12.10.08

Convocada manifestação de Professores para 15 de Novembro em Lisboa em defesa da escola pública e contra a degradação das condições de ensino


Acabou por ser convocada uma grande manifestaçção de professores para o próximo dia 15 de Novembro em Lisboa com vista a defender a escola pública e protestar contra a gradual degradação das condições de ensino resultantes da actual política de ensino e que se caracteriza por:


- Um Estatuto da Carreira Docente que menoriza e degrada a profissão;

- na divisão da classe docente em "categorias", e da forma como se processou;

- na imposição do novo modelo de gestão das escolas anti-democrático

- no novo estatuto do aluno que promove o facilitismo e a irresponsabilidade;

- na legislação sobre o ensino especial e da pseudo-inclusão que provoca;

- na predominância do burocrático sobre o científico e pedagógico;

- na carga horária com que cada professor se vê confrontado;

- na indignidade com que tenho sido tratado, depois de muitos anos de dedicação e trabalho

Local de concentração: Marquês de Pombal, Lisboa.

Dia e Hora: 15 de Novembro, às 14 horas.

Segue-se desfile pela Rua Braancamp, Largo do Rato, Rua de S. Bento, terminando a manifestação em frente da Assembleia da República.

É preciso mobilizar o maior número de professores...

TODOS SEREMOS POUCOS!


Passa esta mensagem a todos os teus contactos.

Vamos também solicitar a colaboração de outros movimentos e personalidades que têm dado o seu contributo à causa da Educação.




Professores de Portugal


Gente nobre e dedicada
Força fértil e vital


Desta Pátria sufocada

Acorrei todos à praça

Resgatar a Educação

Perdida na nevoaça

Do Outono da Nação



Está na hora de lutar

Com a nossa indignação

Está na hora de bradar

É preciso dizer NÃO



NÃO à condição servil

NÃO à vã mediocridade

NÃO à demissão de Abril

Aos chacais da liberdade

NÃO ao sonho amordaçado

NÃO ao silêncio da voz

NÃO à perda do legado

Da Escola de todos nós



Está na hora de lutar

Com a nossa indignação

Está na hora de bradar

É preciso dizer NÃO

( autor: Luís Costa)


Proposta aprovada na reunião da APEDE de 11/10/09:

· Escrever uma carta-tipo que possa ser assinada por qualquer pessoa, professor e não só, sendo que todos os signatários se encarregarão de a enviar aos principais órgãos de soberania, aos órgãos de comunicação com maior projecção e, claro está, ao Ministério da Educação. O objectivo desta iniciativa, muito mais eficaz do que as petições on-line, é que milhares de cartas, assinadas por diferentes pessoas, “inundem” os respectivos destinatários e chamem a atenção para a nossa causa. O conteúdo dessa carta deverá incidir na denúncia do actual quotidiano laboral dos professores, do seu cansaço e da sua desmotivação, expressos no enorme número de professores que andam a pedir mensalmente reforma antecipada, e deverá acentuar a desmontagem de toda a coerção legislativa sobre os professores que visa fabricar falso sucesso escolar com fins meramente demagógicos e eleitoralistas.


· Escrever uma carta aos encarregados de educação, a ser distribuída por intermédio dos presidentes das associações de pais das diferentes escolas, esclarecendo os motivos do descontentamento dos professores, salientando o impacto das actuais políticas educativas na degradação da qualidade do ensino, e deixando claro que a formação das crianças e dos jovens deste país necessita de uma classe docente motivada, socialmente reconhecida e com condições para exercer o seu trabalho de forma condigna.


· Contactar os vários grupos parlamentares, expondo-lhes a situação cada vez mais insustentável que se vive nas escolas.


· Aprofundar os contactos com outros movimentos independentes de professores com vista a criar uma plataforma para acções e iniciativas comuns.


· Articular os professores de diferentes escolas de uma mesma zona ou agrupamento, de modo a promover núcleos de acção transversais a vários estabelecimentos de ensino.


· Usar, como forma de resistência no interior das escolas, todos os mecanismos de questionamento relativos ao processo de avaliação do desempenho, suscitando nos órgãos próprios (departamentos e conselhos pedagógicos) questões como a que se prende com a necessidade de publicação em Diário da República da delegação de competências, ou a que diz respeito ao facto de a avaliação simultaneamente pedagógica e científica ser destinada apenas a alguns professores – excluindo os que irão ser avaliados por colegas de outros grupos de docência, não qualificados para avaliar a competência científica.


· Caso se venha a confirmar a informação de que o Ministério da Educação, através da DGRHE, irá centralizar informaticamente todo o processo de recolha de dados sobre a avaliação do desempenho, promover imediatamente acções de resistência e de recusa em colaborar com um procedimento que só virá desautorizar ainda mais as escolas e reforçar, de maneira intolerável, os mecanismos de pressão e de controlo sobre os professores.


· Associar a APEDE à iniciativa de uma manifestação para 15 de Novembro, em articulação com todos os movimentos de professores que se queiram juntar a esta acção, na base de um caderno reivindicativo próprio que, entre outros pontos, exija a suspensão do actual modelo de avaliação do desempenho para o ano lectivo de 2008-2009.

http://apede.pt/joomlasite/index.php