29.9.08

1 DE OUTUBRO - dia nacional de luta dos trabalhadores portugueses


CGTP-IN marcou para dia 1 de Outubro, dia em que esta central comemora 38 anos de existência, um Dia Nacional de Luta por Melhores Salários; Emprego sem precariedade e Contra esta revisão da legislação laboral, com a realização de greves, paralisações, grande plenário geral, concentrações e deslocações em todo o país.


Esta acção tem como objectivos centrais a continuação da luta contra a revisão gravosa do Código do Trabalho, associada ao envolvimento dos trabalhadores na discussão e aprovação das reivindicações que tenham como eixos centrais o documento sobre Política Reivindicativa da CGTP-IN para 2009 e as propostas específicas no plano sectorial e de empresa.



GREVES; PARALIZAÇÕES E PLENÁRIOS GERAIS; CONCENTRAÇÕES


ACÇÕES POR SECTORES


FESAHT
Pré-aviso de greve: INFTUR (Hotelaria do Sul); TABAQUEIRA, CENTRALCER, KRAFT FOODS, SDF, INTERAVES, MICAU, REFRIGE, RAPORAL, MONTE SIÃO, ESIP, RAMIREZ, SARDINAL, SAPROGAL, DRINKIN, UNICER, ÁGUAS DO LUSO, ÁGUAS DO CRUZEIRO, DANONE, UNICER-CASTELO DE VIDE, MATADOURO – Sousel (Alimentação e Bebidas); EUREST (Hotelaria do Centro)


FEVICCOM
Pré-aviso de greve para o sector. Sindicato da Cerâmica do Sul (11 empresas): ABRIGADA (Alenquer/Lisboa); CAVAN (St. Iria Azóia/Lisboa); CIMIANTO (Alhandra/Lisboa); POSTEJO (Benavente/Santarém); LUSOCERAM (T. Vedras/Lisboa); NOCERAL (T. Vedras/Lisboa); CERÂMICA FLORESTA (T. Vedras/Lisboa); RAUSCHERT (Cascais/Lisboa); SOPLACAS (Cascais/Lisboa); SECIL PREBETÃO (Montijo – Setúbal e Olhão-Algarve); SECIL (Outão); Sindicato da Construção do Sul (13 empresas e locais): CALBRITA (Alenquer/Lisboa); AGREPOR (Alenquer/Lisboa); CONSTRUTORA DO TÂMEGA/estaleiro (Alenquer/Lisboa); ALVES RIBEIRO/estaleiro (Fetais/Lisboa); ESTALEIROS/2 no Parque das Nações (Lisboa); ESTALEIRO DO C. COMERCIAL Dolce Vita (Amadora); LUSIDAL (Pero Pinheiro/Sintra); GRANITOS MACEIRA (Pero Pinheiro/Sintra); COMPLEXO DE TRÓIA/estaleiros (Setúbal); SOLICÁLIA (Abrantes/Santarém); AMORIM & IRMÃOS/Equipar (Coruche/Santarém); SOLUBEMA (Borba/V.Viçosa); FERBRITAS (Évora); Sindicato da Indústria Vidreira (11 empresas): VIDRO MARQUES (Porto); B.A. (Avintes/porto e Marinha Grande); SAINT GOBAIN SEKURIT PORTUGAL (Stª Iria Azóia/Lisboa) – Plenário no dia 1 Out. SAINT GOBAIN GLASS PORTUGAL (Stª Iria Azóia/Lisboa) – Plenário no dia 1 Out. SOTANCRO (Amadora/Lisboa) – Plenário no dia 1 Out. CARLOS ZEISS (Setúbal); COVILIS (Póvoa Stª Iria/Lisboa) – Plenário no dia 1 Out. GALLOVIDRO (Marinha Grande/Leiria); SAINT GOBAIN MONDEGO (Figueira da Foz/Coimbra); V.A./ATLANTIS (Marinha Grande); SANTOS BAROSA (Marinha Grande); No âmbito do Sindicato da Cerâmica do Norte (1 empresa): FÁBRICA DE CERÂMICA VALADARES (Porto); No âmbito do Sindicato da Cerâmica e Construção do Centro (9 empresas): FÁBRICA DE CERÂMICA CARRIÇA (Coimbra);
CINCA (Mealhada/Aveiro); SECIL PREBETÃO (Coimbra); GRESCO (Coimbra); DOMINÓ (Coimbra); CERES (Coimbra); POCERAM (Coimbra); CIMPOR – Cabo Mondego (Figueira Foz/Coimbra); CERÂMICA PROGRESSO (Coimbra).


CESP
Porto – Pré-aviso de greve regional e participação na concentração marcada pela USP; Évora – Pré-aviso de Greve Regional; Acções em empresas: BRISA (Plenário); PINGO DOCE/FEIRA NOVA (Plenários) CONTINENTE (Plenários), AUCHAN, INTERMARCHÉ – CACÉM,CONFORAMA – Cascais, EX-MODIS (MDL) – Alverca, LIDL.


FUNÇÃO PÚBLICA
Greve de 24 horas.

Locais de trabalho com realização de reuniões e visitas em LISBOA: Ed. Satélite, IVA, Expo, Direcção Distrital de Finanças, Instituto de Informática MFAP, Inst. Geológico e Mineiro, DRLVT MEI; Agência Portuguesa de Ambiente, Agência Portuguesa de Ambiente, IMTT, Assembleia da República, Instituto do Desporto, Serv. Soc. AP, DGAEP, Instituto Turismo Portugal, DGOTPV, IMTT (Av. República e Domingos Monteiro), Estradas de Portugal, Inspecçãogeral de Finanças, ADSE, ASAE, CCDRLVT (Min. Ambiente), Gabinete Min. Economia, Dir. Geral Energia, SEF, INAC, ICNBD, Insp. Geral do Ambiente, Governo Civil Lisboa, Cofre Previdência M. Finanças, Sec. Geral do MOPTC, INAG; D.G. Alfândegas, D.G.Orçamento, D.G. Tesouro, S. Geral Min. Finanças, D. G. Ass. Europeus, Repartições Finanças, Inst. Gestão Crédito Público, Parque Natural Sintra/Cascais, Hospital Militar Principal, Direcção Estradas de Lisboa, GPERI (MOPTC), Tribunal judicial Sintra (MAI, MOPTC, MD, MFAP, MEI); Esc. Sec. D. Dinis, Esc. Sec. Vitorino Nemésio, EB 2 3 Damião de Góis, Esc. Sec. Afonso Domingues, EB Marvila, EB Luís António Verney, EB Olaias, Esc. Sec. António Arroio, EB Olivais, EB Lindley Cintra, Esc.Sec. Lumiar, Esc. Sec. D. José I, EB Pintor A. NGG, EB Mª Luz Deus Ramos, JI Mª Luz Deus, Ramos, Esc. Sec. Eça Queirós + primária 1 +primária 2,, Esc. Sec. Herculano Carvalho, EB Fernando Pessoa, Esc. Luís de Camões + primárias, Primárias Olivais, Primárias Chelas, Primárias Marvila, JI Marvila, Esc. Sec. Camões, Esc. Sec. D. Filipa Lencastre, Esc. Sec. Marquesa d' Alorna, Esc. Sec. Mª Amália Vaz Carvalho, Esc. Música e Dança, Esc. Sec. Virgílio Ferreira, Esc. Tellheiras I, Esc. Telheiras D. Pedro V, Cantina Div. Alunos, S. Centrais SASUL, Esc. Delfim Santos, Esc. Pedro Santarém, 24 de Julho, Esc. Gil Vicente, Esc. Nuno Gonçalves, Esc. Luísa Gusmão, Esc. Patrício Prazeres, DREL, Esc Eugénio Santos, Esc. Padre António Vieira, Ag. Escolas Bº Padre Cruz, Esc. Alm. Gago Coutinho, Esc. Sec. Rainha D. Leonor, 24 de Julho, Cantina FCSH, Cantina Pólo Ajuda, Esc. Francisco arruda, Esc. Rainha D. Amélia, Esc. Fonseca Benevides, Esc. Marquês de Pombal, Esc. Sec. Restelo, Esc. Bartolomeu Gusmão, Esc. Manuel da Maia, Esc. Josefa D'Óbidos, Esc. Pedro Nunes, Palácio da Ajuda, IGESPAR, IMC, ISA, IICT, Pólo Ajuda, Fac. Arquitectura, Fac. Veterinária, ISCSP, ISEL, Teatro Nacional D. Maria II, Museu de Arte Antiga, D. G. Arquivos, Biblioteca Nacional, Inst. Cinema, Sec. Geral Min Cultura, DGRHES, Museu do Azulejo, Esc. Enf. Resende, Esc. Enf. Calouste Gulb, Fac. Medicina, Estádio Universitário, Faculdade Direito, Faculdade Letras, Museu Traje, Museu teatro, Esc. Francisco arruda, Mosteiro Jerónimos, Museu Etnologia, Museu Coches, Esc. Rainha D. Amélia, Esc. Sec. Restelo, Esc. Sec. Manuel Maia, Esc. Pedro Nunes, Esc. Marquês de Pombal, Esc. Josefa D'Óbidos (ME, MC, MCTES); Hosp. Stª Mª,Hosp. Egas Moniz, C. Saúde Cascais, Hosp. S. Francisco Xavier, MAC, IPO, C. Saúde Alvalade, Hosp. S. José, Hosp. Capuchos, Hosp. D. Estefânia, Hosp. Sta. Marta, Hosp. S. Francisco Xavier, Hosp. Egas Moniz, Hosp. Sta. Cruz, IPO, Hosp. Sta. Mª, Hosp. Curry Cabral, Parque de Saúde, Hosp. Miguel Bombarda, Hosp. Pulido Valente, Inst. Gama Pinto, Todos Centros Saúde Lisboa, Hosp. Fernando Fonseca (Saúde); Centro Nacional de Pensões, Inst. Informática Seg. Social, ISS – Areeiro, Equipamentos de Acção Social, Preparação encontro Nacional – vários LT's, SCML – Serv. Centrais, APPDA, Centro Paroquial Penha de França, União Pensionistas da Seg. Social (Segurança Social e IPSS’s); Instituto Nacional de Recursos Biológicos; Ministério da Justiça – Tribunal do Trabalho – Despedimentos; Registos e Notariado (Agricultura e Justiça)


FIEQUIMETAL
Pré-aviso de greve para o sector. METALURGIA: Lisboa: EUGSTER & FRISMAG;
EURONADEL; MERCEDES BENZ; FUNDIÇÃO DOIS PORTOS; RENAULT CHELAS; ENTREPOSTO LISBOA; CITROEN; EPAL; RENAULT TELHEIRAS; STET; SCANIA PORTUGAL; VELAN; PEUGEOT PORTUGAL; ENTREPOSTO LISBOA; IMPORMOL; CABACH; ENTREPOSTO LISBOA II; BRUNO JANZ; CAETANO AUTO; MELVAR; GARAGEM BERNA; MERCAUTO; SANTOGAL; AUTOMECLIS; BAVIERA; Amadora: EURONADEL; SAPA; PORTALEX; MERCEDES BENZ; HAWORTH; GALUCHO; GALPGESTE; ITALIAN MOTOR VILLAGE; CARFOR; Vila Franca de Xira: IMPORMOL; MANUEL C. GRAÇA; DURA AUTOMOTIVE; CABACH; SONALUR; KOSANGAS; Santarém MITSUBISHI; ROBERT BOSCH; MDF; FRA; OLIMAR; JOÃO DE DEUS; FAMETAL; METALÚRGICA BENAVENTENSE BRANCO & CARVALHO; RIMOL; INVEPE; NIVELFOR; AUTO GIRAR; Leiria: DUARTE FETEIRA; LUSTRARTE; HOSPIARTE; FAMOPLA; BOLLINGHAUS; EVICAR LEIRIA; Braga: EMPRESAS ONDE PROVAVELMENTE HAVERÁ PARALISAÇÃO: TRADECAST – FUND. MONTAGEM CONF. IND., LDA., JADO IBÉRIA – PROD. MET. SOC. UNIPESSOAL, LDA, JORGE BAPTISTA DA SILVA & IRMÃO, LDA, ALBRA – IND. DE ALUMÍNIO, LDA; EMPRESAS COM OUTRAS ACÇÕES: OLEICA – APARELHOS ÓPTICOS DE PRECISÃO, SA AMTROL ALFA METALOMECÂNICA, SA, F.P.S. – FÁBRICA PORTUGUESA DE SEGMENTOS, LDA. Porto: FLEXIPOl; CAMO; CAETANO BUS; GROZBECKERT; INAPALMETAL; J.S. MONTEIRO; MANITWOC; RODRIGO MATIAS MAGALHÃES; SAKTHI; SNA/EUROPE-IND., LDA; SOCOMETAL; MAXIBELA, PEREIRA BARROS E OLIVEIRA, TEGOPI, VALSAN, AUTO SUECO, BRIEL, C.SANTOS, FUNDINIO, GAMOBAR, M.B.O., MINIBÉRICA, STET, VITOR, J. SILVA MOREIRA, METALOCAR. Setúbal: HALLA; ELECTRO-ARCO; MPSA; EVICAR/FULCARSADO; EDSCHA; VN AUTOMÓVEIS; GALPGESTE – ALCÁCER; AUTO SALÚQUIA – BEJA; MULTIAUTO – BEJA; STET; J. J. MACEDO; FUNDIÇÃO MOD. STA. IRIA; SPPM; VANPRO; ALSTOM; LEAR; LISNAVE; AUTOEUROPA E PARQUE; METALSINES; COMPELMADA; PRECÁRIOS REPSOL; CODIMETAL; CROWN CORK & SEAL; FERÁGUEDA; MOTORTEJO – FEIJÓ; MOTORTEJO – LARANJEIRO; GONVARRI; RODOSUL; PARQUE INDUSTRIAL. Centro: MARQUES; SCHERDEL MOLTEC; ENTREPOSTO; GAVIS; TUPAI; FAURECIA; DAVID VALENTE ALMEIDA; ARSOPI; MET. PROGRESSO V.CAMBRA; ERNESTO MATIAS; GESTAMP; CIFIAL – TORNEIRAS; RALL; IND. VENEPORTE; H. VIEIRA & FILHOS; SIMOLDES; MIRANDA & IRMAO; GAMETAL; MARTIFER; SLM (KUPPER & SCMIDT); TOYOTA; CAETANO PORTUGAL; CIFIAL - FÁBRICA 1; MAFIROL; JAIROL; METAFALB; JVAL; FUTE; SILAMPOS; AVON; HUF; F. RAMADA; PALBIT; GNS; VULCANO; COLDKIT; CITROEN; CICLO FAPRIL; A.M. FERREIRA; AMARO; HAWORTH; A. J.MAIA; AUTO SUECO; ESTALEIROS N. MONDEGO; GROHE; TOYOTA CAETANO; DURA; OLIVA; COBEL; C.A.C.I.A.; FUNFRAP; AUTO GARAGEM; MARCOPOLO; OLYMPUS; NAVALCENTRO; NAVAL FOZ; DELPHI INDUSTRIAS ELECTRICAS: TUDOR BATERIAS; FATELEVA;
SIEMENS SABUGO; CEL CAT; OTIS; OTIS LISBOA; SCHINDLER; VITROHM; AA SILVA; LEGRAND ELECTRICA; NEXTIRA ON; DEPHI SEIXAL; PIONEER; VISTEON – plenários às 8,00, 15,30; 16,30 e 01,30 horas; MONTITEC; CSPEID; NEC; STE; TEGAEL; THYSSEN; FEHST; BLAUPUNKT; DELPHI (Braga) – Plenário de trabalhadores, em greve, frente ao complexo GRUNDIG; QIMONDA (Porto) – Plenário, em greve, frente à QIMONDA; PREH (Trofa) – Plenário na rua, em greve; Unidades da YAZAKI (Ovar) – Plenário, em greve, nas empresas YAZAKI; MOTOMETER – Plenário em frente à empresa; ida ao Governo Civil; JAYME DA COSTA; THYSSEN – Greve 2º período c/ ida ao Porto. STIENC/Coimbra – EDP. QUIMICA E FARMACEUTICA: PARACELSA; PORTUTEX; FLEXIPOL; CONTINENTAL MABOR; J.S. MONTEIRO; MANITWOC; CNB/CAMAC – deslocação dos trabalhadores ao Governo Civil Porto e integração na concentração do dia 1.


FENPROF
Realiza Plenários Distritais em Coimbra, Viseu, Leiria, Aveiro, Guarda, Castelo Branco,

Portalegre, Évora, Beja, Faro, com deslocação aos Governos Civis.
Em Lisboa, o SPGL realiza um plenário, à tarde, na Casa da Imprensa.


FESETE
Calçado de Aveiro (apresentou pré-aviso de greve à respectiva associação patronal): plenários nas empresas, RHODE, DIX, ECO, LUNIC, SIACO E VASCONCELOS. Têxtil de Aveiro (apresentou pré-aviso de greve à respectiva associação patronal): plenários nas empresas, FEPSA, CALIFA, HUBER TRICOT, TAPESA, TRECAR, TOVARTEX. No dia 1 de Outubro estes dois últimos sindicatos têm decididas em conjunto as seguintes acções: Uma Concentração na Vila da Feira das 13,00 às 14,30 horas; Em São João da Madeira duas Concentrações à hora do almoço. Os Têxteis terão ainda uma outra Concentração com os químicos em São João da Madeira, junto da empresa TRECAR. Têxteis do Centro: Plenário de trabalhadores na empresa UNITEFE, na Figueira da Foz e no dia 3 de Outubro uma greve pela reivindicação de aumentos salariais. Têxteis da Beira Baixa: plenários nas empresas: CARVESTE, PENTEADORA DE UNHAIS, JÚLIO ALMEIDA, FITECOM, AVRI, FIPER, FONDATEX, VESTICOM, MENDES E LEAL, ENGOMADORA E UNIVECO. Têxteis do Sul (préaviso de greve para o dia 1 de Outubro, para possibilitar a participação dos trabalhadores nas Acções distritais): plenários em ALVA, TRIUNFO (Vialonga); SUCH BELAS, PLÚVIA, TAPEÇARIAS DE PORTALEGRE, SUSH,
FIAÇÃO DE TORRES NOVAS e IPETEX.


FECTRANS

Comunicações
CTT – Greve de 48 horas dia 30-Set e 1-Out, com manifestação no dia 30-Set dos Restauradores para o Ministério dos Transportes e Comunicações, pelas 14H30
7 e 8-Out – Acção junto dos correios “Greve fome de 48 horas”
9-Out – Concentração junto à Fundação Portuguesa de Comunicações


Transportes Fluviais
SOFLUSA – 1, 2 e 3 Out. – Greves parciais; (02H00 por turno)
TRANSTEJO – 1 Out. – Greve das 14h00 às 16H (para a realização de plenário)


Transportes Rodoviários e Urbanos
SECTOR RODOVIÁRIO PESADOS DE PASSAGEIROS – Greve de 24 horas (03H00 às 03H00)
RODOVIÁRIA ENTRE DOURO E MINHO – Plenário de trabalhadores com paralisação de viaturas das 05 às 14H.
RODOVIÁRIA BEIRA LITORAL (Coimbra) – Greve das 0H00 às 24H00;
RODOVIÁRIA DO TEJO (Torres Novas, Santarém, Leiria) – Greve das 00H00 às 24H00;
TRANSPORTES SUL DO TEJO – Greve das 09H30 às 14H00;
TRANSPORTADORA LUSITÂNEA – Greve das 00H00 às 24H00
SECTOR RODOVIÁRIO PESADOS DE PASSAGEIROS (Coimbra) – Plenário Público às 10H00, na Av. Fernão de Magalhães
METROPOLITANO DE LISBOA – Plenário Geral de Trabalhadores na Pontinha, na parte da manhã, a partir das 09H30
CARRIS – Plenário Geral de Trabalhadores em Santo Amaro, das 13H às 17H30, seguido de concentração no Ministério dos Transportes
STCP – Greve no dia 10 Outubro.


Transportes Ferroviários
CP, EMEF e REFER – dia 1-Out. – Greve de 24 horas (durante todo o período de trabalho)
TRANSDEV; METRO DO PORTO; S2M; METRO DE MIRANDELA – Greve entre as 11H00 e as 12H00 com realização de Plenários


SINTAF
Pré-aviso de greve.;


STAL
Greve de 24H00 no dia 1-Out.


SITAVA
TAP e GROUNDFORCE – Plenário Geral de Trabalhadores pelas 14H30 no refeitório da TAP


SEP
Greve Nacional da Enfermagem em 30-Set e 1-Out. Assembleia-geral seguida de concentração junto ao Ministério da Saúde, pelas 14h30, no dia 1 de Outubro.


STEFFAS
Pré-aviso de greve de 2 horas.
OGMA – Concentração junto à porta da empresa.


STML
Greve de 24 horas dos trabalhadores da CML.


STAD
Greve no HOSPITAL SANTA MARIA. Acção de luta no GRUPO SONAE.



ACÇÕES POR DISTRITO


U.S.SETUBAL
􀀜 Acção de contacto com a população da Moita (11H);
􀀜 Plenário Geral na Autoeuropa e empresas do Parque (7H00 / 15H30)
􀀜 Acção de contacto com a população do Barreiro, de tarde, em hora a indicar;
􀀜 Acção de contacto com a população de Almada, no período da tarde.
􀀜 Cordão Humano, em Sines, entre o Centro de Saúde e o Jardim das Descobertas, a partir das 17H00.



U.S.PORTO
􀀜 Concentração de Dirigentes, Delegados, Activistas e Trabalhadores, para as 15H00, junto da CIP, na Rotunda da Boavista, seguindo-se uma deslocação até ao Ministério do Trabalho, na Avenida da Boavista.



U.S.AVEIRO
􀀜 Concentração na zona do Cavaco (Têxteis/Calçado);
􀀜 Concentração junto à TRECAR / Flexipor
􀀜 Concentração à hora do almoço na Zona Industrial nº 1



U.S.BRAGA
􀀜 Concentração Distrital, às 14H30, junto à Rotunda Santos da Cunha (Maximinos – Braga), com préconcentrações junto à rotunda em frente ao Complexo Grundig e rotunda do matadouro acesso à Ponte Pedrinha) com deslocação ao Governo Civil, cerca da 15h30/16H00.


U.S.LISBOA
􀀜 Concentração em Agualva Cacém (Sintra), na Avenida dos Bons Amigos (Junto à Bomba da BP), pelas 17H00;
􀀜 Concentração em Sacavém (Loures) na Urbanização Real Forte (Rua do Estado da Índia, junto à futura Estátua do Cerâmico), pelas 15H00
􀀜 Manifestação dos Enfermeiros junto do Ministério da Saúde;
􀀜 Manifestação trabalhadores dos CTT (30-Set) dos Restauradores para o Ministério dos Transportes, às 14H30


U.S.LEIRIA
􀀜 Concentração na Marinha Grande às 17H30, junto ao Sindicato Indústria Vidreira;
􀀜 Concentração Valado de Frades (Alcobaça), pelas 17H00, no Parque das Merendas;
􀀜 Concentração em Peniche, local e hora a designar.


COIMBRA
􀀜 10H00 – Plenário Distrital de Professores, com saída à rua;
􀀜 10H30 – Plenário Público do sector de transportes rodoviários de passageiros, Av. Fernão de Magalhães
com possível deslocação ao Governo Civil (se o plenário o decidir);
􀀜 10H00 – Concentração de Enfermeiros na Praça da República, às (antecede a partida para Lisboa) e Conferência de Imprensa do SEP junto aos HUC no dia 30/09;
􀀜 11H30 – Concentração dos Trabalhadores da ESTACO (Cerâmica e Construção), junto ao Tribunal Cível;
􀀜 14H30 – Cordão humano de trabalhadores, dirigentes e delegados sindicais da Hotelaria;
􀀜 14H00 – Plenário de trabalhadores da COFISA na Figueira da Foz (STIANOR), com deslocação à entrada principal das instalações da empresa. Contacto com a Comunicação Social;
􀀜 15H00/17H00 – Sessão de esclarecimento, junto dos trabalhadores da SOPORCEL/ Figueira da Foz (Gráficos


U.S.CASTELO BRANCO
􀀜 Cordão Humano em Castelo Branco, que sairá da Escola Superior de Educação com destino ao Governo Civil, pelas 16H15.


VISEU
􀀜 Concentração entre as 12 e as 12H30 junto ao Governo Civil.


ALGARVE
􀀜 Plenário de Trabalhadores dos concelhos de Silves, Lagoa, Lagos, Portimão, Vila do Bispo,
Aljezur e Monchique, em Portimão, às 9H00, na sede do Sindicato das Conservas (Quinta do
Bispo):
􀀜 Plenário de Trabalhadores de Olhão, S. Brás, Faro, Loulé e Albufeira, em Faro às 12H00, frente à Escola Superior de Saúde (Enfermagem)
􀀜 Plenário de Trabalhadores dos concelhos de Tavira, Castro Marim e Alcoutim, em Vila Real de Santo António, pelas 14.30H, na Praça Marquês de Pombal.


SANTARÉM
􀀜 15h00 – Concentração em Abrantes, junto à Câmara Municipal com delegações de

trabalhadores metalúrgicos;
􀀜 17h30 – Concentração popular no Largo de “Os Águias”, em Alpiarça:
􀀜 16H00 – Deslocação para a rua dos plenários das empresas Branco & Carvalho e Metalúrgica
Benaventense, em Benavente;



PORTALEGRE
􀀜 Concentração de trabalhadores em Portalegre, pelas 12H e deslocação ao G. Civil para entregar documentos aprovados em plenários realizados de manhã.
􀀜 Ponte de Sor – Concentração de trabalhadores em luta com realização de uma Tribuna Pública (local a definir)


VIANA CASTELO
􀀜 Plenário nos Estaleiros Navais Viana Castelo às 15H30, aprovar documento com as reivindicações dos trabalhadores a entregar posteriormente.
􀀜 Plenário no dia 2 (dia 1 é feriado) nos Estaleiros do Atlântico Starfisher (Vila Nova Cerveira)


GUARDA
􀀜 Plenário na empresa DURA (ÀS 10H E 15H30); Plenário na BEIRALÃ;
􀀜 Distribuição do manifesto no conselho de Seia, no mercado e nas empresas; à tarde distribuição do manifesto na cidade da Guarda; possibilidade em aberto da realização de um jantar do 38º Aniversário da CGTP/IN na cidade da Guarda.


BRAGANÇA
􀀜 Plenário Regional de Dirigentes, Delegados e Activistas na Casa do Trabalhador em Bragança às 15.30 horas, com deslocação ao Governo Civil.


AÇORES


PONTA DELGADA
􀀜 Plenário de Dirigentes e Activistas e entrega de moção no Governo Regional;


ANGRA DO HEROÍSMO
􀀜 Plenário de Dirigentes e Activistas com saída à rua até à Praça Velha e entrega de moção no
Representante da Republica;


HORTA
􀀜 Plenário de Dirigentes e Activistas e entrega de moção na Assembleia Regional;


MADEIRA/FUNCHAL
􀀜 Manhã: Iniciativas envolvendo trabalhadores de várias empresas;
􀀜 Plenários de trabalhadoras das empresas: EMPRESA DE CERVEJAS DA MADEIRA (08H30); EMPRESA CIMENTOS DA MADEIRA (10H00).

Apresentação de “A Memória e o Fogo. Portugal: O Cenário Invertido da Eurolândia”, de Jorge Valadas ( no bar-livraria Gato Vadio, 1 de Out. às 21h30)

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“A Memória e o Fogo. Portugal: O Cenário Invertido da Eurolândia”, um livro de Jorge Valadas
Apresentação do livro e debate com o autor.
No bar-livraria Gato Vadio, R. do Rosário, 281, na cidade do Porto
1 de Outubro, quarta-feira, 21h30. Entrada livre.

Jorge Valadas nasceu em Lisboa em 1945. Exilou-se em Paris, após ter desertado da Guerra Colonial que o Estado português prosseguiu ente 1961 e 1974 contra Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.
A inquietação de raiz libertária e a vocação para questionar o mundo estão presentes nos ensaios que Jorge Valadas publica desde 1972 quando se estreou com o livro “Le Tigre de papier” (Spartacus, 1972, Paris), sobre o desenvolvimento do capitalismo na China entre 1949-1971.
Entre outras obras referimos “Portugal, l'autre combat (Spartacus, 1975) : classe et conflit dans la société”, escrito com F. Avila, C. Orsoni, B. Lorry e C. Ferreira; Voyage au bord d'une Amérique en crise (Traffic, 1992) e Au-delà des passes montagnes du Sud-Est mexicain (Ab Irato, 1996), ambos escritos com Sylvie Deneuve.
Sob o pseudónimo Charles Reeve e em co-autoria com Hsi Hsuan Wou, publicou recentemente “China Blues, voyage au pays de l'harmonie précaire”, editado pela Gallimard.

Editado pela Letra Livre o livro de Jorge Valadas «A Memória e o Fogo. Portugal: O cenário Invertido da Eurolândia» é um ensaio crítico sobre a política, a sociedade e a cultura portuguesa. O autor traz à superfície factos da sociedade portuguesa que têm vindo a ficar submersos no pântano da “amnésia administrada”, como escreveu Júlio Henriques no prefácio.


Comentário sobre o livro:

O livro A Memória e o Fogo. Portugal: O Cenário Invertido da Eurolândia aborda temas políticos que continuam a ser um nó na garganta de quem quer (ou não quer?) reflectir com honestidade sobre o passado e o presente do país. Tem o condão de nos fazer reflectir sobre o beco sem saída em que se tornou este território à beira-mar plantado, sazonalmente desencalhado pelo turismo e ancorado em figuras de proa, como o excelentíssimo Presidente da EU, que praticam “os grandes crimes entre amigalhaços” preferindo o oportunismo, a guerra e a morte à dignidade humana, ou em “socialistas geração blair-b(l)ush que fecham escolas e maternidades porque, um dia, os nossos filhos deverão nascer e estudar no Cairo onde existem grávidas e estudantes que cumprem os requisitos estatísticos do real-socialismo-socrático .

Se nas últimas décadas a mentalidade de vistas curtas que imperou nos centros de poder do Estado e nos grupos económicos tinha como paradigma e exemplo fazer de cada português um trolha ou empreiteiro, para que cidades (como o Porto, exemplo crasso) tivessem o número de fogos em ruína por habitante dos mais altos da Europa; para construir a torto e a direito apartamentos nos subúrbios das cidades para ficarem vazios no silêncio do betão; para negligenciar os espaços verdes e as florestas do país (dos 500 mil desempregados oficiais deste país, quantos estariam dispostos a receber um salário precário de 500 euros para vigiar e cuidar das florestas?; quantos helicópteros privados de políticos plenos de suspicácia deixariam de ser contratados a peso de ouro para regar com água os fogos que alastram e que, num verão, destroem um terço da aérea florestal do país, se em vez de ideias aéreas e estratosféricas se cuidasse das florestas como se cuida do betão e do asfalto?); para permitir que a estratégia de despoluição de rios infestados pela ganância é encerrar as portas da indústria têxtil do Ave e pegar nos Ferraris e ir para a Roménia explorar outras mulheres; para fazemos do Ensino superior (?) uma corrente de caixas do Jumbo e do Pingo-Doce ou emigrantes via Ryan Air, então, o que poderemos esperar quando a injecção de capital de Bruxelas começar a fechar o gargalo?


http://gatovadiolivraria.blogspot.com/


Bar-livraria Gato Vadio
Rua do rosário, 281 – Porto
horário:
terça a domingo das 15h - 19h30 / 21h - 24h
encerramos à segunda-feira
tel. 220131894




Excertos do livro retirados do blogue:
http://frenesi-livros.blogspot.com/


[...] reflectindo sobre as consequências da Revolução Russa e sobre a agitação social e política em Portugal, Fernando Pessoa escreveu umas linhas a respeito das capacidades subversivas da classe proletária: “Entre o trabalhador do cérebro, como lhe chamam, e o trabalhador do braço não há identidade nem semelhança: há uma profunda, uma radical oposição. O que é certo é que entre um operário e um macaco há menos diferença que entre um operário e um homem realmente culto. O povo não é educável, porque é povo. Se fosse possível convertê-lo em indivíduos, seria educável, seria educado, porém já não seria povo. O ódio à ciência, às leis naturais, é o que caracteriza a mentalidade popular. O milagre é o que o povo quer, é o que o povo compreende. Que o faça Nossa Senhora de Lourdes ou de Fátima, ou que o faça Lenine, nisso só está a diferença. O povo é fundamentalmente, radicalmente, irremediavelmente reaccionário.” [Páginas de Pensamento Político, I, Mem Martins, Publicações Europa-América, 1986] [...]


Há pois algo de doentio na ideia de se classificar como meras perversões o queixume, o ódio, o rancor, a amargura ou o ressentimento, sobretudo entre as classes populares. A mensagem assim transmitida consiste em considerar a contestação, a revolta ou a recusa das situações ditas “normais” como actos puramente negativos, quase como patologias, sem nisso se detectar a manifestação (sem dúvida por vezes deformada) duma atitude crítica, duma irreverência contra o sistema.


Na verdade, trata-se de uma abordagem muito espalhada entre as elites lusitanas desiludidas pelo povo. João Medina – que tinha levantado a questão da ausência de utopia na cultura portuguesa [Revista de História das Ideias, vol. II, Lisboa, 1978-1979] – voltou posteriormente à caricatura do Zé Povinho para chegar à conclusão de que todos os momentos de revolta popular são redutíveis a irracionais impulsos de raiva. O historiador reconhece que há nesta figura “um autêntico cepticismo acrata, espontâneo e radical”, mas caracteriza-o como “não submetido ao crivo da reflexão filosófica” [Zé Povinho sem Utopia, Câmara de Cascais, 2004].

Na melhor das hipóteses, o anarquista não passa de um bombista. E sendo este estereótipo desprovido de utopia, é porque a utopia se revela de todo estranha à história do povo explorado. “As nossas revoluções históricas são carnavais disparatados, uma espécie de entrudos de aldeias dos macacos em que o delírio e a mais desbragada incapacidade de avaliar as dimensões do real verdadeiro são substituídos por um lirismo alucinante de crianças tontas.” Eis-nos assim perante o retorno pós-moderno à ideia do macaco-proletário de Pessoa – agora misturada com o realismo de Cunhal.


Quanto mais a vida se vai extinguindo na alienação, mais se vão apagando as referências ao passado, os marcos exteriores, o que provoca uma confusão e uma perturbação mental generalizadas. A vida actual carrega um passado em ruínas e o futuro anuncia-se como um presente sem porvir. O problema não está tanto no “medo de existir” [José Gil, Portugal Hoje: o Medo de Existir, Lisboa, Relógio d’Água, 2005], mas antes na imposta perspectiva duma existência sem sentido, consubstanciada no inultrapassável horizonte do capitalismo. Assim se concretiza a fatalidade de que falava Antero de Quental [Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos Últimos Três Séculos, Porto, 1871]: a submissão às forças dominantes da história. Aqui como noutras paragens, aqui mais ainda do que noutros lados, a democracia mercantil instala os seus balcões no campo da derrota, sobre os dilacerados sonhos de um mundo novo.


[...] Mas o que caracteriza o actual sistema democrático português é a especificidade da sua gestação: com efeito, este sistema não se construiu contra o antigo regime fascista, construiu-se, pelo contrário, no processo de “restabelecimento da ordem, contra um movimento social nitidamente subversivo”. Com uma característica particular: “o regime democrático procurou legitimar-se, paradoxalmente, perante a revolução e não perante a ditadura” [Luís Trindade, História, n.º 65, Lisboa, Abril de 2004]. O autoritarismo arrogante hoje exprimido pelas forças políticas democráticas – em particular pelo Partido Socialista – está profundamente enraizado nesta gestação.


Para além destes traços específicos, o que inegavelmente ficou comprovado na história da sociedade portuguesa contemporânea é a capacidade da democracia representativa para esmagar qualquer outra ideia de autonomia e de emancipação social, para aniquilar o imaginário de um outro mundo possível.


Deste modo, o que havia de melhor e de universal na mentalidade portuguesa foi sendo reduzido para reavivar os atavismos de subserviência, o provincianismo tacanho, os traços egoístas do “cada um por si”, característicos das sociedades pobres. Apesar disso, porém, no “recinto acanhado e quase sepulcral” de que falava Antero, hoje equipado com Tvcabo e telemóvel, ainda é possível descobrirmos vestígios dos valores emancipadores do passado. Encontram-se na palavra e nos escritos de algumas pessoas, nos resíduos da mentalidade popular que resiste ao discurso alienado da mercadoria, na experiência dos movimentos de revolta contra o obscurantismo dos poderosos. Enfim, na vitalidade das raras lutas que afrontam a lógica neo-liberal do capitalismo contemporâneo. [...]


O resto não passa de folclore local, dum cenário kitsch da formação capitalista europeia em gestação – cenário onde se agitam marionetas políticas que subempreitam fielmente as directivas de Bruxelas, fingindo governar.»


[...] Alimentar e gerir as ideologias do medo encontra-se hoje no âmago de qualquer política – o securitário é o “social” do nosso tempo. A imigração africana, menos qualificada e a que menores salários aufere, juntamente com os seus filhos, marginalizados em massa e excluídos, dependendo muitas vezes dos magros rendimentos da “economia ilícita”, são os actores preferidos para representar o papel de “classe perigosa”. Numa entrevista ao Jornal de Notícias do Porto, o sr. [António] Costa, então ministro socialista do Interior, após algumas fanfarronadas do género “a República não pode aceitar a violência de minorias” ou “vamos aumentar a presença policial nas praias”, sublinhou que não frequentava essas praias perto da capital – por estarem excessivamente poluídas. À demagogia juntou-se assim o desprezo de classe. Aos pobres as praias poluídas, frequentadas por virtuais gangs que furtam telemóveis; aos ricos, incluindo os socialistas, os golfes regados por já cansados lençóis freáticos. Vendo bem, assim o temos de entender, trata-se de um problema de pobres que tomam banho em águas poluídas e que se roubam entre si. Se isso puder justificar uma política securitária, tanto melhor.


Para além de tais imposturas, há hoje um efectivo receio nos círculos do poder, entre as classes abastadas. O espectro da “classe perigosa” está de volta a este país onde os possidentes têm tido a vida facilitada desde que foram esmagadas as aspirações revolucionárias de 1974-1975. [...]


Em Portugal, a actual crise social está a gerar uma nova violência, mais aberta, mais explosiva. Não anuncia horizontes novos, sendo certo porém que já acabou o tradicional brando consenso que fez a felicidade da burguesia portuguesa e dos seus políticos. O desastre económico e social, a rápida urbanização, o desemprego endémico e o reatar da emigração com novas formas precárias aceleram a desagregação dos laços familiares, o desenvolvimento da família monoparental. Estamos perante uma modernidade urbana onde os homens estão ausentes, onde os imigrantes substituem os emigrantes, onde as crianças são entregues a si mesmas e à solidão. A violência interiorizada, abafada, expressa no sofrimento da célula familiar, contra as mulheres e as crianças, escapatória tradicional entre os pobres, prossegue agora a par de uma nova violência, que se manifesta abertamente no terreno social, com diversas formas de agressividade e de afrontamentos, de delinquência. Como é óbvio, os valores da emancipação social não estão presentes nestas atitudes, muitas vezes simples reflexo da barbárie imposta pelo sistema. O niilismo dos ricos tem eco no niilismo dos pobres. Seja porém como for, é forçoso reconhecer que as taras da sociedade já não estão encerradas atrás das paredes do lar, como ocorria na antiga sociedade portuguesa.


[...]
A longa experiência colonial da sociedade portuguesa, com o seu somatório de horrores, está completamente ausente da memória oficial, da transmissão da história. Na melhor das hipóteses, presta-se homenagem pública à branda visão duma colonização paternalista ou à reivindicação de uma pretensa “cultura lusófona” partilhada com os antigos colonizados. Perante isto, como podemos nós espantar-nos com o facto de todas as questões em torno da guerra colonial continuarem a ser assunto tabu?


Seria errado dizer que as feridas da guerra cicatrizam lentamente; na realidade, é a própria ferida que se vê ignorada. Há alguns anos, sobreviventes do exército colonial criaram uma associação para fazer reconhecer oficialmente o seu sofrimento material e psíquico, com o desejo declarado de nomear os responsáveis por uma empresa bárbara que causou quase catorze mil mortos e trinta mil feridos nas forças armadas, bem como centenas de milhares de vítimas nas populações colonizadas. Num país que então tinha nove milhões de habitantes, quase milhão e meio de homens passou pela experiência da guerra, sofrendo ainda hoje de problemas psicológicos – o chamado “stress de guerra” – centenas de milhares desses ex-combatentes.

Esses antigos militares depressa se viram atolados no pântano das diligências, das promessas politicóides e de uma burocratização paralisante. E tais questões, consideradas sensíveis, foram relegadas para o esquecimento. Rever as circunstâncias históricas do horror que marcou a história recente do país leva-nos necessariamente a sublinhar a natureza colonial do Estado-nação – a famosa “Índia” de que falava Antero – e a desvendar a essência bárbara e sangrenta da “missão civilizadora” em que se alicerça o mito nacionalista português, fulcral na produção e reprodução da “identidade nacional”. [...]


Recorrendo aos arquivos disponíveis da antiga polícia política do salazarismo – que estabeleceu uma rede de informadores tão vasta como a própria Stasi da Alemanha de Leste –, Dalila Cabrita Mateus [in A PIDE / DGS na Guerra Colonial, 1961-1974, Lisboa, Terramar, 2004] sublinha o papel determinante dessa instituição repressiva na condução da guerra, as relações que tinha com os serviços secretos estrangeiros e, por último, o modo como o sistema democrático pós-salazarista protegeu os seus antigos agentes. Em 1954, quando na metrópole a repressão dos militantes e das correntes da oposição se encontravam “no bom caminho”, a polícia política salazarista deslocou metade dos seus efectivos para as colónias, onde se tornou uma segunda administração. De início ocupada a perseguir os militantes nacionalistas, quando foi declarada a guerra, a PIDE mostrou-se particularmente eficaz, desempenhando um papel essencial de informação no desmantelamento das redes da guerrilha anticolonialista. Foi então que essa polícia política revelou plenamente o seu carácter terrorista, conduzindo operações especiais de comandos, praticando a tortura, levando a cabo massacres em grande escala, organizando o assassinato de pessoas seleccionadas, criando e administrando campos de concentração. A guerra colonial foi o momento histórico distintivo em que o fascismo português mostrou a sua verdadeira natureza, totalitária e bárbara.


[...] Após a derrocada do antigo regime e do sistema colonial, os principais chefes e responsáveis da organização terrorista do Estado nas colónias encontraram formas de escapar, mais facilmente ainda que os agentes da PIDE que operavam em Portugal, ajudados como foram pelos serviços secretos de outros Estados e protegidos pela hierarquia militar portuguesa, inclusive pelos chefes golpistas agora vestidos de democratas. É inútil salientar que nenhum desses criminosos foi julgado e que nem sequer foram presos. A maior parte vive hoje com tranquila reforma de funcionário público. Outros, situados em posições cimeiras na hierarquia e directamente envolvidos nos massacres, desapareceram para sempre sem deixar rasto, como nos bons romances policiais.


Tais coisas revelam, uma vez mais, os elos que unem o antigo poder autoritário e a nova democracia parlamentar, ilustrando a continuidade burguesa da vida política. Em 2005, a nomeação dum antigo importante apparatchik salazarista para ministro dos Negócios Estrangeiros do governo socialista [Diogo Freitas do Amaral] simbolizou a conclusão do trabalho de revisionismo histórico empreendido desde há anos pelas diversas oficinas de propaganda do novo regime democrático. E explicam também a reticência destes últimos em relação a todo o trabalho crítico relativo à memória histórica. [...]


Não é pois de espantar que as obras que abordam estas questões esbarrem no silêncio cortês dos media e sejam relegadas para o fundo das gavetas pelos profissionais das ideias politicamente correctas. Foi o que aconteceu ao livro de Dalila Cabrita Mateus, A PIDE / DGS na Guerra Colonial, 1961-1974, que aborda um aspecto particular dessas bárbaras páginas com que se encerrou a epopeia sangrenta do colonialismo português. [...]»

[in A Memória e o Fogo. Portugal: O Cenário Invertido da Eurolândia: Lisboa, Letra Livre, 2008]

28.9.08

O impensável aconteceu - texto de Boaventura Sousa Santos

A palavra não aparece nos media norteamericanos mas é disso que se trata: nacionalização. Perante as falências ocorridas, anunciadas ou iminentes de importantes bancos de investimento, das duas maiores sociedades hipotecárias do país e da maior seguradora do mundo, o Governo Federal dos EUA decidiu assumir o controle directo de uma parte importante do sistema financeiro. A medida não é inédita, pois o Governo interveio em outros momentos de crise profunda: em 1792 (no mandato do primeiro presidente do país), em 1907 (neste caso, o papel central na resolução da crise coube ao grande banco de então, J.P. Morgan, hoje, Morgan Stanley, também em risco), em 1929 (a grande depressão que durou até à Segunda Guerra Mundial: em 1933, 1000 norteamericanos por dia perdiam as suas casas a favor dos bancos) e 1985 ( a crise das sociedades de aforro).


O que é novo na intervenção em curso é a sua magnitude e o facto de ela ocorrer ao fim de trinta anos de evangelização neoliberal conduzida com mão de ferro a nível global pelos EUA e pelas instituições financeiras por eles controladas, FMI e o Banco Mundial (BM): mercados livres e, porque livres, eficientes; privatizações; desregulamentação; Estado fora da economia porque inerentemente corrupto e ineficiente; eliminação de restrições à acumulação de riqueza e à correspondente produção de miséria social. Foi com estas receitas que se “resolveram” as crises financeiras da América Latina e da Ásia e que se impuseram ajustamentos estruturais em dezenas de países. Foi também com elas que milhões de pessoas foram lançadas no desemprego, perderam as suas terras ou os seus direitos laborais, tiveram de emigrar.

À luz disto, o impensável aconteceu: o Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição; o capital tem sempre o Estado à sua disposição e, consoante os ciclos, ora por via da regulação ora por via da desregulação.


Esta não é a crise final do capitalismo e, mesmo se fosse, talvez a esquerda não soubesse o que fazer dela, tão generalizada foi a sua conversão ao evangelho neoliberal. Muito continuará como dantes: o espiríto individualista, egoísta e anti-social que anima o capitalismo; o facto de que a factura das crises é sempre paga por quem nada contribuiu para elas, a esmagadora maioria dos cidadãos, já que é com seu dinheiro que o Estado intervém e muitos perdem o emprego, a casa e a pensão.

Mas muito mais mudará.
Primeiro, o declínio dos EUA como potência mundial atinge um novo patamar. Este país acaba de ser vítima das armas de destruição financeira massiça com que agrediu tantos países nas últimas décadas e a decisão “soberana” de se defender foi afinal induzida pela pressão dos seus credores estrangeiros (sobretudo chineses) que ameaçaram com uma fuga que seria devastadora para o actual American way of life.
Segundo, o FMI e o BM deixaram de ter qualquer autoridade para impor as suas receitas, pois sempre usaram como bitola uma economia que se revela agora fantasma. A hipocrisia dos critérios duplos ( uns válidos para os países do Norte global e outros válidos para os países do Sul global) está exposta com uma crueza chocante. Daqui em diante, a primazia do interesse nacional pode ditar, não só protecção e regulação específicas, como também taxas de juro subsidiadas para apoiar indústrias em perigo (como as que o Congresso dos EUA acaba de aprovar para o sector automóvel).
Não estamos perante uma desglobalização mas estamos certamente perante uma nova globalização pós-neoliberal internamente muito mais diversificada. Emergem novos regionalismos, já hoje presentes na África e na Ásia mas sobretudo importantes na América Latina, como o agora consolidado com a criação da União das Nações Sul-Americanas e do Banco do Sul. Por sua vez, a União Europeia, o regionalismo mais avançado, terá que mudar o curso neoliberal da actual Comissão sob pena de ter o mesmo destino dos EUA.
Terceiro, as políticas de privatização da segurança social ficam desacreditadas: é eticamente monstruoso que seja possível acumular lucros fabulosos com o dinheiro de milhões trabalhadores humildes e abandonar estes à sua sorte quando a especulação dá errado.
Quarto, o Estado que regressa como solução é o mesmo Estado que foi moral e institucionalmente destruído pelo neoliberalismo, o qual tudo fez para que sua profecia se cumprisse: transformar o Estado num antro de corrupção. Isto significa que se o Estado não for profundamente reformado e democratizado em breve será, agora sim, um problema sem solução.
Quinto, as mudanças na globalização hegemónica vão provocar mudanças na globalização dos movimentos sociais que se vão certamente reflectir no Forum Social Mundial: a nova centralidade das lutas nacionais e regionais; as relações com Estados e partidos progressistas e as lutas pela refundação democrática do Estado; contradições entre classes nacionais e transnacionais e as políticas de alianças.


Ver ainda:
http://www.boaventuradesousasantos.pt/

A República Marias do Loureiro ( em Coimbra) declara-se contra as praxes e o autoritarismo


Existem em Coimbra várias casas que albergam provisoriamente estudantes universitários ( enquanto estes estiverem a realizar os seus estudos) que são designadas por Repúblicas e que são normalmente baptizadas com nomes que demonstram grande irreverência:


República Trunfé-Kopos
República Palácio da Loucura

República Marias do Loureiro

República Rápo-Taxo
República Prá-Kis-Tão

República Spreit-Ó-Furo

Corsários das Ilhas

Ay-Ó-Linda

Bota-Abaixo

Rás-Te-Parta

Kágados

Pyn-Guyns

Baco

etc, etc

Recorde-se que as repúblicas estudantis foram criadas pelo diploma régio de 1309 de D. Dinis, que ordenava a construção de casas na zona de Almedina destinadas a estudantes, mediante o pagamento de uma renda.


Quando se toma contacto com uma república salta à vista de imediato a prevalência da ideia de comunidade, pois estas casas são geridas pelos próprios estudantes residentes que, democraticamente, decidem as suas questões por consenso.

Hoje em dia, as Repúblicas são um meio alternativo à praxe, sendo muitas delas anti-praxe.

Na actualidade uma das Repúblicas mais activas social e culturalmente, e que se destaca na luta contra as bolorentas e caducas praxes académicas, é a República Marias do Loureiro situada na alta coimbrã, mais concreatamente na Rua do Loureiro, ao lado do Largo de S. Salvador.


Nas varandas do edifício desta República está afixado uma enorme bandeirola com os dizeres:

Não te submetas ao autoritarismo da praxe
Luta contra a alienação da tua liberdade
Diz não à praxe

…e mais abaixo:


Deita a praxe ao lixo


Entretanto no seu blogue retiramos este Manifesto pela Revolta:

Porque somos por um ensino público, gratuito e de qualidade.
Porque queremos ser estudantes e não clientes de uma universidade s.a.
Porque não nos revemos num Estado onde a voz da indignação e contestação sejam reprimidas com ordem de prisão.
Porque o direito à manifestação não pode ser reprimido.
Porque não podemos permitir que usurpem as nossas convicções.
Porque não admitimos que censurem ideologias divergentes.
Porque as vozes não se devem calar face às sucessivas medidas políticas que querem acabar com a educação para tod@s.
Porque a censura não pode ser tida como direito de um Estado que se apelida democrata.
Porque a definição de democracia não parece caber na hierarquia imposta na estrutura governamental.
Porque defendemos a democracia participativa onde as decisões políticas resultem de uma discussão onde
tod@s possamos intervir.
Porque a política neoliberalista desumaniza as pessoas.
Porque não queremos viver num país onde só os privilégios de alguns sejam salvaguardados.
Porque os direitos e privilégios de alguns se conseguem em detrimento de nós.
Porque o Estado, o colectivo, somos tod@s nós.
Porque lutamos pela igualdade de direitos entre os géneros.
Porque não podemos consentir que se suprimam as liberdades individuais.
Porque recusamo-nos a ser governad@s por quemnão nos quer ouvir.
Porque não queremos regressar ao passado autoritário e repressivo.

Continuaremos a ser insurgentes.
Continuaremos a desobedecer.

De escrav@s dóceis do capital a lutador@s conscientes pela liberdade

http://republicadasmariasdoloureiro.blogspot.com/





Foto da República Bota-Abaixo

27.9.08

TNT – Tumulto no Teatro é a nova produção da Escola da Noite com estreia marcada para hoje no novo Teatro da Cerca de São Bernardo em Coimbra


TNT é composto por três textos de Raul Brandão, Eu sou um Homem de Bem, O Doido e a Morte e O Rei Imaginário, e tem encenação de Sílvia Brito.

Esta estreia assinala a abertura oficial da nova sala de espectáculos da cidade de Coimbra, o Teatro da Cerca de São Bernardo, no Pátio da Inquisição, onde o grupo de teatro «A Escola da Noite», sedeado nesta cidade, passará a ser companhia residente e a responsabilizar-se pela respectiva gestão e programação.



Raul Brandão (1867-1930) revolucionou, no seu tempo, a literatura portuguesa e, com as poucas peças que escreveu, o teatro português. Com simplicidade, inteligência e audácia deixou ao teatro peças intensas e personagens cujo choque com o mundo se revela através de um conflito essencial, existencial, irresolúvel mas necessário.
Em registo de drama, farsa ou tragédia, todas elas gravitam em torno de uma meditação paradoxal sobre o sentido e o valor da vida.

Eu sou um Homem de Bem (1929), O Doido e a Morte (1923) e O Rei Imaginário (1923) reúnem-se neste espectáculo como três momentos de confronto existencial perante o sentido do dever, o desejo de liberdade e a resistência na abjecção.

Quem comanda a acção é o Sonho, essa sombra inflamada que o homem transporta em si: um sonho que se nega, um sonho que nos exalta, um sonho que nos sustenta — material explosivo de primeira ordem quando transformado em palavra, em argumento tumultuoso, provocador, questionador de práticas sociais e morais assentes na máscara, no artíficio oco da vaidade, na ilusão inquietante do poder; um sonho que lembra, perigosa e lucidamente, que o Homem é um ser complexo e frágil, fragmentado, estilhaçado, imperfeito e incompreensível que se arrisca a passar pela Vida sem dar por ela. Antes morrer. Que é como quem diz, ser árvore!


A peça tem encenação e dramaturgia de Sílvia Brito, cenografia e adereços de António Jorge, figurinos de Ana Rosa Assunção, desenho de luz de Danilo Pinto e música de Eduardo Gama,

http://www.aescoladanoite.pt/paginas/01-menuprincipal.html


http://weblog.aescoladanoite.pt/


26.9.08

«Rebenta a bolha» - Festa do Gaia (grupo de acção e intervenção ambiental) no Porto ( dia 28 de Set., no Domingo, a partir das 15h)


Apareçam todos à Festa!

Dia 28 de Setembro a partir das 15h. na Rua de S. Francisco nº 12, à Ribeira, no Porto

Hoje há bicicletada (26 de Setembro, com repetição em todas as últimas sextas-feiras do mês)

Por uma cidade melhor

MASSA CRÍTICA / BICICLETADA

26 DE SETEMBRO (REPETE-SE NA ULTIMA SEXTA-FEIRA DE TODOS OS MESES)

LISBOA: 18h00 no Marquês de Pombal
PORTO: 18h00 na Praça dos Leões (Praça Gomes Teixeira).
COIMBRA: 18h00 no Largo da Portagem
AVEIRO: 18h00 na Praça Melo Freitas (perto do Rossio)



:: PARTICIPEM E DIVULGUEM!::




A Massa Crítica é um evento que se tem vindo a realizar todos os meses, em mais de 750 cidades por todo o mundo com um número crescente de aderentes.

Apelamos a todos que se juntem a esta grande festa!

A "Massa Crítica" pretende ser um movimento capaz de congregar todos os cidadãos inconformados com a supremacia automóvel. O objectivo primordial é realizar uma marcha de bicicletas, e outros meios de transporte não poluentes, com uma forte componente
reivindicativa, que transmita uma mensagem pedagógica e exija a criação de políticas de
mobilidade mais vantajosas para a utilização de meios de transporte ecológicos (bicicletas, patins, andar a pé).

CONTACTOS:
http://www.massacriticapt.net/

Encontro trocal com piquenique na Horta da Mouraria ( dia 27 de Setembro a partir das 13h.)

Tragam brinquedos e coisas de crianças para trocar! E petiscos!

27 Setembro
Sábado às 13h na Horta da Mouraria

LOCAL: Calçada do Monte (horta)

Ou se estiver a chover: Travessa da Nazaré, 21, 2º (Centro Social da Mouraria)

Mapa:
http://2007mayday.files.wordpress.com/2007/03/socialcentro.jpg

http://tlx.mahost.org/
http://gaia.org.pt/csm

Metro Martim Moniz
Eléctrico 28

23.9.08

Não há solução capitalista para a crise financeira

Vamos ajudar os drogados do lucro ( = os capitalistas) a libertarem-se do seu vício, visto que só por si não o conseguirão fazer!


A actual crise financeira mostra-nos o que é o sistema capitalista: uma economia construída sobre o vento e sempre à procura do lucro fácil. Nos últimos dias o que se passou verdadeiramente foi que milhões de dólares pura e simplesmente desapareceram. E muitos milhares de milhões de dólares no último ano se eclipsaram como num passe de magia. Hoje, ironia das ironias, são os ultra-liberais de ontem e a própria Meca do neo-liberalismo ( os Estados Unidos da América) que se converteram ao intervencionismo estatal na economia, ao avançarem para as maiores nacionalização jamais feitas em pleno regime capitalista, numa escala muito maior do que as nacionalizações dos bancos e empresas portuguesas em 1975, e muitas outras realizadas noutros países por governos ditos socialistas.

Quem disse que os capitalistas e os liberais eram contra o intervencionismo estatal, ou contra as nacionalizações?
São-no sim, mas só quando se trata de socializar e estatizar os apoios sociais para as populações, ao passo que se mostram completamente partidários da estatização e do intervencionismo quando se trata de montar colossais operações militares que lhes agradem, ou então quando há que ir em socorro dos bancos e das instituições financeiras que sofrerem grandes prejuízos na economia de casino em que se converteu o capitalismo global.

Os milhares de milhões de dólares que o governo norte-americano já injectou, e que se propõe ainda injectar mais, só tem como objectivo garantir que aqueles jogadores – sim, porque se trata disso mesmo, de jogadores – continuem a jogar, graças a uma fuga para a frente.

É como dar-lhes a possibilidade de refazer o jogo, desde o início, quais jogadores de poker detentores de uma reserva ilimitada de trunfos. A verdade, porém, é que eles jogam com o nosso trabalho, e são os trabalhadores que irão pagar aquelas ruinosas jogadas. E quando a crise tiver passado, e os bancos recomeçarem a obter lucros, não faltarão certamente prestimosas medidas governamentais a obsequiar os capitalistas. Ou seja, o que se trata, mais uma vez, é de privatizar os lucros e socializar os prejuízos.

Numa época como esta não será mau de todo pensar e interrogarmo-nos sobre o sentido e significado das privatizações em geral, alardeada por políticos e economistas liberais, assim como das tão afamadas deslocalizações de empresas, da alta especulativa dos preços das matérias-primas, da redução das pensões com consequências negativas para as populações mais pobres e carenciadas.

Por tudo isso é que precisamos de nos preparar para ajudar os drogados do lucro a libertarem-se do seu vício, visto que só por si não o conseguirão. Não há solução para o capitalismo por muito intervencioncionismo estatal que se promova a fim de salvar os pilares capitalistas: a avidez e a ganância do lucro, a dominação e opressão dos pobres e explorados, o militarismo, a destruição da natureza.

Pôr em xeque um sistema baseado no lucro e na exploração do trabalho e de milhares de seres humanos deve ser o objectivo permanente de quem sabe que não há solução definitiva para a crise capitalista senão fora do próprio sistema capitalista, e que, enquanto este se mantiver, não deixarão de inevitavelmente emergir crises estruturais que afectarão a vida de milhões de seres humanos.

O documentário «Sociedade do automóvel» vai passar hoje na Casa da Horta (às 21h30), seguido de debate sobre a mobilidade e transportes


No âmbito da semana da mobilidade, e numa iniciativa conjunta do GAIA (grupo de acção e intervenção ambiental) e da Casa da Horta, será projectado, hoje à noite às 21h30 o filme “Sociedade do Automóvel” (duração 40min) seguido de uma tertúlia sobre mobilidade e transportes.

http://casadahorta.pegada.net/entrada/

Casa da Horta, Associação Cultural

Rua de São Francisco, 12A
4050-548 Porto
Perto da Igreja de São Francisco e Mercado Ferreira Borges.




Sinopse do filme:
11 milhões de pessoas, quase 6 milhões de automóveis; um acidente a cada 3 minutos; uma pessoa morta a cada 6 horas; 8 vítimas fatais da poluição por dia.
No lugar da praça, o shopping center; no lugar da calçada, a avenida; no lugar do parque, o estacionamento; em vez de vozes, motores e buzinas.
Trabalhar para dirigir, dirigir para trabalhar: compre um carro, liberte-se do transporte público ruim. Aquilo que é público é de ninguém, ou daqueles que não podem pagar.
Vidros escuros e fechados evitam o contato humano. Tédio, raiva angústia e solidão na cidade que não pode parar, mas não consegue sair do lugar.

Um vídeo de
Branca Nunes e Thiago Benicchio

http://www.sociedadedoautomovel.cjb.net/




22.9.08

Je proteste ( eu protesto) - O grito-poema de Aragon pela soberba voz de Monique Morelli



Je proteste

Je proteste Je proteste
pour l'amour martyrisé
pour les bouches sans baisers
pour les corps décomposés
pour l'échafaud, pour la peste

Je proteste

Pour la vie aussi qu'on eut
la mort dite naturelle
avoir subi les querelles
qui burinent et bourrèlent
notre visage ingénu

Je proteste

Pour les os qui se brisèrent
les femmes à cris accouchant
la sécheresse des champs
et l'égorgement du chant
pour la faim, pour la misère

Je proteste

Pour ce qu'on a fait de nous
prenant tout pour de l'eau pure
qui ne cherchions aventure
que de la bonté future
et qu'on a mis à genoux

Je proteste

Qu'on nous trompe qu'on nous leurre
nous donnant le mal pour bien
celui qui n'en savait rien
et qui le mal pour bien tient
n'est-ce pour le bien qu'il meurt

Je proteste

Au nom des choses meilleures
prêts à tout ce qu'on voudrait
à tout sacrifice, prêts
pauvres gens, bêtes de trait
qu'on bafoue et mène ailleurs

Je proteste

(Musique L. Léonardi - "Le Fou d'Elsa")




L’Affiche Rouge – por Monique Morelli








Du Gris - por MONIQUE MORELLI

16.9.08

Próximas actividades do Terra Viva - associação de ecologia social


Mais um Verão passou, cheio de actividades de ar-livre e aventura -mas também de informação e divulgação públicas.


As próximas actividades de ar livre da Terra Viva prosseguem, para já, com duas trilhas pedestres de domingo (n/programa "Caminhar c´a gente") abertas à participação de quem se queira inscrever


Previsto está também a a realização de um "Curso Livre"/Círculo de Estudos e Grupo de Treino de ANIMAÇÃO/ORGANIZAÇÃO DE GRUPOS DE ECO-ESCOTISMO que pretendemos iniciar em fins de Setembro, em data a anunciar e destinado a responsáveis/técnicos adultos, de grupos de jovens, que se queiram inserir no nosso projecto REGRALL (Eco-escotismo)


Próximas caminhadas:

“Caminhar c’a Gente”.Trilha do rio Febros (Avintes) -21 Set.(Domingo )-encontro 09.00 - Pr.Batalha (junto à estátua)
(Inscrições até 20 de Set. (sáb)

.Trilha de Monte Córdova (S,to Tirso) -19 Out.(Dom.)
- encontro 09.00 h. na Pr.República – Palmeira central
(Inscrições até 18 de Out. (sáb))





OUTRAS ACTIVIDADES


Também decorreram já, antes das férias do Verão, algumas Oficinas, Círculos de Estudos e Grupos de treino, do âmbito do PAJ (plano anual de apoio a actividades juvenis do IPJ ) e em breve iremos divulgar as datas e horários das próximas realizações, a decorrer entre meados/fins de Setembro e Dezembro deste ano.

A este programa pertencem as seguintes iniciativas:

I- CÍRCULOS DE ESTUDOS -C.E.s (objectivo principal:promover a auto aprendizagem teórica em grupo).

1-Círculo de estudos linguísticos -
1.1 -Iniciação ao alemão
-1.2 -Iniciação ao russo

2- C.E.s Sociais Libertários/Ecológicos - História social - Conhecimento das várias correntes do pensamento libertário - Experiências libertárias históricas e da actualidade -Ecologia Social - ...

3-C.E.s Holísticos e Antropológicos -Introdução ao Holismo -Culturas ameríndias- Culturas africanas- Do-In - Cerimoniais Ameríndios e Druídicos -...

4-C.E.s Teatro do Oprimido/Teatro Invisível (iniciação à obra e conceitos de A.Boal)

II -GRUPOS DE TREINO (objectivo principal:promover a auto aprendizagem prática contínua em grupo).

1-Técnicas Primitivas e de Sobrevivência (ferramentas e artefactos primitivos, abrigo-fogo-alimentação de recurso -obstáculos -orientação - ...)
2-Animação/organizaç. de Grupos Eco-Escotistas (história do escotismo e movimentos de ar-livre juvenis, pedagogia de projecto e dinâmica de pequenos grupos,técnicas de ar livre, organizaç.jogos de ar livre e de descoberta eco-social -...)
3-Técnicas Holísticas (Do-In, Tai Chi, Tensegridade,...)
4-Teatro Invisível
5-Arte e Natureza/Land Art
6-Corpo e Som -expressão corporal,música, percussão, de diferentes culturas -...

III- Oficinas Vivas
(objectivo principal:promover a auto aprendizagem prática pontual em grupo).

1-História Viva (artefactos e trajes de diferentes épocas e episódios históricos :Resistência antiromana-Idade Média -Cerco do Porto -Revolta de 3 de Fevereiro de 1927 do Porto -...)

2-Equipam.Ar Livre e Aventura (Tendas de Aventura e costura básica-c/máquina eléctrica ,reparação de tendas, fazer Teepees, abrigos de recurso, bandeirolas de sinalização e de Equipa, etc...)

3-Ciência Viva (astronomia e observação celeste, sabões biológicos,...)

4-Plantas Medicinais silvestres e sua utilização (tisanas,bálsamos,cremes,xaropes,etc.)

5-Informática Viva (3xna semana em horário pós-escolar e pós-laboral)

6-Arte e Artesanato Vivo (c/elementos naturais obtidos nas actividades de campo, latas e garrafas PET recicladas, etc...)

Todas estas actividades estão abertas à participação de jovens que se queiram inscrever, c/ um limite máximo de 6 a 8, para os círculos, grupos de treino e oficinas. A sua realização é semanal -ou pontual (um fim de semana,por ex.º),em horário pós-escolar/laboral e só se realizam com um mínimo de 4 inscrições.

Mais Informações - Tlm: 967694816 - ou Telef. 223324001

http://terraviva.weblog.com.pt/

Endereço do Terra Viva:

Rua dos Caldeireiros, n.º 2134050-141 PORTO

(à Cordoaria, junto da Torre dos Clérigos)
terraviva@aeiou.pt


XX FESTAE - Festival de Teatro de Amadores de Évora (entre 12 a 27 de Setembro)

De 12 a 27 de Setembro de 2008,o FESTAE – Festival de Teatro de Amadores de Évora-, está de volta ao Centro Histórico da Cidade de Évora.

Esta festa do teatro, que a SOIR Joaquim António D’Aguiar, iniciou em 1965, e que ao longo dos anos trouxe a Évora, os melhores grupos de teatro de amadores e profissionais do País, celebra este ano a sua 20.ª edição, sendo hoje, o mais antigo Festival de Teatro de Amadores, realizado de forma regular e continuada, em Portugal.

Em 1965 houve quem, com abnegação e uma entrega sem limites, meteram ombros à organização do I Festival de Teatro de Amadores de Évora. Por isso, hoje mais de quatro décadas depois, é justo que destaquemos, de entre outros, Manuel Peres, Miguel Segurado, Francisco Rosmaninho e António Justo Pires, que lançaram as sementes do FESTAE, a quem prestamos a nossa Homenagem.

A 20.ª edição do FESTAE, prossegue hoje, terça – feira, dia 16 de Setembro , pelas 22 h no Pátio do Salema, com o “ Auto da Festa” um excelente trabalho de rua, do Cendrev, onde à magia e ao talento dos actores, se associa à música ... e certamente o encanto de uma noite de Verão, num dos mais bonitos Pátios do Centro Histórico da Cidade.

Mais uma festa de teatro a não perder.

http://festae.blogspot.com/


PROGRAMAÇÃO

Espectáculo de rua Teatrapo - Espanha
“Bestiário ”
Praça do Giraldo ’ 12 Set. ‘ 22.00h

Carlos Calvo e Sandra Horta
“Histórias que o escaravelho me contou”
SOIR ‘ 13 set ‘ 16.00h

Companhia Bonifrates- Coimbra
“Médico à Força ”
Teatro Garcia de Resende ‘ 13 Set. ‘ 21.30h

Grupo Cénico da SOIR
“Teatro das maravilhas ”
SOIR ‘ 14 set ‘ 21.30h

Cendrev
“Auto da Festa de Gil Vicente ”
Largo 1.º de Maio ‘ 16 Set. ‘ 22.00h

agora teatro
“tamborilando ”
SOIR ‘ 17 Set. ‘ 10.30h

AJIDANHA – Idanha – a - Nova
“A Minha Família ”
Teatro Garcia de Resende – Sala Estúdio ‘ 17 Set. ‘ 21.30h

Arte Pública - Beja
“As Velhas ”
SOIR ‘18 Set ‘ 22.00h

Grupo Cénico da SOI R
“A Boda dos Pequenos Burgueses ”
SOIR ‘ 19 Set. ‘ 21.30h

Artimanha – Pinhal Novo
“O Rei Pasmado ”
SOIR ‘20 Set ‘ 21.30h

Gato SA
“Pontapé na lua ”
Teatro Garcia de Resende ‘ 21 Set ‘ 17.00h

Teatro Ao Largo
“A Escola de Mulheres ”
Praça do Giraldo ‘ 23 Set. ‘ 22.00h

Joaquim Monchique
“Paranormal”
Teatro Garcia de Resende ‘ 24 Set. ‘ 21.30h

Teatro Estúdio Fontenova - Setúbal
“A Noite Antes da Floresta ”
SOIR ‘ 25 Set. ‘ 21.30h

CorpoCriações
“Nâh ”
SOIR ‘ 26 Set. ‘ 21.30h

Teatro do Imaginário
“CirCoração ”
Teatro do Imaginário ‘ 27 Set. ‘17.00h

Artelier?
“ROBOT- MÁQUINA DE
ANDAR NA RUA”
Praça do Giraldo ‘ 27 Set. ‘ 22.00h

15.9.08

Um tribunal britânico considera legítima ( apesar de ilegal) uma acção da Greenpeace



Anjos e não demónios, idealistas e não vândalos, devem ser assim qualificados os militantes da Greenpeace. Foi assim que decidiu no passado dia 10 de Setembro um tribunal britânico que considerou que uma acção da conhecida organização ecologista era «legalmente justificada», num processo intentado pela empresa onde se realizou a acção directa.



Tudo se passou em Outubro de 2007, quando seis militantes tomaram de assalto, segundo uma técnica de comandos, e mostrando uma enorme coragem e temeridade, a chaminé, com uma altura de 200 metros, da central de carvão de Kingsnorth (Kent), com o objectivo de paralisar a fábrica. O grupo de activistas tinha entretanto pintado na mesma chaminé, com letras garrafais, o nome do primeiro-ministro, Gordon Brown.

O júri estimou que os prejuízos causados – estimados pelo operador E.ON em 30.000 ( 37.688 euros) – foram motivados por uma justa causa, e cujo valor era muito mais importante: a salvaguarda do planeta. O local e a empresa escolhida para aquela acção da Greenpeace deveu-se ao facto de estar previsto a construção no mesmo local de uma nova central, peloprincipal operador alemão de energia, e cujo investimento elevar-se-á a 1,5 milhoões de libras.

O testemunho pessoal de Jim Hansen, uma das sumidades mundiais na questão do aquecimento global, faz pender decisivamente a balança do processo judicial. Com efeito, e segundo o climatólogo-chefe da NASA, e também conselheiro do antigo vice-presidente norte-americano Al Gore, as 20.000 toneladas de dióxido de carbono que são emitidas por aquela central de Kingsnorth podem ser as responsáveis pela destruição de 400 espécies.


Por seu turno, Zac Goldsmith, uma das figuras do movimento ecologista, e próximo do líder conservador David Cameron, sublinhou que a construção de uma nova central «tornava mais difícil as pressões sobre países como a Índia e a China para que reduzam o recurso ao carvão que serve para produzir a electricidade».

Este veredicto já não é o primeiro no género, porquanto em 2000 os eco-guerreiros da Greenpeace já tinham destruído milho transgénico em Norfolk, e foram absolvidos com os mesmos argumentos. Noutra ocasião também 5 activistas que tinham ocupado uma incineradora foram declarados, mais uma vez, não-culpados.

Escusado é dizer que os grandes grupos empresariais de energia receiam que esta decisão judicial encoraja os ecologistas a multiplicar as acções contra projectos de construção de reactores.

Resta só acrescentar que o tribunal judicial que tomou esta decisão foi um Júri popular composto por 12 membros, sem a presença de qualquer magistrado profissional. Este tipo de tribunal é constituído porque o pedido indemnizatório era muito elevado, pelo que não era suficiente um Juiz singular, sendo necessária a constituição desse Júri. Este facto terá certamente consequências no futuro: os pedidos de indemnização a pedir pelas empresas serão mais baixos para evitar os Júris, de forma a que estes processos sejam julgados por um único juiz, com formação profissional, mais inclinados a seguir os que diz a lei, e não os interesses da comunidade e do ambiente



Fonte: Le Monde


Para mais informação sobre a acção e a recente absolvição dos activistas, consultar: aqui , aqui, aqui, aqui, aqui, aqui,



Sobre a acção de destruição de milho transgénico pelos activistas da Greenpeace em Norfolk no ano de 1999, que foram também posteriormente absolvidos. Ver o website da Greenpeace sobre o assunto :
aqui




14.9.08

Manifesto anti-Maria de Lurdes


Retirado do excelente blogue: http://sinistraministra.blogspot.com/


Basta pum basta!!!

Uma geração que consente deixar-se dominar por uma Maria de Lurdes é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração Maria de Lurdes!

Corram com a Maria de Lurdes, corram! Pim!

Uma geração com uma Maria de Lurdes a cavalo é um burro impotente!

Uma geração com uma Maria de Lurdes ao leme é uma canoa em seco!

A Maria de Lurdes é meio demagoga!

A Maria de Lurdes é demagoga inteira!

A Maria de Lurdes saberá de sociologia, saberá estatística, saberá escrever sobre o estatuto dos engenheiros, saberá transformar uma anarquista numa ditadorazeca do terceiro mundo, saberá de tudo menos de educação que é a única coisa que se esperaria que ela soubesse!

A Maria de Lurdes pesca tanto de pedagogia que erigiu em fim principal da escola a ocupação dos tempos livres dos alunos ociosos, que transformou os professores em principal inimigo do Governo, que quis pôr o País inteiro contra os professores!
A Maria de Lurdes é uma habilidosa!

A Maria de Lurdes tem um trauma de infância contra os professores!

A Maria de Lurdes que foi professora primária esconde esta “mácula” na sua biografia oficial. Sente vergonha de ter sido professora como quem tem vergonha da própria mãe. É uma vergonha!

A Maria de Lurdes transformou a pedagogia em demagogia!

A Maria de Lurdes manipula, tergiversa, mente e tenta colocar as escolas ao serviço dos interesses partidários!

A Maria de Lurdes quer destruir a escola pública!

Corram com a Maria de Lurdes, corram com ela! Pim!

A Maria de Lurdes fez um Estatuto da Carreira Docente que só poderia ter sido feito no Chile de Pinochet de onde o seu mestre anarquista, João Freire, o copiou mal e porcamente!

E a Maria de Lurdes teve claque! E a Maria de Lurdes teve palmas! E a Maria de Lurdes agradeceu!

A Maria de Lurdes é uma vergonha!

Não é preciso ir prá 5 de Outubro pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!

Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta extrorquir aos professores os seus direitos como a Maria de Lurdes faz! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem pedagógicos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões do eduques, com as alucinações de um alumbrado como Valter Lemos! Basta usar o tal sorrisinho cínico, basta fazer aparência de muito delicada, e usar olhos meigos para os jornalistas! Basta ser Judas! Basta ser Maria de Lurdes!

Corram com a Maria de Lurdes, corram com ela! Pim!

A Maria de Lurdes nasceu para provar que nem todos os que governam sabem governar!
A Maria de Lurdes é um autómato que deita pra fora o que a gente já sabe o que vai sair…, bastando ter lido os textos alucinados daquela espécie de Menino do Lapedo fóssil que é Valter Lemos. Mas é preciso deitar mentiras, estatísticas manipuladas, dinheiro, prémios, livros e computadores para comprar os votos aos pais!

A Maria de Lurdes é uma doentia perturbação dela-própria!

A Maria de Lurdes em génio nem chega a pólvora seca e em competência é pim-pam-pum.

A Maria de Lurdes em poses eróticas no jornal Expresso é horrorosa!

A Maria de Lurdes tresanda a mentira e a demagogia!

Corram com a Maria de Lurdes, corram com ela! Pim!

A Maria de Lurdes é o escárnio da consciência!

Se a Maria de Lurdes é portuguesa eu quero ser do Chile, do país de onde importaram o Estatuto da Carreira Docente!

A Maria de Lurdes é a vergonha da intelectualidade portuguesa!

A Maria de Lurdes é a meta da decadência mental!

E ainda há uns propagandistas na comunicação social que não coram quando dizem admirar a Maria de Lurdes, quais Vitais Moreiras e outras lavadeiras das imundices da socratinada!

E ainda há quem lhe estenda a mão!

E quem lhe lave a imagem com campanhas de propaganda!

E quem tenha dó da Maria de Lurdes, imputando as culpas deste desastre ao inenarrável Valter Lemos!

E ainda há quem duvide que a Maria de Lurdes não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!

Continue a senhora Maria de Lurdes a governar assim que o País há-de ganhar muito com destruição das escolas públicas e há-de ver que ainda apanha uma estátua de cera no Museu dos Horrores e um monumento erecto por subscrição pública dos espanhóis que finalmente ao fim de oito séculos conseguirão destruir Portugal, e a Praça de Camões mudada em Praça Dr.ª Maria de Lurdes, e com festas da cidade plos aniversários, e sabonetes em conta Maria de Lurdes” e pasta Maria de Lurdes prós dentes, e graxa Maria de Lurdes prás botas e Niveína Maria de Lurdes, e comprimidos Maria de Lurdes, e autoclismos Maria de Lurdes e Maria de Lurdes, Maria de Lurdes, Maria de Lurdes, Maria de Lurdes… E limonadas Maria de Lurdes-Magnésia.

E fique sabendo a Maria de Lurdes que se um dia houver justiça em Portugal todo o mundo saberá que o autor de Os Lusíadas é a Maria de Lurdes que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Camões.

E fique sabendo a Maria de Lurdes que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.

Mas julgais que nisto se resume a pedagogia portuguesa? Não Mil vezes não!
Temos, além disto o Secretário de Estado Valter Lemos, outro iluminado vítima da Síndrome de Legiferação Compulsiva que, como ela, esquecendo a sua formação docente, vive obcecado em perseguir os professores e em transformar os alunos num bando de ignorantes e insubordinados.

E há ainda a Directora Regional de Educação do Norte que, encarnado o espírito ditatorial de um engenheiro que não o é, se deleita a punir delitos de opinião e que proclamou ao mundo o direito inalienável dos alunos ao sucesso, mesmo que não saibam ler nem escrever nem contar. E há ainda o Director do GAVE especialista em fabricar exames nacionais para atrasados mentais, para mostrar ao mundo a grande sabedoria dos alunos portugueses.

Corram com a Maria de Lurdes, corram com ela! Pim!

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mas atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

Corram com a Maria de Lurdes, depressa, corram com ela! Pim!


Adaptado de José de Almada Negreiros
Poeta d’Orpheu
Futurista E Tudo
1915 (2008)
A partir daqui

O Anarquismo numa só lição - por Normand Baillargeon ( professor de ciências da educação no Quebec)

Eu, Normand Baillargeon, vosso primo afastado do Quebec, eu sou, no meu verde país, professor de anarquia…Ou quase…Lições e anarquia parecem-vos uma contradição? Nem Deus nem Senhor e ainda menos Lições, proclamam os velhos anarquistas. Ok, tudo bem, mas não vos esqueceis daqueles que nada sabem do assunto. Então, para os neófitos, proponho um pequeno e breve curso destinado aos que nunca viram a vida segundo a perspectiva da cor do anarquismo. Para os outros, trata-se apenas de uma ocasião para rever a matéria dada!

Imaginais uma desordem mundial, um caos terrível, uma confusão monstruosa. Será que vocês estariam por lá?
O primeiro jornalista que aparecesse falaria espontaneamente de anarquia para descrever a cena. Neste tipo de situações, a reacção é sempre a mesma.
Mas a verdade é que essa reacção resulta de uma pura atitude de anarcofobia.
Balelas! - dirão, porém, os anarquistas, de que briosamente faço parte.

O anarquismo designa uma tendência própria do pensamento social, político e económico moderno. Defende uma convergência possível e desejável entre o socialismo e o seu princípio de igualdade, e o liberalismo e o seu princípio de liberdade.
O anarquismo procura realizar esta síntese ambiciosa quer na autogestão económica quer na democracia participativa.
Através da primeira ele recusa o lucro e a organização hierárquica do trabalho, preconizando a solidariedade e a igualdade. Partilha das riquezas, mais do que de um leque de opções ( stock-options). Através da segunda, ele rejeita a ideia de delegação e defende a participação directa das pessoas no processo de tomada das decisões.

Os anarquistas distribuem-se por diversas tendências – há os que são individualistas, colectivistas, mutualistas, sindicalistas, e outros mais. Mas todos eles têm a sabedoria de desconfiar dos planos de organização social e económica, demasiadamente rígidos e definitivos, assim como dos conceitos absolutos. Rejeitam admitir um limite aos arranjos sociais e às condições desejáveis da vida humana, uma vez que eles pensam que, em condições de real liberdade, a sua expressão será cada vez melhor.

Os anarquistas pensam então que a liberdade, como nunca deixou de acontecer, inventará constantemente novas soluções para os problemas, e que a sua extensão permitirá cada vez mais a denúncia das formas de dominação, que não deixarão de também de se revestir sob modalidades inéditas à medida que os tempos passam.

Só isso? Quase.
Sim, porque o anarquismo luta também contra tudo aquilo que contribui para impedir que as pessoas assumam elas próprias o seu próprio destino, e, além disso, desafia-nos para que se comece, desde já, a construir a primícias de uma sociedade mais livre e igualitária do amanhã.
O anarquismo significa ainda a rejeição, pela acção directa, daquelas instituições que procuram dominar, sujeitar e matar aquilo que Bakunine chamava «o nosso instinto de liberdade», e que buscam incutir a docilidade, a passividade e a submissão. Como não é difícil de adivinhar, nos tempos que correm, há muito por fazer para quem, como nós, chega às estas conclusões. Por isso, o anarquismo é, na minha opinião, a única alternativa válida face à catástrofe universal para que nos querem empurrar e que significa, ela sim, o autêntico caos que devemos duvidar e combater.


Texto do Normand Baillargeon, professor de ciências de educação, publicado no nº 1 do jornal Siné-Hebdo,


Normand Baillargeon é o autor do livro «Pequeno curso de autodefesa intelectual (« Petit cours d'autodéfense intellectuelle«). Tem edição no Brasil sob o título
PENSAMENTO CRÍTICO - UM CURSO COMPLETO DE AUTODEFESA INTELECTUAL

Bibliografia de Norman de Baillargeon :

Sève et sang. Chants et poèmes de révolte et d'espoir. Anthologie, Mémoire d'encrier, Montréal, 2007.
Écrits dans la marge. Réflexions libres et libertaires, Éditions Trois-Pistoles, 2006.
Éducation et Liberté. Anthologie, Tome 1 : 1793-1918, Lux, 2005.
Petit cours d'autodéfense intellectuelle, Lux, 2005. Une version réduite, antérieure au livre, a été publiée sur Internet [
lire en ligne].
Trames. esthétique/politiques, Éditions Nota Bene, 2004.
L'Ordre moins le pouvoir : histoire et actualité de l'anarchisme


É membro do colectivo do Quebec «Por uma educação de qualidade» :
http://agora.qc.ca/ceq

Blogue pessoal de Normand Baillargeon:
http://nbaillargeon.blogspot.com/


Texto na Wikipedia sobre Normand Baillargeon:
http://fr.wikipedia.org/wiki/Normand_Baillargeon



O Anarquismo é a ordem menos o poder