10.5.08

O dia do comércio justo ( World Fair Trade Day) foi recordado em Lisboa, Porto e Almada


Em Lisboa realizou-se ao longo deste Sábado uma exposição de panos tradicionais da Guiné-¬Bissau recentemente integrados no circuito do Comércio Justo, cujo dia internacional é hoje assinalado.

Este evento foi promovido por: CIDAC (Lisboa), Ecos do Sul (Damaia) e Mó de Vida (Almada). Estas 3 organizações representam o Espaço por um Comércio Justo (ECJ) em Portugal, uma rede de âmbito ibérico que promove um Comércio Justo transformador.

Os produtos de Guiné-¬Bissau provêm da Associação Guineense Artissal, uma organização de tecelões e costureiras das etnias Manjaca e Pepel que assenta a sua intervenção nos princípios do Comércio Justo.

À venda estiveram produtos alimentares e de artesanato, tais como chá, café, chocolate, quinoa, arroz, bijuteria, artigos de decoração e brinquedos.

A rede ECJ (
www.espaciocomerciojusto.org) , que reúne cerca de 40 organizações, defende os princípios do Comércio Justo para todos os actores da cadeia comercial, desde a produção até ao consumo.

A aposta é num trabalho assente na Economia Social e na defesa da Soberania Alimentar, negando por exemplo a venda nas grandes superfícies ou parcerias com as multinacionais.



Para esclarecimentos ou informações adicionais não hesite em nos contactar:

Lina Afonso, CIDAC (
www.cidac.pt ), ed¬la@cidac.pt , 213 172 860

Carla Soares, Ecos do Sul,
ecosdosul@net.novis.pt , 214 767 750
Carlos Gomes, Mó de Vida (
www.modevida.com ), modevida@modevida.com , 212 720 641 / 91 4035720


Também no Porto este dia foi assinalado. A recente
associação cultural Casa da Horta decidiu dar o seu contributo com um jantar com produtos de comércio justo e locais.



Consultar

http://www.wftday.org/english/index.htm


http://www.fairtraderesource.org/


http://en.wikipedia.org/wiki/World_Fair_Trade_Day


http://en.wikipedia.org/wiki/Fair_Trade


http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9rcio_justo


http://reviravolta.comercio-justo.org/


http://coresdoglobo.org/


http://alternativa.comercio-justo.org/



Comércio justo (Fair Trade em inglês) é um dos pilares da sustentabilidade económica e ecológica. Trata-se de um movimento social e uma modalidade de comércio internacional que busca o estabelecimento de preços justos bem como de padrões sociais e ambientais nas cadeias produtivas de vários produtos. O movimento dá especial atenção às exportações de países em desenvolvimento para países desenvolvidos, como artesanato, café, cacau, chá, banana, mel, algodão, vinho, frutas in natura, e muitos outros.
Em poucas palavras, é o comércio onde o produtor recebe remuneração justa por seu trabalho. Neste comércio eliminam-se os intermedíários ao mínimo necessário.


Alguns países têm consumidores preocupados com a sustentabilidade e que optam por comprar produtos vendidos através do comércio justo. Esta opção ética tem permitido que pequenos produtores de países tropicais possam viver de forma digna ao fazeram a opção pela agroecologia, como agricultura orgânica.

O Comércio Justo é definido pela News! (a Rede Européia de Lojas de Comércio Justo) como: "uma parceria entre produtores e consumidores que trabalham para ultrapassar as dificuldades enfrentadas pelos primeiros para aumentar seu acesso ao mercado e para promover o processo de desenvolvimento sustentado. O Comércio Justo procura criar os meios e oportunidades para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores, especialmente os pequenos produtores desfavorecidos. Sua missão é a de promover a equidade social, a proteção do ambiente e a segurança econômica através do comércio e da promoção de campanhas de conscientização".





Quinzena do Comércio Justo ( Almada, 6-17 de Maio)


Entretanto, em Almada, está a realizar-se a Quinzena do Comércio Justo ( de 6 a 17 de Maio) com encontros, cine-documentários e gastronomia do mundo


6 de Maio, 10h30
Espaço Mó de Vida

Abertura da Quinzena e Workshop para jornalistas


9 de Maio, 19h00
Solar dos Zagallos
Conversas sobre Consumo Responsável
Estreia do 1º documentário em Português “Agrovidas - Comércio Justo” e debate com a presença de Rafael Cezimbra Souza (representante da Cealnor, associação de produtores
frutícolas, Bahia, Brasil)


10 de Maio, 11h/18h
Solar dos Zagallos
Dia Mundial do Comércio Justo
Teatro de Sombras,
Filme “Agrovidas - Comércio Justo”
e conversa, Mural Justo,Piquenique Solidário, Gincana Justa com alunos das escolas do
concelho e famílias.
Inscrição gratuita:
modevida@modevida.com


12 e 13 de Maio
Encontros do Produtor Cealnor nas escolas

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Entre 10 e 17 de Maio
Comércio Justo à mesa
Pratos confeccionados com sabores solidários nos restaurantes aderentes:

Chá e Guloseimas
Praça da Liberdade, Galeria
Comercial 1º piso Loja 1N
2800-648 Almada
Tel.: 212743782 / 963788023
Neste local será realizada uma mostra de produtos do Comércio Justo

Boa Esperança
Rua Capitão Leitão, 39 A/B
2800 Almada
Tel.: 212762860

Tasquinha da Ti Aida
Largo 25 de Abril, 8 – r/c
2800-564 – Pragal
Tel.: 212763425 / 919721617

A Taberna
Av. da Liberdade 19,
2825-870 Trafaria
Tel.: 212944387 / 918776262


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14 a 17 de Maio
Fórum Romeu Correia

Festival Cine’Eco em Almada


14/5 - Quarta (16h00 às 19h00)


– “Da Terra das Lágrimas Amargas” / “Nigai Namida No Daichi Kara”, de Tomoko Kana, Japão, 84 min.
– “Xingu – A Terra Ameaçada”, de Washington Novaes, Brasil, 17min.
– “Aquecimento Global/Guerra Global”, de Kathrin Gnorski, Alemanha, 11 min. 40’’
– “Rapsódia do Absurdo”, de Cláudia Nunes, Brasil, 15 min.
– “The Meadow / A Campina”, de Jan Haft, Alemanha, 43 min

15/5 - Quinta (16h00 às 19h00)
– “Carvão, Terra, Casa”, de Robert Harding Pittman, Alemanha/EUA, 40 min.
– “As Pessoas que Vivem do Lixo”, de André Cywinski e João D. Gomes, Brasil, 7 min 56’’
– “Um Palito Até à China”, de Ingvild Soderlind, Noruega, 43 min.
– “Tirol – Terra de Água”, de Johannes Koeck e Georg Riha, Áustria, 7 min. 46’’
– “Outros Mundos”, de Marko Skop, Eslováquia,75 min

16/5 - Sexta (16h00 às 19h00)
– “Guardas do Paraíso”, de Yoran Parath, EUA, 74 min.
– “Detectives da Água”, de David Springbett, Canadá, 11 min 30´´
– “No Crepúsculo do Silêncio”, de Josef Císarovskç, República Checa, 33 min.
– “Yandabad”, de Mariano Agudo, Espanha, 58 min. Prémio ÁGUA 2007


17/5 - Sábado (16h00 às 19h00)
– “1907 – 2007: Quando a Vinha Dorme”, de François Manceaux, França, 58 min.
– “Sempre Coca-Cola”, de Inge Altemeier, Reinhard Hornung, Alemanha, 29 min.
– “Encontro com Milton Santos”, de Silvio Tendler, Brasil, 89 min.,
Grande Prémio AMBIENTE 2007




Contactos:
Espaço Mó de Vida
Calçadinha da Horta 19
Pragal/Almada
Tel. 212720641


Solar dos Zagallos
Largo António José Piano
Júnior – Sobreda
Tel. 212947000


Fórum Romeu Correia
Praça da Liberdade
Almada
Tel. 212724928

Queixa colectiva de 32 pessoas contra a polícia por ofensas sobre a sua integridade física e abuso da força

Um grupo de 32 cidadãos apresentou queixa na Inspecção Geral da Administração Interna (IGAI) contra o tratamento brutal de que foram alvo por parte da polícia quando, no passado dia 8 de Fevereiro, resistiam pacificamente ao fecho do Grémio Lisbonense, em Lisboa.
A Lusa esteve presente na conferência de imprensa que anunciou esta iniciativa, mas praticamente nada passou para os médias dominantes. Trata-se, ao que sabemos, da primeira queixa colectiva deste género


Os manifestantes dizem que as autoridades não souberam lidar com a situação e abusaram da força.
Recorde-se que a Inspecção Geral da Administração Interna recebeu mais de 630 queixas contra a actuação das forças de segurança no ano de 2005.

Fonte: Jornal Mudar de Vida

Divulgar e difundir o Orçamento Participativo em Portugal (o II encontro nacional sobre o OP realiza-se em Palmela nos próximos dias 15 e 16)


O II Encontro Nacional sobre Orçamento Participativo vai ter lugar nos próximos dias 15 e 16 de Maio em Palmela.
O programa/ficha de inscrição está disponível no site
http://www.cm-palmela.pt/




Estão ainda previstos 4 workshops regionais de apoio à concepção de modelos de Orçamento Participativo, que terão lugar em

Silves (19 de Maio),

Aveiro (28 de Maio),

Braga (17 de Junho)

Lisboa (23 de Junho).

Estes workshops são especialmente destinados às autarquias.
O programa assim como as inscrições estão disponíveis no site do CEFA -
http://www.cefa.pt/




Uma Acção de Formação Regional de Lisboa sobre Orçamento Participativo vai realizar-se nos dias 2 e 3 de Junho, na Junta de Freguesia de Carnide. Inscrições abertas no site do CEFA - http://www.cefa.pt/




A participação em qualquer uma das actividades do projecto é gratuita.

Para mais informações consultar o site
http://www.op-portugal.org/





O Projecto de Orçamento Participativo em Portugal

• Trata-se um projecto apoiado pela Iniciativa Comunitária EQUAL (Acção 3) que tem como objectivo geral disseminar o tema e a metodologia do Orçamento Participativo (OP) a nível nacional. Em termos específicos isto significa:



• Apoiar a adopção do OP por parte das autarquias portuguesas;


• Capacitar teórica e metodologicamente os diferentes intervenientes no desenvolvimento de processos de OP;


• Criar instrumentos de apoio à implementação, desenvolvimento, monitorização e avaliação desses processos;


• Promover a partilha de experiências e as relações em rede entre as autarquias promotoras do OP;



Criar um manancial informativo e documental sobre o tema do OP, acessível aos mais variados actores interessados no tema.


Tudo isto será desenvolvido assegurando uma perspectiva de articulação com as “práticas de participação” já existentes ao nível de cada território.


http://www.op-portugal.org/
http://www.in-loco.pt/

A globalização da fome: encontro-debate pela Tertúlia Liberdade no dia 14 às 18h15

2006 Global Hunger Index
Consultar :


A Tertúlia Liberdade promove em Lisboa um debate sobre a Globalização da Fome.


A iniciativa contará com a presença dos economistas Zaluar Basílio, Pedro Goulart e José Luís Félix.Num momento em que tanto se fala da crise alimentar, persistem multidões de esfomeados no Mundo ao mesmo tempo que a obesidade se tornou uma epidemia que adoece e mata.
Neste cenário uns poucos acumulam riqueza. Porquê?Qual o papel da indústria agro-alimentar, da especulação bolsista com alimentos e do desvio de alimentos para a produção de combustível na globalização da fome?
São estas e outras questões que vamos discutir na próxima quarta-feira dia 14 de Maio pelas 18.15 h.
O debate será na CREW HASSSAN na Rua das Portas de Santo Antão 159-163.

9.5.08

A fome infame ( ou como a fome de lucros alimenta a fome de milhões de pessoas)

Há muito conhecido dos que estudam a questão alimentar, o escândalo finalmente estalou na opinião pública: a substituição da agricultura familiar, camponesa, orientada para a auto-suficiência alimentar e os mercados locais, pela grande agro-indústria, orientada para a monocultura de produtos de exportação (flores ou tomates), longe de resolver o problema alimentar do mundo, agravou-o.

Tendo prometido erradicar a fome do mundo no espaço de vinte anos, confrontamo-nos hoje com uma situação pior do que a que existia há quarenta anos. Cerca de um sexto da humanidade passa fome; segundo o Banco Mundial, 33 países estão à beira de uma crise alimentar grave; mesmo nos países mais desenvolvidos os bancos alimentares estão a perder as suas reservas; e voltaram as revoltas da fome que em alguns países já causaram mortes. Entretanto, a ajuda alimentar da ONU está hoje a comprar a 780 dólares a tonelada de alimentos que no passado mês de Março comprava a 460 dólares.

A opinião pública está a ser sistematicamente desinformada sobre esta matéria para que se não dê conta do que se está a passar. É que o que se está a passar é explosivo e pode ser resumido do seguinte modo: a fome do mundo é a nova grande fonte de lucros do grande capital financeiro e os lucros aumentam na mesma proporção que a fome.

A fome no mundo não é um fenómeno novo. Ficaram famosas na Europa as revoltas da fome (com o saque dos comerciantes e a imposição da distribuição gratuita do pão) desde a Idade Média até ao século XIX. O que é novo na fome do século XXI diz respeito às suas causas e ao modo como as principais são ocultadas.


A opinião pública tem sido informada que o surto da fome está ligado à escassez de produtos agrícolas, e que esta se deve às más colheitas provocadas pelo aquecimento global e às alterações climáticas; ao aumento de consumo de cereais na Índia e na China; ao aumento dos custos dos transportes devido à subida do petróleo; à crescente reserva de terra agrícola para produção dos agro-combustíveis. Todas estas causas têm contribuído para o problema, mas não são suficientes para explicar que o preço da tonelada do arroz tenha triplicado desde o início de 2007.


Estes aumentos especulativos, tal como os do preço do petróleo, resultam de o capital financeiro (bancos, fundos de pensões, fundos hedge [de alto risco e rendimento]) ter começado a investir fortemente nos mercados internacionais de produtos agrícolas depois da crise do investimento no sector imobiliário.


Em articulação com as grandes empresas que controlam o mercado de sementes e a distribuição mundial de cereais, o capital financeiro investe no mercado de futuros na expectativa de que os preços continuarão a subir, e, ao fazê-lo, reforça essa expectativa. Quanto mais altos forem os preços, mais fome haverá no mundo, maiores serão os lucros das empresas e os retornos dos investimentos financeiros.
Nos últimos meses, os meses do aumento da fome, os lucros da maior empresa de sementes e de cereais aumentaram 83%. Ou seja, a fome de lucros da Cargill alimenta-se da fome de milhões de seres humanos.

O escândalo do enriquecimento de alguns à custa da fome e subnutrição de milhões já não pode ser disfarçado com as “generosas” ajudas alimentares. Tais ajudas são uma fraude que encobre outra maior: as políticas económicas neoliberais que há trinta anos têm vindo a forçar os países do terceiro mundo a deixar de produzir os produtos agrícolas necessários para alimentar as suas próprias populações e a concentrar-se em produtos de exportação, com os quais ganharão divisas que lhes permitirão importar produtos agrícolas... dos países mais desenvolvidos. Quem tenha dúvidas sobre esta fraude que compare a recente “generosidade” dos EUA na ajuda alimentar com o seu consistente voto na ONU contra o direito à alimentação reconhecido por todos os outros países.

O terrorismo foi o primeiro grande aviso de que se não pode impunemente continuar a destruir ou a pilhar a riqueza de alguns países para benefício exclusivo de um pequeno grupo de países mais poderosos. A fome e a revolta que acarreta parece ser o segundo aviso. Para lhes responder eficazmente será preciso pôr termo à globalização neoliberal, tal como a conhecemos.
O capitalismo global tem de voltar a sujeitar-se a regras que não as que ele próprio estabelece para seu benefício. Deve ser exigida uma moratória imediata nas negociações sobre produtos agrícolas em curso na Organização Mundial do Comércio.


Os cidadãos têm de começar a privilegiar os mercados locais, recusar nos supermercados os produtos que vêm de longe, exigir do Estado e dos municípios que criem incentivos à produção agrícola local
, exigir da União Europeia e das agências nacionais para a segurança alimentar que entendam que a agricultura e a alimentação industriais não são o remédio contra a insegurança alimentar. Bem pelo contrário.

Boaventura de Sousa Santos

Publicado na Visão em 8 de Maio de 2008
http://www.ces.uc.pt/publicacoes/opiniao/bss/200.php




Os cidadãos têm de começar a privilegiar os mercados locais, recusar nos supermercados os produtos que vêm de longe, exigir do Estado e dos municípios que criem incentivos à produção agrícola local





Global Food Crisis


8.5.08

Há festa na horta (11 de maio, na horta popular da Graça, no centro de Lisboa)


No próximo Domingo, dia 11 de Maio 2008, vai haver uma festa na Horta popular da Graça


Há festa na horta! Não nos pisem as couves!!
Dia comunitário na Horta popular da Graça



Programa


Na horta:

- 9h às 13h (durante a manhã) : oficinas de construção de mobiliário urbano reciclado da horta popular;

- 15.00-18h Tertúlias:

- A horta popular na Calçada do Monte (GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental);

- Hortas Urbanas e a área metropolitana de Lisboa (Arqº Gonçalo Ribeiro Telles);

- Agricultura Biológica (Ângelo Rocha - co-fundador Biocoop, sócio-gerente Miosótis);

- Agricultura familiar e rural + técnicas naturais anti-pragas: caldas (Fernando…ainda nao confirmado)



- 15h às 19.30: Passeios e conversas na horta popular . "Mundo Possível" : Pintar livremente e em grupo a imagem do Mundo Ideal (num painel grande de Madeira… para destruí-la logo em seguida. Um exercício comentário e utópico de desapego. [pede-se aos participantes que não registem o momento. Material: trazer t-shirt velha] Iniciativa do artista Daniel Melim;

. Oficina de construção de material urbano reciclado;

. Espaço para crianças - experiências com a horta - identificação de plantas e plantação de sementes + animação infantil (palhaçada e pinturas) "Lolas e Pintarolas"

. Música acústica ao vivo;

. Petiscos vegetarianos na horta (comes e bebes);

. Banca do GAIA-CSM;

. Banca informativa do Banco Comum de Conhecimentos.



No CSM-GAIA (Grupo Desportivo da Mouraria):

- 20.00 – Jantar Popular vegetariano no Centro social da mouraria;
- Projecção de filmes sobre a temática das hortas urbanas e festa no
Centro Social (concertos e djs)


- 20 h às 21h30 - Projecção de filmes sobre hortas urbanas (durante o jantar
no CSM-GAIA)



- 21h30 – Concertos:
. Mário Trovador (punk poesia)
. Pedro e Inês (popular – libertária com faduncho e pozinhos perlimpimpim)
. Zeca Mendes (Africana – cabo verde e guiné)
. Jamaica produções (hip hop)
. Stucka (punk-techno)


http://horta-popular.blogspot.com/






O Projecto de Horta Popular


As hortas em meio urbano são uma realidade em muitos países do Mundo, nas vertentes comunitária, de lazer ou de suporte ao rendimento familiar. A sua presença embeleza os bairros que as acolhem e ajuda a criar um espírito de amizade nos que regularmente se encontram para cultivar os frutos da terra, estimulando uma partilha de saberes.


Horta Popular - O que é?

De uma forma simples, uma horta popular ou comunitária é um espaço verde onde as pessoas se encontram e cultivam vegetais ou flores, num terreno comum ou dividido em pequenos talhões para cada hortelão. Ao contrário de outros espaços verdes da cidade, a sua manutenção é feita pelos próprios utilizadores do espaço e não por profissionais.


Para que serve?

As valências de uma horta popular são muitas e variadas, com benefícios tanto em termos ecológicos como sociais. O aumento do sentimento de pertença a uma comunidade, das relações de vizinhança e de conexão com a natureza são alguns dos efeitos sentidos por aqueles que cultivam os seus vegetais ou flores numa horta popular. De uma forma um pouco mais sistematizada, temos como efeitos benéficos:

- melhoria da qualidade de vida;
- desenvolvimento das relações de vizinhança e de comunidade, estimulando a interacção social;
- aumento do sentimento de auto-estima;
- embelezamento do bairro;
- produção de comida nutritiva e redução das despesas familiares com alimentos frescos;
- criação de oportunidades para recreação, lazer, exercício físico, terapia e educação;
- aumento das oportunidades para inter-relacionamento entre gerações, idosos e crianças;
- criação de habitats para espécies animais e vegetais;
- funciona como regulador da ilha de calor urbano;
- ajuda na regulação do ciclo hidrológico e na prevenção de cheias, ao ser local de infiltração de águas;
- diminuição da quantidade de lixo, ao reaproveitar resíduos alimentares domésticos para composto.


O caso específico da Freguesia da Graça – onde se situa a Horta Popular?

Na intersecção da Calçada do Monte com a Rua Damasceno Monteiro, freguesia da Graça, existe um terreno que se apresenta abandonado há largos anos. Durante algum tempo houve alguns moradores que lá cultivavam os seus legumes, mas há quase uma década que essa actividade desapareceu. É nesse local, com excelente exposição solar, que está a nascer a Horta Popular, aproveitando também as árvores já existentes para criar agradáveis espaços para contemplação do casario e do rio, leitura ou conversa.


Que objectivos temos?

No projecto que estamos a desenvolver, pretendemos incentivar alguns saberes e conhecimentos específicos junto da população do bairro, a saber:

1. Como fazer adubo orgânico a partir de restos de alimentos vegetais;
2. Como criar plantas aromáticas e hortaliças sem recorrer ao uso de pesticidas tóxicos e adubos sintéticos;
3. Ensinar às crianças do bairro como crescem alguns dos alimentos que elas todos os dias consomem, restabelecendo a ligação entre o ser humano e a terra que o alimenta;
4. Criar um agradável espaço comunal, onde seja possível não apenas cultivar a terra mas partilhar saberes através de conversas descontraídas, reforçando laços de vizinhança e sentimentos de pertença ao bairro.


Como poderá o espaço da horta ser organizado?

A horta localiza-se numa vertente exposta a Sudoeste, com muito boa exposição solar. Distinguimos três zonas na horta. Uma zona plana com três pinheiros mansos, na parte superior. Esta é a parte mais indicada para a colocação de algumas plantas aromáticas e flores, mesas, cadeiras e eventualmente um baloiço. Local preferencial para realização de piqueniques, conversas, contemplação do casario do bairro, do Castelo de S. Jorge e do Rio Tejo.
A segunda zona é a da horta propriamente dita, onde se cultivam diversas variedades hortícolas em vários talhões comunais. É a zona de inclinação intermédia, o que ainda assim não dispensa a construção de pequenos socalcos.
Por fim, identificámos uma terceira zona, a que apresenta o declive mais acentuado, que pensamos utilizar como pomar. Dado que está a norte da parte hortícola, não existe problema com a projecção de sombra das árvores de fruto sobre as hortícolas.
Transversal a estas três zonas, pensámos em algumas infraestruturas de apoio, como uma casinha para sementes e ferramentas, uma casa-de-banho e um mini-bar.
À medida que o nosso conhecimento sobre o terreno fôr aumentando, pequenos ajustes surgirão necessariamente.


Compatibilização com usos actuais do espaço

Recuando um pouco atrás, é necessário admitir que o espaço não está totalmente abandonado. É utilizado como latrina de cães dos moradores. Como é importante que os animais tenham um local onde defecar, para manter os passeios adjacentes em boas condições higiénicas, definimos igualmente um local para servir como casa-de-banho para cães.

Oficinas do Terra Viva- Associação de ecologia social (estão abertas as inscrições)


Durante este Verão o Terra Viva!-Associação de Ecologia Social vai levar a efeito várias oficinas,workshops e workgroups.


Para participar nas várias oficinas basta inscrever-te na sede da Terra Viva! durante a semana das 14:00 às 19:00. As Inscrições são gratuitas, e estão abertas a todos os Jovens (10-20 anos)

Se nas férias que se aproximam não tens nada programado, inscreve-te e ocupa o teu tempo a aprender algo e a desenvolver a tua criatividade.




As oficinas são:

- OFICINA DE HISTÓRIA VIVA!
(confecção de modelos de adereços de diferentes épocas da história, com vista à animação de trilhas históricas.)


- OFICINA DE CIÊNCIAS VIVAS!
(Realização de experiências e confecção de materiais na área das Ciências da Natureza, Botânica medicinal, Geografia/cartografia Geologia, meteorologia. Manuseamento de instrumentos-telescópios, observação de estrelas mapas estrelares e outras relacionados com astronomia e cosmografia)


- OFICINA DE ARTE E ARTESANATO VIVO!
(Elaboração de adereços e diversos objectos artísticos. Reprodução de adereços étnico-antropológicos para a animação de actividades)


- OFICINA DE AR-LIVRE E AVENTURA!
(Construção de adereços e de materiais para uso em actividades de ar-livre)


- OFICINA INFOVIVA!
(Elaboração informática de cartazes e outros documentos para as tuas iniciativas)


Os GRUPOS DE TREINO/CIRCULOS DE ESTUDOS programados são:


- TEATRO DO OPRIMIDO
(Iniciação à aprendizagem e métodos da obra de Augusto Boal)


- ANIMAÇÃO DE GRUPOS ECO-ESCUTISTAS
(Adestramento de jovens para a animação e apoio às atividades e acções das equipas de Ar-Livre Locais)


- TÉCNICAS DE SOBREVIVÊNCIA/PRIMITIVAS
(saídas de campo para a experimentação de técnicas de sobrevivência -marcação prévia)


- LAND-ART
(Intervenção artística com a Natureza)


- ECOLOGIA SOCIAL
(Instrução, em horários pós laboral, sobre temas sociais e ecológicos, História Social, politica e economia social,antropologia)


- CORPO E SOM
(Experimentação de dança, musica, percursão e expressão Corporal)


- LINGUAS
(Aprendizagem de línguas -Françês, Alemão, Inglês, Russo, Português, etc..- utilizando o método e aprendizagem grupal.)

Há quanto tempo não brincas? (workshop de ludoterapia em S. João da Madeira, a 10 de Maio)


WORKSHOP DE LUDOTERAPIA E DANÇAS CÓMICAS

Decorre no próximo dia 10 de Maio, às 15h, no museu da chapelaria ( em S.João da Madeira), o workshop de ludoterapia e danças cómicas.

A TERAPIA DA BRINCADEIRA é uma terapia activa, não-directiva, dirigida a Pessoas de TODAS as idades.

Baseia-se na improvisação e no movimento intuitivo e utiliza Danças Espontâneas e Cómicas, verbalizações, experiências corporais, jogos lúdicos, brincadeiras criativas, diversão, pantomima, teatralização, expressão multimodal de talentos, emoções, sentimentos...


BENEFÍCIOS:

- Faculta a exteriorização de sentimentos e emoções;

- Facilita a auto-expressão;

- Permite a libertação de preocupações, medos, insegurança, instabilidade, agressividade, frustrações, tensões...;

- Melhora a auto-estima e o auto-conhecimento;

- Concede estabilidade emocional;

- Desenvolve a criatividade, a autonomia, a responsabilidade, a independência, a maturidade, o sentido de pertença...;

- Melhora as competências relacionais;

- Permite relaxar e descontrair das dificuldades da vida;

- Melhora o humor, a qualidade de vida e o estado geral de saúde;

- Produz realização e satisfação emocional, afectiva, pessoal e relacional;

- Dignifica e traz mais sentido, alegria, prazer e autenticidade à vida (humana...).


Para mais informações, por favor, contacte o Museu da Chapelaria pelo telefone 256 201 680


Público-alvo: Famílias e público em geral

Data: 10 de Maio
Horário: 15:00 horas às 16:30 horas

Valor da inscrição:
- Adultos: 15 euros
- Menores de 14 anos acompanhados por um adulto participante – gratuito


http://museudachapelaria.blogspot.com/


Museu da Chapelaria
Localização:
Rua Oliveira Júnior, N.º 501,
S. João da Madeira, Portugal
Telefone: 256 201 680
Fax: 256 201 689

Maio 68: marcas e horizontes do fim dos anos 60 ( ciclo de conferências com a coordenação de Miguel Serras Pereira)

Os 40 anos do Maio de 68 serão assinalados com um ciclo de conferências coordenadas por Miguel Serras Pereira no Centro Nacional de Cultura

8 de Maio: Manuel Villaverde Cabral, Maria Emília Brederode Santos e António Reis

15 de Maio: Eduarda Dionísio, Jorge Silva Melo e José Mário Branco

29 de Maio: José Pacheco Pereira, Isabel do Carmo e Miguel Serras Pereira

6 de Junho: Alberto Martins, Miguel Portas e Júlio Henriques

Centro Nacional de Cultura
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro, 10 – Lisboa
Horário: 18h00
entrada livre


http://www.cnc.pt/

Os Estados Unidos levam a julgamento pela 1ª vez um menino por crimes de guerra, preso em Guantánamo desde os seus 15 anos!!!

Um tribunal militar norte-americano considerou que não há nenhum impedimento legal para o julgamento militar de uma rapaz de nacionalidade canadiana acusado de crimes de guerra. O rapaz visado, Omar Khadr, preso em Guantanamo desde 2002, quando tinha 15 anos de idade, vai ser o primeiro menino-soldado a ser julgado por crimes de guerra por um tribunal militar do exército dos Estados Unidos da América.

Os argumentos dos seus advogados segundo os quais os crimes que lhe são imputados verificaram-se quando ele era menor, pelo que devia ser considerado uma vítima e nunca um criminoso, não convenceram o tribunal militar. Consideram, além disso, que uma quarta parte da sua existência foi levada na prisão de Guantanamo, período durante o qual não teve acesso a uma educação própria para a sua idade.

O rapaz é cidadão do Canada e foi encarcerado em Guantanamo com 15 anos, dados que não demoveram o governo canadiano em manter um absoluto mutismo e indiferença sobre o assunto.



Omar Khadr

Feira refractária (12, 13 e 14 de Maio na Faculdade de Letras do Porto): não permitas que a revolta se transforme num academismo


NÃO PERMITAS QUE A REVOLTA SE TRANSFORME NUM ACADEMISMO


Neste tempo de disfunção e no mês de todas a banalidades onde a revolta é cada vez mais um academismo

Vai realizar-se na Faculdade de Letras do Porto entre os dias 12 a 14 de Maio a Feira Refractária, uma feira de livros e não só…

As Edições Mortas vão estar presentes na Feira Refractária, das 14h às 19h na Faculdade de Letras no Porto e levam consigo, entre outras, a Black Sun, a Canto Escuro, a Vendaval, a Chili Com Carne, a Farândola, …, a Nada, as Águas Furtadas, a Última Geração, a Aquário, a Big Ode,



http://edicoes-mortas.blogspot.com/


Ciclo sobre Luiz Pacheco em Beja promovido pela companhia de teatro Lêndias d'Encantar

Começou ontem (7 de Maio) no Pax Julia – Teatro Municipal de Beja o ciclo Luiz Pacheco.

Teatro, documentários, lançamento da obra "Comunidade" e uma conferência para recordar o polémico escritor, bem amado pela crítica, que morreu a 5 de Janeiro deste ano, deixando mais obra por publicar, do que publicada.



A Companhia de Teatro Lêndias d'Encantar começou ontem a apresentar, no Pax Julia – Teatro Municipal de Beja, o ciclo Luiz Pacheco. Até ao próximo dia 9 estão programadas diversas actividades relacionadas com a vida e a obra do polémico escritor.


Luiz Pacheco foi critico literário e fundador da editora Contraponto. Ficou conhecido também como um escritor excêntrico, maldito, bem amado pela critica. Morreu a 5 de Janeiro deste ano, de doença súbita, a caminho do Hospital do Montijo, deixando mais obra por publicar, do que publicada.


António Revez, da Lêndias d'Encantar, explicou as razões que levaram a Companhia a realizar um ciclo dedicado a Luiz Pacheco, dizendo que tem com ele "uma relação de amor e gosto pela sua obra". Recordou também que "a Companhia já trabalhou várias obras do escritor" e que manteve com o mesmo, "ao longo dos últimos 10 anos uma relação de grande proximidade, por isso este ciclo é também uma homenagem".


O ciclo sobre Luiz Pacheco, que se iniciou ontem em Beja, tem a particularidade de ser efectuado pela Companhia de Teatro que mais peças de Luiz Pacheco fez em Portugal, de contar com a participação de António Revez, o actor que mais personagens deste escritor tem encarnado, e de Carlos Curto, o encenador que mais peças levou a cena do escritor maldito.


António Revez, da Lêndias d'Encantar lembrou igualmente que "Luiz Pacheco tem um clube de fãs enorme e um público muito fiel" e convidou a população da cidade a assistir a este ciclo, frisando "que esta pode ser a última vez que assistem às peças Comunidade e Coiote".





PROGRAMAÇÃO

dia 7 teatro
COMUNIDADE pela Companhia de Teatro Lendias D’Encantar
22h sala estúdio

Falo de «Comunidade», o admirável reconto de um escritor que escreve contra si próprio com a insolente sinceridade de quem tenta seduzir inimigos – para depois os danar: com a altiva modéstia de quem conhece os desígnios da solidão – para depois a sacralizar. O fascínio que em mim exerce este «caderno de contas de um homem na cidade» procede das razões que invoca: o sentimento de que promíscua é toda a nossa comunidade de cadáveres de excelente saúde: a ideia de que o corpo possui uma força e uma grandeza virginais e corruptíveis. Porque o corpo é a única «coisa», o único «objecto», de que dispomos com toda a soberania. Ora, o escândalo dessa verdade resulta do embuste ardiloso (ímpio) com que pios suseranos da terra prometida (dos céus inacessíveis) entreteceram, durante séculos e séculos, os nossos sonhos de despertar e de ser felizes. De ser raivosamente homens.
A dimensão humana (racional) de «Comunidade» provém do absurdo banal transfigurado em acto criativo: um homem sem remorso de ser falhado, quando às voltas com a morte, porque do seu falhanço a respon¬sabilidade não é própria – e, sem raiva mas com revolta, sem pudor mas com medo, relata a aventura da multidão a que foi submetido, da ofensa ordinária de que foi alvo, ou seja, historia os intoleráveis obstáculos que provocaram a sua ruptura com a comunidade dos outros. Dos outros: porque a sua «é gente e eu gosto de estar com gente (falo de corpos), um enchimento de gente à roda, compacta, onde recebemos e damos, estamos e lutamos, sofremos em comum e gozamos. Onde tudo de nós é ampliado, revigorado, e medido pelo colectivo, pelos outros – espelho e limite, cadeia e espaço imenso, liberdade e nossa conquista».
São Luiz Pacheco reza por nós.
BAPTISTA-BASTOS.

dia 8 projecção
DOCUMENTÁRIO sobre a vida de Luiz Pacheco e LANÇAMENTO DA OBRA COMUNIDADE
21h30 cafetaria entrada livre

dia 9 teatro conferência
COIOTE pela Companhia de Teatro Lendias D’Encantar
21h sala estúdio

Texto Luiz Pacheco Encenação Carlos Curto Interpretação António Revez Banda Sonora Carlos Curto Desenho de Luz Carlos Curto/Ivan Castro Direcção de Produção Jorge Barnabé Produção Lendias D'Encantar


Um espectáculo corrosivo. Depois do Uivo do Coiote, espectáculo produzido em 1998, decidimos voltar aos textos do Luiz Pacheco. Recolhemos um conjunto de textos em que o Pacheco expõe as suas posições éticas sobre a vida, toda uma vida, da infância (pura) passando pela idade adulta (comprometida e laça) até à velhice (desiludida).
Da compilação de textos efectuada, tivemos o cuidado de recolher aqueles mais crus, menos elaborados e poéticos, de forma a apresentar uma posição sem floridos, nua e crua como a vida.
É uma homenagem à verticalidade do homem e do escritor, antes que este morra.
Vamos deixar para os outros as homenagens póstumas (como é já costume em Portugal).
Lendias D’Encantar 2002

CONFERÊNCIA: Luiz Pacheco - o homem, o escritor
22h30 cafetaria entrada livre

Bilhetes 3€ / 5€ (2 espectáculos)

Org. CMB/Lendias D’Encantar

Tertúlia sob o tema «Maio de 68 - os dias felizes» na sede do Norte da Associação José Afonso ( dia 9, às 21h30)

A delegação do Norte da Associação José Afonso fica na Rua do Bonjardim nº 635, 1º andar-tras., na cidade do Porto

http://vejambem.blogspot.com/

Ciclo de cinema à volta do Maio de 68 no teatro do campo alegre (Porto) a partir de hoje

Para assinalar os 40 anos dos acontecimentos de Maio de 68, a célebre revolta dos estudantes e dos trabalhadores franceses, vai decorrer no teatro do Campo Alegre, no Porto, um ciclo de cinema com vários filmes que nos reenviam para o espírito do Maio de 68



8 de Maio
18h30, OS SONHADORES, Bernardo Bertolucci
22h, A BIENTÔT J'ESPÈRE, Chris Marker, seguido de debate

9 Maio
18h30, OS SONHADORES, Bernardo Bertolucci
22h, LA CHINOISE, Jean-Luc Godard

10 Maio
18h30, OS SONHADORES, Bernardo Bertolucci
22h, L'AN 01, Alain Resnais, Jean Rouch, Jacques Doillon

11 Maio
18h30, OS SONHADORES, Bernardo Bertolucci
22h, OS SONHADORES, Bernardo Bertolucci

12 Maio
18h30, OS AMANTES REGULARES, Philippe Garrel
22h, LES LIP, L'IMAGINATION AU POUVOIR, Christian Rouaud

13 Maio
18h30, OS AMANTES REGULARES, Philippe Garrel
22h, OS AMANTES REGULARES, Philippe Garrel

14 Maio
18h30, OS AMANTES REGULARES, Philippe Garrel

7.5.08

A polícia e outras forças de segurança são dos sectores mais investigados por corrupção em Portugal

As autarquias e as forças de segurança, por um lado, e os sectores da construção civil e dos serviços funerários, por outro, foram os que registaram os valores mais expressivos entre os casos de corrupção participada em Portugal, no período de 2002/2003.

Os dados fazem parte de um trabalho científico realizado no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) e foram divulgados ontem, no decorrer da Jornada Contra a Corrupção, promovida pela Procuradoria--Geral da República.

fonte: aqui

X festival internacional de teatro de tema clássico ( hoje o Agamémnon de Ésquilo é representado em Viseu)

X Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico

ENTRE 29 DE ABRIL E 20 DE JULHO DE 2008



Locais:
COIMBRA, VISEU, BRAGA, CONIMBRIGA, S. MIGUEL DE ODRINHAS, MIRANDA DO CORVO, PENELA, SANTIAGO DA GUARDA, FUNDÃO

http://10teatroclassico.blogspot.com/


Em 2008, o FESTEA comemora a décima edição dos Festivais, razão pela qual a organização fez um esforço de valorização do programa. No sentido de cumprir este desiderato, o X Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico contempla um conjunto de 22 iniciativas distintas (20 espectáculos de teatro e dois de música). Haverá ainda umas Jornadas de Turismo e Teatro Clássico, durante as quais será lançado o volume comemorativo dos 10 anos de Festival, que pretende também funcionar como arquivo das actividades desenvolvidas. Uma das marcas do Festival é o forte carácter itinerante, pelo que as iniciativas decorrem em Coimbra, Conimbriga, Anadia, S. Miguel de Odrinhas (Sintra), Viseu e Braga, tendo este ano sido incluídos três novos espaços (Penela, Santiago da Guarda e Fundão), em obediência a um esforço continuado de descentralização.


PROGRAMA

Dia 29 de Abril de 2008 (3ª feira), 21h30, Coimbra, Teatro Paulo Quintela (FLUC)
Grupo Thíasos do IEC, As Vespas de Aristófanes

Dia 7 de Maio de 2008 (4ª feira), 21h30, Auditório Mirita Casimiro (Viseu)
Grupo Thíasos do IEC, Agamémnon de Ésquilo

Dia 14 de Maio de 2008 (4ª feira), 10h00, Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas
Grupo de Teatro Clásico (Univ. de Alicante), Ifigénia em Áulide de Eurípides

Dia 14 de Maio de 2008 (4ª feira), 15h30, Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas
Grupo Thíasos do IEC, Vespas de Aristófanes

Dia 15 de Maio de 2008 (5ª feira), 21h30, Coimbra (Páteo da UC)
Grupo de Teatro Clásico (Univ. de Alicante), Ifigénia em Áulide de Eurípides

Dia 17 de Maio de 2008 (Sábado), 21h30, Coimbra (Praceta junto a Sta. Clara-a-Velha)
Grupo Thíasos do IEC, Agamémnon de Ésquilo

Dia 18 de Maio de 2008 (Domingo), 21h00, Coimbra (Praceta junto a Sta. Clara-a-Velha)
Espectáculo lírico do grupo Canto e Drama (Conservatório de Música de Coimbra)

Dia 24 de Maio de 2008 (Sábado), 21h30, Conimbriga
Espectáculo lírico do grupo Canto e Drama (Conservatório de Música de Coimbra)

Dia 30 de Maio de 2008 (6ª feira), 21h30, Anadia (Museu do Vinho)
Grupo Thíasos do IEC, Vespas de Aristófanes

Dia 07 de Junho de 2008 (Sábado), 21h30, Conimbriga
Grupo Thíasos do IEC, As Vespas de Aristófanes

Dia 2 de Julho de 2008 (4ª feira), 21h30, Auditório Mirita Casimiro (Viseu)
Grupo de Teatro Clássico ESAD – Málaga (Escuela Superior de Arte Dramático),
As Bacantes de Eurípides

Dia 3 de Julho de 2008 (5ª feira), 21h30, Coimbra (Páteo da UC)
Grupo de Teatro Clássico ESAD – Málaga (Escuela Superior de Arte Dramático),
As Bacantes de Eurípides

Dia 5 de Julho de 2008 (Sábado), 21h30, Museu D. Diogo de Sousa (Braga)
Grupo de Teatro Clássico ESAD – Málaga (Escuela Superior de Arte Dramático),
As Bacantes de Eurípides

Dia 6 de Julho de 2008 (Domingo), 21h30, Museu D. Diogo de Sousa (Braga)
Grupo Thíasos do IEC, As Vespas de Aristófanes

Dia 8 de Julho de 2008 (3ª feira), 21h, Coimbra (Páteo da UC)
Grupo Thíasos do IEC, As Vespas de Aristófanes

Dia 10 de Julho de 2008 (5ª feira) [Local a anunciar]
Grupo Les Enfants de Nysa (Paris, E.S.R.A.), La Guerre est jolie (peça baseada em textos antigos sobre a Paz). Espectáculo montado no quadro de colaboração europeia entre o FESTEA e o Festival Européen Latin Grec (FELG), pela parte francesa.


Dia 11 de Julho de 2008 (6ª feira) Conimbriga

Jornadas de Turismo e Teatro Clássico
Grupo Les Enfants de Nysa (Paris, E.S.R.A.), La Guerre est jolie (peça baseada em textos antigos sobre a Paz). Espectáculo montado no quadro de colaboração europeia entre o FESTEA e o Festival Européen Latin Grec (FELG), pela parte francesa.

Dia 13 de Julho de 2008 (Domingo) Santiago da Guarda
Grupo Thíasos do IEC, As Vespas de Aristófanes

Dia 18 de Julho de 2008 (6ª feira), 21h30, Penela
Grupo Thíasos do IEC, As Suplicantes de Eurípides

Dia 19 de Julho de 2008 (Sábado), 21h30, Fundão
Grupo Thíasos, As Suplicantes de Eurípides

Dia 20 de Julho de 2008 (Domingo) Fundão
Grupo Thíasos, As Vespas de Aristófanes



Contactos
FESTEA-Tema Clássico (Associação Promotora)
Instituto de Estudos Clássicos, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra,
Largo da Porta Férrea, 3004-530 Coimbra
967685736 / 962565797 / 962565710 / 962565810
teaclass@ci.uc.pt




As Peças:



Aristófanes, AS VESPAS
Grupo Thíasos do IEC



Sinopse
Apresentadas pela primeira vez em 422 a.C., no contexto da Guerra do Peloponeso, e obra de um Aristófanes já firmemente posicionado no panorama cómico ateniense, Vespas procura testar as diversas iguarias de cómico, entre a tradição e a novidade, e tem de ser entendida como reacção ao desaire que constituiu, para o seu autor, o não reconhecimento do mérito da comédia apresentada no ano anterior, Nuvens.
No comum cenário do exterior de uma casa de Atenas, Aristófanes procura satirizar o mau funcionamento das instituições democráticas, centrando-se, sobretudo, nos tribunais, que apresenta, na pessoa de Filócleon e do próprio coro, como uma obsessão dos cidadãos mais envelhecidos, que só aí encontram a sua fonte de rendimento. Recriando-se em cena um tribunal doméstico, onde arguido e acusado são dois cães – porém representativos de dois políticos da ribalta, nesse tempo bem conhecidos –, torna-se a cada passo manifesta a corrupção que domina as instituições jurídicas do tempo.

Tradução do grego: Carlos A. Martins de Jesus
Encenação: Carlos A. Martins de Jesus
Figurinos: Luisa de Nazaré Ferreira e Maria Valente
Composição musical: Paulo Pedrosa e José Luís Brandão
Selecção musical: Carlos Jesus
Sonoplastia: Carla Cerqueira
Luminotecnia: Rodolfo Lopes e Carlos Santos
Cenografia: Carlos Santos, José Luís Brandão e Carla Braz

Com: José Luís Brandão (Filócleon), Carlos Jesus (Bdelícleon), Artur Magalhães (Xântias), Mário Gomes Pais (Sósias), Susana Bastos, (Mírtia), Carla Correia (Dárdanis), Ângela Leão (Cão Cidateneu), Bruno Fernandes, (Corifeu), Mariana Matias, Ândrea Seiça, Nélson Henrique, Carla Rosa, Nilce Carvalho, Susana Rosa, Amélia Álvaro de Campos, Miguel Sena.



Ésquilo, AGAMÉMNON
Grupo Thíasos do IEC




Sinopse
Trata-se da única parte da trilogia Oresteia, desse autor que viveu entre 525 e 456 a.C. – as outras partes são Coéforas e As Euménides –, a chegar completa aos nossos dias. Na tragédia em causa, o pano de fundo é o regresso dos heróis gregos que combateram em Tróia. No início da guerra, para que o seu exército alcançasse essa cidade, Agamémnon sacrificou a filha Ifigénia à deusa Ártemis, que decidiu poupar a jovem e transformá-la em sacerdotisa. Clitemnestra, a esposa de Agamémnon, supondo que Ifigénia estava morta, urdiu um plano de vingança contra o marido: tornou-se amante de Egisto, filho de Tiestes e quando Agamémnon regressou ao lar, após dez anos de ausência, participaram ambos no seu assassinato e no da princesa troiana Cassandra, que o vitorioso guerreiro havia recebido por escrava.

Encenação: Lia Nunes
Tradução do grego: Manuel de Oliveira Pulquério
Consultor: Carlos Jesus
Figurinos: Inês Santos, Maria João Antunes
Sonoplastia: Lia Nunes, Tiago Cabral, João Gaspar
Cenografia: Eduardo Conceição
Coreografia: Andreia Paixão
Luminotecnia: Carlos Santos, Lia Nunes
Com: Ângela Leão, Sónia Simões, Delfim Leão, Nélson Henrique, Patrícia Ligeiro, Amélia Álvaro de Campos, Ana Fonseca, Susana Bastos, Linda Miriam, Mário Jorge, Artur Magalhães, Carlos Jesus, Andrea Seiça e Luís Albuquerque.





Eurípides, IFIGÉNIA EM ÁULIDE
Grupo de teatro clássico da Universidad de Alicante

Sinopse
A Ifigénia em Áulide foi representada pela primeira vez em 405 a.C., nas Dionísias Urbanas de Atenas. Fazia parte de uma trilogia, juntamente com As Bacantes e Alcmeon em Corinto (tragédia perdida), e recebeu o primeiro prémio no concurso de tragédias. Eurípides havia morrido alguns meses antes e "Eurípides o Jovem", filho (ou sobrinho) do poeta, foi o responsável pela apresentação da trilogia.
A tragédia baseia-se num dos episódios mais famosos do Ciclo Troiano. Agamémnon, rei de Micenas, comandante das forças gregas que se preparam para atacar Tróia, é compelido a sacrificar sua filha Ifigénia para que a deusa Ártemis cesse a longa calmaria que impede o zarpar das naus aportadas em Áulide. A inesperada chegada de Clitemnestra em companhia da filha e a intervenção de Aquiles, alheio à trama, complicam os seus planos.

Tradução e adaptação: María Paz López
Encenação e dramaturgia: Charo Amador
Composição musical: José María Vives Ramiro
Coreografia: María Obdulia Díaz
Cenografia: Enrique Piera, Talleres Piñero
Luminotecnia: Ximo Hernández
Figurinos: Charo Amador, Loles Moreno
Concepção de guarda-roupa: Isabel López, María Martínez, Loles Moreno
Maquilhagem: Yolanda Escrich
Direcção do grupo: Andrés Vinaches
Com: Enrique Piera (Agamémnon), Encarna Segara (Ancião), Fernando García (Menelau), Minguel Ángel López (Mensageiro), Loles Moreno (Clitemnestra), Ariana Martínez (Ifigénia), Francisca López (Ama), Miguel Ángel Bravo (Aquiles), Roberto Sparano (Calcas). Coreutas: Irene Marcelo (Corifeu), Paola García, María José Alpañés. Bailarinas: Laura Martínez, Vanessa Yago, Laura Buil, Elisabeth Nicolás, Ana Sánchez, Gracia Urraca. Instrumentistas: Noelia Junquera (arpa), Miriam Aracil (oboé).



Eurípides, AS BACANTES
Escuela Superior de Arte Dramatica de Málaga,
em colaboração com A.C.U.T.E.M.A. (Asociación Cultural de Teatro Griego y Romano)



Sinopse
Estamos perante uma peça repleta de contradições que, à margem da sua encenação, provoca uma série de dúvidas. Trata-se da última das obras conservadas de Eurípides, representada já depois da sua morte, que, nas palavras de Julio Pallí Bonet, “pode considerar-se um canto de cisne.” O antagonismo entre a tradição e os costumes do homem racional, na figura de Penteu, e a rebelião contra esta tradição, na figura de um deus Diónisos muito ambíguo, marca o contraponto da tragédia.
Os acentuados contrastes do texto agudizam-se com a metamorfose de Diónisos, de carácter divino, e o transformismo de Penteu, numa tentativa artificial de mudar a realidade, mas, de qualquer modo, tudo está ao serviço da representação, com o objectivo de difundir a mensagem, não do deus mas do próprio autor, por via da máscra teatral, ou seja, do metateatro como técnica dramática.
O tema e o argumento pertencem ao culto dionisíaco e dizem respeito à introdução destes ritos na Grécia. O deus Diónisos chega a Tebas para introduzir o seu culto, mas depara-se com a oposição do rei Penteu, defensor das tradições antigas. Diónisos deixa-se prender, mas logo se escapa de forma prodigiosa, e convence o rei a, vestido de mulher, ir ao monte espiar as bacantes, entre as quais se encontra Agave, a sua mãe. Descuberto pelas mulheres, Penteu é desmembrado por elas e a sua cabeça é levada pela mãe, como troféu, até à cidade.

Cenografia: Pilar Jiménez
Desenho de Luzes: Eun Kyung Kang
Figurinos: Andreu
Música: José Manuel Padilla
Canção de Tebas: Juan Carlos Vilaseca
Revisão do texto: Raúl Caballero
Asistente de Coreografia: Rebeca Ríos
Confecção do guarda-roupa: Pilar Jiménez, Andreu
Realização de cenografia: Héctor Morales
Director de cena: Emma Muñoz
Chefe da equipa técnica: Emilio Martínez
Assistente de direcção: Emma Muñoz
Adaptação e encenação: Andreu
Sonoplastia: Germán Benítez Leiva
Luminotecnia: Eun Kyung
Com: Chico García (Penteu), Luis Alcedo (Diónisos), Raquel Pérez (Agave), Fran Martín (Cadmo), Emilio Martínez (Capitão), Frank Vélez (Pastor), Lucas Ortiz (Tirésias), Fran Millán (Soldado), May Melero (Autónoe), Irina Baños (Ino). Coro: Irina Baños, Tamara Gómez, Laura Molina, Carmen Melero, Emilia Moreno, Noelia Navarro, Marta Pavón, Amanda Ríos, Rebeca Ríos, Beatriz Saavedra, Marina Sánchez, Vanesa Serrano.





Chantal Collion, A GUERRA É DOCE
Les Enfants de Nysa (Paris)


Sinopse
Como é doce a guerra… é uma obra ficcional, concebida no âmbito do Festival Europeu de Latim e Grego, para o Festival Internacional de Tema Clássico, a realizar em Portugal. A única directriz que recebi foi a de criar uma montagem de textos gregos e latinos para apresentar em Coimbra um espectáculo que facilmente se inscrevesse no tema geral do festival de 2008: “Os exploradores do mundo: o turismo, a guerra, a ciência”.
O nome de Erasmo (1467-1536), todos o conhecemos, mas a sua obra, considerada demasiado austera e digna somente da curiosidade dos historiadores, tem sido negligenciada ao longo dos tempos. Quando citamos um título de Erasmo, referimo-nos normalmente à sua obra O Elogio da Loucura. Uma vez cognominado “Príncipe dos Humanistas”, colocámo-lo num pedestal, esquecendo o ser apaixonado que, apesar “da pequena estatura, adoentada e delicada” e, mais tarde, “enfraquecida pela idade, pela fadiga de viagens esgotantes e de constantes esforços intelectuais”[1], trabalhou com afinco determinado no renascimento da cultura greco-latina, sobretudo depois da sua fascinante descoberta da língua grega, quando contava já mais de trinta anos.
Este combate de toda uma vida é o suficiente para justificar a imagem que criámos de Erasmo como o herói do dia, neste festival consagrado à promoção da língua latina e grega. E mais: o cosmopolitismo da personagem que se dizia “cidadão do mundo” e “compatriota de todos”, destinava-o naturalmente a honrar com a sua presença, póstuma e dramatizada, os dois festivais europeus. O seu pacifismo resoluto e intransigente, pode ajudar a aclarar a nossa própria reflexão sobre o tema da exploração do mundo pela guerra. Aqui está como Erasmo se tornou herói de Como é doce a guerra… e a sua obra o fio condutor desta fantasia dramática que, desta forma, se impõe claramente para além de um simples jogo literário, como um verdadeiro manifesto humanista.
Embora se trate de um texto lúdico, Como é doce a guerra… não deixa de estar recheado de intenções didácticas e pode ser abordado como um jogo de pistas, onde cada espectador deverá descobrir o autor que se esconde por detrás de cada réplica. Concedo ao leitor algumas indicações no início de cada quadro em pequenos textos-miniatura que não fazem parte do corpus dramático propriamente dito, mas que serão projectados em vídeo durante a representação, com o intuito de guiar os espectadores. Proponho a todos aqueles que desejam saber mais para nos encontrarmos no posfácio…mas só depois de terem visto o espectáculo ou lido a peça!

Chantal Collion

[1] Palavras do próprio Erasmo ao descrever-se, numa carta escrita em 1518 a Beatus Rhenatus (1485-1547; escritor, editor e advogado, amigo e editor de Erasmo).

Encenação: Tiphaine Renard
Cenografia: luz: Kevin Lafargue, Som: Jean Amanieu
Assistente de encenação: Benjamin Guicheteau
Cenários: Yohan Chemmoul, Julia Delprat
Música: Niels Prayer
Coreografia: Kiyoshi Yamamoto
Guarda-roupa e maquilhagem: Palmyre Roigt, Joséphine Mathis, Dounia Khellaf
Fotografia: Aurélie Larnicol
Realização, vídeo: Michaël Ayach, Kevin Lafargue
Grafismo: Julia Diérickx-BraxCom: Damien Sartran (Caronte), Michaël Ayach (Alastor), Guillaume Sorel (Erasmo), Alias Issa (Trigeu / Ésquilo), Clément Paillette (Hermes), Joséphine Mathis (Paz), Aurélie Larnicol (Lisístrata / Corifeu), Dounia Khellaf (Calonice), Lucie Stern (Mírrina), Chloé Désiré (Lâmpito), Palmyre Roigt (Moça / Andrómaca), David Martinez (Príamo), Kevin Lafargue (Arquíloco), Jean Amanieu (Saint-Exupéry), Maïa (Criança da Paz).





Eurípides, AS SUPLICANTES
Grupo Thíasos do IEC

Sinopse
As Suplicantes de Eurípides, representadas no contexto da Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.), resulta numa acutilante e sofrida reflexão sobre as consequências da guerra, de todos os tempos. O coro que dá o título à peça é constituído pelas mães dos sete generais que pereceram no cerco de Tebas, aliados de Polinices quando este pretendeu recuperar o poder ao irmão Etéocles. Em termos mitológicos, portanto, a peça vem no seguimento directo dos Sete Contra Tebas de Ésquilo, do Édipo em Colono de Sófocles e das Fenícias de Eurípides, tratando tema idêntico ao da Antígona de Sófocles – o dever de prestar honras fúnebres aos mortos.
O pano de fundo da peça é o santuário de Elêusis, ao qual se deslocam Adrasto, velho rei dos Argivos, e as sete mães suplicantes, para pedir a Etra que convença o filho Teseu a reclamar junto de Creonte os corpos mortos dos sete generais. Relutante a início, Teseu aceita a tarefa. Chega entretanto um arauto tebano que conta a vontade contrária de Creonte, o que leva o rei de Atenas a partir para Tebas com um exército, que sai vitorioso. Os cadáveres entram depois em cena e, quando as mães os depositam na pira, surge Evadne, viúva de Capaneu, que, em delírio de bacante, deseja morrer com o marido. Apesar dos pedidos do pai, ela acaba por se suicidar e arder com o marido, nas chamas que considera o seu leito nupcial. Num happy end tipicamente euripidiano, surge ex machina a deusa Atena, formalizando o pacto de amizade entre Argivos e Atenienses.
A guerra (justa e injusta), a morte, o amor e a defesa da Democracia, são estes os grandes temas que Eurípides apresenta e discute em Suplicantes. Uma peça nem sempre fácil de colocar em cena, mas cuja mensagem – grande mérito da tragédia clássica – é de todos os tempos.

Encenação: Carla Braz, Carlos Jesus
Tradução: José Ribeiro Ferreira
Consultor: José Luís Brandão
Figurinos: Maria João Antunes, Inês Santos
Sonoplastia: Luís Albuquerque
Cenografia: Carlos Santos
Luminotecnia: Carlos Santos

Com: Ângela Leão (Etra), Luís Marques Cruz (Teseu), Artur Magalhães (Adrasto), Carlos Jesus, Vitor Teixeira, Nélson Ferreira, Carla Braz (Corifeu), Susana Bastos, Ândrea Seiça, Patrícia Ligeiro, Carla Rosa, Carla Correia.
Classe conjunta Canto & Drama do Conservatório de Música de Coimbra
Récita “Doze anos, doze quadros”

1. “Cinque, dieci…” (Acto I / Cena I de “As Bodas de Fígaro”)
2. “Crudel (ActoII / Cena II de “As Bodas de Fígaro”)
3. Bruxas (Acto II / Cena I de “Dido e Eneias”)
4. “Your counsel all” (Acto III de “Dido e Eneias”)
5. “Ah guarda sorella” (Acto I /Cena II de “Così Fan Tutte”)
6. ”Madamina! Il catalogo… (Acto I /Cena I de “Don Giovanni”)
7. “La ci darem la mano”
8. (?)
9. “Che puro ciel” (Acto II) de “Dido e Eneias”)
10. “Divo Amore” (Acto III de “Dido e Eneias”)
11. “Per te io nel core” (Intermezzo Secondo de “La Serva Padrona”)
12. … (Acto III de “Vénus e Adónis”)

Direcção: Isabel Melo e Silva
Com:
Ana Mafalda Umbelino
Ana Raquel Roseiro
Maria Leonor Melo
Tânia Ralha
João Manuel Barros
João Pedro França
José Manuel Beato
Nuno Mendes
Ricardo Vicente

Esta cidade (letra da música dos Xutos & Pontapés)

Esta cidade

Quer eu queira quer não queira
Esta cidade
Há-de ser uma fronteira
E a verdade
Cada vez menos
Cada vez menos
Verdadeira

Quer eu queira
Quer não queira
No meio desta liberdade
Filhos da puta
Sem razão
E sem sentido
No meio da rua
Nua crua e bruta
Eu luto sempre do outro lado da luta

A polícia já tem o meu nome
Minha foto está no ficheiro
Porque eu não me rendo
porque eu não me vendo
Nem por ideais
Nem por dinheiro
E como eu sou e quero ser sempre assim
Um rio que corre sem princípio nem fim
O poder podre dos homens normais
Está a tentar dar cabo de mim
Cabo de mim


letra: João Gentil
música: Xutos & Pontapés

http://www.xutos.pt/


http://pt.wikipedia.org/wiki/Xutos_%26_Pontap%C3%A9s


http://xutos-blog.blogspot.com/




6.5.08

Começa hoje o ciclo de cinema comunitário e independente na Casa Viva ( Porto)


Numa altura em que poucas são as salas de cinema ainda abertas na cidade do Porto inicia-se já hoje, 6 de Maio, um ciclo continuo de cinema independente simplesmente intitulado “Cinema Comunitário” na Casa Viva(na Praça do Marquês de Pombal, 167, no Porto)

A ideia é simples, um filme por mês, todas as primeiras Terças Feiras de cada mês.
Na sua grande maioria o ciclo consiste em produções independentes sobre os mais variados assuntos dos nossos tempos. Temas como Globalização, Guerra, Terrorismo, Propaganda, etc...



Nome do filme nesta terça-feira, 6 de Maio, às 22h.:

I the film


“I” é uma meditação sobre a relação entre os media e o poder do ponto de vista da maior rede voluntária de media do planeta. Este documentário segue o primeiro ano de um pequeno colectivo do IMC numa caótica Buenos Aires durante o colapso da economia Argentina em 2001. (www.Ithefilm.com ) O filme esta traduzido em português.



http://www.cinemacomunitario.blogspot.com/


Extensão do Festival Indie no Porto ( 8 a 15 de Maio no cinema trindade)


Extensão na cidade do Porto do Festival IndieLisboa, festival internacionbal de cinema independente

Programação para oito dias de filmes


8 de Maio (19 e 21.30h)

Serão exibidos os filmes "A hero never dies ", de Johnnie To, na sala Trindade 1;

e "Scott Walker 30 Century Man", de Stephen Kijak, na Trindade 2.



Dia 9 (19 e 21.30h)

"En construcción", de José Luis Guerín, na sala Trindade 1;

e "Introspective", de Aram Garriga, na sala Trindade 2.



Dia 10 (16, 19 e 21.30h)

Na sala 1, estará a longa-metragem internacional premiada no Festival Indie.

Na sala 2, poderá ver-se "Kuduro - Fogo no museque", de Jorge António.



Dia 11 (16, 19 e 21.30h)

As curtas- metragens internacionais premiadas serão exibidas na sala Trindade 1.

O filme "The reinactors", de David J. Markey, estará na sala 2.



Dia 12 (19 e 21.30h)

"Occident", de Cristian Mungiu, na sala 1.

A sala 2 mostrará curtas-metragens nacionais premiadas no Festival Indie.



Dia 13 (19 e 21.30h)

"Furia", de Radu Muntean, na Trindade 1;

e "Clint Eastwood, a Life in Film", de Michael Henry Wilson, na Trindade 2.



Dia 14 (19 e 21.30h)

"Let the right one in", de Tomas Alfredson, na sala Trindade 1;

e "Gerda 85", de Patricia Gelise e Nicolas Deschuytenner, na sala Trindade 2.



Dia 15 (19 e 21.30h)

"PTU Into the perilous night", de Johnnie To, na Trindade 1;

e "Boxing day", de Kriv Stenders, na sala Trindade 2.






clicar sobre a imagem para ler em detalhe

Cordão cultural pelo Bolhão (10 de Maio, durante todo o dia)

Cordão Cultural pela preservação do Bolhão...
Dia 10 de Maio, Sábado ----» 10,30H às 18:00H

No Sábado todo o Mercado do Bolhão vai estar repleto de Música, Dança, Teatro, Artes Plásticas, Arquitectura...


Irá ser feito o Corte de Trânsito para montagem de PALCO


Estão confirmados:

-Tunas Académicas ( Tuna de Dentária e Tuna da E.S.A.P)
-Bandas Portuenses
-Fados de rua
-Intervenções de Teatro
-Ranchos Populares
-Exposições, Exibição de Documentário sobre Arquitectura e Património
-Atelier de Pintura ao ar-livre, com mestres das Artes Plásticas
-Visitas Guiadas ao Mercado
-Entre vários Músicos e Bandas:

Ana Deus
Convinha
Paulo Praça
Trabalhadores do Comércio






Ideias a considerar para o Mercado do Bolhão: o caso de Barcelona


Barcelona- Mercado da Boqueria

Por Lígia Paz,

Doutoranda na Universidade de Barcelona e docente convidada no Mestrado em Arte e Design no Espaço Público - Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

"Recentemente e pelas piores razões, a discussão sobre o futuro do Mercado do Bolhão ganhou um novo impulso. De um lado, o projecto de reconversão promovido por um grupo holandês e apoiado pelo actual executivo municipal; do outro, um activo grupo de cidadãos que desejam preservar o património arquitectónico e cultural que o Bolhão representa. Esta dualidade tem-se concentrado no edificado e nos usos inerentes ao espaço comercial que o mercado representa, deixando frequentemente de lado algumas das principais questões que integram o futuro deste espaço.

Um dos problemas que o Mercado do Bolhão tem vindo a enfrentar ao longo dos últimos anos está intimamente relacionado com o consumo local e, por conseguinte, com a progressiva desertificação da baixa do Porto. Não só tem havido uma descida acentuada das pessoas que aí habitam, como também uma profunda e notória degradação da habitação disponível nesta zona da cidade. Actualmente, os planos do executivo camarário parecem indicar uma preferência por uma reconversão de luxo, incentivando a transformação do actual parque habitacional degradado por um caro, exclusivo, e acessível a poucos - como é, aliás, o caso do próprio projecto recentemente apresentado para o interior do Mercado do Bolhão. A aceleração da especulação imobiliária é já notória em diversas zonas da Baixa, e a substituição de uma população maioritariamente pobre e envelhecida irá rápidamente dar lugar a uma exclusiva classe social de elevado poder de compra.

Esta questão é essencial em toda a problemática do Mercado do Bolhão. É importante promover a variedade de pessoas, usos, comércios; que se promova a diversidade de estratos etários e sociais. Apenas esta multiplicidade poderá garantir que o centro da cidade se desenvolva de uma forma saudável e acessível a todos. Com isto, o comércio local, no qual se insere o Bolhão, só terá a ganhar.

O aumento do número de pessoas a viver na Baixa será benéfico em diversos aspectos, nos quais se incluem: a diminuição do fluxo de tráfego (e suas consequências ambientais); o aumento de qualidade de vida para os seus habitantes; a preservação do património local. Porque o património não são apenas as fachadas dos edifícios: a sua maior riqueza reside nas pessoas, nos seus usos, costumes, tradições e hábitos culturais. Manter a aparência de um ícone cultural vivo não é preservação, é destruição do seu carácter essencial. Literalmente, uma obra "de fachada".

Retomando o referido inicialmente, sublinho que um mercado sobrevive na medida em que as pessoas nele compram. Dada a especificidade da oferta tradicional de um mercado - venda de produtos frescos -, este terá a maior fatia de consumidores em pessoas que vivam nas suas proximidades; que se possam deslocar a pé ou de transporte de curta duração, seja ele público ou privado.

É este o caso, por exemplo, do Mercado da Boquería, em Barcelona, o qual tem sido apontado como um dos possíveis exemplos a seguir. À semelhança do Bolhão, a Boquería localiza-se no centro da cidade; mas ao contrário do Porto, o centro de Barcelona é densamente povoado, dispõe de excelentes condições de acessibilidade por transporte público, e prima por um completo leque de ofertas culturais e comerciais de todo o tipo (cadeias internacionais e comércio familiar) e para todos os gostos. Para além disso, o governo da cidade chamou a si a responsabilidade pela revitalização e desenvolvimento articulados da rede de mercados municipais. É importante referir que em Barcelona não há apenas o Mercado da Boquería; há quarenta mercados espalhados pelos diversos bairros, com garantia de qualidade e diversidade de produtos – elementos que garantem que mais de 60% dos habitantes da cidade efectuam as suas compras nos mercados locais. A proximidade de um comércio de qualidade alargado tem benefícios directos na vida dos seus consumidores (redução do tempo de deslocação, produtos sempre frescos, etc), bem como para todos os habitantes da cidade (redução do fluxo de tráfego, menor congestionamento, melhor qualidade ambiental).

Encontrando potencial para repensar o modelo dos mercados do século XXI,a Câmara de Barcelona impulsionou uma estratégia abrangente para preservar e desenvolver estes espaços de comunicação e comércio. É então graças à inteligência do executivo municipal que os mercados se aliam às variadas festas tradicionais, usam painéis solares, são palcos de espectáculos diversos. Veículos para a integração multicultural, aliam-se a restaurantes, lançam livros de receitas, promovem a cooperação com organizações de fomento da coesão social, comercializam os produtos autóctones, e mais um sem-número de actividades. A actividade comercial dos mercados de Barcelona vê a sua sobrevivência e desenvolvimento não apenas na qualidade e variedade dos seus produtos, mas também na integração de actividades culturais e de lazer. Os mercados são aqui encarados como verdadeiros transmissores dos valores culturais da sociedade, contribuíndo também com a qualidade dos seus produtos para o bem-estar e saúde de todos.

Os mercados de Barcelona comprovam apenas que é possível concretizar um modelo que satisfaça as necessidades das diferentes pessoas que vivenciam o espaço urbano: novos e velhos, estudantes, reformados e empregados, turistas e residentes, ricos e pobres. E é exactamente no reconhecimento e adaptação a esta fantástica diversidade que o modelo se torna economicamente viável. É também neste tipo de investimento nos espaços cívicos que se avalia a qualidade da gestão municipal de uma cidade.

Nota: Para mais informação, aconselho uma visita à secção do
site da Câmara Municipal de Barcelona dedicada aos Mercados Municipais

Não é preciso saber catalão para compreender a dinâmica, qualidade e interesse do investimento local."




Texto retirado de:

A luta contra a degradação do ensino público e por uma educação pública de qualidade

"Todo o coração é uma célula revolucionária".
Os Edukators"

“Conte-me e eu esquecerei; ensina-me e eu me lembrarei; envolva-me e eu aprenderei.” Benjamin Franklin



A Educação de Qualidade é fundamental para a construção de sociedade mais crítica e com melhores condições de desenvolvimento humano e social. Sem educação não haverá justiça.

Para melhorar a Educação, é necessário que haja investimentos e políticas públicas que atendam as necessidades da população e que valorizem os professores.

Não se pode administrar as escolas da mesma maneira que se administra uma empresa.

A Educação não pode ser vista como uma mercadoria, não pode ser vendida; e o desempenho dos alunos não pode ser visto apenas como algo quantitativo, como um produto final.

Por isso é preciso uma mudança radical na estrutura e nas políticas educacionais no actual sistema-mundo em que estamos.

O neoliberalismo económico impõe políticas educacionais que parecem não se preocupar com a qualidade do ensino público, mas apenas com o quantitativo.

Nesta lógica, excluem-se disciplinas de humanidades do currículo escolar, funcionaliza-se e burocratiza-se, aumenta-se o numero de alunos por sala, que ficam superlotadas.

Pouco se investe na qualificação e formação de professores, que são desvalorizados, e possuem uma carga horária elevada.

O Estado, como administrador, investe pifiamente para mudar essa situação.

A lógica dos Estados neoliberais é investir pouco e entreter mais ( para formar cidadãos pouco reivindicativos e exigentes)

Portanto, é necessário lutar para mudar esta situação. Professores em Portugal, Grã-Bretanha, França, Espanha têm desenvolvido processos de luta contra a degradação da escola pública e do seu estatuto docente.


Só a Luta muda a Vida!

Melhor educação é melhor cidadania!


Adaptação livre de um texto encontrado em:
http://coordenacao-ativa.blogspot.com/

Apresentação do livro Jovens Ensaístas Lêem Jovens Poetas ( edição Deriva), com Pedro Eiras e Rosa Maria Martelo ( em Matosinhos, 9 de Maio às 21h.


Sexta-feira, dia 9 de Maio, pelas 21:00, no auditório da Biblioteca Florbela Espanca, em Matosinhos, apresentar-se-á o livro Jovens Ensaístas Lêem Jovens Poetas.

Com Pedro Eiras que coordenou a edição e Rosa Maria Martelo.


«Jovens Ensaístas Lêem Jovens Poetas começou por ser um ciclo de palestras em torno de um desafio comum. Realizou-se no dia 11 de Outubro de 2007, em quatro sessões de comunicações e debates, no Auditório da Biblioteca Florbela Espanca, com organização da Câmara Municipal de Matosinhos. (…)


Durante todo o dia 11 de Outubro, um público numeroso e fidelíssimo acompanhou e dialogou com estas leituras da mais jovem poesia. O livro que agora se publica corresponde aos doze textos, revistos, eventualmente repensados a partir dos debates. (…)


Da mais premente contemporaneidade se fala também neste livro. Os doze autores chegaram ao ensaio precisamente no momento em que os poemas aqui lidos eram escritos. Pretende-se dar conta desse encontro. Alguns dos autores deste livro, embora se apresentem aqui como ensaístas, são também poetas revelados nas décadas de 1990-2000, e chegam a ser estudados em alguns ensaios.


Geram-se pois, ao mesmo tempo, coincidências e dispersão – igual-mente produtivas. Por um lado, há referências que se cruzam, repetem, permitem definir projectos do que seja a poesia hoje. Para uma escrita necessariamente em transformação, dizem-se assim algumas cartografias possíveis.»
Do Prefácio, por Pedro Eiras



O encontro «Jovens Ensaístas Lêem Jovens Poetas» aconteceu no Auditório da Biblioteca Florbela Espanca, em Matosinhos, a 11 de Outubro de 2007, organizado pela Câmara Municipal de Matosinhos, com concepção inicial e coordenação de Pedro Eiras.


Nesse dia, a todos os títulos memorável pelo seu interesse e pela novidade no campo da crítica e do ensaio literário, ouviram-se as intervenções de Marinela Freitas, Mariana Leite, João Paulo Sousa, Catarina Nunes de Almeida, Miguel Ramalhete Gomes, Raquel Ribeiro, Margarida Gil dos Reis, Helena Lopes, Joana Matos Frias, José Ricardo Nunes, Andréia Azevedo Soares e Daniel Jonas.