17.6.08

Hoje há buzinão nacional entre as 17h.45 e as 18h contra a especulação dos preços dos combustíveis e o aumento do custo de vida


BUZINÃO NACIONAL

contra o
AUMENTO DO CUSTO DE VIDA

e o AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS

17 DE JUNHO (TERÇA) – entre as 17,45 e as 18 horas

buzine ... apite ... opine
... vista-se de preto ...
... faça caretas ...

PROTESTE !


O Movimento de Utentes de Serviços Públicos promove um buzinão nacional contra um governo que os organizadores do protesto acusam de «assobiar para o lado» enquanto os preços sobem.«Queremos que seja uma acção de rua a nível nacional, com a participação da população.

O MUSP, que afirma reunir centenas de comissões de utentes por todo o País, reivindica «condições para que os aumentos [de combustíveis] não sejam sempre suportados pelas mesmas pessoas». O organismo está a contactar «comissões de utentes, estruturas sindicais, associações de transporte de mercadorias e colectivo de passageiros, e federações do táxi» para aderirem ao protesto e organizarem os seus próprios buzinões a nível local. A hora marcada para as buzinas se ouvirem é entre as 17:45 e as 18:00 de dia 17


Entre as Comissões que já aderiram encontram-se as dos utentes do concelho de Almada, Sesimbra e Seixal que em comunicado apelam à participação da população e alargam a hora do protesto: o apelo é para os automobilistas protestarem na ponte 25 de Abril entre as 7:00 e as 9:00 e à tarde, entre as 17:00 e as 19:00. Em Lisboa, os locais apontados para concentrações de protesto e buzinão são, para já, Alcântara, Marquês de Pombal, Parque das Nações e Entrecampos

Campo do Solstício em Carvalhal de Valinhas, em Monte Córdova (Santo Tirso) organizado pelo Terra Viva durante 3 dias


Tal como nos anos anteriores, queremos neste campo estender a realização a este espaço ( o magnífico carvalhal protegido de Valinhas, em Monte Córdova, Santo Tirso ) de vários Workshops (oficinas), Círculos de Estudos, Grupos de Treino e pequenos passeios de descoberta sócio-ambiental -n/programa "Caminhar c'a Gente" -que já de alguma forma funcionam habitualmente na sede da nossa Associação Terra Viva, e em outros espaços do Porto (actividades em realização até ao fim do ano), no âmbito do Programa PAJ do IPJ. Para além deste apoio, contaremos igualmente com o sempre bem-vindo apoio de cedência de utilização do espaço e de WC.s da Junta de Freguesia de Monte Córdova entre outros ainda possíveis e em procura activa.

Assim, para já, temos para oferecer nos três dias deste evento as seguintes actividades opcionais:

I-OFICINAS:
-Técnicas primitivas e sobrevivência
(tear de campo p/esteiras, ferramentas primitivas)
-Land Art e construções paus&cordas
-Ar-livre -confecção e montagem de Teepees
-Técnicas holísticas -construção e utilização de SAUNA ÍNDIA , pinturas corporais rituais, D0-IN e primeiros socorros
-Plantas silvestres medicinais e seu uso
-Cozinha "selvagem" com plantas silvestres
-Canto de Intervenção Social
-Rituais índios e celtas (círculos de pedras)
-História Viva -visita à estação arqueológica do castro Monte Padrão
-Ciências Vivas- observação/identificação nocturna de constelações, estrelas e outros astros

II-CÍRCULOS DE DISCUSSÃO E DEBATE (com textos de apoio distribuídos previamente)-geralmente à noite

-Ecologia social versus sócio-biologia
-"Eco-Esco/utismo livre"- o que é?
-Intervenção social libertária
-Primitivismo,Hedonismo ou Anarquismo Social?
-Problemas ecológicos-sociais do tempo presente(Globais e locais)-QUE FAZER?

III-GRUPOS DE TREINO:

-SOBREVIVÊNCIA-Orientação e passagem de obstáculos naturais (Rappel e Slide)
-Iniciação ao treino-autogénico (auto-sugestão)


IV-"Caminhar c'a Gente"

- visita à aldeia típica de Pereiras, pelo vale do Leça
- visita ao Castro de Monte Padrão
- visita (e banho "ritual") na Cascata da Fervença

A ideia é cada Oficina, Círculo de Discussão, Passeio Pedestre, Grupo de Treino não se estender para além de 2 horas e a prioridade de horário ser para as actividades que tiverem mais inscrições de pessoas interessadas ( poderá então não ter sentido realizar uma actividade na qual ninguém se manifestou interessado nem se inscreveu ).

Haverá para cada destas actividades uma TAXA DE PARTICIPAÇÃO PESSOAL mínima - bem como para as refeições confeccionadas pela EQUIPA DE COZINHA DE CAMPO , cujos montantes serão anunciados em breve.



CONTACTEM! INSCREVAM-SE !:

NA N/ SEDE DE 2ª A 5ª DAS 15 ÀS 18.30 H.
OU PRÉ-INSCREVAM-SE ATRAVÉS DO NOSSO E.MAIL ENVIANDO OS VOSSOS DADOS PESSOAIS E INFORMANDO QUAIS AS ACTIVIDADES MAIS DA VOSSA PREFERÊNCIA
(a inscrição definitiva, neste caso, é feita no próprio campo).


+INFORMAÇÕES A QUALQUER HORA: 967694816
DE TARDE: 223324001

Solstício Rural em Nodar (S.Pedro do Sul) a 21 de Junho entre as 10h e as 24h.


O Centro de Residências Artísticas de Nodar está situado numa comunidade rural de montanha no centro de Portugal (concelho de S. Pedro do Sul) e organiza e produz o desenvolvimento de projectos artísticos pluri e transdisciplinares (com ênfase nas artes sonoras, vídeo, performativas e intermedia), seguidos de apresentações públicas na região. Os artistas residentes, no âmbito do desenvolvimento dos projectos artísticos, são encorajados a estabelecerem interacções com o local, seu espaço geográfico e social, identidade e memória.

O segundo módulo de residências artísticas de 2008 está a decorrer entre 1 e 21 de Junho, com a presença do artista sonoro francês Pali Meursault, da artista vídeo alemã Christine Niehoff e do performer francês Cédric Anglaret. A organização convida todos os estudantes e artistas interessados em acompanhar o desenvolvimento dos projectos e em contactar os artistas residentes.

No dia 21 de Junho decorrerá o evento público final, no âmbito do qual serão apresentados os três projectos artísticos, a par de outras actividades (passeio pedestre, projecção de filmes documentários e baile tradicional).


Projectos Artísticos:

Cédric Anglaret (França)
“Uma lenda que se torna realidade”
Performance em espaço público

Descrição: Investigar histórias, crenças ou lendas locais, escolher uma e torná-la realidade, através de performance.
Intenções: A ideia é, nestes momentos de transição, reactivar as tradições passadas no presente para potenciar o questionamento do futuro. Uma velha lenda que de repente reaparece incita a reacções e interrogações.



Christine Niehoff (Alemanha)
“Manual de sobrevivência”
Artes visuais

Um vídeo com características quase-instrutivas acerca da sobrevivência em tempos pós-catastróficos. Parcialmente cómico ou absurdo devido ao carácter inútil da tarefa (as esperanças de sobrevivência parecem ser ínfimas em muitos cenários), parcialmente muito sério devido à determinação de tentar. O projecto será concretizado localmente, respondendo ao espaço e à gente de Nodar.



Pali Meursault (França)
“Caminhada[s]”
Paisagens sonoras

Um projecto de criação sonora, mas também de pesquisa de uma forma de escrita musical através do encontro com um ambiente. Esta pesquisa utiliza técnicas de gravação de campo, assim como de improvisação com objectos encontrados, instalação sonora ou documentário e, acima de tudo: percursos pedestres exploratórios e encontros casuais. Tudo isto será conduzido enquadrado por uma ideia alargada do que é um ambiente, através do questionamento das especificidades sonoras do lugar, assim como dos seus dados geográficos, temporais, sociais e políticos.



Co-organização: Associação Cultural de Nodar Binaural
Financiamento: Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes
Apoios: MoKS (Estónia) Projecto Criar Raízes Câmara Municipal de S. Pedro do Sul
Parceiro Media: Viseu TV

Como Chegar até Nodar:

Vindo da Auto-Estrada A25, sair em direcção a S. Pedro do Sul. A partir do centro da vila, seguir no sentido São Pedro do Sul – Viseu e, à saída da vila, seguir as indicações para São Macário / Castro Daire, a partir da rotunda da estátua do São Pedro. Seguindo em frente, já em São Felix, vira-se à esquerda em direcção a São Macario / Fujaco / Pena. Seguir sempre em frente até à aldeia de Sul. Aí, virar na 1ª rua à direita (Largo do Imigrante). Passar pela Amoreira e Ervilhal. Pouco depois, no cruzamento virar à esquerda para S. Macário / S. Martinho das Moitas / Casa Museu Maria da Fontinha. Passar Gafanhão / Além do Rio, e num cruzamento mais à frente virar à direita para Sete Fontes / Sequeiros / Nodar / Parada de Ester. Seguir sempre em frente passando por Sequeiros.

Solstício de Orfeu 2008 - festa de músicas e artes em Águeda nos próximos dias 20,21 e 23 de Junho



Está prometida uma festança multi-artística para marcar o Solstício, em três dias de animação permanente no Espaço d’Orfeu, em Águeda. De 20 a 22 de Junho, há concertos, animações, banquinhas, exposições, espectáculos para toda a família, ateliers para crianças, um seminário para o associativismo, exposições, casa aberta e até as incontornáveis transmissões do Europeu. A d’Orfeu vai ser uma festa!


sexta 20 Junho, 23h00

La Troba Kung-Fú (Barcelona)
mestiçal peninsular / cimeira do fole
Os catalães trazem a Águeda a sua bombástica fusão de rumba catalã com os ritmos da cumbia ou do reggae, num concerto com sentido único para a festa. Músicos de um grupo catalão que deu brado na última década - os Dusminguet -, La Troba Kung-Fú garantem um cocktail explosivo de música para ouvir até dançar! Um concerto de inspiração mediterrânica a partir da cosmopolita e frenética Barcelona. Uma pedalada que só visto!


sábado 21 Junho, 23h00

Dhoad Gypsies from Rajasthan (Índia)
festival das músicas do mundo cigano
Os ciganos do Rajastão, herdeiros de uma cultura milenar, tocam as mais profundas raízes musicais do deserto indiano. Enquanto o transe se instala nos ritmos das tablas, no oriental virtuosismo dos cantos e danças ou ainda no destemor do fakir, o público vive uma experiência mágica e autêntica. Um turbilhão de energia positiva para um concerto incontornável da galeria das músicas do mundo cigano.


Domingo, 22 de Junho

espectáculos para público familiar
Bando dos Gambozinhos, Alexandre Pring & João Gentil, Tamborilando, EMtrad’, Do Fundo do Baú, Lisou, Era Uma Vez Um Gato Maltês Tocava Kazoo Num Grupo de Jazz Português

16.6.08

«Eu Não» (parte III) de Samuel Beckett está em cena no Museu Nacional Soares dos Reis, numa representação do Teatro Plástico


EU NÃO - PARTE III
DE
SAMUEL BECKETT

MUSEU NACIONAL SOARES DOS REIS ( Rua D. Manuel II, no Porto)
DE 13 A 25 DE JUNHO - TERÇA A DOMINGO - 21.30H





Teatro Plástico Rua Dr. Barbosa de Castro, 60 - 4º 4050-090 PORTO

Tel/Fax 222 088 948


Inf./Reservas 223 393 770/968 940 982




Após a estreia em Abril de 2007 de Eu Não de Samuel Beckett, apresentado como instalação audiovisual e dramatículo em dois locais distintos do Porto a diferentes horas do dia, com esta revisitação no espaço do Museu Nacional Soares dos Reis de um texto fulcral da dramaturgia contemporânea, o Teatro Plástico encerra um primeiro ciclo de abordagem ao universo do mais importante dramaturgo do Sec. XX e que propôs, através de duas das suas mais simbólicas obras, uma leitura-síntese deste fundamental universo dramatúrgico.

Construída a partir das memórias da infância Irlandesa do autor e de “A decapitação de S. João Baptista” de Caravaggio, Eu Não é uma obra fulcral da estética teatral e representa a síntese da extraordinária galeria Becketiana de seres falantes e mulheres suplicantes que, começando na Winnie de Os dias Felizes, se vêem progressiva e fatalmente reduzidas ao estado mais elementar e minimal da comunicação e existência humanas: uma voz

O livro «1807-2007, 200 anos de denúncia da escravatura» vai ser apresentado em Lisboa na Crew Hassan ( dia 20 de Junho às 21h.)

LANÇAMENTO DO LIVRO 1807-2007 - 200 ANOS DE DENÚNCIA DA ESCRAVATURA

6ª FEIRA - 20 de JUNHO - 21 HORAS

Coop. Cultural CREW HASSAN
RUA DAS PORTAS DE STº. ANTÃO, 159 (rua Coliseu)
Simultaneamente vão decorrer as seguintes actividades no mesmo local:

EXPOSIÇÃO A ESCRAVATURA E A SOBRE-EXPLORAÇÃO ACTUAL


EXIBIÇÃO DE CAPOEIRA - com Mestre Chá Preto

ABBADON monólogo para uma actriz - teatro/perfomance na Casa-Viva (de 18 a 28 de Junho às 22h30)


ABBADON monólogo para uma actriz

teatro performance

uma criação NuIsIs ZoBoP

de 18 a 28 junho, de 4ª a sábado, 22h30
(excepto sábado, 21)


entrada sujeita a marcação, através do nº 96 5843240
(diariamente, até às 19h00)

Local:
CasaViva
praça marquês de pombal 167 porto





"ABBADON", um monólogo para uma actriz, é um trabalho construído no liminar da recusa pelas convenções usuais no espaço teatral e performativo, caracterizando-se por uma total imersão
do espectador no universo sensorial e emocional proposto no espectáculo, por uma intensidade psicofísica da actriz que exige do público uma disponibilidade não usual para o desafio, e por uma extrema generosidade e intimidade em termos performativos, apelando a expressões de metamorfose e de magia. A plasticidade do espaço é determinada pelo sonho consciente e lúcido que marcou todo o processo de trabalho e construção do espectáculo.


Ficha Técnica:
Criação e Direcção : Hugo Calhim Cristovão
Criação e Interpretação: Paula Cepeda Rodrigues
Texto original de: Hugo Calhim Cristovão
Assistência e Colaboração: Joana von Mayer Trindade
Uma criação NuIsIs ZoBoP

CasaViva
praça marquês de pombal 167 porto
(bate o batente)

www.nuisiszobop.blogspot.com

www.myspace.com/issnuisiszobop

www.casa-viva.blogspot.com

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Sobre "ABBADON", critica por Nuno Meireles

Estamos em guerra. A verdade é que estamos em guerra.
Estamos em guerra com o simples facto de serem não os vencedores mas sim os burgueses que escrevem a história do nosso tempo. Ou antes, que se inscrevem na história, como se fosse por pacotes ou acções ou comparticipações. Estamos em guerra com a burguesia. Estamos em guerra com a falta de mérito, estamos em guerra com a falácia, com o embuste, com a ignorância encapotada de cultura. Estamos em guerra com o grande choque entre o que se diz e o que se faz; estamos em guerra com quem tem dinheiro, e estamos em guerra com quem se lamuria de não o ter; estamos em guerra com todo o baby boom de criadores auto-fecundados em geração espontânea, para quem a arte começou agora e com eles; estamos em guerra com o meu estilo, os este vai ser um projecto transversal, os pluris isto e pluris aquilo; estamos em guerra com carradas de gente que até mete impressão.
Estamos em guerra e isto não é brincadeira. Estamos em guerra e, como estamos em guerra, a única coisa que podemos fazer é servir-nos ou de uma grande raiva ou de um grande amor. Ou de um ou de outro. Às vezes dos dois. Muito raramente dos dois.
Estamos em guerra e Abbadon é uma peça que está num dos lados das trincheiras. Está no lado em que ninguém quer estar. Não está nas folhas de serviço ou de pagamento de lado nenhum, não está senão na trincheira onde mora a tenacidade. Está com a guerrilha. Isto se Abbadon não for, afinal, a própria guerrilha. Algures, escondidos dos olhares das gentes, sem desistir nunca.
Conta-se que os guerrilheiros vietnamitas, nos ataques a alvos americanos, para passar por arame farpado não usavam camisa pois isso os prenderia, atrasaria. Preferiam ferir a carne. Abbadon está neste plano. Prefere ferir a própria carne para chegar aonde quer.
Esta peça, por ser tudo o que não se vê hoje em dia, é tudo o que faz a diferença, é uma ponta de lança no terreno pantanoso de ignorância - e às vezes ignomínia - em que estamos. Não há esperança nenhuma que isto melhore, pelo contrário. Mas pode haver fé. E Abbadon é um renovar da fé no teatro. Um sólido, forte, rigoroso manifesto de fé, de raiva, de humor, de técnica, de sobrevivência.
Abbadon é uma peça feita por uma actriz só. Mas Abbadon não é apenas uma peça feita por uma actriz só, é outra coisa. Porque tem construção em cada momento; porque tem, ao contrário de desleixo, rigor físico; ao contrário de auto complacência, determinação; ao contrário de vamos experimentar uma ideia que tou a ter, exercício pleno das possibilidades do corpo, da voz, da emoção e da imaginação de uma actriz.
Não é uma peça fácil mas há alguma outra peça que seja tão exigente para com o público por o ser consigo mesma?
Enfim, uma peça a sério. Uma peça em que a iconoclastia e a escatologia ombreiam com a auto exigência; em que o esforço não compactua com o masoquismo; em que há justeza de proporções em todos os momentos, tão cruamente apresentados, próximos, chocantes, mas nunca gratuitos. Porque Abbadon vende-se muito caro.
Enfim uma peça em que o humor e o sarcasmo estão lado a lado de uma construção, de uma verdadeira resposta ao mundo. Finalmente uma franqueza de emoções, ao lado de um enorme mosaico de recordações, invocações e situações fragmentadas de que o texto fala. Enfim uma peça que não fala senão numa torrente de palavras, que é o tema e ao mesmo tempo parte do discurso contínuo que vai acontecendo. Discurso de corpo, discurso de voz, discurso do texto, discurso da emoção, tudo às vezes junto e às vezes separado, paralelo, como numa polifonia, como numa auto-estrada com as suas várias vias, tudo a andar muito depressa, muito forte, muito urgente, muito a saber precisamente para onde vai. Por baixo por cima e por todos os lados de qualquer arame farpado, dentro e fora da actriz.

Lançamento do livro DOCUMENTIRA de Regina Guimarães e Saguenail no bar Maria Vai Com As Outras no dia 19 às 21h30


A Profedições e o Instituto de Sociologia da FLUP, Regina Guimarães e Saguenail vão lançar o livro DOCUMENTIRA no bar-loja MARIA VAI COM AS OUTRAS, Rua do Almada, nº 443 Porto, na quinta-feira 19 de Junho às 21h30.



Tomaremos um café ou um copo, falaremos da publicação e faremos uma derradeira sessão-surpresa do seminário sobre princípios e práticas do documentarismo A CONSTRUÇÃO DO REAL cuja transcrição acrescida de entrevistas a alguns realizadores convidados deu origem ao livro agora editado

http://maria-vai-com-as-outras.blogspot.com/



A CONSTRUÇÃO DO REAL
O ar do tempo - combustível que, com variável sofreguidão, todos inalamos - diz-nos que o documentário está na moda. Talvez não seja por acaso que essa relativa voga é contemporânea do sucesso dos reality shows e produtos televisivos afins. Nunca as histórias de vida e as cenas da vida real suscitaram tanto fascínio, a ponto de muitos pensadores serem seduzidos pela hipótese de teorizar o(s) novo(s) realismo(s) e de certos dramaturgos reivindicarem a etiqueta «teatro documental». Os festivais especializados nos docs enchem salas e aquilo que até há escassos anos parecia quase inconcebível (a saber: um documentário bater recordes de bilheteira, ou mesmo roçar o estatuto de filme-culto) tem vindo a acontecer com filmes como SER E TER, de Nicolas Philibert, OS RESPIGADORES E A RESPIGADORA, de Agnès Varda, ou ainda com as obras oscarizadas de Michael Moore.


Ora, o cinema dito documental é terreno de grandes controvérsias, a começar pela própria designação e definição do «género». Algumas delas assentam porventura em preconceitos que urge denunciar e desmontar, outras são seguramente decorrentes de diferenças notórias ao nível de todas as etapas da concepção, realização e acabamento dos filmes em causa.
Por iniciativa do Instituto de Sociologia da FLUP, o seminário aberto A CONSTRUÇÃO DO REAL tentou trazer esta discussão acesa para o coração da universidade.

www.profedicoes.pt/livraria/index.php?act=viewProd&productId=73

Seminário para o associativismo (dia 21 de Junho, em Águeda)

SEMINÁRIO PARA O ASSOCIATIVISMO - Águeda,Sábado 21 Junho 2008, 10h00-18h00

Reconhecendo que a formação e qualificação é cada vez mais uma necessidade para os dirigentes e responsáveis das Associações Culturais, a Câmara Municipal de Águeda e a d’Orfeu Associação Cultural vão promover um Seminário no próximo dia 21 de Junho de 2008, que visa desenvolver e aplicar diversos temas úteis para actividade associativa.


Este seminário pretende ser um contributo, prático e pertinente, para as Associações e terá dois momentos: um leque de ateliers temáticos da parte da manhã e um debate aberto durante a tarde.

10h00–13h00, em vários espaços na cidade

Ateliers práticos (simultaneamente os ateliers dos diferentes temas, inscrevendo-se os participantes naquele que lhe interessa)
• Voluntariado e estratégia associativa
monitor: Miguel Torres - ACERT (Tondela)
• Actividades e animação sociocultural
monitoras: Marta Maciel e Anabela Villas Boas – FNAJ (Porto)
• Como estruturar um projecto - descrição, objectivos, orçamento
monitor: Paulo Pereira - investigador, gestor de projectos culturais
• Marketing associativo e divulgação de actividades
monitor: Rui Júnior - TocáRufar (Seixal)
• Fiscalidade e contabilidade associativa
monitores: Diana Mira e Miguel Cintra - Associação Pé de Xumbo (Évora)
• Mecenato / Estatuto dos Benefícios Fiscais
monitor: António Marques - técnico tributário e dirigente associativo (Coimbra)
• Programas de apoios financeiros (IPJ, INATEL, MC)
monitores: técnicos dos respectivos organismos


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15h00–18h00, no salão nobre da Câmara Municipal de Águeda
Debate aberto (com todos os participantes dos ateliers e aberto ao público em geral )
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O Seminário é dirigido às Associações do concelho de Águeda, mas está aberto à participação de outros interessados a nível regional/nacional.
Cada Associação pode beneficiar dos ateliers da manhã na sua maior amplitude possível, inscrevendo o(s) representante(s) que entender em cada atelier.
As inscrições são livres e serão aceites por ordem de chegada.

Informações e inscrições (até 13 Junho):
Paula Loureiro Câmara Municipal de Águeda
telefone 234610070 (opção 2)
e-mail:
paula.loureiro@cm-agueda.pt


Este seminário é uma organização conjunta da Câmara Municipal de Águeda e da d’Orfeu Associação Cultural .

www.dorfeu.com/eventos/seminarios/sem_associativismo/main.htm

Já está em cena no Teatro da Vilarinha ( Porto) a peça de Manuel António Pina, História do Sábio fechado na sua Biblioteca


História do Sábio fechado na sua Biblioteca é a peça de Manuel António Pina que foi estreada no passado dia 14 de Junho no Teatro da Vilarinha, e que vai ficar em cena até ao próximo dia 20 de Julho, incluindo os sábados às 16h00 e às 21h45, e domingos às 16h00. O espectáculo é para maiores de 6 anos de idade, e tem duração de 50 minutos

Teatro da Vilarinha

Rua da Vilarinha, 1386

4100-513 Porto

tel. 226 108 924


http://teatropedevento.blogspot.com/


Era uma vez um Sábio chinês que vivia há muitos anos fechado na sua Biblioteca e sabia tudo, tudo. Nada do que existia, e até do que não existia, tinha para ele segredos. Sabia quantas estrelas há no céu e quantos dias tem o mundo. Conversava com os animais e com as plantas e conhecia o passado, o presente e o futuro. Ora, como conhecia todas as coisas, a sua vida era, claro, muito triste e desinteressante. Mesmo as coisas mais misteriosas, como, por exemplo, os cortinados agitando-se com o vento, ou, à noite, os móveis rangendo como se falassem uns com os outros, não tinham para ele qualquer mistério. Até que um dia um estrangeiro bateu à porta da Biblioteca…




Há precisamente 30 anos, estava o Pé de Vento a ensaiar o seu primeiro espectáculo e a estrear-se como Companhia Profissional de Teatro para a Infância e Juventude, com um texto de Manuel António Pina.

Foi também há 30 anos que o Manuel António Pina aceitou integrar o seu núcleo impulsionador, como escritor residente, e fundar connosco – a Maria João Reynaud e eu próprio – o Pé de Vento.

Nesse ano já tão distante de 1978, o jardim da Cooperativa Árvore foi o cenário onde estreámos um espectáculo que percorreu a cidade de lés a lés: Ventolão, o maior intelectual do mundo. De então para cá, muitos foram os textos deste autor que transformámos em espectáculos e ficaram na memória de quem os viu – pela natureza insólita dos textos e pela sua carga poética. Dezenas, talvez mesmo centenas, de milhares de espectadores assistiram a essas representações, levadas aos sítios mais recônditos do país por uma companhia que, na altura, apostava essencialmente num trabalho de itinerância dirigido aos mais novos.

Ao longo destes 30 anos, fomos trilhando uma caminhada sem paralelo, com o Manuel António Pina a escrever muitos dos textos que o Pé de Vento ia levando à cena. Do cruzamento da sua escrita com a nossa prática teatral resultaram alguns dos nossos melhores espectáculos, construídos sobre aquela cumplicidade que transforma a tarefa de pôr um texto em cena – e que tarefa! – em aventura amorosa, que se alarga aos espectadores, também eles cúmplices, e a que inevitavelmente se segue uma separação provisória, até a um próximo encontro…

Agora, em 2008, era altura de nos reencontrarmos com Manuel António Pina para festejarmos um percurso que, sem ele, teria sido bem diferente – porque o desafio da sua escrita, do seu humor, do seu talento poético foi sempre um dos nossos mais constantes estímulos. Voltamos a cruzá-la com o nosso palco, em jeito de celebração de 30 anos de vida teatral sem tréguas nem vacilações, apesar dos inúmeros obstáculos que tivemos que vencer para prosseguirmos com dignidade e profissionalismo um trabalho que visa um público jovem e cada vez mais exigente.

Assim, desta fiel parceria que agora comemoramos, nasceu a História do Sábio fechado na sua Biblioteca, um conto que nos fala de dois mundos: o do saber e o da vida. O mesmo se passa no teatro, quando passamos do texto e do trabalho de montagem à representação das emoções e dos afectos que ganham vida no palco – a vida que reconhecemos como sendo também nossa.

História do Sábio fechado na sua Biblioteca desenvolve-se num território onde o desejo e o saber se confundem, onde as ideias sobre as coisas não se distinguem das próprias coisas; e onde estas se confrontam connosco, isto é: com a nossa razão e o nosso sentir. O percurso do nosso Sábio situa-se numa estreita faixa que vai do sonho à vivência da realidade, porque só através dela é possível intuir o sentido misterioso da existência.


João Luiz

No Bloomsday de 2008 relembramos as cartas obscenas de Joyce à sua querida Nora!

Todos os anos a 16 de Junho assinala-se o Bloomsday, o dia em que ocorre toda a acção narrativa de um dos principais livros da literatura mundial, o Ulisses, do escritor irlandês James Joyce.

Depois dos anos anteriores termos publicado neste blogue alguns textos de informação e ensaio sobre a obra e a figura de Joyce ( ver
1, 2, 3 ), julgamos que já é tempo de recordar aqui as obscenas cartas de amor que o escritor escreveu à sua amante e companheira de vida, Nora Barnacle (n. Março de 1884 – m. 10 de Abril de 1951).



Publicamos a seguir uma das mais citadas, justamente a que tem a data de 15 de Agosto de 1904, apesar do seu conteúdo anódino em comparação com as restantes:

15 August, 1904

My dear Nora,

It has just struck me. I came in at half past eleven. Since then I have been sitting in an easy chair like a fool. I could do nothing. I hear nothing but your voice. I am like a fool hearing you call me ‘Dear.’ I offended two men today by leaving them coolly. I wanted to hear your voice, not theirs.

When I am with you I leave aside my contemptuous, suspicious nature. I wish I felt your head on my shoulder. I think I will go to bed.

I have been a half-hour writing this thing. Will you write something to me? I hope you will. How am I to sign myself? I won’t sign anything at all, because I don’t know what to sign myself.

From:
James Joyce's love letters to Nora Barnacle

Outras podem ser lidas
aqui,( em francês), e aqui ( em castelhano)

Existe uma edição portuguesa das cartas na editora Hiena sob o título Querida Nora!

15.6.08

Abaixo o Euro 2008 e a paranóia do futebol competitivo. Vivam os jogos populares tradicionais e cooperativos

O desporto ( mais a sua indústria) ensina-nos a ser competitivos!

A educação dos jogos cooperativos habitua-nos, ao invés, a ser solidários e fraternos.


A ideologia desportiva pretende vender-nos, à socapa, e à custa de uma falsa ideia de neutralidade da actividade desportiva, os valores caros às sociedades capitalistas: uma concorrência feroz entre as equipas e os jogadores, o elitismo dos melhores, o nacionalismo, o culto da perfomance, a passividade do espectador-cidadão e as perversões alienantes da sociedade do espectáculo, etc.

Acresce a isso, nos últimos anos, a subtil montagem e manipulação das emoções das pessoas, a que já nos vamos habituando a assistir periodicamente, quando aquelas são convidadas ( e autorizadas, bem entendido) a berrar, buzinar, e a cometerem os desvarios do costume, enfim, a emocionar-se por motivos, que são, no geral, muito bem programados, e que, de imediato, são vendidos às massas com objectivos inconfessáveis, mas onde o lucro está sempre presente, regra geral, associado alarvemente a operações de manipulação, com a vantagem suplementar de, ao contrário dos carnavais de outros tempos, não existirem em tais excessos as habituais críticas ao poder estabelecido.

Com os espectáculos desportivos como o que nos entram pelos olhos ( e cérebros) dentro, o que se pretende é então alimentar a ilusão de um mundo em que cada equipa ( de cada nação, ou de cada cidade) tem as mesmas oportunidades de ganhar ( de vitória) como as demais, quando se sabe perfeitamente que assim não é, até porque as melhores equipas se constroem com investimentos milionários, só possíveis a quem for titular do real poder do capital.

Uma operação mental deste calibre permite alimentar junto dos mais desprevenidos a ideia ilusória de que, por exemplo, as nações colonizadas podem vencer as equipas das super-potências colonizadoras, ou de que - o que vai dar ao mesmo - os pobres só podem subir na escala social se tiverem talento suficiente para alcançarem o nível social dos ricos, por mais estúpidos e broncos que estes sejam.

A nossa bolsa de valores é o oposto a tudo isso. Queremos um mundo em que não haja necessidade de derrotar, e muito menos, de esmagar, quem quer que seja, para nos sentirmos bem. Queremos um mundo onde o gosto de jogar derive do prazer da partilha e do «estar em comum» e jamais da vitória ( e esmagamento ou massacre) sobre o outro.

Também rejeitamos a identificação às bandeiras de um qualquer Estado nacional, do mesmo modo que julgamos desprezíveis as manifestações ruidosas de rua dos adeptos fanatizados em glória aos vencedores.

Os campeonatos do mundo e da Europa do futebol, junto aos Jogos Olímpicos, são bem exemplos ilustrativos de todos esses valores que sub-repticiamente nos querem impingir, com a falsa ideia da neutralidade do desporto, devidamente embrulhada numa não menos falsa ética aplicada à competição feroz entre os jogadores-adversários em contenda.

A ideologia desportiva é, com efeito, tanto mais forte e insidiosa quanto mais invisível e discreta ela se mostrar…

Sejamos solidários uns com os outros.

Não alinhemos com a ideologia dominante da concorrência e da competição social( mesmo, dentro do desporto) das sociedades capitalistas.

Não à manipulação e à lavagem cerebral que nos transformam em agentes (…, isto é, em agenciados pelo poder) inconscientes da competição concorrencial do mercado

Por uma educação cooperativa e solidária entre todos os seres vivos.



Ver outros textos sobre a mesma temática: 1 ; 2 ; 3 ; 4 ; 5 ; 6 ; 7

O Teatro do Oprimido de Lisboa (GTO LX)


Amanhã, dia 16 de Junho (pelas 21h30) , vai-se realizar a última representação no CineArte ( em Lisboa) da peça de teatro Fórum « Os nossos pais» a cargo do Teatro do Oprimido de Lisboa (GTO LX)

«Os nossos Pais» é um desafio à reflexão conjunta sobre a família contemporânea. Qual a nossa responsabilidade no bem-estar e qualidade de vida dos nossos pais e avós? Estão as novas dinâmicas familiares preparadas para lidar com o envelhecimento da população? A igualdade de género é um tema do passado?

Como sempre no Teatro Fórum, nós apresentamos o problema e são os espectadores que actuam e propõem as soluções.

O Teatro do Oprimido de Augusto Boal envolve actores e público num processo de reflexão mútua sobre as suas realidades. Ao contrário do que acontece no teatro convencional, os espectadores podem, no fim da peça, entrar em palco e propor/ actuar possíveis soluções para o problema apresentado. O teatro surge como espaço de participação, discussão e análise de ideias.

O GTOLx, Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa, é uma ONG que usa a ferramenta do Teatro do Oprimido para estimular a participação activa e consciente dos cidadãos na construção da sociedade.

O GTOLx desenvolve projectos de empowerment social com comunidades críticas, trabalhando directamente com as populações, formando-as nas técnicas do Teatro do Oprimido e acompanhando-as na construção e apresentação para a comunidade de espectáculos de Teatro Fórum sobre as suas problemáticas.

http://www.gto-lx.blogspot.com/




PROJECTOS GTO LX EM CURSO

1. TEATRO FÓRUM EM S. MIGUEL, AÇORES
Divulgar/disseminar a técnica de TF como ferramenta de empowerment na Segurança Social da Região Autónoma dos Açores; incluido no projecto EQUAL.
Responsáveis: Gisella Mendoza e Reginaldo Spínola
Parceiros: Moinho da Juventude, Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, Instituto de Acção Social Açores


2. TEATRO FÓRUM NA ARRENTELA


Divulgar/disseminar a técnica de TF como ferramenta de empowerment numa associação de jovens.
Responsáveis: Gisella Mendoza, Isa Monteiro e Vânia Querido
Parceiros: Associação KHAPAZ


3. TEATRO FÓRUM NAS ESCOLAS


Divulgar/disseminar a técnica de TF como ferramenta de empowerment em escolas secundárias do concelho de Lisboa.
Responsáveis: Magda Novais, Bruno Gâmboa, Reginaldo Spínola, Vânia Querido, William Brandão
Parceiros: Escola Secundária Eça de Queiróz (Olivais), Escola Secundária Almeida Garrett (Zambujal)

4. TEATRO FÓRUM N' A BARRACA


Apresentar espectáculos de Teatro Fórum com temáticas de interesse à sociedade em geral, para promover debates e discussões sobre temas que consideramos actuais -empowerment da sociedade civil.
Responsáveis: Romeu Costa, Diogo Mesquita, Joana LA, Magda Novais, Reginaldo Spínola, David Marçal, Gisella Mendoza
Parceiros: Teatro Cinearte A Barraca

CONTACTE-NOS
Por mail:
geral@gtolisboa.org


Por telefone:
213476319
968474613

Por carta (NOVA MORADA):
Travessa do Corpo Santo, nº21 3º Esq
1200-131 Lisboa



O Teatro e a Estética do Oprimido (Aesthetics of the Oppressed ) de Augusto Boal

A ESTÉTICA DO OPRIMIDO é a mais recente pesquisa de Augusto Boal e da equipe do CTO-Rio. Os alicerces teóricos e os primeiros resultados dessa experiência estão registrados no livro Aesthetics of the Oppressed, lançado pela editora Routledge, em Londres / Reino Unido, em Março de 2006.

A Estética do Oprimido tem por fundamento a certeza de que somos todos melhores do que pensamos ser, capazes de fazer mais do que realizamos, porque todo ser humano é expansivo.

A Estética do Oprimido visa promover a expansão da vida intelectual e estética de participantes de Grupos Populares de Teatro do Oprimido, evitando que exercitem apenas a função de actor, que representa personagens no palco. Os integrantes desses grupos são estimulados, através de meios estéticos, a expandirem a capacidade de compreensão do mundo e as possibilidades de transmitirem aos demais membros de suas comunidades - bem como aos de outras - os conhecimentos adquiridos, descobertos, inventados ou re-inventados

Estética do Oprimido baseia-se na idéia de que o Teatro do Oprimido é um Teatro Essencial - no sentido de estar na essência própria de Ser Humano. Trata-se do Teatro que todo ser humano é, por sua capacidade de ver-se agindo, de ser espectador de si próprio. De se separar em actor e espectador para multiplicar a capacidade de entender sua própria acção. O ser humano, diferentemente de todas as outras espécies de animais, é capaz de se ver agindo, de analisar a situação em que se encontra e, como um director, se auto-dirigir durante sua própria ação. Como actor - age. Como diretor - dirige a ação. Como figurinista - tenta adequar sua aparência à situação e ao cenário onde vai atuar. Como dramaturgo - produz o texto conforme a ocasião. Como ser humano - é capaz de representar a realidade, recriar o real em imagem, para entender sua existência e imaginar sua acção futura


O Teatro do Oprimido actua neste sentido, estimulando as pessoas a descobrirem o que já são, a revelarem para si próprias que são potência, que, por serem capazes de metaforizar o mundo, ou seja, de representá-lo, são capazes de recriá-lo. O objetivo é que essa descoberta ou re-descoberta, permita que cada um se aproprie do que originalmente é seu: a capacidade de ver-se agindo, de analisar e recriar o real, de imaginar e inventar o futuro


Para ajudar cada um a descobrir essa potência e capacidade transformadora, promovem-se actividades artísticas em quatro eixos:



PALAVRA: falada/escrita: os participantes produzem poesias, poemas, reflexões: "o que mais me impressionou" (relato sobre situações que impressionam os participantes no dia a dia) "declaração de identidade" (carta para algum interlocutor - conhecido ou não - com descrição do remetente), artigos, contos, além de textos dos espectáculos;


IMAGEM: actividades de artes plásticas, com produção de desenhos, figuras, criação de esculturas a partir de objetos encontrados; fotografia - análise do mundo que nos cerca e, criação de cenas e espectáculos.


SOM: sonoridade: pesquisa sonora, descoberta do potencial da voz, instrumentos - existentes/inventados, música e criação de dança a partir de movimentos da vida quotidiana.


ÉTICA: diálogos/conversação: promoção de encontros com especialistas e promoção de centros de estudos de: filosofia, história, ecologia, economia, política e vida social









TEATRO do OPRIMIDO


O teatro do Oprimido é o método estético que sistematiza Exercícios, Jogos e Técnicas Teatrais que objetivam a desmecanização física e intelectual de seus praticantes, e a democratização do teatro.

O TO cria condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios de produzir teatro e assim amplie suas possibilidades de expressão. Além de estabelecer uma comunicação directa, activa e propositiva entre espectadores e actores.


O Teatro do Oprimido (TO) é uma metodologia teatral criada no Brasil pelo teatrólogo Augusto Boal, hoje desenvolvida e difundida por todo o mundo, que estimula uma postura activa e protagónica nos seus praticantes e espectadores.

Compõem a Metodologia:



Teatro Jornal
Conjunto de nove técnicas para teatralizar notícias de jornal e para perceber o significado oculto de cada uma. Criada em 1971, no Teatro de Arena de São Paulo, esta técnica foi muito usada na época da ditadura militar brasileira para revelar informações distorcidas pelos jornais da época, todos sob censura oficial.


Teatro Imagem
Técnica teatral que transforma questões, problemas e sentimentos em imagens concretas. A partir da leitura da linguagem corporal, busca-se a compreensão dos factos, porque a imagem do real é real enquanto imagem.


Teatro Invisível
Teatralização de uma cena do quotidiano apresentada no local onde realmente poderia acontecer, sem que se identifique como evento teatral. Desta forma, os espectadores são reais participantes, reagindo e opinando espontaneamente à discussão provocada pela encenação.


Teatro-Fórum

É um espetáculo baseado em factos reais, no qual os personagens, oprimidos e opressores, entram em conflito, de forma clara e objectiva, na defesa dos seus desejos e interesses. Neste confronto, o oprimido fracassa e o público é convidado, pelo Curinga (o facilitador do Teatro do Oprimido), a entrar em cena, substituir o Protagonista (o oprimido) e buscar alternativas para o problema encenado. No Teatro-Fórum o espectador é estimulado a entrar em cena,improvisar como protagonista e buscar alternativas ao problema encenado.


Arco-Íris do Desejo
“Método Boal de Teatro e Terapia”
Um conjunto de técnicas terapêuticas e teatrais, adequadas para a análise de questões interpessoais e/ou individuais.



Teatro Legislativo
O Teatro do Oprimido transforma o espectador em actor, ao passo que o Teatro Legislativo, pretende transformar o cidadão em legislador.
A partir de 1993, o CTO-Rio iniciou o projeto TEATRO LEGISLATIVO através da criação de grupos populares de Teatro do Oprimido, que produzem espetáculos de Teatro-Fórum sobre temas do cotidiano, realizando apresentações gratuitas, nos mais diversos espaços públicos, para estimular a discussão desses temas e recolher sugestões da platéia para elaboração de Propostas de Leis. Essas propostas são recolhidas e entregues à Célula Metabolizadora: equipe formada por um especialista no tema encenado, um assessor legislativo e um advogado com experiência na área, cuja função é fazer a "metabolização" das propostas, ou seja, analisá-las e sistematizá-las, para que sejam novamente encaminhadas à platéia para discussão e votação, ao final da apresentação, quando se instaura a Sessão de Teatro Legislativo.
Ver alguns exemplos em
www.ctorio.org.br


DOC'S Kingdom (seminário internacional sobre cinema documental) em Serpa (17 a 22 de Junho)


DOC'S KINGDOM 17-22 Junho SERPA - PORTUGAL
Seminário Internacional sobre Cinema Documental
De 17 a 22 de JUNHO, no Cineteatro Municipal de Serpa.
FILMES DEBATES SESSÕES PÚBLICAS

Presenças confirmadas: João Mário Grilo, Jean Breschand, Keja Ho Kramer, Jean-Claude Rousseau, João Nisa, James Benning, Inês Sapeta Dias, Sylvie Lindeperg, Pedro Pinho, Frederico Lobo, Miguel Gomes, Nicolas Philibert.

http://www.apordoc.org/




PAISAGEM o trabalho do tempo

Depois de, na edição anterior, termos evocado o tema da palavra, sugerimos este ano a paisagem como um ponto de partida do programa de filmes e debates. A paisagem como um dos parâmetros possíveis de análise de todo o movimento do cinema moderno e de muitas experiências-limite do cinema actual. A paisagem como lugar geométrico de diferentes artes contemporâneas – e, nesse sentido, como chamada de atenção para o papel de vanguarda, ou de deslocador de fronteiras, que é, ainda e sempre, o de algum documentário. A paisagem como terreno privilegiado de interrogação e depuração da imagem em movimento – e nessa medida, uma vez mais, algo que aqui lembramos enquanto resistência ao cinema da banalização, da redundância e da saturação de efeitos. Paisagem, porque dizer paisagem é já dizer “olhar”, e também “espaço” e “tempo”. Paisagem na acepção de passagem, tanto no sentido temporal como no de transição entre diferentes registos do olhar – o lugar que se transforma e o lugar em que o nosso olhar se transforma. Paisagem, também, como lugar de diferentes níveis de narratividade.
Paisagem e trabalho; paisagem e memória; paisagem e História.
Por último, e justamente contra o bucolismo do olhar, a paisagem como território de impaciência, como tensão entre o visível e o subjacente, entre o que se mostra e o que se esconde, ordem e caos, razão e insanidade.


Para mais informações contactar:
http://www.apordoc.org/
docskingdom@sapo.pt
apordoc@sapo.pt

Programa das sessões de cinema e dos debates:

17 TERÇA-FEIRA
21H00
Sessão pública de abertura
Joris Ivens
Pour le Mistral, 1965, 30’
Vittorio De Seta
Banditi a Orgosolo, 1960, 98’

18 QUARTA-FEIRA
10H00
Vittorio De Seta
Lu Tempu de li Pisci Spata, 1954, 11’
Surfarara, 1955, 11’
Contadini del Mare, 1955, 11’
Parabola D’Oro, 1955, 11’
Pasqua in Sicilia, 1955, 11’
Pescherecci, 1958, 11’
Un Giorno in Barbagia, 1958, 11’
Pastori di Orgosolo, 1958, 11’
João Mário Grilo
O Tapete Voador, 2008, 56’
Debate com João Mário Grilo

15H00
Jean Breschand
L’Aménagement du Territoire, 2006, 45’
Keja Ho Kramer
The Sky Is my Ceiling, 2006, 11’
Debate com Jean Breschand e Keja Ho Kramer

Jean-Claude Rousseau
La Vallée Close, 1995, 140’
Debate com Jean-Claude Rousseau

Jean-Claude Rousseau
Une Vue sur l'Autre Rive, 2005, 24’

19 QUINTA-FEIRA
10H00
Jean-Claude Rousseau
Venise n'Existe PAs, 1984, 11’
Trois Fois Rien, 2006, 78’
João Nisa
Nocturno, 2007, 27’
Larry Gottheim
Fog Line, 1970, 11’
Jean-Marie Straub e Danièle Huillet
Europa 2005, 27 octobre, 2006, 10’
Debate com Jean-Claude Rousseau e João Nisa

15H00
James Benning
One Way Boogie Woogie/27 Years Later, 2005, 121’
Debate com James Benning

James Benning
Casting a Glance, 2007, 80’
Robert Smithson
Spiral Jetty, 1970, 32’

20 SEXTA-FEIRA
10H00
Vittorio De Seta
Isole di Fuoco, 1954-55, 11’
Inês Sapeta Dias
Retrato de Inverno de uma Paisagem Ardida, 2008, 40’
Debate com Inês Sapeta Dias

Ayreen Anastas
Pasolini Pa* Palestine, 2005, 51’
Pier Paolo Pasolini
Sopralluoghi in Palestina per il Vangelo Secondo Matteo, 1965, 55’

15H00
"Nuit et Brouillard"- Un film dans l’histoire,
apresentação de Sylvie Lindeperg
inclui um periodo de diálogo com S. Lindeperg sobre o tema da apresentação
17H00
Debate alargado com a presença dos realizadores cujos filmes foram exibidos até esse momento

22H30
Sessão Pública
Pedro Pinho e Frederico Lobo
Bab Sebta, 2008, 110’
Debate com Pedro Pinho e Frederico Lobo

21 SÁBADO
10H00
Vittorio De Seta
I Dimenticatti, 1959, 20’
Miguel Gomes
Aquele Querido Mês de Agosto, 2008, 147’
Debate com Miguel Gomes e Vasco Pimentel

15H00
Nicolas Philibert
Retour en Normandie, 2006, 113’
Debate com Nicolas Philibert

18H30
Sessão Pública
René Allio
Moi, Pierre Rivière, ayant Égorgé ma Mère, ma Sœur et mon Frère…, 1976, 125’

22 DOMINGO
10H30
Sessão Pública
O Cinema, Cem Anos de Juventude
Programa de iniciação ao cinema, apresentado pela Associação Os Filhos de Lumière. Inclui a exibição de filmes realizados no ano corrente por alunos da Escola Secundária de Serpa.

A encerrar:
Partie de Campagne, Jean Renoir, 1936/46, 40’

A sessão da tarde de Sexta-feira, 20 de Junho, decorre nas instalações da Escola Secundária de Serpa.

Festivais de cinema documental por todo o mundo


Informação retirada de:http://www.apordoc.org/

Albânia
Tirana International Film Festival
http://www.tiranafilmfest.com/index.htm

Alemanha

European Media Art Festival
http://www.emaf.de/

Int' Film Festival Berlin
http://www.berlinale.de/

Int' Human Rights Film Festival
http://www.humanrightsfilmfestival.org

Int' Leipzig Festival for Documentary and Animation Film
http://www.dokfestival-leipzig.de

International Documentary Film Festival Munich
http://www.dokfest-muenchen.de/

International Film Festival Frankfurt
http://www.ifff.de

International Film Festival Mannheim-Heidelberg
http://www.mannheim-filmfestival.com

Kasseler Dokumentarfilm und VideoFest
http://www.filmladen.de/dokfest/

Oberhausen Short Film Festival
http://www.kurzfilmtage.de/

Austrália
Australia Int' Documentary Conference
http://2007.aidc.com.au

Melbourne Int' Film Festival
http://www.melbournefilmfestival.com.au/

África do Sul
Cape Town World Cinema Festival
http://www.sithengi.co.za/
Encounters - South African International Documentary Festival
http://www.encounters.co.za


Áustria

Viennale - Vienna International Film Festival
http://www.viennale.at


Bélgica

Festival International du Film Indépendant
http://www.centremultimedia.org/



Bósnia Herzegovina

Sarajevo International Film Festival
http://www.sff.ba/
Brasil

Belo Horizonte Documentary and Ethnographic Film Festival
http://www.filmesdequintal.com.br

Bulgária

Sofia International Film Festival
http://www.cinema.bg/sff

Canadá

Banff Television Festival
http://www.bwtvf.com/

Doxa Documentary Film & Video Festival
http://www.doxafestival.ca/

Hot Docs - Canadian International Documentary Festival
http://www.hotdocs.ca/

Rencontres Internationales du Documentaire de Montréal
http://www.ridm.qc.ca/


United Nations Association Film Festival
http://www.unaff.org/

Vancouver Int' Film Festival
http://www.viff.org/

China
Guangzhou International Documentary Film Festival
http://www.gzdoc.com

Hong Kong International Film Festival
http://www.hkiff.org.hk
Colômbia

International Documentary Film Encounter
http://www.mincultura.gov.co

Coreia do Sul
Pusan Int' Film Festival
http://www.piff.org


Croácia

Human Rights Film Festival Zagreb
http://www.humanrightsfestival.org/

ZagrebDox International Documentary Film Festival
http://www.zagrebdox.net

Cuba


Dinamarca


NatFilmFestival
http://www.natfilm.dk/

Odense Film Festival
http://www.filmfestival.dk

Escócia

Edinburgh International Film Festival
http://www.edfilmfest.org.uk/

Eslováquia


Espanha
Alternativa - Int' Independent Film Festival of Barcelona
http://www.alternativa.cccb.org/

Bilbao Int' Festival of Documentary and Short Films
http://www.zinebi.com/




Docupolis - Festival Int. Documental de Barcelona
http://www.docupolis.org/

Docusur, Festival Internacional de Documentales del Sur
http://www.docusur.es/

Donostia: San Sebastian International Film Festival
http://www.sansebastianfestival.com/

Extrema´doc -Festival de Cine Documental de Extremadura
http://www.extremadoc.com




Play-Doc, Tui International Documentary Festival
http://www.play-doc.com

Punto de Vista Documentary Film Festival
http://www.cfnavarra.es/puntodevista

Semana Internacional de Cine de Valladolid
http://www.seminci.es/


Estónia
Pärnu International Documentary and Anthropology Festival
http://www.chaplin.ee/


EUA




Carolina Film & Video Festival
http://www.carolinafilmandvideofestival.org

Chicago Int Doc Film Festival
http://www.chicagodocfestival.org/

Doc Fest - New York Int. Documentary Festival
http://www.docfest.org/


Full Frame Documentary Film Festival
http://www.fullframefest.org

Hot Springs Documentary Film Festival
http://www.hsdfi.org

Iowa City Int' Documentary Festival
http://www.icdocs.org/

Los Angeles Film Festival
http://www.lafilmfest.com

Louis Vuitton Hawaii International Film Festival
http://www.hiff.org

Margaret Mead Film & Video Festival
http://www.amnh.org/programs/mead/

New York International Documentary Festival
http://www.docfest.org

New York Underground Film Festival
http://www.nyuff.com


San Francisco Int' Film Festival
http://www.sfiff.org/

Seattle Int' Film Festival
http://www.seattlefilm.com

Silver Images Film Festival
http://www.terranova.org/


South by Southwest Film Festival
http://sxsw.com/

Sundance Film Festival
http://festival.sundance.org


Tiburon International Film festival
http://www.tiburonfilmfestival.com


United Nations Association Film Festival
http://www.unaff.org


Finlândia


Nordisk Panorama Film Festival
http://www.nordiskpanorama.com

Tampere Int' Short Film Festival
http://www.tamperefilmfestival.fi/

França

Bilan du film ethnographique
http://www.comite-film-ethno.net

Cinéma du Réel
http://www.bpi.fr/

Entre Vues - Belfort International Film Festival
http://www.festival-entrevues.com

Festival International de Films de Femmes
http://www.filmsdefemmes.com

Festival International du Cinéma Méditerranéen de Montpellier
http://www.cinemed.tm.fr

Festival International du Grand Reportage d'Actualité et du Documentaire de Société
http://figra.free.fr


International Documentary Festival of Marseille
http://www.fidmarseille.org/

Les Etats Généraux du Film Documentaire
http://www.lussasdoc.com


Grécia


Int' Short Film Festival in DRAMA
http://www.dramafilmfest.gr/

International Thessaloniki Film Festival
http://www.docfestival.gr/


Holanda

Amnesty Int' Film Festival
http://www.amnestyfilmfestival.nl/

Beeld voor Beeld Festival on Culture and Representation
http://www.beeldvoorbeeld.nl

Himalayan Film Festival
http://www.himalayafilmfestival.nl

IDFA - International filmfestival amsterdam
http://www.idfa.nl/

Impakt Festival for Audiovisual Arts
http://www.impakt.nl/

Int' Film Festival Rotterdam
http://www.filmfestivalrotterdam.com/

Shadow Documentary Film Festival
http://www.shadowfestival.nl


Hungria

European Documentary and Anthropological Film Festival
http://www.dialektusfesztival.hu

Int' Film Festival of Fine Arts
http://www.tiszamozi.hu/

International Human Rights Documentary Film Festival
http://www.verzio.ceu.hu


Irlanda

Cork Film Festival
http://www.corkfilmfest.org


Israel

DocAviv Int' Documentary Film Festival
http://www.docaviv.co.il/


Itália

Alba International Film Festival
http://www.albafilmfestival.com/

Art Festival at Palazzo Venezia
http://www.docfest.it/

Città del Sole Documentary Film Festival
http://www.cittadelsole.biz


Festival Internazionale Cinema delle Donne
http://www.festivalcinemadelledonne.com/

Filmmaker Doc Film Festival
http://www.filmmakerfest.org




SondrioFestival - International Documentary Film Festival on Parks
http://www.sondriofestival.it

Túrin International Film Festival
http://www.torinofilmfest.org

Venice International Film Festival
http://www.labiennale.org/


Índia

Mumbai Int’ Film Festival
http://www.filmsdivision.org


Japão

Con-Can Movie Festival
http://www.con-can.com/

Skip City Int' D-Cinema Festival
http://www.skipcity-dcf.jp/

Yamagata International Documetary Film Festival
http://www.city.yamagata.yamagata.jp/


Líbano

Docudays Beirut International Documentary Festival
http://www.docudays.net/


México

DOCSDF, International Documentary Film Festival of Mexico City
http://www.docsdf.com


Noruega

Norwegian Documentary Film Festiva
http://www.dokfilm.no


Nova Zelândia

New Zealand Film Festival
http://www.enzedff.co.nz

WildSouth International Film Festival
http://www.wildsouthfestival.org


Polónia


Jewish Motifs International Film Festival
http://www.warsawjff.ant.pl

Planete Doc Review
http://www.docreview.pl


Portugal

Avanca International Meeting of Cinema, TV, Video and Multimedia
http://www.avanca.com/


Doclisboa Festival Internacional de Cinema Documental
http://www.doclisboa.org

Festival Internacional de Cinema do Algarve
http://www.algarvefilmfest.com/


Reino Unido


Britdoc Festival
http://www.britdoc.org

Edinburgh International Film Festival
http://www.edfilmfest.org.uk


Oxdox International Film Festival
http://www.oxdox.com

Rai Int' Festival of Ethnographic Film
http://www.therai.org.uk

Sheffield Int' Film Festival
https://sheffdocfest.com/


República Checa

Int' Documentary Film Festival Jihlava
http://www.dokument-festival.cz

International Festival of Popular-Scientific and Documentary Films
http://www.afo.cz/

Karlovy Vary International Film Festival
http://www.iffkv.cz/

One World Int' Human Rights Film festival
http://www.oneworld.cz


Roménia


Rússia

Flahertiana International Documentary Film Festival
http://www.flahertiana.perm.ru

Message to Man, St. Petersburg Int. Film Festival
http://www.message-to-man.spb.ru/


Sérvia e Montenegro

Belgrade Documentary & Short Film Festival
http://www.shortfilmfest.org/


Singapura


SIDF - Singapore Indie Doc Fest
http://www.substation.org


Suécia

Buff Int' Children and Young People's Film Festival
http://www.buff.se/


Umea Int' Film Festival
http://www.ff.umea.com

Uppsala Int' Short Film Festival
http://www.shortfilmfestival.com/


Suiça

International Film Festival and Forum on Human Rights
http://www.fifdh.ch

International North South Media Festival
http://www.nordsud.ch

Locarno International Film Festival
http://www.pardo.ch


Viper International Festival for Film Video and New Media
http://www.viper.ch


Swazilândia


Golden Lion Film Festival
http://www.goldlionfest.co.sz

Ucrânia

Human Rights Documentary Film Days
http://www.docudays.org.ua