capitalismos?'
João Rodrigues, Investigador Centro de Estudos Sociais da Uni. Coimbra

Local: Fábrica Braço de Prata - sala Visconti
Morada: Rua da Fábrica de Material de Guerra, nº1 1950-128 Lisboa

Informações: Frederico Pinheiro (
fredericopinheir@gmail.com )

28.2.11

Membros do Black Panthy Party estarão amanhã presentes em Serralves para a projecção de filmes e num seminário sobre a luta e arte dos negros


Amanhã, terça-feira, dia 1 de Março, e no dia seguinte, quarta-feira, dia 2, estarão no Museu de Serralves, três elementos dos Black panther party, movimento de defesa dos direitos cívicos dos negros norte-americanos, fundado nos anos 1960:
- Emory Douglas, ministro da cultura dos black panther e criador da imagem gráfica do partido,
- Robert King, um dos membros dos angola 3, que esteve preso numa cela solitária durante 32 anos - os outros dois companheiros ainda continuam na prisão, também em solitária, há mais de quarenta anos
- Bill x Jennings, fundador, historiador e arquivista dos black panther, irão partilhar as suas experiências a partir de um programa de filmes que serão exibidos em sessões às 18h30 e 21h30, no auditório de serralves.


Quem estiver interessado, pode ainda frequentar, gratuitamente, um seminário com Emory Douglas, amanhã pelas 15h, também em serralves.
As sessões de cinema custam dois euros e meio. a acompanhar os black panther estará o artista rigo 23, radicado em s. francisco há cerca de vinte anos, muralista e destacado activista político.

Estas iniciativas enquadram-se no programa da exposição "às artes. cidadãos!", visível em Serralves até 13 de março.



SEMINÁRIO com Emory Douglas: "UMA ARTE REVOLUCIONÁRIA". 1 MAR 2011 (Ter.), 15h00
Emory Douglas dedicou a sua vida à luta pela justiça social, sendo talvez o mais prolífico agitador gráfico do movimento negro de libertação. A eficácia das suas imagens e a mobilização colectiva que inspiraram, faz com que a sua obra constitua um exemplo de como a arte pode ser catalisadora da mudança social.
Na qualidade de Ministro da Cultura dos Panteras Negras, Emory Douglas traduz o compromisso da organização relativamente ao activismo e à luta pelos direitos humanos, traduzindo-se numa poderosa e reconhecível estética, com um papel significativo na mobilização comunitária. Os ideais e aspirações dos Panteras Negras eram comunicados a um público global através de um jornal, do qual Douglas foi director artístico até ao seu encerramento no início da década de 1980. Com formação em arte pelo City College de São Francisco, Douglas foi autor de centenas de desenhos que deram vida ao espírito radical do partido.

Este seminário terá tradução simultânea.

Local: Auditório de Serralves

Acesso gratuito.


LISTA e PROGRAMA dos FILMES A PROJECTAR (dia 1 e 2 de Março, no Museu de Serralves, Porto)

1 de Março - às 18h30:
"OFF THE PIG (Black Panthers)",
THE NEWSREEL film collective, 20', 1968
"THE MURDER OF FRED HAMPTON", Mike Gray e Howard Alk, 88', 1971


Uma selecção de filmes em torno da história dos Black Panthers, desde documentos dos primeiros anos do Partido fundado por Bobby Seale e Huey P. Newton, assim como os recentes "In the Land of the Free" e "41st & Central".
Emory Douglas e Robert King, membros destacados do Partido, assim como Billy X Jennings, historiador dos Black Panthers, e Rigo 23, artista presente na Exposição "Às Artes, Cidadãos!" estarão presentes para revisitar aquele que foi sem dúvida um dos mais radicais e importantes grupos activistas americanos do século XX.

Programa apresentado em colaboração com a exposição “all power to the people”, Galeria Zé dos Bois

1 de Março , às 21h30
"IN THE LAND OF THE FREE", Vadim Jean, 84’, 2010
"RICHARD AOKI: BPP MEMBER", Ben Wang and Mike Cheng, 20', 2010


2 de Março, às 18h30
"BLACK PANTHERS - HUEY!", Agnès Varda, 31', 1968
"COMRADE SISTER: VOICES OF WOMEN IN THE BLACK PANTHER PARTY", Phyllis Jackson e Christine Minor, 58'

2 de Março, às 21h30
"MAYDAY (Black Panthers)", Roz Payne and Collective Newsreel, 15', 1969
"41st & CENTRAL", Gregory Everett, 120', 2010

www.serralves.pt/actividades/detalhes.php?id=1903
www.serralves.pt/actividades/detalhes.php?id=1890&pai=5





http://www.blackpanther.org/
http://www.blackpanthertours.com/home.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Black_Panther_Party

O Black Panther Party é um Partido negro revolucionário estadunidense, fundado em 1966 em Oakland - Califórnia, por Huey Newton e Bobby Seale, originalmente chamado Partido Pantera Negra para Auto-defesa (no original, "Black Panther Party for Self-Defense", depois, mais conhecido como "Black Panther Party" (Panteras Negras))

A finalidade original do partido era patrulhar os ghetos negros para proteger os residentes dos atos de brutalidade da polícia. Os Panteras tornaram-se um grupo revolucionário marxista que defendia o armamento de todos os negros, a isenção dos negros no pagamento de impostos e de todas as sanções da chamada "América Branca", a libertação de todos os negros da cadeia, e o pagamento de compensação aos negros por séculos de exploração branca. A sua ala mais radical defendia a luta armada. No seu apogeu, nos anos de 1960, o número de membros dos Panteras Negras excedeu 2 mil e a organização teve sedes nas principais cidades norte-americanas

Os conflitos entre os Panteras Negras e a polícia nos anos de 60 e nos anos de 70 conduziram a vários tiroteios na Califórnia, em Nova Iorque e em Chicago, um desses resultando na prisão de Huey Newton pelo assassinato de um policial.

O punho erguido ("Raised Fist") foi usado como símbolo de propaganda do Black Panther Party.







Jornadas Anticapitalistas ( 1 a 8 de Março) começam amanhã em Lisboa


http://jornadasanticapitalistas.wordpress.com/


Vivemos numa sociedade onde a política se tornou profissional e estes profissionais já não mais são que gestores da crise do capitalismo. Vivemos numa sociedade do trabalho, onde para sermos considerados cidadãos de plano direito somos sujeitos a processos de selecção, que nos dão a escolher entre o recibo-verde, falso ou não, ou o desemprego, e no qual as mulheres são sempre as mais penalizadas. Vivemos numa sociedade onde, do nosso corpo à nossa vida, tudo se tornou mercadoria, descartável a qualquer momento.

Vivemos numa sociedade onde o estado social administrador da crise dissolve, dia após dia, as suas últimas garantias sociais. Vivemos numa sociedade onde a nossa liberdade e autonomia apenas é reconhecida enquanto for rentável, estável e calculável. Vivemos numa sociedade onde a administração autoritária da crise se revela na promessa de mais vigilância, afirmando de forma paternalista ser para “nossa” segurança. Vivemos numa sociedade onde a legitimação dessa repressão é feita pelos discursos mediáticos cúmplices ou reféns da lógica do poder.

Não queremos a economia, não queremos o estado, não queremos a política.

Não queremos esta merda.

Não queremos pagar por aquilo que não decidimos: das quantias maiores da dívida pública, as dívidas pequenas à segurança social. Não queremos viver em cidades onde o espaço desenha fronteiras, cria guetos e nos divide segundo a conta bancária. Não queremos que nos impinjam como responsabilização moral individual a salvação do planeta numa versão mais verde do capitalismo, enquanto recursos naturais continuam a ser arrasados.

Por isso, o único sim que podemos dizer reside exactamente na forma de dizer NÃO: em conjunto, horizontalmente, sem intermediários, representantes ou vanguardas.

Pensamos estas jornadas anti-capitalistas enquanto meio de criar uma discussão e uma prática que não se cinja a comités centrais, tácticas parlamentares, políticos profissionais, ortodoxias ideológicas e sectarismos fossilizados. Propomos um espaço de encontro, de reflexão e de acção, no qual possamos começar a pensar em como nos vamos organizar para reclamar as nossas vidas e os nossos espaços.

Uma outra crise é possível.

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Não queremos a vossa economia

Num momento em que o capitalismo se revela como crise e esta serve de pretexto à dissolução das últimas garantias do Estado social, numa altura em que dinheiros públicos pagam a bancarrota de bancos e seguradoras perdidos nas aventuras dos mercados, e onde o capital desbasta recursos naturais em prol do benefício de muito poucos, num tempo em que a democracia procura sobreviver à crescente perda de legitimidade representada pela corrupção no seio do poder político ou pelas elevadas taxas de abstenção nos actos eleitorais, num contexto de generalização do uso de dispositivos de segurança, controlo e mercadorização da palavra e do corpo, nós, como outros em todo o mundo, escolhemos organizar-nos.

Ocupamos um espaço fora da política institucional. Não pretendemos representar ninguém, nem nos orientamos por uma lógica programática. Não nos junta uma direcção, mas uma afinidade que se encontra mais numa rejeição óbvia do capitalismo do que em eventuais proximidades ideológicas. Entregamos em exclusivo a uma assembleia, horizontal, aberta e informal, todos os momentos de decisão. Uma assembleia em que todos podem a todo o tempo tudo decidir.

As Jornadas anticapitalistas são a proposta que apresentamos. O seu programa permanece e permanecerá sempre em aberto e outras acções, que com ela se identifiquem ou solidarizem, poderão e deverão ter lugar. Este documento é, por isso, também um apelo à mobilização de todos os anticapitalistas e antiautoritários.

Propomos um conjunto de diferentes actividades e acções a decorrer no período de 1 a 8 de Março, que conte com acções de rua, debates, visionamento de filmes, jantares e festas, entre outros, e que proponham saídas para este modo de vida ou que critiquem de forma radical e directa o sistema capitalista. Estamos de acordo que não queremos esta ou qualquer outra economia capitalista e, nessa recusa, criamos um terreno comum, onde os contributos acompanham as diferentes sensibilidades num processo colectivo de discussão, decisão e acção.

1ª Assembleia do MayDay 2011 realiza-se amanhã (dia 1 de Março, às 21h.) e está aberto a todos

Pelo 5º ano consecutivo realiza-se o MayDay

Junta-te à 1ª Assembleia do MayDay Lisboa 2011!

Vem pensar e construir este percurso e traz um amigo também,

Vamos dar voz aos Precários e dizer NÃO à exploração!

http://www.maydaylisboa.net/

O MayDay é uma protesto de trabalhadores/as precários/as que se realiza no 1º de Maio.

É uma iniciativa que começou em Milão em 2001 e, desde então, se espalhou por várias cidades europeias e do Mundo.
O MayDay Lisboa arrancou em 2007 e em 2009 foi pela primeira vez organizado no Porto.