Centenário do regicídio (1 de Fevereiro de 1908) executado pelos carbonários Manuel Buíça e Alfredo da Costa

No dia 1 de Fevereiro de 2008 cumprem-se exactamente cem anos sobre o assassínio do rei D. Carlos e do príncipe real D. Luís Filipe, por acção de Reis Buíça e de Alfredo Costa, ambos afectos ao grupo revolucionário da Carbonária Portuguesa. O acontecimento prenunciou a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910 e pôs termo a um período conturbado da história portuguesa.
Era a Revolução, e não Terrorismo
Carbonária mais forte do que Partido Republicano
Autor de ‘A Carbonária em Portugal, 1897--1910’, o prof. António Ventura, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, fala nesta entrevista da organização a que pertenciam Manuel Buiça e Alfredo Costa, autores glorificados do atentado contra o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro. E não tem dúvidas em considerá-la decisiva para o derrube da monarquia e mais poderosa do que o Partido Republicano
Jornalista – A Carbonária era um movimento terrorista?
A.V. – Não. A Carbonária era uma associação secreta virada para a luta política republicana. Na linha das carbonárias que aparecem na Europa desde 1830, a Portuguesa e a Lusitânia surgiram em 1897 e 1899 e uniram-se numa única em 1907, altura da sua entrada em força no Exército e na Marinha. A Carbonária era republicana e revolucionária, visava a instauração da República pela força. Os carbonários preparavam-se, armando-se e fabricando bombas. Em 1907 houve duas explosões acidentais em Lisboa, na rua do Carreão e na Lapa, devido ao manuseamento de explosivos. Numa dessas casas vivia Aquilino Ribeiro. Mas a Carbonária não planeava actos terroristas. Preparava a revolução.
Para continuar a ler a entrevista: aqui
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“Três Tiros que Abalaram a Monarquia” – O Regicídio de 1908
Visita guiada aos locais relacionados com o assassínio, em 1 de Fevereiro de 1908, do rei D. Carlos I e do príncipe Luís Filipe, sujeita a inscrição prévia.
Escolas, grupos e colectividades: 3.ª e 5.ª-feiras, às 11 e 15 horas respectivamente
Ponto de Encontro: Terreiro do Paço, junto à estátua de D. José I
Público em geral: Domingos, às 11 horas
Ponto de Encontro: Porta do Café Gelo (Praça D. Pedro IV – Rossio)
Marcações e pedidos de informação:
Serviço de Actividades Culturais e Educativas (SACE)
Hemeroteca Municipal de Lisboa
Elisabete Rocha / Jorge Trigo
tel.: 21 324 62 97
e-mail: hemeroteca.sace@cm-lisboa.pt
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Mostra alusiva ao impacto do Regicídio de 1908 na imprensa escrita e ilustrada da época, organizada a partir da colecção da Hemeroteca Municipal de Lisboa.
Local: Átrio e Escadaria da HemerotecaInauguração: 2 Fevereiro. Em exibição até 29 de Fevereiro.
Ciclo de Conferências sobre o Regicídio na Hemeroteca de Lisboa
1.ª Conferência
O Regicídio de 1908, Impacto nos jornais portugueses
por Eduardo Teixeira (Professor e Mestre em História Contemporânea pela FLL)
7 de Fevereiro, 18 horas
2.ª Conferência
O Regicídio de 1908, Impacto na Imprensa Estrangeira
por Joaquim Vieira (Observatório da Imprensa) e Reto Monico
(Investigador e Professor de História na Suiça)
14 de Fevereiro, 18 horas
3.ª Conferência
O Regicídio de 1908, Ilustração de Imprensa
por Elisabete Rocha (CML/HML)
21 de Fevereiro, 18 horas
4.ª Conferência
O Regicídio de 1908. O Estado da Questão
por Álvaro Costa de Matos (CML/HML)
28 de Fevereiro, 18 horas
Local: Hemeroteca Municipal – Sala do Espelho
Lançamento de livros
Apresentação dos livros A República nunca Existiu, obra ficcionada, com a colaboração de vários escritores portugueses, editada pela Saída de Emergência, no dia 31 de Janeiro, às 18:30; e Mataram o Rei de Joaquim Vieira e Reto Monico, editado pela Pedra da Lua, no dia da segunda conferência, a 14 de Fevereiro, às 18 horas.














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