1.1.07

A história do salariato

A história do regime salarial
e a condição dos assalariados
( documentário em francês)


1ª parte – O tempo da esperança (1906-1975)

Duração: 60 minutos

2ª parte – O tempo da dúvida…ou da desesperança (1976-2006)
Duração: 60 minutos


A História do Salariato (parte 1)






A História do Salariato (parte 2)




Michel Foucault por ele próprio

Documentário do canal Arte sobre o filósofo francês Michel Foucault e alguns dos seus conceitos. (documentário em francês)
Duração: 1h.02m.

Ler ainda
este texto e outros dispersos ao longo do blogue (pesquisar no fundo da coluna do lado).
Brevemente aparecerão aqui mais textos deste autor marcante do pensamento contemporâneo.




Michel Foucault Par Lui-Même (Arte)

Uma palavra de amizade aos que nos têm acompanhado.

Quando agora começa mais um ano novo gostaria de me referir aos amigos(as) que nos acompanham neste projecto do blogue Pimenta Negra.

Aos amigos(as) do mundo real, aos autênticos, aos que não nos abandonam nem nos traem, e lutam lado a lado, na mesma barricada, falo-lhes naturalmente quando os encontrar…

Aos amigos(as) do cyber-espaço, que espero sejam também feitos da mesma massa de autenticidade, gostaria de aqui me referir, ainda que de forma breve e alusiva. Estou-me a referir concretamente a todos aqueles que tiveram a atenção e a confiança em fazer um link ou uma referência ao Pimenta Negra.

Começaria por aqueles cujas actividades justificam o seu aparecimento na blogosfera, e que agradeço a ligação recíproca ao Pimenta Negra: a
Livraria Letra Livre, a Livraria A Pulga, a Editora Deriva, o Teatro de Montemuro (blog Lobos no Fojo), e a Galeria Sargadelos ( com a cerâmica da nossa querida Galiza), a Galeria Margemd'Arte e a ex-editora Afrodite ( de que guardo uma boa memória dos tempos da luta anti-fascista)

Passava agora aos blogues cujos autores me estão mais próximos: desde logo, com o notável e sempre bem informado
Ondas, a que se junta Francisco Trindade, o Bioterra, a Arqueologia das Palavras, a Citizen Mary, o Trip na Arcada, o Utopiar aqui, o Hop3.

Seguem-se aqueles por quem sentimos uma afinidade de ideais e que nos acompanham na senda por um mundo melhor, dentro dos quais se destaca o nosso companheiro e amigo Moésio Rebouças que, desde o Brasil, nos tem enviado preciosas informações, e a quem queremos enviar um abraço fraterno e esperar que continue com a sua acção. Referência pois para Aljustrel, para o seu C
entro cultural Gonçalves Correia, para a Carbonária Anarca, para o BdeAnarquia, e para o F.A.L.A., Ad Loca Infecta, Ab Ignis Aurora et Lux, sem esquecer o agradecimento devido à revista Utopia pela remissão feita para o Pimenta Negra no seu último número do ano passado(2006). Uma menção especial também ao Abel Ortiz do Abajo el Trabajo (Salud !, companheiro)
Afins à nossa sensibilidade perante o mundo e a vida são também a
InfoAlternativa, o Xatoo, o Investigando o Imperialismo, o Lapas do Almonda, o Cão de Guarda ( muito parado ultimamente), o núcleo de Sintra da Amnistia Internacional, o Tupiniquim, ao Esquerda Republicana, o Apocalipse Motorizado, A Sinistra Ministra, Muito Barulho

Guardados, bem guardados, estão aqueles que têm estado há mais tempo com o Pimenta Negra: falo concretamente da Fenixarte, do Matarbustos, o DesNorte ( com música clássica) a que se pode juntar o Desenvolvimento Ecológico ( e um agradecimento particular ao professor Jacinto Rodrigues por todo o seu trabalho de divulgação), a Ave do Arremedo, o Classe Aberta, Cabana do Viriasman, The Amazing Trout blog, Blue the life of waters, Cores da Terra, Aquecimento blogal e à Bolota Voadora.

Mais recentemente estabelereceram ligações recíprocas os seguintes blogues: o
Insónias, Almocreve das Petas (sempre muito bem documentado), Ultraperiférico, Luna, Fuga para a Vitória ( que terminou agora), Flórula Infame, Interstícios, o Populo, o Animot, Manuel Bancaleiro, Discurso dos Dias, Encosta dos Curiosos, Poema em forma de Nuvem, Under3blog, Incomunidade, Francisco Castelo (fotografia e arqueologia), Taborda

Receando não ter mencionado todos os que têm um link para o Pimenta Negra, pelo que peço desde já as minhas desculpas pela omissão, quero assim agradecer a vossa atenção e a vossa prova de confiança. Um abraços para todos(as).

E um Bom Ano Novo, com alegrias, sonhos, muitas leituras e outras tantas lutas,
porque …um outro mundo é possível !



E como é importante saber de onde vimos e para onde vamos, eis aqui outra vez o Manifesto do Pimenta Negra que foi divulgado aquando do lançamento e início deste blogue.

MANIFESTO do blogue PIMENTA NEGRA

Pimenta Negra, um website de crítica social e contra-cultural
Informações alternativas e crítica contra-cultural
.
Um website sobre os movimentos sociais, a ecologia, a contra-cultura, os livros, adoptando uma perspectiva crítica sobre todas as formas de poder (económico, político, etc).
.
Somos contra a guerra, o fundamentalismo e o sectarismo ideológico e religioso, o racismo, assim como a dominação e a opressão capitalista. Nós encaramos a educação reflexiva e crítica como uma condição importante para os indivíduos tomarem consciência das estruturas sociais em que vivem, e lutarem pela sua emancipação social e individual.
Para nós, a arte, a literatura e todas as manifestações artísticas de carácter contra-cultural são importantes meios de desmontagem da cultura global massificada que reduz a diversidade cultural do mundo e normaliza as sociedades segundo um mesmo padrão ditado pela sociedade espectacular.
Defendemos que um mundo melhor é não só possível em cada continente, em cada cidade, em cada habitação, como é indispensável para a sobrevivência do nosso planeta.
Somos rebeldes com causas…como a emancipação dos seres humanos de todos os condicionamentos sociais ilegítimos.
.

31.12.06

Algumas músicas para acabar o ano de 2006

Para rematar o ano de 2006 deixo aqui algumas músicas que ainda me marcam, me fazem sonhar e abrem o horizonte para novos projectos...

Atenção: esta escolha esteve condicionada aos meios disponíveis na net; além disso, outras músicas e outros géneros musicais, desde os instrumentais até à música antiga, não são menos valiosos para quem gosta de música e dos sons.

Esperamos que no próximo ano a música e a arte tenham um lugar destacado neste blogue até porque como já devem ter percebido só entendo a validade da intervenção social e ecológica com uma forte componente cultural, sob pena daquele empenhamento se esvaziar numa simples luta pela mudança de estruturas e não envolver também uma mudança de atitude.
Porque o nosso lema (e de muitos outros, antes de nós) é transformar a sociedade, mas ainda mudar o modo de vida no quotidiano das pessoas.


Ma solitude ( G. Moustaki)






Ma solitude (G. Moustaki)

Pour avoir si souvent dormi
Avec ma solitude
Je m'en suis fait presqu'une amie
Une douce habitude
Ell' ne me quitte pas d'un pas
Fidèle comme une ombre
Elle m'a suivi ça et là
Aux quatre coins du monde

Non, je ne suis jamais seul
Avec ma solitude

Quand elle est au creux de mon lit
Elle prend toute la place
Et nous passons de longues nuits
Tous les deux face à face
Je ne sais vraiment pas jusqu'où
Ira cette complice
Faudra-t-il que j'y prenne goût
Ou que je réagisse?

Non, je ne suis jamais seul
Avec ma solitude

Par elle, j'ai autant appris
Que j'ai versé de larmes
Si parfois je la répudie
Jamais elle ne désarme
Et si je préfère l'amour
D'une autre courtisane
Elle sera à mon dernier jour
Ma dernière compagne

Non, je ne suis jamais seul
Avec ma solitude
Non, je ne suis jamais seul
Avec ma solitude





Where have all the flowers gone
(Joan Baez)






WHERE HAVE ALL THE FLOWERS GONE
(letra de Pete Seeger)


Where have all the flowers gone?
Long time passing
Where have all the flowers gone?
Long time ago
Where have all the flowers gone?
Girls have picked them every one
When will they ever learn?
When will they ever learn?

Where have all the young girls gone?
Long time passing
Where have all the young girls gone?
Long time ago
Where have all the young girls gone?
Taken husbands every one
When will they ever learn?
When will they ever learn?

Where have all the young men gone?
Long time passing
Where have all the young men gone?
Long time ago
Where have all the young men gone?
Gone for soldiers every one
When will they ever learn?
When will they ever learn?

Where have all the soldiers gone?
Long time passing
Where have all the soldiers gone?
Long time ago
Where have all the soldiers gone?
Gone to graveyards every one
When will they ever learn?
When will they ever learn?

Where have all the graveyards gone?
Long time passing
Where have all the graveyards gone?
Long time ago
Where have all the graveyards gone?
Covered with flowers every one
When will we ever learn?
When will we ever learn?




Les anarchistes (Léo Ferré)




Les anarchistes (Léo Ferré)


Y'en a pas un sur cent et pourtant ils existent
La plupart Espagnols allez savoir pourquoi
Faut croire qu'en Espagne on ne les comprend pas
Les anarchistes

Ils ont tout ramassé
Des beignes et des pavés
Ils ont gueulé si fort
Qu'ils peuv'nt gueuler encore
Ils ont le cœur devant
Et leurs rêves au mitan
Et puis l'âme toute rongée
Par des foutues idées

Y'en a pas un sur cent et pourtant ils existent
La plupart fils de rien ou bien fils de si peu
Qu'on ne les voit jamais que lorsqu'on a peur d'eux
Les anarchistes

Ils sont morts cent dix fois
Pour que dalle et pour quoi ?
Avec l'amour au poing
Sur la table ou sur rien
Avec l'air entêté
Qui fait le sang versé
Ils ont frappé si fort
Qu'ils peuvent frapper encor

Y'en a pas un sur cent et pourtant ils existent
Et s'il faut commencer par les coups d'pied au cul
Faudrait pas oublier qu'ça descend dans la rue
Les anarchistes

Ils ont un drapeau noir
En berne sur l'Espoir
Et la mélancolie
Pour traîner dans la vie
Des couteaux pour trancher
Le pain de l'Amitié
Et des armes rouillées
Pour ne pas oublier

Qu'y'en a pas un sur cent et pourtant ils existen
tEt qu'ils se tiennent bien le bras dessus bras dessous
Joyeux, et c'est pour ça qu'ils sont toujours debout
Les anarchistes


Look What They've Done to My Song ( Melanie Safka)





Look What They've Done to My Song (Melanie Safka)

Look what they've done to my song, Ma
Look what they've done to my song
Well it's the only thing I could do half right
And it's turning out all wrong, Ma
Look what they've done to my song

Look what they've done to my brain, Ma
Look what they've done to my brain
Well they picked it like a chicken boneA
nd I think I'm half insane, Ma
Look what they've done to my song

I wish I could find a good book to live in
Wish I could find a good book
Well, if I could find a real good book
I'd never have to come out and look at
What they've done to my song

La la la...
Look what they've done to my song

But maybe it'll all be all right, Ma
Maybe it'll all be OK
Well, if the people are buying tears
I'll be rich some day, Ma
Look what they've done to my song

Ils ont changé ma chanson, Ma
Ils ont changé ma chanson
C'est la seule chose que je peux faire
Et çe n'est pas bon, Ma
Ils ont changé ma chanson

Look what they've done to my song, Ma
Look what they've done to my song
Well they tied it up in a plastic bag
And turned it upside down
Look what they've done to my song

Ils ont changé ma chanson, Ma...
Look what they've done to my song, Ma
Look what they've done to my song
Well it's the only thing I could do all right
And they turned it upside down
Look what they've done to my song





El Desierto (Lhasa de Sella)






El Desierto (voz de Lhasa de sella)

He venido al desierto pa irme de tu amor
Que el desierto es más tierno y la espina besa mejor
He venido a este centro de la nada pa gritar
Que tú nunca mereciste lo que tanto quise dar
Que tú nunca mereciste lo que tanto quise dar
He venido al desierto pa irme de tu amor
Que el desierto es más tierno y la espina besa mejor
He venido a este centro de la nada pa gritar
Que tú nunca mereciste

He venido yo corriendo olvidándome de ti
Dame un beso pajarillo no te asustes colibrí
He venido encendida al desierto pa quemar
Porque el alma prende fuego cuando deja de amar
Porque el alma prende fuego cuando deja de amar

He venido yo corriendo olvidándome de ti
Dame un beso pajarillo y no te asustes colibrí
He venido encendida al desierto pa quemar
Porque el alma prende fuego

He venido yo corriendo olvidándome de ti
Dame un beso pajarillo y no te asustes colibrí
He venido encendida al desierto pa quemar
Porque el alma prende fuego cuando deja de amar
Porque el alma prende fuego cuando deja de amar

He venido al desierto pa irme de tu amor
Que el desierto es más tierno y la espina besa mejor
He venido a este centro de la nada pa gritar
Que tú nunca mereciste lo que tanto quise dar
He venido yo corriendo olvidándome de ti
Dame un beso pajarillo y no te asustes colibrí
He venido encendida al desierto pa quemar
Porque el alma prende fuego

A minha cidade - Porto

Também aproveitando as despedidas do ano velho trago para aqui 3 fotografias da cidade do Porto que retirei de outros tantos blogues cuja consulta recomendo pelo seu interesse:
.











Os autocolantes da nossa Revolução de Abril

Não posso terminar este ano sem deixar de fazer uma referência a um blogue que me leva a reviver a Revolução de Abril de 1974-75.
Um blogue de onde retirei dois exemplares de autocolantes, mas que poderiam ser muitos mais.
Por isso é que vale bem uma ( ou várias) visitas.
Ver
aqui.

E com a devida condescendência do autor do blogue reproduzo a seguir dois autocolantes que se revestem de um significado especial para mim...

30.12.06

Acções de rua contra a agressão publicitária

Acções não-violentas contra a agressão publicitária
e a invasão do espaço público pela publicidade
(em Paris)

Contra a invasão da publicidade no espaço público, a publicidade sexista, e a manipulação mental feita pelas empresas publicitárias que arrecadam milhões com esta poluição mental e visual.

Existem vários colectivos anti-publicidade desde as feministas ( que visam sobretudo a publicidade sexista), os ecologistas (que defendem as paisagens naturais e querem salvaguarda-las da intromissão publicitária), até aos activistas não-violentos que levam a cabo acções de desobediência civil à imagem de Gandhi, os anarquistas e libertários, e finalmente os auto-designados «electrões livres» que pretendem investir com arte o espaço público

Ver o vídeo (em francês) que mostra acções de rua em Paris contra os placards publicitários que representam uma invasão do espaço público pela publicidade agressiva e psicologicamente violenta.






Paco Ibañez canta em memória de José Couso


Em memória de José Couso, operador de tv, galego de nascimento, assassinado pelo exército norte-americano em Bagdad quando o Iraque foi invadido pelos Estados Unidos da América.

No dia 8 (20 h.) de cada mês há sempre uma concentração em frente da embaixada dos Estados Unidos da América, em Madrid, a exigir que se faça Justiça.

2007 será outro ano de luta a reclamar e exigir que se faça justiça!

http://www.josecouso.info/


A galopar (poema de Rafael Alberti, e voz de Paco Ibañez)


Foucault e Chomsky debatem o poder e o funcionamento das nossas sociedades

Dois dos mais importantes pensadores do nosso tempo (Michel Foucault e Noam Chomsky) debatem no vídeo seguinte como a sociedade capitalista funciona e como o poder se exerce e se reproduz, mantendo a dominação social.

Infelizmente a linguagem utilizada é o francês e o inglês. De qualquer modo serve para despertar o interesse pelas suas obras e pensamento.

Curiosa e importante é a maneira como os dois abordam a questão da suposta «natureza humana» e do poder. Para um o poder está centralizado, para o outro o poder é difuso. Mas ambos questionam a legitmidade desse mesmo poder.


29.12.06

Viver a Utopia


Documentário-vídeo sobre o anarquismo e a revolução espanhola de 1936

Vídeo-documentário da TVE ( televisão espanhola), realizado em 1997, por Juan Gamero, e durante o qual se explica o ideal anarquista vivido durante a revolução espanhola de 1936.

Trata-se de um notável documentário falado em castelhano que aborda de uma forma objectiva a realidade do anarquismo espanhol naquela época, bem assim a filosofia e as práticas libertárias.

Duração do vídeo: 1 hora e 34 minutos.







A vida depende da agitação que é realizada por alguns indivíduos excêntricos. Em homenagem a essa vida, a essa vitalidade, a comunidade deve aceitar certos riscos, deve admitir uma porção de heresia. Deve viver perigosamente, caso queira viver.
Herbert Read.



Herbert Read (inglês, 1893-1968) foi um poeta e crítico inglês. A sua experiência na frente da I Guerra Mundial impregna grande parte da sua vida. Na sua faceta de crítico de arte ganhou prestígio e destacou-se como defensor da tese da importância da arte para a educação e a aprendizagem, e cujas obras se tornaram de leitura obrigatória quer na área da educação quer na arte em geral.

Anarquismo y poesía (fragmento), por Herbert Read

" Aunque ello pueda parecer fuera de razon a quienes esten ajenos al quehacer poetico, el poeta exige un tipo de sociedad en el que el recogimiento, el retiro, sea un derecho natural. Exige la posibilidad de meterse entre la muchedumbre y salir de ella con la misma facilidad con que entra y sale de su casa. Acusa al mundo moderno de haber invadido su rincon de soledad, de haberlo llenado de preocupaciones y de rumores, de haber introducido en el la politica y las guerras totalitarias. En consecuencia, el poeta se ve obligado a exigir, por razones poeticas, que se transforme el mundo. Y no cabe afirmar que tal exigencia sea desmedida: constituye la condicion primera de su existencia.

(...)

Resulta muy dificil para el artista aceptar en el seno de la sociedad esta tarea, que no le comporta agradecimiento alguno: mantenerse aparte y, sin embargo, actuar como intermediario; comunicar a la sociedad algo que le es tan esencial como el pan y el agua y, sin embargo, poder hacerlo solo desde una posicion de aislamiento y desapego. La sociedad nunca llegara a comprender y amar al artista, porque nunca llegara a estimar su indiferencia, su asi llamada objetividad. Mas el artista debe aprender a amar y comprender a la sociedad que lo rechaza. Debe aceptar tan dura experiencia y apurar, como Socrates, la copa mortal. "

Retirado de:

http://elblogdelalucha.blogspot.com/

Hoje nova Bicicletada no Porto e Lisboa


Hoje realiza-se como é habitual na última sexta-feira de cada mês um passeio em grupo de bicicleta às 18.30 nas cidades do Porto e Lisboa e integrado no movimento internacional MASSA CRÍTICA que visa propor alternativas de transporte amigas do ambiente.


A propósito passam-se dois videos transmitidos pelos dois principais canais de televisão portugueses sobre a MASSA CRÍTICA e o meio alternativo de deslocação dentro da cidade.

Reportagem 'de Bicicleta Para o Trabalho' (SIC - 28 Maio 2006)



Reportagem 'uso da bicicleta no dia-a-dia' (RTP - 24 Maio 2006)

28.12.06

Para combater o frio, vai um pezinho de dança?

Festival Fim d'Ano (com concerto de passagem do ano)
de 29 de Dezembro a 1 de Janeiro
na Cripta do Marquês
( situada atrás da Igreja do Marquês ( à Pr. do Marquês de Pombal, no PORTO)

Concertos e danças de músicas étnicas e tradicionais:

SEXTA-FEIRA, 29 DEZEMBRO

22H00 Mú

24H00 Monte Lunai


SÁBADO, 30 DEZEMBRO

18H00 Mosca Tosca acústico (bar)

22H00 Zef

23H45 Show de Dança Oriental

24H00 Uxu Kalhus

DOMINGO, 31 DEZEMBRO

18H00 Uxu Kalhus acústico (bar)

22H00 Naragonia (Bélgica)

24H00 Zef (França)

SEGUNDA-FEIRA, 1 JANEIRO

16H00 Naragonia

Encontro em Lisboa ( 3 de Janeiro) sobre a Comuna de Oaxaca

A Comuna de Oaxaca e os movimentos sociais no México

Quarta-feira, 3 de Janeiro, pelas 15 horas

Rua Monte do Olivete, 30-A (ao Príncipe Real), Lisboa

Encontro com Quim Sirera e Sara Manchado,do Colectivo Etcétera, de Barcelona

Quim Sirera e Sara Manchado estiveram recentemente no México durante dois meses para conhecer in loco diversos aspectos das profundas lutas sociais que estão a decorrer neste país, em particular no estado de Oaxaca, vizinho de Chiapas, onde eclodiu na passada Primavera a insurreição que ficou conhecida pelo nome de «Comuna de Oaxaca» e cuja população, como em Chiapas, é em grande parte indígena.O movimento de protesto subsequente a mais uma fraude eleitoral (técnica usual e antiga do partido que se encontra no poder no México) converteu o recente processo pós-eleitoral num amplo movimento de base, acentuando assim as fortes contradições sociais e políticas que estão a abalar o México desde a insurreição zapatista de 1994 e através das quais se desenham perspectivas universais de luta, em particular com base nas práticas comunitárias indígenas.

Curso Teórico-Prático de Recuperação de Fauna Silvestre

12 a 14 de Janeiro de 2007
nas Caldas da Rainha - Tornada

Toda a informação em
http://www.aldeia.org/

Sexta-feira, 12 de Janeiro
17:00 - Abertura do secretariado e recepção dos participantes
18:00 – Abertura, apresentação do curso e das associações organizadoras
18:30 -
Módulo 1
- Identificação da Fauna Silvestre Portuguesa
- Espécies mais frequentes em centros de recuperação
- Causas de ingresso mais comuns para cada espécie
- Particularidades e características relevantes para os procedimentos de recuperação
20:30 – Fim dos trabalhos



Sábado, 13 de Janeiro
9:30 –
Módulo 2
– Introdução e Princípios Básicos
- Centros de Recuperação de Fauna Silvestre em Portugal
- Conceitos gerais básicos sobre a Recuperação de Fauna silvestre
- Aspectos relacionados com a Gestão e Funcionamento de um Centro de Recuperação
- Desenho e Estruturação de Instalações
- Potencialidades e Responsabilidades de um Centro de Recuperação
- Recursos Bibliográficos, Internet e Oportunidades de Formação
11:45 – Pausa para café
12:00 - Módulo 3
– Manipulação de Animais Silvestres
- Captura, contenção e manuseamento de animais selvagens
- Aspectos relacionados com a Segurança e Protecção de animais e pessoas
- Particularidades relevantes de cada espécie que condicionam as técnicas utilizadas
13:00 – Pausa para Almoço
15:00 – Módulo 3
– Manipulação de Animais Silvestres (cont.)
- Treino de técnicas em animais mortos (cadáveres de várias espécies) e vivos (irrecuperáveis)
16:30 – Pausa para Café
17:00 – Módulo 4 –
Exame Físico
- Aspectos anatómicos
- Aspectos fisiológicos
- Protocolos e sistematização de procedimentos
- Treino de diferentes técnicas "
19:00 – Discussão e esclarecimentos de dúvidas
19:30 – Fim dos trabalhos



Domingo, 14 de Janeiro
10:00 – Módulo 5 – Ligaduras
- Tipos de ligaduras e indicações para diferentes casos clínicos e diferentes espécies
- Treino das diferentes técnicas de aplicação de ligaduras
- Problemas e dificuldades mais frequentes
13:00 – Pausa para Almoço
15:00 – Módulo 6
– Fluidoterapia e Administração de Medicamentos\n
- A importância da avaliação de grau de desidratação e administração de fluidos
- Cálculo de doses
- Técnicas e vias de administração
- Riscos e problemas mais frequentes \n\n
16:30 – Pausa para Café
17:00 – Módulo 7
– Alimentação e Maneio em Cativeiro\n
- Alimentação em função da espécie e caso clínico
- Conceitos e técnicas de disponibilização de alimento\n
- Problemas mais frequentes
- Técnicas e dicas para minimização de lesões durante o processo de recuperação
- Protecção e Reparação de penas danificadas \n
18:30 – Esclarecimento de dúvidas
19:00 – Encerramento do curso


PREÇOS*:
Até 3 de Janeiro:
- Sócios da PATO e ALDEIA: 80€ -
Não sócios: 90€
Após 3 de Janeiro:
- Sócios da PATO e ALDEIA: 90€
- Não sócios: 100€
* Inclui:
- Participação no curso e respectivo certificado
- CD com a documentação
- Jantar de Sábado, 13 de Janeiro



Fonte: http://anoitecido.blogspot.com/

O estranho programa do Governo Sócrates...


Como julgamos da maior actualidade e pertinência transcrevemos aqui o estranho programa do actual Governo sob a forma de «Contos de Natal do XVII Governo Constitucional» que retiramos da sua fonte original:
.
.
“Perdi os professores, mas ganhei a população”
Ministra da Educação

“Perdi os militares, mas ganhei um F-16 em segunda mão” (por manter o bico calado nos voos da CIA). Ministro da Defesa


“Perdi o dossier dos voos secretos da CIA, mas ganhei um convite para visitar a quinta do Bush”Ministro dos Negócios Estrangeiros


“Perdi o Rivoli, mas ganhei bilhetes para o fim-de-ano na Casa da Música”
Ministra da Cultura

“Perdi o processo Apito Dourado, mas ganhei a Carolina Salgado”
Ministro da Justiça

“Perdi a população, mas ganhei um apartamento na Quinta do Lago”
Ministro das Finanças

“Perdi a confiança dos eleitores, mas ganhei uma conta na Suíça”
Ministro da Economia

“Perdi o respeito das forças policiais, mas ganhei um novo sistema de alarme para o meu gabinete”
Ministro da Administração Interna

“Perdi os subsídios, mas ganhei um jipe novinho em folha para passear na Zambujeira do Mar”
Ministro da Agricultura

“Perdi cinco quilos, mas ganhei ao Carmona Rodrigues na II Meia Maratona de Lisboa”
Primeiro-Ministro
“Perdi tudo, mas ganhei o meu ‘príncipe"
Floribella

27.12.06

Activistas distribuíram abraços grátis pelas ruas do Porto

Imagem retirada de: http://gaia.org.pt/


Activistas da associação ambiental Gaia, da cidade do Porto, realizaram na semana passada uma acção de rua que visava sensibilizar as pessoas para viverem um Natal mais ecológico e menos consumista. Foram realizados vários workshops em plena Rua de Santa Catarina sobre modos e atitudes alternativas ao estilo de vida dominante.
Na mesma acção de rua foram também distribuídos abraços grátis pelas pessoas e simples transeuntes, à imagem do que já se vai passando por várias cidades do mundo com o Movimento «Abraços Grátis» (Free Hugs)


Em Lisboa uma acção do mesmo género já fora realizada no Rossio no passado dia 9 de Dezembro por um grupo de pessoas que se decidiu juntar-se e oferecer uma tarde de abraços a todos os que por lá passaram e desejaram receber um abraço.
Informação em:









Movimento Abraços Grátis (Free Hugs)


Recorde-se que o Movimento Abraços Grátis (Free Hugs)consiste num conceito revolucionário que visa romper com o individualismo reinante nas nossas sociedades contemporâneas e a inibição larvar que impede as pessoas de conviverem entre si.
O Movimento nasceu em 2001 com Jason Hunter depois do falecimento da sua mãe, uma mulher que abraçava toda a gente, sem se importar com a raça, o sexo ou a idade. Simultaneamente, noutro parte do mundo, em Sidney, passava-se algo de semelhante. Um jovem australiano regressa a casa, depois de um período de vida a residir em Londres. O regresso é, no entanto, marcado por uma grande solidão pois os seus pais tinham-se divorciado, a sua avó estava muito doente, e acabava de romper com a sua namorada. Para contrariar essa solidão decide ir então a uma festa onde uma desconhecida subitamente o abraçou. «Senti-me como um rei. Foi o melhor que me podia acontecer», disse ele algum tempo depois ao descrever a situação por ele vivida. Foi assim que decidiu ele próprio sair para a rua e começar a distribuir abraços grátis às pessoas que passavam por uma das ruas mais movimentadas de Sidney, a Pitt Mall Street. Juan Mann - era como esse jovem se apresentava, e que resulta do jogo de palavras em inglês para designar «um homem – continuou a sair todas as quintas feiras à tarde para distribruir abraços, sempre no mesmo local.
Entretanto, Shimon Moore gravou aquele singular acto de um pessoa que abraçava quem assim desejasse, muito embora uma tal atitude tenha sido proibida pela polícia australiana, o que motivou uma petição e uma bem sucedida campanha contra essa estúpida proibição. Passaram-se anos até quando Juan Mann sofreu uma perda irreparável que muito o deprimiu: a morte da sua avó. Foi então que Shimon Moore editou as imagens que gravara, deu-lhe de prenda o filme que fizera a propósito do seu acto, e decidiu enviá-lo para o Youtube. Foi assim que aquela simples atitude se tornou mundialmente conhecida e desencadeou um movimento à escala internacional dos «Abraços grátis» que não pára de crescer um pouco por todo o lado, baseado sempre na intenção de fazer passar a mensagem de uma comunicação pacifista, de reciprocidade e de solidariedade entre as pessoas, pretendendo além disso que a atitude de abraçar resulte sempre de actos espontâneos por parte dos intervenientes, e a constituir-se sempre como um verdadeiro happening informal, sem rituais nem convencionalismos.



As regras a seguir são extraordinariamente simples:
1) Os abraçadores-activistas devem levar um cartaz onde se possa ler «Abraços Grátis»
2) Nunca se deve dar abraços a quem não quer receber. Apenas oferecemos abraços e ninguém é obrigado a abraçar.
3) A atitude de abraçar deve revestir-se de cordialidade e amabilidade entre os intervenientes.
4) Os abraçadores-activistas nunca devem rejeitar um abraço, estando dispostos a abraçar quem queira recebe o seu abraço.

ATENÇÃO: Trata-se de um gesto fortemente adictivo, que pode repetir-se indefinidamente…




Dia Mundial do Abraço – 30 de Dezembro

Entretanto, corre na Internet uma Convocatória para que o próximo dia 30 de Dezembro seja o Dia Mundial do Abraço de modo a que em todo o mundo às 18 horas desse dia toda a gente se abrace, onde quer que se encontrem.


Consultar para mais info:
.
.
Muda de atitude, e mudarás o mundo

Livros para crianças e jovens

É pelas crianças que tudo começa. Daí a importância da literatura infanto-juvenil como factor estruturante das sociedades. E nunca é demais criar hábitos de leitura junto dos mais novos. São eles que amanhã estarão algures a (re)construir o nosso mundo.

Chamava pois a atenção para dois livros para crianças e jovens

O primeiro é «O Homem-golfinho» (editado pela Campo das Letras) da Sofia Vilarigues e trata-se de um livro de aventuras, que fala dos golfinhos do Sado e dos oceanos. A autora é engenheira do ambiente e jornalista ambiental, e já tem vários livros seus editados na área da literatura infanto-juvenil, um deles premiado.
Para mais informações consultar:
aqui e aqui





O outro livro é «Estrela Voadora» ( editado pela edições Sempre em Pé) de Ursula Wolfel, uma das escritoras alemãs mais bem sucedidas de livros para crianças e jovens.

Estrela Voadora é um dos mais belos livros de Ursula Wölfel, grande escritora alemã de literatura para crianças e jovens. Com enorme intuição e uma linguagem que as crianças entendem, descreve a vida de dois rapazinhos, Estrela Voadora e Pássaro-da-Erva, num acampamento de Índios. Conta como eles receberam de presente o seu primeiro cavalo e como foram aceites no círculo dos rapazes mais crescidos, depois de terem mostrado a sua coragem. Os dois amigos decidem ir ter com os homens brancos, junto dos quais ficam a saber porque é que eles desembarcaram na terra dos Índios, porque construíram o caminho de ferro e afugentaram os búfalos, o que faz reinar a fome no acampamento.
A autora consegue evocar poderosamente a situação dos Índios ameaçados de extinção e genocídio e fazer os jovens leitores penetrar naturalmente na dimensão da solidariedade humana, da compreensão entre as raças, da unidade com a natureza e do anseio de dignidade e paz por parte de todos os povos.
As ilustrações de Katrin Engelking exprimem com rara felicidade e colorido a ternura, humor e humanidade que atravessam toda a narrativa.



As crianças índias presentes no livro são testemunhas de um modo de viver ao de leve sobre a terra, sem grandes destruições e estragos, que tem muito a ensinar à nossa actual civilização mergulhada em problemas ambientais de difícil desenlace. Não podemos aqui deixar de evocar o famoso testamento do Chefe Índio Seattle, tão conhecido e utilizado nos meios afectos à educação ambiental.



Para além disso, a aventura de Estrela Voadora e Pássaro-da-Erva oferece a possibilidade de iniciar as crianças, gradualmente e de forma natural, na compreensão das diferenças entre culturas, modos de vida e civilizações, numa possível e original iniciação à antropologia ou à etnologia, bem como ao respeito das diferenças.



Finalmente, abre perspectivas para a compreensão de certos fenómenos da história moderna como a colonização dos novos continentes, o genocídio que em parte a acompanhou e a manchou e o desejo de respeito e paz entre os povos que alguns, quer vencidos quer vencedores, retiraram como conclusão dessa tragédia.
Tudo isto é sugerido sem alarde e com um profundo pudor lírico e um humor discreto mas divertido, que certamente não deixará de apelar fortemente ao sentimento e à imaginação de crianças e jovens. As ilustrações de Katrin Engelking exprimem com rara felicidade e colorido a ternura, humor e humanidade que atravessam toda a narrativa

Mais info aqui

Dependurou-se na ponte a favor dos sem-abrigo

No passado dia 21 de Dezembro um homem simples dependurou-se do tabuleiro da ponte 25 de Abril, em Lisboa, para chamar a atenção para a causa dos sem-abrigo, tendo estado dependurado quase toda a tarde, desde as 13 horas, por um corda, e com um cartaz onde se podia ler «Sem amor, sem abrigo».
A sua atitude provocou o congestionamento da Ponte 25 de Abril e chegou a causar filas de trânsito com cerca de 14 quilómetros nos acessos Sul e Norte ao tabuleiro da ponte.
«Uma equipa de resgate foi ao local dar apoio nas cordas, pois havia o perigo de o homem cair ao rio», explicou um agente da polícia.
Só ao fim de várias horas é que os polícias conseguiram convencer o sem-abrigo voluntário a desistir do protesto.

23.12.06

Give peace a chance (John Lennon)

Dêem uma oportunidade à paz

(fechem as academias militares, acabem com o comércio de armas, despeçam os especialistas de geopolítica e de armamento, reformem os generais e coronéis, e parem com as guerras entre Estados e os Exércitos...e, depois de todos os profissionais da guerra se «civilizarem», dêem então uma oportunidade à paz nas relações entre todos os povos)


Give Peace A Chance (Lennon & McCartney), voz de John Lennon

Two, one two three four

Ev'rybody's talking about
Bagism, Shagism, Dragism, Madism, Ragism, Tagism
This-ism, that-ism, is-m, is-m, is-m.

All we are saying is give peace a chance
All we are saying is give peace a chance

C'mon
Ev'rybody's talking about Ministers,
Sinisters, Banisters and canisters
Bishops and Fishops and Rabbis and Pop eyes,
And bye bye, bye byes.

All we are saying is give peace a chance
All we are saying is give peace a chance

Let me tell you now
Ev'rybody's talking about
Revolution, evolution, masturbation,
flagellation, regulation, integrations,
meditations, United Nations,
Congratulations.

All we are saying is give peace a chance
All we are saying is give peace a chance

Ev'rybody's talking about
John and Yoko, Timmy Leary, Rosemary,
Tommy Smothers, Bobby Dylan, Tommy Cooper,
Derek Taylor, Norman Mailer,
Alan Ginsberg, Hare Krishna,
Hare, Hare Krishna

All we are saying is give peace a chance
All we are saying is give peace a chance
etc.

Quem são os anarquistas? ( documentário-vídeo explicativo)

Aqui e agora - Documentário da federação anarquista (em francês)


O anarquismo nasce da revolta moral contra as injustiças sociais


A anarquia é a ordem, mas sem coerção!


Ao declararmo-nos anarquistas nós proclámamos desde já que renunciamos a tratar os outros da mesma maneira como não gostaríamos que os outros nos tratassem; que não toleramos mais as desigualdades que permitem a alguns exercer a sua força, manipularem e enganarem os demais, tal como não gostaríamos que isso acontecesse connosco.
Igualdade é sinónimo de equidade, da própria anarquia.

Kropotkine ( in A Moral anarquista)