15.11.08

História da repressão contra os libertários: os grandes processos judiciais do Estado espanhol contra os anarquistas

Livro. «El Estado frente a la anarquia. Los grandes procesos contra el anarquismo español (1883-1982)», de Alberto García-Teresa e de José Luis Gutiérrez Molina
Editorial : Síntesis Precio : 24 euros, 400 páginas, 2008


História da repressão contra os libertários: os grandes processos judiciais do Estado espanhol contra os lutadores por uma sociedade nova que não esteja baseada no vício do lucro e no egoísmo interesseiro



A resposta do poder, face àqueles que se lhe opõem e lutam pela eliminação dos seus privilégios e do sistema de opressão, sempre tem sido o uso da força e da violência: a prisão, o assessinato legal e ilegal, a criminalização e, não menos frequente, a amnésia.

Num livro acabado de ser editado em castelhano fala-se dos principais processos judiciais do Estado espanhol contra as organizações e os militantes anarquistas em Espanha, desde a Mano Negra, Montjuic e Casas Viejas, até ao caso Scala, e o sistemático recurso às montagens policiais, às manipulações de provas, à crueldade das punições e perseguições da máquina do Estado, que aparentemente se assume com um estatuto de imparcialidade e de «boa pessoa» colectiva, mas na realidade é um poderoso e violento meio de opressão social ao serviço das classes dominantes.

Muito bem documentado, o livro relata a repressão contra os anarquistas durante a ditadura de Primo da Rivera e a longa e sangranta ditadura franquista. O aspecto mais saliente da obra seja o seu cuidado de descrever o contexto de cada caso, explicitando as condições históricas em que se verificou. Se é verdade que estamos a falar de uma macabra história que atingiu o movimento operário, não é menos verdade que o livro constitui um documento de enorme valor sobre as lutas e as derrotas que fazem o presente das ideais e do movimento libertário.


Índice

Introducción. El anarquismo en España

PRIMERA PARTE. La aparición de los anarquistas

“La Mano Negra” (1883) y “el asalto”de Jerez de la Frontera (1892)
“La Mano Negra” (1883)
El “asalto” de Jerez de la Frontera (1892)

La bomba del Corpus de Barcelona y el proceso de Montjuich (1896)
El antecedente del Liceo
El atentado a la procesión del Corpus barcelonés de 1896
Los supuestos “auténticos” autores
El juicio
El recurso
Las ejecuciones
Las campañas de prensa
Las represalias
El nacimiento de Federico Urales y de La Revista Blanca
La revisión
La leyenda negra
¿Quién fue el autor?

SEGUNDA PARTE. La inevitable presencia ácrata

La Semana Trágica de Barcelona y el fusilamiento de Ferrer (1909)
El nuevo siglo
Los protagonistas en acción: Antonio Maura y Francisco Ferrer
Antimilitarismo y anticlericalismo en la España de principios de siglo
La insurrección
El caso Ferrer
La representación
La sentencia
El testamento de Ferrer
La ejecución
Ferrer mártir

Contra la dictadura de Primo de Rivera: Vera de Bidasoa (1924), las extradiciones de Jover, Durruti y Ascaso (1926) y Puente de Vallecas (1927)
La desintegración de la Restauración
La dictadura de Primo de Rivera y el fin de la monarquía
Los sucesos de Vera de Bidasoa (noviembre de 1924)
Las extradiciones de Jover, Durruti y Ascaso
El complot del Puente de Vallecas

TERCERA PARTE. Libertarios, republicanos, socialistas y comunistas

La Segunda República y los anarquistas: “Las bombas de Sevilla” (1932) y Casas Viejas (1933)
Los sucesos de mayo de 1932 en Sevilla
Casas Viejas, la aldea del crimen

Guerra y Revolución: los procesos de Joaquín Ascaso (1937) y Eduardo Barriobero (1938)
La Revolución española. Joaquín Ascaso, el primer presidente aragonés
La justicia revolucionaria. El abogado Barriobero

CUARTA PARTE. De la dictadura a la democracia

Los consejos de guerra contra los comités nacionales clandestinos de la CNT, 1945-1953
De la revolución al desastre y la reorganización
Hasta el último aliento (1947-1949)
Los años de auge (1945-1947)
Las caídas de los comités
Un plomizo silencio

Las ejecuciones de Delgado y Granado (1963)
La España franquista se incorpora al mundo occidental
Defensa Interior
Franco debe morir
Granado llega a Madrid
El tercer grupo
Primer acto: las bombas contra Franco se convierten en bombas contra el franquismo
Segundo acto: la justicia al revés
Tercer acto: los culpables son culpables
Los asesinatos legales
No todo termina con la muerte

El caso Scala de Barcelona (1978)
De nuevo
La reaparición de la CNT
Los primeros “problemas” y el Pacto de la Moncloa
El atentado contra la sala de fiestas Scala
“El Grillo”
Un extraño juicio
El recurso y la sentencia del Supremo
El juicio de Gambín
Las consecuencias

Fuentes y bibliografía

Índice onomástico

Oficinas de S.Martinho de instrumentos musicais tradicionais com jantar e baile no Jardim da Sereia em Coimbra (hoje, 15 de Nov.)



Oficinas de S. Martinho - 15 Nov- Jardim da Sereia‏ em Coimbra

Este sábado, o jardim da sereia é o ponto de encontro dos instrumentos da nossa tradição, os músicos, o baile, a alegria e o ar livre.

Não se esqueçam, as actividades tem inscrição.

A noite é dedicada ao baile de improviso no Centro Cultural D. Dinis.

Programa:

10:00 Cavaquinho
Gaita Galega Pedro Damasceno
Ricardo Coelho Diabo a Sete
Pé na Terra, Bailebúrdia, Lumen

11:30 Gaita Transmontana
Sanfona *
Adufes * Ricardo Santos
Fernando Meireles
Adufeiras de Paúl Velha Gaiteira, Cibo Mosari
Realejo, Man&Bellas
Adufeiras de Paúl

13:00 Almoço
14:00 Café

15:00 Fraita Flauta Tamborileiro
Bandolim
Caixas Diogo Leal
Amadeu Magalhães
David G. e João P. No Mazurka Band
Quadrilha, Realejo
Roncos e Curiscos

16:30 Cangalhos (Ver nota abaixo)
Concertina Bitocas
Artur Fernandes D'orfeu, 4porTango
Danças Ocultas, 4porTango

18:00 Danças Europeias Gi Rodobalho

20:00 Jantar
Projecção de filmes

22:00 Baile - Jam Session
DJ Folk

Todas as actividades de participação livre.

*a confirmar

Para o workshop "Cangalhos", apelamos a que.... levem os vosso instrumentos, que podem ser:

Cordofone
coisas compridas: Tábuas, vassouras, paus, costas de cadeiras, tampos
caixas: tambem podem ser aros de bicicleta
caixas de ressonancia: Caixas, latas, tuperwares etc
cordas: Vários tipos grossuras de fios e cordões, os de nylon são os melhores

ilhas de música - percussão e cordofone
base: tábuas ou pedaços de madeira, com tamanho entre 1 a dois palmos (formas livres)
apoios: pregos
molas: elásticos
coisas finas e compridas (até um dedo de comprido) - fosforos grandes e pequenos

Ferramentas
Serrote de ferro (bom para fazer pequenos golpes na madeira), Martelo, Lixa

Seminário sobre pós-estruturalismo, subjectividade e marxismo (dia 17 de Nov na Biblioteca-Museu República e Resistência)

Seminário Internacional Pós-Estruturalismo, Subjectividade e Marxismo

com
Alberto Toscano (Goldsmith College – Universidade de Londres),
Matteo Mandarini (Leicester University),
Nuno Nabais (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).

Organização: UNIPOP

Contactos: Tel: 21 780 27 60
bib.republica@cm-lisboa.pt


Entrada livre.

Local: Auditório da
Biblioteca-Museu República e Resistência
Morada: Rua Alberto de Sousa, nº 10 A - Zona B do Rêgo
1600-002 Lisboa



http://unipop2008.wordpress.com/

Colóquio internacional dos 30 anos do CES (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra) nos dias 27 e 28 de Novembro



No âmbito da comemoração dos 30 anos do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, a proposta deste colóquio internacional é promover uma reflexão sobre os direitos humanos e a justiça global. O principal enfoque desta reflexão são os desafios que se colocam ao paradigma liberal e ocidental dos direitos humanos e da justiça global, a partir das lutas colectivas pela igualdade e pelo reconhecimento da diferença, em escalas local, nacional e internacional. A relação Norte-Sul é também um eixo norteador do colóquio, priorizando-se o debate sobre o tema proposto nos contextos europeu, latino-americano, caribenho e africano.

INSCRIÇÕES

www.ces.uc.pt/direitoshumanoscoloquio/pages/inscricao.php


PROGRAMA


27 DE NOVEMBRO, 2008 QUINTA-FEIRA

9:30 – 10:00 Sessão de Abertura

10:00 – 10:45 Palestra Inaugural
Direitos humanos ante os desafios da desigualdade social e da diversidade cultural
Boaventura de Sousa Santos, Centro de Estudos Sociais


10:45 – 11:00 Coffee-break


11:00 – 12:30 Sessão I
Direito à sustentabilidade dos modos de vida e ética: as relações Norte-Sul
Moderadora: Catarina Frade, CES

Conferencistas:
Issa Shivji, University of Dar es Salaam

Nelson Maldonado Torres, University of California,
Berkeley

Comentador: Clemens Zobel, CES


12:30 – 14:00 Almoço


14:00 – 15:30 Sessão II
Os "novos" direitos fundamentais à cidade e à saúde

Moderador: Giovanni Allegretti, CES

Conferencistas:
Edesio Fernandes, University College London

António Arnaut, Advogado

Comentador: João Arriscado Nunes, CES


15:30 – 15:45 Coffee-break


15:45 – 17:15 Sessão III
Direito ao trabalho com direitos

Moderadora: Virgínia Ferreira, CES

Conferencistas:
Alain Supiot, Université de Nantes

Nicola Piper, University of Wales Swansea

Comentador: António Casimiro Ferreira, CES


17:15 – 17:30 Coffee-break


17:30 – 19:00 Sessão IV
Direitos humanos e novos paradigmas de segurança/violência (inter)nacional

Moderadora: Conceição Gomes, CES

Conferencistas:
Wladimir Brito, Universidade do Minho, Portugal

José Manuel Pureza, CES

Comentadora: Maria Raquel Freire, CES


28 DE NOVEMBRO, 2008 SEXTA-FEIRA


9:30 – 11:00 Sessão V
Violências contra as mulheres e direitos humanos

Moderadora: Madalena Duarte, CES

Conferencistas:
Kamala Kempadoo, York University

Maria José Magalhães, Universidade do Porto

Comentadora: Cecília Santos, CES


11:00 – 11:15 Coffee Break


11:15 – 12:45 Sessão VI
Direitos das crianças: desafios aos direitos humanos

Moderadora: Catarina Trincão, CES

Conferencistas:
Manuel Jacinto Sarmento, Universidade do Minho

Teresa Piconto Novales, Universidade de Zaragoza

Comentador: João Pedroso, CES


12:45 – 14:15 Almoço


14:15 – 15:45 Sessão VII
Racismo, discriminação direito à diversidade cultural

Moderadora: Paula Meneses, CES

Conferencistas:
David Theo Goldberg, University of California, Irvine

Shirley Tate, University of Leeds

Comentadora: Marta Araújo, CES


15:45 – 16:00 Coffee Break


16:00 – 17:30 Sessão VIII
Pluralismo jurídico direitos humanos: diálogos entre diferentes concepções de justiça

Moderadora: Cecilia Santos, CES

Conferencistas:
José Geraldo de Sousa Júnior, Universidade de Brasília

Mathias Thaler, CES

Comentadora: Leonete Botelho, Jornal Público


17:30 – 17:45 Coffee Break


17:45 – 18:30 Sessão de Encerramento

Boaventura de Sousa Santos, Director do Centro de Estudos Sociais

Jorge Lacão, Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

http://www.ces.uc.pt/direitoshumanoscoloquio/

14.11.08

Congresso Internacional Karl Marx (14 e 15 de Novembro) na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, começa hoje



14, 15 e 16 de Novembro de 2008
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa
PROGRAMA

Sexta feira, 17.00

Sessão da Abertura

Sexta feira, 17.30 - Painéis

1. Corpo, Género e Sexo

Tatiane Trinca – Em busca do corpo perfeito

Bruno Maia – Medicina e Capitalismo

Helena Pinto – Sujeito politico feminista

2. Estética e Partidos Comunistas

João Marques Lopes – Mário Dionísio e A Paleta e o Mundo: com Jdanov ou com Lunatcharsky? Concepções de arte entre os comunistas portugueses (1952-1962)

João Madeira - Poemas errados e engenheiros de pontes: tensões no PCP em matéria de literatura e arte

Juan Gomez - O jornal cultural italiano no pós-guerra e as políticas artísticas do Partido Comunista

3. Estado e Socialimo

Diana Raby – Socialismo ou poder popular revolucionário? Questionar os velhos esquema

Júlio Guanche Zaudivar– Socialismo de estado na América latina: Critica, Balanço e Perspectivas

António Louçã – Marxismo e Democracia Burguesa

4. Novos e Velhos Piquetes

Renake Neves – O movimento piqueteiro e a requalificação da luta política dos grupos subalternos na Argentina pós-1980

Elaine Amorim – Neoliberalismo e lutas sociais: a emergência dos movimentos piqueterose altermundialistas no contexto neoliberal

Leila Yacoub – Luta pela redução da jornada de trabalho

Sexta feira, 19.00 - Sessão Plenária

Paolo Virno - Apologia do Comum e Crítica do Universal

Alberto Toscano - Algumas reflexões sobre marxismo, religião e tempo

Comentador - António Guerreiro


Sábado, 09.30 - Painéis

5. Capitalismo Global e Crise Financeira

Jorge Grespan – A crise como desmedida do capital

Francisco Louçã – Recessão em 2008 e 2009: Turbulência nos Mercados e Crise do Capitalismo

Jörg Huffschmid – Financiarização: a emergência de uma nova consteleção na economia contemporânea

6. Novos movimentos sociais em espaço urbano

Sónia Lima – Novas lutas urbanas no Brasil

Jaime Pinho – Peões de todo o mundo, uni-vos

Maria José Araújo e José Machado de Castro – Lutas de Classes pelo direito ao espaço urbano

7. Tempo, Disciplina e Capitalismo

Marina Monteiro de Castro e Castro - O Trabalho Na Área Da Saúde

Cristiano Ramalho - O Sentir dos Sentidos dos Homens do Mar: Corpo, Trabalho e Liberdade

Zuleide Silveira - O Governo de Lula da Silva:”revolução dentro da ordem”ou “governo da ordem”?

8. História dos Movimentos Marxistas

Jordana Santos – Foquismo e maoísmo na América latina

Jorge Fontes - Da IV Internacional ao maoísmo

Flor Neves - O “morenismo”

9 – Comunismo em Portugal ao Longo do Século XX

Ricardo Noronha – Lenine em Portugal

Miguel Cardina – Maoísmo 64-74

António Simões do Paço - O PCP e o Estado, da «reorganização» de 1941 à revolução de Abril de 1974.

Sábado, 11.00 - Painéis

10. Trabalho, Economia e Sindicalismo

Ricardo Antunes – Da crise da sociedade do trabalho à nova morfologia do trabalho

Carlo Vercellone e Jean-Marie Monnier – Os fundamentos do rendimento social garantido como rendimento primário

Manuel Carvalho da Silva – Trabalho e Sindicalismo em Tempo de Globalização

11. Socialismo na Venezuela

Eduardo Henriques – A Revolução Bolivariana: a história como farsa

Josias de Paula – Que socialismo para o século XX? O caso Venezuela

Francisco Furtado – Processo Revolucionário Bolivariano

Bruno de Góis - Enquadramento da Revolução Bolivariana no contexto do conflito entre os modelos latino-americanos de Estado e de inserção internacional

12. Mercado, Capital e Emprego

Carlos Pimenta – Trabalho produtivo, globalização e economia-sombra

Edneia Oliveira – A politica de emprego e a mistificação da relação capital-trabalho

Paulo Nabuco - Qual a Cor do Gato? Considerações sobre o socialismo de mercado com características chinesas

13. História do Socialismo e do Movimento Operário no Século XX

Steven Forti – “Faz como na Rússia!” Pensamento e prática política do socialismo maximalista italiano no biénio vermelho (1919 – 1920)

Juan Trias Vejarano – Do Marxismo Leninismo a Gramsci: Teoria e Prática do PCE

João Arsénio Nunes - O Congresso Internacional dos Escritores para a Defesa da Cultura (Paris, 21 a 25 de Junho de 1935)

14. A revolução portuguesa de 1974/5

Manuel Loff – Leituras hegemónicas da rev. Portuguesa no universo simbólico e cultural da viragem do século

Raquel Varela – O PCP no PREC

Miguel Perez Suarez – Comissões de Trabalhadores na revolução Portuguesa

Sábado, 12.00 - Sessão Plenária

Fernando Rosas - Memória e Hegemonia na Historiografia Contemporânea

Carmen Molinero, Pere Isàs - Os movimentos sociais em Espanha: da ditadura à democracia

Comentador - Manuel Loff

Sábado, 15.00 - Painéis

15. Correntes Marxistas

Leandro Galastri – O pensamento de Georges Sorel na composição do Marxismo de Gramsci

João Valente Aguiar - O legado teórico de Lenine: digressão da sua obra produzida entre Fevereiro e Outubro de 1917

Fernando Oliveira Baptista - O destino camponês e a herança de Marx

16. Marxismo, Realismo e Formalismo

Carlos Vidal - Formalismo como marxismo: eixo Courbet-Manet-Impressionismo

Miguel Cardoso - Marxismo, arte abstracta e conteúdo

Juarez Torres Duayer – Luckács e a estética marxista

17. Marxismo em Portugal

Carlos Bastien – Marxismo e Economia Politica: a visão de Bento de Jesus Caraça

Helena Neves – Filosofia da cultura como praxis em Bento de Jesus Caraça

Luís Crespo Andrade – A Inscrição do Marxismo na Cultura Portuguesa

18. Cancelado

19. Estado, identidade e Migrações

José Mapril, Ramon Sarró – Mamdani em Schengen: Cidadãos e súbditos na Europa contemporânea

João Coimbra – Sardinha: analgésico para a fome

Mamadou Ba – Fundamentalismo Islâmico e Origens de Classe

Sábado, 16.30 - Painéis

20. Genealogias do Trabalho Vivo

Mateo Mandarini – Operaismo e a política

Ben Dawson – Força, Matéria e Trabalho. A dinâmica do trabalho nos anos 1970's

José Neves – Economia moral e império

21. Representado a emancipação: o comunismo nas artes

André Dias – Sobre o Involuntarismo de Esquerda

Luís Trindade – Representar o Comunismo

José Filipe Costa – O Cinema do Fazer Acontecer

22. Economia Política da Cultura e do Lazer

Peixoto et. al. – Classes, Trabalho e Lazer: Modo de produção como eixo

João Romão – Produto turístico: mercantilização do lazer, turismo e território

Carla Luís – Desenvolvimento e cultura na sociedade global

23. Estado e Violência

Valerio Arcary - As esquinas perigosas da História

Nara Santana – Conflitos étnicos e nacionalismos no Brasil desde 1930

José Nuno Matos – “Por baixo da calçada, a dinamite”: Luta armada na Itália e na Alemanha na década de 70

24. Marxismo e Eurocentrismo

Michel Cahen – Criticando um certo marxismo de um ponto de vista marxista: o marxismo e a problemática eurocentrada da problemática das nações

Carimo Mohomed – Islamismo(s), Marxismo(s) e terceiro mundo – ideologias em conflito, ideologias em cooperação

Lincoln Secco – A tradução do marxismo no Brasil: Caio Prado Júnior

Sábado, 18.00 Painéis

25. Estado Providência e Serviços Públicos

Sara Granemann – Contra-reformas providenciarias – elementos para o debate da financeirização das politicas sociais

Carlo Vercellone e Jean-Marie Monnier - O Estado-Providência na transição para um capitalismo cognitivo: um ponto de vista histórico

Asbjorn Wahl – Ascensão e queda do Estado Providência

26. A Emancipação Pela Arte
Marilda Ionta - Literatura epistolar e criação poética de si
José Soeiro - Teatros em Luta: haverá uma poética marxista libertadora?
Patrícia Santos – Kafka, um realismo metamorfoseado

27. Sindicalismo e Luta De Classes
Eduardo Alves – As fases do sindicalismo Brasileiro
Paulo Tumolo – A trajectória da CUT do Brasil
Lia Tiriba – Sobre o método: por que investigar estratégias de trabalho e de sobrevivência?

28. Alienação e Capital
Alba Maria Pinho De Carvalho – Diálogo crítico com o pensamento de Boaventura Sousa Santos: Na busca de alternativas para além do Capital
Pedro Mota - Incompreensão dos momentos do constituir do marxismo expressando-se em duas interpretações opostas: humanismo e estruturalismo sociológico e economicista.
Wolney Carvalho et. al. – Impossibilidade da emancipação humana na economia politica de Marx

29. Marxismo e a Questão Nacional
Mariana Avelâs: «Cherishing all the children of the nation equally»: A(s) Irlanda(s) e o desafio pós-colonial
Diego Diaz Alonso – Os comunistas e o conflito Vasco na transição espanhola
Alexandra Dias Santos - O Prometeu Africano

Domingo, 09.30 - Painéis

30. Luta de classes e luta de sexos: tensões e encontros entre Marxismo e Feminismo
Manuela Tavares - Feminismo e Marxismo: um “casamento” mal sucedido? Os novos desafios para uma corrente feminista de esquerda
Birge Krondorfer - Sobre a igualdade de géneros
Cláudia Nogueira - Divisão sexual do trabalho

31. Internacionalismo, proletariado e nação
Marcos del Roio – A dinâmica geopolítica da Internacional Comunista
Ana Barradas – Classes há muitas, só uma faz a revolução
Daniele Oliveira – Uma leitura sobre a Dinâmica mundial do capitalismo contemporâneo: new economy, império ou capitalismo monopolista da fase imperialista

32. Marxismo, ambiente e ciência
Rita Calvário – Luta Ecológica e luta de classes
Eunice Trein – Contribuição do Marxismo à Educação Ambiental
Alda Sousa – Os desafios da Genética e a Esquerda do século XXI

33. Partido e Politica
Luís Fazenda – Partido, Razão Necessária
António Revez – O modelo de partido da "velha" e da "nova" esquerda: uma análise comparativa dos estatutos do PCP e do BE
Carlos Santos – Marxismo e Socialização Politica

34. Marxismo e História
J. P. Avelãs Nunes – O marxismo: sujeito e objecto de conhecimento na história contemporânea (colocar junto a filosofia das ciências?)
Carlos Zacarias JR. – Gramsci e a História
Mário Tomé – A Ideologia na Derrota das Revoluções

Domingo, 11.00 - Painéis

35. Marx, Estado e Revolução
Franklin Trein – Com quantos Marx se faz uma teoria revolucionária? (Contra Althusser)
Fernando Dores Costa – Recebeu o “jovem Marx” uma tradição doutrinal sobre o uso da “razão de Estado”
Irene Viparelli – 1848, uma teoria conjectural da Revolução

36. Marxismo e Dialéctica
Eduardo Pellejero – As novas aventuras da dialéctica: o marxismo como acontecimento, critica, projecto e instituição
Carlos Carujo – Valências da Dialéctica
Eduardo Chitas - Marx e a Unidade Material do mundo

37. Desenvolvimento e Sujeito Revolucionário
Fernando Oliveira Baptista – O destino camponês e a Herança de Marx
Guilherme Van Wijk - Elementos por uma nova grade de leitura do Desenvolvimento. Actualizando o legado dos dependentistas
Marcelo Badaró Matos – Trabalho, classe e a questão do sujeito revolucionário: apontamentos teóricos a partir da América Latina

38. Democracia, Governança e Sociedade Civil
Renato Soeiro –Dificuldades da esquerda na abordagem do défice democrático na União Europeia
Manuel Dias Duarte – Para uma critica politica da ética
Maria Lúcia Duriguetto - Sociedade Civil e Movimentos Sociais: A Contribuição Gramsciana

39. Problemas da História Portuguesa no Século XX
Alice Samara – A República entre a generosidade e o terror
Álvaro Arranja - As greves gerais em Portugal
Ana Cristina Martins – V. Gordon Childe e a Arqueologia em Portugal

Domingo, 12.00 - Sessão Plenária

Esther Leslie - Reciclando ideias: Estética e Política, uma e outra vez
José Barata Moura - Materialismo e Dialéctica
Comentador: Luís Trindade

Domingo, 15.00 - Painéis

40. Produção Simbólica e Capitalismo Tardio
Massimo Morig e Stefano Salvi – Que nova teologia na época da cyber-vanguarda para fazer vencer o materialismo histórico?
Fernando Penin Redondo e Maria Redondo – do Capitalismo ao Digitalismo
João Teixeira Lopes - Reconfigurações da relação superestrutura / infraestrutura no capitalismo tardio: a centralidade da produção simbólica

41. Estado, Disciplina e Biopolítica

António Filipe – Estado, securitarismo e liberdades

Tiago Marques – A «cidade penitenciária»: O fascismo italiano e a teoria marxista da penalidade
Fernando Haro – Governamentalidade Liberal em Sistemas Autoritários

42. Classes e desigualdades sociais

Renato Carmo – A desigualdade das classes: entre a complexificação e a simples polarização social

Ricardo Costa – Usos e Abusos da Exclusão Social como conceito explicativo das novas desigualdades: uma critica marxista

Claudete Moreno Ghiraldelo – Estratos Sociais no Brasil sob a Ótica de dois orgãos de Imprensa Brasileiros

43. Trabalho e Educação

Hugo Dias – Sindicalismo de Movimento Social: génese e revisão de um conceito

Mariana Aiveca – Sindicalismo e novos movimentos sociais

Cecília Honório – O mercado da educação
44. Arte e vanguardas

Alexandre Martins – Música, Ideologia e Canção de Intervenção em Portugal
Fernando Pereira - Novas da desolação: notas sobre arte e real
Manuel Araújo – Vanguardas

Domingo, 16.30 - Painéis

45. Hipóteses comunistas

Lúcia Pradella – A actualidade de "O Capital"
Valério Romitelli – A experiência histórica do comunismo como realidade estática e como paixão
Manuel Carlos Silva - Teoria e método em Marx perante fraselogias (pseudo)dicotómicas

46. Fetichismo e Mercadoria

Guilherme Statter – Actualidade da Lei do Valor
Ricardo Regatieri – Caminhos da negatividade: a critica do valor de Robert Kurz e a questão do fetishismo
Paulo Alexandre Castro – Alienação, Fetichismo e mercadoria: a sociedade hiper-consumista de Lipovetsky e a alienação do sujeito suposto-gozar de Zizek

47. Romantismo e Capitalismo
Frederico Àgoas – Duas hipóteses românticas em História e Consciência de Classe
Fernando Ramalho – Do espectáculo interactivo à vida imprevisível
Mónica da Costa – A categoria de alienação no marxismo francês

48. Existencialismo, Pós-estruturalismo e Pós-modernismo
Miguel Ramalhete Gomes – Uma perda total de humanidade: Decomposição e recomposição do proletariado
Miguel Reis – Marxismo e Existencialismo
Miguel Antunes – Desejo, deleuze, Marxismo, Capitalismo e Esquizofrenia

Domingo, 18.00 - Sessão plenária

John Kraniauskas - Notas sobre Ernesto Laclau
Nuno Nabais - O debate em torno da democracia: Rancière, Negri, Nancy
Comentador - José Manuel Pureza

Deolinda - Movimento Perpétuo Associativo, e outros temas... sobre a congénita falta de determinação portuguesa!



Um tema sobre a falta de carácter e a congénita dolência e indecisão dos portugueses, pouco empenhados e muito pouco determinados.

Movimento Perpétuo Associativo ( pelo grupo
Deolinda )

Agora sim, damos a volta a isto!

Agora sim, há pernas para andar!

Agora sim, eu sinto o optimismo!

Vamos em frente, ninguém nos vais parar!

(resposta:)

Agora não, que é hora do almoço…

Agora não, que é hora do jantar…

Agora não, que eu acho que não posso…

Amanhã vou trabalhar…

Agora sim, temos a força toda!

Agora sim, há fé neste querer!

Agora sim, só vejo gente boa!

Vamos em frente e havemos de vencer!

(resposta:)

Agora não, que me dói a barriga…

Agora não, dizem que vai chover…

Agora não, que joga o Benfica…

e eu tenho mais que fazer…

Agora sim, cantamos com vontade!

Agora sim, eu sinto a união!

Agora sim, já ouço a liberdade!

Vamos em frente, é esta a direcção!

(resposta:)

Agora não, que falta um impresso…

Agora não, que o meu pai não quer…

Agora não, que há engarrafamentos…



Ao vivo



O Gesto Orelhudo - Deolinda - Espaço d'Orfeu




Mal por mal



Clandestino



Deolinda - Lisboa Não É A Cidade Perfeita (S. Jorge)

Magusto no Centro social da Mouraria ( Sábado, dia 15 de Nov.)

Clicar por cima da imagem para ampliar e ler em detalhe

http://gaia.org.pt


Local:
Grupo desportivo da Mouraria
Travessa da Nazaré, 21
Lisboa

13.11.08

A Intoxicação Linguística é o novo livro de Vicente Romano, editado pela Deriva


Depois da conhecida obra «A Formação da Mentalidade Submissa», Vicente Romano tem novo livro traduzido para português, «A Intoxicação Linguística», com edição da Deriva


O livro já está disponível nas livrarias, nomeadamente na
Livraria Utopia
(na Rua da Regeneração,22, no Porto)

Alguns excertos do livro:

Introdução — Jornalismo e Língua

Pela sua própria natureza, a informação é selectiva. Devido às limitações espácio-temporais, aos condicionamentos profissionais, ideológicos, culturais, etc., os jornalistas vêem-se sempre obrigados a seleccionar. Quase nunca dispõem do tempo, do espaço e da autodeterminação suficientes para dizer o que gostariam. Daí que possa afirmar-se que um domínio superior da língua, o seu uso consciente e competente seja uma das qualidades fundamentais do jornalista. Entre os jornalistas, embora sejam raros, podem existir casos de ingenuidade profissional, mas em informação nada há que seja inócuo.
O uso correcto da língua contribui para a eficácia da comunicação, para o aumento do conhecimento, quer dizer, para que a ignorância se reduza e para a ampliação da liberdade humana. Por isso há que cuidar e dominar a língua, os recursos expressivos para a transmissão de informações.
Em tempos de guerra, de incerteza e de angústia social como os actuais, é fácil recorrer ao sensacionalismo, à manipulação orientada da emocionalidade. Sim, os profissionais da informação não podem renunciar à sua sensibilidade ante a dor e a exploração dos seres humanos. As suas reportagens e as suas palavras reflectem a sua posição perante os factos, mesmo quando tentam ocultá-los. Mas não se pode esquecer que estes profissionais são observadores, não actores. E, ainda que a verdade possua muitas caras e seja difícil obtê-la por inteiro, podem, sim, aproximar-se dela.

II

Porém, como dizia o senador norte-americano Hiram Johnson, em 1917, a verdade é a primeira vítima da guerra. Em termos semelhantes se manifestara no seu, Da Guerra, o general prussiano Carl von Clausewitz, cem anos antes: “Uma grande parte das notícias que recebem na guerra é contraditória, outra parte ainda maior é falsa e a maior parte é bastante duvidosa…”. Em suma, concluí Clausewitz, «a maioria das notícias é falsa e o temor dos seres humanos reforça a mentira, não a verdade».
Como demonstraram a II Guerra Mundial, o desmembramento militar da Jugoslávia, a Guerra do Golfo ou as agressões contra o Afeganistão, o Iraque e o Líbano, as palavras do senador norte-americano no princípio do século XX, como as do general prussiano no início do século XIX não perderam validade. Pelo contrário, reforçaram-se mais e mais.
O controlo da informação e difusão de notícias e imagens foi sempre utilizado como uma arma essencial para submeter vontades e conquistar consciências. Por isso, o Pentágono não deixou ver qualquer imagem da Guerra do Golfo, anunciada como a primeira guerra televisionada na História, nem a administração norte-americana mostrou os corpos das vítimas do 11 de Setembro, como não permite, hoje, a difusão de qualquer notícia ou imagem do Afeganistão ou do Iraque que não esteja controlada, isto é, manipulada pela CIA e pelo Pentágono. E, para maior sarcasmo, isto é feito por um governo que proclama aos quatro ventos a liberdade de expressão como um dos pilares da sua organização social.
O objectivo consiste, naturalmente, em que apenas se conheça uma versão dos factos, ou seja, a comunicação unidireccional e unilateral, irreversível. Mas, por definição, a comunicação engloba o elemento da reciprocidade, da dicção e da contradição, da partilha do conhecimento. Por isso é contraditória com a vontade autoritária, a qual recorre à força e à violência física. Reciprocidade significa franqueza, abertura aos outros. Na comunicação aberta são o conhecimento e o raciocínio que se concretizam. A violência, seja esta física seja psicológica, deforma o pensamento, uma vez que não indaga acerca do verdadeiro e do falso. Os meios que se fecham impedem a comunicação. Não são recursos de violência física, não são bombas, mas transformam os seres humanos em coisas e a política que se transmite por seu intermédio não pode senão estar submetida à coacção que os meios exercem sobre os fins (Pross, 1971).

(...)
In, A Intoxicação Linguística, Vicente Romano. Em breve distribuido nas livrarias
Consultar:


Para saber mais de Vicente Romano e ler alguns dos seus textos:

Prémios Precariedade 2008 vão para...( quem quiser já pode votar)


Os Precários-Inflexíveis lançaram hoje a Grande Iniciativa deste Outono / Inverno e do Ano: os Prémios Precariedade 2008.

Há por aí muita gente a merecer condecoração imediata. Para colmatar essa falta de chá, vamos todos reconhecer o mérito de alguns dos maiores responsáveis pela precariedade em Portugal, através de uma votação aberta na Internet.

Como acontece com outros galardões, temos no cofre estatuetas para várias categorias – desde Ficção Contemporânea a Acumulação, passando pelos prémios Soundbyte e Sem Vergonha. E, claro, à figurona ou ao figurão mais merecedor será atribuída a distinção máxima, o Grande Prémio Precariedade 2008.

Todos e todas podem votar, incluindo os próprios nomeados.

Os boletins de voto estarão disponíveis desde hoje (11 de Novembro) em http://www.premiosprecariedade.net/, durante um mês.

Logo a seguir, os resultados serão anunciados numa cerimónia pública, a Gala Prémios Precariedade 2008.

Os nomeados estão à tua espera, vê os prémios e vota em http://www.premiosprecariedade.net/ !!!



Debate sobre a crise económica-financeira promovido pela Alternativa Libertária ( dia 14, às 21h. no Centro Social da Mouraria)


Na próxima 6ª feira, dia 14, vai realizar-se um debate sobre a crise económica-financeira, promovido pela Alternativa Libertária
O debate terá lugar às 21 horas do dia 14, no Grupo Desportivo da Mouraria ( Travessa da Nazaré nº 21), em Lisboa

Conversa sobre o Comércio Justo na livraria-bar Gato Vadio (hoje, dia 13 de Nov., às 21h30)


http://gatovadiolivraria.blogspot.com/

http://www.reviravolta.comercio-justo.org/

Livraria. Atelier de Design. Café-bar.
Rua do rosário, 281 – Porto
tel. 220131894

horário:
Tarde:quinta a domingo das 15h - 19h30
Noite:terça a domingo das 21h - 00h59
encerramos à segunda-feira

Jantar Popular no Centro de Convergência na Aldeia das Amoreiras em Odemira (no Sábado, dia 15, entrada livre)

Centro de Convergência, Rua de Garvão, 7630-513 Aldeia das Amoreiras

http://centrodeconvergencia.wordpress.com/

O Centro de Convergência é a proposta de uma estratégia inédita no sentido da dinamização e desenvolvimento de meios rurais, um projecto-piloto agregando diferentes disciplinas que se complementam e interagem entre as ciências sociais e de ambiente, a cultura e a arte. Localiza-se na Freguesia de São Martinho das Amoreiras, concelho de Odemira.

11.11.08

Manifestação nacional de Professores - 15 de Novembro às 14h.00 - Marquês de Pombal

15 DE NOVEMBRO! TODOS A LISBOA!
VAMOS ENCHER A CAPITAL!
VAMOS MOSTRAR AO PAÍS QUE OS PROFESSORES RESISTEM SEMPRE E NUNCA DESISTEM!
Vamos reclamar por VERDADE e JUSTIÇA.

Vamos exigir o fim deste pandemónio caótico!
Vamos exigir o fim deste Estatuto da Carreira Docente e do Aluno por ser uma coisa de doidos, da Divisão Profissional em categorias segundo este critério de selecção aberrante, deste modelo de avaliação dos professores que é simplesmente vergonhoso!


PORTUGAL PRECISA DE UMA ESCOLA AO SERVIÇO DOS PORTUGUESES!
PORTUGAL PRECISA DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE QUALIDADE!
15 DE NOVEMBRO É PARA REGISTAR NA MEMÓRIA PARA SEMPRE!
JUNTA-TE A NÓS! VAMOS TODOS ENCHER LISBOA!
VAMOS MOSTRAR AO PAÍS QUE A DEMOCRACIA ESTÁ VIVA!


VAMOS ABANAR ESTE PAÍS CINZENTO E MORIBUNDO!
VAMOS MOSTRAR QUE OS PROFESSORES EXIGEM UMA ALTERNATIVA COERENTE AO CAOS QUE SE VIVE ACTUALMENTE NAS ESCOLAS!
É TEMPO DE MUDAR! É TEMPO DE DAR LUZ Á ESPERANÇA! VAMOS TODOS ARREGAÇAR AS MANGAS! VAMOS CRIAR UMA ALTERNATIVA CONSENSUAL PARA VENCERMOS ESTA CRISE NA EDUCAÇÃO!


VAMOS TODOS DEVOLVER O SENTIDO Á ESCOLA!


ANDA DAÍ, PÁ! MEXE-TE! LEVANTA A CABEÇA! TRAZ OS TEUS COLEGAS E AMIGOS!
ESTA É UMA LUTA DE TODOS NÓS! 15 DE NOVEMBRO!
TODOS A LISBOA NO DIA 15 DE NOVEMBRO!
A SITUAÇÃO É INSUSTENTÁVEL NAS NOSSAS ESCOLAS PÚBLICAS!
CHEGA DE ABUSOS E DE INCOMPETÊNCIAS!
NÃO Á ARROGÂNCIA, Á ESTUPIDEZ E AO AUTORITARISMO!
BASTA DE PERSEGUIÇÕES E CENSURA!
BASTA DE DESTRUIÇÃO!
PELA CONSTRUÇÃO DE UMA ALTERNATIVA JUSTA E COERENTE!
PELO TERMO IMEDIATO DESTA POLÍTICA EDUCATIVA RUINOSA!


POR UMA ESCOLA INTEGRADORA E DEMOCRÁTICA!
DIA 15 DE NOVEMBRO VAMOS ENCHER LISBOA!
DIA 15 DE NOVEMBRO É O «DIA D»!



ORGANIZA-TE!
TRAZ OS COLEGAS E OS AMIGOS!
NÃO FALTES!
TEMOS A RAZÃO DO NOSSO LADO!
ESTA É UMA LUTA QUE VAMOS GANHAR!
TODOS UNIDOS PELO FUTURO DE PORTUGAL!
VAMOS A ELES!


FORÇA PROFESSORES!
Dia 15 de Novembro lá estarei! Neste momento, já não pode haver recuo. O combate contra a ditadura é um imperativo de todos os democratas! Nos últimos tempos, os professores têm dado lições de civismo e cidadania sem paralelo desde Abril de 1974. É preciso que se unam e não vacilem!
O que estão a fazer à escola pública não é apenas um assunto de interesse para os professores. É, acima de tudo, uma questão fundamental para o futuro de Portugal! A destruição grosseira da escola pública pelo governo de Sócrates é um acto criminoso.
Está provado que é um modelo vicioso, mal intencionado e cheio de erros que, pelos prejuízos que comporta, não pode perpetuar-se! Seria catastrófico sob todos os pontos de vista. Está em causa o futuro dos nossos filhos! Está em causa o futuro de Portugal!
Dia 8 de Março e dia 8 de Novembro são datas memoráveis na história recente de Portugal. Dia 15 sê-lo-á, também!
TODOS Á MANIFESTAÇÃO DE 15 de NOVEMBRO!
CONTRA A DESTRUIÇÃO CRIMINOSA DA ESCOLA PÚBLICA!
PELA DEMOCRACIA!
PELO DESENVOLVIMENTO DE PORTUGAL!
15 DE NOVEMBRO! 15 DE NOVEMBRO! 15 DE NOVEMBRO! 15 DE NOVEMBRO! 15 DE NOVEMBRO! 15 DE NOVEMBRO! 15 DE NOVEMBRO!
Não faltes!
Dois movimentos de professores mantêm a convocatória de uma manifestação para Sábado, em Lisboa, contra o processo de avaliação e pela necessidade de pôr fim ao memorando de entendimento assinado pela Plataforma Sindical com o Ministério da Educação.


Em comunicado hoje divulgado, a Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE) diz que a manifestação, que será também organizada pelo Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP), ganhou uma "legitimidade acrescida" depois da ministra da Educação ter reagido à manifestação de sábado [organizada pelos sindicatos e que, segundo os organizadores, juntou cerca de 120 mil docentes] como se fosse um pormenor irrelevante".


"A manifestação do dia 15 de Novembro, iniciativa que surgiu no seio dos professores (...) ganhou hoje uma legitimidade acrescida. Quando a Ministra da Educação reage ao enorme protesto que os professores fizeram hoje desfilar nas ruas de Lisboa como se 120 mil docentes em luta fosse um pormenor irrelevante, mostra que a nossa contestação não pode parar a 8 de Novembro", refere o comunicado, escrito sábado mas divulgado hoje.


Estas duas estruturas referem também que os movimentos independentes de professores "têm razão quando exigem da Plataforma Sindical a denúncia do memorando de entendimento que assinaram com o Ministério da Educação", "esse documento que a ministra continua a esgrimir para condicionar os sindicatos e a própria luta dos professores".


APEDE e MUP defendem uma "ruptura clara" com o acordo, considerando este outro "motivo fortíssimo para os professores regressarem às ruas de Lisboa no próximo Sábado". Na opinião das duas estruturas, "o combate dos professores, no momento político que hoje se vive em Portugal, já não é apenas uma luta centrada nos alvos já conhecidos (...) é hoje também uma luta contra o autoritarismo que se apropriou das formas de governação, ao reduzir os cidadãos a executores passivos de políticas que eles mesmos não aceitam".




Slogans para a Manif de 15 de Novembro

Sem ensino de qualidade não há desenvolvimento na sociedade!

Categoria há só uma: 'professor' e mais nenhuma!

Não há Entendimento sem o nosso consentimento!

"Quanto mais falas mais mentes. Não voltes a mostrar os dentes!"

"Aqui estamos, aqui estamos. Nós em casa não ficamos!"
"Não estamos aqui por acaso, mas prqu'ela está fora de prazo!
"Ó Milu, tu vais pr'à rua, nem que tenhas d'ir de grua!"
"Aqui fica o esclarecimento: entre nós não houve entendimento!"

"Milu, preenche as grelhas tu!"
"Não te queremos, não te queremos, nem a ti nem ao Lemos! E por causa de tanta asneira também não queremos o Pedreira!"

Retirados de:

CONSULTAR:
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/

http://apede.blogspot.com/

http://sinistraministra.blogspot.com/



Colegas,
Estamos aqui todos UNIDOS na luta! Mais uma vez os Professores mostram a sua indignação perante o Monstro que nos querem impor e as políticas educativas deste Governo, que são o maior ataque aos Professores e ao Ensino Público, desde o 25 de Abril.Em face deste sinal demonstrado nesta grande manifestação de 8 de Novembro, não podemos acomodar-nos. Não podemos cair no marasmo nem desmobilizar, como aconteceu após 8 de Março. Temos de continuara pressionar o ME fazendo-o recuar na sua arrogância.Não desistiremos enquanto não forem revogados:- o ECD e a consequente divisão dos professores em duas- o actual modelo de avaliação de desempenho;- o decreto sobre o novo modelo de Gestão Escolar;- o projecto de concursos para 2009;- a prova de ingresso na carreira;- o Estatuto do Aluno,
Tendo em conta as declarações da Sra. Ministra e Secretários de Estado, quer depois de 8 de Março, quer nestes últimos dias, ternos de endurecer a luta e voltar a Lisboa no próximo dia 15 de Novembro para uma nova grande manifestação.

TODOS AO MARQUÊS DE POMBAL, DIA 15 DE NOVEMBRO, ÀS 14 HORAS, PARTICIPANDO NUM GRANDE MOVIMENTO CÍVICO DE PROFESSORES'!^POR UMA ESCOLA PÚBLICA DE QUALIDADE! UNIR! MOBILIZAR! RESISTIR! UNIDOS, VENCEREMOS!



Objectivos individuais


Esta senhora ministra
É caso sem solução
Inventou uma charada
A que chama avaliação

Oiça senhora ministra
Já que faz tanta questão
Vamos lá avaliar
os ministros da nação

Refrão:
Aqui que ninguém nos ouve
só p'ra gente
os ministros
vão ter insuficiente
(BIS)

3) Começamos p'la saúde
Que com esta não se brinca
Uma operação à vista
Quantos meses leva ainda

4) Passemos para a justiça
Onde o futuro é passado
Lá para 2050 (o processo casapia)
'Inda estará em julgado

Refrão:
Aqui que ninguém nos ouve
só p'ra gente
os ministros
ão ter insuficiente
(BIS)

Ó senhor Primeiro Ministro
Já pensou no problema?
Traçou vários objectivos
que ficaram por cumprir

que nota vai receber
quando a avaliação surgir?
que nota vai receber
quando a avaliação surgir?

Refrão:
Aqui que ninguém nos ouve
só p'ra gente
os ministros
vão ter insuficiente
(BIS)

Letra: Fernando Paulino
Música: "Uma casa Portuguesa"
http://sinistraministra.blogspot.com
/

Plenário geral de professores do distrito de Braga (11 de Novembro às 21h15 na Escola Secundária Alberto Sampaio)

PLENÁRIO GERAL DE PROFESSORES DO DISTRITO DE BRAGA

Escola Secundária Alberto Sampaio – Braga
3ãF, 11 de Novembro 2008 - 21hl5

Colegas, fruto do momento actual vivido por nós nas escolas exige-se:

do Governo a revogação do Estatuto da Carreira Docente, da Avaliação de Desempenho, do modelo de Gestão das Escolas e do novo modelo de concurso;

dos nossos colegas dirigentes sindicais que interpretem e compreendam as proporções da mobilização espontânea das últimas semanas e rompam com o "Memorando de Entendimento" com o ME e protagonizem novas formas de luta, intensas, que forcem o Governo nas questões apontadas no ponto anterior;

de todos os colegas que continuem perseverantes e mobilizados, que façam o balanço das últimas acções e potenciem as novas formas de actuação, necessárias dentro em breve, a fim de repor a dignidade e rigor profissional.

Assim, convocamos todos os colegas do distrito de Braga a comparecerem num plenário geral na próxima 3a Feira, dia 11 de Novembro, pelas 21hl5, na Escola Secundária Alberto Sampaio - Braga.

Professores que subscrevem a convocatória do plenário:

Fátima Gomes (ES Barcelos); Daniel Martins (ES Póvoa de Lanhoso); Artur Gonçalves (Agrup. Esc. Palmeira); Carla Amorim (ES Carlos Amarante - Braga); Manuel Monteiro (EB 2,3 Prado); Teresa Ramos (EB 2,3 Manhente); Rosa Rodrigues (EB 2,3 André Soares - Braga); Vasco Carneiro (ES Martins Sarmento - Guimarães); António Novais (EB 2,3 Refojos de Basto); Maria Santos Ferreira (EB 2,3/S Vieira de Araújo - Vieira do Minho); Manuela Sardinha, Carla Ribeiro, Regina Alves, Maria Helena Vilas (ES D.Maria II - Braga); Cristina Vasconcelos (ES Póvoa Lanhoso).

Governação e políticas de educação:actores, contextos e práticas- III colóquio de Sociologia da Educação e Administ. Escolar(21 e 22 de Nov. - Braga )




III COLÓQUIO SEAE (Sociologia da Educação e Administração Escolar)

Vai decorrer no dia 21 e 22 Novembro o III COLÓQUIO SEAE
– Sociologia da Educação e Administração Educacional Governação e Políticas de Educação: Actores, Contextos e Práticas


Numa época em que as democracias enfrentam desafios e mudanças profundos na governação dos serviços públicos; num momento de transições e turbulências na educação, queremos criar espaços e ocasiões de debate em torno das modificações na governação da educação e das políticas que abrem, alimentam ou gerem estas rupturas e transformações. A progressiva afirmação da União Europeia como espaço político importante de definição de opções e de orientações estratégicas para os sistemas de educação e formação constitui um elo decisivo da cadeia de processos recentes de inovação política da qual fazem parte as parcerias, os actores e os contextos locais.

A contínua produção de novas e velhas desigualdades, a afirmação de direitos e princípios de justiça recém-criados ou reinventados, a emergência de movimentos e actores colectivos em torno das actuais condições e reivindicações sócio-educativas têm vindo a alterar expressivamente a ordem e as realidades educativas em Portugal e no mundo.

A avaliação dos estabelecimentos, dos professores ou dos estudantes; os novos actores supranacionais, as configurações institucionais emergentes e a refundação dos papéis do Estado e da autoridade pública; as modalidades, os espaços, tempos e contextos de aprendizagem, os saberes e as suas concretizações, na educação e o trabalho, eis algumas das questões que propomos para estudo e reflexão neste colóquio.


21 de Novembro

9h 30m- Conferência

Escolas, justiças e desigualdades
Conferência: Jean-Louis Derouet (Institut National de Recherche Pédagogique; Centre National de Recherche Scientifique/ École des Hautes Etudes en Sciences Sociales)
Comentário: Ana Benavente (ICS-Universidade de Lisboa)

11h 15m- Painel I

Governação e avaliação: alunos, professores e escolas
Painel: Alexandre Ventura (DCE/Universidade de Aveiro); José Matias Alves; Fernanda Martins (IEP-Universidade do Minho)
Moderação: Almerindo J. Afonso (IEP-Universidade do Minho)


14h- Conferência
Governação da educação: o Estado e os novos actores institucionais
Conferência: António Nóvoa (FPCE/Universidade de Lisboa)
Comentário: Licínio Lima (IEP-Universidade do Minho)


15h 45m: Painel II

Governação da educação: o Estado e os novos actores institucionais
Painel: Fátima Antunes (IEP-Universidade do Minho); Pedro Hespanha (FE/Universidade de Coimbra); José Palhares (IEP-Universidade do Minho)
Moderação: Esmeraldina Veloso (IEP-Universidade do Minho)

22 Novembro

9h00- Painel III
Aprendizagem ao longo da vida e competências: novas regulações para a educação e o trabalho
Painel: Manuel Carvalho da Silva (CGTP/IN); Illona Kovács (DCS/Instituto Superior de Economia e Gestão); José Madureira Pinto (FE/Universidade do Porto)
Moderação: Manuel António Silva (IEP-Universidade do Minho)


11h00- Conferência
Educação, globalizações e cosmopolitismos: novos direitos, novas desigualdades
Conferência: Carlos Estêvão (IEP-Universidade do Minho)
Comentário: Regina Queirós (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias)

DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO EDUCACIONAL
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E PSICOLOGIA

UNIVERSIDADE DO MINHO
CAMPUS DE GUALTAR

4710-057 BRAGA

O Colóquio terá lugar na Universidade do Minho, Campus de Gualtar, Braga, CP II, Auditório B1


Para obter o programa e a Ficha de Inscrição, consulte o site do Colóquio:
http://www.iep.uminho.pt/cseae

http://webs.iep.uminho.pt/cseae/index.html

IV Encontro Internacional sobre Trabalho Educativo de Rua - organizado pela Associação Conversas de Rua (17 a 22 de Novembro)




4 th International Meeting
on Educative Street Work
17 - 22 November
Lisboa - Portugal
More information & regristration
Olhares@conversasderua.org
Tel 00351 217 959 965 - Fax 00351 217 959 964


IV Encontro Internacional sobre Trabalho Educativo de Rua,


A Associação Conversas de Rua vai organizar o IV Encontro Internacional sobre Trabalho Educativo de Rua nos dias 17, 18 e 19 de Novembro de 2008 em Lisboa, para todos aqueles que acreditam no Trabalho Educativo de Rua - chave para a Inclusão e tenham interesse em conversar e partilhar as boas práticas.

As temáticas deste encontro são:

- Trabalho Educativo de Rua contra a Pobreza e a Exclusão
- Trabalho Educativo de Rua para o Desenvolvimento Comunitário;
- O trabalho Educativo de Rua como ferramenta para o diálogo multicultural;
- Crianças e Jovens de/na Rua – Porquê? Que Fazer?
- Educadores de Rua – Que Missão? Que Competências?
- O Político e o Social – Convergências e Divergências – Como Comunicar? Como
defender a causa Social?

O trabalho Educativo de Rua é uma metodologia de educação não formal com crianças, jovens, adultos e com suas famílias, grupos e comunidades. O Educador de Rua, pela sua proximidade, constrói, no espaço rua, relações que contribuem para que cada um seja conhecido e reconhecido.


Interpretação em: Português, Inglês, Francês e Espanhol.

Informações e Inscrições:
Tel[21 795 99 65] fax[21 795 99 64]
e-mail: olhares@conversasderua.org
site:
www.conversasderua.org


Conversas de Rua - Associação
Tel.+351 217 959 965
fax +351 217 959 964
conversasnomail@conversasderua.org

Conversas de Rua - Associação
Palácio dos Coruchéus - AT.53
R. Alberto de Oliveira
1700-019 Lisboa
PORTUGAL

Base-FUT (Frente Unitária de Trabalhadores)




Uma HISTÓRIA que vem de longe:
• Dos anos sessenta do século XX na luta contra a ditadura e a guerra colonial
• Fundada por militantes do Movimento Operário Cristão
• Com um papel assinalável na organização e animação do movimento sindical e social português.

Um PROJECTO de futuro que visa:
• Colocar o ser humano no centro das políticas económicas e sociais
• O poder do povo /democracia
• Um planeta de paz e ambientalmente equilibrado

Contactos:
Lisboa:
Rua Maria (aos Anjos), 15
1170-208 Lisboa
Tel:+351 21 8120 720
Fax: +351 21 8120 722
E-mail:
basefut@mail.telepac.pt

Porto:
Rua Passos Manuel, 209 - 1º
4000-385 PORTO
Tel. +351 222 080 931
E-mail:
basefutporto@netcabo.pt




Breve apreciação política sobre a revisão do Código do Trabalho aprovada na Reunião da Comissão Política Nacional da Base-Frente Unitária de Trabalhadores.

Nas últimas décadas o trabalho enquanto actividade humana está a sofrer grandes transformações em todo o mundo. Após um século de mudanças politicas, económicas e sociais colossais encontramo-nos hoje num quadro geral de novas transformações preocupantes.
Do ponto de vista das organizações de trabalhadores existem nos dias de hoje aspectos complexos, sob ponto de vista político económico e social. O debate sobre as relações laborais na União Europeia e sobre a competitividade e as medidas que progressivamente a Comissão vai tomando demonstram claramente que :

1.A relação de forças mundial é desfavorável aos trabalhadores e que estes e suas organizações estão na defensiva; A situação não poderá ser mudada apenas com a acção do Movimento Sindical, quer nacional, quer internacional. Outras forças sociais e dinâmicas, nomeadamente políticas, serão necessárias.
As forças políticas de esquerda estão divididas (inclusive no interior de cada família política) quanto ao futuro e conteúdos do Estado Social e em particular quanto ao figurino de um novo modelo de relações laborais na Europa. Divididas quanto ao papel dos sindicatos, da segurança social pública, da segurança/liberdade, da educação e saúde públicas.
2.Esta situação é decorrente do facto de que largos sectores da esquerda assumiram o projecto económico neo-liberal e a gestão do poder adequado às necessidades do desenvolvimento do capitalismo globalizado dirigido pelas grandes empresas multinacionais e o capital financeiro.

2.Esta realidade é extremamente aguda na Europa onde existem várias clivagens: clivagens sobre as relações com os USA, sobre a relação com a Rússia, sobre o sistema de segurança social, sobre os imigrantes, sobre o futuro da saúde e educação públicas. Uma das maiores clivagens é sem dúvida a das relações laborais.

3. Neste sentido, e para manter os seus objectivos de alta competitividade com alta remuneração dos accionistas o capitalismo moderno exige, alta rentabilidade das tecnologias, trabalho barato para a maioria dos trabalhadores, quer assalariados, quer independentes, disponibilidade total para a empresa com horários adequados ou sem horários, flexibilidade geográfica, funcional e mental.
Efectivamente, o novo capitalismo exige a flexibilidade total e em todos os sentidos. Assim, procura minar todas as defesas colectivas e individuais dos trabalhadores: o direito do trabalho e a contratação colectiva, os sindicatos e os direitos sociais alcançados pelas dinâmicas de luta do Movimento Operário no Ocidente e pelo equilíbrio de forças mundial nascido da Revolução Russa e da Segunda Guerra Mundial.

4.Os debates sobre a flexisegurança e o futuro das relações laborais na Europa bem como sobre a revisão do código do trabalho em Portugal devem ser enquadrados neste contexto político, aqui apenas sumariamente abordado.
Efectivamente, os partidos á direita do PS e uma parte deste (agora no poder) comunga em grande medida da perspectiva política de que é necessário criar as melhores condições possíveis ao investimento e remuneração do capital nacional e estrangeiro para o sucesso da economia. Mesmo que tal se faça com a diminuição dos direitos dos trabalhadores, segurança do emprego e qualidade do trabalho. Os governos europeus concorrem entre si para oferecerem melhores condições ao capital.

5.Assim as revisões da legislação laboral em Portugal são uma exigência constante das associações patronais e dos organismos internacionais como a OCDE, Banco Mundial. Os diferentes acordos efectuados em sede de concertação social ao longo dos tempos abordaram sempre a questão central da flexibilidade e estabeleceram medidas de progressiva liberalização da legislação aprovada em 1976.
A revisão Bagão Félix com compilação em Código e a revisão actual vão na mesma linha de flexibilizar aspectos importantes da legislação, nomeadamente nos horários de trabalho, mobilidade e flexibilidade funcional.

6. As questões mais importantes para as empresas foram contempladas nesta revisão que foi acordada em Junho e está em projecto legislativo na Assembleia da República. É verdade que a revisão ainda não foi tão radical como o patronato desejava, nomeadamente no campo dos despedimentos. Todavia, esta questão é hoje pouco significativa na medida em que para além das muitas formas de despedimento individual previstas se pode recorrer aos contratos a prazo e utilizar o despedimento colectivo.

7.Os mecanismos previstos para alargar e flexibilizar o horário de trabalho, nomeadamente com a utilização do “banco de horas” permite que um trabalhador tenha horários sobrecarregados num determinado período (em três dias, semana ou mês) e não tenha compensação monetária, embaratecendo o trabalho com erosão dos rendimentos dos trabalhadores num contexto de crise com salários baixos.
É nesta questão dos horários de trabalho que se colocam hoje questões muito sérias. Não apenas na perspectiva de compatibilização da vida familiar e profissional mas numa perspectiva mais profunda de liberdade e autonomia da esfera pessoal, de impedir que o capital se aproprie cada vez mais do nosso tempo.

8. A precariedade, tal como a flexibilidade, é outra das características do capitalismo actual. Mas, neste capítulo o projecto de revisão é pouco ousado limitando-se a premiar economicamente os empresários que optarem pelo trabalho efectivo e a castigar os que optarem pelos contratos a prazo. Estas medidas terão que ser testadas na prática e duvida-se da sua eficácia. A utilização dos falsos recibos, tão frequente e até utilizada pelo Estado, não foi claramente enfrentada. Fica-se pela melhor caracterização do fenómeno para ajudar a actuação da Inspecção do Trabalho que tem falta de meios para a sua intervenção. Esta situação exigiria outras acções na medida em que permite uma exploração inaceitável de trabalhadores (falsos independentes) sem os direitos respectivos e menos encargos para a entidade patronal. Sabemos que uma larga percentagem destes trabalhadores são jovens , alguns dos quais já têm mais de uma década nesta situação.
Agravando esta precariedade é ainda estipulado nesta revisão o conceito de “trabalho intermitente” que estabelece uma nova modalidade de trabalho que permite a empresa dispensar o trabalhador por um determinado tempo pagando-lhe um ordenado bastante inferior. Mais uma alternativa para embaratecer os custos do trabalho.

9.As alterações relativas à “agilização” da contratação colectiva vão efectivamente no sentido das exigências das entidades patronais. No contexto português são as empresas que desejam alterar os conteúdos avançados de vários contratos que datam da década de 70 em que o Movimento sindical estava na ofensiva.
Com a abertura relativa ao famoso artigo 4º (tratamento mais favorável dado ao trabalhador) em que se poderão negociar medidas menos favoráveis do que está na lei, embora não em questões essenciais, mantém-se um dos aspectos mais polémicos do Código Bagão Félix. Por aqui se poderá fazer a erosão da contratação como elemento essencial de progresso e de distribuição da riqueza e de combate às desigualdades.

10. As medidas previstas relativamente ao emprego e à paternidade e maternidade são positivas mas aparecem como uma pequena compensação, não para todos mas apenas para alguns trabalhadores. Existem sérias dúvidas sobre a sua aplicabilidade prática nas empresas.

11. Esta revisão do Código do Trabalho não é fruto de uma verdadeira necessidade económica e social. A sua realização e natureza, bem diferente da proposta pelo PS na oposição, mostram que é antes fruto de exigências das organizações internacionais e de grupos de pressão do capital nacional e internacional com peso na economia.

12. Nos próximos tempos a realidade demonstrará as consequências para a economia e para a vida dos trabalhadores das alterações efectuadas. Será que o emprego com qualidade vai crescer? Será que vão diminuir os contratos a prazo e os falsos recibos verdes? Há que estar atento à evolução da situação e exigir a aplicação das medidas positivas nas empresas nomeadamente o que está estipulado sobre maternidade e paternidade, recibos verdes e precariedade.

13. Com a evolução das relações de trabalho na Europa e em Portugal , o Movimento Sindical tem pela frente grandes desafios. Necessidade de uma maior implantação nas empresas, desenvolvimento de uma cultura e discurso sindical mais abrangente e menos sectário, maior renovação dos dirigentes. Por outro lado, é necessária uma maior coesão e unidade das correntes sindicais tanto a nível nacional como internacional. É importante repensar as relações entre os sindicatos e os partidos de esquerda. Neste capítulo os militantes sindicais filiados em partidos podem desempenhar um papel decisivo.

14.Finalmente é importante que se estudem as novas alterações ao Código do Trabalho para que se possa esclarecer devidamente os trabalhadores e se possam desenvolver dinâmicas de defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores e suas organizações. A luta pelo trabalho digno e de qualidade é uma luta civilizacional que nos deve empenhar a todos.


Lisboa, 6 e 7 de Setembro de 2008
CPN da Base-FUT