5.5.10

O essencial sobre A Esquerda Radical é o novo livro de Miguel Cardina a ser apresentado hoje em Lisboa (Livraria Pó dos Livros),e no dia 10 em Coimbra




A ESQUERDA RADICAL
Cardina, Miguel
Editora - Angelus Novus


Editado pela Angelus Novus, o livro será apresentado em Lisboa por Fernando Rosas e José Neves na próxima quarta-feira, pelas 18.30 horas, na livraria Pó dos Livros (Avenida Marquês de Tomar).


No dia 10 de Maio, segunda-feira, é a apresentação em Coimbra, na Livraria Almedina-Estádio, a cargo de Rui Bebiano e João Paulo Avelãs Nunes.


As décadas de 1960 e 1970 assistiram à afirmação de uma nova esquerda fortemente apostada em transformar o existente. Apesar da sua configuração plural, este cosmos rebelde teve características comuns, que foram da rejeição das hegemonias oriundas da guerra-fria à crítica profunda aos modelos tradicionais de autoridade. Este livro pretende lançar um olhar panorâmico sobre as grandes linhas ideológicas que marcaram a época, dando relevo à maneira como elas se plasmaram no território português.

Excerto
www.angelus-novus.com/admin/livros/uploads/livros/196/aesquerdaexc.pdf

Outros excertos retirados de http://angnovus.wordpress.com/

Acontecimentos como as lutas estudantis, as «eleições» de 1969, as agitações em meio operário e até mesmo as acções de auxílio às cheias ocorridas em Novembro de 1967, foram sem dúvida importantes no alastrar das dinâmicas oposicionistas. No entanto, foi o prolongamento das guerras coloniais que mais dano causou ao regime. Iniciadas em Fevereiro de 1961, em Angola, e progressivamente estendidas a outros territórios – Guiné, em Janeiro de 1963 e Moçambique, em Agosto de 1964 – as guerras que o Estado português travou contra os movimentos independentistas africanos estiveram mesmo, como é sabido, no nascimento do movimento de capitães que haveria de derrubar o regime na madrugada de 25 de Abril de 1974.
A guerra colonial – como qualquer guerra, aliás – era uma questão que dizia respeito, em primeiro lugar, à juventude. Quase todos os rapazes tinham de cumprir um longo serviço militar de pelo menos três anos, em condições de risco físico e psicológico acentuado. Deste modo, o conflito nas colónias foi provocando lentamente um afastamento claro entre os interesses do Estado Novo e as aspirações juvenis. Entre 1961 e 1974, perto de 200.000 jovens faltaram à chamada para a tropa. O número de refractários situava-se, entre 1970 e 1972, já acima dos 20%, contabilizando-se mais de 50.000 faltosos nesses três anos. Tenha-se em conta que, à excepção de Israel, Portugal tinha percentualmente mais homens em armas do que qualquer país ocidental. A mobilização teria sido equivalente aos EUA colocarem 2.5 milhões de homens no Vietname, em lugar dos cerca de 500.000 que lá estiveram Contrastando com a atitude pactuante da generalidade da hierarquia católica, alguns sectores católicos desenvolveram então uma acção de timbre pacifista, essencialmente caracterizada pela tentativa de romper a censura e informar sobre a guerra. Inscrevem-se aqui as dissensões públicas de padres como Felicidade Alves e Mário de Oliveira, mas também publicações como o Direito à Informação, os cadernos GEDOC ou o Boletim Anti-Colonial, e vigílias pela paz como as realizadas nos últimos dias de 1968, em S. Domingos, e de 1972, na Capela do Rato. Muitos «católicos progressistas», aliás, distinguiram-se no auxílio às passagens «a salto» da fronteira luso-espanhola.
No entanto, até final dos anos sessenta a contestação ao conflito mantinha-se confinada a alguns círculos de reflexão crítica. Em Fevereiro de 1968, uma manifestação contra a guerra do Vietname frente à Embaixada dos EUA havia já indirectamente trazido o tema para a rua. Todavia, na importante crise estudantil ocorrida em Coimbra, em 1969, a guerra colonial ainda está ausente do catálogo explícito de reivindicações, se bem que logo a seguir se torne a questão primordial do activismo nas universidades.
(...)

A afirmação da esquerda radical durante os anos sessenta e setenta fez-se de caminhos de renovação teórica e experimentação geracional fortemente apostados em transformar o existente. Apesar da sua configuração múltipla e por vezes conflitual, este cosmos rebelde teve características comuns, que foram da rejeição das hegemonias bipolares da guerra fria à crítica aos modos tradicionais de autoridade; da recusa do imperialismo à sedução por um novo imaginário de combate; da produção e consumo de formas artísticas de matriz contracultural à valorização do papel da juventude como motor da transformação social.
A fecundidade deste movimento não se revelou num momento preciso de ruptura, como sucedeu em 1789 ou em 1917, mas através de um processo continuado que foi modificando substancialmente o campo social e político e as aspirações culturais de sectores significativos da população. Na realidade, se a esquerda radical adjudicou a si mesma a tarefa prometeica de fazer o proletariado cumprir as predições do materialismo histórico, o certo é que foi também a partir desse húmus que se desenvolveram
novos tópicos contestatários que, matizando os conflitos de classe, acentuaram o enfoque em formas mais plurais de libertação.
Em Portugal, este pequeno universo em expansão definiu-se, de modo ambivalente, na recusa do Estado Novo e na busca de uma linha de demarcação relativamente ao PCP, ainda que por vezes, nomeadamente no campo maoísta, se tenham adoptado práticas e discursos implícita ou explicitamente oriundos da tradição comunista. Por outro lado, a demanda de traços anticapitalistas e internacionalistas e a sua particular radicação nos territórios juvenis ajuda a explicar o enfoque decisivo na questão colonial.
Na verdade, se o mostruário programático das organizações foi muitas vezes reticente na adopção explícita de práticas e discursos que fossem além do marxismo-leninismo mais estrito, não há dúvida que foi também no difuso território do radicalismo – não necessariamente militante mas nem por isso menos politizado – que se exprimiram alguns dos contornos da mudança cultural ocorrida nos designados «longos anos sessenta». Deste modo, o livro que se apresenta não pretende apenas fazer a história e a pré-história de alguns partidos de esquerda que marcaram em Portugal o último quartel do século XX, mas também deixar entrevista a maneira como esta constelação radical ajudou a construir uma cultura de conflito e um desejo de modernidade ao qual o presente não permanece alheio.
Miguel Cardina – A Esquerda Radical - p. 111-112

http://angnovus.wordpress.com/

Festa das Aves (14 a 17 de Maio) em Miranda do Douro


A FESTA DAS AVES decorrerá entre os dias 14 a 17 Maio de 2010, na aldeia de Vila Chã de Braciosa, situada no concelho de Miranda do Douro, dentro dos limites do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

A FESTA DAS AVES foi delineada com o intuito de promover a valorização da natureza através das aves. O objectivo primordial é sensibilizar para a preservação das aves através de uma diversidade de actividades que incluem caminhadas na natureza para observação e identificação de aves, identificação de ameaças e análise dos problemas de conservação e respectivas soluções, interpretação ecológica, palestras, tertúlias, mostra de filme documentários, eventos artísticos (música, teatro, contos e poesia), actividades para crianças (pintura-facial, jogos lúdico-pedagógicos, manualidades como oficinas de construção de pinhas alimentares, comedouros e bebedouros para aves, construção de ninhos artificiais, etc…), exposições (desenho científico, fotografia), entre outras. Entre as inúmeras actividades propostas pretendemos que, cada vez mais pessoas, aprendam a apreciar as aves que convivem connosco no dia-a-dia.

De destacar o dia 14 de Maio, que será um dos pontos altos da Festa, dedicado especialmente à criança. Serão convidadas a estar presentes as escolas dos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta envolvidas no programa de educação ambiental levado a cabo pelo projecto PEAR (http://www.rupicolas.com/portal/PT/4/default.aspx ) com o intuito de reforçar o trabalho efectuado e num ambiente mais descontraído e de festa, celebrarmos em conjunto a biodiversidade faunística e florística do Parque Natural do Douro Internacional através de actividades pedagógicas e recreativas, transmitindo aos mais jovens os valores do campo e os ensinamentos da Natureza.

Os objectivos específicos desta Festa são:

- Apelar a atenção e travar a perda de biodiversidade na área protegida do PNDI;

- Promover a valorização das áreas protegidas, nomeadamente, a do PNDI e áreas de Rede Natura 2000 do Nordeste Transmontano, assegurando a conservação do seu património natural, cultural e social;

- Promover a educação e a formação em matéria de preservação da Natureza e da Biodiversidade;

- Promover a educação ambiental. É através da sensibilização, primeiramente, que o homem começa a tomar consciência de sua prática em relação ao ambiente em que vive. Sensibilização entendida no contexto dessa pesquisa como um processo educativo de tornar sensível, possibilitando uma vivência que pode construir conhecimentos não só pela racionalidade, mas também a partir de sensações, intuição e até mesmo sentimentos.

- Divulgar práticas de contemplação e usufruto da natureza que não impliquem danos à biodiversidade;

- Assegurar a informação, sensibilização e participação do público em geral, sobre a necessidade de conservação das aves rupícolas;

- Intensificar a cooperação nacional e internacional, promovendo encontros de especialistas para a partilha e debate de conhecimentos;

- Promover o diálogo entre o conhecimento científico e os saberes populares (tradicionais). Os conhecimentos tradicionais tornam-se importantes dentro do contexto da conservação da natureza à medida que, diante da crise ambiental em que vivemos, actualmente, precisamos valorizar os modos de vida tradicionais, a observação e valorização da natureza, para se pensar em novos rumos em busca de uma sociedade sustentável.

- Chamar a atenção para a importância que os meios agrícolas tradicionais têm para a vida silvestre (em Portugal, à luz das políticas, mercados e práticas da União Europeia, os sistemas agrícolas tradicionais têm tendido a evoluir para sistemas agrícolas intensivos ou, no sentido inverso, para o abandono, o que tem contribuído drasticamente para o declínio das espécies silvestres);

- Desestimular a criação de animais silvestres como animais de estimação, dando orientações sobre como criar condições para a sobrevivência das aves nos jardins e quintais (chamando atenção sobre uso incorrecto de pesticidas (insecticidas, herbicidas e fungicidas), a importância das sebes naturais, construção comedouros e bebedouros para aves, estimulando o respeito e a harmonia entre homem e natureza).

- Fomentar um modelo sustentável de turismo, sensibilizando para a preservação da natureza, pela via do conhecimento e interpretação múltipla do que nos rodeia, contribuindo para a fixação e melhoria socioeconómica das populações locais. Pretende-se chamar a atenção para os recursos ornitológicos existentes em Portugal, particularmente, para a zona rupícola do PNDI (paisagem dominada pelas escarpas do vale do rio Douro) considerada como uma das melhores áreas do País para a observação de aves de rapina, tendo todas as condições para apostar neste segmento do Turismo de Natureza, se apostar em práticas “amigas do ambiente” e em serviços qualificados.

Através das inúmeras actividades propostas ao longo do evento pretendemos que, cada vez mais pessoas, aprendam a apreciar as aves que convivem connosco no dia-a-dia. Esperemos que este evento possa contribuir para a formação e informação de uma sociedade mais equitativa e ambientalmente sustentável.


Programa Provisório:

Sexta-feira, 14 de Maio de 2010
Vila Chã da Braciosa, Miranda do Douro

Público-Alvo: Crianças e jovens, nomeadamente, das escolas dos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro e Miranda do Douro
Objectivo: Reforço e conclusão das acções de sensibilização ambiental levadas a cabo pelo projecto PEAR, nas escolas do concelho de Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro e Miranda do Douro com o intuito de, num ambiente mais descontraído e de festa, apelar para a problemática da conservação e preservação das aves e dos seus habitas. Simultaneamente, pretende também destacar o papel vital que as aves desempenham no equilíbrio dos ecossistemas, realçando a sua importância para o ser humano.

9h00-9h30: Recepção das escolas na aldeia de Vila Chã da Braciosa

10h00: “As aves da nossa terra”, apresentação das aves mais emblemáticas do PNDI

10h30: Oficinas:

- “Ovos, Bicos e Penas”, Reconhecer as aves mais frequentes no PNDI, com breve introdução à utilização de binóculos e guias de campo

- “Construção de pinhas alimentares, comedouros e bebedouros para aves”. O lugar dos animais silvestres são na natureza, esta oficina visa desestimular o gosto pela manutenção de animais silvestres como animais de estimação

- “O que fazer quando encontrar uma animal ferido ou envenenado ” pretende informar sobre os procedimentos que devemos tomar quando encontramos um animal ferido ou envenenado

- “Aventura dos sentidos”, Brincar com os sentidos, numa grande aventura através da descoberta do mundo das plantas e dos animais

- “Ouvir, Ver e Ouvir”, é uma oficina que se destina a sensibilizar as crianças para aspectos sonoros e visuais que nos rodeiam, recorrendo a diferentes sons da natureza

- “Tintas, pintas e pingas” exploração da pintura com materiais diversos: cartões, guardanapos, borrachas, colas, esponjas, fios de lã e muitos outros, até onde a imaginação os levar

- “Identificação de aves silvestres”, captura e anilhagem (a confirmar)

12h30: Almoço

14h00: Jogo de pistas “A biodiversidade da aldeia de Vila Chã da Braciosa”, testar a capacidade de observação e trabalho de equipa das diferentes escolas

15h30: Passeio de burro pela aldeia de Vila Chã da Braciosa

16h30: Despedida das escolas

21h00: Recepção dos participantes

21h30: Filme: “ A Raposa e a Criança”, de Luc Jacquet (a confirmar)


Sábado, 15 de Maio de 2010
Vila Chã da Braciosa, Miranda do Douro

Público-alvo: Estudantes e Profissionais da área da Biologia, Turismo de Natureza e outras Ciências Ambientais, Ornitólogos e todos os interessados em avifauna.
Objectivo: Pretende-se chamar a atenção para os recursos ornitológicos existentes em Portugal e, particularmente, para a zona rupícola do PNDI (paisagem dominada pelas escarpas do vale do rio Douro), fomentando um modelo sustentável de turismo, sensibilizando para a preservação da natureza, pela via do conhecimento e interpretação múltipla do que nos rodeia, contribuindo assim para a fixação e melhoria socioeconómica das populações locais. A “Festa das Aves” foi delineada com o intuito de promover a valorização da natureza através das aves.

09h30: Recepção e apresentação dos participantes. Apresentação dos trabalhos para o dia; Sessão de abertura dos trabalhos.

10h00: Abertura da Feira e Mostra dedicada ao estudo das aves

10h00: Introdução à ornitologia:
Regras gerais de observação.
Material de observação.
Locais e períodos de observação.
Fenologia das Espécies. Migrações.
O que é uma Ave. Topografia de uma Ave.
Plumagem e Padrões de Muda.
Critérios de Identificação

11h00: Intervalo

11h15: Projecção de filmes/documentários

11h15: Aves do Douro Internacional. Espécies emblemáticas, como identificar onde observar.

12h00: O Birdwatching nas Áreas Protegida; Um exemplo de Portugal e um outro europeu (por exemplo, Inglaterra)

12h45: Encerramento dos trabalhos: exposição de dúvidas e comentários acerca dos trabalhos apresentados
13h30: Almoço

15h00: Saída de campo “Observação da natureza” sensibilizando os participantes para a preservação da natureza, pela via do conhecimento e interpretação múltipla do que nos rodeia.

Modulo I: Identificação de aves rupícolas

Modulo II: Identificação de aves do Planalto Mirandês

Modulo III: Identificação, captura e anilhagem de passeriformes (a confirmar)

Modulo IV: Fotografia de Natureza

Modulo V: Pombais Tradicionais da aldeia de Uva

Modulo VI: Instrumentos Musicais a partir de Ossos de Animais (a confirmar)

Modulo VII: Passeio de burro interpretativo da paisagem

Modulo VIII: Visita guiada à Barragem de Picote (a confirmar)

19H00: Regresso da saída de campo

19h30: Jantar

21h00: Saída de campo. Identificação de aves nocturnas. (a confirmar)

22h30: Concertos


Domingo, 16 de Maio de 2010
Picote, Miranda do Douro

Público-Alvo: Estudantes e Profissionais da área da Biologia, Turismo de Natureza e outras Ciências Ambientais, Ornitólogos e todos os interessados em avifauna.
Objectivo: Chamar a atenção para a necessidade da preservação das áreas naturais importantes do ponto de vista ornitológico, em geral, e para a conservação das aves rupícolas, em particular. Assegurar a informação, sensibilização e participação do público em geral, sobre a necessidade de conservação das aves rupícolas, entre as quais, a Águia de Bonelli, o Abutre-do-Egipto e a Cegonha Preta (espécies alvo do projecto PEAR).

10h00: Recepção dos participantes. Apresentação dos trabalhos para o dia; Sessão de abertura dos trabalhos.

10h00: Abertura da Feira e Mostra dedicada ao estudo das aves

10h30: Apresentação do projecto PEAR* “Plano de Emergência para a Recuperação de 3 Espécies de Aves Rupícolas no Parque Natural do Douro Internacional”

* Entidades parceiras do Projecto PEAR - Associação Acção, Liberdade, Desenvolvimento, Educação, Investigação e Ambiente (ALDEIA), Associação de Produtores Florestais do Nordeste Transmontano (APFNT), Associação Transumância e Natureza (ATN), Associação de Proprietários de Pombais Tradicionais do Nordeste (PALOMBAR), Associação para a Valorização do Património Natural e Cultural das Arribas do Douro (Erva-Prata) e Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA)


11h00: Intervalo

11h15: “Identificação das Ameaças e Medidas de Conservação das Aves Rupícolas no Parque Natural do Douro Internacional”

11h15: Benefícios ecológicos da revitalização de pombais (1997-2009)

12h30: Encerramento dos trabalhos: exposição de dúvidas e comentários acerca dos trabalhos apresentados
13h00: Almoço

15h00: Saída de campo “Observação da natureza” sensibilizando os participantes para a preservação da natureza, pela via do conhecimento e interpretação múltipla do que nos rodeia.

Modulo I: Identificação de aves rupícolas

Modulo II: Identificação de aves do Planalto Mirandês

Modulo III: Identificação, captura e anilhagem de passeriformes

Modulo IV: Fotografia de Natureza

Modulo V: Pombais Tradicionais da aldeia de Uva

Modulo VI: Instrumentos Musicais a partir de Ossos de Animais

Modulo VII: Passeio de burro interpretativo da paisagem

Modulo VIII: Visita guiada à Barragem de Picote

19h00: Regresso da saída de campo

20h00: Jantar

21h30: Projecção de um filme / Teatro


Segunda, 17 de Maio de 2010
Picote, Miranda do Douro

Público-Alvo: Estudantes e Profissionais da área da Biologia, Turismo de Natureza e outras Ciências Ambientais, Ornitólogos e todos os interessados em avifauna.
Objectivo: Intensificar a cooperação internacional, promovendo encontros de especialistas para a partilha e debate de conhecimentos sobre a preservação da biodiversidade.

9h00-9h30: Encontro dos participantes no largo da aldeia de Vila Chã da Braciosa

10h00: Saída de campo “ Parque Natural das Arribas del Duero” (a confirmar)

13h30: Almoço Campestre

15h30: Encerramento dos trabalhos.



Nota: Ao longo do evento, qualquer pessoa poderá participar nas inúmeras actividades proporcionadas pela Festa e que incluem caminhadas na natureza para observação e identificação de aves, palestras, tertúlias, mostra de filmes, eventos artísticos (música, teatro, contos e poesia), actividades para crianças (pintura-facial, jogos lúdico-pedagógicos, manualidades como oficinas de construção de pinhas alimentares, comedouros e bebedouros para aves, construção de ninhos artificiais), exposições (pintura, fotografia), entre outras. Entre as inúmeras actividades propostas pretendemos que, cada vez mais pessoas, aprendam a apreciar as aves que convivem connosco no dia-a-dia.


Se estiver interessado em participar nesta actividade, a AEPGA agradece que envie um e-mail para burranco@gmail.com com o seguinte assunto “PARTICIPAÇÂO NA FESTA DAS AVES” dando-nos a informação do número de pessoas que irão participar. Deste modo, será possível realizarmos uma estimativa de público. Desde de já, agradecemos a sua atenção e esperámos vê-lo(s) em breve.

Para mais informações, contacte:

Joana Braga – 96 0050722
Miguel Nóvoa – 96 6151131

Ou através do e-mail: burranco@gmail.com


http://www.aepga.pt/portal/PT/60/default.aspx

Marcha nocturna pelas quintas de Sintra (7 de Maio)


O CAMINHOS E VEREDAS - CLUBE DE NATUREZA organiza , Sexta-feira , 7 de Maio , uma Marcha Nocturna pelas Quintas de Sintra .

O encontro será às 21.00h na Pastelaria “Piriquita” , no Centro Histórico da Vila.


Este Passeio Nocturno desenrola-se por caminhos vicinais nos arredores de Sintra onde encontraremos exemplares magníficos da Flora local tais como um Castanheiro centenário classificado como Património Natural .

Este passeio não apresenta grandes dificuldades e terminará cerca da Meia-Noite .

No início do Programa será distribuído , a cada Caminheiro , um Livro de Passeio com informações da Zona atravessada e durante a Caminhada haverá Chá e Café .

Posteriormente será entregue a cada Participante um CD com Fotos e Videoclips feitos durante a Actividade .

É necessária a confirmação de presença .

O nosso Clube promove a partilha de transporte facilitando o contacto entre os Caminheiros que estejam interessados em dividir despesas de combustíveis e portagens .


CAMINHOS E VEREDAS - CLUBE DE NATUREZA



Contactos:

caminhoseveredas@iol.pt



Tlf - 963 073 652

http://caminhoseveredas.blogspot.com/


EcoPorto - Centro de pesquisa e práticas ambientais, sociais e espirituais

A ECOPORTO é um Centro de pesquisa e práticas ambientais, sociais e espirituais
Localiza-se na Rua Bela da Fontinha, nº 10, 4000-107 Porto

A nossa Visão :
Vemos um mundo onde as pessoas exprimam todo o seu potencial num clima de fraternidade e conexão com a Natureza

Os nossos Valores éticos:
• Cuidar da Terra:
Mostrar que é possível viver de forma mais sustentável na cidade e no campo, reconhecendo, aceitando e desfrutando o processo de mudança dentro de nós.
• Cuidar das pessoas:
Desenvolvimento em comunidade da partilha, responsabilidade, compaixão, resolução de conflitos no apreço pela diversidade, e no amor
• Trocas e organizações justas:
Gerir sabiamente o consumo e distribuição justa de recursos para que se possa dedicar mais tempo aos propósitos espirituais e humanitários

Os nossos Objectivos:
• Para concretizar a sua visão de futuro e cumprir sua missão, a EcoPorto pretende nomeadamente trabalhar por:

Cuidar da Terra:
• Energias Renováveis (solar, eólica…)
• Construção ecológica
• Agricultura natural
• Ecologia Urbana

Cuidar das pessoas:
• Meditação e outras práticas espirituais
• Artes e ofícios
• Aprendizagem na acção
• Práticas holísticas de Saúde
• Activismo social e ambiental

Trocas e organizações justas:
• Comércio Justo
• Cooperativismo
• Mercado de trocas
• Loja de produtos naturais/ ecológicos

A nossa Organização:
• A EcoPorto define-se como um condomínio sustentável com gestão cooperativa dos sectores comuns.
• Tem em vista promover projetos pessoais e coletivos, compatíveis com a sua visão e ética, pagando cada um a respectiva taxa de condomínio (pelo uso de espaço, bens e serviços comuns) com trabalho voluntário, trocas ou dinheiro.
• Nas trocas internas , enquanto não se criam condições para um verdadeiro banco de horas, as transações entre membros e entre estes e a EcoPorto serão feitas preferencialmente:
--Pelo preço público menos uma % conhecida (acordada previamente e diferenciada para cada tipo de produto ou serviço).
--Em conta corrente com regularizações em dinheiro a pedido.

O poder de gestão:
• Cada projeto deve ter definido no seu regulamento quem tem o poder de gestão e como funciona/ é controlado de forma a haver responsabilidade (pessoal ou coletiva) bem determinada perante a EcoPorto.
• Nesta fase determinou-se que é a assembleia a decidir em reuniões mensais ou sempre que necessário as questões gerais da EcoPorto.
• As decisões devem ser tomadas por consenso tácito (ninguém se opõe), podendo ter um alcance temporal limitado

Festival ImigrArte ( 7 e 8 de Maio de 2010)



Quarta edição do Festival ImigrArte ( 7 e 8 de Maio de 2010):

mostra a tua cara


Mais informações
no Blog da Interculturalidade da Solidariedade Imigrante:
http://www.lisboaintercultural.blogspot.com/
o no myspace:
http://www.myspace.com/festivalimigrarte2010


Sexta 7 de Maio 2010:

1) Local: Solidariedade Imigrante às 20h30

jantar de Ucrânia (preço: 5 solidários, com bebida) + Contos (Contabandistas e o Inácio Francisco).

É preciso fazer reserva ao
solimigrante@gmail.com

2) Local: Casa de Brasil às 21h30

Documentário Vox Populis Do GAFFE +Documentário “In Between” sobre imigrantes de segunda geração com debate

Entrada livre

3) Local: Espaço Sou às 21h30

Apresentação de bailarinos.
Entrada livre


Sábado 8 de Maio 2010 no Ateneu Comercial de Lisboa

(Agradecemos a colaboração e participação de 1001 dança, tornando possível a realização deste nosso festival ImigrArte,
http://1001dancas.blogspot.com/ )

Festa de encerramento

O espaço abre ao público às 15h. Entrada livre.


Bancas das associações a partir das 15h, com gastronomia e artesanato, concertos, danças, exposição, workshop, projecção e espaço para crianças.

Os objectivos do ImigrArte consistem principalmente na promoção da interculturalidade, valorização dos imigrantes, divulgação das suas culturas e artes e interacção com o povo português.

O ImigrArte tem por objectivo promover um diálogo entre cidadãos/ãs portugueses/as e imigrantes, estabelecer pontes de relação entre as várias comunidades estrangeiras, bem como potenciar a iniciativa dos/as descendentes de imigrantes, partilhando estas experiências ímpares com a cidade de Lisboa, numa perspectiva aprofundamento da interculturalidade. Além da temática da inclusão, uma das nossas preocupações é a de dinamizar o espírito colectivo e a de reaprender a viver o espaço público.

O festival envolverá a participação de dezenas de artistas em diversos domínios, como a música, a dança, o teatro, o cinema e as artes plásticas... A organização do festival assenta numa filosofia de custo zero, até porque os recursos financeiros de que dispomos são muito limitados. O festival tem a sua origem numa associação sem fins lucrativos, e procura promover a solidariedade, o voluntariado e o livre acesso à cultura sob as suas mais diversas formas.

--
Grupo de Interculturalidade
Solidariedade Imigrante
Rua da Madalena, nº8, 2º andar
1100-321 Lisboa
solidariedade_imigrante@hotmail.com, solimigrante@gmail.com
http://www.solimigrante.org/
http://www.lisboaintercultural.blogspot.com/

Migrasons
Blog do programa de Migrasons: Radio e diversidade:
http://migrasons.blogspot.com/

«Apupópapa!» é o nome do disco produzido por um colectivo de diversos autores e grupos que vai ser lançado no dia 8 às 17h. em Lisboa

a entrada é livre, não há dízimos



O disco apupópapa! é uma colectânea de leituras e músicas de vários, feita por ocasião da visita do senhor rato a portugal.

O disco vai ser lançado no próximo sábado às 17h, numa sessão cheia de leituras, músicas e pequenos filmes - e nós também lá cantaremos duas ou três músicas.

3.5.10

Este preservativo tem mais fãs que o Papa Bento XVI: o preservativo salva a tua vida; o Papa, não!



Ver a página «This condom will have more fans than pope Benedict XVI» no Facebook: AQUI

O Papa salva a tua alma, o preservativo salva a tua Vida !
O que preferes?

Os preservativos são importantes; o Papa não é!



Papa adormece durante a missa !!!


Que falta de respeito para com o seu próprio Deus!



Marcha Global da Marijuana em Lisboa (8 de Maio, às 15h.)


MANIFESTO Marcha Global da Marijuana – Portugal


O facto de a canábis ser considerada uma substância ilegal tem consequências sociais e sanitárias bem maiores do que se fosse um produto permitido, nomeadamente:

- A crescente probabilidade de adulteração dos produtos, muitas vezes com substâncias mais perigosas (especialmente quando fumadas) do que a canábis, com o perigo que isso implica para a saúde pública, dado o elevado número de consumidores.

- O fomento do tráfico, que alimenta uma economia paralela dinamizada por máfias, em que os grandes lucros ficam na mão de uns quantos, quando seria justo para os contribuintes e para o Estado poder beneficiar dos impostos que recairiam sobre essas actividades (muito lucrativas) se fossem regulamentadas.

- A limitação do uso terapêutico de uma substância que tem claros benefícios no tratamento de algumas doenças; e os impeditivos legais que a proibição supõe para o desenvolvimento de uma investigação rigorosa centrada nesta planta, devido à grande quantidade de licenças que são necessárias e ao perfil político e não-científico das entidades que podem autorizar tais investigações.

- A criminalização e penalização dos consumidores, só porque têm um determinado comportamento que não afecta outrem e que, mesmo a nível individual, não traz mais problemas potenciais que o consumo de álcool, tabaco ou outras substâncias legais e com as quais o Estado lucra bastante, apesar dos riscos assumidos.

- A inexistência de prevenção e de educação para a utilização de canábis.

Em Portugal o consumo da canábis foi descriminalizado em 2001. No entanto, a perseguição policial aos consumidores mantém-se e o risco de se ser tomado por traficante é demasiado grande, uma vez que a quantidade pela qual se pode ser acusado de tráfico é mínima. A saber: a lei portuguesa prevê que qualquer pessoa possa ter em sua posse, sem consequências jurídicas, óleo, resina ou “folhas e sumidades floridas ou frutificadas da planta” de canábis que “não poderão exceder a quantidade necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias” (Lei 30/2000 – “Descriminalização do Consumo de Drogas”).

De salientar que esta lei explicita que é “sem consequências jurídicas”, o que significa aquele que tenha até àquela quantidade não será considerado um criminoso, mas poderá ser será penalizado com uma contra-ordenação (multa) e poderá ter de se submeter a tratamento psicológico se o juiz de turno assim o entender.

E assim, oito anos depois da descriminalização, ainda há consumidores de canábis que são presos ou que são postos numa situação delicada face à justiça, vendo-se obrigados a provar que não são traficantes quando, muitas vezes, não há provas de que o são.

Além disso, não faz qualquer sentido estipular a quantidade permitida como a “necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias”, limite muito pouco claro, tendo em conta que nem toda a gente consome a mesma quantidade e que a maior parte dos consumidores preferem comprar mais de cada vez para não ter de estar sempre a recorrer aos “dealers”, com os riscos que isso supõe não só em termos de segurança, mas pela possibilidade de ser induzido a comprar drogas verdadeiramente perniciosas.

E resta destacar que, sendo permitido o consumo, como esperam as autoridades que o consumidor se abasteça sem estimular o tráfico, tendo em conta que tanto a venda como o cultivo de marijuana são ilegais? A proibição de cultivar esta planta obriga os consumidores a alimentar actividades criminosas. Assim, entendemos que o direito ao consumo deve contemplar a possibilidade de cada um cultivar as suas próprias plantas, podendo, desta forma, garantir a qualidade do produto que consome, o que não acontece quando se vê obrigado a recorrer ao mercado clandestino.Alterar a situação legal da canábis é corrigir um erro histórico que tem trazido mais consequências negativas para os consumidores e para a sociedade em geral do que o consumo. Décadas após é clara, a desadequação da lei é cada vez mais evidentes tendo em conta os benefícios múltiplos que esta planta tem.

O presidente do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT), Marcel Reimen, afirma que "é essencial compreender de que modo e por que razão os consumidores de canábis podem desenvolver problemas, a fim de planear as respostas e avaliar o impacto que a droga ilegal mais consumida na Europa poderá ter para a saúde". Perante isto, perguntamos: como é possível desenvolver respostas se não sabemos qual a composição dos produtos consumidos?!

No mercado português, a grande maioria do haxixe vendido tem diferentes e variáveis substâncias usadas para o cortar e fazer render mais. Para estudar a resposta ao impacto na saúde que tem essas substâncias têm, é necessário saber o que são e qual o seu impacto no organismo. Só a legalização pode garantir a qualidade do produto e assim desenvolver respostas em termos de saúde e só assim haverá a informação necessária para que exista um consumo consciente e responsável.

Todos os esforços feitos até agora para acabar com o tráfico e o consumo desta substância têm sido em vão e todo o dinheiro gasto tem sido um absoluto desperdício, visto que, de acordo com todos os relatórios oficiais da ONU e da União Europeia, cada vez há mais pessoas a lucrar com este negócio clandestino e cada vez há mais consumidores.

Em 2008 chega ao fim o prazo de 10 anos estipulado pelas Nações Unidas com a sua Estratégia para acabar com o tráfico de drogas no mundo (http://www.un.org/ga/20special/poldecla.htm). Segue-se um ano de reflexão em que se vai analisar qual o impacto do acordo assumido pelas Nações Unidas e se, realmente, os objectivos de reduzir significativamente a procura e oferta de drogas foram atingidos.

De acordo com todos os relatórios oficiais, esta estratégia e as sucessivas políticas de combate às drogas falharam rotundamente, apesar dos milhões gastos com este tipo de iniciativas.

Por isto, como cidadãos, exigimos: mudem de estratégia!


Somos mesmo muitos

Segundo o relatório de OEDT de 2007, quase um quarto da população entre os 16 e os 64 anos de idade – cerca de 70 milhões de pessoas –, consome ou já consumiu canábis em algum momento das suas vidas. É um facto: a canábis existe e os seus consumidores também, toda a gente o sabe. Como já ficou provado, não é proibindo que vai deixar de se consumir.


Um apelo a ti

Embora a Canábis não seja inofensiva, os riscos do seu consumo são mínimos, principalmente quando comparada com outras substâncias largamente consumidas e aceites pela lei e pela sociedade. A proibição NÃO é do interesse público: põe em risco a saúde dos cidadãos, fomentando o mercado negro e a adulteração dos produtos e impedindo o Estado de arrecadar milhões de euros em impostos.
A experiência mostra-nos que o uso de Canábis não é uma grave ameaça nem aos consumidores, nem à sociedade. Cabe por isso ao Estado o dever de provar o contrário se pretende continuar a limitar a liberdade individual e a penalizar os consumidores.
Apelamos a toda a sociedade civil que se junte ao nosso protesto pela legalização da Canábis e o do seu cultivo para consumo pessoal ou para fins industriais ou com vista à investigação para fins medicinais.


Os nossos objectivos

• A legalização e regulamentação da canábis para todas as suas utilizações.

• A descriminalização total do consumo de Canábis por adultos, regulamentando modos de obtenção como o cultivo para consumo próprio ou a compra em estabelecimentos ou outros organismos autorizados e regulados.

• Encorajar o estudo e a pesquisa, públicos ou privados, das muitas utilizações benéficas da planta Cannabis Sativa L para o seu uso industrial, social, recreativo e medicinal.

As nossas propostas

• Remoção da canábis e de todos os produtos derivados da planta das listas de substâncias controladas, anexas à lei 15/93 e das respectivas adições a estas listas.

• Desburocratizar e dar prioridade ao cultivo e à indústria de canábis para a produção de energia renovável (biomassa; biodiesel; etanol) e para a produção de fibra e pasta de papel. Desde que esta produção seja feita de forma sustentável e com respeito pelas populações.

• Permitir que médicos e outros profissionais de saúde tenham a possibilidade de recomendar o uso de canábis no tratamento terapêutico, sintomatológico ou para a melhoria da qualidade de vida, nomeadamente, a doentes de SIDA, cancro, em tratamento de quimioterapia, esclerose múltipla, glaucoma ou doença de Chron, entre outros que com o seu uso possam ter melhorias de saúde e qualidade de vida.

• Despenalização da posse, consumo e cultivo de canábis e de todos os produtos derivados desta planta.

• Criação de regulamentação para o fornecimento, comércio e compra legal de canábis por adultos.

• Criação de regulamentação para estabelecimentos públicos onde o consumo de canábis por adultos seja permitido.



Junta-te à nós no dia 8 de Maio !!!

http://www.mgmlisboa.org

Marcha contra a Europa do Capital e a Guerra (5 a 14/5) passa por Lisboa (dia 5, 18h, Largo S.Domingos) e Porto (dia 6,18h, Praça da Liberdade)



Marcha Ibérica contra o capital e a guerra - passagem pelas cidades portuguesas:

Lisboa - Meeting no Largo de S. Domingos, dia 5 de Maio, às 18h.

Porto - Meeting na Praça da Liberdade, dia 6 de Maio, às 18h.


Comunicado de imprensa

Os trabalhadores, os povos europeus e os imigrantes que vivem entre nós, sentem duramente os problemas causados pelo capitalismo global, como o desemprego, a perda de poder de compra, de direitos laborais e o envolvimento em guerras cuja legitimidade os governos não sabem explicar.

Em Portugal, o capitalismo origina:

· Um desemprego de 10.5%;

· Um deficit público que onera, cada um de nós, em € 1332;

· Um PEC recheado de restrições e sacrifícios para trabalhadores e pobres, poupando os rendimentos dos grupos financeiros e dos ricos.


E, para controlar as rotas do petróleo, do gás e do ópio, o capitalismo desenvolve guerras e quer que as paguemos com:

· Gastos directos com a defesa que, em Portugal, custam a cada um de nós, € 228, (+ 15.8% que em 2009);

· A presença de 263 militares no Afeganistão, em contrapartida da redução dos nossos rendimentos;

· Um endividamento para a compra de submarinos cuja utilidade só é sentida por quem, a propósito, encheu os bolsos à nossa custa.

Estes problemas são muito semelhantes em Portugal e Espanha, assim como é similar a actuação dos respectivos governos para expoliar o labor de trabalhadores nacionais ou imigrados

· Com a Marcha ibérica pretende-se alargar a unidade de acção para além do quadro restrito das fronteiras de cada Estado, tendo em conta que o capitalismo actua num quadro global.

· Com a Marcha Ibérica pretende-se sublinhar que a guerra da NATO é mais uma forma de dominação do capitalismo para se assenhorear do trabalho e dos recursos dos povos.

O próximo encerramento da presidência espanhola da UE é um bom momento para nos manifestarmos em conjunto.


Em Lisboa e no Porto, a PAGAN-Plataforma Anti-Guerra e Anti-NATO vai organizar concentrações contra o capital e a guerra, como parte de uma Marcha que, partindo de várias cidades ibéricas chegará a Madrid no dia 16.


Apelamos a todos os que sejam contra a guerra, o desemprego e outros sacrifícios que só servem para enriquecer os capitalistas, que marquem presença no



PAGAN - PLATAFORMA ANTI-GUERRA, ANTI-NATO

http://antinatoportugal.wordpress.com/

antinatoportugal@gmail.com/



Para sabe mais, consultar
:

2.5.10

Marcha Global da Marijuana em Braga: dia 9 de Maio, 15h, no Arco da Porta Nova


AL-QAERVA - Liberdade p'ra dentro da cabeça!

UNNEEDED CONVERSATIONS - Theory and Practice of Art (conferências sobre a prática e a teoria da arte nos dias 11 a 14 de Maio)


A primeira edição da conferência internacional "UNNEEDED CONVERSATIONS - Theory and Practice of Art" terá lugar em Maio de 2010 na cidade do Porto, Portugal. Organizada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), esta conferência pretende estabelecer, através de uma série de intervenções de âmbito interdisciplinar, uma plataforma intelectual para a discussão da fluidez da prática artística contemporânea.

A edição de 2010 de UNNEEDED CONVERSATIONS terá três tópicos principais de discussão — UNTANGLE: The Future Past of Media Art; UNSUSPICIOUS: The Politics of Aesthetics; UNCUT: Time-Based Art — que se encontram no centro das problemáticas actuais da prática artística. Ao mesmo tempo, esses tópicos são também lançados à discussão com o intuito de contribuírem para a definição conceptual do ramo multimédia/intermédia recentemente constituído nos cursos da FBAUP.

As conferências terão lugar num antigo cinema do centro da cidade do Porto (Cinema Passos Manuel), apenas 5 minutos a pé da Faculdade de Belas Artes, e serão divididas em duas categorias: Talks and Conversations. As primeiras — um formato de certo modo mais convencional – terão lugar durante a tarde e as Conversations — um formato mais híbrido — decorrerão ao princípio da noite.

11 de Maio
uncutTime-Based Art
O tempo e a sua flecha implacável são problemas familiares à arte desde há muito. A velha querela entre as artes do tempo e as artes do instante, entre a temporalidade complexa das primeiras e a atemporalidade idealizada das segundas foi ultrapassada, sendo a história da modernidade em boa parte a sinalização da presença e da vitória do tempo e da sua irreversibilidade no campo da arte, das artes plásticas ao cinema, da literatura às artes performativas.

Por sua vez, com a incorporação crescente do tempo tecnológico, a arte contemporânea acabou por se tornar num espaço da experimentação da própria noção de tempo. Umas vezes como retardador, outras como factor de aceleração, a arte fez do tempo um dos seus assuntos centrais. Podemos mesmo dizer que o tempo se transformou num medium por direito próprio, servindo assim de elo de ligação e matéria comum a diferentes práticas artísticas. O tempo é assim um medium que define uma plasticidade própria e que se estende das experiências da cinemática às artes performativas, das combinações entre som e imagem às relações entre tempo e espaço, constituindo um dos campos mais intensos da prática artística. A expressão time-based art parece pois alcançar bem mais do que o território limitado da cinemática ou da performatividade para se tornar, directa ou indirectamente, a pedra-de-toque de parte importante da arte actual.


12 de Maio
untangleThe Future Past of Media Art
Ao longo das últimas décadas, a categoria mais ou menos indefinida da media art tem servido para designar de modo abrangente os cruzamentos entre a arte e os media tecnológicos. A chegada do digital levou mesmo à criação de uma nova categoria — conhecida por new media art — , em boa parte sustentada nas diferenças operativas trazidas pelos media computacioniais.

Será possível continuar a considerar a media art como uma categoria operativa para a delimitação de certas práticas artísticas? Será a distinção entre velhos e novos media ainda relevante num contexto em que o passado e futuro dos media parecem coexistir num mesmo plano?

Na verdade, ao impor uma lógica de auto-fechamento que impede um confronto directo com o território da arte contemporânea, a categoria da media art, com ou sem o prefixo new, tem revelado as suas limitações. A presença de dispositivos tecnológicos de vária ordem é hoje um aspecto fundamental para a cartografia da prática artística e parece por isso fazer pouco ou nenhum sentido reclamar uma especificidade sustentada numa mera diferença tecnológica. Em alternativa, talvez tenhamos que passar a considerar de uma vez por todas que, por um lado, a arte contemporânea e, por outro, a media art, são hoje uma única realidade em que noções como as de obsolescência e inoperatividade convivem sem problemas com o futuro dos media e o sentido prospectivo da arte.


13 de Maio
unsuspiciousThe Politics of Aesthetics
A arte mantém hoje, como desde sempre, um complexo relacionamento com o político. A diversos níveis que não só aquele comummente apelidado de arte política, este relacionamento afirma-se, sobretudo, como uma espécie de rótulo que tem servido de veículo redutor de toda a discussão. Sabemos que continuamente somos brindados com mais uma das chamadas “propostas críticas” mas que são sempre consensualmente aceites — porque no fundo as opções maioritárias na arte contemporânea têm sempre um cunho crítico ou não fosse esse, talvez, o domínio mais estranhamente consensual do nosso tempo. Ser consensualmente crítico, ou dito de forma mais crua, pura e simplesmente não o ser. Aquilo que de maneira muito clara Jacques Rancière refere como sendo a produção de estereótipos como modelo crítico para os estereótipos a criticar.

Um tal cenário torna-se insuspeito aos nossos olhos, tal a sua condição abrangente. Talvez por isso mesmo se torna imperativo discutir a natureza politizada do fazer artístico e quais as formas de o realizar nesta segunda década do séc.XXI impregnada em crises de crescimento descontroladamente globais. De bienais e mega exposições, um pouco por todo o lado, em crescente agonia ou em transformação acelerada; de nomadismos vários e dos seus intérpretes fetiche; mas, também, de outras intervenções que pretendem, antes de mais, realizar o trabalho artístico conscientes das suas limitações e, contudo, entranhadas desse sentir da realidade que provoca uma espécie de estranha ressonância que se recusa a diminuir de tom. De todas se constitui a nossa realidade, olhá-la sem suspeições é um acto político por excelência.


Programa

11 de Maio
[Passos Manuel]
14:30 Recepção dos participantes.
15:00 Sessão de abertura oficial da Conferência.
Uncut Time-Based Art

15:30 Christine Van Assche (FR)
Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris
Apresentada por Fernando José Pereira (FBAUP)

17:00 Livia Flores (BR)
Escola de Belas Artes, UFRJ, Brasil
Apresentada por Cristina Mateus (FBAUP)

21:00 João Penalva (PT/UK)
Museu de Serralves
Uma conversa com João Fernandes (PT)


12 de Maio
[Passos Manuel]
Untangle The Future Past of Media Art

15:30 Eric Kluitenberg (NL)
De Balie - Centre for Culture and Politics, Amsterdam
Apresentado por Miguel Leal (FBAUP)

17:00 Margarida Carvalho (PT)
Escola Superior de Comunicação Social, Instituto Politécnico de Lisboa
Apresentada por Susana Lourenço Marques (FBAUP)

21:00 Christoph Korn (DE)
University of Applied Sciences, Frankfurt
Uma conversa com Antonio Notario (SP)
Facultad de Filosofia de la Universidad de Salamanca
e Juan-Gil López (SP)


13 de Maio
[Passos Manuel]
Unsuspicious The Politics of Aesthetics

15:30 Éric Alliez (FR/UK)
Centre for Research in Modern European Philosophy, Middlesex University, London
Apresentado por...

17:00 António Guerreiro (PT)
Apresentado por Diniz Cayolla (FBAUP)

21:00 Ricardo Basbaum (BR)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil / Faculdade Santa Marcelina, FASM, São Paulo, Brasil
Uma conversa com Miguel Pérez (SP/PT)


14 de Maio
[Passos Manuel]
Unclosing

21:30 António Olaio (PT)
Universidade de Coimbra
Uma conversa com Paulo Mendes (PT)

23:00 Festa de encerramento



Programa com as actividades paralelas
http://unneeded.virose.pt/programa-paralelo/workshops/

Marcha Mayday 2010 no 1º de Maio no Porto

Início da Marcha MayDay no 1º de Maio no Porto



As palavras que mais se ouviram durante a Marcha MayDay 2010 no Porto:

País precário/ Sai do armário

Precários nos querem/ Rebeldes nos terão

Contra o Desemprego/ Criemos desassossego

30.4.10

Versão em papel do blogue Pimenta Negra ( já saiu o nº1)



O blogue Pimenta Negra já tem uma versão em papel.

A edição do 1º número, correspondente ao mês de Abril, já está em circulação. Seguindo a mesma filosofia e objectivos do blogue Pimenta Negra, a versão des(in)formatada em suporte de papel apresenta-se em tamanho A3 desdobrável em quatro páginas, e com distribuição gratuita pelos cafés, livrarias e ruas da cidade do Porto.

O conteúdo desta edição contém textos sobre economia solidária, anarquismo, anti-clericalismo, arte e uma citação de Raoul Vaneigem. Traz ainda notícias do MayDay, da PAGAN (plataforma anti-guerra anti-Nato), um roteiro alternativo da cidade do Porto, e o programa do 2º ciclo das Derivas de Maio, um conjunto de colóquios a realizar na ESMAE (Escola Superior de Música e Artes e Espectáculo) no próximo dia 22 de Maio com a participação do filósofo catalão Santiago López-Petit, conhecido pelo seu pensamento radical, próximo de Deleuze e Foucault

O nº 1 do Pimenta Negra ( versão em papel) abre sintomaticamente com o seguinte Anúncio Gratuito:


Grande vagabundo do ciberespaço, pacifista, ecologista e libertário, o blogue Pimenta Negra tem andado pelo mundo em busca da sua identidade e a lutar por uma sociedade mais justa e solidária. Dezenas de meses em viagem entre o céu e a terra, entre o sonho e a realidade, entre o amor e o ódio.
A ti, desconhecido (a), que comigo percorres esta odisseia, se tu pensas que é mais importante ser que parecer, se lês a poesia de Novalis, os livros de Kerouac, Orwell e tantos outros, se não desconheces a divisa da Abadia de Thélème, e se nunca deixaste de ouvir José Afonso, Piaf, Léo Ferré, Brassens e Pete Seeger, se acreditas que outras normas, outras relações entre os Homens (homens e mulheres) podem existir dentro das normas actuais, quer tu sejas filha(o) da razão ou da liberdade, do mar ou da terra sagrada, eu gostaria de contar contigo entre os meus visitantes e leitores.


http://pimentanegra.blogspot.com/

Um blogue sobre os movimentos sociais, a ecologia, a contra-cultura, os livros, com uma perspectiva crítica sobre todas as formas de poder (económico, político, etc)

NOTA:
A edição em PDF do Pimenta Negra (versão em papel) pode ser descarregada AQUI

Papa Bento XVI vem a Fátima caucionar um crime, porventura ainda pior que o da pedofilia, que o clero de Ourém cometeu, em 1917, contra três crianças

Texto do Padre Mário da Lixa, publicado no jornal Fraternizar nº n.º 177, de Abril-Junho 2010


Pelos vistos, nos próximos dias 12, 13 e 14 de Maio, o papa Bento XVI, vem mesmo a Portugal, concretamente, Lisboa, Fátima e Porto, sem querer saber para nada de tudo o que ultimamente está a ser revelado na comunicação social sobre os inúmeros e escabrosos casos de pedofilia, ocorridos no interior da Igreja, inclusive, com clérigos em cargos de grande visibilidade e cujos bispos, no passado, foram seus cúmplices (o próprio papa, na qualidade de Cardeal Ratzinger, à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, terá feito de conta, quando, há anos, foi sabedor de um desses casos mais escabrosos).


No mínimo, é uma insensatez que o papa Bento XVI está a cometer. Perante tudo o que está a ser divulgado (e, em muitos casos, até já confirmado pelos Tribunais de cada país), o papa Bento XVI, se tivesse um mínimo de pudor (o Poder monárquico absoluto nunca será capaz de semelhante qualidade humana, habituado que está a excomungar quem não diz com ele, quem dissente dele, mesmo por fidelidade a Jesus, o Evangelho Vivo de Deus Criador, nosso Abbá, entre nós e connosco) já teria anunciado, nesta data, urbi et orbi, que essa e outras viagens “pastorais” de chefe de Estado do Vaticano ficariam canceladas sine die.


Tanto mais, quanto, que, no caso presente de Fátima, das três crianças da freguesia, escolhidas e arregimentadas em 1917 pelo clero de Ourém (o clero não olhou a meios só para, com aquela montagem das “aparições” de Maio a Outubro, tentar pôr de novo as populações a rezarem o terço, todos os dias, a frequentarem a missa ritualizada ao domingo e a regressarem à tenebrosa prática das primeiras nove sextas-feiras de cada mês; já agora, porque não as primeiras doze sextas-feiras do ano?!


O que faziam os clérigos confessores nos três meses restantes?!).
Sim. Em verdade, em verdade vos digo: o, teologicamente imbecil, fenómeno das “aparições” de Fátima foi, perversa e metodicamente, preparado pelo clero de Ourém, e, por isso, perfaz uma barbaridade de todo o tamanho, certamente, pior, muito pior, que os inúmeros casos de pedofilia, à excepção, porventura, daqueles casos mais escabrosos.


Hoje, sabemos bem quais foram os resultados dessa barbaridade, com tudo de crime sem perdão (desculpem a força da expressão literária, mas é a única apropriada, neste caso): – duas das três crianças, Jacinta e Francisco, irmãos de sangue e primos direitos de Lúcia, a mais velha das três e vizinha, porta-com-porta das outras duas (como se vê, ficou tudo em família!), quando a Pneumónica, poucos meses depois das “aparições”, atingiu o concelho de Ourém (como vêem, nem a senhora de Fátima lhe valeu! Pudera! E como havia de lhe valer, se aquilo é tudo mentira e invenção do clero de Ourém?!), não lhe resistiram, de tão fraquinhas que andavam com todos aqueles estúpidos “sacrifícios pela conversão dos pecadores”. Morreram ambas, num total abandono, por parte do clero de Ourém que, meses antes, as havia utilizado para aqueles perversos fins moralistas. Morreram as duas devoradas por indescritíveis dores e mergulhadas em horrendas alucinações, sobretudo a Jacinta, sozinha no Hospital D. Estefânia, em Lisboa (é um facto histórico, senhoras, senhores, não é invenção minha, nem do Jornal Fraternizar).


E quanto à outra menina sobrevivente, a mais velhinha, é absolutamente obsceno o que o clero de Ourém e o próprio Bispo auxiliar do Patriarcado, candidato a Bispo e, depois Bispo titular efectivo, da restaurada Diocese de Leiria, lhe fizeram (já, então, pelo andar da carruagem, era previsível que Fátima viria a ser a galinha de ovos de oiro da Igreja em Portugal e da Cúria Romana e, por isso, uma e outra se apressaram a restaurar a Diocese!...). Obrigaram Lúcia, pela força – e com um chorrilho de mentiras clericais à mistura, de que ela era “vidente”, etc e tal – a sair de Fátima e da família. Sequestraram-na até à morte, primeiro, no então Asilo de Vilar, Porto, depois, num convento de Doroteias em Tui, Galiza, onde lhe foi imposto pelo confessor que tinha de ser freira, e, finalmente, freira de total clausura no Convento das Carmelitas, em Coimbra. Horrendo! Só mesmo de clero celibatário à força, eunuco à força, não, obviamente, eunuco pelo Reino /Reinado de Deus! A pobre rapariga tinha a terceira classe, quando a sequestraram, e assim ficou (ou pouco mais!), pelo resto da vida. E à mãe dela, que sempre disse que a conhecia bem e que aquela sua filha era compulsivamente mentirosa e vaidosa (por isso, nunca acreditou nem na filha nem nas “aparições”), nem mesmo na hora da sua agonia, deixaram que ela visse a filha; tão pouco, permitiram que, pelo menos, a mãe ouvisse a voz da filha pelo telefone! (Digam lá, se os sacerdotes e as freiras do Ídolo Religioso não são cruelmente vingativos e sádicos?!). Ora, é este horrendo crime e esta mentira sem perdão, que o papa Bento XVI vem caucionar com a sua visita de chefe de estado do Vaticano a Portugal e a Fátima, numa altura em que sobem de tom e de número, os clamores de inúmeras vítimas de casos de pedofilia, cometidos por clero, inclusive, de grande visibilidade, todos funcionários exemplares do Institucional Religioso-Eclesiástico católico. Haja modos e pudor, meu irmão Ratzinger!



Mário, Presbítero da Igreja do Porto

P.S.
Meu irmão Ratzinger, Bispo de Roma: aceitas uma sugestão que aqui te adianto?! Cancela esta viagem e todas as outras já agendadas para outros países. E, em vez dessa montra de vaidade e de ostentação de Poder Eclesiástico, que estás sempre disposto a protagonizar, convida à conversão, a Igreja universal, da qual és o principal animador. Não, obviamente, a estafada conversão pregada ao longo dos séculos pelo Moralismo Eclesiástico, hoje mais do que rançoso, mas a conversão proclamada /exigida por Jesus, o do Deus do Reino /Reinado-de-Deus. Perdoa, mas se calhar, nem tu saberás, sobretudo, por força dos Privilégios de que desfrutas na Igreja e no Mundo, o que significa o verbo CONVERTER-SE, utilizado por Jesus, logo a abrir a sua Missão na Galileia, por meados do ano 28 desta nossa era comum. Humildemente, te digo: Significa renunciarmos, duma vez por todas e por toda a vida, ao Deus-Ídolo Religião, e abrirmo-nos alegremente ao Deus Criador, nosso Abbá, o de Jesus, que nos habita e é mais íntimo a nós do que nós próprios, os seres humanos todos, mulheres e homens, em radical igualdade. És capaz de semelhante decisão? Fico abraçado a ti, cheio de Esperança Teológica, a de Jesus!

Jornal Fraternizar, edição n.º 177, de Abril-Junho 2010

http://www.padremariodalixa.cjb.net/

29.4.10

Centro Social A Gentalha do Pichel celebra em Compostela (Galiza) o 25 de Abril no próximo 1 de Maio



CELEBRAMOS ABRIL (o 25) EM MAIO (o 1)!

De 25 de Abril a 1º de Maio passando pola música que nos une. Na noite do sábado, 1 de Maio, às 21h30, celebraremos luitas e revoluçons com a presença dos amigos e amigas portuguesas de DEU-LA-DEU.
Virám com força, vontade e um fantástico repertório galego-português que nos ensinarám a dançar no obradoiro de dança que incluem no seu espectáculo.

Vinde desfrutar da música, a dança e... dos petiscos! (bolinhos de bacalhau, patés, arroz doce e muito mais...)
Podedes comprar o bilhete no C.S O Pichel por 4 ourinhos (5 para nom sócias)

http://agal-gz.org/blogues/index.php/gent/


A Gentalha do Pichel

Somos um grupo de compostelanas e compostelanos decididos a fazer activismo cultural na nossa cidade e comarca.

A nossa bandeira é a língua e cultura galegas e as nossas armas o empenho, a diversom e a vontade de aprender e difundir os nossos costumes, a nossa música, a nossa história...
Queremos recuperar as tradiçons da nossa comarca: O apoio das festas populares,
a música tradicional, o conhecimento e respeito polo meio natural ou a recuperaçom da nossa memória histórica som os nossos objectivos.

Por umha cultura alternativa. Nom acreditamos na cultura oficial enlatada, queremos umha actividade cultural participativa, feita polas compostelanas e compostelanos.

Criaçom cultural: Porque a nossa cultura deve ser um valor de futuro, que conheça o seu passado, mas que possua capacidade renovadora.
Apostamos na criaçom artística, cultural e científica em chave de defesa dos nossos direitos como povo.

Compostela em galego!: Trabalhamos pola plena galeguizaçom da nossa comarca, porque em Compostela queremos viver na nossa língua, em galego


Recepção lustral ao Papa Bento XVI na livraria-bar Gato Vadio com filmes( 29/4, e 6, 13, 15/5) e encontro com o Padre Mário Oliveira (14/5)


Recepção lustral e quase veemente ao Papa Bento XVI
Gato Vadio - livraria, bar, atelier
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016
http://gatovadiolivraria.blogspot.com/

Nem chefes, nem Deuses, muito menos Papas!

O microfone debruado a ouro que as santas mãos do Papa arrebanharão no dia 14 de Maio na cidade do Porto é a metáfora mais ergonómica e doiradinha da cópula eclesiástica que, secularmente, “enraba” consciências prontas para a Papo-mania.

A religião, que poderia ser um caminho de ligação no ser humano entre as ideias que professa e aquilo que mais fundo tem dentro de si, foi quase sempre dominada e manipulada em absoluto pelas hierarquias religiosas, ora como meio político de salvação terrena das elites eclesiásticas (salvação através do lucro e do esbulho, da ostentação e do privilégio, da sociedade anónima e empresarial do Vaticano à Casa da Sorte de Fátima, etc), ora como escabrosa moral da morte. A ideia de morte que empesta e prevalece na homilia do catolicismo é a santa-inoculação com que a Igreja insiste em vacinar os crentes e de onde dimana o seu poder, o seu autoritarismo e a sua imunidade. Mais de um século depois da anunciada morte de Deus, como afirmação plena da vida humana e extracção do tumor da metafísica, a demolição do discurso da “morte” levada a cabo por Nietzsche será capaz de apontar à saciedade o odor moribundo e doentio que sairá da boca cínica do Papa Ratzinger?

Sendo a “nossa” Igreja (“nossa”, cá do cerejal lusitano!) vítima do seu próprio veneno original e fenecendo a olhos vistos, aconchegando-se cada vez mais no reduto do seu próprio luto, nunca esta temática nos aqueceu nem arrefeceu. Na verdade, julgamos que a Igreja portuguesa está condenada a ser a mais competitiva agência de turismo prá’ terceira idade e, com o tempo, lá terá de ir em excursão ao Moulin Rouge e à Feira do Erotismo (erotismo? Onde?) de Gondomar, mercado obligè!

Contudo, não poderíamos deixar em claro a passagem no dia 12, 13 e 14 de Maio, de tanta iniquidade e despotismo histórico à nossa frente e, principalmente, de ter entre nós o padre Mário de Oliveira para uma longa e esperada conversa…

Além do programa Cine-Documental proposto (começa esta quinta-feira!), abaixo encontrará informações úteis quer sobre o padre Mário de Oliveira, quer excertos de um recente artigo do jornal Público sobre o envolvimento do Papa no encobrimento de um caso de abuso sexual a menores cometido por um padre católico na Californication...

Selecção e Organização: Gato Vadio e Miguel Marques.
Cartaz sobre desenho de Maja Marek.

Programa:
Salesman,(1968)
Albert and David Maysles, Charlotte Zwerin
Quinta-feira, dia 29 de Abril, 22h
Entrada Livre

Sinopse: Salesman foi um marco do documentário norte-americano, seguindo a vida diária de quatro vendedores porta-a-porta que tentam desesperadamente vender Bíblias de luxo. Os funcionários da empresa que fazia estas bíblias ilustradas, ornadas e extremamente caras, encontram a implacável rejeição constante de pessoas pobres ou da classe média baixa. O desespero e a angústia, sentimentos tão caros ao catolicismo, parecem contaminar a vida destes vendedores.

86min.



Jesus Camp (2006)
Rachel Grady e Heidi Ewing
Quinta-feira, dia 6 de Maio, 22h
Entrada Livre

Sinopse: Jesus Camp espalhou a controvérsia nos EUA. Realizado por Rachel Grady e Heidi Ewing, documenta o dia-a-dia de um acampamento de verão, o “Pentecostal / Charismatic summer camp”, promovido para as crianças aprenderem e praticarem os seus "dons proféticos" e poderem "levar de volta a América a Cristo". De acordo com o distribuidor, o documentário "não vem com nenhum ponto de vista pré-concebido" e tenta ser um "retrato honesto e imparcial de uma facção da comunidade cristã evangélica". A controvérsia à volta do filme espoletou uma onda de debates em vários programas de televisão.
Jesus Camp foi nomeado para os Óscares de Hollywood na categoria de Melhor Documentário.

85min



Crimes Sexuais e o Vaticano (2006)
Colm O'Gorman
Quinta-feira, dia 13 de Maio, 22h
Entrada Livre

Sinopse: Crimes Sexuais e o Vaticano é um documentário filmado por Colm O'Gorman, que foi violado por um padre católico da diocese de Ferns em County Wexford, na Irlanda, quando tinha 14 anos de idade.

Filmado para a série de documentários da BBC Panorama, traz a lume os crimes de abuso sexual cometidos por padres católicos e denuncia a política de silenciamento e encobrimento activo do Vaticano, imposta há mais de vinte anos pelo documento secreto Crimen Sollicitationis, defendido à época pelo cardeal Joseph Ratzinger. O padre Seán Fortune foi acusado de 66 crimes de assédio, atentado ao pudor e por outros crimes graves de abuso sexual a oito crianças. Na véspera do seu julgamento, suicidou-se. A investigação de Colm e da BBC levou à renúncia do Dr. Brendan Comiskey, o bispo da diocese de Ferns.

39 min.



Nem chefes, nem Deuses, muito menos Papas!

À conversa com o Padre Mário de Oliveira
Sexta-feira, 14 de Maio, 22h

http://padremariodemacieira.com.sapo.pt/
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Pais_de_Oliveira


Viridiana (1961)

Luis Buñuel

Sábado, 15 de Maio,
22h

28.4.10

MayDay em Lisboa ( 1º de Maio, concentração às 13h. no Largo de Camões)



Dá a volta à precariedade!

1 de Maio :: 13h :: Praça Luís de Camões

:: concertos, performances, almoço ::

14h30 :: partida para desfile com a manifestação do Dia do Trabalhador

O MayDaylisboa2010 estás nas ruas, foi ao Colombo e aos Armazéns do Chiado e fez centenas de chamadas para call-centers, falando directamente com trabalhadores/as precários/as.


Soamos agora o alarme geral: Mayday! MayDay!


Chegou mais uma crise antes de ter chegado ao fim a última. Mais uma vez, falam-nos da queda da bolsa para melhor nos ir ao bolso. Sabemos onde está a verdadeira crise - os privilégios e lucros para alguns e o desemprego e precariedade para a maioria. O que aí vem, para quem trabalha, é mais do mesmo: horários mais longos, salários mais baixos, contratos a prazo, menos direitos.

Governos e patrões dizem-nos que temos que ser mais flexíveis, mais competitivos, mais obedientes, porque nos querem isolados, divididos, desconfiados de quem está ao nosso lado, incapazes de nos juntarmos para combater a exploração. Por isso afirmamos a urgência de organizar a luta pelas nossas vidas. Exigimos que a funções permanentes correspondam vínculos permanentes. Não aceitamos pagar a factura da crise.

Dizemo-lo a todos os trabalhadores, porque sabemos que a chantagem da precariedade é uma ameaça generalizada. Os falsos recibos verdes, as falsas bolsas e os falsos estágios são outras tantas formas de subverter os direitos laborais, de comprometer o futuro da segurança social e a vida de milhares de pessoas. Sejam imigrantes, trabalhadoras/es do sexo ou intermitentes do espectáculo, o resultado é sempre o mesmo: a precariedade de alguns fragiliza a posição de todos/as.

A precariedade não é uma fatalidade: é um ataque que precisa de um contra-ataque. Por isso soamos o alarme a pensar num ponto de encontro que desafia a resignação.

No Mayday transformamos a rua num espaço onde desfila a diversidade e a força da recusa de uma vida aos bocados.

No MayDay contraria-se a vida calada que nos querem impor, afirmando-se a recusa da precariedade e a urgência da organização de todos os trabalhadores contra a exploração e a chantagem da crise.

Cabemos todos: contratados a prazo, vítimas dos falsos recibos verdes, informais, sobre-explorados pelas empresas de trabalho temporário, intermitentes do espectáculo e do audiovisual, imigrantes descartáveis, bolseiros à força, eternos estagiários, simplesmente desempregados ou muito mal-empregados.


Mais informação
www.maydaylisboa.net

O MayDay é um protesto de trabalhadores precários que vem marcando o 1º de Maio, organizado em Milão desde 2001 e, desde então, generalizado a várias outras cidades da Europa e do Mundo. O MayDay Lisboa arrancou em 2007 e no ano passado chegou também ao Porto.

Bicicletadas / Massas Críticas - 30 Abril de 2010 (próxima sexta-feria, ao fim da tarde) em Aveiro, Coimbra, Lisboa, Porto e Évora


Bicicletadas / Massas Críticas - 30 Abril de 2010 (próxima sexta-feria, ao fim da tarde) em Aveiro, Coimbra, Lisboa, Porto e Évora

Uma Massa Crí­tica (MC) é um passeio no meio da cidade feito em transportes suaves. Realiza-se sempre na última sexta-feira de cada mês às 18h00, partindo de um local pré-determinado.
As MC também são conhe...cidas nos países lusófonos como "Bicicletada" porque a maioria dos participantes desloca-se em bicicleta. No entanto o termo "Massa Crítica" é mais apropriado porque encoraja a participação de pessoas que se deslocam de outras formas suaves: patins, skate, trotinete, etc •

Aveiro - Concentração às 18h30 e saída às 19h00, no Forum Aveiro, ao lado da Capitania; •
Coimbra - Encontro: Às 18:00 e saída às 18h30 do Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades; •
Lisboa - Concentração às 18:00 e saída às 19:00, no Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII; •
Porto - Concentração às 18h30 e saída às 19h00, na Praça dos Leões;
Évora - Concentração às 18h00, na Praça do Giraldo.


http://www.massacriticapt.net/

1º de Maio em Aveiro, Porto, Braga, Castelo Branco, Lisboa e em mais 44 localidades num total de 93 acções promovidas pela CGTP


1º DE MAIO – É TEMPO DE MUDAR COM A LUTA DE QUEM TRABALHA

CGTP promove 93 iniciativas de comemorações em 18 capitais de distrito + regiões autónomas, em 39 concelhos e 44 localidades de todo o país

A CGTP-IN, através das suas estruturas regionais, assinala o 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, com manifestações, concentrações, convívios e iniciativas culturais, desportivas e lúdicas em 44 localidades do continente e das regiões autónomas. Sob o lema “É Tempo de Mudar com a Luta de quem Trabalha” muitos milhares de trabalhadores, de reformados e de jovens sairão, nesse dia, às ruas lutando por alternativas e exigindo:

A criação de emprego e o apoio aos desempregados;
O ataque eficaz à precariedade para o progresso do país;
O aumento dos salários como medida justa e inadiável;
O ataque às desigualdades e a necessidade de erradicar a pobreza.


Em Lisboa, realiza-se, na parte da manhã, às 10 horas, a tradicional Corrida Internacional do 1º de Maio (15 km), com partida e chegada no Estádio 1º de Maio. À tarde, a partir das 14:30 horas, haverá desfile entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, onde será promovido um comício sindical que terá como orador principal o secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva. A acção terminará com um espectáculo de música pelo grupo os “Quadrilha”.


No Porto, haverá igualmente uma prova de atletismo na parte da manhã, às 9 horas, e um comício às 15 horas, na Av. dos Aliados, onde intervirá, entre outros, João Torres, coordenador da União dos Sindicatos do Porto. A actuação do grupo musical “Trabalhadores do Comércio” encerrará as comemorações nesta cidade.


Lista completa das iniciativas da CGTP no 1º de Maio:
www.cgtp.pt/images/stories/imagens/2010/04/mapa1demaio2010.pdf



AVEIRO - 1º de Maio

A União dos Sindicatos de Aveiro/CGTP-IN, apela aos trabalhadores e ao povo do distrito de Aveiro, para que participem nas comemorações dos 120 anos do 1-º de Maio, contribuindo para fazer deste dia, um grande momento de indignação e de luta contra as injustiças sociais, e por melhores condições de vida, para os trabalhadores e o povo.
Documento da CGTP-In para distribuir (1,9 Mbytes).
Documento da União dos Sindicatos de Aveiro para distribuir (170 KBytes).

http://www.cgtpaveiro.org/



PORTO - 1º de Maio - Dia do Trabalhador!
9 horas
Hastear das Bandeiras dos Sindicatos
Corrida do 1º de Maio
15 horas
Comício/Desfile a partir da Avenida dos Aliados!
Concerto com "Trabalhadores do Comércio"
http://www.usporto.pt/News/View.aspx?Articleid=82



GUIMARÃES
Concentração dos trabalhadores de todo o distrito de Braga no Largo Toural, em Guimarães

http://usbraga.no.sapo.pt/


CASTELO BRANCO

1º de Maio no distrito de Castelo Branco em 5 localidades
A exemplo de anos anteriores a União dos Sindicatos de Castelo Branco organiza as comemorações do 1º de Maio em cinco localidades: Covilhã, Castelo Branco, Tortosendo, Unhais da Serra e Munas da Panasqueira.

As comemorações decorrem sob o lema "+emprego+salário+direitos, Mudar de Rumo-Dignificar os Trabalhadores.

A USCB/CGTP-IN informa ainda que, nesse dia, pelas 10,30 horas, realiza uma manifestação, na Vila do Tortosendo e Comícios Festa durante a tarde na Covilhã e em Castelo Branco.Como é natural a grave situação económica, social e laboral do Distrito e as dificuldades crescentes com que se debatem os trabalhadores estarão no centro das preocupações e nas intervenções que serão proferidas.Remetemos programas da Covilhã e Castelo Branco.

http://www.uscb.pt/noticias.php?id_noticia=281