4.3.11

Carnaval vadio - festa e baile de máscaras( dia 7 de Março às 21h30) com entrada livre


CARNAVAL VADIO - Festa de Carnaval / Baile de mascaras (dia 7 de Março, às 21h30)
Livraria-bar Gato Vadio - Rua do Rosário, 281, Porto

Junte-se a nós , dia 7, segunda-feira à noite, a partir das 21h30, e ajude-nos a provar que, ao contrário das ideias feitas, para as pessoas se divertirem imenso não precisam de gastar quase dinheiro nenhum! Apenas de estarem juntas.

O Carnaval é a festa das festas!. É a celebração da abundância e do gozo nas vésperas do sacrificio asceta. Nela, tudo é permitido! Desde a brincadeira inocente à pequena vingança .
Até mudar a aparência para mais facilmente mostrarmos quem somos.

Manifestação anticapitalista (5 de Março às 15h. no Príncipe Real) -Não queremos esta economia

Lar​go da Severa, Mou​raria 21h

Entretanto, hoje, 4 de Março, pelas 21h. as Jornadas AntiCapitalistas prestam homenagem a Valentina, revelando ao mundo os seus diários secretos: «Querido diário, eu, Valentina, aqui descrevo sem pudores os meus mais selvagens sonhos. Tudo começou quando o Agente Silva me convidou para um café no Califa para discutir comigo a ameaça da extrema-esquerda à segurança nacional. A tarde era chuvosa e húmida mas ainda assim quente. Mal cheguei e vi o Agente Silva a beber um abatanado senti um golpe forte no peito…”.

Aparece na da Barbuda (Largo da Severa, ao Martim Moniz), para o lançamento da fanzine “Diários Secretos de Valentina”. Uma história de devaneio, traição e ódio

Entrudo de Lazarim, de 6 a 8 de Março: não percam - Carnaval de aldeia genuíno, e ambiente convivial de festa


Em Lazarim comemora-se um dos mais típicos carnavais do país. Para além do desfile das tradicionais máscaras de Lazarim, criadas por artesãos locais, um dos momentos altos destes dias é a leitura dos testamentos dos compadres e das comadres.

Em Lazarim a tradição do Carnaval ainda é o que era. Sinónimo de folguedo, máscaras e soltura, o Carnaval celebra-se entre comadres e compadres que envergam máscaras típicas feitas artesanalmente em madeira de amieiro por quatro homens da aldeia. As máscaras são sempre diferentes de ano para ano e cabe aos seus portadores idealizarem as vestimentas que as acompanham. O Entrudo é precedido pela Semana dos Compadres e das Comadres, as duas associações que tentam reunir fundos para os festejos e que vão preparando, em completo segredo, as quadras destrutivas do testamento que será lido na Terça-feira Gorda. No Domingo Gordo à tarde começa a grande folia. Os caretos vão chegando, cada um com o seu disfarce. Tocam as bandas, reúnem-se os carros alegóricos, dançam os ranchos folclóricos, desfilam os gigantones. Na Terça-feira Gorda as ruas de Lazarim enchem-se de gente para ver passar o desfile das máscaras e participar na folia. Ao início da tarde os mascarados começam a aparecer em pequenos grupos misturando-se com a multidão.

Depois do desfile os compadres e as comadres: uns de papel colorido, recheados de pólvora e foguetes que são imolados pelo fogo no final da festa e outros de carne e osso que, ao lerem o testamento, se "defrontam" numa luta verbal de rimas onde não falta a malandrice e as tiradas picantes. As pessoas aglomeram-se debaixo de uma varanda para ouvir a leitura do testamento. A rapariga lê o testamento do Compadre e o rapaz o da Comadre. A rivalidade entre sexos serve como principal pano de fundo à libertinagem linguística. Terminado o "ajuste de contas" e imolados os bonecos, prossegue o cortejo até ao local onde o fogueteiro dá por encerrado o Entrudo. Ao entardecer realiza-se o concurso de máscaras e atribuem-se os prémios aos artesãos mais talentosos. Depois é altura de saborear o tradicional o caldo de farinha, a feijoada e o vinho. Há quem pense que o Carnaval tenha origens romanas, tendo adquirido diversas variantes ao longo dos séculos.

http://casadopovodelazarim.webnode.com.pt/

O Entrudo nas Aldeias Transmontanas ( Podence e Santulhão) a 6,7 e 8 de Março



Ainda resistem em Portugal algumas celebrações do Entrudo que mantêm a sua singularidade e tradição. Em Trás-os-Montes salientam-se pelo menos duas localidades em que a festa do Entrudo ainda é o que era: Podence e Santulhão.

Em Podence, pequena aldeia situada a poucos quilómetros de Macedo de Cavaleiros, ninguém se atreve a opor às iras dos Caretos. Apenas as Matrafonas (raparigas disfarçadas de homens e vice-versa) são poupadas à sumária justiça carnavalesca, assaz singular no caso da aldeia transmontana: os demónios mascarados lançam-se ao assalto das moças e encostando-se a elas, ensaiam uma dança um tanto erótica, agitando a cintura e fazendo embater os chocalhos que trazem pendurados contra as ancas das vítimas. Na investida bárbara que faz ecoar por toda a aldeia o alarido dos chocalhos e o tropel surdos dos passos, os Caretos levam tudo pela frente, indistintamente. Não conhecem entraves ou proibições: subir às varandas, trepar aos telhados ou correr pelo Largo da Capela. Tudo vale para «chocalhar» e misturar o tilintar dos chocalhos com os risos das raparigas.

Já em Santulhão, aldeia do concelho de Vimioso, a tradição é outra e os mascarados desfilam pelas ruas da aldeia, atirando farinha uns aos outros inclusive aos transeuntes que tentam escapar a tamanha algazarra. A festa espalha-se por toda a localidade, cumprindo-se uma tradição antiga que vai passando de geração em geração. A rebeldia dos mascarados é consumada com um concurso de máscaras e com o julgamento e queima do Entrudo, que encerra as festividades do Carnaval.
http://www.aepga.pt/portal/PT/60/default.aspx

Uma actividade conjunta entre a Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) com:

Caretos de Podence (http://caretosdepodence.no.sapo.pt/)

Freguesia de Santulhão (
www.santulhao.net)

PROGRAMA

Domingo, dia 6 de Março

ENTRUDO CHOCALHEIRO
Podence, Macedo de Cavaleiros

10h00 - Barraquinhas, Mostra e Venda de Produtos Regionais.

10h30 - Passeio Micológico.

11h00 - Passeio de Burros (AEPGA, www.aepga.pt)

14h00 - Leilão Chocalheiro.

14h00 - Passeio Pedestre MONTEPIO - Trilho dos Caretos.

15h00 - Animação de rua, “Toca a Bombar” e “The River Brass Band”.

15h30 - Caretos à Solta.

16h00 - Teatro de rua, “ComoDEantes”.

17h00 - Inauguração Oficial do Evento.
- Exposição de Fotografia. “ Os Caretos e o Povo”.

17h30 - Merenda á Transmontana.

18h00 - Bailarico Popular, “Diatónicos”.


Segunda, dia 7 de Março

ENTRUDO CHOCALHEIRO
Podence, Macedo de Cavaleiros

10h30 - Passeio de Burros – “Do Careto ao Azibo”.

10h30 - Raid Fotográfico.

14h30 - Barraquinhas, Mostra e Venda de Produtos Regionais.

15h30 - Gincana de Burros.

16h30 - Luta de Touros.

19h30 - Noite Gastronómica (Feijoada no Pote).

21h30 - Pregão Casamenteiro - Casamentos.

22h00 - Noite da Máscara Mágica com desfile enigmático.

22h30 - Queimada.

23h00 - Concerto Tradicional - “Bailenda” e “Roncos do Diabo

Programa completo do Entrudo Chocalheiro em:

www.caretosdepodence.no.sapo.pt
www.facebook.com/pages/Caretos-de-Podence/229759826113?v=wall


Terça-feira, dia 8 de Março

ENTRUDO DE SANTULHÃO
Santulhão, Vimioso

12h00: Almoço-Convívio

14h00: Carnaval Tradicional na Aldeia de Santulhão

Arruada tradicional com gaita, caixa e bombo em que os mascarados percorrem as ruas da aldeia desafiando tudo e todos para a festa do Carnaval

17h30: Julgamento e queima do entrudo no largo da aldeia

18h30: Lanche regional
Fim dos festejos carnavalescos.

2.3.11

Jornada descntralizada e de informação em favor da soberania alimentar promovida pela CNA ( Confederação Nacional da Agricultura)

http://www.cna.pt/inicio.htm

Jornada Descentralizada de Informação e Mobilização

A CNA, Conferência Nacional da Agricultura, e Filiadas realizaram, de Norte a Sul do País, lançou uma Campanha aberta a afvor da soberania alimentar de Portugal para o que realizou uma Jornada Descentralizada de Informação e Mobilização ao longo do mês de Fevereiro e Março, preparando já uma grande iniciativa nacional, de protesto e reclamação, que terá lugar em Lisboa, a 20 de Maio, em defesa da Agricultura Familiar e do Mundo Rural.

A jornada contou com várias iniciativas de informação e mobilização, como idas a feiras e mercados a contactar os Agricultores e as Populações; reuniões, plenários e encontros com Agricultores; idas a Governos Civis e às DRAP, entre outras.

Entretanto, a CNA lança também uma campanha aberta "Soberania Alimentar de Portugal, uma causa do Presente e do Futuro!".

A CNA convida os interessados a aderirem a esta campanha pela Soberania Alimentar de Portugal e a juntarem-se à CNA, Filiadas e Agricultores, a 20 de Maio, em Lisboa, na grande CONCENTRAÇÃO NACIONAL em defesa de melhores políticas agrícolas e de mercados.


Iniciativas

ADACO:

• 05 Fevereiro -------------------------------- Mercado de Condeixa (Coimbra)
• 22 Fevereiro -------------------------------- Mercado de Soure (Coimbra)


ALDA:

• 07 Fevereiro -------------------------------- Feira de Oliveirinha (Aveiro)
• 12 Fevereiro -------------------------------- Feira da Palhaça (Oliveira do Bairro)
• 18 Fevereiro -------------------------------- Feira de Cesár (Oliveira Azeméis)
• 23 Fevereiro -------------------------------- Feira de Vale de Cambra
• 26 Fevereiro -------------------------------- Mercado Santiago e Mercado Manuel Firmino (Aveiro)


AVIDOURO:

Idas a Feiras e Mercados:
• 11 Fevereiro --------------------------------- Mesão Frio
• 16 Fevereiro --------------------------------- Régua
• 17 Fevereiro --------------------------------- Lamego

Reuniões com Agricultores:

• 03 Fevereiro -------------------------------- Guiães -------------------------- (17h30)
• 10 Fevereiro -------------------------------- Gouvães do Douro ---------- (17h30)
• 16 Fevereiro -------------------------------- Nogueira ------------------------(17h30)
• (a calendarizar) ---------------------------- Adega Cooperativa Vale da Teja
• 18 Fevereiro -------------------------------- Gouvinhas ----------------------(17h30)
• 28 Fevereiro -------------------------------- Murça ----------------------------(10h30)


FAGRORURAL:

Reuniões com Agricultores:

• Chaves
• Vila Pouca de Aguiar
• Vila Real
• Boticas
• Mondim de Basto
• Montalegre

Idas a Feiras:
• Chaves
• Vila Pouca de Aguiar
• Vila Real

Conferência de Imprensa com elaboração de um documento regional a ser entregue no Governo Civil de Vila Real



RURALENTEJO:

Encontros com Agricultores:

• 16 Fevereiro -------------------------------- Serpa (Vila Verde de Ficalho)
• 25 Fevereiro -------------------------------- Arraiolos (Vimieiro)

• 04 Março ------------------------------------- Mora (Cabeção)
• 11 Março ------------------------------------- Serpa (Pias)
• 17 Março ------------------------------------- Aljustrel (Ervidel)
• 24 Março ------------------------------------- Ponte de Sôr (Montargil)
• 25 Março ------------------------------------- Avis (Avis)
• Março (dia a definir) -----------------------Reunião Rendeiros dos MACHADOS - MOURA

• 16 Abril -------------------------------------- Sousel (Sousel)

1.3.11

Professores vão encher o Campo Pequeno (12 de Março)


Professores vão encher o Campo Pequeno

As organizações que integram a Plataforma de Sindicatos de Professores reuniram e concluíram que, nunca como hoje, foram tantas e tão fortes as razões para os professores se unirem, mobilizarem e, em 12 de Março, uma vez mais, manifestarem a sua indignação e exigência.

Sem política definida que não seja a que lhes é imposta pelo Ministério das Finanças, os responsáveis do ME limitam-se a anunciar medidas umas atrás das outras, cada qual mais gravosa do que a anterior, procurando atingir os seus objectivos economicistas à custa do emprego, dos salários e da estabilidade dos docentes; à custa da organização e do funcionamento das escolas; à custa da qualidade do ensino!

É neste contexto que professores e educadores vão encher o Campo Pequeno, em 12 de Março, deixando claro que estão CONTRA…

…a vaga de desemprego anunciada para Setembro;

…o roubo nos salários;

…a crescente precariedade e instabilidade;

…o congelamento das carreiras;

…a não realização de concurso em 2011;

…a não suspensão do actual regime de avaliação;

…as quotas na avaliação – a consideração da avaliação nos concursos;

…o fim das reduções de componente lectiva para o desempenho de cargos;

…a eliminação das horas de componente de trabalho individual;

…a contínua degradação dos horários de trabalho;

…a eliminação e/ou profunda redução das horas para o desempenho de cargos de coordenação;

…a fortíssima redução de assessorias e adjuntos na gestão das escolas;

…a redução ainda maior dos orçamentos das escolas;

…a imposição de absurdos mega-agrupamentos e suas consequências;

…o regime de educação especial que afasta apoios a milhares de alunos com necessidades educativas especiais;

…as ilegalidades (despedimentos, alteração de horário e redução salarial) impostas pelos patrões do ensino privado;

…a eliminação do par pedagógico na educação visual e tecnológica;

…o fim, na prática, do desporto escolar;

…o fim, na prática, do estudo acompanhado;

…o fim da área projecto;

…a extinção prevista para Setembro, de todos os projectos desenvolvidos pelas escolas de promoção do sucesso e combate ao abandono escolar;

…a degradação das condições de exercício de cargos nas escolas;

…a transferência da contratação nos “TEIP” do orçamento de estado para fundos comunitários, bem como do ensino profissional nas escolas públicas;

…a alteração das condições de exercício da função de professor bibliotecário;

…a imposição de um calendário de exames que inviabiliza o gozo pleno de férias a milhares de docentes;

…as brutais reduções salariais impostas aos docentes ensino português no estrangeiro;

…a alteração do horário nocturno das escolas;

…a alteração do conceito e do cálculo do valor da hora lectiva extraordinária;

…os recibos verdes ilegais impostos aos docentes das “AEC”;

…as ilegalidades impostas na carreira: “ultrapassagens”, “paralisação” por ausência de legislação, entre outras;

…a falta de formação contínua gratuita;

…a progressiva fragilização dos apoios sociais aos estudantes e às suas famílias;

…a falta de trabalhadores não docentes nas escolas;

…a ausência de medidas que reforcem a autoridade do professor na escola;

…a falta de medidas preventivas à proliferação da indisciplina na escola;

…a ausência de negociação efectiva;

…a falta de política educativa!

Em suma, em 12 de Março, os professores e educadores estarão em luta na defesa da Qualidade na Educação e no Ensino, das condições de trabalho nas escolas, do emprego, dos salários, dos direitos e, de uma forma geral, da Escola Pública.

Nunca, como hoje, foram tantas e tão graves as medidas impostas às escolas e aos professores. Nunca, como hoje, a Escola Pública foi tão posta em causa. Nunca, como hoje, a Educação de qualidade correu tantos riscos. Nunca, como hoje, os professores e educadores foram tão atacados nos seus direitos, na sua carreira, nos seus salários, na sua profissionalidade. Por estas razões, a contestação sente-se cada vez mais forte nas escolas, sendo certo que, em 12 de Março, se traduzirá num primeiro momento de regresso à rua de milhares de docentes que, após o plenário no Campo Pequeno, se dirigirão para o Ministério da Educação, manifestando-se aí contra estas medidas, estas políticas e os políticas que as decidem e aplicam!

Lisboa, 23 de Fevereiro de 2011




Os professores, educadores e investigadores, assumindo as suas responsabilidades no sistema e nas escolas e tendo em conta as consequências imediatas das medidas em curso no exercício da sua profissão e no próprio emprego – recordando-se que entre 30.000 e 40.000 horários de trabalho serão eliminados nas escolas até Setembro próximo – no dia 12 de Março voltarão a um dos espaços mais simbólicos do seu protesto e da sua luta: o Campo Pequeno.

Os professores vão de novo encher o Campo Pequeno numa grande manifestação de descontentamento e exigência que marcará um novo ciclo de uma luta que, verdadeiramente, nunca terminou, e vai conhecer, uma vez mais, uma forte expressão de rua.

Mas os docentes reforçarão a sua acção através da participação em outras acções, designadamente:

•A não ser reposto pagamento devido do serviço extraordinário, a convocação de greve às horas extraordinárias a partir de 1 de Março, com períodos mensais de renovação de Pré-Aviso e até ao final do ano lectivo.

•Com a comunidade educativa (pessoal docente e não docente, psicólogos, inspectores de educação, pais e encarregados de educação, associações de estudantes) realizar uma grande Marcha Nacional pela Qualidade da Educação e em defesa da Escola Pública, para 2 de Abril, em Lisboa.

•O reforço dos contactos institucionais, nomeadamente na Assembleia da República, estando já marcada reunião com a Comissão de Educação e Ciência para 22 de Fevereiro.

•O desenvolvimento de iniciativas de denúncia e exigência de mudanças, ao longo de uma semana, à porta do ME em que, em cada dia, será abordada uma das mais gravosas medidas que o governo pretende impor e suas consequências nas escolas.

•O início de um amplo debate dentro da classe e em diálogo com a restante comunidade educativa para o recurso à greve, podendo esta adquirir as mais variadas formas, desenvolver-se em períodos alargados de tempo e, tendo em conta o tempo ainda em falta do ano lectivo em curso, sendo considerados úteis todos os seus momentos.
O actual momento na Educação está marcado por:

•Ausência de negociação com os parceiros educativos: sindicatos, pais, estudantes, psicólogos, CNE, conselho das escolas, Assembleia da República cujas recomendações são simplesmente ignoradas.

•Imposição de medidas que porão em causa respostas educativas de qualidade, ao desorganizarem as escolas no plano pedagógico e criarem graves constrangimentos no seu funcionamento, com o único objectivo que é o de poupar mais de 800 milhões de euros à custa de muitos milhares de trabalhadores, docentes e não docentes, e da qualidade do ensino. São o caso das alterações curriculares aprovadas (EVT, EA e AP), das normas com que o ME pretende que se organizem as escolas no próximo ano lectivo, da criação de mais mega-agrupamentos e veremos o que ainda aí vem de normas sobre a constituição de turmas.

•Imposição de medidas que desvalorizam o trabalho dos profissionais de Educação, sejam eles quais forem, tais como: roubo nos salários, congelamento de carreiras, violação de acordos e compromissos assumidos, alteração das regras de horário nocturno, alteração das regras sobre horas extraordinárias, arrastamento de situações ilegais diversas nas carreiras dos profissionais, alteração unilateral de suplementos remuneratórios pelo exercício de cargos e o desempenho de funções.

•Arrastamento, sem resolução, de situações de grande precariedade que se agravarão em 2011, quer por se traduzirem em desemprego, quer, no caso dos que eventualmente se mantenham no sistema, pela não realização de concursos para entrada nos quadros. Isto é válido para professores, alguns contratados há mais de 20 anos, assistentes operacionais, psicólogos ou inspectores de educação.
Como se isto tudo não bastasse, o ME insiste em manter medidas que, todos sabem, são hoje foco de grande perturbação e conflitualidade nas escolas, ou, pela sua natureza, degradam as condições em que estas funcionam. As consequências são sempre, em última instância para os alunos que vêem decrescer a qualidade das respostas educativas a que têm acesso. São disso exemplo:

•A avaliação de desempenho dos trabalhadores da educação, por assentar em princípios não formativos, é um grave problema com que as escolas se debatem, tanto a dos não docentes como a dos docentes, que tem vindo a merecer uma forte luta por se tratar, comprovadamente, de um modelo inaplicável, desajustado, discricionário e pejado de ilegalidades. O combate a uma avaliação que não contribui para a melhoria do desempenho, antes as constrange, será uma das bandeiras da luta dos profissionais, sejam eles avaliados ou relatores.

•A redução dos orçamentos das escolas que já teve lugar em Janeiro, mas, ouvindo as contas que a Ministra da Educação tem feito sofrerá ainda novos cortes.

•A transferência dos TEIP para financiamento por fundos comunitários, com consequências que estão ainda por apurar, designadamente no que respeita à sua duração e à contratação de trabalhadores.

•A redução abrupta do número de adjuntos das direcções das escolas, das condições de coordenação de departamentos e de estabelecimentos e, na prática, a eliminação das assessorias.

•A eliminação do número de horas destinado, no horário dos docentes, à componente de trabalho individual e a brutal redução do crédito global de horas atribuído às escolas para que se organizem.

•A eliminação, na prática, do desporto escolar que hoje envolve mais de 160.000 alunos.

•A eliminação das horas destinadas ao plano tecnológico, ao exercício do cargos de bibliotecário.
A não criação de condições efectivas para que se desenvolva adequadamente, como a lei determina, a educação sexual nas escolas.

•A fixação de um calendário de exames que, como nunca, entra pelo mês de Agosto, pondo em causa o legítimo direito a férias por parte de docentes, não docentes, estudantes e suas famílias.

•O arrastamento de um regime de Educação Especial que não promove a inclusão ao deixar de fora dos apoios milhares de alunos com necessidades educativas especiais.

•A redução dos apoios sociais às famílias, que, pelo contrário, deveriam ser reforçados num momento em que o desemprego cresce, a precariedade se agrava, os salários são reduzidos e, simultaneamente, a escolaridade obrigatória se alarga.
Estes são problemas vividos na Educação Pré-Escolar e nos ensino Básico e Secundário, mas, igualmente, no Ensino Superior, no Ensino Português no Estrangeiro e no Ensino Particular e Cooperativo onde algumas destas medidas estão já a ser antecipadas pelos proprietários dos colégios e se verificam despedimentos, alterações de horário e reduções de salário ilegais e a associação patronal pretende impor um Contrato Colectivo de Trabalho extremamente negativo. Agora que chegou a acordo com o ME sobre o valor do financiamento a atribuir, não há razão alguma para continuar a penalizar os trabalhadores docentes e não docentes por uma alegada falta de recursos financeiros.

Por tudo o que se afirmou, confirmam-se os riscos que correm a Educação, o Ensino de Qualidade e a Escola Pública.

NO DIA 12 DE MARÇO, VAMOS VOLTAR A ENCHER O CAMPO PEQUENO E SAIR À RUA EM PROTESTO E EXIGÊNCIA

•Pela revogação das medidas que põem em causa respostas educativas de qualidade

•Pela reposição de respostas curriculares ajustadas

•Pela revisão das medidas que desvalorizam o trabalho dos Professores e Educadores

•Pela suspensão e revisão da avaliação deste modelo de avaliação do desempenho

•Pelo fim da precariedade dos vínculos laborais, contra o desemprego

•Pela realização de concursos para ingresso nos quadros e mobilidade

•Pelo direito à negociação com os parceiros educativos cujos pareceres, posições e recomendações são simplesmente ignoradas.

Vamos preparar o equinócio da Primavera no 8ª Sábado de trabalho comunitário na Horta Urbana da Quinta Musas da Fontinha


Vamos preparar o Equinócio da Primavera no 8º Sábado de trabalho comunitário.

Depois de uma enorme transformação enorme e de uma participação espectacular já existem 11 lotes entregues e em agricultura, um projecto de galinheiro e o país das crianças.

Ainda existem muitas tarefas comunitárias a decorrer: erguer a casa de sonho do Sr. Arnaldo, terminar o pavimento do palco/eira, preparar os canteiros para as plantas aromáticas e tintureiras, avançar com a construção da estufa, construir o charco e impermiabilizar o poço, etc.


Também estará presente uma banca de produtos biológiocs “Os amigos da bio-diversidade” com alguns produtos para venda (por exemplo: azeite, amêndoas, mel, cereais, etc.)


Vai existir almoço vegetariano a preço amigo se te inscreveres antes do meio dia no bar.

Claro que podem trazer o que vos apetecer para comer em pic-nic.


A primavera está a chegar e prevê-se um belo dia de sol.


Contamos com a presença de todos, vontade de ajudar, novas ideias, conribuições e inspirações.


Vem colaborar neste projecto da Sociedade Civil, no verdadeiro conceito de Hortas sociais, aberto por todos e para todos.


Até sábado….Sábado 5 de março, das 10:00 até ao pôr-do-sol!

Rua do Bonjardim, 998 Porto(Metro: Faria Guimarães)

http://terrasolta.org/2011/02/vamos-preparar-o-equinocio-da-primavera/

Projecção do filme 99 francs, de Jan Kounen, na Casa da Horta no dia 3 de Março, às 21h30


Filme, “99 francs”, realizado por jan Kounen

Na próxima quinta-feira, 3 de Março às 21h30

Local: Casa da Horta, Rua S. Francisco, 12A ( perto da Igreja de S.Francisco, à Ribeira do Porto)
http://casadahorta.pegada.net/entrada/

Na nossa sociedade de hiper-consumismo, pode-se dizer que a publicidade é o braço direito do capitalismo. Usando imagens e palavras certas, tudo é feito para captar a atenção do consumidor, fomentado o desejo de comprar. Por isso vamos exibir esta quinta dia 3 de Março, o filme francês “99 francs” que desvenda os bastidores do mundo da publicidade.


Título: 99 Francs
Realizador: Jan Kounen
Com: Jean Dujardin, Jocelyn Quivrin & Patrick Mille
Idioma: francês com legendas inglês

Sinopse
O Octave é “o mestre do mundo”: Octave é um publicitário. Ele decide hoje o que nós vamos querer amanhã. Ele trabalha para a maior agência de publicidade do mundo: Ross & Witchcraft, conhecida como “A Ross”. Ele ganha muito dinheiro, relaciona-se com muitas mulheres e usa cocaína com frequência. No entanto apesar da vida boémia, o publicitário debate-se com o rumo que a sua vida está a tomar. Mas dois eventos vão mudar a sua vida de forma drástica que vão corroborar as dúvidas existenciais que ele já tinha
.


Concentração de apoio ao povo da Palestina e a todos os povos subjugados ( dia 2 de Março,às 18h. no Largo de S.Domingos,)


CONCENTRAÇÃO - 4ª FEIRA, DIA 2 DE MARÇO

DAS 18 ÀS 20H.- LARGO DE S. DOMINGOS

A TERTULIA LIBERDADE, CONVIDA TODOS OS GRUPOS E PESSOAS, PREOCUPADAS COM A SITUAÇÃO DO POVO DA PALESTINA E DE TODOS OS POVOS SUBMETIDOS AO DOMÍNIO E OPRESSÃO POR PARTE DE FORÇAS ESTRANGEIRAS E NACIONAIS, A CONCENTRAREM-SE TODAS AS PRIMEIRAS 4ªS. FEIRAS DE CADA MÊS, ENTRE AS 18 E AS 20h. NO LARGO DE S. DOMINGOS, PARA PROTESTARMOS CONTRA ESSA SITUAÇÃO E MANIFESTARMOS A NOSSA SOLIDARIEDADE PARA COM ESTES POVOS.

A PRIMEIRA CONCENTRAÇÃO É JÁ NA 4ª., DIA 2 DE MARÇO
COM DIÁLOGO ENCONTRAREMOS FORMAS DE APOIO
4ª FEIRA VAMOS AO LARGO DE S. DOMINGOS!

SOLIDARIEDADE COM O POVO DA PALESTINA E
TODOS OS POVOS OPRIMIDOS

Às primeiras 4ªs Fªs. de cada mês no Largo de S. Domingos
Das 18 às 20H.

http://www.tertulialiberdade.blogspot.com/


MANIFESTO

O povo da Palestina, submetido a violenta opressão por parte do estado israelita, é vulgarmente ignorado pelos meios de informação dominantes. A débil opinião pública portuguesa é atraída pelas parangonas, imagens sufocantes e ensurdecedora vozearia que gira em torno das notícias da moda. Como os títulos de escândalos, raptos, sexo, crimes furibundos ou ilusórios, que podem embalar o imaginário de cada destinatário, mero consumidor alheado da realidade social.

E, no entanto, o caso do povo palestiniano, diz respeito a cada um de nós. Imagine-se o que seria a invasão de Portugal por uma enorme força estrangeira, apoiada nas armas e dinheiros dos EUA. Para nos dominar e tornar-nos estrangeiros na nossa própria terra, servos dos invasores, à sua mercê, assistindo à apropriação de terras alentejanas e minhotas, da costa do Algarve, à usurpação de quase todo o Ribatejo e muito mais. E não poderíamos frequentar esses colonatos do invasor, seríamos mesmo obrigados a exibir passaporte para nos deslocarmos na nossa própria terra. Como responderíamos, quando às pedradas dos nossos filhos, fartos da arrogância dos colonos e militares invasores, estes respondessem com tiros, assassinando as nossas crianças? Como reagiríamos?

No entanto, muito mais do que isto se passa há largas décadas no território da Palestina, onde até o nome de Palestina é proscrito, substituído pelo genérico “árabe”, para retirar a identidade à população. Tudo perante a conivência e o silêncio de muitos, de demasiados, de gente sem coluna vertebral, que há muito trocou os princípios pelos interesses.

É esta a realidade que nos envolve. Os interesses, o lucro, o domínio e a chamada política real, dominam os governos que, por seu turno, nos dominam a nós. E, no entanto, somos nós, o povo sofredor e anestesiado, que tudo produzimos, e pagamos, as próprias algemas com que nos calcam e extirpam a liberdade.

Em Portugal, como por todo o mundo, os povos, anestesiados pela propaganda massiva e por um ilusório music-hall permanente, deixam-se embalar por vãs ilusões, iludidos por falsas promessas de futuros radiosos, repetidas pelos enormes mistificadores da politica profissional e pelos grandes manitús do capital e seus mercenários da caneta. Temos de nos sacrificar por causa da crise, é tudo pela pátria, o futuro vai ser risonho, repetem até à exaustão. Mas o que está em Portugal não é de todos os portugueses! Só de alguns poucos, os mesmos de sempre. E nos outros países é o mesmo. E que democracia é esta, em que a igualdade só existe no acto do voto? A desigualdade é a regra e a democracia económica, a igualdade real, apavora esses grupo minoritários do poder e do domínio.

E, fora da Europa, dos EUA e pouco mais, é ainda pior. Abundam as tiranias, mais visíveis em África, na Ásia, por todo o lado. Se esses povos procuram libertar-se e ver-se livres das garras que os submetem, logo acorrem pressurosos os verdadeiros conselhos de administração do capital, que são os governos europeus, dos EUA e outros, a aconselhar calma, tranquilidade, consentindo um pouquinho de liberdade.

Tudo isso se tornou bem claro na revolta do Egipto, quando o povo, em greve geral e manifestações constantes, afastou o ditador. Constantemente lhe telefonava o Obama, com conselhos e exigências. Proclamava estar muito preocupado. Onde estava essa preocupação, quando ao longo de décadas o tirano roubou, assassinou trabalhadores e retirou as liberdades ao povo, obrigado a viver na miséria?

É chegado o momento de dizer basta! De vir para rua protestar, de informar, de dialogar, de manifestar o nosso apoio à luta do povo palestiniano e de todos os povos! De estabelecer solidariedades com aqueles que pensam como nós!

Walter Benjamin: Um filósofo a contrapelo da história - conferência de Maria João Cantinho (12 de Março, no Porto)


Walter Benjamin: Um filósofo a contrapelo da história
Conferência por Maria João Cantinho, 12 de Março, pelas 15.00 horas.
Local: Centro Unesco do Porto

Promovida pela Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia

ENTRADA LIVRE

Mais do que nunca, a visão optimista da história, nos tempos que vivemos, revela-se ilusória, algo que Walter Benjamin já compreendera muito bem, nas teses que escreveu sobre a História, em 1940. Texto paradigmático e inclassificável, "Sobre o Conceito de História" vem mostrar-nos a possibilidade de efectuar uma abertura no próprio coração da história, a qual possibilita uma visão, segundo Benjamin, "actual" e integral, de natureza figurativa. Mas essa visão constrói-se às avessas do optimismo e da visão progressista da história. Para que o olhar alucinado do "Anjo da História" não nos torture, é preciso andar a contrapelo da mesma.

Maria João Cantinho é ensaísta, crítica literária, poeta, e concluíu recentemente uma tese de doutoramento sobre Walter Benjamin.Maria João Cantinho nasceu em 1963 e viveu em Angola toda a sua infância. Aos dez anos regressou a Portugal, estudou e licenciou-se em Filosofia. Realizou mestrado em Filosofia, com a tese O Anjo Melancólico, que seria publicado em 2003. Jornalista e escritora, poeta, tem vindo a colaborar em diversas publicações e revistas on-line, tanto na área do ensaio, poesia como ficção.

Bibliografia
A Garça, editora Diferença, Leiria, 2001.
Abrirás a Noite com um Sulco, Lisboa, editora Hugin, Lisboa, 2002.
O Anjo Melancólico, editora Angelus Novus, Coimbra, 2003.
Sílabas de Água, editora Ver-o-Verso, Porto, 2005.
A História do Palhaço Bonifácio, editora Ver-o-verso (no prelo).
Caligrafia da Solidão, no prelo.


http://sociedadeportuguesaantropologia.blogspot.com/


Modernidade e alegoria em Walter Benjamin - por Maria João Cantinho
http://www.ucm.es/info/especulo/numero24/benjamin.html

Professores das AECs (actividades de enriquecimento curricular) realizam uma acção de protesto hoje (1 de Março)

Não podemos ficar calados perante os graves problemas que enfrentamos para assegurar diariamente as Actividades de Enriquecimento Curricular. Têm-se multiplicado as situações de incumprimento: falsos recibos verdes, valores de remuneração abaixo dos previstos na lei, salários em atraso, despedimentos ilegais e arbitrários, cumprimento de horas não remuneradas, obrigação de executar tarefas fora das nossas competências, ausência de condições físicas e de materiais para as actividades, etc.

Além do total desrespeito pelos nossos direitos laborais, a forma como estão a ser implementadas as AECs prejudica as crianças e a Escola pública. Por isso, os Professores das AECs da Grande Lisboa vão realizar uma acção de protesto na próxima 3ª feira, dia 1 de Março. Estaremos, a partir das 8h30, na Escola EB1 nº6 Santo Contestável, em Campo de Ourique, a contactar com a comunidade escolar para alertar para o agravemento da situação nas AECs. Queremos denunciar a generalização das situações de incumprimento, que vêm ocorrendo também na EB1 nº6 Santo Contestável, onde ocorreram despedimentos ilegais e sem justificação. Com esta acção pretendemos sensibilizar pais, professores, técnicos e toda a comunidade escolar, porque sabemos que é preciso uma mobilização conjunta em nome dos nossos direitos, do interesse das crianças e da Escola pública.

Convidamos-te a participar nesta acção de protesto e contacto com a comunidade escolar. Dia 1 de Março, 3ª feira, às 8h30 em frente à Escola EB1 nº 6 Santo Contestável (Rua Pereira e Sousa, 60 - Campo de Ourique, Lisboa).

Os profissionais das AECs exigem respeito: pelos seus direitos, pelas crianças e pela Escola pública.



http://aecsdagrandelisboa.blogspot.com/


Concentração-manif pelos direitos dos profs das AECs em Campo de Ourique

Os cerca de 15.000 professores das Actividades de Enriquecimento Curricular asseguram uma parte importante de actividades nas escolas do 1º ciclo do ensino básico. Eles e elas asseguram não só que as crianças podem aceder a conteúdos e aprendizagens diversas para além do currículo escolar, mas também, asseguram que as crianças têm um apoio e um local para existir durante a barbárie social e precariedade a que os pais estão sujeitos no seu dia de trabalho. As cada vez maiores chantagens para manter o emprego trazem como uma das penalizações a aceitar a extensão de horários de trabalho muito para além do que uma sociedade civilizada deveria aceitar.

Mas este espaço-tempo em que os pais se vêm obrigados a trabalhar é assegurado pelos professores das AECs à custa das suas próprias vidas. Eles e elas lutam contra os falsos recibos verdes, valores de remuneração abaixo dos previstos na lei, salários em atraso, despedimentos ilegais e arbitrários, cumprimento de horas não remuneradas, obrigação de executar tarefas fora das suas competências, ausência de condições físicas e de materiais para as actividades, etc.

Acreditamos que está na hora de cada um de nós se levantar contra a exploração que nada tem de inevitável. Só a organização e a mobilização das pessoas pode fazer recuar a destruição das vidas continuamente adiadas e ameaçadas

www.precariosinflexiveis.org/2011/02/amanha-3a-feira-concentracao-manif.html#more

Economia para todos - curso grátis em Lisboa às 3ªs feiras de Março ( a primeira sessão é hoje, às 19h30)


http://economiaparatodos2011.blogspot.com/


Economia para Todos
Curso grátis, todas as terças-feira de Março.
Local: Fábrica Braço de Prata - sala Visconti
Rua da Fábrica de Material de Guerra, nº1 1950-128 Lisboa

1 de Março
'Para onde anda a Economia: ainda tem a ver com as pessoas?'
José Reis, Director da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

8 de Março
'Economia, bem comum e governação'
Ana Costa, Professora Auxiliar do ISCTE/IUL - DINÂMIA/CET

15 de Março
'Competitividade Internacional'
Luís Oliveira Martins, Professor Associado da Universidade Nova de Lisboa

22 de Março
'Euro: um futuro incerto'
João Ferreira do Amaral, Professor Catedrático ISEG/UTL

29 de Março
'Capitalismo ou Capitalismos?'
João Rodrigues, Investigador Centro de Estudos Sociais da Uni. Coimbra

Local: Fábrica Braço de Prata - sala Visconti
Morada: Rua da Fábrica de Material de Guerra, nº1 1950-128 Lisboa

Informações: Frederico Pinheiro (
fredericopinheir@gmail.com )

28.2.11

Membros do Black Panthy Party estarão amanhã presentes em Serralves para a projecção de filmes e num seminário sobre a luta e arte dos negros


Amanhã, terça-feira, dia 1 de Março, e no dia seguinte, quarta-feira, dia 2, estarão no Museu de Serralves, três elementos dos Black panther party, movimento de defesa dos direitos cívicos dos negros norte-americanos, fundado nos anos 1960:
- Emory Douglas, ministro da cultura dos black panther e criador da imagem gráfica do partido,
- Robert King, um dos membros dos angola 3, que esteve preso numa cela solitária durante 32 anos - os outros dois companheiros ainda continuam na prisão, também em solitária, há mais de quarenta anos
- Bill x Jennings, fundador, historiador e arquivista dos black panther, irão partilhar as suas experiências a partir de um programa de filmes que serão exibidos em sessões às 18h30 e 21h30, no auditório de serralves.


Quem estiver interessado, pode ainda frequentar, gratuitamente, um seminário com Emory Douglas, amanhã pelas 15h, também em serralves.
As sessões de cinema custam dois euros e meio. a acompanhar os black panther estará o artista rigo 23, radicado em s. francisco há cerca de vinte anos, muralista e destacado activista político.

Estas iniciativas enquadram-se no programa da exposição "às artes. cidadãos!", visível em Serralves até 13 de março.



SEMINÁRIO com Emory Douglas: "UMA ARTE REVOLUCIONÁRIA". 1 MAR 2011 (Ter.), 15h00
Emory Douglas dedicou a sua vida à luta pela justiça social, sendo talvez o mais prolífico agitador gráfico do movimento negro de libertação. A eficácia das suas imagens e a mobilização colectiva que inspiraram, faz com que a sua obra constitua um exemplo de como a arte pode ser catalisadora da mudança social.
Na qualidade de Ministro da Cultura dos Panteras Negras, Emory Douglas traduz o compromisso da organização relativamente ao activismo e à luta pelos direitos humanos, traduzindo-se numa poderosa e reconhecível estética, com um papel significativo na mobilização comunitária. Os ideais e aspirações dos Panteras Negras eram comunicados a um público global através de um jornal, do qual Douglas foi director artístico até ao seu encerramento no início da década de 1980. Com formação em arte pelo City College de São Francisco, Douglas foi autor de centenas de desenhos que deram vida ao espírito radical do partido.

Este seminário terá tradução simultânea.

Local: Auditório de Serralves

Acesso gratuito.


LISTA e PROGRAMA dos FILMES A PROJECTAR (dia 1 e 2 de Março, no Museu de Serralves, Porto)

1 de Março - às 18h30:
"OFF THE PIG (Black Panthers)",
THE NEWSREEL film collective, 20', 1968
"THE MURDER OF FRED HAMPTON", Mike Gray e Howard Alk, 88', 1971


Uma selecção de filmes em torno da história dos Black Panthers, desde documentos dos primeiros anos do Partido fundado por Bobby Seale e Huey P. Newton, assim como os recentes "In the Land of the Free" e "41st & Central".
Emory Douglas e Robert King, membros destacados do Partido, assim como Billy X Jennings, historiador dos Black Panthers, e Rigo 23, artista presente na Exposição "Às Artes, Cidadãos!" estarão presentes para revisitar aquele que foi sem dúvida um dos mais radicais e importantes grupos activistas americanos do século XX.

Programa apresentado em colaboração com a exposição “all power to the people”, Galeria Zé dos Bois

1 de Março , às 21h30
"IN THE LAND OF THE FREE", Vadim Jean, 84’, 2010
"RICHARD AOKI: BPP MEMBER", Ben Wang and Mike Cheng, 20', 2010


2 de Março, às 18h30
"BLACK PANTHERS - HUEY!", Agnès Varda, 31', 1968
"COMRADE SISTER: VOICES OF WOMEN IN THE BLACK PANTHER PARTY", Phyllis Jackson e Christine Minor, 58'

2 de Março, às 21h30
"MAYDAY (Black Panthers)", Roz Payne and Collective Newsreel, 15', 1969
"41st & CENTRAL", Gregory Everett, 120', 2010

www.serralves.pt/actividades/detalhes.php?id=1903
www.serralves.pt/actividades/detalhes.php?id=1890&pai=5





http://www.blackpanther.org/
http://www.blackpanthertours.com/home.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Black_Panther_Party

O Black Panther Party é um Partido negro revolucionário estadunidense, fundado em 1966 em Oakland - Califórnia, por Huey Newton e Bobby Seale, originalmente chamado Partido Pantera Negra para Auto-defesa (no original, "Black Panther Party for Self-Defense", depois, mais conhecido como "Black Panther Party" (Panteras Negras))

A finalidade original do partido era patrulhar os ghetos negros para proteger os residentes dos atos de brutalidade da polícia. Os Panteras tornaram-se um grupo revolucionário marxista que defendia o armamento de todos os negros, a isenção dos negros no pagamento de impostos e de todas as sanções da chamada "América Branca", a libertação de todos os negros da cadeia, e o pagamento de compensação aos negros por séculos de exploração branca. A sua ala mais radical defendia a luta armada. No seu apogeu, nos anos de 1960, o número de membros dos Panteras Negras excedeu 2 mil e a organização teve sedes nas principais cidades norte-americanas

Os conflitos entre os Panteras Negras e a polícia nos anos de 60 e nos anos de 70 conduziram a vários tiroteios na Califórnia, em Nova Iorque e em Chicago, um desses resultando na prisão de Huey Newton pelo assassinato de um policial.

O punho erguido ("Raised Fist") foi usado como símbolo de propaganda do Black Panther Party.







Jornadas Anticapitalistas ( 1 a 8 de Março) começam amanhã em Lisboa


http://jornadasanticapitalistas.wordpress.com/


Vivemos numa sociedade onde a política se tornou profissional e estes profissionais já não mais são que gestores da crise do capitalismo. Vivemos numa sociedade do trabalho, onde para sermos considerados cidadãos de plano direito somos sujeitos a processos de selecção, que nos dão a escolher entre o recibo-verde, falso ou não, ou o desemprego, e no qual as mulheres são sempre as mais penalizadas. Vivemos numa sociedade onde, do nosso corpo à nossa vida, tudo se tornou mercadoria, descartável a qualquer momento.

Vivemos numa sociedade onde o estado social administrador da crise dissolve, dia após dia, as suas últimas garantias sociais. Vivemos numa sociedade onde a nossa liberdade e autonomia apenas é reconhecida enquanto for rentável, estável e calculável. Vivemos numa sociedade onde a administração autoritária da crise se revela na promessa de mais vigilância, afirmando de forma paternalista ser para “nossa” segurança. Vivemos numa sociedade onde a legitimação dessa repressão é feita pelos discursos mediáticos cúmplices ou reféns da lógica do poder.

Não queremos a economia, não queremos o estado, não queremos a política.

Não queremos esta merda.

Não queremos pagar por aquilo que não decidimos: das quantias maiores da dívida pública, as dívidas pequenas à segurança social. Não queremos viver em cidades onde o espaço desenha fronteiras, cria guetos e nos divide segundo a conta bancária. Não queremos que nos impinjam como responsabilização moral individual a salvação do planeta numa versão mais verde do capitalismo, enquanto recursos naturais continuam a ser arrasados.

Por isso, o único sim que podemos dizer reside exactamente na forma de dizer NÃO: em conjunto, horizontalmente, sem intermediários, representantes ou vanguardas.

Pensamos estas jornadas anti-capitalistas enquanto meio de criar uma discussão e uma prática que não se cinja a comités centrais, tácticas parlamentares, políticos profissionais, ortodoxias ideológicas e sectarismos fossilizados. Propomos um espaço de encontro, de reflexão e de acção, no qual possamos começar a pensar em como nos vamos organizar para reclamar as nossas vidas e os nossos espaços.

Uma outra crise é possível.

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Não queremos a vossa economia

Num momento em que o capitalismo se revela como crise e esta serve de pretexto à dissolução das últimas garantias do Estado social, numa altura em que dinheiros públicos pagam a bancarrota de bancos e seguradoras perdidos nas aventuras dos mercados, e onde o capital desbasta recursos naturais em prol do benefício de muito poucos, num tempo em que a democracia procura sobreviver à crescente perda de legitimidade representada pela corrupção no seio do poder político ou pelas elevadas taxas de abstenção nos actos eleitorais, num contexto de generalização do uso de dispositivos de segurança, controlo e mercadorização da palavra e do corpo, nós, como outros em todo o mundo, escolhemos organizar-nos.

Ocupamos um espaço fora da política institucional. Não pretendemos representar ninguém, nem nos orientamos por uma lógica programática. Não nos junta uma direcção, mas uma afinidade que se encontra mais numa rejeição óbvia do capitalismo do que em eventuais proximidades ideológicas. Entregamos em exclusivo a uma assembleia, horizontal, aberta e informal, todos os momentos de decisão. Uma assembleia em que todos podem a todo o tempo tudo decidir.

As Jornadas anticapitalistas são a proposta que apresentamos. O seu programa permanece e permanecerá sempre em aberto e outras acções, que com ela se identifiquem ou solidarizem, poderão e deverão ter lugar. Este documento é, por isso, também um apelo à mobilização de todos os anticapitalistas e antiautoritários.

Propomos um conjunto de diferentes actividades e acções a decorrer no período de 1 a 8 de Março, que conte com acções de rua, debates, visionamento de filmes, jantares e festas, entre outros, e que proponham saídas para este modo de vida ou que critiquem de forma radical e directa o sistema capitalista. Estamos de acordo que não queremos esta ou qualquer outra economia capitalista e, nessa recusa, criamos um terreno comum, onde os contributos acompanham as diferentes sensibilidades num processo colectivo de discussão, decisão e acção.

1ª Assembleia do MayDay 2011 realiza-se amanhã (dia 1 de Março, às 21h.) e está aberto a todos

Pelo 5º ano consecutivo realiza-se o MayDay

Junta-te à 1ª Assembleia do MayDay Lisboa 2011!

Vem pensar e construir este percurso e traz um amigo também,

Vamos dar voz aos Precários e dizer NÃO à exploração!

http://www.maydaylisboa.net/

O MayDay é uma protesto de trabalhadores/as precários/as que se realiza no 1º de Maio.

É uma iniciativa que começou em Milão em 2001 e, desde então, se espalhou por várias cidades europeias e do Mundo.
O MayDay Lisboa arrancou em 2007 e em 2009 foi pela primeira vez organizado no Porto.

25.2.11

II Jornadas Galego-Portuguesas de edição independente começam com uma palestra do Prof. Carlos Taibo sobre decrescimento(dia 2,às 18h na ESMAE, Porto)

Clicar por cima da imagem para ampliar e ler em detalhe



II Jornadas Galego-portuguesas de Edição Independente ( na cidade do Porto e em Compostela) - Acções da Soda-Caústica

Realizar-se-ão quer na cidade do Porto ( entre 2 e 10 de Março) quer em Santiago de Compostela ( entre 14 e 18 de Março) as II Jornadas Galego-portuguesas de Edição Portuguesa numa organização conjunta da Livraria-bar Gato Vadio, Casa Viva, Colectivo Hipátia, e edições Estaleiro e Corsárias.


Consultar: Livraria-bar GATO VADIO, Rua do Rosário, 281, Porto
http://gatovadiolivraria.blogspot.com/2011/02/blog-post_24.html

“O capitalismo manifesta-se nas nossas vidas pela tristeza (…) Trata-se de estabelecer as condições materiais da disponibilidade partilhada para a alegria”,
In Appel

A consciência não pode render-se mais ao estado actual das coisas. Não é a soda-caústica que nos alimenta, ela apenas nos ajuda a tirar um mundo a limpo. Mundo, onde cada vez mais a nossa vontade de querer viver e de experimentar a aprendizagem colectiva de construir outro mundo não pode ter lugar. Contudo, a crítica não chega para nos deixar despertos. Estas Jornadas procuram o lugar que aos poucos se vai tecendo, são tão só mais um ponto de partida. Depois, a jornada continua.

PROGRAMA

2 DE MARÇO
Abertura das Jornadas
Decrescimento, Crise, Capitalismo
Palestra e Debate com Carlos Taibo (Prof. U. Autónoma de Madrid/Ensaísta)
2 de Março, quarta-feira, 18h
ESMAE – rua da Alegria 503
www.facebook.com/event.php?eid=114211105320823


3 DE MARÇO

O Estado de Excepção não-declarado + Controlo Social e Criminalização
Com Rui Pereira (Jornalista/Professor) + Painel de Testemunhos
3 de Março, Quinta-feira, 18h
Local: ESMAE – rua da Alegria 503

Sementes Livres, Transgénicos e o Monopólio da Indústria Agro-alimentar
Debate com Margarida Silva (prof./investigadora), João Torres (biólogo/investigador)
3 de Março, Quinta-feira, 21H30
Local: livraria-bar Gato Vadio

4 DE MARÇO, sexta-feira, às 21h30

Editoras: Independentes porquê? Porque fecham, porque resistem…
Mesa-redonda e debate
Local: livraria-bar Gato Vadio
Painel com:
Júlio Henriques
Deriva Ed.
Ed. Mortas
Ed. Antipáticas
Estaleiro Editora
Mula
Oficina do Cego
Oficina Arara


5 DE MARÇO

Ritmos de Resistência
Ensaio Público
5 de Março, sábado, 14h
Local: Jardins do Palácio de Cristal


Projecto Indymedia
5 de Março, sábado, 15h
Local: livraria-bar Gato Vadio

Oficina de Fanzines – Como fazer uma zine? (1ª parte)
5 de Março, sábado, 15h30
Local:livraria-bar Gato Vadio

O que é uma crítica dos media? - Oficina de autodefesa
Com Rui Pereira (Jornalista/Professor)
5 de Março, sábado, 17h00
local: livraria-bar Gato Vadio


6 DE MARÇO

“Ser ecológico" numa era pós-industrial e em plena globalização
Oficina com Pedro Jorge Pereira (activista e formador eco-social)
6 de Março, domingo, 15h
Local: livraria-bar Gato Vadio

Ritmos de Resistência
PROJECTO + DOC
6 de Março, domingo, 17h
Local: livraria-bar Gato Vadio

Oficina de Fanzines – Como fazer uma zine? (2ª parte)
6 de Março, domingo, 17h30
Local: livraria-bar Gato Vadio


10 DE MARÇO, às 21h30

A música portuguesa e galega
Música ao vivo com Xico de Carinho
Orga. AJA-Norte
Local: livraria-bar Gato Vadio

Cultura libertária em Agostinho da Silva - conversa amanhã, dia 26/2 às 17h. no Regueirão dos Anjos nº 69




Cultura Libertária em Agostinho da Silva - Conversa amanhã, dia 26 de Fev. às 17h. no RDA69

“o homem não se fez para trabalhar, mas para criar”

Este Sábado passa no RDA (Rua Regueirão do Anjos, 69), um filme biográfico em torno de agostinho, seguido de uma conversa com Rui Lopo da Associação Agostinho da Silva em que se quer abordar o pensamento e a vida do filósofo nas suas perspectivas libertárias.


Também amanhã, mas à noite, há jantar e festa em jeito de benefit para as despesas das Jornadas Anticapitalistas. Pela primeira vez o coro da casa da achada pisa o nosso palco (não vá ele abaixo) para nos trazer as letras cantadas da resistência.

Um conjunto alargado de pessoas e colectivos propõe estas jornadas enquanto meio de criar uma discussão e uma prática radical e política que não se cinja a comités centrais, tácticas parlamentares, políticos profissionais, ortodoxias ideológicas e sectarismos fossilizados. Propomos um momento de encontro, de reflexão e de acção, no qual possamos começar a pensar em como nos vamos organizar para reclamar as nossas vidas e os nossos espaços.


No Domingo, continuar-se-á a contruir o forno do Regueirão.

21.2.11

5 minutos de jazz, programa de rádio de José Duarte, faz hoje 45 anos


Escutar o genérico inconfundível do programa 5 MINUTOS DE JAZZ:
http://fonoteca.cm-lisboa.pt/mm/SOM/05000/04891B01.mp3


5 MINUTOS de JAZZ faz hoje 45 anos, sempre com o inconfundível genérico do quarteto do saxofonista Lou Donaldson do álbum “Lou's Blues”

O programa de jazz mais antigo da rádio portuguesa SOBREVIVEU À BOMBA que os Comandos militares reaccionários, a mando do Governo PS/PSD/CDS, fizeram explodir em 1975 nos emissores da Rádio Renascença ocupada pelos trabalhadores, acabando assim com os 5 minutos de Jazz, a música, a informação e a estação de rádio que apoiava o Poder Popular ( comissões de trabalhadores, de moradores, que lutavam por melhores condições de vida e por uma sociedade mais justa e livre.)

A sua primeira emissão data de 21 de Fevereiro de 1966 na Rádio Renascença, a estação que antes do 25 de Abril se permitiu introduzir inovações num panorama fortemente dominado pelo controle da comunicação social pela ditadura salazarista

O objectivo sempre foi divulgar todos os estilos da música jazz, de todas as épocas, desde o jazz de New Orleans, o swing dos anos 30, o bebop, e o free jazz.

Em 1983, José Duarte regressa com o programa na Rádio Comercial, onde ficou até 1993. E desde essa altura que faz parte da programação da RDP. Actualmente o programa é emitido na Antena 1, sempre às 21.50h e 03.50h, de 2ª a 6ª feira, porque o jazz é uma música da noite.

Para comemorar a data está prevista uma emissão especial no próximo dia 28 de Fevereiro pelas 22:00, no Instituto Francês de Portugal, em Lisboa.

Também nos dias 23, 24 e 26 de Fevereiro às 04:55, 09:40 e 16:20 a Antena 1 apresentará um conjunto de reportagens de Mário Galego sobre o programa Cinco minutos de Jazz.
No dia 28 de Fevereiro a partir das 22:00 emissão especial na Antena 1 conduzida por António Macedo e produção de Ana Fernandes, que inclui a transmissão do concerto no Instituto Frânces de Portugal.

Nesta emissão estarão presentes os músicos:
-Rodrigo Amado (saxofone barítono & tenor)
-Miguel Mira (violoncelo)
-Gabriel Ferrandini (bateria & percussão)

Recorde-se que José Duarte escreveu vários livros sobre Jazz, como Jazzé e outras músicas (Ed. Cotovia, 1994), João na terra do Jaze (Ed.A Regra do Jogo, 1981), A História do Jazz, O Papel do Jazz, 4 vols. (Ed. Cotovia, 1997-1998), colecção de cds. com livro Let's jazz em público (com a universidade de Aveiro e o jornal "Público", 2005) e cinco minutos de jazz'''''40 anos (Antena 1/BPI, 2006), sem esquecer outros programas de rádio como A Menina Dança?

Ultimamente ajudou a fundar o Centro de Estudos de Jazz na Universidade de Aveiro, onde lecciona disciplinas ligadas ao jazz.




Lou's Blues" do Lou Donaldson


20.2.11

Orgia dos ricos - foi com estas palavras que activistas ingleses contra os cortes nos serviços públicos interromperam uma sessão de leilão da Sotheby

Mais de 100 activistas ingleses manifestaram-se contra os cortes nos apoios sociais e na prestação de serviços públicos, alguns deles interromperam uma sessão de leilão da conhecida casa Sotheby’s, enquanto outros permaneceram na rua junto às instalações onde decorria aquele leilão, em protesto pela política de cortes que está a ser seguida pelo governo conservador e liberal inglês

Lá dentro, os activistas simularam ruídos e murmúrios de teor sexual erguendo um cartaz onde se podia ler «Orgia dos Ricos». Cá fora, outros manifestantes simulavam um leilão dos serviços públicos ( educação, bibliotecas, etc)

Um manifestante declarou :

« We are here to expose the orgy of the rich that the Sotheby’s auctions represent. The super rich, bankers and collectors who buy this art exist in an international bubble of their own and don’t seem at all affected by the so-called ‘austerity’ of the government. They commodify creativity and Sotheby’s helps them ferret away their goods by offering creative accounting services such as ‘obtaining conditional exemption’»

Os 30 milhões de libras obtidos nesta sessão de leilão de obras e arte da Sotheby’s daria, segundo o mesmo manifestante, apara pagar 1389 novos professores, 1765 enfermeiros, correspondendo ao orçamento de 150 bibliotecas.

Os manifestantes eram maioritariamente estudantes, artistas e criativos e num texto público podia-se ler os seus objectivos:

«We are fighting back against the most aggressive attacks on the public sector in living memory. We are in solidarity with the other sectors fighting against cuts and openly welcome co-ordinated creative action to oppose the selling off of our public services, the demise of the welfare state, the speculative valuation of art and the orgy of the rich.»

http://artsagainstcuts.wordpress.com/
http://ukuncut.org.uk/
http://www.spacehijackers.org/





Abraço ao rio Tua ( 26 de Fevereiro) e comunicado da Quercus a propósito do lançamento da 1ª pedra da barragem

A todos os amigos da defesa do Vale e da Linha do Tua!

Um conjunto de activistas está a organizar para o próximo dia 26 de Fevereiro a realização de uma acção simbólica, O Abraço ao Tua, utilizando a ponte rodoviária, acompanhado de um piquenique e visita à zona envolvente e de um fórum/discussão pela causa, para dar visibilidade à luta contra a construção da barragem e pela defesa do rio, do vale e da Linha do Tua.





COMUNICADO SOBRE O INÍCIO DA CONSTRUÇÂO DA BARRAGEM DE FOZ DO TUA
QUERCUS – NÚCLEO REGIONAL DE VILA REAL E VISEU

A primeira pedra da barragem da Foz do Tua, simboliza a pedra que se quer colocar em cima de um defunto a quando do seu enterro.

Simboliza o desejo pela morte do Turismo do Tua, da biodiversidade do Vale, doDesenvolvimento Sustentável, do Património Humano, Cultural e Arquitectónico e da *Linha do Tua* com mais de 123 anos de História.

Demonstra ainda o desrespeito pelo passado e o “não querer saber” do futuro. O desrespeito pela identidade da região.

A Quercus lembra que *a futura barragem, a ser construída, produzirá o equivalente a 0,07% da energia eléctrica consumida em Portugal em 2006 *(Dados da Rede Eléctrica Nacional).

Esta barragem afectará de modo irremediável o Património Natural do Vale do Tua*um dos mais bem conservados de Portugal.

Afectará também de forma irreversível a paisagem Património Mundial do Douro Vinhateiro.

A construção da barragem de foz Tua viola a Directiva Quadro da Água, por destruição da qualidade da água.

A construção desta barragem acaba com a linha do Tua e com a acessibilidade ferroviária ao nordeste.

A construção desta barragem, a concretizar-se, irá afectar muito negativamente os últimos dois pilares de desenvolvimento da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro: a Agricultura e o
Turismo*. Recorde-se que estas duas actividades não são deslocalizáveis e de alto valor
acrescentado.

Se barragens fossem sinónimo de riqueza e emprego esta região seria uma das mais ricas e com taxas de desemprego mais baixas da Europa, e isso não se verifica, bem pelo contrário.

Trás-os-Montes e Alto Douro está a ficar cada mais pobre e mais despovoado. A construção desta barragem só irá agravar a situação


A estimativa do custo do Plano Nacional de Barragens é de 7.000 milhões de euros a ser pagos pelos consumidores - em vez de um investimento em alternativas energéticas que custariam somente 360 milhões de euros para obter os mesmos benefícios em termos de protecção da clima e de independência energética (1).


Para mais informação contactar João Branco – 96 453 47 61


[1] As novas grandes barragens requerem um investimento de 3600 M€, implicando custos futuros com horizontes de concessão até 75 (setenta e cinco) anos. Somando ao investimento inicial os encargos financeiros, manutenção e lucro das empresas eléctricas, dentro de três quartos de século as nove barragens terão custado aos consumidores e contribuintes portugueses
não menos de 7000 M€ – mais um encargo brutal em cima dos que já se anunciam por força da crise e em cima dos custos de deficit tarifário eléctrico que neste momento atinge cerca de 1800 M€.
A mesma quantidade de electricidade que as barragens viriam a gerar pode ser poupada com medidas de uso eficiente da energia, na indústria e nos edifícios, com investimentos 10 (dez) vezes mais baixos, na casa dos 360 M€, com períodos de retorno até três anos, portanto economicamente positivas para as famílias e as empresas. Estas estimativas foram feitas por :

- Madeira A, Melo JJ (2003). Caracterização do potencial de conservação de energia eléctrica em Portugal. *VII Congresso Nacional de Engenharia do Ambiente*. APEA, Lisboa, 6-7 Novembro 2003
- Melo JJ, Rodrigues AC (2010). O PNBEPH numa perspectiva de avaliação estratégica, política energética e gestão da água. 4ª Conferência Nacional de Avaliação de Impactes (CNAI´10). APAI/UTAD, Vila Real, 20-22 Outubro 2010.


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